Últimas indefectivações

domingo, 3 de março de 2019

Conceição não cumprimentou Félix? Tudo certo. É que um é pago para ter mau perder, o outro para ganhar bem

"Vlachodimos
Defendeu tudo o que havia para defender, em especial na segunda parte quando o adversário tentava dar um arzinho da sua graça. A calma com que impediu o remate de Danilo merecia que a realização colocasse uns óculos escuros e um cigarro no canto da boca. Melhor só se tivesse ido à cabine do VAR e restaurado a visão de Tiago Martins após o golo ilegal do FC Porto. Mas isso faria dele um deus, e esse lugar já se encontra ocupado por Bruno Lage.

André Almeida
O rei das assistências André Almeida fez folga esta noite (apesar de várias acções ofensivas competentes), mas felizmente pudemos contar com a presença do rei dos cortes in extremis, que é tão bom ou melhor. Se dúvidas restassem, André Almeida sabe que ajudou decisivamente a sua equipa a ganhar a partir do momento em que o treinador da equipa adversária, ainda meio desnorteado na sala de imprensa, desabafa sobre um lance em que o nosso Almeidinhos tirou o pão da boca do Herrera. Fora isso, fechou o mais que pôde as investidas de Brahimi, o Robben do Bolhão, que assim se viu obrigado a rodopiar sobre si mesmo mais vezes do que gostaria.

Rúben Dias
Se fosse legal apostar qual seria a reacção de Rúben Dias a uma chapada de Brahimi, alguém teria perdido uma fortuna. O facto é que o nosso capitão em formação evitou o confronto e com isso livrou-se de ficar fora mais do que um jogo. Já o Brahimi livrou-se de uma visita ao dentista amanhã. Toda a gente ganha. Não. Esperem. Só ganhámos nós. Inchem.

Ferro
Marega bem pode ir à China para resolver os seus problemas físicos, mas todos vimos que foi Ferro quem lhe tratou da saúde. Eu quando vou ao Porto trago de lá umas boas garrafas de vinho. O nosso jovem central optou por trazer um maliano no bolso. Vai ser estranho aparecer em casa com ele. É melhor avisar a namorada antes.

Grimaldo
Fez história quando ganhou um lance aéreo a Marega, como que dizendo que tudo era possível nesta noite no Dragão, incluindo um golo do Porto em fora de jogo, claro. Grimaldo, que na Taça da Liga fora batido algumas vezes pelo avançado do Porto, revelou maior rigor defensivo e a qualidade do costume a atacar, abrindo alas para o arrastão ofensivo liderado pelos colegas Rafa, Pizzi ou Seferovic, ou até mesmo metendo a mão ao bolso de alguns jogadores adversários para lhes sacar o telemóvel.

Samaris
É sempre assim. Toda a gente se apaixonará por um assassino charmoso como João Félix, mas é raro elogiarmos os homens que se livram do corpo. Deixemos por isso uma palavra de apreço para Andreas Samaris, aliás, uma nota de profunda admiração. A tarefa pode não ter o glamour de outras, e é verdade que momentos houve durante o jogo em que o médio grego se esqueceu de queimar as roupas dos falecidos, mas a sua exibição terminou com um daqueles cortes dentro da área que vence jogos e às vezes até campeonatos.

Gabriel
Liderou a brigada de minas e armadilhas no centro do terreno, desativando uma série de engenhos explosivos com um simples corte do fio azul. A sua acção permitiu que os colegas à sua frente preparassem o espectáculo pirotécnico com que os jogadores do FCP foram presenteados esta noite. Louve-se a decência. Pelo menos estes não estavam no hotel a dormir. Terminou a participação no jogo de hoje fazendo um décimo daquilo que qualquer benfiquista tem vontade de fazer a Otávio quando o vê repetidamente à procura de caldinho. E mesmo assim Jorge Sousa entendeu que devia acabar expulso. Eu teria ido preso.

Pizzi
A forma como se desenvencilhou de três adversários no momento do passe para Rafa é uma síntese perfeita da qualidade exibicional demonstrada no sábado. Por um lado, temos Pizzi relaxado a brincar na área portista. Por outro, temos uma defesa do FCP desorientada a tentar perceber que atropelo de futebol era este. Assim que perceberam a ideia, já o remate de Rafa tinha sido devidamente colocado na gaveta.

Rafa
Aos poucos o seu rosto vai adquirindo feições de vencedor e o futebol de Rafa perde a necessidade de pedir licença. Hoje voltou a levar tudo à frente com os seus dribles e a capacidade de correr muitos metros, levando consigo uma equipa capaz de trocas de bola e posição que foram deixando o meio campo e a defesa portista em estado de sítio. Não tanto porque o golo fosse sempre iminente, mas porque desde cedo se sentiu no Dragão um primeiro leve, depois pestilento cheiro a cocó de quem percebeu que chegara o dia do julgamento. Como se tal não bastasse, ainda conseguiu afastar de vez a fama de tipo que só marca quando o resultado está feito. Marcou um golo absolutamente decisivo e, mais importante, não pareceu estranhar que isso lhe tivesse acontecido. Antes disso, já conquistara os adeptos quando se dirigiu a João Félix no festejo do primeiro golo e lhe pediu que se levantasse.

João Félix
Continua a acrescentar golos de belo efeito à sua colecção. Nas últimas semanas marcou de cabeça, de pé direito e de pé esquerdo. Urge por isso recorrer a outro tipo de execuções técnicas para não fatigar o adepto. Hoje recebeu orientado de Seferovic e, com a bola à sua mercê, colocou a parte exterior do pé direito por forma a colocar o esférico na baliza e um melão na cabeça de cada adepto da casa. Mesmo sabendo que o empate não bastava, João Félix fez o que qualquer miúdo faria e correu para celebrar o golo. Queriam ver-nos de joelhos novamente e o miúdo fez-lhes a vontade. Mas o gesto técnico mais bonito da noite estava guardado para o final. Dirigiu-se a Sérgio Conceição para o cumprimentar e este recusou. Tudo certo. Enquanto o treinador do Porto é pago ter mau perder, o nosso miúdo é pago para ter bom ganhar.

Seferovic
É dele a assistência para o primeiro golo e uma série de participações no jogo que, não tendo matado ninguém, permitiram moer Felipe até este se tornar condimento. Assim que ganharam o gosto, os restantes colegas no ataque começaram a pedir-lhe que "passasse o Felipe, por favor".

Gedson
Assim que pisou o relvado tornou-se o oitavo português em campo no Dragão. Mais uma goleada indecente para o Benfica.

Corchia
Entrou para ajudar a compor uma defesa de 5 que cortasse as vazas a um FCP cada vez mais desesperado. A substituição foi à Lage, os 5 minutos em campo foram à Benfica.

Cervi
Bruno Lage sabe o que faz. Franco Cervi entrou nos últimos instantes de uma vitória saborosíssima para nos lembrar de que a vitória de hoje foi um passo decisivo para podermos ver o pequeno argentino novamente bêbedo a dançar no Marquês. Até lá, já sabem: jogo a jogo, treino a treino, e Carrega Benfica."

Cadomblé do Vata

"1. Pedras contra o autocarro... apanhamo-las todas e construímos um 1° lugar.
2. Pepe bem tentou a táctica do pisão com João Felix mas de nada valeu... se calhar para o próximo Clássico será melhor pedir instruções ao Paulinho Santos.
3. Estamos em primeiro mas ainda falta muito campeonato... e é preciso ter em conta que na próxima semana o FCPorto vai levar a tabela classificativa à China para tentar recuperar rapidamente a rotura de 2 pontos.
4. Quando Lage veio socorrer o Benfica, estávamos a 7 pontos do 1° lugar e entretanto já temos 2 de vantagem... aconselho a UEFA a ter calma na homologação da fase de grupos da Champions, que o Génio Lage ainda nos vai meter nos oitavos de final.
5. Félix é um génio, Florentino uma aranha e Gedson um cavalo, mas Dias e Ferro são das coisas mais lindas que já vi no SLB... a raça de um e a classe do outro deviam ser uma cláusula nos estatutos do Glorioso."

Curtas do Clássico

"Num dos clássicos mais bem jogados desta temporada, o Benfica venceu no Dragão e alcançou o primeiro lugar da Liga com uma exibição bastante convincente. O Clássico demonstrou duas equipas com identidades bem vincadas, onde a Identidade Lage se superiorizou e surpreendeu todo o estádio do Dragão pela personalidade demonstrada ao longo de todo o jogo.
* Personalidade e Competência incrível demonstrada pela equipa de Lage num dos Estádios mais complicados da Europa, sobretudo na 1ª parte
* Ao contrário do esperado, um Benfica altamente pressionante sobre a construção portista durante todo o jogo a conseguir controlar a ligação com as fases ofensivas
* Em Ataque Posicional, igual a si mesmo, o Benfica procurou construir deste trás e ligar com a qualidade e posicionamentos habituais perante um Porto pressionante como se esperava
* Trocas constantes entre os três que moram nas costas de Seferovic com Félix aparecer constantemente nos corredores laterais
* Regresso de Conceição à construção da temporada passada (3+1) e a alterar a dinâmica ofensiva portista com o Benfica a controlar bem a entrada da bola nas costas da 1ª linha de pressão
* Benfica fortíssimo a transitar defensivamente e ofensivamente, mas principalmente ofensivamente com a equipa encarnada a conseguir chegar à baliza adversária com alguma facilidade
* Exibição tremenda de Vlachodimos que, na parte final, segura a vitória encarnada e, uma vez mais, de Gabriel que, apesar da expulsão, esteve a um nível altíssimo
Um Benfica com grande personalidade no Dragão, fiel à sua identidade e emocionalmente, muito bem preparado para todos os momentos do jogo. A vitória ajusta-se num grande jogo de futebol, uma vez que, ambas as equipas quiseram mais ganhar do que perder.
Bruno Lage à Pep Guardiola no modelo e como pensa estrategicamente o jogo. Desde Mourinho que um jovem treinador não tinha tanto impacto."

Benfiquismo (MXVII)

Jogo aéreo !!!

Vermelhão: Nem a roubar... Liderança... Final a Final... Até ao fim...!!!

Corruptos 1 - 2 Benfica


Num contexto destes, uma vitória, só pode ser adjectivada como épica! Inacreditável como jornada após jornada, os ladrões continuam a roubar, sempre a favor dos mesmos, com impunidade total... sem qualquer tipo de vergonha!
Inacreditável como mesmo anunciando que vão provocar desacatos na madrugada na zona do Hotel onde o Benfica passou a noite, ninguém faz nada para os evitar... Inacreditável como os carros oficiais do Benfica, são apedrejados na zona do Estádio... sem nada acontecer aos criminosos!!!
Enorme espírito de luta, garra, perseverança e 'calma'... e muita competência! Só somando tudo isto, podemos estar agora na liderança da Liga! Mas tal como na 1.ª volta, o campeonato não acabou...!!! Nas duas jornadas a seguir à vitória da 1.ª volta, perdemos os dois jogos... Agora, ficamos com um empate, como margem de erro, mas ninguém julgue que iremos ter facilidades, vamos ter 9 finais da 'Champions', até ao fim... O cenário é parecido com o jogo de Alvalixo, na estreia do Ederson, no ano do Tri, onde ficámos com 1 ponto de vantagem a 10 jornadas do fim...
Estamos a jogar neste momento sem o Jardel, sem o Fejsa, sem o Salvio e com o Jonas no banco... Os Corruptos para hoje, andaram a 'recuperar' os lesionados, com 'ranhos de caracol' e afins... Se algum Benfiquista ano inicio da época, adivinhasse que o Benfica ia jogar sem os 4 'ausentes', metia imediatamente as mãos na cabeça..!!!
O nosso Dr. Milagre é sem dúvida o Lage... que além das questões tácticas, 'deu' personalidade à equipa... Já jogámos em vários ambientes adversos nos últimos 2 meses, e a equipa nunca se 'encolheu', bem pelo contrário... Com a juventude dos 'onzes' a passar completamente ao lado do rendimento!
Hoje, ao intervalo devia estar 0-2 !!! Entrámos muito bem no jogo, a controlar a partida, com domínio territorial, apesar de no momento do remate, termos estado demasiado 'envergonhados'... O único momento da 1.ª parte, onde perdemos a 'calma' e o domínio territorial, foi após o penalty não assinalado sobre o Pizzi... e foi exactamente nesse momento que os Corruptos, marcaram o golo, de bola parada, e com um fora-de-jogo pelo meio...!!!
A reacção ao golo foi imediata, forçamos ainda mais a pressão alta... e empatámos!
Os últimos minutos antes do intervalo, foram mais 'tranquilos', com a equipa a recuar um pouco...
Voltámos a entrar muito bem no 2.º tempo, com o golo do Rafa a confirmar...
Em vantagem, os Corruptos tinham a obrigação de arriscar mais... Tentámos a controlar o jogo longe da nossa área, e fomos quase sempre conseguindo esse intento... mesmo com toda a 'inclinação' induzida pelo apitadeiro!!!
E só a seguir à expulsão do Gabriel é que o Odysseas teve algum trabalho... O Ody ainda teve o condão de evitar o golo do empate, já nos descontos... em mais um lace irregular, que ia passar como nada fosse!!!
É complicado individualizar a exibição do Benfica, acho que todos tiveram muito bem... mas é impossível não destacar os jovens que não tremeram, mesmo quando pressionados por todos os lados... O Samaris que viu a sua titularidade questionada por muitos Benfiquistas, devido às excelentes exibições do Florentino, foi claramente um dos melhores... O Pizzi, só falhou na finalização... Novo jogo de enorme desgaste para a dupla da frente...
A vergonha da arbitragem começou com as nomeações do Sousa (que em teoria até seria um mal menor!!!), mas principalmente dos Fiscais e do VAR Tiago Martins...
O penalty sobre o Pizzi é claríssimo... a não actuação do VAR é nojenta (nada de novo...); o fora-de-jogo do Pepe no golo dos Corruptos é óbvio, até porque a bola desvia no Marega, e portanto o fora-de-jogo nem sequer é discutível... se não tivesse tocado no Marega, também estava fora-de-jogo, mas aí seria milimétrico...
O Pepe tinha que ser expulso (acabou sem um único Amarelo...), andou o jogo todo a perdoar Amarelos aos Corruptos, e no lance da expulsão do Gabriel, o zelo com que expulsou o nosso '8', não mostrou ao não expulsar os vários jogadores dos Corruptos que agrediram jogadores do Benfica: Brahimi e Otávio à cabeça! Aliás este porco do Otávio agride o Gabriel e depois da expulsão ainda aplaude, algo que seguindo os tais critérios zelosos também lhe deviam valer o 2.º Amarelo!!! E já agora: a reacção do Pepe, no final da 1.ª parte, simulando uma falta que não existiu, e depois empurrando o Félix, não merecia dois Amarelos?!!! Um pela simulação, e outro pela provocação?!!!
Mas além disto tudo, tivemos um jogo totalmente inquinado, com faltas a meio-campo absurdas...Foram faltas inventadas impedindo contra-ataques do Benfica, foram faltas atrás de faltas inventadas junto da nossa área...
Um autêntico festival de roubalheira...
Sem o Gabriel para o jogo com o Belenenses, é preciso começar a pensar nas alternativas! O Gedson deverá ser o escolhido, mas eu preferia um Krovinovic em 'forma'! O regresso do Pizzi ao meio, também não me agrada... Recordo que o Belém tem uma saída para o contra-ataque muito bem mecanizada, e com o Benfica entre dois jogos Europeus, é preciso ter muito cuidado...
Mas o próximo jogo, será em Zagreb... O Lage irá quase de certeza voltar a 'rodar' a equipa, sendo que o Gabriel muito provavelmente irá jogar... se calhar 'empurrando' o Gedson para a direita!!! Mas quem deveria ser titular, na minha opinião, deverá ser o Jonas... O Seferovic está a precisar de descanso!

Vitória... no prolongamento!!!

Braga 3 - 4 Benfica

Estamos na Final 8, da Taça de Portugal, depois de uma dificílima vitória em Braga... no prolongamento, depois de termos chegado ao intervalo a perder 2-0!!!

O Braga está mais fraco esta época, mas tem melhorado... e sabia-se que hoje, numa prova a eliminar, iriam dar tudo... o Benfica entrou 'relaxado' e foi quase fatal!!!

Como curiosidade, os nossos quatro golos, foram todos marcados, por ex-jogadores do Braga!!!

Vitória... e 1.º lugar garantido

Benfica 3 - 0 Castêlo da Maia
25-18, 25-21, 25-15

A faltar uma jornada para terminar a fase regular, garantimos com a vitória de hoje o 1.º lugar...

Amanhã temos novo jogo, na Luz, desta vez para a Taça de Portugal, com o Guimarães.

Vitória na Marinha...

Marinhense 1 - 3 Benfica

Vitória que devia ter sido mais tranquila, num jogo que ficou marcado por mais uma provocação vergonhosa, com a nomeação dos dois apitadeiros ladrões que roubaram o Benfica, no Dragay Caixa, à duas jornadas!!!

“Tanto o Rúben Dias como o Ferro já têm muitos jogos nas pernas contra jogadores com o dobro da idade deles, já batidos e com ratice”

"Rúben Dias e Francisco Ferreira - mais conhecido por Ferro - têm ambos 21 anos, mas esta jovem dupla de centrais made in Seixal já é bem mais rodada do que parece: o primeiro somou 59 jogos na equipa B antes de chegar ao plantel principal, no qual já vai com 70 partidas nas pernas; e o segundo atuou 94 vezes pela equipa secundária antes de ser promovido por Bruno Lage. Ou seja, ambos já são bem mais experientes do que era Paulo Madeira quando se estreou num FC Porto-Benfica, em 1990/91, com apenas 20 anos, recorda à Tribuna Expresso o ex-central benfiquista: "Agora um miúdo de 20 anos já tem uma maturidade muito maior do que naquela altura"

A dupla de centrais mais jovem num FC Porto-Benfica foi a dupla Rui Bento-Paulo Madeira, com 19 e 21 anos, respectivamente. Sabias?
Não fazia a mínima ideia. Nem sei quando é que foi isso.

A 3 de Novembro de 1991.
Não me lembro. E diz-me uma coisa: isso foi para o campeonato ou...?

Foi para o campeonato e ficou 0-0.
3 de Novembro de 1991... Espera, mas isso foi antes ou a seguir ao César Brito?

Ora isto foi depois.
Pois, deve ter sido depois. O Benfica é campeão em 91...

Sim, 1990/91. E em 1991/92 foi o FC Porto.
Pois, o César Brito foi 90/91. Então o jogo que me estás a falar foi no ano a seguir a sermos campeões, com aqueles dois golos do César Brito.

Já vi que te lembras bem desse jogo do César Brito e não do seguinte.
Pois é, desse não me lembro [risos].
De qualquer modo já tinhas jogado a titular no FC Porto-Benfica de 90/91, com 20 anos.
É assim, obviamente que os dias de hoje são diferentes daquela altura. Uma vitória no Estádio das Antas, com dois golos do César Brito, e sermos campeões... Na altura o Benfica apresentava uma equipa madura. Lembro-me que joguei eu, o Ricardo e o William, e eles os dois já tinham alguma experiência. Depois no ano a seguir foi a estreia de dois miúdos [Paulo Madeira e Rui Bento] a quem o Eriksson deu oportunidade. Agora, sabemos que jogar no Porto naquela altura era muito complicado. Não só pelo ambiente criado e pela ratice que os jogadores tinham que ter, porque realmente em termos psicológicos havia uma grande pressão, desde a chegada do autocarro ao próprio aquecimento, que era num campo paralelo ao estádio das Antas, ao qual os adeptos do FC Porto tinham acesso e podiam, já naquela altura, digamos que incentivar pela negativa as equipas. E depois o próprio jogo em si, a entrada do túnel e a pressão que havia sobre o adversário era brutal. Creio que hoje em dias as coisas não são assim, mas realmente era preciso ter uma grande força mental para nos abstrairmos de todas estas situações. E por isso também aquela história... Não sou muito de estatísticas, mas segundo vi recentemente, desde a nossa vitória do César Brito que o Benfica só conseguiu duas vitórias no estádio das Antas e do Dragão para o campeonato [em 2014 e em 2005]. Portanto, só por aí já se vê a dificuldade que é jogar ali.

Vai ser difícil para Rúben Dias e Ferro?
Se o Benfica jogar com o Rúben Dias e com o Ferro, como é provável que aconteça, em primeiro lugar não será uma estreia, porque já jogaram juntos esta época em jogos complicados, como o jogo na Turquia contra o Galatasaray, que tem um ambiente muito parecido ao que vão apanhar no Porto. Os dois complementaram-se bem e já são jogadores com provas dadas - o Rúben Dias mais, claro, porque já tem mais jogos e tem uma grande maturidade neste Benfica. O Ferro é uma agradável surpresa: teve uma oportunidade e agarrou-a com unhas e dentes. Espero que sábado possam estar na melhor forma possível, porque realmente complementam-se bem e estando a concentração ao mais alto nível acabam por fazer um bom jogo. 

Estes jovens estão mais preparados para lidar com jogos deste nível, mais do que na tua altura de jogador?
Acho que sim. Quando hoje se olha para um Rúben Dias ou para um Ferro, vemos que já estavam num futebol profissional, nas equipas B, e não apenas num futebol de formação em que só apanham miúdos da idade deles. Tanto o Rúben Dias como o Ferro, quando assumiram um papel fundamental no plantel principal já tinham muitos jogos nas pernas, especialmente na equipa B, contra jogadores se calhar com o dobro da idade deles, jogadores já batidos. Obviamente podem não ser jogadores se calhar tão fortes em termos técnicos ou tácticos, mas são jogadores com aquela ratice e os miúdos vão aprendendo é com os jogos. Na minha altura havia um campeonato de reservas, mas não era um campeonato competitivo, não era a mesma coisa. Ou seja, no meu tempo só se ganhava essa maturidade competitiva muito mais tarde do que hoje em dia. Agora um miúdo de 20 anos já tem uma maturidade muito maior do que naquela altura. Não é por aí que as pessoas têm de ter medo. Já são jogadores mais batidos, mas, como te disse, neste tipo de jogos a concentração é absolutamente essencial, porque o mínimo deslize, a mínima desconcentração momentânea pode ser a morte do artista. E estes jogos normalmente resolvem-se com pormenores e é nisso que muitas vezes se distinguem os grandes jogadores dos outros que não conseguem atingir o topo. Se um jogador estiver concentradíssimo o jogo todo, mentalizado que qualquer falha ou erro pode ser fatal, então seguramente faz um bom jogo.

Vendo agora a forma como o Benfica tem abordado os jogos e tendo os centrais tido mais preponderância no início da construção dos ataques, neste tipo de jogos é fácil para um central manter a mesma abordagem de sempre ou, com a ansiedade, a tendência é facilitar e esticar na frente?
Acho que há uma coisa que vai ser positiva neste jogo: as condições climatéricas. Isso muitas vezes condiciona bastante um jogo. Se não chover, o campo deverá estar ideal e, portanto, em termos de raciocínio não haverá tanta pressa em chutar a bola para a frente. Acho que haverá mais preocupação em jogar, por parte do Benfica. Mas ainda não se sabe muito bem como jogará o Benfica, porque o Benfica tem alturas em que começa a pressionar o adversário lá em cima e tem alturas em que relaxa um bocado e troca muito a bola. Quem vê o Benfica a jogar hoje em dia percebe que os jogadores têm uma confiança muito grande. Vê-se que a equipa está confiante, não perde a bola facilmente, não falha passes fáceis. Isto é tudo uma questão de treino e de concentração, sabendo o que o treinador quer que façam. Hoje em dia olha-se para este Benfica e já não se vê um central a dar um chutão para a frente. Só mesmo em última instância, num alívio dentro da área, por exemplo. De resto, preferem sempre sair a jogar, procuram um futebol bonito. Já o FC Porto joga de maneira algo diferente, porque gosta de colocar a bola direta nos avançados e realmente nesse aspecto é muito forte, porque tem na frente dois, três jogadores muito fortes. Tanto o Soares como o Marega são jogadores em termos físicos muito possantes, muito poderosos, e o FC Porto gosta de jogar dessa forma para aproveitar isso e depois nas segundas bolas tem o Herrera, tem o Brahimi, tem o Corona... Ou seja, isto para dizer que os centrais do FC Porto normalmente jogam de forma mais directa, são formas de jogar. Acima de tudo, acho que vai ser um bom jogo. Mas, a meu ver, a responsabilidade é do Benfica, porque, não tendo um resultado positivo, o FC Porto passa a ter quatro pontos de vantagem, faltando 10 jornadas, ou seja, 30 pontos. Mas quatro pontos de diferença é muito ponto em 30 pontos. Já o FC Porto, mesmo com um empate continua à frente e o campeonato fica aberto, e mesmo perdendo o FC Porto fica a dois pontos, portanto não fica com o campeonato fechado. Por isso é que digo que a responsabilidade é do Benfica, porque, a meu ver, tem de encarar este jogo para ganhar, como encarou os últimos oito em que teve vitórias, para que o campeonato possa ter mais emoção. 
Quando entravas para um clássico, havia alguma palavra especial do Eriksson ou dos veteranos?
Nem por isso. As palestras do Eriksson eram palestras simples, normais, de incentivo, nada de muito diferente. Se calhar hoje um treinador dá mais enfâse a nuances sobre as bolas paradas ou sobre a forma como o adversário joga, até porque hoje em termos de vídeos e de análise do adversário consegue-se saber muito mais do que aquilo que se sabia antigamente, até porque os meios são totalmente diferentes. Mas acho que essa integração dos jovens tem a ver com os jogadores com mais experiência do plantel, ou seja, no meu tempo, quando me estreei, tive sempre o apoio dos mais velhos, dos Velosos, dos Vítores Paneiras, dos Pachecos... A gente olhava para eles como nossos ídolos, naquela altura, quando éramos miúdos a subir da formação e a jogar com eles. Eles ajudavam-nos muito nessa integração no futebol profissional. Penso que hoje em dia também funciona assim, porque as equipas grandes, obviamente, não podem ter só miúdos, têm de ter jogadores batidos, com experiência, como um Samaris da vida, um André Almeida da vida, um Jonas da vida... Dou um exemplo: se calhar o João Félix, que hoje joga com o Jonas, olhava para o Jonas há três ou quatros anos como alguém que queria imitar. Este tipo de integração é muito importante para os jovens conseguirem chegar ao topo, por isso é que os mais velhos são muito importantes, tem de haver uma mescla de juventude com experiência.

Entre o Rúben e o Ferro, quem é que é mais parecido com o Paulo Madeira?
Não sei quem é que é mais à Paulo Madeira, mas acho que o Rúben Dias ainda está um bocadinho mais acima do que o Ferro. O Rúben Dias já deu cartas e já demonstrou que estamos perante um central de elite. Disse há uns tempos e interpretaram-me mal, que um dia o Benfica não iria ter capacidade para aguentá-lo e o Rúben Dias iria para um clube grande. O que quis dizer na altura não era para denegrir o Benfica, mas vai chegar uma determinada altura em que, em termos financeiros, o Benfica não vai ter capacidade para segurar o Rúben Dias, porque pode aparecer um grande colosso europeu. Isto não quer dizer que o Benfica não seja um colosso europeu, agora, temos de ter consciência que em termos financeiros se calhar não vai conseguir concorrer com o Manchester City, com o Manchester United...

Aconteceu isso com o Lindelöf, por exemplo.
Pronto. Acho que pode acontecer ao Rúben Dias. O Ferro ainda vai ter de demonstrar com mais alguns jogos que pode chegar a um patamar mais alto, mas tem todas as condições. Em termos físicos é forte, joga bem de cabeça, já provou que marca golos... Portanto, estamos perante dois jogadores ainda diferente em termos de maturidade mas com uma capacidade de futuro muito grande.

Olhas para eles e pensas: "Estes gajos são melhores do que eu"?
[risos] Eh pá, isso hoje em dia é difícil ter um termo de comparação, porque o futebol agora é totalmente diferente. Hoje os clubes e os jogadores têm muitas preocupações, é a comida, é o descanso, é uma série de coisas. Antigamente havia um bocado, mas era tudo muito desafogado, ninguém ligava assim muito ao que comia. Hoje em dia os jogadores são muito controlados e estar a comparar esse tempo com o de agora é difícil.

Isso quer dizer que comias o que te apetecia num estágio?
Não, havia alguma preocupação com a comida por parte do doutor, mas não era uma preocupação ao pormenor, como é hoje. Hoje em dia os jogadores sabem que só podem comer X disto e X daquilo, há um controlo muito grande. Antigamente não havia esse controlo assim, havia sempre aqueles que saltavam um bocado a cerca e à noite pediam comida para os quartos [risos].
Antes de um clássico assim - aliás, antes e depois, porque depois há aquela adrenalina - dá para dormir bem?
Acho que chega ali a uma determinada altura em que a ansiedade toma um bocado conta dos jogadores, quando vão para estágio, no sentido em que os jogadores querem que o jogo chegue rapidamente e pronto. E depois acontece realmente uma coisa muito engraçada: no final dos jogos, por norma, há um descarregar de energia que é uma coisa muito forte. Acaba o jogo e parece que aquela adrenalina é brutal. Este tipo de jogos tem uma particularidade, porque em termos de mentalização para o jogo os treinadores nem precisam de picar os jogadores, eles já sabem a responsabilidade que é jogar um clássico e um dérbi. Não vão ao jogo só por jogar e pronto. Havia jogos que para nós, jogadores, às vezes eram quase um frete. Estes jogos não, claro. Desde a saída do autocarro do hotel, até à chegada às Antas, onde as medidas tinham de ser muito apertadas porque às vezes havia ali excessos, e isso criava muita adrenalina. Mas também acontece uma coisa surreal, que é: assim que começa o jogo, aquele nervosismo inicial era logo abafado. Ao fim de 10 minutos já ninguém se lembrava que estava a jogar um clássico, porque focavas-te no jogo. Perguntavam-se se eu tinha visto isto ou aquilo, ou os assobios, e é óbvio que antes do jogo começar nota-se isso tudo, mas depois tudo passa. Já não ouvimos nada, porque o nosso cérebro está tão concentrado no que está a fazer que deixa de perceber o que está ao redor.

Os treinadores hoje em dia estão quase sempre em pé, na linha lateral. Neste tipo de jogos dá para ouvir alguma coisa do que diz o treinador?
Ouvir não, não se consegue ouvir nada. Mas o facto de o treinador, que é o líder, estar lá, estar em pé, às vezes até a gesticular, é uma percepção que fica. Não dá para passar mensagens vocalmente, mas há uma presença ali.

Se calhar até dos próprios colegas é difícil.
Não, dos colegas é mais fácil, por acaso. Porque há ali uma química. E os centrais se calhar são os únicos dois jogadores que têm a mesma função e têm de estar muito em sintonia um com o outro, porque de resto, o lateral direito pode não estar em função do lateral esquerdo, o extremo direito do esquerdo... Os centrais são diferentes. Neste tipo de jogos essa comunicação forte entre os centrais também é muito importante. Às vezes só mesmo no olhar ou no assobiar sabe-se logo o que o colega quer."

Ter golo

"Não me refiro às imagens já próprias do futebol, como «a bola a rasgar a relva»; ou sequer a pomposidade das preferências técnicas, como «o jogo apoiado» ou as «transições»; ou tão-pouco às modas que oscilam entre campos tão distantes como a filosofia e a ciência molecular, o que nos levou por exemplo a substituir «a nossa filosofia de jogo» pelo «nosso ADN». Aquilo para que chamo a atenção é uma mais requintada mutação verbal que tenho detectado nas análises de treinadores, jornalistas e comentadores: o «ter golo», no sentido de um jogador que tem golos, não porque efectivamente os tenha num jogo ou prova, não porque tenha, sei lá, 15 na liga, ou 2 num jogo em curso, mas porque os marca com frequência que, dita assim, lhe será instintiva. «É um jogador com golo», deles se elogia.
O futebolista que tem golo é diferente do mero futebolista que faz golo; é até melhor, porque se um os faz e portanto ainda se dá a esse trabalho, o outro já os te porque dele parecem ser parte intrínseca. É a suave chegada ao discurso do futebol do perpétuo debate entre ser e ter, entre être e avoir, entre to be and to have, os verbos auxiliares que fundamentam estes nossos idiomas, os primeiros que aprendemos, os que nos situam entre conceitos que, como humanos, nos são tão indispensáveis: a personalidade e a posse. Às vezes há idiomas que nos trocam voltas, como o inglês, no qual somos uma determinada idade (I am 38) em vez de a termos e lidamos com isso sem arrelias, pelo que no futebol tal acontecerá certamente, mesmo que o hábito nos mude em definitivo a forma de nos referirmos a alguém que é goleador ou, corrijo-me, a alguém que tem golo.
É até assinalavelmente filosófico isto de alguém «ter golo», parece-me, quase como se o jogador detivesse a ideia do próprio golo, perfeita imutável, essencial e divina, antes de a transformar na coisa banal, variável, experimental e humana, de a meter na baliza."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

sábado, 2 de março de 2019

#golo

"Quando um jogador falha de baliza aberta, os adeptos levam as mãos à cabeça. Mas perdoem lá os rapazes, ninguém mais do que eles quer festejar.

Quem já praticou desporto sabe do que estou a falar. As maiores oportunidades, de resto, nem são os jogadores que as desperdiçam. Há quem esbanje escandalosamente, ano após ano, e mereça sempre aplausos, até dos críticos mais acutilantes. Refiro-me, claro, aos dirigentes.
Logo à noite há F. C. Porto-Benfica, o Moët & Chandon do nosso futebol. As duas equipas mais excitantes do campeonato. Conjuntos muito diferentes, mas iguais na coragem e vontade de vencer. Com dois bons treinadores. Com jovens artistas e malabaristas experientes, todos puros na classe. O melhor que temos, separado por 90 minutos e um ponto na tabela.
Ora, perante isto, em vez de falarem de bola, de promoverem o jogo, os dirigentes passam a semana em manobras de diversão, contas, doping e acusações. Felicidades para quem for ao estádio, independentemente da cor. Aos outros, um conselho: desliguem a TV após o jogo."

O que se perde ganhando por muitos

"Que adepto não celebra com entusiasmo uma vitória por 10 golos ou um ciclo vitorioso de 15 vitórias seguidas?

Como sportinguista só tenho pena que o clube não me ofereça presentes desses... Como adepto de futebol, no entanto, a crescente diferença competitiva preocupa-me seriamente. Um estudo recente do "Football Observatory" identifica um claro aumento do diferencial competitivo na Europa.
O estudo analisou a percentagem de pontos do primeiro classificado em 27 campeonatos. Quanto mais pontos conquistados pelo primeiro, maior o diferencial. Isto não exclui, nalguns casos, competitividade pelo primeiro lugar. Mas a competitividade entre duas equipas pode coincidir com uma diferença abissal para todas as outras. Recordem o recorde de pontos de Sporting e Benfica em 2015/2016, ganhando praticamente todos os jogos na segunda volta. Portugal é, aliás, de acordo com esse estudo, o campeonato menos competitivo da Europa. Mas todos os campeonatos têm perdido competitividade. O mesmo agravamento é visível na cada vez maior diferença de golos por jogo.
A correlação entre capacidade financeira e sucesso desportivo está bem comprovada. Recentemente, uma análise da KPMG apurou que em todos os grupos, com uma excepção, da Champions League, as duas equipas qualificadas são as que têm maiores orçamentos. A perda de competitividade está assim relacionada com factores económicos. Primeiro, a distribuição dos direitos da Champions League tem tido consequências muito perversas, em particular nas ligas pequenas e médias. Nestas, o clube que beneficia do acesso à Champions ganha uma vantagem financeira que depois se traduz numa vantagem desportiva que se vai continuamente alimentando e perpetuando. Segundo, a importância dos direitos televisivos tende, na ausência de redistribuição entre clubes, a contribuir para esse agravamento. Terceiro, o regime do financial fair play, tendo contribuído para um maior equilíbrio e responsabilidade dos clubes, tende a consolidar o diferencial financeiro e competitivo, vedando aos clubes com menos receitas o acesso a outras formas de financiamento.
Este é um enorme desafio do futebol. Não se trata apenas da perda de interesse da maior parte dos jogos. O aumento do diferencial competitivo também agrava os riscos para a integridade desportiva. A Autoridade da Concorrência solicitou recentemente ao Governo que intervenha, impondo uma negociação centralizada, e por pacotes, dos direitos televisivos. Sejamos claros, sem formas de redistribuição entre clubes, de pouco servirá a centralização de direitos. E sem uma estratégia para abordar o tema da redistribuição a nível europeu será impossível resolvê-lo a nível nacional."

IFAB pondera alterações que afetarão o momento da marcação de livres

"Numa altura em que se assiste a enorme criatividade na formação da barreira defensiva para marcação de um livre, com um jogador deitado atrás da mesma, para evitar que a bola passe por debaixo da mesma, e no mês em que se assistiu à barreira mais insólita de que há memória, no jogo de futebol feminino entre o Sydney FC e o Brisbane Roar, em que as jogadoras se vão movimentando e oscilando para cima e para baixo, criando alguma desconcentração na marcadora do livre - o que acabou por dar resultado, dado que o pontapé-livre não resultou em golo -, o International Football Association Board (IFAB) reúne hoje para discutir as regras de marcação de livres directos.
A reunião, que se realiza em Aberdeen (Escócia) pela primeira vez, deve dar o poder aos árbitros para garantir que a equipa atacante não perturbe a barreira defensiva da equipa adversária. O Presidente da FIFA, Gianni Infantino, a secretária-geral Fatma Samba Diouf Samoura e Pierluigi Collina, presidente do Comité de Arbitragem da FIFA, estiveram presentes no primeiro dia de conversas, ontem, discutindo tais regras.
Pretende-se que a defesa contra um livre seja menos confusa, acabando-se com as tentativas de a equipa atacante empurrar, saltar ou de qualquer modo incomodar a muralha defensiva. Pretende-se aumentar a vantagem tática para a equipa defensora e o seu guarda-redes.
Os árbitros serão forçados a intervir sempre que a equipa adversária perturbe a barreira defensiva e tal passará a ser considerado um comportamento antidesportivo. E se as Leis do Jogo mudarem, tal alteração será introduzida a partir de Junho e vigorará a partir da época 2019/2020.
Victor Montagliani, Presidente da CONCACAF e que representará a FIFA na reunião como vice-presidente deste órgão, considera que " seria uma boa melhoria para as leis do jogo".
Pretende-se, assim, evitar momentos de controvérsia como o que foi vivido no último Mundial de Futebol na Rússia no jogo Inglaterra-Colômbia. No momento em que a Inglaterra se preparava para marcar um livre, n o jogo dos oitavos de final, durante a formação da barreira o ambiente ficou tenso entre o inglês Jordan Henderson e o colombiano Wilmar Barrios, que acabou por ser advertido com o cartão amarelo. A ser aprovada a alteração, no futuro, Henderson teria que ficar a um metro de distância de Barrio.
O IFAB é composto pelas quatro associações britânicas de futebol (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) com um voto cada, e a FIFA, que representa as restantes 207 associações nacionais, com quatro votos. Passar uma moção exige uma maioria de três quartos. A missão do IFAB é servir o mundo do futebol como o guardião independente das Leis do Jogo, discutindo-as e promovendo à sua alteração sempre que necessário, acreditando que é essencial mantê-las o mais simples possíveis e não intrusivas, de acordo com o verdadeiro espírito do jogo."

Esqueçam os golos marcados sem querer com a mão

"A decisão foi tomada hoje em reunião do IFAB em Aberdeen, na Escócia, e estava em agenda desde Novembro de 2018.
"Em relação às faltas com a mão, o IFAB decidiu dar uma definição mais precisa e detalhada do que constitui uma falta com a mão, em especial no que diz respeito às acções em que uma mão involuntária/acidental seja sancionada", refere em comunicado o organismo.
Como exemplo, o IFAB indica que "um golo marcado com a mão ou braço (mesmo de maneira acidental), ou um jogador que marque ou crie uma oportunidade para marcar depois de ter a posse/controlo da bola com a mão/braço (mesmo de maneira acidental), não será tolerado".
A lei 12, respeitante a faltas e incorrecções, prevê sancionar com um livre (ou grande penalidade) o toque "deliberado da bola com a mão". A noção de intencionalidade foi suprimida em toda a acção respeitante ao golo.
Na reunião da IFAB, com representantes da FIFA e das quatro federações britânicas pioneiras do futebol, outros pontos foram modificados, nomeadamente nas substituições ou na posição dos guarda-redes nas grandes penalidades.
Nas substituições, os jogadores têm de sair pelo caminho mais curto e não ir ao meio-campo, à zona tradicional de substituição, e nos penáltis os guarda-redes passam a poder ter apenas um pé na linha de golo e não obrigatoriamente os dois."

Benfiquismo (MCXI)

Avé César...!!!

Uma Semana do Melhor... com o Queiroz...

Jogo Limpo... pré-clássico

Magia do futebol e mérito de Lage

"Amanhã, no clássico contra o FC Porto, no Dragão, se for apenas dentro de campo, estaremos fortes e capazes

O Benfica venceu o Desportivo de Chaves (e podiam ter sido mais) por esclarecedores 4-0 e vai ao Dragão lutar pela liderança do campeonato.
Nesta fase, Benfica e FC Porto são as únicas equipas que aspiram ganhar o título nacional, enquanto o SC Braga tenta ficar à frente do histórico Sporting e este luta pela sobrevivência financeira antes de qualquer glória desportiva.
Pequenos períodos de demagogia incendiária pagam-se com largos tempos de aperto financeiro. A culpa, qualquer que seja o emblema, é sempre dos adeptos que estão mais disponíveis a ser enganados por uma mentira fácil do que enfrentar e resolve uma verdade complicada.
Olhar para o Sporting e culpar um ou dois protagonistas recentes é esquecer as esmagadoras maiores de apoiantes que sempre avalizaram atitudes e com comportamentos.
Procurem com rigor o que disseram e escreveram grandes sportinguistas, como por exemplo Dias da Cunha ou Sérgio Abrantes Mendes, e vejam como houve quem avisasse, quem alertasse e quem nunca cedesse ao caminho da mentira e do insulto.
Para adeptos de outros emblemas, como é o meu caso, serve apenas para reflexão, porque não há clubes imunes a este tipo de fenómenos.
Vamos amanhã jogar aquele que estatisticamente é o mais difícil dos nossos jogos, mas também aquele que vencendo nos coloca perto de um título que estava perdido há pouco mais de um mês. Magia do futebol e mérito de Bruno Lage.
Se for apenas dentro de campo, estamos fortes e capazes. O Benfica enfrenta um Porto bem treinador por Sérgio Conceição, com soluções variadas e sem limitações de lesões depois da recuperação de Marega e Danilo.
Pelo nosso lado, um Benfica com Jonas a meio gás, com Jardel que não recuperou, um Fejsa ausente, um Salvio magoado ou um Conti repetidamente azarado são limitações incapazes de baixar a vontade de vencer. Entramos em campo no sábado com ambição de um Benfica a chegar a bom porto, na solidez de Gabriel e Samaris, na velocidade de Rafa ou na eficácia de Seferovic para chegar a um final... Félix(z)."

Sílvio Cervan, in A Bola

Vitória... com estreia do Gladness...!!!

Benfica 88 - 80 Imortal
26-14, 14-22, 27-22, 21-22

A principal curiosidade desta noite, era a estreia do Mickell Gladness, que não desiludiu, com 16 pontos e 10 ressaltos!!! Mesmo, sem as rotinas de equipa, notou-se que este ex-NBA irá ser uma mais-valia...

Em relação ao jogo, continuamos a demonstrar fragilidades, principalmente na defesa... mesmo 'descontando' a motivação extra do Snider (ex-jogador do Benfica...), não podemos sofrer 80 pontos do Imortal...!!!

Precisamos de 'reencontrar' a forma que demonstrámos na 1.ª metade da época. Com a sucessão de lesões, perdemos a 'embalagem' e temos vários jogadores fora de forma...

Domingo vamos ao Barreiro, defrontar o Galitos...

Belo, 4.º lugar...

Grande resultado, com recorde pessoal, a 28 cm do Bronze, com 20m97, do Francisco Belo, nos Europeus de Pista Coberta, em Glasgow. Excelente prova, com todos os lançamentos a 'saírem' com marcas de respeito...

O Tsanko, não passou da qualificação, confirmando a má época de Inverno...

O Emanuel Rolim, nos 1500m, fez o 7. tempo da qualificação, mas foi eliminado!!! Correu na série mais rápida, ficou em 7.º na série, e acabou mesmo por ser o 7.º tempo de todas as séries!!! Quatro atletas com tempos piores, qualificaram-se!!!

O nosso atleta Polaco, Marcin Lewandowski, qualificou-se facilmente para a Final dos 1500m, ganhando a sua série, sendo um dos grandes favoritos ao Ouro!

PS: O Raidel Acea que tinha mínimos para este Europeu, acabou por ficar de fora, porque a IAAF decidiu só aceitar a sua 'naturalização' a partir de Janeiro de 2020.
Recordo que o Pichardo, nos Mundiais de 2019, no Verão, já irá competir por Portugal.

Tendência positiva mantêm-se...

A Benfica SAD apresentou hoje os resultados do 1.º Semestre da época 2018/19, e os números são muito positivos, com o Passivo a baixar sustentadamente e a Dividia Bancária a manter o trajecto de redução significativa...
Mas talvez para perceber melhor estes 'números', o melhor é compará-los com os resultados obtidos recentemente pelas outras SAD's do Tugão!!!!

"(...)
Principais Destaques
* O resultado líquido consolidado do 1.º semestre de 2018/2019 ultrapassa os 14 milhões de euros, correspondendo ao quinto ano consecutivo em que a Benfica SAD apresenta lucro nos primeiros seis meses de atividade;
* O resultado operacional sem direitos de atletas ultrapassa os 18 milhões de euros, correspondendo a uma melhoria de 12,8 milhões de euros face ao período homólogo e ao melhor desempenho alcançado pela Sociedade num primeiro semestre;
* O resultado operacional ultrapassa os 20,9 milhões de euros, o que corresponde a um decréscimo de 18,4% face ao período homólogo, no qual atingiu os 25,6 milhões de euros, sendo esta variação explicada pela diminuição das alienações de direitos de atletas, consequência da política de retenção dos principais jogadores; Os rendimentos operacionais sem transações de direitos de atleta ascendem a 103,1 milhões de euros, o que representa um crescimento de 59,6% face ao período homólogo, no qual atingiram os 64,6 milhões de euros, sendo esta variação essencialmente justificada pelo aumento dos prémios distribuídos pela UEFA na Liga dos Campeões;
* Os rendimentos com transacções de direitos de atletas superam os 29,6 milhões de euros e o resultado com transacções de direitos de atletas ascende a 21,2 milhões de euros, estando ambos influenciados pela transferência do jogador Anderson Conceição (Talisca) para o Guangzhou Evergrande;
* Os rendimentos totais no semestre ascendem a 134,5 milhões de euros, o que representa um crescimento de 20,6% face ao período homólogo, no qual se alcançou um montante de 111,6 milhões de euros;
* O activo consolidado a 31 de dezembro de 2018 atinge os 468,5 milhões de euros, o que corresponde a uma redução de 3,4% face a 30 de Junho de 2018, a qual é principalmente explicada pela diminuição dos valores a receber de clientes e outros devedores;
* O passivo consolidado da Benfica SAD decresceu 30,7 milhões de euros no decurso deste semestre, o que representa uma diminuição de 7,7% face ao final do exercício anterior e significa a manutenção de uma tendência que já se verifica desde 30 de Junho de 2016;
* A evolução do passivo desde essa data tem sido positiva, apresentando uma diminuição constante que em termos acumulados já representa um valor de 87,9 milhões de euros;
* A dívida líquida a 31 de dezembro de 2018 ascende a um valor de 131,2 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 31,7 milhões, essencialmente explicado pelo aumento das disponibilidades em caixa e equivalentes de caixa no montante de 29,7 milhões de euros;
* O valor da dívida líquida no final deste período é o mais reduzido dos últimos anos e representa 43,7% do montante da dívida líquida a 30 de Junho de 2015, o que significa que decresceu 168,7 milhões de euros no decurso destes três anos e meio;
* O capital próprio consolidado a 31 de dezembro de 2018 ascende a 100,9 milhões de euros, o que significa uma melhoria de 14,1 milhões de euros face a 30 de Junho de 2018, essencialmente explicado pelo resultado líquido positivo do período;
* A recuperação do capital próprio da Benfica SAD teve início após o exercício findo a 30 de Junho de 2013, tendo até à data ocorrido uma evolução positiva que, em termos acumulados, ascende a 124,7 milhões de euros.
(...)"

Neofilarítmico me confesso

"Durante a primeira parte do Benfica – Chaves dei por mim a contar a quantidade de boas jogadas executadas pela nossa equipa. Não restrinjo o conceito a oportunidades de golo, mas a boas iniciativas colectivas nos vários momentos do jogo, desde a criação de uma ocasião soberana à desenvoltura com que o jogo benfiquista flui a partir de recuperações de bola. Não durou muito o exercício, perdi-me.
Ao intervalo, enquanto pensava na minha tentativa infrutífera de encontrar um facto que complementasse a subjectividade inerente à minha avaliação muito positiva sobre a qualidade de jogo da nossa equipa, lembrei-me de um dos meus contos preferidos de Aldous Huxley, “Eupompus deu esplendor à arte pelos números”. Nesse conto, Huxley refere os auto-denominados filarítmicos, cujo surgimento se deu após a observação obsessiva da obra-prima do pintor Eupompus, com cerca de 33 mil cisnes representados. Nada mais fizeram que contar pois, para os filarítmicos, contar e contemplar era a mesma coisa.
E eu conto, oh se contemplo. A veia goleadora de Seferovic, sem grandes penalidades, líder no campeonato; Rafa, a um golo do seu máximo de carreira numa temporada; as manifestações do génio de João Félix, ele próprio seguidor de uma escola, a messiana; os oito golos de Jonas no estádio da Luz esta época em pouco mais de cinco jogos completos, somando os minutos de utilização; os dribles de Grimaldo; os passes admiráveis de Gabriel; as assistências de Pizzi; os desarmes de Florentino... e, sobretudo, os pontos recuperados na classificação que nos permitiram voltar a sonhar com o título. Ciente das dificuldades que encontraremos no Dragão, sinto uma confiança inabalável na nossa equipa. Venceremos!"

João Tomaz, in O Benfica

Convite ao presidente

"Quando li aquele e-mail, até tremi - 'Encarrega-me o presidente Luís Filipe Vieira de o convidar a assistir ao jogo de futebol SL Benfica - Chaves na Tribuna Presidencial do nosso estádio'.
Pensei que tinha sido engano, levei algum tempo a digerir a coisa e aceitei, claro.
Eu, um adepto comum do terceiro anel, que tem a sorte de poder falar sobre o clube do seu coração na BTV, sentado no espaço das velhas glórias, dos actuais e antigos dirigentes, dos homens e das mulheres que fazem o fizeram a história do maior clube português.
Era um convite endereçado aos comentadores do canal de televisão do Glorioso, e foi bom vê-los lá, os que todos os dias defendem e analisam o Benfica à lupa. Cheguei cedo. Estacionei no centro comercial em frente, passei pela roulotte, bebi uma imperial, dei uma volta completa ao estádio, por fora (é quase um ritual), e parei junto à porta 1. Olhei para o bilhete, era ali, na entrada da águia. Estava nervoso, confesso-vos.
Passei o torniquete, subi ao primeiro andar e entrei na Tribuna Presidencial. Sim, aquilo estava mesmo a acontecer.
Caras conhecidas, outras que apenas vi nos relvados, jantar e petiscos, conversas soltas, ambiente descontraído e quase toda a gente a aderir ao pedido de casual chic no dress code.
E lá goleámos mais uma vez. Voltarei à Tribuna Presidencial sempre que for convidado, com todo o gosto, mas quem me tira a bancada tira-me tudo. Não estou a ser ingrato, acreditem. Foi uma honra ter estado ali sentado no jogo com o Chaves, mas lá em cima, seja nas centrais, nos topos ou nas curvas, é que há gritaria, palmas, pés a bater no chão, onda mexicana e graçolas que fazem rir vários sectores da bancada.
Caro presidente, obrigado pelo convite, foi uma noite muito especial. E agora, posso desafiá-lo a vir comigo ao terceiro anel? As bifanas na roulotte são por minha conta."

Ricardo Santos, in O Benfica

Todos os caminhos vão dar ao clássico

"Não prego olho desde segunda-feira. Fecho os olhos às 00h00 e, meia hora depois, o telemóvel ainda assinala 00h01. O problema não está no aparelho, porque entretanto já o troquei três vezes, e o mistério subsiste. Esta falta de sono até se reflectiu na alimentação. Por norma sou apreciador de um bom bife, porém nesta semana só tive apetite para devorar as unhas das mãos. O clássico está aí à porta, e já nenhum bom chefe de família consegue pensar em nada mais. Será que joga o Samaris atrás e o Florentino no meio? Ou o Samaris no meio e o Ferro ao lado do Rúben Dias? Há diversas alternativas, e eu atrevo-me a acrescentar mais soluções ao leque. Tenho dois primos o Rúben e o Fábio, que estão entre os 2 e os 4 anos de idade, e os traquinas já dão uns valentes pontapés na bola. Caso Bruno Lage tenha interesse, estou disponível para levá-los ao Seixal e, caso o mister veja qualidade neles, talvez até possam ser opção para o Dragão, quem sabe?
O Benfica está mais forte do que  FCP, contudo tal não significa que o clássico seja de menor dificuldade do que o habitual. Basta lembrar que a última equipa a sair vencedora do Dragão (Vitória SC) teve de se transcender e superar o embaraço de sofrer um golo em claro fora-de-jogo e um penálti escandaloso em seu favor não assinalado Curiosamente, o árbitro principal desse jogo foi o VAR principal da meia-final da Taça da Liga: Fábio Veríssimo. O mundo é feito de coincidências, mas o futebol português ainda mais. Os nossos rapazes vão ter pela frente uma missão severa, mas se os deixarem jogar aquilo que eles sabem... então sábado à noite vou conseguir finalmente dormir."

Pedro Soares, in O Benfica

Jogo do título?

"Valha isso o que valer, no único clássico com o FC Porto disputado na era Bruno Lage, apesar da derrota, o Benfica não foi em nada inferior ao seu rival, só não ganhando porque o VAR não deixou. 
Não há dois jogos iguais, pelo que nada nos garante que neste sábado o Benfica consiga apresentar-se de modo tão afirmativo como naquela meia-final da Taça da Liga. Na verdade, independentemente daquilo que as equipas produzam em campo, será provavelmente a eficácia de uma e de outra a ditar o resultado, como tantas vezes acontece neste tipo de duelos - esperando-se que a arbitragem desta vez seja bem diferente da de Braga, embora, nesta matéria, o histórico com este adversário nos faça sempre temer o pior.
Benfica e FC Porto chegam a esta jornada como únicos verdadeiros candidatos ao título. Quem vencer sairá na frente para as dez rondas finais, sendo que, em caso de derrota, a distância pontual tornará a vida do Benfica bastante mais complicada. O empate deixa tudo em aberto. E um triunfo pode lançar-nos para o título.
Nas últimas quatro temporadas só perdemos uma vez naquele estádio. Já lá vai o tempo do fantasma das Antas, quando ali começávamos as partidas desde logo diminuídos. Agora não há bolas de golfe que nos impressionem. O tetra deu-nos confiança para nos impormos em qualquer estádio do país, e se não o fizermos desta vez não será certamente devido a qualquer bloqueio psicológico.
Pelo contrário: acredito que os jogadores do Benfica tenham uma vontade enorme de iniciar o jogo, e mostrar que são superiores, que são os melhores, e que merecem ser campeões. E vão fazê-lo."

Luís Fialho, in O Benfica

A persistência

"Festejámos ontem o 115.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica e, se me pedissem uma palavra para definir a actualidade escolheria a 'persistência'. Só com persistência foi possível reerguer um clube moribundo. Jamais poderemos esquecer o papel de Manuel Vilarinho e Luís Filipe Vieira. Foi graças a esta dupla presidencial que o Glorioso voltou a ser o maior clube português. Tudo o que conseguimos conquistar desde 2000 até aos dias de hoje deveu-se, sobretudo, à persistência de milhares de benfiquistas. Neste momento, estão registados 234560 sócios. Perguntarão os leitores - como foi possível fazer tanto em tão pouco tempo? Não há nada que supere a persistência. Nem  talento! Todos sabemos que o mundo está cheio de pessoas talentosas fracassadas. O desporto nacional e o futebol português estão cheios de talentos fracassados. Quando se consegue juntar a 'persistência' e a 'determinação', o êxito acontece.
Na verdade, todos conhecemos génios que desistiram. Mas os persistentes têm uma meta bem definida. A persistência é, no fundo, um estado de espírito que pode e deve ser cultivado. Há quem diga que a persistência está para o individuo como o carbono está para o aço. O que faz, realmente, a diferença entre o sucesso e o insucesso? A persistência. Olhemos para o SL Benfica nos últimos 15 anos. Em 2003, depositámos a confiança num homem, e os resultados estão à vista. Luís Filipe Vieira fez da persistência a sua principal política. O que esperamos dos nossos treinadores e dos nossos dirigentes, amanhã à noite, no Porto, é que continuem a ser persistentes."

Pedro Guerra, in O Benfica