Últimas indefectivações

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Momento chave

"Júlio César, André Almeida, Jardel, Samaris, Carrillo, Rafa e Mitroglou. A espinha dorsal de um onze de topo? Não, o sumptuoso banco de suplentes do Benfica na última jornada, mesmo com os lesionados Grimaldo, Horta e Jonas (todos eles, também, possíveis titulares) fora do leque de opções. 
Por este banco, e por estes nomes, percebe-se a qualidade que existe, hoje, no nosso plantel. Dispomos, de facto, de uma equipa de luxo, e só assim tem sido possível resistir aos azares que têm atirado para o departamento médico vários jogadores nucleares, mantendo um nível competitivo muito elevado, e uma pontuação a condizer.
Diga-se, igualmente, que só uma grande equipa pratica um futebol do nível daquele que pudemos ver, durante mais de uma hora, em Istambul, na passada semana. O resultado foi amargo, e foi-o precisamente por não fazer justiça a uma exibição de gala que, aos 80 minutos, se aprestava para entrar na história europeia do Benfica das últimas décadas, ao lado de célebres recitais, que todos recordamos, no Olímpico de Roma em 1983, em Highbury Park em 1991, em Leverkusen em 1994, ou em Anfield Road em 2006.
O que passou, passou. E as próximas partidas requerem essa melhor roupagem. Terça-feira ficará decidido o futuro na Champions, enquanto Funchal e Sporting, podem dizer muito acerca da caminhada para o “Tetra” – cuja prioridade se sobrepõe a todas as outras.
Três grandes jogos em apenas 10 dias, constituem um tríptico de respeito, que é também um desafio à resistência física e mental dos atletas. Estamos com eles, confiamos neles e em quem os dirige. Comecemos então pelo Marítimo.

NOTA: Este texto foi remetido ao Jornal O Benfica antes de conhecer a tragédia da Chapecoense. Já não houve tempo de lhe fazer qualquer referência. Porém, a minha consternação é enorme, como será a de todos aqueles que amam o desporto, e o futebol em particular. Não podia deixar de aproveitar este meio para a expressar."

Luís Fialho, in O Benfica

A consciência

"Sim, como escreveu o meu camarada Nélson Feiteirona, só nos resta mesmo ganhar consciência. Em silêncio!

Custa muito a aceitar que no século XXI um avião possa ter-se despenhado e vitimado mortalmente dezenas de pessoas por ter ficado sem combustível. Custa mesmo muito! Custa tanto como custou aceitar que um piloto alemão tenha decidido levar para o seu suicídio quase centena e meia de passageiros do voo da Germanwings que em Março do ano passado terminou tragicamente nos Alpes franceses, no que foi, segundo as explicações encontradas, um dos mais cruéis acidentes aéreos jamais ocorridos.
Desta vez, a poucos quilómetros de Medellín, na Colômbia, a tragédia bateu assim de frente no futebol, como valente soco no estômago de cada um de nós, adeptos do mais popular jogo do mundo, no mais duro e pesado cenário do género.

Na verdade, nenhum dos semelhantes acontecimentos ocorridos antes (com Torino, Manchester United ou mesmo Alianza Lima, por exemplo) vitimou como agora tanta gente ligada ao futebol, entre jogadores, técnicos e dirigentes da Chapecoense, mas também inúmeros jornalistas, a classe, como diria Galvão Bueno - estrela televisiva do esporte brasileiro - sem a qual as emoções do futebol (e do desporto em geral) não chegariam ao povo.
Uma tragédia que nos bateu de frente porque ao evidente choque pelo brutal acidente, junta-se ainda o impacto fortemente motivo provocado por um conjunto de circunstâncias que é impossível que não nos toquem especialmente.
O ter envolvido uma heróica equipa de futebol aos nossos irmãos brasileiros, representativa da quinta maior cidade do estado de Santa Catarina, no interior-sul do Brasil, e por ter vitimado uma figura como a de Caio Júnior, que nos toca também por ter sido futebolista em Portugal.

São tantas as ironias à volta desta tragédia brutal que quanto mais penso nela menos vontade tenho de dizer alguma coisa, a não ser expressar uma certa raiva pela forma tão negligente, tão dolorosamente negligente, como o comandante de uma companhia de aviação - da qual era, ao mesmo tempo, proprietário, note-se... - conduziu mais de 70 pessoas pela ténue e absolutamente irresponsável linha entre o céu e o inferno, devastando, por fim, uma cidade, uma região e um país e ainda todos os que nem precisam de gostar de futebol para encontrar no silêncio e nas lágrimas o único conforto possível perante tão cruel destino.
Como ainda ontem tão bem escreveu neste jornal o meu camarada Nélson Feiteirona, pelos que morreram já nada podemos fazer a não ser ganhar consciência.
Bem precisamos!

A vida continua, pois claro que continua, e pelo menos o futebol tem a invulgar força de unir sempre que a vida nos prega uma partida assim. E foi arrepiante ver e sentir o modo como em tantos estádios pelo mundo equipas e adeptos testemunharam o respeito e associaram à dor das famílias das vitimas, de toda a cidade de Chapecó e do povo brasileiro, de que foi sublime exemplo o silêncio do teatro de Anfield, minutos antes do Liverpool - Leeds, na noite de terça-feira.
Profundamente tocante!
Como profundamente tocante foi ouvir o presidente do Atlético Nacional, clube colombiano que defrontaria o Chapecoense nesta final sul-americana, lembrar-nos com a intensidade dilacerante de uma espada que «sem adversários não há futebol e sem adeptos rivais não há festa!».
Mas é preciso isto?!

«Dinheiro, fama, futebol... isso hoje não vale nada!!!»
Marcelo Boeck, jogador da chapecoense

'Penalty'
Ninguém pode deixar de admirar o carácter e o comportamento de Nuno Espírito Santo, independentemente das críticas que se lhe possam apontar na forma como está a conduzir a equipa do FC Porto. Infelizmente, só o carácter não ganha.

Livre Directo
O Benfica tem um jogador de indiscutível dimensão mundial que vai continuar certamente a surpreender a Europa. O médio Fejsa tem qualidade para jogar em qualquer uma das equipas de topo da Liga dos Campeões.
Qualquer uma!

Livre Indirecto
Vão chover impropérios... mas confesso que o muito talentoso Gonçalo Guedes me faz lembrar, em muitas coisinhas, o fenómeno brasileiro Ronaldo, quando este apareceu (com 17/18 anos) no PSV. O remate, a explosão, a técnica, o não ter medo de errar. Muito bom!
(...)"

João Bonzinho, in A Bola

A propósito dos 55 da FIFpro

"Foram ontem divulgados os nomes dos 55 futebolistas candidatos ao melhor onze da FIFA de 2016. A lista, da responsabilidade da FIFpro, entidade que agrupa 75 associações de futebolistas de todo o mundo (Portugal é representado pelo Sindicato dos Jogadores), foi elaborada depois de recolhidos profissionais de futebol, dos quatro cantos da Terra.
Não é possível dizer, pois, nem que o painel de votantes não percebe de futebol, nem que não é suficientemente alargado para ser representativo de uma forma de sentir o jogo.
Feita a contextualização, há que perceber por que razão só estão nomeados dois futebolistas portugueses, CR7 e Pepe, num ano em que a Selecção se sagrou campeão da Europa.
Causa, de facto, estranheza, que Rui Patrício esteja ausente e, por exemplo, Gianluigi Buffon faça parte dos cinco keepers escolhidos; ou de Raphael Guerreiro não conste dos eleitos e na lista de vinte defesas esteja o lateral-esquerdo do Barcelona Jordi Alba; e que nenhum dos componentes do meio-campo de ouro da Selecção Nacional (William, Renato, Adrien, João Mário, André Gomes, Moutinho) tenha sido distinguida com uma nomeação, em quinze vagas para médios.
Mais do que pensar pequeno e clamar contra cabalas, dever-se-á reflectir sobre o impacto do nosso futebol no contexto internacional. Parece que nem o oitavo lugar lusitano no ranking da FIFA de selecções e o quinto no ranking da UEFA de clubes têm muito significado para os profissionais da arte.
PS - A AF Porto nomeou o professor Manuel Sérgio sócio de mérito.
Fica bem aos dois a distinção..."

José Manuel Delgado, in A Bola

'Doping-gate'

"As sucessivas notícias de testes positivos de doping nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e de Londres 2012 - e a consequente perda de medalhas - são um sinal de que o problema é muito mais profundo do que o imaginado. Na verdade, poderemos chegar ao extremo de ir retirando medalhas até as atribuir ao primeiro atleta a não ter sido objecto de análise na competição... ou a um que tinha uma isenção terapêutica para o uso de substância dopantes por, supostamente, ser doente.
Programas de dopagem a este nível, profissional, não são feitos num qualquer laboratório caseiro: muitas vezes visam promover uma determinada substância ou produto.
Uma aplicação rigorosa das regras em vigor pode punir os infractores, mas não evita o doping nem persuade todos aqueles que acreditam que esse é requisito inevitável para vencer. E, ao contrário daquilo que se possa crer, existe um grande número de atletas que recorre de forma irresponsável à suplementação, apesar de sucessivamente alertados para os perigos dessa conduta. Sabem da existência de uma percentagem significativa de produtos contaminados, uns de forma consciente e outros por falta de qualidade e controlo dos laboratórios que os fabricam.
Discute-se qual o modelo a adoptar para gerir o controlo antidoping a nível mundial, investindo milhões de euros em laboratórios. Mas todo esse esforço será em vão caso não se invista ainda mais na educação dos atletas, treinadores e dirigentes. São estes a chave para o problema do doping. Esses exemplos deviam partir dos atletas e da sua mensagem. Valorizando os atletas que de forma pedagógica têm assumido essa luta. Se dúvidas houver quando à profundidade deste problema, basta consultar a lista de produtos que muitos dos atletas consomem. Ou a quantidade de atletas que padecem de doenças que justificam o recurso a substâncias proibidas."

Mário Santos, in A Bola

Aquecimento... em semana curta!

Lanças... em semana trágica!

Benfiquismo (CCCV)

Queremos ver o Paulo Lopes lá em cima...!!!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Somos todos chapecoenses

"A vida, o futebol, as ideias, os clubes podem esperar para todo o sempre quando somos surpreendidos pela morte como nunca.

Jiménez,... Boavista,... VMC's,... incentivos,... vídeoárbitro,... túneis (nas suas mais diversas e feitios),... eram temas possíveis desta página de hoje, no jornal A Bola, que uma tragédia fez adiar.
Porque a vida, o futebol, as ideias, os clubes podem esperar para todo o sempre quando somos surpreendidos pela morte como nunca.
Cresci a ouvir o meu pai contar, vezes sem conta, a tragédia que ceifou a vida de todos os 31 passageiros e dos 4 tripulantes do avião que transportava a equipa do Torino, no desastre aéreo contra a Torre de Superga, em Turim, a 4 de Maio de 1949.
História tanto mais impressionante - para quem, então, nessas histórias de uns anos antes, descobria, como eu, os desafios e os encantos dos jogos com grandes equipas europeias - quando aconteceu envolvendo, de forma muito próxima, o Benfica e a festa de despedida de Francisco Ferreira.
O primeiro desastre aéreo de que eu haveria memória e, infelizmente, não o último!
Como aprendi a gostar de futebol e a ouvir que a final da Taça dos Campeões Europeus de 1968, em Wembley, onde perdemos com o Manchester United representou, de algum modo, a compensação divina pelo desastre sofrido pela equipa inglesa, 10 anos antes, a 6 de Fevereiro de 1958, em Munique, onde faleceram 17 dos 38 passageiros do avião que se dali não conseguiu levantar.
Uma recompensa materializada nos 4-1 finais, com que Best, Stiles, Laws, Charlton & Cia, nos venceram, mas que atingiu o seu ponto máximo naquele golo não marcado no último minuto do tempo regulamentar, por Eusébio, que nos daria o terceiro título de Campeões Europeus...
Porque achamos sempre - já que os outros desastres aéreos desportivos andam longe da nossa realidade mais próxima, como o de 8 de Dezembro de 1987, em que morreram todos os jogadores do Club Allianza Lima (sobreviveu apenas o piloto entre 37 passageiros e 6 tripulantes), ou o de 27 de Abril de 1993, em que o mesmo sucedeu a todos os jogadores da selecção da Zâmbia (vitimando 25 passageiros e 5 tripulantes) - que isso não acontece a equipas de topo!
Muitas vezes, nos voos que nos levam aos jogos de vida ou de morte das competições europeias ou naqueles em que vamos acompanhando deslocações particulares da equipa, nos questionamos sobre essa possibilidade, logo afastada com a ideia que, indo ali quem sabemos ir,... isso não acontecerá.
Ou - simplesmente - para jogar nos Açores ou na Madeira...
Até percebemos que isso... pode acontecer.
A uns, muito poucos (como eu), caindo e sobrevivendo!
A outros, infelizmente, caindo...

Como, agora, com a Associação Chapecoense de Futebol!
E se a notícia, em si, é chocante, por brutal e desumana (embora saibamos ser a morte o que temos de mais certo), eu, que sempre fiz minha a ideia que «um homem não chora», começo a admitir a possibilidade de poder haver... excepções.

Não pela morte, em si - devastadora, inconformável e irreparável - mas pela onda de solidariedade que mereceu a tragédia.
Se «os campeões não morrem»,... «no dia em que o mundo chorou pela Chapecoense», confesso-me rendido aos sentimentos do futebol.
Desde a mensagem de Luís Filipe Vieira, expressando a solidariedade do Benfica, como «clube de valores, de afectos e de paixão...», passando pela disponibilidade de cedência de jogadores de outros clubes brasileiros e estrangeiros (onde se inclui o Benfica), até ao pedido, assumido por alguns emblemas que, durante três anos, a Chapecoense não possa descer de divisão.
Ou o desejo do Palmeiras, já campeão, ao pedir para jogar o último jogo (contra o Vitória da Baía, o do consagração do título alcançado) com as cores da Chapecoense, numa homenagem que tem já a anuência da respectiva marca de equipamentos, como prova provada que, também no futebol, há sentimentos para além do dinheiro...
E - sendo o futebol apontado como um dos exemplos maior da luta por títulos a qualquer preço - que dizer desse pedido do Atlético Nacional de Medellin, que nunca, nas anteriores 15 edições conquistou a Copa Sul Americana (a Liga Europa da América do Sul) para que o título fosse atribuído à Associação Chapecoense de Futebol, o pequeno clube de Chapecó, Santa Catarina?
E se a linha que separa a vida da morte é tão ténue, que dizer da mera opção de Caio Júnior (que o destino não quis que pudesse ver a «história acontecer»), o treinador com tantas ligações a Portugal, como referiu João Alves, no seu emocionado depoimento, à qual Marcelo Boeck deve a vida, possivelmente depois de ter ficado muito triste por não ser incluído na lista de convocados... para a tragédia?
Ou a prova de que, se as escolhas das equipas que entram em campo podem significar defesas, pontapés, cabeçadas, golos, tristeza, alegria, derrota, empate, vitória,... houve, pelo menos neste caso, uma opção que valeu a vida...
Porque, como diria o próprio Marcelo Boeck,... «os amigos dos meus filhos já não têm pais»!!!
Os pais dos amigos dos filhos do pai que jogava com os pais deles!
Ou a forma mais sentida para nos convocar, a todos para que (parafraseando, embora noutras circunstâncias bem menos difíceis, a declaração de John Kennedy, em Berlim, a 26 de Junho de 1963) possamos, hoje, afirmar... «somos todos Chapecoenses!!!»"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Chapecoense

"A vida marca o início do caminho para a morte. Mas, diante da certeza da morte, a nossa vida constrói-se na incerteza do seu momento.
Anteontem um avião despenhou-se. Transportava, entre os passageiros, jovens que haviam abraçado a vida de futebolistas. De um clube jovem, mediano, remediado: Chapecoense, da cidade de Chapecó no Estado sulista de Santa Catarina. Nesta última viagem para quase todos, os jogadores levavam o orgulho de finalistas e a esperança de poderem ser vencedores da Copa Sul-Americana (correspondente à nossa Liga Europa).
Na vertigem letal, tudo o que antes era alegria, ansiedade, ilusão, vida enfim, foi sumido pelo silêncio da morte. O destino - ou seja lá o que for - acabou com a vida sonhada de muitos e poupou alguns a este fatídico acidente. O guarda-redes Marcelo e outros atletas porque não foram convocados. O filho do treinador Caio Júnior agora falecido, perdeu o avião da morte por se ter esquecido do passaporte. A aeronave foi a mesma que, há dias transportara Messi e a selecção argentina. A fronteira entre ser e deixar de ser é mais pequena do que a passagem de um quase invisível grão de areia na âmbula da ampulheta. Um fio, um acaso, podem juntar-nos ou apartar-nos do local e tempo errados.
Nestas alturas, percebe-se quão relativo e estéril são o azedume, a discussão, o enviesamento, a culpa, a batota à volta do futebol. Percebe-se, mas logo se volta a esta dita normalidade.
Depois do Torino (1949), Manchester United (1958), Zâmbia (1993) e outras equipas dizimadas por desastres aéreos, foi a A. Chapecoense. Haja forças para o reerguer em preito da memória e em nome do futuro."

Bagão Félix, in A Bola

Ingrato

Benfica 1 - 2 Belenenses

Muito ingrato, tal como o nosso treinador afirmou no final...

Começo por reconhecer que o Benfica não tem estado a jogar bem... além da tremenda falta de eficácia em praticamente todos os jogos, temos regularmente desconcentrações posicionais que acabam quase sempre com o nosso guarda-redes a 'levar' com os adversários completamente isolados!!!

O jogo de hoje, foi de um sentido só, em cada 10 remates do Benfica, o Belenenses fazia um ataque (alguns perigosos), mas até 30 segundos do fim, estávamos a vencer...
O Belém empata num pontapé de bicicleta após erro nosso, e quando arriscamos o 5x4 (o treinador assumiu a responsabilidade na procura da vitória...), sofremos um golo de baliza a baliza, sem guarda-redes...!!!

Muito se pode dizer, mas este resultado, na véspera do derby, não é nada bom! É verdade que no Futsal, tudo isto irá acabar num play-off, mas o Benfica tem que melhorar!

Como também já é habitual no Futsal em Portugal, os jogos grandes começam a ser preparados 'antes': nos primeiros segundos do jogo, o Bebé foi expulso (próximo jogo é com o Sporting). A bola bate no corpo do Bebé e depois ressalta para o braço... Até podiamos supor que o árbitro não soubesse as regras, mas curiosamente no 2.º tempo, praticamente no mesmo local, um defesa do Belenenses também jogou a bola com o braço de forma não deliberada... e o árbitro nada marcou!!! Afinal, ele sabia as regras!!!
Eu até diria, que tivemos sorte, ser só o Bebé, a ser expulso...!!!

Sem o Bebé, sem o Elisandro, sem o Franklin e ainda sem o Jefersson... a rotação fica curta, ainda por cima contra um adversário que joga praticamente todos os minutos em 5x4!!! Não vai ser fácil...

E já agora, reafirmo, como é óbvio, a minha confiança total no Joel... isto quando não se ganha sempre no Benfica, é complicado, mas felizmente existem pessoas com responsabilidade a tomar as decisões!!!

A grandeza de ficar calado

"Silêncio absoluto. Nem um sussurro. Parece que até as moscas poisaram. Toda a natureza também. Silêncio assim só os mortos fazem. E no entanto, há mais de 50 mil pessoas ali. São 50 mil corações a bater, mas que não se ouvem.
Em Chapecó, Brasil, sim, a batida cardíaca é sonora. Não se ouve aqui. Mas «ouve-se» em gestos. Lágrimas e soluços, pelas imagens que chegam.
Morreram muitos. Famílias foram ceifadas. Morreram futebolistas. E técnicos. E dirigentes. E a tripulação. E jornalistas.
Sobre estes, não consigo acrescentar mais nada ao que disse Galvão Bueno (ao meio no vídeo).

As palmas. Na hora da morte, sempre as entendi como elogio ao que de bom se fez vivo. Aplaudir Amália por uma última vez, por exemplo. Fazia sentido por quem foi. Não há maior homenagem a um artista do que um público em palmas. Acho que na Globo foi a maneira de dizerem: «Obrigado por tudo o que nos deram.» A vida, infelizmente, estava incluída.
Mas há o outro lado. E creio que todos eles, os que ali aplaudiram, tiveram um momento de recolha. De silêncio, portanto.
Silêncio, que é coisa grandiosa. Porque nele só há reflexão. E o pensamento é a maior das qualidades humanas. Transmiti-lo, já depende.
«Tragédia é esse jornal nacional da Globo».
Apenas um de muitos comentários que obrigaram quem publicou o vídeo acima a retirar o direito à opinião. E eu defendo o direito à opinião como nada. Mas aquilo opinião não é. É desrespeito.
Morre gente todos os dias. Morreram muitos na segunda-feira em Medellín. Os americanos dizem-no muitas vezes: «Nada é certo a não ser a morte e os impostos.»
E a estupidez humana.
A grandeza de ficar calado vai muito para além do silêncio coletivo dos tais 50 mil...

 ... e deviamos tentar ser grandes todos os dias.
Num estádio, entre uma multidão, ou atrás de um teclado, sozinho, mesmo que ninguém veja a nossa grandeza."

Benfiquismo (CCCIV)

Faz hoje 62 anos!!!

Nicolia show !!!

Candelária 1 - 7 Benfica
(1-2)

Pois é, agora imaginem que o Nicolia tinha uma alta percentagem de eficácia nos Livres Directos?!!! Hoje o astro argentino marcou 4 golos, e fez 2 assistências para golo... mas ainda teve tempo de desperdiçar 2 Livres Directos!!!!
Sendo que o João Rodrigues, também falhou um penalty!!!

E nos jogos complicados, as 'bolas paradas' são decisivas, e nós estamos a desperdiçar demasiado!

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Pontas goleadoras !!!

Benfica 41 - 20 Ac. São Mamede
(21-12)

Excelente adversário (último classificado do campeonato), após as emoções do último domingo. Jogo tranquilo como se esperava, deu para rodar todo o plantel, e fazer descansar os jogadores a necessitar de mais cuidados...
Nota de destaque para os nossos Pontas, marcaram 23 dos nossos golos!!! O Rakovic é mesmo reforço...

À volta da Luz

"O Benfica voltou a marcar 3 golos, mas desta vez sem sofrer outros tantos. É a 9.ª vitória em 11 jornadas da Liga. Nesta altura na época transacta, sucedia quase o antípoda pontual do que agora: menos 7 pontos do que Sporting e 5 do Porto. Nos últimos 37 jogos para a Liga, o Benfica venceu 34 vezes, com um saldo 102-20. Aproximam-se 4 jornadas pré-natalícias (Marítimo fora, Sporting na Luz, Estoril fora e Rio Ave de novo em casa) que muito podem ditar sobre o futuro desta temporada.
Com o Moreirense, 56.000 espectadores, bem acima do recorde absoluto batido em Alvalade contra o Real Madrid (cerca de 50.000).
Eliseu magoou-se. Creio que é o 20.ª jogador encarnado a lesionar-se esta época. Salvo erro, só me lembro de dois jogadores titulares ou perto disso que ainda não passaram pelo 'Hospital da Luz' (não me refiro ao dos chineses): Nélson Semedo e, hélas, Eduardo Sálvio! Rui Vitória (sem Manéis) não se queixa e vai cerzindo o conjunto com mestria e serenidade. Já o Sporting, praticamente só com um lesionado (Adrien), carpiu lágrimas perante tal fatalidade. É a diferença entre o 'não deixa-andar' e o 'queixa-andar', parafraseando Mia Couto.
Tem-me surpreendido a debilidade do FC Porto. Sobretudo fora do seu reduto, uma equipa sem confiança. Depois da forma de ilustração desenhada em directo, pelo seu correcto treinador, do modo como a equipa deveria estar em campo, cinco empates, um golo marcado e outro sofrido e apenas uma boa exibição contra o Benfica (alguém me dizia, maliciosamente, que o Porto até vem jogando como as equipas pequenas que sempre se agigantam quando defrontam o SLB)."

Bagão Félix, in A Bola

O 'fair play' não é uma treta

"Os acidentes de aviação acontecem, equipas das mais variadas modalidades deslocam-se em grande número e com inusitada frequência pelos ares e o resto explica-se através da estatística e da lei das probabilidades.
Da tragédia que vitimou a equipa brasileira da Chapecoense - um exemplo de que ainda é possível subir a pulso a corda do sucesso - resultaram algumas atitudes que, pela dignidade que encerram, merecem aplauso.
Do ponto de vista formal, será expectável que a Conmebol que superintende o futebol sul-americano, decrete que em 2016 não se atribua o título de campeão da Taça Sul-Americana, a segunda competição continental de clubes. Porém, o Atlético Nacional, o outro finalista, já veio solicitar oficialmente que a Chapecoense seja declarada vencedora. Trata-se de um atitude nobre, que nos reconcilia com o princípio do desportivismo, tão maltratado nos dias que correm.
Depois, e seguindo a filosofia do Marquês de Pombal aplicável ao day after das tragédias, há que «tratar dos vivos e enterrar os mortos». Quer isto dizer que a vida continua e há que criar condições para que, neste caso, o emblema enlutado possa prosseguir a sua actividade. Os clubes brasileiros (e alguns estrangeiros, entre os quais o Benfica) já propuseram ceder jogadores à Chapecoense, custeando os salários. E ainda propõem, à imagem do que foi feito em Itália com o Torino, após a tragédia de Superga, a criação de um tempo de carência de três anos e que a equipa de Chapecó não desceria de divisão, independentemente da classificação que obtivesse.
Afinal, o fair play não é uma treta."

José Manuel Delgado, in A Bola

“O Caio era como meu filho”

"Caio Júnior, treinador da Chapecoense que morreu no acidente aéreo na Colômbia, jogou em Portugal no Vitória de Guimarães, no Estrela da Amadora e no Belenenses, nos anos 90. E houve um denominador comum nestes três clubes: o treinador João Alves. “ Se ele fosse mais explosivo, com maior condição física, teria sido um dos melhores jogadores do mundo”, recorda

Quando é que conheceu o Caio?
Cheguei a Guimarães no final da época [1990/91], já era o terceiro treinador. Quem tinha começado lá era o Paulo Autuori, que depois foi substituído pelo Pedro Rocha, que tinha saído do Sporting, mas o Guimarães continuava numa situação muito aflitiva na tabela. Fui então o terceiro treinador dessa época e quando cheguei a Guimarães só conhecia superficialmente os jogadores, de assistir a jogos. Só quando cheguei lá é que percebi verdadeiramente a equipa que lá estava era uma equipa frágil, com muitos lesionados, ainda por cima. O Caio Júnior era de facto o grande jogador daquela equipa naquele momento. Foi uma peça muito importante para nos safarmos [da despromoção] na penúltima jornada, embora tenhamos ficado em 9º lugar, as equipas ficaram muito próximas umas das outras em termos pontuais e isto foi numa altura em que desciam cinco equipas, porque havia 20 equipas.

E depois o Caio continuou com o João.
A partir daí, o Caio trabalhou sempre comigo. Ele tinha chegado a Portugal há dois anos, vindo do Brasil, porque o Vitória de Guimarães, por tradição, é um clube que sempre teve muitos brasileiros - e continua a ter. Mas o Caio era um rapaz, ainda era um jovem, com muito talento, mas fisicamente frágil e era um jogador que precisava de ser trabalhado. E assim foi. Progrediu, progrediu, progrediu e tornou-se num grande jogador. A partir daí, no ano seguinte, no Vitória de Guimarães, formei uma grande equipa, com o Paulo Bento, com o Pedro Barbosa, com o Frederico, o Ziad, que era um tunisino, e andamos até ao final da primeira volta em primeiro lugar e na segunda caímos um bocado e fomos classificados para a Liga Europa [na altura Taça UEFA], em 5.º lugar. Foi aí que comecei a criar uma relação de amizade muito especial com o Caio e é assim que no final dessa época, com a disputa da Liga Europa em perspectiva, fui convidado pelo Estrela da Amadora para ir para lá, porque acabava contrato com o Vitória de Guimarães. Aceitei o convite e passei de um clube que ia às provas europeias para outro que estava na 2.ª divisão. E o Caio acompanhou-me. Como gostava muito dele, como jogador e como homem, é evidente que fiz uma grande pressão para ele vir. E ele trabalhou em Portugal sempre comigo

Como é que o convenceu a passar para a 2.ª divisão?
[ri-se] Claro que não é fácil para um jogador, mas ele confiava muito em mim e acreditou naquilo que eu lhe transmiti na altura sobre o clube. É muito importante ver que no futebol às vezes há relações entre os treinadores e os jogadores, de uma certa cumplicidade, porque as pessoas confiam umas nas outras e acreditam e pronto, criam uma relação de amizade que até ultrapassa outros interesses. Sinceramente na altura a mim também me tocou bastante que ele tivesse saído do Guimarães, que ia às competições europeias - qualificação na qual ele ajudou e de que maneira -, para entrar num projecto de 2.ª divisão. Mas felizmente fomos logo campeões e subimos à 1.ª divisão - e depois ele continuou a carreira na 1.ª divisão, mais tarde levei-o também para o Belenenses.

Foi mais fácil convencê-lo aí.
Sim, claro que sim. Havia uma cumplicidade muito grande entre nós, eram relações, pronto, como tenho não com todos os jogadores, mas como tive com uma série deles, como o Paulo Bento, o Pedro Barbosa e tantos mais, esses miúdos do Guimarães. O Caio é um desses que faz parte de um naipe de jogadores que são como meus filhos, as carreiras deles estão ligadas à minha. O Paulo Bento, por exemplo, estava na 3.ª divisão.

O Caio chegou a dizer que o João Alves foi o treinador mais marcante na carreira dele. Ouvir isso é como se fosse um título para um treinador?
Evidentemente que é exactamente isso: é um título, é. Posso dizer-lhe mesmo que são títulos que às vezes têm mais valor do que aqueles títulos que têm taças na entrega. Porque um treinador, ao fim ao cabo, é um condutor de homens, é um formador, e aquilo que me dá muito prazer e me dá orgulho é ver ex-jogadores meus como treinadores da 1.ª divisão, por exemplo, como o Lito Vidigal e o Quim Machado, fui eu que os lancei na 1.ª divisão. E tantos outros.

É normal um treinador ter essa relação de amizade com os jogadores? Vão jantar fora juntos, por exemplo?
Quantas e quantas vezes almocei e jantei com o Caio e com outros jogadores, e respectivas famílias. Sem qualquer tipo de problema, bem pelo contrário, isso é muito importante. Os jogadores sentem-se totalmente amparados pelos treinadores quando as coisas funcionam desta forma. Não digo que esta será a forma perfeita, há outras formas também, há treinadores que são distantes dos jogadores, mas o meu caso nunca foi esse. Tive um treinador que me marcou muito, que foi o José Maria Pedroto, o mister Pedroto, e foi ele que me transmitiu isso. Há sempre um treinador que é especial na nossa carreira, naqueles momentos decisivos de um jogador. Quantos e quantos jogadores que nunca chegaram ao patamar de craques exactamente por falta de apoio de alguém? O relacionamento entre treinador e jogadores é muito importante, por muito que o futebol esteja cada vez mais sofisticado e a mexer cada vez mais dinheiro, tornando-se um espectáculo desportivo, a verdade é que há sempre lugar e deverá sempre haver lugar para as questões sentimentais, para a moral e bons costumes.

Viu-se isso após esta tragédia.
Exactamente, todas estas decisões e medidas de apoio ao clube demonstram que realmente ainda há muita gente boa no mundo do futebol. É evidente que também há gente má, que dá cabo do nome do futebol e cria uma má imagem do futebol. Há pessoas que querem ganhar seja como for, nem que seja à custa da queda de um avião, haverá gente assim e é cruel o que estou a dizer, mas há pessoas assim, exagerando um bocadinho, pessoas que querem ganhar a qualquer preço. A grande resposta que realmente o mundo do futebol dá é esse amparo ao clube, é uma lição de dignidade, desportivismo e fair play. Surge no momento certo porque o futebol atravessa uma crise de valores enorme.

Para quem não o conheceu, como era o Caio enquanto jogador?
Tecnicamente era um jogador fabuloso, muito inteligente a jogar. Jogava mais ou menos na minha posição, embora eu fosse mais um médio-avançado e ele um avançado-médio, fazendo a comparação. Era um jogador muito criativo, ainda que não fosse muito rápido. Se ele fosse mais explosivo, com maior condição física, teria sido um dos melhores jogadores do mundo, disso não tenho dúvidas. Tecnicamente era fantástico, inventava futebol.

Podíamos compará-lo com quem, hoje em dia?
Ora deixe-me pensar, pelas características...

Um Jonas?
Ora exactamente, era precisamente isso. Tinha exactamente as mesmas características que tem o Jonas.

E ainda mantinha contacto com ele?
Sim, claro. Enquanto se formou como treinador houve uma ou outra vez em que veio a Portugal e encontrávamo-nos e falámos. Mas isto no mundo do futebol, como é óbvio, cada um segue caminhos diferentes. Estive na Suíça durante seis anos, ele andou na China, pelos países árabes... De maneira que umas vezes dava para nos encontrarmos, outras não. Mas há uma coisa que é verdade: os amigos verdadeiros, independentemente da distância e do tempo em que estamos sem contacto... [emociona-se] Como é que hei-de dizer? Estamos sempre juntos. Pronto. [pausa] Agora tocou-me no sentimento."

'Soft skills' ou 'critical skills'. Como aprendê-las?

"As designações de hard skills ou soft skills encontram-se fortemente dissiminadas na área empresarial e referem-se, em traços gerais, a: conhecimentos específícos, referentes a uma dada área profissional/técnica (ex: programação, finanças, engenharia, psicologia - frequentemente associados à área de especialização de cada pessoa), e competências ou atributos da nossa personalidade, como sejam, inteligência emocional, comunicação, cooperação, entre outros.
Fazendo um paralelismo com a área do desporto, estaríamos a falar, por exemplo, num dado nível de especialização de um treinador, no que respeita às áreas técnico-tácticas (hard skills) ou, a sua capacidade em dinamizar o grupo, fazê-lo evoluir, mantê-lo comprometido com o objetivo da equipa, através de competências específicas de comunicação e liderança (soft skills).
Curiosamente, alguns autores defendem que esta designação se encontra "trocada", na medida que que estas soft skills são, claramente, as mais dífíceis de desenvolver.
De facto, apesar de existir um enormíssimo número de estudos (nomeadamente, longitudinais, ou seja, que acompanharam os sujeitos do estudo desde o ano em que saíram da faculdade até 10 anos depois) que defendem que as ditas soft skills (que, para facilitar a sua compreensão, passaremos a designar, de uma forma mais abrangente, como Inteligência Emocional - ou seja, a minha capacidade em lidar comigo próprio(a), com o outro e com o mundo, de forma eficaz) estão sobejamente associadas ao sucesso que alcançamos (ou não) ao longo da nossa vida, em detrimento das competências "técnicas"...
Onde as podemos aprender?
Já em 1918, quando foi realizado o primeiro grande estudo nesta área (dados da National Soft Skills Foundation, EUA), foi identificado que as competênciais associadas à inteligência emocional, seriam responsáveis por 85% do sucesso alcançado e, quase 100 anos depois, num estudo realizado em 2010, foi identificado que as empresas investiam apenas 27,6% do seu plafond anual de formação, no desenvolvimento deste tipo de competências (dados referentes a empresas de cultura anglo-saxónicas onde, ainda assim, se observa uma maior tendência para apostar neste tipo de formação).
Por cá a realidade não é muito diferente.
Comummente, qualquer que seja a palestra que se assista sobre liderança (por exemplo), quando se questionam os especialistas sobre os fatores críticos de sucesso, muito antes de se verem referidas competências técnicas, encontram-se quase sempre destacadas competências como motivação, paixão, espírito de missão, autenticidade, capacidade de sacrifício, superação, determinação, paixão e, se calhar por isto mesmo, não será tão pouco usual assim assistirmos a processos de liderança atuados por pessoas que, dominando muito pouco o conhecimento científico da área em que operam, possuem um conhecimento exímio em mobilização e compromisso de pessoas.
No contexto de alta competição, por exemplo, recorrentemente se fala da determinação, capacidade de trabalho e superação de um dado atleta com muito mais frequência do que da sua "perícia" - aliás, a um dado nível de excelência, é sem dúvida a sua capacidade de auto-regulação emocional que vai determinar "aquele 1%" a mais na performance que irá determinar a vitória/o sucesso.
Rafael Nadal, Djokovic, Phelps, Simone Biles, Iniesta, entre tantos outros deram igualmente o seu testemunho acerca da importância das competências emocionais para o seu desempenho.
Mesmo no contexto académico, temos inúmeras provas de que o fenómeno é idêntico - alias, a Universidade do Minho realizou um estudo acerca da performance dos nossos alunos, no que respeita à performance nos exames em matemática (supostamente, havia uma preocupação com o facto de estarmos "na cauda" na Europa) e concluiu que, afinal, não somos menos "aptos" (ou seja menos inteligentes) mas sim mais ansiosos (logo, com menor inteligência emocional).
Então, uma vez mais, onde as podemos aprender?
Se são, efetivamente, assim tão determinantes para o sucesso (pessoal, profissional), qual poderá (ou deverá) ser o papel das Escolas? Dos Clubes? Das Empresas?
Será uma questão de "terminologia"? E, se em vez de as designarmos de soft skills, usássemos o termo de critical skills, como alguns autores sugerem?
É porque toda a informação aponta nesse sentido:
são efetivamente críticas para alcançarmos sucesso e níveis superiores de felicidade e bem-estar! 
Atuaríamos de forma diferente? Levaríamos este tema mais a sério? Para quando, a mudança de paradigma?
E, já agora, enquanto esperamos que as instituições assumam o seu papel (ou o papel possível) no reconhecimento de que é urgente e relevante integrar esta área de conhecimento e treino, naquele que é o seu âmbito de intervenção, o que podemos fazer?
É que, o reconhecimento da importância em desenvolver este tipo de competências deve começar em nós próprios, seja pela procura de literatura ou formações especificas na área, ou simplesmente pela procura de modelos que nos inspirem."

Sonhando SLB em Cayo Guillermo - Cuba

Benfiquismo (CCCIII)

A última troca de galhardetes do Il Grande Torino

O vigilante

"Vieira funciona como segunda linha de betão, difícil de transpor. Parece ausente ou distraído, mas quase nada lhe escapa.

Como a memória é curta, e no futebol ainda mais, quando dá jeito, manda a verdade recordar que há um ano, igualmente com onze jornadas disputadas na Liga, o cenário era bem diferente daquele que hoje se regista. O Sporting, inebriado pelo efeito Jesus, que se julgava ser prenúncio de conquistas a perder de vista, liderava com mais dois pontos que o FC Porto. Em patamar abaixo, consideravelmente abaixo, a sete pontos do leão, surgia o Benfica, desconsiderado e a enfrentar ventos e marés no combate a vaga de ataques sem rosto.
De fora e de dentro do clube, o cerco crítico assumiu proporções gigantescas. Adivinharam-se terríveis prejuízos. Conjecturaram-se colapsos traumatizantes no projecto de Vieira. Deu-se como garantido o despedimento do treinador. Sentenciou-se o fim do consulado do presidente.
Enfim, gerou-se uma barulheira sem ponta de credibilidade e de uma excentricidade opinativa mal sustentada, como se alguma vez a sobrevivência de um clube com a dimensão e a história do Benfica pudesse ficar dependente dos caprichos de um treinador, por mais rico que fosse o seu currículo internacional, o que nem sequer era o caso, como é público.
Um ano depois, já sem poeira no ar, verifica-se que o Estádio da Luz continua de pé e mais concorrido do que nunca, sendo na actualidade, como li em A Bola, o oitavo da Europa com mais assistências, apenas superado, convém sublinhar, por Borussia de Dortmund, Barcelona, Manchester United, Bayern, Real Madrid, Schalke e Arsenal, não constando na lista mais algum clube português entre os 20 primeiros deste ranking. Além de, em comparação com a mesma jornada da última época (11.ª), quem lidera agora é o Benfica, cinco pontos à frente do Sporting e sete do FC Porto. As voltas que muitos juravam que isto ia dar e... não deu. Melhor, deu, embora em sentido contrário: Jesus não funcionou como se pretendia em Alvalade, Lopetegui/Peseiro marcaram passo no Dragão e Vitória teve de fazer o favor de ser campeão, permita-se-me a ironia.
As forças demoníacas erraram. Nada do que previram aconteceu. Os factos falam por si e demonstram que tudo se resumiu a uma manobra desestabilizadora de grandes proporções que Luís Filipe Vieira - entretanto reeleito com 90 e tal por cento de votos e ainda assim houve quem tivesse visto nesse resultado sinal de distanciação por parte da família encarnada - destruiu pela discrição, pela firmeza das suas convicções e, principalmente, pela mais poderosa arma que utiliza quando quer proteger de intromissões alheias a instituição a que preside: apelo à união da família benfiquista para um Benfica maior e mais forte, inovador e preparado para vencer os desafios do futuro.

Vieira pode parecer um romântico ao adoptar um estilo de presidência cordato e dialogante, em choque com a truculência partilhada pela maioria. Nem sempre procedeu com o tempero conveniente, sem dúvida, mas teve a virtude de aprender depressa e, mais significativo, de saber estar à altura da grandeza do emblema da águia.
Cedo compreendeu que ser presidente do Benfica o devia inibir de alinhar em algazarras de bairro disfarçadas de rivalidades ou dar troco a reptos futeis de quem, provavelmente, gostaria de ser como ele mas não sabe como.
Proclamou o objectivo do tri quando muito boa gente chorava baba e ranho por causa da saída de Jesus. Reflexo de bem urdida operação de maledicência que gerou embaraços na organização encarnada e interferiu no trabalho de Vitória. Sem dramas, porém. Para quem o conhece minimamente já deve ter verificado que Vieira funciona como segunda linha de betão, difícil de transpor. Parece ausente ou distraído, mas quase nada lhe escapa.

É um vigilante atento, daqueles que se for preciso não dormem. Revela especial intuição para prever as coisas a preparar soluções. De aí que decorriam ainda os festejos do campeonato que Jesus prometeu e Vitória venceu e já Vieira apontava a meta do tetra, indiferente aos outros.
Esse é, aliás, um dos seus trunfos mais valiosos, acreditar na organização que criou, saber com o que conta em termos de disponibilidade/qualidade dos praticantes e ver no seu treinador, além de elevada competência, firmes traços de seriedade e lealdade.
Por outro lado, a boa saúde da águia na fase pós-Jesus permite acreditar que o V de Vieira associado ao V de Vitória traduz uma relação destinada a ser feliz."

Fernando Guerra, in A Bola

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Lucidez

"No pós-Istambul, Rui Vitória impôs alterações comportamentais e deu-se bem. Mudar não é sinónimo de fraqueza

O Benfica cimentou a liderança tranquila que exerce após 11 jornadas. Pode dividir a vantagem entre méritos próprios e oferendas alheias, pois quando projetou atacar o tetra não contaria com tanta colaboração dos principais concorrentes, com nota de especial destaque para o FC Porto. Se o Sporting pode lamentar uns tropeções difíceis de engolir, os portistas precisam de ir ao psicanalista. Entre o que mostram serem capazes de fazer e o que fazem efetivamente, os rapazes de Nuno Espírito Santo não sabem como o explicar. Estão, isso sim, a pôr tudo em causa, começando por eles próprios, sem esquecer a equipa técnica e a tão propalada ideia de jogo.
Depois da semiderrota de Istambul (estar a ganhar por 3-0 fora e ficar 3-3 não é bem um empate...), o Benfica enfrentava-se a si próprio. O Moreirense na Luz nunca seria uma ameaça complicada, mas o Besiktas também não o deveria ter sido. Lúcido, Rui Vitória travou as habituais cavalgadas dos minutos iniciais, impôs organização e controlo, fez ver à equipa o que deveria ter feito e não fez no jogo da Champions.
Mudar não não pode ser visto como sinónimo de fraqueza, estar a correr contra o muro e não procurar uma alternativa é que não faz sentido, por muito boa que seja a ideia que se defende e o modelo a implementar para lhe dar sustento. O futebol de alto rendimento tem um só propósito - ganhar - e concede pouco tempo para consegui-lo.
Para o FC Porto a questão é esta: há pedaços de jogo a provar que a ideia é mesmo boa. Mas para já apenas de modo parcial."

Notável trabalho de Rui Vitória

"O Benfica tinha um goleador de referência. De facto,Jonas foi demolidor na época 2015/2016, marcando 32 golos, tornando-se numa figura absolutamente decisiva para o campeão nacional. Este ano, uma lesão complicada e ainda não totalmente explicada retirou-o da competição.
Sem Jonas, pensava-se que o Benfica perderia a sua principal referência e torna-se-ia, inevitavelmente, uma equipa limitada nos recursos para fazer golos, até porque todos percebiam que era muito difícil encontrar um substituto à altura das capacidades técnicas, do sentido de baliza e da inteligência de jogo que Jonas demonstrara.
É aqui, neste problema real e sem solução à vista, que começa o extraordinário trabalho de Rui Vitória.
O treinador do Benfica percebeu que a solução não estava na substituição directa do seu melhor jogador, mas numa solução diferente, inesperada e inovadora. Depois de um campeonato em que o Benfica viveu de um só goleador, Vitória descobriu que cada jogador é uma solução para o golo.
Exagero? Nem sequer é uma questão de opinião, mas uma questão de factos. Em onze jogos da Liga, o Benfica é, como se sabe, o líder isolado. Tem 26 golos marcados (mais 5 do que o Sporting e mais 7 do que o FC Porto), o que lhe dá uma média superior a dois golos por jogo. E pergunta-se: como é isso possível, se não tem um goleador de referência e se continua à espera da recuperação de Jonas?
Fácil: o melhor marcador do Benfica, Pizzi, tem apenas 5 golos, mas nestes onze jogos o Benfica encontrou soluções de golos em nada menos de doze jogadores! Notável e de muito mais difícil solução para os adversários."

Vítor Serpa, in A Bola

No Bósforo, no estádio do Paxá...

"A primeira vez que o Benfica se deslocou a Istambul foi em Junho de 1962. Tinha acabado de conquistar a sua segunda Taça dos Campeões Europeus e concluiu uma digressão que o levou ao Egipto e ao Chipre. As águias venceram o Fernerbahçe, campeão turco, por 3-1.

Falemos hoje, depois de semana europeia e deslocação a Istambul, da primeira viagem do Benfica à Turquia. Foi na sequência de uma digressão dos recentes bicampeões europeus ao Egipto e ao Chipre. Nesse tempo todo o mundo queria ver a equipa de Eusébio, Coluna, Simões e José Augusto. De todo o lado choviam convites e a águia voava um pouco por toda a parte, da Europa à África e às Américas, mais tarde também à Ásia e Oceânia. Não houve continente no qual não tivesse pousado.
Mas eu trazia aqui à vossa página o mês de Junho de 1962. O Benfica batera o Real Madrid em Amesterdão e era a grande equipa do momento. Viaja para o Cairo, onde perde com o Nacional por 2-3, passa por Nicósia, onde aplica duas goleadas (5-1 e 6-2), aterra em Istambul para defrontar o campeão turco, o Fernerbahçe. Hoje, o Fernerbahçe tem 19 títulos de campeão; na altura acabara de conquistar o segundo. Foi um jogo alegre, com um público atento e participativo. O Benfica venceu por 3-1 e assinou uma exibição de categoria, não tivesse tanta fama na sua esteira. Ao intervalo já estava 2-0 para os lisboetas.
«O Benfica conseguiu ganhar o seu ascendente numa batalha travada em duas frentes: na defesa, mercê da aplicação do seu sector de segurança, com relevo para Germano e até para Costa Pereira; no ataque graças à brigada de assalto constituída especialmente por Águas, Eusébio e Simões, apoiados da retaguarda por Coluna, José Augusto e Cavém», contava a imprensa da época.
Estavam mais de 20 mil pessoas no Estádio Paxá Mah Mitthatt. Um público entusiasta, pleno de fervor. Havia essa vontade máxima de vencer o campeão europeu. Seria único para os turcos. Algo de incrível. Por isso o povo apoiava os seus com a força de gargantas roucas e de uma crença enorme. Debalde. Ao intervalo já o Benfica vencia por 2-0. Golos de Coluna e Eusébio, aos 38 e 40 minutos. Duas rajadas de água gelada sobre o pequeno inferno de Istambul.

Aplausos para os campeões
A verdade é que esse Benfica estava preparado para qualquer ambiente. Não por acaso vencera duas finais da Taça dos Campeões e, no final dessa época, enfrentaria uma terceira consecutiva. Era uma equipa inteira e sem falhas comprometedoras. Desde que mantivesse a atenção e o acerto defensivo, dificilmente não marcaria mais golos do que o adversário. No segundo tempo manteve a toada. Águas fez o 3-0, aos 59 minutos. Depois... Depois, vamos lá ler as palavras de uma testemunha ocular dessa tarde à beira do Bósforo: «Exactamente à entrada do último minuto houve, finalmente, um golo turco, obtido depois de uma jogada confusa em frente à baliza de Costa Pereira. O árbitro ordenou a marcação de uma grande penalidade que proporcionou ao Fernerbahçe o ponto de honra. Poucos segundos antes, num choque que não fora provocado por nenhum incidente, Coluna ficara com uma brecha na cabeça ao embater em voo com um jogador turco».
Vitória tranquila, portanto.
Vitória de uma equipa poderosa que dava cartas por toda a parte e não se deixava intimidar fosse por que ambiente fosse. Assim, o cronista encerra a sua história: «A impressão deixada pelo Benfica foi ilustrada pelo comportamento do próprio público turco: ao terminar o encontro, apesar de se tratar de um público dos mais 'caseiros' de todo o mundo, os espectadores sublinharam a saída dos jogadores portugueses com prolongados aplausos - prémio merecido pela sua melhor exibição».
Pela primeira vez, o Benfica jogava na Turquia e deixava impressa a sua marca de campeão. Haveria de voltar, uma outra e outra vez. Geralmente com resultados agradáveis quando se tratou de eliminatórias para as taças europeias. Na semana em que a águia voltou a voar para Istambul, era altura ideal para recordar essa viagem primordial. E umas das vitórias que ficaram marcadas na memória dos turcos..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Uma odisseia natalícia

"Um jovem nadador enfrentou a tormenta e o seu nome seria escrito a letras de prata.

A manhã de Natal de 1930 acordou tempestuosa. No Terreiro do Paço, Luís Naia, nadador do Sport Lisboa e Benfica, parou à beira do rio Tejo, 'somente coberto pela malha leve do calção'. O rio apresentava más condições para uma prova de natação: 'águas mortas, rio agitado, chuva pegada e vento forte de «travessia»'. 'Tiritavam de frio os acompanhantes do atleta. E tiritavam de frio as pombas e as gaivotas nos seus vôos matinas acordadas pela luz da manhã, que rompia', contudo, o nadador não hesitou e saltou para as águas gélidas quando foi dado o sinal de partida, às 7 horas e 40 minutos, entre aplausos do grupo de pessoas presentes.
Luís Naia tinha-se preparado cuidadosa e metodicamente para esta prova, a Pequena Travessia de Lisboa, quase em segredo, tendo ficado preso pelo desejo de cumprir ou de suplantar a proeza realizada pelo atleta Eduardo Vieira Alves, do Sport Algés e Dafundo, exactamente um ano antes.
Numa braçada ritmada, constante, o atleta rasgava as águas, lutando não só contra o vento contrário e a chuva, condições que foram piorando à medida que se aproximava da Torre de Belém. A dado momento, os remos do bote de apoio que o acompanhava não aguentaram tantas adversidades e partiram-se, e a embarcação foi rebocada para terra, ficando só a acompanhar o atleta o '«gasolina» fretado pelo Benfica'. Ainda assim, o ânimo do nadador não fraquejou e continuou a sua odisseia.

Da embarcação partiam incitamentos ao valoroso nadador mas havia também quem achasse que seria hora de parar, que este já tinha provado o seu valor e que estava a colocar a sua vida em risco. Luís Naia, todavia, recusava-se a desistir e 'com grande espírito desportivo e para elevar mais alto o pavilhão do seu clube a sua tentativa não termine a uma centena de metros do «terminus»'. Ao chegar ao fim do percurso, em Pedrouços, o seu tempo foi registado oficialmente pela Associação de Natação de Lisboa: percorreu mais de oito quilómetros em apenas 1 hora, 36 minutos e 7 segundos. Tinha batido o recorde de distância!
Em terra, modesto, o nadador mostrou-se feliz por ter cumprido a prova que se propusera a realizar. Esta seria, ao longo da sua vida, a façanha de que mais se orgulharia. O seu esforço e dedicação em elevar o nome do seu Clube seriam recordados e recompensados ao ser distinguido com a Águia de Prata, que lhe foi entregue na sessão solene de celebração do 27.º aniversário do SL Benfica.

Pode ficar a conhecer mais sobre este e outros sócios que foram distinguidos pelos seus feitos em nome do Clube na área 16. Outros voos do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Chapecoense


"Profundamente chocado com a tragédia que afetou a equipa de futebol sénior da Associação Chapecoense de Futebol, em meu nome e do Sport Lisboa e Benfica endereço ao Clube e às famílias dos jogadores e da equipa técnica, as mais sentidas condolências e a solidariedade nesta hora inesperada de dor.
Perante a tragédia que tocou uma vez mais o mundo do futebol, o Sport Lisboa e Benfica, de forma solidária, manifesta a sua disponibilidade para apoiar a Associação Chapecoense de Futebol na criação de condições para minorar o sofrimento e superar a perda desportiva.
A todos a nossa solidariedade e a nossa disponibilidade como clube de valores, de afetos e de paixão pelo fenómeno desportivo"



Benfiquismo (CCCII)

Luciano...

Pizzas ?!!!

Lixívia 11

Tabela Anti-Lixívia
Benfica.......... 29 (-2) = 31
Corruptos...... 22 (-1) = 23
Sporting........ 24 (+4) = 20


Regresso do Campeonato, com dose industrial de lixívia a ser usada por toda a (des)comunicação social desportiva!!! Pessoalmente, até considero o tratamento dado (ou não dado) aos casos polémicos dos jogos com os Corruptos e os Lagartos, mais grave, do que os supostos erros que aconteceram dentro do campo!!!

No pós-jogo imediato aos jogos dos dois estarolas, silêncio total, sobre o penalty descarado do Danilo sobre o Abel Camará; e a bola dentro ou fora da baliza do Patrício. Se por acaso, qualquer um destes lances tivesse supostamente beneficiado o Benfica, teríamos tido um massacre de imagens e gritos, nos pasquins e nas televisões... assim, quase ninguém se lembrou do assunto!!!
E os que falaram destes casos, falaram de forma envergonhada...
Sendo que mais uma vez, a Realização e os comentários feitos em directo pela PorkosTV foram decisivos no condicionamento da opinião publicada. A ausência de repetições, e de outros ângulos, nos respectivos Casos, serviram para 'apagar' da memória colectiva os tais lances... Mais uma vez!!!

Aliás, só na Segunda, com um suposto tratamento geométrico, se voltou a falar da bola dentro ou fora da baliza do Patrício!!! Do penalty do Danilo?! Nada, de nada... Nem aconteceu!!!!!!!!!!
A jornal A Bola, supostamente Benfiquista, ignorou tudo... aliás o grande erro na jornada para o jornal A Bola, foi uma suposta falta do Fejsa, no início da jogada que deu o 2.º golo ao Benfica!!!!

Aceito as dúvidas no lance do Patrício, mas eu acho que a bola entrou... e curiosamente, as imagens que a TVI criou para provar que a bola não entrou, ajudaram-me a criar a convicção que a bola entrou mesmo... Sendo que no campo, seria sempre complicado um fiscal-de-linha marcar golo...
O 2.º amarelo ao Semedo é bom mostrado... As ofensas do Bruno César, são claras... e parece que ninguém se lembra do castigo do Enzo, por ter feito um gesto com a mão, em direcção do banco do Benfica, insinuando que estávamos a ser roubados...!!!

Os Corruptos, apitados por um sócio fanático, lá tiveram mais um jogo repleto de mergulhos, protestos, birras... e zero golos!!! O grande erro foi o tal penalty ignorado do Danilo, ao minuto 39... que com o conflito entre o Filipe e o Camará logo a seguir, foi varrido para baixo do tapete!!!!
Já agora, inacreditável as declarações do comentador da PorkosTV, a pedir Vermelho para o Camará, após a apatetada queda do Filipe simulando uma agressão!!!!

Na Luz, o grande erro foi a agressão ao Salvio. Eu até dou de barato o facto do jogo estar parado (as imagens não são esclarecedoras, porque a agressão é continuada...), mas ao contrário do que muitos escreveram... uma agressão daquelas, sem bola, é Vermelho directo.
E o árbitro estava a olhar para a área... sem ninguém à frente!!!
Minutos antes, o Salvio foi derrubado, no Estádio pedi penalty, mas na televisão, vi que o empurrão do Caue foi fora da área... mas foi falta. Empurrão, com o braço nas costas, no momento em que o Salvio ia rematar... Parecido com o empurrão do Coates, no Bessa, mas neste caso, o jogador do Moreirense, não jogou, nem teve qualquer intenção de jogar a bola, ao contrário do caceteiro do Coates.
No resto do jogo, tivemos um exercício de 'salvar' os jogadores do Moreirense da expulsão...!!! E talvez por isso, quando o Fejsa levou amarelo (por acaso na repetição, até se vê que o Fejsa foi pisado!!!), o Rui Vitória protestou... Porque ao contrário do Moreirense, os jogadores do Benfica nunca foram 'avisados' que para a próxima levariam amarelo... foi logo na 1.ª falta para amarelo!!!!


Anexos:

Benfica
1.ª-Tondela(f), V(0-2), Pinheiro, Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), E(1-1), Oliveira, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Nacional(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
4.ª-Arouca(f), V(1-2), Veríssimo, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
5.ª-Braga(c), V(3-1), Sousa, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), V(0-2), Martins, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
7.ª-Feirense(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), V(0-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Esteves, Nada a assinalar
10.ª-Corruptos(f), E(1-1), Soares Dias, Prejudicados, Impossível contabilizar
11.ª-Moreirense(c), V(3-0), Godinho, Prejudicados, Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Nuno Pereira, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(0-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Corruptos(c), V(2-1), Martins, Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Almeida, Beneficiados, (2-0), Impossível contabilizar
5.ª-Rio Ave(f), D(3-1), Pinheiro, Nada a assinalar
6.ª-Estoril(c), V(4-2), Capela, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
7.ª-Guimarães(f), E(3-3), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
8.ª-Tondela(c), E(1-1), Rui Costa, Beneficiados, (0-1), (+1 ponto)
9.ª-Nacional(f), E(0-0), Vasco Santos, Prejudicados, (0-1), (-2 pontos)
10.ª-Arouca(c), V(3-0), Xistra, Beneficiados, Impossível contablizar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)

Corruptos
1.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Estoril(c), V(1-0), Luís Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(f), D(2-1), Martins, Prejudicados, (0-1), (-3 pontos)
4.ª-Guimarães(c), V(3-0), Sousa, Nada a assinalar
5.ª-Tondela(f), E(0-0), Hugo Miguel, Beneficiados, (1-0), (+ 1 ponto)
6.ª-Boavista(c), V(3-1), Almeida, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Nacional(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Sem influência no resultado
8.ª-Arouca(c), V(3-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
9.ª-Setúbal(f), E(0-0), Pinheiro, Nada a assinalar
10.ª-Benfica(c), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, Impossível de contabilizar
11.ª-Belenenses(f), E(0-0), Oliveira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada
4.ª jornada
5.ª jornada
6.ª jornada
7.ª jornada
8.ª jornada
9.ª jornada
10.ª jornada

Épocas anteriores:
2015-2016

Cota... e a solução para a seca na Etiópia !!!