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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Lixívia (23/24) 13


Tabela Anti-Lixívia
Benfica.........30 (-5) = 35
Braga..........29 (+2) = 27
Sporting......31 (+12) = 19
Corruptos....31 (+17) = 14

Mais uma semana, mais uma série de erros inacreditáveis... e algumas omissões, premeditadas, sempre a beneficiar os mesmos!!!

A Lagartada, ainda não parou de chorar... Sim, o penalty assinalado pelo Pinheiro contra o Sporting, para mim, não é penalty! É uma simulação e deveria ter 'terminado' com um Amarelo por simulação, que neste caso seria o 2.º Amarelo, e a respetiva expulsão!
O problema, é que antes deste lance, já tinha ficado um penalty por assinalar, por empurrão do Diomandé (Amarelo, e ficaria de fora do jogo com os Corruptos) nas costas do André Silva! Ombro com ombro, não é ombro nas costas!!!
E pouco depois deste lance, o Sporting marcou, mais uma vez, um golo ilegal, com o Morita a apoiar-se com os dois braços, nas costas do Maga, para efetuar um gesto acrobático, que acabou por ser uma assistência para golo... Inacreditável, nada se ter marcado, inacreditável o VAR ter ficado calado, inacreditável a crítica, achar que não houve nada!!!
Já na 2.ª parte, no 2.º golo do Sporting, fora-de-jogo descarado no início da jogada... Inacreditável, como a PorkosTV 'abafou' este lance!!! Ninguém o discutiu!!!

Em dois jogos, os Lagartos marcam 5 golos. 4 deles, ilegais!!! Sim, 4 em 5!!! E aquilo que se vê por todo o lado, é um choradinho incrível, a queixarem-se do Pinheiro!!!
Que na actual época, fez à 13.ª jornada, o primeiro jogo do Sporting, como árbitro ou como VAR! O que sendo o árbitro supostamente mais 'acreditado' do Tugão, é estranho...


Os Corruptos, continuam também a ser levados ao colo:
Pepe e Varela escaparam à expulsão!
O lance do Pepe, é claramente corrupção! Ninguém no seu perfeito juízo, não viu a falta... Empurrão nas costas, adversário isolado!
O Varela, fez uma sucessão de faltas graves, que dariam pelo menos para 3 Amarelos!!!

Mas como na próxima jornada, temos Sporting-Corruptos, nunca, sem circunstância alguma, algum jogador dos Corruptos, seria expulso nesta jornada!!!


Na Luz, não houve 'grandes' casos:
- No lance do Otamendi, a bola ressalta da relva, e as indicações neste caso são claras: não é penalty, é um ressalto inesperado! A volumetria, não conta, pois o Ota não estava a tentar bloquear um remate, ou um passe, ou um cruzamento! Este lance não é subjetivo, as indicações são claras...
- No lance do Cabral, no final, as imagens não são claras... pareceu-me haver agarrões, mas é impossível ter a certeza...

Agora, o anti-jogo do Farense foi vergonhoso! Praticamente não se jogou futebol, após o golo do Farense! 20 minutos de compensação teria sido pouco!

Nada a assinalar em Vizela, na visita do Braga.


Anexos (I):
Benfica
1.ª-Boavista(f), D(3-2), Nobre, (Narciso, A. Campos), Prejudicados, (-3 pontos)
2.ª-Estrela(c), V(2-0), Correia, (Rui Costa, Rui Silva), Nada a assinalar
3.ª-Gil Vicente(f), V(2-3), Pinheiro, (C. Pereira, P. Ribeiro), Prejudicados, (2-4), Sem influência
4.ª-Guimarães(c), V(4-0), Almeida, (Narciso, V. Marques), Nada a assinalar
5.ª-Vizela(f), V(1-2), Godinho, (Rui Costa, Bessa Silva), Prejudicados, (0-2), Sem influência
6.ª-Portimonense(f), V(1-3), Malheiro, (Martins, A. Campos), Prejudicados, (1-4), Sem influência
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Pinheiro, (Soares Dias, P. Soares), Prejudicados, Sem influência
8.ª-Estoril(f), V(0-1), Narciso, (Rui Costa, C. Martins), Prejudicados, (0-2), Sem influência
9.ª-Casa Pia(c), E(1-1), C. Pereira, (Pinheiro, L. Maia), Prejudicados, (3-1), (-2 pontos)
10.ª-Chaves(f), V(0-2), Malheiro, (Esteves, Cidade), Nada a assinalar
11.ª-Sporting(c), V(2-1), Soares Dias, (Martins, Godinho), Prejudicados, (4-1), Sem influência
12.ª-Moreirense(f), E(1-1), Veríssimo, (Melo, N. Manso), Prejudicados, Impossível contabilizar
13.ª-Farense(c), E(1-1), Nogueira, (Martins, P. Brás), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-2), Melo, (Narciso, V. Marques), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
2.ª-Casa Pia(f), V(1-2), Almeida, (Hugo, R. Soares), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Famalicão(c), V(1-0), Narciso, (Nobre, N. Pereira), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Braga(f), E(1-1), Godinho, (Melo, S. Jesus), Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-0), M. Oliveira, (Martins, H. Ribeiro), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(c), V(2-0), C. Pereira, (Almeida, B. Jesus), Nada a assinalar
7.ª-Farense(f), V(2-3), Godinho, (Mota, J. Fernandes), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(c), V(2-1), Nobre, (Esteves, Felisberto), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência
9.ª-Boavista(f), V(0-2), Almeida, (Rui Costa, Bessa Silva), Beneficiados, (+2 pontos)
10.ª-Estrela(c), V(3-2), Narciso, (Melo, S. Jesus), Beneficiados, Impossível contabilizar
11.ª-Benfica(f), D(2-1), Soares Dias, (Martins, Godinho), Beneficiados, (4-1), Sem influência
12.ª-Gil Vicente(c), V(3-1), C. Pereira, (L. Ferreira, J. Fernandes), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Guimarães(f), D(3-2), Pinheiro, (Hugo, A. Campos), Beneficiados, Prejudicados, (3-0), Sem influência

Corruptos
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), Malheiro, (Rui Costa, C. Martins), Nada a assinalar
2.ª-Farense(c), V(2-1), C. Pereira, (Martins, A. Campos), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
3.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Veríssimo, (Correia, J. P. Afonso), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
4.ª-Arouca(c), E(1-1), Nogueira, (Rui Oliveira, P. Ribeiro), Beneficiados, (0-2), (+1 ponto)
5.ª-Estrela(f), V(0-1), Pinheiro, (Melo, S. Jesus), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Nobre, (Narciso, Felisberto), Nada a assinalar
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Pinheiro, (Soares Dias, P. Soares), Beneficiados, Sem influência
8.ª-Portimonense(c), V(1-0), Almeida, (C. Pereira, L. Costa), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Vizela(f), V(0-2), M. Oliveira, (Narciso, V. Marques), Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
10.ª-Estoril(c), D(0-1), Martins, (Almeida, A. Campos), Beneficiados, Sem influência
11.ª-Guimarães(f), V(1-2), Almeida, (Nobre, P. Brás), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
12.ª-Famalicão(f), V(0-3), Nobre, (Rui Costa, Bessa Silva), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
13.ª-Casa Pia(c), V(3-1), J. Gonçalves, (Correia, I. Pereira), Beneficiados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Famalicão(c), D(1-2), Veríssimo, (Rui Costa, T. Costa), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Chaves(f), V(2-4), J. Gonçalves, (Esteves, Felisberto), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(f), V(2-3), C. Pereira, (Rui Costa, N. Manso), Nada a assinalar
4.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho, (Melo, S. Jesus), Nada a assinalar
5.ª-Farense(f), D(3-1), Nobre, (Malheiro, Felisberto), Nada a assinalar
6.ª-Boavista(c), V(4-1), Soares Dias, (Godinho, P. Mota), Beneficiados, (3-1), Impossível contabilizar
7.ª-Estrela(f), V(2-4), Almeida, (D. Silva, N. Cunha), Nada a assinalar
8.ª-Rio Ave(c), V(2-1), M. Oliveira, (V. Santos, S. Jesus), Nada a assinalar
9.ª-Gil Vicente(f), E(3-3), Malheiro, (J. Gonçalves, A. Carneiro), Nada a assinalar
10.ª-Portimonense(c), V(6-1), Godinho, (Hugo, A. Campos), Prejudicados, (7-1), Sem influência
11.ª-Arouca(f), V(0-1), J. Gonçalves, (V. Santos, C. Campos), Nada a assinalar
12.ª-Estoril(c), V(3-1), B. Vieira, (Malheiro, H. Coimbra), Nada a assinalar
13.ª-Vizela(f), V(1-3), C. Pereira, (Narciso, V. Marques), Nada a assinalar

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
2 / 4

Sporting
2 / 1

Corruptos
/ 3

Braga
3 / 1

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade):
Benfica
4 / 1
Minutos:
225 (9+85+84+47) - 57 = 168m (superioridade)

Sporting
3 / 2
Minutos:
104 (9+86+9) - 102 (55+47) = 2m (superioridade)

Corruptos
/ 3
Minutos:
16 - 108 (9+84+15) = -92m (inferioridade)

Braga
2 / 1
Minutos:
91 (24+67) - 42 = 49m (superioridade)

B) Amarelos
Contra (depois dos 60m) / Adversários (antes dos 60m)
Benfica
27 (18) / 48 (26)

Sporting
42 (24) / 39 (15)

Corruptos
49 (28) / 48 (16)

Braga
31 (19) / 36 (16)

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
Nobre - -3
Narciso - -3
C. Pereira - -2
Pinheiro - -2

Sporting
Narciso - +4
Almeida - +4
Melo - +2
Godinho - +2
Hugo - +2
Nobre - +2
Mota - +2
Rui Costa - +2
C. Pereira - +2
L. Ferreira - +2

Corruptos
Nobre - +6
C. Pereira - +5
Almeida - +5
Veríssimo - +3
Martins - +3
Correia - +3
Rui Costa - +3
Pinheiro - +2
Melo - +2
Nogueira - +1
Rui Oliveira - +1

Braga
J. Gonçalves - +2
Esteves - +2

Anexos(V):
Árbitros:
Benfica
Pinheiro - 2
Malheiro - 2
Nobre - 1
Correia - 1
Almeida - 1
Godinho - 1
Narciso - 1
C. Pereira - 1
Soares Dias - 1
Veríssimo - 1
Nogueira - 1

Sporting
Godinho - 2
Almeida - 2
Narciso - 2
C. Pereira - 2
Melo - 1
M. Oliveira - 1
Nobre - 1
Soares Dias - 1
Pinheiro - 1

Corruptos
Pinheiro - 2
Almeida - 2
Nobre - 2
Malheiro - 1
C. Pereira - 1
Veríssimo - 1
Nogueira - 1
M. Oliveira - 1
Martins - 1
J. Gonçalves - 1

Braga
Godinho - 2
J. Gonçalves - 2
C. Pereira - 2
Veríssimo - 1
Nobre - 1
Soares Dias - 1
Almeida - 1
M. Oliveira -1
Malheiro - 1
B. Vieira - 1

Anexos(VI):
VAR's:
Benfica
Rui Costa - 3
Martins - 3
Narciso - 2
C. Pereira - 1
Soares Dias - 1
Pinheiro - 1
Esteves - 1
Melo - 1

Sporting
Melo - 2
Martins - 2
Hugo - 2
Narciso - 1
Nobre - 1
Almeida - 1
Mota - 1
Esteves - 1
Rui Costa - 1
L. Ferreira - 1

Corruptos
Narciso - 2
Rui Costa - 2
Correia -2
Martins - 1
Rui Oliveira -1
Melo - 1
Soares Dias - 1
C. Pereira - 1
Almeida - 1
Nobre - 1

Braga
Rui Costa - 2
V. Santos - 2
Malheiro - 2
Esteves - 1
Melo - 1
Godinho - 1
David Silva - 1
J. Gonçalves - 1
Hugo - 1
Narciso - 1

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
A. Campos - 2
Rui Silva - 1
P. Ribeiro - 1
V. Marques - 1
Bessa Silva - 1
P. Soares - 1
C. Martins - 1
L. Maia - 1
Cidade - 1
Godinho - 1
N. Manso - 1
P. Brás - 1

Sporting
S. Jesus - 2
V. Marques - 1
Rui Soares - 1
N. Pereira - 1
H. Ribeiro - 1
B. Jesus - 1
J. Fernandes - 1
Felisberto - 1
Bessa Silva - 1
Godinho - 1
J. Fernandes - 1
A. Campos - 1

Corruptos
A. Campos - 2
C. Martins - 1
J. P. Afonso -1
P. Ribeiro - 1
S. Jesus - 1
Felisberto - 1
P. Soares - 1
L. Costa - 1
V. Marques - 1
P. Brás - 1
Bessa Silva - 1
I. Pereira - 1

Braga
Felisberto - 2
S. Jesus - 2
T. Costa - 1
N. Manso - 1
P. Mota -1
N. Cunha - 1
A. Carneiro - 1
A. Campos - 1
C. Campos - 1
H. Coimbra - 1
V. Marques - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Malheiro - 2 + 0 = 2
Narciso - 1 + 1 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
C. Pereira - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 2 + 0 = 2
Almeida - 2 + 0 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1

Corruptos
Pinheiro - 2 + 0 = 2
Nobre - 1 + 1 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Malheiro - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Correia - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
Soares Dias - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Braga
J. Gonçalves - 2 + 1 = 3
C. Pereira - 2 + 0 = 2
Malheiro - 1 + 1 = 2
Nobre - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
David Silva - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Anexos(IX):
Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
Pinheiro - 2 + 1 = 3
Narciso - 1 + 2 = 3
Rui Costa - 0 + 3 = 3
Martins - 0 + 3 = 3
Malheiro - 2 + 0 = 2
C. Pereira - 1 + 1 = 2
Soares Dias - 1 + 1 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Correia - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1

Sporting
Almeida - 2 + 1 = 3
Melo - 1 + 2 = 3
Godinho - 2 + 0 = 2
Narciso - 2 + 0 = 2
Nobre - 1 + 1 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Hugo - 0 + 2 = 2
C. Pereira - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
C. Pereira - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 2 + 1 = 3
Nobre - 2 + 1 = 3
Pinheiro - 2 + 0 = 2
C. Pereira - 1 + 1 = 2
Martins - 1 + 1 = 2
Narciso - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Correia - 0 + 2 = 2
Malheiro - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
Soares Dias - 0 + 1 = 1

Braga
Godinho - 2 + 1 = 3
J. Gonçalves - 2 + 1 = 3
Malheiro - 1 + 2 = 3
C. Pereira - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
V. Santos - 0 + 2 = 2
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Soares Dias - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
M. Oliveira - 1 + 0 = 1
B. Vieira - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Melo - 0 + 1 = 1
David Silva - 0 + 1 = 1
Hugo - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Anexos(X):
Jornadas anteriores:

Anexos(XI):
Épocas anteriores:

Benfica FM: Megafone #9 - "Nada de bom pode vir da saída de Roger Schmidt neste momento"

BI: Temporada 1986/87

"Ombros"!!!

Limpinho!

Benfica: ou vais ou rachas


"A época 23/24 do Benfica continua turbulenta. Ao contrário do ano passado, em que voámos de forma elegante e triunfante até aos engasgos de Abril (mas que ainda assim não estragaram a festa que se adivinhava desde o início), nesta não saímos desta espécie de pára-arranca. Olhamos para a balança e vemos pesos dos dois lados. Os do copo-meio-vazio vêem as más exibições, as lacunas no plantel, a desorientação do treinador, a péssima campanha europeia e os pontos perdidos no campeonato. Os do copo-meio-cheio vêem a Supertaça conquistada, os 3 clássicos desta época ganhos, a liderança a apenas 1 ponto de distância e a confiança num treinador campeão e plantel recheado de talento.
Portanto. Benfica! Benfiquistas. Estamos a entrar naquela fase do "ou vai ou racha".
Há aqui dois caminhos e vou começar pelo que menos quero, o "racha". O cenário é o seguinte: o Benfica na próxima 3ª feira não vai conseguir apurar-se para a Liga Europa, vai perder com o Braga no sábado e as coisas vão ficar (ainda mais) insustentáveis para Roger Schmidt. E ele cai. Para felicidade aparente de muita imprensa em Portugal que por algum motivo se virou contra o alemão desde a 1ª jornada. Os do copo-meio-vazio dirão "até que enfim!". Mas aí virá o dia seguinte: e agora? Nélson Veríssimo consagra-se como o "Mário Wilson" desta década e vem pegar no comando do clube até final da temporada? Ou querem que o Benfica vá ao mercado buscar um qualquer treinador que esteja por aí desempregado? Sentem confiança neste cenário? Que aparecerá um novo "efeito Bruno Lage" que leva o Benfica de forma surpreendente ao 39? Porque honestamente, e vendo até a reação do Estádio da Luz à substituição do João Neves (em 30 anos a ver futebol na Luz nunca tinha visto nada igual. Uma reação tão visceral e agressiva para com uma decisão de um treinador do Benfica) eu acho que Roger não sobrevive a maus resultados nos próximos dois jogos. Pode não ser despedido na noite da hipotética derrota com o Braga, mas cai no próximo mau resultado. Infelizmente o que eu também acho é que "efeitos Bruno Lage" acontecem só muito raramente e o mais provável é termos, tal como em 21/22, uma monótona e triste campanha até final da época. Será mais uma temporada fraca e perdida, como tantas que o Benfica infelizmente faz. Até porque se há coisa que este Benfica moderno já provou é que não é um clube que sabe, em anos maus, do mal o menos, conquistar troféus menos prioritários (a Taça de Portugal e a Taça da Liga, por exemplo). O chamado "salvar a época". Não, quando o Benfica falha, falha sempre com estrondo. 
Temos o outro cenário. Que é o que eu quero e o que acredito que todos os Benfiquistas querem (embora às vezes tenha dúvidas). Que é o que boa parte da imprensa em Portugal e obviamente os nossos rivais não querem. O Benfica consegue na Áustria o apuramento para a Liga Europa (ou até não consegue, mas é digno), sobrevive em Braga e começa a recuperação. Reagrupa as tropas, recupera os jogadores lesionados, o treinador acerta posições, os Rafas e João Mários melhoram desempenhos, os reforços começam a render mais, a bancada da Luz começa a acreditar. E aí, meus amigos, sabemos tanto isto: tornamo-nos imparáveis em Portugal. Já vivemos isto tantas vezes! Épocas em que fomos campeões após o início turbulento e em que a fase do "ou vai ou racha" torna-se em "vai e em modo Ferrari!".
Portanto. Benfica! Benfiquistas. Não estou aqui, neste cantinho da internet, na pequeníssima influência que possa ter na narrativa Benfiquista, a pedir-vos para apoiarem cegamente. Para não verem os erros que o Presidente Rui Costa cometeu no planeamento desta época, nas indecisões e más decisões do nosso treinador e no insuficiente futebol que temos visto esta época. Não estou a pedir gratidão pelo último título conquistado. Sempre odiei esse crédito eterno a quem faz algo que devia ser obrigação, fazer o Benfica campeão. O que peço é que respirem fundo. A solução não é atirar garrafas de água ao nosso treinador quando faz uma substituição. Não é tentar invadir a garagem e chamar nomes aos nossos jogadores. Não é ir na cantiga do bandido e comer esta incessante campanha da imprensa e rivais que batem e batem, porque estão a ver fissuras na parede do Benfica. A solução ou o meu "wishful thinking" (porque confesso que, nas noites mal dormidas a pensar no meu querido Glorioso, temo que o cenário da queda do treinador e de mais uma época perdida seja a mais provável. Mas no dia seguinte acordo e recuso-me a aceitar o fatalismo) é que presidente, treinador e jogadores assumam a sua qualidade, a sua responsabilidade e saibam que o clube que representam exige-lhes o inquestionável máximo. Que estão num momento delicado e fundamental. E que nós benfiquistas fujamos um pouco à tentação que também temos sempre pelo precipício quando as coisas ficam difíceis.
When the going gets tough, the tough gets going.
Do Benfica nunca se desiste!"

A coisa não está fácil

Jaime Cancella de Abreu, in O Jogo

O Benfica Somos Nós - S03E25 - Farense...

El Mítico #66 - Ganar o ganar

5 minutos: Diário...

A Verdade do Tadeia - Flash - FC Porto...

A Verdade do Tadeia - Flash - Sporting...

Assim se vão chegando ao topo!


"Não há um único ex-árbitro que não considere que Pepe deveria ter sido expulso no lance em que derrubou o jogador do Casa Pia que corria isolado na direção da baliza do Porto. Estávamos no minuto 30 e o Porto ganhava apenas por 1-0. Os casos que de más decisões arbitrais que têm beneficiado e permitido ao Porto manter-se na corrida pelo título de campeão sucedem-se jornada após jornada. ESTA LIGA NÃO TEM VERDADE DESPORTIVA."

Vitórias folgadas!? Sem problemas de maior!? Fácil... 😏


Terceiro Anel: Diário...

Escrever certo por linhas tortas


"Enfim, Roger Schmidt acertou. A outrora comunicação falhada do técnico alemão foi do oito ao oitenta na sequência do frustrante empate com o Farense. Acertou em cheio depois de um longo período de frases vazias e explicações desconexas.
É curioso - e lamentável - ver que a mais assertiva entrevista de Schmidt nesta conturbada temporada também caminha para ser uma espécie de (maldita) divisora de águas. Entrou no tiroteio de peito aberto e sem colete à prova de balas.
O desabafo contra aqueles que lhe atiraram objetos em plena Luz foi legítimo. Acima de tudo, justo e necessário. O discurso só não foi mais providencial porque faltou ali a presença dele, o ilustríssimo presidente. Teria sido então sublime.
Rui Costa, por sua vez, optou novamente pelo silêncio ensurdecedor, o que já surpreende um total de zero pessoas. Prefere ver de longe a casa a arder e, para piorar, aparecer somente nos momentos favoráveis, como, por exemplo, depois da vitória frente ao Sporting.
Não é preciso ser um expert em comunicação e interpretação de texto para perceber que o técnico alemão está à deriva. Sozinho e cada vez mais incomodado com a falta de suporte, assim como foi visto lá atrás com Rui Vitória e Bruno Lage.
A realidade do Benfica, que ainda assim está vivo em todas as competições nacionais e depende de si próprio para disputar a Liga Europa, vai muito além dos erros (dentro e fora de campo) de Roger Schmidt. São camadas e mais camadas de pura negligência.
A culpa da incompetência encarnada de hoje, naturalmente superdimensionada pelos mesmos de sempre (muitos dos seus, inclusive), vai recair mais cedo ou mais tarde sobre o bode expiatório de costume: a boa e velha Comunicação Social.
Contra tudo e contra todos, eles vão dizer."

Schmidt: Rui Costa já foi tarde


"Roger Schmidt não podia ter entrado sozinho na sala de Imprensa após o jogo com o Farense, mesmo protegido por uma declaração única à televisão do clube. Rui Costa deveria ter estado ao seu lado, falado, talvez até primeiro, do que o seu treinador, e exposto nesse momento a posição do clube sobre uma franja de adeptos ter decidido atirar objetos na direção do alemão por não concordar com as suas substituições. Algo nunca visto.
Schmidt pareceu tão isolado quanto Rui Vitória, Bruno Lage ou Jorge Jesus em momentos semelhantes da respetiva passagem pela Luz. Por isso, quando Rui Costa reagiu, já fê-lo tarde. Tentou ser assertivo, porém, por três ou quatro vezes, forçou-se a si próprio a dar palmadinhas nas costas de quem criticou desde as bancadas, preocupado em não hostilizar ninguém, em vez do murro na mesa que deveria ter dado logo na sexta-feira.
Ao contrário de muita gente, não acho que o adepto possa fazer tudo o que quer gaste ou não o que tem e não tem no apoio à equipa, nem que não possa ser alvo de críticas por um agente do futebol, seja um jogador ou um treinador, ou até responsabilizado. Tem tanto direito à crítica como a recebê-las. E, pessoalmente, se olharmos palavra a palavra para as declarações do alemão, não é difícil entendê-lo.
O resto, isto é, se Schmidt compra ou não uma guerra ainda mais sangrenta que a atual já dependerá da inteligência dos destinatários. Serão estes capazes de abandonar este processo autofágico que prejudica a equipa num momento em que está na luta por vários objetivos – o título e, consequente, o acesso a muitos milhões, fundamentais para o clube a curto prazo; e as taças – ou retirar-lhe-ão por completo o apoio, abrindo caminho a nova cisão, solução de recurso para o banco e muito provavelmente final de época para queimar, hipotecando também as seguintes?
Se, na verdade, os adeptos (todos, sem exceção) precisam muito mais do que disso, nomeadamente de cultura desportiva, pelo menos neste e em vários casos que possam aparecer aqui e noutros emblemas falta inteligência emocional às bancadas do futebol português.
Há várias coisas em que não concordo com Schmidt antes mesmo de chegar às substituições. Uma delas desde logo é esta fé cega num Rafa que define como jogador de terceiro escalão, e que, paradoxalmente, talvez seja das poucas decisões do germânico que os adeptos aprovam. No entanto, já o disse e mantenho: não me parece que, embora abaixo de níveis do passado, o Benfica esteja a jogar tão mal que justifique toda esta crítica. Uma crítica que, sublinhe-se, está longe de apresentar uma solução evidente para os males, que existem, nas dinâmicas da equipa.
O calendário é exigente e Schmidt até pode não terminar no banco do Benfica. Resta saber até que ponto os próprios adeptos serão ou não também em parte responsáveis pelo seu fracasso. Conseguir sair da equação é o melhor que podem fazer agora pelo próprio clube.

A Liga que se nivela por baixo
O Sporting perdeu em Guimarães, mas na verdade foi o Vitória quem venceu o grande jogo. Enquanto clube que carrega tanta emoção, não é nada estranho ver um técnico tão emocional como Álvaro Pacheco – que acrescenta ainda racionalidade tática e ética de trabalho – a ter um impacto positivo. Se diante do FC Porto o resultado já tinha sido injusto, nada melhor do que receber e vencer o líder para provar a força dessa ligação.
Os leões somaram a segunda derrota e é difícil também aí não ver algum sinal de fragilidade, sobretudo depois de o Benfica ter empatado em casa. Obviamente, o patamar para onde os minhotos levaram o encontro tornaria a vida difícil a qualquer rival, porém o ponto de partida obrigava desde logo a um extra à equipa de Amorim. Algo a que o próprio treinador fez questão de apelar antes da partida. Não só o Sporting não o conseguiu, mesmo com uma entrada mais feliz na partida, como Adán parece querer dar razões para que o técnico repense a questão do guarda-redes.
Os sinais extremamente positivos do início da época equilibram-se agora com as dúvidas sobre o espanhol, em quebra natural face à idade, e as dificuldades também esperadas de Gyokeres diante de blocos mais baixos. Com tanta influência, anular o sueco é garantia de um bloqueio muito mais eficaz aos verde e brancos.
O FC Porto manteve-se à tona durante os primeiros meses da temporada. Não jogou bonito ou bem. Perdeu com o Benfica duas vezes e com o Estoril outras tantas, deixando fugir a Supertaça e ficando de fora da Taça da Liga. No entanto, já está igual ao Sporting antes do clássico. Mérito evidente de Sérgio Conceição e da sua capacidade de reinvenção num plantel cada vez mais fragilizado, sem que, no entanto, consiga esconder alguns sinais preocupantes mesmo quando a equipa ganha.
Alvalade será teste muito interessante para os dois candidatos, num campeonato em que as alterações no comando e as recuperações na tabela, com este primeiro lugar ex aequo de uma equipa que já tanto sofreu, provam desde logo uma nivelação por baixo nos primeiros lugares. Até o SC Braga, que já esteve bem mais longe, pode juntar-se à confusão, mediante o resultado da partida com o Benfica.
É, como tal, certo que temos campeonato, embora não necessariamente líderes fortes."

Roger Schmidt: problema ou solução?


"A incapacidade de Schmidt conseguir explicar as suas opções é gritante

Ao contrário de outros jogos em que o Benfica não jogou bem e venceu, frente ao Farense, os encarnados podiam ter goleado e acabaram por empatar. Ao longo do jogo muitos adeptos mostraram descontentamento, sobretudo para com o treinador alemão. A incapacidade de Schmidt conseguir explicar as suas opções é gritante e tem gerado insatisfação nos adeptos que não estão agradados com a performance e resultados apresentados até ao momento.

Lei de Murphy
O Benfica atravessa um contexto adverso. A prestação na Liga dos Campeões, as exibições na Liga Portugal e a comunicação de Schmidt são pontos que têm gerado insatisfação nos adeptos encarnados. Se no ano passado tudo corria de feição, a realidade é que, este ano, o cenário é completamente diferente. O jogo frente ao Farense surgiu num momento importante. Era fundamental a equipa ganhar confiança e embalo para a difícil e importante semana que os encarnados terão pela frente. O Benfica fez um bom jogo, criou inúmeras ocasiões de golo mas não conseguiu concretizar. Como diz a Lei de Murphy: «Qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível.» O empate acaba por criar maior pressão na equipa, numa semana em que irá ter um jogo decisivo para a entrada no play-off da Liga Europa e, no domingo, uma difícil deslocação a Braga. Com o empate frente ao Farense, o jogo de Braga ganha ainda mais importância, porque uma vitória da equipa bracarense fará com que a equipa minhota ultrapasse o Benfica na classificação. O resultado do jogo com o Farense já era, por si, um ponto negativo e de difícil gestão. A conferência de imprensa de Roger Schmidt no pós-jogo acabou por tornar o ambiente em torno do clube da luz ainda mais complicado.

Schmidt ‘vs’ adeptos
Quando se ganha é muito fácil manter uma postura correta e positiva. O problema é quando as coisas começam a correr mal. Ao longo deste ano, Roger Schmidt tem demonstrado uma enorme incapacidade de lidar com a crítica. Fica incomodado quando o questionam e as suas respostas dão a ideia de viver num mundo diferente. Na sua comunicação, não identifica os problemas da equipa, evita e sente incómodo em falar das suas opções. Dentro do relvado o cenário não é melhor. Os problemas da equipa continuam os mesmos e ficam bem visíveis quando o Benfica enfrenta adversários de maior qualidade. A incapacidade de Schmidt corrigir e trabalhar os defeitos da equipa tem sido bem percetível. Já mudou de sistema tático e troca, com frequência, jogador por jogador, não percebendo que o problema está na dinâmica coletiva e nos maus posicionamentos dentro do relvado. Este é um padrão que se tem vindo a verificar desde o início da época. No jogo com o Farense tivemos mais um capítulo. É ponto assente que ninguém tem o direito de agredir, atirar objetos para o relvado ou humilhar quem quer que seja. Esses comportamentos não só são condenáveis como devem ser erradicados. Contudo, também é importante referir que os adeptos têm todo o direito e legitimidade à crítica. A crítica pode ser feita de várias formas (nunca de uma forma violenta), e os atletas e treinadores têm de estar preparados para isso. O que não pode acontecer é um treinador chegar a uma conferência de imprensa e dizer que os sócios que vêm apoiar são bem-vindos e os que criticam que fiquem em casa!! Os sócios e adeptos serão sempre o motor dos clubes. Um treinador pode ter legitimidade para tomar as decisões que entende, mas nunca para mandar os adeptos para casa, porque estes criticam as suas escolhas. Quem conhece o futebol português e o Benfica percebe que uma das suas forças é o enorme apoio dos adeptos. A reação dos adeptos, no último jogo, foi uma resposta às declarações de Schmidt que afirmou que a maioria dos benfiquistas estava satisfeita com o desempenho da equipa até ao momento, ignorando constantemente o real sentimento dos adeptos. Existem momentos em que são os adeptos que puxam pela equipa e noutros em que tem de ser a equipa a puxar os adeptos para si. Com as declarações que fez depois do jogo com o Farense, Schmidt está a agudizar um problema que cresce de dia para dia e que não vai contribuir, de forma positiva, para o rendimento da equipa…

Conferência antes do jogo
O jogo com o Farense pode ter sido o momento em que Roger Schmidt se começou a defender. Nas últimas semanas, o treinador alemão tem sido alvo de inúmeras críticas às suas opções e à forma como a equipa se apresenta no relvado. Naturalmente que estas críticas acabam por ter influência dentro relvado, uma vez que geram ansiedade em todos: adeptos, jogadores e treinador. Na conferência de imprensa antes do jogo com o Farense, Schmidt teve uma posição diferente. Referiu que as decisões de planeamento e contratações podem ser tomadas em conjunto, mas que a última decisão é da administração e não sua. Com esta tomada de posição, o treinador encarnado puxou para o seu tabuleiro a administração encarnada que, aparentemente, estava a deixar passar a mensagem de que a contratação de Jurásek, entre outras, foram da total responsabilidade do treinador alemão.

Arrogância ou estratégia
Schmidt tem muitos anos de futebol e sabe tão bem como nós que ao referir que os adeptos que não apoiam a equipa devem ficar em casa, está a criar um atrito com os adeptos e sócios do Benfica, tal como fez com os jornalistas. Sabe também que um treinador é um assalariado do clube e, como tal, tem de respeitar as críticas, sejam elas positivas ou negativas. Tem ainda a perfeita noção de que, com estas declarações, o ambiente não vai ficar melhor, pelo contrário! Então, por que motivo proferiu Roger Schmidt tais declarações?

Reação de Rui Costa
Roger Schmidt foi inteligente. As declarações duras e incisivas que fez obrigaram o presidente encarnado a reagir, deixando-lhe apenas duas opções. Como é natural, Rui Costa optou pelo caminho óbvio, que passou por tranquilizar a nação benfiquista, dar um voto de confiança e assumir a responsabilidade pela época, junto do seu treinador (agora e no futuro). A segunda opção seria deixar o barco andar e permitir que Schmidt continuasse a ser o alvo. Ao longo das suas declarações, Rui Costa referiu que, desde o início da época, se está a fazer uma cabala contra o seu treinador. A realidade é que a cabala que o presidente do Benfica fala não é mais do que um conjunto de críticas justas e com sentido. Felizmente que as pessoas pensam, cada vez mais, pela própria cabeça e não engolem as mensagens que lhes querem passar. Por fim, Rui Costa referiu dois pontos importantes. O primeiro foi que fala regularmente com Roger Schmidt e que este sabe muito bem a confiança que tem nele. Se assim é, por que motivo Roger Schmidt colocou o lugar à disposição? Faz sentido esta posição por parte do treinador? O segundo ponto foi a forma como Rui Costa desvalorizou as críticas de Roger Schmidt aos sócios, referindo que quem quisesse criticar deveria ficar em casa. Um presidente não pode legitimar este tipo de declarações. Muitos sócios e adeptos fazem muitos sacrifícios e percorrem longas distâncias para ver e apoiar o clube e têm toda a legitimidade para se fazerem sentir da forma que entenderem (que não inclua violência). Não existem sócios bons e maus ou sócios de primeira e de segunda. Se no caso de Arthur Cabral Rui Costa entende que o jogador fez bem em desculpar-se, o mínimo que devia exigir seria que o seu treinador fizesse o mesmo."

Roger Schmidt e a linha vermelha...


"Os sócios, únicos donos dos nossos clubes, têm direito inalienável a manifestar opinião

Ninguém é mais importante num clube que os sócios e adeptos, porque o clube são eles, os gordos e os magros, os altos e os baixos, os ricos e os pobres, os religiosos, independentemente dos credos que professem, e os ateus, os negros, os amarelos e os brancos, os masculinos, os femininos e os outros, os de esquerda e os de direita, os apolíticos e os militantes, os positivos e os negativos, todos diferentes mas todos iguais, no ideal comum que é o mesmo emblema.
No sistema de organização dos clubes portugueses, os sócios são ciclicamente chamados a escolher quem os representa, e em nome deles dirige os destinos da instituição, e é esse o momento em que lhes é devolvido o poder fundacional que lhes subjaz. Porém, a vida associativa não se resume a votar de quatro em quatro anos, e é direito inalienável dos sócios e adeptos manifestarem a sua opinião, muitas vezes motivada pela paixão, nascida mais do coração do que da razão, mas mesmo assim inquestionável e indisputável. Significa isto que quem, em nome dos sócios, comanda os destinos do clube deva governar segundo a conjuntura e os humores, amores e desamores dos associados? Obviamente, não. Embora o estado de alma dos sócios e adeptos deva entrar nas equações diretivas, há muitos outros fatores que devem ser levados em linha de conta, sob pena do clube passar a ser governado de fora para dentro. Mas não é aceitável, mesmo no calor do momento, que Roger Schmidt, e é dele que aqui se fala, tenha dito, após o empate com o Farense, que «[os adeptos] negativos que fiquem em casa, porque não é bom para a equipa, quem não estiver feliz com o que os jogadores e equipa fizeram, por favor fique em casa!»
Depois da infeliz interpelação a um jornalista da RTP após o triunfo sobre o Sporting, o treinador do Benfica voltou a perder as estribeiras, e desta feita colocou em causa o clube, que não é mais do que o conjunto de vontades dos sócios e adeptos, dos que assobiam e dos que aplaudem. E, ao contrário do que Roger Schmidt disse, o Benfica não precisa de um treinador que faça as substituições de que os sócios gostam, precisa de um treinador que pense pela sua cabeça e tenha personalidade suficientemente forte para não vacilar nos momentos mais difíceis, nem se deixar impressionar pelo nome dos jogadores. Não pode é ter um treinador que coloque em causa o direito à manifestação de opinião dos sócios, algo que sempre fez parte do futebol, por mais errada que ele entenda que seja.
Rui Costa, a três semanas da abertura do mercado de inverno, tem em mãos vários problemas a que deverá dar resposta. O primeiro tem a ver com a necessidade de equilibrar um plantel que apresenta alguns erros de casting: com Bah lesionado, é Aursnes a ser desviado de funções onde é mais importante; as escolhas para a esquerda da defesa e o ponta de lança estão a revelar-se flops; falta um matador na área (que Rafa, excelente com espaço, nunca será); e, finalmente, será preciso avaliar bem até que ponto Roger Schmidt mantém condições para dar a volta por cima nesta sua segunda época no Benfica. São muitas bolas no ar que o maestro, que também deverá ser malabarista, não pode deixar cair. Em tese, despedir um treinador a meio da época não é boa política, e o que aconteceu na troca de Rui Vitória por Bruno Lage foi a exceção que apenas confirma a regra. Mas a linha vermelha, no relacionamento com os sócios e adeptos, que Roger Schmidt pisou, não pode deixar de entrar nas contas do presidente encarnado, na coluna dos contras.
Já tenho tido oportunidade de referir, ao longo desta época, em inúmeras ocasiões, que Roger Schmidt é lento a substituir e essa não é das suas melhores facetas; também tenho dito, e mantenho, que o Benfica dificilmente terá sucesso se continuar a jogar com escassa presença na área adversária, num contexto em que em 95% das ocasiões enfrenta defesas superpovoadas. Mas só por desonestidade intelectual poderia cavalgar o empate caseiro com o Farense para explicar, com as razões atrás apresentadas, a perda de mais dois pontos. Apesar da ansiedade evidente dos jogadores encarnados na partida com os algarvios, estes construíram, e não concretizaram, oportunidades que dariam para vencer vários jogos, graças a uma dinâmica e intensidade muito bem conseguidas. Globalmente, numa exibição que resultou em 37 remates, 15 dos quais perigosos, e 15 pontapés de canto, o grande problema (desta vez) foi, de facto, de concretização. O que irritou quem estava no estádio, já de nervos em franja depois de tanto golo falhado, foi a decisão de Schmidt de tirar dois jogadores, que provavelmente serão dos que têm menos peso no balneário, que estavam a ter um rendimento positivo, deixando em jogo alguns intocáveis, o que tem sido prática recorrente. Ao contrário do que sucede com os rivais internos, Roger Schmidt parece ter mais dificuldade em substituir certas unidades, e esse tem sido um problema que ganhou outra dimensão quando o técnico alemão passou a ter um plantel com mais soluções à disposição.
Poucos esperariam que o Benfica chegasse ao Natal de 2023 com tantas incertezas e fragilidades, mas a vida é o que é. E é nas dificuldades que se vê a fibra de quem tem de tomar posições, nas bancadas, nos gabinetes, no banco e dentro das quatro linhas…

PS - Depois do rendimento desportivo inesperadamente baixo, a cena no parque de estacionamento. Fim de linha, no Benfica, para Arthur Cabral?"

6, excerto...

RTP, excerto...

ESPN: Futebol no Mundo #292 - City perde e cai na tabela; Dortmund eliminado na Copa da Alemanha

domingo, 10 de dezembro de 2023

Vitória muito importante...

Benfica 2 - 1 Nacional


Bom jogo, que merecia um resultado mais dilatado, contra uma das equipas favoritas à subida, onde ainda falhámos um penalty... e acabámos por beneficiar uma expulsão (justa), que nos ajudou na reviravolta!

Grande jogada no golo do Nuno Félix...

3 pontos muito importantes na luta pela permanência!

Vitória...

Gaia 26 - 29 Benfica
13-14

Segunda parte segura, sempre em vantagem, e margem de segurança para evitar surpresas...

Empate...

Benfica 4 - 4 Barcelos

Empate frustrante, depois de uma remontada, já perto do final...
Algumas ausências, principalmente o Robby, que neste momento é provavelmente o jogador mais importante da equipa, tanto na estrutura defensiva, como na fase ofensiva!

Derrota no regresso do campeonato...

Braga 5 - 2 Benfica

Entrada suicida, a perder por 2-0, conseguimos empatar no início da 2.ª parte, mas acabámos por ficar em desvantagem pouco depois, novamente numa bola parada mal defendida!
Na reta final, quando corríamos atrás do prejuízo, o Braga aproveitou... após mais dois erros, quando arriscámos o 5x4!

Rui Costa...

BI: Tema quente - Contestação a Roger Schmidt

5 minutos: Diário...

Cabral

𝗔𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮 𝗖𝗠: Amorim vai falar em alemão na conferência de imprensa.

O inimputável... com zoom!!!

O inimputável...

A nossa luta diária...


"A nossa luta diária. Felizmente, mais e mais começam a abrir os olhos. Por mais que nos insultem, nao vão silenciar-nos. Não quebramos. Não dobramos. Não cedemos aos caprichos e às pressões da geração do TikTok, do Instagram, das selfies no estádio e do ambiente de cinema. Vocês, os responsáveis por isto, são os maiores inimigos do Benfica.
Porto não joga nada.
Sporting não joga nada.
A única campanha montada é contra o Benfica.
Tenham vergonha."

Falou muito bem...


"Roger Schmidt: "Aos adeptos que fizeram coisas negativas, por favor fiquem em casa. Se não conseguem apoiar uma equipa que deu tudo, talvez seja melhor voltarem só quando formos campeões e for para celebrar no Marquês."
Falou muito bem, e em relação aos energúmenos que mandaram objetos para cima do treinador, têm que ser identificados e têm que ver interdita a sua presença em recintos desportivos.
Seria bom que mostrassem tanta energia durante os 90 minutos no apoio ao clube como mostram no arremesso de objetos aos assalariados do mesmo."

Em Maio vemo-nos no Marquês. 😉


"37 remates, 14 oportunidades de golo, 67 ações na área adversária, 15 cantos, 65% de posse de bola, guarda-redes adversário eleito homem do jogo com nota 10.
É este o quadro do jogo de hoje, sem extrapolações.
Os benfiquistas têm a obrigação de ver este vídeo e refletir seriamente sobre o que é ser adepto do Sport Lisboa e Benfica.
Podem insultar-nos à vontade, que estamos no lado certo da história.
Em maio vemo-nos no Marquês. 😉"

Pontuação do guarda-redes do Farense frente ao Benfica

Polvo das Antas, in Facebook

Rahm, CR7 e o projeto saudita


"Estamos a assistir, através do Desporto, a reformas importantes em ritmo acelerado...

Jon Rahm, 29 anos, espanhol nascido em Barrika, no país basco, e indiscutivelmente um dos melhores golfistas do Mundo (liderou o ranking durante 52 semanas) - vencedor de 21 torneios PGA/DPWT, entre os quais dois majors, o US Open de 2021 e o Masters de Augusta em 2023, além de ter sido foi fundamental no triunfo europeu na Ryder Cup-23 -, é a mais recente aquisição do Circuito LIV, que continua a investir forte, com o apoio do Fundo Soberano da Arábia Saudita, no golfe. E quanto recebeu Rahm para se juntar a Phil Michelson, Dustin Johnson e Cameron Smith no circuito gerido pelo australiano Greg Norman? Apenas 500 milhões de euros.
Não, não há engano, a verba foi mesmo esta, o que revela a forma como os sauditas continuam empenhados em tudo o que é desporto, sem que mostrem qualquer hesitação ou sinal de fraqueza. E quando questionado se não tinha dúvidas ou complexos sobre a proveniência do dinheiro que vai receber, Jon Rahm lembrou os exemplos de Cristiano Ronaldo, Neymar ou Benzema, que aderiram ao projeto de Riade, e têm sido instrumentais na afirmação da mudança que já se vê na Arábia Saudita, país que acolherá o Campeonato do Mundo de Futebol de 2034. O Desporto sempre teve a vocação de aproximar os povos, como instrumento de paz (daí a trégua olímpica nos Jogos da antiguidade clássica grega); agora, em muitas partes do globo, surge como meio para acelerar a evolução de costumes e a sedimentação de princípios até agora desvalorizados, no respeito pela cultura e tradição religiosa e social de cada nação. Poder-se-á falar em revolução ? Não creio (aliás será bom lembrar que os resultados revolucionários da Primavera Árabe fizeram ricochete…). Mas que estamos a ser testemunhas de reformas há alguns anos julgadas impossíveis, estamos!
A Rahm juntar-se-ão em breve outros nomes grandes do golfe planetário, e mais cedo do que mais tarde o LIV receberá o reconhecimento que hoje têm o PGA ou o DPWT. E quando passar o tempo de CR7 no futebol, outros craques lhe sucederão. Um dia será feita a história das mudanças na península arábica (onde estão, além da Arábia Saudita, Catar, Emirados, Bahrein e Kuwait, também grandes investidores) e será reconhecido o extraordinário papel do Desporto num processo delicado e complexo."

Falar de futebol é uma chatice?


"O treinador moderno tem de saber coordenar um grupo de técnicos que sabem mais do que ele em áreas decisivas para melhorar a equipa

Sérgio Conceição diz que está um bocado farto que lhe façam perguntas banais e que ninguém pareça interessado em falar de futebol. Ora falar de futebol é ir à raiz das causas e dos efeitos gerados por uma equipa. Falar de futebol é explicar que já não há equipas que joguem só à defesa ou só ao ataque e que durante um jogo inteiro, é natural que haja ciclos diferentes de superioridade no jogo. Tal como é interessante descobrir algo de que Sérgio também falava na sua última conferência de imprensa e que se prende com a complexidade da dinâmica de onze jogadores num espaço limitado por um retângulo de relva.
E mesmo correndo o risco de estar a falar para o boneco e de matérias que pouco animam audiências, Sérgio atreveu-se a dizer que já muitas vezes mudou o sistema de jogo da sua equipa. Porque, no ataque, o envolvimento dos alas em zonas mais interiores pode mudar a configuração apresentada no ecrã; ou a ação, mais ou menos penetrante, dos defesas laterais; ou o recuo do ponta de lança, como acontece, tantas vezes, com Taremi, para ajudar a resolver o problema de não haver um jogador como Otávio. Num sistema, há muitos subsistemas e nem sempre são inteligíveis no meio das euforias das bancadas.
Há, no entanto, uma elite de comentadores que se aproxima de uma ideia de entendimento do jogo através do uso de um futebolês mais técnico. Foi daí que vieram as segundas bolas, o futebol vertical, as equipas subidas ou descidas, as pressões altas e depressões baixas, as diagonais dos médios, as transições rápidas, os segundos e os primeiros postes, os médios ofensivos e os médios defensivos, que já foram trincos e cabeças de área, tudo termos caídos em desuso.
O domínio da nomenclatura técnica do jogo não garante, porém, o domínio do dito jogo. No entanto, causa boa impressão e dá uma ideia de que para se saber de futebol não basta gostar de futebol e de ir ao estádio ano após, mesmo que seja por muitos anos.
Deve, no entanto, dizer-se, em abono da importância e da complexidade do trabalho do treinador de futebol, que se trata, hoje em dia, de uma atividade cientificamente exigente. Mais do que importa saber ler o jogo e escolher os melhores onzes, é fundamental dominar a dimensão de uma liderança competente de um grupo multidisciplinar e que forma, no seu todo, a chamada equipa técnica. Hoje, como acontece em todos os setores da vida pública ou privada, não existem homens ou mulheres providenciais. E sendo habitual considerar-se que um treinador é um líder solitário que perde jogos e nunca os ganha, a verdade é que o treinador de futebol não é, nem o responsável por todas as derrotas, nem o ser neutro que gosta de afirmar ser em todas as vitórias. O treinador de hoje tem de saber ser um líder moderno e, por isso, capaz de trabalhar e de coordenar quem sabe muito mais do que ele em matérias fundamentais para tornar melhor o rendimento da equipa e de cada um dos seus jogadores.
A verdade é que o futebol evoluiu muito mais do que a maioria dos seus adeptos pensa. Uma maioria que continua a achar, sem que isso deva constituir uma crítica, que falar de futebol a sério é uma chatice. A verdade é que podemos gostar de ver uma noite de estrelas e não ter paciência para ouvir um o científico discurso de um astrónomo. Mas também é verdade que sem o astrónomo continuaríamos sem perceber que algumas estrelas que vimos brilhar nos céus já nem sequer existem. Salvaguardando as devidas proporções, temos de aceitar que um treinador de futebol profissional tem um conhecimento técnico específico, que não deve ser desvalorizado."

Entre o desperdício e a instabilidade, o Benfica volta a escorregar e agrava o mau momento


"No terceiro empate seguido, as águias não foram além do 1-1, em casa, contra o Farense. Os campeões nacionais fizeram 37 remates, mas pecaram na finalização num jogo em que a contestação dos adeptos a Schmidt subiu de tom

Aos 98' do Benfica-Farense, Arthur Cabral, o milionário ponta-de-lança contratado no último verão que só saiu do banco aos 89', fez, num remate acrobático, o 37.º disparo das águias no jogo, o 14.º enquadrado com a baliza dos visitantes. Sem dificuldades, Ricardo Velho agarrou a bola e, logo a seguir, a partida terminou.
O 1-1 final foi pontuado com uma chuva de assobios vindos das bancadas. Depois de quase uma centena de minutos de futebol perdulário, estava ali o terceiro empate seguido para as águias, na sequência de Inter e Moreirense, novo tropeção numa época em que, estranhamente, um treinador recém-sagrado campeão vive em permanente ambiente de pré-crise.
Mais do que nunca, talvez a rejeição de parte dos adeptos a Roger Schmidt tenha atingido novos limites neste final de tarde de dezembro. Aos 64', pouco depois do 1-0 dos algarvios, o alemão decidiu tirar João Neves e Tengstedt para lançar Musa e Gonçalo Guedes. Os protestos incluíram lenços brancos e responsáveis do Benfica, no banco de suplentes, a virarem as costas ao campo para pedirem calma às bancadas, ainda que os seus gestos evidenciassem tudo menos tranquilidade.
De ciclo de instabilidade para ciclo de instabilidade, das dúvidas que foram apaziguadas pela reviravolta contra o Sporting para novo período de questões, desconfiança, contestação. Quatro pontos perdidos em duas jornadas, antes de uma semana em que Schmidt estará, mais do que nunca em exame: vem aí a ida a Salzburgo, que determinará se o Benfica terá Europa depois do natal, e a deslocação a Braga, frente a uma equipa que, passadas 13 jornadas, está apenas a um ponto dos lisboetas.
Entre o coro de assobios e protestos, no meio das faces de inquietação de jogadores que parecem alunos sempre a entrarem para um novo exame cuja matéria não têm muito bem estudada, a falta de pontaria foi a rainha da noite. Só Rafa Silva fez sete remates à baliza, Di María não parou de insistir, mas estes são dias em que os craques hesitam, rematam sem pontaria, cedem em gestos que parecem acessíveis ao seu enorme talento.
Atiçado pela necessidade de vencer, o Benfica entrou com energia e criatividade. Ao intervalo, os campeões nacionais somavam 17 remates, oito deles à baliza. Como comparação, em nenhuma das cinco jornadas anteriores a equipa de Schmidt somou mais tiros enquadrados, na totalidade da partida, do que neste primeiro tempo. Mas o desperdício reinou, qual pecado que deu asas ao gradual crescimento da instabilidade que passa do relvado para as bancadas e das bancadas para o relvado.
Apresentando Kökçü de início pela primeira vez desde o começo de outubro, as águias arrancaram logo perdulárias, com João Mário a finalizar para a primeira das 13 defesas de Ricardo Velho — claramente o melhor em campo — ao longo do desafio. Di María destacou-se no passe, com várias assistências de qualidade para os seus companheiros, um dançarino de tango em assalto constante à área rival, sentindo a falta de parceiros de remate bem-sucedido.
Do outro lado, o Farense de José Mota, confortável na tabela, tentava apresentar o seu jogo vertical, saindo disparado para os contra-ataques. Nos algarvios, as canhotas de Matheus, farol do meio-campo, e de Belloumi, agitador partindo da direita, são a maior ameaça. O filho de Bebeto, aos 19’, disparou muito perto do poste esquerdo de Trubin.
Apesar da valia dos visitantes, o guião foi de domínio local, mas sem correspondência no marcador. Por volta da meia-hora, numa sucessão de lances, Rafa, na pequena área, atirou para intervenção de Velho, enquanto Otamendi cabeceou ao ferro.
Falhar tanto no remate quando se tem do outro lado uma das velhas raposas do futebol nacional é um crime que costuma ter castigo. José Mota chegou aos 422 jogos na I Liga, mais 219 na segunda, e surfou a onda da instabilidade do Benfica.
Aos 51’, após canto de Matheus da direita, Gonçalo Silva fez um primeiro desvio ao de leve na bola, Otamendi um segundo e, apresentando a eficácia que do outro lado não houve, Falcão cabeceou para o 1-0. E eis que, após minutos de bom futebol atacante, o Benfica tinha uma montanha por escalar, tendo de efectuá-lo com uma mochila de pressão e dúvidas às costas.
Passados 13 minutos, deu-se a tal substituição que espoletou a ira das bancadas, tornando a Luz num palco de instabilidade declarada. Eis um estádio que, no final de maio, era todo alegria, a terminar o ano num anunciado divórcio entre adeptos e treinador. Faltava mais de meia-hora, tempo suficiente para dar a volta, mas o que sobrava em minutos faltava em cabeça.
No único dos quase 40 tiros do Benfica com sucesso, Rafa, aos 71', empatou. O lance voltou a nascer em Di María, pai de quase todas as jogadas de perigo, e a ter continuidade em Aursnes, que lê as conduções do argentino, temporiza para não ficar em fora-de-jogo e serve quem aparecer na área.
Seguiram-se minutos em que o Farense, experiente, escondeu a bola, fez correr rios de nervos benfiquistas, jogou com o tempo. Até que, nos descontos, o futebol direto dos locais voltou a trazer um rio de remates. E um festival de falhanços e de brilho de Ricardo Velho.
Gonçalo Guedes atirou ao lado aos 88'. O guardião travou um tiro de Rafa aos 89'. Musa atirou sem pontaria aos 94' e aos 96'. Muscat fez, também aos 96', um corte providencial.
O desafio terminaria com o tal remate acrobático de Arthur Cabral, que é um símbolo do começo dos problemas do Benfica versão 2023/24, um campeão nacional com um mercado errático, com gente que entra e sai do onze sem se perceber qual a ordem de prioridades do treinador. Schmidt lançou o jogo dizendo que havia motivos de felicidade face ao “pacote completo” da época. Vendo as reações das bancadas, a opinião não é partilhada."

Assim, quem não chega ao Natal somos nós.


"Benfica 1 - 1 Farense

Primeira parte com mais remates, mais grandes oportunidades, mais golos esperados do que todo o jogo de Moreira. E muito, muito, muito desperdício. Segunda parte começa igual. Vem o golo do Farense e começa a ansiedade e a desorientação. E Schmidt a fazer substituições que revoltam a bancada. Coro monumental de assobios.
Grande jogada para o 1-1. Finalmente Rafa! O que ele já tinha desperdiçado só neste jogo.
Polícia de choque nas bancadas, perto do banco do Benfica, para quê? Mais revolta, mais assobios, mais confusão. Isto não ajuda nada.
Os jogadores do Farense aproveitam e passam a vida no chão. E o Benfica continua a desperdiçar.
89' entra Arthur Cabral. Agora, para quê?
Atitude não lhes faltou hoje. Tivessem-na tido assim noutros jogos. Mas faltou, entre outras coisas, um matador. Um erro de gestão desportiva que se paga caro. Tínhamos um e vendê-mo-lo abaixo da cláusula. E os que cá estão não marcam. Estamos na luta, não se perdeu nada, mas assim, com tanta instabilidade dentro e fora do campo, vai ser complicado."

A Verdade do Tadeia - Flash - Braga...

A Verdade do Tadeia - Flash - Benfica...

Aguilar: Schmidt...

Águia: Farense...

Vinte e Um - Como eu vi - Farense...

Esteves: Farense...

Bello: Farense...

Bigodes: Farense...

BI: Farense...

5 minutos: Farense...

Terceiro Anel: Diário...

Central, excerto...

Total, excerto...

RTP, excerto...

Números...


"Esta tabela vai diretamente para aqueles que defendiam acerrimamente o Vlachodimos e chegaram, inclusive, a assobiar o Trubin na sua estreia, que são basicamente os mesmos que agora assobiam o Roger. "Não é por aí", diziam eles do grego.
Também "não é por aí" nas arbitragens.

𝗡𝗼𝘁𝗮: Para que fique absolutamente claro, ninguém está a criticar o Ody, a quem desejamos a melhor das sortes. O foco da publicação nem é esse, mas sim aqueles que, na ânsia de criticarem tudo e todos, queimam jogadores e treinadores a torto e a direito na fogueira da Luz sem que se dê oportunidade de mostrarem que são capazes."