Últimas indefectivações

segunda-feira, 5 de maio de 2025

GANHÁMOOOOOÓS, CRL!


"Estoril 1 - 2 Benfica

Está uma intempérie dos diabos, chuva e vento com fartura. Os Benfiquistas esgotaram rapidamente a lotação do António Coimbra da Mota em menos de nada e ainda hoje havia muitos que procuravam desesperadamente por um bilhete. A onda vermelha não falha, apoio não faltará, somos do Benfica até debaixo de água!
No Estoril vamos disputar mais uma final. Pede-se que a equipa entre com tudo e mais alguma coisa, incluindo, para além da arte e da inspiração, fato de macaco com mangas arregaçadas e barbatanas nos pés. Tem wue ser este o espírito.
Temos vários jogadores em excelente momento: Trubin, António, Otamendi, Aursnes, Kokcu, Akturkoglu e Pavlidis, pelo menos estes. Falta-nos o Carreras - que incrível época está a fazer! - e regressa o Florentino "ladrão de bolas" Luís.

E VAMOS LÁ À PRIMEIRA DE TRÊS FINAIS
(na central descoberta destinada aos adeptos visitantes)
00 não chove e o vento caiu. Mas dá ideia que a relva está alta para a bola rolar menos. Truques típicos do futebol tuga.
05 Aursnes já mandou fora a primeira grande oportunidade. Bela transição, incrível o que fez o Amdouni nesta jogada. Querem ver que me enganei e está ali um craque que vale os 18 milhões?
07 outra transição - lindo o que fizeste Kokcu -, outra vez AURSNES e desta vez foi gooooooloooooo. VAR está com dúvidas, venha de lá o segundo festejo para o mesmo golo, é a parte boa desta porcaria, festejamos duas vezes os golos. E o Aursnes já vai em duas vezes na cara do golo? Foram bem estudados os espaços do Estoril.
15 estamos a sair muito bem para os contra ataques. E o Aktur a partir-lhes os rins. Está numa super forma.
20 Amdouni chuta, porra, tens que ser egoísta aí nessa posição, chuta, chuta, chuta!
25 o Aktur é rápido, mas o Boma tem umas gambias tais que chega sempre primeiro às bolas metidas na profundidade.
26 amarelo para o Pavlidis? Nesta bola? Quer tirá-lo do dérbi? O grego não é de simulações de faltas. Foi nesta? Atenção Lage!
35 e o capitão foi ao terceiro andar, passou pelas varandas dos prédios vizinhos e continuou a subir, lindo, lindo, lindo: O-TA-MEN-DIIIIIII, mais um de bola parada. E o tempo que eles demoram a validar os nossos golos? Andam à procura da unha negra?
36 TUDO A SALTAR, TUDO A SALTAR, SLB, SLB, SLB!
40 mas quantas bolas de cabeça já ganhou o senhor Otamendi? Im-pre-ssi-o-nan-te!!! E as recuperações do Tino? Alguém contou?
45 o Trubin jogou muito com os pés, não me lembro de o ter visto fazer uma defesa digna desse nome. E foi tudo. O Quim Zé Coelho mostra-me a fabulosa cena do Vardy com o árbitro no jogo do Licester. Quem não viu vá a correr ver - que maravilha!!!
46 São Pedro só pode ser do Benfica, só pode: ainda não choveu um pingo até agora. E já consigo ir vendo a lua aqui mesmo por cima de nós.
46 o Pavlidis que não dispute bolas divididas. À próxima leva segundo amarelo e fica fora do dérbi. Ele já percebeu isso.
50 somos mais perigosos em transição do que em ataque continuado, hoje está visto. Na semana passada o ataque continuado esteve ao mais alto nível.
60 estamos a gerir o jogo, a trocar a bola, lentamente, preferia que fizéssemos isto com três na baliza deles, mas isso sou eu, pobre sofredor de bancada, a falar. 
63 agora penálti para eles, no melhor pano (Otamendi) cai a nódoa. Imaginem se tinha sido o António ou o Tino a fazer isto... Mas o Trubin defendeuuuuuu!!! CAMINHAREI SEMPRE CONTIGO, BENFICA ÉS A MINHA VIDA...
73 a arbitragem portuguesa está mesmo, mesmo pelas ruas da amargura...
75 vamos lá acordar, rapazes!
78 pronto, estava-se mesmo a ver: dois-um. Não sei se o Trubin não podia ter feito mais... mas daqui não se viu bem.
83 o nervoso que para aqui vai. É que já vimos jogos a acabar como filmes de terror vezes demais esta época.
85 então e agora não é penálti sobre o Belotti? 88 as bolas divididas são quase todas deles. E o apitadeiro não acerta uma. Assim está difícil.
90 e toma lá mais oito minutos. Na semana passada foram dois. A palhaçada tomou conta do António Coimbra da Mota.
90+2 faltas perigosaa contra o Estoril não se marcam.
90+4 Belotti no chão. Italiano não brinca em serviço.
90+8 GANHÁMOOOOOOS!!! SOFRER RUMO AO 39! Num certo sentido foi um bom treino para dia 10."

O Estoril navegou em maré alta e assustou o Benfica que precisou das bóias para não deitar tudo a perder antes do dérbi


"No período em que foi melhor, o Benfica foi muito melhor. Ainda assim, a maldita descompressão antes do dérbi contra o Sporting causou alarme. Afinal, o Estoril saiu derrotado apenas pela margem mínima (2-1) e até desperdiçou um penálti

Não sei se já desceram as escadas rolantes ao lado de alguém com uns atacadores onde as orelhas do coelho não entraram na toca. É um perigo as pontas entrarem nas roldanas, certo? Exato. Que recomendação dar à pessoa descuidada? Aperta lá isso melhor, por favor! Ou seja, não adianta muito que o atacador queira dar um passo maior do que a perna.
Velho axioma este que importa resgatar em enquadramentos como aquele em que o Benfica se apresenta, pois bem, abram-se lá as tolas para que a lição fique estudada. Desta vez, não houve problema. Na próxima, não se sabe.
Nesta fase da época, já muita tinta correu e conhecem-se os padrões comportamentais mais variados dos plantéis. Ian Cathro é que continua a conseguir surpreender. A cada intervenção pública ainda desencanta novas e admiráveis expressões que encantam por existirem no campo lexical de um escocês. Até arrepia saber o que teria sido captado pelos microfones se um lhe fosse apontado durante o colapso coletivo do Estoril.
Durante a estação do ano em vigor nos primeiros 15 minutos, um floreado de ideias surgiu no canto do cérebro que arrecada a imaginação. Porém, não passaram pelo crivo do Shark Tank, ditador de alguns esboços disparatados. O Benfica causou o efeito de um alucinógeno ao Estoril. Os canarinhos jogaram, na fase inicial, com um bloco de meias arregaçadas, quase a pressionar na linha de fundo dos encarnados, ludibriados por uma capacidade ousada para os seus jogadores.
Pavlidis baixava para ser uma mola. A entrega com lacinho aos companheiros, ao mesmo tempo que tinha que arcar com o peso de Boma, servia de isco. Perspicaz quem, sem bola, atacou o espaço. Aursnes correu para o vazio duas vezes. Robles impediu-o de marcar na primeira oportunidade, logo aos cinco minutos. Na segunda vez, o nórdico foi mais eficaz.
O Estoril continuava a acreditar na defeituosa reação à perda. Por imposição do candidato ao título, o nível médio da água no copo baixou. No entanto, só depois de se ter vertido. Foi a melhor maneira para que Pedro Álvaro, Boma e Bacher estabilizassem e Zeki Amdouni deixasse de decidir com virtude.
O jogo estava de feição para Bruno Lage que, por lapso, podia ter entalado a ponta do atacador na escada rolante. Álvaro Carreras, castigado, ficou na bancada. Ángel Di María viu o jogo do banco, poupando-se para o dérbi com o Sporting, onde pode haver campeão. Na fase mais adiantada, o Estoril parecia estar na preparação de uma festa que não vai frequentar. Infelizmente, diga-se, porque João Carvalho sabe o que faz.
De bola parada, através de Otamendi, os encarnados marcaram de novo. Estava visto que o Benfica não precisou de demorar muito a tirar a máscara de cínico que tem usado nos jogos fora desde o clássico com o FC Porto, uma exibição que solidificou a crença de que encontrar a profundidade é um caminho viável para o primeiro lugar. Veremos se realizar a jornada 32 na Luz é uma vantagem.
Apesar de defrontar o Benfica, ainda com possibilidades matemáticas de ser sexto, o Estoril teve hipótese de marcar de grande penalidade. Sabemos que, mesmo quando não se espera, os jogadores mais recuados têm queda para erros cruzeiros. Begraoui foi derrubado por Otamendi e Trubin salvou a desconcetração. Na recarga, Pedro Carvalho, entusiasmado com o ressalto perfeito para os seus pés, errou escabrosamente o alvo.
A descompressão do Benfica, com os jogadores já a fazerem recuperação ativa, foi exposta pelos estorilistas. Tanto é que a bola bombeada de Guitane para Zanocelo pareceu um grande cruzamento, mas foi apenas um balão de ar quente a chegar à cabeça do médio brasileiro ainda com dez minutos para se jogar.
Tudo serve de aviso para que se nunca menosprezem as velhas máximas."

Estoril-Benfica, 1-2 Pavlidis no melhor e Aursnes sempre a tricotar


"Grego determinante na estratégia, norueguês marcou e Otamendi... que pena

MELHOR EM CAMPO - Pavlidis (7)
Desta vez o ponta de lança internacional grego não marcou, mas fez uma exibição muito, muito boa. Ganhou quase todas as bolas de costas para a baliza, recuando para conseguir fazer vários apoios frontais, muitos deles na sequência de bolas chutadas pelo guarda-redes Trubin. Começou nele a jogada do golo de Aursnes e também passaram por ele a maioria dos lances mais interessantes da equipa durante a primeira parte, que foi justamente a fase em que o Benfica jogou melhor. Continua a não conseguir resolver o problema de cair demasiadas vezes em fora de jogo e também por isso saiu deste jogo sem golos. A disponibilidade física e solidariedade defenfiva foram exemplares e foi sempre Pavlidis quem deu o primeiro sinal de que era importante não perder de vista a necessidade de maior vertigem.

7 TRUBIN Seguro e também a transmitir serenidade à equipa no jogo com os pés. Deu brilho à exibição com a boa e decisiva defesa do penálti marcado por Begraoui, aos 67'. O cabeceameNto de Zanocelo foi perfeito, de baixo para cima, e o ucraniano não conseguiu evitar o golo do Estoril. 

7 TOMÁS ARAÚJOFechou bem o flanco direito, foi chamado algumas vezes a dobrar António Silva e arriscou muito, e bem, no passe, longo ou curto, sempre eficaz. Iniciou com qualidade várias transições ofensivas.

6 ANTÓNIO SILVAColocou confiança e sentido prático na maioria das intervenções. Não deu espaço especialmente a Lacximicant e fez boas variações de flanco, com passes longos para Akturkoglu e Dahl. Sentiu mais dificuldades quando teve de lidar com Marqués.

6 OTAMENDI A exibição do central e capitão argentino fica muito penalizada pelos dois erros que cometeu no minuto 64'. Primeiro foi desastrado e colocou a bola nos pés de João Carvalho, depois foi tentar resolver e cometeu penálti sobre Begraoui. Antes e depois destes momentos, esteve perfeito e marcou um grande golo de cabeça. Tinha tudo para ser o grande destaque do jogo, mas complicou-o para a própria equipa.

6 DAHLCompetente a defender, mas ainda assim a conceder algum espaço aos avançados do Estoril. Esteve muito melhor no envolvimento que teve no ataque. Belo cruzamento para o golo de cabeça de Otamendi.

7 AURSNES Logo aos 5' apareceu solto e rematou para boa defesa de Robles, dois minutos depois voltou a aparecer na cara do guarda-redes e marcou o primeiro golo do jogo. Teve uma capacidade incrível para ocupar espaços, em todos os setores da equipa, e ligar o jogo do Benfica. Aos 75' teve um corte importantíssimo, já na pequena-área, quando Marqués parecia ter tudo para atirar à baliza de Trubin.

6 FLORENTINO Importante na conquista das segundas bolas e na forma como, na fase de maior aperto para a equipa, acorreu a todas as jogadas para tapar espaços no meio-campo defensivo. Preocupou-se, também, em estar sempre por perto no apoio ao companheiro na posse da bola.

7 KOKÇUCondicionou o trabalho de João Carvalho, dobrou Dahl e ligou o jogo ofensivo. Bela assistência para Aursnes marcar golo e vários remates que não levaram a melhor direção. Trabalhou muito defensivamente e a equipa ressentiu-se quando ele perdeu fulgor físico.

5 AMDOUNI Começou muito bem, rápido e dinâmico, a combinar com Aursnes e Pavlidis, mas caiu de produção demasiado rápido. Saiu lesionado aos 57'.

6 AKTURKOGLU Tentou ser feliz, mas os cruzamentos não foram perfeitos e os que lhe sairam bem não encontraram boa resposta dos companheiros. Tomou algumas más decisões em lances que prometiam ser mais perigosos, mas compensou a desinspiração com intensidade, dinâmica e grande solidariedade defensiva.

6 SCHJELDERUP Entrou para o flanco direito, mas só quando passou para a esquerda apareceu. Teve bons pormenores e fez um grande passe, aos 86', que deixou Leandro Barreiro em boa situação para poder fazer golo.

6 LEANDRO BARREIRO Entrou prego a fundo, entregando trabalho defensivo e ofensivo. Deu músculo ao meio-campo e surgiu várias vezes em zona de perigo para o Estoril. Aos 80' fez um passe de calcanhar para Kokçu rematar - mas o turco rematou torto - e aos 86', num belo movimento de rutura, quase fez o golo por duas vezes: Robles parou o primeiro remate e o segundo saiu-lhe mal.

5 BELOTTI Foi chato para os defesas do Estoril, ajudou a equipa a ganhar metros quando ela estava demasiado recuada, mas faltou-lhe pontinha de qualidade para deixar marca mais forte."

Estoril-Benfica, 1-2 Complicar o que é simples e acabar a roer as unhas


"Depois de uma primeira parte de controlo absoluto e exibição muito positiva, o Benfica quis viver dos rendimentos na segunda metade e colocou-se a jeito para reeditar as desilusões com AVS e Arouca

Depois de ter deixado quatro pontos na Vila das Aves e na Luz, perante o Arouca, o jogo com o Estoril mostrou que o Benfica não aprendeu muito com esses dois percalços, criando, mais por culpa própria do que por pressão do adversário, condições para que os canarinhos, que a páginas tantas temeram ser goleados em casa, passassem a acreditar que podiam chegar ao empate.
Não é fácil explicar a segunda parte da equipa de Bruno Lage, que deixou na cabina ao intervalo a assertividade, a velocidade, a arte de ganhar segundas bolas, já para não falar da capacidade para pressionar alto. Na segunda parte, visto de longe, regressaram ao relvado os mesmos jogadores e as mesmas camisolas; visto de perto, percebeu-se que afinal havia outro Benfica, com a tentação permanente pelo abismo.
O primeiro quarto de hora da metade complementar, perante um Estoril que passou do 3x5x2 ao 3x4x3 com o adiantamento de João Carvalho, mostrou um Benfica a entregar o comando da partida ao adversário, trocando a bola com exasperante lentidão em zonas amorfas, como se apenas quisesse gerir a vantagem obtida nos primeiros 45 minutos. O Estoril ganhou confiança, sentiu que o adversário não era o mesmo, e começou a acreditar que a montanha, afinal, não era intransponível.
Foi da tática dos encarnados? Não, porque nesse aspeto não houve alterações. Mas foi da dinâmica, como se a turma da Luz tivesse tomado banho com um sabonete de Valium, mostrando-se incapaz de fazer mais do que marcar à zona. Estava à vista de todos que o jogo, apesar do 0-2, estava tudo menos fechado, e quando Otamendi cometeu um erro que o obrigou a fazer penálti sobre Begraoui, os piores receios do adeptos encarnados materializaram-se. Mas nem mesmo o facto de Trubin ter defendido o remate dos onze metros (66), foi suficiente para o Benfica acordar: aos 75 minutos, Marqués teve tudo a seu favor para bater o guarda-redes ucraniano do Benfica e, depois de dois avisos solenes, o primeiro em forma de penálti e o segundo de perdida escandalosa, à terceira foi de vez, e aos 78 minutos, após cruzamento de Guitane, Zanocelo cabeceou para o 1-2.
Até então, Bruno Lage apenas tinha trocado Amdouni por Schjelderup (57) por lesão do suíço, enquanto que Ian Cathro, além de ter adiantado João Carvalho (que continua com veludo nos pés) no terreno, e ter mandado a jogo Tiago Brito (64) para dar mais pulmão ao meio-campo, ainda mudou de ponta de lança (Lacximicant por Marqués) e deu mais técnica ao ataque (Begraoui por Guitane), tudo isto antes do golo de Zanocelo.
Perante a vantagem mínima, Lage reagiu, densificando o meio-campo (Akturkoglu por Barreiro) e refrescando o ataque (Pavlidis por Belotti), o que se revelou benéfico para os encarnados, que ainda tiveram de aguentar a entrada do irrequieto Gonçalo Costa, para a esquerda. O jogo entrou então na sua fase mais quezilenta, com o Benfica a reclamar uma grande penalidade sobre Belotti (86), e o árbitro a sentir que a partida lhe estava a fugir do controlo, qual areia por entre os dedos. Foram de nervos à flor da pele os derradeiros minutos, e os benfiquistas festejaram exuberantemente o último apito de João Gonçalves, depois de terem sido capazes de transformar, sem danos pontuais, o fácil em difícil...

Primeira parte
Foi de boa qualidade a metade inicial do Benfica, que em jogadas quase a papel químico começou por ameaçar por Aursnes, aos cinco minutos, para logo a seguir, ainda pelo norueguês, chegar à vantagem. A equipa, com um 4x3x3 em que todos trabalhavam e impediam a saída de bola do Estoril, era dona e senhora do jogo, foi capaz de rasgar a defesa canarinha com mudanças de flanco (especialmente de Tomás Araújo para Dahl ou Akturkoglu) e os donos da casa não tiveram outro remédio que não fosse baixar linhas para tentar conter a maré encarnada.
Apesar do 0-2 ter surgido de bola parada, por Otamendi com a colaboração de Robles, não faltaram ocasiões aos candidatos ao título para construírem um resultado ainda mais gordo, muito graças à forma como Pavlidis recebia a bola de costas e temporizava para a equipa criar superioridade numérica, à capacidade de Aursnes de estar sempre no sítio certo, ocupando espaços que estavam indevidamente vazios, e à maneira como Amdouni se dava ao jogo, para a frente e para trás, facilitando a vida a Tomás Araújo. Enquanto isso, havia uma preocupação de risco zero no início das jogadas, quiçá já a prever a pressão alta do Sporting.
A pergunta que deve ser feita é como é que tanta coisa boa vista na primeira parte do Benfica, virou 180 graus no segundo tempo, como se o Dr. Jeckyll se tivesse transformado, ao intervalo, no Mr. Hyde.
Para a história ficará a vitória tangencial do Benfica na Amoreira, e os três pontos que rumaram à Luz, que serviram para passar, no imediato, a pressão para as costas do Sporting, e apimentaram ainda mais o dérbi do próximo sábado."

Vinte e Um - Como eu vi - Estoril...

Visão: Estoril...

Kanal - Tamos Juntos - Estoril...

BI: Estoril...

5 minutos: Estoril...

domingo, 4 de maio de 2025

Vermelhão: Vitória, apesar das armadilhas...

Estoril 1 - 2 Benfica


Vitória arrancada a ferros, com um 2.º tempo muito complicado, com mais uma arbitragem absolutamente vergonhosa... Com uma ânsia tão grande de lixar o Benfica, no penalty do Otamendi, nem hesitou a apitar, acabando por anular um golo ao Estoril!!! As regras são claras, não existe lei da vantagem em penalty's, mas todos sabemos como é que as coisas funcionam!!!

Sem o Di Maria, o posicionamento do Aursnes mudou, jogou mais perto do Tino, basicamente jogámos num 433, com o Amdouni a fazer as aproximações ao Pavlidis, algo que normalmente é o Aursnes a fazer...!!! E foi por aqui, que começamos a criar perigo e chegámos ao golo... e até podíamos ter marcado mais...

Ao intervalo, o 0-2 sabia a pouco, demos algum espaço no meio, com o Tino a pressionar alto, quando o Estoril conseguia ultrapassar a linha de pressão, havia sempre espaço no meio, mas a linha defensiva do Benfica, acabou sempre por resolver as questões, oferecendo ao Trubin uns 45 minutos tranquilos... O Estoril trocou muito a bola, entre os defesas, o Benfica defendeu muito tempo no nosso meio-campo, mas a equipa estava confortável...

No 2.º tempo, até começamos relativamente bem, com mais bola, com o Estoril aparentemente a pressionar mais atrás. Provavelmente de forma estratégica. Mas após o erro do Otamendi, no passe interceptado que acabou no penalty defendido pelo Trubin, a equipa perdeu a 'cabeça'... e o Estoril acabou por reduzir...

Curiosamente, após o 1-2, só o Benfica tentou marcar! Voltámos a controlar a bola, e jogar no meio-campo do adversário, e se não fosse um festival da ladroagem do apitadeiro corrupto, teríamos marcado mais golos...

O Trubin está a fazer uma parte final da época muito boa. Nota-se evolução em vários aspectos. A mudança de treinador de guarda-redes, foi feliz. O Nico foi considerado o MVP, apesar do tal erro no penalty... Fez um número incontável de Cortes, 'saltou' muitas vezes para  a linha do meio-campo, jogando muitas vezes na antecipação... Para a semana, a postura tem que ser outra!

Outro jogador em boa forma, nos últimos tempos, é o Kokçu... fundamental, sem ter sido muito vistoso! A titularidade do Amdouni foi a surpresa, é para mim, merecida! Acho que a cláusula de opção é demasiado alta (com um desconto de 50% comprava!), mas o Zeke tem características que no Tugão, nestes jogos com muitos contactos físicos, fazem dele um jogador muito útil: ganha muitos duelos, apesar de ser trapalhão...

O Dahl tem sido decisivo em vários jogos no meio-campo, mas como defesa-esquerdo ainda não me convenceu! Grande entrada do Barreiro, a levar porrada, a ganhar duelos, quase a marcar e ter cabeça para queimar tempo...

Como já afirmei a arbitragem foi claramente encomendada! O Estoril chegou aos últimos minutos completamente à vontade disciplinarmente, depois de vários jogadores merecerem ser expulsos! Os jogadores sofriam faltas, e levavam Amarelos... O penalty sobre o Belotti é vergonhoso! Logo a seguir, o Belotti sofre outra falta, consegue passar ao Tino, que sofre outra falta, a bola sai pela linha final, para Canto e o ladrão ainda marca pontapé baliza! Até a forma como se dirigiu aos jogadores do Estoril, quando marcava faltas a favor do Benfica, quase a 'chorar' a explicar que a falta tinha sido demasiado evidente para não marcar...!!! No golo do Estoril tenho muitas dúvidas se não existe fora-de-jogo no primeiro cruzamento para a área... Os Oito minutos de compensação foi a prova provada que o homem tinha clara intenção de roubar pontos ao Benfica... O silêncio do Benfica é inexplicável!!!


Uma nota para o Pedro Álvaro que teve o descaramento de se queixar da arbitragem no final da partida! Espero que fique registado, quando andar a pedinchar trabalho no Clube onde se formou, e mandem-no para o caralho!!! 


Amanhã a Lagartada, vai ganhar e suspeito com uma cabazada... Portanto as contas, são fáceis, temos que ganhar na Luz, no próximo Sábado, e provavelmente, por dois golos, para não ficar dependente da diferença de golos, que será seguramente favorável às Osgas na última jornada! O jogo do Sporting é simples, o Lage já demonstrou que sabe o que tem que fazer... se for necessário ter o Di Maria no banco, e o Dahl a titular no meio-campo, então é assim que temos que jogar...

6.ª Campeãs Nacionais...

Fluvial Portuense 4 - 14 Benfica

HexaCampeonato para as nossas nadadoras, e desta vez, até pareceu que a diferença ainda foi maior...

Jogo da consagração...

Benfica 5 - 0 Albergaria


Já com o título garantido, muita juventude em campo, num jogo de sentido único, e com a expulsão da guarda-redes adversário aos 21', tudo ainda ficou mais fácil...

Uma nota para o tempo que se perde no VAR, sempre que o VAR tem que decidir a 'favor' do Benfica!

Agora, falta a Taça. O jogo no Jamor contra o Torrense não será fácil, as jogadores sabem que o Torrense é uma equipa manhosa e que corre muito...

Vitória...

Benfica 6 - 2 Braga

Boa vitória, contra o muito provável adversário das meias-finais, confirmando a nossa superioridade contra este Braga, na actual época...
Na última jornada, em Alvalade, podemos ainda alcançar o 1.º lugar, não será fácil, mas não é impossível...

Esperado...

Benfica 29 - 37 Sporting
16-17

Péssimo início da 2.ª parte, foi fatal...

Mais uma Taça perdida...


Benfica 95 - 104 Corruptos
21-24, 19-27, 21-23, 23-10, 11-20

A equipa continua a perder Taças, contra um adversário inferior! A época não tem sido fácil, as constantes lesões, retiram jogadores da rotação, e retiraram ritmo e rotinas da equipa e contra este adversário tem faltado peso e centímetros interiores... e hoje foi a fez do Radic ficar de fora, além do Rorie!
Hoje, depois da grande recuperação que levou o jogo para prolongamento, conseguimos sofrer 20 pontos em 5 minutos de prolongamento! Mais frustrante ainda, quando até ganhámos mais ressaltos... mas tivemos uma percentagem ridícula nos Triplos e nos Lances Livres...

Obrigatório melhorar... muito!

Sporting 3 - 0 Benfica
25-20, 25-19, 25-23

O Serviço continua mau, com o dobro dos erros diretos do que o adversário, e a recepção continua a ser um problema!

A margem de manobra acabou, podíamos ter evitado a negra, mas agora só existe um caminho...

Lutar pelos três pontos


"O tema em destaque nesta edição da BNews é a visita do Benfica ao Estoril (20h30), num dia em que há a oportunidade de conquista de dois títulos para as águias.

1. Focados
O treinador do Benfica, Bruno Lage, considera o embate com o Estoril um "jogo muito importante" e que requer "concentração no máximo". "Focados, uma mentalidade vencedora, de enorme trabalho e com humildade para vencer este adversário", afirma.

2. Em busca do hexa
Benfica e Sporting encontram-se no Pavilhão João Rocha às 16h00 para disputarem o jogo 4 da final do Campeonato Nacional de voleibol. As águias estão a uma vitória do hexacampeonato. Marcel Matz dá conta da mentalidade da equipa: "Vamos convictos de que é possível vencer a série lá, como é óbvio."

3. Possibilidade de outro hexa
A equipa feminina de polo aquático do Benfica está a um triunfo de se sagrar hexacampeã nacional. O jogo 2 da final é na piscina do Fluvial Portuense, às 15h00.

4. Mais jogos do dia
A equipa feminina de futebol recebe o Clube Albergaria às 15h00. Na Luz, o Benfica recebe o Braga em futsal (16h00), e há dérbi de andebol entre Benfica e Sporting (18h00). A equipa feminina de hóquei em patins visita o Escola Livre (18h00).
Em basquetebol, a equipa masculina mede forças com o FC Porto em Gondomar a contar para as meias-finais da Taça Hugo dos Santos (18h00) e a equipa feminina tem o primeiro jogo da final dos play-offs em Esgueira (20h30).

5. Últimos resultados
No futebol de formação, os Juniores ganharam, por 4-1, ante o Vitória SC, os Juvenis venceram, por 5-2, frente ao Famalicão, e os Iniciados triunfaram no reduto do FC Porto por 1-5.
Quanto a equipas femininas, no voleibol o Benfica ganhou o jogo 3 da final do Campeonato ante o Braga, em futsal foi eliminado dos play-offs do Campeonato pelo Atlético, em hóquei ganhou à APAC Tojal, e em andebol triunfou frente ao CJ Almeida Garrett.

6. Iniciativas do Museu
No dia 4 de maio, domingo, o Museu Benfica – Cosme Damião assinala o Dia da Mãe com a conversa e visita guiada "Mulheres Benfiquistas, Histórias De Conquistas" e a atividade "Mãe, A Nossa Campeã!"

7. Casas Benfica
As embaixadas do benfiquismo em Peniche e em Reguengos de Monsaraz celebraram, respetivamente, 30 e 25 anos de serviço ao Benfica."

Terceiro Anel: Diário...

Mais vale sozinho do que mal acompanhado


"Lutar pelo Benfica tornou-se um ato de resistência. Num clube onde o conformismo se disfarça de estabilidade e o silêncio se vende como virtude, ser exigente é hoje quase um crime de lesa-majestade. Mas quem ama verdadeiramente o Benfica não se cala. Não pode calar.
O Benfica que defendo é um clube transparente, participativo, democrático, onde os sócios não são figurantes mas protagonistas. Um clube onde se honra a história com ações, não com frases feitas em conferências de imprensa. Mas esse Benfica — o Benfica dos valores, da exigência, da ética — tem sido sistematicamente abafado. E quem se recusa a alinhar na coreografia do silêncio é apontado, isolado, olhado de lado.
Falo por mim, mas sei que não estou só. Lutámos por novos estatutos, melhores, mais justos, mais modernos. Conseguimo-los. Com sacrifício, com trabalho invisível, com resistência contra a indiferença de muitos que preferem manter tudo como está — desde que ganhemos de vez em quando. Mas não basta ganhar. Ganhar é o mínimo. Ganhar sem honra é derrota disfarçada.
Defendemos — e continuamos a defender — que um ex-presidente que agride um sócio numa Assembleia Geral tem de ser responsabilizado. Não pode passar incólume. Não pode ser protegido por silêncio cúmplice ou esquecido por conveniência. Só após persistência incansável, e muita pressão, o episódio foi finalmente registado em ata. Como se fosse preciso mendigar justiça dentro da própria casa.
E no meio disto tudo, o que ouvimos? “Lá estás tu outra vez.” “Deixa isso.” “És um chato.” Como se lutar pelo que é certo fosse incómodo. Como se o maior crime fosse lembrar que o Benfica tem princípios. Como se a verdadeira heresia fosse amar demasiado o clube e não aceitar que ele se torne uma caricatura de si próprio.
Custa. Dói. Ser a gota no oceano esgota. Porque o oceano devia ser vermelho de convicção, e não um mar de indiferença. Porque devia ser normal defender o Benfica — e anormal era tolerar o que o envergonha. Mas neste clube, neste tempo, a inversão dos valores é tal que quem exige é visto como ameaça, e quem se cala é promovido a defensor do “bem-estar”. Talvez seja uma utopia, o Benfica que defendo.
Talvez. Mas se for, recuso-me a abdicar dela. Prefiro ser sozinho com coluna, do que estar cercado por quem abdica da sua. Prefiro ser o “chato” que luta, do que o cordeiro que assiste. Prefiro ser o sócio incómodo, do que o cúmplice passivo.
Porque mais vale sozinho do que mal acompanhado — sobretudo quando se trata de honrar o Sport Lisboa e Benfica. E enquanto houver sangue nas veias, a luta continua."

Custa digerir dias assim…


"A passada segunda-feira foi um desses dias, pois foi a amostra do que tem sido o Sport Lisboa e Benfica nos últimos anos no campo das modalidades de pavilhão. Disputámos dois derbies, em voleibol e hóquei patins masculinos com o nosso eterno rival, Sporting. Perdemos os 2 jogos, embora a derrota do voleibol, tendo me custado, não se compara ao nível do que me custou a do hóquei em patins e passarei a explicar de seguida.
No voleibol, mesmo tendo entrado mal no jogo e tendo tido momentos de recuperação, encontramos um adversário forte, com projetos estruturado e bem reforçado que explorou bem os pontos fracos do Benfica. Apesar da derrota, a final está 2-1 para o Benfica e pelo trabalho que a secção de voleibol tem desempenhado nos últimos anos, acredito queremos conquistar o hexacampeonato no pavilhão João Rocha.
Falando do hóquei em patins - essa derrota sim, está e vai ser dura de digerir. É incompreensível, dado o investimento feito pelo Benfica, que é completamente fora do panorama nacional, sofrer uma humilhante, sim, humilhante derrota com o Sporting por 4-2 e assim, permitir que o rival aceda à sua terceira final da Taça de Portugal em 30 anos, tendo o SCP conquistado a sua primeira Taça de Portugal da modalidade em 35 anos. Pela qualidade e investimento feitos nesta época, os benfiquistas não estavam à espera de menos do que a conquista de todas as provas internas e externas em que o Sport Lisboa e Benfica estivesse inserido na modalidade. A realidade é que Taça de Portugal já não será conquistada, o primeiro lugar na fase regular do campeonato nacional não está garantido à entrada da última jornada e a Liga dos Campeões, embora estejamos na Final4, não está nem de perto nem de longe garantida. Enquanto pessoa que acompanha a modalidade há muitos anos, estava esperançoso que o Benfica tivesse uma equipa demolidora e que não desse hipótese a qualquer equipa nem em Portugal nem na Europa. Mas infelizmente, é algo que não acontece.
Agora, fazendo um paralelismo com o clube como um todo, quando mentalidades derrotistas e com frases feitas como “temos que aceitar”, “não se pode ganhar sempre”, entre outras, representa tudo menos aquilo para que o Sport Lisboa Benfica foi fundado - ser o maior clube do mundo.
Eu cresci numa fase em que o Benfica esteve perto de garantir uma hegemonia no futebol nacional, vi essa Esperança fumar-se e agora vejo o clube definhar diante dos meus olhos. Mas quando peço o mínimo olímpico às equipas, que é o de vencer, eu e muitos outros somos chamados de “garotões”, “exigentes”, “pulhas”, entre outras coisas.
Não sei se os benfiquistas se mentalizaram, mas este ano podemos ter o nosso Eterno rival a vencer o seu primeiro bicampeonato em 7 décadas e a fazê-lo na nossa casa. Falo por mim quando digo que isso a acontecer, seja talvez das maiores humilhações da nossa gloriosa e centenária história. Se para outros não o é, talvez devam conhecer melhor a história do clube que tanto dizem amar.
Peço desculpa se é muito voltar a pedir o Benfica que ouço os meus avós e o meu pai contarem. Um Benfica associativo (muito têm feito para matar o espírito crítico e associativo do clube, mas felizmente, tem surgido uma nova geração de sócios benfiquistas, da qual faço parte com muito orgulho, que tem feito tudo para recuperar esse espírito), um Benfica interventivo nas diferentes entidades e federações (não compreendo o departamento de comunicação do clube, que muitas vezes não defende o clube quando é prejudicado nos campos das modalidades, mas está sempre pronto automaticamente a desmentir notícias que saiam na comunicação social), mas acima de tudo, um Benfica ganhador e com valores, valores esses que se estão a começar a perder. E o ganhar está-se a tornar cada vez menos habitual no clube.
Por isso, digo: Chega desta tacanhez, chega da cultura de silêncio, chega de mentalidades derrotistas e perdoem-me o termo, chega de mansidão quem gere os destinos do clube e está mandatado para tal. Defendam os povos do Benfica e não usem o usem para se defenderem a vós próprios. Defende o Benfica com todas as forças que têm, pois se o fizerem, sabem que terão milhares de sócios e milhões de adeptos convosco.
Tanto apelam à união, mas quando é preciso e quando estamos perante momentos históricos da história do clube, remetem-se ao silêncio. Para terminar e citando um dos grandes presidentes da história do Sport Lisboa e Benfica, Duarte Borges Coutinho: “O Benfica não pode ter medo do Benfica!”."

BolaTV: Hoje Jogo Eu - Nuno Raposo...

Pre-Bet Show #134 - 1️⃣1️⃣ Mais Underrated Dos 3 Grandes

A paixão pelo talento


"De Jorge Braz a Ricardinho. De Mário Narciso a Madjer.

Vivemos numa era de vedetas, de estrelas projetadas pela capacidade de gerar seguidores nas redes sociais, reações em cadeia e marketing associado. Muitas vezes a prática corrente do imediatismo, da voracidade, da rapidez de propagação noticiosa, dos números, dos recordes, das rivalidades, afastam-nos da perceção de outras realidades, de outras estrelas, de outros valores tanto ou mais representativos da capacidade de geração e aproveitamento de talentos de um país, uma região, uma modalidade, uma paixão.
E é aqui, nesta outra dimensão estelar, que Portugal se habituou ao sucesso, na exata medida de que este (o sucesso) se revela em caminhos percorridos a pulso, degrau a degrau, com foco, disciplina, convicção, saber, esforço, dedicação. Deixando de parte o futebol jogado por onze, olhemos para o futsal e para o futebol de praia como elementos essenciais de ligação com o projeto global encetado, há quase década e meia, pela Federação Portuguesa de Futebol, não apenas no aproveitamento do talento, mas também na concessão de condições estruturais e físicas para que o sucesso pudesse ser paulatinamente alcançado.
Olhemos para nomes como Jorge Braz, o melhor treinador do Mundo de futsal, campeão emérito, muito mais do que pelos dois Europeus e um Mundial conquistados de quinas ao peito, pela técnica e humana que foi musculando ao longo da vida. Um amarantino do planeta, expoente máximo de uma modalidade que, também ela, foi granjeando — à medida que as condições foram sendo concedidas e conseguidas — cada vez mais suporte mediático e respaldo de adeptos entusiastas e entusiasmados.
Braz corporiza o que de melhor tem o desporto para oferecer. Como Ricardinho, o mago de pés dourados que fez sonhar Portugal numa era de conquistas em que assumiu, tantas e tantas vezes, a responsabilidade de carregar e projetar a verdadeira dimensão universal do futsal pelo mundo fora. Outro dos eleitos que hoje sublinho, com uma reverência idêntica pela dimensão dos feitos, e superior pelas dificuldades superadas, às dos astros maiores do futebol, cuja notoriedade algumas vezes ultrapassa a quota de mérito razoável.
E como João Victor Saraiva. Ele mesmo, o senhor mais de mil golos no futebol de praia, feito alcançado em setembro de 2016. Madjer não é só nome de argelino dos sonhos maiores de Viena. É nome do expoente português nas areias do mundo, herói à beira-mar de um país que também se deve orgulhar do trabalho meticuloso, seguro e tantas vezes discreto na ação, promovido na sua Seleção Nacional de futebol de praia.
Madjer continua a estimular e a ser referência maior, como coordenador da Seleção Nacional que agora, na longínqua Victoria, a capital das Seychelles, procura acrescentar terceira estrela FIFA aos sucessos de 2015 (em Portugal) e de 2019 (no Paraguai). E dá o braço a um outro Braz, um outro treinador de eleição que, embora a modéstia lhe assente como essencial virtude, é obreiro de gerações consecutivas de empenho e determinação para levar o nome do país aos mais cotados do beach soccer mundial.
Mário Narciso (de apelido, que de narcísico nada tem), é o pivô de uma ideia de conquista, de perseverança e de renovação sucessiva de gerações e de ambições. Aos 71 anos, elas (as ambições), não falham e não lhe faltam, esperando poder levar para Portugal mais um título mundial. Mas a dimensão deste homem é muito mais abrangente e transversal do que a competição da ilha de Mahé. É algo que, nos últimos 12 anos, se agregou à imagem do desenvolvimento sustentado e harmonioso da capacidade da Seleção portuguesa de futebol de praia, ao longo de jornadas de sacrifício e crença, de crescimento e talento.
E aqui chegamos à espiral única, vértice e vórtice destes quatro homens, destas quatro estrelas de passaporte luso: o talento.
O talento como fator diferenciador e unificador. Diferenciador na medida da capacidade de superação, conquista e disrupção. Unificador na magia una e indissociável do desporto, pensado, trabalhado, programado, planeado, e depois concretizado nos resultados e na comunhão com o adepto.
Ao contrário do que alguns podem fazer crer, o talento e a capacidade de o despistar e trabalhar, não começou agora, nem vai acabar tão cedo.
O exemplo de Jorge Braz, Ricardinho, Madjer e Mário Narciso reside nisso mesmo: na capacidade de perceber que, sendo peças da História das suas modalidades, as acompanham na evolução e dão corpo aos sonhos de gerações. Este patamar genial não está ao alcance de todos, não se projeta nas redes, não se mede pelo número de seguidores, pelas selfies ou pelos egos.
Ao contrário, escreve-se todos os dias, em todos os momentos em que lembramos um golo de Ricardinho, uma bicicleta de Madjer, ou olhamos para a humildade sapiente de Braz e de Narciso, apenas campeões do Mundo nas quadras, e sempre de e a olhar para o futuro, sabendo que nesta dimensão da vida, e apesar da História gravada a ouro, é amanhã que podemos ter novos campeões, e é sempre que devemos motivar, estimular, abraçar o talento, e dele (e com ele) voltar a escrever História e a encantar gerações.
Por tudo e por tanto.
Obrigado, campeões!"

Brasil vermelho de raiva


"Quem achou que o tema mais comentado da semana na seleção brasileira seria a contratação (ou não) de Carlo Ancelotti, do Real Madrid, enganou-se.
Uma notícia, aparentemente despretensiosa, do site britânico Footy Headlines, especializado em equipamentos e chuteiras de futebol, a afirmar que no Mundial de 2026 a seleção brasileira usará uma camisa vermelha com manchas pretas como uniforme secundário, gerou um terramoto. No mundo do futebol? Sim, também. Mas sobretudo no mundo da política.
Comecemos pela repercussão no primeiro: um inquérito do jornal Lance! revelou que 74,54% dos leitores são contra. Galvão Bueno, histórico narrador dos jogos da seleção, apelidou a novidade de «crime». Antigos internacionais brasileiros, como Casagrande, na Band, e colunistas, como Mauro Beting, do jornal O Estado de S. Paulo, também rejeitaram a ideia.
Agora, no segundo: Zé Trovão, deputado federal bolsonarista, apresentou um projeto de lei que proíbe a CBF de usar a camisa. O texto determina que todas as entidades públicas ou privadas que representem oficialmente o país utilizem as cores da bandeira: verde, amarelo, azul e branco.
«Quero acreditar que isso não é verdade! A camisa da seleção sempre foi um símbolo da nossa identidade nacional, do nosso orgulho e das nossas raízes. Sempre foi verde e amarela, as cores da nossa pátria», acrescentou o senador Flávio Bolsonaro, primogénito de Jair, desconhecendo que até 1953 a seleção jogou de branco e que, por acaso, na edição de 1917 do Campeonato Sul-Americano, precursor da Copa América, atuou duas vezes de encarnado para se distinguir dos também blancos, à época, Uruguai e Chile. «A nossa bandeira não é vermelha, e nunca será! Essa mudança precisa ser repudiada veementemente», rematou o senador, pintando de vez o tema de cores políticas.
«Enquanto nós queremos pacificar o país, eles querem polarizar mais e mais. Eles não querem a paz e o amor. Eles querem a guerra», acrescentou Carla Zambelli, outra parlamentar bolsonarista. Como se o Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva, cuja cor é o encarnado, influísse nas decisões da privada CBF. Mais: como se fosse a CBF e não a Nike, gigante capitalista cujo fundador, Phil Knight, é um fervoroso doador do (vermelho) Partido Republicano de Donald Trump, ídolo da extrema-direita brasileira, a decidir a mudança.
O equipamento, aliás, até é da Jordan, parceira da Nike, cujo logótipo surgiria no peito de Vini Jr, Raphinha e companhia, de acordo com o Footy Headlines, o site que quase provocou uma tentativa (mais uma) de golpe de estado no Brasil."

sábado, 3 de maio de 2025

Antevisão...

BI: Antevisão - Estoril...

O Manchester United, Amorim e o previsível final da história


"Um dia o grande Man. United irá voltar e não é de todo descabido pensar que os primeiros passos desse regresso já estejam a ser dados. Será Ruben Amorim a mostrar-nos o futuro?

O futebol é tão imprevisível como Harry Maguire a pela direita que nem extremo à moda antiga, a convencer num ápice o marcador a ir caçar gambuzinos, ainda que o rapaz se arrependa e ainda volte para uma última tentativa de desarme. Sim, esse mesmo Harry, corpo de mogno em forma de armário e pés de lenhador após uns quantos shots e umas fish n' chips no pub da vila, a insistir e a cruzar para a cabeça de Ugarte, na primeira de duas assistências do Manel uruguaio, a que encaixa com um Casemiro a voar para um rejuvenescimento há muito dado como perdido. Talvez até pelo próprio, aburguesado depois do que andou a ganhar pela comissão de serviço no Bernabéu.
É igualmente imprevisível quando se espera uma noite de sofrimento, de fuga às próprias sombras, e se acaba num passeio ao luar, tão romântico que, de repente, dá ideia de poder mudar tudo. De virar uma época do avesso, de pôr uma classificação inteira de pernas para o ar e pendurá-la no balneário. Não se percebe que raio fizeram aos Leones de Bilbau, de tão impossível era que estivessem saciados antes da final onde tinham de estar sim ou sim, porém ferozes foram os diabos, mais demoníacos do que diabólicos, contabilizando almas em ábaco, como se estas fossem responsáveis por todos os males do mundo e havia que recuperar esse tempo perdido desde o início dos tempos.
Era, amigos, o Athletic de Valverde, em que tudo faz sentido até, num ápice, deixar de o fazer. Não o Barça de Flick ou o Real de don Carletto, que virou vilão com charuto em Madrid, mas ainda assim valentes e organizados bascos que honram a tradição do bom e organizado futebol.
Claro que todos sabemos que Old Trafford está longe de ser imune à falta de lógica, tal como o não foi a Catedral de San Mamés, ainda mais com tantos a faltarem e a quererem faltar ao respeito ao gigante adormecido, onde já não voam chuteiras nem há Spice Boys a sair do balneário com pensos na testa, mesmo que nunca tenham deixado de curvar a bola como sempre fizeram. Amorim sabe isso melhor do que ninguém, já o sentiu como poucos, resistiu como talvez só mesmo Ferguson, que ainda tem um ano e picos de sobra para a troca e a visão daquela tarja ameaçadora, mesmo diluída pelo irritante clima britânico: três anos de desculpas e ainda continua uma porcaria! Shite!
O futebol é, contudo, previsível ao ponto de sabermos que há sempre golo num penálti marcado por Bruno Fernandes, tal como havia um arco-íris a nascer da última pegada que ficou da finta de Garrincha, da diagonal de Robben ou do drible da vaca de Romário. Tão esperado como o eterno vencedor nas apostas de Fergie e Ronaldo ou aquele vulto a não falhar um drible em velocidade down the wing. Ryan Giggs, Ryan Giggs!
Os golos a granel de Van Nistelrooij, Van Persie e van todos mas é para onde o raio vos parta se não se lembram do Rooney, que até de bicicleta... e o colarinho levantado em cima do peito feito de Eric após mais um pontapé na traineira perseguida por gaivotas atrás de sardinhas. Oh, ah, Cantona!
De Bruno já nos habituámos a que a água dos fiordes gelados lhe corra pelas veias transformadas em rápidos que aceleram para baliza dos adversários. Mais do que a Hojlund ou a Lindelof, herdeiros, esses sim, talvez de vikings que invadiram e saquearam a Northumbria, ainda que algo se tenha perdido na genética e não pareçam fazer mal a uma mosca. Em Bruno, sim, há um gelo que se transforma mais uma vez em classe perante o guarda-redes e o aproxima ainda mais daquele guerreiro que sempre conhecemos, capaz de liderar até um animal ferido e até aí sem esperança contra o resto do planeta. Espero-o em todos os jogos e confesso que já tinha saudades. Talvez apenas os analistas e comentadores não as tivessem para haver sempre algo por onde pegar. Ainda que se não houver inventam.
A primeira época de Ruben no Manchester United nunca dará para que se escrevam grandes obras clássicos, epopeias. Nada que ainda aconteça, inclusive voltar a San Mamés e festejar em êxtase, apagará tudo o que não se previa e aconteceu. Que foi acontecendo, semana após semana, jogo após jogo, com o português cada vez mais exposto, a dizer coisas que ninguém esperava ouvir. Como a do pior Manchester United da história.
Ninguém pode dizer que estava preparado para um 14.º ou 15.º lugar, para a facilidade com que os golos são sofridos ou a escassez de qualidade quando se tem a bola para atacar. Para as 15 derrotas, muitas delas numa casa que se deveria apresentar como uma fortaleza. Porque simplesmente a liga é de um outro nível e castiga se calhar tanto como a Champions, a revolução parece mais estagnada do que viva, ainda com muita pedra para partir, antes que se lancem novas fundações e se construa uma nova casa. Mas estará mesmo?
A Liga dos Campeões, via Liga Europa, não deixa de ser um caminho, um alternativo, que valerá tanto ou mais do que o outro. Significará prata, a conquista de um troféu, não o mais importante e mais desejado, mas ainda assim um troféu — o mesmo que José Mourinho venceu e que continua a ser o mais valioso no pós-Ferguson, com Ten Hag ainda assim a arrecadar os restantes dois, a Taça de Inglaterra e a Taça da Liga, em épocas sucessivas —, e um salto virtual gigantesco de dez posições na tabela do melhor campeonato do mundo. Através, sim, de uma realidade paralela.
Tal como na altura de Mou, o Manchester United, na pele de dirigentes e adeptos, sabe que não é suficiente. Ruben Amorim também. Ainda Bruno Fernandes, que sempre disse publicamente querer fazer parte de uma equipa competitiva, que lute pelos lugares cimeiros do campeonato, sentirá o mesmo. Tem de senti-lo. Um competidor com ele não conseguirá escapar a tamanho sentimento.
É acredito, mais agora do que chegou a prometer em 2016/17, o início de novo ciclo. Um certamente mais feliz. O clube deve a si próprio esse regresso ao passado em termos de títulos. A Ruben resta continuar a partir pedra e se o futebol tem algo de previsível é que o grande United um dia vai voltar. Será desta?"

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - United estraga planos de Benfica e Sporting na Champions

Zero: ZZ - JJ no Brasil, FC Porto a olhar para treinadores e corrida ao rubro em Lisboa

Que não se apague o jornalismo


"O famigerado Apagão de 28 de abril deu origem a um dia de elevadíssima procura de notícias em 'sites' credíveis e profissionais. Um sinal de esperança entre várias ameaças

Mesmo com todas as horas de intermitência, primeiro, e inatividade, mais tarde, A BOLA obteve na segunda-feira excelentes resultados na afluência ao site. O dia do Apagão constituiu-se, aliás, como um dos dois melhores do mês em número de utilizadores que nos procuraram para saber o que queriam saber e a falta de eletricidade não deixou durante tanto tempo. Deduzo, por maioria de razão, que o mesmo se tenha passado com os outros órgãos de Comunicação Social, generalistas ou desportivos, até porque estes também acompanharam a par e passo, dentro do possível, os desenvolvimentos daquelas horas distópicas.
Num período marcado pela maior crise de sempre do jornalismo — económico-financeira, sobretudo, mas não só — este é um sinal de esperança. É a certeza de que muitas pessoas ainda sabem onde procurar informação rigorosa e escrutinada. Confiam no trabalho de mediação e percebem que — ainda que com erros cometidos, por enquanto somos quase todos humanos — podemos ajudar na separação entre o trigo das notícias verdadeiras e o joio das falsas.
Os perigos da desinformação, porém, estiveram bem à vista na maldita segunda-feira. Minutos depois do incidente os criminosos espalharam a informação de que a causa teria sido uma explosão em França; depois passou a ser uma explosão no País Basco; não sei se chegaram a falar de outra, sei lá, na Picheleira ou no Bolhão. Um pouco mais tarde, um ou vários chicos-espertos elaboraram uma história bem estruturada que defendia a teoria de um ciberataque russo, com o Kremlin a negar, Ursula Von der Leyen a comentar e informações sobre embarcações russas avistadas em águas da NATO.
Quando ainda havia umas réstias de comunicação, esta teoria pegou e de que maneira. Cada português terá recebido esse texto — ardilosamente atribuído à CNN — umas três ou quatro vezes, no mínimo. E muita gente acreditou que era verdadeiro, mesmo que a própria CNN se tenha apressado a esclarecer. Sabemos, contudo, que um boato, uma vez lançado, fica difícil de mitigar.
É também para isso que há jornalismo. Que, vá lá perceber-se!, tem de ser feito por jornalistas. E esses estão cada vez menos protegidos e cercados de ameaças, desde as empresas em dificuldades aos consumidores que pirateiam, passando naturalmente pelas fake news.
Tal como com a energia elétrica, só conseguiremos ter noção da falta que o jornalismo faz se um dia ele se apagar."

SportTV: NBA - S03E30 - Antman, Batman, Superman...𝐖𝐨𝐥𝐯𝐞𝐬 𝐞𝐦 𝟓!

Zero: Afunda - S05E59 - Despedidas e ambições

DAZN: F1 - Antevisão ao GP de Miami

Hoje é Dia do Trabalhador. E os futebolistas?


"A realidade é mais complexa do que olhar para os futebolistas profissionais como estrelas milionárias. Alguns são-no...

No dia 1 de maio celebra-se o Dia do Trabalhador, uma data que homenageia todos os que, com esforço e dedicação, contribuem para o progresso da sociedade. Mas será que os futebolistas profissionais se enquadram nesta celebração? Apesar de muitas vezes serem vistos apenas como estrelas milionárias, a realidade é bem mais complexa.
De acordo com dados da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o salário médio na I Liga é de 14.500 euros mensais. No entanto, se excluirmos os três grandes clubes (Benfica, FC Porto e Sporting), essa média desce para 6.500 euros. Na II Liga, os vencimentos são ainda mais modestos, rondando os mil euros por mês. Estes números demonstram que, para a maioria dos jogadores, a realidade está longe dos salários milionários frequentemente divulgados.
Além das questões salariais, os futebolistas enfrentam uma carga competitiva intensa. O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, Joaquim Evangelista, alerta para o «crescimento galopante da sobrecarga competitiva», referindo que alguns jogadores chegam a disputar até 80 jogos por época, com períodos mínimos de recuperação entre partidas. Este contexto não só aumenta o risco de lesões, como também tem impacto na saúde mental dos atletas.
O futebol profissional em Portugal é uma indústria significativa, gerando receitas superiores a mil milhões de euros na época 2023/24 e contribuindo com mais de 200 milhões de euros em impostos para o Estado. Ainda assim, muitos atletas enfrentam instabilidade laboral, com contratos de curta duração e falta de garantias para o futuro.
Neste Dia do Trabalhador, é fundamental reconhecer que os futebolistas são, mais do que tudo o resto, trabalhadores. Merecem condições laborais dignas, proteção social adequada e reconhecimento pelo contributo que dão ao desporto e à sociedade. A valorização do futebolista enquanto profissional é um passo fundamental para a justiça e equidade no mundo do desporto."