"No início de um ciclo com cinco jogos em 16 dias, o Benfica manteve a notável média de três golos por jogo e acrescentou o zero na sua baliza, tão do agrado do treinador. Num encontro com o Marítimo que terminou com uma equilibrada posse de bola de 52%-48% e 5-3 em cantos, foi nas oportunidades de golo que a superioridade do Benfica esteve bem vincada com uns esclarecedores 8-0.
Estes números mostram que, mesmo em jogos em que o adversário consegue ter posse de bola e até chegar ao último terço, o Benfica contínua a criar muitas oportunidades e, neste jogo, a defender bem mesmo quando "empurrado," não concedendo qualquer oportunidade ao adversário, mesmo sem o azarado Bah que cedo obrigou a uma surpreendente, pelo menos para quem não vê os treinos, adaptação dos reforços Kaminski e Circati à lateral direita.
Se a isto juntarmos a recuperação de bola de Palhinha e a pressão de Barreiro, podemos ter esperança de que à elogiada capacidade ofensiva em breve iremos juntar a solidez defensiva que ganha campeonatos e, tudo isto, sem Aursnes, pilar da equipa dos últimos anos. Na frente, com Prestianni a "voar" e Pavlidis perigoso como sempre, a entrada de Schjelderup mostrou que está a voltar aos tempos da segunda parte da temporada anterior, prometendo fazer uma boa dupla com o argentino. Se os três golos marcados de média é quase impossível de manter, o zero atrás deverá ser um objetivo prioritário para as próximas duas semanas em que o Benfica jogará com Moreirense, Milão e F. C. Porto, fora, e o sempre perigoso Gil Vicente em casa. Depois, não será tempo para descansar, a maior parte dos jogadores partirá para as seleções, mas Marco Silva poderá respirar um pouco e planear a época já com o plantel estabilizado."

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