Últimas indefectivações

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Jesus e os jovens

"Um dia destes discutia-se na TVI o tema das oportunidades dadas pelos grandes clubes aos jogadores da formação, e o bombo da festa era Jesus, acusado de não apostar nos jovens futebolistas. Ora, o tema não pode ser tratado levianamente. Vejamos:
1 - Nos grandes clubes aparece, se aparecer, um jogador de top por ano. E isso não supre as necessidades do plantel. Acresce que esse jogador, regra geral, acaba por render financeiramente pouco a clube, pois faz pressão para sair muito cedo. Vejam-se os casos de Simão, Ronaldo, Quaresma, Bruma, etc.
2 - Para responder às exigências do plantel, os grandes clubes precisam de recorrer a estrangeiros, pescados nos países produtores de jogadores (Brasil, Argentina, Colômbia, Sérvia...). E, depois, os treinadores têm de tratar os portugueses e os estrangeiros em pé de igualdade, pondo a jogar os melhores.
3 - Os estrangeiros são muito mais rentáveis para os clubes. Já vêm com a formação feita, podem ser rapidamente valorizados e apresentados na montra europeia, originando lucros de dezenas de milhões. Vejam-se Hulk, Falcão, James, David Luiz, Matic, etc.
4 - Elogia-se o Sporting por recorrer muito à formação. Mas qual tem sido a performance da equipa principal do Sporting nos anos recentes? Tem sido comparável às do Benfica e FC Porto? Quanto a este ano, ainda é cedo para falar.
5 - Um treinador muito elogiado pela aposta nos jovens é Rui Vitória. Mas ele constitui uma equipa para o meio da tabela. Para equipas a lutar pelos lugares cimeiros e a jogar na Europa, isso não é possível.
6 - De um modo geral, Jesus não se tem enganado nas apostas que faz. O plantel do Benfica vale o dobro ou o triplo de quando ele entrou, o clube faz transferências milionárias, os jogadores tê-se valorizado muito. Algumas adaptações que fez, como Coentrão, Matic ou Enzo, foram verdadeiros achados.
7 - Alguns jovens a que Jesus não deu muitas oportunidades, como Miguel Rosa, Roderick ou mesmo Nelson Oliveira, não se têm afirmado categoricamente em clubes de menor dimensão. Como poderiam jogar no Benfica?
Portanto, caros leitores, para falar em jogadores da formação é preciso pensar em muita coisa. Não basta lançar umas 'bocas' na TV."

Rescisão da cláusula

"Cláusula de rescisão: 50 milhões. Rescisão da cláusula: 25 milhões. Exactamente metade da primeira. Afinal o que significa esse limite? Manobra de negociação? Algoritmo de fantasia? Desde os 100 milhões de Hulk aos 50 milhões de Matic, tudo se esfuma por estado de necessidade do vendedor, por birra, impaciência ou mercenarismo do jogador ou por interesse de um intermediário.
Aceito a dificuldade de contrariar esta situação, mas confesso a minha desolação no caso de Matic, um jogador de classe que custa ver sumir quando o Benfica é finalmente líder. Deixei de acreditar nessa costumeira e universal frase de peito feito: «só sai pela cláusula de rescisão, ponto final». Como foi possível a um jogador impor todas as condições que quis, a meio de uma época, num clube como o Benfica, traindo até quem o formou para a alta-roda do futebol?
Sem Matic, o Benfica perdeu uma importante locomotiva. «Um tiro no pé», como escreveu João Bonzinho. O «melhor médio defensivo do mundo» segundo Jorge Jesus. Por uma pechincha. E logo nesta fase do campeonato, em que qualquer rearranjo que Jesus consiga (e ele tem dado provas de competência nesta matéria) é sempre muito mais difícil ou quase impossível. Oxalá me engane.
Se já o prolongamento do mercado de transferências até 31 de Agosto é manifestamente inconveniente, a sua reabertura em Janeiro é obscena. Tudo a favor dos tubarões plutocráticos de meia-dúzia de clubes que põem e dispõem a sue bel-prazer. Até com treinadores portugueses... E por favor os Matic que nos poupem a essa caricatura de porem a mão na camisola junto do coração. Ponham-na antes nos bolsos."

Bagão Félix, in A Bola

Duas leituras

"O Benfica está disposto a fazer um esforço para segurar Rodrigo nesta abertura no mercado de transferências, lemos todos na primeira página de ontem de A BOLA.
Como se que se lê retira sempre mais do que aquilo que está escrito, acabo por deduzir algo que me surpreende. Não pelo conteúdo, mas pela forma. A mensagem que me chega é que o Benfica está disposto a sacrificar as contas para não prejudicar a vertente desportiva.
Com Cardozo a tentar recuperar de complicada lesão e ainda sem data para o regresso - Jesus disse no fim de semana que não sabe quando poderá contar com o paraguaio, e para o reforçar acrescentou que talvez nem o departamento médico arriscasse uma previsão - o Benfica encontrou finalmente um onze e um princípio de jogo, que funcionam.
Não foi fácil, como se comprovam alguns deslizes. Parte do sucesso virá do facto de Rodrigo estar já amplamente adaptado ao futebol português e à equipa, outro, naturalmente, da qualidade superior de um meio-campo onde Gaitán e Enzo Pérez se assumem como jogadores de classe mundial e outro ainda ao facto de todo o grupo ter passado a conseguir aplicar em campo as ideias de Jorge Jesus, e as dinâmicas por ele impostas.
Perder Matic foi já uma machadada no plantel, deixar sair Garay pode complicar a estabilidade defensiva - ainda que Jardel e Steven Vitória sobrem para as encomendas em Portugal - mas o maior perigo que, a meu ver, enfrenta hoje o Benfica é o de ficar sem o seu goleador. No plantel não se vislumbra alguém com capacidade para decidir como ele - isto porque Cardozo não está bem, claro. Lima foge para os flancos e precisa de várias oportunidades para fazer um golo, Funes Mori ainda não mostrou os créditos que levaram à contratação. Segurar Rodrigo será, então, a melhor forma de Luís Filipe Vieira dizer que o objectivo supremo é mesmo o sucesso desportivo. Deixá-lo ir é aceitar o que a sorte destinar. Resignado."

Nuno Perestrelo, in A Bola

Vira o disco e Calabota o mesmo

"(...)

Pinto da Costa falou. Surpreendeu. Ninguém esperava ouvir aquilo, dados os antecedentes. Lembremo-los, em três penadas.
1. Na fase de afirmação (anos oitenta, que corresponde à chegada de Pinto da Costa à presidência), o FC Porto desafiou a hegemonia lisboeta e endureceu o discurso de ruptura inventado por José Maria Pedroto. Basicamente, Pinto da Costa atacou e denunciou árbitros; arbitragens; roubos de igreja; Calabote; conspirações e campanhas urdidas pela Imprensa lisboeta.
2. Na fase de consolidação (anos noventa, que corresponde à constituição do FC Porto como potência futebolística dominante), o discurso oficial adaptou-se à nova realidade. Basicamente: Pinto da Costa passou a atacar e denunciar árbitros; arbitragens; roubos de igreja; Calabote; conspirações e campanhas urdidas pela Imprensa lisboeta.
3. Na fase de expansão (anos dois mil, que corresponde à afirmação do FC Porto como grande clube europeu e mundial), o discurso oficial suavizou-se: passou a privilegiar a expansão da marca FCP e o alargamento da base de apoio.
Basicamente, Pinto da Costa tem atacado e denunciado árbitros; arbitragens; roubos de igreja; Calabote; conspirações e campanhas urdidas pela Imprensa lisboeta.
Surpresas à parte, para trás ficam 30 anos de excelência competitiva. Uma mística única. Zonas e episódios sombrios. Um Apito Dourado. Muitos e grandes negócios. Contas sempre no vermelho. Um ror impressionante de títulos e honrarias. E um presidente extremamente repetitivo. Para o bem. Para o mal."

André Pipa, in A Bola

De expulsão em expulsão, até à derrota final !!!

Benfica B 0 - 2 Penafiel

A história deste jogo não começou hoje, começou à cerca de um ano, quando Nuno Almeida, apitou um Benfica-Académica, que terminou de forma tumultuosa, após o Benfica ter vencido, com um penalty (evidente) no último minuto dos descontos... O facto da decisão ter sido correcta, pouco interessou para as discussões que se seguiram... A partir daí, é óbvio, que o árbitro em causa, tem que 'limpar a imagem'!!! Ficar 'colado' a um suposto benefício ao Benfica, é um autêntico suicídio!!!
A semana passada, em Alvalade, para a Taça da Liga, perdoou 2 penalty's ao Sporting, e ainda evitou a expulsão de Rojo (jogador fundamental na vitória do Sporting, no jogo seguinte...), hoje continuou a demonstrar vontade em ficar na 1.ª categoria!!!
Esta já é a segunda passagem de Nuno Almeida pela divisão mais alta da arbitragem, na primeira passagem, teve 'azar'!!! Na época em que o Benfica foi Campeão com o Trap, num famoso Benfica-Estoril (sim, na Luz, o do Algarve foi outro...), marcou um penalty inexistente a favor do Benfica, por suposta falta sobre o Karadas, e o Benfica venceu por 1-0!!! Nem o facto de ter expulsado nesse jogo, injustamente o Manuel Fernandes logo aos 30 minutos (na altura estava 0-0), nem o facto de ter perdoado a expulsão pelo menos a 2 jogadores do Estoril, evitou que no final da partida ficasse com a fama de ser 'Benfiquista'!!! Pouco tempo depois, foi despromovido...!!!
Agora, não quer cometer o mesmo erro...  e desta vez, quem pagou a 'factura' foi a equipa B !!!

A 1.ª parte, não foi nada de especial, o jogo foi disputado essencialmente no meio-campo, com muito contacto, e muitas faltas, com um Penafiel a jogar para o empate...
Mesmo antes do intervalo, o Marcos Valente é inacreditavelmente expulso... isto depois de perdoar amarelos às carradas, mostra um 2.º amarelo, numa jogada perfeitamente normal!!!
O Penafiel marca logo no início da 2.ª parte, e partir daí vimos o melhor Benfica, mesmo em inferioridade foi sempre o Benfica a procurar o golo... A meio da segunda parte, em mais uma falta grave (pela insistência...) sofrida pelo Benfica: cartão vermelho para o Cancelo!!! E o Benfica com 9... Continuámos à procura do golo do empate, e já nos descontos, a bola à queima, vai ao corpo do Lindelof e ressalta para o braço: penalty contra o Benfica... 0-2 e termina o jogo!!!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Regresso às vitórias...

Benfica 5 - 2 Candelária

Na véspera de recebermos os Corruptos, a vitória era obrigatória... O Candelária já não tem o plantel que tinha a alguns anos, mesmo assim devido aos últimos resultados, o jogo adivinhava-se difícil... Voltámos a não fazer uma grande exibição, mas pelo menos conseguimos marcar um golo de Livre Directo, algo raríssimo!!!

Lixívia 16

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......39 (-7) = 46
Sporting.....37 (-1) = 38
Corruptos...36 (+7) = 29
Braga.........23 (+2) = 21

Hugo Miguel é um exemplo vivo de como funciona o Sistema: incompetente, medroso, bajulador, 'frutado'!!! Aqui estão as características exigidas para se chegar a Internacional!!!
O primeiro jogo que apitou do Benfica, foi na Reboleira. E as coisas saíram-lhe mal, muito mal!!! O Benfica venceu, e Hugo Miguel ficou com a 'fama' de ter beneficiado o Benfica!!! Durante várias semanas, só se falou do jogo da Reboleira, onde teve o azar de marcar, no mesmo jogo, 2 penalty's a favor do Benfica, sendo que num deles, a falta foi cometida fora da área!!! Também não marcou um penalty contra o Benfica (bem, na minha opinião...), muito reclamado... E ainda permitiu um golo ilegal ao Estrela da Amadora (mas este pormenor, não interessa!!!). O barulho criado por este jogo foi tanto, que a carreira 'promissora' de Hugo Miguel, ficou em risco!!!
Passado alguns meses, voltou a apitar um jogo do Benfica. Um Benfica-Atlético de Madrid para a Eusébio Cup. Apesar de ter sido um jogo 'particular', foi aqui que a carreira do Huguinho começou a encarreirar!!! O Benfica perde por 0-1, golo de penalty, por uma falta 'duvidosa' do Miguel Vítor sobre o Aguero, mas a cereja em cima do bolo, foi uma descarada Mão na bola, dentro da área do Atlético, numa jogada com o Reyes, que Hugo Miguel fechou os olhos!!!
Com esta demonstração de subserviência, a carreira ficou lançada. Depois da derrota dos Corruptos em Barcelos (último jogo dos Corruptos apitado por Bruno Paixão), a conferência de imprensa do Vitinho lançou os dados... a vantagem de 5 poucos do Benfica era muito grande, era necessário rapidamente reduzir-la antes do famoso jogo da Luz, apitado pelo Proença!!! A primeira nomeação inquinada foi a do Jorge Sousa, para um Benfica-Nacional: não resultou, o Benfica goleou; mas depois tivemos o Xistra em Guimarães, após o congelador do Zenit; e logo a seguir levámos com o Hugo Miguel em Coimbra: os lances foram vários, mas aquele que ficou na memória de todos, foi o pontapé que o Aimar levou dentro da área da Académica, que foi transformado numa falta ofensiva!!!
A confirmação do estatuto de Internacional, foi confirmada na última jornada da época anterior, apitando o jogo que confirmou mais um Campeonato corrupto, ganho pelos Corruptos, com um extraordinário penalty, que não existiu, e que a existir seria fora da área, que ainda deu na expulsão de um jogador adversário...!!!
A carreira começou torta, mas endireitou-se... o estatuto de Internacional e agora de Profissional dá a esta gentalha, um rendimento legal, muito acima da média nacional... E isto sem contabilizar os envelopes frutados, e afins...

A 1.ª parte na Luz, até foi razoável... O erro principal (e foi do fiscal-de-linha), deu-se no 2.º golo do Benfica, onde o Rodrigo está mesmo em fora-de-jogo. No Estádio fiquei com dúvidas, porque não tinha a certeza de quem tinha sido o último toque: do Maritimista, do Markovic, ou menos do Rodrigo... creio que foi por isso, que nada foi marcado...
Ao intervalo deve ter sido informado do erro. Assim se explica ter passado toda a 2.ª parte a tentar compensar o erro!!! O penalty não assinalado sobre o Markovic foi o erro maior... mas, os erros foram muito mais. Só em lançamentos laterais 'trocou' 4, sempre em prejuízo do Benfica, e pelo menos um canto!!! Permitiu ainda uma disparatada discussão com o Gegé, central do Marítimo, isto depois de durante o jogo ter demonstrado um autoritarismo ridículo com os jogadores do Benfica... O critério na marcação dos contactos, nesta 2.ª parte foi tão torto, que permitiu à equipa com menos bola, e com menos ataques, ter beneficiado de praticamente o dobro dos livres junto da área do adversário...!!!
É que ficar com a fama (mesmo sem o proveito) de beneficiar o Benfica, pode ter um efeito devastador sobre a carreira de um árbitro, e o Hugo Miguel teve essa experiência logo no início da carreira, e só com muito esforço conseguiu alterar o quadro... veja-se por exemplo o Capela, que dos vários árbitros que tiveram erros, descarados, na época anterior, é o único que este ano tem sido afastado, dos jogos de elevado risco!!! Quando expulsou o Cardozo por ter dado o murro na relva, nada disto lhe aconteceu, bem pelo contrário...!!!
(Ainda sobre o golo do Rodrigo: a lei do fora-de-jogo tem algumas interpretações subjectivas, e um dos casos é nos ressaltos de bola:
Se um passe é efectuado, para um jogador em fora-de-jogo, mas a bola tabela, num defesa, considera-se fora-de-jogo na mesma, porque o toque no defesa foi um ressalto...!!! Se quando um defesa chuta uma bola, e esta tabela, num avançado, e vai ter com outro avançado em fora-de-jogo, marca-se sempre fora-de-jogo, isto apesar do toque do colega, ter sido um ressalto!!!
Neste caso, as repetições mostram mesmo que foi o Markovic a tocar na bola, mas estas situações de ressaltos não são claras, perante a lei...)

Em Arouca tivemos mais um Cosme Vintage!!! A expulsão com o 2.º amarelo do Tinoco é completamente absurda, ainda por cima num jogo jogado, num relvado naquelas condições... Se a falta cometida pelo Maurício logo nos primeiros segundos da partida, nem sequer foi marcada, como é que aquele agarrão, dá um 2.º amarelo?!!! Foi ainda mal assinalado um fora-de-jogo, perigoso, ao Arouca.
No canto, que dá o 1.º golo ao Sporting, a bola toca mesmo, na sola da bota do Nuno Coelho, é praticamente de raspão, mas toca... não acredito que o Cosme tenha visto o toque, mas por acaso até acertou... sendo que normalmente nestes casos de dúvida, os árbitros, para se protegerem, até costumam marcar pontapés de baliza, já que as consequências são potencialmente menores...!!!
ADENDA: Só um referência à vergonhosa actuação do Nuno Almeida, que a meio da semana, no Sporting-Marítimo para a Taça da Liga, não marcou 2 penalty's descarados contra o Sporting (ainda houve outro lance discutível, por Mão na bola, mas como não foi deliberado, até foi bem decidido), e perdoou a expulsão ao Rojo (que por acaso foi decisivo neste jogo em Arouca)... tudo isto com o silêncio ensurdecedor dos mérdia e claro dos Lagartos!!!
Já agora os Corruptos, para a Taça da Liga, com o Penafiel, também marcaram um golo em fora-de-jogo!!! Mais um... eles são tantos!!!

Os Corruptos, beneficiaram mais uma vez de alguma impunidade disciplinar, mas quando é só isso, já não é mau...!!! Gostava de ver outro guarda-redes fazer aquilo que o Helton fez ao Cardozo, só para ver a cor do cartão!!! Eu acho que o amarelo foi correcto, mas com outro...!!!

Em Braga, o Proença esteve bem ao não marcar penalty aos 83 minutos, na área do Paços...


Anexos:
Benfica
1.ª-Marítimo(f), D(2-1), Jorge Sousa, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
2.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), E(1-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-2), (-2 pontos)
4.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-1), Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Guimarães(f), V(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Sem influência no resultado
6.ª-Belenense(c), E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, (2-0), (-2 pontos)
7.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Nacional(c), V(2-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
9.ª-Académica(f), V(0-3), Hugo Pacheco, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Paixão, Nada a assinalar
12.ª-Arouca(c), E(2-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
13.ª-Olhanense(f), V(2-3), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
14.ª-Setúbal(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
16.ª-Marítimo(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Arouca(c), V(4-1), Rui Costa, Nada a assinalar
2.ª-Académica(f), V(0-4), Soares Dias, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Benfica(c), E(1-1), Hugo Miguel, Beneficiados, (0-2), (+1 pontos)
4.ª-Olhanense(f), V(0-2), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
5.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Xistra, Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
6.ª-Braga(f), V(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Setúbal(c), V(4-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Corruptos(f), D(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Marítimo(c), V(3-2), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
10.ª-Guimarães(f), V(0-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
11.ª-Paços de Ferreira(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
12.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
13.ª-Belenenses(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Nacional(c), E(0-0), Miguel Mota, Nada a assinalar
15.ª-Estoril(f), E(0-0), Proença, Nada a assinalar
16.ª-Arouca(f), V(1-2), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Setúbal(f), V(1-3), João Capela, Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Marítimo(c), V(3-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado
3.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
4.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Hugo Pacheco, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
5.ª-Estoril(f), E(2-2), Rui Silva, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Guimarães(c), V(1-0), Proença, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Arouca(f), V(1-3), Vasco Santos, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Sporting(c), V(3-1), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-Belenenses(f), E(1-1), Miguel Mota, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
10.ª-Nacional(c), E(1-1), Xistra, Nada a assinalar
11.ª-Académica(f), D(1-0), Capela, Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
12.ª-Braga(c), V(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-Olhanense(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
15.ª-Benfica(f), D(2-0), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Setúbal(c), V(3-0), Hugo Pacheco, Nada a assinalar

Braga
1.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-2), Bruno Paixão, Nada a assinalar
2.ª-Belenenses(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Gil Vicente(f), D(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Estoril(c), V(3-2), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Arouca(f), V(0-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
6.ª-Sporting(c), D(1-2), Paulo Baptista, Nada a assinalar
7.ª-Nacional(f), D(3-0), Soares Dias, Nada a assinalar
8.ª-Académica(c), D(0-1), Benquerença, Beneficiados, Sem influência no resultado
9.ª-Rio Ave(c), D(0-1), Jorge Tavares, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(f), D(0-1), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
11.ª-Olhanense(c), V(4-1), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Corruptos(f), D(2-0), Paulo Baptista, Nada a assinalar
13.ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
14.ª-Marítimo(f), E(2-2), Rui Costa, Nada a assinalar
15.ª-Guimarães(c), V(3-0), Benquerença, Nada a assinalar
16.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:

Épocas anteriores:

Era Eusébio e chovia

"Houve aquele momento em que ficou só, na companhia dos outros mortos que nos esperam. Ele corria para lá das linhas de um campo de Futebol, continuará a correr para lá dos muros sujos de um cemitério manso.

DIA 6 de Janeiro foi um dia longo, longo. Na véspera, Eusébio voou com o vento. Era Lisboa e chovia, diria Castro Alves. Eusébio e o vento eram irmãos: sopravam ambos. Eusébio soprou sempre em rajadas contra o destino.
Dizem que chover é um verbo defectivo: que só se conjuga na terceira pessoa do singular. Mentira! Eusébio conjugava-o na primeira pessoa. Eusébio chovia. E relampejava, e trovejava e tempestuava sobre os adversários e sobre as balizas. Eusébio estava para lá do verbo. Era a imagem e a imaginação. Imaginem um golo, perfeito, irretocável: Eusébio marcou-o. Não sei em que diz, em que jogo, mas marcou-o. E pouco me importa se há ou não filmes e fotografias que o confirmem. A memória regista-o. A memória colectiva que fica um tudo nada para além do risco branco do impossível.
Dia 6 de Janeiro foi um dia tão longo.
Eusébio coxeava. Era como se fosse a sua bandeira. Quando o via agarrado à muleta, doía-me por dentro. Não por ele, que não se envergonhava das cicatrizes da sua guerra, mas por essa crueldade infinita do tempo que não respeita a perfeição momentânea dos homens.
Eusébio coxeava, e no entanto deu a volta ao Estádio da Luz. E deu a volta a Lisboa. Carregado aos ombros daqueles a quem nunca deixou cair. Sim, recuperem os momentos: sempre que precisámos de Eusébio ele esteve lá. Contra o Coreia, mas muito mais. Contra a derrota, contra o infortúnio, contra a vida vidinha deste país que o mar não quer, como escrevia Ruy Belo. Alegria do povo. Alegria de um povo tão triste.
Eusébio nunca nos falhou. Podíamos mentir: «Uma vez, era miúdo, vi o Eusébio marcar um golo de antes do meio campo, de costas para a baliza, sem deixar a bola cair no chão!» Verdade! Todos vimos! Eusébio existia para que o exagero pudesse existir. O exagero era ele.
O céu também chora o adeus dos seus preferidos.
Havia em cada um dos que se perfilavam pelas ruas da Lisboa cinzenta e aflita, a vontade de suplicar: «Não chovas! Por favor, não chovas!»
E o céu, calado.

O que é que foge de nós enquanto Eusébio foge?
EUSÉBIO percorre a cidade, devagar, pela última vez, e para mim é como se corresse, de novo com aquela passada vertiginosa de quem tem pressa, de quem tem tanta pressa, o braço no ar, comemorando o golo eterno, o sorriso um pouco tímido, um pouco travesso, de quem driblou o fado e o manto negro de um Portugal que continua a lamuriar-se pelas esquinas gastas de bairros sem tempo.
As pessoas aplaudem-no enquanto corre. Querem tocar-lhe. Algumas choram. Há qualquer coisa que desapareceu em cada um de nós, mas não sabemos ao certo o quê. Uma ânsia de conseguirmos ser o que não fomos? O que é que foge de nós enquanto Eusébio foge?
Também a mim, apetece dizer: «Parém de chover! Parém de morrer!»
Eusébio, amigo da Mafalala; Guirish, amigo do Gujarat. Ambos à beira do Índico, saudades de um país antigo que já não há.
A morte vem e leva-os, nos mesmos dias, com ou sem aplausos. A morte leva-os a todos. A morte leva-os a todos.
A morte e Eusébio não batem certo: nunca houve ninguém com tanta vida! Os gestos plásticos, os pontapés imparáveis, os arranques devastadores.
Um campo de Futebol era pequeno demais para Eusébio: 120 por 90 metros??? Deixem-me rir. Ele ia e vinha, chutava e ia buscar a bola ao fundo da baliza e voltava a correr, com ela debaixo do braço, com pressa, sempre cheio de pressa, para chutar outra vez e ser golo outra vez e correr outra vez, sempre a correr, hora e meia a correr, dias a correr, setenta e um anos e trezentos e cinquenta e cinco dias a correr, uma vida inteira a correr. E ainda há quem tenha esse descaramento divino de me vir dizer que ele morreu?
Um campo de Futebol era pequeno demais para Eusébio, como pode ele caber num caixão?
E no entanto, ele está lá. No centro do rectângulo relvado que foi o seu mundo mais íntimo. Alguém murmura: «Adeus...» Mas é um adeus com reticências. Com Eusébio nunca se sabe.
Dia 6 de Janeiro foi o dia mais longo. As lágrimas caíram sobre Eusébio. A noite caiu sobre Eusébio. A terra saiu sobre Eusébio. A chuva continua a cair sobre Eusébio. Pode ter o brilho de uma estrela, mas houve aquele momento em que ficou só, na companhia dos outros mortos que nos esperam. Eusébio corria para lá das linhas de um campo de Futebol, continuará a correr para lá dos muros sujos de um cemitério manso.
Mas, para já, está só. Talvez descanse um pouco. O dia foi longo, como vimos, e ele atravessou Lisboa ao colo do povo. Em redor há silêncio. E as gotas da chuva e o marcador dos ciprestes.
Um céu negro, cor de pele.
Um buraco dentro de nós."

Afonso de Melo, in O Benfica

Secretaria do Jardim do Regedor

"Analisando o Balanço do ano de 1975 em 31 de Dezembro, constatamos que os bens imóveis que compunham o activo imobilizado (hoje designam-se por Activos Tangíveis), eram:
a. Edifício da Sede (Avenida Gomes Pereira)
b. Parque de jogos
c. Terrenos de Belas
Não entramos aqui em detalhes contabilísticos porque teríamos de evidenciar as amortizações e explicar detalhadamente o teor técnico das mesmas.
Não encontramos nesta data qualquer alusão à propriedade do edifício da Rua Jardim do Regedor. Mas encontramos alusão que a secretaria funcionava no número 9 da mesma Rua Jardim do Regedor.
Daqui concluímos que as mesmas instalações era detidas a outro titulo que não de propriedade. A propriedade foi somente adquirida de forma definitiva nos anos 80, pelo valor de 12.400.000$00 (€61.850,93).
Até 1984, o SLB havia indemnizado os inquilinos aí existentes, para efeitos de cessação dos contratos de arrendamento despendendo o valor de 1.077.000$00 (€5.372,05) e havia gasto em honorários, estudos e projectos relacionados com o edifício, 908.446$00 (€4.531,30).
Este mesmo edifício foi dado como garantia ao Estado para cobertura das dívidas fiscais, cujo pagamento havia sido acordado com a mesma entidade ao abrigo da vulgarmente conhecida por Lei Mateus, através de uma hipoteca legal.
E assim se manteve até se ter procedido ao pagamento da dívida total que provinha desde 1990, agravando-se em 2 milhões de IRS não pago no consulado do célebre Vale e Azevedo.
Face ao espaço que possuímos ser obviamente limitado, a seu tempo e em momento oportuno, poderemos desenvolver este tema, que é aliás objecto de milhares de páginas de processos que foram instaurados também no tal célebre consulado, inclusive uma análise detalhada de uma conta bancária de 1998, designada conta solidariedade, que nunca foi objecto de investigação pormenorizada.
Seja como for, é importante falarmos aqui um pouco sobre o Palo de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente que foi aprovado pela Assembleia Municipal em 7 de Junho de 2009.
E para verificar que demorou 19 anos a ser aprovado na generalidade - o que implica um conjunto de actos posteriores de aprovações de planos particulares, projectos camarários, de construção e outros, retiremos apenas uns pequenos pormenores da discussão que teve lugar sobre este Plano de Urbanização em 2009.
Há 19 anos que o Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente, anda à deriva. Em 30 de Junho de 1990, a CML deliberou começar a proceder à sua revisão. Em Julho de 1991, foram adoptadas Normas Provisórias, as quais foram aprovadas pela Assembleia Municipal em 15 de Julho 1993. O Plano seria, posteriormente, alterado em 1994, não tendo, no entanto, sido de novo aprovado.
Em Dezembro de 2005, decorridos mais de 19 anos, seriam introduzidas alterações por uma equipa de arquitectos, até que, em Março de 2006, a CML deliberou, finalmente, enviá-lo para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), para efeitos de acompanhamento e para que esta entidade promovesse a audição de várias entidades representativas.
Finalmente, em Novembro de 2008, a CML decidiu submetê-lo a discussão pública, para formulação e recepção de sugestões. No entanto, os conteúdos da versão posta a circular remontam estranhamente a 2003, casos de estado de conservação e do uso do edificado.
É pois perfeitamente explicável e entendível a actual situação da Rua Jardim do Regedor, sendo que muitas vezes e ao contrário do que sempre queremos fazer, devemos guardar os trunfos no bolso até os mesmos estarem devidamente valorizados, desonerados e garantidos quanto à sua utilização, para já não dizer, autorizados!
Era óptimo para a Nação que todos agora quisessem ser engenheiros e arquitectos. Mas, milagres não existem!

(...)

Até para a semana"

Pragal Colaço, in O Benfica

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Para recordar

"1. Foi uma vitória bem importante (e indiscutível) aquela que conseguimos no passado domingo, frente ao FC Porto. Pelo resultado, pelos pontos, pela superioridade e... por Eusébio! Como ele teria gostado de ver este jogo...
No entanto, no cômputo geral do Campeonato, tratou-se apenas de uma jornada vitoriosa (embora frente a um outro candidato ao título), que vale os mesmos três pontos de qualquer outra. Nada de excessos de optimismo nem de mais pontos perdidos tipo-Arouca e Belenenses...
Foi bonita a homenagem feita a Eusébio neste jogo, com uma coreografia que terá corrido Mundo e um minuto de silêncio respeitado praticamente por todos (meia dúzia de insurrectos não contam). Já o mesmo respeito não tiveram as claques do Sporting aquando do minuto celebrado antes do seu jogo no Estoril.

2. A semana passada foi toda ela dedicada (e bem) a Eusébio (ia a escrever 'nosso' mas ele é de todos os portugueses). Mas claro, houve exageros e oportunismos, com vários partidos políticos e personalidades e colarem-se à sua imagem, cada qual avançando as suas propostas, uma correctas, outras exageradas, outras simplesmente disparatadas mas, na generalidade, todas elas a necessitarem de um período de amadurecimento. E isso é válido tanto para as homenagens extra-clube como internas. Foram bonitas e justificadas as homenagens no dia do funeral. Foi justificada (e de muito bom gosto) a estrutura de protecção à sua estátua. Foi bonito que os nossos jogadores tivessem jogado com o seu nome nas costas. Mas, agora, convirá fazer uma pausa e, com mais cabeça e menos coração, delinear futuras homenagens. Sem demagogias...

3. Artur Soares Dias fez uma arbitragem com demasiados erros no Benfica - FC Porto. Mas teve uma virtude: errou para os dois lados. O que, infelizmente, não tem sido hábito nos jogos anteriores entre os dois clubes..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Deste Mundo e do outro

"1. Eusébio merecia. O Benfica, e os benfiquistas, estiveram à altura da ocasião.
Não terá sido uma partida excepcional sob o ponto da vista técnico, mas foi uma grande tarde de futebol, com Estádio cheio, muito entusiasmo, emoção a rodos, bons golos, desportivismo dentro e fora do campo, e uma grande vitória do Glorioso.
É justo dizer-se que também os adeptos do clube rival, na sua maioria, souberam comportar-se com dignidade, respeitando a memória do Rei, e contribuindo para a fantástica atmosfera que este jogo - devolvido ao horário nobre do Futebol - proporcionou.
A nossa vitória foi justíssima. Podia até ter sido mais ampla, dada a demonstração de superioridade que o conjunto 'encarnado' foi capaz de exibir ao longo dos noventa minutos. Não enchendo o olho, o Benfica deixou claro que tem a melhor equipa do panorama nacional, sendo, nesta altura, o mais forte candidato ao título.
Conquistámos apenas três pontos. Na tarde do próximo domingo estarão em jogo mais três. Faltam ainda quinze finais, e em cada uma delas será necessário repetir o empenho dentro do campo, e o apoio nas bancadas. Se tal acontecer, em Maio a festa será nossa.

2. Cristiano Ronaldo venceu a Bola de Ouro da FIFA pela segunda vez. Trata-se de um reconhecimento justo pelo seu desempenho ao longo do ano de 2013, em que foi efectivamente o melhor.
As comparações com Eusébio são dispensáveis, pois não acrescentam nada a um ou a outro - ambos estrelas planetárias, cada qual a seu tempo. Bom seria, isso sim, que noutros sectores de actividade o nosso País mostrasse ao Mundo tão eloquentes representantes.
Eusébio no Benfica, Cristiano Ronaldo no Manchester United e no Real Madrid, ambos na Selecção Nacional, alcançaram um nível apenas ao alcance de um estrito lote de predestinados. Juntamente com Di Stefano, Pele, Maradona, Cruyff e Messi, fazem parte integrante da história do Futebol. Oxalá o Mundial do Brasil consagre definitivamente Ronaldo, tal como o Mundial de Inglaterra consagrou Eusébio."

Luís Fialho, in O Benfica

Reforço de Inverno

"O Benfica bateu o Porto, subiu isolado à liderança do Campeonato e muito contribuiu para tanto o seu grande reforço deste Inverno, independentemente de qualquer transacção que venha a fazer-se no mercado. A equipa jogou sem complexos nem temores, dominadora e destemida, mandando no jogo e no marcador, fulgurantemente apoiada por um Estádio praticamente cheio, como ainda não se vira este ano. Creio que para além do valor dos jogadores e da equipa técnica esse foi um factor decisivo para uma vitória que até poderia ter sido mais dilatada: o Benfica desperdiçou algumas oportunidades, o adversário não criou praticamente nenhuma.
Há muito tempo que não se via em Portugal futebol de elevadíssima emoção às quatro da tarde, num estádio lotado onde quase não se dava pelos apoiantes do adversário. O Benfica jogou em casa e o que vimos foi o completo significado desta expressão. Claro que a rivalidade das equipas em presença e as incertezas da classificação contribuíram para a emoção que transbordou da bancada para o relvado. Mas desta vez foi decisiva a grande exibição do 12.º jogador. David Luiz, que veio expressamente de Londres para apoiar na bancada o seu Benfica, expressou o que ia na alma dos Benfiquistas.
Os Benfiquistas alimentaram o motor da equipa. E o que mobilizou os Benfiquistas para aquele jogo em especial não foi apenas a ambição de ganhar e de subir ao comendo da tabela. O que alimentou a 'chama imensa' no derradeiro jogo da primeira volta do Campeonato foi a memória de Eusébio da Silva Ferreira, o nosso grande, inigualável e insubstituível reforço deste Inverno e de sempre. Os Benfiquistas têm mais uma razão para lhe dizer: Obrigado Eusébio."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Nome de código: Manel

"Jorge Jesus é um manancial de ideias, conceitos e fórmulas que hão de perdurar muito para lá da sua carreira de treinador que marca este início de século. Graças ao seu carisma 'sui generis', qualquer pensamento em voz alta se transforma em 'punch line' mediática com disseminação pelas redes sociais, a mais das vezes a cargo de pessoas, sobretudo jovens, que escrevem bem pior do que o treinador do Benfica.
A última tirada, para gáudio da malta do Facebook, foi a revelação do nome de código Manel, quando lhe falaram da problemática sucessão de Matic. A franqueza do treinador é um maná para os humoristas e ninguém lhe agradece ser, praticamente, o único agente profissional do futebol português que comunica à margem da formatação discursiva ditada por uma inteligência reinante que continua a pensar que entrevistas honestas prejudicam o rendimento dos jogadores e das equipas.
Quando lhe perguntaram quem seria o novo Matic, o treinador encolheu os ombros e disse o primeiro nome que lhe veio à cabeça, o agora famoso Manel, simplesmente Manel. O que ele queria dizer era que a equipa voltaria ao campo com 11 jogadores e que o trabalho da prospecção, havia de lhe oferecer uma solução. Inconscientemente, Jesus destacava o lado mais elogiado do seu trabalho, que tem consistido em promover jogadores mais ou menos conhecidos para patamares de excelência e correspondentes mais-valias. O último foi o próprio Matic, na verdade, o Manel de Javi Garcia, há um ano e meio.
Neste vaivém de jogadores são muitos os que não chegam as estatuto de titular dos grandes clubes, pressupõe-se que mais por falta de oportunidades do que de qualidade. As promoções no balneário são ditadas pelas vagas que se abrem ao longo da época: há sempre um Manel à espreita da transferência de um titular ou de uma lesão grave.
No caso de Rodrigo, foram os problemas físicos de Cardozo que lhe valeram a oportunidade, meses depois de não ter conseguido aproveitar os problemas disciplinares do paraguaio. Nunca esteve em causa a qualidade deste internacional, avançado espanhol com imenso mercado na Europa ocidental, a ponto de recusar uma venda milionária para a Rússia. O problema dele era a (falta de) confiança do treinador, a (falta de) paciência do criador de Manéis que o deixasse sentir o prazer de uma titularidade sem pressões imediatas:os golos começaram a sair com naturalidade. O Manel de Cardozo estava encontrado."

Em roda livre

"A estratégia mantém-se. Aquecendo o ambiente e na míngua de resultados, os dirigentes “tradicionais” da bola elegem o alvo “externo”: o árbitro, os conselhos de arbitragem e de disciplina/justiça, o presidente da Federação/Liga, os jornalistas. Monta-se o esquema em várias frentes (desde que se tenha público), antecipa-se a agência noticiosa, coordena-se com os assalariados que terão acesso às conferências de imprensa e prepara-se a escalada da linguagem a passar como “sound bite”. Escolhem-se palavras que para uns são difamação e para outros são liberdade de expressão; os treinadores e jogadores falam grosso mas sem insultar; o dirigente abusa porque conta com a impunidade; os juristas farão o resto. Faz-se um “second call” para os editorialistas, para os alinhados dos “blogs” e das redes sociais, assim como para os “comentadores” que o são porque são do clube e assim ganham a vida: as linhas essenciais da mensagem têm de sobreviver e prolongar-se. Aprenderam com o melhor “doutrinador” da “pressão” e honram a sua perspicácia sobre as “tácticas da guerra”. Beneficiam da submissão, da falta de rigor e da mediocridade; em suma: da dependência e do medo. Manipulam a obsessão e o fanatismo dos adeptos como se estes fossem marionetas acéfalas. E concluem: “agora é deixar arder”!
Segue-se a fase do “divertimento”. Da percepção dos resultados: dos comentários dos atingidos e da habitual defesa sobre o banimento deste tipo de “declarações”. Da previsão do melhor efeito: condicionar o futuro. Depois, a fase da “irrelevância”: a fraqueza dos órgãos disciplinares. Mesmo que a execução da estratégia traga castigos para os dirigentes-actores, qual o grau de privação e de prevenção-exemplo para outros actores se a justiça desportiva (actual e posterior à entrada do dr. Gomes na Liga) não fiscaliza nem pune, por “não acatamento”, o desrespeito das “inabilitações” durante o período da suspensão? Se o dirigente punido continua a poder representar a sociedade desportiva no âmbito da competição, a emitir declarações públicas em seu nome e a actuar no exercício da esmagadora maioria das funções regulamentares, que força tem o risco de castigo disciplinar? Nenhum! Para completar, o montante das multas compensam o “crime” e a lei ainda não foi ao ponto (como deveria) de alargar o castigo ao regime das incompatibilidades, inibições e suspensões dos administradores e gerentes dos clubes-sociedades. Assim sendo, siga o regabofe. A que o dr. Gomes deu vida em 2010. E os seus se incumbem de alimentar, com denodo e folia: para quê o incómodo?..."

Jesus não pode nascer dez vezes

"Há meia dúzia de anos, chegava Jorge Jesus a Braga, após duas excelentes épocas no Belenenses, um atual dirigente do Benfica confidenciou a um amigo comum que só não defendeu a sua contratação porque, dizia, “o Benfica não pode ter um treinador que não sabe falar”. Não tardou muito a que a necessidade derrotasse a “sensibilidade auditiva” e o técnico fosse chamado aos serviços de urgência.
Se é verdade que Jesus, com o traquejo que ganhou, se expressa hoje melhor, é também certo que o domínio da palavra continua a não ser o seu forte, tanto mais que enfrenta duas inimigas ferozes: a espontaneidade, que faz com que por vezes responda primeiro e pense depois, e a dificuldade do improviso, que o força a nem sempre utilizar os termos adequados. E como não consegue fugir ao destino, volta que não volta sai asneira.
Não creio que no caso do “têm de nascer dez vezes”, que irritou os jovens da formação, se tenha tratado propriamente de asneira. Por um lado, jogadores como Matic não nascem aos pontapés, pelo que Jesus podia até ter optado por “têm de nascer 50 vezes” em vez de dez porque era a raridade do aparecimento desse tipo de futebolista que pretendia sublinhar. Por outro, a qualidade alcançada pelo sérvio não se encontra simplesmente porque se quer, nos “dentes de leite” da academia. William Carvalho, por exemplo, teve de fazer 50 jogos na Bélgica e trabalhar muito para alcançar a maturidade que lhe faltava e ser o que é. E o próprio Matic “enganou” o Chelsea, que o dispensou e com isso perdeu 20 milhões de euros. 
Infelizmente para ele, Jesus não pode ter a filosofia de Leonardo Jardim, que lapida os diamantes da academia com tranquilidade porque o nível a que o Sporting tinha descido lhe dá agora tempo para construir uma equipa. No Benfica não é assim, os investimentos obrigam a retorno urgente, a pressão sobre o técnico é tremenda e o “Manel” que ele tem de arranjar já, para o lugar de Matic, deve também corresponder de imediato porque LF Vieira e os adeptos não dão margem de erro ao treinador. Jesus não terá oportunidade de “nascer dez vezes”. Se calhar, nem só mais uma."

domingo, 19 de janeiro de 2014

Rodrigol !!!

Benfica 2 - 0 Marítimo

Jogo tranquilo, muito por culpa dos jogadores, que entraram com confiança... mas como é óbvio, por muita competência que se tenha, se a bola não entrar na baliza, tudo o resto não conta, e assim jogadores com a inspiração do Rodrigo, são fundamentais!!!

Recordo que este Marítimo, na última Terça-feira em Alvalade, para a Taça da Liga, perdeu por 3-0, mas teve 2 penalty's claros a seu favor não assinalados, viu o Central adversário levar um amarelo, quando devia ter visto um Vermelho, e não ficou atrás nos remates à baliza...!!!
Hoje o Benfica dominou completamente o jogo,  e mesmo na 2.ª parte, quando o Marítimo quis subir mais, foi o Benfica que teve as principais oportunidades de perigo... mas mesmo assim, o Oblak lá vez finalmente 3 intervenções de qualidade (e mais uma, onde foi assinalado, bem, fora-de-jogo!!!).

O Fejsa, para este tipo de jogos é mais do que suficiente. Esteve muito bem no chão, e no ar (surpreendeu-me esta faceta!!!), não inventou na construção... Naquela 'cueca' do Danilo Dias é que ficou mal, mas recuperou bem... Nota-se a evolução do Markovic, tanto nas tarefas defensivas, como no jogo colectivo, só lhe falta acertar o tempo de passe, nas acelerações 'speedy gonzales'!!! O Rodrigo está com a moral toda, praticamente 2 anos depois do Bruto de São Petersburgo, o verdadeiro Rodrigo, está de volta...!!!
O esquema das substituições do Jesus, era sempre igual: a primeira aos 60 minutos, a outra entre os 70 e os 75 minutos, e a 3.º à entrada dos descontos. Nas últimas partidas tem retardado as substituições inexplicavelmente... Hoje, com a novela da Formação durante a semana, colocar o Cavaleiro e o André Gomes, praticamente nos descontos, é só para por mais lume na fogueira...!!!

O relvado continua em má forma, os prognósticos para os próximos dias, prometem Sol, espero bem que sim, porque, principalmente na faixa central, é muito difícil jogar... Estas condições, além de exigirem mais esforço aos nossos jogadores, a cada 15 dias, facilita o trabalho a quem defende com autocarros, ou semi-autocarros!!!

Num jogo tão fácil de dirigir, é inacreditável a quantidade de erros que o Huguinho voltou a cometer. É verdade que no 2.º golo do Benfica, existe fora-de-jogo, mas a responsabilidade é do fiscal-de-linha, além disso o lance é complicado... Agora, só na 2.ª parte, marcaram 4 lançamentos laterais ao contrário, e um canto, sempre contra o Benfica!!! É demasiada incompetência... E já na 1.ª parte, no primeiro remate do Marítimo, que ia traindo o Oblak devido ao ressalto na relva, existe fora-de-jogo no início da jogada...!!! O penalty não assinalado sobre o Markovic, é mais um exemplo, de como os árbitros em Portugal são promovidos a Internacionais (e se mantém lá!!!)...

Vitória na 'negra', permiti seguir em frente na Taça de Portugal

Sp. Espinho 2 - 3 Benfica
25-21, 22-25, 28-26, 20-25, 12-15

Depois do início de época atribulado, o dinheiro lá apareceu e o Sp. Espinho lá inscreveu os estrangeiros, mas os pontos perdidos nessa fase conturbada, vão de certeza absoluta, fazer com que os Espinhenses comecem a 2.ª fase do Campeonato, com vários pontos de atraso em relação ao Benfica e à Fonte do Bastardo, sendo improvável que os consiga recuperar... sendo assim, a única competição, que o Sp. Espinho estava em igualdade de circunstâncias com as duas equipas mais fortes, era na Taça de Portugal. E ainda por cima, o sorteio foi-lhes favorável, com o jogo em casa. Dito isto, este jogo, para o Sp. Espinho, era o jogo mais importante da época. Uma autêntica final...
Os parciais, provam, as enormes dificuldades que o Benfica foi obrigado a ultrapassar, perder o 3.º set nas vantagens deve ter sido complicado, mas equipa não abanou, reagiu, e na negra, venceu...

Liderança reforçada...

Benfica 87 - 71 Galitos
20-18, 23-14, 22-23, 22-16

Com a derrota do Guimarães na Madeira, aumentámos a distância para o 2.º classificado.
Voltámos a fugir no marcador durante o 2.º período, num jogo onde até tivemos uma boa percentagem nos lançamentos, curtos e longos... a igualdade nos ressaltos: é estranha!!!
Foi bom rever ex-capitães do Benfica: o Minhava, e o Tavares, os melhores jogadores e os melhores marcadores do Galitos neste jogo!!!

Vitória... com muita Paixão!!!

Portimonense 0 - 2 Benfica B

Mais um jogo marcado pelo árbitro: Bruno Paixão!!! Foi obrigado a expulsar um jogador da casa, logo aos 2 minutos, a partir daí, andou obsessivamente à procura de álibis para expulsar jogadores do Benfica. E conseguiu: 2 !!!

Na 1.ª parte, os nossos jovens não souberam jogar com as emoções do jogo, o Portimonense 'revoltou-se' contra a expulsão (justa, diga-se...), e mesmo a jogar com menos 1, foi a equipa mais objectiva...
Na 2.ª parte tudo mudou, o Benfica consolidou a superioridade numérica, o João Teixeira marcou um grande golo, mas logo de seguida perdeu a cabeça, e foi expulso... O Rojas entrou, roubou a bola, e marcou o golo do descanso... Antes do jogo acabar, o Fábio Cardoso  fez penalty (a falta existiu, o problema foi o segundo amarelo, já que o primeiro foi absurdo!!!), mas o Varela voltou a defender um penalty!!!

Hoje voltámos a jogar com uma equipa quase toda formada no Benfica, só o Lindelof, o Nelsinho (Semedo), e o Lolo chegaram mais tarde... E a tendência, é para este número aumentar.
Quando o João Teixeira começou a ter alguns minutos, afirmei logo, que tínhamos jogador... ainda precisa de evoluir, principalmente no tempo de passe, mas temos um box-to-box com qualidade... Gostei do Cardoso, creio que tem melhorado... o Rúben Pinto continua a confirmar credenciais a '6'... em sentido contrário tenho notado, um abaixamento de forma no Lolo...!!!
O Bernardo tem pormenores de muita classe, mas tem que ser mais constante... Esteve muitíssimo bem, na flash-interview: nem as palavras do Jesus, puseram em causa o valor dos jogadores da formação, nem os comentários dele e do Nascimento, tiveram como objectivo atingir o treinador principal...!!!

Pena, aquele período menos bom, a meio da 1.ª volta, porque tirando essa série negativa, os resultados desta equipa têm sido agradáveis, principalmente em casa... O facto desta equipa liderar, por larga margem, a classificação dos cartões Vermelho, é indicador mais do que suficiente, para se perceber o anti-benfiquismo alargado que se vive nos campeonatos profissionais!!!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Vitória, no meio de muitas ausências...

Sp. Horta 22 - 28 Benfica

Vitória fácil, com um arranque do Elledy a fazer 5-0 nos primeiros minutos!!!
É verdade que o Sp. Horta teve duas baixas, e que o seu melhor jogador tem 41 anos... mas nós estamos a jogar sem o Carneiro e sem o Pedroso, e o Tiago Pereira foi para o banco, mas não jogou...
Com o 6-16 ao intervalo, a 2.ª parte foi para cumprir calendário... relaxamos um pouquinho demais, o Álamo foi para o banco, e os apitadeiros tentaram encurtar as diferenças... mas um desconto tempo, com 16-22, chegou para devolver a concentração!!!
Nem nos Açores nos safamos dos Brother's 'Mertalha' Martins!!! Nem num jogo fácil decidido nos primeiros minutos, os rapazes conseguem passar despercebidos!!! Quando a incompetência, se junta aos ódios de estimação...!!!

Na próxima jornada vamos a Braga, nunca seria fácil, mas com este rol de lesionados, vai ser muito, mas mesmo muito complicado... Sem acidentes graves de percurso, o Campeonato será decidido na 2.ª fase, mas ultrapassar esta fase de muitos lesionados com vitórias poderá ser decisivo.