Últimas indefectivações
sexta-feira, 31 de maio de 2024
Protocolo do VAR e o mau exemplo da NBA
"Quando uma boa decisão por vias tortas tem de ser alterada para tremenda injustiça
«Uma falta pessoal não é passível de revisão quando uma equipa pede a revisão de uma saída de bola, nem a não marcação de uma falta é um evento que pode ser contestado»
Informação da NBA no relatório dos dois últimos minutos do jogo Timberwolves-Mavericks
Centro da direita, o defesa faz-se à bola e corta de cabeça, o árbitro acha que foi com a mão. Penálti! Hoje seria revertido pelo VAR, em 1997/1998 valeu castigo máximo ao SC Braga contra o Belenenses. Mas e se fosse fora da área, e se valesse o segundo cartão amarelo ao jogador que cortara de cabeça? O VAR nada poderia fazer, apesar da evidência do erro e do peso que poderia ter no resultado final.
Mas este texto não é sobre futebol. Porque se o protocolo do VAR precisa de ser afinado, há modalidades onde as injustiças são ainda mais gritantes.
No jogo 2 da final de Oeste da NBA, os Minnesota Timberwolves venciam por dois pontos quando Jaden McDaniels recebeu a bola junto à linha de fundo. Segurava-a quando recebeu uma forte palmada no pulso esquerdo dada por Kyrie Irving, dos Dallas Mavericks. A bola saiu pela linha de fundo e a equipa de arbitragem considerou que Irving a tocara, mantendo a posse com os Wolves. Só que, no banco, o especialista em revisão de vídeos dos Mavericks viu que Irving não tocara na bola, e pediu que a jogada fosse revista. E o protocolo não permite alterar faltas não assinaladas – apenas as que são marcadas inicialmente pelos árbitros. Ou seja, a bola saiu porque McDaniels foi atingido e com a revisão vídeo os árbitros, vendo o seu erro, ainda foram obrigados a tirar a bola aos Wolves. Os Mavericks venceram por um ponto com triplo de Doncic a três segundos do fim.
Critique-se o VAR à vontade, porque há muito que criticar, mas uma vez por outra lembrem-se de que há modalidades onde funciona muito pior."
quinta-feira, 30 de maio de 2024
Pois!!!
Era tão bonito o MP investigar quem assinou os documentos destes negócios estranhos... pic.twitter.com/LVBmrNpWnQ
— Alberto Mota (@lbrtmt1904_mota) May 29, 2024
This season has been anything but TOP. We can’t accept this!
"A época desportiva 2023/2024 do SL Benfica foi medíocre. Sim, foi uma das piores da história. Face ao contexto competitivo do nosso campeonato, tendo em conta o nosso brutal investimento e as expectativas criadas pela temporada anterior, ficar a 10 pontos do campeão, não chegar sequer à final da Taça de Portugal ou à final da Taça da Liga e realizar uma campanha europeia muito fraca, só pode ser considerado um fracasso total! Assumir esta realidade é o primeiro passo para se ganhar no ano seguinte.
Como em qualquer organização, há que perceber os motivos que levaram a esse insucesso. Só dessa forma se podem corrigir os erros e evitar que os mesmos se repitam no futuro. São 4 as causas desta terrível temporada desportiva: falta de planeamento; insuficiente qualidade de jogo/má gestão do plantel; ineficiente comunicação e falta de liderança.
O SL Benfica fez uma boa época em 2022/23 com a conquista do 38 e uma excelente campanha europeia, tendo falhado a presença na decisão das taças internas. Vencer um campeonato tem de ser uma normalidade no clube de Eusébio, Chalana, Cardozo ou Jonas. Não pode ser encarado como algo excecional. Isso fica apenas para grandes conquistas europeias ou épocas de “tripletes”. Falta ao Glorioso estar sempre “esfomeado” por títulos e troféus.
Como vem sendo hábito após o triunfo na maior prova nacional, o treinador, ligado a essa conquista, passou a ser um “herói” para os adeptos e a solução dos problemas para a estrutura. Tudo errado. Ele tem de ser parte da solução e não deve recair sobre ele a decisão de tudo na época seguinte. Por conseguinte, a escolha de nomes como o Jurásek para integrar o plantel devia ter sido imediatamente rejeitada quando a sua contratação foi pedida por Roger Schmidt. Mas os problemas de planeamento estiveram longe de se quedar apenas pelo internacional checo. Quem trabalha diariamente com o alemão tem a obrigação de o conhecer minuciosamente, nos seus defeitos e virtudes. Não é preciso ser um grande “expert” de futebol para perceber que o alemão não é um técnico que goste de trabalhar com plantéis muito extensos. Logo ter 18-19 titulares à sua disposição passou a ser um problema. Bem sei que temos épocas de 50-60 jogos, mas, como se viu, oferecer um plantel extenso a Schmidt foi um erro crasso, com consequências nefastas para o rendimento da equipa. Roger Schmidt somente encontrou um “11 base” em abril de 2024, algo que já havia sido alcançado na pré-época de 2022/23. A esta dificuldade acresce a falta de um lateral direito que constituísse um forte concorrente a Bah, a contratação de um avançado como Arthur Cabral que não preenche os requisitos que Schmidt estabelece para o seu “9” e a inclusão de uma estrela como Di María que “não trabalha sem bola”. Todas estas circunstâncias vieram desconfigurar a identidade de jogo do alemão. Roger Schmidt provou ser um treinador unidimensional, que não é capaz de adaptar a sua fórmula ao tipo de jogadores que tem à sua disposição. Não soube dar o passo em frente.
Sem prejuízo de tudo quanto antecede, o aspeto essencial que determinou o insucesso desta época foi qualidade de jogo miserável que a equipa apresentou em 80% dos jogos. Fred é “joker” no lado esquerdo do meio campo e nunca jogou nessa posição, facto do qual o coletivo se ressentiu de forma brutal, atentos os princípios de jogo de Schmidt. O “gegenpressing” nunca funcionou. Faltava o norueguês na posição certa. Di Maria e Kökçü “tinham” de jogar. E não havia uma “réplica” de Ramos sem bola. As nossas debilidades defensivas ficaram mais expostas e, muitas vezes, não ficaram traduzidas no resultado final porque o nível médio das equipas da Liga Portuguesa ainda é muito sofrível. No momento de jogo com a posse de bola melhorámos com Trubin a sair a jogar, mas em ataque posicional continuámos a revelar fraquezas (tal como já se tinha visto em 22/23). O único momento onde fomos realmente fortes foi a transição ofensiva em campo aberto, onde elementos como Neres, Rafa ou Di María fizeram valer as suas capacidades de decisão, velocidade e qualidade de passe, conseguindo, dessa forma, fazer muitas vezes a diferença.
Não posso deixar de dedicar uma palavra ao trabalho de análise ao adversário. Notou-se em pormenores (que são “pormaiores”) que o trabalho de análise ao adversário não é devidamente valorizado por Roger Schmidt. O que, claro, principalmente perante estrategas como Amorim ou Conceição, paga-se bem caro. Basta atentar no duplo confronto perante a Real Sociedad de Fútbol (que o alemão apelidou de equipa de transição!). Podíamos ter saído desses dois desafios vergados a duas goleadas. Quando o nível de exigência subiu, em 11x11, raramente demos uma resposta a condizer com a valia de um plantel dotado de muita qualidade. A exceção foi mesmo o “derby” na Luz para a Taça de Portugal.
Como se tudo isto já não fossem erros graves, também na gestão do plantel antes, durante e após os jogos assistimos a um mar de equívocos. Basta pensar em Arthur Cabral, que estava numa série boa de jogos a marcar e, sem nenhuma explicação, saiu do “11 inicial”. Ou atentar no caso de Tino, tido como jogador essencial e que esteve de fora das escolhas principais de Schmidt ao longo de meses decisivos da época. Ou recordar que jogámos vários meses com Morato como lateral esquerdo tendo Carreras como opção e, amiúde, mexemos na equipa só após os 80 minutos. De resto, também a gestão de Di Maria foi aberrante, prejudicando a equipa e até o atleta. Em suma foram sempre as individualidades a esconderem um fraco coletivo, o que quase sempre redonda numa época sem títulos.
Erros todos nós cometemos ao longo da nossa atividade profissional, é certo. Mas é preciso assumi-los para, depois, os corrigirmos. E, aqui, entramos na questão da comunicação. Assisti a todas conferências de imprensa de Roger Schmidt. Era sempre tudo “Top” quando todos víamos que era tudo menos “Top”. Quase nunca o ouvi a dizer que falhou. Não sabia, portanto, como havia de corrigir os erros que foi cometendo. Nunca falou do jogo. Refugiou-se sempre em lugares comuns em relação a cada adversário. Nunca o ouvi falar de um jogador do rival, nunca o ouvi explicar como jogava o seu opositor. Quase nunca o ouvi falar daquilo que interessa: futebol! Embora a maioria das questões fossem extrajogo, outras houve a incidir sobre o jogo e, em face de tais questões, Schmidt recusou-se a ir pelo melhor caminho. Mais a mais, acabou a época em “guerra” com os adeptos. Algo completamente surreal! Foram várias as oportunidades em que dirigiu contra a bancada. Tudo errado! Nunca vi um treinador ganhar essa luta (que nem deve ter!) com quem esteve sempre no estádio a apoiar a equipa do seu coração. A comunicação do clube, a todos os níveis, é um desastre, mas aquela que foi protagonizada por Roger Schmidt ultrapassou, em larga medida, os limites do admissível.
E quem é que lidera o clube? O presidente. É ele o principal responsável pelo estado atual do SL Benfica. Rui Costa não tem perfil para liderar a maior instituição desportiva de Portugal. É alguém que coloca a gravata de Presidente, mas quer o fato de treino de Diretor Desportivo. Ele quer ser o líder do futebol do SL Benfica, mas nem para isso tem sido competente. Pecou sempre pela ausência na defesa do treinador do seu projeto. Falou sempre em reação à contestação e nunca por sua iniciativa. Nunca ajudou o seu treinador a ter sucesso, o que podia traduzir-se na contratação de um adjunto mais estratega para a sua equipa técnica ou em “dar o peito às balas” na “guerra” com os adeptos, como bem espelhado pela sua postura no final de jogo em Vila do Conde. Como se viu no enfadonho “Media Open Day” de final de época, Rui Costa é um Presidente pouco convicto nas suas opções, que incorre em inúmeras incoerências e lugares comuns e que tudo faz menos unir os adeptos.
Last but not least, uma palavra para os melhores. A minha mulher, os amigos, os companheiros de bancada que tive nos estádios ao longo destes quase 50 jogos que assisti ao vivo. Foi uma época incrível de benfiquismo nas roulottes com o carinho dos amigos do Benfica Independente e, claro, nos convívios realizados em cada região por onde o Manto Sagrado passou, jornada após jornada. Vocês são o meu Benfica. Obrigado! ❤️
1904! 🔴⚪️"
Os diamantes de Roger Schmidt
"O Benfica tem no plantel talentos com menos de 23 anos suficientes para formar um 11 competitivo
Roger Schmidt continua no comando das águias em 2024/2025. Rui Costa assim decidiu, mesmo que, na estrutura da SAD do Benfica, muitos quisessem ver o alemão pelas costas. Arrumada a questão, presidente e treinador já trabalharão, decerto, na nova temporada, procurando corrigir os defeitos da anterior e, ao mesmo tempo, potenciar as qualidades que se foram percebendo ao longo de um ano. Porque, analisando friamente, nem tudo foi mau.
Certo é que, depois de um verão de 2023 com investimentos na ordem dos 100 milhões de euros em reforços, a hora agora é de encontrar formas de potenciar esses valores adquiridos na última pré-época. Mas também de olhar para a prata da casa e para a academia encarnada.
Nesse aspeto, não pode o Benfica queixar-se de falta de diamantes prontos para serem trabalhados ao mais alto nível. Alguns estão ainda em processo de lapidação, sim, mas já é possível vislumbrar o brilho em potência que deles emana.
E, no clube da Luz, não é preciso ir às profundezas da mina para encontrar algumas das pérolas mais preciosas. Basta ir… ao plantel que começa a desenhar-se para a nova temporada, onde não há escassez de jovens sub-23 de enorme qualidade para praticamente todas as posições. Jovens que, na sua maioria, puderam crescer na última época e se preparam para explodir em todo o seu potencial na que se segue…
Deixamos uma pequena lista de 11: Anatoly Trubin, guarda-redes, tem 22 anos; na defesa, António Silva tem 20, Álvaro Carreras e Tomás Araújo 21 e Morato 22; no meio-campo, há João Neves com 19 e Kokçu com 23; e prontos para atacar no viveiro da Luz estarão Gianluca Prestianni, 18 anos, Schjelderup, 19, Marcos Leonardo, 21, e Tiago Gouveia, 22. São os diamantes de Schmidt."
Fazer mais com menos
"Rui Costa terá de contratar melhor e mais barato; Villas-Boas parte atrás dos rivais mas isso nem sempre é mau: basta recordar Sérgio Conceição
Das muitas ideias que passaram para a opinião pública da ronda de perguntas e respostas de Rui Costa aos jornalistas na última quinta-feira, houve uma que retive a propósito do comportamento que as águias terão neste defeso prestes a iniciar: haverá um refreamento no investimento comparativamente aos dois anos anteriores, período em que a SAD investiu perto de 200 milhões de euros em reforços para conquistar dois títulos em nove possíveis. O presidente do Benfica prometeu maior contenção, justificando a decisão com o facto de muito do trabalho já estar feito, tal como prova a média de idades do atual plantel (25 anos), num processo de rejuvenescimento levado a cabo em quatro janelas de mercado.
Por outras palavras: desta vez Roger Schmidt não pode esperar futebolistas tão caros. Apesar de a base estar feita, há ainda muita parede para encher. Serão contratados pelo menos três jogadores para cumprir exigências óbvias e imediatas (dois laterais e um ponta de lança), mas isso não chega: Trubin precisa de melhor concorrência na baliza e dependendo do que aconteça a nível de vendas não será surpreendente se chegar à Luz mais um médio (mediante saída de João Neves ou Florentino), mais um avançado (se saírem Arthur Cabral e Tengstedt) e um central (se saírem António Silva e/ou Morato).
Ainda é cedo para antever qual será o encaixe das águias poderão fazer no mercado estival, mas é evidente que as vendas terão de ser superiores às compras porque os atuais custos da SAD assim o obrigam (caso a administração pretenda continuar a apresentar contas positivas). Ora, imaginando que o Benfica poderá ter de contratar pelo menos meia dúzia de reforços e gastando muito menos do que o fez nos últimos dois anos significa que terá de pagar, em média, menos por cada cara nova – talvez metade. E esta é, precisamente, a maior mudança que se adivinha (ou que se exige) à estrutura: fazer mais e melhor com menos. Por exemplo, contratar um goleador por muito menos que custou Cabral. Esta é a única vantagem da derrota: chamar de volta à terra quem pensa ter asas resistentes a todos os ventos.
Mas se no Benfica já se percebeu quais são as diretrizes – tal como no Sporting, cuja ordem é para bater recorde de investimento – no FC Porto reside uma grande curiosidade sobre a forma como o clube, agora sob a liderança de André Villas-Boas, vai movimentar-se no mercado. Mais: quais são as reais capacidades financeiras dos dragões para reforçar a sua equipa. Porque é agora que tudo vai começar a doer: os sorrisos (muitos forçados) da transição darão lugar ao estudo das contas da SAD e é dessa profunda análise que o novo presidente fará as contas ao que pode ou não gastar, sabendo desde já que num mundo tão concorrencial os dragões partem atrás dos rivais, que teoricamente já estão em campo há mais tempo, muito embora pertença ao treinador que agora se vai embora o feito de ter conquistado um título em condições financeiras talvez ainda mais penosas. Esta é vantagem de viver com a míngua: mais eficiência e melhor reação à adversidade."
Muito para ver
"São vários os temas nesta edição da BNews, incluindo a agenda desportiva para amanhã e a divulgação de vários conteúdos de benfiquismo publicados nos últimos dias nas plataformas de comunicação do Benfica.
1. "A Hora do sonho pela mão de Roger Schmidt"
Diogo Spencer, João Rego e Varela, formados no Benfica Campus, partilham o que sentiram por cumprirem o sonho de se estrearem pela equipa A do Benfica.
2. Temporada da equipa B em análise
As reflexões de Nélson Veríssimo sobre a época da equipa B do Benfica e o papel determinante que este escalão tem na evolução dos jogadores formados no Clube.
3. A FIFA no Estádio da Luz
Com vista à realização do Mundial de futebol em 2030, uma comitiva formada por responsáveis técnicos da FIFA visitou o Estádio da Luz.
4. Começam as meias-finais
Benfica e Oliveirense encontram-se nas meias-finais do Campeonato Nacional de hóquei em patins e o primeiro jogo é já na quinta-feira, na Luz, às 17h00.
Nuno Resende conta com o apoio dos Benfiquistas: "Queremos tirar proveito do fator casa e da nossa qualidade, e começar bem."
5. Pensamento na vitória
Nas meias-finais do Campeonato Nacional de futsal, o Benfica está obrigado a vencer dois jogos em Braga. O próximo embate é amanhã, às 21h00.
Mário Silva acredita que a equipa pode ganhar as partidas e explica como: "Acima de tudo, é impormos a nossa intensidade e agressividade, porque temos qualidade mais do que suficiente para vencer."
6. Título decide-se na negra
A equipa feminina de polo aquático procura sagrar-se pentacampeã nacional. O jogo decisivo é amanhã, às 15h00, em Algés.
7. Na final
O Benfica eliminou a Oliveirense nas meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional de basquetebol vencendo por 3-0. O outro finalista é o FC Porto, e a primeira partida, no Dragão Arena, está agendada para 5 de junho.
8. Votação em aberto
O golo do Benfica frente ao Eintracht Frankfurt, da autoria de Marie Alidou, está entre os 10 finalistas para melhor da Liga dos Campeões 2023/24 no feminino. Saiba como pode votar.
9. Benfica 120 anos
O Site Oficial do Sport Lisboa e Benfica inclui um novo separador na secção de notícias dedicado a conteúdos relativos à comemoração dos 120 anos de vida do Clube.
10. Benfica 1 Minuto
A atividade desportiva benfiquista dos últimos dias em 60 segundos.
11. Casa Benfica Sabugal
Esta embaixada do benfiquismo comemorou o 25.º aniversário."
Sorriso para Walton
"Tinha sorriso e simpatia do seu tamanho, 2,11m, e gostava da vida e de pensar diferente
Faleceu Bill Walton. Morreu um homem bom. Tinha 71 anos e não resistiu ao último jogo da vida, contra o cancro no colón. Noutro houve em que foi imbatível: da amizade e adoração de todos. Mesmo dos fãs dos clubes por quem nunca atuara e até derrotara em finais para se sagrar campeão em duas ocasiões.
Primeiro pelos Blazers (1976/77), onde liderava uma equipa que tinha na tranquilidade e coletivismo a força e um reflexo da também versatilidade e simplicidade do seu poste. Depois pelos Celtics (1985/86), como que a recompensar, em campo — atuou em 80 jogos da regular season e 16 do play-off, mas com números bem mais baixos do que valera —, as épocas em que ficara limitado por sérias lesões nos pés.
Pela alegria como saboreava a vida, o continuar a estar junto das estrelas da Liga e a sua outra paixão, a música, da clássica ao Jazz, foi um MVP. Tal como quando foi eleito melhor do campeonato de 1977/78 e dos Finals de 1976/77, membro das equipas do 50.º e 75.º aniversário da NBA e do Basketball Hall of Fame.
Tendo atuado na NBA entre 1974/75 e 1986/87, depois de brilhante passagem pelo basquete universitário na UCLA, nunca vi Walton jogar, apenas através de vídeos ou documentários, mas, devido à sua segunda e não menos brilhante carreira como comentador/analista na televisão, ou pela simples e habitual presença nos pavilhões, permitiu que me cruzasse com ele inúmeras vezes em All-Stars, Finals ou jogos da temporada.
Creio que nunca o vi zangado ou demasiado sisudo, a recusar uma fotografia — mesmo antes das selfies —, dispensar uma conversa ou esquivar-se de uma pergunta ou cumprimento. Tinha um sorriso da sua altura, 2,11m, e gostava que lhe oferecêssemos outro, mesmo não sendo tão grande.
Superfã dos Grateful Dead, razão pela qual em momentos mais informais, ou até em trabalho, surgia invariavelmente com as famosas t-shirts multicoloridas da banda californiana, Bill era como a música daqueles, uma fusão. Era um homem diferente e que gostava de ser diferente. O commissioner Adam Silver escreveu, depois de conhecida a sua morte, que era uma pessoa «realmente única».
Por tudo o que vivera e tivera oportunidade de desfrutar, considerava-se «o homem mais sortudo do mundo» e foi esse o título que a ESPN deu ao documentário que, em 2023, realizou sobre a vida do poste que também jogou nos San Diego Clippers.
Contava que era de uma família da classe média que nada tinha com desporto e os principais hobbies eram música clássica, literatura e arte, mas que os pais nunca deixaram de o levar todos os fins de semana para que se divertisse a jogar basquetebol em ligas de miúdos.
Quando estava no 7.º ano e o pai o levara uma vez mais a um jogo de carro, prometeu que um dia seria MVP da NBA e nessa altura lhe compraria um carro novo, da marca que ele gostava, ao que o pai terá virado a cabeça para trás e perguntado: «O que é a NBA?» Bill cumpriu a promessa.
Faleceu Bill Walton. Morreu um homem bom. Para mim, com a idade da eternidade."
Miguel Candeias, in A Bola
quarta-feira, 29 de maio de 2024
Pausa (momentânea) na desconsideração
"A ‘emocionalidade racional’ transporta-nos para um universo de permissão que dificilmente se vê noutras áreas
A final da Taça de Portugal encerrou a intervenção dos chamados grandes esta época. Este é um momento importante, sobretudo para as equipas de arbitragem, porque durante as próximas semanas terão algum descanso em relação à forma como são habitualmente tratados nestas bandas. Depois de dez meses de exposição pesada, um merecido time-out para recuperarem baterias.
Parece-me importante que sejamos claros nesta matéria: enquanto povo, somos poucochinho em termos de cultura desportiva. Sabemos que somos almas boas, honestas e solidárias e que aquele é o reflexo de uma forma genuína de ser e estar, mas somos excessivos quando o tema é escaldante. E o da bola é, sobretudo quando em causa estão Sporting, Benfica e FC Porto. É como é e não vale a pena negá-lo.
O problema é que essa emocionalidade irracional, tantas vezes mascarada de latinidade, transporta-nos para um universo de permissão que dificilmente se vê noutras áreas. Muito do que se diz e faz em torno de um jogo de futebol é, senão ilícito, demasiado imoral. E o que francamente incomoda é que parece que ninguém se importa. A normalização da ofensa, das ameaças e da perseguição está tão enraizada que parece não ser crime. Mas é.
O maior alvo da ira desenfreada desses adeptos (também de alguns comentadores e de vários jornalistas na reforma) são quase sempre os árbitros. É certo que também são os treinadores ou diretores desportivos, os guarda-redes ou avançados, os defesas ou médios, mas nunca da forma como são os árbitros.
Isso acontece porque, repito, há permissão. Ninguém impõe, de forma clara e objetiva, uma linha que separe crítica técnica (legítima) de ataque à idoneidade. E é por isso que aqueles que têm a missão mais ingrata em campo são o alvo predileto dos abusadores. É por isso que são injuriados reiteradamente nas redes sociais, no bairro ao pé de casa ou em qualquer lugar que estejam sozinhos ou em família.
Nenhum profissional devia passar por isto. Nenhum. É desumano e criminoso. Ninguém devia ver a sua vida pessoal afetada por aquilo que faz no âmbito das suas funções. Os erros, as responsabilidades e consequências dos maus desempenhos deviam ficar limitados ao foro desportivo. Mas não ficam. E na ressaca dos jogos grandes, tal como foi o do Jamor no passado domingo, há quase sempre insinuações que colam árbitros a clubes, que relembram erros passados, que levantam dúvidas sobre caráter, que sugerem desonestidade. Mais ou menos camufladas, mais ou menos vociferadas, mais ou menos contidas, acontecem recorrentemente e, repito... no passa nada.
Os árbitros, sem proteção devida, baixam a cabeça para evitarem ser reconhecidos na rua, escolhem locais de férias pouco populosos, afastam-se de cafés e restaurantes com multidões e tentam nunca responder às bocas que vão ouvido. E a malta acha normal que eles tenham que fugir do normal. Obviamente que quem pensa assim - e quem contribui para esse estado das coisas - nunca pôs um apito na boca nem viu futebol sem palas.
Tenho para mim que há vários responsáveis por este estado das coisas: quem, podendo impedir, permite e quem usa o seu espaço de intervenção pública - sabendo que influencia a forma de pensar de uns quantos - para denegrir o bom-nome de pessoas que nem sempre decidem como o seu coração queria. Fazem-no com leviandade ou apenas de forma inconsciente e irresponsável. De forma ignorante. Mas, de uma maneira ou de outra , causam dano. Ferem, magoam, deitam abaixo. E não deviam.
A ver se até agosto (e com a nossa Seleção a nos dar uma grande alegria pelo meio) a rapaziada modera, põe a mão na consciência e percebe que o futebol não pode permitir tudo. Haja respeito e dignidade."
Duarte Gomes, in A Bola
terça-feira, 28 de maio de 2024
Os jogadores deviam falar mais
"1. Rafa esteve 8 anos no Benfica, e nunca e conhecemos na verdade. É pena. Noutros tempos, bem distantes, os adeptos 'conheciam' os jogadores. Não, obviamente, das páginas do Instagram, mas das entrevistas que iam dando com a maior naturalidade ao longo da carreira. Hoje as coisas não se passam assim.
2. Volto a dizer que é pena. Essa prática antiga de jornalismo não esbarrava em limitações de fala nem em agentes ou gestores de imagem. Os jogadores falavam com os jornalistas, os adeptos ganhavam uma proximidade afetiva com os jogadores, e, no fim, ficavam todas a ganhar.
3. Rafa deu a sua primeira entrevista depois de se despedir do Benfica e disse isto: 'Eu sou benfiquista, sim. É verdade. Não tenho problema nenhum em dizer isso. Hoje em dia, faz-me muito confusão que o que interessa sejam as fotos nas redes sociais, o que interessa é beijar o símbolo ou a maneira como se festeja um golo quando se devia olhar para o que a pessoa é, para o que a pessoa faz, para o que a pessoa sente pelo Clube'.
4. Se conhecemos Rafa quando Rafa se foi embora. E isso foi um grande desperdício. Porque Rafa tinha muitas coisas para dizer e muita coisa que os benfiquistas gostaram de ouvir: 'Acho que a maneira como eu estive no Benfica é a maneira certa, é a minha maneira de ser, é a minha maneira de estar. Eu gosto do Benfica e amo o Benfica à minha maneira, e vai ser sempre assim'. Os jogadores deviam falar mais.
5. A história da temporada de 2023/2024 do futebol feminino do Sport Lisboa e Benfica conta-se assim... Supertaça, Taça da Liga, Campeonato, Taça de Portugal. Destas histórias é que gostamos todos de ouvir e de contar. Quatro finais felizes, mas não obra do acaso. Reconhecerão, alguns com grande esforço, o mérito do Benfica na transformação do futebol feminino em Portugal num crescente fenómeno de popularidade. Neste ano, dirigentes, equipa técnica e jogadoras viram os seus esforços magnificamente recompensados. Aliás, nada de grande se faz sem esforço.
6. O Benfica despediu-se deste campeonato no fim de semana passado com um empate bisonho em Vila do Conde. Foi um jogo sem história com a vitória a escapar nos últimos instantes do tempo de compensação. No entanto, a equipa do Benfica protagonizou um belíssimo momento coletivo quando se uniu à homenagem a Ukra, jogador do Rio Ave, fazendo guarda de honra à saída do jogador de campo. São estes os valores do Benfica, e quem não entender isto entende muito pouco de grandeza do nosso clube.
7. Vem aí o Europeu, e o Benfica contribui com António Silva e com João Neves para a seleção nacional de Roberto Martinez. As maiores felicidades para os nossos jovens jogadores nessa competição de altíssimo nível são o que, certamente, todos os benfiquistas mais desejam."
Leonor Pinhão, in O Benfica
Uma Taça de Honra para José Maria Nicolau
"Em Outubro de 1932, o estradista foi homenageado no Cartaxo, a sua terra natal
A III Volta a Portugal não correu de feição a José Maria Nicolau. Apesar da vitória coletiva da equipa benfiquista, o estradista terminou a prova em 2.º lugar, a 3 minutos e 8 segundos do seu rival e amigo Alfredo Trindade, da União Ciclista do Rio de Janeiro. Nicolau conquistou 12 das 19 etapas da prova, mas um problema mecânico fê-lo perder a vantagem de mais de 9 minutos que tinha na 8.ª etapa, para passar e um atraso de 26 minutos e 22 segundos ao fim da 10.ª etapa. Ainda assim, os seus admiradores prestaram-lhe vários homenagens.
Em 27 de Outubro de 1932, ainda ao rescaldo da III Volta e Portugal, que havia terminado em Setembro, José Maria Nicolau foi recebido na sua terra natal, o Cartaxo. Aí, foi alvo de uma sentida homenagem por parte dos seus admiradores e amigos: 'A laboriosa vila do Cartaxo vestiu (...) as suas melhores galas para prestar homenagem ao forte e brioso estradista José Maria Nicolau, nado e criado naquela localidade, onde todos o distinguem, com especial estima e acrisolado carinho'.
Foram muitos os que se deslocaram ao 'mais importantes estabelecimento da terra', para apreciar os troféus individuais que aí se encontravam expostos. 'À noite, no cineteatro, reuniu-se uma multidão, que enchia por completo a sala, e onde se misturavam a gente do povo (...) e (...) todas as figuras representativas da terra, irmanadas no mesmo desejo de homenagear o 'seu' Nicolau'.
Na sessão solene de homenagem, tomou a palavra o sr. Correia dos Santos, em nome da comissão organizadora. O elogio a José Maria Nicolau foi feito por Raul de Oliveira, diretor do jornal Os Sports, que lhe dirigiu palavras de admiração e incitamento. Seguiu-se uma oferta a José Maria Nicolau: 'Usou depois da palavra o sr. Correia dos Santos, que entregou a José Maria Nicolau uma artística e valiosa taça, pedindo-lhe que recebesse esse troféu como testemunho simpatia e da amizade que os seus conterrâneos lhe consagram. 'O dia terminou com uma ceia na qual estiveram cerca de cinquenta convivas 'num ambiente de autêntica confraternização, tendo sido trocados, no final, entusiásticos brindes'.
Saiba mais sobre José Maria Nicolau na área 2 - Joias do Ecletismo, do Museu Benfica - Cosme Damião."
Marisa Manana, in O Benfica
O melhor golo de Rafa
"Depois de 8 anos, Rafa sai do Benfica, mas o Benfica não vai sair dele. Fiquei com esta noção depois de ouvir a entrevista que o jogador português deu ao BPlay. Mas ganhei outras certezas. Na hora da despedida, o avançado driblou, fez assistências e marcou golos de bandeira, um atrás do outro, só com palavras. E tudo em cerca de 20 minutos de conversa gravada nos campos de treino do Seixal.
O homem que quase nunca abriu a boca em público, que foi lacónico nas conferências de imprensa e nas flash interviews, deu uma cátedra de benfiquismo e de cultura desportiva. Bravo, Rafa.
Com as frases certas, num discurso muito próprio, sem floreados e direto ao assunto, Rafa explanou muito do que vai mal na relação entre adeptos, jogadores e clubes no Glorioso e no futebol português (e não só). Falou dos bons momentos, das grandes conquistas, dos treinadores com quem trabalhou e daquilo que sofreu na pele com os maus momentos: os insultos, a desconfiança, as mentiras, o duvidar das suas capacidades e dos seus colegas de equipa.
O homem e o jogador que dispensa o mediatismo, que abandonou a selação nacional (quem sabe, justamente por isso...) e que agora deixa o SL Benfica fez mais pela comunicação do Clube do que dezenas de comunicados. Atenção, também os comunicados fazem parte do processo e têm a sua importância, mas a forma como Rafa apontou o dedo aos adeptos que não têm cultura desportiva (e que arrasam os jogadores, o treinador e a direção sempre que há um empate ou uma derrota) é uma lição de maturidade. Já o tinha feito no último jogo realizado na Catedral, quando (depois de substituído) pediu apoio ao grupo organizado de adeptos em vez dos incompreensíveis insultos, fogo de artifício e habitual comportamento delinquente.
Que golaço, Rafa! Como uma correria desenfreada, com a bola controlada e a fazer 'cuecas' a quem lhe aparecesse pela frente. Obrigado, campeão."
Ricardo Santos, in O Benfica
O golo é quem mais ordena
"O último jogo do campeonato mostrou-nos um retrato fiel daquilo que foi a época benfiquista: inúmeras oportunidades de fechar o resultado e uma total ineficácia diante da baliza.
Fala-se do treinador, fala-se de laterais, fala-se de muitas coisas. Mas na verdade, sobretudo se olharmos para as competições domésticas, o que faltou ao Benfica foi um finalizador.
Os nossos melhores marcadores na Liga foram Rafa e Di Maria. O primeiro ponta-de-lança (Marcos Leonardo, que foi titular só em 3 ocasiões) surge no 25.º lugar na tabela dos artilheiros com 7 golos. Arthur Cabral (titular 13 vezes) aparece na 32.ª posição com 6 golos. E Tengstedt (titular 8 vezes), na 58.º com apenas 4 golos. De sublinhar que o Benfica anotou menos 19 golos do que o campeão Sporting. E que só espanhol do Arouca (Rafa Mujica) festejou mais vezes (20) do que a soma dos 3 pontas-de-lança encarnados, o que não deixa de ser embaraçoso.
Se olharmos para a última década, encontramos avançados como Cardozo, Jonas e Darwin, mas também Lima, Jiménez, Mitroglou, e mesmo Seferovic ou Vinícius. Na última época tínhamos Gonçalo Ramos, que, além de marcar, era o primeiro defensor assim que a equipa perdia a bola.
Toda a temporada 2023-24 foi uma busca infrutífera para encontrar soluções credíveis para o eixo do ataque. Sem o conseguir, o Benfica, mesmo equilibrando o confronto directo com o Sporting, acabou por ceder 16 pontos perante não candidatos ao título - o que se revelou fatal nas contas finais.
No fim do dia, os resultados e as classificações resumem-se a números. Sem eficácia, não há títulos.
PS: Quem não tem problemas desses é a equipa feminina, que fez história ao vencer todos os títulos nacionais em disputa. Então de parabéns as meninas de Filipa Patão, que não se cansam de nos dar alegrias."
Luís Fialho, in O Benfica
Acreditar nos jovens!
"Investir no futuro é, só pode ser acreditar nos jovens, alimentar os seus sonhos e investir no que de melhor temos, que é o nosso capital humano. Portugal é um país pequeno, com pouca gente, envelhecido e com sonhos de igualdade e abundância que, verdadeiramente, nunca conseguiu realizar. Mas quem nos conhece sabe que a persistência é o segredo de quase mil anos de existência nacional e sabe também que não desistimos, nunca desistimos de nós. Foi com esta mesma atitude e com esta crença inabalável nos jovens que o Sport Lisboa e Benfica e transformou uma reunião de farmácia e uma bola de cauchu em segunda mão no colosso que hoje conhecemos e que é, por direito próprio, um dos maiores e mais icónicos clubes do mundo.
É incontestável que onde há jovens, há talento, e onde há talento, há valor, desportivo e não só. O futebol sabe acreditar nos jovens e fazê-los revelar e desenvolver o seu potencial, por isso, quando a Fundação Benfica chega aos bairros da cidade de Lisboa com a Gebalis e as juntas de freguesia, os jovens acolhem de braços abertos esta oportunidade de criarem as suas equipas para jogarem muito e bom futebol e para melhorarem, pelo trabalho comunitário, o lugar onde vivem.
Mais do que desporto e melhoramentos no bairro, o que os jovens ganham é prestígio e reconhecimento de todos, afirmando o seu valor social e reforçado as suas capacidades de liderança, cooperação e concretização. Mostram aquilo que são: jovens de valor!"
Jorge Miranda, in O Benfica
Núm3r0s d4 S3m4n4
"2
Em futebol no feminino, o Benfica conquistou a 2ª Taça de Portugal do seu palmarés, perfazendo o inédito pleno de triunfos nas competições nacionais numa só temporada;
8
A equipa B do Benfica terminou na 8ª posição da Liga 2;
São 8 as convocadas pela seleção nacional de futebol para os próximos compromissos;
10
O Benfica é campeão nacional de andebol no feminino pela 10ª vez, a 3ª consecutiva conseguindo um inédito tri;
22
Rafa despede-se do Benfica como o 22º com mais jogos oficiais (326) pela primeira equipa do Benfica, sendo, também, o 22º mais goleador (94);
35
Com as estreias de Gustavo Varela e Prestianni, subiu para 35 o número de jogadores utilizados por Roger Schmidt em competições oficiais na presente temporada;
50
João Neves atingiu a marca dos 50 jogos pelo Benfica no Campeonato Nacional;
18124
No desafio entre Benfica e Racing Power foi estabelecido o novo recorde de espectadores numa final da Taça de Portugal de futebol no feminino;
6310
O 17º encontro nacional das Escolas de Futebol do Benfica, realizado no estádio da Luz, contou com a participação de 6310 alunos;
56248
Em 2023/24, o estádio da Luz teve uma média de 56248 espectadores por jogo no Campeonato Nacional, o que dá um total de 956219, somente 14618 abaixo da temporada anterior, de comemoração de título. A média da Luz é superior ao total de 8 clubes. 32,86% do total de espectadores da Liga marcou presença nos 34 jogos do Benfica, foram 1199548, mais do que o total nos 210 jogos sem participação de Benfica, Porto ou Sporting (1038579)."
João Tomaz, in O Benfica
Espetador com privilégios!!!
"Perto do final do jogo da Taça de Portugal, Sérgio Conceição foi expulso pela enésima vez, desde que é treinador do FC Porto.
Até aqui nada de novo, não fosse dar-se o caso do treinador portista ter dado uma mini palestra aos jogadores, durante a pausa antes do tempo de prolongamento. Na verdade o que vimos foi Conceição mudar de lugar, deixando o banco de suplentes e colocando-se na bancada mais próxima. Ninguém o impediu de continuar o seu trabalho mesmo tendo recebido ordem de expulsão de Fábio Veríssimo.
Veremos se isto será objeto de relatório do árbitro. Veremos que dirá o CD da FPF sobre este incumprimento de uma regra punitiva.
Veremos, igualmente, o que dirá o Sporting - o maior prejudicado - uma vez que até agora não se pronunciaram."
Alberto Mota, in Facebook
Estamos na Final...
Oliveirense 64 - 77 Benfica
14-20, 17-15, 16-26, 17-16
E ao terceiro jogo, a terceira vitória, e carimbada a presença na Final... sem grandes problemas!
Para lá da decisão legítima de Rui Costa
"Os dados estão lançados, vamos ver como rolam. A partir de agora, o insucesso de Schmidt será arma de arremesso contra o presidente...
Ao decidir manter Roger Schmidt como treinador do Benfica em 2024/25, Rui Costa tomou a decisão mais arriscada da sua presidência. Como tive ocasião de escrever num passado recente, o histórico dos treinadores benfiquistas que começaram uma época fragilizados, essencialmente por contestação de uma parte significativa dos adeptos, está longe de ser brilhante (isto para dizer o menos), e numa das ocasiões até o presidente foi com a água do banho: depois de ter sido eleito em 1996, com 90 por cento dos votos, Manuel Damásio não resistiu ao mau começo (uma vitória, um empate e três derrotas) do treinador que, embora contestado, decidiu manter (Manuel José), e acabou por demitir-se, abrindo caminho à liderança desastrosa de Vale e Azevedo.
Rui Costa tem legitimidade para fazer as suas escolhas e um clube não pode ser gerido de fora para dentro. Mas haverá apenas um aferidor de mérito para o rumo por que o presidente do Benfica optou, que passa pelos resultados (especialmente os iniciais), sabendo-se que Roger Schmidt não contará com qualquer estado de graça que lhe dê margem de manobra.
Por tudo isto, torna-se claro que o Benfica não pode falhar de novo na construção do plantel, dando prioridade a algo que faltou de forma exponencial em 2023/24, o equilíbrio. Os melhores momentos de Schmidt na Luz, em 2022/23, aconteceram quando apresentou equipas onde todos atacavam e todos defendiam, faziam uma pressão alta que asfixiava os adversários, e eram capazes de manter os setores sempre juntos. Quando, na época agora finda, o Benfica sem Gonçalo Ramos perdeu o seu primeiro defensor, sem Grimaldo deixou de atacar pela esquerda, e com Di María deixou de defender pela direita, o equilíbrio eclipsou-se e sem ele a irregularidade comprometeu o sucesso. Rui Costa, que percebe a fundo de futebol, vai ter de devolver ao Benfica a coerência perdida, e a Schmidt meios para regressar ao tipo de futebol moderno que esteve na base da sua contratação. Mesmo assim, deverá estar consciente de que um eventual insucesso de Roger Schmidt em 2024/25 será usado como arma de arremesso contra a sua presidência. Os dados estão lançados, esperemos por ver como rolam, na certeza de que se o Benfica não for mais criterioso no perfil dos jogadores a contratar, o gelo em que vai patinar será insustentavelmente fino."
O divórcio entre o Benfica e a Taça de Portugal
"Tal como no Campeonato Nacional, com 38 conquistas, o Benfica é o clube português de maior sucesso na Taça de Portugal. São 26 conquistas, contra 20 do FC Porto e 17 do Sporting, os três clubes que agregam a larga maioria das conquistas da competição que existe desde 1939, após suceder ao Campeonato de Portugal.
É (foi? Já lá chegaremos) uma longa História de amor entre a Prova Rainha e o maior clube português. Tudo começou em 39/40, com a primeira conquista e depois regularmente as conquistas foram-se sucedendo e cada uma mais memorável que a outra. Em 43/44 o Benfica derrotou na final o Estoril por 8-0! Entre 1948 e 1953 o Glorioso venceu a prova quatro vezes consecutivas (embora tenha havido um interregno da prova em 1950, para a disputa da Taça Latina no Jamor... que o Benfica também venceu). Nessas finais destacou-se o espetacular 5-4 ao Sporting em 1952 e o 5-0 ao FC Porto em 1953.
Depois veio a década de 60 e nova goleada ao grande rival do Norte por 6-2 em 1964. Em 1969 a histórica final com a Académica, com a maior manifestação pública de contestação ao Estado Novo. A tal final que Américo Tomás recusou-se a ir ao Jamor e a RTP não transmitiu o encontro e em que no final do encontro os jogadores do Benfica e da Académica acabaram de camisolas trocadas, num gesto de grande simbolismo.
A década de 70, apesar de grande domínio nos campeonatos, ficou marcado por poucas conquistas do Benfica na Taça, embora a final de 1972 seja icónica com o hattrick de Eusébio e a vitória por 3-2 ao Sporting, após prolongamento. E não houve fome que não desse em fartura, pois nos anos 80 a hegemonia Benfiquista voltou e em força. Vitórias sempre sobre o FC Porto nas finais de 1980, 1981, 1983 e 1985! A de 83 teve ainda o gosto especial de ter sido conquistada no Estádio das Antas. Em 1986 a vítima na final foi o Belenenses (depois de um 5-0 ao Sporting nos 1/4 de final) e em 87 novamente o Sporting, com uma vitória por 2-1, num memorável bis de Diamantino.
Chegou a década de 90 e o Benfica terá tido talvez a final mais entusiasmante de sempre, com o incrível 5-2 ao Boavista em 1993, numa exibição fulgurante de Paulo Futre e a final mais triste de sempre, com o 3-1 ao Sporting em 1996, marcada pelo falecimento de um adepto leonino, após o lançamento do criminoso very-light.
Nessa tarde, o Benfica conquistou a sua 23ª Taça de Portugal, quase metade de todas as edições, e tinha mais 11 que o Sporting e mais 15 que o FC Porto. Só que desde aí...o marasmo. Desde esse longínquo ano de 1996 até hoje, apenas mais 3 (!) vezes o Benfica conquistou a prova que dominava com braço de ferro. Tivemos a memorável conquista sobre o FC Porto por 2-1 na final de 2004 (8 anos depois!), o 1-0 ao Rio Ave em 2014 (10 anos depois!) e o 2-1 ao V. Guimarães em 2017. E agora já lá vão novamente sete anos desde essa tarde chuvosa e não mais o Benfica regressou ao Jamor.
Como benfiquista, é profundamente triste e revoltante assistir a este divórcio entre o clube e a prova. Nalgumas eliminações poderá ter havido mérito do adversário, noutras azar, noutras erros de arbitragem, mas tanto falhanço tem que ter uma razão conjetural e não ocasional. É que é mais um sinal da incompetência e do aburguesamento do Benfica nos últimos 30 anos, em que quem dirige, treina e joga no clube preocupa-se sempre muito mais no que dá dinheiro e não no que dá glória. E aquela tarde no Jamor é tudo acerca da glória e do romantismo e nada de receitas. No percurso até às finais, em todos estes anos, o Benfica usa e abusa de onzes carregados de jogadores suplentes, de equipas que não dão tudo e também os adeptos infelizmente entraram nesta secundarização da prova, pois quando as piores assistências da temporada são sempre nesta competição (e na Taça da Liga, outra prova que já tem um fenómeno semelhante: domínio esmagador do Benfica ao início e agora também já não a vence desde 2016...), dão o sinal de complacência à equipa e ao clube. Nas primeiras eliminatórias, com certeza que se entende, mas basta recordar que em 2017, na 2ª mão das 1/2 finais com o Estoril, só foram 25.000 pessoas à Luz. O mesmo nº de adeptos nas 1/2 finais com o Belenenses em 2004. E até naquele incrível 3-1 ao FC Porto em 2014, com o esfusiante golo do André Gomes, só estavam 45.000 adeptos. Mesmo na fase avançada da prova, o Benfica e o Benfiquista não revelam fome pela competição.
Claro que depois todos querem ir ao Jamor. É uma tarde icónica, uma festa popular e de enorme beleza. Uma celebração do futebol à antiga que infelizmente o Benfica tem estado muitas vezes arredado. Urge que o Glorioso reflita sobre por onde anda e por onde vai e dê mais importância a esta competição tão importante na sua História e que tenha muito, mas muito mais sede de troféus! Não é aceitável que um clube desta grandeza só vença 4 Taças de Portugal nos últimos 30 anos e que nas últimas 5 temporadas só tenha vencido 3 troféus em todas as competições, tantos como o Braga.
PS: Para piorar o sentimento de frustração, Rui Costa deu uma entrevista preocupante com pouco sumo, pouca reflexão, poucas soluções para o futuro e uma insistência em Roger Schmidt que, o futuro o dirá, mas só fez lembrar a famosa frase que se atribui a João Pinto do FC Porto nos anos 90: «o clube estava à beira do precipício e tomou a decisão certa: deu um passo em frente»."
https://www.zerozero.pt/opiniao/o-divorcio-entre-o-benfica-e-a-taca-de-portugal/2212
Vitórias importantes
"Esta edição da BNews é dedicada à atividade benfiquista ao longo do fim de semana.
1. Presença garantida
O Benfica, o mais bem posicionado no ranking europeu de clubes entre os envolvidos nas rondas de qualificação, está automaticamente apurado para a (nova) fase principal da Liga dos Campeões, depois de a Atalanta, vencedora da Liga Europa, ter assegurado uma das quatro primeiras posições no Campeonato italiano.
2. Opção exercida
Álvaro Carreras vai continuar de águia ao peito. O lateral espanhol quer contribuir para conquistas benfiquistas: "Desde que cheguei que queria continuar a vestir esta camisola, e quero agradecer no próximo ano lutando por todos os títulos possíveis com o apoio dos adeptos."
3. A um triunfo do hepta
A equipa feminina de futsal ganhou, por 0-1, frente ao Nun'Álvares no segundo jogo da final do Campeonato e está a uma vitória de se sagrar heptacampeã nacional. Pode alcançá-lo no próximo domingo, às 14h00, na Luz.
4. Títulos na formação
Os Juvenis B de futebol ganharam o Campeonato Nacional da 2.ª divisão Sub-17. As Sub-19 de futsal são tricampeãs nacionais. As Sub-18 de basquetebol celebraram o título nacional pela primeira vez. As Cadetes de voleibol são campeãs nacionais.
5. Vitória no jogo de consagração
As já tricampeãs nacionais de andebol venceram, na Luz, o CJ Almeida Garrett, por 34-28, e celebraram o título junto dos Benfiquistas. No próximo fim de semana, a equipa disputa a final four da Taça de Portugal e procura perfazer o pleno na temporada.
6. Título decide-se na negra
No segundo jogo da final do Campeonato Nacional de polo aquático no feminino, o Benfica perdeu, por 16-13, na deslocação ao Fluvial Portuense. O embate derradeiro está agendado para a próxima quinta-feira, às 15h00, na piscina do Sport Algés e Dafundo. Uma vitória das águias dá o pentacampeonato.
7. Bons desempenhos
O canoísta do Benfica Fernando Pimenta ganhou as provas de K1 5000, K1 1000 e K1 500 na Taça do Mundo II de Velocidade, em Poznan. Emanuel Sousa estabeleceu o recorde nacional no lançamento do disco. Reynor Mena venceu a prova dos 100 metros no Meeting Stanislas, em Nancy, França.
8. Outros resultados
Os Sub-19 de futebol ganharam, por 2-1, ao Sporting. Os Sub-15 golearam a Académica de Santarém, por 8-0, e estão a uma vitória, com três jornadas por disputar, da revalidação do título.
No basquetebol, o Benfica voltou a superiorizar-se à Oliveirense, ficando a um triunfo do apuramento para a final dos play-offs (o jogo 3 é hoje às 19h00, em Oliveira de Azeméis). No futsal, derrota, por 2-5 após prolongamento, no primeiro jogo das meias-finais dos play-offs. Em andebol, já com o 3.º lugar definido na classificação, desaire na visita ao ABC (30-27).
9. Nova parceria
A PRIME é a parceira oficial de hidratação do Clube até 2027.
10. Casa Benfica Viana do Castelo
A BTV marcou presença nas comemorações do 35.º aniversário desta embaixada do benfiquismo."
Democratizar o futebol
"Antes e depois de Sérgio Conceição no FC Porto; os nomes consensuais, quase consensuais e os outros seis de Roberto Martínez
Dificilmente o futebol português poderia ser mais democrático: Campeonato Nacional para o Sporting, Taça de Portugal para o FC Porto, Supertaça Cândido de Oliveira para o Benfica, Taça da Liga para o SC Braga. Aconteceu apenas uma outra vez na história das quatro provas: 2017/2018. FC Porto venceu a Liga, Aves a Taça de Portugal, Sporting a Taça da Liga e Benfica a Supertaça Cândido de Oliveira. De seis em seis anos há uma rajada democrática que varre o futebol português que, regra geral, tem sido bem assimétrico: Benfica e FC Porto; FC Porto e Benfica; Benfica e FC Porto; FC Porto e Benfica.
Por falar em democracia, o jogo do Jamor deve ter sido o último pelo FC Porto do homem que, em sete anos, ajudou a democratizar as vitórias nas provas mais importantes do calendário do futebol português. Nos quatro anos anteriores ao regresso de Sérgio Conceição ao Dragão, a supremacia do Benfica foi avassaladora, quase uma ditadura: quatro Ligas, duas Taças de Portugal, três Taças da Liga e três Supertaças: 12 em 16 troféus. Nada menos de 75 por cento das provas nacionais. Daí para cá, em sete épocas, FC Porto ganhou 11 das 27 provas internas (três Ligas, quatro Taças de Portugal, uma Taça da Liga e três Supertaças). Quarenta por cento foram, pois, para o Museu azul e branco, Sporting venceu oito (duas Ligas, uma Taça de Portugal, quatro Taças da Liga e uma Supertaça), o Benfica chegou às quatro (duas Ligas e duas Supertaças) e o SC Braga a três.
Terminada a época de clubes, passemos ao Europeu-2024. Roberto Martínez anunciou os 26 nomes para atacar a prova da Alemanha e, por entre nomes que me parecem consensuais (Diogo Costa, António Silva, Danilo, Diogo Dalot, Gonçalo Inácio, João Cancelo, Nuno Mendes, Rúben Dias, Bruno Fernandes, João Palhinha, João Neves, Vitinha, Bernardo Silva, Gonçalo Ramos, João Félix e Rafael Leão) e outros perto de o serem (José Sá, Nélson Semedo, Francisco Conceição e até Ronaldo, por haver poucos jogadores para a posição de ponta de lança), aparecem seis nomes (Rui Patrício, Pepe, Diogo Jota, Pedro Neto, Otávio e Rúben Neves) cuja chamada é altamente contraditória em relação a uma das premissas tornadas públicas pelo selecionador nacional: quem quer ir ao Europeu não pode estar a 80 por cento.
Patrício não jogou um minuto na Roma desde meados de fevereiro, Pepe não jogou um minuto no último mês e ainda ontem ficou de fora da final por não estar apto, Diogo Jota jogou 138 minutos nos últimos três meses e zero no último mês, Pedro Neto esteve em campo 12 minutos nos últimos dois meses e Otávio e Rúben Neves jogam há um ano num campeonato de 3.ª linha. Estarão acima dos 80 por cento que o sempre simpático Roberto Martínez anunciou a 15 de novembro do ano passado? Não me parece. Posto isto, tragam lá o caneco! E democratizem um pouco mais os vencedores de Europeus: Alemanha e Espanha, 3; Itália, França e… Portugal, 2; União Soviética, Checoslováquia, Países Baixos, Dinamarca e Grécia, 1."
Iniciados - 15.ª jornada - Fase Final
Benfica 8 - 0 Santarém
Magalhães, T. Rodrigues(2), Almeida, Ferreirinha(3), Vieira
Ontem escapou-me a crónica deste jogo, os putos não mereciam!!!
Estamos a 2 pontos da revalidação do título, e ganhámos de goleada gorda, contra um adversário que até tem feito uma Fase Final interessante!!!
PS: Os nossos Juvenis B, venceram o Nacional da II Divisão! Antigamente, os Juvenis de primeiro ano, jogavam os Distritais e ficavam por aí, nos últimos anos, têm se realizado uma Finalíssima entre as duas principais Associações... E esta época, numa Final a duas mãos, contra os Corruptos, vencemos 0-2 na 1.ª mão fora, e assim o empate (1-1) no Seixal, chegou para sermos Campeões!
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