Últimas indefectivações

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

CAN-2025: fez-se justiça da marca dos 11 metros


"Nas minhas meias-finais na CAN 2024, frente à África do Sul, ao serviço da Nigéria, o jogo levou-nos até às grandes penalidades. É um território especial. Um território onde já não existe plano tático que resolva tudo, nem organização coletiva que substitua a clareza individual. Noventa minutos de tensão controlada, prolongamento vivido no limite e, depois, o momento mais cru do futebol.
Enquanto treinador, sei que os penáltis começam a ser decididos muito antes do apito final. Decidem-se na forma como o grupo é preparado emocionalmente, na confiança que se constrói ao longo do torneio e na leitura que se faz de cada jogador. Quem está preparado aceita o momento. Quem não está sente-o como um peso.
Desde o primeiro dia de estágio, treinámos penáltis de forma sistemática. Registámos todo: executantes, taxas de sucesso, comportamento antes da execução, tempo de preparação, reação após marcar ou falhar. Nada foi deixado ao acaso. Analisámos também ao pormenor os padrões de marcação dos jogadores da África do Sul e partilhámos essa informação com os nossos guarda-redes. Não para sobrecarregar, mas para dar referências claras. Quando o momento chegou, não houve improviso — houve reconhecimento.
O Stanley Nwabali é um craque a defender penáltis, mas sobretudo pela forma como se prepara. Nos treinos, nos momentos competitivos de penáltis, não queria ir embora. Desafiava os melhores marcadores — Lookman, Osimhen, Moses Simon, Iwobi. Procurava dificuldade. Procurava pressão. Cada penálti defendido ou sofrido era mais uma leitura acumulada. É assim que se constrói confiança real. Não no discurso, mas na repetição competitiva.
Neste Marrocos-Nigéria, o elemento de pressão estava claramente do lado marroquino. Jogavam em casa. Estádio cheio. Expectativa nacional elevada. Jogar em casa dá energia, mas retira margem para errar. Cada passe falhado pesa mais, cada minuto sem golo aumenta a ansiedade coletiva.
A emoção é extrema. Para os jogadores, para o banco, para o treinador. Surge uma sensação difícil de explicar: a de pouco controlo. O plano está feito, o trabalho está realizado, mas o jogo entra numa dimensão de 50/50 na sua máxima expressão.
E aqui entra a imprevisibilidade. Desta vez, foi Bono quem deu continuidade a um jogo globalmente mais competente de Marrocos e acabou por ser decisivo. A Nigéria competiu até ao fim, mas Marrocos foi, no cômputo geral, a melhor equipa em campo e venceu com justiça.
No outro jogo, o Senegal foi superior e também merece estar na final. Controlou o ritmo, impôs intensidade e mostrou maturidade competitiva para lidar com um jogo de altíssima pressão.
O futebol de seleções é isto. Duro. Imprevisível. Exigente.
Chegar a uma final não é para todos. Nós conseguimos."

Afinal os doces de Natal influem ou não no rendimento desportivo?


"Após as festas de fim de ano, marcadas por mesas fartas, encontros familiares e horários menos rígidos de treinos, alguns atletas deparam-se com um aumento de peso que não deveria acontecer. Mesmo que os ganhos de peso sejam ligeiros, podem ter impacto no rendimento em campo. Aumento da massa gorda, menor capacidade aeróbia e maior risco de lesão são algumas das consequências apontadas, sobretudo em modalidades desportivas que exigem constante resistência e rapidez de recuperação.
Apesar de ser um fenómeno recorrente após as festividades, o ganho de peso entre futebolistas é considerado controlável. Após o reinício dos trabalhos, os clubes intensificam o controlo físico e ajustam os planos de treino. A chave está na disciplina individual durante as pausas e no rápido retorno aos hábitos profissionais, lembrando que, no futebol de alto rendimento, cada detalhe pode fazer a diferença dentro de campo. Caso contrário, o aumento da massa corporal promove maior sobrecarga sobre as estruturas osteomusculares e os jogadores estarão mais perto de lesão e de um rendimento inferior ao habitual.
Sendo este assunto sensível para muitos, o atacante norueguês Erling Haaland, do Manchester City, ironizou as declarações do técnico Pep Guardiola sobre o possível aumento de peso dos atletas no período de festas. O melhor marcador da atual edição da Premier League seguiu à risca o plano estabelecido, até porque sabia que o técnico iria monitorizar de perto o peso dos jogadores, no sentido de decidir se estavam preparados para o próximo jogo. Quem chegasse com três quilos a mais, sabia à partida que não iria ser convocado. O técnico espanhol sabe bem que baixos níveis de atividade física combinados com a ingestão alimentar acima do gasto energético diário ao longo de períodos prolongados precedem o ganho de peso e promovem o aumento da gordura corporal. Ter o compromisso dos jogadores no contínuo empenho extra-treino no centro de estágios é essencial para o sucesso desportivo de qualquer equipa.
No que diz respeito à pausa para férias de inverno, que nos países europeus coincide com a época natalícia e final do ano civil, a forma como é considerada tem vindo a ser motivo de análise. Estudos científicos referem que equipas de futebol de elite que não têm pausa de inverno perdem em média mais atletas devido a lesão, comparativamente às equipas que têm. Esta análise foi realizada entre 35 equipas profissionais europeias. A carga média de lesões foi de 185,9 dias perdidos/1000 horas (1300 dias perdidos por época) para equipas sem pausa de inverno e 127 dias perdidos/1000 horas (888 dias perdidos por época) para equipas com pausa de inverno. Por outro lado, as equipas sem pausa de inverno tiveram uma média de 1,6 lesões graves por época, ao passo que a incidência correspondente para equipas com pausa de inverno foi de 1,1. Se a fadiga e a falta de recuperação são uma das razões para esta diferença, pode-se especular que as férias de verão são demasiado curtas para uma recuperação total após 11 meses de atividade. O período de preparação de seis semanas antes da época pode também ser demasiado curto para preparar os jogadores a suportar o peso que lhes será imposto durante a época competitiva, especialmente porque muitas equipas de topo dedicam parte da pré-época a digressões promocionais associadas a viagens de longa distância num curto espaço de tempo.
A combinação destes fatores pode explicar porque as equipas sem pausa de inverno e com um curto período de preparação para a pré-época podem ter jogadores cronicamente fatigados e mais lesões como resultado. Faz mais sentido ser como o técnico Guardiola e impor uma cultura individual de responsabilidade, do que não dar uns dias em família e com direito a umas calorias a mais, de forma ponderada.
Devo confessar que os jogadores que mais admiro e dos quais mais desfrutei do gosto de ver e discutir futebol, têm o mesmo nome: Ronaldo. O Cristiano continua preocupado ao milímetro com todos os detalhes que podem interferir com o seu rendimento desportivo e tem o seu nome gravado de forma inequívoca no futebol como um dos melhores de sempre. Para mim, o melhor.
O outro Ronaldo, o Fenómeno, ficou aquém de todo o seu potencial, provavelmente pelos seus sucessivos problemas físicos e excesso de peso na segunda metade da sua carreira. O excesso de peso, aliado às limitações impostas pelas lesões, afetou a regularidade do seu rendimento e obrigou a uma adaptação do seu estilo de jogo. A trajetória de Ronaldo ilustra de forma clara como as exigências físicas do futebol de alto nível podem marcar, de forma irreversível, a carreira de um atleta, mesmo quando se trata de um grande talento.
O futebol praticado atualmente impõe aos jogadores um elevado grau de exigência física, onde a preparação atlética e a alimentação equilibrada assumem um papel central. A velocidade do jogo, a intensidade dos duelos em campo e a crescente quantidade de compromissos competitivos tornam indispensável um controlo rigoroso do peso corporal, essencial para garantir altos níveis de rendimento, acelerar a recuperação entre partidas e reduzir o risco de lesões. Apesar dos avanços na ciência do desporto e no acompanhamento individualizado, persistem casos de futebolistas que revelam dificuldades na gestão do peso. Este fator pode afetar diretamente o desempenho em campo, influenciar a consistência das exibições e condicionar as opções técnicas das equipas. Num contexto cada vez mais profissional, o equilíbrio entre forma física e disciplina alimentar continua a ser um dos grandes desafios do futebol contemporâneo."

Zero: Fantasy - Jornada 18: Rescaldo da 1ª volta, mercado e Wild Card

SportTV: ReporTV - No trilho certo

COM ESTA ATITUDE NOUTROS JOGOS... ... DA TAÇA JÁ FOMOS À VIDA


"Porto 1 - 0 BENFICA

Pré-jogo 1 - André Villas-Boas e seus apaniguados fizeram bem o trabalho de casa com forte pressão sobre o Fábio Veríssimo, exigindo até a demissão do Conselho de Arbitragem. Como se o Fábio Veríssimo alguma vez os tivesse prejudicado gravemente num jogo - lembram-se de algum lance? Quantos querem desse senhor em decisões altamente prejudiciais para o Benfica?

Pré-jogo 2 - por mais que possam considerar o Porto favorito para o jogo, como explicar que nos programas de debate futebolístico não se tivesse falado de outra coisa se não que a época poderia acabar para o Benfica em caso de ser eliminado da Taça? E se o Porto perder? Não se analisa as consequências?

01 já fizeram três faltas! Isto promete... Já respondemos, queremos uma equipa de barba rija, para cima deles!
10 ainda não se passou nada, só faltas e quezílias. E o Martim a ser assistido porque entrou mal nas costas do Sidny e lixou-se.
11 mão na bola dentro da área do Porto, é ressalto? É! Pelos vistos só com o António Silva é que os ressaltos dão penálti.
15 o Barreiros a marcar o Bednarek num canto? Já estamos em desvantagem... Estão na frente sem terem feito nada.
18 Trubin defende, vem a recarga e defende. Já passou!
25 bem Prestianni, este miúdo joga, transição rápida, toma Sidny... uiiii! Podia ter feito melhor, mas recepcionou mal.
32 a equipa está a bater-se bem, a dar tudo nas bolas divididas, é isso!
40 o Ríos no chão agarrado à clavícula. Vai sair. Menos outro.
45+2 sururu provocado pelo Samu, feito porco. Isto é bom para eles, não se joga à bola.
45+5 tivéssemos metido esta intensidade e entrega no jogo com o Braga e outro galo cantaria.
45+8 fdx, fdx, fdx, que perdida a fechar a primeira parte, o Diogo Costa defende de aflitos com a perna e a recarga do Dedic vai pras nuvens.
55 grande jogo está a fazer o António.
58 Sidny: temos homem pras bolas paradas. Bem, que remate do Tomás, quase, quase. Estamos por cima do jogo. É preciso é criar perigo e marcar!
62 tochas, jogo parado, veremos os minutos extras.
73 o tempo a passar, o Veríssimo vai marcando faltas, as paragens do jogo sucedem-se, agora mais de 2 minutos pro Bednarek sair.
76 neste lance o Barreiro alega que foi pisado. A Sporttv não arranja melhores repetições?
83 paragens, mais paragens, mais paragens, é isto o futebol português.
90 mas como é que o Pavlidis me falha este golo tão cantado? Assim já fomos, fdx. Já não arranjamos mais nenhuma destas. Só mais seis?
90+4 canto claríssimo para nós, dá pontapé de baliza. Nos Açores com os outros foi ao contrário e assim ganharam três pontos.
90+6 acabou e o Veríssimo ainda arranja forma de dar amarelo ao Barreiro. Com esta atitude não teríamos perdido tantos pontos no campesinato. Que seja assim no resto da época."

Com uma goleada de entreajuda, o FC Porto empurrou a época do Benfica para o abismo


"O percurso de sonho de Farioli no FC Porto continua. Os dragões, líderes confortáveis do campeonato, eliminaram o Benfica (1-0) e seguiram para as meias-finais da Taça de Portugal. Num jogo em que até Rodrigo Mora pareceu um trinco sul-americano, os azuis e brancos condenaram os encarnados a um decrépito final de temporada

Toca a campainha. Os alunos entram na aula de Matemática. Abrem o livro de exercícios e deparam-se com um problema.
Amar Dedic tenta avançar pela ala direita. À sua volta, estão cinco adversários do FC Porto. Qual é a probabilidade do jogador do Benfica conseguir progredir?
Nem os mais batoteiros precisam de ir às soluções para responderem que o bósnio não tinha qualquer chance de avançar. O lance até gerou controvérsia e o caldo testou os limites da panela. Reteve-se a musculada captura que o FC Porto fez ao lateral.
Chegou a parecer que a Terra é azul vista do espaço, porque Francesco Farioli tem jogadores espalhados por toda a parte. Foi na vigilância que cada centímetro do campo que os dragões se superiorizaram num clássico em que deram uma goleada de entreajuda para garantirem as meias-finais da Taça de Portugal.
Porque nada flui com naturalidade, nenhum passe é feito sem pensar duas vezes, o Benfica pareceu estar no blind date. Ainda assim, sendo mais letal, até podia ter disfarçado o quão pouco desenvolvida está a sua paixão. É que o caminho na Taça de Portugal é todo ele feito junto à berma do abismo, sujeito ao respeito que o vento tenha pelo perigo de queda. Porém, para os encarnados, fora da luta por qualquer título, era a sobrevivência da época que estava em causa. Pela pouca luta que deram ao tornado, não parecia.
O velcro do medidor de tensão rebentaria se fosse posto a trabalhar no braço dos envolvidos. Pouco depois de ter tocado na bola pela primeira vez, Prestianni tentou vender ao árbitro que Kiwior o tinha agredido e refastelou-se diante do banco do FC Porto. De seguida, Dedic disponibilizou uma gravata a um oponente e não demoraria a que Martim Fernandes começasse a jorrar sangue do nariz após uma involuntária cabeçada de Sidny Cabral.
Os ovos mexidos a fritar no relvado do Dragão beneficiaram o FC Porto. Se o frenesim é muito e a dupla Garbri Veiga-Victor Froholdt tem espaço para conduzir, atenção. O andamento dos dragões era tanto que os ataques eram desenvolvidos em diferentes vagas. Achava o Benfica que tinha conseguido um alívio e lá vinha uma nova onda de jogadores portistas, intratáveis na luta por segundas bolas.
Francesco Farioli desenvolveu um modelo altamente avançado de martelo pneumático. O Benfica não respirou bem nesta nuvem de proatividade a causar uma sensação de impotência em quem era incapaz de acompanhar o ritmo. O FC Porto massacrou sem comiseração. Como a defesa encarnada nada resolvia à primeira, a resiliência azul e branca multiplicava um canto em vários e, assim, após múltiplas tentativas, Bednarek banalizou a presença de Leandro Barreiro, frágil marcador do polaco no lance do 1-0, e desviou de cabeça.
O conforto sentido pelos jogadores encarnados para finalizar foi, até aqui, nulo. A pressão obrigou Prestianni e Dedic a errarem o alvo. O acompanhamento defensivo que Pepê fez a Sidny Cabral quando este ameaçava correr meio-campo sem que o travassem, representou o compromisso geral na defesa da baliza de Diogo Costa.
Gabri Veiga maravilhava-se com a vontade do Benfica discutir o jogo. Quando os seus carregamentos se infiltravam no bloco contrário, o FC Porto sobrepunha-se. Tal circunstância, motivou uma dupla oportunidade que o médio espanhol não concretizou. Na recarga, Trubin impôs-se também perante Froholdt.
José Mourinho apresentou um onze andrajoso. Na ausência do castigado Otamendi, o acompanhante de Tomás Araújo foi António Silva, cuja condição física era uma preocupação. Aursnes, a chave mestra, derivou da direita para o meio e, à falta de melhores opções, Sidny Cabral estreou-se a titular. Em cima do intervalo, Richard Ríos sairia lesionado.
O ajuste passou por encurtar a rédea a Leandro Barreiro e fazer entrar Sudakov. Mesmo mais recuado, o luxemburguês não resistiu à tentação de acompanhar o sucessivo desembaraçar de adversários protagonizado por Prestianni. Nas sobras, Diogo Costa teve que intervir com o pé.
Já Martim Fernandes tinha trocado mil vezes de camisola, tal a quantidade de sangue que continuava a perder para o tecido, quando o FC Porto moderou a temperatura do clássico sem perder a tenacidade nos duelos. Registaram-se apenas dois lapsos: a ressaca de um canto, momento em que Tomás Araújo rematou ao lado, e a liberdade dada a Pavlidis, que falhou um desvio na pequena área em cima do apito final.
Pepê e Pablo Rosario recuavam tanto quanto fosse necessário para compor uma linha defensiva que perdeu Bednarek por lesão, mas que teve sempre a elegância do estreante Thiago Silva. Na primeira vez que o brasileiro passou pelo FC Porto, em 2005, ainda faltavam dois anos para Rodrigo Mora nascer. Aliás, mesmo que o jovem azul e branco tivesse vivido duas vezes, continuava a não ter idade para o ultrapassar os 41 anos do central que arredou Kiwior para o lado esquerdo.
Quando entrou, Rodrigo Mora veio com uma atitude semelhante à de um trinco sul-americano e isso diz tudo sobre o que o FC Porto fez para chegar às meias-finais e o Benfica não."

Um bombeiro chamado Tomás e os 15 centímetros que faltaram a Barreiro


"Defesa limpou diversas jogadas perigosas do FC Porto e teve nos pés a possibilidade de marcar. Pavlidis falhou o que raramente falha. Barreiro precisava de ser mais alto e Sidny Cabral ainda está muito longe do extremo que o Benfica necessita

O melhor do Benfica:
(7) Tomás Araújo
O melhor do Benfica: a defender e a rematar. Sacou imensos cortes frente a diversos adversários (brilhante o que fez, aos 14’, sobre Borja Sainz), mostrando-se imponente em lances rasteiros. Não teve qualquer hipótese de evitar o golo de Bednarek, até porque não era ele quem estava a marcar o polaco. Aventurou-se no ataque quando a hora de jogo se aproximou e teve o golo nos pés, aos 60’ e aos 65’. Primeiro, recebendo passe atrasado de Pavlidis e rematando ao lado e, de seguida, obrigando Diogo Costa a defesa segura. Evitou ainda que remate de Rodrigo Mora criasse perigo ainda mais real, oferecendo o corpo à bola. Tomás Araújo foi o bombeiro que Mourinho precisava e quase foi o incendiário que o treinador necessitava...

(6) Trubin - Abriu o jogo com dupla defesa a remates de Gabri Veiga e Froholdt, mais difícil o segundo, por muito mais perigoso. A cabeçada de Bednarek que decidiu o jogo e a eliminatória leva potência demasiada para que o guarda-redes ucraniano pudesse fazer algo mais do que observar. Leve hesitação perto do intervalo, não saindo da baliza quando a bola sobrevoava a pequena área, com Borja Sainz a desviar com perigo. A segunda parte foi mais tranquila e, já na compensação, recebeu permissão de José Mourinho para subir à área adversária para, num canto, desviar para a cabeça de Pablo Rosario, com a bola a sair por cima.

(6) Dedic - Obrigou a atenção tremenda pela presença de Borja Sainz na esquerda do ataque portista, teve capacidade para pegar muitas vezes na bola e tentar criar perigo junto da área de Diogo Costa. Ameaçou com um remate perigoso de pé esquerdo aos 24’ e, logo de seguida, entrou bem e cedeu a bola a Aursnes, que rematou ao lado.

(6) António Silva - Esteve em dúvida até quase ao início do jogo, mas não deu mostras de qualquer problema físico. Não teve lances de elevado grau de dificuldade pela frente e, quando foi obrigado a impor o físico, impôs. Não teve ponta de culpa no golo do FC Porto (o marcador de Bednarek era Barreiro) e teve ainda dois ou três lançamentos perigosos a tentar servir homens da frente. António Silva, central do Benfica - Foto Catarina Morais/Kapta+ // Nacional // Benfica: «Fomos a equipa mais forte em campo»

(5) Dahl - Mediano a defender, mediano a atacar. Não passou por momentos de pânico, mas também não conseguiu ser o lateral que necessita uma equipa da dimensão do Benfica.

(5) Richard Ríos - Nem estava a jogar mal, sem medo de contactos físicos, sobretudo com Pepê, tentando ainda ser atrevido na aproximação à área portista. Porém, em cima do intervalo, caiu desajeitadamente e sofreu lesão, aparentemente com gravidade, no ombro/braço direito. Saiu para entrar Sudakov.

(6) Aursnes - Andou muito tempo no meio do turbilhão dos possantes médios do FC Porto e quase sempre conseguiu passar incólume pelas dificuldades. Formou com Ríos a dupla de médios e perto do intervalo, quando o colombiano saiu lesionado, passou a ser Barreiro o seu parceiro preferencial. Poderia ter rematado melhor, pouco antes da meia hora, mas o remate saiu levemente ao lado.

(6) Prestianni - Entrou bem, caindo inúmeras vezes em cima de Kiwior. Teve remate por cima da baliza aos 11’ e, em cima da meia hora, teve o ponto alto, quando lançou Sidny pelo meio, com o neerlandês a finalizar mal. A partir daí, baixou de rendimento, não mais criando perigo.

(4) Leandro Barreiro - Quando alguém com 1,74 metros aparece a marcar outro de 1,89 metros, em lances de bola parada, a probabilidade de sentir dificuldades é clara. Barreiro marcava Bednarek no canto que deu origem ao 1-0 e, claro, quando a bola saiu do pé de Gabri Veiga e chegou à cabeça do polaco, o luxemburguês foi impotente para evitar o desvio fatal. Tentou antecipar-se no corpo a corpo, mas sem sorte. Quinze centímetros são quinze centímetros. Teve o golo no pé esquerdo já na compensação do primeiro tempo, mas o remate saiu menos forte do que desejaria e Diogo Costa defendeu com facilidade.

(4) Sidny Cabral Iniciou o jogo numa luta titânica com Martim Fernandes. Perdeu mais duelos do que ganhou e ficam na mira as dificuldades que sentiu, aos 26’, quando recebeu bola profunda de Prestianni e atrapalhou-se na hora de rematar à baliza de Diogo Costa, pressionado por Pepê. Depois de ter jogado 25 minutos frente ao SC Braga, saltando do banco, foi ontem titular pela primeira vez. Está ainda a ambientar-se a uma nova realidade, mas os 108 minutos já realizados de águia ao peito não deixam água na boca dos benfiquistas.

(6) Pavlidis - Não deve ter havido um metro quadrado de relvado que o grego não tenha pisado. É avançado, mas pareceu médio. É avançado, mas pareceu extremo. Remate perigoso a abrir a segunda parte, defendido por Diogo Costa. Correu como poucos, lutou como poucos, mas falhou o que raramente tem falhado em ano e meio de Benfica. Em cima do minuto 90, ia aproveitando cruzamento rasteiro de Schjelderup, mas pareceu atrapalhar-se com a benesse da defesa portista e acabou, na pequena área, por falhar aquilo que, repete-se, raramente falha.

(4) Sudakov Entrou frio aos 43’ após a lesão de Ríos e frio continuou ao longo do jogo. Não jogou tão encostado ao lado esquerdo, consequência do recuo de Barreiro (que estava a jogar pelo meio), mas não teve ainda momentos de esplendor que levaram o Benfica a contratá-lo no último verão.

(5) Schjelderup Pouco mais de 25 minutos em campo em que se mostrou agressivo a atacar a bola e que teve como ponto alto a bola rasteira que colocou à disposição de Pavlidis, em cima dos 90’, mas que o grego desperdiçou.

(-) Ivanovic Menos de dez minutos em campo para, partindo de trás, tentar criar perigo. Não passou disso."

Um dragão adulto é sempre mais difícil de derrubar


"Farioli montou e fez amadurecer em meses um FC Porto antes destroçado. Hoje, gere o jogo como poucos depois de chegar à vantagem. A águia continua a voar baixo e a falhar demais para uma ave de rapina

A imagem a que provavelmente se irá agarrar o Benfica será a de Pavlidis, o goleador da companhia, falhar aquele que seria um dos golos mais fáceis da carreira. Jogavam-se já os descontos, acertar bem na bola significaria o prolongamento, mas talvez o excesso de confiança tenha traído o grego, na sequência de um belo cruzamento de Schjelderup, que só nessa jogada mostrou muito mais utilidade do que Sidny Cabral em toda a partida.
Essa impressão acentuará por certo um ligeiro sentimento de injustiça para os da Luz, que mesmo assim pecaram sobretudo no plano ofensivo, com a escassez de oportunidades flagrantes criadas. A perder por 1-0 desde muito cedo, há a destacar sobretudo um momento na compensação, porém ainda na primeira parte, com Barreiro a obrigar Diogo Costa a intervenção com o pé, antes de Dedic atirar para as nuvens.

BLOQUEAR A SAÍDA PORTISTA
Pressão. É a palavra que define o clássico da Taça. José Mourinho voltou a olhar para as dinâmicas do FC Porto e tentou anulá-las à nascença, logo na saída para a primeira fase de construção. Assim, Prestianni (Kiwior), Barreiro (Bednarek), Pavlidis (Thiago Silva) e Sidny (Martim Fernandes) encaixavam na perfeição, com Aursnes a vigiar Froholdt de perto. Sobrava Pablo Rosario, uma vez que Ríos tinha um comportamento mais conservador na sua missão no duplo-pivot, mas os colegas preferiam bater longo. Às vezes, até ligar com o apoio frontal de Samu.
Do outro lado, a mesma receita, mas uma maior capacidade para meter bola vertical, ainda que sem grande continuidade depois. Aprimeira chance é das águias, aos 11 minutos, com Prestianni a atirar por cima, porém, cinco minutos depois, os dragões já estavam na frente do marcador graças a uma bola parada. Pontapé de canto de Gabri Veiga, Bednarek — superior em tudo no duelo com Leandro Barreiro — a cabecear para as redes de forma fulgurante.
Dois minutos depois, Trubin, por duas vezes, evitava o 2-0, que muito provavelmente acabaria com as pretensões dos encarnados em chegar ao Jamor e talvez o que restava da sua temporada. Gabri Veiga e Froholdt podiam ter feito melhor, valeu o ucraniano.

ACEITAR A VANTAGEM
Francesco Farioli aceitou a vantagem e geriu-a, perante um rival que se mostrou bem agressivo, como o próprio italiano previra. E também como tem acontecido várias vezes na Liga, o FC Porto soube absorver a reação do adversário e, com linhas bem juntas e a tapar a baliza em 5x4x1 com Pablo Rosario entre os centrais, aguentou a baliza a zero. Aí divide a responsabilidade com dois ou três jogadores do Benfica, que não aproveitaram os raros momentos de desconcentração dos dragões.
O FC Porto segue para as meias-finais, o Benfica falha dois objetivos em poucos dias, com a Liga dos Campeões e a Juventus a apresentarem-se como a próxima final na temporada. A crise é oficial."

Oliveira: Live - Corruptos...

Terceiro Anel: Rescaldo - Mourinho - Corruptos...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Corruptos...

Terceiro Anel: Corruptos...

Simples: Corruptos...

Esteves: Corruptos...

Oliveira: Corruptos...

BF: Corruptos...

BI: Rescaldo - Corruptos...

Terceiro Anel: Live - Corruptos...

5 Minutos: Corruptos...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Vermelhão: E agora...

Corruptos 1 - 0 Benfica


Eliminação, em mais um jogo onde fomos superiores, mas perdemos. Talvez, o melhor jogo da era Mourinho, ao lado da partida com Nápoles, e com o Leverkusen (que também perdemos)!!! Depois de muitos jogos sem derrotas internas, duas seguidas, e as duas Taças perdidas!

Em dois jogos contra os Corruptos esta época, nunca fomos inferiores, mas não conseguimos marcar... Agora, creio que ficou claro, que a diferença de 10 pontos no campeonato, é completamente artificial! Os Corruptos, defendem, correm, e dão porrada com total impunidade... O Benfica tem os seus problemas, desde da construção do plantel, da falta de férias, a mudança de treinador, as lesões longas de jogadores fundamentais (hoje mais uma...), a falta de automatismos ofensivos, etc... Mas, nos confrontos diretos, não temos sido inferior...

Agora, para se pontuar, temos que marcar golos! E se houve jogos esta época, onde fomos eficientes, nos jogos de grau de dificuldade mais elevado, isso não tem acontecido. Hoje, numa partida, com poucas oportunidades, o falhanço monumental do Pavlidis, pode ter valido uma qualificação para o Jamor!

Sem o Enzo, e com o Aursnes no meio, haveria sempre uma vaga nas Alas, e com os 'erros' do Sudakov nos últimos jogos, acabámos por ter duas semi-'surpresas' no onze:: Sidny e o Prestianni!!! O jogo acabou por ter pouca fluidez, e poucas oportunidades claras, mas a forma como é permitido aos Corruptos, disputar os duelos, torna impossível não existir interrupções constantes! E como disciplinarmente, tudo é permitido, fazem-no durante os 90 minutos!!!

Inicialmente, o jogo até parecia repartido, mas com o golo de Canto, caído do nada, os Corruptos, muito cedo apostaram tudo nas transições, e por isso, desceram as linhas de pressão, dando ao Benfica mais posse de bola, em zonas avançadas... Eles acabaram por efectuar alguns contra-ataques semi-perigosos, normalmente encontrando espaço nas costas da nossa linha do meio-campo, mas quando conseguiram rematar, conseguimos interceptar quase sempre a bola...

Do nosso lado, apesar do domínio, as oportunidades não foram muitas, mas na parte final as aproximações começaram a ser mais perigosas. A entrada do Schjelderup foi essencial, provavelmente deveria ter entrado mais cedo...

Não havendo grandes destaques individuais, tenho que mencionar o pulmão do Barreiro, que num jogo de muita intensidade e de muitos contactos, nos minutos finais, parecia que ainda tinha pilhas para mais!!! Mesmo assim, o Araújo merece uma referência, esteve muito bem na defesa, ainda conseguiu dois remates, uma boa exibição, após alguns jogos, onde até tinha cometido alguns erros...

O Mourinho voltou a mexer pouco e tarde, mas recordo que jogámos com um António a vir de lesão, o Enzo no banco longo dos 100%, e o Manu ainda a fazer a pré-época, no banco. Sem o castigado Otamendi, e sem o Lukebakio, o Bruma e ainda o Bah lesionados, além do Samu, do Veloso e do Nuno Félix!!! Nem todos seriam titulares, mas são opções a menos que temos no banco, quando se quer 'mudar' o jogo ou a táctica.

Como não podia deixar de ser o Verdíssimo, mais uma vez, está numa eliminação do Benfica numa Taça, e mais uma vez, cometeu um erro gigante: Penalty sobre o Barreiro, na imagem de ângulo inverso, é visível a pisadela. Um jogador a perder, não fica no chão daquela maneira, sem ser tocado. Verdíssimo e Luís Ferreira no VAR, não viram nada... Já o lance da Mão na Bola com o Rosário, eu não acho que seja penalty, mas contra o Benfica, são marcados, como aconteceu com o Casa Pia, onde perdemos 2 pontos... No resto do jogo, tivemos os habituais Amarelos 'misteriosos' aos jogadores do Benfica, só porque sim... e uma quantidade absurda  de cartões perdoados aos Corruptos... Tudo normal!!! No lance com o Dedic, como é que o Kwior acaba sem Amarelo?!!!

Não deixa de ser engraçado, que em dois jogos consecutivos, os VAR's fecham os olhos a dois penalty's claros a favor do Benfica, em ambos os casos, com influência na eliminação do Benfica, das respectivas competições! Tudo normal...

Mais uma vez, a PorkosTV, com os funcionários da RTPorco ao comando dos botões, como é habitual, fartaram-se de censurar repetições... outra tradição, no Mondego para cima!!!

Na conferência de imprensa final, o jogo do Rio Ave no Sábado foi tema, com razão. Vamos ter menos de 72 horas, com viagens pelo meio, contra uma equipa, que teve uma semana para preparar este jogo. Com todas as lesões, as opções são poucas para rodar... Agora, a questão da motivação é inegociável. O 2.º lugar é o primeiro dos últimos, mas actualmente na Liga, dá acesso a uma potencial qualificação para a Champions!!! No actual contexto do Tugão, com o Benfica a ser obrigado a jogar 10 vezes melhor que os adversários, para vencer, ficar fora da Champions, será um golpe financeiro, que dificilmente será ultrapassado...

Sendo que ainda existe neste momento outro grande 'perigo'! Esta 2.ª parte da época, sem 'grandes' objetivos, poderá ser fatal para o Mourinho! Terminar a época, com um treinador desgastado perante os nossos adeptos, poderá ser o cocktail fatal, para a preparação da próxima época. Algo muito parecido com o que aconteceu nas últimas duas épocas, primeiro com o Roger e depois com o Lage!!!

Uma última nota, para o tratamento animalesco dado aos adeptos do Benfica, pela organização do jogo, com a colaboração total da PSP. A impunidade não é só dentro do relvado, fora o Estado tem Leis diferentes, consoante a geografia!

107

Benfica 107 - 85 Galitos
30-26, 25-18, 34-26, 18-15

Mais uma vez, ultrapassámos os 100, sem o Betinho e sem o Justice, contra um adversário que está em último, mas até deu luta...

Derrota...

Braga 3 - 2 Benfica
Prieto, Moller


Muitas alterações no onze, com uma gestão desnecessária, acabou por correr mal... Mesmo assim, o resultado é bastante enganador, o Braga jogou no erro, no contra-ataque, e acabou por ser muito eficaz...

Derrota, não é fatal, mas agora temos que vencer o Valadares no Seixal na última jornada, desta fase de grupos da Taça da Liga.

Um grande duelo na Taça


"O momento é delicado para o Benfica, resultante da derrota em Leiria para a Taça da Liga. Não é tanto a importância do troféu que não se ganha, mas perder, seja o que for, representa sempre um abalo na dinâmica que a equipa vinha mostrando. Visão de golo é o espaço de opinião de Rui Águas, treinador e antigo avançado internacional português

Hoje, a norte, acontece mais um duelo histórico, sempre rodeado de nova expectativa, agora em eliminatória da Taça de Portugal. O momento é delicado para o Benfica, resultante da derrota em Leiria para a Taça da Liga. Não é tanto a importância do troféu que não se ganha, mas perder, seja o que for, representa sempre um abalo na dinâmica que a equipa vinha mostrando, ainda mais com os compromissos complicados que se avizinham.
O Benfica procura reagir ao momento, de forma a contrariar a tendência eficaz que o FC Porto vinha impondo até ao virar do ano. A Taça de Portugal já foge há demasiado tempo, sendo, pela proximidade, o grande objetivo.
A dúvida principal da equipa, e que gera alguma preocupação, prende-se com o estado físico de António Silva. O centro da defesa é, em qualquer equipa, o suporte principal da sua estabilidade, daí que seja esta a questão mais sensível, na aproximação a um jogo pouco aconselhável a estreias. Caso António Silva não esteja apto, como diz o povo, o que não tem remédio remediado está...O potencial substituto, Gonçalo Oliveira, tem dado garantias de uma boa resposta, mesmo evoluindo num contexto diferente.
Central poderoso e esquerdino, algo que tem sido raro ter na zona central da defesa do Benfica. Para além disso, Gonçalo vive já a responsabilidade de capitanear a sua equipa, um bom sinal da sua personalidade, bem necessária caso avance para o onze como solução de emergência. Outra opção poderia ser Manu Silva no centro da defesa, que já seria uma adaptação, mas que poderá não fazer sentido estando Barrenechea indisponível.

Minho forte
A última Taça da Liga foi decidida por uma final inédita. SC Braga e Vitória chegavam ao dia de honra como inesperados heróis das meias-finais. Esta competição significa um prémio mais relevante para quem, como as duas equipas finalistas, não consegue ter aspirações ao título. O SC Braga acabaria por sofrer a derrota que mais dói, frente ao eterno rival minhoto.
O jovem senegalês Ndoye foi o herói inesperado da conquista vimaranense, como avançado mais decisivo, mesmo saindo do banco em ambos os jogos. É um elemento que promete, com uma boa estrutura e poder aéreo importante. Veremos o que poderá fazer daqui para a frente. Subirá ao onze ou continuará como arma secreta?
Do lado bracarense, Zalazar esteve em grande nível, mas no melhor e no pior. O melhor, na vitória sobre o Benfica, mas que passou a pior, como réu três dias depois, pelo penálti falhado no jogo decisivo. Porém, a infelicidade final não lhe tira a distinção, para mim, do jogador de melhor rendimento em Leiria.

BP mais
A bola parada assume cada vez mais importância na preparação e decisão dos jogos. Na liga inglesa, o Arsenal tem sido quem mais dá nas vistas e mais proveito tem tirado. Algo importante lembrar, para aqueles que possam desvalorizar o fenómeno, é que para se conquistar bolas paradas tem de se ser dominador, agressivo e profundo no ataque, ou as tais situações de bola parada não aconteceriam. O último exemplo da realidade arsenalista foi confirmado na mais recente vitória em que todos os quatro golos foram conseguidos sem ser em futebol corrido. Inédito?
Não contentes com isso, os responsáveis do clube anunciaram recentemente a contratação de mais um especialista, este de lançamentos da linha lateral. Pelo que temos visto, um dos problemas que uma defesa atualmente enfrenta, particularmente o seu guarda-redes, é a aglomeração e a proximidade muitas vezes faltosa dos adversários, que impede o livre movimento do defensor da baliza. É verdade que se deve beneficiar o atacante, mas a legalidade de certas obstruções é muito duvidosa.

Apito
Para além de outros acertos, as diferenças que o VAR trouxe merecem urgentemente uma atualização criteriosa. É a opinião de alguns treinadores e árbitros históricos do futebol mundial e eu só posso concordar.
Em termos de claro benefício, só na avaliação mecânica do fora de jogo e na confirmação da existência de toque nas quedas na área. O atual critério da bola na mão vinda de ressalto é absurdo e contraria o movimento normal do defesa, quer na impulsão, quer na posição defensiva básica da qual os braços fazem parte. Entretanto, os penáltis multiplicam-se e decidem jogos.

Guardar segredo
O futebol como desporto de contacto e de grande exigência física caminha a par da gestão das lesões que vão invariavelmente afetando as equipas.
Recuando outra vez no tempo, lembro um episódio que nunca tornei público. Uma das situações de dúvida, relativamente a lesões pelas quais passei, nos longínquos anos oitenta, aconteceu na véspera do jogo contra o Steaua de Bucareste, na Luz, que haveria de dar o regresso à muito desejada final da Taça dos Campeões Europeus. Em Bucareste, tinha sofrido um forte traumatismo na zona lombar que me tinha limitado muito. Em Lisboa, fui radiografado e foram detetadas duas pequenas fraturas na zona atingida.
Todo este tempo passado, recordo que se considerou a hipótese de eu não ser informado do relatório, para não correr o risco de me afetar, tal a importância do jogo.
Honestamente, não estou seguro se cheguei ou não a saber do que se passava, antes do jogo acontecer. Todos estes anos passados, tendo em conta o desfecho especialmente feliz dessa jornada europeia, valeu a pena o risco, na noite mais marcante da minha carreira."

No futebol português estamos na mesma, mas ainda pior que a lesma


"Boa parte dos clientes atuais do produto-futebol (a maioria?) querem sangue e sabem que o têm de graça. Veremos que consequências terá, no futuro, continuar a alimentá-los a comunicados

Está marcado para hoje um dos jogos mais importantes da época portuguesa. Dois dos maiores clubes nacionais discutem a passagem às meias-finais da segunda competição mais importante do nosso calendário.
Isto, por si só, deveria valer todas as parangonas. Acresce que um dos contendores está em alta (primeiro lugar no campeonato e objetivo principal à vista, mesmo que ainda a meio do caminho), e outro está a pontos de perder o penúltimo objetivo da época, considerando que a passagem à fase seguinte da UEFA Champions League ainda é objetivo. O campeonato, enfim, deixemo-nos de histórias...
Perante um jogo deste calibre o que é que sucederia numa sociedade evoluída e preparada para conferir ao futebol a dimensão que merece, vendo as coisas em perspectiva e concedendo os devidos descontos aos exageros de cima e de baixo? Isso mesmo: um belo espetáculo para seguir, bom cartaz de uma noite de quarta-feira no início de um ano civil, com resultado imprevisível e o mundo a continuar o seu caminho no dia seguinte.
Entrando na especificidade, talvez houvesse adeptos interessados em perceber como vão as equipas armar-se, tentar aplicar as suas forças, diminuir os pontos fortes do adversário, enfim, tentar ganhar. Mas a verdade começa aqui: os adeptos não querem saber disto. Não querem saber do jogo, das suas vicissitudes, da possibilidade de errar ou acertar e nessa distância entre errar ou acertar em determinado momento residir a chave de um resultado final.
Todos gostamos mais de novelas fáceis de digerir, e portanto nada como enviar um comunicado na véspera do jogo a contestar a nomeação do árbitro. E de repente a conversa já está outra vez onde os protagonistas do futebol português, ao que parece, verdadeiramente gostam que esteja (provem-me o contrário): quem tem mais influência fora das quatro linhas? De que cor é o manto esta noite ou esta época? Quem manda ou desmanda mais em quem?
Engraçado e curioso é o facto de estar em causa, no comunicado de ontem do FC Porto sobre esta meia-final, exatamente o mesmo árbitro cuja nomeação para a Supertaça Cândido de Oliveira o Benfica contestou, por entender que na temporada anterior tinha beneficiado o Sporting.
Andamos nisto e não queremos saber do produto-futebol, que no final do dia é a única coisa que há para vender. Se é para vender aos clientes atuais está tudo bem — cada vez querem mais sangue, mas de graça. Continuem a dar-lhes isso..."

Schmidt e Farioli: uma renovação que os une?


"Comparações são normais, mas extensão de contrato do treinador italiano no FC Porto é ainda mais simbólica; pontos de contacto também fazem parte da rivalidade

Não há clubes iguais nem treinadores iguais, mas é natural que muita gente faça a comparação entre a recente renovação de Francesco Farioli com o FC Porto e a renovação de Roger Schmidt com o Benfica. Afinal, tanto um como o outro tiveram o reconhecimento dos respetivos presidentes antes de ganharem alguma coisa pelos respetivos clubes.
No caso do alemão, viu Rui Costa dar-lhe uma extensão de duas épocas face ao vínculo que estava em vigor, que era apenas de duas temporadas; já o italiano estendeu o contrato por mais uma época perante as três que tinha no papel. Feitas as contas, tanto um como outro fariam/farão, caso as coisas tivessem corrido/venham a correr bem, quatro anos nas águias e dragões, respetivamente. Com uma diferença, porém: se cumprir o contrato, Farioli ficará até ao fim do mandato de André Villas-Boas; Schmidt prolongou uma ligação que iria temporalmente além das eleições do Benfica - que o atual líder dos encarnados venceu.
A decisão de Rui Costa foi criticada pelo timing, mas os protestos mais vocais só apareceram no final da época e não no momento próprio, porque em março de 2023 (mês da renovação) começou a falar-se com insistência no interesse de equipas inglesas e alemãs nele. O problema é que aquela decisão parece ter criado um momento de viragem, porque depois disso nunca mais o Benfica voltou aos resultados e exibições que tanto encantaram o Terceiro Anel.
Vejo a renovação do italiano pelos azuis e brancos com outra perspetiva: este gesto tem mais simbolismo do que a renovação de Schmidt. Afinal, Francesco Farioli tinha mais duas épocas e meia pela frente (o germânico só tinha uma e meia) e apesar dos 7 e 10 pontos que leva na Liga sobre Sporting e Benfica, por resta ordem, apenas cumpriu meia temporada - e em contexto de Liga Europa e não de Liga dos Campeões, como aconteceu com o alemão.
Gestos como o de Villas Boas são avaliados como os jogos à segunda-feira: se o FC Porto terminar a época como começou, será considerado um bom ato de gestão porque permitiu ainda mais estabilidade e transmitiu a todos a ideia de que este é o special one; se começar a escorregar, à semelhança do dramático final de época no Ajax em 2024/25, a renovação poderá ser encarada como uma precipitação.
Os adeptos do FC Porto querem que resulte porque assim será uma forma de mostrar a superioridade face ao rival em circunstâncias semelhantes; os do Benfica esperam que os azuis e brancos passem pelo mesmo que eles passaram. O futebol também é feito disto.

ELEVADOR DA BOLA
A subir
Froholdt: Foi eleito o Jogador do Ano na Dinamarca, uma seleção que é sempre um caldeirão de qualidade. Ver rivais como o leão Hjulmand deixarem-lhe rasgados elogios é a prova de que o talento supera trivialidades. Pode vir a ser o jogador do ano em Portugal.

Estagnado
Fábio Veríssimo: O árbitro de Leiria consegue o pleno: o Benfica criticou a sua nomeação para a Supertaça Cândido de Oliveira frente ao Sporting e agora o FC Porto condena a sua escolha para o clássico com o Benfica. Motivos diferentes, intenção semelhante: pressionar.

A descer
Jorge Jesus: O Al Nassr soma três derrotas e um empate nos últimos quatro jogos no campeonato saudita e já está a sete pontos do líder Al Hilal. Apesar dos golos da dupla João Félix/Ronaldo, Jorge Jesus não está a conseguir fazer a diferença na elite saudita."

DECISÕES IGUAIS JUÍZOS DIFERENTES


"Schmidt vs Farioli

Rui Costa renovou com Schmidt quando a equipa tinha 10 pontos de avanço sobre o segundo classificado a 8 jornadas do fim.
Villas-Boas renovou com Farioli quando a equipa tem 7 pontos de avanço sobre o segundo classificado a 17 jornadas do fim.
Rui Costa tinha sobre Villas-Boas razões acrescidas: para além de ter no campeonato mais avanço a menos jornadas do fim, a equipa estava com brilho nos quartos-de-final da Champions, ao passo que o Porto está a disputar srm brilho o acesso aos oitavos da Liga Europa.
Rui Costa precaveu-se: face aos convites que tinha de fora, o que seria se o treinador campeão fosse embora no fim da época?
Villas-Boas precaveu-se: face aos convites que teve de fora, o que seria se Farioli, ganhando o campeonato, fosse embora no fim da época?
Rui Costa foi altamente criticado por ter renovado antes de Schmidt ter ganho alguma coisa pelo Benfica - mas ele acabou por ganhar o campeonato.
Villas-Boas foi altamente elogiado pelo bom ato de gestão de renovar com Farioli antes - reparem - de ele ter ganho alguma coisa pelo Porto.
O Benfica sofre de uma agenda contrária em grande parte da comunicação social e não sabe lidar com isso por incompetência da sua própria comunicação.
O Benfica tem muitos comentadores ressabiados na comunicação social e não sabe dar-lhes o tratamento adequado por incompetência da sua própria comunicação."

Luís Ferreira...


"O Porto começa sempre o jogo antes do apito inicial. Tudo fora de campo.
O problema é o VAR.
E esse, curiosamente, não aparece nos comunicados."

Zero: Mercado - Gigante europeu atento a Bruno Fernandes

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Os dias difíceis do Boavista

BolaTV: Entrevista - Ian Cathro

Observador: E o Campeão é... - FC Porto x SL Benfica. Como se vão sair “os mordedores”?

Observador: Três Toques - Ele está arrepiado. Cancelo vai jogar no Camp Nou

SportTV: Vamos à Bola - Tondela...

SportTV: Mercados - João Cancelo está de volta a Camp Nou 😎

Oliveira: Antevisão...

No Princípio Era a Bola - O épico triunfo do Vitória, o clássico cheio de riscos para o Benfica e os duelos de gigantes na CAN

O Resto é Bola #34 - Antevisão ao FC Porto-Benfica na Taça, a final four em Leiria e o primeiro 'Super Match' ⚽️

Renascença: Bola Branca - Tertúlia - Antevisão...

Prosseguir na Taça de Portugal


"Nesta edição da BNews, o destaque é o jogo entre Benfica e FC Porto, às 20h45 no Estádio do Dragão, referente aos quartos de final da Taça de Portugal.

1. Objetivo: ganhar
José Mourinho considera que o período dos últimos dias "em termos de trabalho foi bom". E enuncia o objetivo da equipa: "Se ganharmos e estivermos na meia-final da Taça de Portugal, regressamos a casa com felicidade."

2. Bastidores
A chegada ao hotel onde a equipa pernoitou no Norte do país.

3. Distinção
Pavlidis eleito Avançado do Mês da Liga Betclic em dezembro.

4. Transferência
Jurásek passa a ser jogador do Slavia Praga.

5. Últimos resultados
A equipa B do Benfica venceu, por 0-5, na visita ao Newcastle a contar para a Premier League International Cup. Os Sub-23 foram derrotados pelo Torreense (3-1). Na CEV Champions League Women, o Benfica perdeu por 3-0 no reduto do PGE Budowlani Lódz.

6. Jogos do dia
Além do embate para a Taça de Portugal entre Benfica e FC Porto, hoje há os quartos de final da Taça da Liga de futebol no feminino com o Benfica a visitar o SC Braga (15h00). Na Luz, as águias recebem o Galitos em basquetebol (19h00).

7. Prémio entregue
O Sport Lisboa e Benfica foi distinguido pela Federação Portuguesa de Futebol com o prémio Equipa Técnica do Mês de dezembro da Liga BPI de futebol no feminino.

8. Saídas no futebol feminino
Após três temporadas e meia, Rute Costa deixa o Benfica. Salomé Prat e Diana Costa são emprestadas até final da temporada.

9. Sorteio
Já é conhecido o calendário da fase de apuramento do campeão dos Juniores.

10. Chamadas internacionais
Seis andebolistas do Benfica vão representar seleções nacionais nas próximas semanas.

11. Corrida Benfica António Leitão
Já se pode inscrever para participar na 18.ª edição, agendada para 28 e 29 de março de 2026.

12. Isto é Benfica!
O adepto que esteve em todos os jogos do Benfica B na Premier League International Cup na presente época."

Falta cumprir-se Benfica


"Falta cumprir-se um Benfica grande, com identidade, que orgulhe a sua gente e, acima de tudo, a sua história.
O que aconteceu em Leiria é apenas o reflexo de vários anos de más decisões, má gestão e de uma profunda crise de identidade que faz do Sport Lisboa e Benfica atual um reflexo pálido da sua grandeza passada. Nos últimos vinte e cinco anos, o Benfica conquistou 8 Campeonatos, 8 Taças da Liga, 3 Taças de Portugal e 7 Supertaças. São números insuficientes para um clube que sempre se afirmou como dominante e hegemónico.
Vivemos num Benfica onde se preferem recordes do Guinness a recordes de pontos e betão a identidade. Onde a imagem e a obra substituíram o projeto desportivo.
Em Leiria, o Braga foi a equipa grande, como tantas outras têm sido quando entram no Estádio da Luz. O Benfica não assume o jogo e não entusiasma. As bancadas, hoje feitas de cadeiras, já não são feitas de vozes como outrora foram. O adversário já não treme e sente-se confortável.
Pior do que ver o Benfica a não ganhar é ver o Benfica a distanciar-se de si mesmo. É cada vez mais difícil sentir que o Benfica está a ser Benfica.
Um Benfica grande exige líderes que estejam à altura, sobretudo nos momentos difíceis. Exige responsabilização. Exige consequências para quem falha repetidamente. O que se vê é o contrário. A mediocridade e a normalização da derrota estão se a instalar no maior clube português.
É também cada vez mais notório que há benfiquistas que já não conhecem o clube do qual são adeptos. Diz-se que a mudança tem de vir de dentro, que a culpa é dos árbitros, da comunicação social ou dos outros clubes. Ontem, uma jovem adepta afirmou que os adeptos deviam estar contentes porque o importante é participar e porque não se pode ganhar sempre.
No Benfica, isso nunca foi verdade. O Benfica pode e deve ganhar sempre. Não por arrogância, mas por identidade. É um dos maiores clubes do mundo e, neste momento, é um gigante adormecido que teima em acordar, também porque quem está mais próximo dele prefere cantar-lhe canções de embalar. Ainda assim, mais longe, mas nunca ausentes, há quem grite para que acorde.
Nestes momentos difíceis, cabe-nos a nós viver o Benfica à nossa maneira e continuar a acreditar que um dia teremos de volta o Benfica de Cosme Damião e de Eusébio. Porque do Benfica nunca se desiste, por muito que nos tentem convencer do contrário."

CAN-2025: meias-finais têm mais pressão que a final


"As meias-finais são, para mim, o jogo de maior pressão numa grande competição. Mais do que a final. Porque aqui o sonho está tão perto que quase se toca, mas ainda não se concretizou. E é exatamente nesse espaço intermédio que a mente pode trair o corpo.
Só quem já viveu este momento sabe do que falo. Ainda assim, partilho.
Na meia-final já não há surpresas, já não há desconhecimento. As equipas conhecem-se, os jogadores sentem o peso do momento e o erro ganha uma dimensão quase irreversível. Quem perde fica a um passo do objetivo máximo, sem a possibilidade de o disputar. É uma dor silenciosa, difícil de gerir.
Felizmente, conseguimos ultrapassar a África do Sul e chegar à final. Vencemos nas grandes penalidades. Foi um jogo duríssimo, mas estivemos muito bem. Gerimos o ritmo, recuperámos bola nas zonas laterais do adversário e saímos várias vezes em superioridade nos corredores. Chegámos ao 1–0 com o jogo controlado. Fizemos o 2–0, que acabou anulado pelo VAR, transformando-se num penálti contra nós. O jogo passou para 1–1 e seguiu para os penáltis.
O penálti decisivo foi marcado por Iheanacho. Um jogador com estatuto, histórico no Leicester, mas que vinha de lesão. Tínhamos reservas quanto ao seu estado físico. Ainda assim, acreditámos nele. Pela qualidade técnica, pela frieza e pela capacidade de decidir em momentos extremos. Entrou preparado para aquele instante — e não falhou.
Enquanto treinador, sei que a preparação para uma meia-final é sobretudo emocional. A componente tática está praticamente fechada. As ideias estão assimiladas. O que muda é a forma como cada jogador reage à pressão do quase. Quase finalista. Quase campeão. Quase histórico.
É aqui que se vê quem consegue jogar simples quando tudo à volta pede apenas resultado. Quem continua a cumprir, a decidir bem, a respeitar o plano mesmo quando o estádio aperta e o relógio acelera. Muitos jogadores chegam a esta fase fisicamente no limite, mas o verdadeiro desgaste é mental.
Nesta CAN, as meias-finais colocam frente a frente seleções com identidades muito fortes: Senegal x Egito e Marrocos x Nigéria. Quatro países habituados à exigência, à pressão externa e à expectativa de vitória.
Vamos perceber qual dos selecionadores conseguirá assumir-se, acima de tudo, como gestor de estados emocionais. Saber quando falar, quando calar, quando proteger e quando exigir. Uma palavra a mais pode criar ansiedade. Uma palavra a menos pode criar vazio.
A final ainda permite libertação. A meia-final não. Nada. Pode dar o bilhete para a tão esperada final ou um simples jogo do 3.º ou 4.º qualificado.
Por isso vos digo, a meia-final exige controlo, frieza e coragem para aceitar o desconforto.
Não ganha quem quer mais.
Ganha quem aguenta melhor. Quem vive o momento com maturidade.
Porque no futebol de seleções, muitas vezes, o jogo mais difícil de vencer é aquele que dá acesso ao último. Nós conseguimos. Chegámos à final."

Investimento no Futebol


"Nos últimos anos, o futebol português tem atraído um crescente interesse de investidores nacionais e internacionais, motivados pelo potencial desportivo e financeiro do setor. A entrada de novos capitais pode trazer inúmeras vantagens, como a modernização das infraestruturas, o aumento da competitividade e uma maior projeção internacional. No entanto, a ausência de mecanismos eficazes de controlo sobre a origem dos fundos e a idoneidade dos investidores cria um risco significativo para a estabilidade financeira e reputação do futebol português.
Casos de má gestão e utilização do futebol como veículo para práticas ilícitas, como o branqueamento de capitais, têm surgido noutros países e não devem ser desconsiderados no contexto nacional. A multiplicação de fundos de investimento e a aquisição de participações em SAD, por vezes com estruturas financeiras opacas, exige um controlo maior. Neste sentido, é fundamental reforçar as ferramentas de supervisão por parte das federações e autoridades públicas.
Apesar da importância do investimento no desenvolvimento do desporto, tal deve ser feito com critérios de ética, legalidade e transparência. Proteger o futebol português requer um equilíbrio entre a captação de capital e a salvaguarda da sua integridade desportiva e financeira. Apenas com uma regulação adequada será possível assegurar que o futebol nacional continue a crescer de forma sustentável, mantendo-se fiel aos seus valores e à confiança dos adeptos."

Central: Vítor Silva...

Central: Rogério Pipi

Flow: Abel...

ESPN: Futebol no Mundo #526

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Zero: Negócio Mistério - S05E13 - Adrián López

BolaTV: Afunda - S06E24 - Que valor tem Ja e qual o ranking de Neemias