Últimas indefectivações

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Alarme na Luz: perigo amarelo

"Meia equipa à beirinha de exclusão, problemão nos 3 jogos antes do dito dia D... (ou até nesse...). Aqui reside a maior esperança portista.

Corrida pelo título apenas a oito passadas da meta e distância encurtada entre os dois protagonistas que podem, e tanto desejam, receber louros de campeão. Tropeçar é-lhes definitivamente proibido. Ou como isto está de gritos!
Tem-se falado do calendário que resta a Benfica e FC Porto, com decorrente análise de qual deles terá mais difíceis obstáculos. Muito subjectivo, até por já haver provas de flagrante erro nas opiniões que os consideravam intraváveis por adversários por adversários deles tão distantes em capacidade, como, é verdade, a classificação tão vincadamente expressa (até o SC Braga, tão cómodo no 4.º lugar, já a 15 pontos do FC Porto e a 18 do Benfica...). Ora essas recentes provas do contrário chamam-se Paços de Ferreira e Rio Ave (ambos derrotaram o líder), Marítimo e Nacional (vitória e empate enfrentando supostas labaredas do dragão).
Com muito maior firmeza se tem dito que a chave do título estará no directo confronto entre ambos, no estádio da Luz, daqui a 4 jornadas. Bem provável, mas não certeza. Depende de, sim ou não, ao Benfica bastar empate; que é como quem diz de o FC Porto ter de vencer e de, sim ou não, ter de fazê-lo por diferença de 2 golos, no mínimo. Em qualquer dos casos, ainda ficando a faltar 4 passadas...
Em primeiro lugar: depende do que acontecer até lá... Que programa antes do choque directo? Benfica recebe Nacional e Académica e visita Belenenses. FC Porto joga, em sua casa, com Estoril e Académica, pelo meio vai ao terreno do Rio Ave. Parecem equilibrados no grau de dificuldades, não assustador (Belenenses e Rio Ave estão lado a lado, a 1 ponto do 6.º lugar). Grande diferença: neste espaço de tempo, o FC Porto terá dois jogos com o Bayern, decidindo acesso ao tão prestigiante e lucrativo luxo e meia-final da Champions. Desgaste físico inevitável. Num ápice ultrapassado por fabuloso choque vitamínico se o FC Porto cometer a proeza de eliminar um dos gigantes europeus/mundiais.
Intensa expectativa: neste decisivo Abril, como irá o FC Porto analisar a gerir prioridades entre ataque à fortaleza do colosso alemão (dificílimo levar a melhor) e aposta em recuperar o título nacional, seu máximo objectivo da temporada (sobretudo para não consentir Benfica bicampeão).
Neste momento, total responsabilidade de cortar a grande meta nacional como campeão é do Benfica. Por ter avanço de 3 pontos (eventualmente equivalentes a 4, face ao 2-0 do seu triunfo no Dragão), por disputar no seu estádio o dito jogo do título e, ainda, por não ter qualquer desgaste extra campeonato... Nestas privilegiadas condições, perca do título daria terramoto na Luz

Porém, convirá colocar foco no intenso perigo amarelo que alastra sobre o Benfica e muitíssimo o ameaça nas próximas semanas (crucial no jogo com o FC Porto incluído). Num plantel com quantidade de qualidade bem inferior ao portista, a densidade de importantes jogadores à beirinha de disciplinar exclusão é enorme dor de cabeça para Jorge Jesus. Para além de não poder contar com Luisão depois de amanhã, tem os defesas laterais Maxi e Eliseu, o médio Samaris e os avançados Salvio e Jonas no limite de cartões amarelos. Meia equipa, 5 titulares e logo estes... Impossível passarem incólumes por 3 jogos antes do tal dito dia D (e o despique imediatamente anterior será em casa do Belenenses).
Que gestão deste problemão irá Jorge Jesus fazer? Decerto não arriscará poupar alguém perante Nacional que está em fase ascensional e até acaba de empatar com o FC Porto. De segunda, face a Académica com espectacular pedalada nas últimas semanas e na visita a Belenenses quiça ainda com sonho europeu, que capacidade para vencer sem quase meia equipa?
Ora Benfica que entre no directo confronto com o FC Porto não dispondo da actual salvaguarda de 3 pontos estará num fiozinho de débil arame... Aqui reside a maior esperança portista: os próximos 3 jogos deste Benfica sob alarme de tremendo perigo amarelo."

Santos Neves, in A Bola

Cartão branco

"A policromia faz parte dos cartões exibidos no desporto. Desde o temido cartão vermelho, ao avisado amarelo, passando por um alaranjado que não existe nos regulamentos mas exprime a cor da dúvida algures entre o amarelo e o vermelho, passando ainda pelo azul (por exemplo, no hóquei) para 2 minutos fora do rinque.
Platini anunciou a hipótese de um cartão por suspensão temporária no futebol. De cor branca. Imagino o que seria, na prática, esta ideia bizarra. É que este tipo de suspensão, além de ser de difícil aplicação (como se definiria o intervalo entre o amarelo e o vermelho para se aplicar esta zona de purgatório?), não vejo como medir 10 minutos fora do campo sem ser através da contagem do tempo efectivamente jogado, coisa que não existe no futebol.
Aqui chegado, quero saudar um outro cartão branco: o português. Várias organizações (AF Setúbal, várias organismos de árbitros e a Direcção do Plano Nacional de Ética no Desporto) lançaram um projecto-piloto do Cartão Branco Fair Play, incidindo, nesta fase, nos escalões mais jovens e no futsal e que será igualmente testado pelas Federações de Basquetebol, Patinagem e de Andebol.
Pretende-se valorizar as atitudes e conduta exemplares, visando a centralidade da componente humana e ética do desporto, não só dos atletas, como dos treinadores, dirigentes e até expectadores.
Excelente iniciativa com um carácter pedagógico e polinizador dos bons exemplos. Também para os árbitros é um cartão que permite associá-los não só à sanção punitiva, como a ter um papel na explicação das boas práticas e do fair play."

Bagão Félix, in A Bola

Pára tudo...

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Dia das mentiras

"Hoje é o Dia das Mentiras. Parece que a origem deste dia vem de França, há alguns séculos. E, por cá, tornou-se, numa versão mais pitoresca e benigna, o consagrado dia das petas. Porque, para mentiras propriamente ditas, há dias todo o ano.
Lembro-me, menino e moço, da aposta que fazia com colegas para descobrir, em primeiro lugar, a peta dos jornais que folheávamos sofregamente. Hoje, creio que se terá perdido esse cândido fascínio adivinhador. Provavelmente porque a peta se espalhou por todos os dias do calendário, no meio de notícias em catadupa que ora aparecem, ora logo desaparecem. A mentira espalha-se virulentamente, como que metarmorfoseada numa nova especiaria comportamental. Vestindo-se ou transvestindo-se de muitas e sofisticadas formas: omissão, meia verdade, exagero, rumor, incoerência, quimera, ilusão, insinuações e até, às vezes, uma versão oficial por via do Diário da República.
Aparentemente estamos perante uma contradição. Há mais informação, a notícia corre célere, a imagem documenta até em excesso, e, todavia, a mentira floresce, a cada instante, em toda a parte. As redes sociais e as novas tecnologias transformam facilmente uma mentira numa aparente e leviana verdade.
Se, no futebol, tivesse que eleger a mentira mais repetida diria que é o amor declarado de uma esmagadora maioria de jogadores ao clube em que vêm jogando. Uma mentira do coração no coração da mentira! E a mentira mais técnica é a costumeira frase 'enquanto for matematicamente possível...'. Uma mentira aritmética na aritmética da mentira.
Chega de conversa. Vamos, agora, descobrir a peta de A Bola..."

Bagão Félix, in A Bola

PS: A mentira da Bolha foi demasiado descarada, o Brunão não fará as pazes com ninguém, seja o Duque ou outro qualquer... Agora a mentira do Rascord, apesar de parecer absurda (o regresso do Desdentado da 'reforma'!!!), tenho de fonte segura, que houve alguém a pensar seriamente no assunto...!!! Mas o próprio, achou que a actual campanha em seu favor, poderia sair prejudicada!!!

No mundo da ficção

"Ao contrário do que foi sugerido pelo seu empresário (?), o SL Benfica não está interessado no jogador sérvio Aleksander Mitrovic. Ao contrário do que o seu empresário (?) afirmou, não houve qualquer reunião com dirigentes do SL Benfica. Desejamos as maiores felicidades ao jogador, mas, a pessoa que se diz seu empresário, deve rever a sua forma de agir. O SL Benfica não pode ser usado para promover jogadores e invocar reuniões que nunca aconteceram dá sempre mau resultado. Já agora, convém igualmente esclarecer que Isaac Cuenca não é, nem foi opção para o SL Benfica."

terça-feira, 31 de março de 2015

Na tarde de Coimbra em que as senhoras fugiram...

"Segunda conquista consecutiva do Benfica no Campeonato de Portugal - o de 1930/31. Frente ao FC Porto por (3-0), no velho Campo do Arnado, em Coimbra, com dois golos de Vítor Silva e a prosa belíssima de Tavares da Silva.

O Benfica sempre teve um jeito especial para ganhar finais de competições ao FC Porto - e não, não me venham falar da Supertaça neste caso porque a Supertaça não é uma competição com final, é uma disputa apenas de um jogo (ou dois, em tempos), muitas vezes com um dos participantes sem qualquer direito de lá estar por não ter ganho prova nenhuma.
Falo da Taça de Portugal, da Taça da Liga e do Campeonato de Portugal, que é o tema de fundo destes últimos artigos que aqui venho publicando, na tentativa de relembrar essa competição que depois (a partir de 1938/39) recebeu o nome de Taça de Portugal, pelo que o Benfica ou soma três Campeonatos de Portugal no seu palmarés ou contabiliza 28 Taças de Portugal, para o caso vai dar ao mesmo não se desse um estranhíssimo esquecimento de tais vitórias.
Vamos as factos:
No dia 28 de Junho de 1931, defrontam-se em Coimbra, no Campo do Arnado, Benfica e FC Porto.
Este Campo do Arnado pertencia ao velho Sport Club Conimbicense e situava-se nas traseiras da fábrica «A Ideal» na parte norte da rua com o mesmo nome, Arnado pois então. Quanto à origem do toponímico não é preciso grandes investigações, vem de areia como é fácil de ver, campo arenado ou arenoso como eram muitos dos campos que estavam nas redondezas do Mondego.
Entram, portanto, as equipas em campo e o árbitro era António Palhinhas.
Como se recordam, se me leram na passada semana, o Benfica era o titular do Campeonato de Portugal - batera o Barreirense na final da época anterior por 3-1, após prolongamento, no Campo Grande.
O FC Porto, por seu lado, já tinha conquistado dois títulos, em 1921/22 (logo no primeiro) e em 1923/24.
Para atingirem o jogo decisivo, os 'encarnados' afastaram: Estrela de Portalegre (8-3); Olhanense (5-1, 0-2, 1-2 e 2-0 - anulado o resultado de 2-1 a favor do Olhanense visto o prolongamento do jogo ter tido mais tempo do que o fixado pelo regulamento - falaremos aqui um dia sobre esse estranhíssimo jogo); Lusitano de Évora (7-0 e 4-2) e Vitória de Setúbal (3-0 e 2-1).
Quanto ao trajecto do FC Porto, foi este: Vianense (7-0); Casa Pia (2-1 e 4-2); Boavista (4-4 e 3-0) e Marítimo (2-1 e 3-2).
Contava Tavares da Silva
«Coimbra, uma fidalga terra acolhedora que sabe receber as pessoas que a visitam, tinha ontem o aspecto dos dias de festa, de grande festa», escrevia o enorme Tavares da Silva no «Diário de Lisboa».

João Joaquim Tavares da Silva: formado em Direito, jornalista e treinador de Futebol, campeão pelo Sporting em 1953/54, autor da «História dos Desportos em Portugal» juntamente com Ricardo de Ornellas e Ribeiro dos Reis, o inventor da expressão «Cinco Violinos» em referência a Jesus Correia, Travassos, Peyroteo, Vasques e Albano. Um dos maiores!
Continuo a citá-lo: «Além dos comboios especiais que conduziram muita gente a todo o momento, dum lado e doutro chegavam automóveis trazendo desportistas. Viam-se bandeiras azuis - Futebol Clube do Porto - e vermelhas - Sport Lisboa e Benfica - por toda a parte (...) O Campo - afirmemo-lo - não merece uma final. Não possui acomodações suficientes. As bancadas de madeira, julgamos que improvisadas com rapidez, ameaçavam mesmo ruir. As senhoras, assustadas, fugiram... e não devem ter ficado com muito boas recordações deste jogo de foot-ball».

Mesmo sem senhoras, joga-se. O Benfica dispõe-se assim e FC Porto como se segue:
BENFICA: Dyson; Bailão, Luís Costa; João Correia, Aníbal José, Pedro Ferreira; Augusto Dinis, Sampaio, Vítor Silva, João Oliveira, Manuel Oliveira.
FC PORTO: Siska; Avelino Martins; Filipe Santos, Álvaro Pereira, Anaura; Lopes Cameiro, Valdemar, Norman Hall, Acácio Mesquita, Castro.
O Benfica vence com naturalidade. Com segurança.
«O Benfica venceu, já se disse. Jogou mais do que o FC Porto. Também é uma verdade. Teve um maior poder realizador. E isto não pode sofrer contestação. O score - três, a cifra - é expressivo, eloquentemente expressivo. Numa palavra e em síntese - o Benfica revelou-se melhor equipa».
Deixemos que o mestre vá escrevendo. E descrevendo. Os golos.
«1.º - Vítor Silva 'shoota' ao 'goal'. A bola bate nos postes, vem outra vez para os pés de Vítor que marca, sesgado, o primeiro ponto. Foi o 'goal' que mais gostámos. Aquele que mais apreciámos pela dificuldade da colocação do 'shoot'.
2.º - 'Corner'. A bola vem a cair perto das redes. Siska e Sampaio chocam-se. E entretanto, Temudo, que acorrera em auxílio do seu companheiro, com uma 'sapatada' faz com que a bola ultrapasse a linha de 'goal'».
(O parêntesis é meu para assinalar que, por exemplo, Ricardo Ornellas, que também fez a crónica deste jogo, atribuiu o golo a Dinis).
«3.º - Vítor Silva, sempre o Vítor Silva, de posse de bola, 'dribla' um adversário e, repentinamente, sem ninguém esperar, dispara com o pé esquerdo um grande 'shoot'. Siska ainda se estirou mas... estava irremediavelmente batido».
Benfica de novo Campeão de Portugal. Pelo segundo ano consecutivo. A única 'dobradinha' da prova com essa denominação.
O mérito da vitória era indiscutível. Se duvidarem, leiam as palavras de quem lá esteve: «A superioridade foi clara, nítida. O domínio 'vermelho' - insofismável (...) A equipa do sul - confiada, serena. O grupo do norte - nervoso, demasiadamente nervoso. Os jogadores do Benfiquenses a realizarem as suas jogadas com ponderação e até com uma certa calma. Houve fases bem feitas, bem trabalhadas, de merecimento».
Não há como desmentir. Seria preciso esperar até 1934/35 para que o Benfica voltasse à final do Campeonato de Portugal.
Será preciso esperar até à próxima semana para que vos explique o que então se passou."

Afonso de Melo, in O Benfica

domingo, 29 de março de 2015

História... com muita alegria!!!

Ravenna 2 - 3 Benfica
25-23, 27-25, 20-25, 18-25, 10-15

Pela primeira vez na História do Voleibol do Benfica, vamos disputar uma Final Europeia. Extraordinário. Ainda por cima numa eliminatória, onde fomos claramente melhores, contra uma equipa rotulada de 'melhor', que disputa uma das melhores Ligas do Mundo (com jogadores muito bem pagos!!!). Mas não foi por acaso... não ganhámos porque uma bola bateu no 'poste', ou porque beneficiámos de um ressalto, triunfámos porque demonstrámos ter melhor equipa...!!! Por incrível que pareça, isto é um facto, que antes da eliminatória poucos acreditavam. Admito, eu próprio, antes do 1.º jogo, duvidava...!!!
Não houve transmissão televisiva da partida, mas mesmo assim deu para sofrer, com as informações que foram chegando!!! Num 1.º Set equilibrado cedemos na parte final... No 2.º Set tudo estava a correr bem, chegámos aos 18-23, parecia que o Set era nosso, mas os Italianos fizeram uma remontada... e perdemos por 27-25!!!
Aqui, comecei a duvidar, foi um golpe duro. Mas a equipa, parece que não o sentiu... O 3.º Set começou novamente equilibrado, mas sempre com vantagem para o Ravenna... até que por volta do segundo tempo técnico, passámos para a frente. E efectuámos um sprint final demolidor.
Com 2-1 em Set's, ficámos a um Set da qualificação para a Final, e os Italianos sentiram o golpe, porque o 4.º Set foi totalmente dominado pelo Benfica...!!!
O 'trauma' foi tão grande, que mesmo num 5.º Set, que já não contava para nada, com um Benfica muito alterado: o Gaspar, o Roberto, o Zelão e o Flávio ficaram no banco, e entraram o Ché, o Oliveira, o André e o Kibinho... voltámos a vencer, com 'tranquilidade'!!!
Todos os dirigentes, todos os técnicos, e como é óbvio todos os jogadores estão de Parabéns, mas eu tenho que destacar um: o Perini!!! Recordo que no início de época, com o regresso do Vinhedo, o Perini não estava nos planos da equipa, mas depois da saída do Miguel Tavares para Itália... o Perini sem fazer birras, aceitou o regresso sem levantar ondas. O titular durante a época, foi quase sempre o Vinhedo, mas agora no momento decisivo da época, com a lesão do Vinhedo, o Perini voltou a pegar na batuta, e tem feito grandes jogos, a Passar, e até no Bloco!!!
Agora, depois da festa, é preciso voltar a colocar os pés no chão, porque ainda não ganhámos nada. Vamos ter duas Finais, uma com a Fonte do Bastardo, e outra com os Sérvios do Novi Sad. Recordo que esta época já eliminámos o Partizan de Belgrado nesta competição, com alguma facilidade, diga-se!!! Os jogos da Final da Challenge Cup vão-se disputar a 8 de Abril em Vojvodina, e na Luz a 12 de Abril.
Espero que a Federação tenha em atenção estes dois jogos, quando marcar as datas da Final do Campeonato com a Fonte do Bastardo!!!

video-1427653368.mp4 from Andre Maia on Vimeo.

A equipa de Voleibol e os adeptos, no exterior do Aeroporto. - Information Glorious | https://twitter.com/InformGlorious | http://instagram.com/informationglorious
Posted by Information Glorious on Segunda-feira, 30 de Março de 2015

Oohhhh campeão voltou . Grande grupo de trabalho todos mas todos de parabéns. Mística união obrigado pelo enorme apoio a este grupo. Juntos somos mais fortes.
Posted by Fabricio Silva on Domingo, 29 de Março de 2015

Ouro, Prata e Bronze...!!!

Os nossos Canoístas fizeram o 'pleno' hoje de manhã em Montemor-o-Velho, na Taça de Portugal de Velocidade!!!
A Teresa Portela arrecadou duas medalhas de Ouro, em K1 200m, e K1 500m.
O João Ribeiro também arrecadou duas medalhas, mas de Prata: K1 1000m, e K1 200m.
A Joana Vasconcelos, na mesma prova da Teresa, conquistou a medalha de Bronze, na prova de K1 200m.

sábado, 28 de março de 2015

Só mais uma...

Benfica 7 - 2 Juventude Viana

Com o Campeonato a chegar ao fim, a ansiedade aumenta, e este jogo, apesar do claro favoritismo do Benfica, tinha uma carga especial...
Notou-se isso nos primeiros minutos, o Benfica entrou a 'matar', rematou muito, falhou muito, nem sempre com pouco discernimento, até que finalmente marcámos um golo, pelo inevitável Nicolia...
Tal como tinha acontecido na Quarta-feira em São João da Madeira, quando começamos a rotação, a equipa começou a defender pior... e voltámos a permitir o empate!!!
No 2.º tempo, voltámos a entrar com vontade de 'matar' o jogo, mas desta vez, desperdiçamos menos, e defendemos melhor!!!

O jogo até foi bonito, teve momentos de parada e resposta, mas temos que defender melhor.
Os apitadores são incompetentes, mas pelo menos distribuíram o mal pelas aldeias!!! Mas tenho que realçar, que quando os jogadores, estão constantemente a mergulhar para a piscina, o trabalho dos árbitros torna-se muito mais complicado... e existem verdadeiros artistas na arte do mergulho!!!

Agora vamos ter uma paragem para as Selecções, depois vamos ter jogo da Taça de Portugal, e só depois teremos aquele que pode ser o jogo do título: Benfica-Corruptos.
Estamos a uma vitória do título de Campeão Nacional. Em caso de empate, daremos igualmente um grande passo, pois nas duas últimas jornadas, só iríamos necessitar de vencer um jogo. E mesmo em caso de derrota - no máximo por 3 golos de diferença -, ficaremos em igualdade pontual, mas com vantagem, devido à nossa vitória por 3-7 na 1.ª volta (e neste momento, na diferença de golos, no campeonato, também temos uma vantagem de 7 golos)!!!
Recordo que no Campeonato, só temos 1 empate (em Barcelos), de resto só vitórias... Mas também recordo que a deslocação a Valongo não será fácil, até porque o 10-0 da 1.ª volta é muito enganador, o Valongo neste momento não é a 'mesma' equipa!!!

PS: Todas estas 'contas' só são necessárias, porque mais uma vez, nesta jornada, os Corruptos venceram o Barcelos, por 7-5, com os melhores no ringue a serem os apitadores, que nos minutos finais, ofereceram os 3 pontos aos Frutados...!!!

Não houve milagre... ainda bem!!!

Fátima 3 - 7 Benfica

Vitória esperada, num jogo que até começou mais complicado do que se esperava. Nunca tivemos a perder, mas 1-1 e 2-2 mostram as dificuldades, e nestes jogos quando somos displicentes a equipa mais fraca, começa a acreditar... Ao intervalo estava 2-4.
Só no 2.º tempo demos a 'machadada' no marcador... E até podiam ser mais, não fosse o desperdício!!!

Estes jogos após as paragens das Selecções às vezes complicam-se. Até foi bom, termos um adversário com um nível acessível, para recuperar a forma... Na próxima semana, recebemos o Boavista para o Campeonato.

Com o Bebé, o Coelho na Selecção, participando na estranhamente 'emocionante' qualificação para o Europeu, o Benfica efectuou alguns jogos particulares... Destaco o regresso do Vítor Hugo aos jogos...

Parece que vamos ter uma Final 4 da Taça, com as equipas mais fortes, algo que nem sempre aconteceu, nas últimas épocas!!! Com um Benfica que continua invicto (sem derrotas), temos que ter confiança...!!!

Mal perdido...

Benfica 27 - 28 Corruptos

Mal perdido, tivemos todas as oportunidades de pelo menos levar o jogo a prolongamento... Sofremos o penúltimo golo, num lance onde o Álamo é mal batido, e sofremos o golo da derrota, nos últimos segundos, quando devíamos ter falta estrategicamente...
Tal como no jogo do Campeonato na Luz, fizemos no geral, um bom jogo. Pessoalmente, acho que continuamos a não aproveitar a 100% as situações de superioridade numérica, mas de resto estivemos bem, hoje até nos Livres de 7 metros tivemos perfeitos, algo raro...!!! Os Corruptos têm uma defesa muito alta, mas com os cruzamentos constantes, e consequentes penetrações, conseguimos muitas vantagens (inclusive as tais exclusões no adversário, que apesar de serem muitas, deviam ter sido ainda mais, tal a forma como eles defendem, batendo em tudo o que mexe...!!!).
Só nos últimos minutos da 1.ª parte, e durante uma série de 0-4 no inicio do 2.º tempo jogámos mal... Além do 'caparro' defensivo (que obriga o Benfica a ajudas constantes... deixando as alas descobertas), a grande diferença é o potencial de perigo nos remates de longa distância...

Como se fala em diferenças de orçamentos em tantas modalidades, é bom recordar que os Corruptos, têm a obrigação em Portugal, de vencer por cabazadas todos os jogos!!! Além do orçamento, ainda conseguiram alterar os regulamentos da competição, para lhes facilitar a vida!!! Mas nestes últimos jogos com o Benfica, foi claro que afinal a diferença real, é menor do que é anuciado. E hoje, não houve poupanças...
Nas Meias-finais do Play-off com os Corruptos, vamos novamente como não-favoritos, mas como se provou hoje, temos hipóteses.

Amanhã na Final, suspeito que será um passeio, até porque o ABC não 'pode' defender, como costuma defender contra o Benfica!!!

Meu Amigo Anacleto

"Não fui apanhado de surpresa pois há alguns dias sabia do seu estado de saúde precário. Mas não deixa de ser muito triste quando penso que foi através de Anacleto Pinto que me interessei pelo Atletismo do Benfica. Eu que até ouvir falar dele e depois de começar a vê-lo correr, na nossa antiga pista de tartan no campo 2 ou na televisão, pensava que só havia Atletismo, em Portugal, no Sporting CP!
Comecei a saber da sua categoria no defunto 'O Benfica Ilustrado' que começou por ser um suplemento mensal do semanário 'O Benfica' em forma de revista. Foi aí que comecei a ler prosas magníficas acerca dele e fotografias apaixonantes de Roland Oliveira. Ainda tenho a revista onde se destaca a sua proeza, em 1966 quando, apenas com 17 anos, se sagrou campeão regional e nacional em Corta-Mato. Numa temporada em que integrou a equipa vencedora da mítica estafeta Cascais-Lisboa, uma prova de estrada. 
Natural de Viseu (25 de Fevereiro de 1948) envergou o Manto Sagrado em 1964 (com 16 anos) e foi com ele que se despediu em 1985, com 37 anos, embora tivesse passado por outros clubes: Benfica (1964-1969; 1974-1977; 1980-1985), Académico FC Viseu (1970; 1978-1979) e Sporting Clube de Luanda (1971-1974).
No início dedicou-se às corridas de fundo (5 e 10 mil metros) chegando a recordista nacional dos 10 mil metros em 1967 (30.05,8), ainda com idade de júnior, e 1968, quando se tornou o primeiro português a fazer menos de meia-hora (29.57,6). Em meados dos anos 70, com maior maturidade começou a dedicar-se à maratona, especialidade na qual foi olímpico pelo primeira vez nos Jogos de Montreal'1976 (22.ª lugar) e voltaria a sê-lo em Moscovo'1980 (16.º lugar). Ainda conservo o seu cromo da caderneta dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Tinha eu, então, 15 anos.

Tinha sempre grande expectativa quando corria frente a Carlos Lopes. Ansiava por vê-lo vencer, tal como Fernando Mendes deixar Joaquim Agostinho para trás no ciclismo, pois considerava que esses dois sportinguistas tinham uma visibilidade na Imprensa perfeitamente desmesurada para a realidade. Como se nada mais existisse!
Com sete títulos de campeão nacional, conquistou quatro em pista ao ar livre: três vezes campeão em 5 mil metros (1966, 1976 e 1977) e na estafeta 4x1500m (1967). Na estrada consagrou-se como campeão nacional da maratona (1976 e 1978), além do nacional de Corta-mato (1966). Além de dois Jogos Olímpicos, esteve presente em cinco Mundiais de Corta-mato e treze campeonatos (Europeus e Mundiais) em pista, entre 1966 e 1980.

Em 21 de Março de 2015 faleceu, em Tondela, aos 67 anos. Apesar de nunca ter falado com ele, 'conhecia-o' desde 1966. Pelo respeito como atleta de valor supremo, mas principalmente, como Glorioso do nosso Atletismo, considero que perdi um Amigo! Que tantas alegrias me deu.
Obrigado Anacleto por ter aprendido contigo a gostar, ainda mais, do nosso Clube."

Alberto Miguéns, in O Benfica

Abril na BTV

sexta-feira, 27 de março de 2015

Benfica mais perto do título

"No último sábado aconteceu uma série ininterrupta de acontecimentos paradoxais. Não vale a pena culpar o árbitro, mesmo que haja, e houve, erros em prejuízo do Benfica, pela derrota em Vila do Conde.
Estávamos a ganhar 1-0 e a jogar de uma forma em que quase todos prevíamos o pior.
A falta de Gaitán justifica, mas não explica tudo. O mérito do Rio Ave não pode servir para esconder alguns erros próprios. O Benfica não jogou bem, não soube sair de uma pressão alta, e nunca teve um fio de jogo como habitualmente tem.
Ainda mal refeitos da derrota, e com as contas do campeonato a complicar, o Porto depois de estar a vencer na Madeira mostrava ser sempre capaz de tranquilizar o rival e levar os seus próprios adeptos ao desespero.
Feitas as contas, estavam pior os adeptos portistas depois de empatar, que os adeptos benfiquistas depois de perder. Mesmo sem estar bem, o Benfica pareceu estar melhor ou menos mal que o seu opositor.
De facto foi uma derrota que colocou o Benfica mais perto do título. Agora faltam oito jogos, seis em Lisboa, cinco dos quais na Luz. Temos um calendário que terá de ser vencido com competência.
Já não há margem para mais deslizes, nem se pode contar com mais ofertas do nosso rival. Temos de voltar à qualidade que os permite chegar a mais um título, ao bicampeonato que os adeptos anseiam e merecem pelo apoio que nunca falta.
O Benfica ganhará se voltar a jogar bem. Não faltará o colinho dos adeptos nesta caminhada.
O castigo do seleccionador foi reduzido de forma substancial e há justiça na decisão. Se há consenso no futebol sobre Fernando Santos, é acerca do seu irrepreensível comportamento, e da sua ética e fair play. Esta decisão é mais equilibrada, sensata e justa."

Sílvio Cervan, in A Bola

E então?

"É óbvio que fiquei desiludido com a derrota em Vila do Conde. Sou adepto e não gosto de ver a minha equipa a vacilar. É perfeitamente normal que tenha atirado alguns impropérios para o ar, que tenha amaldiçoado um pontapé mal dado, uma perda de bola ou uma desatenção na defesa. Irritei-me com as decisões de arbitragem, apeteceu-me abanar a multidão que ficou em silêncio depois do golo do empate e não quis ver resumos do jogo durante o fim de semana. Tudo isto é normal quando se gosta tanto de um Clube.
Nos dias em que não ganhamos - e são cada vez em menos número - há daquela sensação de vazio, de um falhanço que é pessoal, apesar de saber que, mesmo com esta barriguinha, também eu não conseguiria marcar golo. Provavelmente todos nós teríamos metido mão à bola ou agarrado o adversário que corria para a baliza, mas isso só se sente algumas horas depois do sucedido. Naquele momento as reacções são como as repetições da Sport TV: não passam.
Faz parte do Desporto esta coisa do ganhar e perder, mas ninguém me venha dizer que não custa. É claro que o mal-estar é atenuado quando os outros - os que fazem a festa com a desgraça alheia, pelo menos desde a final de 1988 da Taça dos Campeões Europeus - também não conseguem os seus objectivos. Nesse caso, a desfeita é relativa, é matemática, apenas um grão na engrenagem. Os danos colaterais acabaram por ser mínimos: continuamos à frente, temos o maior número de golos e de vitórias e jogamos as próximas duas jornadas em casa, com paragem no campeonato antes disso. Sim, perdemos em Vila do Conde e então? Quem dera a todos os outros terem três pontos de avanço a oito jogos do fim."

Ricardo Santos, in O Benfica

Na frente!

"Se, por absurdo, em Agosto de 2014, no fim de uma pré-temporada angustiante, alguém nos desse a assinar um documento por via do qual, no início de Abril, o Benfica estaria a liderar o Campeonato com três pontos de vantagem sobre o segundo classificado, seria fácil recolher quase tantas assinaturas quantos os sócios e adeptos abordados.
Independentemente das expectativas que, num ou noutro momento, por este ou aquele resultado, foram sendo criadas, ninguém de bom senso esperaria que o presente Campeonato se transformasse num passeio - como, diga-se, de algum modo acabou por ser o anterior.
O plantel 'encarnado' sofreu entretanto muitas baixas, e o rival directo reforçou-se com exuberância. As forças equilibraram-se. E se este Benfica pôde continuar a vencer, não é justo exigirmos-lhe que o faça nadando num mar de facilidades.
A derrota de Vila do Conde foi dolorosa, mas não vai iludir os factos: estamos a fazer um Campeonato brilhante, e somos os mais sérios candidatos ao título. Perdemos uma batalha. Já havíamos perdido outras. Mas a guerra está aí, diante de nós, para ser vencida. Com agruras, com sofrimento, com avanços e recuos, com suor e com lágrimas. A nossa cor é de sangue, e a nossa história é de luta. Da Farmácia Franco aos heróis de Berna, de Eusébio e Coluna aos dias de hoje.
Não foi a choramingar que nos tornámos um dos maiores clubes do Mundo. Foi, sim, a reagir às adversidades com alma de campeão, e a erguermo-nos, mais fortes, de cada vez que tropeçámos.
Faltam apenas oito finais. Hoje é o primeiro dia do resto da temporada, e partimos na frente.
Força Benfica!"

Luís Fialho, in O Benfica

A seis vitórias (em Lisboa) do título

"Da euforia à depressão, com impaciência, angústia e incredulidade pelo meio, assim vivemos o final da tarde de sábado passado desde que Salvio inaugurou o marcador até que o árbitro terminou a partida, com o golo que deu a vitória ao Rio Ave a ser marcado no período de descontos. Bastaram umas horas para que as lamúrias e catastrofismo dessem lugar à esperança, e até algum entusiasmo, verificando o empate do FC Porto no reduto do Nacional.
Os fantasmas de um passado não muito longínquo pairaram na mente dos Benfiquistas, mas assim que terminou a partida na Madeira, foi lançado um dado interessante. Se o Benfica vencer os seis jogos que disputará em Lisboa (cinco na Luz e Restelo), será campeão nacional mesmo que não pontue nas deslocações ao Minho (Guimarães e Barcelos) e o FC Porto vença todas as partidas à excepção daquela e que defrontará o Benfica na Luz. Continuamos a ser o principal candidato ao título!
Entretanto, a senda de conquistas Benfiquistas em 2014/15 prossegue a bom ritmo (dos 14 títulos e troféus nacionais disputados pelos seniores masculinos das sete principais modalidades, 11 foram ganhos pelo Benfica). A nossa equipa de Basquetebol, sob liderança da glória Carlos Lisboa, acrescentou, ao Troféu António Pratas, Supertaça e Taça Hugo dos Santos, a Taça de Portugal, numa temporada que se tem revelado perfeita, faltando apenas atingir o principal objectivo, o 'tetra' no Campeonato Nacional. O domínio 'encarnado' na modalidade nos últimos anos (cinco campeonatos em seis épocas) faz lembrar as grandes equipas dos anos 90, com as quais cresci a admirá-las e percebi de que fibra são feitos os grandes campeões."

João Tomaz, in O Benfica

O silêncio é de ouro

"Estava a chegar a Maputo para o Congresso Luso-Moçambicano de Direito, quando a derrota do Benfica frente ao Rio Ave se apresentou como uma enorme surpresa. E não só minha: nas ruas de Maputo, nas principais avenidas da cidade e junto dos principais hotéis, portugueses e moçambicanos faziam a análise e denotavam a estupefacção perante o ocorrido. Para uma vasta maioria, uma noite de tristeza mas concomitantemente de esperança numa vitória final ainda mais saborosa.
O que surpreendia todos, inclusivamente os desatentos turistas era o incompreensível sentimento de euforia portista que, de repente, trouxe alguns adeptos para as ruas. Parecia uma vitória na Luz frente ao Benfica ou o acesso às meias finais da Liga dos Campeões. Mas não, era simplesmente a derrota... do Benfica.
O próprio Lopetegui acabou contagiado por esta onda de alucinação temporária, apressando-se a afirmar que, agora, dependem apenas deles próprios e de mais ninguém. Claro que, logo a seguir, o FC Porto empataria com o Nacional e essa onda começou a esbater-se. Nas ruas de Maputo, desapareceu por completo. Aliás... desapareceu por completo em todas as avenidas de todos os países da extensa Lusofonia. O que ficou então?
Ficou a euforia dos nossos adversários com a nossa derrota, como meninos à espera de um percalço. Ficou a histeria temporária perante a possibilidade de uma aproximação inesperada ao líder... e que resultou, no final do dia, em apenas mais um ponto, depois de uma malograda exibição frente ao Nacional.
Daqui só pode resultar um conselho vivo para o treinador e a estrutura dirigente do Futebol Clube do Porto: prezem o silêncio, pois na maior parte das vezes é de ouro. E, mesmo quando não é, salva-vos ao menos de sofríveis embaraços públicos."

André Ventura, in O Benfica

Lisandro em Alta...