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segunda-feira, 27 de julho de 2026

13 Anos | Museu Benfica - Cosme Damião

Terceiro Anel: Bola ao Centro #215 - VERGONHA EUROPEIA E CORDA AO PESCOÇO!!! 🦅🔴

Falar Benfica - Os rapazes da Gomes Pereira #8

Zero: Flash - S11E70 - Benfica arruma a casa e sonha com Palhinha

Zero: Mercado - Despedidas em Lisboa

BF: Esquerda...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... -Pote diz adeus. Alvalade aguenta esta revolução silenciosa?

King...

Verdade, se as vedetas de hoje jogassem noutros tempos, seria engraçado!!!

Conferência de imprensa no relvado


"Vieira decidiu voltar à discussão pública. Independentemente das motivações, conseguiu aquilo que qualquer comunicador procura: alterar o centro da conversa. Deixou de se discutir apenas uma derrota europeia. Passou a discutir-se liderança, competência e capacidade para preparar um novo ciclo.

A derrota na Suíça não abalou apenas uma eliminatória europeia. Abalou também uma estratégia de comunicação.
No final da pré-temporada escrevia aqui que o Benfica tinha optado por se fechar no castelo. Uma estratégia de contenção, assente na ideia de reduzir o ruído exterior e deixar que a comunicação mais importante fosse feita dentro do campo. A lógica era simples: enquanto os resultados acompanhassem o discurso, a liderança seria protegida e o novo ciclo ganharia estabilidade.
Dias antes da derrota, Rui Costa quebrara o silêncio para enquadrar o mercado e proteger o novo ciclo liderado por Marco Silva. Procurou recentrar expectativas e dar cobertura política ao projeto. O problema é que, no futebol, poucas mensagens sobrevivem a noventa minutos. O resultado desportivo acabou por sobrepor-se à mensagem institucional.
É precisamente aqui que reside o risco desta opção.
Quando uma estratégia de comunicação assenta quase exclusivamente no rendimento da equipa, cada vitória reforça a liderança. Mas cada derrota destrói, em poucas horas, a perceção de segurança que demorou semanas a construir.
O problema nunca foi apenas o resultado na Suíça.
Foi perceber como uma única derrota conseguiu reabrir todas as dúvidas que o Benfica procurava fechar desde junho.
Nestes momentos, a pressão nunca permanece no relvado. Sobe inevitavelmente na vertical. Começa nos jogadores, passa pelo treinador e fixa-se na estrutura liderada por Rui Costa.
Foi precisamente nesse contexto que Luís Filipe Vieira decidiu voltar à discussão pública.
Independentemente das motivações, conseguiu aquilo que qualquer comunicador procura: alterar o centro da conversa. Deixou de se discutir apenas uma derrota europeia. Passou a discutir-se liderança, competência e capacidade para preparar um novo ciclo.
É essa a verdadeira dimensão das suas declarações.
A segunda mão deixa, por isso, de representar apenas uma oportunidade de qualificação europeia. Representa também um teste à estratégia de comunicação escolhida para esta época.
Porque o silêncio é uma ferramenta poderosa.
Mas apenas enquanto o campo lhe dá razão.
Quando isso deixa de acontecer, cada jogo transforma-se inevitavelmente numa conferência de imprensa. E, nesse momento, o departamento de comunicação perde protagonismo para os únicos porta-vozes capazes de alterar a narrativa: treinador e jogadores.
Próxima pergunta!"

James, Jordan, Messi, Ronaldo… Eu vi-os!


"Jordan não diminui LeBron. LeBron não apaga Jordan. Messi não retira um centímetro à grandeza de Cristiano. Cristiano não apaga as pinceladas fantásticas de Messi. Pelo contrário. Uns engrandecem os outros.

LeBron James vai trocar os Los Angeles Lakers pelos Philadelphia 76ers e, aos 41 anos, prepara-se para entrar na 24.ª temporada da carreira, um dos inúmeros recordes que ostenta na NBA. Sem me dar conta, olho para trás e constato que tenho sido um sortudo. Costumamos entreter-nos naquelas discussões intermináveis sobre quem é o melhor, no caso do basquetebol a envolver king James e Michael Jordan.
Sim, o debate eterno e planetário é outro, protagonizado por Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Conversas apaixonantes, mas que impedem-nos tantas vezes de apreciar o essencial — gastamos demasiadas energias a argumentar sobre quem deve ser o número um sem percebermos que o verdadeiro privilégio foi vê-los em ação do primeiro ao último capítulo de histórias de encantar.
Um argentino a tornar-se num génio que obrigou os compatriotas a compará-lo a Diego Maradona, ou seja, a Deus. Lionel Messi fez-nos acreditar de novo que a bola podia ser uma extensão do corpo e continua a provar que nunca houve um jogador tão sublime a assistir como a faturar.
Um português a conquistar o mundo com arte única para gritar golo. Cristiano Ronaldo fez do talento o ponto de partida e com uma ética de trabalho indestrutível o improvável é só rotina.
Um rapaz de Akron, no Ohio, a desafiar os limites. LeBron James é a imagem da excelência que atravessa diferentes gerações, treinadores, estilos de jogo, companheiros e adversários.
Ou aquele senhor de língua de fora que parecia voar sempre um pouco mais alto do que a concorrência. Michael Jordan jogava como se cada posse de bola fosse uma questão de vida ou de morte. Air Jordan transformou a NBA num fenómeno global e criou uma imagem de invencibilidade que ainda hoje serve de medida para todos os que vieram depois.
Jordan não diminui LeBron. LeBron não apaga Jordan. Messi não retira um centímetro à grandeza de Cristiano. Cristiano não apaga as pinceladas fantásticas de Messi. Pelo contrário. Uns engrandeceram os outros.
Será difícil às gerações futuras entenderem o que significava viver numa época em que, jogo após jogo, éramos capazes de abrir a boca de espanto. Um drible impossível. Um remate do meio da rua. Um lançamento sobre a buzina. Um afundanço com estrondo. Os recordes serão batidos, os títulos poderão ser igualados. É a natureza do desporto. O que dificilmente voltará a repetir-se é a coincidência histórica de quatro atletas com impacto tão profundo.
Eu tive a sorte de os ver aos quatro!"

A importância da Medicina Dentária Desportiva


"Não existe desempenho desportivo sem saúde. E não existe saúde plena sem saúde oral.
O desporto evoluiu e tornou-se cada vez mais exigente. Em paralelo, a Medicina Dentária acompanha essa evolução, assumindo um papel integrado no acompanhamento do atleta, desde a avaliação clínica e prevenção de lesões orofaciais até à intervenção em contexto competitivo.
Esta realidade traz consigo novas responsabilidades. A formação deve acompanhar a evolução da Medicina Dentária e responder às necessidades emergentes da sociedade e do desporto, preparando profissionais capazes de integrar equipas multidisciplinares, compreender as exigências específicas da prática desportiva e contribuir para uma abordagem integrada da saúde do atleta. A Medicina Dentária Desportiva exige conhecimentos e competências próprias. Não basta reconhecer uma lesão; é necessário compreender o mecanismo do trauma, interpretar as estruturas envolvidas e decidir a abordagem mais adequada em cada situação clínica.
Hoje, a Medicina Dentária Desportiva assume um papel determinante ao integrar a saúde oral numa abordagem global do atleta. Ao aliar prevenção, avaliação clínica, atuação em contexto de urgência e acompanhamento continuado, contribui para proteger a saúde do atleta, otimizar a resposta perante situações de urgência e promover uma prática desportiva mais segura, mais informada e centrada no atleta.
Perante um traumatismo orofacial, onde muitos veem apenas sangue, o médico dentista com formação específica consegue interpretar o que está por detrás da lesão. É essa leitura clínica que orienta a decisão e a intervenção imediata em contexto de sideline.
A Medicina Dentária Desportiva não vive da reação. Vive da antecipação.
A consulta de pré-época começa por uma pergunta essencial: o que deve ser avaliado no atleta? 
O atleta não pode ser visto apenas quando se lesiona. Tem de ser acompanhado antes, durante e depois da época competitiva. A avaliação clínica, a identificação de fatores de risco e a definição de estratégias de prevenção e proteção permitem antecipar problemas antes de se manifestarem clinicamente.
Ensinar Medicina Dentária Desportiva implica aproximar os profissionais e estudantes da realidade clínica e desportiva, porque é no contacto com o atleta que o conhecimento ganha verdadeiro significado. É essa proximidade entre a formação, a investigação e o terreno que prepara profissionais mais competentes e uma Medicina Dentária capaz de responder aos desafios do futuro do desporto.
A excelência clínica não se mede apenas pela forma como se trata uma lesão. Mede-se pela capacidade de a antecipar, interpretá-la e acompanhar o atleta antes, durante e depois da competição."

domingo, 26 de julho de 2026

Demissão!

Se houvesse um pingo de vergonha, demitia-se, imediatamente!

Daltonismo crónico!!!

GONÇALO MOREIRA MERECE MAIS OPORTUNIDADES


"1.
Sou um simples treinador de bancada, às vezes com alguma informação privilegiada, mas longe de mim querer saber mais do que os verdadeiros treinadores. As minhas opiniões valem o que valem.

2.
Gonçalo Moreira mostrou serviço em todos os escalões de formação: no Benfica e nas seleções. Na época passada foi figura de muito destaque na equipa B e na Youth League.

3.
Cada vez que o vejo jogar, como ontem contra o Belenenses, fico com a ideia de que tem valor mais do que suficiente para lhe serem dadas oportunidades na equipa principal. O Belenenses é fraco? É verdade, mas foi fraco para todos, não só para o Gonçalo Moreira.

4.
Há quem compare Gonçalo Moreira a João Neves: pela estatura, pela intencionalidade e intensidade com que se entrega a cada jogada, pela alta rotatividade, pela forma como parece estar em todo o lado, pela qualidade do seu futebol e... pelo hábito de jogar com a camisola dentro dos calções. Eu evitaria comparações: elas raramente ajudam o comparado.

5.
Quando vejo Sudakov, que não há meio de nos convencer, penso muitas vezes no que poderia fazer o Gonçalo Moreira no lugar do ucraniano. E fico com a ideia de que se lhe derem oportunidades a equipa sairá a ganhar com a troca.

6.
O futuro próximo de Gonçalo Moreira está nas mãos de Marco Silva. Eu desejo vê-lo mais vezes a jogar na equipa principal. Posso estar redondamente enganado, mas acho que, como João Neves, rapidamente agarraria o lugar."

A primeira ceia de Jesus


"Lembro-me de o ver jogar. O pelado do velhinho Campo J. Pimenta representava, no início da década de oitenta do século passado, os sonhos de muitos jovens apaixonados pelo futebol.
O Estrela da Amadora dava os primeiros passos na divisão principal, e Jorge Jesus era uma das figuras, aos 26 anos, de uma equipa que fazia finca-pé da teimosia e de criar imensas dificuldades aos mais pintados, sempre que se deslocavam à Reboleira.
Jesus era um dos mais notórios futebolistas da altura, pela sua qualidade e, da mesma forma, pela vasta cabeleira que o distinguia de toda a concorrência. Sinais, imagens de uma marca que haveria, muitos anos depois, de permanecer no atleta feito treinador e apostado em ultrapassar fronteiras para assinar uma carreira de prestígio.
Mário Rui, em 1990 presidente do Amora Futebol Clube, viu em Jesus a figura ideal para reformular o plantel da Medideira, dando-lhe a mão para a primeira experiência a partir do banco de suplentes.
O que vos quero dizer é que nada, absolutamente nada na carreira de 36 anos como treinador de futebol, me surpreende no amadorense sonhador. O carisma, a visão tática, a relação com os jogadores, a construção de balneários coesos e impenetráveis. Afinal, as principais caraterísticas que marcaram (e continuam a fazê-lo) um percurso que deu títulos maiores em Portugal, no Brasil, na Arábia Saudita e na Turquia. Por onde passou, permitiu-se deixar marca, ainda que, para que implementasse as suas ideias, o seu estilo e a sua imagem, tenha tido necessidade de dar murros na mesa, muito para lá, até, da espuma dos dias que a comunicação social tem acesso.
Porque, para Jesus, é essencial sentar à sua ceia quem, efetivamente, esteja de acordo com os seus métodos e não tenha receio de arriscar. Tem sido um dos seus segredos (mal) guardados, porque é pública e notória essa caraterística.
De resto, na conferência de imprensa que marcou o início do seu consulado na Federação Portuguesa de Futebol, foi claro como água: quem com ele estiver, terá tudo. Terá um selecionador disponível, aberto ao diálogo e preparado para dar o corpo às balas pelo seu grupo. Quem não compreender o compromisso adicional e inquestionável que o chamamento da Seleção Nacional aporta às respetivas carreira profissionais, quem se recusar a perceber o sentido máximo da representação do país, pode fazer as malas e deixar a Cidade do Futebol.
Neste projeto, com alguém como Jorge, só há lugar a quem tenha sentido de equipa, de coletivo, fazendo da consciência da soma de valores individuais a mais-valia do grupo.
Sentido de pertença a um bem maior, a tal Equipa de Todos Nós que a felicíssima e duradoira expressão criada e popularizada por Cândido de Oliveira pretendeu, transversalmente, motivar e exponenciar.
Jesus sabe que corre riscos neste regresso a Portugal. Desde logo, as rivalidades intestinas que caraterizam o futebol doméstico, com o clubismo exacerbado a ultrapassar, muitas vezes, os limites da decência e da urbanidade, seja por culpa de uma muito portuguesa tradição de falar mal do vizinho para engrandecer méritos próprios, seja pela irresponsabilidade consabida de muitos dirigentes de topo, de colocar à frente dos interesses globais da indústria e do negócio as quezílias e as questiúnculas coloridas, sejam vermelhas, azuis ou verdes.
Portugal é assim, associando uma muito latina mentalidade e uma doentia incapacidade de separar o trigo do joio e a uma indomável vontade de levar a crítica e a má-língua a patamares inadmissíveis quando se trata de desporto, ainda que de alto rendimento e com riscos diretamente associados.
Jesus sabe-o melhor do que ninguém, ao ter trocado Benfica por Sporting num momento especialmente sensível da história das rivalidades entre os dois gigantes lisboetas.
Mas, se bem o conheço, esse perfil português terá até sido uma das coadjuvantes no processo de tomada de decisão favorável ao desafio de Pedro Proença, um presidente da Federação Portuguesa de Futebol inevitavelmente amarrado à decisão e à escolha que previamente tinha feito, por força da vitória entretanto alcançada pela Seleção na quarta edição da Liga das Nações. Optou por cumprir o compromisso com Roberto Martínez, mas sabia-se que o final da participação lusa no Mundial das Américas marcaria, sem volta a dar, o termo do acordo com o treinador espanhol.
Portanto, da parte do líder federativo, foi um processo simples e, pela banda do treinador da Amadora, uma decisão imediata, alinhada com o que ele próprio sempre havia assumido como perspetiva para os anos finais da sua carreira.
A gestão do balneário, para um selecionador — que não treina diariamente, que observa a uma distância de segurança e que constrói, anualmente, dez ou doze microciclos de treino — é o elemento essencial da sua conduta e do seu projeto. Com ela dá forma à implementação do seu estilo de jogo, a ela junta as nuances táticas com que aproveita as sucessivas gerações de jogadores, projetando a mescla ideal entre os pilares experientes e os recém-chegados irreverentes.
Não tem tempo nem mãos a medir: os primeiros desafios, num novo modelo de agrupamento das datas FIFA, chegam já em setembro, e Portugal é, até, o defensor do título em nova edição da Liga das Nações.
Ao novo selecionador é devido o tempo, mas sobretudo o reconhecimento de que dificilmente haveria, em Portugal, alguém mais capaz, mais dotado e com maior vontade de aceitar este trabalho. E isso, para os adeptos do futebol, deverá ser suficiente para manter expetativas elevadas…

Cartão amarelo
Sim, estamos no início da temporada, e treinadores recém-chegados merecerão sempre um amolo espaço, correspondente ao natural benefício da dúvida. Mas os processos de construção de uma equipa não se compadecem com calendários cada vez mais apertados. E o Benfica não estava habituado a uma pressão inicial tão notória, seja pela chegada de Marco Silva e da sua equipa técnica, seja pela necessidade de, do ponto de vista competitivo, entrar já em julho a defender uma posição nas competições europeias. O presidente encarnado, Rui Costa, foi claro na projeção da eliminatória com os suíços do St. Gallen: seria inadmissível qualquer outro desfecho que não fosse a passagem à fase seguinte. Ora o primeiro jogo foi de um cinzentismo notório, e o Benfica regressa a Portugal a ter de dar a volta, quinta-feira, no estádio da Luz. Creio que o antigo treinador do Sporting e do Fulham tem a plena noção do quão significativo se tornou o jogo da próxima semana…"

Zero: Mercado - Despedidas em Lisboa