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domingo, 20 de novembro de 2022

Cristiano Ronaldo e os trabalhadores do Qatar


"É a partir de amanhã. Começa mais um campeonato mundial de futebol. Depois da Rússia em 2018, desta vez a festa de branqueamento será no Qatar.
Depois de muitos trabalhadores migrantes já terem estado naquele país a construir todas as infraestruturas para os jogos de futebol poderem acontecer, agora é a vez de outros trabalhadores migrantes entrarem em campo e fazerem o seu trabalho.
Cristiano Ronaldo, o nosso herói, é um deles.
Esta semana saiu ao público uma entrevista que ele deu a Piers Morgan. Desabafou sobre um dos clubes que lhe deu palco para ele ser uma estrela maior. Para o Manchester United foi ainda jovem e sob condição de Alex Ferguson fazer dele um Homem, de letra grande.
Assim aconteceu. Sir Alex foi como que um pai para ele, pelo menos assim me pareceu que vi o espetáculo do lado de fora.
Anos mais tarde, outro pai, Fernando Santos, fez dele jogador de equipa na seleção. Muitas vezes a nossa equipa girava à volta dele. Todos serviam Cristiano. Ele parecia não servir tanto os seus colegas. Não aconteceria por egoísmo ou estrelato. A posição em que ele jogava a isso ajudava também.
Recordo-me de uma vez em que Ronaldo falhou um penalti pela seleção. E a partir daí tudo mudou. Assim me pareceu, que vejo o espetáculo de fora.
A partir daí o Cristiano começou a jogar para a equipa, a servir os seus colegas. Hoje é dos que mais luta, corre, se esforça pelas quinas de todos nós que traz ao peito.
Gosto de imaginar que Fernando Santos não terá perdido a oportunidade do penalti falhado para conversar com o Cristiano. Para o incentivar, para lhe falar que cair é humano, mas levantarmo-nos e melhorar, é trabalho de heróis e heroínas.
Trazendo-o à Terra, Fernando Santos terá feito dele um verdadeiro servidor da sua equipa em Portugal.
Ao ver o Ronaldo na comunicação social, parecia-me ver alguém que só se sentia feliz em campo, a jogar, que se alimentava de golos e ambição. Percebi-lhe uma vontade enorme de provar sempre algo a alguém. Fora do campo, sempre mais triste e angustiado.
Até ao dia em que Ronaldo, o rapaz que quase não teve pai, se tornou também ele pai. O Cristianinho veio para ser luz, e mais tarde, mais filhos até chegarmos a Abril passado, quando perdeu um filho e uns meses depois a sua bebé esteve doente com gravidade e impediu Cristiano de fazer a pré-época no Manchester. A família é o que mais conta.
Acredito que Cristiano tenha por todos os meios falado internamente no clube do que o afligia antes de vir a publico falar.
E na admiração que tenho por ele e pelo trabalhador que ele é, partilho outras admirações, a outros trabalhadores também, migrantes no Qatar.
Admirações pelos milhares que perderam a vida nas construções dos estádios e outras infraestruturas para o mundial de futebol. Pelos que continuam com salários por receber, pelos que se viram presos nos estaleiros e com o seu passaporte roubado, pelos que pagaram taxas ilegais para serem recrutados para trabalhar, pelas famílias que choram os seus maridos mortos nas construções e não receberam até hoje qualquer indemnização por parte da organização do mundial ou por parte da FIFA ou por parte de ninguém.
A Amnistia Internacional junto com outras ONG tem apelado à FIFA que disponibilize 430 milhões de dólares para estas compensações. Uma ínfima parte do que se estima que a mesma FIFA vá lucrar com o evento e que ronda os 5,9 mil milhões de dólares.
Não sei se vamos conseguir que esta organização o faça. No entanto, à semelhança de Cristiano Ronaldo que paga quase o seu salário com venda de camisolas do seu clube com o seu nome gravado, também a Amnistia vai disponibilizar camisolas que imitam coletes de trabalhadores da construção civil em homenagem à equipa esquecida que construiu todos os estádios do mundial.
Oxalá Justiça seja feita, ao nosso Cristiano e a tantos trabalhadores migrantes e esquecidos no Catar. É por esta equipa, a esquecida que também vou estar a torcer neste mundial."

A FIFA a jogar feio


"O “whitewashing” é um fenómeno conhecido e que tem agora paralelo com o #greenwashing#, em relação ao Ambiente. O branqueamento, a lavagem de marca, disfarçando-a de causas nobres ou de eventos mediáticos e de aparência magnífica, é um fenómeno em que muitas empresas se disfarçam de responsabilidade social e até governos apostam mobilizando o acolhimento de grandes eventos mundiais.

São disso exemplo a Alemanha, com os jogos olímpicos de 1936. Esta queria mostrar uma imagem forte e unida ao mesmo tempo que mascarava políticas racistas e antissemitas. O mundial de futebol realizado na Argentina em 1978 foi acolhido pelo ditador Videla. Em 2018 foi a Rússia de Putin a anfitriã do maior evento de futebol do mundo, comunicando-se como país maravilhoso e cheio de diversidade. A Amnistia Internacional apresentou mais uma equipa, simbólica e ausente daquele mundial e dos estádios e que era composta por algumas das muitas pessoas prisioneiras de consciência naquele país.
Hoje o mundo certamente perceberá melhor a farsa que a Rússia tentou promover no mundial de 2018.
Agora, a caravana do mundial organizado pela FIFA segue para o Qatar. País que era bem conhecido pela repressão dos direitos das mulheres, das pessoas LGBTQI+ e da falta de direitos para com os trabalhadores no Qatar, praticamente todos estrangeiros.
A forma de votação e escolha do país anfitrião de cada mundial de futebol de seleções é conhecida e os escândalos de corrupção à volta do processo também.
A escolha do Qatar foi criticada amplamente e desde o primeiro anúncio. As consequências estão à vista: centenas de milhares de trabalhadores migrantes nas construções dos estádios e outras infraestruturas para o mundial do futebol trabalharam praticamente como escravos, sendo-lhes cobradas taxas de recrutamento ilegais, continuam ainda hoje com salários não pagos, sofreram ferimentos e, nos piores casos, a morte. Milhares, perderam a vida em consequência das condições de trabalho.
O atual presidente da FIFA, Giani Infantino - que passou de secretário-geral da UEFA a presidente da FIFA por afastamento de Sepp Blatter e do seu provável sucessor Michel Platini, suspendidos por suspeitas de corrupção e pagamentos milionários - vinha com ares de renovação, mudança e transparência, mas tudo continua a parecer na mesma.
Até agora recusou-se a falar na questão dos direitos humanos no Qatar e a promover um mecanismo de compensação aos trabalhadores. Além disso, instou às seleções de futebol que se concentrassem no futebol e colocassem de lado as preocupações com direitos humanos. A FIFA chegou mesmo a proibir que algumas seleções utilizassem equipamentos de treino, de jogo, até as braçadeiras dos capitães e treinadores, com referências a direitos humanos no Qatar.
Dizem os senhores da FIFA que isso é política e que a FIFA não se mete em política.
Os Direitos Humanos não são questão de opinião política. São leis firmadas em declarações, tratados e protocolos internacionais. São protegidos por mecanismos de tutela e de governança internacional. É uma pena o silêncio da FIFA, mas não só.
É uma pena o silêncio de tantas federações e de tantos dos protagonistas do futebol, verdadeiros influenciadores que com as suas palavras podem mudar o mundo e fazer as pessoas que são apaixonados pelo jogo ficarem em sintonia com os direitos humanos.
O futebol tem o poder de mudar o mundo e a simples exigência aos países anfitriões dos campeonatos do mundo, a que cumpram os direitos humanos como condição obrigatória para acolher os eventos seria, por si só, um agente de transformação enorme.
Por agora, a Amnistia Internacional e outras ONG apelam à FIFA e ao Qatar para que se comprometam publicamente a estabelecer um programa de reparação de todos os abusos relacionados com a preparação do Campeonato do Mundo e para o financiamento de programas destinados a evitar novos abusos. Posteriormente, a FIFA e o Qatar devem trabalhar em conjunto com outros; incluindo trabalhadores, sociedade civil, sindicatos e a Organização Internacional do Trabalho para definir os pormenores e a execução do programa.
O montante que pedimos ao Qatar e à FIFA que envolvam na prossecução destes programas é de 433 milhões de dólares, uma parte ínfima dos 5,9 mil milhões de dólares que se estima em receitas da FIFA com o evento.
Com tão poucos esforços financeiros para estes gigantes se poderiam compensar tantas centenas de milhares de trabalhadores e das suas famílias. Trabalhadores tão importantes para o torneio quanto os atletas que andarão a correr nos estádios a fazer acontecer um jogo de equipa que evoca a arte a força de pessoas que se juntam por uma causa.
Que entre os goleadores deste mundial, esteja também os da Justiça e Direitos Humanos."

Mundial do Catar. O papel do jornalismo


"Apesar das violações de direitos humanos que subsistem no Catar, muito mudou na última década. Vale a pena avaliar porquê.
No sábado passado, durante uma viagem ao Catar só indiretamente relacionada com futebol, encontrei três portuguesas numa esplanada no "Souq Waqif", o histórico mercado da capital. Assim que me identifiquei como jornalista mostraram-se revoltadas com a forma como temos retratado aquele emirado árabe. Enquanto conversávamos demoradamente, percorremos temas como a exploração laboral, a homossexualidade e os direitos das mulheres. É impossível negar os problemas de direitos humanos e laborais existentes no Catar, mas o que ouvi e experienciei no país lançou-me uma perspetiva diferente: o Mundial terá contribuído para um maior escrutínio e para a melhoria da legislação e direitos no trabalho.
Ontem, Pete Patisson, jornalista do jornal britânico "The Guardian", publicou um artigo que coincide na leitura das melhorias conquistadas, mas recentra o mérito onde ele deve estar: no papel da comunicação social relativamente aos abusos denunciados. Recuando a setembro de 2013, quando foi publicada a primeira reportagem sobre a morte de imigrantes envolvidos na construção dos estádios e outras infraestruturas para este Mundial, o jornalista evoca os contactos recebidos de entidades externas, incluindo da FIFA, e o caminho percorrido desde então. A conquista mais relevante foi a eliminação, pelo menos no papel, do abusivo sistema "kafala". Antes disso, o trabalhador estava completamente dependente do seu "sponsor", que lhe ficava com o passaporte e podia limitar-lhe qualquer movimento.
Como sublinha Patisson, a pressão cumulativa das reportagens feitas no Catar e das organizações de defesa dos direitos humanos permitiu uma mudança real. Fez a diferença. E esta é uma conclusão que merece atenção, sobretudo se quisermos pensar no que poderá ser aquele emirado uma vez terminada a atenção mediática proporcionada pelo Mundial. Serão as mudanças legislativas respeitadas? Irá manter-se a sensação de abertura e de mudança que é relatada por tantos residentes ocidentais?
Para que isso aconteça, será essencial que a comunicação social continue a marcar presença, ali como em tantos locais do mundo em que os direitos humanos são sistematicamente atropelados. Não havendo imprensa livre localmente, o olhar externo é essencial. Habituámo-nos tanto à facilidade de aceder a tudo, a discutir qualquer tema nas redes e a saltar de polémica em polémica à velocidade da luz, que por vezes já nos esquecemos do quanto a informação é valiosa. Onde não há debate e informação, não poderá haver divergência nem capacitação para a mudança.
Muito se tem discutido a posição a tomar perante o Mundial, quer do público, quer das próprias seleções. Há equipas que anunciam apoios financeiros a ONG. Quem esteja a pintar arco-íris nos estádios. Ou, em contrapartida, quem defenda que os jogadores devem evitar desrespeitar o país que os recebe. Será curioso percebermos como se irão posicionar futebolistas com um tremendo poder mediático. Mas, mais uma vez, a força de cada gesto estará na capacidade de contar, contextualizar e multiplicar a mensagem em causa. Esse é o papel essencial do jornalismo. Estará muito além do que se vai ver dentro de campo. E irá perdurar mesmo quando os estádios forem desmontados e soar o apito final do evento."

Ó pá! Esqueçamos isso


"Marcelo Rebelo de Sousa não vai perceber nunca esta ideia inaugural da civilização: o silêncio é de ouro.

Isso nem tem grande importância! Direitos humanos é conversa boa para a teoria? Morreram 6500 trabalhadores, que se saiba, na construção dos estádios de futebol no Catar. Ganham miseravelmente, tem condições de vida que não são condições de vida. Não vivem com dignidade, estão ao serviço.
O Catar não respeita os direitos humanos e é um país homofóbico. Os valores que o desporto defende, de liberdade e partilha, os valores humanistas, são metidos na gaveta porque o espectáculo do futebol é mais importante. Desculpem, não é o espectáculo é o negócio. Já viram o documentário sobre a FIFA? Está na Netflix, vejam e, certamente, pasmarão.
Nesta senda de que isto está tudo certo, o que importa é o jogo, está o nosso presidente da república. Esqueçamos os direitos humanos, a equipa portuguesa começou bem, diz o senhor. Marcelo Rebelo de Sousa não vai perceber nunca esta ideia inaugural da civilização: o silêncio é de ouro. Não consegue estar um dia sem dizer qualquer coisa e depois são tiros no pé deste calibre. E ainda falta tanto para terminar este mandato, que os deuses nos ajudem! Precisamos muito."

Catarses 3️⃣ Cristiano e a lei seca


"Enquanto a bola não rola, a sede mediática, exagerada pela falta de assunto, explora a proibição às bebidas alcoólicas no Mundial do Catar, como uma ameaça aos direitos humanos de centenas de milhares de adeptos em luta contra o calor excessivo, a humidade asfixiante e a reduzida oferta de prazeres lúdicos, incluindo as incomodativas restrições sociais e de género.
Para muita gente, futebol sem álcool é como Cristiano Ronaldo sem “ketchup” - um pesadelo do qual só se desperta com o barulho das rolhas a saltar.
Sinto pena pelos ingleses, dinamarqueses ou brasileiros a ressacar nestes primeiros dias nos passeios da “Corniche” de Doha, em busca da magia de um tirador de imperiais, até os polícias da abstinência acabarem por baixar a guarda, sensíveis aos protestos mundiais contra este atentado.
E também venho sofrendo com a ansiedade do madeirense por molhar o bico numa baliza qualquer, por um golo que seja, de entrada como aperitivo ou determinante como digestivo, em cálice de cristal ou em caneca de penálti, mas que o sossegue e nos anime.
“Vintage” da mais apurada casta de futebolistas portugueses de sempre, Cristiano enfrenta a “lei seca” do final de uma carreira regada pelo sucesso, fermentando a sua colheita de pior qualidade e mais baixa graduação de que há registo, só recuperável através de um Mundial de muito boa cepa.
Podia ser uma questão pertinente para as reportagens das televisões portuguesas, para as quais no Mundial apenas existe o branco da selecção da FEMACOSA e o tinto dos adeptos na rua: será mais fácil ele inebriar os portugueses, brindando à presença do grande maluco Marcelo do bombo, com uma primeira degustação, já no jogo de estreia com o Gana, ou algum adepto conseguir embebedar-se nos souks de Doha, com minis a 15 euros a garrafa?
Sou dos que acreditam e aposto uma rodada em como ganeses, uruguaios e coreanos vão provar o néctar do melhor Cristiano: "hip, hip, Siiiiiiiim".
A “lei seca” em torno das grandes competições de futebol começou há mais de 30 anos, por causa dos “hooligans”, mas foi sempre gerida com margem de manobra e bom senso pelos organizadores, muito dependentes, aliás, do patrocínio de marcas globais de cerveja: lembro-me de beber um branco fresquinho servido às escondidas em garrafas de água San Benedetto, ao almoço em Nápoles no dia das meias-finais do Itália-90, quando já ninguém suportava a proibição.
No Catar, não há-de ser diferente e quem se portar bem acabará por matar a sede: de cerveja à socapa no “bazaar", ou de golos à discrição nos estádios da vergonha."

Ronaldo e a fase do papagaio. Fala mais do que joga


"Um jogador que se fez a si próprio, lutando e treinando como muito poucos, chega agora à fase do Papagaio, em que fala mais do que joga.

O seu currículo é esmagador. Melhor marcador de sempre a nível de seleções, melhor marcador de sempre do Real Madrid, o mais rápido de sempre a marcar 100 golos pela Juventus, cinco Bolas de Ouro, etc, etc. Basta ir à wikipédia para perceber o palmarés estrondoso de Cristiano Ronaldo. Tudo isso é verdade, mas, como gostava de dizer Maradona, passado é museu. Por mais respeito que esse passado justifique, e que no caso de Ronaldo é muito.
Independentemente do passado e das alegrias que deu aos amantes de futebol, Cristiano Ronaldo entrou num caminho muito pouco recomendável para um profissional: praticamente só é notícia pelo que diz e pelo que não faz, já que dentro de campo pouco tem feito para merecer destaque. Um jogador que se fez a si próprio, lutando e treinando como muito poucos, chega agora à fase do Papagaio, em que fala mais do que joga.
É impressionante como alguém que ganhou cinco Bolas de Ouro, eleito o melhor jogador do mundo, decidiu agora virar-se contra o mundo. Sendo um exemplo para todos os colegas, era o primeiro a chegar e o último a sair do campo de treinos, o capitão da Seleção nacional decidiu agora enveredar pelas queixinhas e culpar os outros dos seus insucessos. O Manchester United parou no tempo? E o tempo não passou por si? O treinador não lhe merece respeito? E um jogador que se recusa a entrar nos minutos finais de um jogo merece o respeito do treinador e dos colegas?
A entrevista explosiva que deu em vésperas de um campeonato do mundo revela também a despreocupação de Ronaldo em relação à Seleção. Sabendo que se tornaria no centro das atenções, o craque bem podia ter esperado pelo fim do Campeonato do Qatar para então revelar as suas angústias em relação ao Manchester United. Mas não o fez e por mais voltas que se queira dar ao texto, foi evidente o mal estar entre Cristiano Ronaldo e Bruno Fernandes, também jogador do United, na concentração da Seleção. Esperemos pois que tudo se resolva a bem e que Ronaldo faça um grande campeonato do mundo para depois resolver a sua situação profissional, já que em Manchester não deve ter grande futuro."

Nunca será “apenas” futebol


"O futebol nos faz ver camadas nossas que nem sempre conhecemos – e que nem sempre gostamos de descobrir. O futebol une com a mesma força que separa, abraça com a mesma força que rejeita.

Domingo começa o Mundial – ou Copa do Mundo, de acordo com cada variante lusófona. Camisas de seleções começam a povoar as ruas em diversos países. Encontros entre amigos começam a ser marcados. Polêmicas nos ambientes de trabalhos e nas escolas se instauram, sobre liberar ou não trabalhadores e alunos para assistir às partidas. Faz sentido? Não faz?
Muita gente minimiza a importância do evento, diz que é, sobretudo, um evento a serviço de grandes interesses econômicos e políticos – o que não deixa de ser verdade sob um certo ângulo. Mas quando dizem que é “apenas” futebol, sinto a obrigação de dizer: nem no mundial, nem em nenhum outro torneio é “apenas” futebol. Futebol e “apenas” são duas palavras que não combinam.
Recentemente fiz uma palestra na semana de compliance do São Paulo Futebol Clube, time para o qual torço desde antes de nascer. Lágrimas vieram aos meus olhos quando iniciei minha fala, lembrando das tantas partidas que assisti naquele estádio, de quantos gritos dei naquelas arquibancadas, mas sobretudo de quanta união aquele brasão, aquelas cores e aquelas memórias representavam entre meu pai e eu, nos abraçando emocionados a cada gol.
Nunca é “apenas” futebol. É sempre muito mais complexo e muito mais profundo do que isso. O futebol desperta lembranças, instintos, histórias, paixões. O futebol nos faz ver camadas nossas que nem sempre conhecemos – e que nem sempre gostamos de descobrir. O futebol une com a mesma força que separa, abraça com a mesma força que rejeita.
Lembrar dos torneios de 2018, 2014, 2010, 2006, 2002, 1998, 1994, 1990 e por aí em diante é lembrar de pessoas. De momentos. As tranças que amarrei com elásticos verdes e vermelhos nos cabelos da minha ex enteada em Lisboa, em 2018. Minha solidão num quarto de hotel de Madri no 7×1 do Brasil em 2014. As festas no jóquei com samba e cerveja que ia com minha irmã em São Paulo para assistir as partidas de 2010. Minhas lágrimas em 2006, quando vivia em Paris e entrei num vagão de metro lotado de franceses com minha camisa amarela, logo após a eliminação do Brasil pela França. Minha comemoração do penta nas ruas de São Paulo com meu irmão num domingo de sol de 2002. O ar de inconformismo do meu pai na casa de um amigo em Vitória, nos Espírito Santo, com a eliminação do Brasil de 1998. Meu avô, poucos meses antes de morrer, comemorando o tetra comigo, aos 6 anos de idade, em São Paulo em 1994.
Não é sobre regras e camisas e ângulos e lances. É sobre pessoas, sobre afetos, sobre memórias. É sobre construirmos em 2022 as memórias que carregaremos para 2026 e para os anos subsequentes. É sobre criar os momentos para nossas crianças se lembrarem no futuro, como eu sou capaz de me lembrar hoje, com afeto e gratidão à família e aos amigos. Não é “apenas” sobre futebol. É sobre vida, sobre história, sobre optar por celebrar de alguma maneira ou sobre simplesmente dizer que é “apenas” futebol."

Cronologia do primeiro dia de Ronaldo na seleção


"Pelas 12:07, a FPF, preocupada com o facto de Ronaldo não gostar da comida da cantina, marca almoço num restaurante perto da Cidade do Futebol. É o “Capricciosa”, em Carcavelos. Bruno Fernandes decide que, doravante, é por esse nome que tratará Cristiano Ronaldo.

07:35 - Cristiano Ronaldo acorda.
07:38 - Cristiano Ronaldo faz login no Instagram de Elma Aveiro e faz uma story com uma citação de Epicuro sobre gratidão.
07:53 - Cristiano Ronaldo recebe mensagem de apoio de Nuno Luz. "Whats an interview, mine friend! You well english speak!"
08:01 - Cristiano Ronaldo chega ao refeitório.
08:02 - Cristiano Ronaldo repara que o chef da seleção é o mesmo há vinte anos e vai tomar o pequeno-almoço à Galp da A5.
08:55 - Cristiano Ronaldo chega ao treino.
09:03 - No aquecimento, Cristiano Ronaldo dá calduço a João Cancelo que, entredentes, lhe diz "está quieto, bacano. Eu tenho amigos no Miratejo".
10:16 - Treino de penáltis. Cristiano Ronaldo, visivelmente desmotivado por ver Diogo Costa na baliza, recusa-se a tentar marcar. Fernando Santos põe João Moutinho em videochamada a dizer "anda bater, tu bates bem".
10:44 - Cristiano Ronaldo liga a Frederico Varandas e pergunta-lhe se já mudaram o chef responsável pelas refeições em Alcochete ou se é o mesmo há vinte anos.
11:04 - Bruno Fernandes ganha coragem e responde à provocação de Ronaldo, do dia anterior. "Vim de barco, mas pelo menos não estou a tentar afundá-lo".
12:07 - A FPF, preocupada com o facto de Ronaldo não gostar da comida da cantina, marca almoço num restaurante perto da Cidade do Futebol. É o “Capricciosa”, em Carcavelos. Bruno Fernandes decide que, doravante, é por esse nome que tratará Cristiano Ronaldo.
12:32 - Cristiano Ronaldo percebe que os ingredientes da pizza margherita do Capricciosa são os mesmos há vinte anos e manda o prato para trás.
13:28 - Fernando Santos e Cristiano Ronaldo têm um raro momento de tensão: na altura de pagar, discutem com rispidez qual deles é que põe o NIF na factura para pôr como despesa.
14:04 - Após o almoço e separando-se do grupo, Ronaldo visita o St. Julian's, colégio onde acaba de inscrever os filhos. No recreio, pontapeia um adolescente, só porque este se encontrava a ler um livro da escritora Sally Rooney. O mero vislumbre do apelido do ex-avançado inglês precipitou o ato de violência.
15:21 - De regresso à cidade do futebol, Cristiano tenta perceber quanto dinheiro vai perder se for para o Sporting. Para fazer as contas, pede ajuda a António Silva, que está a estudar para o exame nacional de Matemática A.
16:01 - Depois de o comentador Luís Vilar ter afirmado que Ronaldo tem transtorno de personalidade narcisista, o português marca teleconsulta com Jordan Peterson. Quatro minutos depois da sessão começar, Jordan Peterson ignora CR7 e começa a chorar. Cristiano Ronaldo consegue confortar o canadiano e considera enveredar pela prática psicanalítica.
16:51 - Cristiano Ronaldo liga ao empresário que ia construir um pavilhão em Caminha e pergunta-lhe como pode ter um PhD em menos de cinco minutos, na especialidade de psicoterapia.
16:59 - Cristiano Ronaldo manda mensagem a Jorge Mendes e pergunta-lhe novidades sobre o Bayern de Munique. Mendes vê e não responde, sendo que ainda manda um meme do António Silva para o grupo “Jantar de Natal Gestifute”, ignorando por completo CR7.
17:04 - Cristiano Ronaldo liga ao empresário que ia construir um pavilhão em Caminha e pergunta-lhe se quer ser seu empresário.
17:30 - Cristiano Ronaldo chega ao lanche. Repara que a senhora que corta as sandes em triângulos continua a ser a mesma há vinte anos e manda vir UberEats da Padaria Portuguesa.
17:56 - Cristiano Ronaldo contacta o radialista Fábio Lopes no sentido de integrar o plantel do Villa Athletic Club para a próxima época.
18:07 - Inspirado pelos recentes movimentos juvenis, António Silva cola-se a um poste e diz que só sai dali quando "resolverem os problemas do clima na selecção, que são causados pela insistência em utilizar um fóssil".
18:32 - Rafa manda mensagem a Fernando Santos a pedir para voltar à seleção, porque o João Mário não lhe manda uma mensagem de voz a contar tudo e ele quer estar a par do chá.
20:01 - Fernando Santos termina o seu terceiro maço do dia.
20:13 - Dolores Aveiro entrega o seu bolo de banana na Cidade do Futebol porque está farta de ver o seu menino passar fome."

A Verdade do Tadeia - Mundial no Bar #32 - O jardim de Mbappé

Rabona: Previsões...

C11: Mundial #30 - 2014

C11: Mundial #29 - 2010

C11: Mundial #28 - 2006

Os doces pássaros do paradoxo


"Na curiosa história dos irmãos Robledo, um deles desenhado por John Lennon, Jorge foi estrela e Eduardo foi mistério

Basta ouvi-lo. Não restam grandes dúvidas que que John Lennon se divertiu, e muito, a produzir Walls & Bridges, um disco que saiu em 1974.
«A bird of paradise
The sunrise in her eyes
God only knows such a sweet surprise
I was blind she blew my mind think that I»,
cantou em Surprise, Surprise (Sweet Bird of Paradox). A capa do álbum ficou famosa porque John lembrou-se de a encher de desenhos feitos por ele próprio no início da adolescência. Um desses desenhos retratava um lance da final da Taça de Inglaterra de 1952, na qual o Newcastle bateu o Arsenal por 1-0 em Wembley. Dois jogadores do Newcastle aparecem em destaque junto à baliza do Arsenal: Jack Milburn, o n.º 9, que acabara de fazer um passe decisivo, e George Robledo, n.º 10, que o recebera e fizera o golo. George só foi George quando os país resolveram deixar Santiago do Chile para emigrarem para Inglaterra. Até aí fora Jorge. O irmão mais novo, Eduardo, passou a ser muito mais britanicamente Ted. E também jogou nessa final de Wembley, mais atrás no campo, com a camisola n.º 6.
George, ou Jorge, como preferirem foi um avançado de qualidade e veio a representar a seleção do Chile (embora a sua mãe fosse inglesa) e a participar no Campeonato do Mundo de 1950, tendo apontado um golo aos Estados Unidos. Ted foi fazendo a sua carreira na esteira do irmão que, depois de se ter iniciado no Huddersfield assinou o seu primeiro contrato profissional com o Barnsley, da II Divisão. Assinaram ambos, melhor dizendo, porque não viviam um sem o outro.
Em 1949, os irmãos Robledo chegavam a Newcastle. George como menino bonito dos adeptos, Eduardo praticamente ignorado, o que não lhe fazia grande mossa já que tinha uma adoração e um orgulho tremendos pelo irmão e aceitava de boa catadura viver à sua sombra. Curiosamente, foi o mais velho que, apesar do sucesso que tinha em Newcastle, se viu na situação de ter de fazer uma escolha complicada a partir do momento em que Ted resolveu aceitar um convite para regressar ao Chile e assinar um contrato bastante generoso com o Colo Colo. Foi o momento em que ambos, pelas palavras de Lennon, se transmutaram em pássaros do paradoxo. E, mais apertado pelos laços do sangue do que propriamente pelos laços do profissionalismo, a história inverteu-se e foi Jorge que seguiu Eduardo de volta a Santiago.
Outra vez no lugar onde tinham vindo ao mundo, trataram de ser felizes enquanto podiam. Nunca John Lennon alguma vez adivinharia que o seu desenho meio rabiscado de adolescente acabaria por traçar um dos mistérios jamais resolvidos da história do futebol. Enquanto Jorge foi gerindo melhor ou pior a degradação das suas qualidades físicas que tinham feito dele uma das figuras mais estimada do Newcastle, jogando pelo O’Higgins antes de se reformar e se instalar num completo anonimato em Viña del Mar ao lado da esposa americana, Gladys, Ted saiu da sombra do irmão. Casou-se com uma bailarina famosa no Chile, Carmen Calé, e em 1956 decidiu que o futebol chileno continuava a ser demasiado pequeno para um Robledo, fosse ele qual fosse. Não tardou a apanhar um navio de regresso à Grande Ilha para lá da Mancha, desta vez para jogar pelo Notts County, o clube mais antigo do mundo. Foram dois anos exigente mas compensadores, e ganhou a consideração dos adeptos e da imprensa como um centro-campista defensivo abnegado e trabalhador, algo que costuma agradar de sobremaneira aos aos britânicos em geral. Dois anos após a chegada a Nottingham anunciou que já não tinha muito mais para dar. Seguir-se-ia a reforma. Pelo menos do futebol já que Eduardo era um verdadeiro pássaro do paradoxo.
Ted fora um bom estudante mas não deixou de ser absolutamente surpreendente que, depois de deixar o futebol, tenha conseguido um trabalho como técnico eletrónico da NASA, a agência espacial norte-americana. O trabalho esteve longe tanto de o entusiasmar como de lhe preencher a vida. A sua verdadeira paixão era o futebol e ao futebol voltou, agora como treinador da equipa do Once Principal de El Salvador. Inquieto por natureza, meteu-se no universo da energia petrolífera e vamos encontrá-lo, depois, em vários dos países do Golfo Pérsico procurando estabelecer-se no negócio. Finalmente, no dia 5 de dezembro de 1970, entrou a bordo do barco de cruzeiro que era propriedade de um alemão chamado Hans Besseinich. Ah! Como foi curta a sua última viagem. No dia seguinte caiu ao mar junto à costa de Omã e o oceano fez questão de não devolver o seu cadáver. Dezenas de teorias sobre a sua morte foram desenvolvidas: desde que pertencia aos serviços secretos britânicos e incomodara gente sem escrúpulos a que se limitara a passar uma madrugada a beber e a jogar cartas e se limitara somente a perder o equilíbrio junto à amurada. Lá longe, em Viña del Mar, Jorge chorou como se fosse ainda criança trazendo o irmão mais novo pela mão."

19 de Novembro


sábado, 19 de novembro de 2022

Vitória no Algarve...

Portimonense 2 - 4 Benfica

Estava tudo 'controlado', 0-2 ao intervalo, mas uma entrada a dormir no 2.º tempo, com dois golos oferecidos, deu emoção a uma partida, que deveria ter ficado 'fechada' muito mais cedo!

O Diego não jogou, o Sobral esteve no banco, mas também não jogou... tudo isto, a pensar na Ronda de Elite no Cazaquistão na próxima semana...

Regresso às vitórias...

Benfica 33 - 24 Gaia
(19-12)

Vitória relativamente fácil, com muita rotação a pensar na Europa a meio da próxima semana...

Tó: trabalho...!!!

Benfica reconhecido


"No ano da conquista da UEFA Youth League e da Intercontinental Sub-20, o Benfica voltou a ser premiado no Globe Soccer Awards, desta feita na categoria "Melhor Equipa Jovem do Ano". Este é o tema em destaque na News Benfica, mas há mais.

1
O Sport Lisboa e Benfica foi premiado no Global Soccer Awards 2022, na categoria "Melhor Equipa Jovem do Ano".
Presente no evento, o Presidente do Clube, Rui Costa, lembrou que é a terceira vez que o Benfica é distinguido: "É uma grande honra para nós, para o Benfica, estar aqui. É mais uma grande geração do Clube, e claro que agora é especial porque vencemos pela primeira vez a UEFA Youth League e a Taça Intercontinental."
Saiba mais sobre o Benfica Campus, aqui. E relembramos que está em exibição, no PrimeVideo da Amazon, o imperdível documentário "Fábrica dos Sonhos: Benfica", através do qual ficamos a conhecer muito do que contribuiu para a excelência da nossa formação.

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O Comité Olímpico Português distinguiu três atletas do Benfica pelo desempenho em 2022. Pedro Pichardo recebeu o Prémio de Excelência Desportiva, Fernando Pimenta foi agraciado com o Prémio Prestígio, Diogo Ribeiro viu ser-lhe atribuído o Prémio Juventude, e o treinador Hélio Lucas o Prémio de Mérito Desportivo.

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No âmbito do Football Summit 2022, organizado pelo Liga Portugal, são vários os intervenientes afetos ao Benfica, incluindo Rui Costa, Domingos Soares de Oliveira, Roger Schmidt e Pedro Mil-Homens.

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O Benfica é, pelo terceiro mês consecutivo, o clube português com mais interações no Instagram. Em outubro foram cerca de 13,6 milhões. E estreia hoje, no BPlay, o 4.º episódio da série Champions Cam, que acompanha, com imagens inéditas dos bastidores, o percurso da nossa equipa na fase de grupos da Liga dos Campeões.

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Estamos na final da Taça Professor João Campelo de hóquei em patins feminino. A final é com o CACO.
Para hoje e amanhã temos os seguintes jogos das modalidades de pavilhão: nesta sexta-feira, andebol na Luz com o Gaia (21h00) e visita ao Portimonense em futsal (21h15). No sábado há final da Taça Jesus Correia de hóquei em patins, frente ao Murches (12h00, na Luz). Recebemos também a Fonte do Bastardo em voleibol (15h00), a EDC Gondomar em futsal feminino (17h00) e, às 21h00, é a vez de a nossa equipa de basquetebol ser anfitriã do Póvoa. A equipa feminina de andebol joga em Alpendorada (18h00) e a de basquetebol em Esgueira (18h45). Destacamos ainda a realização do Campeonato Nacional de judo em Cernache.
Consulte o Site Oficial para ficar a par de todos os jogos e horários até domingo.

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O Sport Lisboa e Benfica clarifica que não incorreu em qualquer erro processual, ao contrário do veiculado por alguma Imprensa, no recurso interposto relativo aos seus jogadores da equipa de hóquei em patins, Edu Lamas e Pedro Henriques. O Clube recebeu com estranheza a decisão tomada pelo TAD (Tribunal arbitral), mas reitera a sua convicção, sustentada na decisão anteriormente favorável do Tribunal Central Administrativo Sul (Tribunal inserido na organização judiciária) de que dispõe de toda a legitimidade para ter recorrido dos castigos.
O Sport Lisboa e Benfica em nenhum momento abdicará da defesa intransigente dos seus atletas."

Fura Redes: Selecção...

Águia: Diário...

BI: React - ChampionsCam #3 - Vou a Paris e já volto!

Eleven: Roger Schmidt...

A gestão de um novo desafio | SL Benfica


"A gestão do período de ausência dos “mundialistas”, que coincide com um período de continuidade de competição, é o próximo grande desafio de Roger Schimdt, que tem superado com categoria todos os que já enfrentou. Na hierarquia de provas, a Taça da Liga provavelmente ocupa o último posto, mas depois de três anos sem conquistas, é uma prova de conquista quase obrigatória para um SL Benfica que precisa de materializar em troféus o futebol que tem praticado.
Assim, é importante não quebrar nos jogos da Taça da Liga que se disputam com metade do onze base de fora, em compromisso internacional. A ausência desses jogadores, aliada à presença de alguns jogadores nas seleções jovens, vão obrigar o técnico alemão a optar por um onze bastante alternativo, mantendo-se o desafio de dar continuidade ao fio de jogo e à dinâmica de vitórias.
Em simultâneo, é fulcral que a equipa técnica comandada por Schmidt vá preparando o regresso dos internacionais, para que seja suave o novo descolar da águia para a segunda metade da temporada. Conciliar todas essas tarefas e cumpri-las não será fácil. Será vital usar da astúcia, da inteligência e da experiência para consegui-lo.
Caso Roger Schmidt o consiga fazer com a mestria que tem aportado a tudo quanto tem feito desde a chegada à Luz, o SL Benfica dará um grande passo não só na Taça da Liga, mas também em todas as competições que vai continuar a disputar após o término do Campeonato do Mundo. Caso não o consiga, poderemos ver nas próximas semanas o SL Benfica de Schmidt numa posição nova e comprometedora, o que se traduzirá num novo e difícil desafio para a equipa e para o alemão.
A sorte de qualquer benfiquista neste momento é que a confiança que cada um carrega de que Roger vai conseguir continuar a enfrentar e superar desafio atrás de desafio é da dimensão deste regressado Sport Lisboa e Benfica."

5 golos para todos os gostos | SL Benfica


"Até ao momento, o SL Benfica marcou 65 golos, seguindo invicto em todas as competições. É caso para dizer que há golos para todos os gostos: de livre, de pontapé de bicicleta, de calcanhar, de cabeça, remates de primeira, entre outros. Para além disso, há golos em todo o tipo de competições, desde o campeonato à Liga dos Campeões, onde os encarnados defrontaram algumas das melhores equipas do mundo, como o PSG e a Juventus FC.
A hegemonia das águias tem sido alvo de destaque na Europa e nos restantes continentes. Assim sendo, decidi eleger cinco dos melhores golos da temporada até ao momento, ainda que a escolha tenha sido difícil.


5. Rafa vs. Juventus FC – Aos 34 minutos do quinto jogo da fase de Grupos da Liga dos Campeões, Rafa decidiu espalhar magia pelo campo. O Estádio da Luz foi palco de um dos melhores golos dessa jornada. Depois de o português ter recuperado a bola a meio-campo, combinou com João Mário, que cruzou ao primeiro poste, assistindo Rafa para um golo de calcanhar digno dos melhores jogadores.
É caso para dizer que já se viram remates de primeira com menos força do que esta habilidade do extremo. Aliás, o golo foi tão bom que foi nomeado para o melhor golo da semana da competição, apesar de não ter ganho.


4. Draxler vs. CS Marítimo – Num jogo que já tinha estabelecido a palavra “goleada” como a melhor forma de descrever a exibição encarnada eis que, ao minuto 88, Draxler deixou os adeptos do Benfica eufóricos com o golaço que marcou. Mais uma vez, a passe de João Mário, o alemão dançou com a bola, embalando dois adversários, sendo que a dança só terminou no fundo da baliza dos madeirenses.
Draxler até pode não ter muitos minutos ao serviço das águias (193 no total), muito devido à lesão que contraiu no jogo frente ao FC Porto, mas haverá melhor maneira para se estrear ao serviço das águias do que esta?


3. David Neres vs. FC Vizela – Este talvez tenha sido um dos jogos mais sofridos da época, até ao momento. No entanto, pode dizer-se que valeu a pena sofrer, até aos 76 minutos, para ver o golo do empate que David Neres marcou. De certeza que nenhum adepto benfiquista conseguiu ficar colado à cadeira, quando o brasileiro rematou de forma exímia para o fundo da baliza dos minhotos.
Bah foi o responsável pela assistência, mas Neres tem direito a todo o protagonismo. Driblou Samú e rematou, de fora da área, em jeito, ao ângulo da baliza defendida por Buntic. Que jogador de qualidade, um autêntico mágico com a bola nos pés.


2. João Mário vs. Maccabi Haifa FC – Este é um daqueles casos em que, para além de ser um golo importante, consegue, ao mesmo tempo, ser um excelente golo. O SL Benfica precisava urgentemente de marcar mais um golo para garantir o primeiro lugar do grupo H, na fase de grupos da Liga dos Campeões. E que bela maneira de o conseguir.
O remate fenomenal do médio português, aos 92 minutos, “deu” (como o próprio perguntou) para atingir feitos históricos para as águias, para além da passagem à próxima fase: maior recorde de pontos numa fase de grupos (14) e a primeira vitória contra uma equipa israelita.


1. Grimaldo vs. Maccabi Haifa FC – Que bela maneira de iniciar a caminhada na Liga dos Campeões. Uma vitória por 2-0 contra os israelitas, que trouxe no pack um dos melhores golos desta edição da competição, até ao momento. O golaço indefensável de Grimaldo foi candidato a melhor golo da primeira jornada e, pode afirmar-se que, o vídeo fala por si.
Esta obra-prima do lateral é digna de muitas visualizações e todas elas merecidas. Ainda que Grimaldo já nos tenha habituado a grandes golos com a camisola do SL Benfica, este é daqueles que fica na retina pelas melhores razões."

Tareco!


"Domingos Paciência foi um dos maiores batoteiros que passou pelos relvados Portugueses. Faz de Taremi um menino do coro, tal era a quantidade de mergulhos nojentos que aplicava em campo. Depois de terminar a carreira de futebolista, o Calor da Noite arranjou-lhe emprego como treinador de várias equipas na 1ªLiga Portuguesa, como fez e continua a fazer com uma série de treinadores/clubes.
Domingos Paciência andou 9 anos a conspurcar a nossa Liga, com o rótulo de "profissional". Um individuo tão integro que, durante a sua estadia como treinador do Leiria, teve a vergonhosa lata de dizer que estava a olhar para o chão quando Ricardo Quaresma pontapeou um jogador da sua equipa, merecendo por isso a expulsão de jogo. Conseguiu dizer essa barbaridade no final desse jogo, apenas para não ferir o seu verdadeiro dono. Foram 9 anos de treinador na Liga Portuguesa a fazer-se passar por "profissional".
Ontem, este sem vergonha conseguiu dar uma entrevista ao canal do seu Dono onde nem sequer foi capaz de dizer o nome de um jogador do Benfica, António Silva, um jovem de valor enormíssimo que está a despontar no futebol Português. Ou melhor, a despontar no futebol Europeu, porque no futebol Português promovem-se é os David Carmos. Depois quando percebem que é uma merda e que nem no Putedo joga, viram logo a página a defender outra merda qualquer que têm dentro de casa. E, como só sobra Fábio Pauliteiro Cardoso de nacionalidade Portuguesa, siga defender este pedreiro até à morte, nem que para isso se prestem a este papel patético a que se prestou o gajo que está sempre a olhar para o chão para não ver agressões de jogadores do Putedo. Deixamos uma ressalva: pode ser efectivamente um problema de saúde e o homem não conseguir mesmo levantar a cabeça, daí poder até pensar que o Pauliteiro Cardoso é melhor que o António Silva. Pode ser patológico.
Esta situação de procurar descredibilizar os jogadores de altíssimo nível que despontam no Benfica não é nova. E não é pontual. Trata-se de cartilha recorrente dos terroristas da Torre das Antas. Aconteceu com Renato, aconteceu com Guedes, aconteceu com Félix, aconteceu com Darwin, está a acontecer com António e vai continuar a acontecer. Isto já nem se pode considerar azia. É apenas uma dor de corno insuperável. E uma falta de respeito por miúdos que têm merecido tudo o que lhes aconteceu ou está a acontecer, miúdos com idade para serem filhos de toda essa gente de má-fé que continua a cercar o futebol Português.
Nem o nome deles pronunciam. É o completo bater no fundo da suposta competição desportiva. É o vale tudo. É escumalha trademark.
É, acima de tudo, triste. Depois vêm falar em valorizar a competição e elevar o nome do País.
Ganhem vergonha.
Lixo."

Catarses 2️⃣ João Félix e mais 10


"A FEMACOSA surpreendeu no onze escolhido para o único jogo de preparação, mas a produção e o resultado deram-lhe razão e criaram um lastro positivo para o Mundial. Havia que começar por algum lado, praticamente sem margem para erros, e a Nigéria, tida como adversário “semelhante” ao Gana, não resistiu à qualidade técnica da seleção a disfarçar a falta de trabalho coletivo e, surpresa das surpresas, com a objectividade que tantas vezes falta a Portugal.
João Félix assumiu-se como novo líder da equipa nacional. Numa posição cada vez mais rara no futebol moderno, espécie de n.º10 com enorme visão de jogo e capacidade de criar desequilíbrios a longa distância com idêntica espontaneidade e criatividade às das jogadas de passe curto no interior da área. Os jogos do Mundial serão mais apertados, mais físicos, mas a sua flutuação no terreno promete várias jogadas de golo por partida.
João Félix terá um pivô no ataque, a escolher entre Cristiano Ronaldo, André Silva ou Gonçalo Ramos, um deles como titular e outro a entrar aos 65/70 minutos. O mais jovem é o que está em melhor forma, mas também tem uma enorme capacidade de rápida integração quando sai do banco, como se viu frente à Nigéria, com um golo e uma assistência em 25 minutos - sendo expectável, por isso, que a estreia seja entregue ao “capitão”. Por razões mais políticas do que desportivas. Ao chegar-se à frente na atração de atenções adversárias com liberdade para arriscar todos os desequilíbrios, Félix também liberta Bruno Fernandes e Bernardo Silva, que terão menos responsabilidade individual, mas ganham espaço para raides surpreendentes e igualmente decisivos, contando com a maior agressividade de apoiador de Otávio para uma circulação segura da bola.
Só o regresso de William Carvalho à posição de médio centro mais defensivo suscita alguma relutância, talvez o elo mais fraco do meio-campo, e até surpreende que tenha ultrapassado Danilo e Ruben Neves. Mas deixa perceber a confiança do seleccionador numa dupla de centrais que dispensa o terceiro homem numa estratégia que passa por ter a bola em circulação permanente e adiantada no terreno, com os olhos nos últimos 30 metros.
O guarda-redes deve ser Diogo Costa, mas Rui Patrício garante a mesma segurança. Dos laterais, há que entender o que se passa com João Cancelo, com problemas nas últimas partidas do City, antes de entregar o lugar a Dalot, enquanto na esquerda Raphael Guerreiro continua mais consistente do que Nuno Mendes. Sem discussão, a titularidade de António Silva, provavelmente coadjuvado por Ruben Dias."

A Verdade do Tadeia #695 - E que tal a seleção?

Terceiro Anel: Mundial - Grupo D

Terceiro Anel: Mundial - Grupo C

A Verdade do Tadeia - Mundial no Bar #31 - Alemanha estraga a festa

A Verdade do Tadeia - Mundial no Bar Live #9 - As chances de Portugal

Quinta...

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

18 de Novembro


Feito histórico


"Na estreia benfiquista em competições europeias de basquetebol feminino, a nossa equipa já garantiu a presença nos 16 avos de final da EuroCup com duas jornadas da fase de grupos por disputar. Este é o tema de abertura da News Benfica.

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Brilhante! Quatro jogos, quatro vitórias e mais não se poderia pedir às bicampeãs nacionais de basquetebol na estreia em competições europeias. Recebemos e vencemos, por 69-63, as suíças do Friburgo, consolidando a liderança do grupo e garantindo a presença nos 16 avos de final.
O treinador Eugénio Rodrigues não esconde a felicidade sentida pelo percurso da equipa: "Não há palavras para descrever o que vai cá dentro. Como Benfiquista que sou e trabalhador neste grupo, é uma alegria grande."
Veja o resumo do jogo, aqui.

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Frente ao mais experiente Roeselare, da Bélgica, a nossa equipa de voleibol foi derrotada, por 2-3, na 2.ª jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.
Marcel Matz disse: "Já sabíamos das dificuldades que íamos enfrentar. São jogos muito físicos. Foi um jogo equilibrado em casa e não conseguimos ganhar. Queríamos vencer, mas agora temos de trabalhar. Fico feliz pelo apoio dos adeptos, foi um jogo emocionante, mas saímos tristes porque perdemos."
Pode ver o resumo da partida no Site Oficial.

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Já está disponível, no BPlay, o segundo episódio da série Champions Cam, a qual mostra os bastidores do notável percurso da nossa equipa de futebol na fase de grupos da Liga dos Campeões.

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Nos 22 chamados para a Seleção Sub-19 constam seis benfiquistas (André Gomes, Hugo Félix, João Neves, José Melro, Moreira Jr. e Nuno Félix). 5 São várias as nossas equipas em competição até sábado. Hoje, na Luz, há hóquei feminino (GC Odivelas, 21h00). Sexta-feira há jogo de andebol na Luz com o Gaia (21h00) e visita ao Portimonense em futsal (21h15). No sábado há final da Taça Jesus Correia de hóquei em patins, frente ao Murches (12h00, na Luz). Recebemos também a Fonte do Bastardo em voleibol (15h00), o EDC Gondomar em futsal feminino (17h00) e às 21h00 é a vez de a nossa equipa de basquetebol ser anfitriã do Póvoa. A equipa feminina de andebol joga em Alpendorada (18h00) e a de basquetebol em Esgueira (18h45). Destacamos ainda a realização do Campeonato Nacional de judo em Cernache.
Consulte o Site Oficial para ficar a par de todos os jogos e horários."

Globe Soccer Awards: Melhor Equipa Jovem...

Aguilar: Varandas...

Visão S04E15 - Gil Vicente... Pausa...

Modalidades #104 - Semanada...

Francisco J. Marques mau vs Francisco J. Marques bom


"Alguém que conheça um bom psiquiatra, por favor faça chegar o contacto do mesmo ao diretor de comunicação do FC Porto.
Isto não é piada, é mesmo verdade. Está mais que explicado o facto deste senhor não se lembrar de onde obteve a correspondência privada roubada que deturpou e divulgou, não se lembrar de ter batido na esposa apesar de ter pernoitado na prisão e ter saído com pulseira eletrónica e, agora, não se lembrar da campanha contra Fábio Cardoso que o próprio diligenciou.
O homem afinal não é má pessoa. É maluco!"

Mente com todos os dentes


"Condiciona árbitros.
Rouba/Compra, deturpa e divulga correspondência privada.
Passa noites na prisão por, alegadamente, bater na esposa.
É arguido e usa pulseira eletrónica por violência doméstica.
Incentiva ao ódio e à violência contra o Benfica.
E agora até dobra a coluna ao ponto de parecer uma fartura das festas! Francisco J. Marques é um verdadeiro especialista multifacetado!
Há que dar os parabéns e reconhecer mérito quando ele existe. É impossível descer tão baixo, portanto este grunho merece as maiores felicitações. 🥇🎉"

Silêncio ensurdecedor


"No dia 11 de Novembro de 2022 foi notícia na generalidade da comunicação social a realização de novas buscas em negócios do FC Porto envolvendo o presidente Pinto da Costa.
O Ministério Público e a Autoridade Tributária, no âmbito da "Operação Prolongamento", realizaram buscas em empresas externas ao FC Porto que visam negócios imobiliários realizados por Pinto da Costa ao longo dos últimos anos.
Não houve câmaras a mostrar a chegada dos inspetores ao local, não houve diretos nas televisões, não houve primeiras páginas, não houve horas infindáveis a discutir o assunto.
Notou-se uma clara diferença de tratamento relativamente ao que sempre aconteceu quando se tratou do Sport Lisboa e Benfica, em casos a envolver a Justiça.
Existirá alguma explicação para tão diferente tratamento por parte de quem tem o poder de ditar os critérios editoriais? Cairá este caso no esquecimento, como tantos outros relacionados com o FC Porto? Terão os jornalistas medo de estar no local certo há hora certa para fazer os diretos?
Ficamos a aguardar respostas."

Fura Redes: Rafa...

BI: React - ChampionsCam #2 - Lisboa, cidade Luz

Catarses - 1️⃣ Trégua nacional


"Explica o dicionário que Catarse é uma “libertação de sentimentos ou emoções reprimidas que conduz a uma sensação de alívio ou pacificação”. E como o mundo do futebol, a nível nacional e internacional, precisa de libertação e paz de espírito! A Federação escolheu o estádio do Sporting para a “apresentação” da primeira seleção sem jogadores leoninos a disputar uma grande competição. Talvez seja uma forma de dizer que nesta matéria não há nem deve haver divisões e que o próximo mês justifica uma trégua olímpica em torno de um bem maior - esperemos que corra bem.
Por falta de cultura desportiva, tudo no futebol nacional se confunde com conspirações, interesses e negociatas, desculpas esfarrapadas e alegações avulsas. E por mais óbvias que tenham sido as escolhas para o Catar, o mal-estar dos responsáveis do Sporting é indisfarçável porque eles sabem quantos milhões a mais pode valer no mercado uma presença entre os 26 da lista final. Mais do que uma provocação, o possível baptismo de voo de António Silva nos terrenos de Gonçalo Inácio desafia todos, de forma simbólica, à primeira catarse deste mundial: espíritos pacificados pela certeza de um futuro feliz que, sem dúvida, incluirá o dia em que os dois jovens actuarão lado a lado na seleção.
Até ao anúncio da FEMACOSA, eram os benfiquistas a desdenhar da seleção por causa da renúncia de Rafa, em cima de muitos anos de reduzida influência encarnada na equipa nacional. Agora, estão tão orgulhosos das chamadas dos seus jovens prodígios que até os Rubens e Bernardos contam.
Os sportinguistas ufanavam-se de ser a base da equipa campeã europeia, com o mesmo selecionador. Agora queixam-se de discriminação, apesar de muitos dos seus jogadores de 2016 ainda por lá andarem.
E ainda há os que distinguem os africanos dos brasileiros entre os nacionalizados. E, claro, os que não suportam que determinado agente tenha em carteira a maioria dos melhores.
É a todos estes portugueses, doentes de rancor desportivo, que a seleção pede uma trégua como as que os gregos antigos proclamavam no mês dos Jogos. As guerras continuarão depois.
Finalmente, Cristiano Ronaldo, o factor de união que acaba a carreira a dividir em vez de agregar e que optou por estar nas televisões e redes sociais à hora em que os colegas tomam um derradeiro banho de confiança num estádio repleto de adeptos diferentes.
Que alguém lhe transmita o voto da maioria dos portugueses: “Cristiano, anda bater, tu bates bem. Se falhar, que se…”"

A Verdade do Tadeia #694 - Balanço da Liga - Os candidatos

Santos: Tó Silva...

Terceiro Anel: Mundial - Grupo B

A Verdade do Tadeia - Mundial no Bar #30 - Espanha e o pré-VAR

C11: Mundial #27 - 2002 e o Brasil de Scolari

C11: Mundial #26 - 1998: Ronaldo e Zidane

C11: Mundial #25 - Os adversários de Portugal no Mundial 2022

C11: Mundial #24 - Portugal 2006

C11: Mundial #23 - 1966: Portugal e Eusébio

C11: Mundial #22 - A História de 1994

C11: Mundial #21 - Os Mundiais de 1986 e 1990

C11: Mundial #20 - Os anos 70 e o sucesso dos Mundiais