Últimas indefectivações

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Benfica anuncia calendário da pré-época

Estágio nas instalações da federação inglesa de 17 a 24 de Julho




O Benfica anunciou, através do site oficial, o calendário de pré-época já definido, confirmando o estágio em St. George Park, o centro de treinos da federação inglesa, de 17 a 24 de Julho.
Antes, porém, a equipa de Rui Vitória vai trabalhar no centro de estágio do Seixal, a partir do próximo dia 28 de Junho. E ainda antes do estágio inglês vai disputar a Algarve Football Cup, onde defrontará o Vitória de Setúbal (14 de julho) e o Derby County (16 de julho), no Estádio do Algarve, conforme já anunciado.
Para já o calendário de pré-época contempla mais dois jogos: a recepção ao Torino, para a Eusébio Cup (27 Julho) e a visita ao Lyon (31 de Julho), que o emblema francês tinha anunciado pouco antes.

In Maissfutebol.iol.pt 



quarta-feira, 22 de junho de 2016

Benfiquismo (CXLII)

Memória do Bi... 2015 !!!

Sim, os árbitros também têm clube




 


HOJE vamos falar de um assunto que delicia a imprensa, que incomoda dirigentes e escandaliza adeptos: os árbitros de futebol também têm clube. Parece inacreditável, porque afinal de contas só estamos no Séc. XXI, mas a verdade é que, assim como qualquer jogador, treinador, roupeiro, apanha-bolas ou jornalista, os homens que por acaso também são árbitros têm, quase todos, uma simpatia clubística. E sendo certo que, para qualquer outro agente desportivo isso jamais põe em causa a sua honestidade e competência profissional, relativamente aos homens do apito isso é, desde sempre, sinónimo de parcialidade e desonestidade. Porquê? Porque, para o mundo da bola, o árbitro que tem clube fará sempre uma de duas coisas em campo: ou vai favorecê-lo ou vai querer provar que é isento e por isso vai prejudicá-lo. É aquela velha história do 'ou rouba descaradamente ou erra demasiado para provar que é sério'. Estas duas verdades absolutas estão enraizadas há décadas. Mas agora que o sarcasmo suscitou a vossa curiosidade e a ironia deu o mote ao tema, vamos ao que interessa. Os árbitros têm clube, sim. Tal como têm orientação religiosa e política. Tal como têm namoradas e cursos nas áreas que escolheram. Tal como preferem arroz de pato em vez de açorda de marisco ou água em vez de cerveja. Quando iniciam a sua actividade, já são pessoas. Pessoas que sabem o que querem. Pessoas capazes de fazer escolhas e de traçar rumos, de forma consciente e convicta. Há, pois, que abrir as mentes dos que teimam em suspeitar de tudo e de todos. Há que abandonar convicções sem sentido e aceitar que também os árbitros sabem superar gostos pessoais quando em causa está a sua competência profissional. Tal como o sabe o treinador campeão por uma equipa, que é sócio pagante de outra. Ou o jogador que representa, com brio, o maior rival do seu clube de sempre.
Se é fundamental que a arbitragem dê passos firmes rumo a uma maior aproximação com o universo do futebol, é também imprescindível que esse universo evolua na sua atitude e cultura desportiva, abandone suspeições permanentes e entenda que nem tudo gira em torno de corrupção, malandragem e desonestidade. Um passo daqui um passo daí. Combinado?



Duarte Gomes, jornal A Bola, 21 de Junho de 2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

Renato Sanches: "O grupo uniu-se por falarem mal de nós"




Era a penúltima jornada e o Benfica precisava de vencer o Marítimo, na Madeira, para não ser ultrapassado pelo Sporting na liderança do campeonato. Com a partida empatada sem golos, aos 37 minutos, Renato Sanches comete uma falta despropositada no meio-campo e é punido com o segundo cartão amarelo, deixando a equipa de Rui Vitória a jogar com menos uma unidade. O jovem médio do Benfica não podia acreditar; depois de uma época arrebatadora, em que não só conquistou a titularidade nos campeões nacionais como comandou a metamorfose da equipa para uma série impressionante de triunfos, estreou-se a marcar no Estádio da Luz e registou a sua primeira internacionalização, uma mera falta de atenção podia ter deitado tudo a perder. Seria uma daquelas partidas cruéis do futebol, o momento em que este jogo, usando a sua própria gíria, transforma o bestial em besta. "Eu já sabia que no dia seguinte ia assinar pelo Bayern e, se não ganhássemos, toda a gente ia dizer que eu tinha estragado tudo porque a minha cabeça já não estava ali, o que não era verdade", diz Renato Sanches à SÁBADO. O número 85 do Benfica conta como viveu o penoso intervalo de tempo entre o cartão vermelho e o golo de Kostas Mitroglou, que abriu a vitória ao Benfica.
As críticas ao plantel e ao treinador do Benfica prejudicaram a equipa? Renato Sanches explica que foi esse um dos motivos do sucesso da época encarnada. Sobre Rui Vitória, o médio garante que é "um homem que sabe falar, dizer as coisas certas, nos bons e maus momentos", mas a união do grupo foi essencial. "Por falarem mal de nós, por falarem mal dele", diz o internacional português. 


Tiago Carrasco, in Revista Sábado 

Romanos, inquisidores e benfiquistas

"Na esquina da Rua do Jardim do Regedor e Rua das Portas de Santo Antão, encontraram-se a história do Benfica e a de Lisboa.

Esta história começa com uma via romana. Recuamos vinte séculos para descobrir a importância da envolvente do edifício da antiga secretaria do Benfica. Onde hoje é a Rua das Portas de Santo Antão, no séc. I existia um eixo viário, que ligava Olisipo (Lisboa) a Scallabis (Santarém). Esta via evoluiu naturalmente como uma das principais vias de acesso à cidade.
Lisboa cresceu e, no séc XIV, uma nova muralha, a Cerca Fernandina, é construída para proteger as novas zonas da cidade. No local do eixo viário, cria-se uma porta de acesso, a Porta de Santo Antão. Em 1620, entravam por dia, por ali "1500 cavalgaduras, carregadas ou de farinha dos moinhos, ou de mantimentos de frutas, hortaliças e outras coisas". O recinto murado que constituía a porta estava exactamente onde hoje estão o edifício do Benfica e a Casa do Alentejo.
A Porta da Cerca deu nome à Rua das Portas de Santo Antão, e a Rua do Jardim do Regedor tem igual ligação a uma estrutura da cidade. Dentro da muralha, na zona norte do Rossio, instalou-se no séc. XVI o Palácio da Inquisição. Este espaço, várias vezes ampliado e remodelado, recebeu no séc. XVII um jardim: era o jardim do Regedor da Inquisição, e assim a Rua para a Horta da Mancebia ganhou o novo nome.
O terramoto de 1755 veio mudar esta zona, que foi uma das mais afectadas. A Porta de Santo Antão desmoronou e as restantes estruturas envolventes foram demolidas. O edifício que hoje conhecemos faz parte do plano de reconstrução da cidade e é construído em meados do séc. XIX para habitação. No séc- XX; quando aparecem os clubes nocturnos em Lisboa, o 'velho pardieiro' 'de carácter pombalino' é transformado no Bristol Club. Inaugurado em 1918, sofre uma remodelação radical em 1926 e encerra em 1928.
Em 1933, o Benfica procurava um novo local para instalar a secretaria, e parte do edifício estava disponível. A secretaria foi inaugurada em Janeiro de 1934 e, ao longo dos anos, o Benfica expandiu-se pelo edifício até o ocupar na totalidade. Tornou-se um lugar mítico do Clube, o centro nerválgico da vida associativa. Nos anos 80, a passagem dos serviços para o Estádio iniciou o declínio do edifício, que viria a encerrar em 1998.
Agora, a Fundação Benfica e a Direcção de Património Cultural abrem novamente as portas do edifício da Rua do Jardim do Regedor. Entre 18 de Junho e 15 de Outubro, este ícone benfiquista ganha uma nova vida, com quatro exposições para visitar e muitas actividades para todos."

Rita Costa, in O Benfica

Benfiquismo (CXLI)

Onde está a bola ?!

Torino FC



Já há data, hora, local e adversário confirmados para a Eusébio Cup 2016.

A 9.ª edição do Troféu que homenageia o Pantera Negra será disputado no dia 27 de julho (quarta-feira), às 19h45, no Estádio da Luz e o adversário será o Torino FC.

Os dois emblemas históricos tornam a cruzar-se dentro das quatro linhas, numa relação de há décadas, carregada de emoção e simbolismo.

Duas Histórias que se entreligam e cujos laços perduram ano após ano deste o fatídico 1949…

A 3 de maio, depois de ter assegurado o 5.º "Scudetto" consecutivo, a formação “Granata” jogou e perdeu frente ao SL Benfica, por 4-3, no Estádio do Jamor, no jogo de despedida do então capitão do Glorioso, Francisco Ferreira, grande amigo da então figura de proa da equipa italiana, Valentino Mazzola.

Quis o destino que este fosse o último jogo do Grande Torino…

No regresso a Itália, a 4 de maio, o avião que transportava a equipa despenhou-se, morrendo toda a tripulação, quando o aparelho embateu contra a Basílica de Superga, às portas da cidade de Turim.

Foi há 67 anos que aconteceu uma das maiores tragédias de sempre ao nível desportivo, uma data assinalada religiosamente pelos dois emblemas.

"Os heróis são imortais nos olhos de quem acredita neles. Assim, os jovens vão acreditar que o Torino não morreu: só está a jogar fora da sua casa."

Foram estas as palavras de Indro Montanelli, jornalista e historiador italiano, no dia 6 de maio de 1949, relatando assim um dos dias mais tristes da História de Itália.

Tal como os heróis, há palavras, relações e gestos imortais!

Desde essa altura, têm sido constantes as homenagens, em Turim e em Lisboa, tanto da parte do SL Benfica como da parte do Torino FC.

É que o cumprimento de Mazzola e Francisco Ferreira continua presente mesmo 67 anos volvidos e no dia 27 de julho de 2016 esta História terá então um novo capítulo.

Em momento oportuno serão dadas mais informações, entre elas, a Bilhética.

In SLBenfica.pt

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Vontade e astúcia



1. Arrancou ontem à noite a última jornada da primeira fase deste Europeu de França. Três seleções já estavam classificadas - França, Itália e Espanha - e uma já estava eliminada, a Ucrânia. A que se juntou, ontem, a Roménia. Também a Suíça com o empate face à França adquiriu o estatuto das já apuradas para os oitavos de final. Depois dos resultados de ontem a luta reside em dezassete seleções. Que jogam a sua sorte até à próxima quarta-feira. O que significa que faltam saber quais as seis equipas que farão as malas e acredito que alguns terceiros classificados terão de esperar pela noite de quarta-feira para saberem, em definitivo, se ficam ou não mais uns dias em terras gaulesas. Como é ao caso da surpreendente Albânia! As combinações são múltiplas em todos os grupos deste Europeu. Europeu singular em razão da necessidade de repescagem de terceiros classificados para se atingir a soma necessária de dezasseis seleções para uns oitavos de final que continuarão a atrair monstruosas audiências televisivas e a gerar receitas relevantes aos principais patrocinadores desta atrativa competição europeia de futebol. Que ganha, aos pontos, à Copa América onde temos visto, e revisto, a imensa capacidade de Messi e de Nico Gaitán. Que já nos deixa imensas saudades pelo perfume do seu futebol... O que sabemos é que uma vitória portuguesa frente à Hungria nos deixa à porta do primeiro lugar no grupo. E uma não vitória complica-nos as contas e, logo, a vida em França! Quando julgávamos que face ao sorteio não precisávamos, como era habitual, de fazer contas eis que regressámos à nossa habitual sina. Deixamos tudo para o fim. E no final aparece Cristiano Ronaldo! Temos memória e acreditamos! Mas parece que gostamos que cada jogo seja uma final. E, assim, teremos já uns pré oitavos em Lyon face à Hungria e com a presença, simbólica e afetiva, do nosso Presidente da República. Pode ser que, com o seu sorridente estímulo e o seu contagiante otimismo, Cristiano Ronaldo regresse aos golos e a nossa seleção seja bem mais eficaz. Com a convicção que Fernando Santos quererá mesmo cumprir a promessa que fez à Família, ou seja, regressar a Portugal, em festa, apenas a 11 de julho! Mas sente-se pelo sorriso das palavras que tem mesmo vontade de regressar apenas daqui a quatro semanas...

2. Mas, acreditando firmemente na nossa seleção, importa assumir que me parece que, até ao momento, houve excesso de marketing. Desde o último jogo de preparação no Estádio da Luz e da goleada conquistada parece que se iniciou um tempo, bem, antecipado, de balões e marchas. Houve quase que um pré Santo António. Foi o hino adaptado e foi a candidatura assumida ao título europeu. Foram imensos balões de adrenalina e construção instantânea de novos heróis. Todos eram bestiais. Todos mesmo. Uns mais que outros... como sempre! E, em certos momentos, digamos que não houve humildade. Mesmo a humildade de aceitar certas críticas, certas vozes, certos gritos. Importa dizer que a Islândia chegou pela primeira vez a um Europeu - e é um Estado que tem menos gente que o Município de Sintra! - e que a Áustria, nos últimos tempos, só participou no Europeu de 2008 em razão de ter sido um dos países co-organizadores dessa competição. Daí que a sua presença em França ser, de verdade, quase que acidental. E foi face as estas duas seleções que empatámos, que apenas marcámos um golo e que não motivámos nem a crítica europeia do futebol nem, acima de tudo, os milhões de fiéis-adeptos da nossa seleção. Que nunca desistem e sempre acreditam. O que precisamos agora frente à Hungria para além de sorte é de astúcia. Para um largo São João. E, depois, para um sorridente São Pedro. Então espera-se já com os quartos de final na algibeira e com um sorriso imenso de Fernando Santos. É que a promessa à Família, bem querida, estará bem mais próxima! O que nos importa depois de amanhã em Lyon é que o guarda-redes da Hungria não jogue, como os seus colegas islandês e austríaco, tanto com as mãos e seja obrigado a ver a bola mais baixo, mais perto dos seus pés. Com as consequências naturais... O que queremos é que toda a equipa acredite que pode marcar e que não deixe, em exclusivo, essa responsabilidade a Cristiano Ronaldo, Nani e, em estado de necessidade, porventura a endosse ao Éder. O que proclamamos é que a Seleção seja forte coletivamente e menos ansiosa individualmente. E ter a ousadia, a ousadia mesmo, de dizer isso a Cristiano Ronaldo. E de lhe mostrar alguns artigos de opinião que ao longo desta semana foram escritos, com maior liberdade e com sentido da diferença, por nomes relevantes do futebol europeu e em diferentes e prestigiados órgãos de comunicação social. Ler a crítica e quem nos critica ajuda-nos. A crescer, a alterar procedimentos ou, até, a refletir acerca de nós próprios. Também desta forma alguns entenderão que receber ou não telefonemas é um instante de vida. E nada como já ter perdido, e bem, para perceber que os bem próximos de ontem são os desconhecidos de hoje... Em tudo. Em tudo mesmo. No futebol de bestial a besta é um momento. De jogo. Mais curto que um telefonema desejado ou uma mensagem ansiada... Mas tendo sempre presente Gramsci quando nos adverte que é importante ligar o pessimismo da lucidez com o otimismo da vontade!

3. No mais espero que no final desta de semana o Embaixador dos EUA em Portugal, Robert Sherman, nos volte a surpreender e a sensibilizar com um novo vídeo de apoio à nossa seleção, que o estado de calamidade financeira no Rio de Janeiro tenha sido decretado e que se eliminem mais sombras acerca dos Jogos Olímpicos e que o referendo no Reino Unido acerca da sua permanência, ou não, na União Europeia tenha tido uma participação bem relevante. É que, também nesta sede, acredito, vale mais o nós do que o eu. Mesmo que alguns que usam o nós em certos momentos privilegiem, e muito, e em outras circunstâncias, o eu. Mas como escreve Fernando Savater «para ser homem não basta nascer, é necessário também aprender». Sempre. Com vontade. E também, por vezes, com astúcia!

Benfiquismo (CXL)

Inauguração da Catedral...
Emoção do Presidente Ferreira Bogalho...

domingo, 19 de junho de 2016

Renato não ficará no banco para sempre

"Há 13 anos, velho camarada de armas revoltou-se com a sedução que José Mourinho provocava entre adeptos e jornalistas. Onde uns viam genialidade, inovação e história ele valorizava fanfarronice, narcisismo e sorte. Um dia, no fim de Abril de 2003, em desespero de causa levou a divergência ao extremo, assumindo por fim a pergunta com a qual pretendia alicerçar a razão e ganhar a conversa: "Mas o que venceu ele até agora?" A resposta ("nada") era-lhe favorável mas a efemeridade da vitória derrotou-o: em poucas semanas, o FC Porto ganhou o campeonato, a Taça UEFA e a Taça de Portugal, preparando caminho para, na época seguinte, voltar a ser campeão e conquistar a Champions.
Renato Sanches tem um motor oleado de orgulho, entusiasmo e paixão que não se coaduna com os regimes opressores da liberdade que tanto preza. Na Selecção melhora a equipa sempre que entra, no Benfica juntou os cacos de uma equipa a desfazer-se e fez dela campeã. Os seus limites, aos 18 anos, antes de ingressar no colosso mundial que é o Bayern Munique, foram definidos por César Luis Menotti: "O parâmetro mais importante no futebol não é a dinâmica mas o conhecimento do jogo." Essa é, para já, a sua maior dificuldade. O tempo corre a favor da sua construção como extraordinário futebolista. RS tem a velocidade dos deuses (a mental) só que ainda não a administra com precisão. Lá chegará. Entretanto, a luta continua. Se antes do Euro a maioria não lhe concedia sequer lugar nos 23, agora sobram as vozes que reclamam lugar no onze. Ontem, nem do banco saiu. Não vai ficar lá para sempre."

Alquimia: como transformar 1-1 em 0-2 ?!!!

Corruptos 4 - 2 Benfica

Mais um título roubado, os Corruptos dificilmente ganham de outra forma, é a sua sina!!!
O Benfica Campeão Europeu e Campeão Nacional, hoje, nunca ganharia! Pinto & Peixoto & Guilherme um 'trio' muito difícil de derrotar!

Eu fui muito crítico da forma como o Benfica 'abdicou' dos últimos jogos, após o fim-de-semana dos títulos!!! Mas hoje, voltámos a estar muito concentrados... Entrámos um pouco apáticos ofensivamente, mas com a entrada do Nicolia, estivemos sempre por cima do jogo... E se é verdade que voltámos a estar mal nas bolas paradas, com outros apitadeiros, teríamos ganho a Taça de Portugal.
O momento decisivo, é um penalty a favor do Benfica, que daria o 1-1, e acabou com 0-2 contra, com 2 exclusões pelo meio... Tudo isto, com um critério inacreditável nos contactos, então dentro da área dos Corruptos parecia um tapete de luta grego-romana... se calhar temos que abrir uma secção de luta livre!!!
A 2.ª parte chegou a ser massacrante, com os Corruptos a defenderem e às vezes até a abdicarem de atacar... quando já ninguém esperava o Miguel Rocha, reduziu para um golo a desvantagem... logo a seguir novo LD contra o Benfica... no fim um dos maiores porcos do desporto em Portugal agride um adversário impunemente (que surpresa?) - quando me perguntam como é que eu não ligo às Selecções Nacionais, Jorge Silva é um dos melhores exemplos, sou incapaz de torcer por uma equipa com este animal no plantel...!!!

Começamos e acabámos mal a época do Hóquei, pelo meio ganhámos tudo: Campeões Europeus e Nacionais!!! A saída do Torra é um problema grande, não existem muitas alternativas no mercado... as lesões do João e do Nicolia durante a época, com um plantel mais curto tinha sido problemático... Vamos esperar para saber qual será a escolha da secção!

PS: Com um fim da época das modalidades de Pavilhão, é tempo de balanços. Comparando com a época anterior, esta época correu muito mal... Fomos a todas as Finais, em todas as 5 modalidades, mas ganhámos poucas... Mesmo assim, ganhámos mais (11) que os Corruptos e os Lagartos juntos (8)!!! Mas temos que ganhar mais...
Algo que não será fácil, os orçamentos dos Lagartos estão completamente descontrolados: Futsal, Andebol e Hóquei... o grau de dificuldade vai aumentar, mantendo as contas controladas, temos que ser melhores!!!
Uma nota final para o Andebol, que foi a grande surpresa, é verdade que só vencemos a Taça (mais duas finais perdidas), mas as expectativas eram muito baixas... O plantel para a próxima está fechado, vamos que a adaptação do Terzic....

Poder aos Porcos !

Benfica 1 - 2 Sporting

Como eu já tinha escrito, para o Benfica ser Campeão, era preciso um alinhamento estelar pouco provável!!!
Tal como acontece noutras modalidades, só um Benfica muito superior, poderá ganhar... arrisco que no Futsal, tem que ser mesmo muito, mas mesmo muito superior, tal são os condicionamentos... E este ano, o plantel do Benfica era mais fraco, ainda por cima com 2 lesões nestes últimos jogos...

Mesmo assim, com um melhor aproveitamento do 5x4 ofensivo, e a história deste campeonato seria diferente!

Fiquei hoje a saber a suposta justificação para o castigo do Bruno Coelho no jogo 3!!! A capacidade criativa do CD da FPF é realmente extraordinária, um verdadeiro ninho de criativos!!! Pois bem, partindo do princípio que todos os jogadores que se dirigem de forma imprópria para os adeptos adversários merecem ser castigados, ficamos à espera dos castigos para metade da equipa do Sporting, com o Marcão à cabeça!!!
Tudo isto até poderia ter graça, mas sabendo da forma como as equipas são recebidas nos bancos em Odivelas (perguntem ao Braga...), tudo isto não passa de mais uma tragédia bacoca!!!
A forma como os acontecimentos gravíssimos da Final do ano passado foram varridos para baixo do tapete, a forma como todas as equipas de arbitragem têm medo do banco Lagarto (confirmado em 1.ª mão...), a forma como os truques regulamentares são arma constante por parte da Lagartada... deixa-me muito preocupado pelo futuro da modalidade... é caso para dizer, os Porcos estão claramente no Poder!!!

Com o super-investimento do Clube insolvente, o Benfica só tem que reforçar-se com critério mas dentro do orçamento!

Emboscadas no Euro-2016

"Para além do interesse em ver bons jogos de futebol, o Euro 2016 agrega em seu torno o interesse de marcas que procuram chegar ao seu público-alvo.
Os patrocinadores oficiais quer das selecções quer da UEFA - e em concreto do Euro 2016 - detêm uma posição privilegiada na promoção dos seus serviços e produtos, dado que lhes são atribuídos direitos exclusivos, nomeadamente quanto à sua aparição em acções de publicidade, merchandising, transmissões televisivas e todo o tipo de comunicação comercial associada ao evento.
Não obstante, as marcas que ficam de fora procuram formas criativas de aparecer nas acções promocionais e comunicacionais. É neste contexto que surge o marketing de emboscada ou ambush marketing, uma estratégia que consiste em invadir um evento com acções de marketing ou publicidade visando obter indevidamente a mesma visibilidade dada aos patrocinadores. Existem inúmeros exemplos de actos deste género ligados a competições desportivas.
A UEFA está atenta a este tipo de acções e em comunicado sobre Public Screening Licence Terms and Conditions do Euro 2016 afirma, no ponto 3.1, que tem um programa de combate activo ao marketing de emboscada. Em Portugal, o Instituto Civil da Autodisciplina da Comunicação Comercial emitiu um comunicado no passado dia 8 de Junho no qual apela ao respeito pelos direitos que são atribuídos em exclusivo aos patrocinadores da Selecção Nacional e da UEFA sobre a marca e o evento Euro 2016. 
Veremos se até ao final do Euro ocorrerá alguma  acção de ambaush marketing e quais as consequências daí decorrentes para os infractores."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Benfiquismo (CXXXIX)

Rei, humilde e com o coração no sítio certo...!!!

King, após a derrota na Meia-final no Mundial de 1966

sábado, 18 de junho de 2016

Triunvirato maravilha...!!!

Amanhã, mais uma Final para ganhar...!!!

Sporting 3 - 7 Benfica

Obrigação cumprida contra um adversário muito desfalcado! Recordo que 4 dos principais jogadores dos Lagartos, foram 'encostados' com um suposto processo disciplinar - uma estratégia para não lhes pagar os ordenados... -, já que não faziam parte dos planos para a próxima época!!! Maneiras de ser...!!!

Amanhã temos a Final com os Corruptos que estão a preparar este jogo, desde da eliminação da 'Champions'!!! Como já escrevi anteriormente, o Benfica após os títulos, descomprimiu completamente, demasiado na minha opinião... vamos ver se amanhã vamos ter capacidade para terminar a época em beleza!!!
A época com o título Europeu e o título máximo Nacional será sempre muito boa, mas terá outra sabor se a Taça também for nossa...!!!

Os jogos com os Corruptos este ano foram sempre complicados, apesar dos contextos diferentes! Eles já estão a jogar à 'Espanhola' com muita posse de bola, como o treinador quer... vai ser preciso alguma paciência, e muita concentração defensiva.

Kalaica


Depois de muitos rumores, Branimir Kalaica assinou, até 2022, vindo do Dinamo Zagreb em fim de contrato.
Jovem, Central, Croata, com alguma experiência... e fisicamente grande!
Parece-me que o Kalaica vai ser aposta no plantel principal, provavelmente o nosso 4.º Central... vamos ver quem sairá!!!

'Silly season' o ano inteiro

"Se Renato Sanches for hoje titular contra os austríacos haverá gente imediatamente disposta a rasgar em mil bocadinhos o Cartão de Cidadão numa manifestação de protesto contra sabe-se lá o quê embora se adivinhe. E é caso grave. A questão actual é que há muito tempo que a Selecção Nacional, a suposta 'equipa de todos nós', não se via tão tristemente rebaixada ao patamar doentio da clubite. A verdade é que nesse bafiento rés-do-chão das discussões entre Agosto e Maio - o período estipulado da época oficial - toda a parvoeira é consentida em prol da verdade desportiva de cada um e das necessidades comerciais de todos, o que também tem o seu peso.
Por isso mesmo, convencionou-se que a 'silly season' dura enquanto durar cada temporada e, na realidade. não houve 'season' mais espectacularmente 'silly' do que a de 2015/2016, como estarão certamente recordados - ao que, depois, se segue o chamado 'defeso' que é o tempo das merecidas férias do país futebolístico extenuado por 9 meses de gritaria. Mas este ano, não. Estamos para lá do meio de Junho, em pleno defeso. mas a 'silly season' não mete férias. E é esta a anunciada mudança do paradigma do futebol português: agora temos 'silly season' o ano inteiro.
Quanto a Renato Sanches, respondeu com categoria e em poucas palavras aos seus assanhados detractores. Reconheceu humildemente a sua "falta de experiência", lembrou que quem manda é o seleccionador e dispôs-se a aceitar com naturalidade qualquer decisão de Fernando Santos. Melhor só se tivesse dito o que disse já num alemão fluente. Mas nem dessa habilidade precisou para vincar a diferença."

Juvenis - 4.ª jornada - Fase Final

Braga 1 - 1 Benfica

T. Silva; Pinheiro (Santos), Álvaro, J. Silva, Frimpong (Félix); Florentino, Soares, Pinto; Umaro, Dju; Zé Gomes

Dois pontos perdidos, num jogo com bolas nos postes, golos anulados, golos mal sofridos a 3 minutos do fim e um penalty marcado e outro desperdiçado no último minuto!!!
Na próxima Quarta-feira recebemos o Sporting: vencendo somos Campeões; empatando temos que vencer a última partida no Olival; perdendo ficamos praticamente sem hipóteses...!!!

Benfica ....... 8
Sporting ...... 7
Corruptos .... 4
Braga ......... 2

Benfiquismo (CXXXVIII)

Aqui está um Rio Ave - Benfica, no início dos anos 80... num pelado com 3.º anel !!!

Para onde vais Portugal?

"Um empate tristonho frente a uma Islândia que já havia ameaçado pelo mesmo sítio e pelo mesmo jogador (Bjarnason) deixa a Selecção Nacional embaraçada. Renato Sanches entrou aos 70 minutos e foi a primeira aposta de Fernando Santos.

Saint-Étienne - Se alguém contava com uma vitória fácil de Portugal neste seu terceiro confronto contra a Islândia, equivalente ao que acontecera nos dois anteriores, apesar de ter sempre sofrido golos, não tardou a desenganar-se. Apostando numa união muito grande e num conjunto remetido por inteiro ao seu meio-campo na fase defensiva, Lars Lagerback, o experiente seleccionador sueco desta equipa que veio da ilha lá dos mares do norte, coube conter muita da criatividade dos portugueses que, com três homens (João Mário, Moutinho e André Gomes) na frente de Danilo, dava a corda toda ao duo de avançados composto por Cristiano Ronaldo e Nani.
Curiosamente, seria sobretudo em lances aéreos que Portugal criou complicações iniciais ao seu adversário pese embora o golo descongelador de Nani tenha surgido num movimento todo ele à superfície da relva e muito bem aproveitado pela excelente desmarcação de André Gomes.
Portugal entrou em campo conhecedor da vitória da Hungria sobre a Áustria no imperial confronto de Bordéus e consciente de que um triunfo sobre a Islândia iria esclarecer, desde já, muito as contas do apuramento. O entusiasmo lusitano foi bem expresso por Cristiano Ronaldo que entrou para o aquecimento em velocidade supersónica para se dirigir aos adeptos aplaudindo-os e incitando-os ao apoio. É preciso dizer que eles também não precisaram de muito incitamento já que se mostraram barulhentos como nunca. O estádio Geoffroy Guichard estava dividido a meio uma metade vermelha e outra azul (talvez a metade vermelha fosse um pouquinho maior). Os islandeses, que durante a tarde invadiram a cidade, espalhando-se pelas praças de Jean Jaurés e do Hotel de Ville, gritando a plenos pulmões «Áfram Island!» (Força Islândia!), não mostraram rouquidão de garganta o que fez que houvesse um equilíbrio notório no «Noisimeter», uma invenção diabólica que podemos rebaptizar de «Barulhómetro» e que servia para medir os decibéis debitados por cada uma das claques. Enfim, coisas de quem teima em não deixar que o Futebol seja algo de espontâneo e natural como devia sempre ser.
Deixemos o barulho. Passemos ao jogo que é, na verdade, o que provoca barulho.
Ninguém pode dizer que os avisos não foram dados. Foram e muito cedo, precisamente por Bjarnason que caiu nem ginjas no espaço que lhe era dado no lado direito da defesa lusitana. Não se impressionaram os nossos compatriotas, viriam a pagá-lo caro.
Renato Sanches - primeira aposta!
Portugal demorou a soltar-se. Lentidão excessiva nos lances ao centro do terreno só compensada pela movimentação contínua de João Mário e André Gomes, em trocas de flancos e em desmarcações para as costas dos laterais islandeses, com Ronaldo a descair também com naturalidade para as pontas, deixando Nani no centro da defesa contrária (o inverso também foi acontecendo), estiveram na base do desfazer de um bloco muito denso e na explicação do golo de Nani que parecia atirar Portugal para os braços abertos dos oitavos-de-final.
Com a vantagem garantida ao fim de meia-hora, penso que ninguém pôs em dúvida o sucesso lusitano. Até porque defensivamente, a Selecção Nacional mostrou-se sempre muito coesa perante alguns atrevimentos adversários, sobretudo saídos dos pés de Bjarnason, esse mesmo que criou a primeira grande chance do encontro, obrigando Rui Patrício a duas defesas consecutivas, claudicando nesse pecado do lado direito. Erro grave de cálculo.
Era preciso mostrar em campo a superioridade escrita em papel azul e que tanto tem sido apregoada por uma equipa que veio para este Campeonato da Europa com declaradas e largas ambições. E se isso parecia ir acontecer, os primeiros minutos do segundo tempo lançaram dúvidas na cabeça de toda a gente. O golo de Bjarnason foi demasiado consentido e o jogo como que recomeçava.
Respondeu bem a Selecção e tornaram-se menos irritantemente defensivos os islandeses. Os movimentos ganharam interesse e o entusiasmo azul recrudesceu. Eis que finalmente se torna difícil tirar os olhos do relvado.
O tempo ia passando, depressa para os portugueses e lentamente para os rapazes da Islândia. Duas concepções diametralmente opostas de tempo, como diria Mário Filho, o homem que deu nome ao Maracanã.
Sublinhe-se que também os nórdicos passaram a movimentar-se no meio do terreno português. Não frequentemente, é verdade, mas aqui e ali em contra-ataques de veneno.
A dúvida pairava sobre o Estádio Geoffroy Guichard... Seria possível contrariar a força dos ilhéus? A pressão aumentava. A pressão do ataque nacional e a pressão de um resultado com muito de desanimador. Havia que mudar algo na teimosia de lances repetitivos e na insistência individual de Ronaldo.
A primeira aposta de Fernando Santos foi Renato Sanches a vinte minutos do final. Tempo suficiente para se cavar uma vitória e tirar do congelador aquilo em que o jogo se tornara. Mas à medida que o tempo passava, os nervos iam tomando conta dos portugueses. Excesso de quezílias só beneficiava os homens do Norte da Europa para os quais o resultado parecia agradar. Além de que, fisicamente se impunham - até o avançado-centro Sigthórsson dava água pela barba aos centrais portugueses, obrigando-os a uma atenção continua para que não servisse de cabeça os homens que o acompanhavam de quando em vez.
Entrou Quaresma, o ficou-se à espera de um truque do chapéu. Os minutos escoavam-se pela abertura da ampulheta como grãos de areia por entre os dedos. A alegre vitória que se esperava morria de encontro ao voluma gigante de um colosso branco e inamovível.

Portugal: Rui Patrício; Vieirinha, Pepe, R. Carvalho, R. Guerreiro; Danilo, João Mário (Quaresma, 76'), J. Moutinho (R. Sanches, 71'), André Gomes (Éder, 84'); Nani, Ronaldo"

Afonso de Melo, in O Benfica

Sporting com títulos... de jornal

"Por alguma razão a pré-época é denominada de silly season. Na falta de melhor, são as bizarrias a tomar conta do espaço mediático. O presidente leonino brindou os seus adeptos com a declaração de que em Janeiro do corrente ano tinha tido uma proposta de 80 milhões, a pronto, por um jogador e não vendeu. Na cabeça dos adeptos leoninos, depois de não ganharem absolutamente nada (Campeonato, Taça, Taça da Liga, Liga Europa), com a opção presidencial só pode estar uma de duas: ou o presidente mente ou faz gestão danosa do clube. Sem querer meter a foice em seara alheia, eu atrevo-me a dizer que Bruno Carvalho está a gerir bem. Assim os sportinguistas têm garantidos títulos... de jornal. O FC Porto mais discreto vai retocando a equipa na dimensão e capacidades possíveis. Este FC Porto, menos panfletário e mais tranquilo, pode ser um adversário bem mais perigoso.
No Benfica a pré-época ainda não tem escaldantes novelas, tirando uns supostos arrufos sobre as participações olímpicas, que aliás se resolvem de forma olímpica. Os jogadores estão tranquilos, os dirigentes a trabalhar e os adeptos a festejar. No Benfica está tudo no seu habitat natural. A nossa Selecção empatou com a Islândia para desgraça dos 897 programas que em todo o lado nos massacram ou com a hora em que os jogadores vão à casa de banho, ou com o corte de cabelo dos adeptos que não assistem ao treino. Não há paciência para a densidade da inutilidade informativa. Até o adepto mais dedicado vê a sua fé abalar com o massacre de que é alvo. Como em Portugal só há a euforia e a depressão, vivemos alguns dias deste último sentimento. Se golearmos a Áustria por 1-0 voltará a insuportável euforia, caso contrário haverá programas a estudar a substituição de Fernando Santos por Marcelo Rebelo de Sousa. Dentro das quatro linhas, nessa nota de roda pé ,que é o futebol, gostei muito da Croácia."

Sílvio Cervan, in A Bola