Últimas indefectivações

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Um coração que jogava


"PEDRO DA CONCEIÇÃO FOI UM ATLETA ECLÉTICO E UM FERVOROSO BENFIQUISTA, CUJO AMOR PELO CLUBE ESTAVA ACIMA DE TUDO.

No dia 10 de abril de 1960, o coração de Pedro José da Conceição não resistiu à comoção daquele jogo do Campeonato Nacional frente ao Sporting, que culminou na vitória dos encarnados por 4-3, permitindo-lhes aproximarem-se mais do título. “Doença arteriosclerótica”, um coração quebrado, assistido por José Pinho, ainda no Estádio, onde insistiu em permanecer a ver o jogo. O lisboeta de 50 anos foi depois encaminhado para casa, onde acabaria por falecer.
Foi um golpe duro no mundo dos benfiquistas. Pedro da Conceição vibrava com o Clube de forma ímpar. Era sempre dos primeiros a chegar às bancadas. Nascido em Santos, onde os pais viviam, haveria de trabalhar no Arsenal do Alfeite, seguindo os mesmos passos do pai, que fora marítimo de profissão. Mas foram outras as valências deste homem, de verdadeiro coração vermelho.
Entre os 17 e os 29 anos, representou o Benfica nas modalidades de futebol, natação, polo aquático, andebol (dois jogos, como guarda-redes) e a sua última representação pelo Benfica foi numa prova de corta-mato, em 1939. Mais tarde, haveria de integrar o Sport Lisboa e Saudade.
No polo aquático teve visibilidade, integrando equipas de 1.ª e 2.ª categorias. Alinhou na equipa que, em agosto de 1931, se debateu com o Natació de Barcelona, em digressão por Portugal. Disputando ainda jogos com a equipa do Algés e Dafundo e com uma seleção de Lisboa, os catalães venceram por grandes diferenças, num período em que o polo aquático português estava em fase praticamente larvar. O único golo do Benfica foi apontado por Pedro da Conceição.
No futebol, todos recordavam o guarda-redes “entusiasta, valente, que jogava com o coração”. Antes de assumir essa posição, atuou como médio, como na sua primeira exibição de águia ao peito, no dia de Natal de 1927, frente ao 31 de Janeiro FC (V 3-0), marcando um dos golos. A sua estreia na 1.ª categoria, no dia 10 de janeiro de 1932, fê-la com “contento”, protagonizando algumas defesas arrojadas, saindo ao encontro dos avançados do União de Lisboa (E 1-1) e tirando as bolas dos seus pés. O seu segundo jogo, contra o Sporting, esteve “absolutamente bem”, atuando como se pretende “do nosso melhor keeper”.
O rouxinol do Benfica, cuja “voz de barítono era a primeira a entoar uma canção”, esteve 81 jogos na qualidade de guarda-redes da equipa principal, entre as épocas de 1931/32 e 1935/36, e conquistou um Campeonato de Lisboa.
Recorde outros dedicados e valorosos jogadores da história do Benfica na área 22 – De Águia ao Peito, no Museu Benfica – Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Primeiros socorros


"Digam lá, sinceramente. O caudal de jogo ofensivo do SL Benfica no jogo com o Casa Pia AC foi em alguma coisa inferior ao do embate com o Académico de Viseu FC? Ninguém no seu perfeito juízo pode dizer que houve menor volume ou entrega dos jogadores no empate a dois do que na vitória por sete. E é dessa matriz de jogo que temos de falar.
Neste início de temporada, a formação masculina liderada pela equipa técnica de Marco Silva tem os olhos na baliza adversária. E troca os olhos aos defesas contrários. Já sei, já sei, não podemos descurar a outra baliza, a nossa. A solidez defensiva é um dos elementos que dá campeonatos, para evitar dissabores como o empate de estreia na Liga Portugal. Isso também se trabalha, mas, para já, deixem-me só ficar feliz com a capacidade que a equipa de - monstra para jogar de frente e dentro da grande área dos nossos oponentes. E sentir-me muito orgulhoso pela forma como os nossos jogadores querem – e conseguem – recuperar rapidamente a bola quando a perdem. É também de atitude que temos de falar. Na partida da segunda jornada do Campeonato, com a exceção de Lenglet, todos os jogadores já faziam parte do plantel do ano passado. E, em alguns casos e jogos, não puderam ou não conseguiram demonstrar essa vontade e isso também nos deve fazer pensar. Não pode ser um lugar-comum: representar o Sport Lisboa e Benfica no futebol e no que quer que seja, tem de vir com algumas condições coladas ao corpo e à alma, como a entrega total e o desejo de ganhar. Estamos numa fase demasiado precoce da época (e já sabemos das artimanhas que estão montadas), mas este Glorioso já é um bálsamo para tantas feridas que têm sido causadas ao Clube. E é assim, cobertos de mercurocromo emocional, que temos de continuar. De preferência, unidos. Senão, não vale a pena."

Ricardo Santos, in O Benfica

Um novo ciclo


"Agora que se inicia um novo ciclo, faz sentido olhar para a época passada e avaliar a obra feita, seja para retornar aos benfiquistas o que a sua Fundação produziu, seja para melhorar processos e renovar o foco e intensidade da obra social do Sport Lisboa e Benfica.
Foi uma época em cheio, com a conclusão e abertura do 1904 Benfica Hotel, muito acarinhada pelo Clube, sócios e adeptos que assim viram ressurgir a memória daquele edifício icónico no centro da cidade de Lisboa, ao mesmo tempo que se criaram condições de sustentabilidade para o desenvolvimento da Fundação Benfica. Deste modo, 2025/26 foi uma época de virar de página em que iniciámos a expansão dos nossos projetos conforme previsto no nosso plano estratégico até 2030, mas em que, obviamente, mantivemos todos os projetos em curso, dando-lhes continuidade e crescendo na sua abrangência ou lançando as bases para o seu crescimento na época 2026/27 que agora se inicia. Crescemos nos domínios do desporto adaptado e inclusivo, da inclusão educativa, do apoio humanitário, do envelhecimento ativo e da intervenção nos países de língua oficial portuguesa e lançámos as bases para novos voos desta Águia Solidária que a Fundação corporiza.
Foi um tempo de consolidação e de lançamento de um novo ciclo de crescimento sustentado, acompanhando os problemas estruturais da atualidade e ensaiando novas soluções em que o exercício da responsabilidade social e da solidariedade benfiquista permita fazer a diferença e contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento e a justiça social dentro e fora de Portugal."

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial


"1. Na capa deste jornal O Benfica, o destaque vai para o Objetivo Liga Europa, que abre as primeiras páginas desta edição. Mais um bom jogo do Benfica, a entusiasmar os adeptos e a garantir uma vantagem importante para a segunda mão. O apuramento definitivo está a um passo, mas é preciso concretizá-lo com os pés bem assentes no chão, em linha com a postura que o Benfica tem apresentado desde o início da época. Passo a passo, rumo aos objetivos traçados. Os 10 golos desta semana, nos dois jogos, frente ao Casa Pia, fora, e ao Aarhus, na Luz, são um conforto de confiança e qualidade.

2. Nesta edição, lançamos o fim de semana e abrimos um horizonte imediato quanto aos primeiros troféus da época no andebol feminino e masculino. Antevisão e análise para ler nestas páginas sobre as Supertaças que queremos trazer para o Museu Benfica – Cosme Damião. Jogos e rescaldo para acompanhar online no site e na App, ao minuto, bem como pela transmissão na Benfica FM e pelas imagens via BTV.

3. Destaque ainda esta semana para as primeiras palavras do novo timoneiro do voleibol do Benfica. Ambição, visão e um novo ciclo que se quer vitorioso. Uma apresentação que merece presença de capa e acompanha os primeiros momentos de Sakis Psarras no Clube, do Museu aos pavilhões, passando pela assinatura e foto da praxe. A nossa reportagem conta-lhe tudo."

Pedro Pinto, in O Benfica

terça-feira, 25 de agosto de 2026

Lixívia - 3 ---- (26/27)


Tabela Anti-Lixívia
Sporting...... 7 (-2) = 9
Corruptos.....9 (0) = 9
Benfica. 4 (0) = 4 (-1 jogo)
Braga....1 (0) = 1 (-2 jogo)

Jornada sem jogos do Benfica e do Braga, e assim ficaram o duo maravilha do Conselho de Arbitragem a chamar todas as atenções, e não desiludiram!!!!

Sem grandes Casos nas áreas, foi notório a proteção disciplinar dada aos dois !!!

No Alvalixo, a não expulsão do Catano foi o ponto alto da actuação do Verdíssimo... Comparem a entrada do Catano, com a expulsão do Otamendi, em Famalicão no jogo que decidiu a presença na Champions?!! O Nico, toca a bola, e na sequência natural acaba por pisar o adversário, aqui o Catano nem sequer tentou jogar a bola, torcendo completamente o tornozelo do adversário...

Mas não foi o único erro, o apito intervalo, acontece quando o Suarez chega a atrasado na pressão e atropela o adversário já sem bola... Este tipo de jogadas, são uma das marcas dos Lagartos e dos Corruptos, intimidando constantemente os adversários, com os apitadores a virarem as costas!

No antro Corruptos, o Pinheiro até começou com alguma coragem anulando dois golos aos Corrutpos, bem anulados: um por fora-de-jogo e o outro por carga sobre o guarda-redes. Este deixou algumas dúvidas, mas a carga dá-se dentro da pequena área, sobre os braços do guarda-redes, claramente falta... Se quiserem comparar este golo, com o famoso golo do Luisão, as imagens não demonstram qualquer contacto do Luisão com o Ricardo e a ter existido, foi a própria cabeça do Luisão com os braços do Ricardo, não foi outro parte do corpo...

Perto do fim, mas ainda com 1-0, o Coreano dos Corruptos, enganou-se na modalidade e pensou que estava numa competição de Taekwondo, acertando no adversário!!! O Pinheiro ganhou 'coragem' novamente e mostrou o primeiro Amarelo aos Corruptos esta época, o problema é que devia ter sido Vermelho!!!
No 2.º golo dos Corruptos as linhas de fora-de-jogo ainda não apareceram.... e já agora os festejos dos golos também forma engraçados! O Pinheiro estava de costas, pode não ter visto as provocações, mas o resto da equipa de arbitragem deve ter visto... e se nenhum deles viu, as imagens são esclarecedoras, em condições normais, o Conselho de Disciplina teria que abriu um inquérito, mas nós já sabemos que nada vai acontecer!!!
Ainda houve mais uma chapada no adversário, que passou em claro...


Anexos (I):
Benfica
1.ª-Académico(c), E(2-2), D.R. Silva(Mota, P. Miranda), Nada a assinalar
2.ª-Casa Pia(f), V(0-7), Pinheiro(Rui Costa, T. Leandro), Prejudicados, (0-9), Sem influência
(Adiado)

Sporting
1.ª-Estrela(f), E(2-2), J. Gonçalves(Martins, Cátia T.), Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)
2.ª-Guimarães(c), V(3-2), D. R. Silva(M. Oliveira, I. Pereira), Nada a assinalar
3.ª-Alverca(c), V(3-1), Veríssimo(Malheiro Pinto, A. Campos), Beneficiados, Impossível contabilizar

Corruptos
1.ª-Alverca(c), V(2-0), Godinho(Esteves, Catarina C.), Nada a assinalar
2.ª-Rio Ave(f), V(0-2), Fonseca(Cláudia R., A. Campos), Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
3.ª-Arouca(c), V(2-0), Pinheiro(Mota, Bessa Silva), Beneficiados, Impossível contabilizar

Braga
1.ª-Moreirense(f), E(2-2), Bessa(Vasilica, P. Eiras), Nada a assinalar
(Adiado)
(Adiado)

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
0/0

Sporting
0/0

Corruptos
2/0

Braga
0/0

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade)
Castigados (Favor - Contra):
Benfica
1/0
Minutos:
1 - 0 = +1

Castigados:
0 - 0

Sporting
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
2 - 1

Corruptos
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
0

Braga
0/0
Minutos:
0 - 0 = 0

Castigados:
0-0

B) Amarelos / Faltas assinaladas
Contra (antes dos 60m) / Faltas contra - Faltas a favor / Adversários (antes dos 60m)
Média Faltas/Amarelos - Favor/Contra
Benfica
2(2) / 26 - 24 / 6(2)
Média: 13 / 4

Sporting
7(3) / 39 - 52 / 9(5)
Média: 5,57 / 5,77

Corruptos
1(0) / 40 - 19 / 4(3)
Média: 40 / 4,75

Braga
2(1) / 21 - 16 / 4(1)
Média: 10,5 / 4

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica


Sporting
J. Gonçalves - -2
Martins - -2

Corruptos


Braga


Anexos(V):
Árbitros - Total - (Casa/Fora):
Benfica
D. R. Silva - 1 (1/0)
Pinheiro - 1 (0/1)

Sporting
J. Gonçalves - 1 (0/1)
D. R. Silva - 1 (1/0)
Veríssimo - 1 (1/0)

Corruptos
Godinho - 1 (1/0)
Fonseca - 1 (0/1)
Pinheiro - 1 (1/0)

Braga
Bessa - 1 (0/1)

Anexos(VI):
VAR's - Totais - (Casa/Fora):
Benfica
Mota - 1 (1/0)
Rui Costa - 1 (0/1)

Sporting
Martins - 1 (0/1)
M. Oliveira - 1 (1/0)
Malheiro Pinto - 1 (1/0)

Corruptos
Esteves - 1 (1/0)
Cláudia R. - 1 (0/1)
Mota - 1 (1/0)

Braga
Vasilica - 1 (0/1)

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
P. Miranda - 1
T. Leandro - 1

Sporting
Cátia T. - 1
I. Pereira - 1
A. Campos - 1

Corruptos
Catarina C. - 1
A. Campos - 1
Bessa Silva - 1

Braga
Eiras - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
Pinheiro - 1
Rui Costa - 1

Sporting
J. Gonçalves - 1
Martins - 1

Corruptos
Fonseca - 1
Cláudia R. - 1

Braga
Bessa - 1
Vasilica - 1


Anexos(iX):
Jornadas anteriores:
Jornada 2 (-1 jogo)

Anexos(X):
Épocas anteriores:

Bons jogadores e bons treinadores não precisam de tempo


"Se não acreditam nesta minha teoria, falem com Mourinho, Jesus, Amorim e Farioli. Eles explicam...

Aquilo a que nos anos 80 e 90 se chamava automatismos chama-se agora tempo. Há algumas décadas, quando Toni era treinador do Benfica e a equipa demorava a engrenar, ele disse algo como isto: «Faltam-nos os automatismos». Ou seja, grosso modo, era preciso que os jogadores (sobretudo as contratações) se conhecessem melhor para que o rendimento atingisse os níveis pretendidos. Agora, quatro décadas depois, o conceito de automatismo deu lugar a conceito com upgrade: «As equipas precisam de tempo». Não é bem assim.
O FC Porto contratou, no arranque de 2002/03, cinco jogadores nucleares para essa época: Maniche, Derlei, Paulo Ferreira, Pedro Emanuel e Nuno Valente. Promoveu ainda o regresso de Jorge Costa. Todos se tornaram titularíssimos. Até ao início de fevereiro de 2003, o FC Porto realizara 31 jogos, somando 26 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. José Mourinho riscara do dicionário portista as palavras automatismo e tempo e ganhou praticamente tudo: Liga, Taça UEFA e Taça de Portugal. Dois anos depois, o mesmo Mourinho, agora no Chelsea, chegou, viu e venceu após recrutar Cech, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Tiago, Robben e Drogba. Todos determinantes na conquista do campeonato inglês que fugia aos blues há 50 anos.
Sete anos mais tarde, no início de 2009/10, o Benfica contratou figuras como Saviola, Ramires, Javi García, César Peixoto e Weldon, garantindo ainda o regresso de Fábio Coentrão. Quatro deles assumiram a titularidade de imediato. Até ao início de abril de 2010, o Benfica disputou 37 jogos, com 27 vitórias, 6 empates e 4 derrotas. Jorge Jesus, tal como Mourinho, apagou do dicionário encarnado os conceitos de automatismo e tempo para reconquistar o título que fugia da Luz há cinco épocas.
Onze anos depois, no arranque de 2020/21, o Sporting contratou Adán, Porro, Feddal, João Mário, Nuno Santos e Pedro Gonçalves, promoveu a afirmação de Nuno Mendes, Gonçalo Inácio, Tiago Tomás e Matheus Nunes vindos da formação e, em janeiro de 2021, reforçou-se com Paulinho e Matheus Reis. Terminou a época com três derrotas em 42 jogos e, pela primeira vez na história, sagrou-se campeão sem derrotas, pois o único desaire interno (3-4 na Luz) aconteceu quando o título já estava matematicamente assegurado. Rúben Amorim, tal como Jesus e Mourinho, riscou do dicionário verde e branco a desculpa do tempo e dos automatismos e quebrou um jejum de 19 anos.
O exemplo mais recente data do arranque de 2025/26: o FC Porto contratou Alberto, Bednarek, Kiwior, Rosario, Froholdt, Gabri Veiga, De Jong, Borja Sainz e, no mercado de janeiro de 2026, resgatou Thiago Silva, Fofana, Pietuszewskie Moffi. Pelo meio, a estrutura contava com um treinador novo e uma direção, digamos assim, semi-nova. Chegado ao final de janeiro, o saldo era impressionante: 27 vitórias, 3 empates e 2 derrotas em 32 jogos. Francesco Farioli, à imagem de Amorim, Jesus e Mourinho, voltava a riscar do dicionário azul e branco as palavras automatismo e tempo e, no final da época, os dragões sagraram-se campeões, algo que não conseguiam desde 2022. Conclusão (pelo menos a minha): jogadores e treinadores não precisam de tempo para tornarem grandes as equipas.
Conclusão (pelo menos a minha): jogadores e treinadores não precisam de tempo para tornarem grandes as equipas. Precisam de talento, trabalho, uma pontinha de sorte e big balls, como um dia disse Michael Thomas, quando estava no Benfica. Não acreditam? Falem com Mourinho, Jesus, Amorim ou Farioli. Eles explicam."

Está de volta o velho 'choradinho' no FC Porto


"A ironia de Farioli sobre os «jornalistas do Sul» no caso Rodrigo Mora desmascara a ilusão da nova era de Villas-Boas, afinal nada mais do que um Pinto da Costa 2.0

Quando André Villas-Boas derrotou Pinto da Costa, com maioria avassaladora, nas eleições do FC Porto em 2024, a promessa apresentada aos associados era absolutamente límpida e sedutora: modernidade, sofisticação e rutura total com o clima de crispação que sufocava o futebol português.
O discurso fundacional desta nova era prometia uma instituição de dimensão europeia, urbana, capaz de vencer exclusivamente pelo mérito desportivo.
Prometia-se um clube totalmente distante dos velhos escombros da guerrilha verbal e regionalista que marcou o último meio século na Invicta.
Contudo, a vertigem dos resultados no relvado e as duras exigências do poder têm a capacidade de acelerar a tentação do regresso ao passado.
Perante as primeiras grandes dificuldades da primeira época, a estrutura portista percebeu que a forma mais rápida e eficaz de galvanizar as suas tropas continuava a ser o velho e testado alimento do confronto: a vitimização, a teoria do cerco e a busca incessante por um inimigo externo.
Villas-Boas acabou por encarnar a versão 2.0 de Pinto da Costa, ressuscitando a ultrapassada narrativa do «Norte contra o Sul» que tanto desmentido faz à lufada de ar fresco que prometera.
O último exemplo desta profunda regressão deu-se este sábado, pela voz de Francesco Farioli. O jovem técnico italiano dedicou os primeiros 12 minutos da sua conferência de imprensa ao caso Rodrigo Mora — duração que supera, por si só, muitas conferências inteiras na Liga —, para lançar farpas irónicas à imprensa e à centralização do país.
«Aprecio a atenção que os jornalistas do Sul lhe deram e a forma como protegeram um talento do FC Porto. Não esperava este nível de amor e atenção pelo nosso menino», disparou o treinador com um sarcasmo milimetricamente estudado.
Ao vestir sem pudor a pele de vítima e ao canalizar as atenções para o ruído de fora, Farioli demonstra ter absorvido na perfeição a antiga cartilha da casa.
O recurso ao chavão do «nós contra todos», como se o Dragão fosse a irredutível aldeia gaulesa de Astérix cercada por um império romano invisível, serve perfeitamente para adormecer a exigência interna e sacudir a responsabilidade sobre a gestão de um jovem ativo.
O FC Porto prometeu o futuro e a modernidade, mas bastou a primeira tempestade para a nova liderança recuar meio século e voltar ao velho choradinho de sempre."

Mentiras diárias...

Mentira, mais uma...

Nada vai acontecer...

Taekwondo?!

Novela Colombiana...

As regras mudaram?!

Surpresa!

BI: Circati...

Highlights | #AndebolBenficaFem 35-25 CJ Almeida Garrett | Supertaça 2026/27

Terceiro Anel: Bola ao Centro #223 - A um pequeno passo da Europa!!!

Visão: S08E05 - Só 3 é pouco | Benfica x Aarhus GF

SportTV: Mercados - "O Suárez vai continuar a ser jogador do SCP" 🦁

Zero: Mercado - Seko Fofana? Sonho portista já é realidade

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - FC Porto a voar: cinco notas após a vitória frente ao Arouca

Observador: E o Campeão é... - O Porto precisa mesmo de um novo ponta de lança?

Observador: Três Toques - Haaland diz adeus... ao cabelo

Liga: Gil Vicente 2 - 0 Casa Pia

Supertaça conquistada


"Em destaque na BNews, o 6.º triunfo benfiquista na Supertaça Feminina de andebol.

1. Primeiro troféu da época
A equipa feminina de andebol do Benfica ganhou a Supertaça. Ante o CJ Almeida Garrett, as águias superiorizaram-se por 35-25. Na mensagem de felicitações, o presidente do Sport Lisboa e Benfica sublinha "a confirmação de uma equipa que continua a honrar o nome do Clube".

2. Renovação de contrato
Dinis Telehovschi prolonga a ligação ao Benfica.

3. Outros resultados
Na Supertaça masculina de andebol, o Benfica foi derrotado pelo Sporting (31-24). Os Juniores de futebol ganharam por 3-2 ante o Torreense. A equipa feminina de futsal perdeu com o Leões Porto Salvo na final da Oeiras Valley Woman Futsal Cup 2026 (3-1).

4. Atividade do Museu
A iniciativa "Tiro com Arco – conversa e prática da modalidade" reuniu cerca de uma centena de participantes."

Não ganhar não é não ter sucesso


"Não custa simpatizar com Emmanouíl Karalis. Sorriso fácil de reclame a dentífrico e feições quadradas em cima de musculatura esculpida, tem o físico a juntar ao afável feitio. Ele extasiou-se em Lausanne, na Suíça, ao pular do grosso colchão que lhe amparou a aterragem após superar 6,16 metros de altura da trave: pôs-se de pé no tartã, saltou para esmurrar o ar, depois agachou-se, curvado sobre os punhos fechados e perdido de alegria enquanto era aplaudido pelo público.
Acabava de domar a altura que apenas três homens na história lograram no salto com vara, uma das disciplinas mais técnicas do atletismo, de longe das mais árduas de tão contra-natura. Os 6,16m nem eram novidade para o grego: ficaram a um centímetro da sua melhor marca, os 6,17m a que já se catapultou com uma vara de fibra de vidro ou de carbono, pesada em três quilos, comprida à volta de cinco metros, depois de nela pegar de uma forma longe de ser intuitiva para um leigo e com ela correr o mais rápido possível. Por mais incríveis que foram as façanhas, ambas deixaram o filho de um decatleta, e de uma mãe outrora especialista no salto em comprimento, no mesmo lugar — em segundo.
Dentro da fortuna de ser um dos melhores de sempre no salto com vara calhou a Karalis, alcunhado de ‘Manolo’, também ser desafortunado por coincidir com Armand Duplantis. O sueco a quem os papás, nos Estados Unidos, montaram uma pista no quintal das traseiras para ele de pequenino lhe pegar o gosto é, aos 26 anos, a incontestável estrela polar da modalidade: já bateu 15 vezes o recorde do mundo, 14 das quais depois de o próprio o fixar, é bicampeão olímpico, hexacampeão mundial e tetracampeão europeu, puxando a bitola da modalidade (para já) até aos 6,31 metros. Nos últimos três anos apenas perdeu uma das 42 competições onde entrou.
Na sexta-feira, com o Lago Genebra no enquadramento, Karalis sorriu e saltou e celebrou ao acrescentar 10 centímetros à anterior melhor marca que não chegou para ganhar o ouro na prova da Liga Diamante, o equivalente à Champions do atletismo — foi a primeira vez na história que dois homens saltaram, pelo menos, 6,10 metros na mesma prova.
Terminou atrás de Duplantis, igual ao que aconteceu no domingo, noutra prova da mesma espécie na Silésia, Polónia, onde também abraçou o sueco e com ele cavacou ao ficar aquém dos suas rebeldias contra a gravidade, incapaz aí de ir além dos 6 metros enquanto viu o sueco tentar superar, sem o conseguir, uns inauditos 6,32 metros. Tratou-se da repetição de uma película estreada em 2020, quando o atleta se estreou a desfeitear o recorde e desde então que o vai quebrando um centímetro de cada vez.
Espero que não, e creio que não, mas não terá havido na Grécia quem tenha escrito que Karalis “falhou” o ouro por não sei quantos centímetros, sendo o grego o antónimo em pessoa do que possa constituir falhar. Ele não alcançou os 6,15m, os 6,21m e os 6,20m, alturas com que um imbatível Duplantis venceu este mês os Europeus de atletismo e depois, assim de chofre, duas etapas seguidas da Liga Diamante. O grego ficou três vezes no segundo lugar em coisa de 10 dias.
Com a mesma idade, crescidos a competir juntos, é sequer possível Karalis ser identificado como o tipo que falha e guardar Duplantis como o bem-sucedido?
Infelizmente é. Vemo-lo em cadência frequente, ainda a semana passada dois tenistas portugueses perderam nos ‘oitavos’ de um Masters de ténis pela primeira vez e ambos “falharam”, como se leu; há uma quinzena houve atletas e nadadores nacionais a não se apurarem para a final, ou a ‘meia’, dos respetivos Europeus e lá surgiu o carimbo do “falhou” por centímetros ou centésimos de segundo. Parecemos viciados em arranjar ‘falhistas’ no desporto onde ínfimos são os que tentam e chegam a profissionais, ainda mais aqueles que agarram medalhas - só há três - em provas internacionais.
E eles sentem-no. Jamais me esquecerei como, há uns anos, o treinador de um atleta olímpico português se queixou ao meu ouvido de que tal tratamento simplório era do mais injusto que há. Porque a piorar essa psique estamos nós, os jornalistas, sempre com pressa ou com alguém a apressar-nos para sermos rápidos, tão urgidos pela rapidez que não sobra tempo para ter presente que um atleta “falhar” o acesso a qualquer coisa é um exercício preguiçoso. Ao serem descritas com esse verbo as margens por vezes microscópicas — por alguma razão existe o photo-finish —, apresenta-se a quem talvez liga patavina à modalidade em questão, e ouve falar dela pela primeira vez em anos, a ideia de insucesso, de ser alguém que ficou aquém.
Atribuir o incumprimento a pessoas que acordam todos os dias para se esfolarem a treinar, a quem anos de dedicação monástica nas sombras muitas vezes se resumem aos poucos minutos em que surgem na televisão a competir num país futebolcêntrico, no caso de Portugal, cujos hábitos de consumo polinizam o trato que se dá a outras formas de desporto: parece que a única forma de sucesso que se aceita é ganhar a toda a gente e ser campeão.
‘Manolo’ Karalis é o segundo melhor saltador com vara da história da humanidade e parte da sua carreira resume-se a ser isso, o segundo, o tipo que vem a seguir a quem ganha. Porque lhe calhou ser contemporâneo de ‘Mondo’ Duplantis, um daqueles atletas que provam como existe vida além da Terra. Não é por ficar atrás dele que o grego não tem sucesso."

Macaquinhos de imitação !!!

ESPN: Futebol no Mundo #624

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Transforma #226 - “De volta os Veríssimos e os Pinheiros e os VARs ceguinhos conforme a cor”

No Princípio Era a Bola - Foi bom para o FC Porto não marcar cedo e o Sporting fez algo essencial para ser mais seguro: teve a bola

Zero: Ataque Rápido - S09E04 - Favorito FC Porto não demora

Segundo Poste - S06E03

Antena 3 - Triplo Duplo - Luís Avelãs

DAZN: Recap - Fim-de-semana...

DAZN: La Liga - Golos - Jornada 2

DAZN: Premier League - Golos - Jornada 1

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

6.ª Supertaça

Benfica 36 - 25 Almeida Garret
22-10


Esta é daquelas secções onde a superioridade do Benfica é enorme! Mudámos de treinador, por opção do ex-treinador, reforçamos o plantel, e se não houver surpresas, vamos dominar as competições internas! A grande dúvida, é o que esta equipa poderá fazer na Europa...

PS: No Masculino, perdemos a Supertaça para o Sporting por 31-24, após uma 1.ª parte desgraçada. Treinador novo, e um autêntica revolução no plantel. Vamos evoluir seguramente, mas a zona Central da defesa, a falta de bombardeiros de longa distância deixaram alguma preocupação, sendo que neste momento o objetivo realista, será o 2.º lugar...

Backstage | #FutsalBenfica 3-2 Eléctrico FC | Jogo de Apresentação

Parecia com os copos... mais uma vez!

Vira as costas!!!

Verdíssimo a espalhar magia...

Vermelho no Branco - Aarhus

Os Gloriosos Benfiquistas - S06E11 - Aarhus

BI: Circati

Oliveira: Circati

Marco Silva: o Benfica voltou a acreditar


"Em poucas semanas de trabalho, Marco Silva conseguiu valorizar um plantel que parecia desacreditado e criar grandes expectativas nos adeptos encarnados. O que mudou no Benfica com Marco Silva?

O caminho
Marco Silva é um treinador com muita experiência ao mais alto nível. Esteve nove anos na Premier League, considerada por muitos a liga mais competitiva e com mais qualidade do mundo.
Treinou clubes que não tinham grandes ambições de títulos, mas as suas equipas tiveram sempre um ADN muito claro: dominar os adversários com bola.
O Fulham tinha a alcunha de equipa yo-yo, porque subia e descia de divisão com frequência. Com Marco Silva, as coisas mudaram. Passou a ser uma equipa de meio da tabela, capaz de lutar pelos lugares europeus e de apresentar um futebol dominador em qualquer estádio e frente a qualquer adversário.
Era uma equipa com coragem, porque queria sempre assumir o jogo. Esta forma de jogar valorizou o clube e os seus jogadores. Foi durante o seu período no Fulham que o clube realizou as maiores transferências da sua história.
Muitos, incluindo eu, estranharam a mudança de Inglaterra para Portugal, sobretudo para um Benfica com uma gestão sem um rumo definido. Acredito que a possibilidade de vencer títulos e acordar um monstro adormecido teve muita influência na sua decisão.

A Identidade
Chegou ao Benfica com uma bagagem de experiência enorme. Pelo conhecimento que tem da liga portuguesa, do Benfica e do passado recente, Marco Silva sabia que podia causar impacto. Estar num clube grande nesta altura da carreira é também muito motivador.
Pode implementar as suas ideias com argumentos que não tinha na Premier League e lutar por objetivos diferentes. Desde a assinatura do contrato, Marco Silva sabia o que queria para o Benfica. A sua proposta de jogo é diferente da dos últimos anos.
Para o técnico encarnado, o Benfica tem de ser sempre uma equipa dominadora e com um futebol ofensivo. Num clube como o Benfica, isso pode fazer toda a diferença.
Conhecendo a realidade portuguesa, Marco Silva sabe que uma equipa que joga para ganhar, que assume o jogo e que proporciona espetáculo tem maiores possibilidades de criar ligação com os adeptos. Por isso, parece-me que há uma diferença na escolha do treinador.
Em vez de um perfil vencedor, baseado sobretudo nos títulos, com que Rui Costa justificou a contratação de José Mourinho, o Benfica contratou um treinador que joga para vencer, algo que não acontecia há anos.

A mudança
Em poucas semanas de Marco Silva na Luz, as mudanças são óbvias. De um plantel que muitos consideravam desequilibrado, com pouca qualidade em algumas posições, de repente os jogadores parecem outros.
O Benfica domina os adversários, cria inúmeras ocasiões de golo por jogo, marca e também falha muitos. A ligação da equipa é visível. Existem movimentos bem definidos e a pressão é feita de forma coletiva e organizada. A intensidade aumentou. Este é um ponto que pode fazer muita diferença este ano.
Marco Silva vem de Inglaterra, onde a intensidade é uma norma, e trouxe métodos de trabalho que têm essa exigência como referência.
Parece-me que os jogadores do Benfica estão mais preparados para jogar durante mais tempo num ritmo elevado. A forma como se treina, a gestão da condição física e a adaptação do corpo ao ritmo pretendido são importantes para conseguir manter esta intensidade.
Defensivamente, a equipa fica mais exposta, mas isso também é consequência da forma como o treinador encarnado pretende jogar. Para limitar esse risco, terá de encontrar mecanismos que permitam à equipa condicionar o adversário no momento da perda de bola. Assumir esta forma de jogar requer coragem, organização, preparação e qualidade. O Benfica tem vindo a fazê-lo.
Também implica jogar no risco, mas quem vê o Barcelona ou o Bayern jogar percebe que esse é um risco que pode valer a pena correr. Claro que ainda há muito a melhorar coletivamente.
O regresso de Aursnes ou a chegada de Palhinha serão mais-valias que deverão melhorar a qualidade coletiva da equipa. Não sei o que o futuro trará. O que sei é que Marco Silva conseguiu voltar a trazer alegria ao Estádio da Luz e a empolgar os adeptos. Apesar da evolução clara em tão pouco tempo, a realidade é que os momentos difíceis irão chegar. Nesse momento, a equipa terá de ter outros argumentos, como união e compromisso, para conseguir superar os obstáculos.

Uma nova vida
Pela forma ofensiva como a equipa se está a apresentar, destaco três jogadores.
Pavlidis é o pêndulo da equipa. Se o Benfica mantiver esta forma de jogar e esta agressividade ofensiva, não tenho dúvidas de que o grego vai marcar muitos mais golos do que na última época. A diferença é que a equipa cria muito mais ocasiões de golo.
Prestianni merece destaque pelo momento de forma, pela qualidade técnica, pelo que acrescenta ofensivamente e pela forma como reage à perda e se envolve no trabalho defensivo. Depois de uma época difícil e de um jogo de pré-época frente ao Flamengo, em que os jogadores brasileiros foram particularmente duros com ele na sequência do episódio envolvendo Vinícius Júnior, o jovem de apenas 20 anos demonstrou enorme qualidade e personalidade. Num contexto que podia tê-lo quebrado, respondeu da melhor forma: jogando futebol.
Por fim, destaco Rafa. Marco Silva conseguiu trazer o sorriso a Rafa. Há muito tempo que não se via um Rafa tão motivado, comprometido e a jogar numa posição onde, no passado, não teve muito sucesso. A realidade é que, até ao momento, Rafa parece feliz. E um Rafa feliz tem qualidade e capacidade para criar muitos desequilíbrios.

A VALORIZAR:
RODRIGO MORA 
A Roma fez o seu maior investimento de sempre em Mora. Todo um mundo novo se abre para o jovem jogador. Tem a oportunidade de continuar a evoluir num contexto difícil, mas desafiante.

A VALORIZAR:
VAN DER GAAG
O regresso do Marítimo à elite do futebol nacional está a correr muito bem. As exibições não foram brilhantes, mas os resultados ajudam a aumentar a confiança. São poucas as equipas que vencem em Famalicão."

Zero: Mercado - Mais uma vítima da revolução em Alvalade?

BF: Live - Conversa...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Alvalade tem um “Sportempic” e até Paulinho deve ter cuidado

Atualidade benfiquista


"São vários os temas abordados nesta edição da BNews.

1. Reforço integrado
Circati já trabalha no Benfica Campus.

2. Empréstimo
João Rego vai evoluir no Casa Pia.

3. Calendário
O desafio entre Benfica e Estoril, referente à 4.ª jornada da Liga Betclic, está agendado para 31 de agosto, às 20h15, no Estádio da Luz.

4. Mercado nas camadas jovens
Anisse Saidi chega ao Benfica por empréstimo. Mauro Furtado é transferido para o Girona.

5. Lutar por duas Supertaças
Hoje, o Benfica disputa duas Supertaças de andebol em Santo Tirso. Nos masculinos, às 19h00, frente ao Sporting; nos femininos, às 15h00, ante o CJ Almeida Garrett.

6. Últimos resultados
A equipa B empatou 1-1 com o Portimonense. Os Juvenis ganharam, por 5-1, ao Nacional. No jogo de apresentação da equipa masculina de futsal do Benfica, vitória dos encarnados, por 3-2, frente ao Eléctrico. A equipa feminina de futsal está na final da Oeiras Valley Woman Futsal Cup, depois de eliminar o Torreense nas meias-finais (5-1).

7. Mais jogos do dia
Os Juniores defrontam o Torreense, às 17h00, no Benfica Campus.

8. Movimentações do defeso
Pelegrín Vargas, voleibolista internacional porto-riquenho, é reforço do Benfica. À Luz chega também o basquetebolista Okechukwu Okeke.

9. Chamada internacional
Eduardo Francisco está convocado pela seleção angolana de basquetebol.

10. Bons desempenhos
Agate Sousa e Arialis Martínez, atletas do Benfica, em destaque na Liga Diamante.

11. Espírito solidário
Fundação Benfica e o plantel de futebol feminino do Clube proporcionaram um momento especial a um grupo de beneficiários da APCAS – Associação de Paralisia Cerebral de Almada Seixal.

12. Casa Benfica Fundão
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 27.º aniversário."

Liga: Corruptos 2 - 0 Arouca

Liga: Santa Clara 1 - 0 Famalicão

Liga: Guimarães 1 - 0 Nacional

Quem cuida do treinador?


"Há uma pergunta que fazemos poucas vezes a um treinador ou a quem lidera: como estás?
Perguntamos pelo resultado. Pelo próximo jogo. Pela classificação. Pelo jogador A, B ou C. Pela decisão que correu mal. Pela solução para amanhã. Perguntamos quase sempre pelos outros. Raramente perguntamos por ele.
Matías Lucuix, selecionador argentino de futsal, colocou recentemente esta questão de uma forma que merece reflexão. Falava sobre a profissão de treinador, sobre a pressão, a necessidade permanente de motivar, preparar, decidir e apresentar resultados, quando lançou uma pergunta simples: «quem cuida de nós?»
A pergunta ficou-me. O desporto de alto rendimento evoluiu extraordinariamente na forma como cuida do atleta. Hoje monitorizamos carga, sono, alimentação, recuperação, fadiga, estado emocional e risco de lesão. Existem médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, analistas e especialistas em diferentes áreas do rendimento. Percebemos que, para exigir rendimento, temos de criar condições para que esse rendimento aconteça, mas há alguém sentado no banco a quem continuamos a pedir uma disponibilidade quase ilimitada.
O treinador tem de estar emocionalmente equilibrado quando a equipa não está. Tem de transmitir confiança quando ele próprio tem dúvidas. Tem de proteger jogadores, gerir expectativas, resolver conflitos, comunicar com dirigentes, enfrentar a comunicação social, tomar decisões impopulares e, no fim, ganhar.
Se ganha, cumpriu. Se perde, tem que dar explicações e, muitas vezes, sai.
Existe aqui uma contradição. Pedimos inteligência emocional ao treinador, mas nem sempre lhe damos espaço para ter emoções. Pedimos-lhe segurança quando vive permanentemente na incerteza. Pedimos-lhe que cuide, sem perguntar quem cuida dele. E isto ultrapassa o desporto.
Um CEO entra numa reunião e todos esperam respostas. Um diretor recebe os problemas que os outros não conseguiram resolver. Um presidente de Câmara enfrenta diariamente decisões que afetam milhares de pessoas e tem de responder às expectativas de uma comunidade, mesmo quando não existem soluções simples. Um professor gere as emoções de uma turma. Um médico precisa de transmitir segurança a uma família. Um treinador entra no balneário depois de uma derrota e sabe que vinte pessoas vão procurar no seu rosto uma indicação sobre aquilo que acontecerá a seguir.
A liderança tem uma característica curiosa: quanto maior a responsabilidade, menor parece ser a autorização para demonstrar fragilidade. Mas onde coloca o líder tudo aquilo que absorve?
A história de Lucuix ajuda-nos a compreender melhor esta questão. Antes de ser treinador, foi um dos grandes talentos do futsal argentino. No Mundial de 2012, aos 26 anos, sofreu uma lesão gravíssima. Seguiram-se operações, complicações e quase três anos de tentativas de recuperação. A primeira preocupação era voltar a jogar. Depois passou a ser voltar a andar normalmente. Durante esse processo sentiu algo que ainda hoje influencia a sua forma de liderar: o isolamento.
Um jogador gravemente lesionado não perde apenas a possibilidade de competir. Deixa de treinar com os seus colegas, de viajar, de concentrar, passa menos tempo no balneário e começa, progressivamente, a afastar-se daquilo que constituía a sua identidade. Os jogos acontecem. A equipa continua, mas ele fica.
Lucuix sabe o que esse afastamento provoca porque o viveu e sentiu. Por isso, enquanto treinador, procura manter os jogadores lesionados próximos da equipa, envolvidos e ligados ao grupo.
Há aqui, na minha opinião, uma extraordinária lição de liderança: transformar aquilo que nos faltou naquilo que passamos a oferecer aos outros.
Falamos muito da adversidade como instrumento de resiliência. Cair, levantar, superar, mas há outra consequência da adversidade menos discutida: pode tornar-nos mais atentos. Quem já esteve de fora percebe melhor quem ficou de fora.
Quem já sentiu insegurança reconhece-a mais depressa. Quem já precisou de ajuda pode compreender melhor a importância de ajudar. A vulnerabilidade, quando compreendida, pode transformar-se numa competência de liderança. Claro que não significa romantizar o sofrimento nem acreditar que é necessário sofrer para liderar. Significa sim perceber que a experiência só ganha verdadeiro valor quando conseguimos transformá-la em aprendizagem útil para os outros.
Há ainda outra dimensão desta discussão. O treinador passa grande parte do tempo a cuidar da confiança dos jogadores, enquanto a sua própria confiança é permanentemente colocada à prova pelo resultado. E o resultado importa sempre e prevalece sobre praticamente tudo.
Um treinador de alto rendimento não pode esconder-se atrás do processo quando não ganha, mas existe uma diferença entre responsabilizar alguém pelo resultado e reduzir todo o seu trabalho ao resultado. Uma bola no poste pode alterar uma classificação. Uma lesão pode mudar uma época. Uma decisão num segundo pode alterar meses de trabalho. O líder é responsável por muitas coisas que não controla totalmente. Viver diariamente dentro dessa diferença tem um custo elevado…
As organizações que procuram alto rendimento deveriam, por isso, acrescentar uma pergunta às suas métricas de performance: quem sustenta as pessoas que sustentam a organização?
Não se trata de proteger os líderes da exigência. Trata-se antes de criar condições para que consigam suportá-la. Um treinador que procura apoio psicológico não é menos forte. Um diretor que admite uma dúvida não perde necessariamente autoridade. Um líder que pede ajuda não deixa de liderar.
Durante demasiado tempo confundimos liderança com invulnerabilidade. Queremos líderes fortes, competentes, exigentes, ambiciosos e capazes de decidir sob pressão. Devemos continuar a querê-los assim, mas se esperamos que cuidem de equipas durante muito tempo, precisamos também de construir equipas e organizações capazes de cuidar deles.
Lucuix conhece os dois lados. Conheceu a vulnerabilidade do jogador que deixou subitamente de conseguir fazer aquilo que definia grande parte da sua vida. Hoje conhece a responsabilidade de liderar uma das maiores potências do futsal mundial. Entre essas duas experiências existe uma ideia que serve para o futsal, para o futebol e para qualquer organização: ninguém deixa de precisar de cuidado porque passou a ser responsável por cuidar dos outros.
Antes de perguntarmos ao treinador ou ao líder qual é a solução para o próximo problema, podemos começar por uma pergunta bem mais simples: Como estás?"