Últimas indefectivações

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Sobre o custo-benefício do ‘nosso’ Mundial-30 e a sensação de ingratidão


"Ana Catarina Mendes, ministra que tutela o Desporto, quando questionada no parlamento, na última semana, sobre as perspetivas custo/benefício da co-organização do campeonato do Mundo de 2030, manteve a sobriedade e o recato, e não quis alongar-se demasiado sobre a matéria, por prudência, atendendo a que faltam ainda seis anos e sete meses para o kick off, no estádio Centenário em Montevideu, palco de dez jogos, um século antes, do primeiro Mundial da história. Porém, a governante deixou duas certezas: a primeira de que não será preciso construir novos estádios; a segunda de que o evento será financeira e infraestruralmente benéfico para Portugal. Ao contrário do que sucede com Espanha, que não organiza um grande evento de futebol desde 1982, ou de Marrocos, que nunca albergou um competição planetária, o nosso País foi sede do Euro-2004 e, do ponto de vista da edificação de estádios, está bem servido.
E, por mais que se aceite que era possível ter feito o Europeu com menos estádios (se o tivéssemos sugerido, a organização teria sido entregue a Espanha, porque o maior trunfo argumentativo da candidatura portuguesa foi precisamente a renovação do parque desportivo), e ainda que em muitos casos houve uma megalomania que acabou em despesismo sem retorno (em vários estádios, nomeadamente Aveiro, Leiria, Coimbra e Algarve, era possível ter criado bancadas provisórias, como fez agora o Catar, evitando o sobredimensionamento que se tornou, ao longo das últimas duas décadas, evidente), a verdade é que organizar o Campeonato da Europa de 2004, seis anos depois da Expo-98, rasgou um País novo, mais aberto ao Mundo, e com resultados, intangíveis à altura mas que agora são mensuráveis, no boom turístico entretanto espoletado.

Custos razoáveis que são investimento
Co-organizar o Mundial de 2030, onde deveremos albergar entre 15 e 18 jogos nos estádios da Luz, Alvalade e Dragão, terá custos razoáveis, derivados, sobretudo, de novas infraestruturas para o País, exigidas pela FIFA, e constantes do caderno de encargos assumido pelo Governo, nomeadamente ao nível da ferrovia e demais transportes públicos, por estrada ou por ar, da capacidade hoteleira e da fiabilidade do sistema de saúde.
Ao contrário de Marrocos, que se prepara para gastar 500 milhões de euros num só estádio, em Casablanca e que irá desenvolver outros projetos, em várias cidades, ou de Espanha, que entretanto já viu Real Madrid, Atlético de Madrid, Athletic Bilbao e agora Barcelona com novos ou remodelados estádios, mas vai investir noutras localizações, Portugal deverá centrar esforços num tipo de modernização que aproveitará a todos, sendo o Mundial apenas um pretexto para as coisas serem feitas em tempo útil (e sabe-se como, sem prazos, Santa Engrácia continuará a andar por aí, como aconteceu durante décadas com o Alqueva, ou sucede, quase desde o tempo em que Gago Coutinho e Sacadura Cabral atravessaram o Atlântico Sul, com o novo aeroporto de Lisboa).
Mais uma nota, que é relevante: haverá uma obrigatoriedade de proporcionar condições de treino às seleções que por cá vão atuar. Que já estão feitas, e são de nível mundial, em Alcochete, Seixal, Olival ou Braga, além de estádios que podem ser incorporados neste esforço, e que acarretarão despesas irrelevantes. Aliás, optar por não rentabilizar, neste contexto, as infraestruturas desportivas existentes, seria um ato, no mínimo, de gestão danosa…
Mas, apesar da prudência de Ana Catarina Mendes perante o parlamento, será possível fazer, desde já, contas ao Mundial português de 2030? Tentemos, socorrendo-nos dos números que têm sido avançados em Espanha, e procurando adaptar a realidade deles à nossa, numa escala de um para quatro, ou seja, dividimos por quatro o que nuestros hermanos projetam para o seu próprio país.

Prever Portugal através da Espanha
Esperam os espanhóis gastar (à data de hoje, e a verdade é que estas realizações acabam sempre inflacionadas, por cá e nos outros países…) 1430 milhões de euros com o Mundial. Digamos, então, que Portugal despenderá de 350 milhões para cumprir a sua parte (embora a ferrovia espanhola seja boa e a nossa não, o que nos acarretará maior investimento, e, por outro lado, que os nossos vizinhos tenham de gastar mais em estádios do que nós).
E que impacto positivo antecipa Espanha? Apenas dez mil milhões de euros, entre alojamento e gastos dos turistas do futebol. Seguindo a mesma lógica, podemos estar a falar de 2,5 mil milhões para Portugal que, segundo os números espanhóis, terá um acréscimo de 26 mil novos empregos e um aumento do PIB na ordem dos mil milhões.
Mas, e aqui voltamos à discussão de 1998 e de 2004, onde mentes de vistas curtas fizeram contas de merceeiro (com o devido respeito para a classe), não nos podemos esquecer de acrescentar os lucros intangíveis, provenientes da visibilidade acrescida de Portugal a nível planetário, e da importância que terá no futuro, em todas as áreas.
Não é por acaso que, quando há um grande evento, os candidatos se multiplicam. É que cada vez, especialmente a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles-84 e, dez anos depois, do Mundial de futebol realizado nos Estados Unidos, estes eventos passaram a ser, em boa parte por causa dos direitos televisivos, que hoje em dia transcendem em muito as plataformas tradicionais, mas também devido a uma mobilidade turística cada vez maior, fruto de fenómenos como as companhias low cost ou os Airbnb, uma árvore das patacas que todos querem abanar.
Faltará falar da importância que Fernando Gomes e a sua equipa — e de Tiago Craveiro, que continua a ser inestimável mais-valia — tiveram na negociação política de um processo que chegou a ter a Ucrânia como partner, e acabou por dar xeque-mate à concorrência com a inclusão (justificada histórica e geograficamente) de Marrocos. Não é o futebol português, ou os adeptos de futebol, que lhes devem estar gratos, é o País no seu todo, que volta a ter oportunidade para dar um salto quântico no crescimento.

Será que o Estado podia fazer melhor?
E é aqui que fica na boca um travo amargo a ingratidão do Estado face ao futebol, que é traduzido numa carga fiscal redutora, que nos deixa em desvantagem concorrencial com os nossos pares externos. Devia ser mais do que tempo para o Governo (e já não será neste Orçamento de Estado para 2024) olhar menos para o politicamente correto, ou para o que poderá sair dos residentes nalgumas capelinhas, que vivem e falam em circuito fechado, sem o impacto nacional que muitas vezes lhes é indevidamente creditado, e fazer justiça fiscal ao futebol, que, apesar de culpas próprias e comportamentos censuráveis e lamentáveis (e o futebol, nesse particular, será pior que a banca, a política ou a construção civil, ou, ao invés, apresenta os mesmos defeitos e virtudes da restante sociedade?), serve para umas coisas e não serve para outras…

Direito a um pouco de especulação
Como estará o futebol português em 2030? Terá acontecido algum milagre suscetível de parar a queda dos clubes nacionais no ranking da UEFA? Uma coisa pode ser dada como garantida, atendendo à forma como a formação é cuidada no nosso País: nos próximos anos, até ao Mundial, vão emergir novos talentos, que irão disputar um lugar no onze luso. Porém, se nos quisermos manter no âmbito dos futebolistas que já conhecemos, seria possível antecipar uma equipa assim (entre parêntesis a idade em 2030), em 4x3x3: Diogo Costa (30); Dalot (31), António Silva (26), Gonçalo Inácio (28) e Nuno Mendes (28); Florentino Luís (30), Daniel Bragança (31) e João Neves (25); João Félix (30), Gonçalo Ramos (28) e Rafael Leão (30).
E aos novos, que não antecipamos quem possa entretanto dar o salto, embora seja certo e seguro que muitos o farão, ainda podemos acrescentar jogadores quem em 2030 serão mais veteranos, mas nada que se compare com Pepe ou CR7: Rúben Dias (33), Bruno Fernandes (36), Bernardo Silva (35), João Cancelo (36), Diogo Jota (33), Pedro Neto (30) ou José Sá (37).
O futuro é já ali, e 2030 é um bom ano para agarrá-lo…"

O que pode mudar nas leis de jogo do futebol em 2024/25


"O International Board (IFAB), conhecido como o guardião das leis de jogo no futebol mundial, voltou a reunir na passada quinta-feira.
Desta vez o seu painel de aconselhamento técnico (composto maioritariamente por individualidades com conhecimentos técnicos apurados, como ex-árbitros e ex-jogadores) debruçaram-se sobre possíveis melhorias em relação a vários questões sensíveis.
Três ou quatro temas deverão merecer atenção particular na reunião geral do próximo mês de março, altura em que geralmente são aprovadas as alterações às leis para a época seguinte.
A questão do tempo útil voltou a estar em cima da mesa. As perdas de tempo deliberadas e as táticas antidesportivas geralmente utilizadas para quebrar o ritmo de jogo foram discutidas ao pormenor, por continuarem a ser um problema visível para todos.
É entendimento daquele grupo que devem ser encontradas soluções mais eficazes para tentar erradicar com esses expedientes de vez. Entre as medidas que podem ser equacionadas, estão a aplicação mais rigorosa da regra dos "seis segundos" (relativa à posse de bola dos guarda-redes), as ações a tomar em relação a atrasos ostensivos nos reinícios de jogo e ainda a gestão mais eficaz das lesões (nomeadamente na sua avaliação, entrada das equipas médicas/macas e transporte de jogadores lesionados para o exterior do terreno).
É provável que existam novidades nessa matéria para 2024/25.
Além disso, voltou-se a falar dos comportamentos de técnicos e jogadores, sobretudo em relação às palavras, gestos e atitudes antidesportivas, que aumentaram exponencialmente um pouco por todo o lado.
O painel chegou à conclusão que é necessário travar a onda crescente de manifestações de intolerância em campo (que influenciam negativamente o ambiente cá fora), dando ao árbitro mais poder para intervir e agir, em modo "tolerância zero".
Em alguns casos, poderá por exemplo ser incrementada a medida de que apenas os capitães de equipa se poderão dirigir ao juiz do encontro, sendo os únicos interlocutores da equipa. É também expetável que surjam outras opções capazes de diminuir/combater esse fenómeno.
Mas a medida que mais suscitou interesse e que foi amplamente discutida foi a criação de uma comissão para analisar o atual "Protocolo VAR" e perceber para onde deve (ou não) evoluir.
Este é um tema que o mundo do futebol discute há algum tempo, sobretudo devido aos erros de análise que continuam a ser cometidos na era pós-tecnologia e à incoerência de algumas intervenções, ora mais assíduas, ora demasiado ligeiras.
Não me parece que seja fácil criar o equilíbrio perfeito entre o apoio que a ferramenta pode dar e a manutenção da dinâmica e emoção do jogo, mas pode ser possível evoluir para um patamar em que essa ajuda possa aumentar para cada um de nós a perceção de que a verdade desportiva está efetivamente a acontecer dentro das quatro linhas.
Por esta altura, há uma coisa que me parece evidente: a intervenção do VAR em lances de pura interpretação (os chamados lances subjetivos) dará sempre mais controvérsia do que paz ao jogo.
As entradas no limite (amarelo/vermelho) ou os lances cinzentos na área (penálti/não penálti) jamais terão decisões inatacáveis que agradem a gregos e troianos. Fará sentido o recurso à tecnologia quando ela não garante, para todos, o acerto inequívoco da decisão?
Já se cingida a lances puramente factuais e indiscutíveis, o número de paragens na partida seria inferior e a discussão sobre a justiça da decisão final deixaria de existir, face à sensação de justiça que seria reposta no imediato.
Não seria interessante pensarmos nisso?
Compreendo que seja frustrante haver um instrumento de qualidade que possa corrigir outros erros menores em campo, mas se o seu uso acarretar mais paragens e ruído do que entusiasmo e aceitação... valerá mesmo a pena?
Mas nestas coisas não há verdades absolutas e o melhor mesmo é esperarmos pelos próximos capítulos.
Certo, certo é que o futebol é um espectáculo fascinante e que merece ser tratado com muito cuidado por parte de todos os que têm a responsabilidade de o tornar num espetáculo verdadeiro, apelativo e excitante."

Segundo Poste...

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Mais uma vitória...

Benfica 3 - 0 Esmoriz
25-14, 25-23, 25-20

Recordo que o Esmoriz é uma das melhores equipas, logo a seguir à Fonte e ao Sporting...

Ainda é cedo, o grande teste na minha opinião será na Europa (e depois nos play-off's...), mas creio que acertámos nos reforços: Banderó e Eshenko estão a acrescentar...

Empate em São Miguel...

Santa Clara 1 - 1 Benfica
Cauê


Ponto importante, fora de casa, contra um dos candidatos à subida...

Vitória sobre o Vitória!

Setúbal 20 - 34 Benfica
10-12

Ontem, no meio da azia do empate do futebol, 'esqueci-me' que no andebol, ganhámos em Setúbal!

Mais uma secção atingida pelas lesões desde do início da época, agora foi o Djordjic, que ficará fora nas próximas semanas!

Bruxedo?!


"O Sport Lisboa e Benfica esclarece a situação clínica dos seguintes jogadores da equipa de futebol profissional.

INFORMAÇÃO CLÍNICA
Bah: edema ósseo do segundo metatarsiano do pé esquerdo
Kökcü: fascite plantar do pé direito
Neres: lesão do menisco interno esquerdo
Musa: amigdalite bacteriana"

Empate com o Casa Pia


"O resultado (1-1) com o Casa Pia na Luz penaliza a ineficácia da equipa que, em situação de vantagem, não conseguiu garantir os três pontos. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Frustração
Roger Schmidt não esconde o sentimento de frustração na sequência do empate a uma bola, na Luz, com o Casa Pia: "Estou muito frustrado, porque queríamos vencer o jogo. Queríamos realizar um bom desempenho, e penso que começámos bem, praticámos bom futebol. Criámos oportunidades, mas não tivemos eficácia para marcar mais golos, e na defesa cometemos dois erros grandes. A equipa tentou tudo para marcar o segundo golo. Há que trabalhar e melhorar em termos individuais e coletivos."
O treinador do Benfica deixou uma palavra de apreço aos adeptos: "Foram fantásticos, apoiaram-nos. Estão tão frustrados como nós, porque querem ser campeões, tal como nós."

2. Desilusão
Aursnes revela o estado de espírito da equipa após o empate: "É um resultado muito desapontante. Queríamos ganhar, teríamos ficado na liderança. Devíamos ter 'matado' o jogo e não os deixar entrar na partida."

3. Casas em força na Luz
O Jogo das Casas bateu recordes de presença das embaixadas do Benfiquismo na Luz. 132 estiveram e desfilaram na Catedral.

4. Na Ronda de Elite
O Benfica está na Ronda de Elite da Liga dos Campeões de futsal. O apuramento foi obtido ao ganhar, por 1-8, ao Dobovec.
Mário Silva salienta o desempenho de acordo com o pretendido: "Conseguimos, de uma forma competente, alcançar os nossos objetivos, que passavam pelo apuramento para a Ronda de Elite em 1.º lugar no grupo."

5. Restantes resultados
Em andebol, triunfo nos masculinos na deslocação ao Vitória de Setúbal (20-34) e, nos femininos, na receção ao SIR 1.º de Maio (46-31). Em basquetebol, vitória sobre o Imortal, por 103-58. A equipa feminina de futsal ganhou na visita ao Nun’Álvares, por 1-2. No hóquei em patins (feminino), três pontos conquistados no reduto da APAC Tojal (2-5). E, no voleibol, vitória, por 0-3, no pavilhão da AA Espinho.

6. Várias partidas agendadas
A equipa B visita o Santa Clara, às 15h30 (14h30 locais). Às 17h00, embate com o Esmoriz, na Luz, em voleibol. As equipas femininas de basquetebol e voleibol também jogam na Luz, respetivamente às 15h30 e 21h00."

Tailors #15 - António Simões

Schmidt está perdido nos que 'têm de jogar'


"O empate com o Casa Pia, depois das três derrotas na Liga dos Campeões, confirma apenas os sinais negativos já identificados no modelo benfiquista, e que, se nos oferecermos um pouco mais de distanciamento para que se vislumbre todo o cenário, percebemos que virão desde o final da última época. Terão que ver, sobretudo, com a perda gradual de confiança dos jogadores no processo, que se acentuou esta temporada com a escolha perfis diferentes e uma interpretação errada por parte de Schmidt de que era momento para apontar a um registo mais ofensivo, mesmo em cima de terreno pouco firme, depois da perda de jogadores até aí sido nucleares – por escolha sua, Florentino, e não é o penálti cometido, que espelha a falta de ritmo e de confiança e, provavelmente, a necessidade de ter de voltar a mostrar-se útil, que me faz mudar de opinião; Gonçalo Ramos e Grimaldo, por questões de mercado.
É verdade que o Benfica ao atacar desequilibrado expõe-se demasiado defensivamente no momento do erro, mas também a forma como defende, sem o mesmo critério, impede que o ataque possa ser feito em qualidade e em número. Schmidt está neste momento perdido ‘nos que têm de jogar’ e as suas opções não estão a encontrar o equilíbrio, mesmo com a reentrada de Florentino. É preciso rever tudo, se é para manter a pressão alta e a contrapressão como princípios nucleares. O Benfica, neste momento, precisa de olhar para a forma como defende – que lhe dará unidades mais juntas também quando ataca – antes de dar o próximo passo.
Kokçu ‘tem de jogar’, porém Florentino, a meu ver, também. Tal como João Neves. Mas se o turco entrar não pode ser Rafa a fechar o meio, porque simplesmente não o faz. Aursnes é obrigatório, mas sobretudo no ataque: na esquerda, ajudará Jurásek na questão da largura ou combinará melhor com Bernat. No meio, tapará o corredor central, algo que o Benfica tem de privilegiar. Neves também o pode fazer, numa falsa posição 10. Ou Gonçalo Guedes, que poderá acrescentar depois a explosão que faltará ao jovem médio, ao mesmo tempo que contribui na pressão. Igualmente Di María ‘tem de jogar’, mas este Rafa indefinido terá mesmo? João Mário, por outro lado, também é importante. Já Musa é o mais parecido com Gonçalo Ramos.
Não há outra forma, Schmidt não pode continuar a fugir para a frente."

Os 7 pecados de Schmidt e Rui Costa


"É fundamental saber gerir as expetativas internas e externas, para que a pressão não se torne insuportável em momentos delicados

A época do Benfica não está a correr como o esperado. Se internamente os resultados vão disfarçando as más exibições, num contexto de maior dificuldade e equilíbrio, como a Liga dos Campeões, as fragilidades são mais expostas e a capacidade coletiva é colocada em causa. Existem alguns fatores que contribuíram para a atual situação do Benfica, e que distribuem responsabilidades, tanto pelo treinador, como pelo presidente.

1 - (Des)organização defensiva
Este é o primeiro pecado e aquele que deveria ter merecido maior atenção por parte de Roger Schmidt. No seu reinado, a equipa encarnada demonstrou sempre um ponto fraco: permite que os adversários explorem, com liberdade e tempo, o espaço existente entre a linha do meio-campo e o setor defensivo. Quando falha a primeira zona de pressão, a equipa fica muito exposta. Este é um problema que já existia na última época, mas que, este ano, está a ser exponenciado. Porquê? Porque a equipa perdeu capacidade de pressão coletiva ou organização na frente de ataque, algo que parecia estar bem rotinado no último ano. Outra justificação é que os adversários já conhecem a forma de trabalhar do Benfica e percebem como podem explorar este ponto fraco. Se os adversários percebem e exploram esta debilidade, a questão que devemos colocar é: por que motivo Schmidt não consegue melhorar o equilíbrio coletivo? Será que isto se resolve com a substituição direta de jogadores? Ou será que a equipa tem de melhorar os posicionamentos e a organização defensiva, tanto no momento de perda de bola, como em defesa posicional?

2 - Vlachodimos e expetativas
Este é outro aspeto que pode estar a ter influência na prestação do Benfica. Neste caso, não estão em causa a qualidade de Trubin ou as opções do treinador. O que está em causa é a forma como se justificou uma opção! A forma é importante, porque um balneário é composto por vários jogadores que entendem que devem jogar. A expressão nas costas dos outros vemos as nossas acaba por encaixar na perfeição. O treinador é soberano e podia ter decidido colocar Vlachodimos no banco, mas não da forma pública como o fez. Depois há ainda a gestão dos restantes jogadores. Repare-se em Morato: o Fulham ofereceu €25 M e demonstrou que o central iria ter preponderância num clube que joga numa grande liga. O Benfica recusou vendê-lo, com a justificação de que iria ser importante. A expetativa criada foi diferente do que está a acontecer e isso cria cisões. Não estou com isto a dizer que Morato deveria ser titular indiscutível, até porque António Silva e Otamendi estão bem, o que refiro é que o Benfica podia e devia ter três titulares que se pudessem revezar e evitar desgaste físico e emocional. Quanto melhores as opções, mais capacidade tem de ter o treinador para as gerir! Termino como comecei este ponto, a forma como se fazem as coisas faz toda a diferença na gestão de um balneário cheio de egos.

3 - Sucessão de Grimaldo
O Benfica já sabia que Grimaldo não ia continuar e teve tempo para ir ao mercado procurar uma boa solução. A opção recaiu em Jurásek. A expetativa é enorme, não só porque vem substituir um jogador que acrescentava muito em termos ofensivos, mas também pelo valor da transferência (€14 M). Refiro sempre que o caro ou barato depende do rendimento. Contudo, analisando as performances do jogador checo, vejo o seguinte: defensivamente não sabe fechar por dentro quando a bola está do lado contrário, tem muitos erros na abordagem de 1x1 pela forma como coloca os apoios. Ofensivamente não é um prodígio ou um jogador com uma técnica muito apurada e tem debilidades na receção de bola. Como ponto positivo, tem capacidade física para fazer todo o corredor e ainda é jovem, pelo que pode evoluir. A questão é que perante este cenário, e por €14 M, o Benfica deveria ter contratado uma solução efetiva e não um jogador que tem muito para melhorar, em vários aspetos. Aqui colocam-se as seguintes questões: perante estas características, o scouting do Benfica avalizou este jogador? Ou foi um pedido do treinador? Ou será que foi o presidente? A realidade é que Jurásek está a ser mais um problema, para todos, do que uma solução, incluindo para Roger Schmidt que não lhe tem dado a titularidade de forma regular e em jogos importantes.

4 - Saída de Gonçalo Ramos
Roger Schmidt teve o mérito de potenciar e fazer crescer Gonçalo Ramos. Apesar disso, internamente, muitos ainda desconfiavam do seu valor. A forma como o dossier foi gerido demonstra isso mesmo. Foi o único jogador de Seleção que não viu o contrato ser melhorado, mesmo tendo um enorme rendimento, o que demonstra o desejo que existia de vender o jogador. Analisando o plantel do Benfica, há três jogadores para a posição de avançado: Musa, que já estava no plantel e que demonstrou ser muito útil. Tengstedt, que custou €10 M e que nos faz questionar o motivo da sua aquisição, quando apenas teve uma época de nível interessante, no campeonato norueguês. Será que as caraterísticas que apresenta são assim tão interessantes e encaixam na forma como o Benfica pretende jogar, para ter sido feito um investimento desta dimensão? Foi o scouting, o presidente ou o treinador que identificaram este jogador? Será que vem fazer a diferença? Por último, Arthur Cabral, que custou €20 M mais €5 M em variáveis, que segundo consta são fáceis de alcançar. Para um investimento desta magnitude tem de haver uma base de avaliação que dê segurança a quem promove a contratação. As questões que se colocam são: será que eram estas as caraterísticas que o Benfica procurava? Mais uma vez, foi jogador do scouting, presidente ou treinador? Uma coisa é certa, a forma como o Benfica está a jogar não potencia as caraterísticas do jogador. Ou o treinador muda a dinâmica ofensiva ou a pressão sobre o atleta será bem maior…

5 - Comunicação
Este ano, com um contexto mais adverso, a comunicação de Roger Schmidt não tem sido tão assertiva, pelo contrário. Algumas declarações têm sido no mínimo estranhas, como aquelas em que referiu «é difícil fazer melhor que no último ano». Ora, no último ano o Benfica venceu o campeonato com dois pontos de vantagem e chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões mas, na realidade, Nélson Veríssimo tinha conseguido o mesmo no ano anterior… sem o investimento considerável que foi feito esta época! A afirmação «os jogos mais importantes são contra o FC Porto» antes de um jogo da Liga dos Campeões é algo inexplicável. Foi também muito infeliz quando, no final do jogo com o Estoril, disse a um jornalista: «Acho que a minha abordagem foi correta, mas vamos esperar pelo momento em que seja treinador para saber como decidirá.» Tudo isto demonstra desnorte. A comunicação deve ser utilizada de uma forma inteligente e estratégica, de forma a retirar algo de positivo. Por outro lado, Rui Costa, com as suas declarações, criou uma enorme expetativa nos adeptos, ao ponto de reiterar o desejo de voltar a ser campeão europeu e de apanhar a onda positiva do último ano, à qual juntou as boas contratações de Kokçu ou Di María. A realidade é que é fundamental saber gerir as expetativas internas e externas, de forma a que a pressão não se torne insuportável em momentos mais delicados!

6 - Custos operacionais
Os custos operacionais aumentaram €15 M, justificados pelo aumento dos Fornecimentos e Serviços Externos (de €67 M para €82 M)! Com o mandato de Rui Costa esperava-se inversão desta tendência e a realidade é que não só não foi invertida como ainda foi exponenciada. Se juntarmos um orçamento substancialmente superior no futebol e a saída precoce da Champions, não restará ao Benfica outra opção senão vender mais jogadores. O descontrolo faz com que a venda de um jogador, Gonçalo Ramos, já não chegue para alimentar a máquina e isso é muito preocupante e cria uma enorme pressão em todos. O rigor na gestão é fundamental para se atingirem resultados de forma consistente.

7 - Carta branca ao treinador
Depois da renovação de Roger Schmidt todos percebemos que o treinador encarnado ficou com poderes reforçados. Um clube deve confiar no seu treinador a 100 por cento. Deve criar com ele uma ligação de forma que todos unidos consigam atingir os objetivos. Contudo, num clube organizado e profissional, como é o caso do Benfica, um treinador nunca deve ter carta branca para decidir a estratégia do clube. Por dois motivos. Por um lado, o treinador está hoje mas amanhã pode não estar. Já o clube ficará sempre e tem de ter uma estrutura capaz de se manter coesa, independentemente do treinador que estiver no comando. O segundo motivo é que se as coisas correrem menos bem, em vez de contratar um treinador com um perfil definido, o clube vai procurar um salvador…

A valorizar
Evanilson: Foi eleito o jogador da semana da Liga dos Campeões. Entrou ao minuto 44 e fez três golos, dois de belo efeito. O seu regresso a 100 por cento poderá ser fundamental para o crescimento ofensivo do FC Porto.

A desvalorizar
Pochettino: Aqui se prova que um plantel com muita qualidade não é sinónimo de uma equipa competitiva. Pochettino foi contratado com a missão de devolver a glória ao Chelsea. Ao fim de 10 jogos tem apenas 12 pontos…"

Não se chama Musa, além disso não veste de vermelho!!!

Acontece!!!


"Este é o Samu Silva, jogador do Vizela e formado nas escolas do FC Porto.
Samu Silva, que no Arouca-Vizela de há 2 épocas, com o resultado já definido, a mando do seu treinador - o Zé da boina -, de tudo fez para que o árbitro Tiago ‘moedas’ Martins lhe mostrasse o cartão amarelo e, assim, atingisse uma série de cinco cartões na Liga que lhe permitissem cumprir um jogo de suspensão na jornada seguinte, quando o Vizela recebesse o FC Porto.
O árbitro, apercebendo-se de que Samu estava a forçar o cartão, acabou por não ‘ir na cantiga.
Mas Samu Silva não queria jogar. Jogou. E fez valer a pena, pois marcou um autogolo.
Hoje, teve a "infelicidade" (chamemos-lhe assim) de não conseguir concretizar este golo cantado.
Acontece aos melhores!! 😏"

Mais do mesmo

Jaime Cancella de Abreu, in O Jogo

Um Benfica em busca da identidade perdida tropeça contra o Casa Pia


"Em exibição aquém do exigido, a equipa de Schmidt não foi além do empate (1-1). João Mário, num grande golo, deu vantagem às águias e Trubin defendeu um penálti, mas os visitantes expuseram o mau momento dos campeões nacionais

Roger Schmidt começou, logo na conferência de imprensa de antevisão, a fazer do Benfica-Casa Pia uma espécie de busca pela melhor face da equipa, uma procura por aquele conjunto pressionante e agressivo de boa parte da época passada. Em 2022/23, o bom funcionamento da equipa desde o verão fez com que, durante vários meses, a coisa andasse quase por inércia, uma equipa feita de memória e sem alterações, vitórias atrás de vitórias graças a esse automatismo, engenharia alemã feito conjunto de futebol.
Agora, tudo é diferente. Pressiona-se menos e pior, muda-se mais no onze, os reforços, como diz o treinador, “não estão a nível top”. Arthur Cabral parece perdido na frente, Jurasek evidencia limitações técnicas. O público reage e assobio.
No meio deste cozinhado de problemas, apareceu o Casa Pia, da identidade conservada de Filipe Martins, o oposto da confusão reinante no Benfica, uma equipa capaz de, aos 96', levar a bola até ao seu guarda-redes e sair a jogar de forma apoiada pelos defesas. O 1-1 é o quinto jogo em 14 partidas desta temporada que as águias não vencem: no ano passado foi preciso realizar 28 encontros para que o Benfica chegasse aos cinco sem ganhar.
Neste mar de dúvidas, o silêncio da Luz após o 1-1, marcado por Larrazabal aos 81', eram uma ruidosa ausência de barulho, quase reconhecimento tácito por parte do público dos problemas da equipa. Nos últimos minutos houve uma reação, liderada por João Neves e António Silva, o Seixal ao resgate, mais aí Ricardo Batista disse presente.
Desde 1930, quando os dois clubes da capital empataram a um numa partida a contar para o Campeonato de Lisboa, que o Casa Pia não conseguia sair de casa do Benfica sem uma derrota. Apostado em fazer história, o conjunto de Filipe Martins entrou com boas intenções, pressionando alto e tentando explorar alguma intranquilidade dos campeões nacionais. Aos 20’, após cruzamento do sempre enérgico Soma, Lelo, num cabeceamento por cima, deu a primeira sensação de perigo na Luz.
Os 30’ iniciais das águias foram a continuidade emocional da derrota contra a Real Sociedad. Futebol nervoso e desligado, com perdas de bola, pouca confiança e algum desconforto vindo da bancada a cada ação menos conseguida. Exemplo disto sucedeu aos 17’: o Benfica fez o que Roger Schmidt pedira na antevisão, recuperando algo, mas depois Rafa, com espaço para criar perigo, desperdiçou o lance com um passe para as costas de João Mário.
Com o decorrer do tempo, os locais foram melhorando. A primeira oportunidade surgiu aos 25’, quando Arthur Cabral rematou para defesa de Ricardo Batista. O final de tarde do brasileiro, titular na ausência de Musa (a contas com uma amigdalite), voltou a ser complicado. Lento de movimentos, voluntarioso mas desacerto, dando ideia de ser um peixe fora de água, um corpo estranho na frente que já provoca desconfiança vinda das bancadas. Novo jogo sem marcar, acabando substituído, aos 74’, por Tengstedt, entre aplausos e assobios.
Benfica e Casa Pia estarão para sempre unidos por Cosme Damião, o fundador das águias que foi aluno da Casa Pia. Mas a exibição dos campeões nacionais esteve longe de ser uma homenagem ao homem que dá nome ao museu do clube.
Ainda assim, o melhor período dos da casa surgiu na reta final do primeiro tempo. Aos 35', após bela assistência de calcanhar de Rafa, David Neres, já em queda, permitiu a defesa de Ricardo Batista.
Quando a Luz já se transformava mais caldeirão de ansiedades do que força que empurrava a equipa, quando os maus passes se começam a acumular para desespero da bancada, veio um momento de inspiração, uma luz no meio da escuridão.
Aos 44', João Mário recebeu de Aursnes, novamente lateral-direito, ajeitou e rematou forte e colocado, numa viagem triunfal para o 1-1. Desde 16 de março que o outrora médio sem golo que lutou por ser o goleador do campeonato passado não marcava na principal competição nacional. O golo em cima do intervalo era um golpe duro nas ambições do Casa Pia, mas, em vez de dar embalo para uma segunda parte de maior nível, pareceu adormecer o Benfica.
Jajá, brasileiro de 22 anos, estreou-se a titular pelo Casa Pia. Cavalgando pelos flancos, ora pelo direito, ora pelo esquerdo, foi um foco de instabilidade para a defesa do Benfica, conduzindo, driblando, agitando.
Aos 54', Florentino, de volta ao onze, derrubou o extremo dentro da área. No entanto, na cobrança do castigo máximo, Felippe Cardoso não fez jus ao apelido que, trocando uma letra, tantas vezes foi sinónimo de golo na Luz. Trubin, com classe, repetiu o que já fizera contra o Portimonense e defendeu o remate. Há 40 anos que um guarda-redes do Benfica não parava dois penáltis na mesma edição da I Liga.
Tal como o golo de João Mário, o penálti defendido não melhorou o Benfica. As águias deixaram o encontro correr, sem rasgo ou ambição, vendo os visitantes desperdiçarem oportunidades. Jajá e Soma iam ameaçando, Felippe voltou a falhar e aos 81' chegou o esperado 1-1.
Beni Mukendi, que entrou par dar vigor renovado ao meio-campo visitante, lançou Larrazabal, basco de pulmão incansável, na profundidade. Este aproveitou a passividade de Jurasek para rematar de ângulo apertado, surpreendo Trubin, que não escondeu a frustração.
Depois de instantes de quase anestesia da Luz, houve um assalto final ao triunfo. Ali, o Benfica teve a ambição que faltou, a pressa que nunca revelou, a urgência contra-relógio. Mas não chegou.
Aos 86', Florentino cabeceou à barra, a bola bateu nas costas de Batista e parecia destinada a Tengstedt. O guardião, heróico, evitou que o avançado marcasse, como evitaria, também, golos de Rafa e de João Neves. Durante boa parte do fim de tarde não teve muito trabalho, mas sai como um dos heróis.
Já no desconto, a tal reação liderada pelo Seixal ia tendo a expressão máxima. Canto de João Neves, cabeçada de António Silva. No Estoril o jovem central resolveu, desta feita o poste negou-o, qual mapa incompleta que complicou a descoberta da identidade perdida. Schmidt terá de reforçar a busca pelo ADN do conjunto que não se reconhece a si próprio."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Casa Pia...

A Verdade do Tadeia - Flash - Braga...

A Verdade do Tadeia - Flash - Benfica...

O Benfica Somos Nós - S03E17 - Casa Pia...

Vinte e Um - Como eu vi - Casa Pia...

El Mítico #61 - Aprender con los errores

Bigodes: Casa Pia...

Águia: Casa Pia...

Terceiro Anel: Diário...

BI: Casa Pia...

5 minutos: Casa Pia...

Sempre...


"Não é nos bons momentos que se vê de onde vem a verdadeira força motriz que move esta instituição centenária. É nos maus momentos. E aqui ninguém se esconde ou atira a toalha ao chão, porque fugir é para covardes e desistir é para fracos.
Não estamos a ser Benfica e existe muito a trabalhar e corrigir. Tempo de reflexão interna, de críticas construtivas - não confundir com críticas destrutivas - entre sócios e adeptos, pois os alicerces deste grandioso clube foram construídos com base no plurarismo e associativismo ativo.
Nada estava ganho e nada está perdido, ainda assim, esta equipa tem de dar mais. Mas de si, mais pelo emblema que ergue ao peito, e mais por todos aqueles que carregam na alma o amor incondicional por este clube.
Apesar de ter ficado um penálti por assinalar sobre o Tengstedt, a verdade é que não podemos ser tão displicentes em campo e falhar tantas oportunidades para matar o jogo.
Mais unidos do que nunca, mas conscientes de que há muito a fazer para atingirmos os objetivos que ambicionamos conquistar.
E vamos conquistá-los!
Sempre contigo, Sport Lisboa e Benfica. 🔴⚪️"

BTV, pós-jogo, excerto...

RTP, pós jogo, excerto...

Hora, excerto...

Era de uns, agora é de todos


"28 anos após o sucesso de Mandela e Pienaar, ‘Springboks’ chegaram ao tetra em França...

Terminou ontem, no Stade de France (onde já fomos tão felizes...), a décima edição do Campeonato do Mundo de râguebi, a tal modalidade de que se diz ser para brutos mas é jogada por cavalheiros. Foram 50 dias de espetáculo de altíssimo nível e intensidade insuperável, onde testemunhámos uma participação histórica dos Lobos, e que teve, na final a revalidação do título pela África do Sul, após um duelo épico e equilibrado (12-11) com a Nova Zelândia. Foi a reedição da decisão de 1995, jogada em Joanesburgo, onde a cumplicidade entre Nelson Mandela e o capitão dos Springboks, François Pienaar (um dos brancos que, por boas razões, tem direito a fotografia no Museu do Apartheid, no Soweto), criou condições para que a nação do Arco-Íris fosse uma realidade.
Volvidos 28 anos, os sul-africanos já conquistaram a Taça Webb Ellis por quatro vezes, e no país de Madiba o râguebi deixou de ser a coutada de uns para ser a paixão de todos. Mas, independentemente destas considerações que misturam história, sociologia, desporto e política, o râguebi tem sido uma escola que, entre muitas outras virtudes, tem servido para explicar ao mundo como deve ser feita a boa utilização dos meios eletrónicos na arbitragem, conjugando-os com a ideia de transparência, e obtendo um resultado final que, não sendo infalível, é inspirador.
Mas o râguebi também segue tendências do futebol, o que, neste mundo globalizado, não tem nada de estranho. A FIFA, já a partir de 2026, vai acolher 48 seleções na fase final do Mundial que será disputado no México, Estados Unidos e Canadá. Há razões económicas poderosas na base desta ampliação, mas há também há a convicção de que esta é a forma mais eficaz de, rapidamente, subir o nível médio da modalidade. Dentro de quatro anos, quando a Austrália acolher o Campeonato do Mundo de râguebi, serão 24, mais quatro do que as 20 que estiveram em França, a participar na fase decisiva de um evento que em termos de audiências televisivas é dos mais fortes a nível planetário. Para Portugal, que vê as suas possibilidades de voltar a esta competição aumentadas, são boas notícias. Mas para o râguebi em geral, também. Afinal, a ideia de democratizar as participações em fases finais, que o futebol assumiu e o râguebi agora acolhe, ajudará ao crescimento de muitas seleções."

domingo, 29 de outubro de 2023

Vermelhão: Onda negativa...

Benfica 1 - 1 Casa Pia


A famosa bola de neve negativa, parece ter chegado ao Benfica! Num jogo, onde mesmo jogando pouco, estávamos a ganhar, com muito desperdício à mistura, com muita parcimônia no remate, acabamos por sofrer um golo caricato, com culpas do Tribun, que já tinha defendido um penalty... e na reacção ao golo sofrido, ainda acertámos duas vezes nos ferros!!!


O dia começou a 'correr mal' com o anuncio dos ausentes: Kokçu e Bah lesioandos, e o Musa doente! Obrigando o Aursnes mais uma vez, a jogar a defesa-direito...!!! E se o jogo começou morno, com o Benfica claramente nervoso e desconfiado de si próprio, no final da 1.º parte o golo já surgiu tarde...

O grande 'erro' do coletivo hoje, ocorreu na entrada do 2.º tempo, onde devíamos ter 'carregado' à procura do golo da tranquilidade... E nem a defesa do Trubin ao penalty, 'acordou' a equipa! Continuámos a gerir a vantagem mínima...  E nestas circunstâncias, onde tudo o que pode correr mal, corre mesmo mal, estava-se mesmo a ver, que mesmo sem caudal ofensivo de meter medo, íamos sofrer um golo!!!


Tino grande jogo, a mostrar que tem que jogar mais... mesmo com erro no penalty (ingênuo!), e o Trubin também estava a fazer um bom jogo, e acabou por borrar a pintura... Num lance, onde fez o 'oposto' do que tinha feito com a Real Sociedad (ficou junto ao posto, e não sai ao avançado...)!

O Jurásek nos primeiros toques, até trazia alguma confiança, mas após o golo (foram 3 jogadas quase seguidas, sempre ultrapassado da mesma maneira...), perdeu a cabeça!
Mas outro jogador que está num péssimo momento de forma é o Rafa! Depois dum início de época muito bom, neste momento, não faz nada bem!

No Benfica quando se joga mal ou pouco, é quase pecado falar da arbitragem, mas o penalty sobre o Tengstedt é descarado: empurrado com as duas mãos no momento exato da impulsão, estando portanto em zona activa de jogo, com a bola ao seu alcance. Penalty descarado, a conversa da intensidade que vai servir para desculpar a não marcação do penalty, é só para agradar aos Ladrões!
Isto num jogo, onde no penalty assinalado contra o Benfica, o contacto é claramente provocado pelo avançado, com a perna do Tino na relva, é o casapiano que arrasta lateralmente o pé... mergulho claro, mas o árbitro não teve dúvidas e o VAR resolveu ficar calado!
Mas existiu outro 'roubo': no golo do Casa Pia, o Frame escolhido para encontrar 9cm em jogo do avançado do Casa Pia, é num momento, anterior ao Passe! Vejam com atenção, o jogador que faz o passe, tem a perna dobrada, no movimento quando 'puxa' a perna atrás, para fazer o passe longo! Recordo que o fora-de-jogo deve ser assinalado após a bola sair do pé do 'passador', aqui foi ao contrário!

No meio da 'depressão' que a equipa parece ter enterrado, com vários jogadores importante lesionados, ou a sair de lesão, o jogo da próxima Terça, em Arouca vai ser muito complicado, ainda por cima porque é determinante no nosso futuro da Taça da Liga! Uma derrota em Arouca será praticamente o bilhete para fora da competição...

A janela do Benfica, para mudar a 'corrente' é muito curta ou quase nula! Se na Champions, a coisa está praticamente decidida, a nível interno, nas próximas duas jornadas, podemos deitar tudo a perder, senão vencermos... É fundamental, para o sucesso no Campeonato, vencer os dois próximos jogos, antes da nova paragem para as Seleções!

1.º lugar...

Dobovec 1 - 8 Benfica

Com os Franceses a vencerem somente por 6 golos, o Galati, bastava ao Benfica vencer, para garantir o 1.º lugar, e entrámos a 'matar', com 4 golos, nos primeiros 2m35s!!!!
Depois foi gerir... com a goleada confirmada nos últimos minutos!

Mais uma vez, nesta ronda de qualificação, começamos mal no primeiro jogo, mas acabamos por controlar nas restantes jornadas, com goleadas...

Somos cabeças-de-série, mas como vem sendo habitual, não me admirava que nos calhasse uma das favas (Anderlecht e no grupo mais complicado, o Palma ou o Kairat um deles não vai ser cabeça de série!).

Mais uma vitória...

Ac. Espinho 0 - 3 Benfica
25-27, 18-25, 19-25


Vitória em Espinho, após um 1.º Set complicado, com várias ausências da ficha de jogo: Gaspar, Wohlfi, Westermann!

Muitos pontos...

Benfica 103 - 58 Imortal
23-15, 31-16, 18-7, 31-20

Regresso às vitórias, com mais um jogo que ultrapassamos os 100... o problema é quando os jogos são mais apertados!

Destaque para as ausências do Broussard e do Almeida. Provavelmente precaução para a estreia Europeia a meio da semana...

Jogar bem e ganhar


"Fazer uma boa exibição e somar três pontos é o objetivo para esta tarde, frente ao Casa Pia (Estádio da Luz, 18h00). Este é o tema em destaque na BNews.

1. Receção ao Casa Pia
Roger Schmidt salienta a importância do regresso do Campeonato e dá a receita para o triunfo: "A nossa ambição é jogar um futebol de alto nível e ganhar. É tempo de reagir no relvado e atuar com intensidade, com movimentos constantes, com criatividade e com proximidade em todas as fases do jogo. Nos momentos sem bola também temos de mostrar qualidade, para recuperar bolas e surpreender o adversário quando não estiver 100 por cento organizado. É como jogamos normalmente e será essa a chave para o jogo. Tenho 100 por cento de certeza que os adeptos vão estar do nosso lado, como sempre."

2. Jogo das Casas
O desafio com o Casa Pia é dedicado às embaixadas do benfiquismo. Estarão representadas 132 Casas, das quais 15 localizadas no estrangeiro (de um total de 298). Trata-se da maior presença de sempre em jogos com este objetivo.
Domingos Almeida Lima, vice-presidente com o pelouro das Casas, encara esta iniciativa como uma "recompensa para quem, todo o ano, trabalha arduamente em cada Casa em prol do Clube, da mística do Benfica e dos seus objetivos".

3. Bilhetes esgotados
Já não há ingressos disponíveis para o Arouca-Benfica, da Taça da Liga, agendado para a próxima terça-feira, às 20h15.

4. Data e horário definidos
O jogo relativo à 4.ª eliminatória da Taça de Portugal (na Luz, com Camacha ou Famalicão) é dia 25 de novembro, às 20h45.

5. Vitória dupla
O Benfica, ontem, ganhou ao Murches, por 4-2, em hóquei em patins, e por 1-2, em Alverca, nos Sub-19 de futebol.

6. Sábado preenchido
O Benfica está em ação nas modalidades de pavilhão em vários campos ao longo do dia. Na Luz realizam-se as partidas com o Imortal, em basquetebol, às 15h00, e com o SIR 1.º de Maio, em andebol no feminino, às 17h00. A equipa feminina de hóquei em patins atua às 16h00 no reduto da APAC Tojal. Às 17h45, o Benfica visita o AA Espinho em voleibol. Às 19h00, partida de andebol em casa do Vitória de Setúbal e, na Eslovénia, jogo derradeiro da Ronda Principal da Liga dos Campeões de futsal frente ao Dobovec. Por fim, às 20h30, a equipa feminina de futsal tem desafio, em Fafe, com o Nun'Álvares. Nota ainda para os jogos de râguebi (masculinos com o Cascais, na Cidade Universitária, às 16h30, e femininos com o SC Porto, em Arcos de Valdevez, às 15h00) e de polo aquático feminino (visita ao CA Pacense às 18h00).
Consulte a agenda para ficar a par de todos os jogos até 29 de outubro, onde também poderá encontrar links para as antevisões de cada partida.

7. Protagonista
Vasco Vilaça, atual quarto no ranking mundial de triatlo, revela ambição para os Jogos Olímpicos. Uma entrevista para ver na BTV ou ler no jornal O Benfica."

Grande nau, grande tormenta


"Roger Schmidt deve ser o primeiro dos insatisfeitos com o rendimento do Benfica

O Benfica recebe hoje o Casa Pia, num contexto de insatisfação dos adeptos pelas exibições de uma equipa que tem a qualificação para a fase a eliminar da Champions presa por arames, e nem sequer é favorito a entrar na Liga Europa. Quer isto dizer que cada jogo da Liga nacional será para os encarnados uma verdadeira bóia para permanecer à tona, e manter hipóteses de celebrar, no final da época, no Marquês. Porém, para revalidar o título não chega o que o Benfica tem apresentado na presente temporada, muitos furos abaixo do fulgor e da qualidade de 2022/23.
E como é que os encarnados chegaram a este ponto, se mantiveram o treinador e contrataram, com critério, substitutos para Grimaldo, Gonçalo Ramos e ainda Enzo Fernández? Bernat e Jurásek são maus jogadores? Arthur Cabral desaprendeu de jogar? Kokçu é um bluff? A resposta a todas estas perguntas é «não». Porém, nem Bernat ou Jurásek fazem o que Grimaldo fazia, nem Arthur Cabral entrega o mesmo que entregava Gonçalo Ramos, nem Kokçu é um clone de Enzo Fernández. E se a estas mudanças adicionarmos a vinda de Di María, que encanta com bola, mas já não tem 90 minutos de compromisso defensivo nas pernas, percebemos que «este» Benfica não pode jogar da mesma forma do «outro» Benfica.
E esse tem sido o principal erro de Roger Schmidt, que anda a tentar a quadratura do círculo, sem identificar o que aparenta ser uma verdade elementar: com estes jogadores, com este plantel, o Benfica não tem condições de pressionar alto (falta Ramos), não consegue circular a bola com a mesma qualidade (falta Enzo), e não usa a ala esquerda e as bolas paradas como dantes (falta Grimaldo). Se Schmidt não alterar o modelo de jogo, adaptando-o aos jogadores que tem, e esquecendo os jogadores que tinha, as dificuldades dos encarnados continuarão a multiplicar-se, e não será fácil vaticinar um final feliz na Luz. O mais simples, para fazer um reset na equipa, é passar do 4x2x3x1, que deixa demasiado espaço entre setores, a um 4x4x2 que, mesmo com o bloco mais baixo na saída de bola do adversário, se mantenha compacto; e que tenha algo que faz falta aos grandes em Portugal, que jogam mais de 90 por cento do tempo em ataque continuado: presença na área contrária.
O jogo de hoje com o Casa Pia será um bom aferidor do que vai no pensamento de Roger Schmidt, que deve ser o primeiro dos insatisfeitos com aquilo que a sua equipa tem produzido."

Terceiro Anel: Diário...

Conheça a Benfica League


"Trata-se de uma competição interna com regras e conceitos que as provas oficiais não oferecem; saiba mais pormenores sobre esta prova inovadora exclusiva para as equipas das águias

Sem as respostas competitivas para o que entende serem as necessidades dos escalões de iniciação, o Benfica não só decidiu inscrever as equipas nas provas oficiais apenas a partir do escalão sub-12 como criou uma liga interna, com regras e conceitos revolucionários que não se enquadram nas provas tradicionais.
Rodrigo Magalhães, coordenador técnico, realça a importância desta competição para colmatar a ausência de alguma competitividade. A Benfica League é, então, uma Liga na qual participam equipas de traquinas, benjamins e infantis e que, recentemente, transitou para o Seixal, com uma competição de iniciados, sub-14 e sub-15, e de juvenis, com alguns jogadores sub-15 e sub-16. O que é, afinal, isto da Benfica League?
«Misturamos algumas faixas etárias e formamos equipas que são batizadas, com o nome de um jogador da formação do Benfica que represente a equipa A, a equipa B, o escalão sub-23 ou juniores. Temos ali um padrinho, uma conexão com a história do clube, com a identidade de um jogador que passou por um processo similar, estimulando assim o orgulho de pertença», começa por dizer Rodrigo Magalhães. Até aqui nada de extraordinário. Mas veja-se, então, as «regras diferenciadoras. As equipas, em jogo, são obrigadas a utilizar «sistemas táticos diferentes», por exemplo «em futebol 7, uma equipa em 1x3x2x1 e a outra em 1x2x3x1»-

O objetivo é promover a adaptabilidade, o caos e o desempenho em diferentes posições.

O objetivo é «promover a adaptabilidade, o caos e o desempenho em diferentes posições». «Sempre defendemos isso. Se recuarmos, percebemos que o João Neves, na sua base, no futebol de 7, jogava como avançado, médio-ala ou médio centro. O Rúben Dias como defesa-central, lateral-direito ou médio-defensivo. O Bernardo Silva como ala, médio centro ou avançado. O Cancelo, mais tarde, pois a entrada dele dá-se no futebol de 11, jogou como extremo-direito, extremo-esquerdo, defesa-direito ou defesa-esquerdo. A Benfica League obriga à utilização de um sistema tático diferente e à utilização dos jogadores em posições diferentes daquelas que são as habituais», conta o coordenador técnica da iniciação das águias. Depois, «cada jogo tem três partes e uma vitória em cada parte vale um ponto». «A equipa que está a ganhar 6-0 na primeira parte não ganha o jogo», esclarece Rodrigo Magalhães. Para lá das três partes, o jogo termina com um ponto suplementar com a marcação de grandes penalidades ou com situações de um contra zero. «Mantemos os atletas mais tempo envolvidos na tarefa, com hipótese de poder conquistar um ponto», explica. Outro «aspeto fundamental no modelo formativo» é a «promoção da autonomia dos jovens. «Em cada parte, há um período no qual o treinador - são treinadores adjuntos que orientam a Benfica League, porque a nossa formação não vive só de treinadores principais, mas também de preparar treinadores-adjuntos para um dia assumirem o cargo de treinadores principais - sai de cena. Pura e simplesmente, senta-se no banco, não pode dar qualquer tipo de feedback ou indicação e os jogadores têm de ser autónomos na forma de se organizar, promover as substituições, encontrar estratégias e apelar à criatividade para disputar o jogo. Encontramos muitas vezes casos em que, com a orientação do treinador, a equipa está a vencer por 2-0 ou 3-0 e, sem a orientação do treinador, a outra equipa, ou porque tem um ou dois jogadores que se conseguem organizar, acabam por dar a volta ao resultado. É um fator fundamental», partilha.

176 torneios num ano além dos particulares
A criação de contextos competitivos adequados às necessidades não esgota a nível interno. Aliás, assinala Rodrigo Magalhães, «o número de atividades externas com outros clubes é muito superior ao contexto interno». O coordenador técnico da iniciação está a falar do número de amigáveis e de torneios, nos quais participam equipas dos escalões sub-6 a sub-13, da zona de Lisboa e dos CFT espalhados pelo país… só torneios foram 176, dos quais mais de 60 internacionais. «Reparem na experiência social. Um miúdo a sair de casa, a ir para outro país, a vivenciar outra cultura, a jogar com outros clubes, a autonomia para organizar a sua roupa ou para pôr o telemóvel para despertar, a alimentação, etc. Mais uma vez o contributo social que estamos a dar aos nossos jogadores», diz Rodrigo Magalhães .
Se fizer uma média de cinco jogos por torneio, e há torneios em que fazemos 10, mesmo de futsal com os nossos miúdos, se fizer a média, diria, de 175 torneios com 5/7/8 jogos, veja o número de jogos que são proporcionados. O número de jogos amigáveis, com os triangulares que fazemos e com as equipas que convidamos para jogar connosco, é em larga escala muito superior aos proporcionados pelo campeonato. Se tivéssemos uma métrica, os jogos que o campeonato nos proporciona versus torneios e particulares, torneios e particulares acaba por ser o triplo», vinca Rodrigo Magalhães. Todas estas experiências proporcionadas aos jovens refletem o «trabalho de desenvolvimento individual». «Começa com uma incidência nas idades mais baixas no desenvolvimento das ações técnicas individuais ofensivas e defensivas, mas também a tomada de decisão, conhecimento dos princípios de jogo. Mais tarde, a partir dos 14/15 anos passamos para um desenvolvimento específico naquilo que é a posição ou as posições que poderão levar o jogador ao alto rendimento no clube. É também uma matéria de investimento, um aspeto nuclear do desenvolvimento do nosso jogador, preparando-o para o alto nível competitivo», remata.

Competição exclusiva em Lisboa
A Elite Championship é um «projeto paralelo impulsionado pelo Benfica que se tornou extensível a outros clubes de Lisboa». É, no fundo, uma Liga com, por exemplo, Benfica, Sacavenense, Belenenses e Sporting. «Podemos colocar os nossos jogadores a competir com atletas de idade superior. Estamos a falar de alguns clubes desta margem e da margem sul. Criámos um conceito competitivo diferenciador», revela Rodrigo Magalhães. Pedro Mil-Homens pega na palavra para desenvolver o assunto. «A Elite Championship foi a alternativa que o Benfica criou, abaixo dos sub-12, para que essas equipas, com jogadores de 10/11 anos, não façam só um jogo ao fim de semana. Esse é o modelo que as competições oficiais convidam os clubes a ter. Por vezes faltam ideias e o Benfica teve de ir à procura da ideia», sublinha o diretor geral da formação dos encarnados."

Uma Semana do Melhor, excerto...

Carlos Manuel, excerto...