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sábado, 20 de novembro de 2021

SL Benfica 4-1 FC Paços de Ferreira: Um golaço para acordar


"A Crónica: Um Golaço Que Originou o Alavanque Do Banco

Numa reviravolta no Estádio da Luz, o SL Benfica venceu o FC Paços de Ferreira por 4-1, num jogo que deu golos para todos os gostos.
A primeira parte acabou por se revelar pobre e sem golos. Vimos um SL Benfica a criar ocasiões suficientes para marcar frente a um FC Paços de Ferreira que também não se limitou exclusivamente a defender.
Aos 17 minutos, o primeiro grande desequilíbrio foi criado. Darwin Núñez consegue isolar-se, mas o guardião Vecič evitou o primeiro do encontro. Pouco tempo depois, a fórmula repetiu-se, mas desta vez foi Rafa que esbarrou no poste.
A resposta pacense não tardou. Aos 24 minutos, Lucas Silva aproveitou uma bola perdida perto da grande área e rematou forte. A bola passou a centímetros do poste direito de Helton Leite.
O jogo começou a ficar inquietante para os jogadores e era a equipa de Jorge Simão que começava a beneficiar disso.
Na segunda parte, foi o FC Paços de Ferreira que entrou a sorrir. Aos 52 minutos, Nuno Santos fez o primeiro do encontro. Corte incompleto de Vertonghen e no meio da grande área o jogador apenas teve de rematar para o fundo das redes.
O SL Benfica reagiu com algumas substituições e com a alteração do sistema tático, mas o caminho do golo não aparecia. Destaque para os 65 e 73 minutos com uma dupla oportunidade falhada por Darwin.
Mas o empate acabou por surgir da melhor forma. Um grande golo de Grimaldo levantou as bancadas da Luz como se tratasse do golo da vitória. Livre cobrado de forma exímia pelo lateral encarnado e estava feito o empate.
A equipa pacense deixou de reagir e a reviravolta acabou por surgir aos 81 minutos na cabeça de Seferovic.
Já só dava SL Benfica, e, de forma fácil, a equipa de Jorge Jesus chegou ao terceiro e quarto golo por Rafa e Everton, carimbando a passagem aos oitavos de final da Taça de Portugal.

A Figura
Haris SeferovicA escolha do ponta-de-lança encarnado como figura deste encontro prende-se por dois fatores: o golo que deu a vitória à equipa do SL Benfica e a coesão e ligação ofensiva que trouxe ao jogo. Um regresso de sonho para o avançado suíço.

O Fora de Jogo
Nemanja RadonjicJogo muito pobre para um lateral que, teoricamente, deveria assumir grande parte das investidas ofensivas do SL Benfica.
Desta forma, a profundidade das laterais defensivas encarnadas foram quase sempre pela esquerda e ala direita acabou por mostrar uma quebra ao longo do encontro.

Análise Tática – SL Benfica
A equipa de Jorge Jesus apresentou-se num 3-4-3, em que era visível uma maior dinâmica e ataques pela esquerda com Grimaldo a oferecer profundidade e Everton a puxar para espaços interiores.
Pela direita, víamos Rafa e Darwin a buscar a profundidade, com o uruguaio a vir buscar jogo fora da área e no corredor direito. Nemanja assumia a lateral direita quase como um extremo puro e André Almeida aparecia como terceiro central do lado direito para apoiar algumas lacunas defensivas. Antes do final da primeira parte, vimos uma equipa impaciente e a errar passes.
A segunda parte acabou por dar continuidade ao final da primeira, e , depois da desatenção defensiva que culminou no golo sofrido, o sistema tático passou para um 4-2-3-1, colmatado com a saída de André Almeida e entrada de Pizzi.
Destaque para a substituição de Taarabt por Gedson, o que permitiu uma maior circulação de bola e ligação de jogo, que era algo que faltava à equipa. Seferovic entrou e beneficiou disso.
Com a passagem garantida, equipa tranquilizou e cresceu no domínio do jogo, sendo que os espaços para a criação de jogadas de perigo aumentaram.

11 Inicial e Pontuações
Helton Leite (6)
Grimaldo (7)
Morato (6)
Vertonghen (4)
André Almeida (5)
Nemanja (3)
Weigl (5)
Gedson Fernandes (4)
Rafa (6)
Everton (6)
Darwin (3)
Subs Utilizados
Pizzi (5)
Taarabt (6)
Lázaro (4)
Seferovic (7) 
Gonçalo Ramos (-)

Análise Tática – FC Paços de Ferreira
A equipa de Jorge Simão apresentou-se num 4-3-3, sem uma postura muito defensiva, mas com uma coesão que procurou tardar o golo do SL Benfica ao máximo.
Viu-se a procura do erro do adversário para conseguir transições, principalmente na fase final da primeira parte quando o SL Benfica apresentou um maior nervosismo. Também foi uma equipa que soube aproveitar o jogo pouco ligado do adversário.
No entanto, o feitiço virou-se após as substituições operadas por Jorge Jesus. O SL Benfica conseguiu um empate através de um lance de bola parada e a partir daí a equipa perdeu o equilíbrio todo e abriu espaços.

11 Inicial e Pontuações
Vekič (5)
Fernando Fonseca (4)
Flávio Ramos (6)
Maracás (5)
Antunes (6)
Rui Pires (5)
Luiz Carlos (6)
Nuno Santos (7)
Juan Delgado (4)
Lucas Silva (6)
João Pedro (5)
Subs Utilizados
Abbas Ibrahim (4)
Uilton Silva (4)
Hélder Ferreira (-)
Denilson Jr. (-)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

FC Paços de Ferreira
Não foi possível colocar questões ao treinador do FC Paços de Ferreira, Jorge Simão."

À Benfica


"A primeira parte foi encarnada, mas faltou o golo. Grimaldo e Everton demonstraram cada vez maior entrosamento e pelo seu carril esquerdo criou o Benfica lances suficientes para ganhar vantagem. Vekic, o guardião pacence adiou até ao limite o golo encarnado. Primeiro num passe de morte de Grimaldo para Darwin e depois perante Everton que após uma tabela surgiu na área para finalizar de pé esquerdo. Pelo caminho, Rafa isolado por André Almeida, acertou no poste, não sem antes ter recebido o passe longo do seu colega de forma absolutamente genial.
Weigl sempre certinho foi definindo rotas ofensivas encarnadas. O Benfica circulou, encontrou espaços e libertou os seus corredores para chegar às zonas de finalização, só que não marcou e foi para o intervalo empatado.
Um corte deficitário de Vertonghen deu a possibilidade a Nuno Santos de abrir a contagem na Luz, e o Benfica passou a demonstrar mais dificuldades para em ataque posicional desmontar o robusto bloco oponente.
Quando o temor se poderia instalar, dois factores chave para a reviravolta. O Tribunal da Luz que nunca deixou cair os seus homens, e a total perda de receios defensivos de Jesus. Mudou para 4x4x2, terminou com Adel e Pizzi no meio campo – adversários mais fatigados sem capacidade para sair, também por defenderem tão baixos, permitiu meio campo tão frágil fisicamente na sua capacidade de recuperação – e Seferovic e Ramos na frente de ataque. Pelo espaço intermédio (entre central-lateral) caía Rafa Silva e Everton, enquanto Grimaldo e Lazaro projetavam-se pelo seu corredor.
Foi na pressão, na vontade de roubar rápido a bola e acelerar na procura da bola que o Benfica “incendiou” o jogo. Somou ataques tantas vezes menos pensados mas, que valeram aproximações à frente, até ao momento em que Seferovic sofreu a falta que Grimaldo com um livre de elevado quilate em qualquer parte deste planeta, transformou no golo do empate.
Faltavam 12 minutos, mas o que se seguiu foi arrasador. Empolgados pelo golo, pelo tribunal da Luz e ainda mais pelo ritmo que já impunha na partida, cada ataque encarnado virou um lance de perigo. Um Benfica em modo rolo compressor nos últimos doze minutos, a somar mais três golos. Seferovic marcou após uma grande bola de Taarabt, Rafa marcou após passe de Everton, que selou a goleada após passe de Seferovic.
A entrada do Suíço veio em excelente hora. Sofreu a falta que culminaria no empate, marcou o golo da reviravolta e ainda ofereceu a Everton o quarto golo.
Esta noite, houve Benfica na Luz. No acreditar, na reviravolta, no público que não deixou cair a sua equipa."

Vermelhão: Justiça na remontada da Taça...

Benfica 4 - 1 Paços de Ferreira


É verdade que aos 77' estávamos a perder (0-1), mas desta vez concordo com o Jesus: o Benfica fez o suficiente desde do início da partida, para ganhar confortavelmente! O desperdício na 1.ª parte foi extremamente penalizador... Não massacrámos, mas fomos criando várias oportunidades, com o Paços a defender muito atrás, podíamos ter jogado com mais velocidade, mas nunca me pareceu que os jogadores tivessem desvalorizado este jogo!

Este jogo tinha várias 'armadilhas': pós-selecção, pré-Barcelona, com vários ausentes, vários regressos de jogadores com pouco ritmo, e um adversário de 1.ª Liga (ao contrário dos de divisões inferiores, que calharam em sorte aos 'outros')! Mas como já disse a 'atitude' foi a correcta, o problema principal foi a ausência do João Mário na decisão, e o desperdício escandaloso do Darwin em situações de 1x1 com o guarda-redes!

Individualmente, destaco as melhorias significativas do Everton! Este é melhor Everton desde que chegou... finalmente!
Hoje também tivemos os regressos pós-lesão do Seferovic, do Lazáro, do Taarabt e do Almeida... em sentido contrário, o Radonjic saiu tocado!

Nota para o regresso dos dois Centrais, após o golo do Paços! Pessoalmente, acho que o 442 é o esquema ideal para o Benfica, mas compreendo que com o Otamendi a Central é suicídio jogar com 2 Centrais (já não tem velocidade... nem 'rins')! Hoje, sem o argentino, voltámos a 'equilibrar' a equipa, com uma dupla de Centrais! O Vertonghen, também já não tem a velocidade de outros tempos, mas 'aguenta-se' bem...

A reviravolta começou com mais um grande golo do Grimaldo, num daqueles 'típicos' Livres Directos do Catalão! O problema aqui, é a quantidade de faltas não assinaladas a favor do Benfica naquelas zonas! Hoje contei pelo menos duas, uma sobre o Rafa, e outra sobre o Gedson... é impressionante, como é que o Benfica chega ao fim da época, com 3 a 4 golos deste tipo, ao fim de mais de 40 jogos apitados pelos os árbitros portugueses!!! Enquanto os nossos adversários, em cada jogo, beneficiam entre 2 a 3 Livres Directos deste tipo, por jogo!!!!!

Agora, lá vamos a Barcelona, com esperanças num grande resultado! O Barça com a mudança de treinador, está pelo menos mais 'motivado', mas o Benfica tem de facto esperanças legitimas... agora, temos que ser eficazes no ataque! Aproveitamentos ao jeito de hoje, não dá para a Champions, mesmo com o Barcelona mais frágil... Curioso para perceber qual será o trio da frente!

Inacreditável...!!!

Setúbal 32 - 29 Benfica
(14-16)

Não vi o jogo, mas é indesculpável um resultado destes. Desde da paragem para as Selecções, duas derrotas para o campeonato, e uma vitória, num péssimo jogo, contra o adversário mais fácil, no grupo Europeu!!! Provavelmente, com este resultado 'garantimos' o 3.º lugar novamente no campeonato, apesar do investimento e das 'melhorias'!!!

Falar claro


"Para se ser campeão em Portugal não basta ter os melhores jogadores, equipa técnica e dirigentes mais preparados ou os adeptos mais fervorosos. É preciso alguma dose de sorte, claro, mas aquilo a que assistimos é que não se chega lá sem uma equipa de comunicação que saiba do ofício.
Com a existência de três jornais desportivos diários, dezenas de sites dedicados ao futebol, milhares de blogues que respiram bola e horas incontáveis de conversa sobre o desporto-rei (e principalmente sobre os seus bastidores e arbitragens) nos diversos canais de televisão, é preciso ter uma postura clara e direta quanto à comunicação da realidade dos clubes.
Não vale a pena perder tempo e discorrer sobre a aliança existente entre os nossos rivais para destruir o SL Benfica nos últimos anos. De Budapeste a Alcochete, passando pelo bas-fond da cidade do Porto e pelas almoçaradas de trabalho com profissionais da comunicação, houve de tudo. E, algumas vezes, o Glorioso caiu na esparrela e acabou por entrar em lutas na lama com adversários sem escrúpulos.
Gosto, pois, de ver a forma como a comunicação está a ser gerida. Em caso de noticia falsa, logo sai um comunicado a desmentir. Em caso de imprecisão, fala-se publicamente, repõe-se a verdade. Ou, como dizia um comunicado do SLB na passada terça-feira: '... repudia-se de forma veemente a campanha de desestabilização de que tem sido vítima ao longo dos últimos dias'. No caso, era sobre um alegado interesse na substituição do treinador Jorge Jesus por Pepa.
Perante uma mentira, tem de ser esta a posição. Há que deixar tudo bem claro, transparente, sem pontas soltas, nem silêncios que, mais tarde, podem vir a ser comprometedores. Os sócios e os adeptos exigem-no, os profissionais que representam o clube merecem-no."

Ricardo Santos, in O Benfica

Portugal joga que se farta (e se farta...)


"Não percebo os portugueses. Então Portugal vai disputar um playoff de acesso ao Campeonato do Mundo, e  fica toda a gente assustada? Malta, se em 2013 não tivéssemos empatado (1-1) com Israel na penúltima jornada da qualificação em Alvalade, nunca teríamos assistido ao show do CR7 no duplo confronto com a Suécia. O Ronaldo marcou o único golo do triunfo da 1.ª mão na Luz e depois foi até à Suécia fazer um hat-trick naquela vitória histórica que o Nuno Matos embelezou com um relato inesquecível. Esta derrota com a Sérvia foi maravilhosa, até porque o Ronaldo acaba de ganhar mais dois jogos para marcar golos e alargar a distância para o Ali Daei, não vá o iraniano de 52 anos aumentar novamente a contagem do recorde de golos ao serviço das selecções. Para além disso, ter a oportunidade de ver dois jogos a mais desta selecção nacional é óptimo para a minha saúde. Tenho tido uma dificuldade muito grande com insónias, e o nosso treinador é engenheiro, mas podia muito bem ser médico - o futebol praticado pela equipa portuguesa tem mesmo o selo de Fernando Santos: é remédio santo para adormecer.
Não vale a pena tapar o sol com a peneira. À partida, uma equipa que conte com João Cancelo, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, João Félix, Diogo Jota e Cristiano Ronaldo e não tenha uma média de, pelo menos, 95% de posse de bola, é porque algo de errado se passa. Portugal tem jogadores para apresentar um futebol muito melhor, e desconfio que não será a recuar o Danilo para central que isso se vai conseguir. Se entenderem que um treinador de bancada pode ser promovido a treinador principal, eu estou disponível. O maestro e presidente Rui Costa está convocado."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"Adiou-se o brinde, mas (que saudades!) salvou-se a bifana nas rulotes. Por agora, o Mundial do Catar minguou, é apenas um ponto dançante e difuso no horizonte lusitano. O recente Portugal- Sérvia, no Estádio da Luz, fez-me lembrar aquele momento em que agarramos num punhado de areia fina, julgamos ter todos os ínfimos grãos sob controlo, na nossa posse, mas depois, quando abrimos a mão, despertámos para a realidade e constatamos que muito se perdeu, ou, até, quase tudo se sumiu, sem remissão naquele instante.
Nesta campanha, à Selecção Nacional resta-lhe um crédito, a aplicar na estrada secundária chamada playoff, para se agarrar à esperança na validar nova presença na fase final de um Campeonato do Mundo. Mas, fora do campo, à volta da Catedral e no meu interior, nas bancadas com quase 60 mil almas, a noite de 14 de Novembro teve múltiplos encantos, num fantástico regresso ao passado, e entre os proeminentes esteve a satisfação pelo reencontro com uma atmosfera que o tempo e a regeneração, cintados por regras de salubridade, permitiram restaurar.
Sair na frente, quando a chama da convicção vive dias difíceis ou de aparente negação, é tantas e tantas vezes um conforto ilusório, um alento enganador, uma armadilha para a qual escorregamos e que, mais tarde ou mais cedo, nos engole. A equipa das Quinas ofereceu-nos mais um exemplo de tudo isso, naqueles 90 minutos em que viu evaporar-se-lhe o bilhete de ida.
Tão ou mais verdadeiro é o cenário inverso: quando a decisão fervilha no sangue, nos anima os músculos e nos ilumina a mente, o sucesso compõe-se, mesmo que seja de trás para a frente.
Passando o abstrato ao concreto, onde projeto e trabalho se fundem num braço tonificado, recupero duas recentes jornadas europeias excitantes nas modalidades do Benfica para vestir o contraponto: a história vitória do basquetebol na Rússia (e o subsequente apuramento para a próxima fase da FIBA Euroe Cup) e o não menos sensacional triunfo na República Checa, igualmente de virada, do voleibol, que pela segunda vez acedeu à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Querer, antes e durante, ainda é, e foi mesmo, poder. Haja alma, e que o facilitismo fique em casa, arrumado na despensa!"

João Sanches, in O Benfica

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Hora de decisões


"Quando o Benfica pisar o relvado do Camp Nou na próxima terça-feira, terá só uma certeza: não pode perder.
A vitória expressiva na partida da 1.ª volta, na Luz, parecia proporcionar-nos um cenário mais desafogado para o resto da fase de grupos. Mas a dupla derrota diante do Bayern, conjugado com a dupla vitória catalã frente ao Dínamo de Kiev, deixou as contas assim.
Muita coisa mudou desde o dia 29 de Setembro. No Benfica, que então seguia absolutamente invicto e triunfante, e depois daquela vitória passou por uma crise de resultados que o remeteu para a 3.ª posição da liga portuguesa, crise entretanto ultrapassada com uma goleada ao SC Braga. E sobretudo no Barcelona, que mudou de treinador, e viu recuperados de lesão alguns dos seus principais elementos. Diria que a correlação de forças se alterou ligeiramente, sendo agora (ainda) mais difícil bater os catalães.
Sem outra alternativa, há que arregaçar as mangas, e conseguir um resultado positivo no terreno do 5.º classificado do ranking da UEFA, clube que conquistou 4 Ligas dos Campeões nos últimos 16 anos, e crónico candidato a todos os títulos nacionais e internacionais. Pede-se, pois, mais uma noite gloriosa. Uma noite capaz de remeter a decisão para a última jornada, a disputar na nossa casa.
Uma vitória seria naturalmente o ideal, deixando tudo nas nossas mãos, mas um eventual empate pode também vir a revelar-se positivo no momento em que se fizeram as contas finais do grupo - recordemos que o Barcelona ainda terá de ir a Munique.
Antes, já hoje, há que ultrapassar o Paços de Ferreira, e seguir em frente na Taça de Portugal."

Luís Fialho, in O Benfica

Benfica em destaque


"A EFDN voltou a reunir as fundações e os departamentos de responsabilidade social dos mais de 130 clubes de futebol que compõem a maior rede europeia de futebol social. E em boa hora, depois de ano e meio de reuniões asséticas através de videoconferências intermináveis que, é verdade, tiveram o condão de nos manter ligados apesar de tudo mas produziram comparativamente menos frutos e sinergias entre os clubes.
Apesar do crescente surto de covid que vai despontando por essa Europa fora, os níveis de vacinação e o controlo sanitário irrepreensível tornaram possível esta realização, como outras em vários domínios dentro e fora do desporto. Por isso, de viva voz e em pessoa, voltou a ouvir-se a sentir-se a veia solidária dos milhões de adeptos do futebol europeu. Naturalmente, os resultados foram encorajadores, e uma vez mais a Fundação do nosso Benfica teve honras de palco e apresentou na Europa do futebol a dimensão da obra social benfiquista. E, uma vez mais também, obteve amplo reconhecimento do lugar dianteiro que ocupa justamente com um punhado de fundações que levam a vanguarda do setor. É o que queremos, agora e para o futuro, não pela vaidade do destaque mas pela justiça feita a um dos clubes mais solidários do mundo, o nosso querido e único Sport Lisboa e Benfica!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial


"1 - 400 jogos a liderar os destinos da equipa principal do Sport Lisboa e Benfica. Jorge Jesus alcança hoje uma marca histórico - dificilmente ultrapassável nestes tempos de futebol moderno - diante do Paços de Ferreira, em jogo da Taça de Portugal. Ao todo, são já oito temporadas, numa viagem singular cuja radiografia apresentamos nesta edição, que colocam Jorge Jesus como o treinador com mais jogos na história do Benfica, largamente destacado face a nomes imortais como Biri, Ediksson, Otto Glória, Toni ou Mortimore. Ficam os parabéns e um desejo, Mister: que junte ainda mais títulos a um currículo, por esta altura, só por Cosme Damião suplantado;

2 - Outro nome incontornável no Clube: Telma Monteiro. Renovou contrato com o Sport Lisboa e Benfica até 2024, até ao fim deste ciclo olímpico. Que orgulho para todos os benfiquistas continuar a contar com a superação, a garra, a enorme determinação de uma das melhores atletas de sempre. Como explicou a judoca, está há 14 anos no Benfica e sempre foi feliz. Palavras que dizem tudo. Venham mais títulos, mais medalhas, até porque, como disse, mesmo depois de terminar a carreira, a ligação ao Clube vai permanecer. Os símbolos são mesmo assim. Obrigado, Telma;

3 - Ao longo das últimas semanas têm-se multiplicado informações falsas sobre o dia a dia do futebol profissional do Sport Lisboa e Benfica, com inúmeras invenções e envolverem o presidente, a estrutura do futebol, o seu treinador e jogadores. Aos benfiquistas fica uma certeza: aqueles que nos procuram desestabilizar vão tornar-nos mais fortes. Não é com mentiras nem com especulações que nos vão desunir. Temos os objectivos bem traçados e vamos alcança-lo com o apoio dos nossos adeptos. Ganhar. Ganhar sempre é que que nos motiva."

Pedro Pinto, in O Benfica

Em frente na Taça


"Hoje é dia de Taça de Portugal, a competição em atividade mais antiga do calendário competitivo português, aquela em que todos os clubes, assim diz o histórico e sugere o formato, têm mais legítimas aspirações de conquistar.
Nesta 4.ª eliminatória, calhou-nos em sorte o Paços de Ferreira, atual 11.º classificado da Liga Bwin, no melhor palco do país, o nosso Estádio da Luz. O início está agendado para as 20h45 e marca o regresso à competição após paragem para os compromissos das seleções.
Jorge Jesus espera um jogo em que "tudo pode acontecer", precisamente pelas caraterísticas inerentes à Taça de Portugal, a prova em que todos "podem pensar em conquistar o troféu", conforme salientou o nosso treinador, acrescentando que será "um jogo difícil e competitivo para o Benfica", pois a equipa do Paços de Ferreira é "boa, bem organizada quando defende e sabe os momentos do jogo".
Esta é também uma partida especial na carreira de Jorge Jesus, a 400.ª em competições oficiais ao leme do banco benfiquista. Para o nosso treinador, este marco trata-se de "um sinal dos anos" à frente da equipa e motiva "orgulho por estar tantos anos num clube de top europeu e português", razão para "trabalhar diariamente com a mesma paixão e interesse".
Como sempre, o objetivo é vencer!

Entretanto, o mote para o fim de semana já foi dado esta manhã, com uma partida dos Sub-23, no Benfica Campus, frente ao Belenenses SAD. Vencemos por 3-0.
Dos muitos jogos a realizar ao longo do fim de semana, há a destacar o Vitória de Setúbal–Benfica, em andebol (hoje, às 20h30), o dérbi no futsal, no Pavilhão João Rocha (domingo, 20h00) e a receção ao VC Viana, em voleibol (sábado, 18h30).
No que às equipas femininas diz respeito, temos embate com o Colégio de Gaia na Luz (sábado, 15h00), deslocação a Coimbra para defrontar o Olivais, em basquetebol (domingo 18h00), ainda a visita ao Novasemente, em futsal (sábado, 18h00) e um dérbi na Luz, com o Sporting, em voleibol (domingo, 17h00).

Chamamos ainda a atenção para a realização, amanhã, a partir das 9h30, no Pavilhão n.º 1, da cerimónia de entrega dos anéis de platina e emblemas de dedicação, habitualmente realizada por altura do aniversário do Clube, mas adiada neste ano devido à pandemia. Este é, anualmente, um dos momentos mais altos da vida associativa benfiquista, em que o Clube reconhece e distingue, oficial e publicamente, aqueles que atingem 25, 50 e 75 anos de sócio.
Em 2021 serão entregues 92 Anéis de Platina, 226 Emblemas de Ouro e 653 Emblemas de Prata. A lista pode ser consultada no sítio oficial do Clube.
Os sócios do Sport Lisboa e Benfica são o Sport Lisboa e Benfica.
Viva o Benfica!"

Positivo...

Benfica 3 - 0 B Sad


Bom jogo, mais equilibrado no 1.º tempo, mas sempre controlado, e com bom futebol...

Tacuara


"A genialidade dos que o apelidavam de "tosco" deve ser, para sempre, recordada. Os livres de Estugarda e Luz contra o SC Braga, o volley de Goodison Park, qualquer um de Bordéus, aquele em Leverkusen e "ambos os dois" aos turcos. Amo infinitamente a minha mulher, mas vou-me arrepender para a eternidade, de não ter casado com aquele pé esquerdo."

Pouco importa, pouco importa


"Embirro há anos com a canção de adeptos celebrada no Euro 2016. E não é pela melodia, simples e orelhuda, antes pelo conjunto de versos aparentemente inofensivos mas que traduzem todo um pensamento que se instalou – era ver como até os jogadores campeões o entoavam com orgulho - e cuja fatura é agora paga em frustração nacional. “Pouco importa, pouco importa se jogamos bem ou mal”, cantava-se e – para mal dos nossos pecados – continuou a cantar-se, e a praticar-se, nos últimos anos. No fundo, assumia-se um caminho sufragado tacitamente: não interessa a qualidade de jogo desde que haja resultados. O problema é que só muito pontualmente se consegue ter resultados sem qualidade de jogo. E Portugal não só pode como deve - e tem mesmo de - jogar muito melhor. E até já jogou, por exemplo na Liga das Nações, que curiosamente também ganhou e frente a adversários de qualidade, como a Suiça e a então Holanda.
“Portugal jogou para empatar”. Para começar são ideias altamente discutíveis, já que ninguém minimamente conhecedor acredita que os jogadores portugueses não queiram estar no Mundial ou que Fernando Santos tenha sugerido empatar, sendo óbvio que nem sequer se abordou este jogo (em termos de sistema ou de opções para o onze) de modo diferente de tantos outros. Mais que discutível este tipo de debate é essencialmente inútil, que não é decerto a efabular sobre a atitude dos jogadores ou a ambição do treinador que se sai deste labirinto em que a seleção tem vivido e que é essencialmente tático. Vamos ao que interessa e que passa por uma relação fundamental, a que se estabelece entre os jogadores e a forma de jogar.
Pergunta mais repetida ontem: como é que uma equipa com tanto talento tem jogado tão pouco? Jornalisticamente a pergunta é inatacável, o problema é que tem um vício de origem. Muito do talento – destaco Bruno Fernandes, João Félix e Ruben Neves – estava no banco, não no campo. De talento criativo, daqueles jogadores que criam mesmo e descontados os laterais (principalmente Cancelo), de início só havia Bernardo Silva no relvado da Luz. Não, nem Renato Sanches nem Diogo Jota são criadores para os outros, nem a Ronaldo se pede hoje que o consiga ser. Fernando Santos admitiu no fim que só Bernardo quis ter a bola. Só está mal o verbo: Bernardo não quis, Bernardo quer sempre dar critério e ligar com os demais. Não pode é ser só ele a querer, tem de haver mais dos que se associam, dos que protegem a posse. Os outros que começaram o jogo ontem têm qualidades fartas e indiscutíveis, mas não para isso.
Se os nossos melhores são craques de facto é com a bola, convém tê-la mais tempo. E a escolha dos jogadores é determinante para isso. A chamada geração de ouro dominava jogos porque tinha Paulo Sousa, Rui Costa, João Pinto ou Figo, muito mais do que por um modelo de jogo prévio e bem definido. Do mesmo modo que houve acrescento de soluções com Deco, Maniche, Simão e Cristiano e isso valeu ainda mais que a capacidade motivacional de Scolari. Mais que uma ideia de jogo construída com tempo, até porque é mesmo pouco o tempo disponível para treinar numa seleção – quantos treinos de verdade há num conjunto nacional ao longo de um ano? Dez? Quinze? – o mais determinante resume-se em dois pontos: colocar os melhores em campo (o que não tem acontecido) e motivá-los rumo a uma ambição (como bem fez Fernando Santos em 2016).
Aliás, ver Fernando Santos transformado na origem de todos os males, agora que a seleção vacila perante um apuramento cantado, parece-me não só injusto como incoerente, sobretudo por parte de quem antes, na hora dos triunfos, não ousava apontar-lhe nada ou até tomava qualquer análise negativa por crime de lesa-pátria. Com a autoridade de quem sempre foi pontualmente crítico, venho lembrar que Portugal foi eliminado do último Europeu com um meio campo composto pelos jogadores que o “povo” queria e maioria dos comentadores reclamava, designadamente Palhinha e Renato Sanches. Nós somos o país que reclama ter jogadores de talento mas depois vibra é com os mais “físicos”. A propósito, tendo visto o que Bernardo Silva produziu ontem durante mais de uma hora, todos (!) os diários desportivos escolheram Renato Sanches como a unidade de melhor rendimento na seleção portuguesa. Ou seja, queremos um jogar diferente mas desvalorizamos jogadores diferenciados. Pedimos futebol de ataque mas passamos meses inteiros a ouvir elogios ao pragmatismo, sugerimos jogo de risco mas insistimos em que as defesas é que ganham campeonatos, pedimos técnica mas exacerbamos a intensidade, preocupámo-nos mais com a perda de bola do que com o que fazer com ela. Por isso, reclamamos Palhinha a titular, fazemos bruáá a cada arrancada de Renato, mas encolhemos os ombros perante a repetida suplência de João Félix. Queixámo-nos hoje da forma de jogar que mais vezes se vê elogiar. No fundo, o que sentimos após este jogo da seleção pode comparar-se ao despertar após uma noite mal dormida. O que verdadeiramente nos desagrada é a nossa própria imagem refletida no espelho."

Sobre as críticas a Fernando Santos, (...) lembra que “não pode valer ironia provinciana, ridicularização e chacina pública”


"O selecionador nacional tem 67 anos.
Como tantos que amam este mundo, dedicou toda a sua vida ao futebol.
Começou a jogar ainda miúdo e, enquanto atleta, foi campeão nacional pelo Estoril em 1975.
Depois mudou de carreira, mas sem nunca descurar a importância dos estudos. É dos poucos da sua geração que tirou um curso superior e licenciou-se.
É treinador há mais de 30 anos.
Nessa função, esteve em vários clubes portugueses, incluindo FC Porto, Sporting CP e SL Benfica. É um dos poucos treinadores nacionais que dirigiu as três equipas mais representativas do país.
A norte foi campeão, conquistando o penta para os azuis e brancos (1998/99).
Pelo meio ganhou ainda duas Taças de Portugal consecutivas (em 1999/00 e em 2000/01) e duas Supertaças Cândido Oliveira também seguidas (1999 e 2000).
Resumo: cinco títulos pelo FC Porto em três épocas de trabalho.
Viajou para a Grécia onde, no seu primeiro ano, foi vice-campeão pelo AEK (com os mesmos pontos do campeão).
Venceu depois uma Taça helénica (2001-02).
Treinou ainda dois outros grandes clubes gregos: Panathinaikos primeiro e PAOK depois. Outro feito muito raro naquelas bandas.
Mais tarde, viu a Federação Grega de Futebol reconhecer a sua capacidade, convidando-o para selecionador nacional, função que exerceu de 2010 a 2014.
Comandou a seleção da Grécia em 49 jogos. Somou apenas 6 derrotas.
Qualificou os gregos para duas grandes competições internacionais: o Euro 2012 (chegou até aos quartos de final) e o Mundial de 2014 (caíu no desempate por pontapés de penálti, nos oitavos de final).
Pelo seu valor, competência e resultados - vou repetir esta parte: pelo seu valor, competência e resultados -, foi eleito quatro vezes (4X) como o melhor treinador do campeonato grego:
- Em 2001/02, 2004/05, 2008/09 e 2009/10.
Além disso, foi considerado o "Treinador da Década" na Grécia, prémio que venceu tendo em conta o período 2000/2010.
Em 2016 e 2019, foi eleito pela IFFHS como o "Melhor Treinador de Seleções do Mundo".
E esta também me parece uma parte importante para repetir:
- Fernando Santos foi eleito por duas vezes (2X) o melhor treinador de seleções do planeta! A última dessas condecorações foi há 2 anos!
Ainda em 2016, obteve outras distinções de revelo:
- A medalha de Ouro do concelho de Arganil;
- O título de Treinador de Futebol do Ano em Portugal;
- O prémio de Melhor Treinador da Europa;
- O prémio de Melhor Treinador do Mundo, atribuído pela conceituada Global Soccer Awards;
Já em 2017, recebeu o "Globo de Ouro" como Melhor Treinador do país.
Ainda nesse ano, foi considerado pela FIFA como um dos três melhores treinadores do mundo.
De novo? A FIFA considerou-o, há quatro anos, como um dos três melhores treinadores do mundo!
Fernando Santos está no comando da seleção portuguesa desde 2014 (substituiu Paulo Bento). Em sete anos no cargo, conseguiu para Portugal o que nunca nenhum outro selecionador conseguira para o nosso país:
- Ser Campeão da Europa (em 2016) e vencer outra competição internacional (Liga das Nações da UEFA - 2019).
O valor desportivo desses feitos foi imensurável. O retorno a outros níveis - da nossa autoestima enquanto povo à vertente financeira - nem vale a pena mencionar.
Talvez por isso, foi condecorado pelo Presidente da República com a Ordem de Mérito - Grande Oficial, num tributo que visou "distinguir actos ou serviços meritórios que revelem abnegação em favor da coletividade, praticados no exercício de quaisquer funções, públicas ou privadas."
Este é, à data de hoje, o currículo deste homem.
Fernando Santos é um profissional que merece respeito.
A crítica, a opinião que discorda ou a análise técnica que censura a tática são importantes e inevitáveis numa democracia. São imprescindíveis em qualquer função mais ou menos exposta.
Mas o tom, a forma e até algum do conteúdo que se tem visto, lido e ouvido, nos últimos dias, sobre a qualidade do seu trabalho, dão vergonha alheia.
Nenhuma pessoa merece passar por isto, depois de dar tanto a um povo, a um país, a uma nação.
Tenham paciência, mas não pode valer tudo. Não pode valer ironia provinciana, ridicularização e chacina pública.
Fernando Santos já fez mais do que o suficiente para merecer, de todos nós, admiração, elegância e gratidão.
Gratidão!
Fique ou saia, ganhe ou perca, apure ou não Portugal para o mundial.
Fica a opinião desinteressada de quem não confunde direito à crítica com atentado à reputação e integridade profissional."

Do Choupal até à Lapa, sem chão nem flores


"Em 1967, a Académica ficou em segundo lugar no campeonato e perdeu a final da Taça para o V. Setúbal. Depois foi à Madeira

Ao passar pelo cais de Santa Apolónia fiquei, por momentos saudosos, a observar o paquete Funchal, pelos vistos a ser remendado depois de anos e anos perdido no fundo do poço do ablívio. Em 1967, viajei nele para a cidade que lhe deu o nome. O meu pai ia cumprir a sua comissão como juiz de terceira, em Santa Cruz, essa aldeia que me ficou para sempre no ponto mais alto da ternura. É curioso como, agora que só há juízes de primeira sejam todos, ou quase todos, de segunda. De segunda apanha, quero dizer. Figuras sinistras como abutres nas suas vestes negras e de cérebros caliginosos nos quais a prepotência atinge os mesmos níveis do que a ignorância.
Em Santa Cruz aprendi a ler e a escrever, tive um mestre como professor primário, e tive o meu pai como mais mestre ainda quando me sentava ao seu colo, abria as páginas dos jornais e me ia ensinando as letras grossas dos títulos. Os jornais vinham por assinatura, no avião que aterrava e levantava aos sábados no aeroporto minúsculo que tinha uma varanda virada para a pista onde as pessoas assistiam à sua chegada e à sua partida enquanto tomavam capilés.
A Bola saía três vezes por semana e os três exemplares iam lá para casa juntos, amarrados com cordel. Quando comecei a ler sozinho, estendia aqueles lençóis no chão da sala e deitava-me sobre eles numa curiosidade excitada sem saber ainda que um dia, muitos anos mais tarde, iria subir a escadaria em curva de madeira carcomida do n.º 23 da Travessa da Queimada e sentar-me lado a lado com os nomes que aprendera a decorar: Carlos Pinhão, Vítor Santos, Aurélio Márcio, Alfredo Farinha, Carlos Miranda, Homero Serpa...
O meu pai foi estudante de Coimbra e deixou-se apaixonar pela Académica. Como qualquer filho que olhava o pai como centro do meu emergente mundo masculino, também eu ganhei a paixão pela Académica. Precisamente no ano certo. No momento exato em que a Académica era tão grande como o Benfica e o Sporting, acima até de FC Porto e Belenenses, a par com o Vitória de Setúbal. Tempos que não voltam mais.
Nesse ano de 1967 a Académica ficou em segundo lugar do campeonato, a três pontos do Benfica, e perdeu a final da Taça de Portugal para o vitória de Setúbal, eliminando o Benfica pelo caminho. Eu lia os nomes heroicos nas páginas enormes de A Bola e também não sabia que, muito anos depois, viria a ser amigo de tantos deles: o nosso ‘Velho Capitão’, Mário Wilson, o treinador, o meu querido Vasco Gervásio, dono de um sentido de humor tão coimbrão, o Rocha, afilhado de casamento da minha avó Manuela, lá no Olival, Toni meu irmão, Artur Jorge, os manos Vítor e Mário Campos, o Belo, agora na Dinamarca com quem vou falando todas as semanas. Quase todos rapazinhos de vinte anos com aquela camisola fascinantemente negra de losango ao peito e o mundo todo à sua frente numa mistura de rebeldia e alegria que bulia com um país a branco e preto.
Depois a Académica foi à Madeira. Calha-me ter uma memória comprida cujos braços se estendem até aos lugares meio obscuros da mais tenra da infâncias. Era um acontecimento. A Académica no Estádio dos Barreiros, ainda pelado, contra um Marítimo que boiava sem ambições nas divisões secundárias ou distritais, não sei ao certo.
O jogo, amigável, teve momentos pouco amigáveis, com um ou outro energúmeno a atirar garrafas para dentro do campo e os jogadores baixando-se para afastar os cacos. Era amigável mas um jogo, ainda assim. E a Académica, como era sua obrigação, ganhou e por muitos.
À medida que sabia ler e escrever, aprendi a bater à máquina, com um dedo só, como ainda hoje, as fichas dos jogos do campeonato. As fichas de A Bola começavam com um boneco, salvo erro do Francisco Zambujal, com dois jogadores disputando uma bola, cada equipado com as cores da sua equipa embora as cores também fossem a branco e preto e a gente só soubesse distinguir os que tinham riscas ou os que não tinham. Ou ainda os da Académica, fraternamente vestidos de negro por completo.
Em seguida, as fichas iam por ali fora: número de espetadores, tirado a ‘olhómetro’, o nome do estádio, do árbitro e dos fiscais de linha, seguido do nome do clube (em caixa alta) e dos jogadores que se perfilavam em campo com os pontos e vírgulas a fundamentarem as posições. Na final da Taça, foi assim: Maló; Celestino, Rui Rodrigues, Vieira Nunes e Marques; Toni, Vítor Campos, Ernesto e Crispim; Rocha (cap.) e Artur Jorge. O jogo durou 144 minutos até ser resolvido por Jacinto João, no segundo prolongamento, a fazer o 3-2
 A Académica está mergulhada numa classificação tão infeliz que é preciso uma lupa para a descobrir na tabela da II Divisão. A capa do Zeca já não dá no chão abrindo em flores. Do Choupal até à Lapa os sorrisos morreram nos lábios dos rapazes das camisolas negras que brilhavam ao sol."

Matateu: a oitava maravilha do mundo!


"Sebastião Lucas da Fonseca (o Matateu, para o Portugal todo, “desde o Minho a Timor”, como queria o Doutor Salazar) nasceu em Lourenço Marques, em 20 de Julho de 1927 e faleceu, no Canadá, em 27 de Janeiro de 2000. Foi aliás, no Canadá, que ele “arrumou as botas”, como jogador de futebol e com 50 anos de idade. Só com meio século, com os olhos enevoados de furtivas lágrimas, deixou de fartar a avidez do golo, que nele parecia inesgotável. Pisou, pela primeira vez, a relva das Salésias, num domingo de Setembro de 1951, se a memória não me engana.
Foi uma tarde de nervos, mas o jogo terminou com a vitória dos “azuis” por 4-3. E toda a gente se humildou perante a classe do Matateu. Marcou dois golos e ainda “deu” o terceiro. Findo o jogo, muitos dos adeptos do Belenenses, pasmados do alto nível futebolístico do moçambicano, levaram-no em ombros, em voltas sucessivas ao campo, as faces incendiadas de emoção, num desejo incontido de venerar o novo ídolo de Belém. Ouvi dizer, dias depois, que a Censura teria aconselhado os jornais a que não dessem demasiado relevo à fotografia de um preto “às costas” de uma multidão de brancos. Seria um escândalo! Isto, há 70 anos, no meio de tanta publicidade hipócrita à igualdade de direitos, entre os pretos e os brancos, no território português das províncias ultramarinas! Vejo desfilar na tela da memória os meus 18 anos empertigados e atrevidos, com um sorriso de gratidão ao Matateu daquele domingo - e afinal de tantos outros domingos, durante os 13 anos em que ele vestiu o símbolo do meu querido Belenenses. Em 1964, rumou ao Atlético Clube de Portugal, onde foi campeão nacional da segunda divisão. Jogou ainda no Gouveia e no Amora. E, por fim, no Canadá, para onde emigrou e, com 50 anos, jogava ainda, mas já sem sentir aquelas intensas vagas de desejo, que o empurravam à prática de um futebol de que só ele tinha o segredo. É que fintar e driblar, como ele o fazia, dentro da grande-área, rodeado de adversários… nunca vi! Nem eu, nem (assim o penso) ninguém. Tinha, física e tecnicamente, tudo o que tem um “génio da bola”. Os jornalistas, com algum exagero (aceito!) viam nele “a oitava maravilha do mundo”! Mas, se não era, andava lá por perto…
António-Pedro Vasconcelos, cineasta (dos maiores do nosso cinema), ensaísta de muitos méritos e um intelectual de indiscutível brilhantismo, levanta uma questão de premente atualidade: “A Europa tem alguma coisa ainda para nos prometer, para além da exibição turística das suas ruínas e da memória embalsamada de um passado glorioso? E os Estados Unidos terão ainda capacidade de vencer o vírus da descrença e do medo, depois do Vietname e do 11 de Setembro? (…). As velhas nações adormecidas, como a China ou a Rússia, por exemplo, serão capazes de reatar o seu antigo prestígio e acordar para um novo ciclo criador? Ou será da América Latina, dona de uma literatura romanesca original e abundante, que irão despontar essas grandes ficções que a ajudem a libertar-se, enfim, da opressão e da subalternidade a que foi submetida durante cinco séculos e que possam servir-nos de guia para este século?” (António-Pedro Vasconcelos, O Futuro da Ficção, Fundação Francisco Manuel dos Santos, Lisboa, 2012, p. 9). Valéry sublinhou que “as civilizações são mortais” e António-Pedro Vasconcelos relembra, muito a propósito: “A grande ficção é premonitória. Entre a exaltação e a denúncia, os grandes ficcionistas são os que nos dão novas armas para interpretar as nossas próprias ansiedades e os que alargam os horizontes do humano. São eles que iluminam e resgatam o que tem sido o lado negro do Ocidente: a tirania e a opressão, a escravatura e a colonização, a perversidade e o cinismo, a ganância e o abuso do poder” (idem, Ibidem, p. 11). O desporto altamente competitivo, mormente o futebol, continuam, como eu o venho dizendo há quatro décadas, a reproduzir e a multiplicar as taras da sociedade capitalista: as manias da competição e do rendimento e do recorde e do predomínio do quantitativo sobre o qualitativo. Ao contrário das frases engalanadas em favor da competição, como fator iniludível de desenvolvimento, escreve Humberto Maturana: “La conducta social está fundada en la cooperacion, no en la competência. La competência es constitutivamente antisocial porque, como fenómeno, consiste en la negación del outro. No existe la sana competência, porque la negación del outro implica la negación de sí mismo al pretender que se valida lo que se niega. La competência es contraria a la seriedade en la acción, pues el que compite no vive en lo que hace, se enajena en la negación del otro” (op. cit., p. 83).
Matateu não conheceu os rigores e a disciplina do profissionalismo do futebol atual. O profissionalismo do futebol começou, em Portugal, no S.L.Benfica, com o treinador Otto Glória. A este propósito, passo a palavra ao jornalista Luís Miguel Pereira: “Com a inauguração do Estádio da Luz, em 1954, o clube pôs fim a quase 50 anos de casa às costas. Mas a contratação de Otto Glória acabou por ser o passo decisivo para a profissionalização do futebol benfiquista. O treinador brasileiro promoveu infra-estruras e implementou regras de profissionalismo muito aproximadas aos moldes que existem hoje. Os modernos métodos de trabalho do treinador foram sempre escudados pela competente presidência de Borges Coutinho” (Luís Miguel Pereira, Bíblia do Benfica, Prime Books, Lisboa, 2008, p. 114). Luís Miguel Pereira, com afetuosa objetividade (porque é um benfiquista de todas as horas) salienta ainda, neste interessantíssimo livro, a criação do Centro de Estágio (Lar do Jogador), as regras que o competente treinador brasileiro implementou, no departamento de futebol do Benfica, o cuidado pela instrução académica dos jogadores, o ensino do inglês, lições de etiqueta, educação moral e religiosa – tudo o que Otto Glória (Otaviano Martins Glória) considerava essencial a um profissional de futebol. Nasceu assim o profissionalismo, no futebol, em Portugal, no Benfica e em 1954. E do Benfica foi amanhecendo, paulatinamente, nos principais clubes portugueses. É de Otto Glória (1917-1986) o célebre dito sentencioso: “o treinador, quando perde, é uma besta; quando ganha, é bestial”. Otto Glória, mesmo nas poucas vezes que perdeu, foi sempre um treinador “bestial” – nunca esqueceu o homem que fundamenta o jogador de futebol. Conversei, com ele, uma tarde, numa pastelaria da baixa lisboeta. Conservo duas frases que me disse: “Sem homens moralmente sãos, não há “craques”. O Pelé é um exemplo”. Pode haver “craques” (digo eu), mas que não deram tudo o que podiam dar ao futebol e à sociedade. E esta: “Quando cheguei, pela primeira vez, a Portugal, tive a clara sensação de que o futebol da América Latina estava em fase mais adiantada do que o futebol português”. E não voltei a encontrar-me com Otto Glória. Faleceu, em 4 de Setembro de 1986, depois de ter treinado o Benfica, o Sporting, a seleção portuguesa de 1966, o Belenenses e o Porto.
Como íamos dizendo, no Belenenses dos anos em que Matateu “jogou futebol” ainda imperava um semi-profissionalismo em que ao futebolista muito se exigia e ao homem-futebolista muito pouco se retribuía, em direitos e em cuidados que promovessem a sua humanidade. Uma ética do humano ainda não se praticava. Um treinador do Belenenses dizia-me convicto, referindo-se aos jogadores: “O que eles são lá fora pouco me interessa, o que me interessa é o que eles são, aqui, no Estádio do Restelo”. No futebol, naquele tempo, as palavras (como se aprende na Filosofia) ainda não estavam grávidas de sentidos existenciais, mormente de “cuidado” pelo homem-jogador. Neste momento, peço licença, para uma curta paragem. E entro de indagar: mas o Matateu “jogou” mesmo? Folheio Gadamer, no seu Verdade e Método: “O jogar não deve entender-se como o desempenho de uma atividade. Em rigor, o verdadeiro sujeito do jogo não é evidentemente a subjetividade daquele que, entre outras atividades, desempenha também aquela de jogar. Pelo contrário, quem joga é o próprio jogo” (Hans-Georg Gadamer, Verdad y Método, Sígueme, Salamanca, 1977, p. 147). “Quem joga é o próprio jogo” diz Gadamer. Aqui, peço licença para não acompanhar Gadamer: para mim, o jogo, designadamente na forma de desporto, não existe, mas os jogadores que o jogam. O desporto é um jogo lúdico-agonístico, com regras universais e, quando em alta competição, com as taras da sociedade capitalista que, acima, enumerei. Há (e gente de incontroverso rigor hermenêutico) que deriva a palavra “cuidado” do latim cogitare (pensar). Que o mesmo é dizer: só se tem cuidado por alguém, quando esse alguém tem importância para nós. Ainda digo de cor as características do jogo, que eu aprendera em Roger Caillois, no seu Les Jeux et les Hommes ( editado pela Gallimard) e repetia, nas aulas, aos meus alunos: o jogo é uma atividade livre (o jogador joga porque quer, como quer e quando quer); separada, no espaço e no tempo, das atividades produtivas; incerta (sem resultado previsível e estimulando por isso a capacidade inventiva do jogador; regulada (sem regras, não há jogo); improdutiva (o jogo não é ofício ou profissão – em princípio, não se joga para amontoar dinheiro ou perseguir a fortuna); fictícia, porque se pratica à margem da vida corrente.
Acresce, como o refere Kostas Axelos, que “o jogo não é apenas uma das forças fundamentais (a saber: a linguagem, o trabalho, o amor, a luta e o jogo) uma das configurações. O jogo penetra nelas todas, ao mesmo tempo que as engloba; todas são jogo e fazem o jogo que não é o jogo de alguém, ou de alguma coisa. Por detrás das máscaras, nada nem ninguém se esconde, a não ser o jogo do mundo (…). Neste, é o homem por inteiro que é o jogador e o joguete, faça ele o que fizer” (in João Tiago Lima, Jogar sem bola, Oficina, Évora, 2018, p. 37). Não é de estranhar, portanto, que o desporto, porque é jogo, em si englobe também o trabalho (no desporto profissional). O jogo está em tudo o que é humano. Daí, o desporto possa educar. Vou citar, agora, Teotónio Lima, professor de educação física e exímio treinador de basquetebol, sempre com pigmentos culturais na prosa dos seus livros que remetiam para a filosofia: “A corrida distingue-se do salto em comprimento, através da organização dos movimentos produzidos pelo atleta e realizados, no aspeto plástico-mecânico, pelo corpo. O pontapé de canto do futebol distingue-se do passo raso, à flor da relva, porque a organização dos movimentois e os respectivos objectivos são diferentes e são evidentemente executados voluntariamente pelo futebolista. Não são de facto as pistas e os recintos desportivos; não são os aparelhos de ginástica; não são as bolas, as raquetes, os engenhos e os materiais utilizados; não são as forças da Natureza que determinam as características das modalidades desportivas, mas sim os movimentos realizados pelo homem” (Teotónio Lima, o desporto está nas suas mãos, Livros Horizonte, Lisboa, 1988, p. 37). De um magnífico livro do filósofo português e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Diogo Ferrer, faço o seguinte recorte: “Não obstante as aparências, não se trata, no inconfessado da retórica, de uma ocultação como dissimulação, mas de uma tematização” (Transparências – Linguagem e Reflexão de Cícero a Pessoa, Imprensa da Universidade de Coimbra, 2018, p. 28).Quando digo e repito: “Não há jogos, há pessoas que jogam”, apelo sempre ao mesmo sujeito, o ser humano, como o faz Teotónio Lima e segundo os enunciados teóricos do Doutor Diogo Ferrer. É impossível pretender explicar o Desporto, sem invocar o ser humano que o corporiza. No génio futebolístico de Matateu, há o “homo biologicus” e uma cultura de um tempo e de um modo…"

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Antevisão...

Chamar os bois pelos nomes!!!


"Meus amigos, já aqui várias vezes nos insurgimos com vários orgãos de comunicação social ou meras páginas de internet. Recebemos em alguns casos comentários pouco simpáticos.
Enquanto não perceberem que há uma guerra sem tréguas de determinados orgãos de comunicação social e enquanto não tomarmos medidas para colocar um fim a esta guerra, vamos estar permanentemente sujeitos aos boatos para nos desestabilizar.
Importa por isso desmascarar de vez, e de forma oficial, todos esses orgãos. Importa por isso, no pouco que podemos fazer, boicotar a 100% esses filhos da puta. E esperar que os nossos responsáveis façam o seu trabalho, movendo as influências possíveis para silenciar esta guerrilha permanente de que estamos a ser alvos.
A última história inventada por esses filhos da puta é que o Rafa é que era o culpado da não ida de Portugal ao Campeonato do Mundo. Uma história tão mentirosa quanto patética, ainda por cima quando o mesmo Rafa nem esteve presente nesta última concentração. Isto é atingir o limite da mentira. São soldados colocados estrategicamente nestes orgãos para vomitarem notícias desta índole contra o Benfica.
As caras mais evidentes disto são a CMTV, o Record, a SIC e o Expresso. Não metemos neste saco o Jogo ou o JN porque esses já toda a gente sabe que são canais oficiais de propaganda do Calor da Noite e nem eles próprios se importam de o esconder.
Mas CMTV, Record, SIC e Expresso merecem toda a indiferença e indignação de todos nós. Se somos mesmo 6 Milhões de adeptos, cabe-nos a nós levar estes senhores ao charco. Pelo menos enquanto os Candeias desta vida, os Bitópintos desta vida, os Octávios Lopes desta vida, os Bernardos Ribeiros desta vida continuarem a liderar as linhas editoriais das secções de desporto destes orgãos. Tenham vergonha na puta da cara!"

Modalidades #61 - Semanada...

Fever Pitch - Rivais...

Falar Benfica #37

História na Suécia!

Hacken 1 - 2 Benfica


Praticamente tudo o que esta equipa fará na Europa este ano, será sempre histórico, hoje, voltámos a fazer história: os primeiros golos e a primeira vitória!!! Mais do que merecida... Já no Seixal, a semana passada, contra este mesmo adversário, a derrota foi muito ingrata, mas hoje, no último minuto, fez-se justiça!!!

Não é fácil destacar uma jogadora, mas voltámos a defender muito bem, as Suecas criaram muito pouco perigo... Na minha opinião, falta um bocadinho mais de 'confiança'/qualidade com posse de bola, para subirmos de nível... Entre passes falhados e duelos físicos perdidos, acabamos por ter pouco bola em zonas avançadas!

E se hoje o penalty assinalado contra o Benfica, existiu... faltou marcar, outro, a nosso favor!!!

Recordo que a Suécia é das principais potências do futebol feminino a nível mundial... é verdade que várias internacionais Suecas saíram do Hacken, mas não deixam de ser uma equipa com muito mais experiência do que o Benfica.

Matematicamente, ainda não estamos fora da qualificação, mas será praticamente impossível... o jogo com o Lyon na Luz, vai ser muito complicado... e depois em Munique...


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Confiança...

Benfica 3 - 1 Sporting
21-25, 25-18, 25-20, 25-22

Vitória, com os jogadores mais utilizados no banco!
Entrámos mal, mas a confiança não se perdeu e vencemos em 4 Set's!

1.ª lugar...

Benfica 86 - 84 Opava
13-23, 22-15, 29-19, 22-27


Jogo literalmente para cumprir calendário, o primeiro lugar já era nosso... Mesmo assim, podíamos ter gerido melhor os últimos minutos: emoção desnecessária!

Continuamos consistentes, na percentagem nos Lances Livres: sempre na casa dos 50%, ridículo!!!

Hoje, na bancada estiveram o Clifford e o Barroso, o Zé Silva e o Gaines (ainda sem ser oficial)!!!

Agora vamos ter uma segunda fase de grupos, com o Sporting e uma equipa Romena e outra Polaca. Os Corruptos, foram surpreendentemente eliminados, senão teríamos 3 equipas Tugas no mesmo grupo!!!


Mais Três – Porque não marcas no Benfica, Feiticeiro?


"Nasceu e cresceu a somar um número absurdo de golos. Ainda para mais, sem ser sequer um avançado de origem. Curiosamente, o principal traço que sempre evidenciou e que o levou à equipa principal do Benfica – Recorde a quantidade de golos que marcou no início da Liga 2 da temporada passada – é o que tem faltado na presente temporada para se impor definitivamente, tal como a sua qualidade faz por merecer.

Não é por escassa utilização que não se impôs ainda na presente temporada. Integrante de um plantel com um sem número de opções para as posições mais avançadas, beneficia ainda de poder ser o homem referência ou um dos que o acompanha. Tem sido merecedor dos mais diversos elogios por parte de Jesus. Entrega e Qualidade. Contudo, só mesmo porque lhe tem faltado o pormenor onde tão incrível sempre demonstrou ser, não é ainda uma referência incontornável na equipa.
Curiosamente, Ramos não perde uma oportunidade na selecção de todos nós, para balançar as redes. Soma oito golos em cinco jogos e no duplo confronto com o Chipre foram mais quatro:

Qualificação para o Euro Sub21


Estranho? Só ainda não ter marcado pelo Benfica. Lá chegará e para deixar marca."

Sorte e azar para Paulo Bernardo | SL Benfica


"Sorte e azar para a pérola do Seixal

No último Domingo, o universo benfiquista ficou abalado com a notícia de que Paulo Bernardo, a pérola do Seixal lançada recentemente na equipa principal, ficou infectado com Covid-19. Sorte e azar
Depois de ter sido lançado em pleno Allianz Arena e de ter rendido João Mário, lesionado, no jogo frente ao Sporting Clube de Braga, estavam reunidas as condições para que o médio de 19 anos pudesse vir a ganhar espaço nas opções de Jorge Jesus.
Mas, vírus à parte, será que a nova coqueluche dos encarnados terá mesmo capacidade para ser aposta regular na equipa principal a curto prazo?
João Mário tem sido dono e senhor da posição de número oito na equipa de Jorge Jesus, assumindo-se no imediato como um jogador fundamental na equipa, pela forma domo define e temporiza os ritmos de jogo, tanto com como sem bola, complementando muito bem com Julian Weigl, sendo os dois fundamentais no equilíbrio tático da equipa.
No entanto, a sobrecarga de jogos sobre o médio internacional português viria a fazer-se sentir, acabando por sair lesionado no jogo frente ao SC Braga. E a verdade é que, observando aquelas que à partida seriam as suas alternativas, nenhuma delas tem nem de perto nem de longe, as características que João Mário tem.
Adel Taarabt é um jogador que joga sempre em alta rotação. É mais ousado e arriscado do que o médio português nas suas ações, mas, por outro lado, tem muito menos critério na definição dos lances, deixando a equipa muitas vezes exposta em situações de transição defensiva.
Por outro lado, o jovem Gedson Fernandes é mais um box-to-box que se destaca pela capacidade de transporte de bola, mas que também possui várias lacunas a nível da tomada da decisão e da compreensão do jogo. Na minha opinião, as suas características seriam mais benéficas à equipa saltando a partir do banco de suplentes, do que marcando presença no onze inicial.
Já Paulo Bernardo é dos jogadores melhor referenciados da formação do SL Benfica nos últimos tempos. Sendo sénior de primeiro ano, leva 27 jogos e cinco golos pela equipa B, demonstrando ser um dos jovens de maior potencial na formação secundária dos encarnados.
O jovem português é um jogador que apresenta uma maturidade táctica e competitiva acima da média para a idade que tem, demonstrando uma grande capacidade de leitura e pensamento do jogo, pensando e executando mais rápido do que os outros. É daqueles jogadores que já sabe o que vai fazer com a bola ainda antes de a receber.
É um médio completo, que demonstra qualidade na construção de jogo e no transporte de bola, que também revela boa capacidade de finalização e que também tem uma excelente capacidade de definir os timings de pressão. Como tal, parece-me que é, de longe, o médio do SL Benfica cujas características mais se assemelham às de João Mário.
Infortunadamente, o facto de ter acabado de ficar infectado com Covid-19 foi um rude golpe para os adeptos do SL Benfica, que desejavam ansiosamente que chegasse uma oportunidade de ouro como esta para que o médio de 19 se pudesse afirmar na equipa principal encarnada.
Apesar disso, Paulo Bernardo é um jovem jogador com um potencial tremendo, ao qual não falta talento e qualidade para vir a ter mais oportunidades na equipa principal e poder mostrar todo o seu valor."

Emoção nos pavilhões


"Hoje temos sessão dupla na Luz, com o dérbi no voleibol e o jogo europeu no basquetebol, mas há mais.
Às 19h00, Benfica e Sporting medirão forças no voleibol. A nossa equipa vem de duas vitórias fora de portas no passado fim de semana, com destaque para a conseguida no pavilhão do Esmoriz, então, a par do Benfica, o único invicto no Campeonato. O Sporting, que neste momento ocupa a 3.ª posição na tabela classificativa, é outro dos candidatos ao título, pelo que se antevê uma partida difícil e em que o apoio dos nossos adeptos será determinante para alcançarmos o objetivo de vitória.
Duas horas mais tarde, às 21h00, será a vez da nossa equipa de basquetebol se apresentar em campo junto dos Benfiquistas. Trata-se da última jornada da fase de grupos da FIBA Europe Cup, no qual já garantimos o primeiro lugar no grupo C, frente aos checos do BK Opava.
Para acompanhar via Youtube (canal DAZN), temos o confronto, na Suécia, com o BK Häcken na Liga dos Campeões de futebol feminino. A partida tem início marcado para as 17h45 e é com o pensamento na vitória que a nossa equipa se preparou para o jogo.
Na semana passada, Benfica e BK Häcken defrontaram-se no Benfica Campus e ficou a sensação de que o resultado poderia ter sido diferente. Procurar um resultado positivo na Suécia é o desafio que se coloca à nossa equipa, a qual já demonstrou, por inúmeras vezes, que vive de vitórias, sempre as procurando e lutando por elas.
Por último, nota para o excelente triunfo obtido ontem, em andebol, na deslocação à Finlândia, ante o Cocks, por 32-37. O percurso incólume nas três primeiras jornadas da fase de grupos da EHF European League proporciona, para já, a liderança isolada no grupo."