Últimas indefectivações

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Confio muito em Jorge Jesus

"Aparentemente o estágio do Benfica baixou a notação do ranking de confiança dos adeptos numa boa época. Sou sensível a alguns argumentos, mas não vejo razões para pânico. O rating da República parece bem mais frágil.

Com um lateral esquerdo bem comprado, com o regresso de Luisão, Garay e Maxi, teremos todas as condições para fazer uma excelente época.

Desde que o objectivo não seja ser campeão em Agosto, nem bater o recorde de camisolas vendidas, e seja o construir uma equipa competitiva, tudo estará a correr os seus termos.

Eu confio muito na capacidade de Jorge Jesus. Haverá seguramente uma opção ou outra de que vou discordar, uma dispensa que não faria ou uma contratação que poderia evitar.

Mas no essencial, sei que Jesus fará uma equipa para lutar por todos os títulos que vamos disputar.

O que falta a Jesus, neste momento é tempo e o que sobra são palpites.

Tempo para apresentar uma equipa que vença e convença já na pré-eliminatória da Liga dos Campeões dia 26 ou 27 de Julho.

A compra deste médio belga, de cabelo fashion e discurso malandro foi acertada e tapou um dos últimos buracos que o plantel ainda tinha.

A recuperação de Ruben Amorim e um lateral de qualidade para a esquerda resolvem os outros. Temos quase dois jogadores por posição, com tempo e Jesus, isto chegará lá.

Como dizia um amigo portista com quem almoçava na quarta-feira, «estou com medo deste Benfica humilde e preocupado» normalmente acaba a vencer. Gosto mais quando «vos vejo fanfarrões e campeões antes de começar a época porque normalmente não chegam a Dezembro».

Que seja como ele diz, porque o Porto parece estar muito forte e Sporting mais perto da frente.

Até 31 de Agosto poderá mudar muita coisa ou quase nada. Hoje, no sorteio, queria o Odense ou o Zurique."


Sílvio Cervan, in A Bola

Prata

O Marcos Chuva conquistou esta tarde a medalha de prata nos Campeonatos da Europa de sub-23, no salto em comprimento com 7,94m, que se estão a realizar em Ostrava na República Checa.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Que bom, não vamos ser os grandes campeões do defeso

"São já muitas as pré-temporadas do Benfica que prometem maravilhas que se desvanecem ao primeiro contacto com a realidade


repararam, com certeza, que a pré-temporada do Benfica está a deixar eufóricos os nossos adversários. Compreende-se e não lhes pode levar a mal. Sentiríamos exactamente o mesmo no lugar deles.

Do meu ponto de vista, o que me desagradou mais nesta semana suíça não foi o empate com o Servette, nem a derrota com o Dijon, nem a lamentável linha defensiva de recurso, nem a atabalhoada linha média em concurso, nem a ineficiente linha atacante sem discurso.

Estes são apenas pormenores que o tempo, se houver bons ventos, se encarregará de corrigir e de pôr na ordem. O que mais me desagradou foi o facto de não se ter visto um sorriso de um jogador do Benfica ou de um responsável do Benfica ao longo dos 90 minutos vezes 3 jogos na Suíça.

Também não me afundo em pessimismos como alguns adeptos do Benfica que já deitaram a toalha ao chão e ainda Agosto vem longe.

-Bruno César conseguiu aparecer ainda mais gordo no terceiro jogo do que no primeiro jogo! - disse-me ainda ontem um amigo benfiquista, com muita amargura.

-Com Nuno Gomes não tínhamos perdidos com o Dijon - disse logo outro que ia a passar furibundo.

Com o devido respeito pelas opiniões em contrário, julgo que estão a analisar mal a questão. Tudo isto é pensado, científico.

Este ano o Benfica apostou fortemente em começar bem a época, ao contrário do que sucedeu na época passada e em muitas, mas mesmo muitas épocas anteriores. E para começar bem a época a sério, muito provavelmente, tem de começar mal na pré-temporada. É que também são já muitas as grandes pré-temporadas do Benfica que prometem maravilhas que se desvanecem ao primeiro contacto com a realidade.

Portanto, esta época a sério só pode nos pode correr muito bem.

É com grande alívio que devemos constatar que este ano, finalmente, não vamos ser os campeões do defeso.




NA imprensa, a semana arrancou com notícias do interesse do Benfica em Alex Sandro. Portanto, foi sem grande surpresa que os benfiquistas leram ontem na primeira página deste jornal que Alex Sandro assinou um contrato com o FC Porto. Como é público, o FC Porto tem um espião infiltrado na estrutura da Luz e sabe sempre antecipar-se ao Benfica nestas jogadas.

Também não se percebe bem porque razão há-de o Pinto da Costa estar a gastar dinheiro com um espião na Luz quando lhe basta, todas as manhãs, ao sair de casa deitar uma espreitadela aos quiosques e ler nas primeiras páginas dos jornais os nomes de todos os jogadores que interessam e não interessam ao Benfica.

Voltemos a Alex Sandro. Trata-se de um defesa-esquerdo brasileiro que é o habitual suplente de Léo no Santos. Léo está feliz em São Paulo e recentemente afirmou que depois de deixar de jogar o seu maior desejo é chegar a presidente do Santos. Léo cumpriu umas épocas de excelente nível na Luz e deixou saudades.

Só com a expulsão Coentrão na Luz, há dois anos, é que os adeptos do Benfica deixaram de chorar por Léo que se foi embora quase sem ter tempo para se despedir depois de se ter incompatibilizado com Quique Flores. Foi assim, registe-se porque não vá haver outras teorias, que os jornais da especialidade nos contaram a história.

Mas, na verdade, nunca há nada a lamentar nestes enredos. Se Léo não se tivesse desagradado com Quique Flores o mais provável é que Fábio Coentrão nunca tivesse vingado na Luz e estivesse hoje emprestado ao FC Badajoz, ou pior. Benditas sejam, portanto, estas voltas do futebol. E que o FC Porto leve o Alex Sandro à vontade.



ANDRÉ VILLAS BOAS nasceu com uma boa estrelinha. Tem sorte, enfim. Começou a treinar em Inglaterra no preciso momento em que um dos mais temidos e execráveis tablóides inglesses chega ao fim da linha. O News of the World não resisitiu a um escândalo que envolveu escutas telefónicas ilegais, fechou as portas e, certamente, não irá incomodar Villas Boas como tanto incomodou Mourinho num passado recente.

Não há nada que não acabe, é verdade. O News of the World era um jornal centenário, fundado em 1843, cinquenta anos antes da fundação do FC Porto. Ou 63 anos antes, como gostarem mais.

Mas mesmo no seu estertor, ou seja, na sua última edição, o News of the World ainda conseguiu entrar no balneário do Chelsea para publicar o código Villas Boas, um documento interno que vai reger os comportamentos e os horários de trabalho dos jogadores dos blues de Stamford Bridge. Como é possível que uma coisa destas aconteça num clube tão bem organizado como é o Chelsea?

Só pode significar que Pinto da Costa deslocou o apregoado espião que tinha na Luz para Londres de modo a saber tudo o que se passa no Chelsea, como sabia tudo o que se passava no Benfica, e a poder desacreditar o seu ex-treinador junto da exigentíssima imprensa britânica. Isto é muito verosímil.




DIEGO MARADONA veio em socorro de Lionel Messi e fez muito bem. A Argentina em peso não perdoa ao melhor jogador do mundo que não seja, ao serviço da Pátria, o melhor jogador do mundo igualzinho àquele que joga no Barcelona.

A situação faz lembrar muito o que se passa com Portugal em peso e com Cristiano Ronaldo sempre que este melhor jogador do mundo defende as cores da Selecção Nacional. Joga invariavelmente debaixo de um coro de assobios e de 'ohs!' de decepção porque este nosso melhor jogador do mundo é, francamente, muito melhor jogador do mundo quando joga com a camisola do Real Madrid.

Maradona não se limitou a consolar Messi face à incompreensão dos adeptos argentinos como resolveu dar uma aula pública sobre o assunto. «Na Argentina, onde estão o Iniesta, o Piqué o Xavi?», perguntou Diego Armando aos jornalistas seus compatriotas. Sem querer dar razão à força a Maradona, não haja dúvida que se passa um bocado mesmo a coisa com Cristiano Ronaldo quando joga na selecção portuguesa. Onde é que está um Casillas, um Alonso ou um Sérgio Ramos na equipa nacional?

Um Pepe e um Fábio Coentrão ainda se arranjam...




CÉSAR PEIXOTO tem vindo a ser notícia porque quer sair do Benfica onde apenas é solicitado para jogar como defesa-esquerdo, posição que não é a sua e que lhe desagrada.

Maior do que o seu desagrado com o trabalho que lhe confiam na Luz é o desagrado dos adeptos do Benfica sempre que César Peixoto toca na bola. Já ouvi dizer a muitos benfiquistas que a saída de César Peixoto é uma coisa boa para o Benfica. Estão profundamente enganados. É uma coisa péssima porque agora não há quem assobiar no Estádio da Luz. Também é verdade que, pelo que se viu na Suíça, não vai ser difícil aos adeptos do Benfica elegerem rapidamente um qualquer substituto para Peixoto."


Leonor Pinhão, in A Bola

Comentário sobre comentários

"Como em quase tudo na vida, o resultado condiciona a apreciação do que a ele conduz. No fundo, exprime uma consonância não polémica e evita o trabalho de justificar o seu contrário.

No desporto, esta regra é quase levada à categoria de universal. Os comentários sobre um jogo acabam sempre por dar razão ao resultado. À falta de melhor conclusão, há sempre a velha frase «não obstante, o resultado acaba por justificar-se». Como se vê pelo uso do verbo reflexivo, o dito resultado contém em si a justificação.

Para se perceber como esta regra, quase pavloviana, nem sempre condiz com o jogo, seria interessante fazer um teste. Imaginemos que um comentador não vê os últimos cinco minutos da final da Liga Europa e que nesses derradeiros momentos o Braga marcaria e acabaria por ser vitorioso. Ora, sem os minutos finais e com o resultado favorável ao Porto, a sua análise seria a esperada: «O Porto foi um justo vencedor. Teve mais bola, foi inteligente na ocupação do espaço, o Braga esteve quase sempre manietado por uma defesa alta dos portistas, e não teve antídoto sempre que o Porto acelerava e flanqueava o seu jogo. Uma vitória do colectivo alicerçada em valores individuais de classe.»

O mesmíssimo comentador, caso tivesse assistido à reviravolta do resultado nos últimos minutos, já remataria o seu comentário de maneira bem diversa: «Jogando com paciência e cinismo, o Braga acabou por ver premiada a sua inteligência táctica e o rigor posicional. Foi cirurgicamente venenoso nos seus rápidos contra-ataques que abalaram a defesa portista. Uma vitória do carácter, da persisitência e da ousadia.»

Que me perdoem os bons profissionais, mas percebe-se por que razão o som da minha TV vai ficando imperceptível quando vejo um jogo..."

Bagão Félix, in A Bola

Witsel



Um bom jogador, que vai acrescentar qualidade ao plantel. É claramente um '8', muito parecido com o 'nosso' ex-Ramires.

Na época anterior as transições defensivas foram o nosso principal problema, este é o tipo de jogador que ajuda a equilibrar o equipa, marca golos, mas mais importante, pressiona, recupera, usa o físico, e faz as faltas 'necessárias' (prevejo uma campanha anti-Witsel por parte dos nossos inimigos, estilo David Luíz)...

O Jesus 'encaixou' o Ramires na ala direita no seu esquema habitual, não sei se vai fazer o mesmo com o Witsel, mas prevejo algumas experiências nos próximos jogos!!! Na Suíça, o Jesus exprimentou um 'Plano B' durante alguns minutos, o 4-2-3-1. Creio que nos jogos de grau de dificuldade mais elevado, esta será a melhor opção, o sucesso deste esquema na minha opinião vai depender de qual o jogador escolhido para jogar à frente da dupla Javi/Witsel e atrás do Cardozo: Parece-me que o Jara, Gaitán ou Bruno César são os jogadores com melhores caracteristicas para esta posição, em sentido contrário acho que o Martins, o Aimar e o Saviola 'encaixam' mal neste esquema...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Provavelmente a exibição mais conseguida, com o pior resultado nesta passagem pela Suiça!!!


szólj hozzá: Dijon 2-1 Benfica

Dijon 2 - 1 Benfica



Ainda não foi desta que consegui ver os 90 minutos, mas já vi o suficiente para uma curta analise:
Nos primeiros jogos houve demasiadas e desnecessárias adaptações, principalmente no trio de médios ofensivos, hoje os jogadores jogaram no seu devido lugar (excepto no início da segunda parte, na fase das substituições sucessivas, mas no final estavam todos no sítio!!!)...
Não houve massacre, mas criámos oportunidades suficientes para marcar vários golos, com as substituições, perdemos fluidez, sem o Aimar e sem o Carlos Martins falta 'liderança' no controle do jogo... com o 11 inicial (sem substituições), não tínhamos perdido o jogo...
Considero a aposta na dupla Javi/Matic no meio, muito interessante. A equipa ainda não está rotinada, mas este esquema pode ser o Plano B (foi assim que jogámos no Dragay para a Taça, e resultou...), que tantas vezes temos criticado não existir no Benfica de Jesus.
Apesar dos poucos minutos, gostei do Mora.
A ausência dos provavelmente 4 titulares na defesa, é um facto. A marcação da Copa América para Julho é uma das ideias mais absurdas do Mundo do futebol, dos últimos anos... quem acha que os resultados do Benfica nesta pré-época, podiam (ou deviam) ficar imunes à ausência do Luisão e do Maxi, ainda deve acreditar no Pai Natal... a questão do defesa-esquerdo já devia estar resolvida...
Com estes 3 jogos em 4 dias, com adversários de nível diferente, parece-me que o entrosamento ofensivo melhorou (não podemos esquecer que hoje, o 11 que terminou o jogo era praticamente composto por jogadores novos). Notou-se como seria de esperar dificuldades defensivas, se nos primeiros jogos houve falhas individuais, hoje falhou o posicionamento perante os contra-ataques adversários... conclusão: espero a eliminação rápida do Uruguai, do Brasil, e da Argentina!!! Numa pré-época normal haveria muito tempo para melhorar as rotinas, mas enquanto a Liga só começa daqui a 1 mês, a pré-eliminatória da Liga dos Campeões está quase à 'porta'. Cada vez estou mais convencido que é imperioso evitar no Sorteio, equipas que neste momento estejam a meio das suas épocas...!!!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Campeões

"Estou a 'folhear', no site do Benfica, as capas do nosso Jornal, de 2007 para cá, e espero bem que se realizem os sonhos de Luisão e tantos atletas que esperam voltar a ser campeões no Benfica, justificando, assim, o orgulho de Aimar em representar este Clube. Para isso precisamos de voltar a jogar o dobro, propósito de Jorge Jesus, de ter, como à entrada da época 2009/10, o rosto da equipa, com a determinação e a máscara do esforço de Luisão, e de sentir a Mística, como tantos a sentiram logo à chegada.

Mas este clube não é só futebol, e temos os nossos meninos e meninas de ouro - Évora, Vanessa, Telma -, e mais um Basquetebol Bicampeão, um Futsal e um Hóquei em Patins vencedores na Europa.

Mas o Benfica 'não é só um Clube'. E lá vêm os testemunhos na capa do Jornal: A Fundação Benfica, a nova Luz e as centenas de Casas que alimentam por todo o País a 'chama imensa', o Caixa Futebol Campus, o canal de televisão, o Centro de Documentação e o Museu que aí vem, a Democracia, que nas eleições mais participadas de todo o Futebol em Portugal reelegeu Luís Filipe Vieira, mais essa realidade que, no Jornal em Outubro de 2009, se cifrava em 200 mil Sócios, mas onde isso já vai.

O combate contra o Sistema e a mentira desportiva é uma constante deste Jornal e deste Clube 'Xistrado', espoliado pela 'impunidade' e a 'pouca vergonha', títulos abertos sobre fronhas de figuras sinistras, no estado 'siciliano' do Futebol português, palavra do presidente de 25 de Julho de 2008.

Um Jornal que vai fazendo a crónica de um Clube com história e memória - 'Eusébio é património de todos', 'Obrigado José (Torres)', 50 Anos e 'Estávamos a fazer história'.

Um Clube de Campeões, manchete tantas vezes conquistada. A mais recente foi na semana passada."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Corruptos de todo o País: Uni-vos!

"Com o regresso do cão d'água alaranjado às velhas charnecas britânicas onde ele teima terem nascido as matilhas que o antecederam, vê-se por aí muita animação de gente que parece não fazer a mínima noção das suas verdadeiras faculdades. Dificilmente o seu mérito terá sido tão pequeno nas caçadas que o ano passado levou a cabo pelas coutadas aqui vizinhas, limitando-se a correr esbaforido para apanhar os pombos, as rolas e as perdizes que os caçadores de preto iam abatendo para seu deleite. Ladrando sempre muito, para se fazer ouvir, o apatetado canídeo correu para aqui e para ali numa fona de arrebanhar tudo o que pudesse. Não lhe reconheço maior capacidade do que ter um faro activo. De resto, os cães d'água nunca foram famosos pela inteligência.

Sem dúvidas quanto ao que aqui relato, o dono do cão, ao vê-lo fugir, encolheu os ombros. Desde que não lhe fujam os caçadores que, de joelhos e de cócoras, vão dando tiros certeiros na bicharada que é preciso apanhar. Estão aí, às ordens do dono, submissos e voluntariosos, disponíveis e fáceis como estão há mais de 30 anos.

Atacado por uma demência alucinada que o transforma numa das figuras mais grotescas de Portugal no último quartel do Século XX e do início deste amaldiçoado Século XXI, o dono do cão acorda de quando em vez no auge de excitações. Talvez depois de ter visto perfilada na sua frente uma fileira de corruptos assaltantes de estrada de clavina ao ombro e olhos postos no esvoaçar da passarada, pensou para com os seus botões:

'Sou sério? Não. Sou honesto? Não. Sou corrupto e corruptor? Sou. É necessário muitos outros como eu!' E gritou: 'Corruptos de todo o país: uni-vos!'

O seu cérebro caliginoso repleto de fungos agitou-se: 'É preciso um partido! Um partido de gente como eu. Tomaremos conta da Câmara Corporativa e já posso ir lá comer à borla todos os dias, em vez de só uma vez por ano'."


Afonso de Melo, in O Benfica

Mentira

"A despromoção do histórico River Plate, da Argentina, à II Divisão daquele país, transformou-se, na última semana, num dos acontecimentos mais sonoros do 'mundo da bola'. Toda a Imprensa internacional fez referência ao acontecimento, tido por improvável, a julgar pelo histórico invejável de um dos clubes mais laureados e prestigiados a nível planetário.
Ficou-se também a saber que, nos imensos campeonatos de todos os países, apenas 24 emblemas militaram sempre no escalão principal dos seus países. O nosso Benfica, evidentemente, integra esse lote de excelência, acompanhado, no que a Portugal diz respeito, pelo Sporting e pelo FC Porto.

Só que, muitos não sabem, o clube nortenho, apenas o conseguiu mercê do proteccionismo vergonhoso da Federação de Futebol. Em duas ocasiões (39/40 e 41/42), o FC Porto não poderia ter disputado o Campeonato da nossa I Divisão.

Nesse tempo, a Associação do Porto organizava uma prova para apurar duas equipas que disputariam a prova maior. Em 39/40, os dois primeiros classificados foram o Leixões e o Académico, enquanto em 41/42, foram o Leça e de novo o Académico a garantirem sucesso.

O que fez a Federação Portuguesa de Futebol? Promoveu dois alargamentos cirúrgicos com o fito de contemplar o FC Porto. Essas duas entradas pela porta dos fundos, mercê do amparo escandaloso dos responsáveis federativos nunca são referidos pelos portistas. Pior do que isso, não é o FC Porto que se queixa de protecção institucional aos grandes de Lisboa, particularmente ao Benfica, antes da Revolução de Abril? Quanto descaramento, quanta desfaçatez! Pela boca morre... o FC Porto."


João Malheiro, in O Benfica

domingo, 10 de julho de 2011

...depois do aquecimento de ontem, hoje o treino já foi a sério...



Servette 1 - 1 Benfica

1º Jogo e Uma mensagem para JJ

Complementando o post do amigo abidos,

gostei da "Flash" em que o Miguel Vitor disse entre outras, a enorme vontade que tem em demonstrar que tem lugar no plantel.

Para mim tem!

A desculpa da estatura já aborrece, vamos JJ, dá lá o braço a torcer desta vez!!!

E o Roderick pode perfeitamente rodar numa equipa do principal escalão, iria-o fazer potenciar o talento que tem.

Em relação a GR, estamos falados com Artur (N.º1)

VAMOS COM LUTA e TRABALHO arrasar o lastro que nos colocam.

sábado, 9 de julho de 2011

Aquecimento simpático !!!





Sel. Friburgo 1 - 9 Benfica


Só consegui ver os primeiros 8 minutos, portanto sobre o jogo tenho pouco para dizer...

Mas sobre o adversário tenho uma observação: Estes primeiros jogos da temporada, são quase sempre treinos contra adversários de divisões inferiores, todas as equipas o fazem. Algumas até costumam fazer 3 ou 4 jogos consecutivos, com goleadas, contra estas equipas. Conseguem até receber odes hiperbólicas após estes jogos. No Benfica durante muitos anos isso também foi verdade, mas com a entrada de Jorge Jesus, estes jogos 'acabaram'!!! O Benfica logo nos estágios, em dias consecutivos, começou a defrontar adversários de valia, ao contrário dos outros. Hoje por motivos alheios ao Benfica, voltámos a defrontar uma equipa muito fraquinha, voltámos a golear, tudo normal... amanhã(!!!) o adversário já será de grau dificuldade maior. A obsessão em encontrar sempre alguma coisa de errado na organização do Benfica já irrita...

Para confirmar a minha teoria (ou não!!!), os Lagartos hoje 'golearam' uma 'experiente equipa da Alta de Lisboa, por 3-0 (!!!) e aparentemente ninguém 'morreu'!!! A grande diferança é que só o Benfica tem audiência para que estes jogos sejam transmitidos em directo, dos outros nem resumos!!!


PS: Não gostei da notícia da saída do Sana a título definitivo para o Valladolid.

Mais um...

...recorde nacional absoluto, para o nosso júnior, Tiago Aperta, no lançamento do Dardo, com 73,94m... No final do primeiro dia, no Nacional Júnior de Atletismo, o Benfica vai à frente, nos masculinos e nos femininos, para não variar!!!

Rui 'rodinhas' Costa !!!

Uma grande vitória para o ciclismo Português, hoje na 8ª etapa do Tour de France. O ex-atleta do Benfica, Rui Costa, venceu com muito sofrimento e suspense, mas venceu... Depois do atribulado início de época, tem sido a época da afirmação do Rui Costa, a nível internacional.
O ano passado o Sérgio Paulinho, um grande Benfiquista, também venceu uma etapa, parece que se está a criar um hábito...!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Moreira no Swansea



"A Sport Lisboa e Benfica, SAD, informa a cedência a título definitivo dos direitos desportivos do atleta Moreira ao Swansea. O Benfica aproveita ainda para enaltecer e agradecer a entrega e profissionalismo sempre demonstrada pelo atleta ao longo dos 12 anos que representou o Clube, desejando-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais.
O atleta, à partida para Inglaterra, destacou as emoções vividas nas últimas horas. "É um misto de sentimentos, de nostalgia mas também de alegria, porque vou ter um novo desafio num campeonato em que sempre sonhei jogar."
"Fui eu que quis assumir este desafio e agradeço a todas as pessoas, desde o roupeiro ao Presidente, que me ajudaram ao longo destes últimos 12 anos", destacou ainda Moreira, que deixou uma palavra final de carinho a toda a massa associativa do Benfica: "Quero agradecer muito aos sócios e adeptos do Benfica, que sempre estiveram ao meu lado.""




quinta-feira, 7 de julho de 2011

Espiões absurdos e bem pagos

"Para que precisariam Pinto da Costa e Salvador de um espião que lhes desse conta dos estados de ânimo de Nuno Gomes?


SEGUNDA-FEIRA, 4 DE JULHO

A Copa América é sempre uma dupla chatice. Estes primeiros jogos são de uma sensaboria muito grande, eis a primeira chatice.

A segunda é ainda mais grave. Com a Copa América a decorrer é certo e sabido que Luisão e Maxi Pereira vão demorar a chegar à Luz e são logo dois que fazem muita falta no arranque da época. Ainda para mais, estando fresco na memória de todos como o Benfica, em 2010/2011, perdeu tudo o que tinha ganho no ano anterior - título, ânimo, auto-estima e pedalada - nas primeiras semanas da temporada oficial.

A Copa América começou como invariavelmente começam estas compridas competições internacionais, com os favoritos a jogar pouco e mal e a não conseguirem ganhar os seus primeiros jogos. Aconteceu logo com a Argentina e com o Brasil para grande escândalo das respectivas nações e imprensas especializadas. Os argentinos, que jogam em casa, viram-se aflitos para empatar com a Bolívia e os brasileiros, apresentando na frente um quarteto que vale muitos milhões, não conseguiram marcar um golo sequer à Venezuela.

Só quem não sabe nada de futebol é que teve artes de encontrar algum encanto neste onze titular com que o Brasil se estreou na prova.

-Mas o que é isto? Um Ganso e um Pato numa equipa de futebol? É brincadeira, não é?

Não, não é brincadeira. É mesmo a sério e terá sido, porventura, a única coisinha divertida que o Brasil apresentou ao mundo no aborrecidíssimo jogo com os venezuelanos.

Para os adeptos portugueses, no entanto, a Copa América tem as suas curiosidades e desperta até sentimentos contraditórios. Benfica, FC porto e Sporting, todos juntos, têm um número considerável de jogadores envolvidos na prova e ao desejo de os ver brilhar soma-se o desejo, ainda maior, de os ver regressar o mais rapidamente possível à Luz, ao Dragão e a Alvalade, à custa da eliminação das respectivas selecções.

O Sporting leva vantagem sobre os seus dois rivais internos nesta disputa porque os seus jogadores são de selecções mais fracas e, teoricamente, mais calhadas para o afastamento prematuro.

Por isso mesmo, os peruanos Carillo e Rodriguez e o chileno Matías Fernandez correm o risco de chegar a Alvalade bem mais cedo do que colombianos Falcao e Guarin mais os uruguaios Álvaro Pereira e Cristian Rodríguez hão-de chegar ao Porto ou de que o brasileiro Luisão e o uruguaio Maxi Pereira hão-de chegar à Luz.

Na armada argentina que actualmente aportou na Luz não há nenhum jogador na Copa América até porque a contratação de Garay nunca mais desemburra. Há duas maneiras de ver a questão. A primeira, optimista, regojiza-se pelo facto de termos todos os nossos argentinos, já em estágio na Suíça. A segunda maneira, pessimista, preocupa-me com o facto de nenhum argentino do Benfica ter lugar na selecção de Sérgio Baptista.

Mas ainda há quem analise a situação de uma terceira maneira:

-Sem um único jogador do Benfica está explicado porque razão a Argentina não joga nada e empatou com a Bolívia!

Está explicadíssimo.




TERÇA-FEIRA, 5 DE JULHO

PRONTO! Já temos um jogador do Benfica na selecção argentina. Chama-se Garay e é defesa central. É bom termos mais um defesa central de valor inquestionável mas é meu termos perdido um defesa esquerdo de valor incomensurável. E é com o dinheiro de um que vamos comprar o outro, dizem os jornais, o que não nos alegra particularmente.

Nuno Gomes continua a alegrar as gentes de Braga, o que se compreende. Nuno Gomes quis um clube que acreditasse em si, segundo afirmou, assinou pelo Sporting de Braga e tem-se fartado de marcar golos nos treinos para deleite dos adeptos da sua nova casa. E isto passa-se em cima de alguns episódios mirabolantes que vieram recentemente a público.

Revelou o jornalista Jorge Baptista num programa em directo na SIC Notícias e foi manchete de primeira página do Correio da Manhã um facto sem precedentes de espionagem no mundo do futebol. haverá escutas da PJ reveladoras de que o FC Porto teve e ainda tem espiões seus nas estruturas dirigentes do Benfica e do Sporting e que, por isso mesmo, no Dragão sabem-se todos os passos da vida interna dos seus dois rivais lisboetas.

Terá sido o espião do FC Porto na Luz que informou para a sua sede os contornos do negócio Falcao o que permitiu ao FC Porto antecipar-se uma vez mais ao Benfica na corrida por um jogador referenciado pelos encarnados.

Quanto ao espião do Sporting já terá sido desmascarado e ocupa agora um lugar de menor relevo na estrutura de Alvalade. Assim sendo, não há que assacar-lhe as culpas da ida de João Moutinho de Alvalade para o Norte porque o excepcional relacionamento entre Pinto da Costa e os últimos presidentes do Sporting deixaram muito bem encaminhada a transferência de Moutinho sem que houvesse necessidade de recorrer a qualquer tipo de espionagem.

Estas notícias dos espiões são, convenhamos, absurdas. E enquanto não forem postas no youtube as ditas escutas que as provam, é muito difícil levar a sério o assunto. São, no entanto, notícias que só podem agradar muito ao FC Porto e ao seu presidente porque contribuem para alimentar a mitologia da máquina perfeita, da grande organização atenta a todos os detalhes que bem pode trocar, em cinco minutos, um André Villas Boas por um Vítor Pereira II . visto que o Vítor Pereira I é dos árbitros - sem que os resultados da equipa de futebol se ressintam minimamente.

Tomemos por exemplo o caso fresco da transferência de Nuno Gomes para o Sporting de Braga. Corre por Lisboa o boato de que foi Pinto da Costa a sugerir a António Salvador que fosse à Luz buscar o mal estimado Nuno Gomes porque cada golo marcado pelo antigo ídolo do Benfica será, certamente, uma alfinetada em seis milhões de almas.

Como o Benfica não tem espiões nem no FC Porto nem no Braga - até porque não tem dinheiro para essas veleidades que saem caras - presume-se que o boato nasceu como nascem todos os boatos: tendo por base a realidade, o desejo de um ajustamento ficcional dessa mesma realidade e comportamento-padrão dos diversos protagonistas, bem conhecido de todos.

Analisemos a questão do ponto de vista da Pedreira e do Dragão. Para que precisariam os presidentes Pinto da Costa e António Salvador de um espião na Luz, pago a peso de ouro, que lhes desse conta de todos os estados de ânimo de Nuno Gomes se, por menos de um euro, que é o preço de um jornal, qualquer leitor comum da imprensa desportiva já adivinhava há muitos meses a saída, sem pompa nem circunstância, do jogador?

O FC Porto não precisa de andar a gastar dinheiro em espiões.




QUARTA-FEIRA, 6 DE JULHO

A felicidade de Fábio Coentrão em Madrid é bonita de se ver. E devemos respeitá-la. Apesar da sua juventude e do seu look Caxinas-chique, Coentrão é um rapaz à antiga, tradicionalista fervoroso que mandou às malvas Abrahmovich, Villas Boas e as notas de libras porque não quis trocar o prestígio de ser jogador do Real Madrid, um sonho seu de infância, pela aventura londrina, ainda que melhor paga.

E quem sabe se, dando-se o caso de Villas Boas não ser feliz no Chelsea, Fábio Coentrão não teria para o ano como treinador em Stamford Bridge um Vítor Pereira I em ascensão meteórica?

Coentrão é todo ele 'old school'. A jogar e a pensar. Que seja muito feliz em Madrid. E nós por cá ficamos com o Vítor Pereira I, por enquanto, e com o Vítor Pereira II, por muitos, muitos anos."


Leonor Pinhão, in A Bola

Mais vale tarde que nunca

"Percebe-se agora porque é que o futebol tem de ter códigos e órgãos de disciplina próprios, independentes dos do foro ordinário. De outro modo, seria o caos. Peguemos no caso Calciopoli, iniciado e concluído em 2006, que teve como consequências mais visíveis a despromoção da Juventus à Serie B e a penalização em pontos do Milan e da Fiorentina. Passaram-se cinco anos(!) e só agora é que o processo na justiça comum, que começou na mesma altura no tribunal de Nápoles, chegou ao seu termo. Nem tudo foram coincidências nas sentenças proferidas de um lado e outro, o que obriga a Federação a rever algumas das suas decisões. A mais relevante de todas é a que implica no escândalo também o Inter, que não havia sido apanhado nas malhas das instâncias desportivas. Tendo, porém, em conta que as transgressões para os agentes desportivos prescrevem ao fim de dois anos e para os clubes ao fim de quatro, nada lhe acontecerá em termos disciplinares. Mas o mesmo, ao que parece, não se irá verificar no que toca ao scudetto de 2005-2006, que como se sabe, lhe foi atribuído na secretaria pelo comissário federativo Guido Rossi, depois de dele ter despojado a Juventus. Não será concedido a ninguém, como em 2005. A perspectiva aterra Moratti que já anunciou que, se isso suceder, apelará para todas as instâncias até ao Conselho de Estado, uma espécie de tribunal constitucional. A resposta virá no próximo dia 18.

A Roma pertencia à família Sensi há 18 anos, desde 8 de Novembro de 1993 até 29 de Junho de 2011. Nela delapidou uma fortuna: hotéis, terrenos, depósitos de armazenamento de combustível... Centenas de milhões. Dela saiu sem um tostão mas com muitas lágrimas. Foi na última quarta-feira. Desde a morte do patriarca Franco, em 2008, era governada só por mulheres. Algumas de fibra como a presidente Rosella Sensi. Do conselho de administração faziam parte a mãe, uma tia e as duas irmãs."


Manuel Martins de Sá, in A Bola

Futebolês (II)

"Os pleonasmos são frequentes na linguagem. Não os pleonasmos literários, figuras de estilo utilizadas por escritores, mas os pleonasmos viciosos, ou seja, a repetição inútil de palavras.

O futebolês, na sua oralidade, é campo fértil para estas redundâncias. Umas genéricas, outras futebolísticas.

Há sempre um jogador que é um elo de ligação entre a defesa e o ataque, um treinador que tem a certeza absoluta que vai ganhar e exultar de alegria, um jogo dividido em duas metades iguais, um plantel que não tem outra alternativa para o ataque, um treinador que grita alto para os atletas, mas que mantém a mesma equipa e encara de frente os jornalistas. Ou uma equipa que, juntamente com a adversária, chegou ao limite extremo do esforço. Por vezes, até há um consenso geral em que todos são unânimes sobre um penalty. Mas, há uns tempos atrás, houve necessidade de repetir de novo as imagens.

Ouvimos dizer que uma equipa tem mais posse de bola ou que a bola é redonda! E que o esférico rasou por milímetros o poste da baliza toda aberta. Ou que é nos pequenos detalhes do jogo jogado que se constrói o resultado final, fruto de treino específico e da escolha opcional do mister. Que, aliás tem de decidir diante de uma multidão de pessoas, mesmo quando se estreia pela primeira vez. Às vezes, o treinador volta de novo ao antigo clube, como protagonista principal para dar uma volta completa de 360º. Mas, para isso, é preciso lateralizar o jogo pelos flancos e introduzir dentro da baliza a bola, mesmo que a pisem com os pés. Numa Liga que não é monopólio exclusivo de ninguém, e onde não se pode dar de graça qualquer ponto.

Impróprio para cardíacos ou menos próprio para linguistas?"


Bagão Félix, in A Bola

Futebolês, parte um

O defeso é um período onde se empata, até no tempo. Por isso, à míngua de jogos e verdadeiras notícias sobre futebol, esta semana vou concentrar-me no futebolês. Um quase dialecto - só ao alcance dos especialistas - que o futebol vem segregando através de uma deliciosa linguagem própria, mistura de tautologias, lugares-comuns, automatismos, paradoxos, metáforas, pleonasmos e hipérboles.

Hoje - e ao correr da pena (aliás, do teclado) - deixo aqui registadas algumas das mais badaladas frases que fazem o deleite deste linguajar:

-Quem não marca arrisca-se a perder; Foi uma boa jogada de trás para a frente; A equipa não pode ficar à espera do resultado; A bola circula bem, mas o campo está inclinado; O único pensamento que temos é ganhar; A equipa consegue sair a jogar; É sempre bom ganhar; Os jogadores sabem o que devem fazer dentro das quatro linhas; A equipa deixou a pele no campo e
comeu a relva; Jogou-se mais com o coração do que com a cabeça; Há muito jogo aéreo porque não há espaços; Começou a fase do chuveirinho; O árbitro é soberano; Mas a agressão... parece involuntária; Fez um belo túnel naquela diagonal; Um canto com conta, peso e medida; Foi a defesa da tarde (mesmo que à noite); De vez em quando, os extremos tocam-se; A equipa corre atrás do prejuízo; Meteu a cabeça onde os outros não metem o pé; Fez uma defesa do outro mundo; Enquanto for matematicamente possível, não desistiremos; Um falso lento; Um passe
milimétrico; O jogador não acreditou... e falhou; Tem de rodas para crescer; Lance de bola parada (estranho não é?); O jogador foi ao homem e não à bola...; ...Mas é bom de bola; Até arrumar as botas.

Amanhã falarei de alguns pleonasmos bem deliciosos."

Bagão Félix, in A Bola

Pior a emenda

"Depois de ter passado a época inteira a criticar as entrevistas de Jorge Jesus à Benfica TV, qual foi a primeira coisa que André Villas-Boas fez quando chegou a Londres? Deu uma entrevista à Chelsea TV, esse sim, um canal com jornalistas isentos que colocam questões extremamente incómodas. Seja como for, tanto nessa primeira entrevista como na conferência de imprensa em que se estreou esta semana, diga-se que o novo treinador do Chelsea convenceu os exigentes media ingleses com um discurso inteligente e humilde. Quase toda a gente teve direito a recados: José Mourinho (“isto não é um one man show”), o plantel do Chelsea (“se os jogadores perdem o respeito pelo treinador, alguma coisa está errada”) e até os Super Dragões (“vim para o Chelsea contra a vontade da minha família”).
Villas-Boas terá cometido apenas um deslize. Apesar de agora se encontrar a trabalhar num país protestante, não deixou de sucumbir à ética católica e decidiu revelar que a sua ida para o Chelsea não foi motivada pelo dinheiro – dado que o FC Porto até cobria a oferta de Abramovich – mas sim pelo desafio. O que, convenhamos, piora o caso. Pessoalmente, não respeito profissionais que violam as suas convicções sem ser por grandes somas de dinheiro. Veja-se o meu exemplo: eu não acredito no trabalho; mas, por uma quantia, abdico momentaneamente dessa minha convicção e labuto com gosto. Aliás, qualquer historiador certificará que o próprio amor só recentemente passou a ser motivado pelo amor; até há bem pouco tempo, o casamento era uma transação financeira. E não consta que houvesse adeptos da filha do carroceiro a gritar no dia da boda: “Traidor! Disseste que gostavas da Lucrécia desde pequenino, mas vais é desposar a fidalga!”
Se Villas-Boas abandonou o seu clube do coração pelo desafio, então nesse caso dificilmente não se tratará de uma traição à causa portista. Além de que terá constituído um negócio ruinoso para Abramovich: em princípio, Villas-Boas teria aceitado de bom grado ir para Londres por menos dinheiro do que aquele que ganhava no Dragão."