"Desde que este Conselho de
Arbitragem iniciou funções, a
arbitragem portuguesa regrediu 30 anos. Chegou a níveis de
mediocridade, digamos assim,
que apenas encontram paralelo nos tempos do Apito Dourado – então com outras cores e
outros protagonistas.
Já na ponta final da temporada
2024/25 sentíramos na pele os
efeitos desse abominável
mundo novo. Todos nos recordamos de rasteiras com o
ombro e de pisões na cabeça,
que subtraíram ao Benfica um
Campeonato e uma Taça de
Portugal. O protocolo do VAR
tornou-se opaco, parecendo
traduzir-se em algo como: “Se é
contra o Benfica chama-se o
árbitro, se é contra o Sporting
ignora-se e siga o jogo.” As
nomeações tornaram-se estranhas. Mas a época seguinte
(a última) foi ainda pior: talvez
culpas próprias tenham impedido o Benfica de chegar ao título, mas foram as arbitragens, e
só elas, que nos impediram de
alcançar o 2.º lugar e participar
na Champions League. O beneficiário foi o mesmo.
A dada altura, o presidente do
Sporting, em clara sintonia
com o CA, propôs até castigos
mais pesados para quem criticasse os árbitros, pretendendo
impor assim uma lei da rolha
tipo bico calado e cara alegre.
Com a estrepitosa saída de
Duarte Gomes, percebemos
que as coisas podiam ser mais
graves do que imaginávamos.
A investigação levada a cabo
pelas autoridades judiciais veio
acentuar todas as suspeitas.
No futuro saberemos se há
matéria criminal a envolver
Luciano Gonçalves e a sua
equipa. Mas, independentemente das conclusões que
venham a ser tiradas no âmbito da Justiça, por tudo o que
vimos nos campos, pela, digamos assim, incompetência
manifestada na gestão da arbitragem portuguesa ao longo
deste período, Luciano Gonçalves não tem condições para se
manter no cargo.
Com este CA, temo seriamente
que o Benfica não volte a ser
campeão."

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