Últimas indefectivações

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Coisas com alma



"A camisola e as botas do médio centro que deu a mística ao Benfica

Quando, há uns anos, me deparei com as botas de Cosme Damião, apostei comigo que as chuteiras de hoje seriam facilmente consideradas no tempo dele sapatilhas de ballet. Acredito por contraponto, que um Ronaldo com as botas de Cosme teria provavelmente a mesma sensação que um bailarino de socas. Mais recentemente, admirei de perto a camisola do homem que representa como ninguém a alma benfiquista. Igualzinha às primeiras que o clube comprou num alfaiate em Alcântara. Fabricadas em flanela, garantiam o efeito de sauna durante o verão e o de esponja nos dias chuvosos e lamacentos do Inverno. Com o futebol do século XXI em mente, a primeira coisa que me ocorre quando olho para uma camisola como a de Cosme Damião é a de que ela se encontra despida. Despida de tudo o que veste hoje uma camisola de futebol. Despida do emblema. Despida do número. Do nome. De todo e qualquer signo mercantil. Despida, tal como veio ao mundo em 'mil novecentos e troca o passo'. Simplesmente, despida. Mas toda vestida de alma!
Tenho de admitir que as camisolas modernas trouxeram o conforto, eliminando problemas como a 'sauna' e a 'esponja', mas, ainda que respeite outras ideias e compreenda as exigências da indústria futebolística, confesso que gostaria de ver jogar o Benfica sempre de vermelho e sem reclames, bem como gostaria que se (re)adoptasse exclusivamente o branco para o alternativo. As nossas cores, criteriosamente escolhidas por Cruz Viegas em 1904, foram eleitas por serem 'as que melhor se fixam na retina dos jogadores nos ardores da luta'. Em resumo, as nossas cores vestem a nossa identidade.
Passa-se com as botas mais ou menos a mesma coisa. As clássicas, de cor preta, têm gradualmente vindo a ser substituídas por um arco-íris esquisito, que vai do branco à 'cor-de-burro-quando-foge'. Hoje, os jogadores trocam de botas a toda a hora, ao invés de antigamente, quando eram as botas que trocavam de jogador. As do tempo em que nasceu o Benfica eram dispendiosas, de execução complexa, mas feitas para durar uma vida! Só para se ter uma ideia, o antigo guarda-redes Inglês John Robinson, contemporâneo de Cosme, chegou a fazer mais de 400 jogos, durante oito épocas consecutivas, com o mesmo par! Quando as arrumou, garantiu que estavam em condições de realizar outros tantos.
É, todavia, preciso dizer que estrear umas botas naquele tempo era o mesmo que ter ferrada nos pés uma matilha de cães raivosos. Na literatura técnica do futebol de então constavam avisos como: 'Nunca entres em campo com um par de botas novo!' Sugeria-se que se retirassem os pitons e se utilizassem como calçado normal, se possível em condições atmosféricas adversas e terrenos acidentados. Só depois e que estariam em plena forma.
Quem não esteve para se arreliar com isso foi a selecção de futebol da Índia, que, em 1950, disputou descalça toda a fase de apuramento para o Mundial, no Brasil. Quando tocou a reunir no país da ordem e do progresso, veio a FIFA e estipulou imediatamente a autocracia da bota, colocando em situação condicional o povo de Ghandi:
'Se querem sambar, tratem de vestir os pezinhos'. Ai é? Fiel ao princípio da autodeterminação desportiva, a Índia fincou mais do que nunca os pés no chão e decidiu preservar a sua ideia romântica de futebol com alma.
Mais ou menos a mesma que sustentou o sonho de Cosme e de todos aqueles que o acompanharam no tempo da baliza e do balde de cal às costas. Mais ou menos a mesma que fez de um clube humilde e descalço o mais português de Portugal."

Luís Lapão, in Mística


Paralímpicos...

Popularidade...

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Não matem a cegonha!

"O Olhanense tem uma cegonha como mascote. Boa escolha. A cegonha é um pássaro simpático, anunciador de meninas e de meninos, de voo bonito e ninho vistoso. Não passa pela cabeça de nenhum ser minimamente humano querer matar cegonhas. Houve tempos tristes em que estiveram à beira da extinção. Nesse tempo dir-se-ia delas o que Harper Lee dizia da cotovia: Por favor não matem as cegonhas! E as pessoas decentes deram ao bicho pernalta uma nova vida. A cegonha do Olhanense ainda não é bem como a águia do Benfica, não voa de asas largas em redor do estádio para pousar depois no sítio escolhido pelo seu tratador. É uma cegonha mais abonecada, chamemos-lhe assim, com um homem dentro a dar-lhe vida e movimento, acenando aos adeptos e alegrando as crianças. E assim, com homem e tudo, seria ainda mais lógico que não passasse pelo bestunto de um qualquer imbecil a ideia de a matar. Mas passou. Ou quase.
Segundo rezam as crónicas, o imbecil lançou-se ao pescoço de cegonha e arrancou-lhe a cabeça, ficando muito perto de arrancar a cabeça ao pobre infeliz que nela se escondia.
Geralmente a imbecilidade e a desonestidade andam de mãos dadas. Sem cabeça, indefesa, a cegonha, ou o homem no seu interior, ficou à mercê do criminoso. E viu desaparecerem-lhe a carteira e o telemóvel.
Pois é: que porcaria de mamífero se lembraria de assaltar uma mascote? Esse mesmo que se deu ao trabalho de viajar até ao Algarve sabe-se lá com quantas mais malfeitorias na agenda. Os jornais descrevem o acto vil, mas não põem o nome ao boi. Dizem-nos só o clube do qual o animal é adepto. Mas isso já todos sabemos, não é?"

Afonso de Melo, in O Benfica

Objectivamente (início de época...)

"Os benfiquistas têm razão para estar contentes neste início de época. Não apenas pelo Futebol - com a equipa a dar mostras de ser capaz de conseguir grandes resultados, quer a nível nacional, quer internacional - mas também pelas modalidades onde o Benfica conseguiu dois importantes títulos este fim-de-semana. No Andebol, Supertaça conquistada aos nossos eternos rivais de Alvalade e no Futsal com a conquista de mais um troféu dando oficialmente o Benfica como o Clube mais titulado do Futsal português.
Esta Supertaça é o título nº18 do Glorioso, confirmando, assim, a sua superioridade nos últimos anos sobre o Sporting que, tradicionalmente, liderava a modalidade. E o Benfica mostrou também o seu potencial a nível internacional com o título europeu conquistado em 2010 na UEFA Futsal Cup.
Cumpre-se assim mais uma promessa da actual Direcção de trazer de volta as chamadas «modalidades amadoras» aos títulos e ao mais amplo ecletismo que o Benfica sempre teve e que outros nos quiseram tirar sem poder para isso.
De realçar a grande organização no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos onde a festa e o fair-play marcaram nota positiva com cerca de 2000 espectadores a vibrarem com o espectáculo. Uma nota que sensibilizou os nossos adversários foi o túnel de honra que os jogadores do Modicus percorreram sob aplausos do Campeão Benfica com o público a sublinhar esta nobre atitude do Benfica! É assim que o Desporto deve ser.
No Andebol o técnico, Jorge Rito, estreou-se nas conquistas pelo Benfica e o clube arrecadou a sua quarta Supertaça batendo o Sporting na final em Fafe. O actual técnico 'encarnado' já não ganhava desde 2008, com o ABC de Braga, e ingressou no clube certo para voltar às conquistas.
Os adeptos foram extraordinários no apoio à equipa e ficou mais uma vez provada a grande força do Benfica em todo o norte do País.
Mal terminou o jogo houve invasão pacífica e emocionada dos adeptos que festejaram com os jogadores e equipa técnica e foram ao rubro quando Carlos Carneiro, o capitão, levantou a Taça.
Este é o Benfica ecléctico e ganhador que todos queremos."

João Diogo, in O Benfica

Rumo certo

"Sexta-feira, 31 de Agosto. Em gozo de férias, a opção recaiu no Porto, bem no coração da cidade. Em plenos Aliados, uma banda de música latino-americanos fez as delícias da noite. Surpreendidos com a minha presença, muitos transeuntes abordaram-me, tanto mais que era o dia do fecho das inscrições de Verão.
'O Vieira não deveria ter vendido o Javi', confesso que ouvi da boca de um adepto. Objectei de pronto, ainda que a saída dos quadros do Clube do médio espanhol me provocasse um sentimento de aperto emocional. 'Então não foi um bom negócio?' ripostei, que acaba de se comprometer com o Benfica, tão namorado pelo FC Porto, não conta?', joguei ao ataque.
O meu interlocutor, passe a imodéstia, pareceu-me convencido e, mais ainda, quando lhe dei conta de que o presidente Luís Filipe Vieira poderia, num ápice, engordar os cofres, mas havia optado (e bem) por manter, no essencial, a estrutura da equipa. A transferência ulterior de Witsel acabou por ser uma inevitabilidade, constituindo-se na maior transacção financeira do historial benfiquista.
A temporada começou. O empate caseiro, frente ao SC Braga, não satisfez, mas as prestações subsequentes, ante o V. Setúbal e o Nacional, foram de molde a inspirar confiança. Melhor, muito melhor, a recepção (volto a falar em imodéstia) que tive no Norte, em plena cidade do Porto. Tantos e tantos benfiquistas se me dirigem, sempre com declarações de incentivo, de entusiasmo.
A minha ideia, tantas vezes dita ou escrita, está mesmo provada. Qual é o maior clube do Norte? Inesquestionavelmente, o Sport Lisboa e Benfica. Até no centro da cidade do Porto se respira mais vermelho do que azul. E viva o Porto... vermelho. De coragem, de prazer, de ambição, de certeza."

João Malheiro, in O Benfica

Gregos, viram-se Gregos... com os miúdos do Benfica !!!




Aris Salónica 0 - 1 Benfica B

Mais um teste ultrapassado, com grande classe... mesmo sem alguns dos habituais titulares (André Almeida, André Gomes, Cancelo...) a equipa voltou a exibir um futebol agradável... concentrados, agressivos, competitivos, lutadores...
O adversário - equipa que regularmente se qualifica para as competições Europeias - jogou com a sua equipa principal, até apresentou algumas contratações - ex-Liga Espanhola -, com alguns nomes facilmente reconhecidos, mas honestamente, creio que já tivemos jogos mais difíceis na II Liga Portuguesa!!! Agora o ambiente - vindo das bancadas - em Salónica, é sempre muito especial!!! 
Não vi o jogo todo, mas tive atento à actuação de duas recentes contratações, que ainda não se tinham estreado. Ambos foram anunciados como defesas-centrais, mas hoje jogaram noutros lugares: O Mvom a defesa-direito fez um jogo seguro, demonstrou ser forte fisicamente, com algumas dificuldades a atacar, mas gostei, jogador a rever... O Ascues jogou a trinco, e fez uma excelente partida - eu sei que as aparências podem enganar!!! -, muito forte nos duelos defensivos, bem na colocação, e não se atrapalha com a bola nos pés, não é um 'criativo' - obviamente -, mas para trinco parece ter a técnica necessária, além disso mostrou personalidade, é daqueles jogadores que parece não enganar, temos jogador...!!!
O Sidnei regressou à competição, se tiver com a cabeça - e o estômago - no sítio, é jogador para o plantel principal, o Paulo Lopes ganhou ritmo, o Cardoso ganhou 'calo', o Carole esteve bem, o Pimenta está cada vez melhor, e devido à experiência que já tem, pode ser uma das opções para o meio-campo debilitado dos A's, o Cavaleiro voltou a demonstrar velocidade, o Duarte regular, o Elvis é daqueles jogadores onde se identifica talento, mas depois falta um pouco de 'chama'... O João Mário voltou a surpreender-me, admito que o ano passado nos Juniores não me convenceu, mas esta época tem aproveitado bem os minutos, e demonstra qualidades... o golo foi do Miguel Rosa, mas a jogada é toda do João Mário!!! Dos suplentes utilizados, além do Miguel Rosa que entrou para marcar, relevo a estreia do Cafú nesta equipa B, e logo a jogar a trinco, a melhor posição para ele - penso eu de que...!!!
Será interessante, até no aspecto motivacional, dar alguns minutos na quarta-feira, a alguns destes jovens, no jogo contra o Bétis, eles merecem...

domingo, 9 de setembro de 2012

"É no Benfica que sou feliz"


"...
- Como analisa, no plano futebolístico, o seu início de época, no regresso ao Benfica? É o que esperava?
- Está a ser ainda melhor. Não esperava começar tão bem e por isso estou ainda mais satisfeito. Marquei no primeiro jogo, frente ao SC Braga, e foi uma sensação linda. Espero dar sequência aos grandes jogos até final da época.

- Quem é que fez mais força para regressar ao Benfica?
- Todas as partes. Eu sempre quis voltar. Nunca quis sair depois de ter estado aqui uma época (2010/2011). Hoje estou feliz. A minha mulher também sabia que aqui é que eu era feliz. O clube também fez um esforço para que eu voltasse e agradeço esse esforço.

- Isso de ser o jogador mais caro de sempre do clube é uma grande responsabilidade?
- Nem penso nisso. Estou muito tranquilo, estou no Benfica com a mesma esperança de ganhar de todos os meus colegas, com os mesmos objectivos e tentarei ajudar a equipa ao máximo.

- Já notou diferenças entre 2011 e 2012?
- Nos jogadores que não conhecia. Mas o que não mudou foi aquilo que é o Benfica: a grandeza do clube. Há muita gente de fora que não sabe o que é o Benfica. Felizmente tive a oportunidade de conhecê-lo e por isso quis regressar.

- O que lhe oferece o Benfica que outros clubes não lhe dão?
- Uma felicidade única, talvez só comparável aos tempos em que comecei a jogar na equipa principal do meu clube, o Lanús. E depois há essa oportunidade de jogar na Champions: é a melhor competição, na qual quero chegar o mais longe possível.

- E o que mudou em si, além de ter sido pai?
- Na forma de jogar não sei... Bom, eu tento sempre evoluir e crescer como jogador e como pessoa. E com a chegada do meu filho Valentino a minha vida mudou, mas para melhor.

IMPRESSIONADO COM RODRIGO
- Dos jogadores que só agora conheceu, qual deles o impressionou mais?
- Witsel. Mas Rodrigo também é um grande jogador. Na minha primeira época só fiz três treinos com ele (o avançado foi entretanto emprestado ao Bolton, de Inglaterra). É muito bom jogar com ele.

- Jorge Jesus já admitiu a possibilidade de você jogar a avançado. Testou-o na frente com Rodrigo e gostou muito dessa solução. O que pensa dessa hipótese?
- Não penso muito nessa hipótese porque gosto mais de jogar a extremo-direito, embora não tenha quaisquer problemas em jogar como avançado. Porque é um lugar onde joguei no Atlético Madrid, no Lanús e nos juniores da selecção argentina. Não tenho problemas, porque estou mais perto do golo, mas...

- ...prefere actuar nas alas, é isso?
- Sim. Mas, como disse, não terei problemas se o mister decidir colocar-me a avançado porque é uma posição que posso fazer.

«PRIORIDADE É VENCER O CAMPEONATO»
- Volta à Champions. Na sua primeira época as coisas não correram bem na prova. O que espera em 2012/13?
- Ajudar a equipa ao máximo, para torná-la competitiva. Vamos tentar chegar o mais longe possível numa competição onde estão as melhores equipas. Na época passada o Benfica teve uma participação muito boa mas espero que este ano façamos ainda melhor.

- Qual a prioridade do clube?
- Com a grandeza que tem o Benfica, temos de conquistar muitos títulos. O grande objectivo é ganhar o campeonato e o máximo de títulos que possamos vencer.

- Gostou muito da sua primeira época na Luz mas o clube venceu apenas uma Taça da Liga. O desejo de voltar também foi alimentado pela vontade de ganhar mais coisas?
- Sempre vou querer ganhar mais. Se tivesse sido campeão no ano em que estive no Benfica e conquistado a Taça de Portugal e a Taça da Liga, nos anos seguintes iria ter a mesma vontade de vencer. Em 2010/11 só conseguimos ganhar a Taça da Liga mas agora espero conquistar mais coisas.

- O final da sua primeira época na Luz terminou mais cedo, com uma lesão contraída em Eindhoven, a 15 de Abril, fracturando o quinto metatarso. Hpuve quem dissesse que, se tivesse continuado, o Benfica teria mais hipóteses na Liga Europa (foi eliminado nas meias-finais pelo SC Braga). Sente que ficou algo por fazer?
- Fiquei muito triste pela lesão e não gostei da forma como encerrei a minha primeira etapa no Benfica, com uma paragem de três meses. Gostaria de ter ido até ao fim até porque tinha esperança de chegar à final da Liga Europa e ganhá-la. Mas não foi possível e agora espero chegar o mais longe possível na Liga dos Campeões.

- Nessa época marcou 10 golos em todas as provas. É uma marca para ultrapassar já este ano?
- Marcar mais de 10 golos é um dos meus objectivos. Quero superar-me sempre.

- Cristiano Ronaldo revolucionou o papel de um extremo. Um jogador da posição de Salvio é agora obrigado a marcar mais golos do que, por exemplo, há cinco anos?
- Bom, jogadores como Cristiano Ronaldo e Messi são de outro mundo. Juntos, marcam mais golos do que muitas equipas inteiras. Tentarei marcar o maior número de golos possível e melhorar dia a dia. Trabalho dia a dia para superar-me.

- Nota-se nas suas palavras que acredita numa grande época...
- O Benfica tem tudo para ser campeão e conseguir outros títulos. E eu espero ajudar muito.

«Barcelona não é invencível»
...
- Estamos a falar da melhor equipa do Mundo, juntamente com o Real Madrid. Serão jogos muito difíceis mas o Barcelona não é invencível. O Benfica também tem grandes jogadores e tentaremos aproveitar todas as oportunidades para marcar.
...

«Temos de pensar nos que cá estão»
...
- Javi Garcia e Witsel são grandes baixas na equipa mas temos outros jogadores que podem fazer tranquilamente esse trabalho.Matic é muito bom e para a posição de Witsel temos Carlos Martins e Aimar.
Temos que pensar no Benfica e na equipa que temos. Os que saíram são grandes jogadores mas há que pensar nos que cá estão e na força que teremos todos juntos.
... (Saviola)...
- Gostaria que ele tivesse ficado, pela amizade que tenho com ele, mas o futebol é assim... Se ele se der bem em Málaga, ficarei feliz."

Salvio, in A Bola, por Fernando Urbano

Em grande

"1. Domingo em grande. Começou com duas saborosas vitórias nas Supertaças de Futsal e Andebol. Terminámos a época passada com quatro títulos nacionais, iniciámos esta já com duas Supertaças. Excelente.
Depois, um complicado mas indiscutível 3-0 sobre o Nacional. Antes e depois, duas 'sombras': as saudades de Javi Garcia e Witsel e a preocupação por algum desequilíbrio que se nota no plantel - muitas (e boas) opções atacantes, bem escassas alternativas do meio-campo para trás.

2. Carlos Barbosa da Cruz, na sua coluna de opinião no Record, vem, à boa maneira sportinguista, desvirtuar a história, referindo que o Sporting cedeu os seus direitos ao Benfica, quando o nosso Clube ficou sem o seu campo das Amoreiras (para possibilitar a construção da auto-estrada) e passou para o Campo Grande. E, pelo meio, ainda diz que o nosso Clube 'já nessa altura se encostava bem', falando em 'pressões políticas'. É preciso lata! Tão bem se 'encostava' que veio a fazer a inauguração do novo campo a 5 de Outubro (de 1941) data da implantação da República e que tão mal vista era pelo regime de Salazar. Pois acontece que o campo onde o Benfica passou a jogar (o campo do Campo Grande) nunca pertenceu ao Sporting, foi sim arrendado ao clube até 1936, ano em que o Sporting ali deixou de jogar. E o Benfica passou a utilizá-lo pagando uma renda de 600$ mensais à Câmara. E enquanto fez obras no campo e bancadas o Benfica utilizou para os seus jogos também os campos do Belenenses e a da Cuf e não só o do Sporting.

3. A propósito das colunas de opinião dos jornais, continuo a dizer que o Benfica está, de uma forma geral, mal representado. Em A Bola, registou-se a inacreditável exclusão do Ricardo Araújo Pereira (com medo de perderem Miguel Sousa Tavares!). No Record, muito estranhamente, entre os seus 'opinadores' que escrevem semanalmente artigos nos dois espaços diários do jornal e não estão na condição de jornalistas independentes, nada menos de quatro são assumidamente do Sporting (Alberto Rosário, Daniel Oliveira, Carlos Barbosa da Cruz e Miguel Salema Garção), um do FC Porto (Júlio Magalhães) e um do Benfica (Rui Rangel)... que ainda por cima só escreve de duas em duas semanas, alternando em Salema Garção. Uma grande discriminação! E a António Pedro Vasconcelos, que há algumas semanas fez dois excelentes artigos de defesa do Benfica, terão dito que não lhe poderiam pagar..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Castigo duplamente ridículo

"O meu camarada Nuno Farinha denunciou aqui, esta semana, a brincadeira constituída pelo castigo a Jorge Jesus, mais um caso revelador do estado a que chegou, a exemplo do país, o futebol português. Começa por ser ridícula, e injusta, a punição em si, já que o técnico do Benfica disse a verdade e nada mais que a verdade. O árbitro auxiliar viu claramente Maicon adiantado - nós todos vimos e vimos que ele viu - e não levantou a bandeirola porque não quis?
Certamente, já que na clareza das imagens televisivas não se vislumbra qualquer arma apontada ao seu peito, nem existe, ao que se julga, nos dossiers do sr. Vítor Pereira, declaração médica que certifique a impossibilidade de o ajudante levantar o braço que segura a bandeirola no décimo de segundo imediato à ordem emanada da sua cabecinha. E sendo assim, Jorge Jesus ofendeu quem? Depois, claro, temos o timing escolhido, que é desde logo a passagem de um atestado de estupidez a toda a gente, pois nasce do princípio de que talvez ninguém se aperceba da habilidade.
Não culpo as estruturas do nosso futebol por mais esta macacada. Afinal, elas tornaram-se num estado dentro do Estado e aproveitaram a independência que a lei lhes confere para construírem uma moral feita de cumplicidades, erros e compensações que, com as nuances decorrentes da maior ou menor qualidade dos seus intérpretes, procura ir agradando aos baluartes do poder, os grandes clubes, mas criando sempre, a ilusão de pairar sobre eles e até de os ignorar.
É preciso ter arte para se funcionar assim. Aliás, a timidez das críticas a este comportamento diz bem do que de facto interessa: que na próxima vez, quando me tocar a mim, haja uma espécie de mão dura - para me poder armar em vítima - e logo a seguir um arremesso de punição... para não me atrapalhar a vida.
É o que temos e, para ser franco, estou mais preocupado com o novo assalto ao meu bolso, ontem anunciado pelo sr. primeiro-ministro. Que se amanhem, ora."

sábado, 8 de setembro de 2012

Eliminatória bem encaminhada...




Depois da vitória na Supertaça Nacional, novo teste de dificuldade interessante - para início de época -, com um resultado muito bom... Esta época as competições europeias foram reformuladas, a Taça das Taças acabou, sendo que esta Taça EHF tornou-se numa competição parecida com a Liga Europa, concentrando os antigos participantes na Taça das Taças e as sobras da 'Champions'. Sendo que após 3 eliminatórias vamos ter uma fase de Grupos... Creio que o grande objectivo - na Europa - vai ser qualificação para a fase de Grupos, vamos ficar dependentes do sorteio, mas sem adversários Espanhóis, Franceses e Alemães temos hipóteses...
Como hoje ficou provado, parece que temos equipa, com muitas alterações neste início de época, podíamos ter problemas de entrosamento, mas parece que todos já sabem o que fazer... Agora no próximo Sábado temos que confirmar o apuramento na Luz...



3 pontos


Fabril 2 - 5 Benfica

As crónicas dos Benfiquistas presentes, falam de um jogo fraco, lento, com um adversário a estrear-se na 1ª divisão, muito motivado, e um Benfica a jogar com as 'camisolas'!!!
Com um 2-2 ao intervalo - depois de termos estado a perder 2-1 !!! -, o Joel 'acordou' na 2ª parte, e decidiu a partida...
O mais importante são os 3 pontos - ainda por cima na estreia do campeonato -, mas exige-se mais...

Salvou-se a cabeça da cegonha

"O roubo da mascote olhanense e outras delinquências futebolísticas.
Futebol e delinquência, às vezes andam de mãos dadas. Nem sempre, mas não deixa de acontecer quando menos se espera. Por arrastar no seu encalço multidões gloriosamente anónimas ou por fabricar ídolos de um dia para o outro causando, por tudo isto, grandes turbulências emocionais, o futebol sempre teve e sempre terá a sua quota de delinquência como penacho.
Dois ilícitos foram cometidos durante o último fim-de-semana. E ambas as situações vieram relatadas na imprensa sem que lhes fosse dada grande notoriedade. Tomem nota das ocorrências:
Em Faro, alguns adeptos do FC Porto roubaram no fim do jogo com o Olhanense a mascote da casa, a cegonha Ross, “bem como a carteira e o telemóvel do homem que dava corpo ao símbolo algarvio”, como contava “A Bola” no dia seguinte. A polícia foi chamada a intervir, interceptou uma camioneta com dragões na Via do Infante e conseguiu recuperar a cabeça da Moss. Nem tudo foi mau, salvou-se a cabeça da cegonha e chegaram todos a casa de boa saúde.
Passemos da Via do Infante para a A-1, mudemos rapidamente de autoestrada. Na mesma noite de sábado, conduzindo um bólide a 250km/h, o jogador Lima fez “em pouco menos de duas horas” um percurso que normalmente se demora quatro horas a fazer, arriscando a sua vida, e a vida de todos os condutores com quem se cruzou no caminho, para poder chegar ao Estádio da Luz e assinar contrato com o Benfica dez minutos antes do fecho do mercado de Verão. Fazia-nos muita falta um jogador assim, tão veloz.
Com todo o respeito pela cegonha Moss e pelo homem-cegonha que foi três vezes roubado (carteira, telemóvel e cegonha propriamente dita), dos dois ilícitos do fim-de-semana, o do novel benfiquista é o mais sério porque pôs em perigo vidas, como concordarão certamente.
No entanto, um homem que arrisca a sua vida e a vida dos outros só para jogar no Benfica merece que lhe deem uma oportunidade. E vai tê-la, com certeza.
No que respeita ao ilícito de Faro, podia ter sido evitado. Tal como me disse um amigo do Olhanense a propósito do furto da cegonha no Estádio do Algarve, onde o jogo se realizou:
- Se o jogo tivesse sido em Olhão no nosso velhinho e honrado Zé Arcanjo, nada disto tinha acontecido.
Se calhar é capaz de ter razão.

ERRAR É HUMANO
O Braga pagou as vacinas
O futebol faz muito pelo país. Uma semana depois de termos sido informados de que o Estado deitou ao lixo 9,7 milhões de euros em vacinas contra a gripe, foi o Sporting de Braga a Itália afastar a Udinese da Liga dos Campeões e encaixar em divisas praticamente a mesma quantia. O presidente do Braga até pediu uma vénia do país à proeza. No entanto, aconteceu a um Braga milionário perder o jogo seguinte, em Paços de Ferreira, para o campeonato. Não foi por causa do árbitro. “O Paços de Ferreira foi superior”, explicou José Peseiro sem rodeios. O árbitro era Pedro Proença que quando vai apitar ao estrangeiro também está a ajudar à recuperação económica do país, ainda que de maneira mais modesta e de acordo com a tabela da UEFA.
O Benfica e o FC Porto também se esmeraram no capítulo das exportações e fizeram entrar mais de 100 milhões de euros em Portugal. O Benfica emendou com as suas vendas aquele lapso lamentável de Dortmund onde se viu obrigado a devolver o dinheiro aos alemães por causa do triste episódio entre Luisão e o árbitro. Eles não perdoam. Um representante do FC Porto num programa de televisão anunciou que a suspensão do capitão do Benfica pode ir até meio ano. É o justo castigo por não ter colaborado com a retoma económica.

POSITIVO
Estão Sálvios
Para os benfiquistas estão justificados todos os milhões gastos para trazer Sálvio definitivamente para a Luz. Assim que a bola começou a rolar a valer, o argentino desatou a marcar golos e a encantar.

NEGATIVO
Chorar não vale
Cristiano Ronaldo, que aufere um dos maiores salários e dos maiores proventos à face do planeta, anunciou que estava triste. Diz-se que por causa dos valores do seu contrato terem sido afectados pela nova lei fiscal espanhola. Temos pena.

Contas a valer
O FC Porto anunciou à CMVM que vendeu Hulk ao Zénite de São Petersburgo por 40 milhões de euros. Certamente que houve engano na comunicação. Um engano de 10 milhões. Não é, presidente?

PÉROLA
“Era mesmo disto que a equipa precisava.”
CARRILLO
No fim do jogo com o Horsens, decisivo para a continuidade do Sporting na Liga Europa, o jovem peruano Carrillo manifestou sem timidez o consolo sentido pela expressiva vitória – 5-0! – registada com os dinamarqueses. Veremos se para sair da crise não vai precisar o Sporting de jogar com o Horsens mais vezes."

Leonor Pinhão, in Correio da Manhã

Presidente na Casa do Benfica de Lagos

“O destino do Sport Lisboa e Benfica está – como sempre esteve – no interior do Clube, nos seus sócios e na capacidade da sua massa adepta, porque, como já disse em anteriores ocasiões, o Clube nunca será demasiado grande para a grandeza das pessoas que fazem parte dele. E a melhor prova do que acabo de dizer está nesta sala. A inauguração desta nova Casa do Benfica e a dinâmica do processo de renovação das nossas Casas dizem bem da nossa capacidade de mobilização, mas principalmente da nossa capacidade de realização e inovação. Foram marcas que me orgulho de ter trazido para o Clube e são marcas que nunca devem deixar de fazer parte da nossa identidade.
Também a transparência e a credibilidade são valores deste Benfica. São valores que foram recuperados, valores que durante algum tempo perdemos, mas que felizmente voltaram a fazer parte da marca deste Clube. São valores que devem valer hoje, amanhã e sempre, porque a transparência e a credibilidade não reclamam, praticam-se, no dia-a-dia, nas decisões e nas opções que assumimos na nossa gestão. Seremos sempre mais fortes na medida em que respeitarmos e seguirmos os nossos valores.
Estamos no Sul, mas poderíamos estar no Norte ou no interior. Poderíamos estar fora do País, em Angola, no Brasil ou em Timor. Seja onde for há sempre marcas do Benfica, há sempre referências do Benfica, e isso acontece porque o Benfica é uma referência de Portugal, uma referência que nos orgulha e nos responsabiliza.
Queria, por isso, começar esta intervenção por felicitar os responsáveis pela Casa do Benfica de Lagos por todo o trabalho desenvolvido, pela dedicação e pelo tempo que emprestaram a este projecto. Porque são projectos como este que garantem o presente, mas principalmente o futuro do Benfica como maior Clube português. Assinalo, por isso, a vossa capacidade de iniciativa e a dinâmica que colocaram na concretização desta casa, com esta qualidade e esta dinâmica. As Casas do Benfica são uma garantia de defesa e promoção do Clube, fazem parte do património e da marca Benfica. Mas não podem ser realidades estáticas, têm de acompanhar a evolução dos tempos e responder às novas exigências.
Há muito tempo que já aprendi que aquilo que verdadeiramente engrandece o Benfica não é o que já foi feito, mas aquilo que ainda está por fazer. É esse o desafio dos meus dias enquanto presidente do Sport Lisboa e Benfica – pensar em cada dia o que ainda podemos e devemos fazer, os projectos que podem ser desenvolvidos, novas parcerias, novas soluções, enfim, novos desafios. É este o Benfica para o futuro, um Clube que nunca está satisfeito com o que já fez ou alcançou, mas que todos os dias quer fazer mais e alcançar novas metas. É por isso que o vosso trabalho e o vosso exemplo são importantes e quero agradecer-vos por isso. Conseguimos numa década recuperar o nosso património físico, mas principalmente o património humano, e é o património humano a riqueza mais importante do Clube. Alguém escreveu há muito tempo que “nunca há ventos favoráveis para um barco que não sabe para onde vai”. Felizmente, há muitos anos que traçámos uma estratégia e estamos a cumpri-la, independentemente do ruído que em diversas ocasiões se gerou à nossa volta. Há uma coisa que todos devem ter bem claro: temos de olhar o futuro com lucidez, sabendo que o futebol vive da emoção. Mas se nos deixarmos levar apenas pela emoção corremos o risco de perder o futuro e isso é algo que não podemos permitir, por isso é que nunca devemos perder a lucidez. Independentemente do que alguns digam e escrevam, repito o que disse há uma semana: fizemos um esforço enorme por recuperar a credibilidade do Clube e esse é um valor que não estou disponível para perder.
Permitam-me duas notas finais:
A primeira, para falar do novo museu, que será inaugurado dentro de pouco tempo. Há uma garantia que aqui vos posso deixar: ele será – entre os museus de Clube de todo o Mundo – o melhor de todos. Vai ser mais um motivo de orgulho para toda a massa associativa. Não um depósito de Taças e de documentos, mas um espaço dinâmico de interacção entre o passado, o presente e o futuro. Trata-se de um trabalho que está a ser desenvolvido há um par de anos e que vai surpreender não apenas os benfiquistas, mas todo o país.
A segunda nota que hoje vos quero deixar, é sobre as nossas modalidades. Nada na vida se consegue no imediato ou por um qualquer acaso. Os resultados só podem ser duradouros quando são estruturados e quando os seus alicerces são sólidos. É assim que temos vindo a trabalhar nas modalidades, todas elas com capacidade para discutir os respectivos títulos nacionais, todas elas com uma boa organização a nível da Formação que tem sabido evoluir de ano para ano. Temos hoje mais de oito mil atletas em todas as modalidades e escalões etários, um número impressionante que nos orgulha enquanto Clube e que dá a real dimensão do trabalho produzido. No ano passado, ganhámos no Hóquei, no Futsal, no Basquetebol e no Atletismo. Estivemos muito perto no Voleibol e muito longe no Andebol. Quatro títulos num ano é um bom resultado, mas o meu compromisso passa por melhorar este registo e nesse sentido vamos continuar a investir e a responsabilizar os nossos jogadores e técnicos. Uma palavra especial deve ser dedicada para o trabalho que está a ser feito nas nossas modalidades, a nível da Formação. Um trabalho profundo, um trabalho de base, um trabalho estruturado, que tem vindo a ser desenvolvido e onde os resultados já são visíveis. É este trabalho que nos dá garantias para o futuro. Enquanto outros despedem – por opção ou necessidade – nós investimos na Formação. E é desse investimento que espero ter – dentro de cinco anos – as nossas equipas profissionais das modalidades constituídas na sua grande maioria por atletas portugueses formados nas nossas escolas.
O Benfica é trabalho e responsabilidade de todos. Quem veste esta camisola tem de saber e sentir a responsabilidade que tem. A responsabilidade deles é também minha!
Muito obrigado e viva o Benfica!”

Milhões sem rasto

"O Porto vendeu por 40 milhões o jogador que recusara vender por 52 milhões?, pergunta o Benfica. Não, responde o Porto, vendeu por 60 milhões. Mas que 60 milhões, se quem pagou, o Zenit, jura que 60 milhões não pagou? Tem de haver melhor resposta para esta charada do que esta: então e o Witsel?
As vendas de Witsel e Hulk foram negócios fabulosos. São dois jogadores insubstituíveis, como escreveu ontem Carlos Daniel. Mas têm preço, um preço incrível, que salva o Benfica e o Porto de aflições.
Mas onde há tanto dinheiro parece haver dinheiro a mais. No Porto e no Benfica. O caso de Hulk: dos 60 milhões pelos quais o Porto diz ter vendido o jogador (valor que o Zenit nega), o Porto recebeu 40 milhões, explicando que só tem 85% do passe do jogador, tendo o investidor que detinha 15% recebido nove milhões, o mecanismo de solidariedade três milhões e a comissão de intermediação sido de seis milhões. Portanto, Hulk não foi vendido por 60 mas por 58 milhões, o tal investidor recebeu 15% e o Porto não recebeu 85% mas sim 69%, depreendendo-se que as comissões foram abatidas ao Porto mas não ao investidor.
Esta matemática é mais desastrada do que desastrosa – há aqui milhões a mais. O caso aplica-se a Hulk, a Witsel e muitas outras transferências, em Portugal e no estrangeiro. Quem foram os agentes que receberam comissões de seis milhões? Este valor é normal? Quem é o investidor? As transações foram feitas através de sociedades portuguesas ou de paraísos fiscais? Os clubes vão pagar impostos por estes lucrativos negócios?
Sócios e acionistas têm direito a estas respostas – e a CMVM também existe para isso. Os clubes gerem negócios demasiado grandes para uma alquimia disfarçada. No futebol, a matemática não pode ser diferente da outra. Noves fora, muito."


PS: Já que temos aqui um comentador Lagarto, Economista, e colunista do Record, não posso deixar de lamentar a forma como o Pasquim tratou - na versão online do jornaleco, porque na versão papel, não faço ideia...!!! -, o 'buraco' gigantesco nas contas do Sporting - pelo 2º ano consecutivo!!! -, tentando esconder o vergonhoso desempenho económico da actual Direcção Lagarta!!! Se por acaso um dia destes, o Benfica apresentar contas destas, nem quero imaginar as primeiras páginas deste 'rolo de papel higiénico'!!!

Directo ao assunto

"Sem ‘mas’ nem meios ‘mas’, este final tardio da época de contratações na Europa do futebol foi, desportivamente, pernicioso para o nosso Benfica. As saídas de Javi Garcia e Witsel (excelentes negócios na perspectiva financeira) deixam o plantel mais fraco. Não transformam o plantel num plantel fraco, mas enfraquecem o poder futebolístico do Benfica e, por consequência óbvia, um plantel menos forte torna mais difícil o sucesso. No fundo, é apenas isto e nada mais do que isto.
Perante o sucedido, há agora duas atitudes possíveis: uma é lamentar “ad aeternum” a saída dos ditos futebolistas e recordar sistematicamente que deveríamos ter conseguido, atempadamente, prever a situação e arranjar soluções (e devíamos!); outra é perceber que há um conjunto de hipotéticas soluções internas dentro do plantel (e também na equipa B) e tentar moralizar os futebolistas que personifiquem essas soluções, dando-lhes confiança.
Neste momento, Jorge Jesus tem pela frente talvez o maior desafio desde que chegou ao Benfica: recriar e reinventar, em competição, toda uma dinâmica de equipa, equilibrada nos momentos ofensivos e defensivos, sem dois dos futebolistas que melhor garantiam esse equilíbrio. Terá de fazê-lo em tempo útil e com uma eficácia que permita ao Benfica conquistar um campeonato que os mais cépticos garantem hipotecado, à terceira jornada, com o Benfica a liderar a competição. Para que isso aconteça, é necessário engenho e arte da equipa técnica, disponibilidade total dos futebolistas e uma grande dose de confiança que deverá passar da bancada para o relvado.
Quanto ao resto, o que se tem visto é uma legítima emoção à flor da pele por parte dos adeptos perante a frieza do poder do vil metal. Para nós, adeptos benfiquistas, a paixão pelo Benfica não tem cláusula e não é rescindível."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Uma pequena declaração pessoal...

No meu post anterior, mostrei-vos uma animação com a intenção de brincar com os outros sem querer de forma alguma ofender ou fazer crer que o Jorge Jesus estava de beijinhos e abraços com o bufolas.


Ora, já comecei a ser atacado por causa disso. Digo-vos isto só UMA vez: quem percebeu a piada, óptimo. Quem não percebeu e preferiu atacar sem primeiro perceber bem a piada ou perguntar qual a intenção ou sei lá, então *beeeeep*, ok? Sabem muito bem que sou Benfiquista. Sinceramente estou pior que estragado e vocês ainda não me viram fora de mim. Devido a esse ataque de um Benfiquista, a minha disposição que estava a recuperar de fazer montagens, alguns textos engraçados (ou não tão engraçados) e/ou animações deste tipo, isso tudo que costumava ter, desapareceu completamente. Não esperem nada de mim durante algum tempo, perceberam?

Obrigadinho por destruirem a minha boa disposição, ok? Muito obrigadinho...


Nota: Não virei a este blog nem a nenhum relacionado com o Benfica, estou-me a borrifar para as notícias do clube, e também, durante sabe-se lá por quanto tempo, toda a correspondência relacionada com o Benfica que receber do pessoal vai ser filtrada directamente para o lixo por causa disto. Ou seja, o filtro está configurado para mover essas mensagens com certos parâmetros directamente para o lixo. Praticamente ficarei incontactável, pelo menos por e-mail, e só quase uma mão cheia de pessoas (talvez menos) que me conhecem pessoalmente é que saberão como me contactarem porque de resto... e também desculpem esta declaração não muito "formal" mas, como acho que já disse, estou completamente fora de mim... e vocês não me queiram ver fora de mim.

Adeus, sabe-se lá até quando...


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

caBOOM!!!



Esperança em Jesus

"O FC Porto tem razões para festejar as saídas de Javi Garcia e Witsel, e o Benfica razões para celebrar a saída de Hulk e Álvaro Pereira (pena não ter saído também o Moutinho). Desportivamente ninguém ganha, quando saem jogadores de valor, e os que saíram tinham inegável qualidade. Tenho, no entanto, esperança de que Jorge Jesus remende com êxito uma situação que para o adepto comum parece difícil. De uma coisa não duvido, Matic é um jogador fantástico, sempre o escrevi, fará uma boa época, mas como adepto fico triste sempre que vejo sair os melhores. Sei que é inevitável vender, mas, ainda assim, é uma angústia ver partir os melhores jogadores em troco de saco de notas (desta vez foi um saco grande). Só o futuro dirá quem faz mais falta a quem, por agora resta-me a alegria de estar em primeiro, por mim o campeonato até podia acabar já.
Aqueles que questionaram o valor da aquisição do Salvio estão todos calados à terceira jornada. Caros são os maus jogadores, porque os bons são sempre baratos. Salvio é como o algodão, «não engana». Que jogo fantástico fez contra o Nacional.
Com estas vendas de FC Porto e Benfica, gostava de me atrever a dizer que teremos o Sporting mais perto da luta pelo título, mas constatando que por agora está em lugar de despromoção parece-me demasiado audaz. Teremos que esperar para ver até onde o SC Braga e Sporting conseguem ir. Sem Lima, o Braga que estivera excepcional em Udine, tropeçou na Mata Real.
Este campeonato, e o seu vencedor, será também jogado na gestão que for feita com as competições europeias. O domingo não foi apenas pontuado pela vitória por 3-0 ao bem organizado Nacional, pois quando o jogo começou já o Benfica tinha acrescentado às suas vitrinas a Supertaça de futsal e andebol. Teremos que esperar por Coimbra para alimentar ainda mais a ilusão de voltar a ter o Benfica campeão, passo a passo, sem euforias nem depressões."

Sílvio Cervan, in A Bola

Presidente na Casa do Benfica de Vila Real de Santo António

“Permitam-me que comece a minha intervenção por agradecer a vossa hospitalidade, a vossa dedicação, o vosso trabalho. É um orgulho estar aqui. É um orgulho poder associar-me à inauguração de mais uma Casa do Benfica com a nova imagem, sabendo de antemão todo o esforço que foi necessário da vossa parte. Há uma imensidão de gente que diariamente trabalha para o SL Benfica e que raramente tem o reconhecimento que merece. E esta é uma nota que aqui queria deixar, porque sou testemunha desta realidade, e sou grato – enquanto presidente do SL Benfica – por poder beneficiar do empenho e da entrega de tantas e tantas pessoas. A vossa dedicação deve ser destacada e reconhecida, porque muito do sucesso e da recuperação do Sport Lisboa e Benfica passou pelo esforço diário que sempre colocaram a favor do Clube. A maior parte das vezes é um trabalho invisível, mas fundamental para termos conseguido chegar onde chegámos. Permitam-me por isso que agradeça, na pessoa do presidente da Casa do Benfica de Vila Real de Santo António, César Costa, a toda a Direcção da Casa e a todas as pessoas que trabalharam e tornaram possível chegar até aqui.
Quem me conhece sabe que sempre coloquei as Casas do Benfica como uma das prioridades da nossa estratégia, porque é da soma das muitas Casas do Benfica espalhadas pelo País que conseguimos manter a dinâmica de crescimento de um Clube que é nacional, que une o País, que se afirma como símbolo de Portugal em todo o Mundo. Quando olho para esta sala, descubro aquilo que o Benfica tem de melhor: os seus sócios e adeptos. Sem vocês nada disto faria sentido. Sem vocês, seguramente, não estaríamos aqui hoje.
Nunca fui - enquanto presidente do Benfica - nem demagógico, nem ligeiro. Como em tudo na vida tem de haver ambição, mas ao mesmo tempo equilíbrio e bom senso nas decisões. Por isso e por outras coisas conseguimos trazer o Benfica até aqui. E há uma coisa que quero deixar bem clara para todos os benfiquistas: entre a demagogia e a realidade vou sempre decidir com seriedade e realismo. Decido sempre em função do interesse e do benefício do Clube. O Benfica fez um grande esforço para manter o actual plantel num tempo que todos reconhecem ser muito difícil do ponto de vista financeiro. Há quatro meses pensei que teríamos de fazer um sacrifício maior. Fui dos primeiros a alertar que o futebol não pode viver à margem da realidade e que não pode viver acima das suas possibilidades. Portanto, para mim as opções são claras: A vida do Clube está bem acima de qualquer visão de curto prazo, porque o curto prazo já significou – num passado ainda recente - o princípio do fim do Clube. E isso não quero, nem vou permitir que se repita.
Tenho orgulho em todo o trabalho realizado até aqui e não seria eu, seguramente, a pôr em causa tudo o que até aqui foi feito. Perdemos dois jogadores influentes, sem dúvida! Mas vamos ganhar mais três ou quatro com igual ou maior influência, porque a vida é feita de ciclos e os jogadores que cá ficaram vão provar que têm valor para substituir os que partiram. Só há um jogador na vida do Benfica que não tem substituto, nem a nível de talento, nem ao nível dos afectos, que é Eusébio da Silva Ferreira. Na vida, como no futebol, não há insubstituíveis. Por isso repito aquilo que já disse há alguns dias: confio na equipa do Benfica, no seu talento e na sua dedicação. Para mim, os jogadores mais importantes são os que ficam, os que sentem a camisola, os que nos vão encher de alegrias no futuro. É com eles que vamos continuar a ganhar e é para eles que peço o vosso total apoio.
Confio, ainda, no trabalho que estamos a desenvolver a nível da Formação e da equipa B. Estivemos muitos anos à espera de uma mão cheia de jovens portugueses com a capacidade daqueles que hoje temos na nossa equipa B. Tenho uma grande esperança em que muitos deles possam chegar à equipa principal. Mas há um pedido que quero aqui deixar a todos: não podemos estar sempre a reclamar por jogadores portugueses e depois criticá-los ao primeiro erro, à primeira falha. Eles vão falhar, como todos os outros falham, e a nossa obrigação é redobrar o nosso apoio e o nosso incentivo porque só assim podemos inverter o actual cenário.
Permitam-me uma palavra final dedicada as nossas modalidades para dedicar uma palavra especial às nossas equipas de Andebol e Futsal que iniciaram a presente época conquistando as respectivas Supertaças. Este é um ano em que as modalidades têm de voltar a fazer história. Têm de ganhar mais do que ganharam no ano passado!
Obrigado a todos!”


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Também estou um pouco triste

"Se Jorge Jesus conseguir ser campeão com um meio-campo entregue aos intermitentes Pablo Aimar e Carlos Martins e recorrendo à miudagem da equipa B, nesse caso é o melhor treinador do mundo

O Mercado de Verão foi penoso para todos os benfiquistas que não são tesoureiros do clube e que são a maioria. E o mercado ainda não fechou, o que é, provavelmente, uma boa notícia para o tesoureiro do clube e pode vir a ser a continuação das más notícias para os adeptos.
O fabuloso Witsel bateu a cláusula dos 40 milhões. Ficámos sem meio-campo porque Javi Garcia também se foi embora por 20 milhões. Que pena, dizem os benfiquistas com toda a legitimidade. Que maravilha, diz o tesoureiro do clube com toda a legitimidade.
Witsel passou pelo Benfica como um meteoro e deixou-nos um rasto de luz e de poeira de estrelas que, dificilmente, servirá de consolação.
Javi foi um daqueles jogadores (raros) que muitos benfiquistas, tenho a certeza, sempre imaginaram que poderia ficar no clube por uma década, acabando a carreira na Luz com a braçadeira de capitão.
Javi, à despedida, disse que haveria de voltar um dia. Talvez, quem sabe? Mas já não vai ser a mesma coisa.
Saviola também se foi embora. Ao contrário de Javi Garcia e de Witsel, dois jogadores fulcrais, o pequeno argentino não vinha prestando qualquer tipo de contributo prático à equipa desde o tempo em que o Benfica foi campeão.
Há coisa de semanas, ficou-se a saber que o Benfica propôs ao Málaga um negócio que envolveria a troca de Saviola por Eliseu. Passados uns dias ficou-se a saber que Eliseu até poderia seguir caminho para o Benfica mas só depois de o Malága se desembaraçar do play-off de acesso à Liga dos Campeões em que se viu envolvido. O Málaga qualificou-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, Eliseu ficou no Málaga e Saviola para lá foi.
Saviola era, portanto, um expendable no Benfica. Os seus serviços não eram indispensáveis e o argentino poderia receber guia de marcha assim que proporcionasse um bom (ou médio) negócio à casa. É a vida, dirão os economicistas.
De Saviola os benfiquistas guardarão durante muitos anos o se inestimável contributo no último título conquistado, em 2009/2010, assinando com Cardozo uma parceria poderosa que rendeu dezenas de golos. Seguiu-se, sem pré-aviso, um ocaso literal de duas temporadas que não entra na cabeça de ninguém. De um momento para o outro viu-se desfeita a dupla mais concretizadora dos últimos tempos no Benfica. Má sina, é o que parece.
Já há coisa de uma década também foi desfeita num ápice, por razões políticas, outra parceria de sucesso no ataque do Benfica, Pierre Van Hooijdonk e João Tomás, lembram-se?
Eram goleadores qualificados com reportórios diferentes dos de Cardozo e Saviola, mas ainda assim temíveis para as redes dos adversários. Van Hooijdonk e Tomás foram levados na mesma enxurrada que despejou com José Mourinho para fora da Luz por causa das tais questões políticas cujas consequências se viriam a revelar desportivamente fatais para o Benfica.
O desaparecimento de Saviola nas duas últimas temporadas é um mistério para o grande público já que nem o jogador nem o treinador alguma vez sentiram necessidade de se explicar. Aparentemente, o jogador esteve sempre mais do que conformado com a situação. Não protestou, não criticou e apresentava-se ao treino todos os dias. Era o suplente ideal que não levantava ondas, estranho estatuto para um artista do seu quilate.
Não terá, certamente, desaprendido de jogar à bola. Ainda no último jogo do último campeonato, em Setúbal frente ao Vitória, apesar de ter passado a época quase toda n banco ou em casa, teve de ser ele a entrar em campo a escassos minutos do fim para oferecer a Cardozo o golo com que o paraguaio haveria de conquistar à tangente a sua segunda Bola de Prata ao serviço do Benfica. Do mal, o menos.
Mas em 2011/2012, a parceria Saviola-Cardozo rendeu apenas um honroso troféu individual para o paraguaio? Não.
Em 2011/2012, Saviola renderia também ao Benfica o único troféu colectivo da temporada, a Taça da Liga, lembram-se? Com um teimoso empate a vigorar a dez minutos do fim da decisão com o Gil Vicente, foi o pequeno argentino quem saltou do banco aos 81 minutos para marcar aos 83 minutos o golo da vitória. E, feito isto, lá voltou para o seu silencioso ocaso.
Felicidades em Málaga, é o que todos lhe desejamos.

SALVO as devidas distâncias, este Real Madrid de arranque para 2012/2013 tem duas coisas que fazem lembrar o Benfica. A primeira coisa é de índole política e de comunicação.
Em 2011/2012, depois de um início de campeonato com uma série de arbitragens altamente prejudiciais aos seus interesses, o Benfica ameaçou retaliar desistindo de participar na Taça da Liga.
Felizmente arrepiou caminho e a Taça da Liga, de tão desprezada, acabou por ser o único troféu oficial conquistado nesse ano, o que sempre deu muito jeito para aquela contabilidade muito especial de títulos oficiais em disputa histórica e estatística com o FC Porto. Mas não escaparam os benfiquistas de terem de ouvir os seus adversários não lhes dando tréguas com o facto, indesmentível, de o Benfica só ter conquistado um troféu que nem queria disputar.
Na semana passada, o Real Madrid levou vencida a Supertaça espanhola disputada numa final a duas mãos com o arquirrival Barcelona. Antes do primeiro jogo, desdramatizando o duelo, José Mourinho teve o cuidado de classificar o troféu em causa como «o menos importante» da temporada indo ao ponto de afirmar que «preferia perder» a Supertaça se isso fosse garantia de uma vitória na Liga.
Mourinho jogou com palavras cautelosas, é certo. Mas se lhe acontecer só ganhar este ano a Supercopa espanhola não se virá livre da eterna gozação dos aficionados do Barcelona, relembrando aos de Chamartín a conquista solitária do troféu que preferiam perder.
Fábio Coentrão é a segunda coisa do Real Madrid que faz lembrar o Benfica, por absurdo. Tomás Roncero, o director do jornal madrileno As, acusou Fábio Coentrão de ser «uma má influência» para Cristiano Ronaldo e, de seguida, entreteve-se a desfazer as presuntas qualidades futebolísticas do antigo e saudoso jogador do Benfica.
Percebe-se facilmente que o Fábio Coentrão está para os adeptos do Real Madrid como, no ano passado, estava Emerson para os adeptos do Benfica ou como, um dia destes, mais cedo ou mais tarde - e deseja-se que nunca -, pode vir a estar Melgarejo para os adeptos do Benfica, dando-se o caso de se vir a esgotar o tempo de paciência, afecto e generosidade piedosamente concedido ao jovem e talentoso aprendiz paraguaio.
Quanto à acusação de ser Coentrão uma má influência para Ronaldo, só os espanhóis é que podem acreditar numa patetice dessas. Se o Coentrão fosse uma má influência para o Cristiano Ronaldo, a dona Dolores já tinha tratado desse assunto há muito tempo. Oh, se tinha.

DESDE que Pinto da Costa disse que disse a Falcao que o colombiano «ia dar um passo atrás na carreira», não tem feito outra coisa o avançado do Atlético de Madrid.
No Mónaco, na final da Supertaça europeia com o Chlesea, Falcao até exagerou na vontade de emprestar razão ao presidente do FC Porto. E lá deu mais 3 sonoros passos atrás na carreira. Não foram 1, nem 2, foram 3.

HULK também saiu do FC Porto, excelente notícia para o tesoureiro do clube e má notícia para os adeptos do clube. Certamente que à revelia do presidente, para quem o negócio ou se fazia acima dos 50 milhões ou não se fazia, o tesoureiro do clube comunicou à CMVM que o FC Porto encaixou 40 milhões de euros pelos 85% que detinha sobre o passe do jogador e os restantes 15% que eram posse de empresários e de fundos de investimentos por 20 milhões de euros, a fazer fé nos relatos da imprensa.
Serão, certamente, os 15% mais inflacionados de sempre. Mas cada um sabe de si, não é?

SE Jorge Jesus conseguir ser campeão com um meio campo entregue aos intermitentes Pablo Aimar e Carlos Martins e recorrendo à miudagem da equipa B, arrisca-se a ser considerado o melhor treinador do mundo. Carrega Benfica."

Leonor Pinhão, in A Bola

Os Intocáveis

Quando um Sócio Corrupto - Herculano Lima -, com presença assídua no Camarote Corrupto, escreve isto - mesmo que esteja a preparar um castigo 'exemplar' ao Luisão, e isto seja só para distrair!!! -, é sinal que eles se sentem mesmo completamente intocáveis!!! Até dá para 'brincar' !!!

O DESESPERO DOS benfiquinhas

"Adoro o BENFICA, a que gostosamente e há muitos anos chamo o MEU BENFICA. Não posso por isso calar por mais tempo a revolta que vai no meu íntimo.
Em vez de se revoltarem naquilo que o Capital transformou o Futebol, onde impera o dinheiro e tudo se faz a bem dos chamados negócios- dantes, quando começarem os campeonatos já não podia haver mais transferências, depois o Capital exigiu e obteve claro, o mês de Janeiro, para fazer acertos nos "planteis"(mentira, é para que os "grandes" possam melhor lavar o dinheiro e consequentemente roubar os "pequenos")agora já há Países com mais uma semana, e não duvidem qualquer dia serão todos os dias do ano-os benfiquinhas, viram-se aleivosamente contra a DIRECÇÃO e o TREINADOR. Vamos por partes:
1- Contra a Direcção porque dizem que não deviam ter vendido nem o XAVI nem o WITSEL.
Concordo que pessoalmente preferia que não fossem vendidos são os dois melhores centro-campistas em todo o Mundo. Mas foram vendidos. Ponto final. Nem quero lembrar o que foi dito do dinheiro que o BENFICA pagou pelos dois. Do XAVI até disseram que era o refugo do Real Madrid. Do WITSEL que os belgas não sabiam jogar à bola. VERGONHA. Trabalhados pelo "incompetente" JORGE JESUS, deram à volta de 50 leram bem sim, à volta de CINQUENTA MILHÕES de EUROS, de lucro. Esta DIRECÇÃO quer se queira ou não, salvou o BENFICA.
Ainda que mal pergunte, os profetas da desgraça não eram os mesmos que diziam que o BENFICA não tinha portugueses? Que tínhamos tantos Jovens e não lhes davam oportunidades? Que a carrada de sul-americanos era para se ganharem comissões? Que o BENFICA era como a o.n.u. com Jogadores de todas as nacionalidades? Então? Agora há a possibilidade de esses Jovens terem a sua oportunidade e choram baba e ranho pelos estrangeiros que se vão?
2- Contra JORGE JESUS porquê? Porque está vai para 4 anos no CLUBE, ganhou um Campeonato, e fizeram-lhe perder dois. Mas até os antis e os benfiquinhas têm vergonha da forma despudorada como o BENFICA foi roubado. Mas insistem que o JJ foi o culpado. Nunca o GLORIOSO jogou como agora. Nem com o ERICKSON. A diferença é que com o ERICKSON, a máfia ainda não estava implantada, estava a começar.
O (des)Governo de Portugal agradece, porque enquanto se fala no XAVI e no WITSEL, não se fala naquele "pequenininho" pormenor de os filhos da puta da troika dizerem que foram os filhos da outra senhora dos governantes portugueses que tiveram a responsabilidade de implementarem as medidas que empobrecem os portugueses, e de os filhos da p..a dos governantes portugueses dizerem que foram os filhos da puta da troika os culpados dessas medidas.
Falam agora das declarações do WITSEL e do XAVI, que dizem que foram para melhor. Até o grande EUSÉBIO foi a mesma coisa. Não trocou o BENFICA pelo Inter, melhor, pelo comboio de liras do Inter, porque Salazar não deixou.
Todos os que passam pelo BENFICA, querem ir para outro clube ganhar mais. É humano, o que me importa é que enquanto tenham o MANTO SAGRADO vestido dêem tudo em campo. Lutem, suem a SAGRADA CAMISOLA, honrem o SAGRADO EMBLEMA respeitem os DIGNÍSSIMOS ADEPTOS, sejam Jogadores à BENFICA
Depois? Depois vão à vida, façam pela vida, não temos coletes para os manter, mas isso já é um problema deste mísero País que não tem dinheiro para manter os seus melhores, em todas as actividades. Só há dinheiro para manter os piores de todos: os políticos e os mafiosos. Porque não falam da sangria dos grandes cérebros que diariamente emigram? Só falam dos ex-Jogadores do BENFICA. Adeus às minhas encomendas."

A venda de Hulk ou a queda de um mito

"Com a venda de Hulk e a consumação de um negócio muito abaixo das expectativas, o FC Porto não conseguiu potenciar a fama (e o proveito) de grande clube vendedor. E, mais do que isso, suscita uma questão: afinal, com um tão grande volume de negócios, não deveria o FC Porto ter as contas equilibradas?

Seja como diz o FC Porto (vai receber 40M€ por 85% dos direitos económicos), seja como diz o Zenit (paga 40M€ pela totalidade da operação), há uma conclusão que se pode tirar neste negócio entre os campeões nacionais de Portugal e da Rússia: a elevadíssima cláusula de rescisão do contrato de Hulk, de 100M€, absolutamente desenquadrada da realidade que caracteriza actualmente o mercado futebolístico à escala global, uma forma de proteger, em tese, os interesses do FC Porto, não serviu para quase nada. Serviu apenas para criar a ilusão, durante algumas épocas, que o FC Porto iria conseguir fazer, na senda do que aconteceu nas últimas temporadas com um lote considerável de ’activos’, ‘o negócio dos negócios’. Isso, como é óbvio e se tornou cada vez mais previsível à medida que o tempo foi passando, não aconteceu.
Fala-se agora da natureza e da qualidade do respectivo negócio e, como sempre, há opiniões para tudo. Há quem veja o assunto valorizando o que Hulk custou, o que Hulk proporcionou em termos de rentabilidade desportiva e a mais valia conseguida nesta venda. Há quem veja o assunto apenas pelo lado do valor da cláusula de rescisão. É preciso olhar, contudo, para todas as variáveis e, com elas, perceber que o FC Porto gerou uma expectativa com este negócio que não foi cumprida, sobretudo se se considerar outros negócios, que colocaram o clube presidido por Pinto da Costa na crista da onda, em matéria de ‘encaixes’ com transferências.
Grande negócio foi, por exemplo, a venda ao Chelsea, há 8 anos, do lateral direito Paulo Ferreira, por 20M€. Ou de Ricardo Carvalho, ao mesmo Chelsea, em 2007, por 30M€. Ou ainda de Bosingwa por 20,5€, novamente ao clube londrino, também em 2007 ou os 30M€ de Pepe ao Real Madrid, nesse ano mágico de 2007, que atirou, definitivamente, o empresário Jorge Mendes para a dimensão máxima, no âmbito do ‘negócio-futebol’.
O FC Porto-campeão-da-Europa-em-2004 marcou uma nova era em termos da expansão da ‘marca Portugal’ no futebol europeu (com José Mourinho, Jorge Mendes e os jogadores que deram corpo ao sucesso do clube português na esfera internacional, anteriormente protagonista de outros êxitos, na crista da onda) e esse ano correspondeu, também, ao começo da afirmação de Cristiano Ronaldo como ‘jogador de elite’, o que acabaria por criar novos impactos na indústria do futebol. Temos, pois, um ‘eixo-Portugal’ na lógica do mercado futebolístico.
Há que contar, obviamente, com a crise económica global, com os excessos cometidos no passado e com a ameaça do ‘fair play financeiro’, que obrigaram as sociedades anónimas a mais cautelas no momento da efectivação das compras. Basta olhar quem fez mexer o mercado nos últimos tempos: o dinheiro árabe [PSG] ou o dinheiro russo da exploração de gás natural; há excepção mas ainda e sempre o dinheiro dos magnatas e não o dinheiro gerado pelas receitas do futebol propriamente ditas.
O dinheiro dos direitos televisivos, que é muito e o dinheiro resultante da venda de bilhetes e lugares anuais, mais publicidade e merchandising, não chega para tudo. Essa é uma questão que os responsáveis do futebol, mais tarde ou mais cedo, vão ter de equacionar, porque já há demasiadas variáveis a criar condições de ausência de equidade competitiva, porque não é justo nem saudável nem correcto colocar equipas de tostões a competir com equipas de milhões...
É público que o FC Porto conseguiu encaixar cerca de 450 milhões de euros, com as suas melhores 20 transferências (para além disso, só o FC Porto conseguiria encaixar cerca de 10 milhões de euros, em 2003 (!), pela venda de Postiga ao Tottenham!). Isso contribuiu, e muito justamente, para afectar positivamente à imagem do clube do Dragão uma aura de intocável capacidade de negociação. Agora que os contornos da transferência de Hulk estão a ser discutidos na praça pública (o que vai fazer a CMVM perante declarações não coincidentes produzidas pelas partes interessadas?!...) e sobretudo perante a inevitável decepção em torno dos números, muito distantes dos 100 milhões, talvez estejamos perante a queda de um mito: com efeito, o FC Porto, ao longo dos tempos, vendeu muito e bem.
A verdade é que, não obstante essas vendas e o produto das receitas de qualificações sucessivas para a Champions, o passivo anda na ordem dos 200 milhões de euros. Nestas condições, podemos falar em boa gestão? Afinal a ‘boa gestão’, que vem sendo dada como um dado adquirido na opinião publicada, não será apenas um ‘módulo de propaganda’ e dar como certo algo que não está plasmado nas contas? Não teria o FC Porto a obrigação, num quadro de encaixes tão significativos, e com esta capacidade de realizar transferências de indiscutível impacto financeiro, de apresentar contas equilibradas? Com tantas receitas, não estará o FC Porto a gastar mais do que pode? Sem oposição externa e interna, este é um assunto condenado a não dar discussão."

Vender os craques

"Não sou bruxo, mas pareço: na semana passada falei sobre as eventuais transferências de Hulk e Witsel. Pois bem, ambos foram transferidos no mesmo dia e para o mesmo clube! E mantenho inteiramente o que escrevi: Hulk vai fazer muito mais falta ao FC Porto do que Witsel ao Benfica.
Sucede que, além de Witsel, o Benfica vendeu Javi García. E os adeptos estão naturalmente preocupados.
É preciso entender, porém, que a viabilidade dos clubes portugueses passa por comprar jogadores jovens, trabalhá-los, mostrá-los nas grandes montras do futebol europeu – e vendê-los com grande margem de lucro.
É isto que o FC Porto faz há muito tempo e é isto que o Benfica começou a fazer com Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus. Ainda estão frescos o tempos em que o Benfica era um cemitério de jogadores: em vez de se valorizarem, depreciavam-se. Esse é o caminho da ruína.
O caminho do sucesso é o trilhado nos últimos anos. Di María, Ramires, David Luiz, Coentrão, Javi García e Witsel renderam ao Benfica muitos e muitos milhões.
Há quem não entenda o investimento que o Benfica faz todos os anos em jogadores que ainda não deram provas, achando que seria preferível conservar os bons valores do plantel. Só que isso não é possível: a partir de certa altura, os craques querem voar para outros campeonatos. Assim, a política certa é transferi-los quando estão no auge e podem render mais dinheiro, comprando ao mesmo tempo jogadores por descobrir que, bem trabalhados, poderão valer milhões dentro de dois ou três anos.
Claro que esta política exige continuidade e estabilidade. Continuidade directiva e estabilidade da equipa técnica."

O campeonato da TV

"Anda algo no ar que se respira. Percebe-se que se movimenta algo mais do que a discussão do “controlo” da exploração mediática do futebol profissional. Alguns dizem estar na hora de colocar a nu a rede do monopólio na aquisição dos direitos televisivos e, pelo caminho, contestar a “mão longa” dos financiamentos travestidos de letras de câmbio sacadas ao momento. A hora, portanto, de dissecar os contratos que desenharam um mercado impenetrável e tendencialmente perpétuo na transmissão televisiva dos nossos campeonatos profissionais.
É certo que os contratos que cedem os direitos de transmissão dos jogos de futebol são para se cumprir. Mas a regra do cumprimento não é imune aos vícios que ferem um contrato. Por agora, a maioria dos clubes (pressionados pelas insuficiências financeiras) começa a tomar consciência das possíveis ilegalidades dos contratos que assinaram com o monopolista, liderados pela convicção jurídica de um presidente da Liga que apregoa a alternativa da negociação e gestão centralizada dos direitos televisivos. Na verdade, os acordos sucessivamente celebrados entre a PPTV/Controlinveste/Sport TV e os clubes/SAD confrontam-se com mais do que uma frente de potentes dúvidas em face do princípio legal que proíbe os acordos que impedem, falseiam ou restringem a concorrência no mercado nacional: (1) as cláusulas de exclusividade obstam a entrada de potenciais adquirentes de direitos televisivos; (2) as cláusulas de duração por muitos anos parecem ser desproporcionadamente restritivas de um mercado concorrencial, especialmente se tivermos em conta que já se decidiu para campeonatos europeus que esse prazo não podia ser superior a 2 ou 3 anos; (3) as cláusulas que dão preferência à Controlinveste na aquisição dos direitos de transmissão dos jogos durante os 3 anos seguintes ao fim dos contratos tendem a reforçar um privilégio abusivo na exploração comercial desses direitos; (4) a cessão dos direitos dos jogos para todas as plataformas de exploração dos direitos “multimédia” faz aproximar perigosamente a invocação da nulidade de todo o contrato.
Se for declarada, pelas autoridades competentes, a nulidade e/ou a redução temporal dos contratos firmados pelo monopolista, estará encontrada a oportunidade para se entrar na era do leilão dos direitos televisivos. E, pensarão alguns, encontrar um outro modelo e novos protagonistas. Será? Teremos de esperar pelos desenvolvimentos desta espécie de “campeonato da TV”, porventura o mais desafiante da presente época desportiva!"

Compromissos

"A CMVM não se pronunciou esta semana relativamente a diversas situações relevantes do empresariado futebolístico nacional, abrindo agora o espírito para uma maior compreensão das diatribes características deste negócio. Nos primeiros anos das sociedades cotadas, a entidade reguladora do mundo de sombras e sussurros das finanças evidenciou muita dificuldade em lidar com o papaguear destravado dos dirigentes da bola, mas agora já não lhes passa crédito.
A intervenção mais surpreendente foi do presidente do Porto, ao assumir ter sido o clube português e não o licitador russo a recusar 50 milhões de euros por Hulk. É verdade que corresponderia apenas a 50% da cláusula de rescisão, mas custa a entender que a maioria dos acionistas concorde com esta gestão.
O retorno desta aposta temerária seria desportivo. Com Hulk (e Moutinho, por junto) o FC Porto persegue um desígnio compensatório, através do triunfo no campeonato e, eventualmente, da Liga dos Campeões.
No polo oposto, o Benfica não conseguiu resistir ao assédio a um dos poucos jogadores que realmente incomodavam a concorrência, o espanhol Javi García, justificando o desfalque pela necessidade de fazer face às despesas, incluindo os erros gritantes do seu sector de compras, ao jeito de quem fica feliz com os dedos quando perde os anéis.
Pinto da Costa nunca diria que vendeu os melhores jogadores por ter necessidade de “honrar os compromissos” do clube. Enquanto a fiscalização da UEFA ao fair play financeiro não aperta esta malha, os compromissos dos emblemas, confundindo-se as SAD com os clubes, a frieza dos números com a paixão dos sócios, continuam a ser com a vontade de ganhar, sem olhar a preços. Primeiro ganha-se, depois fazem-se as contas – ficam os dedos e guardam-se os anéis."


PS: Esta crónica já tem alguns dias, e já está desatualizada, mas os factos que ocorreram depois, reforçam ainda mais, a estranheza pelo silêncio da CMVM...!!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Palhaçada

Este castigo de 15 dias ao Jorge Jesus é um bom exemplo para o estado da Justiça Portuguesa - desportiva e não só...!!! -, um autêntico Circo...!!!
Seis meses depois - noutra época -, castiga-se um treinador, que no final de uma partida criticou uma equipa de arbitragem - com toda a razão do Mundo... Não me recordo de ouvir, ou ler, o árbitro, ou o árbitro-auxiliar, pedir desculpa pelo erro descomunal que cometeram... que por acaso, é só por acaso, acabou por decidir um Campeonato!!! -, algo que todas as semanas acontece na maioria dos campos deste País - muitas vezes com razão... -, mas como castigar um treinador, tem um efeito relativo no resultado final das partidas, resolveu-se dar a aparência de um certo favorecimento ao Benfica, ao aplicar o castigo, numa altura, onde não existe jogos, ficando assim sem efeito - desportivamente - o castigo...
Ficando para mais tarde - já falta pouco...!!! -, um castigo exemplar ao Benfica... noutros processos - provavelmente o caso Luisão -, tentando assim, condicionar uma presumível reacção do Benfica, contra o CD da FPF!!!
Estes senhores Juízes e advogados, são das criaturas com a espinha mais torta neste cantinho à beira mar plantado... uns verdadeiros Palhaços.

Elogio de Saviola

"Neste rodopio de transferências, Javier Saviola saiu do Benfica. Tenho pena. Percebo a perspectiva do clube, bem como a posição do jogador. Atleta fundamental na conquista da Liga de 2010, foi sendo progressivamente relegado para um segundo plano perante outras tão discutíveis quanto legítimas opções técnicas.
Saviola sai como entrou: discreto, sensato, sereno, correcto. Qualidades que aprecio em qualquer pessoa e muito mais no futebol onde impera o contrário. Nunca se lhe ouviu publicamente um queixume. Foi sempre um profissional sem alardes ou tiques de vedetismo disparatado. Leal e correcto para com colegas e adversários. Não precisa de se tatuar alarvemente ou de usar outros adereços ou penteados artísticos, nem de aparecer em tudo o que não é futebol.
Ouvi-o numa curta declaração após ter assinado pelo seu novo clube. Com o sentimento de gratidão como memória de coração. Com o sentido de responsabilidade de quem sabe ponderar todas as circunstâncias.
Em Fevereiro de 2011, escrevi nesta coluna que não conhecendo pessoalmente Saviola, acho que ele é nos relvados o que é na rua, em casa, na sociedade: um homem recatado responsável e simples. Avesso à ilusão, à quimera, ao deslumbramento efémero, ao aplauso de ocasião. Sem espalhafatos inconsequentes. Com 1,68 m de altura e muito mais de personalidade.
Como em tudo o resto, a idade é cada vez mais uma ditadura. No alto futebol chegar aos 30 anos é meio-caminho andado para a desqualificação. Saviola faz falta ao nosso futebol. Mas irá longe quando os holofotes se apagarem. Porque tem vida e carácter para além da bola redonda."

Bagão Félix, in A Bola

As primeiras palavras...

As opções na Champions

Equipa A:
Guarda-redes: Artur, Paulo Lopes;
Defesas: Maxi Pereira, Luisão, Garay, Miguel Vítor, Jardel, Luisinho, Melgarejo;
Médios: Matic, Carlos Martins, Aimar, Bruno César, Nolito, Gaitán, Enzo Peréz, Ola John, Salvio;
Avançados: Cardozo, Lima, Rodrigo.

Equipa B, Juniores:
Guarda-redes: Bruno Varela, José Costa;
Defesas: Fábio Cardoso, João Nunes, João Cancelo, Bruno Gaspar, Luís Martins, Daniel Martins;
Médios: Cafú, André Almeida, André Gomes, João Teixeira, Raphael Guzzo, Miguel Rosa, Hélder Costa, Ivan Cavaleiro;
Avançados: Sancidino Silva.

São estes os jogadores inscritos para a Liga dos Campeões. Existem várias regras da UEFA que condicionaram esta Lista. Como só são permitidos 17 jogadores não-formados localmente - noutra Federação -, o Kardec ficou de fora. Da equipa B - e Juniores -, os 'não-portugueses' também não foram inscritos: Coppeti (Bra), Lindelof (Sue), Carole (Fra), Luciano Teixeira (Gui), Elvis (Bra), Derlis (Par), João Mário (Gui), Correa (Par). O André Almeida, o André Gomes e o Miguel Rosa foram inscritos na Lista A, como se fossem jogadores do plantel principal... Para mim a grande surpresa foi a não inscrição do Mika. Talvez devido a uma qualquer regra que desconheço.

Ainda sobre os possíveis jovens que podem jogar no meio-campo do Benfica, os nomes mais falados têm sido o André Almeida e o André Gomes. Mas existe uma outra forte possibilidade, que me 'escapou': o Cafú !!! O ano passado num particular na Suíça o Cafú foi utilizado - com sucesso -, no meio-campo. É verdade que o ano passado nos Juniores jogou a ponta-de-lança, mas a sua posição 'normal' (para mim!!!) é a de trinco. Chegou à formação do Benfica - vindo do Guimarães -, como Central, depois foi testado a Ponta-de-lança, recuou para Trinco e depois devido à falta de opções voltou a Ponta-de-lança!!! De todas as posições creio que o futuro do Cafú é no meio-campo. Esta pré-época fez parte de uma Selecção Nacional que esteve no Japão, quando voltou apanhou o 'comboio' da equipa B a meio, e talvez por isso tenha sido pouco utilizado... Tem uma enorme vantagem em relação aos Andrés (!!!), é fisicamente muito superior. É raçudo, joga de 'peito feito', parece-me ser um jogador com enorme auto-confiança, não me parece que fosse acusar a responsabilidade de jogar na equipa principal...