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sábado, 27 de dezembro de 2025

CAN 2025: valor económico vs rendimento em campo


"Os números do mercado ajudam a contextualizar a CAN, mas raramente explicam o que acontece dentro do campo. Os dados do Transfermarkt mostram diferenças enormes no valor económico das seleções ainda em competição — e é precisamente aí que o futebol africano desmonta leituras simplistas.
Marrocos lidera a hierarquia económica com um valor global a rondar os 435 milhões de euros, seguido de perto pelo Senegal (405 M€), Costa do Marfim (370 M€) e Nigéria (281 M€). No papel, este quarteto confirma o estatuto de favorito. No campo, essa condição só se valida quando o coletivo acompanha o talento individual.
Mais abaixo surgem realidades distintas. O Egipto, avaliado em cerca de 136 M€, mantém-se competitivo graças à sua organização, experiência e inteligência de jogo. A República Democrática do Congo, com aproximadamente 133 M€, continua a provar que clareza tática e compromisso coletivo conseguem equilibrar diferenças financeiras relevantes.
O contraste torna-se ainda mais evidente quando olhamos para seleções como a África do Sul (44 M€), Angola (52 M€) ou Tunísia (69 M€), equipas cujo rendimento em campo supera claramente o valor económico atribuído pelo mercado. Do outro lado, seleções como Botsuana (3 M€), Tanzânia (6,7 M€) ou Uganda (8,3 M€) competem com limitações claras, mas sustentadas em organização e dignidade competitiva — valores que não entram em avaliações financeiras.
Em maio de 2023, quando em Dallas iniciámos o primeiro estágio com a Seleção Nacional da Nigéria e tivemos o primeiro contacto com os jogadores, tive uma percepção muito clara: o valor económico individual é determinado pelo contexto e pela sociedade. Os jogadores são, antes de tudo, humanos que fazem aquilo que mais gostam e para o qual estão naturalmente preparados.
Lembro-me da primeira palestra. À minha frente estava um grupo cujo valor global rondava os 400 milhões de euros. Victor Osimhen, avaliado na altura em cerca de 120 milhões, era apenas um miúdo-homem com um coração gigante e uma vontade imensa de vencer. Esse valor não existe isoladamente — é o coletivo que o constrói.
O valor económico ajuda, cria margem e oferece soluções. Mas não ganha jogos sozinho. Na CAN, o mercado não entra em campo. Entram homens, decisões e identidade. É aí que o rendimento real se separa do valor económico."

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Agentes de futebol e licença FIFA: entre a intenção regulatória e a inutilidade prática


"A FIFA voltou a prometer ordem num setor historicamente caótico: o mercado dos agentes de futebol. Exames, licenças, formação contínua e um foro próprio pareciam anunciar uma nova era de profissionalização e controlo. Mas entre o anúncio e a realidade prática, o Regulamento de Agentes de Futebol acabou por tropeçar e hoje levanta uma pergunta simples, mas incómoda: para que serve, afinal, a licença FIFA?
Aprovado em dezembro de 2022 pelo Conselho da FIFA, no Qatar, o novo Regulamento de Agentes de Futebol (FFAR) foi apresentado como um «instrumento equilibrado e razoável para proteger a integridade do futebol e o bom funcionamento do sistema de transferências». O discurso institucional apontava para maior transparência, profissionalização da atividade e proteção dos intervenientes mais frágeis do sistema. Ou seja, um regulamento embrulhado em boas intenções.
O FFAR entrou parcialmente em vigor em janeiro de 2023 e, na íntegra, a partir de outubro do mesmo ano, reintroduzindo um sistema de licenciamento obrigatório, sujeito a exame de acesso, formação contínua e um sistema próprio de resolução de litígios, através da criação da Câmara de Agentes no Tribunal do Futebol da FIFA.
A realidade, porém, rapidamente se encarregou de expor as fragilidades deste modelo.
Em dezembro de 2023, na sequência de várias impugnações apresentadas por federações e associações de agentes e, sobretudo, após a decisão do Tribunal de Dortmund que decretou uma providência cautelar suspendendo a aplicação de determinadas normas, a FIFA decidiu suspender parcialmente o regulamento.
Essa decisão foi formalizada através da Circular n.º 1873, de 30 de dezembro de 2023, aguardando-se agora uma pronúncia definitiva do Tribunal de Justiça da União Europeia sobre a legalidade das regras suspensas.
Nesse contexto, a FIFA recomendou que as federações membro suspendessem temporariamente as disposições em causa dos seus regulamentos nacionais, salvo se estas coincidissem com normas imperativas do direito interno.
Nesta senda, em Portugal, a Federação Portuguesa de Futebol reconheceu essa realidade, suspendendo as normas do FFAR abrangidas pela providência cautelar que não sejam simultaneamente impostas pela legislação nacional, mantendo-se em vigor as regras estruturantes já previstas na Lei n.º 54/2017, de 14 de julho.

Na prática o que quer isto dizer?
Significa que a regulação da atividade de agente continua a assentar, sobretudo, no direito interno, sendo a licença FIFA um requisito de valor jurídico limitado e de utilidade funcional discutível enquanto o núcleo do FFAR permanecer suspenso.
Importa ainda sublinhar que a suspensão do regulamento não se limitou a disposições controversas, como o teto remuneratório ou as regras de pagamento das comissões. Atingiu, de forma particularmente significativa, um dos pilares estruturantes do novo modelo: a Câmara de Agentes.
O FFAR previa, no seu artigo 20.º, um quadro disciplinar e jurisdicional próprio, com um foro especializado para resolver litígios entre agentes, jogadores, treinadores e clubes. Dada a complexidade dos contratos neste setor, incluindo os celebrados entre agentes e clientes, as situações raramente são tão simples quanto parecem.
A Câmara de Agentes surgia, assim, como resposta necessária à crescente litigância do setor, oferecendo, pelo menos, alguma segurança quanto ao foro para apreciar litígios relacionados com agentes, oferecendo previsibilidade, especialização e uniformidade nas decisões.
Todavia, com a suspensão do artigo 20.º do FFAR, os agentes ficam num verdadeiro vazio jurídico.
A licença subsiste formalmente, a formação contínua está em curso, mas o sistema que justificaria essa exigência encontra-se inoperante.
É certo que não é incomum que tais litígios sejam submetidos ao Tribunal Arbitral do Desporto (CAS), quando o contrato prevê expressamente que este seja a instância final de resolução.
Contudo, nem sempre os custos e a celeridade do CAS são compatíveis com este tipo de disputas, situação semelhante a outros mecanismos de arbitragem. Os encargos processuais podem escalar rapidamente e o simples acesso a uma audiência pode levar tempo considerável, quanto mais a obtenção de uma decisão final e a resolução efetiva do litígio.
Perante este cenário, as perguntas impõem-se quase naturalmente: qual é, hoje, a utilidade prática da licença FIFA? Serve para legitimar um sistema regulatório que não se aplica? Para certificar agentes num quadro jurídico suspenso? As respostas, essas, continuam adiadas...
A suspensão parcial do FFAR transformou a licença FIFA naquele típico presente de Natal que não serve, mas não dá para trocar ou devolver.
A médio prazo, a grande incógnita reside no desfecho do contencioso europeu. Caso o TJUE venha a declarar ilegais partes substanciais do regulamento, a FIFA será forçada a repensar profundamente o modelo. Até lá, agentes, clubes e jogadores operam num regime híbrido, fragmentado e instável, em que a licença FIFA existe apenas como um mero selo formal, mas desprovido de conteúdo normativo relevante.
Assim, num contexto em que as principais normas estão suspensas, em que a Câmara de Agentes não funciona como sistema eficaz de resolução de litígios e em que os ordenamentos jurídicos nacionais continuam a assumir o papel central na regulação da atividade, o Agente de Futebol não deixa de parecer aquele parente adulto que se senta na mesa das crianças na ceia de Natal: presente, reconhecido por todos, mas claramente deslocado."

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

BI: Megafone - Voo Picado #6 - Política desportiva e o papel dos adeptos no clube

BTV: Entrevista a Cassiano Klein

Lixívia (25/26) 15


Tabela Anti-Lixívia
Benfica......... 35 (-4) = 39
Corruptos....43 (+5) = 38
Sporting...... 38 (+6) = 32
Braga............25 (-2) = 27

Depois da palhaçada para a Taça de Portugal a meio da semana, uma jornada relativamente calma, onde os Anti's tentaram, mais uma vez, criar uma narrativa falsa numa decisão correta a favor do Benfica, invertendo o ónus, tentando limpar a roubalheira recente favorável à Lagartada, comparando o incomparável...

Na Luz, o grande erro foi cometido ao minuto 45, quando um defesa do Famalicão cortou uma bola com o braço. Braço aberto, em jeito de 'galinha'... não estava em posição natural. Mas como poucos minutos antes o VAR tinha marcado o penalty a favor do Benfica, não houve coragem para marcar o 2.º penalty no mesmo jogo!!!

No resto da partida, impunidade disciplinar completa a favor do Famalicão! Equipa Minhota, que resolveu ser bastante agressiva, cometendo muitas faltas, ao contrário que é habitual!!!
Nota ainda para a inexistência quase total de faltas favoráveis ao Benfica, nos últimos 30 metros!!!

Em Guimarães, a Lagartada queixou-se dum penalty, alguns especialistas acham que ficou um penalty por marcar, mas eu não marcava! É o típico lance, onde o defesa e o avançado, lutam pela posição, e ambos usam os braços, sendo complicado verificar quem 'empurra' primeiro. Mas não seria um escândalo se tivesse sido marcado...
Na expulsão do Nélson Oliveira, voltámos a ver um Vermelho direto numa pisadela! Só tenho pena que os jogadores dos Corruptos e os Lagartos, nunca levam Vermelho por faltas idênticas!!!

Não vi o jogo de Alverca, pois estava a caminho da Luz, acreditando nas análises não houve grandes Casos no jogo. Tal como na véspera na Amoreira, no jogo com o Braga!

Nota final, para a palhaçada no jogo da Taça, entre o Caldas e o Braga!
Mudar o local do jogo, 18h antes do jogo começar, alegando um problema que não existia, é muito estranho... Independentemente das empresas que são contratadas pela FPF para a 'produção' dos jogos, a decisão final terá sido dum Dirigente da FPF, que até agora, não é do conhecimento público! Se houve negociata com Euros por baixo da mesa, se o Braga pressionou com medo da Mata, não sei... mas alguém tem que assumir publicamente a decisão, algo que não me parece, que vá acontecer!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Guelho(P. Ferreira, Eiras), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
2.ª-Estrela(f), V(0-1), H. Carvalho(L. Ferreira, J. Fernandes), Prejudicados, Sem influência
3.ª-Tondela(c), V(3-0), Anzhony(Rui Costa, C. Campos), Prejudicados, Sem influência
4.ª-Alverca(f), V(1-2), Bessa(P. Ferreira, Eiras), Prejudicados, (0-2), Sem influência
5.ª-Santa Clara(c), E(1-1), Pinheiro(R. Moreira, P. Felisberto), Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-AFS(f), V(0-3), B. Costa(M. Oliveira, T. Leandro), Prejudicados, (0-4), Sem influência
7.ª-Gil Vicente(c), V(2-1), J. Gonçalves(Malheiro Pinto, D. Pereira), Prejudicados, (2-0), Sem influência
8.ª-Corruptos(f), E(0-0), Nogueira(Esteves, P. Felisberto), Prejudicados, Impossível contabilizar
9.ª-Arouca(c), V(5-0), H. Carvalho(L. Ferreira, I. Pereira), Nada a assinalar
10.ª-Guimarães(f), V(0-3), Pinheiro(Rui Costa, Eiras), Nada a assinalar
11.ª-Casa Pia(c), E(2-2), Correia(Bento, Cidade), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
12.ª-Nacional(f), V(1-2), Vasilica(Esteves, T. Leandro), Prejudicados, (1-3), Sem influência
13.ª-Sporting(c), E(1-1), Nobre(Rui Costa, P. Brás), Nada a assinalar
14.ª-Moreirense(f), V(0-4), H. Carvalho(Rui Oliveira, Eiras), Prejudicados, (0-5), Sem influência
15.ª-Famalicão(c), V(1-0), Narciso(V. Santos, H. Santos), Prejudicados, (2-0), Sem influência

Sporting
1.ª-Casa Pia(f), V(0-2), Correia(L. Ferreira, F. Pereira), Nada a assinalar
2.ª-Arouca(c), V(6-0), Malheiro(Mota, J. Pereira), Beneficiados, (6-1), Impossível contabilizar
3.ª-Nacional(f), V(1-4), B. Costa(Bento, P. Felisberto), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Corruptos(c), D(1-2), J. Gonçalves(Rui Costa, P. Brás), Prejudicados, (3-2), (-3 pontos)
5.ª-Famalicão(f), V(1-2), Nobre(P. Ferreira, Eiras), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
6.ª-Moreirense(c), V(3-0), H. Carvalho(Bento, P. Felisberto), Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Estoril(f), V(0-1), Godinho(Rui Silva, Á. Mesquita), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
8.ª-Braga(c), E(1-1), C. Pereira(Cláudia R., Bessa Silva), Beneficiados, (1-3), (+1 ponto)
9.ª-Tondela(f), V(0-3), Bessa(T. Martins, Rui Cidade), Nada a assinalar
10.ª-Alverca(c), V(2-0), Nobre(Rui Oliveira, T. Costa), Beneficiados, (0-0), Impossível contabilizar
11.ª-Santa Clara(f), V(1-2), J. Gonçalves(L. Ferreira, V. Maia), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12.ª-Estrela(c), V(4-0), Anzhony(M. Oliveira, Eiras), Prejudicados, (5-0), Sem influência
13.ª-Benfica(f), E(1-1), Nobre(Rui Costa, P. Brás), Nada a assinalar
14.ª-AFS(c), V(6-0), Vasilica(Casegas, M. Vieira), Beneficiados, Impossível contabilizar
15.ª-Guimarães(f), V(1-4), Nogueira(Martins, P. Felisberto), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Nobre(Mota, P. Brás), Beneficiados, (2-0), Sem influência
2.ª-Gil Vicente(f), V(0-2), Baixinho(Esteves, P. Martins), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Casa Pia(c), V(4-0), Guelho(P. Ferreira, H. Ribeiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
4.ª-Sporting(f), V(1-2), J. Gonçalves(Rui Costa, P. Brás), Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Godinho(Esteves, Vaz Freire), Prejudicados, (2-0), Sem influência
6.ª-Rio Ave(f), V(0-3), Anzhony(Rui Silva, Á. Mesquita), Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
7.ª-Arouca(f), V(0-4), Veríssimo(Rui Costa, Eiras), Nada a assinalar
8.º-Benfica(c), E(0-0), Nogueira(Esteves, P. Felisberto), Beneficiados, Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(f), V(1-2), J. Gonçalves(Rui Oliveira, Eiras), Nada a assinalar
10.ª-Braga(c), V(2-1), Veríssimo(Martins, Cláudia R.), Nada a assinalar
11.ª-Famalicão(f), V(0-1), Bessa(V. Santos, P. Ferreira), Nada a assinalar
12.ª-Estoril(c), V(1-0), Narciso(Malheiro Pinto, P. Felisberto), Nada a assinalar
13.ª-Tondela(f), V(0-2), Godinho(L Ferreira, V. Maia), Nada a assinalar
14.ª-Estrela(c), V(3-1), Fonseca(Bento, M. Azevedo), Nada a assinalar
15.ª-Alverca(f), V(0-3), Pinheiro(P. Ferreira, I. Ferreira), Nada a assinalar

Braga
1.ª-Tondela(c), V(3-0), C. Pereira(Esteves, Mira), Beneficiados, (2-0), Sem influência
2.ª-Alverca(f), V(0-3), Nogueira(R. Moreira, Rui Teixeira), Nada a assinalar
3.ª-AFS(c), E(2-2), J. Gonçalves(L. Ferreira, I. Pereira), Nada a assinalar
4.ª-Rio Ave(f), E(2-2), Veríssimo(Rui Silva, T. Leandro), Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(c), D(0-1), Bessa(Bento, F. Silva), Nada a assinalar
6.ª-Guimarães(f), E(1-1), Nobre(Rui Costa, Eiras), Nada a assinalar
7.ª-Nacional(c), D(0-1), Fonseca(Mota, P. Miranda), Nada a assinalar
8.ª-Sporting(f), E(1-1), C. Pereira(Cláudia R., Bessa Silva), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
9.ª-Casa Pia(c), V(4-0), Macedo(Malheiro Pinto, Babo), Beneficiados, (3-0), Sem influência
10.ª-Corruptos(f), D(2-1), Veríssimo(Martins, Cláudia R.), Nada a assinalar
11.ª-Moreirense(c), V(2-1), Pinheiro(Esteves, M. Azevedo), Nada a assinalar
12.ª-Arouca(f), V(0-4), Nogueira(Martins, V. Marques), Beneficiados, Impossível contabilizar
13.ª-Famalicão(f), V(1-2), C. Pereira(Rui Oliveira, T. Leandro), Nada a assinalar
14.ª-Santa Clara(c), V(1-0), B. Costa(P. Ferreira, Á. Mesquita), Nada a assinalar
15.ª-Estoril(f), D(1-0), D. R. Silva(Rui Costa, Vaz Freire), Nada a assinalar

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
7/1

Sporting
3/1

Corruptos
3/0

Braga
6/1

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade):
Benfica
3/2
Minutos:
101 - 32 = 69 (superioridade)

Sporting
6/1
Minutos:
150 - 9 = 141 (superioridade)

Corruptos
0/1
Minutos:
0 - 45 = 45 (inferioridade)

Braga
1/0
Minutos:
81 - 0 = 81 (superioridade)

B) Amarelos / Faltas assinaladas
Contra (antes dos 60m) / Faltas contra - Faltas a favor / Adversários (antes dos 60m)
Benfica
32(16) / 187 - 225 / 42(21)

Sporting
35(17) / 190 - 207 / 45(21)

Corruptos
33(17) / 198 - 182 / 34(21)

Braga
29(9) / 165 - 194 / 43(21)

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
Guelho - -2
P. Ferreira - -2
Correia - -2
Bento - -2

Sporting
Nobre - +3
P. Ferreira - +3
Godinho - +3
Rui Silva - +3
L. Ferreira - +2
C. Pereira - +1
Cláudia R. - +1
J. Gonçalves - -1
Rui Costa - -3

Corruptos
J. Gonçalves - +3
Rui Costa - +3
Baixinho - +2
Esteves - +2

Braga
C. Pereira - -2
Cláudia R. - -2

Anexos(V):
Árbitros - Total - (Casa/Fora):
Benfica
H. Carvalho - 3 (1/2)
Pinheiro - 2 (1/1)
Anzhony - 1 (1/0)
Bessa - 1 (0/1)
Guelho - 1 (1/0)
B. Costa - 1 (0(1)
J. Gonçalves - 1 (1/0)
Nogueira - 1 (0/1)
Correia - 1 (1/0)
Vasilica - 1 (0/1)
Nobre - 1 (1/0)
Narciso - 1 (1/0)

Sporting
Nobre - 3 (1/2)
J. Gonçalves - 2 (1/1)
Correia - 1 (0/1)
Malheiro - 1 (1/0)
B. Costa - 1 (0/1)
H. Carvalho - 1 (1/0)
Godinho - 1 (0/1)
C. Pereira - 1 (1/0)
Bessa - 1 (0/1)
Anzhony - 1 (1/0)
Vasilica - 1 (1/0)
Nogueira - 1 (0/1)

Corruptos
J. Gonçalves - 2 (0/2)
Veríssimo - 2 (1/1)
Godinho - 2 (1/1)
Nobre - 1 (1/0)
Baixinho - 1 (0/1)
Guelho - 1 (1/0)
Anzhony - 1 (0/1)
Nogueira - 1 (1/0)
Bessa - 1 (0/1)
Narciso - 1 (1/0)
Fonseca - 1 (1/0)
Pinheiro - 1 (0/1)

Braga
C. Pereira - 3 (1/2)
Veríssimo - 2 (0/2)
Nogueira - 2 (0/2)
J. Gonçalves - 1 (1/0)
Bessa - 1 (1/0)
Nobre - 1 (0/1)
Fonseca - 1 (1/0)
Macedo - 1 (1/0)
Pinheiro - 1 (1/0)
B. Costa - 1 (1/0)
D. R. Silva - 1 (0/1)

Anexos(VI):
VAR's - Totais - (Casa/Fora):
Benfica
Rui Costa - 3 (2/1)
P. Ferreira - 2 (1/1)
L. Ferreira - 2 (1/1)
Esteves - 2 (0/2)
R. Moreira - 1 (1/0)
M. Oliveira - 1 (0/1)
Malheiro Pinto - 1 (1/0)
Bento - 1 (1/0)
Rui Oliveira - 1 (0/1)
V. Santos - 1 (1/0)

Sporting
Bento - 2 (1/1)
L. Ferreira - 2 (0/2)
Rui Costa - 2 (1/1)
Martins - 2 (0/2)
Mota - 1 (1/0)
P. Ferreira - 1 (0/1)
Rui Silva - 1 (0/1)
Cláudia R. - 1 (1/0)
Rui Oliveira - 1 (1/0)
M. Oliveira - 1 (1/0)
Casegas - 1 (1/0)

Corruptos
Esteves - 3 (2/1)
Rui Costa - 2 (0/2)
P. Ferreira - 2 (1/1)
Mota - 1 (1/0)
Rui Silva - 1 (0/1)
Rui Oliveira - 1 (0/1)
Martins - 1 (1/0)
V. Santos - 1 (0/1)
Malheiro Pinto - 1 (1/0)
L. Ferreira - 1 (0/1)
Bento - 1 (1/0)

Braga
Martins - 2 (0/2)
Rui Costa - 2 (0/2)
Esteves - 1 (1/0)
R. Moreira - 1 (0/1)
L. Ferreira - 1 (1/0)
Rui Silva - 1 (0/1)
Bento - 1 (1/0)
Mota - 1 (1/0)
Cláudia R. - 1 (0/1)
Malheiro Pinto - 1 (1/0)
Esteves - 1 (1/0)
Rui Oliveira - 1 (0/1)
P. Ferreira - 1 (1/0)

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
Eiras - 4
P. Felisberto - 2
T. Leandro - 2
J. Fernandes - 1
C. Campos - 1
D. Pereira - 1
I. Pereira - 1
Cidade - 1
P. Brás - 1
H. Santos - 1

Sporting
P. Felisberto - 3
Eiras - 2
P. Brás - 2
F. Pereira - 1
J. Pereira - 1
Á. Mesquita - 1
Bessa Silva - 1
Rui Cidade - 1
T. Costa -1
V. Maia - 1
M. Vieira - 1

Corruptos
P. Brás - 2
Eiras - 2
P. Felisberto - 2
P. Martins - 1
H. Ribeiro - 1
Vaz Freire - 1
Á. Mesquita - 1
Cláudia R. - 1
P. Ferreira - 1
V. Maia -1
M. Azevedo - 1
I. Pereira - 1

Braga
T. Leandro - 2
Mira - 1
Rui Teixeira - 1
I. Pereira - 1
F. Silva - 1
Eiras - 1
P. Miranda - 1
Bessa Silva - 1
Babo - 1
Cláudia R. - 1
M. Azevedo - 1
V. Marques - 1
Á. Mesquita - 1
Vaz Freire - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Esteves - 0 + 2 = 2
H. Carvalho - 2 + 0 = 2
Bessa - 1 + 0 = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Vasilica - 1 + 0 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1
R. Costa - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1

Sporting
Nobre - 2 + 0 = 2
T. Martins - 0 + 2 = 2
Correia - 1 + 0 = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Bento - 0 + 1 = 1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Costa - 0 + 1 = 1

Corruptos
J. Gonçalves - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Baixinho - 1 + 0 = 1
Anzhony - 1 + 0 = 1
Veríssimo - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Esteves - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1

Braga
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Nogueira - 2 + 0 = 2
C. Pereira - 2 + 0 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
Nobre - 1 + 0 = 1
Macedo - 1 + 0 = 1
D. R. Silva - 1 + 0 = 1
R. Moreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Cláudia R. - 0 + 1 = 1
Malheiro Pinto - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1

Anexos(IX):
Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
H. Carvalho - 3 + 0 = 3
Rui Costa - 0 + 3 = 3
Pinheiro - 2 + 0 = 2
P. Ferreira - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Anzhony - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
Guelho - 1 + 0 = 1
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Correia - 1 + 0 = 1
Vasilica - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Narciso - 1 + 0 = 1
R. Moreira - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1
Malheiro Pinto - 0 + 1 = 1
Bento - 1 + 0 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1

Sporting
Nobre - 3 + 0 = 3
J. Gonçalves - 2 + 0 = 2
Bento - 0 + 2 = 2
L. Ferreira - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2  = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Correia - 1 + 0 = 1
Malheiro - 1 + 0 = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
H. Carvalho - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
C. Pereira - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
Vasilica - 1 + 0 = 1
Anzhony - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 =1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Cláudia R. - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
M. Oliveira - 0 + 1 = 1
Casegas - 0 + 1 = 1

Corruptos
Esteves - 0 + 3 = 3
J. Gonçalves - 2 + 0 = 2
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Godinho - 2 + 0 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
P. Ferreira - 0 + 2 = 2
Nobre - 1 + 0 = 1
Baixinho - 1 + 0 = 1
Guelho - 1 + 0 = 1
Anzhony - 1 + 0 = 1
Nogueira - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
Narciso - 1 + 0 = 1
Fonseca - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
Martins - 0 + 1 = 1
V. Santos - 0 + 1 = 1
Malheiro Pinto - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Bento - 0 + 1 = 1

Braga
C. Pereira - 3 + 0 = 3
Veríssimo - 2 + 0 = 2
Nogueira - 2 + 0 = 2
Esteves - 0 + 2 = 2
Martins - 0 + 2 = 2
Rui Costa - 0 + 2 = 2
J. Gonçalves - 1 + 0 = 1
Bessa - 1 + 0 = 1
Nobre - 1 + 0 = 1
Fonseca - 1 + 0 = 1
Macedo - 1 + 0 = 1
Pinheiro - 1 + 0  = 1
B. Costa - 1 + 0 = 1
D. R. Silva - 1 + 0 = 1
R. Moreira - 0 + 1 = 1
L. Ferreira - 0 + 1 = 1
Rui Silva - 0 + 1 = 1
Bento - 0 + 1 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Cláudia R. - 0 + 1 = 1
Malheiro Pinto - 0 + 1 = 1
Rui Oliveira - 0 + 1 = 1
P. Ferreira - 0 + 1 = 1

Anexos(X):
Jornadas anteriores:
Jornada 1 (-1 jogo)
Jornada 2 (-1 jogo)
Jornada 3 (-1 jogo)
Jornada 4 (~1 jogo)
Jornada 5 (+1 jogo)

Anexos(XI):
Épocas anteriores:

BF: Bernardo...

5 Minutos: Diário...

Zero: Tema do Dia - As revelações, confirmações e deceções da Liga

Terminar bem vivo


"No final de uma semana em que deveria ser o único grande ainda envolvido em todas as competições, na Liga, o Benfica continuou o périplo do Minho contra uma talentosa equipa que dificultou a tarefa, exigindo qualidade a uma equipa que tem vindo a crescer e que o confirmou neste jogo, sobretudo na forma como encarou os minutos finais, com inteligência tática e emocional, muito diferente do início da época que custou pontos e que justificam o atraso que hoje tem na tabela. Não pude deixar de pensar nisso ao perceber a tranquilidade com que, apesar do resultado, assisti àqueles últimos e sempre angustiantes minutos de um grande que chega ao fim do jogo a ganhar tangencialmente e pressente que a sua "verdade" está à distância de um erro. Este crescimento foi também notório num jogador que, justamente, foi eleito o melhor em campo, Prestianni, que surpreendeu pela maturidade do seu jogo, merecendo o aplauso de pé de um "tribunal" que este ano já o "condenou." Ultrapassados Gil, Vitória, Moreira e Famalicão, só falta mesmo conquistar a capital para terminar cem por cento vitorioso o périplo pelo distrito mais representado na Liga portuguesa e assim, como referiu Mourinho, terminar o ano bem vivo. Tarefa nada fácil e que requererá um Benfica tão elegante como o de Moreira, mas com a inteligência deste último confronto do ano na Luz. 

PS - Só por má-fé se pode comparar, nos factos e nas consequências, uma "festinha" a um jogador que nem disputa a bola no último minuto de um jogo a eliminar e que se estava a perder, com uma "palmada" na cabeça de quem disputa a bola à meia hora de um jogo empatado de uma competição com mais de trinta jornadas. É a velha estória da estrada e da Beira..."

BolaTV: Lado B #21 - Qual será a fotografia do ano?

ESPN - Futebol no Mundo #521

TNT - Fred & Belcher - Melhores do ano...

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Benfica: o valioso esforço


"O Benfica continua o seu caminho, procurando estabilizar o seu rendimento em casa, desta vez sem grande brilho, mas com a humildade e esforço de uma equipa solidária que não pode perder pontos. O Famalicão mostrou o porquê da sua invencibilidade enquanto visitante, mostrando-se um incómodo e personalizado adversário, complicando e muito a vitória benfiquista.
A ausência de Barreiro, titular e influente nos últimos jogos, abria espaço para o irrequieto Prestianni, obrigando a um ajuste coletivo. Até ver sem Lukebakio, as alas estão abertas a três muito jovens candidatos. O irreverente argentino conseguiu a preferência de Mourinho, ganhando a corrida a Schjelderup e Rodrigo Rêgo. Passado o jogo, a escolha provou ser amplamente justificada, acabando Prestianni por ser considerado, justamente, o homem do jogo. A cada oportunidade de que dispõe agradece com o seu talento e dinâmica atacante, mas ainda mais com o seu esforço de campo inteiro, prestando uma ajuda preciosa ao seu colega de ala.
Quanto jogo, foi equilibrado, tático, muito físico e difícil, mas com um justo vencedor. No final, ficam os desejados pontos, a baliza a salvo e a confiança que cresce. Agora é festejar o Natal, com um olho na ceia, mas já com o outro no Bom Jesus de Braga.

VISITANTES
É sabido o défice existente entre as nossas equipas médias no confronto com os três mais poderosos clubes, colecionadores de troféus. A tendência normal das equipas mais modestas nas visitas aos grandes é, muitas vezes, para além de cerrar fileiras e rezar aos céus, prescindir do seu ponta de lança por um jogador mais móvel e rápido. Tirar o avançado titular é quase uma regra, embora, na realidade, represente mais um reforço moral para a crença do mister do que, na prática, algo efetivamente melhor.
Entre o conseguir atacar e manter a estrutura habitual, escolhe-se o recuo, a surpresa e a teoria da velocidade. Compreensível, mas artificial e normalmente sem resultados positivos. A esta manobra tática não aderiu o Famalicão na visita à Luz, revelando-se um valoroso e capacitado visitante. O Famalicão é dos bons e bem estruturados projetos que existem no nosso futebol. A deteção e retenção surpreendente dos seus melhores jogadores, como Sorriso e, especialmente, Gustavo Sá, é bem prova disso.

O MUNDO DA BOLA
O Benfica tem estruturado o seu processo evolutivo partindo de uma base sólida defensiva, condição obrigatória para uma equipa que quer vencer sempre. Lá na frente, a lesão de Lukebakio, um ala já experimentado, que desde logo sobressaiu pelas suas caraterísticas, obrigou Mourinho a otimizar os recursos existentes, adaptando o seu sistema aos jogadores disponíveis. Em vez de uma unidade que sobressai e que faz recair sobre si as atenções defensivas do adversário, o Benfica passou a impor o seu coletivismo crescente. O lance individual deu lugar às combinações e ao melhor entendimento entre os jogadores.
Assim, a equipa tem evoluído de acordo com as caraterísticas das suas melhores unidades, prescindindo de alas de raiz a favor da versatilidade dos seus médios. O defesa Dedic, outra bela escolha do clube, tem atenuado a falta de extremos com a sua velocidade e gosto pelo ataque. Do lado contrário, Dahl, menos ofensivo, tem ainda assim lutado para se manter sólido atrás e atrevido à frente quando se trata de atacar. Claro que os treinadores agradecem quando os plantéis são compostos por atletas que individualmente façam a diferença. Ter dois concorrentes para cada posição é também quase uma norma instituída.
Ao contrário, ter gente a mais normalmente cria problemas e complica a construção do treino diário. Contra estas contas ainda existem os contratempos que as lesões sempre provocam e que baralham as escolhas. No que toca a caraterísticas, ter jogadores rápidos ou que dominem o espaço aéreo são recursos de ordem física que aumentam os argumentos disponíveis e fortalecem as opções às quais os treinadores recorrem.
Por último, a versatilidade de alguns jogadores permite os necessários arranjos quando necessário. No Benfica, Aursnes e Sudakov têm sido opções valiosas, sendo exemplos de quem joga bem e de absoluta disponibilidade onde quer que sejam colocados. Não falta complexidade ao cativante mundo da bola.

EU RESOLVO
Lukebakio foi, durante algum tempo, a grande aposta para desmobilizar as defesas que já defrontaram o Benfica. Ao mesmo tempo, essa visibilidade despertou também nos adversários a necessidade de reforçar a marcação ao extremo belga do Benfica, o que aumentou as suas dificuldades. Os jogadores que assumem o confronto com o adversário direto são normalmente, além de talentosos, seguros de si e confiantes.
Esta preponderância individual de alguns jogadores fez-me regressar, como acontece por vezes, ao meu tempo de jogador e a um jogo pela Seleção na Áustria. Paulo Futre era uma das nossas referências atacantes. Já eu, como sucedia em jogos mais difíceis, era mais um para correr e ajudar no meio-campo. O Paulo, além da sua reconhecida qualidade, foi dos jogadores mais confiantes, de longe, com quem joguei. Não esqueço que, quando chegou o intervalo e já no vestiário, com o resultado ainda em branco, pediu para falar. Mais convicto era impossível: «Eu estou bem! Passem-me a bola que eu resolvo.» A verdade é que o marcador não se alterou, mas ficou um episódio especial de um personagem raro."