Últimas indefectivações

terça-feira, 8 de abril de 2025

FC Porto-Benfica, 1-4 Rodeado de estrelas, Pavlidis tocou no céu


"O grego fez história ao marcar três golos no Dragão e até podia ter feito mais; Otamendi agregador, Aursnes espartano, Di María inspirador e Akturkoglu endiabrado; foi demasiado Benfica para tão pouco FC Porto

O melhor em campo: Pavlidis (9)
Que noite do goleador, que entrou para a história do Benfica ao ser o primeiro a fazer um hat trick em casa do FC Porto. Golo hipersónico, festejado a dois tempo, porque a posição do atacante suscitou dúvidas que as linhas do VAR desfizeram. O remate com o pé direito deixou Diogo Costa sem reação, pregado ao relvado, tal foi a precisão do centro de Akturkoglu. Perto do intervalo, nova oportunidade, claríssima, mas o poste negou-lhe o bis que alcançaria com enorme classe poucos segundos depois. O grego agradeceu um remate torto de Florentino, fez Nehúen deslizar no relvado e bateu Diogo Costa sem contemplações. O hat trick haveria de surgir num momento de fantasia de Di María, num centro milimétrico para a cabeça do ponta de lança. Recebeu o aplauso caloroso dos adeptos encarnados quando foi substituído por Andrea Belotti e bem o mereceu.

6 TRUBIN Cruzamento de Moura bem desviado aos 31’, num lance prometedor para os portistas, que morreu nas luvas do ucraniano. À exceção deste momento, teve uma 1.ª parte tranquila, beneficiando da boa organização do Benfica sem bola. No golo de Samu, foi surpreendido pelo primeiro remate de Fábio Vieira, que defendeu, mas nada pôde fazer na recarga do espanhol.

7 TOMÁS ARAÚJO Antes quebrar que torcer. Máxima que se pode aplicar ao central convertido a lateral, pois a dado momento da 1.ª parte atravessou dificuldades físicas, mas nunca deu a parte fraca. Uma bola ao poste, num movimento em que foi apanhado em fora de jogo, revitalizou-o, mas acabaria mesmo por ser substituído por Dahl. Foi valente.

6 ANTÓNIO SILVAPrimeiro erro aos 6’, a facilitar perante a pressão de Samu – valeu ao Benfica que Mora não deu melhor sequência ao lance. Samu procurou muito o seu espaço e, por vezes, consegui-o ultrapassar em velocidade. Estabilizou quando o coletivo baixou o bloco e esteve mais confortável com o domínio do Benfica, no 2.º tempo.

8 OTAMENDI Autoritário. Varreu bem a sua zona e ainda ajudou António Silva a recuperar as coordenadas defensivas, depois de uma entrada a frio do companheiro. É um jogador que eleva o desempenho do grupo, um verdadeiro patrão. Ameaçou Diogo Costa, de cabeça, com o guardião a defender com o ombro, e acabaria mesmo por bater o 99 portista, confirmando a goleada.

7 CARRERAS Expôs-se com um amarelo aos 22’ por travar a marcha de João Mário, mas revelou segurança e sangue-frio para se manter por cima da sua referência de marcação, não se inibindo de explorar o ataque. Fê-lo com critério e em ligação constante com Akturkoglu, criando forte erosão a Nehuén Pérez. Numa iniciativa sua, ligou Di María ao golo, mas o argentino só pregou um susto aos portistas.

8 AURSNES A peça central do equilíbrio do Benfica sem bola, um estratega à medida dos planos de Bruno Lage, criando a primeira zona de pressão à saída de bola do FC Porto e, sempre que recuperava a posse, a ser a unidade a ligar o ataque. A sua capacidade de antecipação e inteligência garantiram à equipa uma transição eficaz e uma pressão constante sobre os dragões.

7 FLORENTINO Cabeceamento para grande voo de Diogo Costa (18’). Perda de bola comprometedora num duelo com Fábio Vieira a dar a Samu uma oportunidade declarada para marcar (26). Um remate enrolado transformou-se numa assistência para Pavlidis bisar. Bem encaixado na partida depois do intervalo, revelou mais concentração e eficácia nas suas ações.

7 KOKÇU Em modo híbrido, teve tanto de operário como de criativo, mas foi, sobretudo, a unidade que tirou influência a Alan Varela na saída de bola do FC Porto, com o argentino aparentemente surpreendido com essa faceta do turco. Menos bem no golo de Samu, porque ficou cristalizado com o primeiro remate de Fábio Vieira, mas compensou num livre em que entregou a bola para Otamendi fazer o 1-4.

8 DI MARÍA Saiu pouco tempo após servir com classe Pavlidis para o terceiro golo. Um cruzamento magnífico fez com que quisesse prolongar a sua presença no clássico, mas Lage fez a sua gestão. Cada gesto e cada traço pareciam conspirar para desafiar os seus próprios limites criativos e, num canto direto, aos 48’, forçou Diogo Costa a fazer apelo ao seu instinto protetor para evitar um golo olímpico do argentino, que esteve num belíssimo plano no Dragão, a atacar e a defender. No reatamento, cruzou-se com o golo, mas a promessa de celebração frustrou -se quando a bola bateu nas malhas laterais da baliza portista.

8 AKTURKOGLUCentro perfeito para Pavlidis faturar. Aos 31’, depois de uma fuga de Carreras, o turco meteu a quinta velocidade, partiu os rins a Eustáquio e, num remate em jeito, viu a bola bater no poste esquerdo da baliza portista. Endiabrado, voltaria a servir Pavlidis, mas o grego acertou no poste. Arrasador!

5 DAHL Entrou tranquilo. O resultado ajudou.

5 SCHJELDERUP Quase marcou o quarto golo do Benfica. A perna de Martim Fernandes intrometeu-se na hora H.

5 BELOTTI Ganhou a falta que resultou no quarto golo encarnado.

(-) LEANDRO BARREIRO Ainda a tempo... de celebrar a goleada."

FC Porto-Benfica, 1-4 O tango que foi mais tanga e o fado que chegou a ópera


"O Benfica foi melhor que o FC Porto em todos os parâmetros do jogo, individuais, coletivos, estratégicos e táticos, e saiu do Dragão com um resultado histórico que, quanto muito, terá pecado por escasso...

Quando, estavam jogados apenas 45 segundos, Pavlidis, após assistência de Akturkoglu, colocou o Benfica na frente, o capitão do FC Porto disse aos seus companheiros (o que a TV mostra...) «temos muito tempo.» Em tese, sim, na prática, não, porque a equipa de Bruno Lage arrancou para uma exibição que chegou a ter momentos de brilhantismo, e desmontou, peça a peça até não restar nada, a organização engendrada por Martin Anselmi.
E se nos primeiros 45 minutos até pode falar-se de um Benfica mais de contenção e contra-ataque – basta dizer que os donos da casa andaram sempre longe do perigo (e o que potencialmente criaram deveu-se a falhas individuais de António Silva, Di María e Florentino), enquanto que, além dos dois golos, os benfiquistas ainda tiveram duas bolas no poste esquerdo da baliza de Diogo Costa - já a história na metade complementar escreveu-se com tinta encarnada: foi um banho de bola tremendo, e à medida que o Benfica crescia em confiança e se assenhoreava do comando da partida, os dragões desarticularam-se, deram espaço entre linhas, e quando Pavlidis se tornou no primeiro jogador do Benfica a fazer um ‘hat-trick’ em casa do FC Porto, ninguém terá ficado surpreendido.
E se dúvidas houvesse, a forma personalizada como o Benfica reagiu ao 1-3, surgido contra a corrente doo jogo, aproveitando espaços e querendo mais, disse tudo, com Nico Otamendi a fechar a goleada em 4-1, o mesmo score verificado na Luz, na primeira volta. O Benfica, para já, dorme na liderança, e segunda-feira logo se verá em Alvalade, após um jogo entre Sporting e SC Braga que vale para o campeonato do título e para o campeonato do pódio.

BENFICA AO VOLANTE DO JOGO
É verdade que marcar logo no primeiro minuto ajuda a aumentar os níveis de confiança, mas a equipa de Lage, de facto, trazia a lição bem estudada e não só manietou ofensivamente o FC Porto, como criou sucessivas jogadas de perigo iminente. E como? Perante o 3x4x3 de Anselmi, que sofreu do pecado original de deixar avenidas nas costas de João Mário e Francisco Moura, que nem Pérez nem Marcano eram capazes de tapar, o Benfica foi extremamente plástico, adaptando-se às várias fases do jogo.
Quando o FC Porto saía a jogar de trás, os encarnados apresentavam-se em 4x4x2 com as linhas muito juntas, ocupando-se Aursnes do apoio a Pavlidis, na frente, enquanto se formava uma linha de quatro, com Di María, Florentino, Kokçu e Akturkoglu, que se superiorizava a um meio-campo desconchavado do FC Porto, onde só o talento de Mora iluminava o caminho.
Mas quando tinham a bola, os encarnados transmutavam-se em 4x2x3x1, mantendo a superioridade numérica no ‘miolo’, nessa circunstância reforçado por um Aursnes que estava sempre atento às dobras a Di María, em caso de ataques rápidos dos dragões. Nos primeiros 45 minutos, o perigo relativo feito pelos donos da casa derivou de perdas de bola em zona proibida de António Silva (5 minutos), Di María (7) e Florentino (26). Entretanto, o Benfica não só obrigou Diogo Costa a brilhar, como acertou duas vezes nos ferros e meteu também por duas vezes o esférico no fundo das redes do guarda-redes da Seleção Nacional.

SEGUNDA PARTE IMPERIAL
Seria normal que, a perder por 0-2 o FC Porto tentasse dar um golpe de autoridade na segunda parte. Seria, mas não foi, porque a equipa de Anselmi não só se esfrangalhou completamente, atingindo níveis de desorientação que nem de perto, nem de longe, se viram nos tempos de Vítor Bruno, como o Benfica arrancou para uma belíssima exibição coletiva, ao nível do que de melhor fez nos últimos anos. Começaram-se então a sucederem-se as ocasiões para os encarnados chegarem ao 0-3 – Di María (53), Akturkoglu (59) e Otamendi (60) -, mas a bola teimava em não entrar até que, aos 69 minutos, Pavlidis deu o melhor seguimento a um cruzamento perfeito, da direita, do ‘Fideo’ e consumou o seu ‘hat-trick’ histórico.
Antes, perante as dificuldades de Tomás Araújo (será pubalgia?), Bruno Lage fez entrar Dahl para a lateral direita (depois do jogo com o Farense, uma nova má experiência do sueco naquelas funções), enquanto que Anselmi manteve tudo taticamente na mesma quando tirou Eustáquio e Pepê, e fez entrar Martim e Gonçalo Borges (que deu mais dinâmica aos dragões).
A ganhar por 0-3, Bruno Lage respondeu refrescando a equipa com Belotti e Schjelderup (saíram Pavlidis e Di María, que não pareceu nada satisfeito) e nem a tardia entrada de Namaso (77), teve grande influência na história do jogo, que não estava, porém, finalizada. Quando, dois minutos depois de Schjelderup ter estado pertíssimo do 0-4, foi Samu, contra a corrente do jogo, a reduzir para 1-3, ainda pode ter passado pelo estádio do Dragão, de onde já tinham saído muitos adeptos portistas, a ideia de que o FC Porto ia galvanizar-se e dar água pela barba, nos minutos finais, ao Benfica.
Não foi isso, porém, que aconteceu. O domínio encarnado manteve-se, a equipa de Lage, por estar mais bem organizada, parecia ter mais jogadores em campo, e aos 90+1, quando saiu Akturkoglu, Dahl passou para médio esquerdo, Aursnes para lateral direito, entrando Barreiro para cumprir a missão brilhantemente desempenhada pelo norueguês, acabaram-se as eventuais veleidades portistas, e Otamendi ainda teve tempo para fixar o ‘score’ em 1-4, mais próximo do que aconteceu no relvado do Dragão.
Fica assim igualada, por parte dos encarnados, a proeza de fazer quatro golos em casa do FC Porto (antes, 2-4, em 1943), e a de sair do reduto portista com uma vantagem de três golos (antes 0-3, em 1975)."

Vinte e Um - Como eu vi - Corruptos...

Esteves: Corruptos...

Visão: Corruptos...

Quezada: Corruptos...

Terceiro Anel: Corruptos...

Kanal: Tamos Juntos - Corruptos...

BI: Corruptos...

Terceiro Anel: Live - Corruptos...

5 minutos: Corruptos...

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Vermelhão: Só vale 3 pontos, mas sabe a mais...

Corruptos 1 - 4 Benfica


Quem diria, uma época, com duas goleadas por 4-1 contra os Corruptos!!! Sem polémicas, e 'empurrões', duas goleadas limpas, da melhor equipa, com o melhor plantel... Nem com estratégias de comunicação intimidatórias no pré-jogo, nem com murros na mesa ao intervalo nos balneários, nem com estágios de castigo no pós-jogo!!!

O golo nos segundos iniciais ajudou, claro que ajudou, mas já perdemos jogos nestas condições... aliás, na minha opinião a vantagem inicial, até nos 'empurrou' para trás!!! Nos minutos a seguir ao 0-1, jogámos demasiado recuados, sem conseguirmos ultrapassar a 1.ª fase de pressão do adversário, perdendo a bola rapidamente... Só a meio da 1.ª parte, começamos a sair em contra-ataques rápidos... E ainda antes do 0-2, acertámos duas vezes no poste!!!

A 2.ª parte, ainda foi melhor, controlamos o jogo com bola, marcámos... voltámos a desperdiçar alguns golos, e só com o adversário em desespero ofensivo sofremos um golo, numa recarga, naquela que foi a segunda defesa complicada do Trubin durante o jogo!!! E ainda fomos a tempo de chegar ao mágico 4.º golo... após uma sequência, de cacetadas da rassa nojenta!!!

A noite foi tão atípica, que os únicos momentos que temi o pior, foram erros individuais nossos: António, Di Maria e depois o Tino! Quando estamos a ver o jogo na TV, existe momentos que olhamos para o 'lado' normalmente quando calculamos que não vai existir jogadas de perigo nos segundos seguintes! Mas o Benfica este ano, tem-me trocado as voltas, e agora quando a bola está no Trubin, com posse para o Benfica, é um dos momentos mais 'perigosos' para o coração dos Benfiquistas, pois na 1.ª fase de construção conseguimos sempre complicar!!! Também é verdade que hoje, depois dos erros na 1.ª metade da 1.ª parte, fechámos a loja!!!

Admito, que fiquei chateado com a titularidade do Di Maria, mas também tenho que admitir que mesmo defensivamente o Argentino, esteve bem... O Lage leu bem o posicionamento do adversário, e com o Moura a ser marcado pelo Tomás, o Di Maria, não tinha um adversário direto, e assim ficava mais solto de responsabilidades defensivas... e com o Marcano a marcar muitas vezes o Angel, e o Perez no Aktur, os 3 Centrais dos Corruptos, ficaram muito afastados...

Nas substituições, tinha metido o Barreiro mais cedo, mas desta vez, o Lage tem que ser elogiado... Fica a ideia que nos jogos, onde não temos que assumir o jogo desde do 1.º minuto, o Lage tem encontrado quase sempre a melhor solução... O problema tem sido nos jogos onde somos claramente favoritos, e a equipa não consegue evitar as 'brancas' durante o jogo!

MVP para o Pavlidis, pelos golos e não só... Mas houve outras grandes exibições: Akturkoglu, está de volta às grandes exibições...; Nico, com o golo como prémio; Aursnes, a estatística não vai mostrar, mas é fundamental nesta equipa...; Kokçu, muito bem, inclusive sem bola; Carreras, mesmo condicionado com o Amarelo ridículo...

Com o Kerem a regressar à grande forma, temos um problema difícil de resolver: tanto o Schjelderup como o Bruma rendem mais na Esquerda, e adaptar o Aktur à direita, é desperdiçar as suas características... Vamos ver como o Di Maria, vai aguentar fisicamente este final de época!

Não houve 'roubalheira' mas mesmo assim, os Fiscais-de-linha tentaram!!! Incrível como se assinala um fora-de-jogo, no 1.º golo... e não foi caso único!!! O Amarelo ao Carreras, seguido do Não-Amarelo ao João Mário minutos depois, também é esclarecedor... Mas com a superioridade do Benfica no jogo jogado, o Pinheiro ficou intimidado!!! Existiram alguns lances na área dos Corruptos, que me deixaram dúvidas, mas não houve repetições!!!

Animicamente, esta vitória é fundamental, mas só valeu 3 pontos! O jogo com o Arouca também vale 3 pontos, e o Benfica, infelizmente, esta época, habituou-nos a sofrimento em todos os jogos, inclusive na Luz!!! Além disso, tenho a certeza que o próximo jogo fora, em Guimarães, vai ser mais complicado que este: porque o ambiente é mais pesado, porque o plantel do Vitória é melhor, e porque o treinador do Vitória é também melhor!!! Os jogadores mereceram o festejo no relvado, a foto no balneário, mas agora é necessário voltar a meter na cabeça, que o caminho para o título será muito complicado...


Mas na Quinta, temos jogo em Barcelos, com o Tirsense, na 1.ª mão das Meias-finais da Taça de Portugal. Vamos fazer rotação seguramente, mas não podemos tirar o pé do acelerador! Se na frente existem opções para rodar, na zona defensiva e no meio-campo é mais complicado... Aposto, num onde: Samu; Leandro, António, Otamendi, Dahl; Tino, Kokçu, Barreiro; Amdouni, Bruma; Belotti.

Lutando...


Benfica 3 - 0 Braga

Mais um hat-trick do puto! Com as ausências do Roby e do Pau, tem sido o Zé a fazer a diferença!!!

Com a derrota dos Lagartos, voltamos a depender só de nós, para chegar ao 1.º lugar na fase regular, mas não vai ser fácil, a rotação está curta, a atitude defensiva será fundamental nesta recta final antes dos play-offs!

Zeros!


Alverca 0 - 0 Benfica


Empate justo, em jogo repartido, mas onde o Alverca acabou por rematar mais...

Inacreditável...

Benfica 29 - 30 Corruptos
16-15

Fizemos tudo para perder este jogo nos últimos minutos!!! O passe disparatado do Izquierdo foi só mais um disparate!
O Belone fez muita falta neste últimos dois jogos.

Juvenis - 9.ª jornada - Fase Final

Corruptos 3 - 3 Benfica


Empate que sabe a pouco, pois ficámos em vantagem aos 80', e permitimos o empate num auto-golo aos 87'!!!
Somos melhores, temos muito mais opções... ficamos a 2 pontos do Sporting, mas temos tudo para revalidar o título!

Terceiro Anel: Bar do Cosme #25 - Empréstimo Obrigacionista e Situação Económica!

Terceiro Anel: Diário...

Clássico


"O Benfica visita o FC Porto nesta noite em partida da 28.ª jornada da Liga Betclic (20h30). Este é o tema em destaque na BNews.

1. Ambição
O treinador do Benfica, Bruno Lage, assume o propósito de "ter um futebol ofensivo e vencer o jogo", o qual considera que "não é decisivo, mas muito importante". E afirma: "Independentemente do adversário, independentemente de jogar em casa ou fora, a nossa ambição, a nossa mentalidade vencedora tem de estar sempre presente."

2. Força, Benfica!
Plantel incentivado à saída do Estádio da Luz.

3. Bilhetes esgotados
Já não há ingressos disponíveis para o Tirsense-Benfica da 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, a realizar na próxima quarta-feira às 20h45.

4. A um triunfo da final
O Benfica venceu o jogo 2 das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional de voleibol com o Leixões (1-3) e está a uma vitória de se apurar para a final.

5. Outros resultados
Em basquetebol, o Benfica ganhou, por 90-95, na visita ao Galitos. No futsal, derrota com o Quinta dos Lombos por 4-3. Os Juniores perderam por 2-4 com o Braga. A equipa feminina de hóquei em patins venceu, por 1-6, na deslocação ao CENAP. Em andebol no feminino, o Benfica ganhou em casa da Juve Lis por 19-32 e está nas meias-finais da Taça de Portugal. Em polo aquático, a equipa masculina qualificou-se para a final do apuramento do 5.º ao 8.º classificado ao triunfar, por 16-14, frente ao CA Pacense, e a equipa feminina está apurada para a final do Campeonato Nacional após vitória, por 19-11, ante o Cascais WP.
Nesta manhã, os Juvenis visitaram o FC Porto e empataram 3-3.

6. Jogos do dia
Além do embate com o FC Porto em futebol (20h30), há mais desafios para seguir e apoiar o Benfica.
A equipa B atua em Alverca (18h00). Em andebol, o Benfica recebe o FC Porto às 15h00. Em hóquei em patins, embate caseiro com o HC Braga (17h00). No râguebi, receção ao CDUL no Estádio Universitário (16h30).
Quanto às equipas femininas, a de basquetebol joga em Albufeira com o Imortal (15h00). No hóquei em patins, visita ao Gulpilhares (16h00). Em voleibol, deslocação ao FC Porto (15h00). A de futsal visita o Futsal Feijó às 20h00.

7. Empréstimo obrigacionista
A SL Benfica, SAD anunciou a emissão de um empréstimo obrigacionista no montante inicial de 40 milhões de euros e que prevê uma oferta pública de subscrição e uma oferta pública de troca.

8. Open day futsal
Cerca de 70 jovens participaram no evento.

9. Presença do Museu
O Museu Benfica – Cosme Damião participou na IntER-EDUCA – Feira de Educação, Emprego e Empreendedorismo.

10. Benfica Faz Bem
O Benfica Faz Bem, projeto da Fundação Benfica, esteve, nesta sexta-feira, 4 de abril, na EB Arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, no Bairro da Boavista, em Lisboa, e contou com o contributo de futsalistas do Benfica."

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Erros de arbitragem no Benfica e no Sporting


"Para os erros cometidos nos dois últimos jogos de Benfica e Sporting dificilmente encontramos justificação

Falar de arbitragem em Portugal é sempre complicado porque, como em outros aspetos no futebol, a emoção sobrepõe-se facilmente à razão e tendemos a analisar a cores detalhes e até questões mais estruturais, mas quem aceita a responsabilidade de decidir tem necessariamente de escolher preto ou branco, tendo a consciência do impacto e consequências.
É verdade que em campo os árbitros estão sujeitos a um escrutínio grande e nem sempre justo, precisamente por causa das cores que usam os adeptos para analisar o trabalho deles, mas, percebendo que todos erramos, há tomadas de decisão recorrentes difíceis de perceber pela falta de lucidez perante o óbvio. Os equívocos e as más decisões nunca vão desaparecer, fazem parte, mas devem ser reduzidos ao máximo e o VAR chegou precisamente para isso.
Porém, por exemplo, para os erros cometidos nos dois últimos jogos de Benfica e Sporting, no penálti por assinalar sobre António Silva frente ao Farense e no que não deveria ter assinalado sobre Catamo frente ao Rio Ave, dificilmente encontramos justificação. Todos vimos na televisão o que deveria ter sido impossível o árbitro e/ou o videoárbitro não verem em tempo útil. Formam uma equipa e nenhum fica ilibado.
Quando nos aproximamos do final da temporada tudo tem maior impacto, ganha mais cor, provoca mais emoções, reduzindo a tolerância para aquilo que foge da compreensão.
Não sei qual a solução, sinceramente, mas alinho na ideia de maior profissionalização do setor e que deixe de pertencer às esferas da Federação ou Liga."

Clássico decisivo? Temos!


"Ao contrário do que se possa pensar, o Benfica não é favorito para o clássico de logo à noite no Dragão. Peso da história assim o diz e o FC Porto quer confirmar indícios de melhorias...

Os números no futebol são arrebatadores e como o algodão: não enganam. Olhando para os resultados do Benfica no Estádio do Dragão neste século é muito fácil concluir que, apesar de a águia estar melhor e o FC Porto viver uma época de mudança de paradigma e corte com o passado de Pinto da Costa, o favoritismo tem de ser entregue aos dragões.
Desde 2000, são 15 vitórias para o FC Porto, várias delas com números esclarecedores, seis empates e apenas quatro triunfos do Benfica na casa do grande rival, sendo que um deles foi com Bruno Lage na reviravolta épica para o título de 2018/19. O passado não joga, é certo, mas o ascendente psicológico que o FC Porto consegue ter, inclusivamente no Estádio da Luz, exceção feita ao 1-4 da primeira volta desta temporada, pesa muito e não é por acaso que o Benfica entra quase sempre 'a tremer' nos clássicos do Dragão.
Basta olhar para o que aconteceu há um ano, quando, em luta acesa com o Sporting pelo título, a águia tombou de forma quase chocante (0-5) na 24.ª jornada frente à pior versão do FC Porto de Sérgio Conceição, um mestre em preparar os jogos grandes ao detalhe e explorar as fragilidades alheias. Aí, a águia ficou a quatro pontos do leão e a desvantagem foi irrecuperável.
No FC Porto, Martín Anselmi tem aqui o jogo da época e a noção de que joga muito do crédito que terá junto dos adeptos para começar a nova temporada seguro no Dragão, pois foi precisamente há uma volta que começaram a pairar as primeiras nuvens negras sobre a cabeça de Vítor Bruno, isto já depois de, em agosto, o Sporting ter sido muito superior no clássico em Alvalade. Há alguns sinais de melhoria vistos com o Estoril, mas é preciso confirmá-los, enquanto o Benfica vai vencendo, sim, mas raramente convencendo e ficam sempre mais dúvidas do que certezas sobre o que fará a águia na partida seguinte.
O Sporting, esse, assistirá de poltrona ao tira-teimas de mais logo, ciente de que uma possível escorregadela encarnada pode abrir-lhe as portas do bicampeonato. Sem nota artística, o leão ultrapassou a fase de menor fulgor de Gyokeres e, agora que o inacreditável sueco voltou ao modo arrasador, levando a equipa às costas jogo após jogo, poderá ficar em posição muito vantajosa se o Benfica deixar pontos no Porto. O regresso de Rui Borges ao 3x4x3, modelo para o qual o plantel foi desenhado, deixando o contraproducente 4x2x3x1 de lado, deixou os verdes e brancos mais seguros para as últimas curvas do campeonato."

O futebol português, os machos alfa e o interesse nacional!


"Na última semana temos sido brindados com episódios que não prestigiam em nada o futebol português. De uma forma muito frontal, estes tristes acontecimentos vêm apenas reforçar o que tenho vindo a escrever ao longo dos anos: a classe dirigente está a anos luz da qualidade que apresentamos no treino e no jogo.

Realidade 'versus' ficção
Se há uma coisa que os últimos dias nos vieram demonstrar é que estamos a viver uma paz podre no futebol português. André Villas-Boas referiu-o de uma forma direta. Está, cada vez mais, comprovado que nos têm tentado mostrar uma imagem do futebol nacional que é completamente diferente da realidade. A propaganda da suposta união entre todos os clubes da Liga não é mais do que uma imagem bonita que nos quiseram passar, com o intuito de ajudar uma ou outra pessoa a atingir objetivos pessoais. Ao dizer que nas cimeiras da liga «se fala zero de futebol», André Villas-Boas expôs toda uma campanha e retórica que tem vindo a ser construída nos últimos anos, por outras palavras, vivemos o futebol do faz de conta. Contudo, o presidente do FC Porto foi mais longe ao concordar com aquilo que os mais críticos têm vindo a dizer: com esta aparente normalidade estamos a perder cada vez mais espaço para os países rivais e o resultado poderá ser o de acabarmos todos a competir na Liga Liga Conferência. Sinceramente não vejo os grandes dirigentes preocupados com o futebol português. Vejo sim, uma grande preocupação com os seus egos e com a sua quinta… André Villas-Boas apenas fez aquilo que os líderes devem fazer que é separar a realidade da ficção!
Apesar disto, dois dias depois seguiu as estratégias que tinha identificado e criticado, ou seja, tentou criar ruído em torno do candidato à presidência da Liga, que não apoia. Não basta dizer que não há união e depois fazer o mesmo que todos os outros fazem!

Interesse nacional
O duro episódio entre Pedro Proença e Fernando Gomes é mais um exemplo da forma como o futebol português tem sido gerido nos últimos anos. Neste caso prefiro retirar os pontos positivos. E quais são esses pontos? Em função das cartas enviadas por Pedro Proença, e de seguida por Fernando Gomes para as 55 federações, percebemos que, afinal, os clubes e as associações se preocupam com o interesse do futebol nacional. A quantidade e a celeridade com que saíram comunicados a demonstrar preocupação com o interesse do futebol português, por podermos perder uma representação no comité executivo da UEFA, foi impressionante. Devo referir que muitos desses comunicados pareciam ser escritos pela mesma caneta!
Por que é que destaco este ponto? Porque não deixa de ser incrível a forma como valorizamos a importância de uma representação fora do país, mas não temos a mesma preocupação e exigência com a forma como o futebol português internamente está a evoluir. Será que é do interesse do futebol nacional que um presidente da Liga de clubes saia a meio do mandato mais importante para se candidatar à FPF? Isto é interesse nacional ou interesse pessoal? O mais engraçado é que Pedro Proença, por ser presidente das Ligas europeias, fazia parte do comité executivo da UEFA, contudo, além de deixar a Liga de clubes num momento sensível, deixou também a presidência das Ligas europeias e, por consequência, a representação que tinha no comité executivo da UEFA. Ora, será que fez isto pelo interesse nacional ou interesse pessoal?
Os clubes que tão rapidamente reagiram ao episódio Proença/Gomes não têm nada a dizer sobre tudo isto? E por que motivo as associações e clubes que emitiram comunicados não exigem que se façam reformas dos quadros competitivos em Portugal? Ou que se tomem medidas no sentido de criar condições para que o futebol em Portugal tenha outro desenvolvimento? Por fim, destaco a incoerência do comunicado de um dos clubes grandes em Portugal que fez um apelo à «necessidade de estabilidade, bom senso e responsabilidade na gestão do futebol nacional para que o país continue a ser um interlocutor respeitado e relevante no panorama internacional».
A incoerência reside no facto do presidente deste clube, em muitas situações, ter chamado «bandido» a um presidente de um clube rival. Será que o bom senso, estabilidade e responsabilidade só se aplicam aos outros?

Proença 'versus' Gomes
Sinceramente não me parece que o mais importante seja perceber quem tem ou não tem razão em todo este processo. Já havia futebol antes e continuará a haver futebol depois de Pedro Proença e Fernando Gomes. Quem gosta e quer ver evolução no futebol português não pode ficar satisfeito com o que se passou. O que nós devemos exigir é que os nossos dirigentes se saibam comportar. Não temos de ser amigos uns dos outros, mas devemos ser profissionais.
Neste caso, o que deveria ter acontecido, pelo bem do futebol português, é que os dois se tivessem fechado numa sala, tivessem dito as coisas que queriam dizer um ao outro, apertassem as mãos e fizessem o seu trabalho. Se quisessem ajuda, Villas-Boas poderia ter montado o ringue de boxe como fez no FC Porto! Sinceramente e tendo em conta todos os acontecimentos dos últimos dias e dos últimos anos, até é preferível não termos ninguém a representar-nos na UEFA. Não vejo ninguém no futebol com esse perfil.
Digo isto, porque os nossos dirigentes que estão no futebol pensam, sempre, primeiro em si próprios e só depois no futebol nacional, como nos têm provado ao longo do tempo. Existe ainda outro ponto que justifica a minha opinião. Para alguém nos representar na UEFA deverá viver na realidade e não na ficção, que é o que tem acontecido no futebol em Portugal! Por último, com a não eleição de um representante português no Comité da UEFA, se calhar é a altura ideal para nos focarmos no desenvolvimento das nossas competições e na criação de condições para que possamos evoluir de uma vez por todas. Isto sim é do interesse nacional!

A valorizar: Nuno Espírito Santo
Está a fazer uma época incrível. Pode levar o Nottingham Forest à Liga dos Campeões e está nas meias finais da Taça de Inglaterra."

Martín Anselmi e o medo cénico


"Sinais de retoma evidenciados pelo FC Porto com Aves SAD e Estoril esfumam-se em caso de desaire com o Benfica. É a hora de o treinador argentino mostrar serviço...

A história diz-nos que o Benfica costuma entrar no relvado do Dragão com um medo cénico que os seus responsáveis não conseguem explicar. Isso, aliado à força enorme que emana das bancadas do recinto azul e branco, faz com que com o FC Porto usufrua dessa vantagem mental antes do apito inicial. Não sei se este domingo à noite esse contexto se irá verificar, à semelhança do que sucedeu na última visita dos encarnados à Invicta, onde foram vergados a uma humilhante derrota por cinco golos sem resposta. O Benfica almeja evitar o bicampeonato do Sporting e tem pela frente uma tarefa hercúlea, mas a equipa de Bruno Lage, que já venceu no Dragão, chega a este momento confiante de que sairá incólume da visita à casa do clube nortenho.
O FC Porto, por seu lado, dá sinais de melhorias, com duas vitórias consecutivas, os jogadores a darem mostras de assimilarem melhor a matriz de jogo preconizada por Martín Anselmi, que chegou em janeiro no meio de um autêntico furacão e procura trazer a bonança ao universo azul e branco. Por tudo isto, e tendo em conta que o título não passa de uma miragem para os dragões, há ainda muito em jogo para o FC Porto diante do eterno rival de Lisboa. Paulatinamente, o técnico argentino vai percebendo a dimensão do clube que representa e a exigência da sua massa associativa, pelo que este clássico será também uma prova de fogo para Martín Anselmi.
A rivalidade entre os dois emblemas atravessa décadas e ganhar ao Benfica é uma obrigação para todos os portistas. Vencer o clube da Luz é algo que não se mede, é imperioso, não apenas pela própria cultura de vitória que José Maria Pedroto e Pinto da Costa enraizaram no clube, mas também pelo orgulho, o orgulho de uma cidade e de um povo que olha para o futebol de forma transcendental.
As duas últimas vitórias no campeonato aumentam a esperança de todo o universo azul e branco, mas desta feita há que contar com um adversário que surge moralizado pelas oito vitórias consecutivas na prova e predisposto a continuar sem tropeçar a caminhada que o possa levar ao Marquês em maio.
Num clássico desta envergadura, independentemente dos resultados que venham de trás, não existe favoritismo. E a história dá-nos provas inequívocas dessa realidade: só temos de recuar até ao dia 3 de março de 2024, quando o conjunto então orientado por Sérgio Conceição despachou o Benfica com uma mão cheia, um resultado que poderia ter tido outra dimensão, tal a forma como o ex-treinador, exímio a agilizar estratégias para bater os rivais, montou um plano que roçou a perfeição e deixou em êxtase as bancadas do Dragão.
Um ano volvido, estão reunidos todos os condimentos para se assistir a um grande espectáculo de futebol, com os atores a subirem a palco às 20h30 desta noite, numa peça que será dirigida por João Pinheiro, supervisionado pelo VAR Tiago Martins. Ganhar no Dragão ao Benfica é uma espécie de compromisso de honra que os adeptos do FC Porto exigem, em dois meses de trabalho Martín Anselmi já será conhecedor dessa premissa, mas terá pela frente uma águia empenhada em voar na liderança do campeonato, sem descer na sua ambição de deixar o Sporting para trás na corrida ao cetro. Têm a palavra final Samu, Rodrigo Mora, Di María, Pavlidis e muitos outros. Então, que comece a rolar a bola..."

Atyical: What a Game Day is like...

domingo, 6 de abril de 2025

Antevisão...

BI: Antevisão - FC Porto...

Vitória complicada...


Galitos 90 - 95 Benfica
26-21, 21-27, 21-28, 22-19

Jogámos mal, sem o Stone e sem o Rorie, com o Trey ainda longe do melhor, mas mesmo assim acabou por ser decisivo no final!
A única nota positiva foi o regresso do Carvacho com excelentes indicações...

Derrota...

Lombos 3 - 4 Benfica

Derrota que nos condena praticamente ao 2.º lugar... numa partida, com muito desperdício, com um Final da 1.ª parte e uma Final da 2.ª parte desastrosa, com 3 golos sofridos!

Juniores - 8.ª jornada - Fase Final


Benfica 2 - 4 Braga


Mau jogo, com falhas individuais defensivas, que o adversário quase a 100%, e com um Benfica com posse, a criar algum perigo, mas a falhar... No 2.º tempo, com mais coração e menos cabeça, tentámos, ainda reduzimos de 0-3, para 2-3 já nos descontos, mas não deu...
Ainda somos líderes (agora partilhada), mas perdemos a oportunidade de cavar diferenças...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Um novo anfitrião no Clássico entre FC Porto e Benfica


"Na antecâmara da primeira receção ao Benfica como presidente do FC Porto, Villas-Boas adotou um discurso à procura de afirmação, muito virado para as bancadas do Dragão

O Clássico de amanhã, entre FC Porto e Benfica, será o primeiro sem Jorge Nuno Pinto da Costa. O primeiro embate entre as duas equipas depois da morte do histórico presidente azul e branco, e também a primeira vez que o FC Porto recebe o maior rival sem Pinto da Costa a ocupar a cadeira principal do Estádio do Dragão. A 3 de março de 2024 o lugar era ainda seu, quando o FC Porto goleou o Benfica, por 5-0, em jogo da 24.ª jornada da temporada anterior.
Durante os 42 anos de presidência de Pinto da Costa, o FC Porto disputou um total de 130 jogos com o Benfica. Venceu 60 (46%) e perdeu 33 (25%). Até 1982, ano em que o presidente dos presidentes dos dragões tomou posse, o saldo era de 125 duelos, com 42 triunfos portistas (34%) a contrastar com 58 derrotas (46%).
Estes números mostram como Pinto da Costa mudou o jogo, e se a proximidade geográfica alimenta a rivalidade entre Benfica e Sporting, o palmarés das últimas décadas fez do FC Porto o principal adversário das águias.
Este clássico terá um novo anfitrião: André Villas-Boas saiu goleado na primeira volta, mas agora estará sentado na cadeira de sonho, ao que tudo indica sem Rui Costa ao lado.
É verdade que o novo líder azul e branco podia dar o exemplo, mas dedicará ao presidente do Benfica o mesmo tratamento que recebeu no Estádio da Luz, e as mais recentes polémicas já tinham deixado claro que esta não seria oportunidade para fazer diferente. Até porque, entre as eleições da Liga e a polémica Proença/Fernando Gomes, a «paz podre» só veio reforçar a noção de que os dirigentes do futebol português já não enganam ninguém com falsas esperanças.
Dentro deste espírito de um por si e todos por nenhum, há muito entranhado por cá, Villas-Boas aproveitou também a receção ao Benfica para fazer um discurso mais virado para os adeptos. Chegou até a dizer que este será o «jogo da época», numa declaração que minimiza sobremaneira a dimensão que o FC Porto assumiu nas últimas décadas.
Percebe-se que Villas-Boas esteja empenhado em sarar feridas internas e aproveite a ocasião para falar para dentro, mesmo que a eficácia da mensagem esteja dependente do resultado de um jogo com o maior rival, em situação bem mais favorável na Liga. Mas justificará um lamento se for indício de que o rumo prometido está a sofrer desvios."

E se voltassem os tempos da rádio?


"Este fim de semana enfrentam-se, entre si, os seis primeiros classificados da Liga. Pode haver ou não mudança de posições entre eles. Um fim de semana a fazer lembrar outros tempos.
Escreve este sábado curiosamente, em A BOLA, uma das vozes daqueles sábados e domingos de rádio em que as coisas nos aconteciam quase todas ao mesmo tempo: «Rui Almeida, tempo e resultado aí em 'tanto faz qual é o campo'?», porque ele andava por todos. Eram os tempos da rádio, nos quais só a final da Taça de Inglaterra, alguns jogos da Seleção, a final da Taça de Portugal e um ou outro clássico passavam na televisão.
Vieram os tempos da TV codificada; se a lei prevalecer (cá estaremos em 2028 para ver) virão os tempos dos direitos centralizados.
Mas para nós, os que ainda ouvíamos, há uma nostalgia que não se apaga. E pode ser que, ironicamente, a rádio ainda venha a ser a solução.

De chorar por mais
Bruno Fernandes voltou a ser jogador do mês na Premier League. Tem sido sempre o melhor do United, sem rodeios.

No ponto
Quando a seleção mais titulada do Mundo discute treinadores portugueses para a orientarem fica tudo dito.

Insosso
Com maior ou menor guerrilha interna, Pedro Proença dificilmente seria eleito para o Comité Executivo da UEFA.

Incomestível
É absolutamente intolerável o que continua a acontecer em campos portugueses com agressões a árbitros."

O outro princípio de Peter


"Na eleição (pessoal e intransmissível) para o Comité Executivo, Pedro Proença ficou em último lugar, com apenas sete dos 28 votos necessários para ser eleito

São cartas, candidaturas, eleições, interesses, diplomacia, influências. São jogos nos bastidores (não de bastidores…), e a prova provada da importância que, hoje, a indústria do futebol assume para muitos protagonistas.
Resta saber que protagonistas. A recente reunião magna da UEFA, em Belgrado, sublinhou algo essencial para entender a geopolítica desportiva que gira em torno das grandes decisões. Na eleição (pessoal e intransmissível) para o Comité Executivo, Pedro Proença ficou em último lugar, com apenas sete dos 28 votos necessários para ser eleito. Ele que fizera parte do órgão, por inerência das anteriores funções como líder da associação europeia de ligas.
Isto é, Proença, no que ao cotejo internacional diz respeito, trocou o certo pelo incerto, ao candidatar-se à presidência da Federação Portuguesa de Futebol. E rapidamente percebeu, esta semana, na Sérvia, que o prestígio internacional, enquanto dirigente desportivo, se conquista ao longo de muitos anos, muito trabalho e crescente influência junto dos seus pares, e jamais cai do céu, ainda que se tenha sido um árbitro de topo ou um presidente de liga no seu país.
O resultado da eleição para o Comité Executivo da UEFA só surpreenderá os mais desatentos, e é uma derrota pessoal. Nunca será uma derrota do futebol português, considerando o tipo de cargo e o processo de candidatura. O que não quer dizer, obviamente, que o futebol português não perca, no seu todo, com o péssimo resultado de Pedro Proença nesta sua primeira investida em cargos eletivos na estrutura dirigente do futebol europeu.
E mesmo a celeuma entretanto levantada é uma espécie de espuma dos dias de conveniência para tentar justificar o óbvio.
Foi o novo presidente da FPF, enquanto candidato ao Comité Executivo da UEFA, que entendeu escrever às 55 federações integrantes, referindo expressamente o apoio de Fernando Gomes, que, na realidade, não lhe tinha sido concedido pelo anterior número um da Cidade do Futebol. Ora Proença jogou alto, e sem rede. Falou num dirigente de altíssimo prestígio na UEFA e na FIFA, adregado ao longo de década e meia de contactos, viagens, cimeiras, negociações e conquistas diplomáticas, trouxe Fernando Gomes à colação, quando, na realidade (bem ou mal, é algo que devemos analisar, sim, mas a jusante do momento e das suas consequências), não tinha o apoio expresso e nominal do agora Presidente do Comité Olímpico de Portugal.
Perante estes factos (e também bem ou mal, a conclusão é posterior), Gomes reagiu e contradisse a missiva original de Proença.
Há várias pistas para a análise da situação criada. Desde logo a errada convicção de que, tendo sido líder das ligas europeias e assumindo o comando da sua federação nacional, esses seriam bons argumentos para convencer as federações votantes dos seus eventuais méritos para o Executivo da UEFA.
Pois uma coisa, como ficou provado à saciedade, não tem a ver com a outra. Há muito trabalho a fazer, muito entendimento da geopolítica desportiva que é, hoje, uma das variáveis mais significativas da influência de uma confederação continental na modalidade mais transversal no planeta.
Entendimentos — alguns mais mediáticos mas, sobretudo, muitos mais subtis dos que outros — e uma capacidade de ganhar peso negocial que só com o tempo e com a experiência se consegue.
Deveria Fernando Gomes ter respondido à letra, quando confrontado com o seu putativo apoio (não declarado nem concedido)? Talvez não, embora se compreenda a mágoa do antigo presidente da FPF e o conhecimento que tem de uma espécie de desmantelamento de uma equipa tricotada a filigrana, oleada e muito profissional e que, de repente, se vê no meio de ondas inesperadas na Cidade do Futebol.
Porém, independentemente da resposta de Gomes que tanto mau estar criou na nova FPF e no seu Presidente, parece-me certo que Proença não seria eleito, nesta altura, para a cúpula executiva da União Europeia de Futebol. Dificilmente conseguiria os tais 28 votos que legitimariam a sua eleição. Daqui a dois anos, com caminho percorrido, trabalho feito e eventual prestígio adquirido, o panorama pode, de facto, ser bem distinto.
Também não me parece que o pedido de audiência (já agendada) ao Governo traga nada de novo neste quesito, e nem será, certamente, bem visto por Aleksander Ceferin e seus pares, em Nyon. Os recursos à tutela não são habituais nestas situações, não apresentam nenhum argumento razoável e não aportam, normalmente, quaisquer benefícios aos interlocutores. Ademais, na Suíça, são mal vistos e convenientemente interpretados…
Portugal é candidato à organização da fase final do Europeu Feminino de 2029, e tal poderá ser reconhecido como evento teste para a fase final do Mundial, no ano seguinte. Dispõe de todas as condições definidas no caderno de encargos, nas mais variadas áreas de impacto. Que formalize a sua candidatura e, seguramente, pelo prestígio internacional conseguido em muitos anos, pela evolução sustentada da vertente feminina do seu futebol e pela coincidência temporal com a fase final mundialista de 2030, será um candidato vencedor.
Importa, nesse evento e na projeção do Mundial, aproveitar todo o (imenso) trabalho feito por uma estrutura profissional e muito experiente. Ninguém perdoaria à atual Direção da Federação Portuguesa de Futebol um desbaratar do capital de confiança construído com tempo e talento.
Pedro Proença, inteligente e arguto, sabe-o. E não quererá perder a oportunidade de o passar à prática, seja na organização de competições de grande visibilidade, seja no perfeito entendimento da dimensão internacional, prestigiada e prestigiante, da FPF.

CARTÃO BRANCO
Faltam seis dias para se conhecer o novo Presidente da Liga Portugal. A semana passada tive ocasião de sublinhar que Reinaldo Teixeira, pela sua imensa experiência de gestão, pelo conhecimento interino do funcionamento da instituição, e pela paixão de trinta anos pelo futebol, desde a estrutura mais ligada à base da modalidade (a Associação de Futebol do Algarve), ao contacto, como Delegado e, posteriormente, Coordenador dos mesmos ao nível das duas competições profissionais, é a escolha óbvia.
Ademais, o candidato José Mendes passa a ser o Presidente de Mesa de Assembleia Geral recordista no período de marcação de eleições (45 dias, quando o habitual variava entre 15 e 20…), e fica na história como o candidato que não o era e que, quase por magia salvadora, passou a ser…"

O novo e o velho no Brasileirão 2025


"Vamos começar pelas boas ou pelas más notícias? Ok, pelas primeiras: o Brasileirão 2025, prova com cinco treinadores e seis jogadores portugueses e, talvez em breve, sob a observação atenta de um selecionador luso também, teve a maior média de público nas bancadas dos últimos 14 anos para uma primeira jornada: 26.028 espectadores, quase mais 600 adeptos do que a ronda inaugural de 2024.
Por outro lado, pelas contas da aplicação estatística brasileira Footstats, a média de tempo da bola a rolar na primeira jornada de 2025 chegou a 59 minutos e 57 segundos, praticamente uma hora, um aumento de quatro minutos e 42 segundos face aos 55:15 da ronda homóloga de 2024.
Graças, provavelmente, a duas novidades: uma delas, já em prática na Liga Portugal, é a substituição de apanha-bolas (ou gandulas, na gíria local) por bolas colocadas em determinados pontos do campo; a outra é o limite de oito segundos para os guarda-redes colocarem a bola em campo, sob pena de pontapé de canto se excederem o prazo.
Entretanto, na partida com mais tempo útil, a vitória do Fortaleza sobre o Fluminense por 2-0, a primeira má notícia.
Com hora e meia de campeonato decorrido já o Flu demitia o treinador, o mesmo Mano Menezes que salvou a equipa da descida, em 2024, e que a levou a uma participação honrosa na final do Cariocão frente a um Flamengo com muito mais argumentos.
Felipe Melo, agora um ex-jogador e comentador do canal SporTV, aplaudiu a decisão por estar por dentro do (mau) ambiente no balneário que até há uns meses frequentava. Mas convenhamos, é um péssimo princípio tomar uma decisão estrutural, como a demissão de um líder de grupo, após a primeira jornada de uma prova de 38 — se era para sair porque não logo após a derrota no estadual, então?
Outra má notícia é o comportamento do presidente do Santos depois da derrota do Peixe, de Pedro Caixinha, na casa do Vasco da Gama. Marcelo Teixeira, num momento muito anos 80, desancou na equipa logo após o 1-2, considerando «inadmissível» perder três pontos em São Januário — «é impressionante sofrer golos de cabeça» e «não conseguir matar o jogo», disse.
Inadmissível um clube que acaba de subir de divisão perder na casa de um gigante (adormecido, sim, mas ainda assim gigante)? A contratação de Neymar subiu à cabeça de Teixeira?
Em 2025, o novo — mais tempo de jogo útil e interesse do público graças a esse acréscimo de bola a rolar e também a inovadoras campanhas de marketing, à adesão de novos sócios e a preços dos bilhetes mais consentâneos com a realidade económica da maioria da população — ainda convive com o velho — demissões de treinadores e comentários absurdos de dirigentes, literalmente à primeira oportunidade."

BolaTV: Hoje Jogo Eu - Edite Dias

Quando a mulher de 71 passou a fazer parte da mobília


"João Avelino Gomes foi um daqueles treinadores especialistas em filosofia de balneário

Marinho Peres foi um daqueles bons amigos que a morte me levou numa azáfama constante e miserável de ir esvaziando a minha vida até que o momento que me espera chegue também. E foi o Marinho que pela primeira vez me falou de João Avelino Gomes. Ou melhor, do 71. Não tenho nada contra gente que adota ter números em lugar de nomes, nem mesmo anagramas, afinal Cristo foi simplesmente XPTO e o universo não se deixou abalar por isso. Por seu lado já tenho tudo a favor de todos aqueles que me impelem a escrever uma crónica. Dizia o Marinho: «O 71 era um cara de pavio curto. Arranjava sempre confusão. Muitas vezes tive de ser eu a apartá-lo». Pois bem, o folclórico João veio lá de Andradas, Poço das Caldas, Minas Gerais, onde nasceu em 1929. Veio primeiro para oRio de Janeiro, ainda um jovenzinho, depois andou a saltitar de um lugar para o outro como se fosse um gafanhoto e deixando marcas aqui e ali como outro gafanhoto. Estudou no SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e, como acontece a todos nós quando vamos parar com o esqueleto a uma organização seja ela qual for, deram-lhe um número. Escusado dizer que esse número era o 71. Escusado sim, mas mesmo escusado disse já disse. Se estão à espera que vos conte uma história apaixonante sobre um jogador inimitável, vão ter de esperar bastante, e até podem dormir uma sesta. O fulano nunca teve jeito de pés e passou ao lado de uma fraca carreira. Para compensar era esperto e dedicou-se a saber de táticas e de filosofia de balneário, tendo passado pelo banco de nada menos de vinte clubes, assim contas por alto, do América de São Paulo (onde esteve oito vezes em anos diversos) ao Náutico, do Atlético Mineiro ao Uberaba e ao Marília, do Corinthians ao Taquaritinga e do Palmeiras ao Cerro Porteño, do Paraguai, onde pôs fim ao percurso já muito confuso dos neurónios por via da porcaria do Alzheimer.
Pode ser que o 71 não tenha ficado conhecido pelos troféus conquistados, afinal só ganhou um a sério, o de campeão do Paulista com o América, mas muitos ainda se lembram das suas diatribes. A 10 de março do 1974, João Avelino apresentou-se com o seu CEUB (Centro Esportivo Universitário de Brasília) frente ao Corinthians para o jogo de inauguração do Estádio Mané Garrincha. Para azar dele, houve um repórter de pista que se colou ao banco do CEUB e lhe matraqueou a cabeça de minuto a minuto com perguntas idiotas. O diálogo foi mais ou menos assim: «Seu João, como é que o senhor está vendo o jogo?». E 71, paciente: «Com os olhos, meu filho, com os olhos!». E o chato: «Seu João, o que o senhor está achando do gramado?». E 71, ainda mais paciente, arrancando um pouco de relva e levando-a à boca: «Verdinho, macio e azedinho, meu filho!». Depois, já deitando fumo dos ouvidos, desabafou em cima do seu avançado-centro com um grito que deixou o repórter surdo: «Vai cabecear assim na casa da mãe Joana!!!». E, voltando a sentar-se, replicou mais sereno para o desgraçado: «Se o bicho continuar chutando assim vai matar o goleiro mas de raiva». O povão gostava dele e os jogadores também, a despeito das suas zangas frequentes e dos berros que lhe saíam tão de surpresa como o de Joaquim Soares da Cunha, de Jorge Amado, o Quincas Berro d’Água, quando lhe deram um copo de água em vez de um de cachaça. Também era supersticioso de acender velinhas nos corredores e de andar sempre com uma imagem de Nossa Senhora da Aparecida debaixo do braço. Na hora do pessoal se equipar, virava a santa de costas para a parede. «Ela não quer ver homem pelado, não», justificava. Com os guarda-redes era firme: absolutamente proibidos de comerem frango nos dias antes dos jogos. Estava convencido de que entendia muito de anatomia. Então punha os jogadores a subir bancadas com a narina direita tapada para fortalecer o pulmão esquerdo e, em seguida, com a narina esquerda tapada para fortalecer o pulmão direito. Acho que ninguém ficou muito mais saudável por causa disso. A pouco e pouco foi ficando baralhado. O homem dado a confusões passou a achar que a mulher fazia parte da mobília. Morreu sem saber o que era uma bola…"