"1.
Ascendeu muito jovem à primeira equipa, foi logo campeão, disputou Champions com prestações ao mais alto nível perante craques mundiais, a Seleção bateu-lhe à porta, tornou-se um habitual das convocatórias nacionais. Nunca mais foi visto como o menino que ainda era, passaram a exigir-lhe tudo e mais alguma coisa como se de um consagrado se tratasse.
2.
Foi muito atacado e nunca bem defendido, virou patinho feio para uma comunicação social ávida de pretextos para atacar o Benfica, muitos adeptos do clube alinharam pelo mesmo diapasão. Julgo que não lidou bem com a situação, difícil para qualquer um, mais ainda para um jovem como ele, a sua evolução acabou por não ter o nível para que a primeira época (22/23) apontava.
3.
Aqui chegados, encontrando-se com a carreira numa espécie de beco sem saída após quatro épocas na equipa principal, é bem provável que o melhor passo tenha sido o de dar o salto para o estrangeiro.
4.
Como Aktürkoglu há um ano atrás, é preciso relevar o profissionalismo demonstrado pelo António ao alinhar nas duas mãos da eliminatória com o St Gallen. (Ontem, então, fez um belíssimo jogo, o melhor que lhe vi de há muito para cá.) Podem dizer que tendo contrato com o clube só tinha mesmo era que ir a jogo - e eu digo-vos: quantos nas mesmas circunstâncias não viraram as costas ao clube que representavam porque já só pensavam naquele para onde iam jogar?
5.
Deixo, enquanto Benfiquista, um agradecimento ao António - mas também um forte desejo: que volte um dia a vestir o Manto Sagrado, é um dos nossos, será sempre muito bem vindo a casa. No imediato, que tenha toda a sorte do mundo na aventura na Premier League, vou segui-lo com toda a atenção, torcerei por ele. Carrega, António!"

Sem comentários:
Enviar um comentário
A opinião de um glorioso indefectível é sempre muito bem vinda.
Junte a sua voz à nossa. Pelo Benfica! Sempre!