Últimas indefectivações

sábado, 2 de agosto de 2025

Depois das trevas viu-se a Luz da estrela que veio do Olimpo...


"Pavlidis vestiu a pele de Deus grego, e num momento de inspiração desbloqueou uma final quase sempre de futebol demasiado pobre e com final quezilento. A maior prontidão do Sporting não chegou para o potencial que se antevê a este Benfica...

Duas equipas em sentido contrário cruzaram-se no estádio Algarve, na final da Supertaça Cândido de Oliveira. Na primeira parte houve mais Sporting, com maior coesão e melhor aproveitamento dos espaços, que pecou pela incapacidade de levar perigo real à baliza de Trubin (apenas um remate, fraco, enquadrado). No segundo tempo o Benfica entrou melhor, começou a descobrir brechas na muralha leonina, e um remate fortíssimo (50) de Pavlidis (Rui Silva não ficou bem no filme) colocou a equipa de Bruno Lage na frente.
Daí em diante, quiçá surpreendidos pela vantagem encarnada, os leões acusaram demasiado o golpe, e entregaram o melhor futebol aos rivais, que só começaram a defender a vantagem, com unhas e dentes, a partir do minuto 80. Até lá, os da Luz ainda podiam ter marcado (grande defesa de Rui Silva, aos 59 minutos, a um tiraço com selo de golo do ‘bombardeiro’ grego), e quando soou o gongo de Lage para os cuidados defensivos serem redobrados (substituições aos 80 minutos, entrando Florentino para dar coesão ao meio-campo e Prestianni, que foi para a esquerda, para manter viva a chama do contra-ataque e tapar as subidas de Fresneda) o Sporting porfiou, mas não matou caça: embora o assédio fosse intenso, Trubin apenas teve de fazer uma defesa de média dificuldade a uma meia distância de Trincão (75, antes das substituições) e na fase final nunca viu os leões com hipóteses para chegarem ao empate. Se a primeira parte do Benfica, em termos de ligação de jogo, deixou muito a desejar, o sentido de baliza da equipa do Sporting, ao longo dos 90 minutos, não lhe ficou atrás.

PRIMEIRO, O SPORTING
Rui Borges preparou o dérbi com uma tática interessante, que, curiosamente, não andou longe do que Bruno Lage fez. O Sporting atacava em 4x2x3x1, mas a defender armava-se muitas vezes num 3x4x3 ou mesmo num 3x6x1, a fazer lembrar os idos de Amorim. E no que diz respeito às saídas de bola e ao aproveitamento dos espaços, não pode dizer-se que tenha sido um ato falhado. O futebol verde-e-branco foi melhor do que o dos rivais nos primeiros 45 minutos, foi capaz de jogar (exceto nas zonas de finalização) e de não deixar jogar: o Benfica trocou mal a bola, teve dificuldades nas saídas, fosse com Barrenechea (abnegado, deixa tudo em campo) ou com Ríos (jogador de fino recorte, à procura de perceber e ser percebido), e não teve um remate enquadrado às redes de Rui Silva.
Para dificultar o cenário encarnado, porque a defender os benfiquistas optavam por um 4x4x2 com Barreiro perto de Pavlidis, os buracos no meio-campo sucederam-se e especialmente Pedro Gonçalves, nas também Trincão, captaram bolas entre linhas com demasiada facilidade. Quando Fábio Veríssimo apitou para o intervalo, sentiu-se que o descanso funcionava como uma ‘contagem de proteção’ para a equipa de Bruno Lage, que parecia estar à beira do ‘knock out’.

DEPOIS, O BENFICA
Após o descanso, regressaranm os mesmos jogadores, mas as equipas foram outras. Richard Ríos (grande contratação) começou a pegar na batuta, Dedic passou a integrar-se com maior propriedade no ataque, e a equipa, que até então tinha sido Pavlidis e pouco mais, soltou-se como não tinha acontecido nos 45 minutos iniciais. O Sporting pareceu surpreendido por este ‘novo’ Benfica, e o jogo levou uma volta de 180 graus: os encarnados marcaram aos 50 minutos, estiveram perto de aumentar a vantagem aos 59 e foi preciso esperar até aos 68 minutos para Rui Borges mexer na equipa.
Mas, diga-se, não primou pela ousadia, já que as entradas de Kochorashvili, Suárez e Debast não trouxeram novidades táticas ou dinâmicas, apenas contribuíram para um maior refrescamento do onze. Foi preciso esperar mais alguns minutos, para que o técnico leonino começasse a colocar mais alguma carne no assador, primeiro com Quenda no lugar do esgotado Maxi Araújo, e só depois de Bruno Lge ter finalmente mexido na equipa, fazendo entrar Florentino (muito bem ajudado, por Ríos e também, embora com menos atributos técnicos, por Barreiro) e Prestianni.
O Benfica reequilibrava-se, e na verdade Rui Borges só correu riscos aos 85 minutos, quando abdicou de Catamo, passou declaradamente Fresneda para a direita, colocou Esgaio na esquerda, e mandou Quenda para uma missão de franco-atirador, com liberdade de movimentos. Lage, que já estava com a equipa em 5x4x1, apenas respondeu com o refrescamento de Pavlidis por Henrique Araújo e Dedic por Tiago Gouveia (87), aceitando uma investida final do Sporting feita à base de pólvora seca.
A derradeira etapa desta final foi feia, feita de entradas ríspidas, simulações, cartões amarelos e vermelhos para os bancos, num alarde de antijogo que não se deseja ver repetido ao longo da temporada. Sendo verdade que as finais não foram feitas para jogar, mas sim para ganhar, o clima vivido no estádio Algarve, especialmente durante o tempo de compensação foi mais do que escusado.
Contas finais, mais um troféu relevante rumou ao museu Cosme Damião, depois de um jogo em que a maior coesão, fruto da continuidade (chego ao fim da crónica sem falar de Gyokeres, o elefante na sala) por parte do Sporting, foi inofensiva, e acabou vencida pelo potencial que se percebe ter este Benfica, que possui boas unidades, mas ainda está muito longe de ser uma equipa. Para já, Bruno Lage pode colocar ‘check’ na Supertaça, e apontar à eliminatória com o Nice, onde deverá contar com Ivanovic, mas ainda não com um novo extremo, que se vê á légua fazer falta à equipa."

BI: Supertaça...

Observador: Relatório do Jogo - Supertaça...

5 Minutos: Supertaça...

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Vermelhão: 10.ª Supertaça

Sporting 0 - 1 Benfica


O mais importante era mesmo vencer! Depois dum traumático final de época, com o Mundial de Clubes na canícula Americana, encurtando as férias para metade, com uma pré-época com 2 jogos amigáveis, com muitas alterações no 11 titular (5 alterações...), com um meio-campo totalmente 'novo', e com o Verdíssimo no apito, ninguém podia estar optimista, mas vencemos. Mais com suor do que com qualidade de jogo, mas isso, ninguém se irá lembrar!!! Foi visível na cara dos jogadores nos festejos, a alegria honesta, e o bom espírito de balneário, num grupo muito diverso, com  muitas nacionalidades, com muita juventude e que queria mesmo ganhar...

O jogo foi muito equilibrado, com muitas marcações e com a Lagartada a jogar no mesmo estilo: bolas nas entre-linhas, com toques de primeira e tabelinhas rápidas, mas sem o trator Sueco lá na frente, a defesa do Benfica acabou por se aguentar bem... e se no final do jogo, o Sporting rematou mais à baliza, o Trubin acabou por fazer uma defesa, que nem foi assim tão complicada, num remate do Trincão!

Se a nossa pressão defensiva até funcionou bem, em várias ocasiões, a nossa defesa baixa não esteve mal... Faltou, o coletivo ofensivo! Com um meio-campo composto pelo Enzo, o Ríos e o Barreiro, com o Aursnes na direita e um Aktur sem rasgo individual com bola, fica o Pavlidis muito isolado! Acabamos por tentar resolver as coisas, no individualismo e ainda não temos os famosos automatismos ofensivos... até porque falta um 10 e Alas desequilibradores no 11 titular!

Estava na cara, que quem marcasse um golo, seria quase de certeza o vencedor, acabámos por marcá-lo no início da 2.ª parte... e o adversário, não teve arte para dar a volta!


A opção mais defensiva do Lage, com um meio-campo mais de pressão (a troca do Veloso pelo Barreiro em relação ao jogo com o Fener), pode ser discutível, mas creio que a equipa técnica, ao observar os últimos jogos do Benfica com a Lagartada, verificaram que o Sporting, tem sido quase sempre mais eficaz, jogando em transições rápidas, criando quase sempre desequilíbrios no centro do campo, com os Alas a fugirem para o meio... e terá sido por aí, que o Lage quis equilibrar o posicionamento da equipa!


O Pavldiis fez um bom jogo, marcou foi decisivo, mas o Ríos na minha opinião foi mais decisivo! Ganhou muitos duelos, e está a aprender em largar a bola, antecipando a pressão dos adversários... é verdade que está com rodagem do Brasil, mas quando estiver entrosado com os colegas, com a capacidade de passe médio e longo que tem, será um caso sério...!!! Destaco também o António que fez um grande jogo... com um mau alívio pelo meio! Ainda duas notas sobre mais duas novidades: o Dedic vai agarrar o lugar, basta manter a atitude, porque qualidade tem...; o Enzo, faz a diferença na saída de bola, e com mais ritmo, vai convencer os adeptos nas tarefas defensivas...


Não houve grandes exibições e também ninguém destoou... O Aktur como acontece sempre que não marca, passa despercebido! Mas é notório que não se adapta ao estilo de defender do Quaresma, algo que por exemplo o Schjelderup já demonstrou estar à vontade...!!!


Resumindo, muito trabalho pela frente, especialmente no último terço do campo... A ausência de desequilibradores preocupa... Temos alguns no plantel, mas aparentemente o treinador, acha que são a 2.ª opção! O Ivanovic pode trazer alguma irreverência, a partir da esquerda, mas precisamos de mais...


Verdíssimo, acabou por não ter influência no resultado, mesmo perdoando a expulsão ao Pote... e ainda existiu um lance com o Barreiro que fiquei com muitas dúvidas! Nota ainda para os Campeões do choradinho! Inacreditável como uma equipa consegue em 90 minutos, ter tantos jogadores a atirarem-se para a piscina, a levantarem os braços a protestar, e acabar os jogos sem vergonha no focinho!!!


Agora, na Quarta, em Nice, jogo importantíssimo, contra um adversário complicado, com um estilo de jogo bastante diferente deste Sporting! Acredito que os jogadores vão estar com a motivação no máximo... depois da festa de hoje, amanhã o foco tem que ser o Nice...

Ivanovic


Após mais uma novela semi-longa, apresentação oficial do nosso novo avançado, o jovem Croata Franjo Ivanovic!


Jovem, com muito potencial, agressivo, com faro de golo, mas não é só golo, tem habilidade, bom primeiro toque, sabe driblar e até gosta de jogar a partir da esquerda! Pode perfeitamente, jogar com o Pavlidis... Acho mesmo, que no Tugão isso vai acontecer várias vezes!

Não foi barato, mas acho que vai render golos! Reforçando, esta 'nova' política de contratações, com jogadores com músculo, agressivos, e que não desistem da bola!

BI: Antevisão - Supertaça...

Deixem o João Félix em paz...


"Jogador foi condenado a julgamento perpétuo por causa de um 'crime' que outro cometeu... Deixem-no sossegado, para desassossego já basta o Jorge Jesus. Vai fazer-lhe a cabeça em água. Se tiver humildade e... poder de encaixe para o feitio do treinador, talvez tenha sido uma boa opção o Al Nassr.

Não sou moralista. Afirmo-o neste espaço pela enésima vez. Não sou moralista. Não estou na cabeça do outro, não sinto as suas dores, não o conheço suficientemente bem para ditar sentenças, para julgar decisões. Quão fácil é dizer que João Félix preferiu os milhões à gestão de carreira; a zona de conforto à necessidade de se despojar e lutar para se relançar onde tudo começou e com quem começou: Benfica e Bruno Lage. Tão fácil. Também eu tenho de resistir a esse instinto.
Deixem o miúdo em paz. Já teve de levar com muita coisa, a pior das quais ter de responder e ter de se justificar por uma decisão que não foi sua: terem pago por ele 120 milhões de euros. E questionamos com sentido muito mais duro a gestão de carreira de João Félix e até a qualidade do jogador em função dos 120 milhões do que questionamos a qualidade de gestão de quem pagou esse preço. Se João Félix tivesse custado 10 milhões de euros, a vida dele teria sido tão mais pacífica.
Mas também sejamos claros: por muito que João Félix oiça e leia coisas que lhe desagradam – e quantas vezes tem sido saco de pancada – nenhum juízo será tão duro quanto o que ele próprio fará quando, mais tarde, se submeter a uma avaliação séria de carreira. Quando comparar o que sonhou e o que alcançou. Quando for de todo impossível refugiar-se em tretas e desculpas que inventamos para justificar as nossas falhas. E nesses momentos, acreditem, ter um euro ou cem milhões de euros na conta bancária é rigorosamente indiferente. O exame de consciência é um exercício de absoluta solidão. De absoluto despojamento.
Deixemos o João Félix em paz. Ele que se preocupe menos em ter de corresponder às expetativas que em redor dele se criaram e mais em ter prazer no que faz, em ser feliz. Que aproveite todos os ensinamentos de Jorge Jesus, mas desde já o aviso que não vai ser fácil. Conheço Jorge Jesus há 30 anos, sei como trabalha, sei o que os jogadores dizem dele. Mesmo os, muitos, que o consideram um dos melhores, são unânimes em reconhecer que tem um feitio por vezes insuportável. Que chaga o juízo de um jogador com pormenores, com detalhes que não podem falhar. Veja-se o que disse ontem do jogador: que está «completamente fora dela». Mas Jorge Jesus é muito bom no que faz e nunca desiste de um jogador quando acredita nele. Que o eleva a patamares que nem ele sabia ser possível. Aimar já era Aimar quando chegou ao Benfica. Jonas já era Jonas. E ambos, só para dar dois exemplos, frisaram que descobriram coisas com Jesus quem nem sabiam que era possível.... João Félix que aproveite. Sem melindres.
A gestão da nossa vida por vezes é irónica mesmo. Desconcertante. Tantas vezes, como li algures, fazemos coisas que não queremos, para conseguir coisas que não precisamos, para impressionar pessoas que não conhecemos ou nem sequer gostamos e não merecem a nossa atenção. Pensa nisto, João Félix. E garante que sempre que tomas uma decisão importante estás apenas a pensar no que te faz mais feliz. Como escreveu Paulo Coelho, «quando disseres que sim a alguém, certifica-te que não estás a dizer não a ti próprio.» Pensa por ti miúdo. Procura dentro de ti o que te faz mesmo feliz. Corta com as redes sociais se for preciso. Não aceites que te julguem, que te condenem, que façam de ti um coitadinho, que tenham pena de ti. Mas também nunca fujas, nunca te refugies em tretas...
Um dia, acredita aqui no cota Jorge, só vais estar tu a responder perante ti próprio. Começa já a preparar-te para esse momento. É nele que vais perceber com toda a dureza ou beleza se toda esta viagem está ou não a valer a pena."

Os novos estatutos e as eleições do Glorioso


"Como é sabido, após um processo largamente participado — com apresentação de diversas propostas, reformulações e alterações introduzidas ao longo de três assembleias gerais — foram aprovados, por esmagadora maioria, com votação muito significativa, os novos Estatutos do Sport Lisboa e Benfica.
Como em todos os processos desta natureza, foram muitas as alterações introduzidas nos estatutos então vigentes, que reuniram sempre o consenso mínimo de 75% dos sócios presentes nas votações em especialidade e, mais tarde, a aprovação de uma maioria ainda superior na votação geral final, que se efetuou durante um dia inteiro.
Em democracia, a forma como o processo decorreu é louvável e o Benfica foi um exemplo de democracia, desde a monarquia — regime existente quando foi fundado —, passando pela Primeira República, pelo Estado Novo até ao regime atual instaurado pelo 25 de abril de 1974.
Agora, naturalmente, há que honrá-lo e respeitá-lo.
De entre as muitas alterações introduzidas, três merecem especial destaque, no que se refere à matéria eleitoral, tendo em conta o tempo que já vivemos:
— A primeira diz respeito à eleição ser feita em listas autónomas para os diversos órgãos sociais (Mesa da Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal), ainda que sejam ou possam ser apresentadas (conjuntamente) sob a égide, natural, do candidato à presidência da Direção do clube.
— A segunda refere-se à obrigatória aprovação da lista para cada órgão por uma maioria absoluta dos votos expressos; o que significa que se nenhuma lista candidata recolher esse número de votos em primeira votação, existirá uma segunda volta com as duas listas mais votadas (para cada órgão).
— A terceira refere-se à forma do exercício do voto, que passou a ser necessariamente em boletim físico, depositado em urna, a menos que todas as listas candidatas consensualizem uma diferente forma de votação, designadamente eletrónica.
Os novos estatutos não acolheram — como o poderiam ter feito — o voto por procuração, que existe, por exemplo, no ACP.
Privilegiou-se, pois, a pessoalidade do voto; e essa só é garantida com o voto em urna.
O voto eletrónico, sobretudo à distância, tem sempre o risco inaceitável de poder ser efetivamente exercido por quem não é sócio, desde que tenha acesso às credenciais necessárias para o efeito.
Por isso, os novos estatutos são tão restritos.
Neste contexto, como envolver o maior número possível de sócios no processo eleitoral e na votação, em especial?
Disponibilizando mesas de voto nos locais onde a afluência for previsivelmente maior, como já se fazia anteriormente, em diversos locais do País, nas Regiões Autónomas, e até — porque nada o impede — no estrangeiro, onde existir um número de sócios representativo e que justifique a criação de uma mesa de voto.
Fundamental, no contexto dos novos estatutos, é que o exercício pessoal do voto seja assegurado e quem coloque o voto no candidato que prefira o faça pessoalmente; e nunca por interposta pessoa.
Enfim, estão reunidas as condições para, no novo quadro estatutário, ocorrer uma participação maciça de todos quantos vivem e amam o clube."

Risco de escaldão algarvio


"Bruno Lage enfrenta um risco de exposição maior do que Rui Borges, mas qualquer um dos treinadores pode sair escaldado do Algarve, palco da Supertaça Cândido de Oliveira

Há mais a perder do que a ganhar na Supertaça Cândido de Oliveira. A frase não deve ser levada a letra, que todos os troféus devem ter lugar digno nos museus, mas a primeira final da época assume, muitas vezes, esse contexto muito particular. Toda a gente quer ganhar, mas a celebração parece sair sempre a perder, quando comparada com a desilusão de quem deixa fugir o troféu. Para alguns será uma bela noite de verão, outros ficarão a rogar pragas à areia nos pés e às marcas do sol no corpo.
Este duelo entre Sporting e Benfica não fugirá à regra, tendo em conta o risco de escaldão que incide sobre ambos os técnicos. Até para aquele que chega ao Algarve com bronze duplo de quem foi de férias com estatuto de campeão e vencedor da Taça. Rui Borges tem agora a missão de ganhar para lá dos méritos de Ruben Amorim, e sem a ajuda desse cabeça de cartaz chamado Viktor Gyokeres.
O plantel leonino pouco ou nada mudou, mas uma peça pode fazer muita diferença, até porque a troca só ocorreu em cima da viagem para o Algarve. Para além de que o treinador mirandelense, inteligente na gestão imediata da herança, ainda procura o melhor equilíbrio entre as dinâmicas que aproveitou e as ideias próprias. A versatilidade é benéfica, mas antes uma ideia antiga do que uma hesitação nova.
O desconforto de Bruno Lage é ainda maior. Não ganhou cor antes do verão e nem teve tempo de fazer praia entre o Mundial de Clubes e a Supertaça, o que aumenta o risco de escaldão nesta viagem ao Algarve.
Remodelada de trás para a frente, a equipa parece dar mais garantias na lateral direita e no meio-campo, mas perdeu Carreras para acelerar pela esquerda e tem carência de soluções que alimentem o ataque. João Félix foi sonho de verão que fez perder tempo precioso à estrutura encarnada, e a lesão grave de Bruma ainda veio agravar essa carência.Três reforços não eram demasiados, mas o orçamento pode nem dar para tudo, até porque é preciso garantir ainda a presença na Liga dos Campeões. Com mais do que uma final para disputar logo entre julho e agosto, Bruno Lage sabe bem que não há tempo para relaxar, até porque terá plena consciência de que as eleições de outubro representam risco acrescido de exposição. Se o arranque for em falso, a troca de treinador será opção inevitável para que o presidente Rui Costa tente salvar a recandidatura."

5 Minutos: Ivanovic...

Terceiro Anel: Ivanovic...

Pany Varela


Muitos anos depois, temos o regresso do Anilton ao Benfica!!!!!!!!
Recordo-me das críticas ao jovem da nossa formação, que não foi aproveitado... acabou por ir para o Sporting, onde fez grande parte da carreira, já como Pany! Agora aos 36 anos, regressa...
Também acho que o ordenado é muito alto, se calhar demasiado alto... a prova dos nove só será tirada, dentro das quatro linhas!

O sucesso do Bruno Lage


"É O NOSSO SUCESSO

1. Eu sei que há Benfiquistas que não gostam lá muito de Bruno Lage. Acontece que a união não faz uma equipa ganhar, mas sem união é que não há equipa que ganhe. Se outras razões não houvesse - e há -, a importância da união à volta da equipa é só por si suficiente para o Bruno Lage contar com o meu apoio.

2. O Bruno Lage não quer ganhar menos do que eu. Ele é que treina, ele é que lidera, ele é que conhece o balneário. Eu não passo de um mero treinador de bancada. Por isso sinto o dever de apoiar qualquer treinador do Benfica mesmo quando tenho dúvidas ou compreendo mal as suas opções.

3. O Bruno Lage tem muito má imprensa: é atacado por tudo e por nada, é atacado até quando ganha a grandes equipas europeias, é atacado até quando a equipa faz grandes jogos, é atacado até por ir dar banho ao cão. Esta é mais uma razão para eu apoiar o Bruno Lage: dá-me vontade de apoiar ainda mais os nossos quando eles são sistematicamente atacados.

4. Todos sabemos que a "dobradinha" do Sporting foi a acima de tudo uma "roubadinha". O Bruno Lage cometeu erros, claro, mas se não fossem os favores arbitrais de que o Sporting beneficiou, muito especialmente depois do doutor Varandas dar aquela entrevista estratégica à Sporting TV, o Bruno Lage tinha muito provavelmente ganho a Liga e garantidamente a Taça de Portugal. Com o sistema dominado pelo novo dono disto tudo - agora até um ex-braço direito do Bruno de Carvalho foi comandar a arbitragem na FPF - mal do treinador do Benfica que não tem o apoio dos seus.

5. A comunicação do Benfica não existe, não defende os seus, não contra-ataca, quem não viu o Bruno Lage toda a época abandonado à sua sorte? Ora esta é mais uma razão para eu, que tenho intervenção no espaço mediático, apoiar o Bruno Lage. Assim fiz e assim continuarei a fazer enquanto ele for treinador do Benfica. A começar mais logo ao final do dia no Algarve.
CARREGA, BRUNO!!!"

Mata Mata - João Noronha Lopes...

Ídolo: Jonas...

Zero: Mercado - Mira às ex-promessas?

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - FC Porto: Mora e mais quatro questões

Observador: E o Campeão é... - Temos Supertaça! Mas que Benfica e Sporting temos?

Observador: Três Toques - Dia de Supertaça. Quem levará a melhor: Sporting ou Benfica?

Zero: Saudade - S03E47 - «A rivalidade Sporting-Benfica nasceu aqui»: Volta a Portugal, heróis do pedal

Em busca da Supertaça


"A Supertaça Cândido de Oliveira é disputada hoje, às 20h45, no Estádio Algarve, entre Benfica e Sporting. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Vencer
Para Bruno Lage, "o nosso maior adversário é a falta de tempo". E concretiza: "A falta de tempo para descansar de uma época longa e de um Mundial, a falta de tempo para fazer uma pré-época ideal, mas isso não vai servir de desculpa aqui dentro, é mais um adversário que temos de vencer."

2. Ambição
Aursnes vinca: "Temos altas expectativas e ansiamos pela nova época. Esperamos que seja um bom começo."

3. Receção calorosa
A comitiva benfiquista está no Algarve desde ontem ao final da tarde. Veja a forma como foi recebida pelos adeptos.

4. Informações aos adeptos
À atenção dos Benfiquistas que vão apoiar a equipa no Estádio Algarve.

5. Transferência
Martim Neto passa a representar o Elche.

6. Campeãs de volta
O plantel da equipa feminina de voleibol do Benfica já regressou aos treinos.

7. Sorteios
As equipas masculina e feminina de futsal e a masculina de hóquei em patins já conhecem os calendários dos respetivos campeonatos.

8. Convocatória
Os andebolistas Miguel Mendes e Ricardo Martins estão convocados pela seleção nacional sub-19 para participarem no Mundial.

9. Casa Benfica Santo Tirso
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 23.º aniversário.

10. Benfica District
O projeto transformador do espaço envolvente ao Estádio da Luz e da própria Catedral correu mundo e ganhou amplo espaço mediático na imprensa internacional."

Nos gabinetes de imprensa também se jogam títulos


"Enquanto os nomes mais falados do futebol fazem movimentar a agenda das janelas de transferências, há um outro jogo, fora dos relvados, que exige estratégia, sangue-frio e resistência emocional: o mercado de transferências conforme é vivido nas estruturas de comunicação dos clubes. Uma maratona silenciosa que pode influenciar uma época desportiva tanto quanto o sucesso de qualquer contratação. Este mercado pauta-se pela gestão dos egos, do ruído mediático, da contrainformação e, principalmente, da desinformação. Aqui a pressão não é negociável: ela é constante. Por vezes, até ao último segundo do dia de uma janela de transferências. E quantas vezes ainda mais além desse momento. Nestas fases do mercado, os profissionais de comunicação veem o seu papel desdobrado num jogo com várias frentes de ataque, mas sempre com o foco em resolver um problema central: a perceção pública. Esta perceção é gerida sem certezas ou garantias de que será eficiente, mas com a maior urgência que o seja. A perceção, uma linha ténue entre a quase verdade e a quase mentira, é a maior e a pior aliada dos clubes - uma arma frágil e volátil com capacidade de minar instituições, se não for bem usada e encarada.
O fenómeno social, totalmente contagiante e sem fronteiras, que é o futebol, concede a esta fase muito mais do que a gestão de um clube/empresa. É obrigatório garantir a reputação dos jogadores, que veem a sua esfera profissional (e até familiar) ser constantemente melindrada por especulações, bem como assegurar a blindagem do balneário que, entre rumores mal explicados e desinformação, pode correr o risco de entender o coletivo como cada vez menos uma certeza. Acima de tudo, é essencial gerir as expetativas dos adeptos que, nos tempos que correm, têm o poder de incrementar a desinformação nas plataformas sociais e, assim, contribuir fortemente para o desequilíbrio entre todos os fatores.
O caso mais flagrante deste mercado é o de Viktor Gyökeres, com rumores a romper diariamente, e com força, nos media. O gabinete de imprensa, além de lidar com o ruído contínuo, sem confirmações oficiais, tem o papel acrescido de proteger o jogador, a equipa técnica e a reputação institucional.
A isto soma-se mais um eixo de tensão: a rivalidade, que se sente além dos 90 minutos e fora do período competitivo, com os clubes rivais tantas vezes a gerarem narrativas próprias. As estruturas de comunicação são, muitas vezes, obrigadas a definir posicionamentos num campo sem regras claras, onde a verdade convive com o oportunismo.
Os gabinetes de imprensa são a “última linha de defesa” num jogo onde, paradoxalmente, são protagonistas invisíveis. Enquanto todos olham para o mercado de transferências como um espetáculo de milhões, há quem o viva como uma luta de contenção emocional, tática e reputacional e, quase sempre, sem direito a substituições ou a pausas técnicas.
Não existe um manual que prepare um gabinete de imprensa para esta fase. Não há estratégias milagrosas, nem transversais. Tentar travar os rumores pode ser tão contraproducente como ignorá-los. A única certeza é que os profissionais que lidam com este turbilhão fazem-no com uma pressão pouco reconhecida, mas essencial para a manutenção de toda uma estrutura."

Beatriz Monterroso, in Record

BolaTV: Afunda - S05E79 - Tiers do Este

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Antevisão...

Treino...

DAZN: Ivanovic...

BI: Ivanovic...

Benfica: Nova Vénia


"Na Luz, aconteceu um reinício de alegria e muitos adeptos, na tradicional e sempre desejada apresentação da equipa. A entrada dos jogadores pelo meio dos benfiquistas penso ser algo que se deve manter, tal o bonito efeito que representa. Mais uma vénia simbólica a quem acompanha o clube.
Viveu-se um ambiente saudável de muitas famílias que vêm ao estádio, algumas que aproveitam o regresso em período de férias. As expectativas habituais para ver quem chega e de quem só se conhece o nome. A habitual dedicação dos adeptos no início de mais uma época de esperanças renovadas.
Uma boa atmosfera inspira quem joga e a primeira parte correspondeu, sendo bem prometedora. Destaque para os estreantes, principalmente para a dinâmica ofensiva de Dedic. Ríos e Enzo mostraram o porquê da escolha, mesmo sem conseguirem impressionar na estreia. Dos repetentes, Pavlidis e Akturkoglu regressaram bem, mas foi o jovem Veloso, promovido a titular, quem mais surpreendeu. Uma opção a ter em conta depois desta eleição inesperada. No final, ganhar sabe sempre bem e a participação rara de todos os jovens convocados assinalou mais um dia especial.
Festa feita, o Benfica enfrenta agora verdadeiros e exigentes desafios. O tempo é escasso e o descanso é pouco, para tanta exigência, mas o sinal positivo está dado.

VALOR REAL
Akturkoglu a marcar e a festejar foi uma boa notícia, quando ainda se colocam outros cenários. Espero que fique. Não impressiona esteticamente, mas é muito completo. É agressivo na desmarcação vertical e conclusão dos lances, mas igualmente regular e combativo quando toca a defender. Um avançado esquerdo e não propriamente um ala típico, de drible e confronto direto. Julgo que Akturkoglu vale mais no campo do que em qualquer eventual negócio. É discreto, mas sólido e de grande utilidade, sem o perfil vistoso que impressiona os grandes mercados.

PRIMEIRO POSTE
Não pela sua intervenção na vitória da Eusébio Cup, mantenho expectativas positivas em Henrique Araújo. A verdade é que continuamos a ter por cá poucos avançados de qualidade. As chamadas promessas, de acordo com as suas posições no terreno, conseguem ser ou seguras na defesa, ou esconder-se no esforço a meio campo. Lá na frente, o peso é diferente, a visibilidade também e há normalmente números a cumprir, jogos a decidir. O Henrique está só com 23 anos, os mesmos que eu tinha quando me estreei na nossa Liga, ainda no Portimonense. Fez sete golos no Arouca, na época passada, curiosamente os mesmos que eu consegui nesse meu ano de estreia. Não o conheço enquanto pessoa, mas aquilo que mostra enquanto avançado dá conta de alguém de quem se pode esperar mais. Já sabemos que as caraterísticas que fazem uma carreira de sucesso não se resumem às valências técnicas ou físicas. Como sempre, serão a mentalidade, a persistência, a humildade, mas também a sorte a decidir o que virá depois.
O golo com o Fenerbahçe define uma qualidade importante: a agressividade e o timing de ataque ao primeiro poste. Não era algo em que eu fosse especialmente forte. Pavlidis tem essa virtude e, no meu tempo, havia Nené, Gomes, Manuel Fernandes e outros que o faziam bem. Este movimento de ataque à bola, mesmo que não permita o desvio direto para baliza, provoca o arrastamento da defesa adversária e a criação de espaços que se aproveitam mais atrás.

MERCADO
No Benfica, esperam-se mais argumentos para este complicado início de temporada. A lesão de Bruma e o desvio de Félix acentuam a procura. Um avançado parece obrigatório, pelo menos enquanto Henrique Araújo não se emancipa. Nas alas, embora se abra espaço para Prestianni e Gouveia, poderá ser necessário algo mais. Lá atrás, a condição física de Tomás Araújo poderá ditar um eventual reforço.
Na concorrência, de Gyokeres já muito se disse. O seu sucessor terá a missão quase impossível de o fazer esquecer, enquanto os adversários suspiram de alívio com a partida de um verdadeiro incómodo. Quanto ao FC Porto, investe e reforça-se. Um central experiente era obrigatório conseguir. Na lateral direita, embora aprecie Alberto Costa, o FC Porto mexe na posição que me parecia a mais forte, mantendo ainda Martim Fernandes. Não era prioridade, terá sido uma oportunidade de mercado.

MENOS CARREIRA
Um caso estranho este de Félix. Muito talento, todos o sabem, sem rendimento. A opção pela Arábia é muito discutível, imagino que definida pelos valores que o Chelsea recupera e muito pela influência de quem negoceia. Ainda mais dinheiro, mas ainda menos carreira. Adiada fica, mais uma vez, a sua retoma competitiva e, eventualmente, colocada em causa a sua futura convocatória para a Seleção. A fuga da Europa não me parece a melhor solução. Mais milhão, menos milhão, não será isso que o fará mais feliz ou realizado. Uma honra, sim, jogar com Cristiano Ronaldo, mas também há a obrigatoriedade de um maior esforço quando toca a defender. Não sendo dado a grandes correrias, imagino que vá estranhar, mas pode ser que lhe faça bem. Uma equipa pode ser equilibrada de maneira a poupar um dos seus jogadores. Dois é demais.

LENDAS, MAS NÃO MUITO
Sucedem-se os eventos desportivos a que os antigos jogadores naturalmente aderem, acredito que não tanto pelo que ganham, mas pelas saudades que muitos têm de uma atividade marcante. No entanto, quando se intitula um torneio de Legends eleva-se o nível de um produto onde o fair play e as boas práticas estão teoricamente garantidas. Sabemos que a malta não gosta de perder nem a feijões, mas há limites. Cuidar do espetáculo é dar uma boa imagem. Uma vez sarrafeiro, sarrafeiro para sempre? Não se justifica e ninguém aprecia."

Supertaça: o que Raúl de Tomás tem a ver com isto?


"Dérbi será marcado pela nostalgia de quem partiu e de quem não chegou; só agora assistiremos à verdadeira impressão digital de Rui Borges, já o padrão de Bruno Lage parece repetir-se com João Félix na equação

«Ei-los que partem
Novos e velhos
Buscar a sorte
Noutras paragens
Noutras aragens
Entre outros povos
Ei-los que partem
Velhos e novos»

Não será a primeira nem a última vez que aquilo que deveria ser o arranque oficial de uma nova época, com renovadas expectativas e sorrisos largos a vislumbrar o futuro esteja ainda preso a um sentimento de perda. Sem tirar nem pôr, Sporting e Benfica têm esta particularidade de se defrontarem tendo como denominador comum um manto de nostalgia e saudade que irá pairar no Algarve quando a bola começar a rolar ao som da famosa música de Manuel Freire.
No caso dos leões será uma nostalgia do que já não têm; nas águias, a nostalgia do que podiam ter. De um lado, o adeus ainda fresco do melhor avançado que passou no futebol português depois de Mário Jardel, formalizado nesta semana; do outro, o sentimento de homem traído por aquele que poderia ajudar a resolver (na perspetiva do seu treinador e não só) lacunas que ainda são evidentes na equipa.
É um destino que está traçado nos clubes portugueses e do qual não vale a pena fugir, mas que ganha maior expressão na proporção dos respetivos protagonistas. Se os sinais fossem animadores, mais facilmente o pessimismo desapareceria, mas o que se viu até agora permite levantar muitas questões.
No caso do Sporting, não é só perguntar o que fará Conrad Harder ou Luis Suárez (injusto tentar fazer comparações individuais com o panzer sueco), mas fundamentalmente o que fará o treinador. Afinal de contas, é a partir de agora que os verdes e brancos terão uma verdadeira impressão digital de Rui Borges, havendo essa curiosidade de como irá o técnico de Mirandela fazer crescer todos os que ficaram para compensar a perda daquele que partiu.
No Benfica, a discussão é de outro nível: como irá Bruno Lage pôr a sua equipa a jogar depois de um defeso em que foi ele a escolher reforços e não o antecessor Roger Schmidt. Fazia sentido a chegada de João Félix, mas depois de falhada a operação-regresso o clube anunciou a contratação de um ponta de lança de características bem diferentes.
Ainda é cedo e talvez prematuro fazer já uma antevisão do que vai ser a equipa e o plantel das águias, mas não deixa de ser curioso haver aqui uma semelhança com o que aconteceu há seis anos quando saiu João Félix e veio Raul de Tomas, um avançado de área (apesar de ter uma mobilidade maior que Seferovic) que obrigou o Benfica jogar em 4x4x2. Os encarnados venceram a Supertaça frente ao Sporting (ou melhor, golearam por 5-0) mas o tempo mostrou que a escolha de um jogador com um perfil diferente tornou a equipa mais previsível, sem conseguir revalidar o título.
O tempo dirá se a insistência no padrão é a melhor solução. O que se sabe para já é que as virtudes e defeitos de Lage já são conhecidos; já os de Rui Borges só agora serão verdadeiramente expostos."

A gozarem o prato!

No Princípio Era a Bola - Supertaça: às muitas dúvidas do Sporting, juntam-se as incógnitas no Benfica

Tony: Mercado...

SportTV: Mercados - Ivanović à la Félix de Lage e Mangas no 11

Zero: Mercado - Investimento em Ivanovic significa dois avançados?

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Supertaça lançada: quem é favorito?

Observador: E o Campeão é... - Ivanović é parceiro ou alternativa a Pavlidis?

Prata da Casa #9 - Festejos Desnecessários, Pictionary à Braz , Franchises Prata da Casa

Xico-espertices!

Visão: Voto electrónico ou voto físico no Benfica?

Votar...

Preparação intensa


"São vários os temas nesta edição da BNews.

1. Prossegue a pré-temporada
Ritmo e intensidade caracterizam os trabalhos de pré-época do plantel às ordens de Bruno Lage.

2. Nos bastidores da Eusébio Cup
Veja imagens exclusivas dos bastidores da vitória benfiquista na Eusébio Cup.

3. Informação clínica
O Sport Lisboa e Benfica esclarece a situação do atleta Bruma.

4. Inspiradoras mais completas
As internacionais portuguesas regressaram à atividade após um período de férias.

5. Vice-campeã da Europa
A futebolista do Benfica Cristina Prieto sagrou-se vice-campeã da Europa por Espanha.

6. Ambição renovada
Os campeões nacionais de futsal iniciaram trabalho de quadra na pré-temporada.

7. Reforços
O central brasileiro Kelvin Geovani junta-se ao plantel de voleibol benfiquista. E o base canadiano Koby McEwen passa a integrar o plantel tetracampeão nacional de basquetebol.

8. Mais dois anos de águia ao peito
Marlene Sousa, capitã da equipa feminina de hóquei em patins do Benfica, há 12 anos no clube, renovou o contrato até 2027. "Quero continuar de corpo e alma no Benfica", afirma.

9. Recorde nacional
Diogo Ribeiro terminou em 4.º lugar na final dos 50 metros mariposa no Mundial de natação, estabelecendo o novo recorde nacional da distância (22,77 segundos).

10. Bom desempenho
Nadadores do Benfica em destaque nos Campeonatos Nacionais Juvenis, Juniores e Seniores em piscina longa. Foram alcançados 41 pódios, incluindo 16 medalhas de ouro. Natação | Recorde nacional e 41 medalhas em Coimbra

11. Museu
Veja como foi celebrado o 12.º aniversário do Museu Benfica – Cosme Damião.

12. Sport Newark e Benfica e Casa Benfica Romont
Estas embaixadas do benfiquismo estiveram representadas na Eusébio Cup realizada no Estádio da Luz."

12.º aniversário...

Estádio da Luz, esse conceito vago


"O “projeto” Benfica District tem tudo o que de pior existe no urbanismo contemporâneo: betão, padronização e função. Um edificado em Helvetica, tamanho 12. Um delírio imobiliário com uma águia e uma roda de bicicleta como selo de autenticidade. Esta direção do Benfica quer tudo. Mas não sabe o que isso é. Nós, os sócios, queremos tudo: mas o nosso “tudo” é, afinal, outra coisa. É o Benfica a jogar como nos tempos de Eriksson. Bola no pé. Sempre ao ataque

Ainda o eco das declarações de Noronha Lopes não se dissipara, já o comunicado da Direcção do Benfica aterrava nas secretárias das redacções. O que estava em causa era aquela coisa em forma de delírio que, em atenção às necessidades da filial Sport London and Benfica, alguém resolveu chamar Benfica District. Um nome tão saloio quanto trágico.
Mas que disse Noronha assim de tão grave? Disse o óbvio. Perguntou como seria financiado o projecto; que entidade do grupo Benfica o assumiria; que contrapartidas seriam exigidas; e qual a viabilidade de construir um centro comercial ao lado do... — calma..., esperem..., aqui vai: ...maior centro comercial de Portugal (!).
Mas depois veio a frase fatal. Filipe Anacoreta Correia, o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, deixou-a cair como quem revela o poliéster que forra o interior da cartola de um ilusionista: “de momento trata-se apenas de uma noção, de uma ideia, de um vago conceito que um dia será um projecto.” Ui… E então Noronha concluiu o que havia a concluir: aquela apresentação faraónica com o Presidente da Câmara, Ministros e projecções de slides em esteróides era, afinal, “uma mão cheia de nada”. Com o pequeno acréscimo de uma informação perturbadora: Jaime Antunes, Vice-Presidente para o Património, que saiu há seis meses, disse que não fazia ideia do projecto que estava a ser preparado há dezoito. Eis a arte da prestidigitação institucional em todo o seu esplendor: seis meses de silêncio sobre dezoito meses de planeamento.
Temos, pois, uma manobra eleitoralista. Mal pensada. Mal cozinhada. Mal partilhada com os sócios. E, pelos vistos, sem garantias de aprovação camarária. Mas como se atreve alguém a dizer tal coisa? Vai daí, a Direcção, ferida no seu orgulho de projeccionista de slides, defendeu-se, de pronto, com a celeridade que não teve quando perdeu a final da Taça. Aí, demorou dois longos meses a reagir. Agora, bastaram dois parágrafos de Noronha para se pôr a disparar à maluca. Há nome para isto em português: chama-se campanha eleitoral.
E o que disseram? Disseram que em 2001 João Noronha Lopes se opôs à construção do novo estádio. Que já nessa altura se opunha ao arrojo, à ambição e à modernidade. Palavras insufladas para esconder ideias vazias: arrojo; ambição; modernidade. Como se crítica fosse o antónimo de progresso. Como se todo o conservador fosse um troglodita. Como se todo o benfiquista exigente fosse um traidor.
Mas essas categorias não nos servem. O que está em causa é benfiquismo. Se Noronha se opôs em 2001, fê-lo por isso. Por ser benfiquista. A mesma razão que levou Diamantino, num serão televisivo, aqui há dias, a confessar que também torceu o nariz à demolição do lugar onde, em tempos, brilhou. Uma demolição que lhe torcia a alma; como a todos nós. Mas lá se anuiu. O Benfica não podia ficar de fora do Euro, dizia-se. O Benfica não podia dizer não ao futuro, dizia-se. Até hoje, nem o mais contundente dos anti-vieiristas foi capaz de articular isto: o pior de tudo o que Vieira fez (porque irrecuperável) foi mandar abaixo o Estádio da Luz. É a alegoria mais eloquente do seu consulado. É duro, mas só aqui entre nós que ninguém nos ouve: fomos enganados.
Por isso, quando me falam em “padrões de conforto”, experiências imersivas ou nas regras da FIFA, eu só penso: Fuit Ilium.
Aquilo que se ergueu em 2003 é uma sombra que escurece o que em tempos estava iluminado, a nossa verdadeira casa. Tem a ver com versos, amigos. Uns versos que os Ultras ainda entoam, como se quisessem acordar o gigante que alguém, um dia, ousou derrubar:
“Estádio da Luz, o maior de Portugal
Tua beleza real
Dá-te um valor tão profundo.“
O Estádio da Luz — o verdadeiro, o único — era um orgulho muito nosso. Os rivais papagueiam que o Benfica era o clube do antigo regime- Mas o Estádio da Luz era a prova viva do inverso. Ao contrário de outros, não beneficiou de ajudas públicas para o construir. O Benfica teve de se financiar sozinho. Um empréstimo bancário com o aval pessoal dos dirigentes. Uma obra popular, nascida da nossa carne e dos nossos bolsos. Feito com o empenho dos sócios. Com o seu tempo. A sua dedicação.
Diga-se o que se disser de Vale e Azevedo — e será sempre pouco, amigos, sempre muito pouco — nunca lhe passou pela cabeça demolir o estádio. Era picareta, era ardiloso, mas era benfiquista. O mesmo não se pode afirmar do que veio a seguir: o Vieirismo, um sistema que fez de Vale e Azevedo o espantalho ideal para justificar duas décadas de paparrotice e charlatanaria. Como se o simples facto de lhe ter sucedido conferisse legitimidade eterna. Como se antes dele só existissem escombros. Naquele tempo, bastava fazer o contrário de Vale e Azevedo para ter razão. Transformou-se o Benfica noutra versão de si mesmo. Um espelho baço da liderança de Pinto da Costa. Que, por trás de palavras como “arrojo” e “ambição”, ousou destruir um templo para erguer em seu lugar uma coisa anódina, genérica, cinzenta, literalmente igual a outros estádios de outros clubes. Essa sim, uma verdadeira obra de regime. O de Vieira e da especulação imobiliária. Desde 2003 que chamar-lhe “Luz” é um insulto. O Estádio da Luz não existe.
Querer ampliar o que não existe é martelar no erro. O “projecto” Benfica District tem tudo o que de pior existe no urbanismo contemporâneo: betão, padronização e função. Um edificado em Helvetica, tamanho 12. Um delírio imobiliário com uma águia e uma roda de bicicleta como selo de autenticidade. Um reflexo automático desses escritórios de arquitectura que se esqueceram de uma verdade simples, que os Ultras ainda guardam e cantam na sua sabedoria: o que faz uma casa é a beleza. Uma palavra com bê maiúsculo e que se podia encontrar na história que as suas pedras — aquelas pedras — guardavam bem guardada.
Esta Direcção comporta-se com desespero. Quer tudo. Mas não sabe o que isso é. Nós, os sócios, queremos tudo: mas o nosso “tudo” é, afinal, outra coisa. É o Benfica a jogar como nos tempos de Eriksson. Bola no pé. Sempre ao ataque. É ver Félix irmão em campo. Ou Henrique Araújo que, desde a primeira vez que tocou na bola, se percebeu que, se o deixarem, será o novo Nené. É a história que as pedras guardam. Nesses edifícios a que pudemos, um dia, chamar casa."

De João Félix aos grandes de Portugal: o futebol é sempre contexto


"Vai ser curioso ver João Félix do lado dos favoritos do povo, de Cristiano Ronaldo, o herói intocável, e Jorge Jesus, o mestre da tática. Vou deixar a minha previsão, em contraciclo com o que tenho lido e ouvido: Félix desatará a marcar golos e a brilhar com regularidade não por ter passado a estar mais focado ou com nova atitude – que será a explicação generalizada – mas essencialmente porque jogará na posição certa para ele (a de segundo avançado, que Jesus valoriza muito) e num campeonato com espaço para finalizar, o que favorece quem define acima da média, como é o caso.
No contexto tático certo e num campeonato desequilibrado, Félix só pode funcionar. Daí será um pequeno passo até à discussão sobre a titularidade na seleção (finalmente!), até pelo entrosamento com Ronaldo. Mas claro que o mérito nunca será do jogador que amamos odiar, antes será atribuído ao profissionalismo contagioso do CR7 ou ao rigor de liderança imposto por JJ. Ou seja, se eu estiver certo, serei acompanhado por um exército dos que «sempre admiraram o talento do jogador», só que não. Claro que se esta previsão falhar, cá estarei a admiti-lo. Sozinho, provavelmente.
Na linha do talento de Félix surgiu recentemente Rodrigo Mora, na mesma afirmação exuberante de quem executa melhor que os outros e encerra jogadas como se finalizar não fosse afinal a mais difícil das artes em campo. Sucede que o futebol é mesmo contexto e no sistema preferencial de Farioli (o 1.4.3.3. que se esboça) não está fácil encontrar espaço para quem não é tão agressivo a atacar (e a assumir o 1 para 1) como Borja Sainz nem a defender (e a assumir também os solicitados duelos individuais) como Gabri Veiga ou Froholdt.
Quer isto dizer que nos lugares que a nova estrutura pode reservar a Mora - médio interior mais ofensivo ou falso extremo a partir da esquerda – estão os principais reforços do FC Porto até agora. Daí que ou Farioli muda o sistema para acomodar Mora ou muda Mora para encaixar no sistema. O treinador parece acreditar mais nesta última, mas não será parto sem dor.
No Benfica não se percebe ainda qual é, afinal, a nova ideia tática. A mesma equipa que sonhou juntar Félix e Thiago Almada acredita agora que é possível um onze sem nenhum jogador desse perfil. O valor investido em Ivanovic (e a sua qualidade indiscutível) sugere titularidade ao lado de Pavlidis, e claro que dois bons jogadores são sempre compatíveis, mesmo se nenhuma equipa de topo na Europa alinha com um par de pontas de lança declarados. Mas o problema essencial está taticamente a montante: quem vai alimentar a capacidade finalizadora da dupla greco-croata?
Isto num onze sem alas/extremos de topo - os titulares no arranque de época serão Aursnes e Akturkoglu, o que é curto para a ambição anunciada – e em que o médio que liga jogo por dentro não existe propriamente. Kokçu já não está e Di María não surgirá da direita a pedir a bola para ser ele a escolher o rumo das jogadas. Sim, há Richard Ríos, encantador para quem aprecia o médio maratonista e combativo, mas ver no colombiano um organizador de jogo é tão desajustado como considerar que a velocidade é o melhor atributo de Otamendi.
Do outro lado na Supertaça estará um Sporting em busca de uma identidade alternativa, mas já com um ponta de lança, Luis Suárez, para combater as saudades de Gyokeres e render, no imediato, o que Harder, pese todo o voluntarismo, está longe de garantir. Prevejo o colombiano titular frente ao Benfica, para ver se o novo finalizador disfarça a insegurança do 1.4.2.3.1 em que Rui Borges insiste. Não me parece que o novo desenho favoreça nem os maiores talentos – Trincão e Quenda – que precisam de mobilidade (por não serem exatamente velocistas) e têm vantagem em pisar mais terrenos interiores, nem os mais competitivos Catamo e Maxi Araújo, jogadores mais de aceleração que de definição (a despeito da veia goleadora de Geny) e que teriam vantagem em partir de terrenos mais recuados. A decisão deste troféu frente ao Benfica pode bem ser o teste do algodão: se corre bem, Borges insistirá na nova via, se fracassar lá irá de regresso ao formato Amorim. Porque o contexto tático conta, sempre e uma vez mais.

PS: Podem dizer o que disserem, mas as três melhores equipas do atual futebol brasileiro – as que seguem no pódio - têm indelével marca portuguesa. Lidera o Flamengo, que o diretor desportivo José Boto dotou de um plantel de luxo, seguido do Cruzeiro, a quem Leonardo Jardim devolveu competitividade, e de um Palmeiras que Abel Ferreira mantém altamente competitivo (e ganhador) ao sexto ano em São Paulo. Só pode haver mesmo competência, porque não há coincidências."

O João Félix hipotético é o maior craque do futebol português


"«E agora, com o número 10, o nosso menino de ouro… JO-ÃO!» E 65 mil gargantas responderiam em uníssono: «FÉ-LIX!»
Seria assim, não?
Até ao início da tarde de sábado, havia a justificada expectativa de que, nessa noite, a Luz viveria o momento mais aguardado da pré-época, com Rui Costa a apresentar, mais do que um reforço, um fortíssimo trunfo eleitoral.
Mais do que a estreia de Richard Ríos, a presença de José Mourinho ou a disputa da Eusébio Cup, as atenções mediáticas e dos adeptos do Benfica foram embaladas pela sempre encantadora história do regresso a casa do filho pródigo.
Porém, por pressão do Chelsea ou de Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus, a verdade é que João Félix falhou ao encontro, deixando pendurado um estádio inteiro, e mais de um mês de namoro se esboroou em poucas horas.
Neste desvio para o Al Nassr não deixa de ser significativo que uma das primeiras exclamações que ouvi foi a de que o clube saudita vai agora juntar no plantel os dois jogadores portugueses com mais seguidores no Instagram.
Mesmo com uma longevidade notável, capaz de bater recordes e de adiar a reforma, há uns anos que os media preparam a sua orfandade para o dia em que Cristiano Ronaldo pendurar as chuteiras.
Até há não muito tempo, João Félix era visto como uma espécie de sucessor mediático.
Esse fato à medida não serve a Bernardo Silva, Bruno Fernandes ou mais recentemente a Vitinha, João Neves ou Nuno Mendes.
Todos são artistas com um talento inquestionável, representam os maiores clubes do mundo e podem até levantar os mais cobiçados troféus. Falta-lhes, porém, a atitude de vedeta e preencher os requisitos de ícone da imagem, apelativos a marcas e a redes sociais, transversal a vários públicos, mesmo àqueles a quem o futebol jogado pouco diz.
Além do fato, falta-lhes também os saltos de diva. Falar só mesmo por favor e o esgar de enjoo a cada aparição em público. Falta-lhes levantar o queixo e dar ares de contrafeito. Nos dias de hoje, tudo isso funciona como íman para as objetivas.
Mais do que culpado, Félix é vítima de um processo de crescimento acelerado, como um fruto colhido da árvore antes de ter amadurecido.
Uma vertigem absurda fez-lhe o ego entrar em órbita. Mal foi considerado «Golden Boy» não tardou a fazer uma assunção extemporânea de que mais tarde ou mais cedo seria um sério candidato à Bola de Ouro.
Félix joga, ainda hoje, com o peso de 120 milhões de euros às costas e como treina não sabemos.
Soubemos é que Diego Simeone, que via os treinos e tem fama de implacável com a falta de compromisso, foi quase excomungado por cá pela forma como o excluiu.
A verdade é que, além do Atlético de Madrid, Félix também não vingou no Barcelona, no Chelsea, no Milan… Em diferentes contextos, não faz mais de dez golos por época desde que saiu do Benfica em 2019 (aí, fez o dobro), o que é um registo medíocre para qualquer avançado.
Parecia, portanto, lógico esse regresso às origens, ao sítio onde foi feliz, para relançar a carreira e potenciar todo o seu talento. Por estes dias, ouvi António Simões, antiga glória do Benfica, aconselhá-lo de forma lúcida: «Que ele saiba ter o brio de aproveitar o dom que Deus lhe deu.»
Para ouvir Simões, Félix teria de olhar para Bernardo Silva e Bruno Fernandes, que mesmo mais consagrados e num momento mais avançado das suas carreiras, recusaram exílio dourado das Arábias. Ou, então, poderia ter aprendido a lição do reforço do FC Porto Gabri Veiga.
Há duas épocas, num verão quente que levou várias estrelas do Velho Continente para o Médio Oriente, os sauditas fizeram questão de contratar também uma das maiores promessas da Liga Espanhola.
Agora, aos 23 anos, Gabri, que é do Celta antes de ser portista, abdicou de quase todo o salário de 12 milhões por época que tinha no Al Ahli. Quis voltar para perto de casa e jogar no Dragão, onde, há um ano, havia recuperado da sua lesão
Convenhamos, mesmo sendo benfiquista, Félix tem todo o direito de querer jogar ao lado de Ronaldo, de ser treinado por Jesus e de auferir um contrário milionário inimaginável para qualquer um de nós, comuns mortais.
No entanto, não estamos também impedidos de assinalar que essa opção é incompatível com o futuro brilhante que lhe parecia destinado nos tempos de «wonderkid».
Posto de outra forma, fosse Félix um «perna de pau» e ninguém se importaria com este desperdício absurdo de talento.
Talvez o que custe mais aos adeptos seja essa desilusão de ver um jovem de uma qualidade notável minado pela falta de atitude competitiva e pela má gestão de carreira.
Ao assinar contrato com o Al Nassr, Félix firmou também uma moratória na dívida que tem para com o futebol.
Cada vez mais distante está aquele jogador inteligente, habilidoso, entusiasmante que encantou a Luz e só voltou a aparecer a espaços nos grandes palcos europeus.
Enquanto essa memória durar, o maior craque do futebol português continuará a ser o Félix hipotético."

Zero: Negócio Mistério - S04E19 - Litmanen no FC Barcelona

BolaTV: F1 - Dilúvio Papaia, rescaldo do Grande Prémio da Bélgica