Últimas indefectivações

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Lixívia 10

Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 20 (-5) = 25
Corruptos.. 24 (+8) = 16
Sporting... 22 (+11) = 11

Mais uma jornada absolutamente vergonhosa! Criminoso aquilo que se passou no Alvalixo! E não estou a falar da cocaína!!!
O historial de Tiago Martins em benefício da Lagartada é escandaloso, as continuadas nomeações para jogos das Osgas, como árbitro ou VAR, é uma das coisas mais aberrantes do Tugão... e não é nada fácil destacar-se no Tugão como fazendo parte do mais aberrante!!!

Todo o jogo foi inclinado, todas as pequenas decisões são inquinadas, mas depois aparecem os dois momentos absolutamente corruptos! Ninguém pode ser somente incompetente e fazer aquilo que ele fez!
- a expulsão do jogador do Chaves é absurda, a entrada é dura, mas é na bola... A não actuação do VAR, é só a confirmação que o Manuel Oliveira também gosta de fazer jeitinhos, aos Lagartos!
- mas mesmo assim, o Chaves empatou... e nos minutos finais, foi necessário dar mais um empurrãozinho: penalty absurdo, mais um!!! Jogada perfeitamente normal, dentro da área num Canto... agarrões e empurrões mútuos! Se tivesse existido boa fé nesta decisão, a pergunta que se impunha seria: será que o Tiago Martins vai manter este critério nos próximos jogos?!
Não é fácil calcular a influência no resultado de toda esta trapalhada, mas pelo menos sem o penalty, não ganhavam...
ADENDA: Só agora vi com atenção o 1.º lugar dos Lagartos, a roubalheira foi tão grande que nem sequer tinha reparado, que houve falta do Bas Dost no 1.º golo, que deveria ser sido anulado!!!

Em Tondela, houve duas expulsões, e hoje nos pasquins estava tudo a chorar o critério apertado do árbitro!!! Quando de facto, se o critério tivesse sido justo, mais cartões tinham sido mostrados... Por exemplo, o Tomané se calhar nem devia ter chegado ao intervalo! Então se compararmos os cartões mostrados aos jogadores do Benfica, se calhar nenhum jogador do Tondela teria chegado ao fim...!!!
As duas expulsões foram correctíssimas...
E ainda ficou um penalty por marcar sobre o Cervi, que depois de cabecear a bola, é completamente atropelado...
ADENDA: Esqueci-me daquele Canto, que o árbitro interrompe quando a bola já está no ar e que por acaso até tinha sido bem marcado!!! Se ele viu um agarrão, só tinha que marcar penalty...!

No Dragay, o escândalo começou nas nomeações: Soares Dias, Manuel Oliveira e Luís Ferreira!!! Três dos mais fanáticos adeptos Corruptos, nomeados pelo CA da FPF para um jogo, onde os Corruptos recebiam o co-líder!!!
Por acaso, o jogo até foi relativamente tranquilo, e não houve Casos graves... Mesmo assim foi 'bonito' ver no final da 1.ª parte, aquele ar de indignação dos Corruptos, para com Soares Dias...!!!
Nos lances que os Corruptos pediram penalty, não tinham razão... inclusive no braço na bola do Sequeira, pois não houve qualquer acto deliberado...
No lance do golo dos Corruptos, ficou a dúvida sobre o posicionamento dos pés do Otávio no momento do lançamento lateral, mas não houve repetições de outro ângulo para poder confirmar qualquer irregularidade...
ADENDA: Após revisão, resolvi considerar os dois lances onde o Soares devia ter sido expulso, como fundamentais, pois foi este jogador que marcou o golo decisivo, mais tarde...

Anexo(I):
Benfica
1.ª-Guimarães(c), V(3-2), Pinheiro(Sousa), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho(Sousa), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), E(2-2), Capela(Esteves), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Veríssimo(Sousa), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), D(2-0), Soares Dias (V. Ferreira), Prejudicados, (1-0), Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(c), D(1-3), Almeida(Esteves), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
10.ª-Tondela(f), V(1-3), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Chaves(c), V(5-0), Almeida(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(c), D(2-3), Veríssimo(Paixão), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho(Malheiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Veríssimo(Sousa), Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Feirense(c), V(2-0), Rui Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Marítimo(f), V(0-2), Xistra(Sousa), Beneficiados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Soares Dias(L. Ferreira), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)

Sporting
1.ª-Moreirense(f), V(1-3), Martins(Miguel), Nada assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Godinho(Sousa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
6.ª-Marítimo(c), V(2-0), Almeida(Sousa), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
7.ª-Portimonense(f), D(4-2), Miguel(Ferreira), Nada a assinalar
8.ª-Boavista(c), V(3-0), Xistra(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota(V. Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+ 3 pontos)
10.ª-Chaves(c), V(2-1), Martins(M. Oliveira), Beneficiados, (0-1), (+ 3 pontos)

Anexo(II):
Benfica:
Sousa: 0 + 3 = 3
Pinheiro: 2 + 0 = 2
Esteves: 0 + 2 = 2
Mota: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
Capela: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Xistra: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1
Nobre: 0 + 1 = 1

Corruptos:
Vasco Santos: 0 + 3 = 3
Veríssimo: 2 + 0 = 2
Xistra: 2 + 0 = 2
Malheiro: 1 + 1 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
L. Ferreira: 0 + 2 = 2
Almeida: 1 + 0 = 1
M. Oliveira: 1 + 0 = 1
Godinho: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 0
Capela: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1

Sporting:
L. Ferreira: 0 + 3 = 3
Martins: 2 + 0 = 2
Miguel: 1 + 1 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
M. Oliveira: 1 + 1 = 2
Godinho: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Xistra: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1
Veríssimo: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1
Épocas anteriores:

É a história que está a passar por aqui...

"Detenção de BdC fragiliza Sporting nas rescisões e pode afectar os pressupostos do empréstimo obrigacionista em curso

Bruno de Carvalho foi ontem detido para interrogatório, juntamente com Mustafá, líder da Juventude Leonina (por sinal em conflito com Frederico Varandas...), no âmbito do processo relativo ao assalto à Academia de Alcochete. Depois de muita especulação - e quem não se lembra da rocambolesca cena feita pelo ex-presidente do Sporting quando andou bater de porta em porta, do DIAP ao DCIAP, a pedir para ser ouvido... - este é um desenvolvimento que, tantos meses depois, a detenção de Bruno de Carvalho não se funde em matéria muito robusta; outra qualquer situação seria gravemente lesiva da reputação do sistema judicial. No entanto, aqui chegados, remeter-me-ei à prudência com que tenho avaliado outros casos em fase de instrução. Confiando na Justiça, sempre. Outra coisa, porém, é o que representa para o Sporting esta detenção, quando ainda há vários casos com jogadores que rescindiram por resolver. A posição negocial dos leões está a partir de agora sumamente fragilizada, o que deverá implicar uma estratégia mais conservadora de Frederico Varandas e, quiça, novas contas e apresentar à CMVM. Com um empréstimo obrigacionista fundamental para os leões na forja, este não seria, de todo, o desenvolvimento desejado para o caso de Alcochete. Quanto a Bruno de Carvalho, que nos últimas semanas andou muito activo, mostrando-se em talk shows e programas cor-de-rosa, deverá merecer de todos a presunção de inocência, mesmo que o juiz decida aplicar-lhe a mesma medida de coacção que usou para os restantes arguidos deste caso. De qualquer forma, é bom que tenhamos a noção que é a História do desporto português que está a passar diante dos nossos olhos, para contar aos vindouros.
Jorge Nuno Pinto da Costa e outros cinco administradores da FC Porto SAD foram constituídos arguidos no processo dos emails, onde são, segundo o DCIAP, «indiciados pela prática de crime de ofensa a pessoa colectiva», havendo ainda um outro arguido indiciado por «crime de violação de correspondência».
Deste desenvolvimento de um caso que ainda fará correr muita tinta, direi o mesmo que disse até agora quanto aos demais episódios: está em investigação, investigue-se. No fim do dia, no seu próprio tempo e modo, não deixará de ser feita justiça."

(...)
Ás
Rui Vitória
A vitória em Tondela representou um balão de oxigénio que o treinador do Benfica deve aproveitar de forma inteligente. Se Rui Vitória entender que tudo o que aconteceu foi um azar dos Távoras, mal andara. A reflexão táctica deve ser mais profunda e um melhor uso do plantel afigura-se como a prioridade.

Ás
Marco/Nuno
Os treinadores portugueses de Everton e Wolverhampton tiveram óptimos desempenhos em Londres, onde as suas equipas empataram com Chelsea e Arsenal, realizado exibições convincentes. No palco mais exigente do mundo, Marco Silva e Nuno Espírito Santo confirmaram que estão na primeira linha.

O escrutínio como preço do sucesso visível
«Declaro em Portugal todos os meus rendimentos, incluindo aqueles que são obtidos no estrangeiro»
Jorge Mendes, empresário de futebol
Jorge Mendes é o empresário de futebol mais bem sucedido do mundo, gerindo um verdadeiro império. Se a esta visibilidade juntarmos as diferentes fiscalidades dos países onde opera, os montantes e ainda a última palavra dos Lusíadas, estará encontrada explicação para este escrutínio. Ah, e tenho a certeza de que durante todos estes anos Mendes terá pisado muitos calos...

Conta-me como foi
Desde que começou a disputar-se o Campeonato Nacional da I Divisão, corria a época de 1934/1935, só cinco clubes lograram alcançar o título. Aos três grandes, juntaram-se em 1945/1946, o Belenenses e em 2000/2001,  Boavista. Estes dois históricos do futebol português, que tiveram a ousadia de subir, um dia, ao degrau mais alto do pódio, protagonizaram, ao longo dos anos, inúmeros duelos com muitos milhares a assistir, especialmente quando ambos lutavam por lugares europeus (e eu tive o privilégio de participar em muitos deles, no Restelo e no Bessa...) É por tudo isto que tem de ser de desencanto o sentimento de quem viu o último confronto, perante as bancadas despidas do Jamor. E o mais triste, vista a questão da barricada azul, é que muito provavelmente os danos patentes não só será irreversíveis, como tenderão a aumentar. Aliás, logo que correr um mês sobre a decisão judicial que proibiu o uso da marca Belenenses pela SAD, e esta passar a ser aplicada, o vazio sentir-se-á em toda a sua frieza e brutalidade.

Guerra dos hemisférios acabou empatada
Sábado de luxo no planeta oval. Gales venceu a Austrália, algo que não conseguia há dez anos. O videoárbitro, com um fora de jogo milimétrico, tirou o triunfo à Inglaterra frente aos 'all balcks' e a França caiu em casa contra a África do Sul. Já a Irlanda bateu os pumas. E Portugal, sem surpresa, perdeu na Roménia...

José Manuel Delgado, in A Bola

Salto por cima do nervosismo

"Sentia-se um Benfica nervoso na forma de jogar. Ainda assim, saiu dos maus resultados

A opção pelas bolas longas
1. Chegando a Tondela numa série de três derrotas e um empate - compreendendo duas derrotas seguidas na Liga frente a Belenenses e Moreirense, este em casa - o Benfica estava compreensivelmente agitado, ainda que era teoria o jogo não fosse dos mais complicados que a Liga pode oferecer-lhe. Para mais, sofrendo um golo logo no primeiro minuto não pode certamente dizer-se que o panorama melhorou, bem pelo contrário.
Sem se aventurar muitas mudanças na estrutura da equipa, com Gabriel dando peso e força no meio, percebeu-se desde cedo essa tal impaciência na própria forma de jogar, com uma teimosia nas bolas longas. É verdade que o relvado estava pesado por causa da chuva e que essa poderá ter sido uma forma de tentar ladear o problema, contudo também não é mentira que o Benfica tem jogadores com capacidade técnica e física suficientes para resolver o assunto de forma mais graciosa. Para mais, o avançado número 1 da equipa, Jonas, não é propriamente jogador para ser lançado, pois isso desgasta-o mais do que propriamente o aproveita em abono da equipa. De qualquer forma, faça sol ou chuva, lá acaba por marcar, como aconteceu, de cabeça, na área. Mas uma coisa, note-se, é servi-lo pelo ar com um cruzamento lateral para a área, outra é procurá-lo 30 ou 40 metros à frente com passes muitas vezes feitos pelos defesas.

O ataque do Tondela
2. O Tondela merece um cumprimento pela audácia. E não apenas por ter marcado cedo, pois nessa altura, claro, ainda mal o jogo tinha começado e não havia tempo para avaliar atitudes. O que é certo é que quer com 1-0, quer com 1-1, quer mesmo quando já a perder por 1-2 o Tondela, sempre mantendo gente muito rápida na frente, andou à espreita de um segundo golo, nunca se sentiu com o trabalho já feito. E isso, jogando contra o Benfica, é difícil. Em todo o caso, o segundo golo do Benfica mudou tudo.

Vitória com dois avançados
3. Se o Benfica, mesmo neste período de ânsias, se manteve fiel às rotinas, já durante o jogo, quando em 1-1, Rui Vitória aceitou arriscar em dois avançados, com Jonas e Seferovic e dessa forma, em 4x4x2, o Benfica ganhou evidente ânimo. A isto, naturalmente, não será alheio o facto de o Tondela estar a jogar com dez, depois da expulsão de David Bruno. Se o Benfica não arriscasse então, arriscaria quando? O golo, aliás, surgiu logo depois da entrada de Seferovic, pelo próprio e tudo parecia resolvido. O tal ataque corajoso do Tondela ainda quase fez o 2-2, impedido apenas por um falhanço incrível de Xavier, mas o Benfica chegaria ao 3-1.
Uma nota final: ainda que o lateral André Almeida tenha feito assistências para os dois primeiros golos do Benfica, não podem deixar de notar-se uma série podem deixar de notar-se uma série de inquietações no funcionamento da defesa encarnada (Conti voltou a errar), pois são já cinco jogos consecutivos a sofrer golos (oito, concretamente), um registo de alguma fragilidade."

João Carlos Pereira, in A Bola

O Parlamento Europeu e a violência no desporto

"Assembleia europeia, manifestando preocupação evidente, exortou, esta semana, todos os Estados-Membros a proibirem os grupos neofascistas e neonazis e qualquer fundação ou associação que exalte e glorifique o nazismo e o fascismo. Para este eleito, o Parlamento Europeu recomenda, entre outras, a criação unidades de combate aos crimes de ódio nas forças policiais, insta os países da UE a condenarem categoricamente e a sancionarem os crimes de ódio e os discursos de incitação ao ódio.
Indo ainda mais ao pormenor, uma das recomendações feitas diz respeito ao reflexo deste fenómeno no Desporto. O Parlamento Europeu refere que as federações desportivas nacionais, e em particular os clubes de futebol, devem também combater o flagelo do racismo, do fascínio e da xenofobia nos estádios e na cultura desportiva, condenado e punindo os responsáveis e promovendo actividades educativas positivas destinadas aos jovens adeptos, em cooperação com as escolas e as organizações da sociedade civil.
Portugal, como sabemos, tem em vigor um regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos, de forma a possibilitar a realização dos mesmos com segurança, o qual se encontra em fase final da revisão na Assembleia de República (AR).
A proposta da lei n.º 153/XIII, da autoria do Governo, deu entrada na Assembleia da República no dia 4 de Outubro de 2018, tendo descido para apreciação na generalidade à Comissão de Cultura, Comunicação Juventude e Desporto, encontrando-se neste momento na fase de recolha de pareceres. Até ao momento, foram apresentados os pareceres da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónomo da Madeira."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

As Regras dos Jogos... Terrorismo, Claques, Ofensas, Belém...

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Alvorada... do João Paulo

Cadomblé do Vata

"1. Grimaldo só precisou de 1 minuto para provar que tem razão nas acusações dirigidas aos adeptos... começam a fazer muita falta 3 ou 4 rapazes sem nome, para lhe dar apoio a defender aquele flanco esquerdo.
2. O SLB anda atarefado a defender-se de interdições do Estádio da Luz por mau comportamento dos adeptos e na primeira parte o jogo teve de ser interrompido devido a arremesso de tochas da bancada benfiquista... o Rui Vitória está a falhar no treino dos adeptos.
3. Conti parece um Rafa defensivo com 1,90m... anda sempre com cara de ser o gajo que limpa as botas do plantel, quando acerta é com estilo e quando falha não sobra um tijolo de pé.
4. Jonas tem problemas nas costas e continua a marcar que se farta... será que o problema de adaptação do Ferreyra se resolvia com uma marretada na espinha?
5. Com o golo de hoje, Rafa passou a ser o melhor marcador do SLB... é tão estranho que ele nem acreditava que o golo era legal."

CashBall no futebol !!!

"Fechem o futebol português de uma vez por todas. Poupem-nos a este espectáculo de batota semanal e de deplorável trafulhice. A arbitragem portuguesa voltou a ser um caso de polícia. Mete nojo e assume-se como factor de desequilíbrio numa liga que devia cobrir de vergonha todos os seus responsáveis. A Liga de Proença e Sónia Carneiro, assim como a arbitragem liderada por Fontelas Gomes são das coisas mais tenebrosas de que há memória no futebol português. Definitivamente é uma liga que cheira mal por todos os lados."

Onde estava o VAR e o que fez Tiago Martins: todos os erros de todos os jogos dos grandes (...)

"A jornada 10 terminou a 10 de Novembro e os chamados três grandes só voltam a jogar, para a Liga NOS... em Dezembro. Mais uma paragem prolongada nos campeonatos profissionais, que seguramente servirá para essas - e restantes equipas - reforçarem os seus pontos fortes e corrigirem os menos positivos. O mesmo período será, seguramente, aproveitado pelos árbitros (e VAR's) no sentido de continuarem a trabalhar para melhor algumas das áreas onde as coisas não têm corrido como gostariam.

O clássico do norte
No Dragão, o FC Porto recebeu o Sp. Braga, naquele que é já um dos clássicos mais importantes do calendário futebolístico. O jogo teve uma equipa de arbitragem à altura: Artur Soares Dias, o melhor árbitro português da actualidade - e juiz de elite da UEFA -, foi o escolhido para dirigir o encontro. 
Numa partida disputada em alta rotação, homenagem merecida à abordagem inicial dos atletas: a primeira infracção do jogo foi aos dez minutos; a primeira do Sp. Braga aos dezoito. Tudo dito em matéria de entrega, com lealdade e desportivismo.
O internacional a AF Porto teve actuação globalmente boa, com apenas um erro (e importante): em cima do intervalo, Sequeira desviou, com o braço esquerdo, cabeceamento de Soares. Apesar dos protestos dos jogadores azuis e brancos, Soares Dias não considerou a acção faltosa e apitou, pouco depois, para o intervalo.
É justo referir que a infracção (quanto a nós, deliberada e passível de pontapé de penálti) não foi de fácil percepção em campo: o lance foi rápido e o desvio subtil, o que garantidamente justificou a decisão incorrecta do árbitro.A questão aqui era a de saber se a jogada podia ou não merecer intervenção do VAR e em que circunstâncias.
O VAR pode actuar durante o intervalo?
A questão é pertinente e, no caso, faz ainda mais sentido. O “Protocolo do Videoárbitro”, na versão mais recente definida pelo IFAB - a oitava -, diz que sim, com uma condição: que, no momento em que seja necessário analisar/rever um lance que ocorra imediatamente antes do apito para o descanso, o árbitro da partida ainda se encontre no relvado.
Ou seja, neste caso, se o VAR tivesse entendido que o erro do árbitro tinha sido claro e evidente, devia pedir-lhe, de imediato, que não abandonasse o terreno de jogo e que evitasse que os jogadores fossem para os balneários (para não ter que os chamar de regresso ao relvado, como aconteceu recentemente na Alemanha).
Aí sim, o lance podia ser reanalisado e o penalti assinalado. Depois... tudo para os balneários. 

Tondela com chuva, Amarelo e Vermelhos
Outro internacional de qualidade, o jovem João Pinheiro, dirigiu o jogo entre Tondela e Benfica. A partida foi disputada sob condições climatéricas difíceis. Talvez por isso, o árbitro bracarense tenha optado - desde o início - por critério disciplinar rigoroso. É justo dizer que foi sempre coerente.
As decisões mais importantes da partida terão sido bem analisadas: os golos foram todos legais e a expulsão (o vermelho directo a Ícaro) bem decidida. Os dois amarelos quase consecutivos a David Bruno foram na linha do tal rigor, usado para ambas as equipas, ao longo de toda a partida: no primeiro, a rasteira foi considerada antidesportiva; no segundo, o empurrão e posterior “palmada” na nuca de Cervi (com este já de pé) terão sido demasiado arriscados para quem sabia que tinha sido advertido minutos antes.
Na etapa inicial, Cervi, na área adversária, tinha caído após choque, nas costas provocado por Ícaro. Ficou a dúvida se esse contacto fora intencional ou apenas fortuito para a movimentação defensiva do brasileiro, mas o certo é que o lance estava já ferido de legalidade: Rúben Dias fizera obstrução ilegal a Tomané na fase inicial da jogada. Caso a acção do central do Tondela tivesse sido penalizada com pontapé de penálti, o VAR seguramente recomendaria a João Pinheiro que revisse toda a jogada. 

Noite má em Alvalade
Em Alvalade, noite infeliz de Tiago Martins. O internacional lisboeta, recém-regressado de viagem longa (e de um jogo disputado) no Chipre, não esteve ao nível do que já nos habituou.
A sua gestão disciplinar foi incoerente (amarelos por exibir a Jovane Cabral e Eustáquio, que protagonizaram entradas negligentes sobre adversários), algumas faltas por assinalar em lances aparentemente claros e duas más decisões, ambas com impacto directo nos jogadores e equipas.
Na primeira, Bruno Gallo teve entrada duríssima e bem negligente sobre Acuña (um pé na bola, que também acertou no tornozelo do argentino) e por isso merecia cartão amarelo. Amarelo mas não vermelho. O desenho inicial da jogada e da sua impetuosidade sugeriam, de facto, a expulsão directa, mas as imagens repetidas mostraram que essa decisão foi errada. Este era lance para ter ajuda do seu videoárbitro.
Na segunda, decisão errada, claramente motivada pelo facto de Tiago Martins ter antes avisado William para não agarrar Bas Dost. No entanto, e apesar de ter colocado o braço na sua cintura, o defesa do Desportivo de Chaves não o agarrou, não o empurrou nem impediu, com isso, que o holandês se movimentasse na área flaviense.
Foi de tal forma assim, que o próprio Bas Dost colocou depois o braço direito sobre o ombro/pescoço de Marcão e desviou Maras do lance. São os chamados lances de “contacto na marcação" homem a homem, que o futebol entende e aceita como legais.
Neste tipo de situações, os penáltis só devem ser assinalados quando as infracções dos defesas forem claras e inequívocas. Os árbitros sabem disso. A surpresa de todos os jogadores - Bas Dost incluído - foi elucidativa do erro de avaliação do árbitro lisboeta.
Uma noite “menos” de um árbitro que tem muitas de “mais”."


PS: A forma como semana após semana Duarte Gomes, consegue descobrir faltas contra o Benfica, em jogadas que terminam com penalty's não assinalados a favor do Benfica, é extraordinário... É ma verdadeira arte, a arte da espinha torta!!!!

A táctica, sempre ela

"Vi muitos mas não todos (desta vez era mesmo humanamente impossível) os grandes jogos de um fim de semana em cheio. Mesmo assim, arrisco dizer que o Barcelona-Bétis foi talvez o mais admirável. Quique Setién, antigo médio ofensivo de recursos limitados, é o mais recente profeta do belo jogo, sem limites. Mais que os resultados - o ter ganho em Camp Nou e ser o primeiro a fazê-lo em dez anos e na mesma época também no Bernabéu – conta a forma como fez, o processo de jogo que é impressão digital deste sucesso em casa do líder. A primeira parte foi particularmente notável: condicionou a todo o campo, pressionou para ganhar a bola onde queria, geriu as transições com critério, conservando a bola como prioridade, foi magistral na gestão da posse e feriu quando tal se mostrava possível. Foi um Bétis à Barça no templo do melhor jogo e que nem um Messi regressado com dois golos pôde evitar. Já no Las Palmas Setién mostrara ao que vinha, numa prova segura de que antes dos jogadores está a ideia de jogo, que serve também para simplificar… a escolha dos jogadores. Homens como Sidnei ou Tello, que os portugueses viram sem grande sucesso por cá, são exemplos de que só é possível dar o melhor no contexto certo. Numa defesa que quer construir, Sidnei brilha (como Bartra), garantindo ainda a capacidade de recuperar os metros nas costas com uma velocidade incomum que o perfil gorducho parece esconder. Tello voa pela direita, embalado de trás e accionado quando a equipa consegue colocá-lo nas situações de um para um que tanto o favorecem. À esquerda faz o mesmo um miúdo da terra das praias, o dominicano Junior Firpo, que ontem dinamitou a defensiva catalã. Por ali se abriu mais vezes a autoestrada que valeu quatro golos mas a via verde era garantida pelo eixo pensador, feito de unidades vocacionadas mais para jogar do que para caçar rivais. São os movimentos interiores do velho sábio Joaquín a somar-se à inteligência feita dinâmica da dupla Guardado-William Carvalho, que não carregam pianos. O médio português fez um jogo monstruoso, terá sido até o melhor em campo numa equipa de brilho generalizado, com qualidade no desarme, vigor no transporte, acerto total no passe com assistências deslumbrantes. No contexto táctico que o favorece, William é um craque absoluto e indiscutível.
É justo referir também Lucien Favre, o suíço de 61 anos que já anteriormente (no Nice ou no Borussia M´gladbach) mostrara ser diferenciado. O novo Borussia de Dortmund parece ter-se fartado de aplaudir títulos do Bayern e deixou agora, num jogo de confronto directo, o colosso da Baviera 7 pontos abaixo. Foi mais um jogo de emoções - que as equipas de iniciativa raramente podem ser responsabilizadas por jogos sonolentos - com o Bayern a perder depois de ter estado duas vezes em vantagem. Só a muita qualidade de jogo dos donos do Signal Iduna Park permitiu a reviravolta. À posse de risco (como joga Witsel!) juntou-se a capacidade de pressionar a construção deficiente dos bávaros, que vão longe as rotinas de Guardiola. O resto fez-se de criatividade e contundência a atacar o espaço, destacando-se Reus, liberto das lesões e livre no campo, o magnífico lateral marroquino Hakimi, destro a jogar à esquerda, emprestado pelo Real Madrid, e esse prodígio inglês pescado do City que se chama Jadon Sancho. É mais uma equipa de autor feita de base táctica. Procuram-se treinadores? É seguir o caminho das melhores ideias, como as Favre como Quique Setién, tantas vezes escondidas em equipas de meio da tabela.
Em Inglaterra vi a enésima manifestação de superioridade do Manchester City e do seu futebol em que o talento não se mede aos palmos (nenhum dos médios e avançados titulares cegava a 1,80m). Foi mais uma demonstração de génio colectivo em que emergem os magníficos Silvas (David e Bernardo) e um Sterling que Guardiola transformou em arma letal, acrescenta-lhe entendimento do jogo. E não houve propriamente demérito (sobretudo defensivo) do Manchester United, que mesmo sofrendo golos cedo em cada parte conseguiu colocar areia na engrenagem ofensiva do rival. Acontece que o City é, hoje em dia, do ponto de vista colectivo, e de longe, a mais forte equipa do planeta e está num momento quase insuperável. Os melhores jogadores são potenciados pelas melhores ideias e não o contrário. Outra das melhoras propostas além-Mancha sai da minúcia táctica com que Maurizio Sarri (em poucos meses!) construiu um novo e competitivo Chelsea. Ontem emperrou, como poucas vezes lhe acontecera, na estratégia impecável com que Marco Silva armou o Everton, entrando no coração do rival ao retirar, tática mas literalmente, do jogo Jorginho, elemento nuclear do jogo dos azuis de Londres e extensão de Sarri na relva.
Em Portugal, o prato principal foi servido no Dragão, onde Porto e Braga provaram ser as melhores equipas da Liga até agora. E digo melhores no binómio qualidade de jogadores/rendimento, o que serve de elogio em caixa alta aos dois técnicos, particularmente a Abel Ferreira. Sérgio Conceição superou a fase sofrível de há um mês e devolveu o conjunto a um rendimento constante, optimizado pelo recurso (finalmente!) ao genial Óliver Torres e pela aposta regular em Corona. Isto faz com que a equipa coloque mais criatividade sobre o campo, além de multiplicar soluções diferentes para lançar durante o jogo. Conceição aproveitou muito bem o recurso a Otávio e Herrera (e depois Hernâni), conseguindo mexer taticamente com o jogo e carregar sobre a área rival nos últimos minutos que se revelaram decisivos. Do outro lado esteve uma outra equipa completa, feita de competência no momento defensivo e ousadia quando lhe era permitido atacar, a jogar um futebol de iguais como poucos conseguem em território portista e que a deixou à beira de pontuar. Vale a pena essencialmente sublinhar a qualidade táctica de ambos os lados, como princípios de jogo claros e uma identidade evidente entre o que os treinadores pedem e os jogadores mostram ser capazes de garantir. É disso que se fazem as melhores equipas. Além de que as boas ideias não têm de ser todas parecidas."


PS: Pois, são assim tão bons, que ainda há pouco, perderam com o Benfica treinado por Rui Vitória!

Os lançamentos laterais

"Essa prática quase se generalizou em Portugal -- e no estrangeiro já vejo muitas equipas a marcarem assim os lançamentos laterais. Dentro em pouco, todas as equipas o farão.

Nos últimos dias vi dois golos resultantes de lançamentos laterais marcados com força para a grande área: o golo do Benfica ao Ajax, na sequência de um lançamento com as mãos de Salvio, e o golo do Feirense ao Vitória de Setúbal, após um lançamento de Fábio Sturgeon.
A comentadora que estava a acompanhar este jogo na TV disse que estes golos eram raríssimos, mas não é essa a minha impressão. Recordo no ano passado um golo do Porto contra o Mónaco, lá, decorrente também de um lançamento. E lembro-me de um golo do Benfica ao Porto no Dragão, no tempo de Jesus e Lopetegui, em que um lançamento lateral de Maxi Pereira permitiu a Lima abrir o caminho para a vitória encarnada.
E estes foram golos que retive, porque ocorreram em jogos importantes. Mas certamente houve muitíssimos mais.
A marcação dos lançamentos laterais perto da grande área adversária com muita força, para perto da baliza, é um fenómeno relativamente recente. A primeira equipa que vi a fazê-lo foi o Benfica, exactamente no tempo de Jorge Jesus. Admito que não tenha sido ele a inventá-los, mas em Portugal foi certamente ele quem os introduziu. A propósito, ficou-me na memória uma crítica do comentador Luís Freitas Lobo, que dizia não perceber por que razão o Benfica insistia nesse modelo, pois era óbvio que não dava resultado.
Ora, o que se viu posteriormente foi exactamente o contrário. Essa prática quase se generalizou em Portugal -- e no estrangeiro já vejo muitas equipas a marcarem assim os lançamentos laterais. Dentro em pouco, todas as equipas o farão.
E, com a passagem do tempo, cada vez esses lançamentos se tornarão mais perigosos, porque serão mais treinados e haverá mais jogadores especializados na sua marcação. Hoje, em Portugal, já temos futebolistas como Maxi Pereira que, apesar de ser baixo, consegue pôr a bola com força dentro da pequena área do adversário. E o referido Fábio Sturgeon colocou a bola pertíssimo da baliza contrária, provocando um erro do guarda-redes (tal como aconteceu, aliás, com Onana do Ajax).
As potencialidades dos lançamentos longos são óbvias. Hoje, um lançamento lateral perto da área é quase um canto. É verdade que, nos cantos, as bolas vão com mais força, permitindo remates fortes de cabeça; mas nos lançamentos laterais, se a bola vai com menos força, pode ser colocada com muito mais precisão. De facto, por muito que os pés sejam hábeis, as mãos são-no muito mais...
De certo modo, os lançamentos laterais longos vieram mudar o futebol. Antes, a marcação de um “fora” perto da área da equipa adversária não tinha qualquer perigo. Hoje, uma bola fora naquela zona do campo provoca calafrios às defesas - e angústias aos treinadores."

Quando um domingo deixa de ser um domingo qualquer

"Aqui há uns tempos, no meio de mais uma torrente de “dirigente X suspeito do crime Y”, “presidente W ouvido no âmbito do caso Z”, “assessor B ao quadrado estará envolvido em manigância T ao cubo”, comentei com os meus colegas que talvez não precisássemos de mais jornalistas na secção, mas sim de um advogado. O parco ano que passei enganada numa faculdade de Direito não me preparou para a quantidade de jargão jurídico que teria de ter em mente para efectuar o meu métier que sempre foi, pelo menos desde que desconto para a segurança social e para o fisco, o seguinte: jornalista especializada em desporto.
Ontem era apenas mais um domingo qualquer (bem, fora termos estado na iminência de assistir a um desastre aéreo no nosso país), com procrastinação de sofá para alguns, trabalho para outros, porque a vida não existe apenas de segunda a sexta-feira e que o digam os agentes da GNR que bateram à porta de uma habitação no bairro lisboeta do Lumiar para consigo levar Bruno de Carvalho, antigo presidente do Sporting, indiciado pela autoria moral do ataque à academia do Sporting, a 15 de maio. 
Além de Bruno de Carvalho, neste domingo que de repente deixou de ser um domingo qualquer, também foi detido Nuno Mendes, nome de guerra “Mustafá”, líder da Juventude Leonina, que se encontrava na ‘casinha’, nome carinhoso dado ao quartel general da claque, em Alvalade, onde foram feitas buscas enquanto ali ao lado se disputava um jogo de futebol.
Ah, sim. Porque também houve futebol, aquele a sério, onze contra onze e não de Código Penal no regaço. Nesse futebol sem medidas de coação, prisões preventivas ou juízes de instrução criminal, o Sporting venceu o Chaves por 2-1, no derradeiro jogo de Tiago Fernandes como treinador-interino, já com Marcel Keizer nas bancadas e a Juve Leo fora delas - o seu líder e o outrora líder do Sporting só serão interrogados na terça-feira.
Não tão ao lado de Alvalade, mas sim em Tondela, o Benfica voltou às vitórias depois de duas derrotas seguidas na liga. Valeu Jonas, sempre Jonas, para o triunfo por 3-1. Na véspera, ou seja, sábado, FC Porto (cujo presidente também teve um encontro com a justiça na última semana) e Sp. Braga mostraram que, sim, é possível dar bons espectáculos de futebol entre dois candidatos, coisa que não tem existido nos jogos entre os grandes. Houve belas defesas e umas quantas bolas aos ferros, para já nos últimos momentos Soares fazer o golo que deixou o FC Porto como líder isolado desta nossa liga de futebol, pelo menos do futebol que nela resta.
(...)"

Brunismo !!!

"Duas notas sobre a detenção de Bruno de Carvalho. Não esquecer de lhe aplicar a presunção da inocência - uma coisa são indícios, outra coisa são provas e os benfiquistas têm razões mais do que suficientes para se sentirem lesados por julgamentos públicos e precipitados e com acesso apenas à versão do Ministério Público e dos seus porta-vozes na comunicação social.
Outra nota, igualmente importante...pior do que Bruno de Carvalho é o brunismo que lhe deu lugar. E desse brunismo fazem parte muitos dos jornalistas e comentadores que agora o destratam e destroem. Isso eu não esqueço. O brunismo tem muitos nomes e rostos. Que não devem ser ignorados nem perdoados. Devem ser expostos e principalmente castigados. Repito...jornalistas, comentadores e até dirigentes desportivos. Uma espécie de colo-colo do brunismo. Colo jornalístico e colo desportivo."

Não estava nada à espera !!!


Não se passa nada aqui !!!


Benfiquismo (MVII)

Esperando...

Vermelhão: Finalmente...

Tondela 1 - 3 Benfica


Será que a 'crise' acabou com esta vitória?! É claro que não... mas é sempre melhor ganhar, do que não ganhar!!!

O pré-jogo com um dilúvio praticamente interrupto durante todo o dia, o que deixou o relvado muito pesado - e depois daquilo que esta época se passou em Chaves -, deixo-nos  todos, com dúvidas se haveria jogo, e com um jogo nestas condições, se seria favorável para o Benfica, ainda por cima na sequência negativa que nos tem atormentado!!!
E para completar o ramalhete dos 'receios', nada pior que começar com um auto-golo no 1.º minuto!!!
Mas se em jogos anteriores, marcámos relativamente cedo, estivemos em vantagem e não a conseguimos segurar; hoje foi ao contrário, reagimos bem... e no final, com alguma responsabilidade do adversário (expulsões e golos feitos falhados) até acabámos por ter uma vitória 'tranquila'!!!

A equipa voltou a demonstrar muita vontade, mas continuamos a cometer erros defensivos graves... se na bola que o Conti tirou em cima da linha, o Grimaldo escorregou, as duas oportunidades claras que o Tondela obteve a jogar com 10 são difíceis de aceitar!!!
Ofensivamente, a presença do Jonas, sem condicionalismos, faz a diferença pela positiva, mas mesmo assim é evidente a falta de automatismos, nas transições entre a nossa linha mais recuada e os nossos avançados, nos ataques planeados. A quantidade de passes errados é exasperante...!!!

Não deixou de ser engraçado ver o Almeidinhos a receber o prémio de MVP no final do jogo, após duas assistências de golo!!!
Já com o Ajax tinha revelado, parece-me que o Fejsa está a subir de forma... É verdade que com o Gabriel ao lado, o Fejsa ganha uma 'muleta' importante, porque defensivamente o Gabriel é muito melhor no posicionamento, em relação ao Gedson e ao Pizzi!
Provavelmente, mesmo com tudo o que se vai passando noutros outros jogos (esta noite no Alvalixo, Tiago Martins voltou a cometer actos criminosos, dando vantagem à sua equipa!), muito se vai falar das expulsões do Tondela! Foram ambas correctas, e se alguém poderá ter queixa é o Benfica, que mais uma vez viu os seus atletas a levarem Amarelos absurdos: Cervi, Fejsa... ao mesmo tempo que o Tondela desde do primeiro minuto, impediu os ataques rápidos do Benfica, com faltas duras, repetidamente, e só de vez enquanto é que o Amarelo saía...!!!
Este descanso mais uma vez na altura certa, os jogadores precisam de limpar a cabeça e espero que regressem com mais confiança... Mas o principal problema vai-se manter, como ultrapassar as linhas defensivas dos adversários mais 'pequenos' e como evitar contra-ataques nestes jogos!!!
A minha 'esperança' chama-se Krovinovic... é só um jogador, não faz tudo, mas tem uma característica muito importante: raramente falha um passe... Isso dá confiança aos colegas, e retirar bola aos adversários!!!

domingo, 11 de novembro de 2018

Vitória em Gaia...

Modicus 2 - 5 Benfica

Ainda sem o Roncaglio (levou 2 jogos de castigo, numa jogada onde foi agredido e nem falta foi marcada!!!), fomos defrontar fora de portas, provavelmente a 3.ª melhor equipa do Campeonato, e mesmo as já habituais bolas nos postes, acabámos por ganhar com alguma tranquilidade!

Tondela

"Sentir o 'manto sagrado' do Benfica é mais do que um momento, curto ou alargado, de um vínculo contractual

1. Hoje, ao final da tarde, o Benfica tem, em Tondela, um dos jogos mais importantes deste primeiro terço da nossa Liga. Se na Luz frente ao Ajax foi uma equipa empenhada e esforçada hoje, em plena Beira Alta, tem de ser uma equipa que junte vontade com eficácia, superioridade evidenciada no relvado e humildade assumida a partir do balneário. Tem de ser um Benfica unido a partir de dentro de forma a que das bancadas onde estarão milhares de dedicados benfiquistas haja reciprocidade face ao permanente calor com que, mesmo à chuva e com muito vento, acompanham a equipa. A equipa no seu todo! Hoje, ali bem perto da minha cidade natal (Viseu), o Benfica, este Benfica dorido, tem de acreditar que este jogo é um verdadeiro 'verão de São Martinho'. Bem sabemos que é o dia deste Santo, não deixaremos de comer castanhas - assadas e cozidas! - e, até, alguns de nós, poderemos provar o vinho novo. Mas o que desejamos, o que ambicionamos, é uma vitória clara, com uma efectiva solidariedade e com uma inequívoca e colectiva personalidade. Todos sentimos os últimos resultados negativos. E todos acreditamos que foram momentos difíceis para todos, incluindo para o Jonas ou Grimaldo. Ou o Jardel ou o André Almeida. Ou o Gabriel ou o Rafa. E todos porventura, terão que interiorizar, alguns de vez, a história grandiosa do Benfica, o profundo sentir dos adeptos, as dores que os assolam quando a equipa, a sua equipa de sempre, lhes provoca desilusões e os leva, por vezes, às lágrimas. É que vestir uma camisola é um acto profissional que registamos, reconhecidos, por exemplo nas cavalgadas de Grimaldo pelo lado esquerdo dos relvados, como aconteceu, é justo dizer, no encontro frente ao Ajax. Mas sentir o manto sagrado do Benfica é mais do Benfica é mais do que um momento, curto ou alargado, de um vínculo contractual. É um vínculo necessário de permanente entusiasmo. E este é, de verdade, a maior força da alma! Mas também é ter a inteligência de acompanhar um grande novelista russo quando nos legou que «a vergonha é a preciosíssima capacidade do homem de relacionar os seus comportamentos com as exigências daquela suprema consciência, que nos foi deixada de herança pela história da humanidade». E, aqui, é só substituir humanidade por Benfica. Comportamentos e exigências, capacidade e herança, consciência e história. E neste dia que recordamos os cem anos de mais uma dramática guerra europeia e que a história regista como a primeira guerra mundial devemos perceber e recordar, desde Cícero, que «o hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e de muitos perigos»!

2. Nesta pausa para as selecções nacionais, de novo a principal sem Cristiano Ronaldo, viveremos a apresentação do novo treinador do Sporting. Marcel Keizer, com a consciência que terá um tempo, curto, para adaptação e conhecimento e, depois, para as devidas escolhas e ficando, como sempre, dependente dos resultados imediatos. Com a consciência que o novo Presidente do Sporting, assumindo a tridimensionalidade do poder - poder, mais autoridades e, também, influência - suscitou a chicotada psicológica no tempo que considerou oportuno. E pelos resultados imediatos fê-lo com sentido de oportunidade e percebendo, como se intui, a ligação profunda entre o treinador Tiago Fernandes e o balneário. E hoje em dia esta ligação, estreita e confidencial, é uma mais-valia de qualquer equipa técnica, sob pena de a unidade ser uma aparência e não uma evidência. E pelo que se percebe, a revolução em Alvalade vai implicar o regresso de parte relevante da estrutura que acompanhou nos últimos anos, Jorge Jesus, como serão os casos anunciados de, entre outros, Raul José e Miguel Quaresma. O que implica que na Arábia Saudita Jorge Jesus ficará relativamente desfalcado, apesar do conjunto de novos e promissores elementos que o acompanham neste desafio árabe. Mas é útil não esquecemos que a história, na sua argúcia e nos seus ensinamentos, nos dia que a revolução não pode ser servidão. Para bom entendedor umas palavras... bastam!

3. Que no mundo do futebol de hoje nos deixa, por vezes boquiabertos, é inequívoco. Que o mundo do futebol contemporâneo está  a perceber, com dores crescentes, que a justiça comum não deixa de investigar situações complexas e que, também ela, - a justiça - derruba fronteiras e suscita cooperação judiciária é de uma clara realidade. Por excelência, e por Expresso, nos últimos fins de semana... Do Mónaco à Bélgica, de Malta ao México, de Espanha a Portugal os dados atropelam-se e, acredito, estamos, tão só, no arranque de processos que vão abalar estruturas relevantes do futebol europeu e mundial. E como cereja no topo de um bolo temos conhecimento que Neymar recebe 375 mil euros por aplaudir os adeptos no final de cada jogo. Cada aplauso tem um preço e, dirão alguns puristas, que tudo resultado de um contrato livremente assinado. A questão, porém, ter que ver com uma das partes do contrato, o PSG, que sendo um clube de um fundo soberano - de um fundo de um Estado - não cumpre, conscientemente, as regra do fair play financeiro da UEFA e, por isso, pode permitir-se pagamentos que são contra a essência do jogo. Aqui há a confissão que a ligação do jogador ao clube é uma ligação em que tudo tem preço. O que implica que as regras financeiras são uma treta. Uma fina e rica treta.  E importa reabilitar - diria que reverter - alguns dos bens que levaram o futebol a ser a modalidade das modalidades. Por mim não quero nenhum jogador que receba dinheiro para me aplaudir. Dispenso essas palmas pornográficas. Dispenso mesmo!

4. Convém acompanhar a denominada 'Plataforma do Desporto Federado' que resulta de uma reflexão que envolve 55 Federações desportivas e que procuram «encontrar os principais pontos de convergência que as unem no diagnóstico da situação e na visão com e para o desporto». E essas federações querem definir o seu futuro e «convocar os parceiros» que entendam fundamentais para percorrer um diferente caminho. Acredito que esta plataforma - para além dos novos canais televisivos que estão a nascer! - tem pernas para andar. Para construir e reivindicar. Nesse tempo em que se pressentem mudanças em múltiplos níveis do nosso desporto. Que são, apenas, no nosso futebol!"

Fernando Seara, in A Bola

Liderança reforçada...

Benfica 4 - 2 Braga


Jogo nada fácil, tal como tinha sido a vitória em Braga...

Mais uma...

Benfica 13 - 0 Torreense


Mais 'equilibrado'!!!

Contribuir para a igualdade de género no desporto

"No dia 27 de Setembro a Comissão Mulheres e Desporto do Comité Olímpico de Portugal levou a cabo um Seminário sob o tema “Desenvolvimento de Competências de Liderança no Desporto”, para o qual foram convidadas várias individualidades relacionadas com esta temática.
Pretendeu-se com esta acção proporcionar um momento de reflexão sobre as qualidades necessárias assim como os motivos que mantêm afastadas as mulheres dos cargos de liderança no desporto, já que estas, em Portugal, não ultrapassam os 12,5 % (IPDJ, 2016), um dos valores mais baixos da Europa.
Maria José Carvalho, professora da FADEUP, fez-nos pensar que errámos na escolha do tema já que, segundo ela, a tónica deveria ser posta não na diferença de liderança entre homens e mulheres mas na não existência de liderança no feminino. Referiu que, neste aspecto, nada mudou nos últimos vinte anos e chamou a atenção para a tão necessária implantação de medidas capazes de gerar mudanças. 
Paula Silva, professora da mesma Universidade, veio corroborar esta ideia ao referir que a crença de que está tudo feito é o maior obstáculo para a igualdade de género. É um facto que os Direitos das Mulheres estão consagrados na Constituição mas tal não significa, afinal, que a igualdade de oportunidades seja sinónimo de igualdade de género. Segunda ela, há todo um conjunto de micro-discriminações, imperceptíveis mas presentes no nosso dia-a-dia que têm um forte impacto na vida das pessoas. Ou seja, as oportunidades existem mas existe também aquilo a que a professora Margarida Gaspar de Matos chamou “tecto de vidro”, a tal limitação invisível que impede as mulheres de usufruírem dessas oportunidades.
Dina Pedro, tendo por base a sua experiência de treinadora e Seleccionadora Nacional de Muaythai, declarou reconhecer nas mulheres os traços necessários à liderança. Afirmou que, entre os mais jovens, as raparigas são frequentemente escolhidas, mesmo pelos rapazes, para serem líderes de grupo mas que, ao longo da vida, algo acontecia que as afastava da liderança.
Ora, quanto a nós, para se exercerem cargos de liderança no desporto é necessário conhecer a modalidade, o que eventualmente pressupõe tê-la praticado… mas, entre os vários praticantes desportivos em Portugal, apenas 28,5 % são do sexo feminino. Para compreender este número há que ter claro que o género é dotado por uma forte componente cultural e, na nossa sociedade, o desporto rege-se por uma particular forma de dominação masculina. Não se espera que as mulheres o pratiquem e desta expectativa resulta uma actuação de censura generalizada por parte da sociedade, na maior parte das vezes de uma forma inconsciente, que desenvolve nas raparigas uma sensação de insegurança na ocupação de um lugar no mundo do desporto que consideram, desde cedo, não ser o seu. Por exemplo, aos meninos incentiva-se a actividade e o vigor físico, a agilidade… a uma menina que demonstre propensão para tal diz- se: “Não sejas Maria-Rapaz!” ou “Porta-te como uma menina!”, vedando-lhe a possibilidade de ver no desporto uma opção.
Assim, para que se gere a mudança, é fundamental que cada um de nós dê o seu contributo, desenvolvendo um processo de auto-observação e uma análise critica dotada de alguma sensibilidade para as questões do género. É importante que cada um se interrogue se a sua forma de actuar é susceptível de inibir as meninas de se envolverem na pratica desportiva e de virem a demonstrar o seu potencial. Esta tomada de consciência é o “pontapé” de saída para a igualdade de género no desporto."

Benfiquismo (MVI)

Taça Latina

Sabe quem é? O que o FC Porto não viu - João Félix

"Dos 'bibelots' que tinham de esconder em casa aos 260 quilómetros para o treino; Do Pestinhas ao PJE (em vão)

1. Carla, a mãe, revelou-o: que, com ele pequenino, ao perguntar-lhe o que queria ser quando fosse grande, a resposta soltava-se-lhe, invariada: «Jogador de futebol» - e juntou-lhe: «Costumamos dizer que começou primeiro a jogar à bola e só depois a andar. Mesmo em bebé, era apenas bolas que queria, outros brinquedos não. Os bibelots tiveram de ser todos retirados lá de casa, nada podia haver à vista que se partisse - porque ele e o irmão passavam o tempo todo a jogar lá dentro...»

2. Tal como a mãe, o pai dava aulas de educação física em Viseu (onde ele nasceu). Carlos Sequeira era mais, porém, jogava futebol (a carreira fê-la por clubes da região, nos distritais) - e ele próprio o contou: «Percebendo-lhe empatia especial com a bola, a partir dos quatro anos comecei a levá-lo para os meus treinos. Para os jogos também e, ao intervalo, era certo: corria para o campo, a dar toques na bola» - e, meio palmo de gente, encantava quem via, pelo jeito, o dom.

3. Ao deixar de jogar, a Carlos Sequeira chamaram-no a preparador físico do Tondela - e a treinador de uma escolinha de futebol chamada Os Pestinhas. Para Os Pestinhas também foi ele, o filho. Não, não andou por lá muito tempo - aos oito anos, o deslumbre que causava fez com o que FC Porto o puxasse para lá.

4. Nos primeiros tempos, eram o pai ou a mãe (ou ambos) que o levavam, de Viseu ao Porto, aos três treinos semanais. Passando a ser quatro (e tendo jogo ao domingo) apenas à segunda-feira não tinham de fazer de carro os 260 quilómetros de viagem (regressando a casa à borda da meia-noite). Para se retirarem da estafa, aos 12 anos, decidiu-se pô-lo a viver na Casa do Dragão, ali para as Antas.

5. Apesar de magricela continuar, a cada dia que passava mais ele mostrava os pés em flor numa equipa em que também estavam Diogo Dalot, Diogo Queirós, Diogo Costa (e o capitão era ele). Miguel Lopes, seu treinador no FC Porto, já lhe percebera o destino num fogacho (que já era o que prometia ser ainda melhor): «Extremamente inteligente, muito instintivo, sempre capaz de tirar um coelho da cartola, de fazer aquela jogada que ninguém espera, aquele golo que ninguém imagina».

6. Natural foi, pois, que sucedesse o que sucedeu: escolheram-no para o projecto PJE (Potencial Jogador de Elite) - que integrava os melhores jogadores do FC Porto de cada escalão da formação em treino especial sob a responsabilidade de Pepijn Lijinders. Estranho foi, contudo, acontecer o que aconteceu - quando ia a caminho dos 15 anos deixou de ser utilizado como antes era, pouco jogando pelo Padroense.

7. Não foi há muito que Rodolfo Reis pôs a estupefacção num virote: «Era pegar num pau e dar na cabeça de quem o deixou sair do FC Porto». Sim, correra o rumor de que os portistas o escorraçaram de lá por acreditarem que a sua franzinice acabaria por impedir que ele fosse o jogador fabuloso que já percebeu que (já) é - mas, para Carlos e para Carla, os pais, o FC Porto não o pôs na rua.

8. Apercebendo-se de que a sua pouca utilização no Padroense o deixara em desolação, emissário benfiquista lembrou ao pai o que se passara com André Gomes - e foi o click que o atirou para o Seixal. Continuava a ter Kaká a iluminá-lo - e, mal lá chegou, voltou, fulgurante, ao seu futuro (e, com mais ginásio e mais corpo ficou, num ápice, ainda mais perto do paraíso).

9. Com 16 anos e 10 meses tornou-se o mais jovem jogador do Benfica na sua equipa B (e não tardou a fazer golo histórico ao Académico de Viseu). Os recordes não se ficaram por aí - Rui Vitória chamou-o à equipa principal e aos 18 anos, 9 meses e 16 dias saltou do banco e marcou golo no seu primeiro jogo contra o Sporting. (Ao Sporting, com menor idade de que ele, só tinham feito Guilherme Espírito Santo e Fernando Chalana).

10. De pé elegante e técnica fabulosa, de cabeça solta e carácter empolgado - anda cada vez mais de boca a boca como se tivesse dentro de si um Rui Costa ou um Bernardo Silva (ou com o futuro a ameaçar ter os dois em si ainda mais refinados) - e o Benfica já o tem com uma cláusula de rescisão de 120 milhões de euros."

António Simões, in A Bola

Muito bem...


Benfica 32 - 26 ABC
(17-13)

É verdade que o ABC está mais fraco este ano, mas mesmo assim deu para se perceber a evolução do Benfica, em relação a épocas anteriores, nem a dupla Nicolau/Caçador conseguiu equilibrar o jogo!!!

sábado, 10 de novembro de 2018

Vitória, em dia triste...

Benfica 3 - 0 Viana
25-17, 25-13, 25-18

Mais um jogo bem conseguido, rondando praticamente todo o plantel...

A má notícia do dia, acabou por ser falecimento do presidente da secção de Voleibol do Benfica, após doença prolongada. Rui Mourinha, é um daqueles Benfiquistas que dedicaram praticamente uma vida inteira trabalhando em prol do Benfica, sem que a maioria do universo Benfiquista, o conhecesse...!!!

Vitória na Madeira...

CAB Madeira 69 - 89 Benfica
15-25, 17-17, 17-19, 20-28

Invencibilidade mantida, com uma vitória tranquila...