Últimas indefectivações

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Milagre!!!


"Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade. Pois é, meus amigos, descobrimos a verdadeira vacina para a Covid-19.
No Calor da Noite, modalidades foram suspensas, um dirigente morreu de Covid mas...surpresa, surpresa...o plantel do Calor da Noite teve ao dia de hoje apenas UM caso positivo! Isto sim é uma verdadeira vacina! Já estamos a imaginar o diálogo entre os responsáveis do Calor da Noite e os filhos de Fernando Gomes e Luis Filipe Menezes (donos da empresa responsável pelos testes feitos para a Liga 
Olhem lá, escolham aí um cepo do plantel para não darmos muito nas vistas e não sermos caso único a nível Mundial sem casos positivos para a Covid...olha, pode ser o Loum que nunca joga! Fechado!
Enquanto o Benfica tem ao dia de hoje 5 casos positivos, tendo já tido anteriormente mais 3 casos. Enquanto o Cashball já teve mais de meio plantel com Covid o que levou ao adiamento de um jogo seu. Enquanto o Braga tem meia-dúzia de infectados. Enquanto todos os clubes no Mundo têm variados jogadores infectados com Covid, no Calor da Noite respira-se saúde!
Verdadeiro fenómeno da natureza! Isto chega a um ponto tal de impunidade do Douro para cima que até jogadores com Covid têm ido a jogo na maior das tranquilidades.
Vale tudo!"

Benfica: Defeito ou Feitio??


"Agora, após mais uma derrota com o nosso maior adversário Porto, passadas umas boas horas já boas, posso agora pôr a mão na consciência e ver o que leva o Benfica até aqui! Vários pontos ou ideias vêm-me a cabeça e gostava até que alguém me ajudasse a perceber tudo isto. Até porque neste momento a única certeza que tenho é que tenho uma mão cheia de nada. Vou tentar começar pelo princípio (ou penso eu que seja o princípio.)
Esta equipa, depois de ter gasto uns bons milhões, em treinador e jogadores, continua a não mostrar o triplo que deve jogar ou o triplo que nós esperávamos... Mas aí vem a minha primeira pergunta. Quem preparou o plantel? Quem o preparou, em que é que se baseou para o fazer? (Milhões?? Posições?? Número de jogos?? Benfiquismo?? Quadrinhos de sistema??)
Para mim, o plantel do ano passado, já era o melhor da liga e, olhando às contratações desta temporada, continuávamos a ter o melhor plantel, mesmo sem contratarmos, precisando apenas retocar algumas posições que já todos sabem! Se me perguntarem, se eu gastaria todo este dinheiro gasto para contratar? Não, de certeza! Não só devido ao momento em que o mundo atravessa, mas também porque não era preciso. Existem outros jogadores no mercado que se calhar poderiam dar tanto ou mais, por bem menos! Comparativamente, o nosso rival foi jogar contra nós com um plantel de baixo custo e de nível médio, mas de nível elevado em questões de vontade e "raça"! Ou seja, esperaríamos nos que para o jogo que passou que esses jogadores de milhões conseguissem fazer a diferença, mas tem-se visto de tudo menos isso até agora nesta época!
Mas quem tem mais culpa nisto tudo??
Opinião, todos os intervenientes têm um pouco de culpa de tudo o que está a acontecer! Todos os sócios e adeptos querem ver o Benfica a ganhar mas, quando têm treinadores que apostam verdadeiramente na formação, não têm a paciência devida para dar tempo a equipa maturar, e por vezes a quando de más exibições queremos que o treinador saia, esquecendo o projecto e que as equipas precisam de rotinas! Vejamos que os dois últimos treinadores tiveram lá, ganharam, bateram recordes e quando lançaram os miúdos da apregoada formação todos festejaram. Quando estes saíram, festejaram, quando novos jogadores vieram o futebol por vezes decai e começam as críticas! O que, percebendo, devido a exigência do manto sagrado, contextos diferem... Não se pode julgar um treinador pelo mau futebol quando saem Renatos e entram Filipes Augustos! Nenhum treinador sobrevive a isto...
Depois os treinadores têm culpa pois submetem-se a quem dirige o clube e o que lhes é pedido e fazer muito com pouco! Já tentaram fazer omeletes sem ovos e sem fogão e frigideira??? A situação é mais ou menos a mesma!!! Aí deveria haver um plano a 3-4 anos, para jogadores na equipa A olhando ao potencial... Jogadores são para ser vendidos dando o retorno financeiro, é certo, mas desportivo financeiro! E contratos servem para proteger nas as partes, sendo que estes têm de ser respeitados. Até nisto levamos lições de moral de adversários basta olhar a Marega que foi afastado por não estar com a cabeça na equipa! É assim... Há extremismos e há que perceber onde está o razoável e se funciona num sítio porque não funciona no outro?? Os jogadores são donzelas? É-lhes dada a importância que não têm?? Mas então quem orienta o clube? Essa orientação é feita de fora para dentro ou de dentro para fora?? O que leva ou não aos jogadores para deixar de fazerem o seu trabalho?? Custa-me aceitar que os treinadores q ganham campeonatos com certos jogadores, no ano seguinte estes desaprendem e ninguém a cima faz nada!! Aliás, faz despedir o treinador... Se por um lado, gosto imenso do trabalho extra futebol de Rui Vitória, consigo aceitar até que em futebol jogado tinha os seus momentos a verdade é que em duas épocas ganhámos. E ganhámos com jogadores importantes a sair, após a entrada de um novo treinador, após guerrilhas entre o presidente e antigo treinador, pré época super mal orientada, e ainda lesões! Como? Com uma aposta vincada na formação.. Todos com a sua janela, como RV sobre disse "o cavalo passa a porta e quando passa ou vais ou ficas!" E nessa visão, no primeiro ano, Ederson, Lindelof, Nelson Semedo e Guedes apareceram! Não voltando para o banco após regresso de jogadores mais comentados na equipa A! Digam o que disseram isto são oportunidades reais... E verdade perdíamos tbm com o Porto mas não gastávamos metade do orçamento gasto esta época e com resultados... Gostando-se ou não, bateu o recorde de pontos de Mourinho no Porto e golos.. entalando o ego dos nossos rivais da segunda circular! Se o queria de volta, não! Se gostava do trabalho no geral sim! O problema dele é o tipo de discurso, mas em gestão de recursos foi provavelmente o melhorzito (excluindo o uso em excesso de Filipe Augusto). Mudou de 442 para 451, adaptou quando teve de adaptar e a verdade é que teve uma média de campeonatos superior e mais uma vez ganhando a quem supostamente tinha "mãos para o Ferrari", nada mau!
Após exaustão do seu discurso e muito provavelmente a maneira de como tirou Luisão do balneário, levou ao mau futebol na última época dele a meu ver e a consequente saída após derrota com o Portimonense. Depois veio alguém que demonstrava conhecer os valores do Benfica, alguém que duma assentada meteu 5 miúdos na Liga Europa e de dar uma grande lição de futebol em Portugal e humildade. Usando as conferências de imprensa no pré e pós jogo para se falar de futebol. Usou uma táctica já muito conhecida em Portugal e fez com que as peças todas trabalhassem com um propósito comum! Mas mais que isso, olhou ao que tinha e fez o que podia e isso é outra função de um bom treinador! Em vez de se pôr a contratar, primeiro observar o que se tem e fazer algo daí e contratar pontualmente! Mas mais uma vez a direção olhou ao futebol do Benfica e pensou que teria de se vender num mercado onde já se havia faturado 100M entre vendas (de Jiménez e Jovic) e empréstimos...
O que por um lado demonstra uma grande força no marketing no Benfica demonstra no mínimo, uma falta de senso no que trata de gerir desportivamente. Já não sendo este um caso virgem, foi o mais escandaloso no sentido em que entram recursos financeiros e pouco se faz para colmatar atempadamente as saídas e pior deixa-me sair ao mesmo tempo o único génio que a equipa tinha, Jonas.
Mas até que ponto anda o Marketing, Gestão financeira e Gestão desportiva de mãos dadas no Benfica? Não andam! Cada área puxa para seu lado e quem aqui deveria ter um plano para todos seguirem restarem orientados expôs aos olhos de um cego a quando das eleições não propôs plano nenhum e ao contrário do que se pensava, asfixiou os candidatos, usando os canais do clube, mostrou-se aos amigos televisivos e apostou única e simplesmente em falar no passado! Esse era o plano. O plano é exposto agora que é dar o dito por não dito, fazer o que se prometi nunca ser feito atirar aos sete ventos uma saúde desportiva conseguida em prol de uma ideia vaga de resultados sem perceber o custo dos mesmos!
Jorge Jesus, mais uma vez, é sustentado por uma direção que vive pelos resultados e pouco aparecem quando as coisas não vão de feição. JJ, um treinador que não aposta na formação, algo que recheou os cofres, tem um sistema de jogo sem plano B e só conta com os seus contratando-os sem perceber o que é o mercado! Senão vejamos. Quantos jogos ganhou Jorge ao serviço do Benfica ao Porto? Quantos campeonatos ganhou ele ao Porto?? Com os plantéis que teve e os campeonatos que ganhou, quantos ganhou com a facilidade esperada? Quantos da formação apareceram com ele? Quantas vezes as suas invenções deram para o torto? É tudo mau?? Não! É o treinador que quebrou a hegemonia do Porto, mas também foi devido a mas prestações do Porto tanto financeira como desportivamente. Foi ele que levantou o Benfica numa altura crítica mas também grandes plantéis teve. E foi ele que teve tudo o que quis tanto na primeira como na segunda passagem! Por isso é que digo, acho que todos no Benfica têm de pôr a mão na consciência quando se trata do nosso Benfica! Eu, pessoalmente, não admiro muito Jesus porque por muito que o seu balanço no passado seja positivo (em termos de resultados), financeiramente os encargos eram muito elevados! E agora na segunda passagem já com o melhor plantel escolheu tudo ao lado e tomou decisões que custaram muito ao Benfica! Investimentos avultados sem a Champions garantida, fizeram com que a venda do único adepto em campo saísse! Escolhas em jogos um tanto ou quanto estranhas, tanto no planeamento táctico ou técnico! Formação esquecida. E, acima de tudo, os mesmos erros contra o nosso maior rival! Os erros cometidos durante a primeira passagem continuam a ser cometidos, com a diferença que a passagem internacional só deu para aumentar o seu ego trazendo um ar relaxado e mais "xéxé".
O que custa por vezes a perceber é o porquê de tudo isto acontecer. Para mim é uma questão de ciclo de decisões! Mas e se todos fizerem a parte deles? Ou seja, se a direção tiver um plano coletivo e individual? E se der um "budget" ao treinador e em vez de ser só treinador passar a ser um "manager" e possa ter mais mão nas entradas e saídas?? Não será tudo isto um apoio maior ao nosso futebol?? E ganhando essa estabilidade vinda de cima, não será isso um passo dado para um bom futebol e maior poder decisão num projecto futebolístico? E podendo o treinador decidir, não irá ter um grupo mais controlado, focado pois ninguém de fora mudará as decisões? E se tudo isto for positivo os adeptos e sócios não verão mais resultados não querendo a saída imediata do treinador??
É uma questão de ciclo... Em que todos os interessados fazem parte!
Está na hora então, de todos pedirem o que se impõe a um Benfica. Que honre o seu passado para construir o futuro mas olhar ao contexto em que estamos! Pois devemos exigir mais de quem tem muito e de quem tem pouco devemos exigir mais de quem está a cima para dar os recursos de forma ponderada a quem gere a equipa. E nós temos de dar tempo e perceber que quando se vende peças chave dum plantel por vezes leva tempo até que se volte a ganhar, até porque todos nós percebemos que é impossível ganhar todos os anos!
Agora este ano, estamos atrás em tudo!"

Modalidades: Semanada...

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Antevisão...

Balanço das modalidades de pavilhão


"Neste fim de semana celebrámos a conquista da Taça de Portugal 2019/20 pelas nossas futsalistas, que continuam, assim, a exercer o domínio da modalidade. Tratou-se da sexta vez, em sete edições, que o Benfica se sagrou vencedor na prova, mais um feito de uma equipa que tem dado muitas alegrias aos benfiquistas. No Campeonato, ainda na primeira fase, as tricampeãs nacionais em título ocupam o segundo posto na Zona Sul.
Quanto às restantes equipas femininas, no andebol, não obstante a aposta benfiquista recente no regresso à competição nesta modalidade, encontramo-nos no segundo posto da classificação com seis jogos disputados e continuamos na Taça de Portugal. No basquetebol, cujo primeiro troféu ao mais alto nível no nosso historial foi ganho na temporada passada, lideramos a classificação na fase regular da Liga Skoiy ao fim de dez jornadas. No hóquei em patins, as heptacampeãs nacionais apuraram-se para a 2.ª fase e seguiram em frente na Taça de Portugal. E, no voleibol, na época de regresso à Primeira Divisão, a nossa equipa está no sexto lugar com apenas 12 jogos realizados (os dois primeiros classificados, por exemplo, já contabilizam 17 jogos).
Relativamente às equipas masculinas, a nossa equipa de andebol encontra-se no terceiro lugar, tendo sofrido apenas uma derrota nos 13 jogos em que participou (menos um jogo que o segundo e dois que o líder). Esta é uma temporada em que o Benfica se apresenta como candidato a lutar por todas as competições e procura elevar o seu nível competitivo face a anos anteriores.
No basquetebol, estamos presentemente no quarto lugar da tabela classificativa. O começo de época atribulado, devido ao surto de COVID-19 no plantel, impediu a preparação ideal para o início das competições, mas o grupo de trabalho continua a treinar afincadamente para estar bem na hora das decisões.
No futsal, ao fim de 14 jornadas, partilhamos a liderança do Campeonato em igualdade pontual com o Sporting. Ambos somam apenas vitórias, exceto no confronto entre si, em que se verificou um empate em Alvalade.
No hóquei em patins, cujo primeiro troféu da temporada, a Taça 1947, foi conquistado pela nossa equipa, ocupamos a quarta posição com um jogo por realizar. Em ano de novo formato competitivo (após a fase regular seguir-se-ão playoffs), o objetivo mantém-se: ser campeão nacional.
No voleibol, em que já conquistámos a Supertaça, somos líderes invictos da fase regular. Há a lamentar a eliminação da competição europeia, o que não desmerece a nossa equipa tendo em conta a muito elevada dificuldade da eliminatória (disputada num só jogo, na Turquia, com os turcos do Halkbank).
À exceção dos projetos mais recentes, como são os casos das equipas femininas de voleibol e andebol, o Benfica apresenta-se como candidato a vencer todas as competições nacionais de cada uma das modalidades em que participa. É com esse objetivo que todas as nossas equipas trabalham arduamente. 
De Todos Um, o Benfica!"

Realização de Webinar sobre desporto


"A ReLeCo – Educação Desportiva, Corpo e Ética, integrada no CeiED/ULHT, vai promover um webinar sobre a “Organização da atividade conjunta no processo de ensino-aprendizagem. Uma perspetiva sócio-construtivista aplicada ao contexto da educação física e desporto”, no dia 15 de janeiro de 2021, das 18h às 19h, via Plataforma Zoom. O orador convidado será o Professor Doutor Bruno Avelar Rosa, da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra e partner da Qantara Sports. A entrada é livre.

Plataforma Zoom:
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/83579531018?pwd=VVFyaHIxS04rTllBSkplbTMzTE94QT09
ID da reunião: 835 7953 1018
Senha de acesso: 038787

Segundo as palavras do Presidente da Federação Portuguesa de Andebol (jornal Público, 10.06.2020), é necessária uma “bazuca” para o desporto. Assim sendo, cremos que este momento de reflexão pacífica poderá ajudar na definição de estratégias de governância. A centralização da regulação do Estado é percebida como uma forma de impor decisões unilaterais sem a concertação dos atores do desporto. Quando se trata desta matéria, o Estado é confrontado com um forte constrangimento financeiro e tem dificuldades em colmatar as desigualdades de desenvolvimento e de equipamentos entre os territórios e as modalidades. Por outro lado, algumas modalidades desportivas são muito populares e mediatizadas, dispondo de importantes recursos, enquanto outras são relativamente ignoradas pelos atores económicos. E, no seio de uma mesma modalidade, pode existir fortes desigualdades entre os clubes. Não devemos esquecer que o desporto, para além do exercício físico, concorre para a saúde pública e para a educação e formação dos cidadãos e reveste, desde a sua origem, uma dimensão social importante."

6.ª Taça de Portugal

Benfica 5 - 0 Chaves

Mais um troféu para esta equipa de Futal feminino do Benfica.
Jogo com pouca história, como se esperava, com o Benfica a dominar... e a demonstrar bastante maturidade, pois mesmo quando a bola parecia bater contra a parede defensiva do adversário, as jogadoras não perderam a cabeça, pois sabiam que os golos iriam aparecer!!!


Derrota em Penafiel...

Penafiel 2 - 0 Benfica B


Jogo ingrato, com o Benfica a ter mais bola, mais domínio aparente, mas com o adversário a aproveitar os contra-ataques e as bolas paradas para marcar!!!

Perder nunca é bom, mas o objectivo da equipa B é a evolução dos jogadores. Não fazia sentido, jogar para o pontinho, com equipas montadas com tracção atrás... É preferível ter equipas ofensivas, que assumam os jogos! Mas com alguns Juniores pelo meio, é complicado competir com equipas matreiras e mais experientes... O Renato Paiva é um daqueles treinadores que tem os seus apoiantes e os seus críticos fundamentalistas, mas somando tudo, na minha opinião fez um bom trabalho na equipa B! Manteve a equipa na II Liga, que é o principal objectivo matemático desta equipa, e foi consistente na forma como tentou montar a equipa, mesmo que muitos lhe acusem de lírico ou ingénuo!!! Boa sorte, para o próximo desafio na América do Sul...

Julian Weigl | Janeiro é mês de decisões para o alemão


"O mês de Dezembro deu nova vida ao alemão Julian Weigl. Da desconfiança generalizada à retoma da titularidade que tinha perdido aquando da chegada de Jorge Jesus, foram surgindo de forma persistente notícias do interesse do SL Benfica noutros talentos, com William Carvalho à cabeça, que puseram o seu lugar em risco.
De Sevilha pediram 18 milhões, e Julian Weigl aproveitou a deixa para elevar o nível e obrigar o técnico português a admirar as suas qualidades – quando marca de fora da área, ao Lech Poznan na Luz, a reacção de Rui Costa, que segredou ao ouvido de Jesus, parece agora premeditação clara do que se seguiria.
A poucos dias do mercado de Janeiro, ganha nova vida o trinco moderno que o BVB Dortmund deixou fugir há exactamente um ano, por 20 milhões.


(3:30, Rui Costa e Jesus)
2020-21 começou com a aposta insistente em Gabriel como primeiro elemento do meio-campo, num recuo já esperado dadas as características contrastantes do brasileiro com as dos habituais box-to-box do 4-4-2 jesuíta.
Conjugou bons pormenores com dificuldades posicionais, nunca dando a segurança necessária ao sector mais recuado da equipa com a sua apetência excessiva para o passe longo desordenado.
Weigl afundava-se entre os suplentes, bode expiatório que era da má segunda volta de 2019-20 – o estilo perfumado não ajudou à sua aceitação numa cultura futebolística ainda ultradependente dos varredores na posição.
O alemão só seria titular à quinta jornada, na vitória (2-0) frente ao Belenenses SAD na Luz; na jornada seguinte, entrava ao intervalo no descalabro do Bessa e já não participaria na derrota frente ao SC Braga de Carvalhal. Depois, foi infetado pela COVID-19, problema apenas ultrapassado nos finais de Novembro.
A lesão de Gabriel no último mês propiciou a consolidação de Julian ao lado de Taarabt no miolo e as indicações têm sido positivas: o culminar da sua evolução aconteceu em Barcelos, em jogo dificil frente ao Gil Vicente FC – onde os 97,3% de sucesso no passe durante os 82 minutos jogados o aproximaram dos seus melhores tempos, ainda que não tenha libertado completamente o génio criativo, faltando ainda assumir-se a tempo inteiro como o primeiro municiador dos artistas da frente.
Mas, a sua timidez em campo talvez seja compreendida através de um paralelismo com o final da sua primeira época na Alemanha. Depois de 51 jogos em 2015-16, Weigl explicava nesse Verão os processos simples do seu jogo: «O ano passado foi o meu primeiro, nem sempre á fácil confiar em mim mesmo para tentar o último passe. Assegurando a mesma forma do ano transacto, talvez consiga dar o próximo passo na minha evolução, tirar mais jogadores do jogo com os meus passes e ser mais atacante», dizia em Setembro, referindo um dos aspectos que muita da imprensa e, consequentemente, a massa adepta, aponta ao seu futebol: a pouca verticalidade das suas acções com bola, argumento impaciente que até José Cid fez questão de extrapolar.



No seguimento, confirmou todas as intenções. 2016-17 foi o ano da afirmação de Julian em contexto internacional, na boa caminhada do entusiasmante Borussia de Tuchel na Liga dos Campeões, onde só caíria aos pés de outra equipa-sensação – o Mónaco de Leonardo Jardim (na Bundesliga foram terceiros e venceriam a DFB Pokal). Weigl funcionava com o pêndulo responsável pela estabilidade de um bloco ultra-ofensivo, onde Kagawa, Reus, Aubameyang, Dembéle e Gotze confiavam na sua capacidade de equilibrar taticamente a equipa para dinamitarem as defensivas adversárias – os 113 golos durante toda a temporada comprovam-no, particularmente os 21 na fase de grupos da Champions.


(1:10, início das referências ao papel de Weigl)
No Benfica, o impacto tem sido muito aquém do esperado. Apesar da grande confiança de Bruno Lage no seu talento e da boa opinião do Jorge Jesus, tem demorado a convencer o novo treinador sobre as suas competências defensivas.
As boas indicações da sua promissora carreira não chegaram para assegurar o lugar nos novos projectos e Weigl teve que ultrapassar vários obstáculos para encontrar o seu espaço na equipa e nas graças da generalidade da massa adepta – transformou-se em alvo da comunicação social, que aproveitou a instabilidade desportiva para divagar sobre as causas de tanta demora na consolidação do alemão no onze encarnado.
Desde o suposto desentendimento com Jesus antes do jogo em Salónica, até à vontade do próprio em voltar à Bundesliga, muitas foram as motivações para as persistentes manchetes com os nomes na lista de sucessão, stock ilimitado de argumentos a favor da contratação de William ou Arão.



Resta saber o que se seguirá no próximo mercado de transferências, onde esta sequência de jogos a titular torna a dúvida geral numa pergunta em forma de encruzilhada: será real a aparente definitiva aposta de Jesus em Weigl como dono da posição ‘6’ ou, pelo contrário, estas titularidades servirão apenas como isco para algum tubarão morder na Luz, desembolsando bom (e necessário) dinheiro pelo passe do médio alemão?
A resposta será dada a partir de dia 1, numa janela que promete muitas movimentações no plantel e que ditará o sucesso da época encarnada. A ficar, não há dúvidas de que Julian Weigl será um dos esteios do onze benfiquista na procura de todos os títulos que disputa."

sábado, 26 de dezembro de 2020

O Cantinho Benfiquista #19 - Supertaça frustrations continue

Adel Taarabt | Uma bomba-relógio no meio campo encarnado


"Adel Taarabt tornou-se jogador do SL Benfica no ano de 2015. Chegando ao então bicampeão nacional após ter rescindido contrato com o QPR FC. Na altura, já tinha representado clubes como o AC Milan e o Tottenham Hotspur FC, mas chegaria ao Benfica com o rótulo de eterna promessa do futebol mundial.
Adel Taarabt era reconhecido pela enorme qualidade técnica, mas também pela sua indisciplina e mau profissionalismo. Chegado ao clube encarnado, o médio marroquino apresentou-se no Seixal com excesso de peso e não demorou muito tempo a ser notícia devido à sua indisciplina.
Os problemas extra-futebol levaram o marroquino a ficar sem jogar, levando inclusive o presidente Luís Filipe Vieira a declarar numa entrevista que ele não voltaria a jogar no Benfica.
A indefinição quanto ao seu futuro permaneceria até Janeiro de 2017, quando o médio seria emprestado aos italianos do Genoa CFC por um ano e meio, onde jogaria com regularidade e pôde voltar a sentir prazer em jogar futebol.
Regressado ao Benfica no Verão de 2018, Adel Taarabt voltaria a treinar com a equipa B, até que, aquando da promoção de Bruno Lage ao plantel principal, este decidiu dar uma oportunidade ao médio marroquino, começando a integrá-lo nos jogos da equipa B, vindo a estrear-se oficialmente na equipa principal no jogo em casa contra o Tondela.
Aí veríamos finalmente um Adel Taarabt com outra atitude, que viria a justificar mais oportunidades. O clube viria a reconhecer o seu empenho oferecendo-lhe um novo contrato no Verão de 2019. Na época passada, o médio viria a conquistar um lugar no onze titular, tendo também regressado à selecção marroquina.
No entanto, apesar de já ter dado provas do seu talento de águia ao peito, o rendimento de Adel Taarabt não tem gerado consensualidade no seio dos adeptos encarnados. O internacional marroquino é capaz de encantar os adeptos com os seus pormenores de fino recorte técnico, mas também é capaz de os deixar à beira de um ataque de nervos com algum passe errado ou uma perda de bola.
Adel Taarabt é um jogador de alto risco em todas as suas acções e que não sabe jogar de outra forma. Tanto é capaz de criar uma ocasião de perigo do nada, como é capaz de originar um contra-ataque perigoso para a equipa adversária e que nesta época, já resultaram em golos.
Para além disso, é também um jogador que tem sempre uma abordagem agressiva sem bola, que resulta muitas vezes em entradas fora de tempo e em saídas na pressão desmedidas e que expõem o espaço nas suas costas e desmontam a organização defensiva da equipa.
Adel Taarabt é um jogador que joga sempre no limite, sendo capaz do melhor e do pior. Um jogador que tem muito talento e qualidade técnica, para pouca cultura táctica e pouco QI futebolístico.
Na minha opinião, um jogador que joga como oito (sobretudo no meio-campo a dois) não pode apenas ser um jogador que desequilibrar com fintas e passes a rasgar as linhas adversárias. Também tem de saber segurar a bola, definir, temporizar e pensar o jogo, ter a inteligência que lhe permita tomar as decisões certas com e sem bola."

As perdas de Adel


"O marroquino tem tanto de genial em determinados lances como de prejudicial em tantos outros.
Adel está muito longe de ser o oito equilibrado que pauta o jogo das grandes equipas de futebol. Com Taarabt joga-se sempre no limite. Um pouco como sempre viveu o marroquino. Ou sai para criar, ou sai para perder a posse. Na Supertaça teve um ou outro lance que deu ao Benfica possibilidades de poder ser perigoso no último terço.
Contudo, muitos mais foram os que a cultura do tudo ou nada, como é habitual e frequente redunda no nada. Ou no pior que nada. Porque pior do que não criar, é forçar os laterais a “vai-vem” constantes pela perda da posse, é perder a bola com a equipa aberta em corredor central e linha média adversária, e portanto com muito mais possibilidades de poder sair um contra ataque.
As nove perdas de Adel em Aveiro resultaram num golo, em mais uma ou outra oportunidade azul e em vários lances de potencial perigoso. Bem pior que o nada no que se refere à criação encarnada.
Há posições no campo onde o equilíbrio deve ser a nota dominante. Onde o não se fazer notar e agir com critério, pouco risco e saber esperar o momento para fazer acelerar o jogo, ao invés de o querer acelerar constantemente, é ouro. O Benfica tem um oito que já provou poder dar essa pausa e inteligência ao jogo, embora também ele frágil defensivamente. Com Taarabt será sempre tudo ou nada na decisão ofensiva. E nenhuma equipa grande no mundo se constrói com quem joga desde o primeiro minuto como se faltassem apenas cinco para terminar."

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Feliz Natal

 


A dança imparável dos fantasmas brancos


"Setembro de 1957. O Benfica recebeu num Restelo bem iluminado o grande Barcelona. A exibição foi empolgante, e o resultado, escasso para tantas oportunidades perdidas (até um penálti): 4-0. Os catalães saíram de Lisboa arrasados.

Benfica no Restelo. Não, não era normal. Mas veio a dar jeito, por causa da iluminação: o Benfica recebia o Barcelona num daqueles jogos amigáveis que, nesse tempo, atraíram gente dos borbotões, uma visita catalã que andava a ser adiada por isto ou por aquilo de há uns meses a essa parte, o enquadramento era lindo sobre o Tejo, a contento de um desafio que era esperado com inusitada expectativa.
Esse era também um tempo em que dizer que alguém era de cor não dava direito a ir parar às caldeiras de Pêro Botelho. Por isso, Tavares da Silva, um daqueles enormes jornalistas que para aqui trago tantas vezes, plumitivo que nunca disfarçou ou escondeu o seu devotado sportinguismo - nem precisou disso para ser de uma integridade ímpar -, ao entrar no estádio deu de caras com o grandíssimo Guilherme Espírito Santo, que já abandonara os relvados e as pistas de atletismo, e deixou-se invadir pela nostalgia: 'Nome inesquecível do futebol português, jogador que aliava às suas condições atléticas de desembaraço e velocidade uma grande mestria no domínio da bola que nos faz conservar na memória e graça alada e o donaire do jogador de cor e cuja saudade de o ver em campo nos arrasa os olhos de lágrimas'.
Abraçaram-se e tornaram os seus lugares.
Era o dia 5 de Setembro de 1957.
Ninguém imaginava o que estava à beira de assistir.
Faltava, do lado catalão, o húngaro Kubala, mágico do golo. Mas não faltavam, por exemplo, Luisito Suárez ou o brasileiro Evaristo, nem Estanislao Basora ou Justo Tejada. De pouco lhes serviu.
O Benfica destruiu por completo o conjunto catalão: 4-0.
Resultado que peca por escasso, diriam os radialistas de hoje. O público que ia, no final, abandonando as bancadas do Restelo parecia estar-se completamente nas tintas para a escassez do resultado. Despachar o gigantesco Barcelona com uma goleada daquelas chegava e sobrava para que o povo regressasse a casa do sorriso aberto de orelha a orelha.

A tontura dos catalães
Tavares da Silva escrevia: 'O Barcelona era, verdadeiramente, uma imagem de futebol esfrangalhado, impotente, com os vários sectores desligados, e as suas unidades mantinham-se em campo só para cumprir a obrigação. Apenas aos noventa minutos é que acabou a tortura dos espanhóis. Uma única equipa vivia em campo. A outra estava morta'.
Bela prosa! Bela prosa!
Nesse ano, o Benfica perdera a final da Taça da Latina para o Real Madrid: 0-1 em Madrid, Chamartín. Há uma espécie de maldição sobre os encarnados nessa coisa de terem jogado finais europeias no campo dos seus adversários. Os homens que tinham ido a Madrid pôr o Real em sentido despachavam de uma penada o Barcelona do Restelo. 'O Benfica deve ser, neste momento presente, a equipa com melhor predisposição para enfrentar estrangeiros, pois não se importa com a classe ou a categoria seja de quem for. Foi um prazer observar os encarnados (que ontem eram brancos) jogando com a desenvoltura, facilidade e descontração de quem se reconhece com a força para criar as condições de KO ao adversário'.
Estava a disputa ainda morna quando Palmeiro ter um centro para a grande área adversária. O keeper Ramallets defendeu a soco, e a bola subiu e subiu, como um balão, caindo depois à velocidade que a gravidade lhe imprimiu. Coluna estava à sua espera: de primeira, sem a deixar tocar o chão, desferiu um pontapé monumental e indefensável. Golo! E que golo! O público saltou dos seus assentos numa reacção colectiva de espanto e alegria.
Estavam decorridos 35 minutos.
Nove minutos mais tarde, José Águas ergueu-se com a sua elegância de flamingo por entre os centrais adversários. A sua cabeçada perfeita resultou no 2-0.
De um momento para o outro, com intervalo para o meio, tudo parecia fácil para o Benfica. O Barcelona caíra de joelhos aos pés dos lisboetas.
No primeiro minuto da segunda parte, Cávem surgiu na esquerda para chutar rasteiro e fazer o 3-0. Três minutos passados, Calado meteu a bola milimetricamente na frente de Águas: 4-0.
Até onde poderia ir o resultado? Era a questão que se espalhava pelas bancadas do Restelo. Não sofreria alterações, a despeito de o Benfica voltar a ter mais algumas oportunidades. A verdade é que, em embates deste género, entre clubes carregados de pergaminhos, há uma espécie de acordo tácito de cavalheiros. Reduzindo a velocidade do seu jogo, o Benfica poupou o Barcelona a uma humilhação que ficaria, com certeza, para sempre dependurada na parede branca da história do futebol. Não era caso para isso. A superioridade portuguesa fora tão límpida, tão clara com os olhos da Elizabeth Taylor. Até um penálti foi desperdíçado a dobrar: José Águas acertou no poste, e Palmeiro, na recarga, chutou à trave.
A escuridão descera sobre a cidade. Ficavam ainda, presos às lembranças, os movimentos incontroláveis, dignos de um bailado, daqueles fantasmas brancos que traziam águias sobre o lugar onde fica o coração."

Afonso de Melo, in O Benfica

Mister, é para jogar onde?


"Cavém iniciou a carreira de 'águia ao peito' a marcar golos, mas terminou a impedi-los

A versatilidade é das qualidades mais valorizadas no futebol. Um jogador que desempenhe várias posições com a mesma eficácia, que é raro, precisa ter um sentido posicional e conhecimento tático superior aos seus companheiros. Para o treinador, esse elemento é extremamente valioso pela diversidade de opções que lhe oferece. Domiciano Cavém era um desses elementos raros.
Após o verão conturbado de 1955, em que esteve com 'pé e meio' no Vitória de Setúbal, acabou por assinar pelo Benfica, a 26 de Agosto. Os 'encarnados' já estavam havia algumas épocas atentos ao jogador e, numa operação-relâmpago, chegaram a acordo com o Sporting da Covilhã, em que pagaram quase duzentos contos e cederam o passe de Pires aos serranos.
Parecia estar tudo a correr de feição para o avançado. No entanto, num dos primeiros treinos lesionou-se gravemente e teve de ser submetido a uma operação ao menisco, ficando afastado dos relvados por pouco mais de dois meses. Recuperou e jogou a primeira vez de 'águia ao peito', frente ao Valência, a 1 de Dezembro de 1955. Não acusou a falta de ritmo, marcou o golo da vitória e foi considerado um dos melhores jogadores em campo. A imprensa ficou rendida com a sua prestação e deixou o aviso ao treinador benfiquista, Otto Glória: 'tem de arranjar uma vaga na linha avançada'. O técnico acatou. Cavém, a extremo, destacava-se por ser 'fino no drible e decidido no remate'. Tornou-se num dos indiscutíveis no ataque 'encarnado' ao longo de seis épocas.
A 19 de Setembro de 1961, após o Benfica ter perdido a 2.ª mão da Taça Intercontinental, frente ao Peñarol, foi obrigado a disputar uma finalíssima. Por forma a reverter a derrota, Béla Guttmann inovou e colocou Cávem a médio. Apesar da derrota, o jogador foi bastante elogiado: 'a sua determinação de cumprir levantou o moral dos companheiros e encheu o sector confiado ao seu trabalho'. Estabeleceu-se na posição, sendo importante na conquista do segundo título europeu consecutivo, ao marcar um dos cinco golos dos benfiquistas na final, frente ao Real Madrid.
Na segunda metade da época seguinte, passou a alinhar como defesa-direito. Desempenhou a posição com a mesma eficácia das anteriores, disputando a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, contra o AC Milan.
Em três anos, Cavém disputou três finais europeias, em que jogou em três sectores diferentes. A sua qualidade e entrega dava confiança tanto ao treinador como aos adeptos, independentemente do lugar que iria ocupar.
Saiba mais sobre este extraordinário futebolista na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Objectivo falhado


"A nossa equipa apresentou-se, ontem, em Aveiro, conforme se havia preparado, isto é, com o intuito de conquistar a nona Supertaça do nosso palmarés, mas o jogo não correu de feição às nossas pretensões.
A partida, no seu cômputo geral, pautou pelo equilíbrio, alternando os momentos em que cada equipa se superiorizou ligeiramente à outra, não havendo, de resto, muitas oportunidades de golo para ambas.
Jorge Jesus apontou alguma falta de objetividade e eficácia da nossa parte para que a balança pendesse para o lado portista e salientou que “em vários momentos do jogo o Benfica foi melhor que o FC Porto, só não conseguiu fazer a diferença nos momentos que tinha de fazer".
O que conta, para a história, é o resultado, mas que se circunscreve a esta partida, não se devendo permitir que este condicione, pela negativa, o percurso da equipa no que resta da temporada, sabendo-se que estão ainda em disputa todas as restantes competições, às quais o Benfica se apresenta como candidato ao triunfo.
A desilusão sentida pela derrota, comum a todos os benfiquistas, desde os elementos do plantel aos adeptos, passando pela Direção e Estrutura, deve servir de motivação para os desafios vindouros, pois há muito por ganhar ao longo da temporada.
As condições de excelência colocadas à disposição do plantel, o qual tem, reconhecidamente, enorme qualidade e é liderado por uma equipa técnica com provas dadas, inclusivamente ao serviço do Benfica como é sobejamente conhecido, dão-nos a confiança inabalável de que estaremos na linha da frente para atingirmos os principais objetivos a que nos propusemos no início da temporada.
Não gostamos de perder. Que esta derrota sirva para que retiremos ensinamentos que nos possam ajudar no futuro. Há muito por conquistar na temporada.
Viva o Benfica!"

Nós avisámos


"1 - O golo do FC Porto é precedido de uma falta sobre o Rafa que não é sancionada, causando o contra-ataque que origina o golo. Segundo as regras, o VAR deveria ter visto o início da jogada, marcado falta a favor do SL Benfica e invalidado o golo. Nada fez.
2 - Existe um penálti claro e indiscutível a favor do SL Benfica, em que o jogador FC Porto controla voluntariamente a bola com o braço. O VAR, uma vez mais, nada fez.
Não estamos a desculpar a derrota do SL Benfica com estes lances flagrantes que ficaram por assinalar e que poderiam ter alterado por completo o rumo do jogo. Longe disso. Estamos apenas a evidenciar factos, como sempre fazemos, para que esses factos não passem despercebidos aos olhos das pessoas, nem fiquem esquecidos.
Contudo, e para deixar bem claro que não desculpamos esta derrota com a arbitragem, é por demais evidente o falhanço completo a nível de planeamento desportivo do Sport Lisboa e Benfica. O meio campo precisa de ser reforçado urgentemente com a contratação de um 8 e de um 6, e nem vamos falar dos laterais. Não estamos a falar contratações de projectos de jogadores, mas sim de jogadores feitos, completos, que venham implementar dinâmica na equipa a nível de processos ofensivos e defensivos, de forma imediata.
Desde o início da época que é implícito a falta de querer, garra e ambição do plantel actual do SL Benfica. A maioria dos jogadores, pura e simplesmente, não corre, o que nos leva a acreditar que além dos problemas evidentes, existe também um problema estrutural e psicológico. Porque os problemas não surgiram com Jorge Jesus; os problemas existem há mais de 3 anos e são patentes e visíveis aos olhos de todos. De todos... menos daqueles que não querem ver.
Compete a todos os benfiquistas fazerem a sua parte, mas, infelizmente, a nossa publicação de ontem embateu em ouvidos moucos, tal como muitas outras anteriores. Começa a ser recorrente.
Continuem a ignorar o verdadeiro problema do futebol português, na esperança de que o problema se resolva sozinho, e abstenham-se de fazer a pequeníssima parte que compete a todos nós - sócios e adeptos do SL Benfica - fazer.
Se querem realmente demonstrar o apoio ao Sport Lisboa e Benfica, sejam exigentes, críticos, ambiciosos. Defender, sim, sempre, mas ser-se amorfo, apático, indiferente e entrar em coma profundo, jamais."

Nada muda!!!


"Custa-nos muito escrever depois de mais uma exibição vergonhosa da parte do Benfica, mas o nosso amor ao Clube faz-nos ir à luta quando é mais difícil.
Nada desculpa a fraquíssima exibição, mas o resultado fica marcado por imensos erros de arbitragem. 4 árbitros em campo, 4 em frente a um ecrã e… nada mudou.
Um livre frontal a favor do Benfica por falta sobre Rafa foi transformado num penálti a favor do Porto. 
Um penálti a favor do Benfica por mão do Corona foi transformado… em nada.
É a magia do Natal, só pode. O problema é que a favor do Porto é Natal todo o ano e os Pais Natais são os mesmos de sempre.
Aproveitamos este post para desejar um santo e feliz Natal a todos os nossos seguidores. Acima de tudo, com saúde para todos.
Viva o Benfica!"

Benfica After 90 - Supertaça...