Últimas indefectivações

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Grande supremacia

"O Maritímo foi generoso mas muito curto para suster a dinâmica e mobilidade do Benfica

1. Boa entrada do Benfica
O Benfica entrou bem no jogo com um golo apontado de bola parada, por João Félix. Foi uma grande supremacia assente em muita posse de bola, com grande dinâmica dos laterais, que se projectaram muito pelos corredores. O Benfica também teve superioridade no corredor central com muita mobilidade no ataque. O Marítimo foi agressivo a defender, generoso, mas muito curto para conseguir suster a variabilidade do jogo do adversário. Só conseguiu criar uma oportunidade, que foi o golo anulado. A partir daí não me lembro de ver Vlachodimos a ter qualquer tipo de dificuldade. Ainda assim foi melhor a primeira parte do Marítimo do que a segunda.
2. O desgaste de Seferovic
O Benfica, apesar da sua dinâmica, não aproveitou as oportunidades que foi criando para dilatar o marcador e Seferovic, em particular, foi muito perdulário. Em relação ao avançado suíço, considerado que dada a sua capacidade física e a sua mobilidade, é um ponta de lança muito difícil de marcar, no entanto é um jogador que se movimenta para zonas demasiado fora do seu raio de acção e por isso desgasta-se demasiado, faltando-lhe depois frescura física para definir as jogadas com mais qualidade. Isto, claro, é uma leitura superficial. E a falta de confiança acaba também por ter um peso importante: quando se falha uma, duas, três oportunidades de golo, as coisas depois não correm tão bem.
3. Terceiro golo sentencia jogo
O terceiro golo do Benfica, outra vez apontado por João Félix, acabou por sentenciar o jogo. Os encarnados aproveitaram o desposicionamento dos centrais do Marítimo para alcançarem esse momento decisivo. A partir daí tudo ficou ainda mais fácil para a equipa da casa. E com a entrada de Jonas e Salvio as águias ganharam frescura, em contraste com um Marítimo que caiu muito animicamente.
4. Dinâmica do lado direito
Gostava, por fim, de deixar três destaques Uma pela negativa: a segunda parte do Marítimo, que foi bem pior que a primeira. E dois pela positiva: a qualidade e maturidade de João Félix e a grande dinâmica do corredor direito do Benfica, personificada em André Almeida e Pizzi."

José Carlos Pereira, in A Bola

O 'vale tudo' deixou de valer

"Magnífica oportunidade para os clubes, se quiserem, adequarem o regulamento disciplinar com punições mais severas

Esta semana começa com uma boa notícia para o futebol português: a partir de agora, comentadores exaltados, analistas, especialistas, e, principalmente, os departamentos de comunicação dos clubes devem ser menos grosseiros no que dizem e menos desabridos no que escrevem sobre a figura do árbitro, na sequência de um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo que considera que a injúria e a difamação «excedem os limites do que deve ser a liberdade de expressão», conforme previsto no art.º 37.º da CRP, pondo em causa o direito ao bom nome dos árbitros em questão».
O Conselho de Disciplina da FPF viu assim ser dada razão ao seu recurso, no qual defendeu argumentação jurídica superiormente atendida.
A Bola noticiou ontem, em trabalho assinado pelos seu chefe de redacção Ricardo Quaresma, e tendo por base este entendimento do STA, que foram recusados os recursos apresentados pelos reis da festa da má língua, os senhores Marques e Bernardo, e confirmados os castigos que lhes tinham sido aplicados pela justiça desportiva.
Marques e Bernardo são dois dos braços armados de estratégias comunicacionais que não informam, não promovem, não divulgam; apenas intoxicam o ambiente e confundem as pessoas - felizmente que o mais frenético de todos saiu de cena com a eleição dos novos órgãos sociais do Sporting.
O vale tudo acabou. Magnífica oportunidade, portanto, para os clubes, se quiserem, adequarem o regulamento disciplinar com punições mais severas, sobretudo ao nível das multas, que são ridículas. O problema é que não querem. Falam muito, lamentam-se ainda mais, mas não passam disso. Por outro lado, que crédito pode dar-se a uma Liga que tem de viver na dependência de dirigentes distraídos ou desinteressados, que vão para reuniões e assembleias sem conhecimento suficiente do que vai ser analisado e sem vontade nem ideias próprias. Como exemplo mais recente, o desconchavo de posições sobre a reintegração do Gil Vicente na Liga principal.

O presidente do Conselho de Arbitragem tanto se preocupou, para nada, em manter em segredo as nomeações dos árbitros. Rigorosamente, para nada, motivo por que ficou a saber-se que nas últimas quatro jornadas do Campeonato será levantada a confidencialidade, voltando a ser tudo às claras, como nunca deveria ter deixado de ser.
Fontelas Gomes escolheu esta via animado de boas intenções e no sentido de proteger os árbitros. A ideia seria admissível numa situação pontual, particularmente grave, mas perdeu a sua eficácia, se é que teve alguma, ao diluir-se no tempo, estando eu convencido que as fugas de informação terão existido desde o princípio, simplesmente os clubes, com mais ou menos poder de influência, foram fazendo de conta por algum interesse enxergarem.
Quando vejo a Federação e a Liga de candeias às avessas, como neste momento sucede, sugere-me a prudência, enquanto observador externo, que me incline para o lado da FPF, por ver nela uma instituição prestigiada, profissional e competente, além de ter conquistado internacionalmente um estatuto de referência, em contraposição a uma associação de clubes profissionais de características especiais, uma delas a de não saber ou não querer adaptar-se aos tempos modernos.

Como não há regra sem excepção, a arbitragem poderá ser o grão de areia numa engrenagem bem oleada. Em vez de mitigar os efeitos de uma ausência de valores com investimento forte na preparação e progressão dos que há, porque nem todos são maus como se quer fazer crer. Fontelas Gomes enredou-se numa sucessão de equívocos que, no mínimo, permitiram chegar a um resultado: a fragilização do Conselho e do seu presidente.
Em vez de jogar às escondidas, a arbitragem precisa de transparência. Portanto, tudo isto se resume a uma trapalhada e quando se admitiria algum recato nas últimas quatro jornadas, eis que acontece precisamente o contrário. Das duas uma, ou a arbitragem gosta de andar em contramão ou assumiu a inutilidade do secretismo e tem pressa de se libertar dele.
Bem-vindas, pois, as nomeações públicas dos árbitros. Não pode ser de outra forma numa sociedade civilizada, salvo em situações de reconhecida excepcionalidade. Que o acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, pelo menos, permita a alguma paz ao futebol..."

Fernando Guerra, in A Bola

PS: Colocar o Insolvente Marques, no mesmo patamar que o Luís Bernardo, só pode ser brincadeira!!!

Nomeações

"Num país evoluído a nomeação dos árbitros devia ser o assunto mais irrelevante do futebol

Alguém me dizia que não devia furtar-me a comentar aquele que tem sido, por estes dias, um dos assuntos mais falados na actualidade: a tão famosa fuga de informação sobre nomeações de árbitros para alguns dos jogos da Liga NOS. Esse tema quente - absolutamente determinante para a evolução do futebol profissional em Portugal e altamente suspeito quanto à prática de actividades persecutória, ilícitas e ameaçadoras da paz mundial - é, pois, o assunto da crónica de hoje.
Querem uma opinião sincera?
- Os árbitros são agentes desportivos obrigatórios no futebol. Sem eles, não há jogo. Nunca há jogo. Ponto. Quem vê a coisa de forma diferente, tem um problema sério para resolver.
- São apenas vinte os que arbitram na Primeira Liga. Sorteados, nomeados rifados. Com ou sem secretismo. Com ou sem carimbo. Com ou sem clube associado. Vinte. São estes e só esses.
- Num país evoluído, com gente arejada e virada para o que realmente importa, a nomeação dos árbitros devia ser o assunto mais irrelevante do futebol. Se isto fosse a sério, apitava o jogo o rapazito que aparecesse no estádio, com um kit de equipamentos numa mão e com um apito na outra. Ponto final.
- Como não somos evoluídos, arejados e preocupamo-nos recorentemente com o que pouco importa, conseguimos tornar um tema comum e perfeitamente banal - quem apita o quê - numa novela mexicana, com contornos de drama e tiques de caso de polícia. Será do ADN ou mora, em cada um nós, um perfil psicótico que desconhecíamos?
- É certo e sabido que, de há uns tempos para cá, houve a opção de só se publicar nomeações no dia do jogo. Sabem porquê? Porque quando eram divulgadas mais cedo, alguns dos árbitros designados eram insultados, ameaçados e, não raras vezes, incomodados na sua vida privada. Isso antes mesmo de exercerem a sua função. Eram também alvo de atenção negativa de vários blogues e sites oficiosos e oficiais que, selectiva e estrategicamente, recordavam alegados erros praticados no passado.
Para evitar tanta pressão orientada, entendeu-se que o melhor era não dizer nada antecipadamente e comunicar a nomeação apenas no dia do jogo. Tudo para proteger o árbitro. Como paliativo, como antivírus a um surto tão poderoso e viral... foi ou não foi compreensível a bondade da opção? Foi. Claro que foi.
- Chegados aqui, percebe-se que, quando há contas por decidir, o jogo do vale tudo ganha novos contornos. Se o conhecimento prévio abria a janela para a maledicência e especulação, o conhecimento à última hora abriu a porta para as ultra-secretas mas nem por isso fugas de informação. As pessoas estão agora pasmadas, chocadas até, com este novo drama, este atropelo execrável à verdade desportiva: «Como é que é possível saber-se quem apita o quê, se apenas 4361 pessoas têm acesso prévio à informação?! Wow! Temos caso!!...» O entretenimento habitual, lá está, num registo cultural muito nosso, propício a minudências quotidianas e incapaz de enfrentar o que de mais importante se passa à nossa volta. E mais evidente ainda, no fim de tanta cruzada, de tanta tempestade de areia, de tanto bluff, a verdade continua a ser uma só:
- São vinte os árbitros que dirigem jogos da Liga NOS; para os encontros mais decisivos irão, seguramente, os juízes teoricamente mais experientes e qualificados; as nomeações deviam ser assunto irrelevante para quem gosta de futebol a sério; os árbitros serão melhores se tiverem menos suspeição e ruído negativo sobre si; continuamos a alimentar fait divers e a não discutir questões de fundo, que deviam merecer a nossa atenção e preocupação.
Pronto. Opinião dada.
Pelo andar da carruagem, o mais certo é, na próxima semana, usar este espaço para vos falar sobre o tipo de alimentos que os árbitros ingerem ou o sobre o local onde fazem compras de Natal para suas casas. Tudo coisas top secret, às quais a PJ estará seguramente muito atenta. Valha-me Deus."

Duarte Gomes, in A Bola

PS: O Sr. Duarte Gomes, em vez de se dedicar à graçola fácil, em vez de se dedicar ao corporativismo bacoco, com claras intenções tachistas num futuro próximo, em vez de se calar e não denunciar às autoridades próprias, os crimes que tem conhecimento... Se o Sr. Duarte Gomes e outros, ex-árbitros ou árbitros no activo, tivessem coragem de denunciar os criminosos, talvez o Tugão fosse um local respeitável... sendo assim nem gente arejada nem país evoluído, anda tudo a nadar na merda...
Sim, Sr. Duarte, você é um dos responsáveis!

Cadomblé do Vata (Profecias...)

"A bizarria que nos roubou 2 pontos contra o Belenenses SAD, impediu que entrasse em modo "Jogo do Ano" logo a seguir ao pontapé vitorioso do Pizzi. Fui por isso obrigado a aguardar longos e intermináveis 15 minutos para que a visita a Braga me começasse a borbulhar no estômago. Enquanto Jonas e Taarabt sorriam em cumplicidade junto à linha lateral, o meu almoço aproximava-se perigosamente do céu da boca, tal a involuntária "nervoseira" que desde então me invadiu o corpo, que se agrava de cada vez que pelos meus olhos passa uma imaginária tarja com letras garrafais dizendo "Não Vais poder Ver o Jogo".
Na verdade, vou estar fora do país no domingo e se à partida me dá vontade de chorar, basta-me pensar um pouquinho e recordar que no dia em que enfaixamos 4 secos na Naval eu estava no meio do Mediterrâneo e quando o Boavista saiu da Catedral com 2 no bolso eu encontrava-me debaixo da sombra da Torre Eiffel. Tendo em conta que no primeiro caso tinha-me despedido de Portugal após os 5 do Dragão e no segundo, o "au revoir Nação" tinha sido feito no rescaldo dos 3 lagartos na Luz, com um interregno tondelense pelo meio, à laia de prevenção, na 5ª feira dei por mim a apoiar o Eintracht, que nisto das superstições eu sou ligeiramente a derrapar para o perfeccionista e tinha pouca vontade de ver o SL Benfica estatelar-se contra os madeirenses, só para aumentar as probabilidades de implodir a pedreira a caminho do 37º."

Fanha... on fire !!!

Mãozinha...!!!

"Fenómeno raro. Aconteceu hoje. Calor da Noite e VAR em campos opostos. Só mesmo desta forma para o Calor da noite perder pontos.
Fora de brincadeiras, se tiverem oportunidade vejam os últimos 5 a 10 minutos de jogo. Não pedimos mais. Vejam bem como o Calor da Noite B com mais um jogador em campo por expulsão de um jogador do Varzim consegue dar de mão beijada 2 situações de 2 para 0, uma das quais resulta o golo. São estes os jogos comprados sem que se lhes possa apontar o mínimo de rasto. O Varzim é o último elemento da cadeia Varzim-Portimonense-Calor da noite que aqui há umas semanas demos a conhecer. O Varzim precisava de forma dramática de pontos para evitar a descida ao CNS e aí está o Calor da Noite a dar-lhe a mão.
O que pensam disto clubes como o Académico de Viseu, a Oliveirense, o Farense ou o Arouca que lutam com o Varzim para não descer de divisão? Vão continuar calados? Vão continuar a colocar-se do lado do Calor da Noite nas votações da Liga?"

terça-feira, 23 de abril de 2019

Alzheimer (II)

"Os Cartilheiros muito empenhados em repetir ate à exaustão a mentira e manipulação. Nada que surpreenda. Táctica bem conhecida e usada nestes últimos 2 anos, para diferentes efeitos, os métodos de sempre.
Mas numa coisa tem razão o aspirante e moço de recados do porta-voz do crime organizado, Paulo Baldaia, mais conhecido como CartilheiroAsul. Diga-se, aliás, que reúne três grandes valências para a substituição no cargo: Ser pau-mandado, envergonhar a classe jornalística e absolutamente desonesto.
Mas vamos aos fatos. Petit bateu recordes negativos...no jogo do Dragão. A equipa madeirense não fez um único remate e sofreu outro recorde negativo: 25 remates permitidos ao adversário dentro da grande área.
Ai certamente não foi facilitismo. Foi a força do Dragão. A mesma que faz com que tenham mais 10 pontos do que aquilo que devia. #portoaocolo
Outras curiosidades:
Marítimo Vs Porto – 6 remates e 24 faltas
Marítimo Vs SL Benfica – 7 remates e 36 faltas
Continuaremos como sempre a desmascarar a mentira."

Cuidado com o Panda

"É impressão minha ou estamos a abusar um bocadinho na história do Canal Panda?
Já se percebeu a mensagem.
Que existem mais coisas para lá do futebol.
Sou um acérrimo defensor disso mesmo.
Atenção, deixem-me que vos diga o seguinte.
Eu gosto do discurso de Bruno Lage.
Gosto muito, devo acrescentar.
Gosto da forma simples como fala de futebol.
Da lufada de ar fresco que trouxe.
E dos paralelismos que usa com o quotidiano da vida.
Mas é preciso cuidado.
Porque os mesmos que acham graça hoje.
Amanhã cansam-se.
Não foi assim há muito tempo.
Lembram-se do pai de família e homem honrado que treinava o Benfica?
Quando deixou de ganhar tantas vezes ninguém quis saber disso, pois não?
E até já se “gozava” com esse factor.
E o que queriam era um treinador, porque homens honrados também nós somos e tal.
Tenho este defeito.
Ter muito boa memória para coisas que aconteceram há 4 meses.
O Panda e os Super Wings arriscam-se a ir pelo mesmo diapasão.
Discutir um campeonato, como ainda ontem fez, com 4 ou 5 miúdos da formação é incrível.
Para não dizer inédito.
Com um ou dois ainda comprava a ideia.
Com 4 ou 5 não.
Mas a verdade é que os bebés de Bruno Lage vão dando conta do recado.
E se passarem em Braga ficam a 3 jogos de tirarem as fraldas.
Se quer ser treinador de várias épocas no Benfica.
E não de meia, em que esteve quase a ganhar tudo.
É preciso usar algo que também se usa muito com bebés, quando vamos passear.
Um termo.
Ou neste caso.
Meio termo."

Maré Vermelha

"Mais uma final ganha, mais uma etapa cumprida, mais um passo a aproximar-nos da Reconquista! A vitória frente ao Marítimo teve o brilho das grandes noites: exibição de gala, chuva de golos e uma sintonia perfeita entre o relvado e os mais de 52 mil que estiveram nas bancadas (numa 2.ª feira à noite). Jogo perfeito!
Os números da produção ofensiva do Benfica em 2018/19 estão a atingir um patamar raro. É preciso recuar mais de 50 anos (!) para se encontrar uma temporada em que o Benfica tenha ultrapassado os 124 golos que já leva actualmente. Nessa altura, em 1964/65, a equipa de Elek Schwartz completou a época com 157 golos. Era o tempo do Rei Eusébio e de príncipes como Mário Coluna, José Augusto, José Torres e António Simões.
Daí para cá, o melhor registo foi em 2009/10 (estreia de Jorge Jesus), que terminou com os mesmos 124 golos que o Benfica já soma neste momento, mas tendo ainda 4 jornadas por realizar. Se contarmos apenas os jogos do campeonato, os números actuais são igualmente extraordinários: 87 golos já apontados! No novo milénio, apenas por uma vez se fez melhor – 88 em 2015/16, a primeira temporada com Rui Vitória.
Neste caso, para encontrar um número mais alto é preciso recuar a 1975/76, quando o Benfica, então treinado por Mário Wilson, terminou a prova com 94 golos. Três anos antes (1972/73), com Jimmy Hagan, foi a última vez que se ultrapassou a centena de golos: 101.
O registo ofensivo desde a chegada de Bruno Lage (16.ª jornada, a 6 de Janeiro) está ao nível do melhor que o Benfica tem na sua história: 56 golos em 15 jogos, o que dá uma média de 3,73 por jogo. O valor mais alto no futebol europeu em 2019.
Um percurso fantástico com o actual treinador (15 jogos, 14 vitórias e 1 empate), mas que ainda não garante aquilo que é o mais importante. Sabemos que estamos a 4 finais do objectivo e que só lá chegaremos se continuarmos a mostrar a competência e a qualidade que nos trouxeram até aqui.
O jogo de Braga, no próximo domingo, exige o mesmo Benfica que tivemos no Dragão, em Alvalade, em Guimarães, em Moreira de Cónegos, na Vila das Aves, nos Açores ou em Santa Maria da Feira: comprometido, alegre, rigoroso, forte e determinado!
A onda vermelha estará no Minho e será fundamental para esta penúltima final fora do Estádio da Luz. Faltam 360 minutos!

PS: A afirmação internacional do Benfica continua a fazer-se ao mais alto nível. É hoje oficializada, no Museu Cosme Damião, a constituição da ISMA (Associação Internacional dos Museus Desportivos), com o Presidente Luís Filipe Vieira a marcar presença na cerimónia e a receber os representantes de alguns dos mais importantes clubes mundiais. O dia fica ainda marcado, a outro nível, pelo encontro anual com os parceiros comerciais do Benfica, num convívio que anima o dia no Caixa Futebol Campus. Um sinal claro – mais um – da vitalidade do clube."

Lixívia 30

Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 75 (-7) = 82
Corruptos.. 75 (+27) = 48
Sporting... 67 (+21) = 46

A jornada começou com mais uma viagem do Xistra à Madeira!!! A quantidade de jogos apitados pelo Xistra na Madeira, em jogos dos Corruptos ou dos Lagartos é completamente absurda...!!!
Absurdo explicado, logo nos primeiros minutos, quando o Acuña devia ter sido expulso, num pisão evidente, que nem o Xistra e nem o VAR Rui Costa, 'viram'!!!
O jogo foi decorrendo com uma quantidade também absurda de contra-ataques do Sporting, iniciados em faltas não assinaladas... Inclusive, na jogada que 'começou' com o Acuña a fazer penalty: o argentino, primeiro empurrou, e depois 'fingiu' estar interessado em cabecear a bola... (só por acaso os Lagartos não marcaram no contra-ataque)!!!
O golo dos Lagartos também é engraçado: não posso garantir que estava fora-de-jogo, porque a câmara não está alinhada, nem houve 'linhas virtuais', mas não deixa de ser engraçado que o lance seja algo parecido com o golo anulado ao Feirense no jogo contra o Benfica... Com uma diferença: neste não houve polémica!!!

Com a 'ressaca' da Champions, tivemos nomeações absolutamente vergonhosas para o jogo dos Corruptos:
Ironicamente, não houve grandes Casos... os golos anulados ao Santa Clara foram bem anulados; o golo dos Corruptos foi legal (raridade!!!) e não houve os habituais Vermelhos perdoados aos Corruptos!!!
Mesmo assim, o apito inclinou o campo, sempre que pode: o pé alto do Filipe (seria Amarelo) nem falta foi...; o outro exemplo da 'tendência' foi a última jogada do desafio, onde devia ter sido assinalado uma falta 'perigosa' a favor do Santa Clara e nada foi marcado, mandando todos para o balneário... não fosse o 'canto curto' dar golo!!!

Na Luz, mais uma vergonhosa actuação do Godinho... Valeu rigorosamente tudo: várias agressões passaram em limpo a maior parte sem Amarelos: tanto o Banza como o Fabrício tinham que ver Vermelhos directos...
O Seferovic ainda levou um murro na cara dentro da área... mas pareceu-me involuntário, um 'choque'!!!
No golo bem anulado ao Marítimo... destaco o facto da jogada ter começado com um fora-de-jogo inacreditavelmente não assinalado!!!


Anexo(I):
Benfica
1.ª-Guimarães(c), V(3-2), Pinheiro(Sousa), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho(Sousa), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), E(2-2), Capela(Esteves), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Veríssimo(Sousa), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), D(2-0), Soares Dias (V. Ferreira), Prejudicados, (1-0), Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(c), D(1-3), Almeida(Esteves), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
10.ª-Tondela(f), V(1-3), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
11.ª-Feirense(c), V(4-0), Rui Costa(Mota), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(f), V(0-1), Xistra(Sousa), Prejudicados, (0-2), Sem influência no resultado
13.ª-Marítimo(f), V(0-1), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), V(6-2), Soares Dias(Esteves), Prejudicados, (7-2), Sem influência no resultado
15.ª-Portimonense(f), D(2-0), Mota(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Godinho(Sousa), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
17.ª-Santa Clara(f), V(0-2), Capela(Rui Costa), Prejudicados, Beneficiados, (0-3), Sem influência no resultado
18.ª-Guimarães(f), V(0-1), Martins(Vasco Santos), Prejudicados, Sem influência no resultado
19.ª-Boavista(c), V(5-1), Rui Costa(Esteves), Prejudicados, (6-1), Sem influência no resultado
20.ª-Sporting(f), V(2-4), Soares Dias(Pinheiro), Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
21.ª-Nacional(c), V(10-0), Almeida(Pinto), Nada a assinalar
22.ª-Aves(f), V(0-3), Miguel(V. Ferreira), Nada a assinalar
23.ª-Chaves(c), V(4-0), Mota(Esteves), Prejudicados, (6-0), Sem influência no resultado
24.ª-Corruptos(f), V(1-2), Sousa(Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
25.ª-Belenenses(c), E(2-2), Capela(Malheiro), Prejudicados, (3-1), (-2 pontos)
26.ª-Moreirense(f), V(0-4), Almeida(Pinheiro), Prejudicados, Sem influência no resultado
27.ª-Tondela(c), V(1-0), Xistra(Malheiro), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
28.ª-Feirense(f), V(1-4), Pinheiro(Paixão), Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
29.ª-Setúbal(c), V(4-2), Rui Costa(V. Santos), Prejudicados, (5-1), Sem influência no resultado
30.ª-Marítimo(c), V(6-0), Godinho(Esteves), Prejudicados, Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Chaves(c), V(5-0), Almeida(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(c), D(2-3), Veríssimo(Paixão), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(L. Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho(Malheiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Veríssimo(Sousa), Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Feirense(c), V(2-0), Rui Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Marítimo(f), V(0-2), Xistra(Sousa), Beneficiados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Soares Dias(L. Ferreira), Beneficiados, (+2 pontos)
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Hugo Miguel(Veríssimo), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
12.ª-Portimonense(c), V(4-1), Mota(Pinheiro), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
13.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Godinho(Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
14.ª-Rio Ave(c), V(2-1), Martins(Malheiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Aves(f), V(0-1), Pinheiro(Soares), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
16.ª-Nacional(c), V(3-1), Rui Costa(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Sporting(f), E(0-0), Miguel(Martins), Prejudicados, Impossível contabilizar
18.ª-Chaves(f), V(1-4), Almeida(Godinho), Nada a assinalar
19.ª-Belenenses(c), V(3-0), Godinho(L. Ferreira), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
20.ª-Guimarães(f), E(0-0), Rui Costa(Rui Oliveira), Beneficiados, Impossível contabilizar
21.ª-Moreirense(f), E(1-1), Sousa(L. Ferreira), Beneficiados, (2-0), (+ 1 ponto)
22.ª-Setúbal(c), V(2-0), Almeida(Rui Oliveira), Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
23.ª-Tondela(f), V(0-3), Godinho(Xistra), Nada a assinalar
24.ª-Benfica(c), D(1-2), Sousa(Martins), Beneficiados, (0-3), Sem influência no resultado
25.ª-Feirense(f), V(1-2), Soares Dias(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
26.ª-Marítimo(c), V(3-0), Capela(Esteves), Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
27.ª-Braga(f), V(2-3), Sousa(Nobre), Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
28.ª-Boavista(c), V(2-0), Rui Costa(Esteves), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
29.ª-Portimonense(f), V(0-3), Veríssimo(Godinho), Beneficiados, (0-2), Sem influência de contabilizar
30.ª-Santa Clara(c), V(1-0), M. Oliveira(L. Ferreira), Nada a assinalar
Sporting
1.ª-Moreirense(f), V(1-3), Martins(Miguel), Nada assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(L. Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Godinho(Sousa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
6.ª-Marítimo(c), V(2-0), Almeida(Sousa), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
7.ª-Portimonense(f), D(4-2), Miguel(L. Ferreira), Nada a assinalar
8.ª-Boavista(c), V(3-0), Xistra(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota(V. Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
10.ª-Chaves(c), V(2-1), Martins(M. Oliveira), Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Xistra(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, (2-3), Impossível contabilizar
12.ª-Aves(c), V(4-1), V. Ferreira(L. Ferreira), Beneficiados, (4-3), Impossível contabilizar
13.ª-Nacional(c), V(5-2), Veríssimo(Miguel), Beneficiados, Prejudicados, (3-2), Impossível contabilizar
14.ª-Guimarães(f), D(1-0), Godinho(Sousa), Nada a assinalar
15.ª-Belenenses(c), V(2-1), Capela(Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
16.ª-Tondela(f), D(2-1), Almeida(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Corruptos(c), E(0-0), Miguel(Martins), Beneficiados, Impossível de contabilizar
18.ª-Moreirense(c), V(2-1), Rui Costa(Capela), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
19.ª-Setúbal(f), E(1-1), Malheiro(V. Santos), Nada a assinalar
20.ª-Benfica(c), D(2-4), Soares Dias(Pinheiro), Beneficiados, (1-6), Sem influência no resultado
21.ª-Feirense(f), V(1-3), Mota(Esteves), Prejudicados, Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
22.ª-Braga(c), V(3-0), Sousa(Martins), Prejudicados, Sem influência no resultado
23.ª-Marítimo(f), E(0-0), Martins(Rui Oliveira), Beneficiados, Impossível contabilizar
24.ª-Portimonense(c), V(3-1), Capela(Esteves), Beneficiados, (3-2), Impossível contabilizar
25.ª-Boavista(f), V(1-2), Pinheiro(Rui Oliveira), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
26.ª-Santa Clara(c), V(1-0), M. Oliveira(L. Ferreira), Nada a assinalar
27.ª-Chaves(f), V(1-3), Mota(V. Santos), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
28.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Godinho(V. Santos), Nada a assinalar
29.ª-Aves(f), V(1-3), Soares Dias(Capela), Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
30.ª-Nacional(f), V(0-1), Xistra(Rui Costa), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Anexo(II):
Benfica:
Pinheiro: 4 + 2 = 6
Sousa: 1 + 5 = 6
Esteves: 0 + 6 = 6
Rui Costa: 4 + 1 = 5
Mota: 3 + 1 = 4
Soares Dias: 3 + 0 = 3
Almeida: 3 + 0 = 3
Capela: 3 + 0 = 3
Godinho: 3 + 0 = 3
Xistra: 2 + 1 = 3
Nobre: 0 + 3 = 3
Malheiro: 0 + 3 = 3
Martins: 1 + 1 = 2
V. Ferreira: 0 + 2 = 2
Paixão: 0 + 2 = 2
V. Santos: 0 + 2 = 2
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Miguel: 1 + 0 = 1
Pinto: 0 + 1 = 1

Corruptos:
Godinho: 4 + 2 = 6
Sousa: 3 + 2 = 5
V. Santos: 0 + 5 = 5
L. Ferreira: 0 + 5 = 5
Veríssimo: 3 + 1 = 4
Esteves: 0 + 4 = 4
Almeida: 3 + 0 = 3
Rui Costa: 3 + 0 = 3
Capela: 2 + 1 = 3
Xistra: 2 + 1 = 3
Malheiro: 1 + 2 = 3
Rui Oliveira: 1 + 2 = 3
Miguel: 2 + 0 = 2
Soares Dias: 2 + 0 = 2
M. Oliveira: 2 + 0 = 2
Martins: 1 + 1 = 2
Mota: 1 + 0 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Pinheiro: 0 + 1 = 1
Nobre: 0 + 1 = 1

Sporting:
Martins: 3 + 2 = 5
Sousa: 1 + 4 = 5
L. Ferreira0 + 5 = 5
Miguel: 2 + 2 = 4
Soares Dias: 3 + 0 = 3
Godinho: 3 + 0 = 3
Mota: 3 + 0 = 3
Xistra: 3 + 0 = 3
Pinheiro: 2 + 1 = 3
Capela: 1 + 2 = 3
Malheiro: 1 + 2 = 3
Rui Oliveira: 1 + 2 = 3
V. Santos: 0 + 3 = 3
Esteves: 0 + 3 = 3
M. Oliveira: 2 + 1 = 3
Almeida: 2 + 0 = 2
V. Ferreira: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 1 = 2
Rui Costa: 1 + 1 = 2
Épocas anteriores:

Foguetes de fogo-fátuo

"O primeiro jogo do Benfica na Alemanha para as taças europeias teve lugar em Nuremberga. A temperatura desceu aos 8 graus negativos. O campo cobriu-se de neve. Os alemães ficaram eufóricos com a vitória do seu campeão 3-1. Em Lisboa, foi desmembrado sem piedade e perdeu por 6-0.

Nuremberga: eis uma cidade imponente. Tem aquela faceta sinistra mas com muito de fascinante de ser o local dos grandes comícios do Partido Nacional Socialista de Adolf Hitler. E, por causa disso, escolhido pelos Aliados para sede dos que ficaram precisamente conhecidos por Julgamentos de Nuremberga.
A norte fica a Knoblauchland: A Terra do Alho. Mas este pormenor vem só por chiste.
Sabem qual é uma das alcunhas de FC Nuremberga? 'Die Ruhmreiche': O Glorioso. Malhas que a coincidência tece.
Em 1961, o Nuremberga foi campeão da Alemanha. Era uma equipa forte. Logo no ano seguinte falhou a repetição do título por um triz. Mas venceu a Taça.
Tinha jogadores fisicamente potentes e tecnicamente interessantes, como Flafheneker e Morlock, Wenauer e Strehl.
Nos quartos-de-final da Taça dos Campeões Europeus de 1961-62 caíram no caminho do Benfica. Primeiro jogo na Alemanha.
O Benfica nunca tinha jogado na Alemanha.
Estavam 4 graus negativos no dia 1 de Fevereiro de 1962.
O campo duro, gelado, coberto de neve. E, no entanto, o público arrostou o clima desgraçado. Quase 50 mil pessoas encheram as bancadas por completo.
O nome do Benfica atraía multidões. Era um caso raro de popularidade mundial. Com as suas estrelas vestidas de vermelho cintilante sobre a brancura da neve: Águas, Coluna; Simões, Germano, Coluna...
Mas Eusébio não estava lá.

Um golpe duro no final
As águias patinavam no rectângulo gelado.
Desde o primeiro minuto que a desvantagem foi notória. Costa Pereira teve de arregaçar as mangas. Enfim, é uma força de expressão: alguém arregaçava mangas com um frio daqueles?
Cruz impõe-se na defesa. Não tem medo da envergadura física dos adversários. O Cruz era assim. Não quebrava nem torcia. Era de uma valentia impressionante.
De súbito, a classe do Benfica fez a diferença. Cavém surge solto junto da entrada da grande área de Wabra, chutou com violência. O guarda-redes germânico defende à primeira mas a bola fica a jeito da recarga. Estavam decorridos apenas 9 minutos: tudo parecia fácil para o campeão da Europa.
Engano terrível!
O Nuremberga avança as suas linhas como um exército treinado para uma batalha decisiva.
O jogo começa a disputar-se no meio-campo dos lisboetas.
Pouco antes da meia hora, Flafheneker remata com uma convicção que casou por conveniência alemã com a convicção de Costa Pereira. O avançado estava convicto do golo; o keeper convicto de que a bola iria para fora. Fiou-se no golpe de vista, diriam os comentadores radialistas. Era o empate.
E Muller faria o 2-1 poucos minutos depois.
As coisas complicavam-se.
Mas os encarnados reagem com firmeza. Durante longos minutos os golpes e contra golpes sucederam-se com um denodo apreciável. Simões estava endemoninhado, criava problemas em série aos defesas alemães, mas a defesa benfiquista cometia, por seu lado, erros pouco habituais.
O público aquecia à medida que a temperatura descia de forma vertiginosa. Chegou aos 8 graus negativos.
Não se pode dizer que, na perspectiva dos portugueses, o resultado fosse mau. O Inferno da Luz estava habituado a reduzir campeões à vulgaridade.
Mas, a cinco minutos do fim, num movimento rápido, Flafheneker ganha espaço para o pontapé, e a bola passa por debaixo do corpo de Costa Pereira. A diferença de dois golos complicava o assunto. Numa euforia desmedida, o Nuremberga Zeitung escrevia: 'O Nuremberga deu uma lição de futebol ao Benfica. Varreu virtualmente do campo os portugueses e criou, assim, uma excelente posição de partida para o jogo de Lisboa. A actuação dos seus jogadores foi tremenda!'
Não costumam ser os alemães gente dada a euforias desbragadas. Nem tinham razão para isso.
Quinze dias depois, no Estádio da Luz, o campeão alemão foi desmembrado sem piedade: 6-0 para o Benfica.
Os campeões encarnados eram feitos de uma fibra sem igual."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um senhor dentro e fora das quatro linhas

"O comportamento de Shéu foi sempre pautado por uma enorme cordialidade

O futebol, por ser um desporto de emoções à flor da pele, muitas vezes 'puxa' o lado irracional de quem o pratica, por vivê-lo ao limite e querer dele desfrutar ao máximo. Esta frase daria para descrever Shéu, que viveu e desfrutou de todas as emoções que o futebol pode proporcionar. Contudo, a palavra irracional não se adequa. Apesar de ter alinhado numa posição em que há bastante contacto físico, o médio evitava essas situações com a sua qualidade técnica, elegância e invulgar visão de jogo. Notabilizou-se, ainda, pelas boas maneiras e desportivismo.
Passou a infância em Inhassoro, contudo, por forma a prosseguir os estudos, teve de se que iniciou a carreira no futebol, no Sport Lisboa e Beira. Bastaram 'uma ou duas temporadas' para surgir o interesse do Sport Lisboa e Benfica. As duas equipas chegaram a acordo, e para o selar faltava a assinatura do pai do jogador. Este constitui o grande entrave, por desconhecer sequer que o filho jogava futebol. Para agravar a situação, 'o dirigente que o acompanhava teve a feliz ideia de falar nas verbas'. O pai olhou para Shéu de alto a baixo e disse 'não vendo o meu filho a ninguém! Se é uma questão de verbas, compro-o eu!'. O jogador insistiu e conseguiu o seu consentimento.
Em 1970, chegou a Lisboa para representar os 'encarnados'. No ano seguinte, fez parte da equipa de juvenis que venceu o Torneio Internacional, organizado pelo Cagliari, sendo um dos melhores jogadores da competição.
O potencial que demonstrou nos escalões de formação e as boas exibições levaram a que, a 15 de Outubro de 1972, com apenas 19 anos, se estreasse pela equipa de honra. Na época 1975/76, Shéu assumiu-se, finalmente, como titular indiscutível e sagrou-se campeão nacional. A sua influência no futebol 'encarnado' manteve-se por mais de uma década.
Jogador de processos simples e rápidos, tornou-se o 'cérebro' da equipa. Com uma visão de jogo excepcional, encontrava sempre a melhor opção, com vários passes para golo. A sua prestação na final da Taça de Portugal 1980/81 corroborou em pleno com a afirmação, ao fazer as assistências para o hat-trick de Nené. A imprensa ficou deliciada 'em «pantufas», como sempre. Mas de uma eficiência, largueza de vistas, sentido de posição e colocação que o põem no âmbito dessa sua missão específica de «trinco», entre os melhores do futebol europeu'.
Shéu realizou uma carreira sublime, recheada de títulos, todos ao serviço do Benfica, o único clube que representou enquanto sénior. 'Pendurou as chuteiras' em 1989, todavia, ainda hoje permanece 'a dar ao Benfica aquilo que sempre deu: honestidade, sacrifício, amor, carinho e dedicação'.
Saiba mais sobre este esplêndido jogador na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Cadomblé do Vata

"1. Terminamos o campeonato com score de 21-0 contra equipas madeirenses... por muito menos, as colónias africanas pediram a independência.
2. João Félix, Ferro e Florentino são neste momento, os melhores jogadores do SLB... Vítor Oliveira é o Rei da II Liga, mas bem pode agradecer a vitória deste ano às lesões do Jonas, Jardel e Fejsa.
3. Sou um tipo altamente nostálgico mas não tinha saudades nenhumas deste Seferovic... acho que ele nem na bancada acertou, quando no final do jogo foi chamado a oferecer bolas aos adeptos.
4. Ao contrário do que muitos Benfiquistas dizem, acho justas as críticas dos adeptos azul esverdeadoa à exibição maritimista... é preciso ver que estamos a falar de dois clubes que este ano ganharam um grande empate contra nós, em 4 jogos.
5. Gosto do Lage porque recuperou o SL Benfica neste campeonato, mas hoje desiludiu-me... porra Bruno, quando poupas o Rúben com 5-0 no marcador, era Taarabt a central, homem..."

A equipa nascida do Canal Panda cujas situações de superioridade numérica parecem saídas de uma tag do Pornhub

"Vlachodimos
É um preciosismo, mas não passou despercebido. A bola sobrevoa a área do Benfica e passa por cima da trave. Luís Costa Branco, refere uma bola que "parecia controlada". Seria apenas um detalhe em qualquer outro guarda-redes, mas não neste grego causador de stress pós-traumático. Em Vlachodimos a bola nunca está verdadeiramente controlada até se manter absolutamente imóvel nos seus braços, ou longe dele, de preferência fora do relvado. Ontem enfrentou um adversário que optou por não expor os nossos níveis de ansiedade.

André Almeida
O problema da maioria das alternativas políticas é que, mais do que um programa, falta-lhes uma ideia clara para o país. O que pensa verdadeiramente o Aliança? E o Chega? E o Basta? E o Agora a sério, Pára? O eleitor e o sócio não são assim tão diferentes: ambos procuram uma deliberação consequente com relativo grau de autenticidade que todos possamos compreender e tornar nossa. O cada vez mais capitão André Almeida tem duas ideias claríssimas para o país em questão: em caso de dúvida, rematar; em caso de certeza, cruzar. Ontem não marcou mas voltou a assistir por duas vezes, confirmando o seu estatuto de líder europeu. Não é afinal isso que queremos para o país? Tens o meu voto, André.

Rúben Dias
Exibição segura e acima de tudo sem amarelos que o impedissem de jogar em Braga. No final do jogo foi ter com Rene Santos e pediu-lhe a camisola, talvez por nele ter reconhecido os traços rebeldes de um jovem Ruben Dias, aquele que acertava em tudo o que mexia indiferente às consequências dos seus actos. Desejou a Rene as maiores felicidades e meia dúzia de expulsões que o coloquem no caminho dos justos.

Grimaldo
A reedição da dupla com Cervi augurava o pior, mas Grimaldo soube passar por entre os pingos de suor do colega argentino durante boa parte do jogo e ajudar a equipa a avolumar o seu domínio. Foi dos primeiros a abraçar Cervi nos dois golos, mas em vez de lhe dar os parabéns perguntou o mesmo que nós: onde é que andaste este tempo todo? precisei de ti. A merecida assistência para golo surgiria pouco depois com um cruzamento tão perfeitinho para o espaço entre os dois cadáveres do centro da defesa maritimista, onde Salvio aguardava entre stories do Instagram.

Ferro
As suas exibições não são bem futebol. Aliás, se eu quiser ser sério, direi que as apreciações a Ferro talvez devessem ser feitas por alguém da secção de cultura do Expresso e talvez as suas exibições pudessem ser transmitidas na sala M. Félix Ribeiro, a maior da Cinemateca Portuguesa. É verdade que só caberiam 227 adeptos e mais alguns nas escadas, mas imaginem a maravilha que seria ter aquelas poucas com a luzinha do telemóvel acesa numa sala escura.

Florentino
A história é contada num texto notável escrito em 2016 por Claudio Ranieri, que à data guiava o Leicester rumo a um título inédito. O treinador italiano recordava que a energia de N'Golo Kanté na recuperação da bola o obrigou a recomendar contenção. "Abranda, N'Golo. Abranda. Não corras sempre atrás da bola, ok?" O centrocampista francês desobedeceu e hoje é um dos melhores do mundo na sua posição. É, aos poucos, o caso de Florentino Luis, um miúdo formidável que inexplicavelmente ainda divide a primeira página de resultados do Google com uma pizzeria homónima na Rua do Sacramento a Alcântara. Pode não ter os golos ou as assistências de João Félix, e talvez não tenha a graciosidade de um Ferro na salvaguarda dos nossos interesses, mas persegue a bola como se a sua vida dependesse disso e chega quase sempre primeiro. Não há um desarme seu nesta fase da temporada que não nos aproxime uns centímetros de uma daquelas noites de Maio como só nós sabemos.

Samaris
As muitas vidas do Benfica esta época têm em Samaris um dos seus expoentes máximos. Já foi proscrito, suplente mal utilizado, alternativa de respeito, e finalmente titular indiscutível. Pelo caminho fomos esquecendo a pobre imagem que fomos guardando e agora só falta mesmo a renovação, presa por detalhes. Ao que parece, o grego exige a criação de um clube de leitura no balneário e quer começar com um romance de Agustina Bessa Luís.

Pizzi
Foi dele que nasceu grande parte da dinâmica ofensiva de uma equipa nascida no Canal Panda cujas situações de superioridade numérica mais pareceram saídas de uma categoria menos visitada do Pornhub.

Cervi
Sacana do anão calou-nos bem caladinhos. Já tínhamos saudades, Franco. Por muito que me custe, esta activação da Servilusa em forma de futebolista fez dois golos que legitimam o ímpeto de reabilitador social demonstrado por Bruno Lage, mesmo que às vezes o nosso mister irrite um bocadinho com essas justificações.

Seferovic
Por algum motivo o homem não marca penaltis. Desta vez teve uma bola à sua mercê a 5 metros da baliza e nem assim conseguiu marcar, isto depois de ter sido assistido uma dúzia de vezes em boas condições. A única explicação razoável que encontro é Seferovic ter percebido que vinha aí mais um 10-0 e que esse resultado poderia levar adeptos insensatos como eu a reativerem o site da igreja lageana. Se foi esse o motivo para não termos ganho 15-0, então aceito e agradeço por ter-me ajudado a manter os pés na terra.

João Félix
Precisamos de mais 2 épocas deste miúdo genial - deste e dos outros - para ver tudo o que eles serão capazes de fazer ao serviço do Benfica. Quando o dia finalmente chegar e a SAD tiver que libertar o jogador, proponho que o faça em formato reality show, estreando "Quem quer casar com o João Félix?". Não sei se é assim que funciona este programa, mas imaginem uma casa e meia dúzia de concorrentes sedentos do futebol de João Félix. Andrea A., Florentino P. e Enrique C., entre outras concubinas do futebol europeu, declarariam o seu amor livre de impostos ao prodígio recém-sagrado campeão europeu pelo Benfica. Fica a sugestão.

Jonas
Aquele abraço a Bruno Lage foi bonito, em especial porque foi inesperado e pleno de incredulidade. Jamais aqueles dois imaginaram estar um dia juntos fora do relvado a celebrar um belíssimo golo de Franco Cervi. Jonas já não é exactamente futebolista, mas ainda não é bem adepto e não sabe como celebrar fora do relvado. Bruno Lage só recentemente se habituou a conviver de perto com ídolos da estirpe de um Jonas. Mas assim foi, dois homens, plenamente impreparados para um momento de genuína felicidade, a tentarem viver um momento com os que têm por perto. No fundo sou eu depois de beber. Temos todos mais quatro jogos para continuar a treinar.

Salvio
O cabeceamento de Salvio para quem ficou até ao fim foi um justo prémio para os verdadeiros que ficaram até ao final. No próximo jogo em cada teremos um golo de pontapé de bicicleta de Taarabt seguido de uma actuação dos amor electro. Não percam. P.S. - um abraço ao adepto do Benfica que ontem nas redes sociais desabafou ter ficado até ao final para só depois regressar a Valença do Minho. Apeteceu-me dar-lhe um abraço.

Taarbat
Foi suplente utilizado, mas já não há aquela emoção das primeiras vezes, só a certeza de que o clube cumpriu a sua vocação de solidariedade social."

SL Benfica - CS Marítimo

"Mais uma goleada. Benfica entrou bem com um golaço na sequência de um canto. O Marítimo não abdicou da defesa sólida, permitindo que o Benfica controlasse o jogo quase todo. O Marítimo acabou por ter apenas duas oportunidades num contra-ataque e num canto, ambas na primeira parte. A partir do terceiro, o Marítimo foi-se abaixo, o Benfica não deixou de atacar, cada vez com mais confiança e os golos foram-se sucedendo. Umas notas sobre o jogo.
1. João Félix. Mais dois golos para inglês (italiano, espanhol, alemão e francês) ver. Primeiro na sequência de um canto rasteiro de Pizzi em que de primeira fuzila o guarda-redes. E depois outro num cruzamento de André Almeida, volta a rematar de primeira sem que a bola tocasse no chão. A capacidade de remate com qualquer um dos pés é extraordinária. Ainda fez uma assistência antes de ser substituído para a merecida ovação.
2. Pizzi. Um jogaço do Pizzi. Muito solto outra vez. A aparecer um pouco por todo o lado. O que não é propriamente uma novidade, mas neste caso o Pizzi fez mais diferença do que o costume. Acaba o jogo com uma assistência e um golo. Esta exibição deixa algumas expectativas para o jogo em Braga.
3. Haris Seferovic. Não foi o melhor dia. Teve cinco boas oportunidades de golo, mas nunca marcou. Acontece aos melhores. É importante não nos esquecermos que nos salvou várias vezes nos últimos dias.
4. Franco Cervi. Passou um pouco ao lado do jogo até que o Félix fez um passe para o espaço e ele finalizou na cara do guarda-redes. Depois ainda voltou a marcar mais um golo com um remate à entrada da área depois de um corte incompleto do Marítimo. Uma coisa é impossível negar. Eficácia teve.
5. Florentino Luís. A fazer aquele jogo que poucos reparam, mas que é fundamental. O Marítimo ainda tentou atacar umas vezes, mas estava lá Florentino. No entanto, não é só a capacidade de desarme que se resume Florentino. A qualidade de passe é impressionante. Para além de não falhar um passe, a bola vai sempre redondinha e de fácil recepção. E agora ainda faltam quatro finais. A jogar assim, vai ser complicado não ganharmos os jogos. Dá gosto ver jogar este Benfica pressionante e sempre atrás do próximo golo. Com esta atitude não há nenhuma equipa capaz de nos tirar pontos em Portugal."

A Arca de Lage

"O Benfica marcou antes do dilúvio, sobreviveu à bátega e resolveu já depois da chuva amainar. No final, 6-0 no marcador, numa 2.ª parte demolidora da equipa de Bruno Lage, e o regresso à liderança do campeonato, perante um Marítimo que se afogou no caudal ofensivo dos encarnados

Os telemóveis espertos, sabemos nós, só não fazem tostas mistas. De resto, até nos dão, por exemplo, a probabilidade de a dada hora haver precipitação. À hora do Benfica - Marítimo, o meu telemóvel esperto falava-me de perspectivas de “chuva fraca” para Lisboa. Mas chuva fraca foi coisa que não se viu na capital. Às tantas, ali pelas 20h30, mais minuto, menos minuto, era dilúvio mesmo, carregado, bíblico. Não durou 40 dias e 40 noites, mas lá agradável não foi.
Não sei se Bruno Lage tem um telemóvel esperto mais esperto que o meu, mas o certo é que o treinador do Benfica parece ter previsto qualquer coisa. Preparou a arca com espécimes vários, uns mais jovens, outros mais experientes, e ainda antes do céu desabar em cima das cabeças de todos nós, já o Benfica tinha meio trabalho feito frente ao Marítimo.
Foi uma daquelas jogadas estudadas, um canto que Pizzi lançou para a entrada da área. Sítio onde apareceu João Félix, ele e o seu peito do pé que às vezes parece uma mira telescópica. O remate saiu seco, forte, colocado. E aos 3 minutos já o Benfica vencia, antes sequer do Marítimo fazer qualquer declaração de intenções.
Todos os golos são importantes, mas este golo de João Félix poderá ter sido um pouquinho mais importante que os outros, apesar de ter sido apenas um em seis, os seis com que o Benfica terminou o jogo. Porque logo a seguir ao 1-0 começou o dilúvio e aguentar um dilúvio com um golo no regaço é melhor do que sem nenhum. E o certo é que foi durante os longos minutos em que a chuva caiu sem parar, e apenas durante esses minutos, que a Arca de Lage abanou um pouquinho mais. O Marítimo experimentou então alguns contra-ataques bem urdidos, Barrera quase marcava num remate forte num ataque rápido, há um golo anulado aos madeirenses, o Benfica perdeu alguma objectividade. Mas quando o sol (metaforicamente, claro) voltou a brilhar, a Arca estava de pé.
De tal forma que, na 2.ª parte, a Arca de Lage tornou-se numa espécie de Bulldozer de Lage. Já com apenas chuviscos a cair do céu, o Benfica arrasou nos últimos 45 minutos. Começou aos 49’, com um remate de Pizzi após abertura de André Almeida que ainda bateu num jogador do Marítimo. Continuou aos 65’, com João Félix a responder com classe a um cruzamento de André Almeida.
João Félix que, salomónico, não se limitou a marcar, também ofereceu e aos 71’ fez a assistência para o 4-0, de Cervi, que faria também o 5-0 num remate cruzado de pé esquerdo. O 6-0 sairia da cabeça de Salvio, após cruzamento de Grimaldo.
Tudo isto perante a total passividade do Marítimo, que não existiu na 2.ª parte. Talvez seja isto que acontece às equipas que forçam amarelos para poupar jogadores: ainda nem se entrou e já se está derrotado. E tudo isto pintalgado com uma série de falhanços de Seferovic, com o suíço involuntariamente a evitar que números como o 10-0 ao Nacional se aproximassem ou repetissem. 
Não foram duas mãos cheias de golos, mas foi meia-dúzia e depois de uma 1.ª parte tão molhada quanto média, o Benfica ligou o turbo, fez esquecer a eliminação da Liga Europa e está de volta à liderança do campeonato, uma semana antes de ir a Braga. Com dilúvio ou sem ele."

Benfica After 90 - Match Day 30

Alzheimer ataca jornaleiros !!!

"«Recorde da Liga: madeirenses fizeram um remate»
«Recorde do Jornalismo: jornalistas do Jogo não fazem uma única notícia verdadeira quando se mete Benfica ou Calor da Noite ao barulho»
Se calhar foi pelo Calor da Noite ter jogado todo o jogo contra 10 injustamente que não devem contar os zero remates feitos pelo Marítimo nesse jogo há apenas um mês atrás.
Para quando uma tomada de posição pública das entidades de direito no sentido de obrigar o jornal O Jogo a fechar portas ou a assumirem-se oficialmente como um jornal de um clube?
Que Nojo!"

No Reino da Hipocrisia...!!!