Últimas indefectivações

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Rumo a Cardiff

"É só nisso que pensam os oito jogadores seleccionados, a equipa técnica e a CAIS, que continua a empreender este projecto extraordinário do mundo, cada vez mais complexo e exigente, do futebol social. O reconhecimento do futebol de rua pela FIFA e o apadrinhamento pela Federação Portuguesa de Futebol enquanto selecção nacional, em boa hora decidido e mais bem implementado, vieram acrescentar ao projecto da CAIS uma dimensão e um reconhecimento internacional com repercussões, lá fora e cá dentro, até porque as prestações das várias selecções ao longo dos anos têm sido de tal forma notáveis, que Portugal já ocupa o 3.º lugar no ranking de futebol de rua.
Mérito dos jovens e de quem com eles trabalha de forma continuada ao longo de todo o ano.
Mérito da CAIS, mérito de uma grande quantidade de associações e organizações de base local que dão corpo às equipas envolvendo mais de 1400 jovens nas fases distritais e nacional. Um trabalho notável de motivação pelo desporto e da capacitação ao nível das competências pessoais e sociais com impactos visíveis famílias e comunidades. A Fundação Benfica reconhece esse trabalho e os seus resultados, por isso apoia este projecto desde que deu os primeiros passos. Só podia."

Jorge Miranda, in O Benfica

Glorioso, universal e ainda mais campeão

"Estas semanas de preparação da nova época para a nossa equipa principal de futebol representam muito mais do que um estágio comum, ou mesmo ainda mais do que a importantíssima participação do Benfica no mais cosmopolita torneio internacional do Verão que inquestionavelmente dispõe da maior relevância no universo da bola. Os trabalhos deste período, já de si absolutamente decisivos para a sedimentação da condição física, perícia e mental dos jogadores e do próprio staff que os envolve, e indispensáveis para garantir a melhor condição que sustente neles a longa época das competições oficiais, são realizadas muito longe dos cenários habituais dos estágios e das concentrações.
Do ponto de vista do estrito grupo de trabalho, estes serão certamente os contextos adequados para com que se possam desenvolver modelos de convívio e novos registos de performance dos atletas e ainda, para que, num regime propício à reflexão, os técnicos melhor possam redefinir e normalizar o seu conhecimento específico acerca de cada jogador e de cada grupo funcional do conjunto no sentido do mais eficaz rendimento colectivo da equipa, no seu todo.
Ao participar nesta International Champions Cup, a equipa usufrui, dos diferentes ambientes de estágio conjuntamente escolhidos pelo Benfica e pela organização do torneio (e a convite desta), todos de verdadeira excelência mundial - no plano desportivo técnico-operacional, como, até, na esfera hoteleira.
E, sendo pontualmente chamada a três momentos de competição com outras formações de grande prestígio internacional dada a natureza do grande torneio, a nossa equipa pode aferir os primeiros resultados práticos do concentrado esforço de preparação, assim realizado em condições tão excepcionais.
Ou seja, hoje em dia, mesmo quando joga a feijões, o Benfica junta-se aos seus pares; convive com eles, prepara-se como eles, evolui com eles e joga e ganha (ou empata e perde...) como eles. Dispensa-se de praticar como os outros fazem, em piores condições e com outros, menos preparados e mais fáceis.
Mas, ainda assim, ressalta uma área específica em que o Benfica ganha sempre: é quando, como agora, aproveita para acrescentar o seu prestígio internacional por onde anda; por um lado, sendo chamado a juntar-se aos melhores de todo o mundo; por outro, levantando bem alto a imagem do nosso país e, especialmente, junto dos nossos saudosos emigrantes benfiquistas, ao levar-lhes esta ideia imorredoira de um grande Benfica, cada vez mais glorioso, mais universal e ainda mais campeão."

José Nuno Martins, in O Benfica

Jonas 'abre' o Livro !!!

Treino... em Rugters

Parceira 1.ª de Agosto

"Angola é um dos países onde o Andebol é mais desenvolvido em África. Tanto o Andebol como o Basquetebol são dois desportos muito populares lá. No Basquetebol tiveram o primeiro jogador a ser draftado para a NBA em 2019. Trata-se de Bruno Fernando, poste dos Atlanta Hawks. Nas duas modalidades, a selecção nacional é presença recorrente no Mundial. No último Mundial de Andebol, Angola bateu o Qatar (vice-campeão Mundial em 2015) por 24-23 (e a 40s do fim estava a perder 22-23).
O Benfica anunciou na semana passada uma parceria com o 1º de Agosto em Andebol - acho que a seu tempo, uma parceria do género no Basquetebol valia a pena pensar. Nesta parceria o Benfica vai dar formação aos treinadores do 1º de Agosto e em troca vai receber atletas do clube angolano. O primeiro atleta a vir para Lisboa vem já na próxima época e trata-se do Romé Hebo, central que chegou a ser dado como certo no Dinamo Bucareste (equipa de Champions League) neste mercado de transferências.
Romé Hebo deverá assim fechar o plantel. É um atleta com um bom remate e que defende bem. Em Portugal não vai ter o mesmo espaço para utilizar o remate, mas é uma questão de se adaptar. Se o fizer, tem tudo para ser um reforço muito interessante.
O FC Porto criou uma parceria semelhante com a Federação Cubana e isso acabou por lhes valer uma série de títulos nos últimos dez anos. Esta movimentação pode ser semelhante. Se o Benfica conseguir detectar quatro ou cinco atletas e os conseguir trabalhar bem, podem estar em Angola os nossos Quintas, Daymaros ou Alexis. Vamos ver como é que Carlos Resende reage. Por um lado, é o homem perfeito para adaptar o talento de Romé Hebo a Portugal. Por outro, sempre disse que estava aqui para trabalhar jogadores nacionais."

Uma final de todos

"Quando no início de época (re)começou a caminhada da Selecção de sub-19, que já vem de épocas anteriores, muitos levantaram dúvidas se seria possível chegar a uma fase avançada da competição, principalmente após o jogo particular contra a Inglaterra. Na verdade, perder um jogo por diferença expressiva cria um ambiente de desconfiança entre quem não está por dentro do processo de desenvolvimento de uma equipa nacional. Perder nunca é bom, contudo, é necessário tirar conclusões numa fase inicial, perceber as alterações que são fundamentais concretizar e continuar a fazer o caminho. Não significa que se vá ter sucesso. Os bons jogadores são importantes, direi até decisivos, mas só têm um rendimento máximo quando integrados numa equipa. Esta é a dificuldade, como tal também a chave mestra. Para que se chegue a este patamar são precisos bons jogadores, treinadores, dirigentes, staff de apoio, e uma competição que enquadre esse mesmo talento. Ter a possibilidade de competir num espaço de qualidade de competir num espaço de qualidade superior, seja nas equipas B ou na Liga Revelação, ajuda a atingir níveis superiores de rendimentos. Os clubes, nesta fase, são os maiores responsáveis por conseguirmos potenciar as capacidades dos jovens jogadores, como, numa fase anterior, as Associações Distritais têm um papel de relevância. Não podemos dissociar ninguém, todos são importantes,cada um no seu momento, para que as selecções consigam ter resultados e em simultâneo ajudem a aumentar a qualidade dos praticantes. Esta final, que nunca foi anunciada, esteve sempre no sonho destes jovens jogadores. Todos eles, os que a vão jogar e os que participaram no processo, estando ausentes por opção ou porque já estão integrados nas equipas profissionais, merecem o nosso reconhecimento. Acreditaram sempre, empenharam-se, formaram com os treinadores e restante staff uma equipa. É na verdade uma final de todos."

José Couceiro, in A Bola

O privilégio da dificuldade: o all-in de Renato

“Tivemos uma oferta muito tentadora, mas Renato Sanches nem quis saber”. Foram estas as palavras de Karl-Heinz Rummenigge, presidente do Bayern Munique, que voltaram a lançar o debate a propósito do futuro do internacional português no clube alemão.
No rescaldo do encontro entre Bayern Munique e Real Madrid a contar para a International Champions Cup, que terminou com uma vitória da equipa da Baviera por 3-1, a permanência de Renato Sanches no clube alemão voltou a ser alvo dos holofotes da comunicação social internacional.
O médio, que alinhou de início ao lado de Thiago Alcântara e Corentin Tolisso, esteve em bom plano no meio-campo dos campeões da última edição da Bundesliga, tendo sido substituído ao intervalo. No final do encontro, Rummenigge, em declarações ao canal de televisão alemão Sport 1, foi fiel à sua imagem e assumiu que recebeu uma oferta “muito tentadora” pelo internacional português, à qual o jogador “nem quis saber”.
O presidente do gigante alemão acabou por revelar uma conversa entre Renato Sanches, Niko Kovac, treinador do Bayern Munique e Salihamidzic, director-desportivo do clube, na qual o timoneiro dos bávaros terá dado conta da intenção de contar com o médio de 21 anos de forma regular, factor que terá pesado na decisão do ex-Benfica em permanecer ao serviço dos Die Bayern.
Mas terá sido a decisão mais acertada por parte de Renato? Recorde-se que a pérola negra da formação encarnada desde cedo atingiu os mais altos palcos do futebol europeu, quando com apenas 18 anos foi peça-chave na engrenagem da máquina benfiquista de Rui Vitória e na selecção nacional que levantou o troféu mais importante de selecções da UEFA, em 2016. A estes feitos, juntou-lhes inúmeras distinções individuais, das quais se destacam Jogador Revelação da Liga Portuguesa, Melhor Jovem do Campeonato da Europa e Golden Boy.
Consumada a época que o lançou para a alta roda do futebol internacional, foi a cidade conhecida pela Oktoberfest e pelas cervejarias que recebeu o jovem que ainda há poucos meses balançava as rastas pelo Caixa Futebol Campus. O Bayern Munique havia sido o destino eleito pela nova coqueluche do futebol português prosseguir a sua promissora carreira.
Às dúvidas inerentes a esta mudança, os mais optimistas respondiam que um bom jogador joga em qualquer clube e em qualquer campeonato; já os mais cépticos contrapunham com o estilo de jogo mais físico e vertical do médio, em contraciclo com a ideia de posse que vigora na Allianz Arena desde que Guardiola trocou Barcelona por Munique, rompendo com o legado de Jupp Heynckes. As constantes transições em condução e as variações de jogo através do recurso ao passe longo foram dando lugar a um futebol mais pausado – e pensado -, numa equipa que joga em organização ofensiva a grande maioria dos encontros.
Três épocas volvidas, um empréstimo ao Swansea City e meia centena de jogos pela equipa principal do Bayern é o saldo actual da carreira de Renato Sanches até ao presente. Se é verdade que estes números não vão encontro das perspectivas mais optimistas de quem torcia pelo sucesso do “Bulo” da Musgueira, não é menos verdade que aos 21 anos ainda vai a tempo de afirmar-se no histórico alemão.
Se para dançar o tango são precisos dois, para dançar a polca são precisos onze e o “35” já nos mostrou que pode ser um excelente dançarino."

A condenação de Ana Gomes

"Ana Gomes está para a política como as redes sociais estão para os media. Não tem filtros diz o que lhe vai na cabeça e não se importa com a diferença entre o que acha que é e o que é. Pode haver quem diga que está no seu direito de ter opinião, mas não é verdade. O direito a ter opinião não é absoluto. Há uma fronteira entre ter opinião e ter uma obsessão. Para Ana Gomes, os negócios do futebol são sujos. Em razão deste raciocínio brejeiro, o negócio da venda de João Félix, uma vez que envolve muito dinheiro, é sujíssimo. Legítimo será perguntar porquê. Ou seja, pedir a Ana Gomes, que é uma figura supostamente responsável da politica nacional, que explique em que se baseia para o afirmar. Mas a essa pergunta, Ana Gomes, infelizmente, não consegue responder de forma suficiente. Acha que é assim, tal como acha que Rui Pinto é um herói que entra em casa de qualquer pessoa, apenas e só com o fim altruísta de acabar coma imoralidade e com a corrupção. Para Ana Gomes, Rui Pinto está a sofrer por estar do lado dos bons contra os maus. Ou seja, para desgraça da credibilidade politica de Ana Gomes, está a parecer-se, cada vez mais, com o seu inimigo Donald Trump. 
Evidentemente que o Partido Socialista, do qual Ana Gomes faz parte, teve de cumprir o doloroso dever de vir a público demarcar-se das insustentáveis declarações da sua militante e ex-deputada europeia. Julgo que o fez com algum alivio e, ao mesmo tempo, com uma subliminar condenação. 
Permanece uma dúvida: o que move Ana Gomes? Admite-se que possa ser algo de bom, mas dificilmente alguém conseguiria fazer melhor para parecer que é algo de mau."

Vítor Serpa, in A Bola
"«...Consequently, many clubs and players have built larger audiences than traditional media...». Este abrangente artigo do Finantial Times explica objectivamente os desafios que a internet e as redes sociais colocam aos clubes de dimensão mundial. Não por acaso, o artigo refere o Benfica, juntamente com outros previsíveis referenciais como o Real Madrid, o Manchester United, o Arsenal, a Juventus.
O que têm em comum? A capacidade de chegar e despertar interesse onde exista uma ligação à internet.
E o que é que isso permite? Vender a sua marca, os seus produtos e os produtos de outras marcas parceiras.
O que é que isso significa? Aumentar para níveis estratosféricos as suas receitas.
Quem diz os clubes, diz atletas especiais como Cristiano Ronaldo que é o desportista no mundo com mais seguidores nas redes sociais.
Encontram então explicação para os 120 milhões de euros de João Félix? Claro que sim. Talento associado a uma imagem vendável gera um potencial de negócio que vai muito além do retorno possível de uma futura venda. Portanto, o negócio de lavandaria, que a mal intencionada Ana Gomes insinua existir, não é mais que a possibilidade de fazer um tailandês gastar 1 euro com o seu cartão de crédito para fazer o download de um momento da vida do jogador.
E por aqui se explica o súbito interesse de figuras como a rapinácia Ana Gomes sobre o futebol. Capta audiências que nunca sonharia ter com as suas alterosas e inconsequentes intervenções políticas. No outro lado do leque do desespero, temos a imprensa tradicional e os grupos de media em geral. As redes sociais estabelecem uma relação directa entre os clubes e os consumidores mediada, de forma gratuita, por plataformas que ganham com a utilização massiva dos seus serviços. Quanto mais forte for a marca do Clube mais longe chegará, mais consumo gerará, menor dependência terá de mediações anquilosadas. É um pesadelo para empresários habituados a oligopólios de baixo custo e reduzida qualidade, já para não falar do (ausente) compromisso ético. O Benfica foi o mais rápido na grelha de partida. Muito por força da circunstância de estar espalhado pelo mundo e ter uma massa adepta (e consumidora) a exigir mais e melhor Benfica. Sempre.
Os outros vivem nos enredos das suas claques legalizadas. Daí a percepção do Benfica como uma obsessão a atingir, independentemente dos meios e dos resultados.
A International Champions Cup é uma competição de prestígio que se enquadra e serve este futebol-negócio contemporâneo. É um veículo de marcas ganhadoras. Compreenderão, pois, a importância do título da época passada. O Benfica é uma marca que ganha mesmo quando é combatida por métodos criminosos, como o roubo de dados e a sua utilização ilícita. O seu sucesso é a prova de que uma produção audiovisual pode ser mais eficaz que a ameaça a um árbitro.
E que uma dúzia de acórdãos disciplinares, surgidos de processos enviesados, são recicláveis por uma mensagem de fair play. No meio disto tudo, o que são directores de comunicação, comentadores, analistas, especialistas e tantas outras figuras que encontraram no espaço do futebol e na expressão do anti-benfiquismo o seu elo de existência? São uma espécie de combustível orgânico.
O Benfica está onde está graças à sua marca e essa foi gerada e evolui a partir da coesão dos Benfiquistas e do seu foco na Vitória. Quanto a isso os "haters" podem muito pouco, ou quase nada.
Os parasitas podem apenas aquilo que as fraquezas próprias permitirem.
Longa vida ao Sport Lisboa e Benfica, que está e sempre esteve do lado da razão. E da paixão."

Lendas do Universo Benfiquista: Duarte Borges Coutinho

"O Benfica é um clube do povo. Caricato se torna, portanto, que o seu melhor presidente de sempre tivesse sangue azul. Duarte Borges Coutinho da Câmara era o quarto Marquês da Praia e Monforte, título hereditário da família de excelente trato social. Ao espírito corajoso e simplista português juntou-lhe uma personalidade extremamente moldada pelos cânones britânicos. De boa educação, tira em Londres o curso de engenharia. Na erupção da segunda Grande Guerra, alista-se na RAF (Royal Air Force) como voluntário no combate contra o nazismo. A mesma paixão pela liberdade e a tolerância, qualidades que o caracterizaram para sempre, aliadas ao talento como diplomata, fizeram dele o gentleman por excelência e tornaram-no numa figura ímpar do dirigismo desportivo português. Soube representar como ninguém o clube junto das mais altas instâncias sociais, políticas e desportivas, em Portugal e no Mundo.
Inovador e arrojado nas suas ideias, com tiques futuristas, cabe-lhe a missão de renovar a já entediada geração bi-campeã europeia, tarefa que cumpre na perfeição. Faz coabitar no mesmo balneário a experiência de Eusébio, Simões e Jaime Graça com a vitalidade de José Henrique, Humberto Coelho, Toni, Artur Jorge, Néné, Jordão ou Vítor Baptista, ases das décadas seguintes. Como assumido adepto da cultura inglesa, é no outro lado do canal da Mancha que descobre o timoneiro desta super-equipa, que nas suas mãos se tornaria invicta: Jimmy Hagan, team manager do West Bromwich Albion e vencedor da FA Cup poucos anos antes. O talento português floresceu com a disciplina imposta pelo ex-soldado inglês, fortalecendo as bases para uma equipa que se manteria, grande parte dela, junta até meados dos anos 80. Tricampeão, Hagan, só não faz crescer ainda mais o número de títulos consecutivos por, na despedida de Eusébio, ter batido com a porta após episódio inusitado. Borges Coutinho, além de fazer de Mario Wilson o primeiro português a ser campeão ao comando do Benfica, não sai da presidência sem antes tornar a Inglaterra para descobrir outra figura benfiquista: John Mortimore. É também conhecido o desejo tímido de entregar a equipa a Pedroto, contratação que o presidente nunca efectivou por temer fricções e divisões na massa associativa. Um visionário sensato. António Simões foi importantíssimo no projecto de reestruturação do Benfica dos anos 70 enquanto capitão de equipa.
É de Borges Coutinho a decisão de finalmente tomar posse dos terrenos da Luz, construindo três campos de futebol, uma pista de tártan e oito campos de ténis, alavancando as modalidades (ainda) amadoras e solidificando as suas bases, permitindo às gerações benfiquistas vindouras condições desportivas de excelência.
Eleito a 12 de Abril de 1969, reunindo 58% dos votos numa luta a três com Fernando Martins e Romão Martins, Duarte não precisa de concorrência nos três biénios seguintes, sinal de uma unanimidade esclarecedora e assente em toda a sua competência, reconhecida por sócios e adversários. Durante a sua gerência conseguiu sempre consensos em relação às questões mais sensíveis, dotando o seio do clube de uma unidade pouco vista até então e que se desvaneceu logo após a sua saída em 1977. Com ele, apesar do falhanço da retoma europeia (Ajax, Bayern e Liverpool eram efectivamente melhores), o Benfica consolidou a hegemonia nacional com seis campeonatos (1969, 1971, 1972, 1973, 1975 e 1976) e três Taças de Portugal (1969, 1970 e 1972), num palmarés que era até há bem pouco tempo o mais preenchido de todos os presidentes do Benfica.
Com o 25 de Abril, os ventos de mudança trouxeram à sociedade portuguesa novas dinâmicas e consciências e essas influências progressistas chegaram ao Benfica. Borges Coutinho, grande de espírito que era, entendeu a mensagem e, com a dignidade intacta, retira-se de cena, motivado também pelos cuidados a que a doença o obrigava. Em 1977, perde as eleições para José Ferreira Queimado, num processo natural de sucessão e no qual o desgaste dos anos propiciou. 
Invariavelmente, “os bons despedem-se cedo”. Em 1981, durante um jogo de golfe, uma das suas paixões, sente-se mal e o efeito é devastador. Pressentindo o adeus, volta à Grã-Bretanha, último refúgio e lugar que o confortava. A 18 de Maio, aos 59 anos, o melhor presidente da história do Benfica e uma das mais prestigiosas figuras da sociedade portuguesa do século XX despede-se, deixando um legado muito difícil de igualar, quer pela sua postura nobre em todos os momentos da sua vida quer pela competência que demonstrou ao leme do maior clube português.
Mais tarde, em 1973, é condecorado com a Águia de Ouro."

Karaté estreia-se nos Jogos Olímpicos

"O Karaté prepara a sua estreia nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, no Japão, país emblemático e de enorme significado para a modalidade com origens na “terra do sol nascente”.
A proposta do Comité Organizador dos JO Tóquio 2020 de incluir o Karaté entre as cinco novas modalidades foi o “anel” fundamental junto do Comité Olímpico Internacional para a concretização de um sonho de cerca de 10 milhões de karatecas, de mais de 130 países espalhados pelos cinco continentes.
A capital nipónica, designadamente o mítico “Nippon Budokan”, está a menos de um ano de receber o maior espectáculo desportivo mundial de Karaté, onde participarão apenas 80 atletas distribuídos por oito categorias, segundo critérios de qualificação muito apertados.
O Karaté nacional tem alcançado nos últimos anos extraordinários resultados a nível internacional em disciplinas de um elevadíssimo grau de participação e competitividade europeu e mundial, e apesar do difícil processo de qualificação olímpica tem no horizonte o objectivo da qualificação para os JO Tóquio 2020. Há uma química de forças vivas entre atletas, treinadores e dirigentes, alicerçada nos valores da resiliência, dedicação e capacitação de competências, capaz de romper com as adversidades colocadas no caminho da concretização deste Sonho.
Ainda muito recentemente, o Karaté nacional exultou com a obtenção de um resultado histórico, medalha de bronze na disciplina de kata por intermédio da atleta Patrícia Esparteiro, nos II Jogos Europeus, em Minsk. Esta medalha abriu uma possibilidade de qualificação…
Por outro lado, o Karaté nacional tem em perspectiva atacar estrategicamente o torneio de qualificação olímpica, a realizar entre os dias 8-10 de maio de 2020, em Paris, onde será possível qualificar directamente os atletas com lugar de pódio.
Não será a nossa posição geográfica, menor nível de participação e competitividade, menor investimento no desporto, menor nível de condições de preparação, menor cultura desportiva, comentários derrotistas ou pessimistas, que farão diminuir a nossa AMBIÇÃO. É na base de referências racionais, criação de rede e sinergias que investimos as nossas acções, movidos pela cultura vencedora dos nossos antepassados e heróis nacionais, de forma a despertar e alavancar as melhores soluções para alcançar os objectivos individuais e colectivos.
O apoio em diversas áreas proporcionado pelo Comité Olímpico de Portugal, consagrado no Programa de Preparação Olímpica – Tóquio 2020, nomeadamente no âmbito da Psicologia, Apoio Médico, Nutrição, Deslocações, Apoio Técnico, etc., é um motor estratégico na dinâmica de preparação e participação dos nossos atletas, treinadores, dirigentes e encarregados de educação.
Esta rede sistémica, cada vez mais em evidência entre os organismos que tutelam o desporto português, é fonte de inspiração, sobretudo para quem vive mergulhado no movimento desportivo olímpico, ancorado pela paixão da Conquista, o orgulho em representar Portugal e o despertar pelo sentimento de Luta por um país que merece todo o nosso Esforço e Superação. É neste combate de resiliência e determinação holística que podemos perpetuar e celebrar os nossos Sonhos.
Vamos Conseguir!"

Justo reconhecimento

"É sempre gratificante constatarmos que não somos só nós a afirmar a força da marca Benfica e a sua inegável projecção internacional. Quem, de forma independente, se dedica a analisar estas questões, acaba sempre por chegar a essa conclusão. E mais ainda quem, por desejar o devido retorno do seu investimento, estuda aprofundadamente estes temas.
É o caso de Charles Stillitano, o presidente da empresa que detém a International Champions Cup. Para Stillitano, a participação benfiquista no mais prestigiado torneio de pré-época justifica-se pela “longa tradição e sucesso” do Clube. Além disso, e voltamos a citar Stillitano, “o Benfica tem um apoio fantástico nos Estados Unidos, fruto da comunidade portuguesa. Historicamente é um clube lendário na Europa e continua a desenvolver talentos de classe mundial”.
As Casas do Benfica espalhadas pelo mundo contribuem decisivamente para este contexto. E essa é uma das razões para que o Benfica, sempre que tem oportunidade, estimule a proximidade com os seus adeptos. A visita a sete das onze Casas do Benfica na América do Norte é indispensável e amanhã será a vez da Casa em New Bedford, cuja inauguração contará com a presença do Presidente Luís Filipe Vieira. No domingo, às 20 horas, terá início o terceiro e último jogo da digressão, frente ao AC Milan (15 horas locais), em Foxborough, Massachusetts.
Justo reconhecimento ao mérito é também hoje o que estará em causa no lançamento do livro, que esta tarde será apresentado no Estádio da Luz, “O Benfica segundo Jonas” do jornalista Luís Miguel Pereira e que contará com a presença do jogador e do Presidente Luís Filipe Vieira.
Um livro biográfico com a visão do jogador por uma das histórias mais extraordinárias de afirmação e identificação de um ídolo com o seu clube. Do prefácio do livro, feito pelo Presidente do Benfica, destacamos uma das passagens mais expressivas sobre a importância, o significado e o exemplo de Jonas em todo o tempo da sua passagem pelo nosso clube e na recente Reconquista.
“Criei com Jonas ao longo destes anos uma relação de amizade pessoal. As nossas conversas no Seixal, a forma como acompanhei a determinação com que enfrentou os seus diversos problemas físicos, e nesta última época, o impressionante carácter que revelou em, estando limitado fisicamente, ser uma das peças mais fundamentais e chaves da Reconquista, são marcos inesquecíveis que nunca poderei esquecer.
Jonas, jogasse 90, 45, 15 ou 10 minutos ou nem entrasse, estava lá. Para decidir com golos, para motivar com o seu carisma, mas sobretudo pelo exemplo que dava. Como ele fez questão de dizer a todo o plantel no final de um dos jogos mais importantes da caminhada vitoriosa para o 37, 'acima de tudo, de todos e de cada um de nós está o Benfica'. Um livro sobre um ídolo, que já não podemos ver em campo, é mais uma oportunidade para nos voltarmos a entusiasmar, a sonhar e a admirar a vida de quem nos brindou com tantos momentos de alegria, de magia e de eficácia.”
“Obrigado, Jonas” é um sentimento que, estamos certos, é comum a todos os Benfiquistas.

P.S.: O Atletismo do Benfica luta este sábado e domingo à tarde, em Leiria, pela possível conquista do nono título consecutivo no Campeonato Nacional de Clubes. Também esta equipa deseja e necessita do apoio dos Benfiquistas no Estádio Dr. Magalhães Pessoa."

Mais um treino...

Benfica 6 - 0 Baltimore


Benfiquismo (MCCXLIII)

Não correu muito bem...!!!

Rock and Roll, Lage


"O primeiro período do Benfica ante a Fiorentina foi verdadeiramente impressionante no que concerne ao tomar as rédeas da partida, através do instalar no meio campo adversário.
Para tal muito contribuiu a forma como o modelo encarnado prepara a reacção à perda, mas tão importante quanto isso, as características de Gabriel Pires e Florentino Luís.
Autênticos “monstros” de passada larga e extremamente veloz, juntos taparam saídas, e encostaram a Fiorentina atrás. E das poucas vezes em que foram batidos, a grande velocidade voltavam para trás da linha da bola, entrando no lance do ponto de vista defensivo, ajudando a equipa.
Na pressão no meio campo ofensivo, na reacção à perda ou até no timing para sair para desarmar em organização, não está fácil enfrentar a dupla de médios encarnados."

ACF Fiorentina - SL Benfica

"Vitoria por 2-1. Bruno Lage repetiu boa parte do 11 do jogo com o Chivas. As únicas mudanças foram as entradas de Zlobin e Rafa para os lugares de Odysseas e Caio Lucas. A Fiorentina apresentou-se com um 4-4-2, com vários dos titulares a entrarem só ao intervalo. O jogo propriamente dito não foi muito diferente do jogo contra os mexicanos. Benfica com algumas dificuldades a construir na primeira parte. Segunda parte ligeiramente melhor. O Rafa criou e teve boas oportunidades, mas nunca conseguiu finalizar. O golo do vitória acaba por aparecer, caído do céu, num balazio de Caio Lucas já nos descontos. Lage só mexeu na equipa já perto do minuto 75. Umas notas sobre o jogo.
1. Rafa. O nosso melhor em campo. Com muita jogada individual, muitas combinações e com as duas-três melhores oportunidades que tivemos. Rafa tem uma combinação muito boa que culmina com um remate de fora de área a rasar o poste, tem um remate na sequência de um canto muito bom e tem uma jogada onde aparece isolado na cara do guarda-redes.
2. Pizzi. Ainda não está na forma fantástica do ano passado. Teve algumas falhas técnicas que não são normais nele. Mas boa parte das melhores combinações que tivemos envolveram o Pizzi. as falhas a curto prazo vão desaparecendo.
3. Gabriel. Jogo a fazer lembrar o seu ano passado, com passes teleguiados para o ataque muito certeiros. A nível de pressão e reação à perda da bola pode melhorar.
4. RDT e Seferovic. Voltaram a entrar no onze titular e até estão na jogada do primeiro golo - um assistiu, outro marcou - mas depois a equipa teve muitas dificuldades em chegar à baliza adversária. Privilegiámos o jogo directo, com bolas bombeadas nas costas da defesa italiana ou cruzamentos para a área, e até tivemos algumas oportunidades, mas a qualidade do jogo e a facilidade da finalização não é a mesma. Jogamos melhor com um avançado mais móvel por de trás de RDT ou de Seferovic. Esta solução não é nem eficaz, nem atrativa, pelo menos para já.
5. Florentino Luís. Foi titular. Entrou bem, depois falhou algumas marcações, mas a seguir já esteve um grande corte. Foi uma verdadeira montanha russa de emoções neste jogo. Ainda não revi o jogo, mas ficou-me a sensação que por várias vezes a Fiorentina conseguiu criar perigo porque furou a nossa linha do meio campo. É aquela falta de agressividade.
6. Ferro e Rúben Dias. Acumularam vários erros hoje. Foi dos piores jogos que já os vi fazer em conjunto. Por vezes não tiveram culpa porque apareciam em 3 vs. 2 sem que eles pudessem fazer muito melhor.
7. Ivan Zlobin. Foi titular. Sofreu um golo onde fica a sensação que não vê a bola partir - passou pelo meio das pernas do Rúben. Tem lá um momento às aranhas num canto. De resto foi uma metade tranquila.
8. Mile Svilar. Foi a única substituição ao intervalo. Teve duas ou três defesas. Não o incomodaram muito.
9. Caio Lucas. Quando já só faltavam 10 minutos para o fim do jogo, Bruno Lage decide meter Caio, Chiquinho e Jota. O jogo não revolucionou, mas já no caiur do pano, o Benfica consegue criar um desequilíbrio com a bola a vida da direita para a esquerda, aproveitando a superioridade numérica momentânea para permitir a Caio Lucas fuzilar o guarda-redes da Fiorentina sem oposição, marcando o golo da vitória. Mais uma vez, o Caio foi fundamental.
10. Fejsa. Jogou 15 minutos. Não se deu por ele. Mas o Samaris nem saiu do banco.
Ganhar é importante, mas jogar bem também é. Fica a sensação que não jogamos melhor porque não metemos os melhores. Se temos uma maneira de jogar e essa maneira de jogar é bastante boa, para quê inventar algo com o mesmo sistema mas com ideias completamente distintas - jogo directo. Talvez seja apenas Bruno Lage a querer testar as coisas, mas quando falta apenas uma semana e uns dias para a Supertaça esperava um onze base e umas ideias base mais bem definidas. Como é a sua primeira pré-época ainda é difícil perceber o que quer de cada jogo."

Cadomblé do Vata

"1. Obviamente, devido ao horário, não consegui ver o jogo, tendo apenas passado os olhos por um resumo... entendam, hoje é dia de trabalho e se tivesse ficado até às 3h00 a ver o SLBenfica, não conseguia estar a ver resumos e a escrever isto em horário laboral.
2. Jogamos contra a equipa que é constituída pelos filhos do Enrico Chiesa e do Diego Simeone... e tem uma claque amiga da Juve Leo, portanto constituída por filhos da...
3. Zlobin tem uma marreca lixada nas costas... se lhe endireitassem aquilo, crescia 10cm e tinha defendido o remate que deu o empate à Fiorentina.
4. Contra o Chivas, Caio fez uma assistência; hoje marcou um golo... o rapaz está a adaptar-se tão depressa ao futebol, que se o Lage não toma atenção, no final da temporada é o 7 que dá a táctica.
5. Finalmente estamos a ter uma participação na ICC condizente com o nosso estatuto... o sonho agora é bater o Milão, vencer a ICC e no próximo ano disputar a Copa Ibérica da LPFP com Valladolid, Málaga e Benfica B."

quinta-feira, 25 de julho de 2019

(...) viu o heat map de Gabriel a formar um 3 e um 8 e Rafael Alexandre já semeia o pânico rumo aos quartos de final da Champions

"Zlobin
Sejamos realistas. Não sei se é suposto um terceiro guarda-redes chegar àquele remate do Vlahovic. 

Nuno Tavares
Alguns cruzamentos venenosos, entendimento razoável com Pizzi e companhia quando descaíam na direita e maior agressividade em duelos directos. Ainda assim, percebe-se que é tão lateral direito como o Karadas era futebolista. Aliás, se dúvidas restassem bastou observar uma investida sua pela esquerda num contra-ataque durante a primeira parte. Mais do que procurar a baliza adversária, Nuno Tavares parecia um individuo em fuga de um estabelecimento prisional.

Rúben Dias
Nem tanto ao mar nem tanto à terra, amigo. Depois de ser comido de forma inexplicável num lance em que só faltou pedir um autógrafo ao jovem Vlahovic, Rúben Dias aproveitou a primeira oportunidade que teve para se redimir e, naquele registo de jovem impetuoso que não sabe exactamente como pedir desculpa, atropelou o avançado sérvio da Fiorentina num lance que podia ter resultado em expulsão. Se o 38 depender disso, e depende, todos preferimos esta segunda versão do Rúben, mas convém não abusar da sorte.

Ferro
A defesa benfiquista é uma espécie de 2 em 1: Rúben é o champô, Ferro é o amaciador. O problema é quando o champô acaba e achamos que vamos resolver o problema.

Grimaldo
O problema de ver um jogo da pré-época num link da net é que às vezes o Grimaldo parece o Yuri Ribeiro.

Florentino
umas semanas apareceu num conteúdo das redes sociais do Benfica de mochila às costas como se fosse o rosto de uma campanha publicitária de regresso às aulas. Passaria facilmente por estudante de liceu. Desta vez protagonizou, a espaços, um daqueles anúncios de margarina em que esta derrete ao mero contacto com a faca, tal foi a facilidade com que os italianos progrediram pelo centro do terreno. Talvez fosse mais paciente com o rapaz se não visse um belíssimo pedaço de queijo feta sentado no banco.

Gabriel
Excelente enquanto aguentou fisicamente a construção ofensiva e grande parte do trabalho defensivo. Não tive oportunidade de confirmar, mas o heat map de Gabriel deve ter formado um 3 e um 8.

Pizzi
Ainda a engrenar, mas que isso não impeça os haters. Imaginem a quantidade de gente que se manteve acordada pela madrugada dentro para poder criticar injustamente o maestro que nos conduziu ao 37º título nacional. Tenham cuidado que isso faz mal ao fígado. Façam antes assim: deixem o homem em paz, que ainda nos vai dar muitas alegrias, que, aliás, é praticamente a única coisa que nos tem dado desde que chegou.

Rafa
Enquanto a nação benfiquista debate as necessidades do plantel e suspira por um segundo avançado, Rafa vai explicando que talvez isso não seja necessário. Bastou-me o carrossel dos minutos iniciais para perceber isso. Aliás, se perguntarem aos estafados jogadores da Fiorentina, eles dir-vos-ão que o Benfica já tem as soluções ofensivas de que precisa para conquistar o 38 e chegar aos quartos de final da Champions, para em seguida pedirem oxigénio ao seu departamento médico. Rafael Alexandre, caros amigos. Em transição ofensiva é um filme de terror; em ataque posicional, um thriller psicológico. A verticalidade apresentada ao longo do jogo e de toda a pré-época, devidamente apoiada por Pizzi, Sef e RDT, já vai semeando o pânico necessário, criando espaço para outros colegas aparecerem em zona de finalização e tem tudo para resultar em duas dúzias de golos do nosso miúdo.

RDT
Continua a conhecer os cantos à casa, mas este toureiro não engana. As recepções dirigidas, a facilidade de remate, a inteligência já demonstrada a combinar com colegas, a tripla formada com Sef e Rafa em vários momentos, e uma postura que não conhece variações emocionais, apesar do olhar assassino. São só apontamentos iniciais e muitos detalhes que não trouxeram ainda vitórias importantes ou troféus, mas Raul de Tomás é a melhor aproximação que temos neste plantel ao toque de bola de inteligência de um Jonas. Ou seja, para já é exactamente aquilo que precisávamos de ver. 

Seferovic
Ainda não ouvimos Barry White quando Seferovic combina com RDT, mas bastaram uns minutos para a dupla-de-avançados-que-supostamente-não-funcionam-juntos colocar o Benfica na frente. E não foi a única oportunidade que criaram. Ora tomem.

Svilar
dois tipos de jogadores: os que nos fazem ficar acordados até às 3 da manhã para ver um jogo de pré-época e os que nos fazem acordar cedo e procurar um link com o jogo completo. Svilar é um destes últimos.

Fejsa
Nunca é bom quando Fejsa parece melhor fisicamente do que Florentino.

Taarabt
É raro o lance conduzido por Taarabt em que não progredimos no terreno em condições de criar perigo. E faz tudo com uma sobriedade só a alcance de um grande talento ou de um alcoólico em recuperação.

Chiquinho
Não contei os toques na bola, mas foram suficientes para criar o lance que nos deu a vitória.

Caio Lucas
Apesar do golaço, continuo a ver apontamentos estéticos que aconselham prudência. Ele que decida mais meia dúzia de jogos e logo vemos.

Jota
Poucos minutos, esforçado mas discreto, como se quer num jogador que ainda não aceitou a proposta de renovação que lhe foi apresentada."

Vitória à prova da bala de Caio!

"O SL Benfica continua a vencer e a convencer na pré-época. Na madrugada desta quinta-feira, os encarnados somaram mais uma vitória no segundo jogo da International Champions Cup frente à ACF Fiorentina por 2-1. Na Red Bull Arena em Harrison, Nova Jérsia, num jogo particularmente especial para Rui Costa, Seferovic (9’) e Caio Lucas (90+3’) marcaram os golos das águias, enquanto Vlahovic (29’) apontou o tento solitário dos violas.
Tudo correu bem do ponto de vista das dinâmicas de jogo, apesar de ser preciso sofrer até ao fim para vencer e somar mais três pontos na competição. A equipa entrou a pressionar alto e com intensidade atípica de pré-época, mas continuou a mostrar fragilidades defensivas, que permitiram aos italianos explorar espaço ofensivo e até chegar ao golo, que nasceu precisamente de um desentendimento no sector mais recuado do terreno.
Caio Lucas foi a grande figura, na medida em que entrou a 10 minutos do fim e resolveu o jogo que se preparava para ir a prolongamento. Mas não foi o único destaque a reter. A nova dupla Raul de Tomas/Seferovic voltou a estar sintonizada e a criar mossa no clube adversário. Desta vez, foi o espanhol que assistiu o suíço para o primeiro golo. Por outro lado, Chiquinho continuou a mostrar uma grande forma e cada vez mais se está a tornar um caso sério nas águias.
Entre os pontos fracos, Svilar não esteve bem entre os postes, ao facilitar por duas ocasiões no retomar da segunda parte, altura em que substituiu Zlobin. À medida que o mercado avança, é urgente contratar uma guarda-redes que, mesmo não sendo titular, possa ser um suplente que dê garantias. De momento, Svilar não tem esse perfil, pelo que deverá ser emprestado. Zlobin fez uma primeira parte competente e precisa de mais minutos para poder ser uma alternativa séria a Vlachodimos. Nesse aspecto, todos os dias surgem novos nomes para a baliza: Robin Olsen (Roma) e Simon Mignolet (Liverpool) são os mais recentes. Mas como nada está confirmado e não passam de rumores, não podemos contar de verdade com qualquer uma destas opções.
Acima de tudo, este foi mais um bom ensaio para a turma de Bruno Lage, que finaliza a passagem pelos Estados Unidos no próximo domingo com o último encontro na International Champions Cup frente ao AC Milan. Com duas vitórias, os encarnados somam seis pontos e estão no segundo posto, apenas atrás do Arsenal FC com sete.
Porém, o foco continua a ser o arranque da época na Supertaça frente ao Sporting CP, que se disputa no domingo, 4 de Agosto, no Algarve. Com os últimos jogos de preparação, Bruno Lage tem mostrado mais certezas no que toca ao onze-tipo para 2019/2020. Raul de Tomas e Seferovic são a dupla de serviço no ataque e é provável que joguem frente ao Sporting. Na defesa, nada se altera. Se André Almeida continuar lesionado, Nuno Tavares assumirá o lugar de lateral-direito. No meio-campo, Samaris e Gabriel voltarão a fazer dupla, tal como Pizzi e Rafa Silva. Chiquinho, Caio Lucas e Florentino são fortes candidatos a entrar no decorrer da partida.
Com base nos últimos jogos e nas opções disponíveis, aqui fica a aposta para o primeiro onze oficial da época (frente ao Sporting):
Vlachodimos; Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Samaris, Gabriel e Rafa Silva; Seferovic e Raul de Tomas"

O Bom, o Mau, o Herói e o Vilão do Fiorentina - Benfica

"O Benfica bateu a Fiorentina por 2-1, num jogo em que foi quase sempre superior ao adversário, conquistando assim o segundo triunfo nesta International Cup. (...)

O Bom
Começo pelo jogo, que foi realmente bom apesar do contexto: um Fiorentina - Benfica de pré-época, com várias substituições de cada lado. Dito isto, e indo ao que interessa, o Benfica jogou quase sempre com uma ideia fundamental na cabeça, a saber, a pressão intensa e o roubo da bola lá à frente, tentando apertar a saída da Fiorentina desde o primeiro instante para depois procurar a baliza adversária.
Foi assim na primeira-parte e foi assim também na segunda-parte, uma autêntica correria nem sempre eficaz, mas vistosa e corajosa. Com mais bola, mais assertivo e mais apoiado, o Benfica foi superior à Fiorentina na maioria dos minutos jogados, liderando a generalidade dos parâmetros medíveis. 
Quanto ao 4x4x2, com RDT e Seferovic, digamos que a coisa parece mais afinada e o golo do suíço a passe do espanhol é disso exemplo. Apesar, claro, de nenhum dos dois ser obviamente Jonas ou João Félix, sendo que a velocidade e qualidade de Rafa serviram para disfarçar a ausência de um verdadeiro pensador.

O Mau
Lá está: jogar em cima do adversário requer uma coordenação absoluta para a conveniente ocupação dos espaços. Em algumas situações, o Benfica deixou-se surpreender em contra-ataque ou transições rápidas pelo meio do terreno.
Fica, também, a ideia de que com Gabriel e Florentino Luís, com o brasileiro ligeiramente à frente do português, o Benfica perde por não estar um stopper clássico: o jovem Florentino continua a ter um botão on-off demasiado sensível e Gabriel não é especialmente rápido a recuperar no terreno.

O Herói
Era improvável que a escolha caísse em Caio Lucas, mas quando um tipo entra para marcar o golo que dá a vitória que evita a chatice das grandes penalidades num jogo de pré-época, só há uma saída possível: o herói. Caio recebeu uma bola de Chiquinho e chutou com violência para o golo que fechou as contas.
Agora, claro, "é fazer o melhor possível para tentar a ajudar a equipa no próximo jogo", disse ele.

O Vilão
O falhanço de Marco Benassi foi espectacular, pois acertou em nada com a baliza completamente à sua mercê, após um remate de Vlahovic ao poste.

P.S: Ver o filho de Chiesa e o filho de Simeone é uma viagem ao passado."

Só pelo Benfica!!!!!!!!!!!

Inside Levi Stadium...!!!

PS demarcar-se das declarações da Eurodeputada sobre o Benfica

"O Partido Socialista demarcou-se das declarações da ex-eurodeputada Ana Gomes sobre o Benfica. 

Em resposta a uma carta remetida no dia 11 de Julho por Luís Filipe Vieira, em que o Presidente do Clube perguntava ao PS se este se revia num conjunto de afirmações de Ana Gomes sobre a recente transferência de João Félix do SL Benfica para o Atlético de Madrid, o líder da bancada parlamentar do partido foi inequívoco na demarcação.
"Na posse da sua carta de 11 de Julho, relacionada com as declarações proferidas pela Dra. Ana Gomes, a qual desempenhou funções de Deputada no Parlamento Europeu, compete-me transmitir-lhe que o Partido Socialista não tomou qualquer 'posição institucional' sobre o assunto objecto dessas afirmações", esclareceu, por escrito, Carlos César.
"Assim, as opiniões da Dra. Ana Gomes reflectem apenas uma posição própria e pessoal que, tal como em muitos outros casos, não vincula o Partido Socialista", vincou o presidente do Partido Socialista."

"Fantoche perfeito"!

"No espaço de quinze dias temos um Secretário de Estado a enviar recados morais a adeptos benfiquistas, depois de um de nós ter sido agredido com risco grave para a integridade física, e a "gozar" com a direcção do Benfica, sugerindo que os nossos adeptos até podem não se associar, como desejaria o Secretário de Estado, desde que prescindam das prerrogativas atribuídas a claques, que há muito se associaram... Obviamente, este Secretário de Estado adopta uma conduta parcial, o que não lhe é permitido, e gere com marcada estupidez, disfarçada de ousadia, um tema deveras sensível. 
Começando por este último ponto, o Secretário de Estado não pode ignorar que as "claques associação", cujo modelo parece defender, são as principais responsáveis pela criminalidade disseminada no futebol. Invadem instalações desportivas, de árbitros e dos próprios clubes, agridem quem encontram pela frente, coagem, participam em esquemas de apostas ilícitas, traficam drogas, branqueiam capitais, instalam um permanente clima de ódio e terror.
Sabendo de tudo isto, o Secretário de Estado defende, com o seu silêncio cobarde, o indefensável. Prefere acolher-se na imprensa tablóide que faz dos ataques irracionais ao Benfica o seu modo de vida. Segue esse rasto de deturpação e mediocridade. Faltaria assumir , publicamente, que a sua intervenção nesta área deixa tudo como está na prevenção dos piores perigos associados às claques. Continuarão a ter criminosos e delinquentes menores como líderes, continuarão a ter associações de fachada por onde circula muito dinheiro, continuarão a coagir as estruturas directivas dos seus clubes e, indirectamente, a Liga e a Federação (até uma claque "nacional" inseminaram). Para os profissionais destas cenas, o Secretário de Estado é o fantoche perfeito. Move-se, fala e é descartável. 
Por falar em parcialidade, porque carga de água é que a sede da autoridade que previne a violência no desporto, recentemente instituída, tem sede em Viseu, cidade de onde provem o Secretário de Estado? Não serviriam Santarém, Guarda, Beja, Castelo Branco? Um sector que movimenta milhões de euros e com necessidade de escrutínio claro e efectivo dispensa estes truques venais de juventude partidária.
O Chefe, e dono, bem podia meter ordem nisto, ou então é capaz de ter parca colheita em dia de eleições. Para gerir riscos eleitorais já bastam problemas sérios, um pouco por todo o lado, dispensam-se estes números da Rua Direita. Se é para atirar que seja a varrer."

O herói!!!!

"Ai sim? A mando de quem?
«'Sábado' avança que hacker do Benfica invadiu email do juiz Carlos Alexandre Invasão do sistema foi feita através da conta de email de um funcionário judicial que está identificado como vítima nos autos do processo-crime
O Ministério Público (MP) identificou a porta de entrada usada pelo pirata Rui Pinto para aceder a dezenas de endereços electrónicos, por exemplo, do Ministério da Justiça. Segundo apurou a Sábado junto de fonte próxima da investigação, a invasão do sistema foi feita através da conta de email de um funcionário judicial que está identificado como vítima nos autos do processo-crime. Foi através deste método - também usado no escritório de advogados da PLMJ - que Rui Pinto terá acedido depois ao email que o juiz de instrução Carlos Alexandre usa no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC).
No início deste mês, as procuradoras que tutelam o processo, Vera Camacho e Patrícia Barão, ouviram como testemunha Carlos Alexandre. No caso do juiz, uma das intrusões ao email do TCIC verificou-se a 8 de Janeiro de 2018.»"


PS: Como não podia deixar de ser, a Cofina, continua a confundir o criminoso, com a vitima, só assim se explica, continuar a chamar ao individuo o hacker do Benfica!!!

... e os Cães ladram !!!

O espectáculo - a variável esquecida (I)

"O desporto apresenta-nos situações motoras competitivas com competições escalonadas a todos os níveis (escalões etários, género, etc.) e de diversas formas (consoante as modalidades), e é uma actividade codificada possuindo regras e regulamentos que se consubstanciam num sistema institucionalizado organizado em torno de clubes, de associações e de federações (desde as nacionais às internacionais). É uma actividade apoiada em gestão de organizações, em planificações, em metodologias de treino, em estratégias, em tácticas e em técnicas onde o indivíduo (ou o colectivo a que pertence) se procura transcender alcançando a excelência.
Mas esta excelência – «areté» no tempo dos gregos e «virtus» no tempo dos romanos – sempre foi obrigada a ser do domínio público, onde o indivíduo (ou a equipa) pode sobressair e distinguir-se dos outros. Como refere Hannah Arendt (1), “para a excelência, por definição, há sempre a necessidade da presença dos outros, e essa presença requer um público formal”, pelo que o desporto só é desporto quando existe o espectáculo.
Se admitirmos que a génese do desporto se encontra na caça – o Australopithecus africanus já era caçador e poderá ter usado paus e ossos como armas, enquanto o Homo neanderthalensis era um hábil caçador e já caçava animais de manadas –, verificamos que “a caça apela para a cooperação, desde a organização da expedição até à captura da caça, sem omitir a divisão das tarefas antes e depois da captura. Por outro lado, o trabalho do indivíduo depende em cada instante do dos companheiros” como nos diz Serge Moscovici (2), o que pressupõe a utilização de estratégias de conjunto, pelo que constatamos que nesta se encontram todas as variáveis que pertencem ao desporto. É a caça a primeira actividade do homem onde surge a existência de um enquadramento com vista à adopção de estratégias de conjunto a fim de se tomarem as melhores decisões em relação ao fim em vista – “a caça engloba uma cadeia complexa de acções preparadas, organizadas, colectivas, um equipamento intelectual e técnico exigindo uma formação prévia dos indivíduos” (2).
E é ao começar a utilizar armadilhas na caça que o homem começa a planificar e a desenvolver técnicas e tácticas mais complexas tendo de se preparar antecipadamente para as aplicar – “a caça por meio de armadilhas e as técnicas anexas incluem o ataque e a defesa numa única acção” (2) – e passa do fabrico do utensílio individual para o fabrico do utensílio colectivo (a corda, a rede, a fossa ou as estacas para capturarem o animal). “O conteúdo técnico e intelectual da caça por meio de armadilhas testemunha o facto de a caça ser autodomínio, resistência, mas sobretudo astúcia” (2) – e é precisamente este último aspecto que é importante como mais-valia dos povos caçadores, pois “transforma uma posição de fraqueza numa posição de força e acrescenta ao aparente, o dado, a dimensão do simulado e do construído” (2).
Haveria outros elementos da tribo que, ao não participarem na caça, reservavam para si um papel de observadores ou de espectadores? Não o sabemos de fonte certa, mas a resposta provável será a positiva, pois sabemos que o espectador nasceu no momento em que o homem pré-histórico colocou na parede da caverna as impressões positivas e negativas das suas mãos, conforme defende Marie-José Mondzain (3). E se, por exemplo, as pinturas rupestres de mãos humanas nas grutas de Chauvet possuem uma idade de cerca de 30 mil anos, elas são precisamente de uma época em que os humanos eram caçadores-recolectores… A representação de cenas de caça em grutas pré-históricas podem indiciar-nos um duplo espectador: o que assistia à caçada e que admirava posteriormente a sua própria obra de arte.
Actualmente o desporto não subsiste sem o espectáculo e, consequentemente, sem o espectador, coloque-se este no estádio, no pavilhão, na mesa do café ou no conforto do seu sofá. Muitas têm sido as variáveis estudadas no desporto, no entanto parece-nos que o espectáculo tem sido a variável esquecida."

Prestígio reforçado

"O Benfica obteve, ontem à noite, a segunda vitória nos dois jogos disputados na presente edição da International Champions Cup. Bateu a Fiorentina por 2-1, com golos de Seferovic e Caio Lucas. Apesar da hora tardia, em Portugal, em que o jogo foi realizado, foram certamente muitos os Benfiquistas que acompanharam a partida.
Mais que conseguir um bom resultado, pretendia-se a consolidação dos mecanismos existentes e a integração progressiva dos reforços, algo que, de acordo com as declarações de Bruno Lage, tem vindo a ser feito. “Treino a treino, jogo a jogo!” Esta ideia, implementada e reiteradamente comunicada ao longo da temporada passada pelo nosso treinador, é para perdurar.
Lage destacou igualmente o forte apoio que a equipa tem recebido ao longo destas semanas nos Estados Unidos da América. Já todos sabemos que assim é onde quer que o Benfica se desloque em Portugal e no estrangeiro, mas nunca nos deixa de impressionar, nomeadamente quando se tratam de deslocações a países onde residem muitos portugueses emigrados e descendentes de emigrantes. É notório que o Benfiquismo é, além da língua portuguesa e de familiares, o principal elo de ligação a Portugal de muitos desses portugueses.
Merece também destaque o encontro entre Luisão e membros dos Brooklyn Nets, um dos trinta clubes que integram a NBA (liga de basquetebol norte-americana) e um dos 16 a conseguir o apuramento para os playoffs na temporada passada. O nosso antigo capitão teve direito a visita guiada às instalações dos Nets e foi recebido por Joe Harris, que, na época transacta, fez parte do cinco titular da equipa e venceu o concurso de lançamentos de três pontos no All-Star Game.
A poucos dias do seu término, a digressão pelos Estados Unidos da América prossegue de acordo com o planeado, estando ainda por cumprir dois dos seus momentos altos que contarão com a presença do Presidente Luís Filipe Vieira: sábado acontecerá a inauguração da Casa do Benfica de New Bedford, no Estado do Massachusetts, uma das regiões privilegiadas de emigração portuguesa no país; e, para domingo, está agendado o último jogo do Benfica na International Champions Cup deste ano, ante o AC Milan, com o qual disputou duas finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus (1963 e 1990)."

Benfica After 90 - Fiorentina

Benfiquismo (MCCXLII)

Nas Américas!!!

Vermelhão: Vitória em New Jersey...

Fiorentina 1 - 2 Benfica


Bom treino, com alguns momentos ofensivos muito bons... defensivamente, continuamos a ter alguns problemas, principalmente nas transições defensivas, algo que o próprio Lage identificou no final da época anterior!!!

Hoje já demos 90 minutos a alguns dos 'supostos' titulares, mas outros 'supostos' titulares, ainda estão 'curtos'...

Entrámos fortes, marcámos, podíamos e devíamos ter marcado mais e contra a corrente do jogo, a Fiore empatou...
Entrámos mal no 2.º tempo, a Fiore não passou para a frente por milagre, num falhanço 'cómico'... mas depois, mesmo baixando a intensidade, com o jovem Chiesa a criar alguns problemas, acabámos por ser a única equipa que nos últimos minutos, tentou ganhar o jogo...e já nos descontos, marcámos!!!
Até foi um jogo agradável, mas com demasiado 'espaço', para os mais pragmáticos!

ADENDA:
O jogo 'hoje' acabou as horas impróprias e por isso a crónica foi curta! Com os olhos mais abertos, aqui ficam mais umas curtas:
- Zlobin: muito bem, transmitiu segurança, bem no controlo da profundidade...
- N. Tavares: mais adaptado ao lado direito... mas renderá sempre mais na esquerda!
- Florentino: o ano passado entrou para o lugar do Gabriel, jogando com o Samaris ao lado. O Tino, arrisca muito nos desarmes, e tenta jogar 'limpo', quando falha... fica um buraco nas costas! O Samaris, sendo mais defensivo ajudava a 'cobrir', o Gabriel tem estado bem com a bola nos pés (quase sempre), mas defensivamente não dá a mesma cobertura...
- Pizzi: as estatísticas não enganam, o Pizzi nas assistências e nos golos é fundamental... o problema é quando ele 'desliga' do jogo... sendo que defensivamente, cada vez dá menos ajuda aos companheiros...
- R.d.T.: tem pormenores que não enganam: recepções, remates de primeira, desmarcações... mas também tem situações, onde perde demasiado tempo, a puxar a bola para o pé preferido! Em relação à dupla com o Seferovic, é uma questão clara de 'automatismos', com os minutos vão ficando cada vez mais adaptados um ou outro... 


A derradeira “fina ironia”

"Há décadas, instalou-se no FC Porto a ideia de que a definição de perigosos inimigos externos é excelente para reunir as tropas e ganhar “contra tudo e contra todos”. Quanto mais nos hostilizam, mais nos unimos - era a receita infalível que, acreditavam, fornecia aquele extra de energia necessária para chegar aos títulos.
Começou no atavismo provinciano, a síndrome da ponte da Arrábida denunciada por Pedroto, prosseguiu no toque à insurreição, sob a bandeira da Regionalização confundindo-se com a ambição política dos caudilhos locais, avançou para o ataque declarado ao poder central, a fantasmagórica capital do Império, e culminou na guerra civil contra um parceiro de negócio, o gigantesco Benfica. Foram tempos de agressividade declarada, mas frequentemente dissimulada por tiradas de humor cáustico e bizarro, que nalgum momento os basbaques de serviço definiam como “fina ironia” do chefe máximo.
Em todas estas sucessivas fases de guerra aberta esteve sempre presente e viva, em paralelo, uma frente de guerrilha contra a comunicação social, primeiro os jornais desportivos, agora as televisões por cabo, com tácticas de inteligência subterrânea, tão díspares como a informação zero dos blackouts do século passado ou as overdoses de informação roubada por amigos hackers de hoje.
São 30 anos de luta, bem recompensados por ciclos triunfais que, contudo, nada devem a esse vício diminutivo do confronto permanente, mas sim a grandes treinadores, jogadores e outros profissionais, que por lá foram passando. Foi a “organização” desportiva do FC Porto que conquistou os títulos nacionais e internacionais, mas sem nunca conseguir eliminar o complexo de inferioridade dos principais dirigentes, o qual impediu o clube de crescer como seria suposto e justificado e se transformar no maior do país.
Os episódios dos últimos dias, ainda difíceis de entender por inteiro, dão sinais de um descontrolo imenso que conduz o FC Porto para um destino incerto, faltando imaginação para deles desenrascar um dichote que pudesse ser lido também como humor inteligente. A derradeira fina ironia desta história gloriosa já está a tardar.
Embora haja abencerragens que só consigam ver incidentes de contra-informação e desinformação por parte dos adversários, os equívocos deste defeso apontam para a época mais difícil dos últimos 30 anos. A saber, sem ser exaustivo:
- a substituição de Casillas
- a descontratação de Bruma
- a recuperação de Marcano
- a avaliação de Nakajima
- a revelação de Zé Luís
- a tentação por Fábio Coentrão
- a desautorização de Danilo
Há em todos estes episódios recentes, na sequência de outros que evidenciam uma enorme fragilidade da tal “organização”, uma linha de actuação aparentemente negativa e insatisfatória para cada vez mais adeptos. Aliás, eu vejo-a como profundamente negativa, mas não menosprezo quem está por trás de tudo.
Provavelmente, como é da tradição, segue-se uma ordem a reunir, “contra tudo e contra todos”, e muita fé no triunfo final. Se o conseguir, se o FC Porto emergir desta pré-época delirante como campeão e triunfador, teríamos de elevar os responsáveis por esta mixórdia de finas ironias à condição de génios da estratégia."