Últimas indefectivações

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Será desta que o Liverpool se orienta?

"Estão completadas cinco jornadas da Premier League e já se podem tirar algumas notas breves deste arranque. Parece mais ou menos consensual que, nesta edição, a concorrência vai apertar o celestial Manchester City.
Sarri melhorou o Chelsea. Jorginho pensa com lucidez e executa com precisão, desencadeando mais soluções sob pressão. O catarinense estabelece toda a equipa a jogar 15 ou 20 metros mais à frente, mexendo, até, com a posição-base de Kanté, que pressiona e transporta mais à frente, fazendo de Allan na configuração sarriana. Com Cesc lesionado, os revigorados Kovacic e Barkley alternam no papel destinado a Hamsik nos rascunhos anteriores do ‘allenatore’, agora coadjuvado por Zola, lenda dos Blues.
Não esqueçamos a devolução de David Luiz ao onze, depois de ostracizado por Conte. O ex-Benfica confere o risco calculado no passe frontal que Sarri exige na fase inicial de construção. O Chelsea quer dominar, passar muito mais tempo perto da grande área do adversário e talvez Giroud até venha a roubar a titularidade a Morata. De qualquer forma, é Hazard que mais deslumbra com a quantidade de dribles frenéticos. Possivelmente, tem sido o jogador mais espectacular neste arranque de edição. 
O Liverpool está mais completo do que nunca e atingiram um nível de consistência assinalável, doseando muito melhor o frenesim de modo a manterem o controlo da situação durante fatias mais prolongadas do jogo. Será desta que conseguem o primeiro campeonato da era Premier League? Van Dijk chefia a defesa, Alisson dá mais segurança atrás, enquanto Keita dá a manobra que os Reds precisavam depois da venda de Coutinho. Klopp tem a linha atacante mais diabólica de Inglaterra - nos últimos 32 jogos em que Mané, Firmino e Salah foram titulares em simultâneo, marcaram 66 golos entre eles. Mesmo que Salah esteja um pouco “fora dela”, Mané voa com a bola e Firmino liga jogo com mestria para que os extremos façam diagonais e apareçam em frente à baliza. Fabinho ainda não calçou, mas Wijnaldum, um multi-funções, coordena e destrói. E o que correm Milner, Robertson e Alex-Arnold…
O Tottenham, mesmo tendo agora perdido duas vezes seguidas, tem futebol entusiasta e capacidade para ganhar em qualquer campo, como já aconteceu em Old Trafford. Não tarda vão jogar no seu novo White Hart Lane, mas é importante eliminar a ideia que a equipa de Pochettino já chega frágil à viragem para as segundas voltas.
Com Emery, o pós-Wenger é animador: o basco impôs mais método no Arsenal, primeiramente para saber defender, posteriormente para rodar as peças adiantadas e rematar de forma mais esclarecida, já com Aubameyang e Lacazette bem relacionados, aproveitando ainda as desmarcações de Ramsey e a destreza de Özil, que parece mais desenvolto. Petr Cech é o guarda-redes que mais passes efectua no campeonato (a média de passes por jogo de Cech é o dobro da da sua época anterior), sinal do aproveitamento que Emery quer do seu elemento mais recuado e da participação na fase inicial de construção. Leno, titular pela primeira vez contra o Vorskla, ainda vai ter de esperar.
Mourinho passou no Turf Moor, em Burnley, dissolvendo a nuvem negra que se criou com as derrotas contra o Brighton e Tottenham. Fellaini deu físico numa altura em que o Manchester United precisava, não só para cortar ocasionais pontos fortes do oponente, como também para libertar Matic e Pogba. Na frente, Lukaku já marcou quatro vezes – o belga anotou 50% dos golos dos Red Devils na PL.
Nas East Midlands, as raposas vão aprendendo a dar os primeiros passos sem Mahrez, transferido por £60M para o Man.City. O esquerdino Ghezzal foi adquirido pelo Leicester na condição de sósia de Mahrez, mas tem sido Maddison, médio-ofensivo útil na ligação e no remate, que melhor se tem mostrado nos azuis, com prejuízo para Okazaki, peça fulcral no xadrez de Ranieri no título de há dois anos.
Nuno Espírito Santo mantém o 3-4-2-1 com que foi campeão da segunda divisão na época passada, mas acoplou João Moutinho para dinamizar o eixo junto de Rúben Neves. O tandem funciona e, atrás deles, é Coady que vinca a sua qualidade na construção com uma precisão fabulosa no passe longo e que coloca Jonny, Doherty, Diogo Jota ou Hélder Costa em condições de ir para cima dos adversários em 1v1. Os Wolves têm um projecto para se estabelecerem já nesta época na primeira metade da tabela e o jogo bem conectado da equipa de Nuno tem tido resultados muito satisfatórios: são nonos e empataram com o Man.City.
O Bournemouth está em 5.º lugar e Eddie Howe demonstra sucessivamente a capacidade para pôr os Cherries a jogar bem, mesmo com recursos ligeiramente mais limitados. Já nos tempos da segunda divisão eram uma equipa que pensava fora da caixa, a ligar com apoios próximos e valorização do passe curto, fruto da inspiração do treinador no futebol do sul da Europa. Com uma ou outra nuance, têm mantido essa matriz na PL, até porque a coluna de jogadores nucleares também vai permanecendo no plantel. Para já, apenas o Chelsea os conseguiu vencer.
Talvez o Watford seja a maior surpresa das cinco jornadas iniciais. Javi Gracia entrega as rédeas do meio-campo a dois médios possantes, mas que sabem jogar (Capoue e Doucouré), e tem desenvolvido muito dinamismo nos Hornets, não tendo havido muitas mexidas no plantel da época passada. Saiu Richarlison para Merseyside, mas Hughes e Pereyra estão bem recuperados e, nos três quartos do campo, facilitam a chegada da bola a Deeney e Gray, dois dos avançados mais rijos do campeonato. Menção honrosa para Holebas, um lateral-esquerdo fantasista que já totaliza um golo e quatro assistências. Ninguém diz que tem 34 anos.

E olhando para o resto da tabela?
Começando por baixo, o Burnley não altera a sua forma rudimentar de estar em campo. Resultou num inacreditável 7.º lugar da época passada, mas quem depende tanto de ressaltos e bola suja nunca poderá ter muitas garantias de êxito ao longo do tempo. Dyche põe os Clarets a lançar longo e não sai muito disto. Barnes e Vokes, os avançados, saltam mais do que combinam com a bola no chão.
O Newcastle já podia ter ganho um jogo, mas Kenedy falhou um penalty contra o Cardiff nos últimos instantes. Mike Ashley quer vender o clube e Rafa Benítez já percebeu que não haverá investimento por aí além, no sentido de melhorar a equipa de Tyneside. A lesão de Shelvey, o cérebro do meio-campo, também não ajudou neste início de época.
O Cardiff e o Huddersfield não se projetam como as equipas mais prometedoras e a “malha” que os Terriers levaram no Etihad não favoreceu a imagem de David Wagner. O West Ham só tinha derrotas antes de se deslocarem a Goodison Park, mas Obiang, Felipe Anderson, Yarmolenko e Arnautovic derrubaram o Everton. Pellegrini tem muita gente com qualidade. Com tempo, talvez se consiga fazer dos Hammers uma equipa decente, ainda que tenham perdido a magia por já não jogarem em Upton Park.
Não desgosto do Fulham. Jokanovic, o treinador, pode montar uma linha atacante de respeito, com Schürrle, Mitrovic (que falta faz ao Newcastle…) e Vietto. JM Seri, centrocampista que brilhou no Nice e, antes, em Paços de Ferreira, com Paulo Fonseca, ganha agora notoriedade em Craven Cottage, onde já marcou um golão ao Burnley.
O Brighton já causou sensação por ter ganho ao Man.Utd. No apoio ao inoxidável Murray, autor de um golo bonito contra os Red Devils, Knockaert e Izquierdo são extremos diabólicos e Alireza, o iraniano chegado de Alkmaar, tem sido suplente no emblema da South Coast. Continuando a sul, o Southampton tem perdido o fulgor de outras épocas. Não é fácil lidar com a saída sucessiva de jogadores para a elite, mas Mark Hughes tem feito com que Hojbjerg, outrora valorizado por Guardiola em Munique, se assuma muito melhor no meio-campo com Lemina, ao mesmo tempo que é bom ver Danny Ings retomar a confiança depois das lesões. Em Anfield, nunca teria hipótese de jogar com frequência.
Em South London, Max Meyer, hoje ‘persona non grata’ em Gelsenkirchen, ainda não se estreou como titular em jogos da PL. A afirmação do talentoso médio do Crystal Palace ainda não aconteceu, mas Hodgson tem tido a equipa estabilizada com Milivojevic, McArthur e Koyaté, recrutado ao West Ham. Townsend tem variedade de dribles, mas, mesmo assim, Zaha, o marfinense de Croydon, está um ou dois níveis acima dos outros. Inspirado, é imparável. Que jogador!
Vamos estando atentos ao Everton, que trouxe, neste Verão, vários jogadores de categoria internacional, três deles depois de um raide em Barcelona. Todos juntos, contemplam uma soma aproximada a €100M. Richarlison, autor de uma primeira volta sensacional no Watford em 2017/18, foi um pedido expresso de Marco Silva e o jogo fabuloso que fez em Wolverhampton foi convincente para os Toffees. E para Tite. Talvez Schneiderlin se assuma melhor sozinho no meio-campo do que com Gana Gueye ao lado, mas esse é um enquadramento que Marco Silva terá de afinar, salvaguardando que André Gomes pode vir a entrar nesta equação. Se a zona de construção não melhorar, Sigurdsson vai apanhar por tabela e não vai conseguir dialogar com tanta propriedade com Tosun, um avançado que pede que joguem com ele."

Os bons sinais que a (injusta) expulsão não esconde

"O arranque da Liga dos Campeões não foi propriamente feliz para as equipas portuguesas, com um empate e uma derrota no duplo confronto com adversários germânicos, mas isso não quer dizer que o talento português não tenha saído valorizado da primeira ronda da prova.
E nem o impacto mediático da (injusta) expulsão de Cristiano Ronaldo deve minimizar os sinais positivos, em particular na quarta-feira. A começar pelo próprio duelo entre Valência e Juventus e pela fantástica exibição de João Cancelo no regresso ao Mestalla.
O lateral da «vecchia signora» está em fase de afirmação também na Selecção, mas a concorrência continua a aumentar. Basta ver a exibição assinada por Diogo Dalot na estreia pelo Manchester United, com apenas 19 anos. Logo na Liga dos Campeões, e depois de uma lesão. Se a admiração de José Mourinho já seria expectável (caso contrário não o teria contratado), registem-se os elogios provenientes até de quem conhece o peso daquela camisola.
Renato Sanches também aproveitou o regresso à Luz para dar um passo importante rumo à sua afirmação. Não só pelo golo marcado - com pedido de perdão aceite em forma de ovação – mas também por uma performance que fez lembrar a fase da explosão.
Já num patamar diferente está Bernardo Silva. O Manchester City até estabeleceu um recorde negativo com mais uma derrota europeia, mas o português voltou a justificar os elogios repetidos do treinador. «Encontre alguém que fale de você como Guardiola fala de Bernardo Silva», lê-se nas redes sociais.
No dia em que Cristiano Ronaldo viu-se impossibilitado de brilhar, outros talentos portugueses deram nas vistas. Um pouco à imagem do que já tinha acontecido nos últimos jogos da Selecção, sem a presença do capitão. Não para mostrar que devemos olhar menos para Ronaldo, mas para nos convencer de que vale a pena ver mais além."

Futebol e negócio

"Várias áreas do conhecimento, como a economia e a gestão, têm reflectido sobre o futebol profissional e o aumento das suas exigências, como prova o crescente número de estudos e artigos de opinião disponíveis, nomeadamente na UEFA.
Este é mais um claro indicado de que a dimensão económica do futebol assume uma importância cada vez maior, podendo mesmo ser considerada uma indústria com notória representação nos diversos países e com evidente mobilização de recursos humanos, de forma directa ou indirecta, no mercado de trabalho. Se, no passado, o rendimento desportivo constituía o único fim a atingir, para satisfação dos associados e dos adeptos do clube, hoje, o equilíbrio entre o resultado desportivo e o resultado financeiro deveria ser orientação estratégica a privilegiar, de modo a manter a satisfação dos simpatizantes do clube, o interesse dos accionistas e a viabilização da organização desportiva.
Esta nova concepção implicou que a gestão do futebol deve equacionar sempre dois vectores de actuação: por um lado a vertente desportiva; por outro lado a vertente comercial. Isto é, quando falamos na gestão do espectáculo do futebol, ele deve ser analisado enquanto jogo e enquanto negócio.
Estes são, aliás, os pontos de vista base, responsáveis por alguns conflitos nas equipas multidisciplinares de gestão do futebol nas diversas organizações. Se uns, os gestores, que dominam as ferramentas para intervir e potenciar a gestão do negócio, desvalorizam alguns aspectos do jogo, outros, os protagonistas do jogo, fiéis à cultura do futebol e aos seus códigos de conduta muito particulares, consideram os primeiros como intrusos e até mesmo "oportunistas". Vamos procurar saber."

Denúncia de contratos

"1 - Pode o formando denunciar um contrato de formação desportiva sem o pagamento de uma indemnização ao formador?
O contrato de formação desportiva (CFD) é o acordo celebrado entre um formador (o clube) e um formando, com idade entre os 14 e os 18, nos termos do qual aquele se obriga a prestar a este formação adequada ao desenvolvimento da sua capacidade técnica e à aquisição de conhecimentos necessários à prática de uma modalidade desportiva, ficando o formando obrigado a executar as tarefas de formação.
A lei aplicável prevê que o CTD pode cessar por denúncia por iniciativa do formando, mediante declaração escrita, com pré-aviso de 30 dias. Daqui resulta que o formando pode denunciar o CFD ante tempus e sem justa causa, sem necessidade de pagamento de qualquer quantia ao clube desde que respeite o pré-aviso.
Já o contrato colectivo de trabalho (CCT) aplicável admite a possibilidade de se clausular o direito de o formando fazer cessar o CFD mediante o pagamento de uma indemnização ao clube. É frequente surgirem CFD com cláusulas segundo as quais o formando pode denunciar o CFD mediante o pagamento de uma compensação pecuniária ao clube, muitas vezes de valor elevado, à semelhança das cláusulas de rescisão previstas nos contratos dos jogadores profissionais de futebol.
Assim, a regra do CCT é mais desfavorável para o formando do que a lei, segundo a qual este pode pôr termo livremente ao CFD sem o pagamento de uma indemnização ao clube.

2 - Que fonte de Direito prevalece?
A lei aplicável prevê que as suas normas podem ser desenvolvidas e adaptadas por CCT que disponha em sentido mais favorável aos praticantes desportivos, tendo em conta as especificidades de cada modalidade desportiva.
Considerando que o regime do CCT é manifestamente mais desfavorável para o formando, a meu ver deve prevalecer a solução da lei, e assim o formando pode denunciar o CFD sem o pagamento de qualquer quantia ainda que o CFD faça depender essa denúncia do pagamento de uma indemnização."

Integridade desportiva: a profissão de fé da “tolerância zero”

"A vulnerabilidade do desporto a fenómenos de corrupção e viciação de resultados acompanha as suas origens mais ancestrais, tendo um papel determinante no colapso dos Jogos Olímpicos da Antiguidade e vindo a manchar a reputação das organizações e agentes desportivos em ondas sucessivas, e crescentes, de escândalos até aos dias de hoje, pondo em causa o principal catalisador de emoções de milhões de adeptos: a imprevisibilidade do resultado.
Inevitavelmente, a sofisticação, complexidade, dimensão e volumes financeiros associados a estas práticas acompanharam o desenvolvimento de uma indústria global que pulverizou receitas, fontes de financiamento e diversidade de direitos conexos às competições e seus protagonistas, despertando o interesse de actores externos com assinalável poder económico.
Estes fenómenos deixam de ter apenas como denominador comum interesses meramente desportivos (alcançar melhores posições e classificações desportivas; subir de divisão ou evitar a relegação; passar a fase de grupos ou encontrar um oponente mais favorável num sorteio), para se moverem por interesses financeiros fora do universo desportivo, cujos agentes invariavelmente estão fora da jurisdição das organizações desportivas, exigindo competências de órgãos de investigação e policia criminal, entre outras entidades.
Quando hoje as organizações desportivas ou os governos enfrentam estas novas ameaças, e os escândalos a elas associados, invariavelmente assumem uma de duas opções: podem escolher ignorar, ou minimizar, o problema, por vezes escudados em declarações proclamatórias demagógicas, procurando conter danos e esperar que a onda mediática se dissipe; ou assumem que a ameaça efectivamente existe e tomam medidas proactivas que ajudem a prevenir, identificar e sancionar, no plano desportivo e criminal, a devastação deste tipo de incidentes.
Portugal tem hoje um quadro regulador que, entre outros requisitos, estabelece como “condição para a atribuição de apoios à federação desportiva a aprovação e execução por parte desta de programas de prevenção, formação e educação relativos à defesa da integridade das competições”, implicando o incumprimento da legislação e das “determinações das entidades competentes” a suspensão de todos os apoios concedidos pelo Estado.
No plano desportivo, no que à manipulação de competições diz respeito, vigora como “determinação” para todo o Movimento Olímpico a implementação das disposições do Código do Movimento Olímpico sobre a Prevenção de Manipulação de Competições , como requisito de elegibilidade à participação em competições olímpicas.
Apesar de alguns passos importantes se terem encetado, o universo federativo está longe de cumprir com estas “determinações” e requisitos elementares.
Por outro lado, no espectro político, o Conselho da Europa está há dois anos para encontrar dois Estados Membros que ratifiquem o único instrumento legal internacional sobre manipulação de resultados para que a Convenção de Macolin entre em vigor.
Mas a realidade no terreno não espera e as fragilidades avolumam-se sem que se vislumbrem consequências desportivas, políticas e legais, que efectivamente materializem perante o incumprimento o discurso de “tolerância zero”, o que desobriga as organizações desportivas e as autoridades públicas cultivando um clima de permissividade e complacência, para deleite de quem aqui encontra terreno fértil para prosperar no crime, com elevados lucros e baixo risco."

Aquilo que de facto importa...


Este deveria ser o tema discutido e noticiado na imprensa portuguesa! Mas preferem inventar conversas e códigos, desrespeitando as pessoas e as instituições, mentindo e difamando, alguns para ganharem alguma tiragem, outros simplesmente por maldade e anti-clubite doentia...
A história de hoje no Correio da Manha, depois da reciclagem de ontem, seria num país civilizado, suficiente para retirar a carteira de jornalista àquela escumalha toda...!!!

Global Notícias, Cofina, Imprensa e RTP Desporto são a frente deste ataque vergonhoso ao Benfica. Na era das Fake News, temos em Portugal uma versão mafiosa daquilo que os Russos fizeram nas eleições Americanas, e protegida pela corja dos avençados... e até agora, parece que a PJ e o MP fazem parte dessa organização criminosa!

Querem um exemplo dos avençados da Cofina:

Benfiquismo (CMLVI)

Lá dentro...

Sabe quem é? Pior que o desmaio... - Germano

"Foi parar ao Caramulo, o Sporting não o quis por o achar «tuberculoso»; No Benfica foi Beckenbauer antes dele

1. Nasceu em Alcântara por inícios de 1932 - e, pequenino, desatou a aparecer por detrás das cabeceiras da Tapadinha (ainda modesto campo de terra batido do Carcavelinhos), encantado sobretudo por Carlos Baptista, a quem se chamava o «Back da Morte», o seu primeiro ídolo.

2. Aos 11 anos perdeu o pai, aos 14 perdeu a mãe - e estava a ser criado por irmã mais velha quando, algures por 1947, se foi oferecer para jogador do Atlético (que acabara de surgir da fusão entre Carcavelinhos e União de Lisboa). Pediu para ser guarda-redes, guarda-redes começou por ser.

3. Treinador que o acolheu foi Carlos Baptista. Achou que o talento que ele mostrava com os pés se perdia entre os postes das balizas - e, num abrir e fechar de olhos, transformou-o em avançado centro (de recorte fino e esperteza de movimento). Desatou a marcar golos - aos 19 anos, estreou-se na primeira equipa do Atlético.

4. Armindo lesionou-se no treino antes do jogo com o Benfica. Janos Biri pediu-lhe que trocasse de posição, fosse fazer as vezes de Armindo - foi, sem esconder surpresa (e alvoroçado). Não se atormentou com a missão, o Atlético perdeu por 3-4 (e o que correu de boca em boca foi que sem o «miúdo» na defesa não teria sofrido só os quarto golos que sofreu).

5. Com Armindo recuperado, voltou às reservas - e, com o Benfica, na segunda volta, voltou a jogar (mas já a médio centro). Titular não deixou mais de ser (e, sem grande tardar, Salvador do Carmo chamou-o à selecção A para jogo com a Áustria. Abriu-o como suplente, lesão de Cabrita pô-lo em campo - e fez de Orkwick, a estrela dos 9-1 de Viena, uma sombra em si.

6. Constipara-se, abatido, jogou num dia de temporal contra o SC Braga - e, no balneário, desmaiou de súbito. O médico achou que era efeito da gripe - e pediu que o levassem a casa de automóvel (e de lá não saísse nos dias seguintes). Saiu para ir pela selecção à Turquia e ao Egipto. Depois, foi pela selecção de Lisboa a Madrid (para jogo organizado por Carmen Franco, a mulher do Ditador). No aeroporto, nevoeiro não permitiu a descolagem do avião, ficou-se à espera de melhoria tiritando de frio - e ao aterra-se em Lisboa Santa Maria foi o seu destino (incapaz de suportar tanta tosse a soltar-se o corpo a arder).

7. A pleurisia que logo lhe detectaram deixou-o internato um mês. Correu a jogar (e a brilhar) e numa inspecção para a Selecção Militar, o médico achando-lhe estranhos os pulmões, atirou-o de emergência para o Sanatório do Caramulo. Lá ficou durante quatro meses, tratado por José Maria Antunes (médico que ganhara pela Académica ao Benfica a primeira edição da Taça de Portugal e foi, por várias vezes, seleccionador nacional).

8. O Sporting tinha acordada a sua transferência a troco de 400 contos para o Atlético (e de 100 de luvas para ele) mas sabendo-o «tuberculoso» rasgou o contrato (e arrependeu-se). Voltou à liça, ajudou o Atlético a ganhar o Campeonato da II Divisão. O Benfica foi buscá-lo, de lés a lés se falou dele como melhor central da Europa. (António Simões haveria de o definir, perfeito - como o «primeiro Beckenbaeur do futebol mundial»).

9. Esteve na conquista da Taça dos Campeões ao Barcelona e ao Real Madrid - a sua quarta final, a de San Siro, jogou-a injectado com novocaína (tal como Eusébio). Era tempo em que não havia substituições - e com Costa Pereira, sem ser capaz de se ter em pé (pior: paralisado). Schwartz cogitou mandar José Augusto para a baliza. Alguém lembrou que, com o Benfica a perder por 0-1, talvez José Augusto fosse mais útil à frente - e foi ele. Lá esteve 33 minutos, com uma ligadura a aconchegar-lhe a coxa - sem que o Inter lhe marcasse um golo sequer.

10. Após o Mundial de 1966, onde fez um jogo apenas, Fernando Riera disse-lhe que não contava mais com ele - e foi para o Salgueiros. Um ano depois, despediu-se de jogador. Ao Benfica regressou como adjunto de Otto Glória - nessa condição esteve na final da Taça dos Campeões de 1968 perdida no prolongamento para o Man. United. Ainda treinou o Atlético - empregou-se numa empresa de edições, desligou-se do futebol, entrevistas deixou de dar, sublimando a ideia que dele se criara: a do homem do olhar triste, sardónico (e morreu em 2004)."

António Simões, in A Bola

Aquecimento... rescaldo

Era uma vez um 'hacker' tipo Robin dos Bosques

"Se, em matemática, negativo por negativo dá positivo, na vida, crime com crime não dá prémio nem legitimidade (além da ilicitude)

Era uma vez um hacker que, no já longínquo século XXI, arranjara albergue no então extinto Império Austro-Húngaro. Ao que consta, havia-se iniciado em pirataria por assédio informático a um banco de uma longínqua ilha fiscalmente paradisíaca, de onde terá desviado umas centenas de milhares de moedas. Depois, ter-se-ia especializado em roubar informação privada e fazer espionagem industrial. Rapidamente floresceu e se metamorfoseou num ambiente de globalização e de exuberância tecnológica. O hacker, parece que jovem, tinha cabecinha. Engenhosa e sorrateira. Inventiva e perversa. Usava-a, com o ardil e a aparência de inocência necessários para ludibriar com encanto, sempre exibindo um insondável kit de gadgets, incluindo o último grito da moda tecnológica de perfuração digital.
Aconteceu que este nosso herói resolveu passar pela Ibéria e, entre outras vítimas, sacou toda a correspondência emailizada de uma centenária instituição, por sinal, desportiva. Parece que, para tanto, terá contribuído o fascínio do que no desporto-rei naquela altura - o futebol - era quase uma instituição, conhecida como o «benefício do infractor».
Numa noite de breu, o saque concretizou-se. Tudo foi levado, não pelo vento que até soprava levemente, mas pelo nosso generoso hacker. No infindável granel que extorquiu, havia de tudo desde conversas mais sérias e tantas outras de chacha, da treta ou de ocasião, desde graçolas de duvidoso gosto a metáforas atolambadas ou néscias, desde contratos desportivos ou comerciais e cunhas com maior ou menor empenho. Coisas que qualquer alminha no seio do futebol de então se não escrevia, pelo menos dizia ou fazia.
Isso passou-se ainda no tempo em que estas práticas eram consideradas criminosas. O certo é que o objecto do crime se espalhou urbi et orbe. Pago ou não não pago, com recibo de quitação ou sem IVA, trazido pela rena da Finlândia ou pelo burro da Tasmânia, apanhado num qualquer ermo ou baldio em forma de pen ou de pena, aportou (quer dizer, chegou ao porto), por intrépidas e egrégias personagens. Logo se apressaram a tornar público o embrulho, e no meio de tanto sortido de milhões de mails, anunciavam uns poucos seleccionados, em fatias semanais e estilo Sherlock Holmes, sempre de dedo em riste, embora com ares de virgem e convencidos da acção salvífica que lhes estava destinada.
O objecto do cibercrime, qual troféu de caça à moda do passado século XXI, iniciaria, deste modo, o seu percurso entre o extorsionista militante e o seu usuário ilegítimo. Neste tipo de actividades não constava que houvesse beneméritos ou filantropos. Como ninguém terá pago o produto do crime, houve até quem tivesse admitido (malevolamente) que tenha caído na chaminé natalício daqueles sortudos. Chegou-se a dizer que o pirata era tipo Robin dos Bosques: roubava aos poderosos para dar aos desesperados e famintos. Voltando ao benefício do infractor - diziam cronistas da época - pegou-se no alvo do crime (correspondência privada) e, por milagre, transformou-se a acção proibida em coisa boa, reparadora, digna, excelsa mesmo. Houve até quem dissesse - quase em jeito de blasfémia religiosa, na altura - que o justiceiro ao ter nas mãos tanta papelada fez lembrar o milagre do vinho das bodas de Caná, pois o roubo uma vez manipulado pelo justiceiro (ou milagreiro) virou credível, senão mesmo virtuoso.
Muita discussão havido à volta do assunto. E perguntou-se: o que diria um milagreiro qualquer se alguém violasse a sua correspondência particular e íntima e a desse por acto de generosidade (humanitária) a alguém que a tornaria pública em todo o sítio, por exemplo, divulgando conversas sobre impostos, refeições, relações e pomares. Será que esse milagreiro acharia eticamente irrepreensível a acção do mensageiro, como nesta história chegou a parecer?
Moral da história: se, em matemática, negativo por negativo dá positivo, na vida, crime com crime não dá prémio nem legitimidade (além da ilicitude). É que, salvo circunstâncias absolutamente excepcionais numa sociedade civilizada e num Estado de Direito, os fins (mesmo que desejáveis ou aceitáveis) nunca justificam meios (criminosos). E a ideia plena da ética não se confunde com a da moralidade, que é como quem diz, o dever dos outros (ética da terceira pessoa) só faz sentido com o primado do dever de cada um (ética da primeira pessoa).

Jogar num estádio vazio
Numa - certamente por mera coincidência ou fruto do acaso - torrente de punições, processos, intenções e denúncias anónimas a la carte que se vêm abatendo sobre o Sport Lisboa e Benfica, eis que o Estádio da Luz (e ouros) foi sujeito a uma punição de um jogo efectuado à porta fechada, expressão que quer dizer sem assistência.
Devo dizer que aplaudo o propósito de apertar a malha contra práticas negativas e ofensivas que se estão a generalizar nos estádios portugueses. Também sei reconhecer que o Conselho de Disciplina terá agido em conformidade com normas aprovadas pelos... clubes.
O que já não compreendo é a lógica que lhe subjaz. Ouvi uma entrevista televisiva do actual presidente daquele Conselho e percebi que a bitola fundamental para a acção disciplinar tem a ver sobretudo com a reincidência e não tanto com a magnitude ou natureza das acções a punir. Quer dizer, no caso do Benfica tratou-se de punir «à terceira» ocasião de pirotecnia, mesmo que sem consequências gravosas para os jogos a decorrer. Entendi, assim, que a chuva de artefactos que caiu em Alvalade sobre a área do Sporting, logo nos primeiros momentos do jogo contra o Benfica e que gerou a interrupção da partida por alguns minutos, não é punida com um jogo sem assistência porque ainda não é a terceira vez! Também não sei se serão precisas mais duas tentativas de algum espectador entrar no relvado para agredir um jogador da equipa adversária (caso no último Porto - Benfica para molestar Pizzi), para a suspensão ter cabimento!
Para além da questão discutível de saber a quem compete a responsabilidade de acautelar determinados actos (se à equipa visitada ou visitante), estou em crer que, para atacar a verdadeira raiz do problema, seja com claques legalizadas ou não, este tipo de suspensões nada resolve. Aliás, prejudicam esta actividade, afastam mais pessoas dos estádios, são financeiramente inedequadas para os clubes castigados, não evitam situações para as quais os clubes não têm antídotos ou efectiva possibilidade de os prevenir, ou, pelo menos, evitar. Como sócio de um clube, prefiro que, a ter de haver punição desportiva pesada, pois que seja a interdição, tendo o clube de jogar noutro estádio, mas com os seus adeptos e simpatizantes. Pergunto até por que razão eu tenho de ser molestado com este tipo de punições, quando, como tantos sócios, comprei a possibilidade de ver todos os jogos. Quem me indemniza? E terão as regras em vigor pensado suficientemente nas eventuais repercussões sobre as entidades patrocinadoras aos diferentes níveis que, mesmo mantendo-se a transmissão televisiva, vêem limitado o retorno do valor que investiram.
Não diminuindo a responsabilidade e a função que os clubes devem ter diante das suas claques apoiantes, que este tipo de problemas são, sobretudo, casos de polícia que deveriam ser sanados à nascença, por exemplo, identificando os costumeiros prevaricadores, impedindo-os de ir aos estádios ingleses e problema bem grave que havia. Por que é que há-de ser sempre a justo a pagar pelo pecador?

Contraluz
- Eleições: no Sporting que se realizaram com notável participação e lisura. Como sócio do eterno rival, procurei ver este acto eleitoral com natural distância, mas não desinteresse. Permito-me aqui salientar dois pontos:
1) a lição de desportivismo, serenidade e elegância do principal candidato derrotado, João Benedito;
2) a constatação de como um quase mero acaso tudo pode mudar num clube, seja ele qual for. Se  SCP tivesse ganho ao Marítimo, provavelmente Alcochete não aconteceria daquela maneira, o Sporting venceria a Taça, iria às eliminatórias da Champions e... o anterior presidente ainda estaria em funções...
- Boa notícia: sobre o Belenenses, agora cindido entre uma SAD a jogar no Jamor e uma equipa iniciática a jogar no seu Restelo. Refiro-me à notícia de A Bola de 10/9 «Históricos (Belenenses e Atlético) unidos contra o futebol negócio». As das equipas que vão competir nos distritais da AF Lisboa jogaram uma partida amigável, com mais de 3000 espectadores, coisa rara no futebol da primeira divisão...
- Comentário: Creio que Duarte Gomes se estaria a referir a um comentário meu, a propósito da arbitragem do passado Benfica - Sporting. Li-o com atenção e consideração. Não concordando com tudo o que foi escrito, quero exprimir o gosto (e proveito) com que o leio."

Bagão Félix, in A Bola

Diferentes patamares

"Jogos assim ajudam a perceber quanto é preciso trabalhar para chegar onde os outros já estão

Modelos
1. Na actualidade todas as equipas se baseiam em formas ou modelos de jogo em constante (re)estruturação ao longo da época competitiva. Sendo dependentes da qualidade técnica/táctica dos jogadores, dos treinadores e da estrutura dos clubes. Estes modelos expressam-se para a sua intrínseca organização dinâmica, mas também pela capacidade de se adaptarem continuamente a factores contingenciais que se desenvolvem durante a luta competitiva.

Duas vertentes
2. Questiona-se as razões pelas quais certas equipas atingem a vitória perante adversários que teoricamente têm maiores condições para o conseguir? Ora, a resposta a esta questão baseia-se em duas vertentes essenciais. A primeira de conhecimento dos sincronismos sectoriais e intersectoriais do modelo de jogo adversário, a correcta elaboração de uma dimensão estratégico/táctica treinada e operacionalizada para essa competição e a aplicação de elevados níveis de ritmo, bem como a sua variação no que se refere às fases (ataque e defesa), etapas (construção, criação, reacção à perda da bola, bloco defensivo, etc.), e momentos de jogo (esquemas tácticos e transições de fase). A segunda é não controlável, ou seja, a natureza do próprio jogo composta pela sua aleatoriedade, imprevisibilidade e transitoriedade.

O resultado
3. O resultado final é o produto destas vertentes em que a cada milionésimo de segundo as coisas acontecem, as equipas estabelecem ordem/desordem, equilíbrios/desequilíbrios, sempre sujeitas a condições controláveis e não controláveis.

Os 2 por cento
4. Analise-se então o Benfica - Bayern à luz destes pressupostos, partindo do favoritismo de 49% para o Benfica e 51% para o Bayern. Então como se pode ganhar os tais 2% que faltam? Nas variáveis controláveis e tudo fazer para que as não controláveis possam concorrer a favor do Benfica. Vejamos 4 factores.
(1) Ritmo competitivo e capacidade de marcar esse ritmo, acelerando e desacelerando na fase ofensiva e defensiva.
(2) Dinâmica organizativa sintetizando articulações tácticas e soluções práticas eficazes usando o jogo interior e exterior.
(3) Agredir constantemente o adversário, não o deixando executar nem sequer pensar, ganhando constantemente segundas bolas.
(4) Manter padrões e rotinas de jogo em qualquer circunstância favorável ou adversa, aproveitando todos os pormenores a seu proveito. Mas também deter jogadores verdadeiros mestres da síntese que simplificam o que é complexo em cada situação de jogo.

Diferenças
5. Por mais voltas que se queiram dar, as diferenças entre estas duas equipas residem não só no resultado final nem nos dados quantitativos expostos no final da partida, mas exactamente nos referidos factores. Estes são os pressupostos que as equipas portuguesas têm de aprender a passar à prática, de modo a aproximar-se das grandes equipas. Caso contrário, continuaremos a divergir da Europa. A vantagem da análise destes jogos é verificar-se quanto se precisa de trabalhar para chegar ao patamar em que outros já se encontram (há muito tempo)."

Jorge Castelo, in A Bola

Resumo do Relatório e Contas de 2017/18

FCP e SLB sentiram...

"... tão diferentes alemães! Por cá: enfim!, castigos, não multazinhas. Eureka! Governo anuncia decalque da Grã-Bretanha para liquidar 'hooligans'

Campeão e vice-campeão de Portugal face a vice-campeão e campeão da Alemanha. Assim, arrancou a nossa Champions. Desproporção de forças? Nadinha em Gelsenkirchen (este Schalke, que foi 2.º na Bundesliga, mas a 24 pontos do monstro Bayern!, ia agora apenas derrotas somando). Num despique chato, muitíssimo físico/atlético - duvido, que outra equipa portuguesa resistisse... -, o FC Porto mostrou claríssima supremacia em qualidade técnica. Empate soube a pouco. Na Luz, outra dimensão... do Bayern. Muito outra! Chama-se classe. Benfica bem tacticamente, amiúde sugerindo taco a taco (Odysseas com escasso trabalho); mas, nos decisivos pormaiores, a diferença ditou lei. Este Bayern possui um dos 3 melhores plantéis do mundo; com Neuer, Kimmich, Boateng, Hummels, Alaba, Javi Martinez, James Rodriguez, Robben, Ribéry, Lewandowski e mesmo Renato (menino que, lá está, como tantos outros, não houve poder financeiro para segurar em Portugal), mais lesionados, como Thiago Alcântara, e sendo Muller suplente (!), forma constelação de galáxia inacessível a lusitanos - e, frise-se, não só...

Regressa o campeonato. Benfica, SC Braga e Sporting no topo (3 vitórias, 1 empate), 1 ponto à frente do FC Porto campeão e do... Marítimo. Entretanto, no arranque da Taça da Liga, dos candidatos ao título nacional, só o FC Porto não venceu (empate, em casa, com o Chaves) - talvez não mera coincidência com a actual classificação no campeonato...
Parêntesis para pormaiores na Taça da Liga: aproveitada por quase todos os técnicos para dar tempo de jogo aos menos utilizados (Peseiro quase não o fez, decerto por urgência em sedimentar modelo de jogo e consistência de titulares), lógico que também o CA aproveite para lançar alguns novatos - só que correu muito mal no Dragão (Vítor Ferreira: 3 penáltis por assinalar! - ou 4, dois para cada lado?) e muito mal correu na Luz (Rui Oliveira: entre cartões amarelos absurdamente exibido e outros que muito se justificavam e ficaram no bolso, para caos disciplinar!). Em Alvalade, o experiente Manuel Mota foi traído por auxiliar: fora de jogo inexistente no lance que daria golo do Marítimo, logo se seguindo 2-0... Óbvio: árbitros, auxiliares inclusive, iniciando-se na alta competição mais necessitam de amparo do VAR - pago pela Federação. Mas está é Taça.. da Liga. Apelo à Liga: faça investimento; está bem-vinda Taça não deve ter marca de competiçãozinha.
Foi longo o meu parêntesis...
Braga, prato forte da 5.ª jornada. Abel Ferreira e José Peseiro parecem ir conseguindo afinar as suas equipas, cujas exibições têm sofrido tremeliques (nos bracarenses, brevíssima escala europeia foi mesmo catastrófica!). Aliciante confronto entre SC Braga - presidente persiste em vê-lo campeão - e Sporting - galvanizado por ressurgir de terramoto - tem a grande importância de ir mostrar níveis dessa afinação... Potenciando entusiasmante embalagem, ou angústia de estagnação, quiça retrocesso.
Setúbal, outro marco desta jornada e dos possíveis consequências. Simples: com todo o respeito devido ao Vitória, o FC porto não pode tropeçar outra vez...
Benfica? Na Luz, perante Aves que ainda só 1 ponto conseguiu, enorme surpresa provocará se desmentir ser a equipa com mais consistente rendimento - fruto de aceleradíssima, e vitoriosa, preparação com meta no acesso à Champions e nos soberbos €43 milhões, como mínimo...

Castigos. Enfim!, começaram a chegar, não limitados a multizinhas. De súbito, jogos sem espectadores e respectiva receita. Assim o IPDJ puniu o Benfica por não legalizar claques (guerra interna neste Instituto do Estado é curiosa estória... muito vasta). E também assim o Conselho de Disciplina puniu SC Braga, Benfica e P. Ferreira, por péssimo comportamento de adeptos. Porquê só agora? Presidente do CD explicou: regulamento da Liga (obra dos clubes) determina ser a punição após 2 multas por idêntico motivo: interrupção do jogo. Que fica deste estremeção? Premente necessidade de mais responsabilizar os clubes/SAD, de haver firme registo de adeptos membros de claque oficializada (indivíduo a indivíduo) e de, sobre cada infractor, haver dura acção... criminal (muito importante: câmaras de vigilância). O secretário de Estado do Desporto afirma que nova Lei de Segurança está pronta e será votada na AR. Essencial: os tribunais passarão a condenar com inibição de entrada em estádio e obrigatoriedade de apresentação numa esquadra à hora do jogo. Eureka! Há largos anos, a Grã-Bretanha assim liquidou os seus hooligans no futebol..."

Santos Neves, in A Bola

Kipchoge, o pré-biónico

"Onde está o limite do ser humano? A pergunta fazia manchete no jornal desportivo espanhol Marca a propósito de novo recorde do mundo da maratona, batido no domingo pelo queniano Eliud Kipchoge, em Berlim: 2.02.19 horas, retirando 1.18 minutos à anterior melhor marca. O atleta de 33 anos entrou, directamente, no mesmo clube de Usain Bolt quando o Jamaicano bateu o recorde dos 200 metros (19,19s) dos Mundiais de Berlim (feliz a cidade que fica assim na história), em 2009, quando correu os primeiros 100 metros em curva em 9,92 segundos - o mesmo tempo que Carl Lewis fizera nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, nos... 100 metros. Duas corridas einsteinianas que desafiaram leis e criaram novos paradigmas. O desporto tem sido um espelho da evolução do Homem enquanto espécie nos últimos 20/30 anos. Há por aí muitos mais exemplos. A minha dúvida já não é saber se a barreira das duas horas na maratona vai cair; é saber quando. Será seguramente ainda antes de nos tornarmos todos biónicos.

Bruno Alves
Itália não é só Cristiano Ronaldo. Aos 36 anos continua titular no Parma, um clube renascido com Nevio Scala a presidente e Hernán Crespo a vice-presidente. Boas companhias.

Os críticos de Renato
Gozar com o fracasso de Renato Sanches no Bayern chegou a ser desporto nacional e revelador da mais doentia clubite. Terá ontem o internacional português convencido os críticos?

A rábula dos árbitros
um constante clima de tensão entre a Liga e FPF. A rábula do quem tem a culpa por não haver videoárbitro na Taça da Liga interessa a poucos mas influencia (e prejudica) muitos."

Fernando Urbano, in A Bola

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cultura de trabalho além da classe pura

"Há sempre a tentação, mais do que clubista, nacionalista, de encontrar razões ocasionais numa derrota europeia de qualquer equipa portuguesa. Não me pareceu que seja possível olhar para o insucesso de ontem, do Benfica, na Luz, sem termos por base a razão principal, que é estrutural. O Bayern não é, apenas, melhor equipa, é muito melhor, uma equipa de galáxia superior que consegue aliar uma imensa classe colectiva, uma soma invejável de talentos e, ainda, uma assinalável cultura de trabalho, que lhe permite ser compacta e solidária quando não tem bola é incrivelmente desequilibradora quando a tem.
Pode sempre dizer-se que o grande sortilégio do futebol, aquilo que mais o distingue de outras modalidades desportivas, é a possibilidade real daquele que é manifestamente inferior conseguir disfarçar as diferenças e ser até capaz de chegar a vitórias que poderiam parecer impossíveis. Para que isso acontecesse seria preciso que se conjugassem factores diversos. Em primeiro lugar, sorte, depois desinspiração do adversário; por fim, acerto total numa estratégia bem planeada e executada, que nunca poderia ser a de jogar olhos nos olhos.
Ora, nem o Benfica teve sorte, nem teve qualquer mérito na estratégia desenhada, demasiado linear e pobrezinha. Quanto ao Bayern, também não teve uma atitude facilitadora e muito menos desinspirada.
O resultado foi a natural aceitação do público benfiquista perante uma evidência que teria sido muito mais amarga não fosse Renato, o menino-bonito da Luz, ter construído um belo golo, a que associou um sentimental pedido de desculpa ao seu povo."

Vítor Serpa, in A Bola

Direito de Resposta - A mentira requentada não se converte em Verdade

"Foi o Sport Lisboa e Benfica confrontado com a notícia de chamada da primeira página da edição de hoje do Correio da Manhã. Esta notícia mais não é do que a revisitação de uma reportagem publicada por esse jornal em 16 de Dezembro de 2017, só que, desta vez, incompleta e amputada da parte essencial que a esvazia de conteúdo e a desmente cabalmente.
Lamenta-se, pois, profundamente, que esse órgão de comunicação social utilize estes expedientes inqualificáveis, desrespeitando a verdade que bem conhece e violando os mais elementares deveres deontológicos, com o único e incompreensível objectivo de macular a honra e a consideração de pessoas e instituições.
Perante a gravidade do conteúdo noticiado, o Sport Lisboa e Benfica e a Sport Lisboa e Benfica, Futebol, SAD reagirão quer pela via administrativa, quer pela via criminal, exigindo a reposição do seu bom nome e dos danos reputacionais decorrentes."

Alvorada... do Guerra

Cadomblé do Vata

"1. A Realidade prestou hoje uma emocionante homenagem ao Cardozo... chutou-nos nos tintins com a mesma mastodontica força da canhota tacuariana.
2. Perdemos dentro do campo, mas é possível que tenhamos ganho nas finanças... alguém que consulte os objectivos do contrato de venda do Sanches e me confirme se um golo dele na Champions vale mais para nós, do que uma vitória na competição.
3. Witsel, Talisca e Sanches marcaram contra o Glorioso no regresso à Luz... o SLB mostra ao mundo do futebol, que a promoção de um jogador é um processo contínuo e não termina com a saída dele do Clube.
4. Apesar de não ter praticamente impacto no resultado final, quero aqui destacar a bela exibição do melhor guarda redes alemão da actualidade... e sim, o Neuer também fez um bom jogo.
5. A nomeação do Lahoz para arbitrar este jogo é ilegal, porque ele é irmão do Robben... eles pensavam que me enganavam, mas eu descobri-lhes a careca (badum tss)."

O Ministério Público e as ligações do hacker que assaltou o Benfica - As dúvidas legítimas de quem oberva

"Como é do conhecimento geral, a caixa de correio electrónico do Benfica foi assaltada, tendo o director de comunicação do Futebol Clube do Porto feito largo uso desse assalto, em proveito do clube em nome do qual actua.
O mais normal perante uma situação destas seria que as autoridades que tem por missão a investigação criminal iniciassem imediatamente uma investigação sobre o sucedido, começando essa investigação pelo lado mais visível do crime – ou seja, por aquele que indiciariamente se perfila como assaltante ou, no mínimo, como receptador do material furtado.
Teria o MP procedido do mesmo modo se em vez do Benfica tivesse sido, por exemplo, o Continente a entidade assaltada e o Pingo Doce tivesse sido o divulgador do material furtado? Teria o MP procedido como procedeu?
Apesar das sucessivas queixas do Benfica, o que fez o Ministério Público? Quanto aos assaltantes nada, o director de comunicação do Futebol Clube do Porto continuou tranquilamente a divulgar a correspondência roubada, chegando ao supremo limite de ter afirmado que estava a “fazer serviço público”! Se o MP quanto ao presumível assaltante ou receptador, nada fez, já o mesmo se não poderá dizer relativamente Benfica. Partindo do material roubado, que só era importante por ter sido roubado, já que substantivamente pouca ou nenhuma importância tinha ou tem, o Ministério Público abriu uma investigação ao Benfica para fazer legalmente o que os ladrões tinham feito ilegalmente: conhecer a correspondência privada do Benfica para com base nela averiguar a possibilidade da existência de qualquer comportamento penalmente punível. Ou seja, as reclamações e queixas do Benfica não só não foram atendidas, como resultaram no seu contrário.
A partir dessa altura, da altura em que se fizeram, legalmente, as buscas na Luz, multiplicaram-se na comunicação social os emails do Benfica, não se sabendo quais os roubados e quais os publicados em violação do segredo de justiça. Somente o Ministério Público o poderá dizer, embora a avaliar pelo que se tem passado em processos em segredo de justiça, mediaticamente acompanhados, o Ministério Público conviva razoavelmente bem com essa violação do segredo de justiça.
E foi necessário que o Benfica tivesse recorrido à justiça civil para pôr finalmente cobro a esta pouca vergonha, não sem que antes tenhamos assistido a uma inacreditável decisão de primeira instância de um tribunal do Porto, rapidamente corrigida por um acórdão da Relação, que impôs, mediante a estipulação de uma pesadíssima sanção pecuniária compulsiva, a obrigação de o comunicador do Futebol Clube do Porto cessar imediatamente a publicação dos emails, os quais, todavia, continuaram a publicar-se num blogue anónimo associado ao Sporting Clube de Portugal, muito provavelmente em consequência de um entendimento com o Futebol Clube do Porto.
Mais uma vez a passividade do Ministério Público foi exageradamente notória: nada fez de palpável para investigar a autoria daquele blogue, continuando sempre mais interessado em investigar o Benfica do que em investigar, acusar e reprimir os que assaltaram o Benfica!
É neste específico contexto que alguém ligado ao Benfica pelo amor clubístico, certamente sofrendo dolorosamente a injustiça que todos os benfiquistas sentiram ao ver na praça pública enxovalhado o nome do clube com suposições fantasistas e presunções absurdas, se sentiu ele próprio na obrigação moral de facultar ao Benfica o seu próprio conhecimento sobre as investigações em curso. Se para tanto teve de violar algumas regras e entrar num domínio que, apesar de constantemente devassado perante a complacência do Ministério Público, não deixa de ser reservado e protegido por lei, será normal que venha a ser penalmente responsabilizado, não obstante as razões que motivaram a sua actuação e sem prejuízo de contar com a solidariedade e compreensão dos benfiquistas. Se… Estávamos nós assistindo à primeira fase deste processo, que culminou com a absurda acusação da SAD do Benfica, acompanhada da ameaça de sanções acessórias, cujo fundamento parece ter sido mais inspirado no fanatismo de um adepto rival do que num verdadeiro raciocínio jurídico, quando uma revista de informação semanal revelou o que nem o Ministério Público nem a Polícia Judiciária foram capazes de descobrir – a identidade do “hacker” que assaltou o Benfica!
E quem é ele? É um adepto do Futebol Clube do Porto, nado e criado nos meandros do Canelas Futebol Clube, onde tem amigos e “correligionários”, entre eles um conhecido comentador do Porto Canal que amiudadamente convive tanto na televisão como fora dela, como o “comunicador” do Futebol Clube do Porto.
É sabido, toda a gente sabe, que os “hackers” não trabalham de graça. E sobre este, em concreto, correm na comunicação social notícias de que teria tentado (outros afirmam mesmo que conseguiu) extorquir da Doyen uma avultada quantia para deixar de publicar documentos roubados sobre aquele fundo.
Seja assim ou não, o certo é que até hoje o Ministério Público nada fez, pelo menos, com projecção pública. Agora analise-se a similitude de comportamento e cada um tire as suas conclusões.
Depois que o tal blogue afecto ao Sporting deu público conhecimento de que havia alguém no sistema judiciário dando informações ao Benfica sobre o conteúdo dos processos relacionados com o Benfica, o Ministério Público não perdeu tempo: descobriu o autor ou autores dessas presumíveis violações, fez buscas nos seus domicílios, no de um funcionário do Benfica e na própria SAD, tendo até detido o dito funcionário para efeitos de inquirição e pedido logo a seguir medidas de coacção para os investigados, sendo algumas delas decretadas, uma das quais a de prisão preventiva.
E o que fez o Ministério Público depois de saber quem é o assaltante do Benfica, depois de identificados os seus amigos e a sua ligação ao Futebol Clube do Porto, principal beneficiário do assalto? Nada, absolutamente nada! Fez buscas na SAD portista para apurar da sua ligação ao hacker assaltante? Fez buscas domiciliárias ao “comunicador” do FC do Porto e ao seu amigo comentador? Investigou os seus computadores e telefones? Nada, absolutamente nada. Como se explica semelhante comportamento? Como se explica também que um Vice-presidente do Sporting tenha depositado dinheiro na conta de um fiscal de linha para depois o acusar de corrupção e nada tenha acontecido ao Sporting?
Como se explica que um dirigente do Sporting tenha sido detido e mais tarde posto em liberdade, depois da prestação de pesada caução, por suspeita de viciação de resultados desportivos, fundadas em inequívocas escutas telefónicas, e nada mais até hoje tenha acontecido, apesar de a juiz de instrução criminal ter dito na decretação das medidas de coacção que o processo estava praticamente instruído? Como se explica que na sequência destas investigações o então presidente do Sporting nunca tenha sido ouvido, nem a SAD sportinguista tenha sido alvo de buscas? Como se explica’
São coincidências a mais para se aceitar uma qualquer explicação.
Resta perguntar à Senhora Procuradora Geral de Justiça, que alguns tanto se afadigam em reconduzir em novo mandato, quem manda naquela casa? Como pode haver tão graves e desprestigiantes comportamentos, Senhora doutora Joana Marques Vidal? Como pode?
A conclusão parece óbvia: no Porto não se investiga nada que possa molestar o FCP, que parece estar sob a alçada de outros poderes diferentes dos que decorrem da Constituição da República. No Sporting, começa por investigar-se algumas situações gritantemente ilícitas…mas nada acontece depois – tudo tende a cair no esquecimento como caiu o comportamento do Vice-presidente e como parece vir a cair o do director do departamento de futebol.
No Benfica, pelo contrário, faz-se buscas, viola-se o segredo de justiça, comunica-se às televisões e aos jornais o que se vai passar para que se possa assistir ao vivo ao espectáculo, fomenta-se a calúnia com notícias parcelares, descontextualizadas e unilaterais, acusa-se apesar de os fundamentos da acusação parecerem â comunidade jurídica irrelevantes e inconsistentes. De qualquer modo, o serviço fica feito…
É assim que se desprestigiam as instituições!"


PS: A este esclarecedor texto, acrescento um 'caso': a constituição de Arguidas, das duas empresas de ciber-segurança que o Benfica contratou, para investigar, aquilo que a PJ e o MP se recusaram a fazer!!!! Para intimidar?! Para nas buscas resultantes, saber aquilo que elas descobriram, para encobrir os ladrões?!!! Neste momento, o meu nível de confiança nas investigações e respectivos investigadores é zero...!!!

Pombo

"1. Um padre da minha aldeia costumava dizer, ao domingo, que a fé não pode ser um frasquinho que vamos buscar à gaveta da cómoda antes de ir para a missa. Penso o mesmo em relação ao antiracismo e ao antissexismo. A luta pela tolerância não pode ser intolerável, como tantas vezes se tem visto.
2. Sturaro é o mais activo jogador-correspondente do Sporting, já assistiu a três jogos em Alvalade.
3. A teia adensa-se de tal forma, no caso dos e-mails, que mais parece um livro de Agatha Christie, com promessa de final ao bom estilo de Hercule Poirot ou Miss Marple. Para já, apenas duas certezas: Francisco J. Marques terá de responder pela divulgação de correspondência privada, e o hacker não é o mordomo. O resto se verá.
4. Em vésperas de visitar a Luz, o Bayern perdeu Tolisso e Rafinha por lesão, durante o jogo com o Leverkusen. Que azar. Entraram James Rodriguez e Alaba.
5. Num belo dia, há uns anos, caminhava de metro para o jornal e sentia-me particularmente bonito pela forma como elas (e eles) me olhavam e sorriam ao passar. Até que uma senhora ganhou coragem e avisou-me que eu tinha uma enorme pena de pombo espetada na farta cabeleira. Lembro-me disto a propósito do entusiasmo comunicacional do Benfica perante algumas notícias, precisamente no caso dos e-mails, que lhe parecem ser favoráveis. É preciso ter o máximo de cuidado com os pombos. Eu tive sorte, foi só uma pomba.
6. É verdade que Julen Lopetegui sempre revelou alguns gostos exóticos (Imbula foi o maior exemplo), mas, com todo o respeito pelo mexicano, Herrera no Real Madrid faz tanto sentido como Sérgio Ramos no FC Porto.
7. Junto a minha voz aos que defendem que os adeptos prevaricadores e que devem ser identificados e castigados (fora com eles do futebol), e não os clubes. Mas não, fecha-se o jardim em vez de arrancar as ervas daninhas.
8. Ia escrever sobre BdC, mas já não tenho espaço. Nem paciência."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

Liga das Nações

"Mais uma excelente ideia da UEFA, a criação da Liga das Nações.
Há muito que os calendários das provas europeias vinham deixando algumas datas livres de competições – de selecções ou de clubes – para disputa de jogos de preparação, de carácter particular.
Criada esta época 2018/19, a Liga das Nações vem precisamente ocupar essas datas com jogos que mantêm a finalidade de preparação, agora eivados de carácter oficial, inseridos numa competição porventura menos exigente e adequada a novas experiências, mas conferindo direito a um título e ligada à qualificação para o Euro 2020.
Um pormenor importante é a criação de 4 Ligas (A, B, C e D), definidas de forma decrescente pelos coeficientes das selecções no ranking europeu, o que lhes confere um equilíbrio até agora ausente das fases de qualificação das provas existentes.
Essa distribuição inédita, a par de promoções e despromoções entre as Ligas, estabelece – julgamos que pela primeira vez – patamares que há muito vêm sendo sugeridos, de criação de vários escalões competitivos.
Como primeira experiência, afigura-se-nos ser uma prova bem estruturada, mas com distribuição pouco equitativa, que importará rever. Nesse sentido, apresentamos a nossa visão pessoal de uma alternativa viável.
Assim, sugere-se: a manutenção das mesmas 4 Ligas, mas 3 delas (A, B e C) com 16 selecções cada, totalizando 48 equipas; sem alteração do que respeita à fase de grupos, semifinais e final de cada Liga, promoções, despromoções e qualificações para o Euro 2020; a única diferença é que todas as selecções terão de disputar 6 jogos, pelo que as ligas A e B deixarão de ter equipas a folgar.
A Liga D será constituída pelas restantes 7 selecções, disputada em poule entre todas, podendo ser a uma volta (6 jornadas, com cada equipa a disputar 3 jogos em casa e 3 fora) ou a duas voltas, para o que seriam necessárias 12 datas disponíveis. Manter-se-á a promoção de 4 equipas à Liga C e os mesmos direitos relativamente ao apuramento para o Euro 2020.
Definido o enquadramento desejado para o futuro, importa propor os procedimentos para a necessária transformação no final da corrente época, que seriam:
i – não haverá despromoções;
ii – são promovidos à Liga A os 4 primeiros classificados dos grupos da Liga B (Liga A = 12+4 = 16);
iii – são promovidos à Liga B os primeiros e segundos classificados dos grupos da Liga C (Liga B = 12-4+8 = 16);
iv – são promovidos à Liga C os primeiros classificados, os segundos e o melhor terceiro dos grupos da Liga D (Liga C = 15-8+9 = 16);
v – ficam na Liga D os últimos classificados e os três piores terceiros dos seus grupos.
Eventuais questões de pormenor com vista à implementação dos novos quadros competitivos serão definidos por consenso, que certamente não será difícil de obter."

Desporto. Canábis. Que fazer?

"Só há um antídoto para anular os efeitos perversos do consumo de droga: uma educação digna de fazer jus, ao vocábulo, ou seja, que coloque o homem ao serviço da comunidade

Temos para nós, que, no século XXI, em pleno terceiro milénio, com o mapa do Genoma Humano decifrado, vivendo em plena Era Tecnotrónica, Digital, com Computadores nos bolsos, com Informação “update”, com operários “Robots”, a caminho, com carros sem condutor, com a possibilidade de ir passar umas férias a outro Planeta, não faz sentido o Homem Moderno drogar-se, pois a História da Humanidade, ensina-nos que a Ociosidade, a falta de Projectos Pessoais e Colectivos, provocam no ser humano uma grande lassidão, um desinteresse pela vida, que, aí sim, levam o Homem ao consumo de Drogas, para “anestesiar” a sua penosa existência, mas nada disto acontece no presente, e por isso...
O “Correio da Manhã”, do dia 08/Fev/18, publica, sobre o tema de “Drogas Consumidas”, em Portugal, um Relatório impressionante, em que se vê um aumento expressivo do consumo da “Canábis”, que começa logo aos 15 anos de idade e arrasta-se até aos 74 anos.
A nosso ver, só há um antídoto para anular os efeitos perversos do consumo de Droga: uma Educação digna de fazer jús, ao vocábulo, ou seja, que coloque o Homem ao serviço da comunidade, sendo útil ao seu semelhante, através da Divisão do Trabalho e da Solidariedade Social, partilhando com o seu semelhante, Responsabilidade, Eficácia e Rendimento, de modo a estar, permanentemente, ocupado e sem tempo para o Ócio!
É evidente que é na Juventude que isto tem que ser feito e iniciar-se na Adolescência, para chegar à Idade Adulta, com bons hábitos de trabalho e com uma forte integridade de carácter.
Ora, tal só é possível através da Educação pelo Movimento (Cinesiologia), uma Pedagogia Educativa, que leva ao Ensino e Aprendizagem dos “Comportamentos em Situação”, que por sua vez, leva à alteração da “Personalidade Modal” de cada cidadão, que deixa de ter necessidade de qualquer “Aditivo”, para “levar por diante”, o seu dia- a-dia.
É evidente que esse trabalho tem de “caber” ao Ministério da Educação, e “no” Ministério da Educação, a quem compete zelar pela Educação da Juventude !!! . Mas, poucas pessoas, no dito Ministério, acreditam nisto e pensam sim, que, a dita Educação, deve ser adquirida em casa, e que a “Escola” só deve dar “Instrução”. Só que isso é regredir um século, visto que no passado, era esse o nome desse Ministério, ou seja, da “Instrução”.
Mas na “Era Digital”, a Família não tem oportunidade de conversar, os Filhos julgam que aprendem melhor, no Computador e na Internet do Telemóvel e, até à mesa da refeição cada membro tem o seu telemóvel na mão, e, ou joga ou conversa com amigos distantes e não tem, sequer, tempo de aprender com os seus Progenitores.
Por isso, o papel da Escola Moderna (actual), mudou radicalmente, e hoje, além de “Instruir”, também tem que “Educar”, e nada melhor, para atingir tal fim, do que através das “Actividades Desportivas”, enquadradas pedagogicamente. Esperamos, sinceramente, que o dito “Conselho da Educação”, tenha capacidade para entender isto, pois de outra forma torna-se impossível transmitir alguma “Educação” aos actuais Jovens, já que não cumprem o Serviço Militar, que é uma Escola de Civismo, cospem no chão das ruas, e, alguns, enquanto estudantes e alugam quartos, admitem não tomar duche todos os dias, não usam preservativo, não comem conforme as suas necessidades Proteicas, mas só de acordo com o que lhes apetece, por falta de informação, não respeitam nem protegem, os mais novos e mais fracos. Vejam-se as “Praxes Académicas”, etc., etc. Que fazer?
Esta é a pergunta que deve ser feita ao “M.E.N”.. A resposta, obviamente, nunca virá. Por quê?. Por que não passa pela cabeça dos dirigentes do “M.E.N.” tal “Programa” .
Talvez no próximo Milénio."

As Regras dos Jogos... Pinheiro, Manteigas & Fanha

Benfiquismo (CMLV)

Trabalho...!!!

Vermelhão: Champions...

Benfica 0 - 2 Bayern Munique


Já estou vacinado para estes jogos! Os Quartos-de-final de 2012 com o Chelsea, são na minha opinião a 'viragem'...!!! Antes de 2012, tivemos alguns jogos da Champions, na Luz, onde perdemos, outros em que fomos dominados, mas na grande maioria, mesmo quando defrontávamos as 'grandes' equipas europeias, o Benfica na Luz, no mínimo, 'dividia' o jogo!!! Às vezes corria bem, outras corria mal... A excepção no pré-2012, terá sido o Barcelona de 2006... onde apesar do 0-0, tivemos muita 'sorte'!!!
Agora, no pós-2012, quando defrontámos uma das equipas do 'pelotão' da frente da UEFA, raramente disputámos verdadeiramente a partida, tal a diferença de potencial dos plantéis... mesmo quando os jogos são na Luz: a excepção terá sido o Atlético de Madrid em 2015, onde até perdemos 1-2, mas dividimos o jogo (sendo que o 'estilo' de jogo do Simeone 'ajudou'!!!); mesmo no 2-2 com o Bayern em 2016 ou até na vitória sobre o Dortmund em 2017 os nossos adversários foram muito mais fortes, e só alguma 'sorte', muito coração... e a nossa competência defensiva (especialmente com o Bayern) nos permitiu estar 'dentro' do resultado...
Já escrevi várias vezes sobre este assunto: se não houver uma alteração radical, no formato das competições europeias, o fosso entre equipas como o Benfica, e o tal 'pelotão' da frente, com os super-milionários, será cada vez maior...
E os jogos serão cada vez mais desinteressantes: ainda hoje, não acredito que os 'turistas' que foram à Luz, tenham apreciado um jogo, que percebia-se à 'distância' que mais golo, ou menos golo, estava decidido antes de começar!!!
Neste momento temos: Bayern, Real, Barça, Atlético, Juve, Man City, Liverpool, PSG e até o Man United do Mourinho num nível muito diferente... acrescento o Chelsea que está na Liga Europa, e temos o tal 'pelotão' da frente! Poderá haver uma outra surpresa, como hoje aconteceu com a derrota do City em casa, com o Lyon... podemos ter um Mónaco ou uma Roma nas Meias-finais, mas será sempre a excepção!!!
Este 'pelotão' não está fechado... O Liverpool neste momento está a 'reentrar'!!! Com um treinador que faz a diferença, e com um grande investimento (pago essencialmente com o Coutinho!), provou que é possível entrar neste 'clube' restrito, mas para uma equipa fora dos grandes mercados, é praticamente impossível...

Em relação ao jogo, tudo correu bem para o Bayern, marcou na primeira oportunidade; o Benfica demonstrou demasiado respeito (ao contrário daquilo que o treinador tinha pedido na véspera); notou-se claramente a diferença na capacidade física, perdemos praticamente todos os duelos físicos (as excepções foram o Jardel o Rúben e o Fejsa...); e mesmo neste início de época a diferença de 'ritmos' já é evidente: enquanto nós jogamos com os Rio Aves desta vida, com arbitragens nojentas, que por exemplo, dão Amarelos ao Alfa no último jogo; o Bayern mesmo dominando na Alemanha, é obrigado a jogar num ritmo completamente diferente, com outra intensidade, jornada após jornada... E isso nota-se nestes confrontos!

Tacticamente não houve surpresas, tentámos controlar o meio-campo do Bayern, mas acabámos por sofrer dois golos praticamente iguais, em dois contra-ataques (a 'simpatia' dos nossos jogadores em não fazer falta no início das jogadas, saiu cara...!!!)... E as outras oportunidades do Bayern, foram quase todas, com jogadas 'iguais'!!!

Na frente, com as nossas linhas mais recuadas do que é habitual, o Seferovic ficou muito sozinho, e como 'segurar' a bola de costas, não é a sua especialidade, acabámos por dar a bola ao adversário demasiadas vezes...

É fácil fazer a critica, mas a dupla substituição é com exemplo de como a manta era curta: com a entrada do Gabriel, mudámos para o 442 com o Gedson a jogar ao lado do Seferovic... e com isso, demos mais espaço ao Bayern no meio-campo... o que obrigou o treinador a 'rectificar' com a entrada do Zivko!!!

De tudo isto, retirei um ponto positivo: o Gabriel. Entrou bem... e demonstrou ter características diferentes dos nossos outros médios: a começar pelo caparro (muito necessário) e pelo remate em potência... Não tem velocidade, mas mesmo assim vai ser muito útil...
Elogio merecido também para o Grimaldo, que no um para um, ganhou quase sempre ao Robben...!!! Nada fácil... O próprio Robben acabou por 'desviar-se' com as diagonais para o meio, porque viu que não passava pelo Grimaldo!!!
Jogo ingrato para o Odysseas, que sem qualquer hipóteses nos golos, fez algumas excelentes 'manchas' com jogadores isolados, sem fazer praticamente nenhuma defesa entre os postes!!!

Gostaria, mas não posso deixar de fazer do apitadeiro espanhol! Mais uma vez um espanhol na estreia da Champions, como o ano passado... e mais uma vez, uma dualidade de critérios assustadora!!! Não vi os resumos, por isso não me vou alongar... mas curiosamente recordo-me bem do Benfica - Nápoles, onde fomos inferiores e perdemos, mas com mais uma arbitragem vergonhosa...

Sobre o a puta Colombiana, podemos dizer: pode mudar de camisola, mas não deixa de ser só mais um porquito mal educado... que até obrigou o seu treinador a pedir desculpa pelo seu comportamento!!!

Como eu previ no dia do sorteio, o calendário foi o pior que nos podia calhar: o jogo de Atenas, passou a ser uma Final... Ir para Amesterdão, com 0 ou 1 ponto, será péssimo... Só a vitória interessa. Até porque o Ajax na última jornada, em casa, irá jogar muito provavelmente com um Bayern já qualificado!

Domingo, a história será outra... Muitas pessoas comparam a diferença entre o Benfica e o Bayern, com a diferença entre o Benfica e os Aves desta vida...! Mas existem diferenças: a principal é a 'cultura' dos jogadores: enquanto no próximo Domingo os jogadores do Aves, vão dar porrada a tudo o que mexe, vão travar todas as nossas transições rápidas em falta, repetidamente, tudo com a complacência do apitadeiro, seja ele qual for... O Benfica, que faz 90% dos jogos numa época, na condição de claro favorito, quando joga claramente como 'não favorito' não tem a tal cultura de fazer as 'faltas feias', mas necessárias... e como se viu hoje, nem o arbitro iria permitir esse estilo de jogo! Mas no Domingo, será exactamente isso que vai acontecer...!!!

Promessas...


Benfica 3 - 0 Bayern Munique


Fortes demais... Vitória clara, que ainda ficou a dever mais alguns golos!
Temos provavelmente a melhor equipa de sempre nesta competição... Mesmo com boas equipas em épocas anteriores, nunca tivemos tantas opções, para todos os lugares...!!!
O Ajax será muito provavelmente o nosso grande adversário neste grupo, mas estou bastante confiante...

Alvorada... do Gonçalves