Últimas indefectivações

sábado, 10 de dezembro de 2016

Derrota em Coimbra

Académica 2 - 1 Benfica B
Pêpê


A Académica tem praticamente um plantel de I Liga, apesar do treinador ser fraquinho... já se sabia que o jogo ia ser difícil, ainda por cima aos 3 minutos já estávamos a perder...
No 2.º tempo melhorámos bastante, quando chegámos à igualdade (penalty e expulsão), já merecíamos ter marcado... com alguns falhanços incríveis (Dálcio em evidência...), o problema é que mesmo quando estava 11 para 11, os contra-ataques da Académica saíam com facilidade... A partir do momento que ficamos em superioridade numérica a equipa nunca se sentiu confortável... e aos 94 minutos, os estudantes marcaram mesmo...!!!

Já tinha notado, alguma quebra nas exibições e nos resultados... se as coisas não melhoram, arriscamos a terminar a época, da mesma forma como acabámos o ano passado, com o coração nas mãos!!!

Vitória em Lagoa

Lagoa 10 - 39 Benfica
(3-18)

Jogo sem história, com equipas de níveis muito diferentes... Ficamos à espera do sorteio para conhecer os nossos adversários nos Oitavos-de-final da Taça de Portugal.

Vitória em São Mamede de Infesta

São Mamede 0 - 3 Benfica
(21-25, 20-25, 16-25)

Mais uma vitória, num jogo onde nem sempre estivemos bem... mas conseguimos fechar os parciais nos momentos certos!

Amanhã temos Taça de Portugal, na Luz, frente ao Guimarães...

Vem ai o big bang da galáxia da bola

"A Liga Europeia de uma elite de convidados representará a capitulação total do futebol a uma sociedade de tendência neonazi

Garantem-me que a Liga Europeia está pronto a avançar e que a situação é já irreversível. Dizem-me que a UEFA outra coisa não podia fazer do que capitular perante a poderosa pretensão dos grandes e dos ricos do futebol europeu. Apenas se discute, agora, a data em que começará o apocalipse do futebol-desporto, o Big Bang da galáxia da bola.
A ideia é óbvia para a sociedade do hipercapitalismo que actualmente se vive e que distancia o homem de si próprio e do seu anterior conceito de comunidade. Pretende-se fazer um campeonato de futebol com os maiores e os mais ricos, capaz de rebentar com todas as escalas de valores até agora encontradas para proteger a participação de um grupo de clubes privilegiados e que apenas participarão por convite dos organizadores.
A previsão aponta para que Portugal possa, eventualmente - ainda não existe essa certeza - ter um único representante, sendo que a escolha deverá recair no Benfica, independentemente da sua futura qualificação desportiva.
Atende-se o cenário de um campeonato europeu, com jogos a duas mãos e por classificação, apenas com participações por convite. De Espanha, o Real Madrid e o Barcelona; da Alemanha, o Bayern Munique e o Dortmund; de Inglaterra, o Manchester United, o Arsenal e o City; da Itália, a Juventus e o Milan; de França, o Paris Saint-Germain; de Portugal, o Benfica. A Rússia teria também um ou dois representantes, provavelmente o Zenit e uma equipa de Moscovo, por força das audiências russas e pouco mais haveria de caber nesse campeonato da elite europeia.
O que ninguém saberá avaliar é o impacto, em cada um dos países europeus, que tal competição irá ter no universo do futebol.
Vejamos o caso português. O Benfica jogaria a liga de elite europeia e teria acesso a receitas largamente superiores ao conjunto de todos os clubes portugueses, incluindo o FC Porto e o Sporting Tornar-se-ia, rapidamente, um clube desportivamente inatingível em Portugal, mas também poderia suceder-lhe ficar na metade inferior da classificação dessa luxuosa Liga Europeia. Para o comum adepto benfiquista isso seria mais interessante do que o título nacional? E seria mais entusiasmante o Benfica - Paris Saint-Germain ou o Benfica - Sporting? Será mais apaixonante o Benfica - FC Porto ou o Benfica - Juventus?
Podem, sempre, dizer-me que ao fim de uns anos de competição de elite, já nem fará sentido avaliar a questão deste forma e com este conceito. Vamos admitir que sim, mas como reagirá o povo do futebol à realidade da Liga nacional? Ou seja: estará mais interessando no Benfica - Zenit ou no FC Porto - Sporting? E será que o Benfica - Zenit acabará por preencher os requisitos de produtividade económica que impera na lógica da competição europeia?
Outra reflexão: e se Portugal, como muitos outros países europeus, ficar de fora de qualquer escolha e se os seus principais clubes perderem para sempre o importante financiamento que lhe chega da participação na Champions? Pode o futebol português ser o que ainda é, ou teremos de nos contentar com um futebolzinho do submundo europeu?
Deixo aqui, como se torna evidente, mais interrogações do que afirmações. Pessoalmente, sou e serei contra esta liga de elite europeia. Acho, mesmo, que se trata de um atentado à razão desportiva, à dimensão social e cultural do espectáculo do futebol e, pior do que isso, uma total capitulação do futebol à efémera natureza de uma cultura perigosa que se quer impor no mundo e que prescinde do humano. É assustador ver como chegámos tão próximos da teoria hitletiana da superioridade da raça!

Ganha o pior? Então empatem!
uma improvável e só raras vezes justificada premonição dos derbies, que fala no favoritismo dos que chegam ao grande jogo em pior condição. É verdade que já aconteceu, mas não é verdade que seja, sequer, uma tendência. De qualquer forma, se fosse verdade que o pior estava mais próximo de vencer o jogo, estávamos perante uma previsão clara de empate. O Benfica ficou na Champions, mas vem de duas derrotas animicamente enfraquecedoras de qualquer autoestima; o Sporting perdeu com quem não devia e nem na Liga Europa ficou.
(...)"

Vítor Serpa, in A Bola

PS: Já aqui defendi uma futura Liga Europeia, estilo Americano. E não mudei de opinião. Em determinados moldes, faz todo o sentido, os calendários competitivos europeus, evoluírem... e para o Benfica, tanto financeiramente como desportivamente será positivo.
Continuo a verificar que as criticas feitas a essa Liga, não passam de facto, de um excelente diagnóstico dos actuais problemas do futebol Europeu!!!!
A grande dúvida, é mesmo qual a dimensão dessa Liga, quantos Clubes vão lá estar: 20?! 30?! 40?! 50?!...
Do ponto de vista financeiro, deixar de fora clubes como o Ajax, o Anderlecht, o Olympiakos, o Galatasaray, o Celtic...  o Benfica, não faz qualquer sentido!!! Mesmo sendo clubes de mercados relativamente 'pequenos' são clubes que tem receitas, adeptos, audiências enormes, estarão sempre dentro da solução...
E no ponto de vista desportivo, será mais fácil numa Liga Europeia com regras similares para todos, com acesso às receitas globais, para um Benfica se sagrar Campeão Europeu, do que no actual modelo da Champions!!!
E já agora, recordam-se do ambiente do Benfica-Bayern do ano passado... Preferem jogos como o último Marítimo-Benfica?! Tem mais lógica o Benfica disputar títulos com o Feirense, o Chaves, o Arouca... ou com o Zenit, o Man United, etc...?!!!

'Cheerleading'

"O Comité Olímpico Internacional concedeu ao cheerleading estatuto olímpico provisório, o que significa que este está mais próximo de ser modalidade olímpica. Parece-me, à falta de termo técnico talvez mais adequado, uma estupidez.
Compreendo parte do argumento do COI, segundo o qual há milhões de jovens a praticar cheerleading; também compreenderia com facilidade as associações da prática a modalidades de ginástica. De qualquer forma, mesmo mantendo elasticidade no conceito de desporto - e ressalvando que é uma actividade física e que se organiza em competição -, a razão que me leva a desacreditar o cheerleading como tal tem a ver com o facto de não poder ser praticado por feios. Desde os anos 50, quando começou a sério nos EUA, que os critérios de admissão são a habilidade para dançar e o sex appeal; não conheço nenhum outro desporto que seja só para bonitos. Há desportos nos quais os lindos beneficiam, é verdade; mas não é o mesmo.
Estarei a exagerar? Possivelmente. Exagerar é coisa que me acontece bastante. O que procuro dizer é que subjacente à cultura escolar americana do cheerleading há critérios que não são desportivos e são discriminatórios. Ainda em Abril deste ano a Universidade de Washington publicou lista de exigências para as candidatas: bronzeado de praia, pestanas falsas, ausências de tatuagens, batom (de cor discreta) e vestuário que mostre a barriga. É uma coisificação, uma redução a valor material, a objecto.
Nada tenho contra, faz parte da vida, não serei seguramente eu a mudar o Mundo. O Mundo é que me muda. Agora, parece-me inegável que um desporto olímpico que se preze tem de admitir rostos pálidos, atletas que não pintem os olhos nem usem pestanas falsas, malta tatuada e, inclusivamente, gordinhas. O desporto é bonito de mais para ser perfeito."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

Ti Anica !!!

Benfiquismo (CCCXIII)

Transformar obstáculos,
em vitórias...!!!

Sporting cheio de alma?

"A minha última crónica parecia profética. Na Madeira não soubemos ter a sorte num jogo onde jogámos contra várias adversidades mas Rui Vitória fez bem em não se referir a elas porque tínhamos que ter jogado mais e melhor. Contra o Nápoles era um jogo de relativa importância, pois aquele circense Besiktas não ganha duas vezes em 100 jogos que fizesse em Kiev. Escrevi porque tinha a certeza de que o empate em Istambul, que tantos anti festejaram, nos daria a passagem segura. O FC Porto cumpriu contra a terceira linha duns ingleses de que nem a primeira equipa é forte, e que está com justiça nos oitavos de final. O Sporting continua mais agressivo nos comunicados do que nos relvados da Europa e fez hipotecar a Portugal a terceira vaga na Liga dos Campeões.
O Benfica repete a passagem na Liga dos Campeões do último ano e apura-se na Youth League. O FC Porto, mesmo com dificuldade, está nos 16 melhores da Europa, e apura-se na Youth League. O Sporting não faz parte dos 48 clubes europeus que disputam qualquer coisa na Europa, fica fora do torneio dos mais novos, mas segue intacto nos seus objectivos, agora mais concentrado. Ainda assim há quem veja o Benfica desmoralizado para o derby e o rival cheio de alma.
O meu resumo é bem mais exigente. O Benfica classificou-se, e não fez mais que a sua obrigação, pois é dos 16 melhores clubes da Europa, e era das duas melhores equipas do grupo.
No sorteio só o Leicester seria uma boa prenda, com o Mónaco tínhamos um duelo equilibrado, e com os demais estamos condenados a jogar contra as probabilidades estatísticas. Mas é muito bom estar aqui, com este interesse pelo sorteio de segunda-feira.
Domingo jogamos com o Sporting, e queremos ganhar, mas o jogo não é tão decisivo como na quart feira, contra o Real Massamá."

Sílvio Cervan, in A Bola

Vamos a eles

"Da derrota na Madeira, tão inesperada quanto injusta, prefiro salientar a excelente exibição da nossa equipa, nomeadamente até aos 75 minutos. A posse de bola a rondar os 80% e as várias oportunidades claras de golo criadas, acima da já elevada média verificada ao longo do campeonato, tornam esta avaliação, do meu ponto de vista, irrefutável.
Em suma, 'tudo' teve que acontecer para voltarmos a perder ao fim de 23 jogos na competição: péssima arbitragem (técnica e disciplinarmente); anti-jogo maritimista (com complacência de Vasco Santos, uma subespécie de árbitro); sorte do adversário no primeiro golo (não bastasse a queda de Luisão, ainda houve um desvio de Nélson Semedo que impossibilitou Ederson de defender o remate); e, sobretudo, ineficácia gritante da nossa parte.
Resta-me afirmar que, se conseguirmos criar sempre tamanha superioridade em relação aos adversários, o que não é fácil, estou certo que ganharemos todos os jogos.
Entretanto, o desaire na Madeira já lá vai e receberemos o Sporting numa posição menos confortável do que seria expectável. Uma derrota no dérbi significará a perda da liderança. No entanto, atribuo favoritismo à nossa equipa pois, além de continuar líder, tem sido aquela que, não obstante a inacreditável onda de lesões que a tem atingido, melhor futebol tem praticado ao longo da época. Por outro lado, um cenário de derrota, apesar de profundamente desagradável e de significar mais um titulo para o Sporting, em nada colocará em risco a nossa pretensão de conquista do tetra, o qual nunca conseguimos, mas que permanecerá, ainda assim, claramente ao nosso alcance. Até porque, como se sabe, não há campeões à 12.º jornada..."

João Tomaz, in O Benfica

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Visita indesejada

"Diz a tradição das superstições que, quando se recebe em casa uma visita indesejada, o remédio para espantar é colocar uma vassoura, com o cabo para baixo, atrás de uma porta. Não há estudos científicos que o comprovem, mas parece que, em poucos momentos, a visita acabará por se ir embora, sem que cause dano ou transtorno aos anfitriões. Há quem recorra a este método para despachar a todo o gás aquela vizinha que fala pelos cotovelos, o familiar afastado que sempre aparece para pedir dinheiro ou aqueles 'amigos' de longa data que só fazem visitas à hora da refeição e sem avisar.
Parece-me que este domingo ali por volta das seis da tarde, atrás de uma das portas do Estádio da Luz, vai ter de estar uma vassoura de cabo para baixo. E olhem que eu até nem sou supersticioso, mas mais vale não arriscar. Afinal, estamos a falar de visitantes indesejados que já queimaram uma parte da bancada do nosso estádio, que passam a vida a falar mal da nossa família e que vivem obcecados com aquilo que temos e com o que somos. São os mesmos que se assumem como 'diferentes', mas passam mais tempo a ver o tamanho da nossa relva do que a preocuparem-se em cuidar da sua. São aqueles que inventam conquistas para não parecerem mais pequenos. E que gostam de vir remexer no nosso lixo sempre que temos o caixote cheio.
Tal como a vizinha que fala pelos cotovelos, há que saber despachá-los. Com a vassoura atrás da porta para que seja rápido, com mestria nas acções para conseguir resultados, sem dar hipótese de resposta para que sintam a sua importância.
E depois disso, sim, continuar o nosso caminho e convidar para jantar quem souber usar talheres e não comer de boca aberta."

Ricardo Santos, in O Benfica

Haja vergonha

"Houvera necessidade de explicar o motivo de um país campeão da Europa, com o melhor jogador do mundo, e alguns dos melhores treinadores da actualidade, ter uma liga tão fraca e pouco apelativa, e o último Marítimo-Benfica seria um óptimo exemplo.
Embora com um historial respeitável, esta equipa madeirense mostrou não ter lugar naquilo que seria um campeonato conforme as exigências acima mencionadas. Na primeira parte praticou wrestling. Na segunda, teatro. Futebol? Nada. Sobrou uma chico-espertice saloia, também ela tão tipicamente lusitana - a fazer lembrar um certo Benfica-V.Guimarães da temporada passada, que tanta celeuma levantou na altura. Enquanto adepto, senti-me gozado.
A arbitragem foi um desastre, contribuindo para a encenação grotesca a que assistimos. Durante a maior parte do tempo, aos da casa valia tudo menos tirar olhos. Na ponta final, quando o Benfica precisava de cada segundo para tentar o golo, e com um critério diametralmente oposto, o juiz interrompia o jogo por coisa nenhuma, cortando-lhe o ritmo, e alimentando toda a espécie de simulações. Os seis minutos de desconto foram risíveis, dado o que se passara até então. Não queria chamar-lhe habilidade, mas...
Não é possível pretender um campeonato competitivo e compactuar com este tipo de treinadores, jogadores e árbitros, que não têm nível para o futebol de topo. Os primeiros, pela atitude tacanha de quem promove o anti-jogo como lema (e não falo de sistemas tácticos defensivos, esses absolutamente legítimos). Os últimos, pela incompetência (vamos dizer assim) na gestão do espectáculo.
Pobre desporto."

Luís Fialho, in O Benfica

Os números nunca mentem

"Terminou a fase de grupos das competições europeias de futebol e o balanço português deve considerar-se agridoce.
Por um lado, duas equipas lusitanas acederam aos oitavos de final da Champions, o que coloca a Liga portuguesa muito bem situada, a par de Itália e França, com um representante menos que Inglaterra e Alemanha e com menos dois que a Espanha. Ou seja, só a Liga portuguesa acompanha as Big Five do futebol europeu.
Identificado este lado solar das provas da UEFA na óptica nacional, há que não esconder o lado lunar, frio, escuro e pejado de perigos. Que começa logo pelo facto de não haver portugueses na Liga Europa, um mar onde é normalmente mais acessível pescar pontos que sustentem o ranking da UEFA, onde a posição lusitana é periclitante. Depois, olhando para os números e sem que seja preciso torturá-los, verifica-se que em 72 pontos possíveis na fase de grupos, as equipas nacionais não somaram mais do que 28, o que dá uma percentagem medíocre de 38,8%.
Dito tudo isto, não será possível olhar para o futuro sem a preocupação de quem sabe que a actual situação (esta época está à beira de ser ultrapassado pela Rússia) nos coloca na antecâmara de perder um dos representantes directos na Champions. O quadro emergente remete-nos para uma vaga certa na Liga milionária (campeão) e outra (vice-campeão) na terceira pré. Até hoje, com três crónicos candidatos ao título, havia espaço na Europa rica para todos. O futuro virá mostrar um cenário em que a competição interna será ainda mais feroz."

José Manuel Delgado, in A Bola

Adeus, desculpas

"Na verdade, a Jorge Jesus sobra-lhe apenas um objetivo no Sporting, e é dos obrigatórios: ser campeão esta época.

Era o único resultado proibido, porém o Sporting, na gelada Polónia, deslizou mesmo para o lado errado do resultado e capitulou perante um frágil Légia, apagando-se no circuito da UEFA. Se o desfecho com que os verdes e brancos regressaram de Varsóvia foi uma deceção que os reduz às competições internas e lhes deixa azia nos estômagos para uns bons meses, o que dizer do discurso do seu treinador? Incidindo no essencial, toca-se na coerência do que diz Jorge Jesus. Ou na falta dela. Duas semanas antes, saído de nova derrota pela margem mínima (e outra vez nos derradeiros instantes) no duelo de volta com o Real Madrid, o técnico despediu-se da Champions com uma piscadela aos adeptos em jeito de promessa e um aviso aos antagonistas. "Resta-nos o apuramento para a Liga Europa. Temos condições de fazer uma prova muito bonita, e isso é chegar longe", atirou então Jesus, "embalado" pela réplica dada ao campeão europeu. À quinta derrota, e queimadas as hipóteses de derivação para a segunda montra de motivação e valorização dos jogadores, a mensagem foi de um conformismo assustador, desde logo pela forma como anulou à estrutura leonina (e ao canal televisivo oficial...) o recurso à responsabilização da equipa de arbitragem pela perda de três pontos e pelo consequente capotamento. "Agora há outros objetivos importantes em Portugal para conquistar", disse. Na verdade, lembrando o pesado investimento na armação do plantel, há apenas um: ser campeão! A alternativa é uma montanha de sarilhos."

O Sporting vive uma crise de valores

"O afastamento das competições europeias provou que o Sporting vive hoje uma grande crise de valores: valores financeiros, antes de mais.
Mas não só.
Jorge Jesus disse no final do jogo, por exemplo, que o clube precisa de conquistar títulos em Portugal antes de partir para uma odisseia de afirmação internacional. 
Ora não podia estar mais em desacordo.
Na verdade até podia concordar com a afirmação do treinador, se ela viesse virada do avesso: o clube precisa de se afirmar internacionalmente para conquistar títulos em Portugal.
Afirmar-se na Europa significa apostar na divulgação do nome do clube. Gerar mais simpatia, conquistar novos mercados, internacionalizar a marca.
Mas significa mais do que isso: significa também que o Sporting consegue exibir os jogadores nas maiores montras do futebol europeu.
Em dimensões diferentes, naturalmente, Liga dos Campeões e Liga Europa não são iguais, mas quando a segunda chega aos jogos finais adquire um peso sério. Ter a equipa nos grandes jogos europeus valoriza os atletas, valoriza os clubes e valoriza a assinatura.
Conseguir uma afirmação europeia, portanto, significa no fundo somar dinheiro e acrescentar valor. Que é na verdade o primeiro passo para ser grande: tão grande como os maiores da Europa, no caso do Sporting.
Numa altura em que o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior, torna-se precioso não descolar do pelotão da frente: torna-se precioso não descolar de Benfica e FC Porto.
Para isso é preciso dinheiro, e o dinheiro nestes novos tempos chega sobretudo de duas formas: prémios da UEFA e vendas de jogadores.
Ora tanto a primeira forma, como a segunda impõem uma afirmação internacional.
Basta olhar para o último ano.
A Seleção Nacional foi campeã europeia e adquiriu com isso um profundo capital de credibilidade. Curiosamente no onze titular havia quatro jogadores do Sporting, sendo que três deles construíam o coração da equipa: construíam o meio campo de Portugal.
Foi a partir daí que o mundo conseguiu olhar para Alvalade e ver mais do que o berço de jovens promessas. Conseguiu ver o repositório de craques de nível mundial.
Por isso os grandes clubes de Inglaterra e Itália gastaram fortunas para levar João Mário, claro, mas também Slimani, arrastado na corrente de confiança gerada em Alvalade.
A lista de grandes negócios feitos na sequência de boas campanhas europeias é extensa e podia seguir pelos rivais do Sporting. Mas não vale a pena ir por aí, tornava-se até cansativo. O essencial passa por sublinhar que os grandes portugueses precisam de dinheiro para construir grandes equipas e atingir os ambicionados títulos nacionais.
Caso contrário, é verdade, torna-se um caso levado ao extremo.
Ou seja, o Sporting até pode ser campeão esta época, investiu para isso, sem dúvida, mas dificilmente conseguirá mais do que fez em 2002: um título isolado e com uma enorme fatura, que o clube tem de pagar nos anos seguintes.
Para evitar que o caminho para o título nacional se torne um problema, é preciso começar por afirmar o clube internacionalmente, e na Europa em particular.
Por isso regressa-se ao início do texto, para dizer que o Sporting atravessa uma crise de valores. Valores financeiros, sim, mas também valores classificativos: as prioridades estão trocadas."

Aquecimento... com uma surpresa!

Benfiquismo (CCCXII)

Na Catedral...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Temos de reagir... (estou a estranhar tanto silêncio)

"Como não tenho dúvidas da superioridade da máquina do Benfica, que me perdoem os que não são, desta vez... vamos ganhar nós.

Ainda o Marítimo - Benfica
Na Madeira, com o dilúvio... eis que o mundo do futebol português veio abaixo. Dez meses, o Benfica perdeu um jogo. Nesse jogo, em que o Marítimo inaugurou a última bancada de um Estádio que há muito merecia, houve, talvez por essa mesma razão, um adicional de alma para os verde-rubros. Nada de anormal, pois então!
Nada de anormal numa equipa que se agigante e que ganhou ao maior de Portugal.
Especialmente numa data festiva. O problema não residiu aí... mas antes numa arbitragem que tudo fez (porventura involuntariamente... acrescento eu...) para que o Benfica não ganhasse na Madeira!
E nem o facto de o Benfica não ter conseguido atingir os níveis exibicionais de outras partidas, pode desculpar esses 'empurrões'. Porque, para além de permitir todo o jogo violento aos nossos adversários, deixou-os 'gozar' com a nossa cara, ao inventarem sucessivas e caricatas lesões que não passavam de simulacros de dores, sem que essas interrupções tivessem uma real contrapartida no tempo final extra concedido.
Uma vergonha que começou o ano passado quando tentaram impedir-nos o tri, depois da vitória em Alvalade. Pois este ano, os abusos começam mais cedo...
E não haverá ninguém com coragem para dar 10, 12 ou 15 minutos a mais, por ser o que corresponde à realidade?
Eu sei que isso só acontece a quem - como o Benfica, na Madeira - jogou menos bem...
Mas, a jogar o que jogamos, com tanta oportunidade perdida, se o tempo concedido fosse idêntico ao passado pelos jogadores adversários em assistências a lesões simuladas, teríamos tido tempo suficiente para empatar e, até, ganhar, tantas foram as oportunidades perdidas no pouco que se conseguiu jogar nos Barreiros!
 E o que dizer de tanta entrada à margem das leis, sem qualquer amarelo... por cada jogador? Temos de apontar o dedo e acusar quem, depois de entradas tão duras, chama o jogador que vai repetindo o jogo violento e lhe diz que da próxima é que é!!!
Porque, para além de permitir, uma,... duas,... três,... quatro,... cinco vezes entradas à margem das leis, o árbitro que assim age, para além de perder mais tempo, ainda avisa o jogador que, a partir daquela momento, não pode agredir mais os adversários, deixando essa função para outro colega. Ou seja, como que aconselhando que tem que ser outro a 'bater'. Para que comece a contagem de novo.
Béla Gutmann, naquele seu jeito de explicar de forma simples o que alguns teóricos de hoje tanto complicam, costumava dizer: «Quando se está em dia não, luta-se pela sorte; quando se está em dia sim, basta aproveitá-la».
Com quem ele e nós não contávamos - e é bom que também não contemos daqui para a frente e que nos insurjamos de forma clara e pública contra isso - era com uma arbitragem permissiva e complacente de Vasco Santos. Se calhar a maior culpa nem será dele. Então para o jogo da jornada nomeiam um árbitro que esteve parte da época passada sem actividade, por lesão, e, consequentemente, sem classificação? E ainda querem que não falemos?

Combater o critério deles na nomeação dos árbitros... já no próximo jogo
Como diria José Manuel Delgado, na crónica de sábado passado, ao jogo do Funchal - e cito - «A última meia hora dava para escrever um manual de antijogo, com prefácio do árbitro». Pois dava... como deu!
Mas, atrevemo-nos a perguntar, com aquela escolha não saibam ao que iam?

Outros houve que se deram ao luxo, na nossa ida ao Dragão, de terem escolhido o árbitro. Os dois co-presidentes do clube anti-Benfica - de não dada - vão fazer tudo, a cada jogador, para nos pressionar. Pois, por mim, não quero, mas não posso aceitar outra escolha 'dirigida'... do Presidente do clube onde jogam os filhos de alguns Pais!!!
Temos de reagir a esta dualidade de critérios!

Estou no Brasil, por razões profissionais, desde a passada terça-feira e só chegarei na segunda depois do jogo. E gostaria que pelo menos, para o próximo jogo não inventassem novas nomeações...
Ou melhor, gostaria que o árbitro de cada um dos nossos próximos jogos não fosse quem se diz que os nossos adversários querem...
Eu estou a avisar e só me espanta tanto silêncio...
Porque seria fácil - para designar o árbitro do próximo Benfica-Sporting - ter olhado para a classificação do ano anterior e escolher um dos internacionais bem colocados... E bem colocado queria dizer 1.º, 2.º, 3.º, 4.º, 5.º, 6.º, 7.º... Perceberam?

Podem ir por outro lado! Podem até escolher outro árbitro que o ano passado tenha estado sem apitar a maior parte da época, por razões físicas... e, por isso, em baixa de forma! Poder, podem! Mas não nos 'comam por parvos'!!!


Benfica-Sporting? Vai ganhar o mais determinado
Porque, sendo o árbitro imparcial, ganhará o jogo a equipa que for mais determinada.
Ou o que aliar, a essa determinação, a capacidade - demonstrada pela respectiva estrutura - de manter o 'grupo de trabalho' afastado das 'guerras' da semana e... dos resultados das respectivas noites europeias! Ou seja, será um derby em que muito se jogará nessa capacidade de perseguir os objectivos que cada estrutura demonstrará.
E como não tenho dúvidas da superioridade da máquina do Benfica, que me perdoem os que não são, mas, desta vez... vamos ganhar nós!!!
Com a certeza de que em vez de... não há duas sem três... à terceira é de vez!!!
Mas que os homens andam cheios de fé, lá isso andam... Uns e outros!

Uma (má) noite Europeia
Até porque foi muito importante a passagem aos 1/8 de final da Liga dos Campeões.
Não vi o jogo com o Nápoles (por estar em S. Paulo) como não vou ver o jogo contra o Sporting (por estar no Rio, depois de ter passado por Curitiba), mas li as mensagens que me enviaram!!! E percebi que o bom da noite de terça... foi o apuramento!
Pelo que significou para a nossa continuidade na Liga dos Campeões e para o adicional de alma que nos deu para o jogo do próximo domingo.
Porque, também aí, cada um cumpriu o seu destino. O Benfica na Liga dos Campeões!
Os outros... onde o 'karma' deles os quis!!!!
Embora sempre ouçamos dizer que o destino não é mais que o resultados das nossas decisões. E como decisões é lá com eles...
Apesar de estar no Brasil, soube agora que:

A FPF decidiu abrir guerra ao antijogo
Finalmente...

Jorge Sousa apita o Benfica-Sporting
Surpreendentemente..."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Vitória com derrota?

"Em A Bola, Vítor Manuel resumiu perfeitamente o encontro na Luz para a Champions: «Derrota justa, apuramento justo». Também a manchete de ontem traduz rigorosamente o estado de espírito no final do jogo: «Sorriso amarelo».
Este jogo evidenciou a recorrente dificuldade da equipa nos jogos com adversários mais difíceis, regra só contrariada frente ao Bayern, apesar de eliminada.
A normalidade está expressa na classificação e resultados: o Benfica venceu os dois jogos com o D. Kiev, empatou os encontros com os turcos (ainda que ingloriamente, cá e lá) e perdeu as duas partidas com o Nápoles. Apurado com 8 pontos, quando já foi, antes, eliminado com 10.
Felizmente para o Benfica, no gelo de Kiev, faltaram aos turcos 7 golos para ser apurado! Coisa de somenos, depois de um golo festejado por um tal Talisca como nunca o vi fazer na Luz, e da pesporrência de um tal Quaresma que, mesmo fora de Portugal, continua a expressar o mais primário ódio pelo Benfica. Por ele, fiquei feliz e agradeço ao Dínamo o traumatismo ucraniano de terça-feira.
Vem aí o dérbi dos dérbies. Sempre imprevisível no resultado e nas consequências. Eu, treinador (leigo) de bancada, recolocava Jardel na defesa, onde o grande Luisão revela dificuldades em jogos difíceis e Lindelof deve andar perturbado com as entrevistas dia-sim, dia-sim do seu empresário. O perfume do futebol de Rafa deve estar no relvado desde o início e talvez o magnífico Salvio deva descansar. Por fim, Carrillo deve continuar no banco (ou mesmo sair para dar a vez a Zivkovic) para não ser acordado da letargia com que costuma entrar perto do fim."

Bagão Félix, in A Bola

Vitória no Funchal

Madeira SAD 27 - 30 Benfica
(15-14)

Esta equipa continua a dar provas de muita garra. O jogo até não estava a correr bem... estávamos a perder... começamos a levar exclusões de 2 minutos em catadupa... e demos a volta ao marcador!!!

Derrota no Barreiro

Galitos 69 - 68 Benfica
14-20, 21-18, 15-11, 19-19

Infelizmente este resultado não me surpreendeu!!! O Benfica continua a demonstrar bastantes limitações, contra adversários internos bem orientados, com algum valor, vamos sempre ter dificuldades... Na Europa, a motivação extra dos jogadores, acaba por esconder alguns problemas, na Liga talvez só no play-off essa aplicação extra, vá aparecer!!!
As ausências do Carlos Andrade e do Barroso não ajudaram, principalmente do primeiro, mas não pode explicar a derrota, nem a forma 'macia' como defendemos!!! Tal como já tinha acontecido nos Açores, voltámos a perder a luta dos ressaltos!!!!

A vantagem que ganhámos com a vitória frente aos Corruptos, já foi !!! Agora temos 3 equipas em igualdade, é verdade que na 2.ª volta vamos receber na Luz, as três equipas mais fortes (Corruptos, Galitos e Oliveirense), mas com os jogos Europeus pelo meio, tenho muito receio de perder a 'vantagem' de jogar em casa no play-off...