Últimas indefectivações

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Águia de tração à frente ganha jogo e eliminatória


"Ivanovic (aproveitando bem cruzamento perfeito de Aursnes) e Florentino Luís (tiraço de fora da área) marcaram os golos do triunfo e do (quase) acesso ao play-off

Bruno Lage, sem o lesionado Akturkoglu, apostou na titularidade do estreante Ivanovic e não fez a coisa por menos: colocou-o ao lado de Pavlidis. Há mais de três anos que o Benfica não jogava com dois pontas-de-lança (quase) puros e o treinador mostrou, assim, querer começar o jogo de Nice com tração à frente.
Ganhou a aposta, ganhou o jogo e ganhou, quase de certeza, a eliminatória. Ganhou a aposta porque, primeiro, o croata mereceu entrar de início; segundo, porque até combinou razoavelmente com Pavlidis, apesar de ambos não se conhecerem ainda muito bem; terceiro (e sobretudo), porque o número 9 das águias foi sagaz na forma como, ao minuto 53, encostou de forma perfeita na pequena área para, na sequência de cruzamento milimétrico de Aursnes, bem na direita, abrir o marcador na Côte d’Azur.
Bem mais tarde, já a caminhar para o final do 90 minutos, Florentino marcaria o segundo golo, num potente e surpreendente remate a mais de 20 metros, fechando o resultado e praticamente fechando a passagem ao play-off. Por três vezes o Benfica ganhou a primeira-mão de um jogo de Champions fora de casa por 2-0 e por três vezes seguiu em frente: Honved (1989/1990), Spartak Moscovo (2021/2022) e Dínamo Kiev (2022/2023). Muito provavelmente, não será agora que a história se alterará.
Até ao intervalo, o jogo foi quase entediante. Se excluirmos, claro, um livre direto de Ríos para defesa apertada de Diuf (19), um remate de Boudaoui de muito longe e ao lado (30) e de Dante quase ter marcado na própria baliza, quando se antecipava a Pavlidis (39).
Entediante, assim, mas controlado. O Nice saía rápido com bola, dava a sensação de que poderia criar perigo, mas era mesmo só sensação. Perigo a sério, por parte dos franceses, quase zero. Com Barrenechea (1,86 m) e Ríos (1,85 m) como tampões, Aursnes como médio/ala e Schjelderup como maior desequilibrador, o Benfica tirava partido, na frente, da mobilidade de Pavlidis e Ivanovic, sobretudo deste, muito móvel, rápido e acutilante.
O 0-0 ao intervalo era o espelho fiel do que se passara até então. Porém, a abrir a segunda parte, já sem Dante no onze, o Benfica entrou muito bem no jogo, com mais velocidade e pressão.
E logo aos 53’, num raide de Dedic, abrindo largo em Aursnes pela direita, os encarnados marcaram por Ivanovic, muito bem a desviar, de forma ligeiramente acrobática, o cruzamento perfeito do norueguês.
Ficou, desde logo, a ideia de que muito dificilmente o Nice chegaria ao empate e, muito menos, à reviravolta completa. Se até aí quase zero de perigo junto de Trubin, o mais provável seria essa inexistência de perigo continuar até final. E assim foi.
Aliás, se algo de interessante foi construído, foi quase sempre através da potência e da mobilidade de Ivanovic. Primeiro, tirando um adversário da frente (66), depois finalizando com remate potente, mas bem ao lado (68).
A ganhar fora de casa, dando sequência às vitórias em 2024/2025 (Estrela Vermelha, 2-1; Mónaco, 3-1 e 1-0; Juventus, 2-0), Bruno Lage quis colocar gelo em campo ao minuto 77: Pavlidis por Henrique Araújo, Ivanovic por Leandro Barreiro e Enzo Barrenechea por Florentino Luís.
Era bom segurar o 1-0, ótimo era aumentar a diferença para 2-0. E foi do bem improvável pé direito de Florentino Luís que, ao minuto 88, o Benfica chegou ao confortável 2-0. Deu para ganhar em Nice e dará, muito provavelmente, para defrontar um dos f’s no play-off: Feyenoord ou Fenerbahçe. Ver-se-á a 12 de agosto."

Terceiro Anel: Nice...

Oliveira: Nice...

Vinte e Um - Como eu vi - Nice...

BI: Nice...

5 Minutos: Nice...

quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Vermelhão: "Very Nice" vantagem...

Nice 0 - 2 Benfica


Vitória em França, permitindo uma vantagem agradável para o jogo da 2.ª mão na Luz, na próxima Terça-feira. Benfica quase sempre superior, com um 0-0 ao intervalo injusto... arranque do 2.º tempo, com um golo á ponta-de-lança na estreia do Ivanovic e depois até podíamos ter marcado o 0-2 mais cedo! Foi preciso esperar pelo 'grande' momento do Tino, com um golão fora da área...!!!

Com a ausência do Kerem, esperava o Ivanovic no lugar do Turco, mas não esperava a saída do Barreiro!!! 

O Schjelderup no 1.º tempo, conseguiu fugir ao marcador algumas vezes, mas faltou sempre melhor decisão no último momento... Destaque para o desperdício do Pavlidis!

Grande estreia do Ivanovic, confirmando as credenciais... vai ser muito útil, tem características muito diferentes do Pavlidis, com o tempo, creio que o entrosamento vai melhorar!

Dedic e Aursnes estão a começar a entender-se, fundamentais no 1.º golo!


Enzo a ganhar ritmo, e rapidamente a ser um dos melhores...


Dois jogos oficiais sem sofrer golos, e com o Trubin com pouco trabalho! A agressividade que o Lage tem pedido, está a dar frutos... e para esta intenção o Ríos é fundamental!

Terça-feira temos o jogo ideal para ganhar rotinas ofensivas, algo que continua a faltar...

Destino: Nice...

Benfica: dérbi dá o mote


"A expectativa era grande para mais um tira-teimas entre rivais, mas não foi uma final especialmente bem jogada, tal como se previa. O Benfica surpreendeu, no início do jogo, com uma pressão alta que ia dando frutos. Entre a poupança de esforços que se podia esperar, em função do pouco tempo de trabalho, Bruno Lage escolhia investir cedo para tentar a vantagem. O Benfica entrava neste novo duelo com o défice da sua curta preparação e com a integração de novos elementos recém-chegados. As aquisições são feitas para tentar melhorar as equipas, mas o início carece da necessária adaptação. Este processo de entrada é facilitado pelos resultados positivos, mas também muito pela natureza e personalidade de quem chega.
Este novo confronto mostrou um Sporting mais jogado e com a sua preparação mais adiantada, aparecendo mais solto e a ameaçar, mas não muito, na primeira parte. Por outro lado, não apresentava qualquer novidade no seu onze. Sem problemas de integração de novos jogadores, outra vantagem, mas com uma grande diferença no comando do ataque.
A forma física de uma equipa é uma parte fundamental do seu sucesso. Sabendo isso, as equipas e os jogadores abordam com maior ou menor certeza o esforço a que o jogo obriga que, como se sabe, é especialmente exigente. Os jogadores mais bem treinados resistem mais e executam naturalmente melhor.
Voltando ao jogo e às circunstâncias, percebia-se que marcar primeiro podia ser decisivo e foi o que viria a suceder. A origem do golo está na hábil variação de Ríos, na receção e apoio frontal de Pavlidis para a chegada no tempo certo de Dahl, acabando no remate forte do grego. Um prémio para o avançado do Benfica, merecido e que anuncia uma época talvez ainda melhor.
É verdade que a conquista da Supertaça não garante nada do que vem a seguir. No entanto, sabemos que a alegria das vitórias motiva e refresca os jogadores e as equipas. Podemos dizer que a felicidade apressa a melhoria física dos atletas. O facto de o finalista vencido ser o Sporting, então, amplia o efeito positivo do triunfo, especialmente importante tendo em conta o histórico dos resultados mais recentes.

Caloiros
Quanto aos novos, deixaram boas impressões. Dedic é um lateral cuja vocação e dimensão ofensiva é evidente. Defensivamente não ficou clara a sua consistência. A sua saída da zona defensiva foi, por vezes, precipitada, pelo risco que assumiu ainda no próprio meio campo. Os novos médios agradam. Ríos, sobre quem recaem as maiores expectativas, mostra personalidade, poder na saída e chegada à área, mas por confirmar está a definição, quer do remate, quer do passe. A gestão da posse de bola, pela sua importância, poderá ser um contributo decisivo que qualquer equipa precisa. O novo Enzo é digno dos seus antecessores. Tecnicamente dotado, parece poder dar estabilidade na defesa, acrescentando critério no passe de saída. Forte no passe com ambos os pés, uma excelente virtude para quem joga no centro do jogo. Um perna-longa do tipo Busquets. De Obrador ainda pouco se conseguiu ver. Nesta posição, Dahl parte à frente, procurando impor-se e confirmar que pode continuar como eleito. À espera para se mostrar está um Ivanovic que promete. Obrigará Lage a repensar o seu sistema? De início, acredito que não.

'Fontanários'
A malta do meu tempo não faz ideia do que quer dizer o título Fontanários que hoje escolhi para este espaço. O fenómeno atual das redes sociais cria personagens que ninguém conhece, a não ser pelos pseudónimos ou alcunhas mais ou menos originais. É um novo universo onde se trocam e difundem notícias que não o são e realidades que muitas delas não existem. Com maior ou menor habilidade ganham-se os tais seguidores que fazem de qualquer gente, gente importante, mesmo que a ficção predomine. Ou então supostas verdades que nunca se confirmam. Esta rapaziada, pela sua estranha notoriedade, consegue até representar e beneficiar com agências de apostas desportivas, tal é a sua expressão virtual. Negócio fechado ou afinal não? É uma contradição que se repete, mas nunca se assume. Diferente e mais antigo é o processo de valorização mediática de treinadores e jogadores. Os respetivos agentes conseguem passar os seus interesses em forma de notícia, por via de alguma imprensa que se presta a esse papel. Nunca se desmente e sempre se fala para benefício de alguns. Os amigos são para as ocasiões.

Formação
Diogo Ferreira e Gonçalo Oliveira. Dois nomes de atletas do Benfica que foram notícia pela dispensa que lhes foi dada para cumprir os exames do 12.º ano deste ano letivo. Um bom exemplo, quer do clube, quer dos próprios, cuja gestão e equilíbrio lhes permite continuar a sua formação académica. Um importante meio de valorização, para jovens cujas carreiras são, normalmente, de expressão incerta. O projeto de formação do Benfica mostra a sua responsabilidade social, associada ao processo que faz sonhar muitos jovens, já se sabe, mas com poucas certezas. É difícil conciliar, mas é possível, desde que se queira, porque há muita vida para lá do futebol. Aqui estão dois belos exemplos. Como sabemos, não são muitos os clubes cuja estrutura suporta e promove este apoio formativo para os seus jovens. Por isso, a grande maioria dos adolescentes precisa também do bom senso dos pais, para que o seu caminho escolar acompanhe o desportivo.

Jorge Costa
Choro a morte de Jorge Costa. Fomos colegas de Seleção Nacional e sinto muito a perda de uma das melhores pessoas que conheci no futebol."

No Princípio Era a Bola: A I Liga está de volta com jogadores a mais no Sporting, o berbicacho de Lage com dois avançados e o encaixe de Rodrigo Mora no FC Porto

Lutar pela passagem


"O Benfica defronta o Nice, em França, às 20h00, em jogo relativo à 1.ª mão da 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga dos Campeões. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Primeira parte da eliminatória
Bruno Lage afirma: "Este grupo merece e quer jogar na Liga dos Campeões e quer proporcionar isso, quer ao Clube, quer aos nossos adeptos. Este é um jogo muito importante, não é decisivo, é uma eliminatória a duas mãos."

2. Preparados
Schjelderup está "muito feliz no Benfica" e aborda a partida com o Nice: "É um adversário muito forte, muito físico, mas o treinador e a equipa estão bem preparados e sentimo-nos muito prontos para este jogo."

3. Seja onde for
À chegada ao Aeroporto Internacional de Beja, de onde partiu para Nice, a comitiva benfiquista foi recebida com grande entusiasmo em mais uma manifestação de apoio à equipa.

4. Sessão fotográfica
O mais recente reforço do plantel de futebol do Benfica, Ivanovic, já efetuou a sessão fotográfica habitual.

5. Match center
A área de notícias do site oficial do Sport Lisboa e Benfica passou a incluir uma secção dedicada aos jogos, na qual é possível revisitar as incidências de cada partida disputada, bem como ver o resumo.

6. Informação clínica
O Sport Lisboa e Benfica esclarece a situação de Ana Borges, futebolista do clube.

7. Reforços
O lateral espanhol Pau Oliveras junta-se ao andebol benfiquista. A pivô Nora Leitner e a guarda-redes Maddalena Cabrini passam a representar a equipa feminina de andebol do Benfica.

8. Renovação
A basquetebolista Marta Martins continua ligada ao Benfica.

9. Começa a pré-temporada
A equipa feminina de futsal do Benfica já trabalha para a nova época com o objetivo de regressar ao topo nacional.

10. Pré-época do andebol
Conheça o calendário dos jogos de preparação da equipa masculina de andebol do Benfica.

11. Bola a rolar
Os Iniciados já preparam a nova época no relvado."

Zero: Mercado - Turcos insistem em Aktürkoğlu

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Jorge Costa: a vida e a obra de um dragão

Observador: E o Campeão é... - "Aguerrido, mas boa pessoa.” Jorge Costa foi consensual

Observador: Três Toques - O adeus a Jorge Costa, o “bicho” do FC Porto

Benfica Podcast #563

Terceiro Anel: DRS - A guerra das papayas e o colapso de Hamilton!

BolaTV: F1 - Cavallino Manco

A Lei do TAD em perspetiva (II)


"Várias entidades se têm manifestado no sentido de ser necessária uma revisão da Lei do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), entre elas a Federação Portuguesa de Futebol, cujo presidente, Pedro Proença, deixou bem claro em entrevista dada na passada semana.
No seguimento do artigo anterior, elencamos outras matérias que merecem a reflexão do legislador numa futura revisão legislativa, que toda a comunidade desportiva espera que aconteça em breve.
Em primeiro lugar, deve ser ponderado se o atual número da lista de árbitros (artigo 20.º), limitada a 40 nomes, revela-se (des)ajustada, uma vez que gera repetição de árbitros e atrasos nos processos. A lista deveria ser mais flexível e alargada.
Por outro lado, a designação de árbitros (artigo 28.º) sofre de repetição sistemática devido à recorrência dos mesmos litigantes. Deve ser avaliada a possibilidade de uso de árbitro único e clarificar regras em situações de pluralidade de partes. Por outro lado, o serviço de consulta (artigo 33.º), que permite a emissão de pareceres jurídicos não vinculativos, levanta dúvidas quanto à independência do TAD e deverá equacionar-se a sua eliminação no futuro.
Também o regime dos procedimentos cautelares (artigo 41.º) deveria seguir o Código de Processo nos Tribunais Administrativos, e não o Código de Processo Civil, por razões técnicas de unicidade do sistema. Deve igualmente ser revista a adequabilidade do recurso ao presidente do Tribunal Central Administrativo Sul em casos de extrema urgência.
Por fim, o regime de custas processuais é considerado excessivo e desproporcional, dificultando o acesso ao TAD, sobretudo a atletas e clubes amadores. Este é um tema de especial sensibilidade, que deve merecer reflexão e debate alargado na comunidade, a bem da justiça desportiva."

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Antevisão...

Treino...

BI: Antevisão - Nice...

Tony: Live - Madrugada...

Nota de pesar


"O Sport Lisboa e Benfica lamenta profundamente o desaparecimento de Jorge Costa e endereça as suas mais sentidas condolências à sua família e ao FC Porto, que representou, sempre, com devoção e profissionalismo.
Jorge Costa foi uma figura incontornável do futebol e do desporto nacional, primeiro como jogador, depois como treinador e, mais recentemente, como dirigente.
O futebol português está mais pobre. Que Jorge Costa possa descansar em paz e a sua memória possa inspirar gerações futuras."

Zero: Mercado - Sporting avança por Jota Silva

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Que problemas o Nice pode colocar ao Benfica?

Observador: Três Toques - FC Porto e a sua arma escondida: Luuk de Jong

Missão Nice


"São vários os temas nesta edição da BNews.

1. Intensidade e compromisso
O plantel às ordens de Bruno Lage prepara a 3.ª eliminatória de acesso à fase de liga da Liga dos Campeões, cuja primeira mão é na 4.ª feira no reduto do Nice. O mais recente reforço, Ivanovic, já se treinou com os novos companheiros.

2. Sorteio play-off
Em caso de passagem da 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga dos Campeões, o Benfica defrontará o vencedor da eliminatória entre Feyenoord e Fenerbahçe. Para o diretor-geral do futebol, Mário Branco, "voltaram a sair em teoria os adversários mais complicados". A prioridade é o Nice: "Estamos com foco total no Nice e não faz sentido olharmos mais para a frente. A vitória na Supertaça foi muito importante para a confiança do grupo, mas também já é passado. A nossa energia e o nosso pensamento estão exclusivamente na eliminatória com o Nice."

3. Trubin centenário
O guarda-redes chegou aos 100 jogos em competições oficiais pelo Benfica. "Jogar 100 jogos pelo Benfica é um sonho para muitas crianças, para mim também é uma grande conquista e estou muito, muito feliz por isso", afirmou.

4. O filme de uma conquista
Veja os bastidores do triunfo da 10.ª Supertaça do palmarés benfiquista.

5. Pré-época da formação
A Equipa B realizou um jogo-treino frente ao Casa Pia. Os Juniores defrontaram os séniores do 1.º de Dezembro. E os Sub-15 começaram a pré-temporada.

6. Estágio
Os campeões nacionais de futsal estão em Alfândega da Fé a cumprir o estágio de pré-época.

7. Entrevista
Maria Sofia Silva abordou o dodecacampeonato nacional de hóquei em patins e perspetivou a próxima temporada.

8. Voleibol feminino
Veronika Djokic renovou o contrato e tem como novas colegas de equipa os reforços Mayara Barcelos e Anna Dixon.

9. Bons desempenhos
Os atletas do Benfica obtiveram 22 medalhas nos Campeonatos de Portugal de atletismo em pista ao ar livre."

O verão quente do Benfica


"Faltam pouco mais de dois meses para as eleições do Benfica e o embate entre os candidatos aquece como o verão. Além das declarações do protocandidato Luís Filipe Vieira — que numa recente entrevista largou um conjunto de bombas sobre «bandalheiras» no clube, a FPF, o rival Sporting e treinadores — há uma grande discussão sobre o voto eletrónico.
Noronha Lopes diz não existirem condições para esse tipo de voto. Um dos mais fortes candidatos não quer «chapeladas» e parece ter razão. As eleições passaram a ser polémicas. Nos Estados Unidos, Trump afirma que venceu as eleições de 2020 e continua a não aceitar a derrota para Biden. E ao contrário do que muitos escrevem, Hilary Clinton também não tinha aceite o resultado das eleições de 2016, com a mesmo argumento: havia fraude.
Ora, se isto acontece nos Estados Unidos, também pode acontecer no Benfica. E no Benfica o lugar de presidente é deveras desejado e estas eleições são muito importantes para o futuro do clube. Por isso, é fundamental que não restem dúvidas quanto ao seu resultado.
O voto eletrónico é uma matéria complicada porque, aparentemente, há mais possibilidades de fraude do que no voto em urna. Ou, visto de outra forma, no voto em urna, mesmo nas eleições nacionais, aceitamos que possa haver pequenas falhas, ou pequenas fraudes, mas sabemos que estas não afetam o resultado global das eleições. Essa consciência de que quem governa foi mesmo eleito, é essencial para a democracia seja em nações, seja em entidades desportivas.
Os estatutos do Benfica são a lei que rege o clube. E estabelecem, no seu artigo 48, n.º 2, que o voto é feito em boletim físico e que pode haver «a possibilidade de voto eletrónico desde que decidido por unanimidade dos representantes das listas». E o n.º 3 do mesmo artigo determina «sempre que a opção for voto eletrónico os resultados do voto eletrónico têm de ser verificados pelos votos em urna fechada, contados por uma Comissão Eleitoral». Esta norma está correta e não deixa dúvidas: voto eletrónico só por acordo unânime das listas. E não há esse acordo, logo não há voto eletrónico. A vantagem do voto digital entende-se: se pudermos votar no telemóvel haverá mais votantes.
Mas a legitimidade e legalidade visível para o público das eleições é mais importante: dai a norma dos estatutos. Numas eleições renhidas como estas, onde se espera que nenhum candidato tenha mais de 50 % dos votos à primeira volta, a legitimidade é critica. Uma coisa os benfiquistas podem ter a certeza: há centenas de casas do Benfica espalhadas por todo o país, não vão faltar locais para os sócios votarem!
No meio desta quente disputa eleitoral e de entrevistas inusitadas, o Direito ao Golo vai para o Benfica e para João Félix: a época começou bem para o vice-campeão nacional pois ganhou a Supertaça diante do rival de sempre, o Sporting. Mais, Rui Costa não conseguiu contratar João Félix, o que também parece ser uma boa noticia para o clube devido aos elevados gastos que a operação ia comportar. E o internacional português vai ganhar €35 M na Arábia Saudita. Líquidos, claro, porque no país do petróleo não se pagam impostos. É um real poço sem fundo!"

João Caiado Guerreiro, in A Bola

Zero: Entrevista - Diogo Nascimento...

Apresentações feitas


"1. O Benfica venceu a Eusébio Cup no sábado passado, batendo a equipa do Fenerbahçe por 3-2, perante mais de 55 mil adeptos. As saudades da Luz eram muitas, os benfiquistas corresponderam, a equipa do Benfica correspondeu às expetativas dos seus adeptos, proporcionando um espetáculo positivo, atendendo às circunstâncias e, mais importante do que tudo, vencendo o jogo.

2. As circunstâncias todos as conhecemos. Prendem- -se com o absurdo de um calendário infernal decorrente do Mundial de Clubes que aconteceu nos EUA. O Benfica esteve 21 dias nos Estados Unidos envolvido numa competição de contornos exóticos, quando devia estar a descansar. Depois voltou, descansou à pressa: 14 dias e já está em ação novamente. A fatura deste absurdo chegará mais cedo ou mais tarde.

3. Voltemos à Eusébio Cup, que foi uma grande e linda festa. José Mourinho, treinador do Fenerbahçe, contribuiu para o ambiente, desvendando um segredo. Tem em sua casa a Eusébio Cup que ganhou quando veio à Luz disputar o troféu ao serviço do Inter de Milão. No fim do jogo, pediu ao presidente do Inter se podia ficar com “o troféu do Rei” e o presidente disse que sim. É um tesouro de Mourinho.

4. De todas as emoções vividas no sábado na Luz, talvez a maior de todas tenha sido a chegada do autocarro ao estádio, estacionando junto à estátua do Rei, para que os jogadores fizessem a pé, por entre a multidão que os aguardava, aquelas dezenas de metros até entrarem no estádio pela porta principal.

5. Para os jogadores com muitos anos de casa e para os jogadores que “nasceram” na nossa casa, esse momento foi magnífico, mas não terá sido surpreendente. Eles sabem onde estão, estão no melhor clube do mundo, sabem onde “nasceram”, nasceram no Glorioso. Já para os jogadores acabados de chegar ao Benfica, aquilo que experimentaram desde o momento em que saíram do autocarro até à entrada no estádio só pode ter sido um acontecimento fabuloso. Foram feitas as apresentações entre quem não se conhecia.

6. Diogo Prioste tem 21 anos e nunca conheceu outra camisola que não fosse a do Benfica. Prioste entrou em campo aos 84 minutos do jogo com o Fenerbahçe e, por ser o mais “velho” benfiquista em campo nesse momento, foi-lhe entregue a braçadeira de capitão. “Sonho vivido, história feita: capitão em todos os escalões. Vamos, Benfica”, escreveu na sua rede social. Vamos, Prioste.

7. Depois da Supertaça, o próximo jogo do Benfica é na quarta-feira, dia 6 de agosto, em Nice. Trata-se da primeira mão da pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões. O assunto é muito sério."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Do Porto, um jovem benfiquista


"ENTRE OS ADEPTOS ENCARNADOS QUE ASSISTIRAM AO BENFICA-FC PORTO DE 7 DE OUTUBRO DE 1956 ESTAVA UM PORTUENSE DETERMINADO

O clássico no Estádio da Luz, a 7 de outubro de 1956, suscitou um enorme interesse entre os aficionados pelo futebol, levando o recinto a ficar lotado. Entre os espectadores estava Artur José de Castro Fontes, “um garoto de 12 anos” da cidade do Porto, que fez a viagem sozinho até Lisboa para assistir ao desafio e torcer pelo… Benfica!
O jovem sócio “massacrou durante semanas os pais, porque queria vir a Lisboa ver o Benfica- -FC Porto”, e o pai, “já mal o podendo ouvir (e resistir), acabou por lhe dizer que, apenas vindo sozinho, no comboio especial, o Artur poderia ver o jogo”. Foi o que bastou para que Artur Fontes embarcasse logo no comboio com destino à capital. Na estação, esperava-o uma tia, mas a “pobre senhora ficou perplexa com a situação, já que nunca entrara num campo de futebol e lhe faltava ânimo para tais aventuras”. Veio em seu auxílio César Rodrigues, colaborador da Comissão Central, que o levou a assistir ao tão sonhado jogo.
A contar para a 4.ª jornada do Campeonato Nacional, numa “tarde mais estival que de outono”, o encontro “foi de autêntico campeonato, disputado virilmente, mas com a maior correção, como é timbre dos dois clubes amigos”. Artur Fontes terá ficado satisfeito por a equipa benfiquista vencer por uns incontestáveis 3-2, com golos de Isidro, José Águas e Palmeiro. Num conjunto que contou com elementos das reservas, os encarnados Ângelo, Artur, Bastos, Isidro, Palmeiro e Pegado foram alvo de vários elogios pelas suas exibições, tendo sido considerados os melhores em campo.
Após o apito final, o jovem adepto foi entregue novamente “aos cuidados da referida tia”, voltando para o Porto, e foi assim que “se tornou realidade um sonho de criança, sonho de um pequenino benfiquista”. Artur Fontes não estava sozinho no seu benfiquismo na sua cidade natal. Numa carta aberta, Paulino Gomes Júnior exortava ao “portuense que é, ao mesmo tempo, um benfiquista indefectível”, que se unisse ao entusiasmo, fervor e gritasse de emoção pelo Benfica na luta pelo Campeonato Nacional. E seriam gritos de alegria no final da época, com o Clube a sagrar-se campeão nacional, com mais um ponto do que o FC Porto.
Saiba mais sobre a conquista do Campeonato Nacional de 1956/57 na área 6 – Campeões Sempre, do Museu Benfica – Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Começar bem


"Agora será mesmo a sério. Primeiro a Supertaça frente ao Eterno rival, com quem temos contas a ajustar. Depois, e sobretudo, a importantíssima pré-eliminatória da Liga dos Campeões, diante dos franceses do Nice, na qual o Benfica está proibido de falhar.
Passou pouco mais de um mês desde que disputámos os oitavos-de-final do Mundial de Clubes nos Estados Unidos. Entretanto, os atletas tiveram umas mini-férias, e um período de preparação igualmente curto, para poderem estar novamente a competir, desde já, ao mais alto nível de exigência.
Numa pré-temporada atípica, realizou-se apenas um jogo de preparação. Um amigável de luxo, para homenagear o nosso Eusébio: a já tradicional Eusébio Cup.
Da partida com o Fenerbahçe de José Mourinho, e além do troféu conquistado (a permitir uma bonita fotografia), e da festa de 55 mil nas bancadas, ficaram notas positivas para os reforços, em especial Dedic e Richard Ríos. Foi também agradável ver Henrique Araújo voltar à equipa e aos golos, ele que passou os últimos dois anos bastante distante do nível que o seu talento perspectivava. De negativo, fica a grave lesão de Bruma, que diminui o lote de opções de Bruno Lage para os flancos – onde já ficáramos sem Di María.
Há que avançar com o que temos. Não faz qualquer sentido disputar-se uma Supertaça, jogarem-se pré-eliminatórias europeias que podem condicionar toda uma temporada, iniciarem-se os campeonatos, e o mercado de transferências permanecer aberto, com os plantéis por definir. É algo que não depende naturalmente do Benfica, mas que podia, e devia, ser objecto de crítica por parte de todos os agentes desportivos. Se é que existe, ainda não vi justificação cabal para algo que, à primeira vista, não favorece equipas, treinadores, jogadores nem adeptos. Logo, não favorece o futebol."

Luís Fialho, in O Benfica

Desafiar os limites


"No projeto Para ti, Se não faltares! da Fundação Benfica, os jovens encontram um espaço seu, onde podem ser eles próprios, sem barreiras injustas ou rótulos, onde o que mais importa é o que cada um tem para descobrir e conquistar, por si e em equipa. Aqui, a presença não é apenas um registo de assiduidade, é um compromisso consigo próprios e com o grupo. É a possibilidade de experimentar novas atividades, desenvolver talentos e descobrir caminhos que, muitas vezes, não estavam à vista ou que se pensavam fora de alcance. Ser jovem é querer e sonhar, crescer é conseguir e sonhar mais. É isso que celebramos com todos e cada um ao longo de todo o ano, e é isso que funciona e produz resultados.
Para acentuar o prazer da conquista, da ambição saudável e do trabalho, atribuímos prémios de desempenho, como as colónias de férias, que vão além do incentivo imediato. Funcionam como reconhecimento do esforço, da dedicação e da capacidade de trabalhar em equipa. São momentos que ficam na memória e que abrem janelas para novas realidades: conhecer outros lugares, partilhar experiências diferentes, perceber que os limites existem para serem desafiados com humildade e ambição e que, por isso, podem ir mais longe do que imaginavam.
Mais do que atividades ou prémios, este projeto oferece oportunidades para os jovens crescerem em autonomia, fortalecerem a autoestima e acreditarem no futuro. Cada jovem leva do seu percurso com a Fundação Benfica uma certeza importante: o seu valor é importante e o seu talento conta, merece ser desenvolvido, e pode ser a chave para uma vida cheia de possibilidades."

Jorge Miranda, in O Benfica

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Treino...

Lights, camera, action! 🎬

Bigodes - Supertaça é do Benfica, Ivanovic Vini Vidi Vinci e Champions em Nice

El Mítico #139 - ¿Quién es Franjo Ivanović?

Sporting, Benfica, FC Porto e SC Braga: o mês em que todos sonham


"Leões sonham com o tri. Águias com o 39. Dragões com ponto final em estranho jejum. Guerreiros em igualar Belenenses e Boavista. Tanto sonho em agosto para só um o concretizar lá para finais de maio de 2026...

Senhoras e senhoras, bem-vindos ao mês e meio em que todos os sonhos são permitidos: a pré-época, quase, quase época. Entre meados de junho e início de agosto todos sonham: verdes, vermelhos, azuis, amarelos, pretos, brancos e tricolores, por exemplo. Há quem sonhe muito alto: verdes, vermelhos e azuis. Há quem sonhe muito alto, mas ainda assim com um pezinho atrás: vermelhos e brancos. Há quem sonhe encostar-se a quem sonha muito alto, mas ainda assim com um pezinho atrás: pretos e brancos. E depois há o arco-íris de quem sonha apenas com dez meses tranquilos.
O Sporting, bicampeão nacional, contratou João Virgínia (guarda-redes português de 25 anos), Giorgi Kochorashvili (médio georgiano de 26 anos), Alisson Santos (extremo brasileiro de 22 anos), Luis Suárez (ponta de lança colombiano de 27 anos), Ricardo Mangas (lateral-esquerdo português de 27 anos) e Georgios Vagiannidis (lateral-direito grego de 23 anos). É com estes homens, mais duas dezenas de campeões ou bicampeões, que o leão de Rui Borges quer chegar ao que não chega desde 1954: três campeonatos de rajada. Só por duas vezes, aliás, o conseguiu: 1951, 1952 e 1953 e 1952, 1953 e 1954. Quem tem menos de 70 anos não se lembra. Mas todos os sportinguistas sonham. Porque esta é a época em que todos os sonhos são permitidos.
O Benfica, clube português com mais campeonatos ganhos, avançou por Rafael Obrador (lateral-esquerdo espanhol de 21 anos), Enzo Barrenechea (médio argentino de 24 anos), Franjo Ivanovic (ponta de lança croata de 21 anos), Amar Dedic (lateral-direito bósnio de 22 anos) e Richard Ríos (médio colombiano de 25 anos). É com eles e mais uns quantos que a águia de Bruno Lage quer voltar a ganhar um campeonato, após ter falhado em 2023/2024 e 2024/2025 e de só ter vencido um nas últimas seis épocas. Nada que se compare, porém, com os míseros dois em 19 anos (1994 a 2013). Quem tem mais de 30 anos lembra-se bem dos dois campeonatos ganhos: 2005, Trapattoni, Quim, Luisão, Petit, Simão ou Nuno Gomes: 2010: Jesus, Quim, David Luiz, Aimar, Di María ou Cardozo. E todos os benfiquistas sonham com o regresso à dinâmica 2013-2018: cinco campeonatos em seis.
O FC Porto, clube português com mais títulos neste século, contratou Jan Bednarek (defesa central polaco de 29 anos), Victor Froholdt (médio dinamarquês de 19 anos), Borja Sainz (extremo espanhol de 24 anos), Alberto Acosta (lateral-direito português de 21 anos), Dominik Prpic (defesa central croata de 21 anos), João Costa (guarda-redes português de 29 anos) e acaba de contratar Luuk de Jong (ponta de lança neerlandês de 34 anos). É com estes homens e mais uns quantos que os dragões de Francesco Farioli querem colocar ponto final num dos piores jejuns dos últimos 40 anos. Só 2014-2017 (Benfica, Benfica, Benfica, Benfica) foi pior e só quem tem menos de dez anos não se lembra deste período negro. E todos os portistas sonham com o regresso, por exemplo, ao famoso penta (1995-1999), ao menos famoso tetra (2006-2009), ao tri (2010-2012) ou, no mínimo, a um campeonato (último: 2022).
O SC Braga, em busca de igualar Belenenses (1946) e Boavista (2001) e confirmar ser mesmo o quarto grande, foi buscar Alaa Bellaarouch (guarda-redes marroquino de 23 anos), Gustaf Lagerbielke (defesa central sueco de 25 anos), Leonardo Lelo (lateral-esquerdo português de 25 anos), Gabriel Moscardo (médio brasileiro de 19 anos), Mario Dorgeles (médio costa-marfinense de 20 anos), João Marques (extremo português de 23 anos), Simon Banza (ponta de lança congolês de 28 anos) e Pau Victor (avançado espanhol de 23 anos).É com eles (e mais uns quantos) que os guerreiros de Carles Vicens querem fazer enorme upgrade a três Taças de Portugal (1966, 2016 e 2021) e três Taças da Liga (2013, 2020 e 2024). Entretanto, os guerreiros sonham.
É altura de sonhar. Daqui a 9 meses, meus caros, dois de três treinadores (Borges, Lage ou Farioli) serão péssimos, dois de três presidentes (Varandas, Costa ou Villas-Boas) sê-lo-ão igualmente, embora haja também a possibilidade de Cristovão Carvalho, Noronha Lopes, Diogo Manteigas ou Martim Mayer serem levados na enxurrada.

PS: Pum, Luuk de Jong! Não é tanto o impacto da noticia, antes o impacto de o FC Porto ter (de novo) conseguido manter tudo em segredo até ao último instante. Nos tempos que correm, é notável."

Mata Mata - Martim Mayer...

SportTV: Mercados - Mexidas na Luz e reforço surpresa nos Dragões

Zero: Mercado - Leão resiste por Hjulmand; Schjelderup de saída?

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - De Jong no FC Porto: como foi e como vai ser?

Observador: Três Toques - Jogador de futebol? Cuidado com os relatórios

A Verdade do Tadeia - Live - Especial Nova Época I

SportTV: Primeira Mão - 🔥 Tudo ou nada! Benfica luta pela Champions frente ao Nice

Missão Nice


"São vários os temas nesta edição da BNews.

1. Intensidade e compromisso
O plantel às ordens de Bruno Lage prepara a 3.ª eliminatória de acesso à fase de liga da Liga dos Campeões, cuja primeira mão é na 4.ª feira no reduto do Nice. O mais recente reforço, Ivanovic, já se treinou com os novos companheiros.

2. Sorteio play-off
Em caso de passagem da 3.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga dos Campeões, o Benfica defrontará o vencedor da eliminatória entre Feyenoord e Fenerbahçe.
Para o diretor-geral do futebol, Mário Branco, "voltaram a sair em teoria os adversários mais complicados". A prioridade é o Nice: "Estamos com foco total no Nice e não faz sentido olharmos mais para a frente. A vitória na Supertaça foi muito importante para a confiança do grupo, mas também já é passado. A nossa energia e o nosso pensamento estão exclusivamente na eliminatória com o Nice."

3. Trubin centenário
O guarda-redes chegou aos 100 jogos em competições oficiais pelo Benfica. "Jogar 100 jogos pelo Benfica é um sonho para muitas crianças, para mim também é uma grande conquista e estou muito, muito feliz por isso", afirmou.

4. O filme de uma conquista
Veja os bastidores do triunfo da 10.ª Supertaça do palmarés benfiquista.

5. Pré-época da formação
A Equipa B realizou um jogo-treino frente ao Casa Pia. Os Juniores defrontaram os séniores do 1.º de Dezembro. E os Sub-15 começaram a pré-temporada.

6. Estágio
Os campeões nacionais de futsal estão em Alfândega da Fé a cumprir o estágio de pré-época.

7. Entrevista
Maria Sofia Silva abordou o dodecacampeonato nacional de hóquei em patins e perspetivou a próxima temporada.

8. Voleibol feminino
Veronika Djokic renovou o contrato e tem como novas colegas de equipa os reforços Mayara Barcelos e Anna Dixon.


9. Bons desempenhos
Os atletas do Benfica obtiveram 22 medalhas nos Campeonatos de Portugal de atletismo em pista ao ar livre."

Tailors - Final Cut - S04E02 - Rui Amaro

ESPN - Futebol no Mundo #475 - Caso Lookman expõe tensão jogador-clube I Emoção na despedida de Son

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Chuveirinho #136

ACUSAÇÕES DE VIEIRA NÃO PODEM CAIR EM SACO ROTO


"1. Não acredito que Luís Filipe Vieira dirija um ataque tão violento a Pedro Proença sem ter na sua posse provas fortes e testemunhas credíveis para atestar as suas acusações. Aquilo que disse de Pedro Proença foi mais que arrasador, foi um assassinato de caráter.

2. O comunicado-resposta da FPF ontem emitido pareceu-me próprio de quem tem culpas no cartório: ameaça para tentar lavar a face; não concretiza porque receia as consequências.

3. A FPF é uma importantíssima instituição com estatuto de utilidade pública, que recebe muitas dezenas de milhões de euros dos nossos impostos todos os anos. Ora o presidente de uma instituição desta relevância jamais pode estar sob suspeitas com a gravidade das que Vieira lhe apontou na entrevista de sexta-feira.

4. O urgente apuramento de toda a verdade impõe-se. Uma situação destas não pode esperar pelos lentos tempos da justiça, menos pode cair em saco roto, isto é, tem que ser imediatamente resolvida. Porque se as acusações de Vieira se confirmarem, Proença tem que deixar, na hora, a presidência da FPF - não terá quaisquer condições de se manter na presidência do organismo.

5. Se o governo já se meteu em assuntos do futebol como a centralização de direitos, tem que se meter neste também, tem que chamar a si a resolução rápida desta gravíssima situação. É o que espero que faça já a partir de amanhã."

«Estudem o meu cérebro, por favor»


"A tragédia que envolveu, no prédio onde tem sede a NFL, em Manhatan, o ex-'running back’ Shane Devon Temura, deve, pelo menos, servir para que, na morte, se mantenha vivo o tema da encefaloptia traumática crónica entre ex-desportistas...

Não fosse ter acontecido em Nova Iorque, no coração de Manhatan, a dois passos do Rockfeller Center e do MOMA, e o tiroteio provocado por um ‘lobo solitário’ há precisamente uma semana, que ceifou a vida a quatro pessoas, até podia ter passado quase despercebido, ou não se tivesse tratado da 255.ª ocorrência do género, nos Estados Unidos, em 2025.
O autor do massacre, que se suicidou, foi Shane Devon Temura, 27 anos, antigo ‘running back’ da Granada Hill Charter, uma escola de Los Angeles, que sofria de encefaloptia traumática crónica, que imputava aos danos provocados durante a sua atividade desportiva, razão pela qual escolheu a sede da NFL (entrou no prédio certo, armado com uma AR-15 devidamente legalizada, mas no elevador errado, que o levou ao 33.º andar onde funcionavam outros escritórios, onde haveria de matar e morrer) para o tresloucado ‘statement’ que quis deixar como legado. Na nota de suicídio, que tinha no bolso, podia ler-se «estudem o meu cérebro, por favor». E é aqui que nos devemos deter, no sentido de analisarmos esta tragédia na ótica desportiva. Há um ano, no livro «Pulsação», dediquei um capítulo à galopante demência dos ex-desportistas, já regulada e ‘indemnizada’, ‘post mortem’, nos Estados Unidos, mas ainda motivo de discussão e polémica na Europa, relativamente ao futebol e aos malefícios para o cérebro dos cabeceamentos constantes.
Há estudos, de universidades escocesas e suecas, que provam que um futebolista tem cerca do dobro de possibilidades de vir a padecer de Alzheimer do que um cidadão dito ‘normal’, em Inglaterra (onde houve uma razia na seleção que se sagrou campeã do Mundo em 1966) estão em curso litigâncias judiciais sobre o tema – que têm sido contestadas pelas entidades patronais, por falta de substância científica, alegando que esta só pode ser verificada na autópsia... -, mas a verdade é que não é preciso sair das nossas fronteiras para encontrar dezenas (!!!) de casos, especialmente em quem jogou nos anos anteriores à entrada em campo de bolas capazes de manter o peso (entre 410 e 450 gramas), independentemente das condições climatéricas (pelo menos até final dos anos 80 do século passado, em dias de chuva e lama, a bola ficava quatro ou cinco vezes mais pesada). Entre os ex-jogadores portugueses que já partiram padecendo de estados demenciais precoces, nomeadamente o Alzheimer, e aqueles que hoje em dia estão a perder o contacto com a realidade (não referirei casos concretos, mas, acreditem, sei do que falo) há demasiados exemplos que justificam uma abordagem mais séria do assunto, quer em termos de compensações às famílias, quer na profilaxia do mal, especialmente entre as gerações mais novas, no que respeita ao cabeceamento. A UEFA tem um protocolo neste sentido, em Inglaterra há uma tabela de utilização semanal da cabeça para jogar em função do escalão etário, mas, na prática, os efeitos destas medidas são residuais. Que o desespero de Shane Devon Temura, que levou com ele vítimas inocentes, nos faça meditar sobre a sua nota de suicídio: «estudem o meu cérebro, por favor.»"

O estapafúrdio de já não chegar ser campeão mundial


"O fastio tem cara e essa era a de Summer McIntosh, a servir trombas molhadas mal emergiu da piscina de Singapura e mirou, ao primeiro relance água fora, o ecrã dos tempos. Com testa pesada, sobrancelhas-eira a carregar nos olhos, nem era preciso ter dito o palavrão que captou as notícias para transmitir o seu desagrado. Soltado o “fuck” ao acabar de ser campeã mundial dos 200 metros mariposa, a canadiana pareceu uma contradição em clorofila, de toca posta, e não só pelo ato em si.
Deduzir a razão da sua moléstia não era um pedregulho de tarefa. Ficara a 18 centésimos de segundo do recorde mundial da distância, menos tempo até do que aquela impossibilidade de mantermos os olhos abertos durante um espirro, ela tão perto e no entanto longíssimo desse “grande objetivo”, afirmaria depois, para o qual treinara “expressamente” e “estragou tudo nos últimos 15 metros” da prova onde, apesar da desfeita que lhe ceifou a alegria, foi buscar a terceira medalha de ouro na prova. Aos 18 anos, era a décima primeira vez que Summer McIntosh se proclamava campeã do mundo, um rácio absurdo de tão irreal.
A pepita de vernáculo unida ao trombil da fenomenal canadiana deu forro a questionar se estaremos a presenciar, aqui e ali, os humanos tocados pela excelência a alcançarem o cume do descontentamento com o muito no desporto. De nadadores, por obrigação imposta pelo seu estado sublime, a serem pobres e mal-agradecidos com eles próprios, evoluídos ao ponto de as suas superiores capacidades os levarem à insatisfação por ganharem, com regra, as provas nas quais se especializaram e que 99% dos adversários nem a esfolarem-se conseguem disputar. Os 2:01.81 segundos do recorde perseguido por Summer, fixados pela chinesa Liu Zige, em 2009, sugerem irrealidade pelas evidências: desde então, só por quatro vezes (incluindo esta) houve quem nadasse abaixo dos dois minutos e quatro segundos.
Desconhecendo nós as agruras e os demónios, os bicharocos mentais e as frustrações de nascer com arestas físicas brutais cujos presenteados limam excelsamente para serem como são, se calhar não há outra maneira, não têm como não exigir à exigência o que um atleta ‘normal’ nem imagina exigir a ele próprio. Summer McIntosh ganharia quatro medalhas de ouro nos Mundiais, sendo apenas a segunda mulher na história a lográ-lo numa edição do evento, juntando-se à americana extraordinária Katie Ledecky. Mas, antes de entrar em competição na Singapura, pintou de dourado as cinco unhas de uma mão, vidrada na caça aos cinco penduricalhos dessa cor, feito em que apenas a sueca Sarah Sjöström tocou, em 2019.
O facto de ser campeã do mundo, ter feito cócegas ao recorde individual da natação em piscina longa que vigora há mais tempo, conseguido a segunda marca mais rápida da história e deixado um sério cutxi-cutxi a quebrá-lo em breve equivaler a um “estou feliz, mas…”, revela as distâncias a que uma nadadora tal, e quem a treina, se força a colocar as fasquias para saciar a motivação e manter-se esfomeada por um tipo de alimento que já não tem a ver com os outros. Ainda adolescente, Summer nada atrás do seu próprio verão (fora os 800 metros livres, onde ainda deve à Anfitrite das piscinas que é Ledecky) assim como Léon Marchand parece perseguir já só a sua própria barbatana.
O francês padeceu, sem hesitações, da cisma de McIntosh por recordes quando, ao ser o primeiro a tocar na parede dos 200 metros estilos, se encavalitou sobre a boia divisória das pistas, estendeu os braços em pose triunfal, fletiu o bíceps de um braço à macho man e esmurrou depois a água, por momentos embriagado de alegria, numa meia-final, por bater o recorde do mundo. Todos esses sorrisos abandonaram-no na final que diligentemente ganharia com feições somenos: sóbrio, austero, quase indiferente ao ouro conquistado. A mostrar ser outro nadador sublime que se diferencia também pela predileção por ter os melhores tempos da história - e, pelos vistos, priorizá-los às medalhas que o identifiquem como campeão do mundo.
A fatura de almejar ir lá bem ao fundo das águas com cloro, aos abismos subaquáticos a que uma ínfima quantidade de pessoas pode aspirar, mói a mente, imprimindo a devida fatura no corpo. Explodida a efusão de alegria pelo recorde mundial (o terceiro da sua carreira em piscina longa), Léon Marchand não pregou olho, culpa da adrenalina a retribuir-lhe com uma noite em branco. “Perdi muita energia”, confessou. Tentou acalmar-se, ver vídeos, ler um livro, meditar, mas não dormiu durante a noite. Só mesmo no dia da final da prova, em que ficou na cama até às 12h30.
Que a competição drena combustíveis e sufoca ânimos é unânime, até para nós, comuns humanos alheios a estes Olimpos, mas os casos de McIntosh e Marchand, como de Ledecky ou Michael Phelps e Ian Thorpe antes deles, mostram as consequências que por tabela a natação abarca ao ter outliers tão majestosos, gente remetida, pela grandiosidade própria, a banalizar o que é raro: carecem então de estímulos estratosféricos que lhes meta uma cenoura diante dos olhos para se esfaimarem.
E não será a monetização desses píncaros a motivá-los. O ano passado, Léon Marchand recebeu 173 mil dólares e Summer McIntosh levou 113 mil da World Aquatics em prémios de competição, que retribuem com 25 mil por cada marca mundial batida. Ambos têm elogios ditos a respeito e confessaram ser mais um motivo que lhes fomenta o apetite, apesar de longe ficarem das potenciais retribuições das empresas que patrocinam Armand Duplantis, o triplo saltista que já bateu 12 vezes o recorde do mundo e recebe uns 100 mil dólares por cada teto desfeito. Mas não será isso, pelos menos não só isso, que os move.
Todos vivem num plano só deles, onde gozam de um estado por enquanto inatingível. Por serem os melhores, são reféns da insatisfação permanente para se manterem nesse percentil estapafúrdio de já não se contentarem apenas com medalhas de ouro. Chegámos ao ponto de a reação a quente a ser campeão mundial vestir uma cara de poucos amigos nestes peixes mais raros."

O desporto feminino deixou de ser um nicho: é negócio à séria


"Ténis, Atletismo, Natação, ou Voleibol há muitos anos que dedicavam a mesma energia, recursos e atenção às vertentes masculinas e femininas, mas o mesmo não se podia dizer sobre muitas outras modalidades.
O desporto feminino está a viver uma transformação histórica. Em 2025, as receitas globais do setor deverão ultrapassar os 2,35 mil milhões de dólares, segundo a Deloitte. Este crescimento é impulsionado por um aumento expressivo nas audiências, no investimento publicitário e na valorização das atletas como figuras de influência.
Só o setor de transmissões televisivas deverá gerar 590 milhões de dólares este ano, refletindo a crescente procura por conteúdos desportivos femininos em plataformas tradicionais e digitais. O recente Campeonato da Europa de Futebol feminino tem sido marcante com audiências televisivas espantosas e estádios cheios.
O futebol feminino é assim um dos grandes motores desta mudança. A final do Mundial de 2023 foi vista por mais de 2 mil milhões de pessoas ao longo do torneio, e a UEFA Women’s Champions League continua a bater recordes de audiência e patrocínio. O basquetebol feminino também se destaca, com a WNBA a atrair investimentos de marcas como Nike, Google e AT&T. Em 2025, o basquetebol feminino deverá gerar mais de mil milhões de dólares em receitas, representando 44% do total do desporto feminino.
Em Portugal, a Liga BPI tem registado um crescimento sustentado, com clubes como Benfica, Sporting e Braga a investirem nas suas equipas femininas. A Federação Portuguesa de Futebol tem reforçado o apoio à formação e à profissionalização da modalidade. O desporto feminino já não é apenas uma causa social — é uma oportunidade de negócio, de inovação e de expansão de mercado.
As marcas que perceberem isso primeiro estarão na linha da frente de uma nova era no desporto global, onde a equidade e o retorno financeiro caminham lado a lado. Este novo paradigma exige uma abordagem estratégica por parte dos clubes, ligas e federações, que devem investir em talento digital, parcerias tecnológicas e modelos de negócio centrados no adepto.
A capacidade de adaptação será determinante para garantir relevância num ecossistema desportivo cada vez mais competitivo e fragmentado. A explosão do desporto feminina é também benéfica para a vertente masculina pois alarga o mercado de influência da indústria do desporto, trazendo novos consumidores e novas marcas para este território.
Nos próximos anos assistiremos assim a uma aproximação vertiginosa entre as vertentes masculinas e femininas da maioria das modalidades desportivas, onde audiências, receitas, bilhética, salários ou prize-moneys estarão lado a lado."

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

O que Vieira quer é guerra e nem percebe que já a perdeu


"Antigo presidente das águias está sozinho no campo de batalha, qual D. Quixote contra moinhos de vento que julga serem os gigantes que querem derrubá-lo. O mais importante continua a não ser dito: vai, ou não, a eleições?

O estilo é antigo, daqueles que se encontram nas bibliotecas do futebol português, na secção dos livros que já ninguém quer ler, perdidos no pó e no bolor bafiento de outros tempos, daqueles a que ninguém (ou muito poucos) quer voltar.
Luís Filipe Vieira está numa guerra sem quartel. Sozinho numa batalha contra moinhos de vento, a disparar em todas as direcções, acossado num canto da batalha, de onde decidiu sair para atirar as derradeiras granadas que ainda guardava no bolso, quiça na esperança de que tão pífios recursos ainda consigam levá-lo à vitória contra o exército que, nos seus atormentados pensamentos, quer dizimá-lo. Está sozinho no campo de batalha, qual D. Quixote contra moinhos de vento que julga serem os gigantes que querem derrubá-lo.
Mas há pior: está a lutar como pode, mas… a verdade é luta contra nada. Porque no verdadeiro ringue, Vieira não entra. Ou adia a entrada, se é que alguma vez entrará. Ao invés, o antigo presidente do Benfica aproxima-se da zona quente e parece um daqueles heróis de capa e espada que grita aos quatro ventos: «Segurem-me, se não eu vou-me a eles!»
E não vai. Vai só à televisão. Grita, esbraceja, acusa, dispara a torto e a direito na direção de Rui Costa, de Pedro Proença e de quem mais lhe fizer frente, mas… não faz ele próprio frente a ninguém. Ameaça que vai a jogo e não vai. Ou arrasta o tabu, apenas no seu interesse, sabendo que arrastando-o continuará a ter palco para mostrar ao mundo os seus moinhos de vento.
Garantem-nos (garante o próprio Luís Filipe Vieira) que, mais cedo ou mais tarde, anunciará que vai a eleições, que está mesmo a preparar uma candidatura forte e que, quando avançar será. definitivamente, para ganhar, para voltar a triunfar, em glória, elevado pelos sócios encarnados. Como São Tomé, só acreditarei nesta ressurreição quando ela for oficial.
Até lá, o que vejo é um homem derrotado, afogado em mágoa e ressentimentos, e que ainda nem isso percebeu. O único resultado à vista é, para já, um mais do que provável processo em tribunal, movido por Pedro Proença e pelo organismo a que preside, a FPF, por alegada difamação. Apenas mais um na lista de Vieira."