Últimas indefectivações

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Lixívia 18

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 43 (-5) = 48
Corruptos .......40 (+7) = 33
Sporting........ 45 (+12) = 33

Numa semana, onde as arbitragens até estiveram razoavelmente bem, tivemos que aturar mais uma ataque de loucura/propaganda/esquizofrenia/azia Lagarta!!!
Não é fácil arranjar adjectivos para os devaneios Lagartos... nós sabemos que na cabeça de alguns, tudo isto faz parte de uma super-estratégia, infalível, que levará os Lagartos a vencerem tudo!!! Mas muito sinceramente já começo a duvidar dessa teoria...!!! Só se for a teoria do Caos!!!
Ainda o rapazola era candidato a Presidente do Osgalhedo, eu fiz-lhe o diagnóstico: doido varrido, mas com uma retórica carismática, que é capaz de enganar as massas... e acima de tudo: anti-Benfiquista primata, com um nível de trauma psicológico elevado ao expoente máximo do infinito!!!!!!
Aquilo que se passou dentro do campo na última Sexta-feira, no final da partida, e nas horas que se seguiram no Facebook, provam a minha teoria... Só não antevi, esta capacidade 'hipnotizar' todos os Lagartos com acesso às televisões, rádios e jornais!!! Sim, hipnotizar, porque ver e ouvir, aquelas figurinhas, supostamente inteligentes, a defender as posições do seu presidente, só pode querer dizer que eles foram hipnotizados... Se não estão hipnotizados, então são mesmo os asnos, que eu sempre pensei que eram...!!!

Bem, vamos a coisas sérias. A equipa mais beneficiada esta época na Liga, como esta Tabela prova, voltou a zurrar!!! Até parece que quando os árbitros cumprem as regras, eles se sentem prejudicados!!!
Luís Ferreira esteve bem nas principais decisões:
- Penalty e expulsão do Patocío!!! Entrada de pitons no pé do avançado. Acabou por tocar na bola, é verdade, mas foi com a perna de apoio, praticamente sem querer... Eu sei que o João Mário, o João Pereira, o Adrien... o Slimani também têm a tendência de entradas parecidas e nada lhes acontece... mas nem era preciso o jogador estar isolado, para ser Vermelho directo...
- Muito bem o Fiscal-de-linha, ao aconselhar o árbitro a voltar atrás, no corte de cabeça do defesa do Tondela...
Estas foram as boas decisões. As más decisões, foi a permissividade disciplinar para toda a equipa do Sporting, os jogadores e o Banco. É verdade que também perdoou alguns cartões aos jogadores do Tondela, mas tanto o Adrien, como o Jefferson podiam ter visto 'mais' cartões pelos protestos (o Adrien enfiou mesmo os pitons noutro adversário já com um Amarelo...). Além disso, outros elementos do Banco deviam ter feito companhia ao Badocha no Happy Hour do Camarote (aparentemente o buffet estava em condições!!!).
Os Lagartos podem-se queixar de um fora-de-jogo mal assinalado ao Ruiz (pelo o 'outro' fiscal-de-linha), mas a jogada é inofensiva, já que o Central do Tondela, acabou por 'ganhar' a bola...

Em Guimarães, Manuel Oliveira, apitou o seu Clube, mas não evitou a derrota!!! Acabou por estar quase sempre bem... na minha opinião exagerou no 2.º Amarelo ao Aboubakar, mas como foi praticamente nos descontos, acabou por não ter influência no resultado...

Na Amoreira, levámos mais uma vez com o Vasco Santos, um dos apitadores que me deixa mais apreensivo. Nas faltas a meio-campo voltou a ser permissivo com o anti-jogo do Estoril, algo normal... mas o grande erro, até foi do seu Fiscal-de-linha: com 1-1 no marcador, a bola entra na baliza do Estoril, admito que as imagens não são totalmente esclarecedoras, mas fazendo as 'contas' ao pé do guarda-redes do Estoril, e o movimento do braço, parece-me que a bola entrou... Considero o erro mais grave, porque o Fiscal-de-linha estava bem colocado!!! Ao contrário de outras ocasiões, esta não foi uma daquelas jogadas de contra-ataque, ou com um remate de longe, foi uma carambola na pequena área, com a bola e os jogadores perto da linha por vários segundos... Não validou o golo, por cobardia, já que naquela altura validar um golo polémico, que poderia dar a vitória no jogo ao Benfica, sendo a decisão correcta, ou incorrecta, seria sempre 'arrasado' pelos Santolas desta vida... seria quase a sentença de morte do Fiscal!!! Para nossa sorte, o Benfica marcou logo a seguir...

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
7.ª-União(f), E(0-0), Cosme, Nada a assinalar
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
12.ª-Académica(c), V(3-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
13.ª-Setúbal(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
14.ª-Rio Ave(c), V(3-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-1), Sem influência no resultado
15.ª-Guimarães(f), V(0-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível de contabilizar
16.ª-Marítimo(c), V(6-0), Veríssimo, Nada a assinalar
17.ª-Nacional(f), V(1-4), Tiago Martins, Nada a assinalar
18.ª-Estoril(c), V(1-2), Vasco Santos, Prejudicados, (1-3), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-União(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
13.ª-Nacional(f), V(1-2), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
14.ª-Académica(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
15.ª-Sporting(f), D(2-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(f), V(0-5), Veríssimo, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado
18.ª-Guimarães(f), D(1-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0, Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Moreirense(c), V(3-1), Paulo Baptista, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-União(f), D(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Setúbal(f), V(0-6), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
17.ª-Braga(c), V(3-2), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
18.ª-Tondela(c), E(2-2), Luís Ferreira, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada
11.ª jornada
12.ª jornada
13.ª jornada
14.ª jornada
15.ª jornada
16.ª jornada
17.ª jornada

Épocas anteriores:

As várias vozes que falam pelo leão

"A moderação (embora crítica) de Jorge Jesus na avaliação dos árbitros perde eficácia perante o discurso radical de Bruno de Carvalho

Passava pouco da meia hora de jogo em Alvalade quando o árbitro Luís Ferreira assinalou grande penalidade contra o Sporting e mostrou o cartão vermelho a Rui Patrício. No banco dos leões, onde se sentavam treinador e presidente, a reacção de Bruno de Carvalho foi mais emotiva do que a de Jorge Jesus; o presidente disse ao árbitro assistente algo que o fez chamar o chefe de equipa, enquanto que Jesus tentava, puxando o braço do bandeirinha, evitar danos a Bruno, que viria a ser expulso. Neste instante, ficaram plasmadas duas abordagens distintas à arbitragem na casa leonina, que viriam a ser ainda aprofundadas no final da partida. Consumado o empate que custou, inesperadamente, dois pontos aos leões, Jorge Jesus mostrou-se crítico do árbitro, mantendo-se, contudo, dentro de padrões razoáveis. Disse o técnico verde-e-branco: «O árbitro não deixou o Sporting ganhar o jogo? Quem não deixou foi o Tondela. O árbitro, quando, em casa, vir as imagens de trás da baliza, vai perceber que foi enganado pelo avançado do Tondela. Penalizou-nos, ficámos a jogar com menos a um, mas isso não é desculpa». Já o presidente dos leões teve uma abordagem diferente, Anteontem, citado pelo Diário de Notícias de ontem, terá dito em público: «Podem ter a certeza de que lhe disse (a Luís Ferreira) o que nem o pior inimigo lhe diria. E só não lhe dei um chuto no rabo porque, olhando para a figura dele, tive medo de que gostasse.»
Estamos, pois, perante duas estratégias de comunicação em Alvalade, uma da lavra de Jorge Jesus, afirmativa mas mesmo assim dando alguma margem de manobra às relações entre o Sporting e a arbitragem; e outra fundamentalista, disposta à rotura, protagonizada por Bruno de Carvalho. Daí a sugestão: Organizem-se, vão por um lado, ou vão pelo outro. Pelos dois, em simultâneo é que não. Porque Jesus fica sem jeito perante a agressividade de Bruno de Carvalho e este deve sentir-se desautorizado pela forma mais branda como o seu treinador aborda o problema. Em suma, o Sporting precisa de definir quem tem a primazia no discurso externo sobre a arbitragem. Porque, assim, a sede de protagonismo do presidente leva-o a ir além daquilo que é a mensagem que o treinador quer fazer passar. Ou se acertam, ou há um que se deve calar...

Depois de 'Flopetegui', uma escolha dedicada
«Fernando Pessoa não é certamente (...) Mas sei que é uma pessoa, ainda não sei é o nome; prognósticos só no fim...»
Pinto da Costa, Presidente do FC Porto
Pinto da Costa procurou mascarar de ironia uma das questões mais sensíveis do seu mandato: não repetir o fiasco na contratação do treinador do FC Porto. Depois da inadaptação de Paulo Fonseca, Julen Lopetegui foi um ato falhado e deixou o clube com um plantel caro e de escolha pessoal, sem que daí adviesse qualquer mais-valia desportiva. Quem será o próximo?

ÀS
Rui Vitória
O Benfica tem crescido a olhos vistos, apesar das ausências de peças importantes. Isso só pode ser mérito de um treinador que se mostra cada vez mais à vontade e vai sentido crescente apoio dos adeptos. Parece que a parte mais ingrata da transição para o pós-JJ está ultrapassada. Hoje, este Benfica já tem assinatura de Rui Vitória.

ÀS
Rui Pedro Soares
O Belenenses venceu fora, para a Liga, pela primeira vez nesta época e o presidente do Belenenses, que foi desencantar o treinador Júlio Velázquez ao país vizinho, deve estar radiante com a opção. A meio da tebela e mais perto da Europa do que da relegação, os azuis do Restelo estão a caminho de uma temporada sem sobressaltos...

ÀS
Sérgio Conceição
Depois de uma semana muito ingrata, a melhor das respostas, em forma de triunfo do V. Guimarães sobre o FC Porto. Penalizado na imagem, embora sem culpa, por todas as notícias que o davam como o próximo treinador dos dragões na semana em que ia defrontá-los, Sérgio Conceição... saiu por cima!

Erro como incidente e não como acidente
O Chelsea conseguiu empatar em casa a três golos com o Everton graças a um golo marcado aos 90+8, em fora-de-jogo claro, pelo capitão John Terry. Apesar da dimensão do erro do árbitro assistente, o caso foi visto como um incidente próprio do futebol do que como um acidente grave. Mentalidades...

Luta de Classes
Até ontem era preciso recuar a 1956 para ver o Real Madrid marcar três golos em 'La Liga', ainda antes do minuto 11. Este registo foi igualado por Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo, que desfizeram, sem piedade, o Sporting Gijón, no Bernabéu. Continua assim, dividida entre ricos e pobres, a desequilibrada Liga espanhola que vai mantendo o mediatismo essencialmente graças a Messi e Ronaldo e à dimensão planetária de Real Madrid e Barcelona, mas perde, de goleada, em espectáculo, para a Premier League, muito mais consistente e emocionante."

José Manuel Delgado, in A Bola

Redirectas III - Respeitinho Sr. Serpa

Respeito é bonito e o povo benfiquista exige respeito. A que propósito? O Sr. Serpa ontem publicou um artigo de opinião intitulado 'As águias também suam'. A meio do artigo o Sr. Serpa escreve: 
"...porque prova o improvável: que uma águia também sabe suar quando tem de ser".
Sr. Serpa, que artigo de mais baixo nível. Um artigo inteiro com o propósito de enxovalhar a nação benfiquista? Uma afronta travestida de elogio? O povo benfiquista está vigilante Sr. Serpa. Não nos tome por ignorantes! Nós, benfiquistas indefectíveis exigimos RESPEITO!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Qualificados para os Oitavos-de-final da Taça de Portugal

Moradores da Granja 1 -12 Benfica

A equipa estava a precisar de uma vitória, o adversário era indiferente, era importante quebrar o ciclo negativo...
Agora, vamos ter Selecções, todos esperamos que os jogadores regressem com cabeça limpa, e pernas frescas...!!!

Lideres...

Benfica 92 - 78 Galitos
24-18, 22-17, 25-15, 21-28

Vitória normal, num jogo onde me pareceu que o Cook queria mostrar serviço, mas a percentagem de lançamentos continuou por baixo...

Sem vacilar...

São Mamede 0 - 3 Benfica
16-25, 13-25, 21-25

Calendário acertado, com mais uma vitória...

É preciso dar a volta...

Penafiel 1 - 0 Benfica B


A equipa já está naquela fase, onde mesmo quando podia correr bem, tudo corre mal... Perder um jogo nos descontos, com um 'frango' nunca é fácil, ainda por cima com todo o contexto da 'linha de água'... E após uma segunda parte com várias oportunidades, e com o André Ferreira a fazer uma boa exibição, até ao golo!!!
A opção do Lystcov no meio-campo já 'cheira' a desespero!!!

Dois pontos

"1. Ontem no Estoril a vitória merecida do Benfica relançou a nossa Liga. O Benfica ganhou dois pontos ao Sporting e agora sabe que tem todas as condições para conquistar o tricampeonato. Condições próprias. É evidente que ainda pode perder pontos. Como, naturalmente, os outros candidatos principais ao título. Mas é inequívoco que a opção tática de Rui Vitória ao intervalo - ao trocar os pontas de lança - foi uma opção acertada. Acertada e vitoriosa. E fica a sensação que o Benfica, num lance esquisito, marcou um outro golo. A câmara de baliza ajudaria esclarecer a nossa dúvida. E se fosse na final da Taça CTT - ou Taça da Liga - seríamos esclarecidos acerca deste lance. O que fica, no entanto, foram os três pontos. E a convicção que o Benfica, este Benfica, está a cada jornada mais forte, mais moralizado, mais entrosado. Sente-se vontade para vencer. E pressente-se que há intensa preparação para vencer. O que é uma conjugação vencedora. Diria que vitoriosa!
2. Na sexta feira o Sporting jogou em Alvalade frente ao Tondela. Hoje será o Futebol Clube do Porto em Guimarães. E com o Estádio lotado o que não deixa de ser relevante. Apesar da hora do jogo. Mas são os importantes direitos televisivos e a sua consequente e necessária programação a ditarem que os principais jogos se devem realizar entre as oito e as nove da noite. Em Espanha hoje o Real joga em Madrid às quatro da tarde, o Atlético de Madrid às seis e um quarto e o Barcelona às oito e meia. Em Inglaterra em regra só se joga às oito da noite à segunda feira. Mas em Itália joga-se igualmente para a televisão às oito da noite ao sábado e ao domingo. E, aqui, hoje com um interessante Milan-Fiorentina. São as necessárias contrapartidas dos patrocinadores. Como nos mostram os novos números dos contratos da NOS e da MEO. E com o Placard e as suas múltiplas apostas a conquistar cada vez maior número de adeptos. De todas as idades e de todas as classes. É uma aposta ganha como evidenciam os milhares de euros entregues pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa nos últimos dias quer à Federação Portuguesa de Futebol quer à Liga de Futebol. Quer, igualmente, à Federação de Basquetebol e à Federação de Ténis o que demonstra as modalidades que atraem os apostadores. Mas, por cá, na sexta feira foi o primeiro contra o último da tabela classificativa. E terminou com aquele empate que surpreendeu quase todos e mostrou que, tal como em múltiplos espaços deste mundo tão incerto, há alguns que, num circunstancial desespero, assumem que as suas palavras são verdades indiscutíveis e indesmentíveis. Sabemos, a partir do Padre António Vieira e dos seus Sermões - que «se os homens dizem mal, falando verdade, é grande desgraça; mas se eles dizem mal, mentindo, não importa nada»! E não desconhecemos que Churchill já proclamava no século passado que a "atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença»!
3. Neste tempo de múltiplas violências que abalam o nosso Mundo e, logo, também os nossos espaço europeu e ibérico recordei igualmente aquele que para muitos foi considerado o Pai da História e das suas narrativas: Heródoto. Ele foi o primeiro a narrar o nascimento da violência, ou melhor, a sua transformação na denominada deusa Hybris. Como nos ensina num interessante e recente livro Maurício Murad - A violência no futebol - Heródoto conta-nos que essa deusa «é descrita como omnipresente (está em todos os lugares) e representa insulto, agressão, desrespeito, tortura, mutilação, morte.» Em resumo é apresentada como violência do corpo e da palavra e esta fica mais agravada «quando estamos em grupo, e piora ainda mais quando estamos em grandes grupos». Dois mil e quatrocentos anos depois de Heródoto o também conhecido como o Pai da psicanálise, Sigmund Freud, não deixou de analisar o comportamento do indivíduo quando inserido numa multidão e diz-nos que «quando uma pessoa está misturada à multidão, o seu comportamento é, via de regra, irracional». O que importa é que os reguladores actuem, os regulamentos se apliquem, as sanções sejam efectivas, o direito vença o torto! Todo e qualquer torto!
4. Também recordei nestes dias o denominado Museu Nacional do Futebol em Manchester. Museu que assenta, como outros, - entre os quais os emblemáticos e actuais museus do Benfica e do Futebol Clube do Porto - em sete pilares: História, drama, habilidade, fé, estilo, arte e paixão. Tudo o que nos leva a ser apaixonados por esta religião. Pela nossa cor. Pelo nosso clube. Aceitando pecados. Os pecados dos nossos! E esquecendo quase sempre aqueles que nos beneficiam. Estes são justificados. Os dos outros devem ser castigados. Duramente castigados. Por palavras e por actos. Daí que só em circunstâncias extremas se conheçam verdades da história. Dos fatos e dos números da história. Incluindo da história recente do futebol. Onde está, por exemplo, e na sua essência, a agora conhecida história do golo comprado. Aquele que a 18 de Novembro de 2009 foi marcado no Estádio de França num França-República da Irlanda para o acesso ao Mundial de 2010. E no ano passado ficámos a saber que a FIFA e Blatter pagaram 5 milhões de euros à Irlanda para esta se calar acerca daquele golo que William Gallas, após uma mão clara de Thierry Henry, marcou a poucos minutos do final da primeira parte do prolongamento e determinou o apuramento francês. E o que perturba é que se aceitou que o resultado em campo estava à venda!"

Fernando Seara, in A Bola

Números sem par

"Já passaram duas semanas do novo ano e, por mais voltas e meias voltas que ensaiem, os matemáticos não conseguiram ainda decifrar o enigma lançado pelo presidente leonino. De tal forma se têm atormentado na procura de uma explicação lógica que já não descortinam que outras variantes mais possam tentar para chegar a, ou pelo menos aproximar-me de, uma explicação minimamente coerente para a decifração de tal mistério. Façamos então uma recapitulação do que está em análise. O enunciado do líder sportinguista foi, ipsis verbis, o seguinte: «Queremos fazer de 2016 um ano ímpar». Percebe-se a magnitude do desafio, mas como - como? - se poderá operar tal transfiguração? Se ele ao menos tivesse deixado alguma pista que pudesse ser seguida até perto de uma via já conhecida... mas não, não há nada, nada de nada. Não há premissa nenhuma que conduza a alguma demonstração, pois que converter 2016 num número ímpar não é uma qualquer incógnita mas uma verdadeiro axioma. Na verdade, o que até aqui se sabia é que se a um número par se somar um número ímpar sempre resultará um número ímpar, tal como se a um número par se somar outro número par sempre resultará novo número par. Também é sabido que a qualquer número, seja par ou ímpar, continuará sempre par ou ímpar quando somado a zero. Mas é sob a maior das perplexidades e com um espanto sem fim que todos quantos se debruçam sobre a causa se interrogam ainda mais uma e outra vez: como converter 2016, até agora sempre aceite enquanto número par, num número ímpar? O enigma persiste. Resta esperar para ver se, chegados a 2017, este será, por sua vez, um número par. A não ser que a reposta verdadeira seja esta: 2+0+1+6=9. Ora, nove é um número ímpar. E noves fora nada."

Paulo Teixeira Pinto, in A Bola

As águias também suam

"Curioso. Se o Tondela e o Estoril conseguissem uma prova de regularidade no patamar que exibiram, este fim de semana, com o Sporting e com o Benfica, certamente estariam a lutar por lugares de acesso à Europa. O que nos pode levar a concluir que os jogos com os 'grandes' motivam mais e criam outro nível de desejo de sucesso. O que é um caso interessante e motivo de reflexão.
Explica, também, que uma equipa de futebol pode ter muito de qualidade técnica e táctica, pode ter muito de condição física, mas tem, sobretudo, muito de estado psicológico.
Este é, aliás, um aspecto que também se aplica ao Benfica. Que diferença para o Benfica 'poucochinho' do início da época. Como cresceu, esta águia, não apenas do ponto de vista técnico e táctico, mas do ponto de vista mental. Muito mais personalizada. Muito mais confiante. Muito mais madura. Muito mais competitiva. A manifesta evolução do Benfica parece ser ainda mais evidente pela forma como conseguiu resolver as dificuldades de um jogo que nem sequer lhe correu de feição. Foi um daqueles jogos atípicos em que uma equipa domina mas se vê a perder, num lance avulso. Noutros momentos, talvez a águia não tivesse força nem alento para voar, como voou, por cima das adversidades. Mas esta águia está, de facto, diferente. Primeiro, porque prova o improvável: que uma águia também sabe suar quando tem de ser. Depois, porque forma uma equipa muito solidária, muito disponível, muito capaz de resolver em conjunto, quando a individualidade não resolve. Deve reconhecer-se: mérito de Rui Vitória, cujo trabalho começa a tornar-se notório."

Vítor Serpa, in A Bola

Seguir em frente

"No direito positivo a constituir e a rever, há, entre muitos outros desafios (o maior e absorvente seria, considerando a amplitude de matérias que se espraiam pela diversa legislação, o avanço de um ambicioso e amplo 'Código do Desporto') uma urgência e uma oportunidade.
Esta última está em cima da mesa do novo secretário de Estado do Desporto, tendente à revisão do regime jurídico do contrato de trabalho especial do praticante desportivo e do estatuto do 'empresário' desportivo. Desde Setembro que o trabalho encomendado pelo anterior Governo foi entregue pela comissão nomeada para o efeito, com melhorias claras e algumas inovações que estão prontas para aprovação. Por exemplo, destaca-se a mais restrita duração máxima dos contratos de trabalho e de formação, a previsão do "período experimental" como elemento "acidental" do contrato de trabalho (carecido de estipulação expressa das partes), a atenção particular dada à proibição de "assédio" na relação laboral, a clarificação do "direito à imagem" e da "cedência" dos atletas, assim como a conformação das "cláusulas indemnizatórias de rescisão" em caso de cessação antecipada sem justa causa por parte do atleta e da responsabilidade no pagamento dessas indemnizações pelos novos clubes empregadores. Sem esquecer todo um outro enfoque para o contrato de representação ou intermediação do 'empresário desportivo' com os atletas e/ou as entidades empregadoras.
A urgência é a reclamada introdução de uma lei aplicável à actividade do treinador, que tem balançado entre a analogia da lei laboral dos praticantes e a convocação do regime comum do Código do Trabalho. Uma vez mais, o Supremo Tribunal de Justiça (em acórdão de 25 de Junho do ano passado) identificou essa lacuna e balançou entre esses dois polos, seja para confirmar a sujeição a termo dos contratos dos treinadores profissionais, seja para lhes conferir o direito a formação contínua no exercício da sua função.
Se assim houvesse vontade e iniciativa, até mais seria de exigir para além dessa oportunidade e dessa urgência: desenhar o estatuto geral do 'agente desportivo' (categoria prevista nos artigos 34.º e seguintes da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto) e, depois, segmentar a especialidade de cada um deles. Pelo menos no desporto, não é tempo de reverter no terreno legislativo. É tempo de mudar de paradigma, suprir as deficiências, sanar as sobreposições e seguirem frente."

A violência nos tribunais

"1. A lei portuguesa sobre a prevenção e o combate à violência no desporto tem um historial já significativo - desde 1980 - e, no domínio das sanções, chegou ao patamar da mais gravosa: a sanção penal. Prevendo-se sanções de natureza disciplinar e ainda de contra-ordenação, o Estado entendeu criminalizar condutas, mormente dos espectadores. Começa a chegar aos tribunais a apreciação de recursos nesse âmbito.
2. Em causa o crime de invasão da área do espectáculo desportivo: quem, encontrando-se no interior do recinto desportivo durante a ocorrência de um espectáculo desportivo, invadir a área desse espectáculo ou aceder a zonas do recinto desportivo inacessíveis ao público em geral, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa.
3. Com efeito, o arguido saiu do seu lugar de espectador e entrou no recinto onde decorria o espectáculo, mais especificamente junto da baliza do guarda-redes da equipa visitante.
4. A questão fundamental de que se ocupou o Tribunal foi a de considerar a substituição da pena de multa - aplicada - por uma admoestação.
5. Dir-se-ía que a pena de multa seria de aplicar pela «necessidade de prevenir condutas violentas ligadas ao espectáculo do futebol ou aquelas condutas que, como aquela porque o arguido responde, não envolvem violência contra pessoas ou coisas, mas aumentam intoleravelmente o risco de ocorrência dessas condutas violentas, é muito forte».
6. Todavia, o Tribunal entendeu, que a «desistência» voluntária da conduta ilícita, por parte do arguido, aliada ao restante quadro factual relevante, confere à situação foros de suficiente excepcionalidade em termos de poder ser aplicada ao arguido uma mera admoestação."

José Manuel Meirim, in A Bola

Redirectas II - Falem do Pizzi agora

Eu sei que a massa adepta é enorme e que não é fácil agradar a gregos e a troianos mas eu pergunto:
Ainda existe no dia de hoje benfiquista que se preze a falar mal do Pizzi?
Redirecta prévia: Redirectas I - Esquizofrenia

sábado, 16 de janeiro de 2016

Mais uma Final conquistada, faltam 16 !!!

Estoril 1 - 2 Benfica


Reviravolta, numa daquelas partidas estranhas, onde o Estoril criou perigo duas vezes: na primeira marcou golo, e na segunda, no último minuto dos descontos, esteve quase a empatar!!! No resto da partida, foi um desfilar de oportunidades perdidas pelo Benfica, com bola nos postes, outras salvas em cima da linha... e com o Jonas em noite azarada, a ajudar à 'festa'!!!
Tenho a certeza que a equipa vai ser criticada, porque o jogo não foi especialmente bonito, mas num relvado impróprio, contra um autocarro, não era fácil jogar melhor... O mais importante, é que continuamos a criar oportunidades, mesmo com todas as limitações do plantel e com as lesões a complicarem ainda mais as coisas.
A substituição ao intervalo foi decisiva. O Jiménez é bom rapaz, tem as suas limitações técnicas, é raçudo, mas nestes jogos, o ponta-de-lança tem que ser menos móvel. E essa é a característica principal do Mitro! O Jiménez será útil noutro tipo de jogos...
Os dois jovens que foram convocados, mas ficaram na bancada (Nelsinho e Grimaldo), teoricamente teriam sido muitos úteis nesta noite. O Nelsinho nós já o conhecemos, o Grimaldo se confirmar as expectativas que nós temos, no futuro próximo vão ser fundamentais, quando encontrarmos jogos destes... pois o Eliseu, e o André não são desequilibradores ofensivos... isto apesar do André nas últimas partidas ter cruzamentos/assistências de registo!!!
Era fundamental vencer esta noite, após o empate Lagarto de ontem. Neste momento não dependemos de terceiros para sermos Campeões. É um pormenor, que a 16 jogos do fim, quer dizer pouco matematicamente (porque todos vão perder pontos), mas mentalmente é importante... além disso pressiona os outros, e após o espectáculo moralmente pornográfico de ontem à noite no Alvalixo, nós já vimos como eles reagem às adversidades!!!

Liderança...

Benfica 3 - 0 Ac. Espinho
25-14, 25-18, 25-13

Vitória normal, em velocidade de cruzeiro...

Primeira parte horrível...

Vic 7 - 6 Benfica

Não é fácil comentar um jogo através de infos da Net, mas com 7-1 ao intervalo (chegou a estar 7-0), não e difícil perceber o que se passou!!!
Felizmente reagimos no 2.º tempo, 'ganhámos' por 0-5 na segunda metade!!!
A derrota acaba por ser um mal menor, porque conseguimos manter a vantagem em caso de empate pontual, o que em condições normais, irá garantir ao Benfica o 1.º lugar no Grupo, na última jornada. Mas é melhor não repetir exibições como a 1.ª parte de hoje...

Normal...

Benfica 19 - 23 Corruptos
(9-10)

O resultado acaba por ser normal, tendo em conta o potencial dos plantéis. Onde se notou mais uma vez os nossos problemas foi na eficácia de remate. Defensivamente até estivemos bem, sofrer 23 golos dos Corruptos até é aceitável, agora marcar somente 19, independentemente da qualidade do guarda-redes adversário, é muito pouco... Aliás, este problema no remate, muitas vezes aos 6 metros, tem-se evidenciado em praticamente todos os jogos...

Lá voltou tudo à normalidade

"Grande figura do nosso pequeno futebol Octávio Machado é agora uma espécie de António Ferro do actual pequeno líder do grande Sporting. É o publicista de eleição, a mente epistolar, o ideólogo possível e diga-se em favor da verdade desportiva (e da outra também) que tem desempenhado o serviço com a entrega total - quando não cólera - que sempre dedicou a todas as causas que foi tomando como suas por via de uma entrega profissional muito própria mas que será sempre de admirar.
Esta semana, no entanto, comprometeu seriamente os desígnios do Sporting ao meter o Porto ao barulho, diminuindo-lhe publicamente o estatuto perante a sempre cruel opinião pública, rebaixando-lhe intoleravelmente o gabarito no consagrado departamento das influências e afins quando, para denunciar a pressão do Benfica sobre o sector da arbitragem, utilizou o brasão da Invicta como contraponto fatal. 
Octávio viu-se a apontar, como bom exemplo - e a bem da nação -, a passividade do antes intratável Porto sobre o mesmo atarantado sector da arbitragem com um "o Porto tem estado calminho" que não demorou 24 horas a acordar o velho espírito do dragão. É verdade que Octávio não disse mentira nenhuma. Sim, o Porto vinha estando "calminho", calmíssimo, posto em sossego e, certamente, até agradado com as surtidas diárias anti-Benfica oriundas de Alvalade que lhe permitiram nunca se desgastar nestes antiquíssimos folclores.
Mas não seria também da maior conveniência para o Sporting que o Porto assim permanecesse, calado, tolhido, a ver a banda passar? E a quatro pontos de distância e à procura de treinador? A questão dos quatro pontos e a do treinador resolver-se-ão ou não. A questão do mutismo portista sobre o tema dos apitos e outras influências - que já vinha afligindo, é certo, a massa adepta dos dragões - foi resolvida de uma penada com duas comunicações oficiais de rajada contra a "riquíssima" Federação Portuguesa de Futebol que "não quer o Porto no Jamor" e contra o árbitro algarvio do jogo da Taça no Bessa que mostrou cartões a meia equipa portista, o que não admira, visto tratar-se de um árbitro vindo do "extremo Sul porque Timor já não é nosso". Ah, o extremo Sul! - há quanto tempo não se ouvia uma coisa destas?
E pronto, graças ao excesso de zelo de Octávio Machado é caso para se dizer que, agora sim, lá voltou tudo à normalidade."

Redirectas I - Esquizofrenia

O fenómeno desportivo é um caso de estudo sociológico extremamente interessante. Considere-se este último jogo dos lagartos e todas as ocorrências a si associadas. Daria uma interessante tese de mestrado e se formos ambiciosos consigo vislumbrar mesmo uma tese de doutoramento.
Eu deixo aqui a dica para algum estudante que se encontre perdido por estas paragens.
Como é possível alguém sequer cogitar sobre a legalidade da grande penalidade marcada?
É sociologia ou psiquiatria? Agora fico na dúvida!
O que eu já me ri...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Já não existe margem de erro

"O Benfica fez na Madeira uma das melhores exibições desta época. Foram quatro e podiam ter sido oito os golos marcados. Jonas é um jogador excepcional. Têm sido ditas coisas sobre o avançado que marcou 50 golos em ano e meio no Benfica que só são possíveis por quem não receia o ridículo. 
Jogando bem é mais fácil ganhar e por isso se espera a mesma linha exibicional amanhã na Amoreira. Já não existe margem de erro, ao contrário do projectado por Lopetegui 80 pontos não chegam para ser campeão, penso mesmo que haverá três equipas com mais do que isso no fim da prova. Abaixo dos 85 vejo difícil o título numa prova com equipas tão desequilibradas.
Custou não ter jogo na quarta-feira. A Taça de Portugal e a Taça da Liga são sempre conquistas importantes. Esta razão faz do derby com o Oriental, na próxima terça-feira, ao mesmo tempo um jogo para visitar a história, e olhar o futuro. Quero ganhar a Taça da Liga. O Benfica quer títulos.
Na Bola de Ouro de segunda-feira foi eleito Luis Enrique como o melhor treinador do Mundo. O técnico ao serviço do Barcelona estava dado como despedido no início de Janeiro de 2015. Que sirva de exemplo para todos aqueles, muitos, que ao primeiro desaire pedem a cabeça do treinador. Os treinadores escolhem-se em Maio/Junho e depois tem que haver estabilidade e confiança.
Paulo Gonçalves mostrou no Dakar o que verdadeiramente é fair play e desportivismo ao parar 11 minutos para socorrer um colega deixando para trás os objectivos desportivos de uma competição. Talvez tenha apenas feito o óbvio e natural, mas já é tão rara a decência que fica a marca do civismo. É bom quando não há uma inversão de valores e é bom para o Benfica estar associado a quem se pode constituir como um exemplo.
Depois do abandono após acidente aparatoso resta dar os parabéns ao campeão pelo testemunho."

Sílvio Cervan, in A Bola

Adidas Best of 2015!

Sporting, Novo Banco BES e a Vida. Justiça - onde?

"Por deliberação do Banco de Portugal tomada em 3 de Agosto de 2014, foi criada uma nova instituição bancária, que ficou designada por Novo Banco SA.
Vários activos e passivos que faziam parte do Banco Espírito Santo foram transferidos para o Novo Banco SA e outros ficaram no Banco Espírito Santo. Em linguagem corrente, o "lixo", ficou no BES e o "caviar", saltou para o Novo Banco. Mas esse "caviar", não poderia ser transferido sem transportar com ele passivos anteriores do BES.
Ficaram também no BES, o valor de disponibilidades no montante de 10 milhões de euros, para permitir à (nova) Administração do Banco Espírito Santo, SA, proceder às diligências necessárias à recuperação do valor dos seus activos, ou seja, uma verba para custos de gestão.
Em 2011, o Banco Comercial Português e o BES, subscreveram 54.833.905 VMOC (Valores Mobiliários Obrigações Convertíveis) em acções, ou seja, 27.416.953 pelo Banco Espírito Santo, SA e 27.416.952 VMOC pelo BCP, as quais se venciam em Janeiro de 2016.
No Balanço da Sporting SAD e em função de um reajustamento contabilístico, figuram 47.925.000, ou seja, quarenta e sete milhões, novecentas e vinte e cinco mil VMOC's.
Mas a Sporting SAD, precisava de reestruturar mais dívida e já sob a égide do Novo Banco SA, tendo emitido então 80 milhões de VMOC's, consistindo na conversão de créditos detidos sobre a Sporting SAD, pelo Novo Banco SA, no montante de Euro 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de euros) e pelo Banco Comercial Português, SA, no montante de Euro 56.000.000,00 (cinquenta e seis milhões de euros), as quais (VMOC's) foram convencionadas com vencimento em 2026.
Temos então duas operações de emissão de Valores Mobiliários Convertíveis, no montante de 135 milhões de euros, contabilisticamente cerca de 127 milhões.
Estes valores mobiliários convertíveis caso não fossem pagos pela Sporting SAD, seriam (são), transformados em acções da SAD do Sporting.
O que a Sporting SAD na prática conseguiu fazer foi (...), chutar para 2026, uma grande dívida que nos custa uma pipa de massa a todos nós, com uma taxa de juro de 4% ao ano, juros que só serão pagos, se a Sporting SAD distribuir dividendos. Mas se formos verificar bem a situação, temos os tais 80 milhões que também já se venciam em 2026.
Numa manobra habilidosa, a Sporting SAD chuta dívidas contabilísticas no montante de 127.925.000€ (cento e vinte e sete milhões, novecentos e vinte e cinco mil euros), (financeiras de 135 milhões), para o longínquo ano de 2026, em que provavelmente já nem estarei cá. Tudo isto utilizando pelo menos uma instituição bancária que teve a história que teve!
Não sabemos como ficará o capital social em 2026, caso nesse ano, não se lembrem de voltar a chutar para 2100 a dívida.
Repare-se que os juros vencidos nessa altura ascenderão a 51.170.000,00€ (cinquenta e um milhões, cento e setenta mil euros).
E a malta do papel comercial continuará no Banco dos suplentes. (...)
Caso a coisa se fizesse como mandam as regras, teríamos já pela primeira vez em Portugal, dois Bancos que seriam quase os accionistas totalitários de uma sociedade anónima desportiva. Seria a eclosão total do clube do Sporting, que certamente viraria uma instituição de crédito, apesar dos constrangimentos que existem hoje em dia. Daí que não seja dispiciendo imaginar a abertura de agências bancárias por toda a zona de Alvalade.
E é caso para perguntar - se o Sporting fez o melhor contrato de direitos de transmissão televisiva como apregoa, PORQUE É QUE NÃO PAGA A DÍVIDA AOS BANCOS EM VEZ DE A EMPURRAR COM A BARRIGA?"

Pragal Colaço, in O Benfica

O tricampeonato é possível

"De pouco adiantará versar sobre o nevoeiro da Choupana, tão denso quanto frequente nesta altura do ano. Numa partida em que, mais uma vez, Jonas foi o protagonista - o hat-trick obtido permitiu-lhe colocar-se, com 50 golos em apenas 61 jogos, na 42.ª melhor posição do ranking dos melhores marcadores de sempre do Benfica em competições oficiais - o Benfica logrou obter a décima vitória em 11 jogos, demonstrando que, não só é o bicampeão em título, como se assume convicta e factualmente enquanto candidato à conquista do tricampeonato, "título" que nos foge há quase quatro décadas. O bom desempenho nas últimas jornadas assenta na veia goleadora de Jonas e, sobretudo, na qualidade colectiva que teimava em surgir. Para tal contribui decisivamente o despontamento de Renato Sanches e a recuperação física de Fejsa, formando uma dupla a meio-campo capaz de recuperar muitas bolas e de sair rapidamente em posse para o ataque. Sem Salvio, Luisão e Nélson Semedo, além de um Gaitán intermitente, Pizzi, Lisandro, André Almeida e Carcela têm dado boa conta do recado, deixando antever um futuro prometedor à nossa equipa, assim tenhamos a fortuna de todos os nossos jogadores estarem aptos a darem o seu contributo.
Compreende-se, portanto, que o Benfica continue a ser, por parte dos seus adversários, o alvo preferencial do jogo falado. Apesar de saídas e lesões de jogadores importantes, do mau início de Campeonato e de sucessivas arbitragens prejudiciais aos nossos interesses (e à verdade desportiva), estamos somente a quatro pontos da liderança já depois de algumas deslocações tradicionalmente difíceis (Guimarães, Braga, Funchal, Porto). Que venha o Estoril!"

João Tomaz, in O Benfica

Jonas, quem mais?

"Com 18 golos em 17 jogos da Liga NOS, Jonas vai à frente da lista dos melhores marcadores do principal Campeonato de Futebol em Portugal. Como se isso não bastasse, o avançado brasileiro do SL Benfica está à frente da corrida para melhor marcador da Europa. E a época ainda vai a meio. O ex-atacante do Valência já ultrapassou os registos alcançados no clube espanhol e promete não ficar por aqui. Já foi titular indiscutível, já passou pelo banco, tal como os seus colegas de ataque Mitroglou e Raúl Jiménez. E já alguém o ouviu reclamar por causa disso?
A resposta é não. Jonas dá as respostas em campo. E mesmo aqueles que o acusam de não fazer muitos golos contra as equipas mais fortes mais cedo ou mais tarde terão que dar o braço a torcer. Jonas é um artista da bola. Joga de cabeça levantada, faz desmarcações preciosas, brilha e faz brilhar os seus colegas. Na Madeira, contra o Nacional, no momento em que marcou o seu terceiro golo na partida, correu para o banco a festejar. O abraço foi colectivo entre jogadores, técnicos e elementos da equipa médica. Uma equipa faz-se destas coisas, destes momentos. Jonas personifica cada vez mais a filosofia deste SL Benfica - ninguém é titular indiscutível, ninguém está afastado da equipa principal. Todos contam, tenham 30 ou 18 anos. É assim que se cria uma equipa campeã, com espírito de vitória e de grupo.
Jonas até pode não acabar a época como melhor marcador da Europa, ninguém está realmente à espera que isso aconteça, mas a meio da procissão é ele quem vai à frente. E ele sabe que deve tudo à sua capacidade de finalização e aos colegas que ajudam a criar oportunidades. É deste tipo de homens que precisamos, os que não usam os cotovelos para agredir os defesas contrários e que nos deixam orgulhosos. Assim, vamos ao tri!"

Ricardo Santos, in O Benfica

O goleador

"Nas brincadeiras de infância e juventude, jogava sempre a avançado. Era alto e forte. Não tinha jeito para fintas. Gostava de rematar. Era perto da baliza adversária que me sentia mais confortável.
A escassez de talento não me permitiu fazer carreira, mas permaneceu uma certa ligação emocional à posição. Embora o grande ídolo da minha infância fosse Fernando Chalana, sempre nutri um carinho muito especial por todos os goleadores, de Nené a Mats Magnusson, de Nuno Gomes a Óscar Cardozo. Mais do que dribles, túneis, passes milimétricos, toques de calcanhar, cabritos, rabonas ou chicuelinas, o que sempre me seduziu no Futebol foi mesmo o golo. O golo, puro e simples. O último toque. O remate. As redes a abanar. Os braços no ar. As bancadas em festa.
São os golos que fazem vibrar o povo da bola. Sem eles, não resta quase nada. Com eles, vem todo o sumo de que o jogo necessita.
Não admira pois que Jonas seja hoje o futebolista que mais admiro no Benfica. Embora não se trate de um ponta-de-lança clássico (como Raúl Jiménez ou Mitroglou), são dele 40% do total de golos da equipa no Campeonato. É ele o goleador. Não só do Benfica como da prova. Acresce que não se limita a marcar. Fá-lo com classe.
Na Choupana, em jogo difícil, foi mais uma vez protagonista. Tem sido assim frequentemente desde que chegou a Portugal - com expectativas não muito altas, diga-se. Luisão é o líder, Nico Gaitán o artista, mas quem mais vezes me faz saltar da cadeira chama-se Jonas Gonçalves Oliveira. É internacional brasileiro, leva 50 golos em época e meia de "águia ao peito", e não se cansa de nos fazer felizes."

Luís Fialho, in O Benfica

Liberdade de expressão

"Durante o Estado Novo tivemos limitações à liberdade de expressão e uma censura na Imprensa condenada pela maioria dos portugueses. A mesma maioria que não se lembra que esta mesma liberdade de opinião foi conseguida ao fim de muitos anos, e com grande sacrifício de alguns. Ter esta liberdade implica respeito pelos outros, salvaguardar as diferenças sem ter receio de defender as nossas posições, mas nunca ultrapassar o espaço de cada um. Quando se trata de um espaço pessoal e privado, as manifestações não têm necessidade de um controlo tão efectivo, contudo, quando se passa para o plano público essas limitações acontecem. É esta diferença entre o público e o privado que os agentes do futebol português têm que entender. E agentes são todos os intervenientes, sejam jogadores, treinadores, árbitros, dirigentes, jornalistas ou adeptos.
O crescente nível de agressividade verbal, que chega facilmente ao insulto, tem sido a imagem mais negativa dos últimos anos no futebol. Apelidem-nos de mind games, mas a verdade é que estamos a atingir um nível baixo de comportamento. Além de ser diferente um jogo psicológico, os designados mind games, do insulto puro e duro. Para os primeiros é necessário inteligência e classe; para os segundos basta não ter vergonha.
São as declarações dos intervenientes directos no jogo, jogadores e treinadores, de dirigentes e ex-dirigentes, nos muitos programas de futebol falado, de jornalistas e adeptos, em comentários permitidos na imprensa e nos referidos programas televisivos, por vezes a coberto do anonimato, que criam um ambiente constantemente conflituoso.
Já era tempo de se perceber que a credibilidade do jogo não se defende pelo insulto, mas quem devia assumir a censura está censurado. Pensa que defende a liberdade de expressão."

José Couceiro, in A Bola

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Os bancos, o rapaz e os 'burros' (todos os cidadãos que não conseguem ter perdão de juros nem prazos de mais 10 anos para pagar as suas dívidas junto desses bancos)

"Vale a pena perguntar e se de repente Benfica e Porto pedissem para transformar alguns milhões de dívida em VMOC?

Nos últimos anos, o Sporting aprovou um plano de reestruturação financeira, tendo conseguido condições extraordinárias junto de duas instituições bancárias, uma das quais (pelo menos), aceitou, agora, prolongar o pagamento do capital em dívida, na prática sem juros, para além de aceitar não converter, no prazo dado, os... valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC's). 
Escandalizados? Esperem até às cenas dos próximos episódios...

Tratamento de excepção?
A ser verdade, tal decisão integrará - numa opinião generalizada - uma situação de protecção e de favorecimento ao Sporting.
Só que, desta vez, esse descarado favorecimento bancário acontece depois da celebração de um auto anunciado, elogiado e divulgado grande contrato com a NOS.
Posição, aliás, bem clara e divulgada aos quatro ventos pelo respectivo Presidente, que, em declarações ao Expresso, a 31.12.2015, afirmava... «O dinheiro vai para o Sporting, não para Bancos...».
Talvez por essa indisponibilidade para pagarem o que devem, aceite com a condescendência com que sempre foram tratados.
«Novo Banco em apuros com empréstimos ao Sporting», podia ler-se no Sol, a 02.01.2016... por, alegadamente, o crédito de 27 milhões de euros vencer a 17 janeiro e o Sporting querer mais dez anos para pagar.
Apesar de ricos, não pagam...
Então, porque é que o Novo Banco aceitou esta prorrogação?
Sem se preocuparem, minimamente, pelo menos, com juízos de equidade, justiça relativa e critérios de igualdade de tratamento com os designados lesados do BES, ou talvez melhor, com todos nós, que ajudamos, com os nossos impostos, enquanto contribuintes, a salvar o Novo Banco?
E, já agora, a dívida do Sporting ao Millennium BCP?
Presumindo a sua existência (nada nos leva a concluir o contrário) seguirá o mesmo caminho, com os mesmos trâmites, com um novo perdão, depois de um perdão de parte da mesma?
Quem permite este tratamento?
Que critérios de diferenciação presidiram a tais decisões?
Presumindo não ser a cor clubística, nem se encontrando, nas mesmas, qualquer justificação em termos de gestão, o que poderá leva a tal permissividade?
Perguntar não ofende...
Quem se tem preocupado tanto com questões de arbitragem, de favorecimentos, e afins, poderia pelo menos, começar a pagar o que deve. Nos antípodas, está o Benfica e, diga-se, nesta matéria, o Porto.
Obrigados a cumprir rigorosamente os planos de regularização das suas dívidas, pagando taxas bancárias normais, sem perdões de juros nem adiamentos que se traduzem em verdadeiros processos de diminuição do capital em dívida, pelos prazos envolvidos.
O que justifica este estatuto de excepção do Sporting?
Apesar de terem meios, já o sabemos, para poderem pagar o que devem.
Face a isto, não posso deixar de estar de acordo com Jaime Antunes economista, numa entrevista que concedeu, também à Bola onde considera que o Sporting tem um regime de excepção na banca, em comparação com Benfica e Porto, tendo, inclusivamente afirmado que... «Apetece aconselhar os presidentes de Benfica e FC Porto a não pagarem aos bancos. Não pagando têm condições fantásticas».
Por ser de toda a justiça!

A inacreditável realidade...
Não obstante as condições excepcionais e fantásticas que terá obtido junto da Banca (a acreditar no auto elogio sobre a sua própria capacidade de negociação... gaba-te cesto, como diria minha Mãe), a verdade é que o Sporting incumpriu com o serviço da dívida acordado, o que originou a celebração de diversos acordos para reestruturação da mesma... ao que se sabe sendo um dos últimos em finais de 2014.
Dizem também por aí que nos últimos anos e com o acordo dos bancos foram realizadas duas emissões de valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis, que configuram condições especiais e que, consequentemente, distorcem a concorrência face ao SLB e FCP...
Assim, houve uma primeira emissão, no início de 2011, de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (os tais VMOC's...) em acções da sociedade, escriturais e nominativas, no montante máximo de Euro 55.000.000,00 (cinquenta e cinco milhões de euros) de valor nominal de 1 euro cada com o prazo máximo de 5 anos: com preço de subscrição de 1 euro, com taxa de juro nominal anual bruta de 3%.
Ou seja, valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis em acções ordinárias da Sporting SAD a um preço de conversão de 1 euro...
Já na segunda emissão, efectuada em Julho de 2013, o montante foi de Euro 80.000.000,00 (Oitenta milhões de euros), com o valor nominal de 1 euro cada, desta vez com prazo de 12 anos, pelo preço de subscrição de 1 euro cada, obrigatoriamente convertíveis em ações ordinárias da Sporting SAD a um preço de conversão de 1 euro cada, com taxa de juro anual bruta condicionada de 4% devida quando apenas existam resultados distribuíveis.
Ora, tendo em conta que a emissão foi efectuada mediante subscrição privada com realização em espécie, houve conversão de créditos detidos sobre a Sporting SAD pelo Banco Espírito Santo, SA, no valor de euro 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de euros) e pelo Banco Comercial Português, S.A., no montante de euro 56.000.000,00 (cinquenta e seis milhões de euros).
Ou seja, €55.000.000,00 mais €80. 000.000,00...
Assim, se a SAD do SCP tiver lucros mas não aprovar a distribuição de dividendos,. nunca terá a obrigação de pagar juros!!!
Como no passado dia 8 a SAD do Sporting não teve capacidade de reembolsar a referida primeira emissão, no valor de 55 milhões de euros, foi aprovado em Assembleia Geral de Titulares dos referidos VMOC's a possibilidade de prorrogação por mais 10 anos... ou seja, até 2026!!!
...e nos mesmos termos da segunda emissão - taxa de juro anual nominal bruta e fixa de 4%, devida apenas quando existam lucros distribuíveis suficientes para satisfazer o pagamento integral do respectivo montante dos juros anuais globais.
Dito de outra forma, não só a renovação foi efectuada depois da celebração do famoso, do grande, contrato com a NOS, como decidiram uniformizar as condições das mencionadas duas emissões de VMOC's, e até dilatar o prazo inicialmente previsto...
Temos assim 135 milhões de VMOC's que a SAD terá de pagar, com um juro que poderá ser de... 0%, caso não existam lucros distribuíveis!
O que será tão certo como o Sporting não ganhar o campeonato desde 2002!!!
Ou seja, foi proposto um pagamento de juros nos VMOC's na ordem dos quatro por cento, mas que na realidade o juro é... zero...
Porque nunca distribuem dividendos... e, por isso, não pagam juros.
Condições fantásticas, portanto!
Em contraposição com as taxas de juro de Benfica e Porto (6% ou 7%, respectivamente).
Ou dito de outra forma, quem cumpre é penalizado?

...Que nem mil comunicados apagam
Com estas operações foram transferidos 135 milhões de euros de dívida bancária (passivo) para Capitais Próprios, tornando-os assim artificialmente positivos... já que a renovação da primeira emissão de VMOC's por mais 10 anos evidencia a vontade das entidades bancárias em serem reembolsadas deste valor em detrimento de assumirem uma posição accionista na Sporting SAD.
Como se não bastasse - como já referimos - e ao contrário de Luís Filipe Vieira, Bruno de Carvalho declarou que os valores obtidos com o contrato da NOS não servirão para reembolsar as instituições bancárias...
Mas o mais engraçado é que, com tudo isto, e nas entrelinhas, os Bancos concordaram com a posição de Bruno de Carvalho, ou não teriam prolongado a dívida por mais 10 anos e com a possibilidade, que se vai verificar com toda a certeza de... não serem reembolsadas!
Com tudo isto, parece que se concorda com a estratégia de incumprimento por parte do Sporting...
E continua-se sem se conhecer qualquer reembolso significativo da respectiva dívida, que, curiosamente, é superior à dívida dos outros clubes... e que mesmo assim, consegue ter encargos financeiros bem mais baixos.
É bom relembrar - nunca é demais fazê-lo - aos mais distraídos que o Novo Banco está a ser intervencionado pelo Estado e por outros bancos...
E, porque vale a pena perguntar, se de repente Benfica e Porto pedissem a essas instituições bancárias para transformar alguns milhões de euros de dívidas em VMOC's (e com a garantia de não pagamento de qualquer juro)?
Estarão eles disponíveis?
E os opinadores do costume - sempre disponíveis para atacar o Benfica e serem coniventes com os outros, por razões que ninguém percebe... ou talvez percebamos todos - estarão disponíveis para atacarem os incumpridores e defenderem quem cumpre?
Estarão mesmo?"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Árbitros portugueses

"No Europeu deste ano não vai haver árbitros portugueses. É uma má notícia, depois de, durante vários anos, estarem representados nas principais provas da UEFA e da FIFA.
Esta inversão está em contraciclo com o expressivo e alargado êxito de treinadores portugueses por esse Mundo fora e de jogadores que brilham em clubes europeus e não só.
Não se conhecem as razões para esta lamentável ausência no Europeu em França, tendo até em consideração a presença de juízes de países com bem menor expressão futebolística e a circunstância de haver mais jogos com 24 países em competição.
Mas, pelo que (não) li e (não) ouvi, até dá a ideia de que se trata de um sinal sem significado de maior. Para mim, pelo contrário, revela-se preocupante. Temos vários árbitros internacionais que, certamente, esperariam estar entre os eleitos.
Vendo jogos das competições da UEFA, acho que os nossos árbitros não desmerecem e honram as insígnias que ostentam. O que, por vezes, não compreendo é que, no nosso futebol, são capazes do melhor e do pior, revelando uma insegurança que, lá fora, não têm e onde arbitram com um uso mais comedido do apito e das cartolinas, que aqui abundam exasperadamente.
Também acho que a nova vaga de jovens árbitros se está a revelar como muito promissora, às vezes até bem melhor do que os chamados consagrados e, uns mais outros menos, ungidos na comunicação social. Com a saída de cena de alguns juízes tão sabedores, como espertos e calculistas, esta renovação é um sinal de esperança para se atingir um nível médio de arbitragem mais independente, personalizado e respeitado."

Bagão Félix, in A Bola

A batalha pela Linha de Cascais

"(...)
TENSÃO
Empréstimos das VMOC'S
Claques leoninas deram um aperto a responsáveis do BCP e Novo Banco
Elementos das claques leoninas estavam à entrada da reunião em Alvalade no dia 8. De cara tapada, mostraram aos representantes do Novo Banco e do BCP que a coisa podia não correr bem se as instituições não adiassem por 10 anos o empréstimo de 55 milhões à SAD realizado através dos Valores Mobiliários Convertíveis em Ações (VMOC).
Se cá fora o ambiente era tenso, lá dentro Bruno de Carvalho exaltou-se com a representante do BCP, mas os gritos não foram ouvidos. O banco tinha na retaguarda um gabinete de crise no Taguspark e era de lá que vinham as instruções."

Chegou a hora

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

77

Oliveirense 61 - 77 Benfica
15-25, 15-17, 18-16, 13-19

Jogo controlado desde início... sem o Mário Fernandes e com o Cook em versão 'reduzida'!!!
Destaque para o Andrade que além dos pontos, fez 16 ressaltos!!! Finalmente um jogo com uma percentagem de Triplos aceitável: 37,5%.

PS1: Aparentemente, os 7 minutos de utilização do Cook, foi castigo do Lisboa, pela forma desleixada como o Americano entrou no jogo. Se assim foi, fez bem...

PS2: Após esta partida em atraso, referente à jornada anterior, disputada na sua grande maioria no último Domingo, os Anti's avençados jornaleiros, já podem escrever amanhã que o Benfica é líder da Liga!!!

Futebol na Epifania

"O Benfica não tem treinador: assim sentenciou Jesus, em tempo de Epifania, por ocasião da apoteose dos Reis Magos (Quercus, Octavius e Augustus) e da expulsão de Caius Lopeteguis, entretanto feito senador por Jesus. E tudo por causa de uma pergunta ardilosa, certamente a mando de um qualquer Judas Iscariotes.
Em jeito bíblico, poderia ter-se acrescentado que, no SLB, não há solução tipo «odre novo em vinho velho». Ou, parafraseando, Luís XV, «depois de mim, o dilúvio». Muita tinta vai correr pelos pergaminhos e crónicas do Reino dos Homens. Deixo, pois, a sentença pública para os especialistas.
Apenas anoto dois pontos.
Estes confrontos, reais ou presumidos, autênticos ou forjados, ingénuos ou interesseiros, devem-se, em farta razão, às famigeradas conferências de imprensa que, semanalmente (nestes 8 dias, porém, tivemos 3 por treinador!), são agora o prato forte da informação. Tanto tempo assim, cedo ou tarde, de improviso ou planeado, sai inconveniência ou asneira. São mesmo o único espaço televisivo, onde não há restrição de tempo, sempre alongado, com perguntas e respostas absolutamente inúteis. Já no resto da actualidade ouvimos sempre os clássicos «não há tempo para mais» ou «tem 30 segundos para concluir».
O outro ponto relaciona-se com o efeito dominó destas querelas e questiúnculas. Sim, porque tratando-se de treinadores, o seu bom ou mau exemplo resvala não apenas para os dirigidos, como acicata as claques e os adeptos, adensando o já de si mau ambiente no nosso futebol. Assim se envenena um simples espectáculo, pelo qual alguns treinadores são pagos principescamente."

Bagão Félix, in A Bola

O nosso Ferrari

"Jorge Jesus é, como os benfiquistas bem sabem, um grande treinador; mas como sabemos também, a sua qualidade coexiste com uma mistura explosiva de fanfarronice e excesso de confiança. Talvez não seja preciso reavivar muitas memórias para recordarmos como por vezes acabam as 'trips' egocêntricas de Jesus.
Para já, tendo em conta que estamos em Janeiro, o futuro desta temporada ainda é incerto. Mas as últimas digressões de Jesus em conferências de imprensa já tiveram resultados práticos.
Desde logo, a confirmação de que o Benfica é um Ferrari. Até aqui, nada de novo. Nós, benfiquistas, estamos cansados de saber que o paralelismo com os automóveis de Maranello faz todo o sentido. Com a Ferrari partilhamos a cor vermelha e uma grandiosidade que leva a que a marca valha bem mais do que quem transitoriamente para ela trabalha. Acima de tudo, tal como os automóveis italianos, provocamos inveja. Da mesma forma que as pessoas param para ver um Ferrari passar; em Portugal o Benfica é a medida de todos os outros clubes (cujos adeptos vivem dependentes do que acontece ao Glorioso).
As declarações de Jorge Jesus tiveram, ainda, o condão de provocar outros efeitos: uniram os benfiquistas em torno de Rui Vitória, enquanto conseguiam desvalorizar o trabalho dos jogadores que treinou no passado. A mensagem foi clara - se foi por causa de Jesus que o Benfica ganhou, então, Gaitán, Luisão, Jonas e todos os outros contaram pouco nas últimas conquistas. Sendo assim, talvez os jogadores se encarreguem de provar ao treinador do Sporting o quão equivocado está."

O bom treinador

"O desporto contribui para a aprendizagem do relacionamento com os outros e para a consciência de que dependemos deles para o sucesso. Leva à compreensão de que a vitória e a derrota são componentes que se sucedem e de que o esforço é elemento de progresso. Mas também tem aspectos perversos. Tende a centrar a pessoa em si mesmo como se fora o centro do mundo, em busca do rendimento; a transformar o adversário em inimigo; a considerar o resultado como objectivo único, correndo o risco de esquecer que os valores devem sobrepor-se ao desejo cego de ganhar.
O desporto é apenas um elemento de formação do carácter que se projecta nos acontecimentos desportivos. A educação e a cultura são determinantes.
As que se adquirem formalmente na Escola e, sobretudo, as que se procuram em constante desejo pessoal de crescer sem ficar limitado à coisa desportiva. Para que o desportista seja um cidadão consciente de si e do seu papel é necessário reflectir sobre a ética do viver em Sociedade e do estar no desporto.
Os treinadores são modelos para os praticantes que orientam, mas igualmente para todos os que gravitam na sua zona de acção e para aqueles a quem chegam pelos media. Por isso, exige-se-lhes o exercício de aperfeiçoamento pessoal para além da mera aprendizagem de técnicas e metodologias de treino. Ser um bom treinador está para além da obtenção dos resultados. Requer respeito pela condição humana dos discípulos e colegas. Implica perceber a insignificância dos resultados em razão da transcendência da ética e do respeito pelo outro. Obriga a não se julgar maior do que o contexto onde trabalha. Transporta a humildade de saber que os ciclos de vitória são finitos. O bom treinador pode sair vencedor mesmo quando perde em campo, enquanto o mau sempre perde, ainda que ganhe as competições."

Sidónio Serpa, in A Bola

Saponjic

O Benfica anunciou a contratação do jovem avançado Sérvio Ivan Saponjic, com 18 anos. Deverá começar na equipa B, mas chega ao Benfica vindo do Partizan de Belgrado, com excelentes referências... por exemplo: Campeão do Mundo de sub-20. Vamos esperar, para analisar a adaptação.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O silêncio dos inocentes da Quinta Pequena

"Em duas épocas consecutivas, o Benfica defrontou o Luso do Barreiro na primeira eliminatória da Taça de Portugal: uma enxurrada de golos - sete mais doze, mas seis mais seis. Num dos jogos, José Torres marcou sete!

Bem sei que, no Funchal, a sorte e o azar são muito relativos. Mesmo assim arrisco-me a dizer que há equipas às quais o azar bate à porta com facilidade e regularmente.
Vamos ver o curiosíssimo caso do Luso.
Luso do Barreiro: fundado a 11 de Abril de 1920.
Mas o azar do Luso foi mais tardio: acumulou-se entre 1962 e 1963.
Comecemos pelo princípio, diria o senhor de La Palice.
Estávamos em Setembro, dia 23 de Setembro de 1962. O Benfica preparava-se para rumar a Manchester onde defrontaria o United num particular entusiasmante que terminou com um empate 2-2. (Podemos falar deste jogo um destes dias, se estiverem para aí virados).
Mas, para já, deixamos Manchester e vamos mais prosaicamente ao Barreiro, já ali do lado de lá do Tejo.
A primeira eliminatória da Taça de Portugal ditou um Luso do Barreiro-Benfica.
Nesse tempo as eliminatórias eram todas a duas «mãos». Esta não fugia à regra e abalavam os 'encarnados' para Sul já com a cabeça em Manchester como é normal nestes casos.
«Partida em ritmo de treino», acusavam os periódicos. «Benfica devagar e devagarinho», escrevia-se na imprensa.
Fosse como fosse o resultado foi expressivo da diferença entre as duas equipas: 0-7.
Ao «ralenti» ou em «câmara lenta» foi-se de golos. Lá está - azar do Luso. E enquanto o Benfica foi até Manchester mostrar os seus campeões europeus, os pobres jogadores do Luso não adivinharam sequer o que estava para lhes acontecer na segunda «mão», no Estádio da Luz.
Não tardou muito: dia 4 de Outubro.
Golos, golos e mais golos!!!
Um exagero de golos que já não se usa mas que se usava à época. O Benfica volta a actuar com muitos dos seus reservas. Aliás quase só reservas: Barroca; Serra e Maximiano; Neto, Saraiva e Brás; Cesarino, Calado, Torres, Pedras e Mendes.
Reservas mesmo, e ponto final.
Calado marcou dois; Pedras, três; e Torres, o grande José Torres, só à sua conta marcou 7 - sim, por extenso, sete.
12-0 para o Benfica e um Luso desfeito no regresso à margem sul.
E se pensam que o azar dos barreirenses se ficou por aqui, desenganem-se. Leiam só mais uns parágrafos.


Finalmente um golo!
O Benfica não conquistaria essa edição da Taça de Portugal: perderia 0-2 frente ao Sporting na final do Jamor.

Mas venceria a seguinte e de que maneira: 6-2 ao FC Porto!
Ora adivinhem só quem cairia em sorte aos 'encarnados' na primeira eliminatória? Isso mesmo! Acertaram em cheio!!! O Luso do Barreiro.
Voltavam os cordeiros à imolação vermelha. Da qual saíram de novo sob o deprimente silêncio dos inocentes.
Precisamente um ano menos um dia mais tarde: 22 de Setembro de 1963.
Nova vitória gorda do Benfica: 6-0 no Campo da Quinta Pequena.
Força a mais contra força a menos. E a força, no futebol, como todos sabemos ajuda a impor a técnica.
Conta quem lá esteve que o Luso do Barreiro durou meia hora. E como os jogos duram hora e meia, as contas fazem-se já aqui ao lado.
Vida difícil a da rapaziada do Luso, convenhamos. Três encontros, três cabazes de Natal antes de Dezembro, vinte e cinco encaixados e nem um para amostra.
Mas havia ainda mais um Benfica-Luso marcado para esse mês de Setembro: no dia 29, no Estádio da Luz, segunda «mão».
Como não poderia deixar de ser, o Benfica voltou a fazer golos em catadupa: mais seis. Só que também houve uma novidade: o Luso marcou!
Só por isso valeu uma ou outra crítica à falta de empenho Benfiquista. Coisa que terá feito os jogadores encarnados dormirem para o lado que melhor lhes conveio, creio eu.
O resultado foi mais do mesmo: 6-1.
Preocupava a lesão de Eusébio, a inadaptação de Coluna a n.ª 9. Agradavam os três golos de José Augusto e, no Luso do Barreiro, gabavam-se Faia (mais um dos que passavam ao lado da carreira) e o médio Batata e o dianteiro Haran.
Entretanto, em Lisboa, tudo na mesma: a vida corria..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Viagem triunfal no paquete Timor

"Um jovem benfiquista foi o passageiro de honra numa memorável viagem a Matosinhos.

O Benfica iria defrontar o Leixões na penúltima jornada do Campeonato Nacional de 1959/60. Depois da vitória ao Sporting por 4-3, bastava um ponto para se sagrar campeão. A comemoração exigia pompa e circunstância. Para além dos já habituais autocarros e comboios especiais, a Comissão Central do Benfica decidiu organizar uma deslocação inédita no paquete Timor, da Companhia Nacional de Navegação.
Foram cerca de quatrocentos passageiros que embarcaram na tarde de 14 de Maio de 1960, em Santa Apolónia, perante uma multidão que acenava com bandeirinhas vermelhas e ecoava vivas ao Benfica!
Entre eles, encontravam-se um pequeno benfiquista que se lançou com enorme entusiasmo para a frente do presidente Maurício Vieira de Brito quando este se preparava para embarcar. Pediu-lhe para que o levasse. O presidente perguntou: 'Mas como queres tu ir? Os teus pais deixam-te?'.
Depois de confirmar se ele poderia embarcar, prontificou-se a pagar-lhe o bilhete. O rapaz foi de imediato a casa pedir aos pais. Com autorização dada e bilhete na mão, o jovem Tiago dos Santos Gouveia, de 12 anos, sócio n.º 29616, embarcou eufórico. Bastante educado, gerou um ambiente de enorme simpatia ao seu redor. Até o capitão do paquete lhe deu 20 escudos para comprar uma bandeira do Benfica. Comprou-a e nunca mais a largou.
A viagem decorreu na maior animação, com vários espectáculos que se prolongaram pela madrugada. Faziam parte da ementas pratos bastante originais, como Sopa Cosme Damião, Bacalhau 'Todos por um', Águias do Mar ou Triunfo à Benfica.
Na manhã seguinte, o paquete entrou no porto de Leixões. Tinha chegado, finalmente, o ansiado dia do jogo, que se disputou nessa tarde, no Campo de Santana. O pequeno Tiago, sempre com a sua bandeira na mão, viu o seu clube vencer o Leixões por 2-1 e sagrar-se campeão nacional! Regressou doido de alegria e, num acto de agradecimento, ofereceu a sua 'querida bandeira' a Maurício Vieira de Brito.
Este e outros títulos do Campeonato Nacional podem ser recordados na área 6. Campeões sempre do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ana Filipa Simões, in O Benfica