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sábado, 30 de maio de 2026

O Benfica Somos Nós - S05E59 - Final de época, parte II

Zero: Ponto Final - Pizzi...

DeLetra #44 - Dantas -⚽ Do Benfica para o Bayern, jogar na Grécia e João Félix

O Cantinho Benfiquista #229 - No Time To Waste

Errar é humano, em inglês!!!

Valor...

Como convencer Marco Silva


"Enquanto não há certezas, a crítica ocupa espaço; José Mourinho ficou sem condições que sejam benéficas para continuar na Luz; o Benfica precisa que Marco Silva sinta que vai ter sucesso

Tudo se vai passando nos bastidores, ninguém assume compromissos de viva voz e a crítica tem ocupado um espaço que está vazio pela ausência de comunicação e certezas de qualquer forma.
As eleições no Real Madrid baralharam tudo, Florentino Pérez tem de garantir que vence e José Mourinho que isso suceda, pois neste momento, e partindo do princípio que a proposta de renovação do Benfica está válida, a permanência na Luz já não seria benéfica.
Rui Costa, portanto, tem de encontrar um sucessor e isso significa convencer Marco Silva que, no meio de tudo isto, está na situação mais confortável. O Fulham quer renovar com ele, oferece um salário considerável e a Premier League, o mercado aonde todos querem chegar. Marco nunca ficará de mãos a abanar, ainda que também o clube londrino deva ter os seus timings para definir o futuro.
Além disso, Marco Silva conhece os números de José Mourinho no Benfica. Sabe quanto o clube estava disposto a pagar para garantir a continuidade do setubalense e sabe ainda que o Benfica não deve adiar muito mais uma decisão sobre o banco. Claro, há o exemplo de Farioli que chegou ao FC Porto bem mais tarde no verão, mas na Luz ainda se joga no campo político e ninguém admite que se chegue às AG de junho sem treinador.
O Benfica tem, portanto, de convencer Marco Silva. Pode até não lhe oferecer o mesmo ordenado que o Fulham, o próprio técnico saberá distinguir as realidades inglesa e portuguesa, mas tem de encontrar-se a nível financeiro com o técnico. Os encarnados ficaram sem o trunfo Champions no imediato, ainda que contem desportivamente na Europa como o Fulham não o faz.
Ao fim de muitos anos em Inglaterra, Marco Silva pode olhar para o Benfica como a oportunidade de conquistar títulos de forma consistente, regressar à Liga dos Campeões como ambição (o contrato nunca será de uma época) o que, caso assim o deseje, o pode recolocar no radar dos maiores campeonatos num patamar acima do Fulham.
Por fim, estrutura. Marco Silva disse-o, do lado do Fulham necessita de ter garantias para lá das financeiras: quer garantias desportivas. Marco Silva escutará a liderança, mas também saberá o que a crítica vai dizendo do Benfica e é, portanto, presumível que exija o mesmo na Luz. Isso pode agitar, de algum modo, a estrutura no Seixal. É preciso que Marco Silva sinta que não vem apenas para ocupar uma cadeira vazia, mas que tem condições para ter sucesso nela."

Luis Enrique podia ser um herói da Marvel


"Pode ser o segundo treinador a vencer duas Ligas dos Campeões consecutivas, depois de Zidane, mas é o 'como' e não o 'quanto' que o aproxima de uma personagem de ficção

Tony Stark podia ser interpretado por Luis Enrique. Arrogante, cínico, desafiador nas conferências de imprensa, vendo os media como uma espécie de inimigo, distribuindo patacoadas que ajudam a construir um escudo à volta da sua equipa. Dentro de portas, porém, não se importa de se expor, exibindo a sua mais pura condição humana, como o fez mais que uma vez em documentários intimistas reveladores uma das personalidades mais complexas e extraordinárias do futebol moderno. A diferença, porém, é que O Homem de Ferro é uma personagem de ficção, ao passo que o espanhol é uma figura real, que por acaso já participou no Iron Man, o que o torna muito mais especial.
Neste sábado, em Budapeste, se vencer o Arsenal, o asturiano tornar-se-á no segundo treinador a conquistar duas Champions consecutivas no formato contemporâneo da prova rainha da UEFA. O primeiro foi Zinédine Zidane, quando o francês ganhou em 2016, 2017 e 2018. Mas não será pelo quanto, antes o como o treinador do PSG poderá ficar na história. Sem querer ser injusto para com Zizou, há uma diferença gigantesca entre os dois: o Real Madrid venceu pela capacidade dos seus jogadores, com Cristiano Ronaldo à cabeça, os de Paris estão a fazê-lo por causa do homem que os comanda a partir do banco.
«Para o ano vou controlar tudo». Esta foi uma das frases que mais vezes recordo do documentário sobre a sua primeira época no PSG, a propósito de não conseguir pôr a estrela Mbappé a defender como o fazem todos os atuais avançados da formação gaulesa. Esta obsessão foi premiada há um ano e a menos que haja alguma surpresa sê-lo-á em 2026. Não tenho muitas dúvidas de que o antigo jogador do Real Madrid e Barcelona vai marcar uma era. Não tem o glamour de Guardiola, mas merece ser objeto de estudo de todos os que gostam de futebol - ou simplesmente dos que aspiram a gerir equipas.
Este PSG tornou-se numa das melhores obras de autor deste século. Junta, na mesma equipa, princípios da escola Barcelona e a verticalidade dos melhores intérpretes do futebol alemão: a procura incessante, ao centímetro, da ocupação de espaços para criar linhas de passe ao futebol vertical e de transições; a construção em superioridade numérica no primeiro terço com a pressão asfixiante; e ainda assim ainda dá tempo e espaço para os seus jogadores usarem a criatividade num caos controlado.
Luis Enrique podia ser um Guardiola e Jurgen Klopp na mesma pessoa, mas já vai sendo o tempo para dizer que a sua marca é tão avassaladora que qualquer comparação soaria a um desaforo, de tão redutora. A forma mais genuína de analisar um treinador é ouvir o que os seus jogadores dizem dele e até hoje não me recordo de ler críticas marcantes. O homem que deseja «controlar tudo» conseguiu criar 11 estrelas de espírito operário; não apenas meia dúzia, mas uma equipa inteira e os seus suplentes. Não me recordo de algo assim.
Come seis ovos por dia, detesta queijo, dorme nu e passou pelo trauma da perda de uma filha de nove anos. Luis Enrique tem todos os traços de um herói da Marvel.

ELEVADOR DA BOLA
A subir
Bruno Fernandes, médio do Manchester United Foi considerado o melhor jogador da Premier League em 2025/26 e a sua equipa não ficou nos dois primeiros lugares. Isto diz muito sobre a época do internacional português, cuja carreira merece ser também acompanhada de títulos coletivos.

Estagnado
Carlo Ancelotti, selecionador do Brasil Renovou com a seleção brasileira até 2030 ainda antes de iniciar o Mundial 2026, para o qual foi obrigado a chamar Neymar, numa decisão que pareceu ser desconfortável... e forçada para o experiente treinador italiano.

A descer
Míchel Sánchez, ex-treinador do Girona Ficou na história por levar o modesto Girona à Champions dois anos depois de alcançar a subida à LaLiga. Foi ontem despedido na sequência da... descida da divisão da equipa. O preço a pagar por nunca ter pretendido sair pela porta grande."

Benfica e Sporting: a crise alastra em lideranças sem líderes


"Entre a paralisia na Luz e as desculpas em Alvalade, os grandes expõem a sua maior fragilidade: o vazio de rumo estratégico num dirigismo que governa, mas não lidera o jogo

Enquanto os rivais já vão chegando às suas primeiras metas estipuladas para o mercado, o Benfica, que até viu o seu arranque ser antecipado pela conquista da Taça por parte do Torreense, faz chegar aos jornais, de forma direta ou indireta, que acelera na preparação da nova época. Mais do que algo palpável, é a tal palmadinha nas costas, acompanhada de piscar de olho de chico-esperto, que apenas aparece para manter as coisas serenas. Criar pelo menos a dúvida à contestação. Lembra sem lembrar que a preocupação e a imagem de crise e caos são coisas de jornais e jornalistas, que há um timoneiro ao leme e que vai correr bem. E se correr mal, outra vez?
Não há dúvida de que toda a situação foi gerida à-Rui Costa, ou seja, com ausência comunicacional absoluta ou completamente desenquadrada do divulgado quase em uníssono por praticamente todos os órgãos, exceto o canal do clube. Chamemos-lhe realidade. Nomes têm sido muitos, talvez até mais do que o normal. Concretizações zero. Sem treinador, com uma oferta com nomes indisponíveis e poucas opções — ao contrário do que acontecia nos tempos de jogador, não esperem do presidente qualquer rasgo de génio —, também o melhor é que não se concretizem mesmo. A não ser que sejam nomes inequívocos, que joguem em qualquer sistema e façam sua qualquer ideia, todavia para esses não parece que haja assim tanto dinheiro.
Os líderes, os verdadeiros, não os empossados, mas aqueles que têm realmente vocação — e, sim, são raros os que viram presidentes de clubes ou políticos — conseguem olhar para lá do óbvio, ler nas entrelinhas, antecipar problemas e soluções, avistar cenários completos e não apenas o que está perto. Rui Costa teve a oportunidade de controlar a narrativa e o próprio destino. Para isso, precisava de ter a certeza da sua decisão. De ser capaz de encerrar ciclos. Não ao corresponder à abertura de José Mourinho em ficar no pré-Real Madrid, mas precisamente no abrir mão de um técnico que teima em ficar bem abaixo das expectativas que gera, desde que, precisamente, deixou a capital espanhola. A partir do momento em que não tomou o próprio destino entre mãos permitiu o colar de dois futuros, o da Luz e o outro, do Bernabéu, e do qual o emblema português nunca sairá a ganhar. Já está inclusive a perder, bloqueado no tempo, sem poder realmente avançar para a próxima temporada.
Afinal, por 15 milhões, o valor da rescisão (e eventualmente de uma contratação falhada aos dias de hoje), vale a pena abdicar de tanto?
Ridícula foi ainda a oferta posterior, quase em desespero, que só fortaleceu a imagem do Special One. Deteriorando ainda mais a do presidente, ao ponto, provavelmente, de já não se reconhecer no próprio reflexo.
O campeão não se faz só de mercado e o começar mal não quer dizer, só por si, que os encarnados terão mais uma época para esquecer. Só que o problema é esse mesmo «mais» na frase anterior. Rui Costa não chegou hoje, bem pelo contrário. As temporadas, exceção feita à primeira, com Roger Schmidt, e ainda assim com um inverno pouco equilibrado face às saídas, foram todas planeadas de forma insuficiente, com muitos negócios de oportunidade, em vez de apostas cirúrgicas.
Também há, na Luz, muita pressa no que diz respeito à afirmação de jogadores, o que precipita decisões erradas e comprometedoras do futuro. Hoje, se não fosse o Real Madrid, Schjelderup estaria em Bruges. Sem as exibições no Mundial juvenil, Prestianni andaria talvez por algum clube menor a ganhar músculo. A Sudakov, pasme-se, já lhe apontam a porta da saída tantas vezes quantas, antes de tempo, apontaram a Ríos. Falta realmente quem pense o futebol do Benfica.
No entanto, como escrevo há anos, falta antes de tudo um rumo. Que não virá com Rui Costa. Porque não olha para lá de amanhã, não vê além do Estádio da Luz e prefere que as coisas se resolvam por si só do que resolvê-las ele mesmo. Felizmente, Otamendi decidiu sair por si ou o argentino arriscaria bater todos os recordes de longevidade.
A confirmar-se, Marco Silva, cujo bom trajeto é inegável, ainda não percebeu bem onde se irá realmente meter. Quanto mais incapaz for ele próprio de preencher o vazio que irá de certeza encontrar, mais dificuldades terá em descobrir o caminho para o sucesso. Mesmo com Mário Branco, com quem já trabalhou, mas numa realidade tão distante que parece de outro planeta.
De fragilidade para fragilidade. Comunicacional. Mas também de liderança. Uns metros à frente, baixou a crise sobre Alvalade. Avisava eu, há umas semanas, que o Torreense iria determinar o quão fragilizado Rui Borges iria começar a nova temporada. E a festa azul-grená, no Jamor, juntando-se a uma temporada sem títulos e que teve como atenuantes apenas a boa campanha na Champions e o regresso, via 2.º lugar, à prova milionária, fez obviamente disparar a pressão em torno do técnico, que nunca foi realmente consensual para adeptos e críticos. Renovar com o mesmo naquela altura pareceu querer dizer que se confiava no processo independentemente dos resultados, o que não só nunca é verdade em Portugal, como ,depois de os mesmos não terem sido favoráveis, não elimina as questões sobre se mantém a confiança ou não no técnico principal. Fazê-lo agora, sim, seria uma afirmação.
Frederico Varandas veio também a público, naquele seu jeito sem jeito, abrir a porta a um verão movimentado no plantel. Num discurso muito anos-80 — na verdade, deixámo-nos iludir pela forma, o conteúdo infelizmente continua o mesmo —, o presidente do Sporting protegeu o treinador reconduzido e entregou os jogadores às feras, sugerindo já terem a cabeça no Mundial ou noutros lados, usando a palavra «atitude». Como se os futebolistas não tivessem querido ganhar a Taça ou não tivessem sequer querido jogar bem. Como se Pedro Gonçalves e Luis Suárez, aqueles que mais oportunidades tiveram, pudessem ter colocado mais vontade no prato da balança que diz «acertar».
Seria muito mais fácil para estes dirigentes se as suas equipas jogassem sozinhas, sem adversários do outro lado do campo. Aí não teriam mesmo como errar!"

Zero: Mercado - Dragão perto de contratar avançado

BF: Gustavo Sá...

5 Minutos: Diário...

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Zero: Tema do Dia - Centralização leva FC Porto a ameaçar com ações judiciais: o que está em causa?

Observador: E o Campeão é... - É justo o Casa Pia manter o lugar na primeira divisão?

Observador: E o Campeão é... - O Escândalo que Destruiu a Seleção. Episódio 1. Um passaporte envenenado

SportTV: Primeira Mão - Champions decide-se e o Torreense não para de crescer

A Verdade do Tadeia - O Mundial vai ao Bar #20 - Kempes e a marmelada peruana

SportTV: Mundial - Realpe...

Na final


"O tema principal desta edição da BNews é o apuramento do Benfica para a final dos play-offs do Campeonato Nacional de basquetebol.

1. Qualificação em 3 jogos
Em basquetebol, o Benfica ganhou, por 78-86, no reduto da Oliveirense, fechando as meias-finais dos play-offs a seu favor com três vitórias em outras tantas partidas.fu

2. Na frente
Em hóquei em patins, as águias entraram a vencer nas meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional. O triunfo ante o OC Barcelos saldou-se por 3-2.

3. A edificar o futuro
Guilherme Müller, diretor-geral do Benfica Campus, participou na tertúlia sobre o futebol de formação no âmbito da conferência "A Excelência no Futebol", organizada pela Rádio Renascença.

4. Estreia
Jaden Umeh atuou pela primeira vez pela seleção A da Irlanda.

5. Agenda para sábado
Em futsal, no masculino há o início das meias-finais dos play-offs com a visita do Benfica ao Leões Porto Salvo (15h00), e no feminino disputa-se o jogo 2 da final do Campeonato no reduto do Nun'Álvares (18h00).
Às 11h00, há dérbi de iniciados entre Benfica e Sporting no Benfica Campus. A equipa feminina de hóquei em patins recebe a Sanjoanense às 18h00 e, no mesmo horário, a equipa feminina de andebol desloca-se ao pavilhão do Gil Eanes."