Últimas indefectivações

domingo, 30 de maio de 2021

Ladrões...

Benfica 3 - 6 Corruptos

Se no Jogo 3, cometemos demasiado erros, hoje voltámos a ser melhores, e só fomos derrotados, mais uma vez, devido aos apitos!!! Vergonhoso... Além do golo mal anulado, ficaram pelo menos 4 Azuis por mostrar aos Corruptos! Seriam 4 Livres Directos, e mesmo com a habitual falta de eficácia do nosso lado, teríamos marcado algum... e mesmo falhando, teríamos 8 minutos em superioridade numérica!!! Hoje, até marcaram as faltas, mas os cartões ficaram no bolso, o último não mostrado, no derrube ao Nicolía, a poucos segundos do fim, quando estava 3-4, é verdadeiramente vergonhoso!
O que se tem passado nesta Meia-Final é simplesmente criminoso! Não é novidade... e talvez, só se note mais, porque os jogadores do Benfica tem sido heróis, e após 4 jogos, ainda não fomos eliminados! Eu sei que depois das vitórias no Dragay Caixa, ficámos a uma vitória da Final, e acabámos por desperdiçar estes dois match-point's, mas é impossível ganhar nestas circunstâncias...

A modalidade Vergonha


"Depois de mais uma roubalheira indecente e criminosa cometida sobre o Sport Lisboa e Benfica no Hóquei em Patins nacional (nesta meia-final já são 3 roubalheiras cometidas sobre o SLB em 4 jogos), nós questionamos:
Porque razão são nomeados sempre os mesmos "artistas" do costume para estes jogos entre Benfica e #Portoaocolo? Chamemos os bois pelos nomes: Irmãos Pinto, Peixoto, Rui Torres, Pedro Figueiredo, Pedro Silva.
Porque razão o árbitro Ricardo Leão, considerado o melhor árbitro da época passada, não apitou um único jogo desta eliminatória? Porque será que Miguel Guilherme é poucas vezes solicitado também? Será por serem dos poucos árbitros isentos nesta modalidade em Portugal?
Porque razão Rui Torres, que era um árbitro isento, de há uns anos para cá, só sabe inclinar a pista a favor do #Portoaocolo e sempre em prejuízo Gravíssimo do Benfica, inúmeras vezes? Terá sido porque foi apertado e coagido por "gentes" do #Portoaocolo há uns anos atrás?
Até quando vamos assistir impávidos e serenos, enquanto somos espoliados pelas arbitragens nesta modalidade várias vezes ano após ano e que já nos tiraram Vários títulos oficiais nesta modalidade? Será do interesse da Federação Portuguesa de Patinagem, gerir uma modalidade totalmente distorcida e corrompida no que é a verdade desportiva? Estamos em pleno século XXI e nada mudou em 30 anos, pelo contrário, a inclinação de pistas a favor de alguns e em prejuízo de outros é cada vez maior! Relembramos os célebres roubos de Valongo e de Alverca que custaram 2 Campeonatos Nacionais ao Sport Lisboa e Benfica.
Para a semana que vem será disputada a "negra" desta eliminatória. Infelizmente prevemos a nomeação de 2 dos "artistas" do costume para oferecer de bandeja ao #Portoaocolo a presença na final. O verdeiro milagre desta eliminatória, é o SLB ainda estar vivo para disputar essa negra, perante tamanhos e diversos roubos de que tem sido alvo sistematicamente.
Já chega de Vergonha!"

SL Benfica | Um novo passo na sua curta história


"A equipa de futebol feminino do SL Benfica conquistou há uma semana o primeiro campeonato da sua história, feito conseguido na sua primeira época completa na Primeira Liga. Numa época que ficaria marcada por algumas adversidades, a equipa encarnada soube superar-se ao longo da época, tendo a sua recompensa no final.
O SL Benfica faria um emagrecimento significativo no plantel, havendo muitas saídas no mesmo. A nível de entradas, destacam-se a contratação das internacionais portuguesas Carole Costa (oriunda do Sporting CP) e Matilde Fidalgo (oriunda do Manchester City FC). Destaque ainda para a internacional jovem holandesa Jolina Amani, o regresso de Jassie Vasconcelos após um ano no FC Metz, e para os regressos de Carolina Vilão e Carlota Cristo após empréstimo.
Nesta temporada, o campeonato teria um novo formato. Sendo constituído por 16 equipas, o campeonato seria dividido numa Zona Norte e numa Zona Sul, constituídas por oito equipas cada, com os quatro primeiros classificados de cada zona a qualificarem-se para a Fase de Apuramento do Campeão. O SL Benfica terminaria a Zona Sul no segundo lugar, a três pontos do Sporting CP, em virtude da derrota caseira para a equipa leonina por 0-3.
A primeira temporada ficaria ainda marcada pelo apuramento para a final da Taça de Portugal referente à época 19/20, com uma vitória frente ao FC Famalicão por 1-2 ao cair do pano e pela participação na Champions. Aí, a equipa do SL Benfica conseguiu apurar-se para os 16-avos-de-final. Depois de eliminar o PAOK Salónica e o RSC Anderlecht por 1-3 e 1-2, respetivamente.
No entanto, ao calhar a poderosa equipa do Chelsea FC nos 16-avos-de-final, esta ainda se mostrou um obstáculo demasiado grande para as encarnadas, com a equipa londrina a vencer por 0-5 na Tapadinha e por 0-3 em Londres.
Entretanto, pouco depois do Natal, com o campeonato em pausa, o clube viria a anunciar a saída de Luís Andrade do comando técnico da equipa, sendo este substituído por Filipa Patão, uma jovem treinadora de 31 anos, com percurso feito nas camadas jovens do SL Benfica.
E logo no seu segundo jogo como profissional, Filipa Patão conquistaria o seu primeiro troféu, ao ganhar a Taça da Liga referente à época 19/20 com uma vitória sobre o Sporting Clube de Braga por 3-0. Uma semana depois, ambas as equipas voltariam a defrontar-se na final da Taça de Portugal de 19/20, com a equipa arsenalista a levar a melhor desta vez, com uma vitória por 3-1.
No mercado de inverno, haveria mais mexidas na equipa. Seriam contratadas as brasileiras Letícia Izidoro, Marta Cintra e Marina Dantas, e a jovem Lúcia Alves regressaria de empréstimo no Valadares Gaia, com Carlota Cristo a seguir o caminho inverso.
Seguir-se-ia a disputa da Taça da Liga 2020/2021, com o SL Benfica a derrotar o Clube da Albergaria por 2-0 nos quartos-de-final e o FC Famalicão por 3-0 nas meias-finais. A final seria disputada em Leiria, no dia 17 de Março, onde as encarnadas derrotariam o Sporting CP por 2-1, quatro dias depois de erem perdido contra a equipa leonina por 0-1 em Alcochete, colocando o título nacional em risco.
A seguir disputaram-se os jogos decisivos na Fase de Apuramento do Campeão no campeonato. No espaço de uma semana, o SL Benfica derrotaria por duas vezes o SC Braga (1-2 em Braga e 4-0 no Seixal) e ainda derrotaria o FC Famalicão por 3-1. Mas o ponto de viragem chegaria na penúltima jornada, quando as encarnadas derrotaram o Clube Condeixa por 7-0 e ainda beneficiaram da derrota do Sporting CP em Braga, saltando para a liderança isolada do campeonato.
O título seria então decidido na última jornada com um derby em Alvalade, onde a equipa encarnada daria provas da sua competência, entrega e superação, derrotando as leoas por 3-0, conquistando assim o primeiro campeonato nacional da sua história.
Todos os intervenientes tiveram mérito nestas conquistas, mas não posso deixar de mencionar a mudança de treinador como um dos principais fatores no sucesso da temporada. A substituição de Luís Andrade surtiu um efeito imediato na equipa.
Filipa Patão alterou o sistema tático da equipa, passando esta a jogar em 4-4-2 losango, que se desdobra num 4-3-3 sem a posse de bola, com Kika Nazareth a ser a principal referência na pressão à saída de bola adversária. O losango era normalmente composto por Beatriz Cameirão, Pauleta, Ana Vitória e Kika a jogar a número 10, havendo ainda Cristy Uchebe e Andreia Faria a serem apostas regulares no onze. Já a holandesa Jolina foi das jogadoras mais influentes com Luís Andrade no comando técnico, mas a sua utilização baixou drasticamente com a chegada de Filipa Patão.
No ataque, tanto Cloé Lacasse como Nicole Raysla demonstraram grandes índices de produtividade, sendo das jogadoras que se complementam bem. A reforço de inverno Marta Cintra, depois de um período de adaptação inicial, também aproveitou uma lesão de Nicole para mostrar serviço, marcando golos importantes.
Uma das grandes mudanças trazidas por Filipa Patão foi também a mais vincada aposta nas jovens. Kika Nazareth foi a melhor jogadora da fase de apuramento de campeão, marcando 12 golos e enchendo os relvados com a sua fantasia e criatividade. Já Beatriz Cameirão era um relógio suíço no miolo, sendo um exemplo de discrição e eficácia, sabendo sempre o que fazer em campo.
Destaque ainda para as jovens Catarina Amado e Lúcia Alves. Duas extremas adaptadas a laterais, que mostraram uma grande evolução ao longo da época, acabando por serem premiadas com uma chamada à seleção nacional.
Já o outro fator determinante foram as mudanças na baliza. Dani Nehaus, guarda-redes internacional brasileira contratada na primeira temporada, nunca convenceu os adeptos, levando o clube a apostar noutra internacional canarinha.
Letícia Izidoro chegou do FFSC Corinthians Paulista e tornou-se mediatamente numa mais-valia, não só pela segurança, agilidade e destreza entre os postes, mas também pela capacidade que demonstrou a jogar com os pés, tornando-se essencial no modelo de jogo da equipa, sendo frequentes as situações em que assumia a posse de bola perto da linha do meio-campo.
Nesse sentido, creio que a prioridade no mercado seria a contratação de uma defesa-central com qualidade a sair a jogar com a bola dominada, visto que Carole Costa é a única central da equipa que cumpre esse requisito.
Em três anos, a equipa feminina do SL Benfica ganhou tudo o que havia para ganhar a nível nacional. Mas como a treinadora Filipa Patão disse no discurso da vitória, o nível do SL Benfica tem de ser outro, subindo de patamar na Europa. E eu acredito que este projeto tem bastante margem de progressão."

Esclarecimento


"Em face do avolumar de informações erradas propaladas ao longo dos últimos dias cumpre ao Sport Lisboa e Benfica reiterar que não está interessado na contratação do médio Al Musrati ou em qualquer outro jogador do Sporting Clube de Braga."

O dilema Cristiano Ronaldo



"Cristiano Ronaldo é e será para sempre um símbolo do país. Um exemplo de que com muito esforço, suor e dedicação (a juntar ao indispensável talento) é possível chegar lá.

Cada vez que um tema relacionado com o “mundo CR7” vem à baila exacerbam-se paixões e ódios. Agora, sobretudo com as redes sociais, é ver os invejosos, os rancorosos os lamechas e os fanáticos, tudo em grande salganhada. Eu não faço parte do grupo dos que andam desde que saiu do Real Madrid a vaticinar o fim de carreira, ou dos que andam a dizer há um par de anos que está velho e acabado.
Mas também não pertenço à falange de apoiantes que acham que vai durar para sempre e que retirá-lo da equipa sob as mesmas premissas de todos os outros é um crime de lesa-pátria ou que não se pode dizer nada sobre o jogador português que somos logo apelidados de ingratos.
Cristiano Ronaldo é e será para sempre um símbolo do país. Um exemplo de que com muito esforço, suor e dedicação (a juntar ao indispensável talento) é possível chegar lá. E lá é o topo. Onde todos querem estar mas muito poucos atingem. E deve ser um orgulho para nós a forma como ele sempre se refere ao nosso país, com palavras queridas e que revelam o sentimento que lhe vai na alma e que faz questão de não esconder.
Mas também é verdade que pela sua competitividade absolutamente extraordinária, pela sua vontade de vencer e a sede que demonstra em cada momento de ser peça indispensável, é-lhe muito doloroso sentir que aqui e ali vai baixando de produtividade, que as pernas já não respondem da mesma forma e que por vezes é melhor descansar. E muito mais complicado será de entender que por eventuais opções do treinador por vezes terá que se sentar no banco ou ser substituído mais cedo do que seria sua vontade.
Na minha opinião, hoje em dia a seleção nacional joga melhor quando Cristiano não está. E provavelmente a maior parte da culpa nem será dele. Claro que já não pressiona tanto, mas mais do que isso quando o nosso capitão está em campo parece que exerce um poder tal sobre os outros, que existe uma obrigação de lhe passar a bola mesmo quando existem jogadores mais bem posicionados.
Parece que alguns se escondem mais ou têm receio de o ofuscar. E com isso, uma seleção que está recheada de jogadores formidáveis não se liberta ao máximo e não consegue explanar o futebol que as suas individualidades conseguiriam supor. Isso prejudica as nossas ambições e também não deve ser confortável para o próprio jogador.
É por isso fundamental, primeiro que o jogador seja tratado como qualquer outro. Se está bem joga, se não está joga menos. E que se deixem de medos de ferir suscetibilidades porque um fenómeno como Ronaldo não merece que o tratem com complacência. A exigência deve ser sempre máxima, independentemente de tudo o que ele nos deu e que nós agradecemos.
A campanha portuguesa no Euro, que se irá iniciar daqui por uns dias, muito irá depender dessa capacidade que Fernando Santos terá em gerir este dilema. E não me parece que ele esteja muito preparado para isso. Nós adoramos os nossos ídolos mas infelizmente eles não duram para sempre. Pelo menos não da mesma forma. Nós (como eles) temos que aceitar isso em prol de um bem superior."

As aventuras na montanha-russa


"“Então agora sonha mais alto, trabalha ainda mais para os novos sonhos se tornarem em objetivos e mais tarde em conquistas.” Este é um excerto do último texto da minha autoria publicado neste espaço.
Em 2016, quando atravessei o Atlântico como um miúdo excitado para o seu primeiro dia de aulas, estava na reta final do curso de medicina e a aterrar em terras brasileiras como 3.º cabeça de série e bicampeão europeu em título para os meus primeiros Jogos Olímpicos.
O combate inicial correu “excelentemente bem” e no segundo um pequeno toque no capacete ditou o fim da aventura. Aquele que era o ponto mais alto da minha carreira passou a ser “só” uma memória incrível e mais um ponto alto, já que depois disso recomeçou a montanha-russa!
Chegado a Portugal, muitas coisas mudaram: o clube - juntei-me à família benfiquista -, a categoria - passei a competir em -68kg e tirei a barriga de misérias -, terminei o curso e fui eleito para Comissão de Atletas Olímpicos (CAO) onde, em conjunto com outros oito colegas olímpicos, trabalhamos afincadamente para representar e apoiar os atletas Olímpicos ou em preparação Olímpica.
Posteriormente, regressei à categoria dos -58kg e à rigorosa dieta para competir nesta categoria, ganhei a minha 2ª medalha de prata nas Universíadas e aproveitei o balanço para me mudar para Madrid, procurando melhorar o processo de treino. Seguiu-se uma pós-graduação em medicina desportiva, algumas medalhas em competições internacionais e o regresso à pátria para montar a minha base de operações.
Com a conquista da minha 2.ª medalha em campeonatos do mundo, desta vez de bronze, entravamos na reta final do meu processo de qualificação para Tóquio. E, quando tudo parecia encaminhado, surge o SARS-Cov 2 para parar o mundo e redefinir planos! A partir de Março 2020 a única certeza era a incerteza, os treinos passaram a ser feitos em casa, as competições estavam suspensas e então a medicina ganhou uma nova dimensão.
Com o retomar da normalidade dos treinos iniciei o Internato de Formação Geral no Hospital Amato Lusitano, em Castelo Branco, tendo entretanto sido transferido, com o apoio da CAO, do Comité Olímpico de Portugal, da Secretaria de Estado da Juventude e Desporto e da Secretaria de Estado da Saúde, para o Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, mais perto do meu local de treino, permitindo-me conciliar o internato com a carreira desportiva.
Voltei recentemente aos pódios em campeonatos da Europa, com uma medalha de bronze, e consegui a muito almejada segunda qualificação para os Jogos Olímpicos.
Este foi um ciclo muito exigente e desafiante, mas, com o apoio de muita gente, foi possível ultrapassar os obstáculos e as adversidades. Seguem-se agora novas aventuras, melhorar o meu resultado em Jogos Olímpicos e aproveitar esse dia tão especial e, talvez a aventura mais desafiante, ser Pai.
Muitas coisas mudaram, mas os objetivos, a ambição e o empenho permanecem intactos, desta vez com sonhos mais altos!"

sábado, 29 de maio de 2021

Na Final...

Benfica 3 - 2 Fundão

Estamos na Final, num jogo que podia ter corrido muito mal, mas com um minuto final que deu uma excelente remontada!!!
Marcámos cedo, mas nunca conseguimos alargar a vantagem... Entrámos mal no 2.º tempo, praticamente demos a bola ao adversário, que pressionou, jogou muitas vezes em 5x4, e conseguiu marcar dois golos, ficando em vantagem na partida... Depois do 1-2, voltámos a ter bola, tivemos várias oportunidades... mas acabámos por igualar num livre directo e logo a seguir com a uma bomba 'russa' ganhámos!!!

Temos vários jogadores condicionados, hoje o Tayebi não jogou, o Fits fez os primeiros minutinhos em várias semanas, o Afonso também me pareceu limitado... Esta tem sido a sina da época toda!

Uma nota para a arbitragem: expulsão perdoada ao guarda-redes do Fundão na 1.ª parte, além da agressão ao Jacaré, ainda saiu da área com a bola na mão, arrependeu-se, voltou atrás... e nada foi assinalado!!!
Aliás esta eliminatória, foi um excelente 'ensaio' para a Final, com o banco do Fundão constantemente todo levantado, sempre a protestar, sempre a pressionar, sempre a refilar... Sim, houve uma falta mal assinalada sobre o Robinho, e quantas ficaram por marcar?! Então antes do intervalo retardaram a 6.ª falta do Fundão à descarada...!!!

Vitória...

Benfica 34 - 32 Sporting
(17-17)

Depois da derrota a meio da semana no Faial, vitória num campeonato que está praticamente decidido, e portanto o jogo acabou por ser encarado doutra forma!
Mesmo assim, bom jogo, com grande eficácia por parte do Rahmel e do Djordjic... e com o Sergey a defender dois 7 metros na recta final da partida!!!

SL Benfica | O Franco (que não) Cervi para Jesus


"Namoro duradouro, casamento adiado em janeiro e consumado no verão. Pode ser este um dos resumos da temporada 2020-2021 de Franco Cervi, um dos dispensáveis para Jorge Jesus na preparação da nova época.
Para o técnico, o argentino nunca passou de um recurso para a ala esquerda, quer em 4-4-2 quer em 3-4-3 – como o demonstram as 21 presenças, a maioria na fase complicada do surto de Covid-19 no plantel. A Galiza espera-o, num pedido expresso de Eduardo Coudet, treinador do RC Celta de Vigo e responsável pela afirmação de “Chucky” no CA Rosario Central, em 2015.
Transferência praticamente consumada no mercado de inverno por valores razoáveis (quatro milhões de entrada, mais quatro em variáveis), o episódio viral que condicionou a equipa em meados de janeiro adiou a partida para Espanha, gerando a urgência em fazer ressurgir o pequeno argentino nos terrenos da titularidade.
Das nove que cumpriu em toda a temporada, seis foram nessa fase – entre 20 de janeiro, na meia-final da Taça da Liga contra o Sporting de Braga (fez os 90 minutos) e 8 de fevereiro, quando jogou 62 minutos contra o FC Famalicão, com o CD Nacional (1-1), Belenenses SAD para a Taça de Portugal (3-0 e um golo, o único da época), Sporting CP (0-1) e Vitória SC (0-0) pelo meio, ciclo infernal onde foi importante e acumulou muito tempo de jogo, dadas as circunstâncias.
A partir daí, com a recuperação das opções habituais, o argentino desapareceu novamente – e, com isso, patente ficou o sacrifício que cumpriu pelo clube, adiando, em prol da equipa, a oportunidade de rumar à La Liga ou à MLS, neste caso ao New York City FC, que surgiu como um dos grandes pretendentes à compra do seu passe.
Os norte-americanos chegaram a ter tudo certo com o SL Benfica, mas a vontade expressa de Cervi em rumar aos Balaídos e/ou manter-se na Europa afastou essa hipótese. Jorge Jesus impediu a assinatura e empurrou o negócio para a próxima janela de transferências, já que a equipa precisava de Cervi, sendo fundamental até meados de fevereiro. Mas, a partir daí, e tal como na fase inicial, não foi mais do que nota de rodapé no contexto encarnado.
Chegado a Lisboa em 2016, a sua carreira na Luz ficou marcada por altos e baixos em termos de consistência individual e destaque no seio da equipa. Se em 2016-17 se assumiu entre os titulares (41 jogos), mesmo tendo Carrillo, Zivkovic ou Rafa como concorrentes diretos, participando na grande época encarnada e na aceitável participação europeia, é em 2017-18 que se inicia a estagnação do seu rendimento – faz ainda 37 jogos, mas Rafa começava a ganhar-lhe terreno, o que ficou consumado em 2018-19.
Nessa grande época do português (44 jogos, 21 golos) Cervi remeteu-se a papel de alternativa direta, representando auxílio importante em jogos de maior exigência física pela sua abnegação dentro de campo. Em 2019, esteve para sair – subiu Jota, chegou Caio Lucas, e o argentino era visto como ‘transferível’ – mas durante a difícil temporada encarnada mostrou-se o elemento mais confiável, acabando entre as escolhas iniciais (35 jogos). Mas os sinais estavam lá e com a chegada de Jorge Jesus, mesmo com a transformação para opção de recurso a Grimaldo, a lateral, viu a sua utilização diminuir acentuadamente, sendo este o fim de linha na sua ligação a Lisboa, muito provavelmente.
À sua espera está Eduardo ‘El Chacho’ Coudet, treinador argentino que o treinou no CA Rosário Central, que aspira à qualificação europeia com o seu RC Celta de Vigo no próximo ano – em 20/21 ficaram a cinco pontos do sétimo classificado, o Villareal, último lugar de Liga Europa – e para isso necessita urgentemente do poder fogo que Chucky pode empregar.
O pequeno argentino estreou-se nos AA dos Los Canallas em 2014, pela mão de Miguel Ángel Russo, atual treinador do CA Boca Juniors – e, em 2015, quando Coudet chegou, viu nele o talento necessário onde basear o seu sistema de 4-1-4-1 e levar aquele surpreendente Rosario Central ao top três da Liga Argentina e à final da Copa.
O técnico argentino aposta agora na mesma fórmula para levar o RC Celta de Vigo às provas da UEFA: neste momento, é equipa combativa à sua imagem, mas são precisos mais municiadores de confiança para aproveitar a totalidade da capacidade finalizadora de Iago Aspas. Franco Cervi, que consigo alcançou sete golos e 11 assistências, representaria a contratação ideal, em reencontro necessário para ambos.
Porém, todo o processo de mudança demora a ser confirmado. A situação arrasta-se com o SL Benfica a manter o braço-de-ferro, subindo a parada em termos financeiros – manobra que não agradou aos responsáveis espanhóis, sobretudo a Mouriño, presidente do emblema espanhol. Da sua parte, as negociações mantêm-se no mesmo ponto que há cinco meses: quatro mais quatro em milhões de euros, valor que o SL Benfica pretende subir para ajudar à reconstrução do plantel."

Uma Semana do Melhor...

Agenda...

Prova superada!

 


BnrB, in Facebook

Tóquio #13 - Joana Vasconcelos...

Fever Pitch - João & Patrick... França!

Agridoce


"Primeiro o ácido: perder é sempre mau independentemente das circunstâncias, por mais nefastas e incontroláveis que sejam. Para o Benfica, perder uma competição (ou um jogo) é contranatura porque abala o mais fundamental do etos benfiquista, caracterizado por uma cultura de vitória bem enraizada, e é dissonante da projecção que fazemos ao nosso Glorioso. Benfica é, para nós, benfiquistas, sinónimo de ganhar, logo a derrota na final da Taça de Portugal foi negativa.
Avaliar as razões da derrota remete-nos, normalmente, para o domínio do subjectivo, porém há excepções. E estre caso é uma delas, pois ficará para sempre a dúvida do que poderia ter feito a nossa equipa se não tivesse sido espoliada das suas possibilidades de lutar pelo triunfo.
A arbitragem de Nuno Almeida foi vergonhosa. A expulsão de Helton por volta dos 17 minutos, deveria figurar junto da palavra 'aberração' em todos os dicionários ilustrados. A maioria dos especialistas de arbitragem dividiram-se entre o erro e a decisão legítima que não tomariam. Ora, Nuno Almeida, que nos sonegara um penálti com o V. Guimarães e fizera vista grossa, como VAR, noutro com o Nacional, há muito que perdera o direito de lhe ser conhecida a dúvida legítima. Diz-se que abandonará a arbitragem, fá-lo tardiamente.
E o doce: por falta de espaço, mas não de satisfação, admiração e orgulho, resumo o que penso sobre a nossa equipa de futebol feminino: São campeãs à Benfica! Chegar ao jogo decisivo, para mais realizado no estádio do adversário na luta pelo título, e vencer por inapeláveis 0-3 é fabuloso. Este é um projecto no qual predomina a excelência. E ficará na história a obra de arte de Kika Nazareth que resultou no bom golo de Cloé Lacasse. Parabéns!"

João Tomás, in O Benfica

Campeãs em tudo


"Calma, não estou a dizer que todas as equipas femininas do SL Benfica se sagraram campeãs nacionais. Gostaria muito, mas sei que é tarefa quase impossível. Não por falta de qualidade ou de afinco, mas porque, no desporto, há adversários individuais e colectivos que também procuram ganhar. E às vezes conseguem. É assim o desporto.
O 'campeão em tudo' refere-se a uma equipa específica. Poderia estar a escrever sobre o hóquei, o pólo aquático, o basquetebol ou o futsal, mas esta semana destaco o equipa feminina de futebol do Glorioso. Não foi apenas a equipa a jogar melhor, foi também a que chegou a casa do rival mais directo e tirou as dúvidas que pudessem existir. Mais fortes, mais focadas, mais dedicadas à causa, foram campeãs em tudo.
Das jogadoras ao staff, passando pela equipa técnica, esta equipa mostrou o que significa e como deve agir quem representa o Benfica. Ao longo da época, no contacto com a comunicação social, nos jogos e nos festejos, este plantel - à semelhança do que já tinha sentido com as comemorações das outras modalidades que foram campeãs - esteve mais do que à altura da história do Clube.
A frase-emblema da treinadora Filipa Patão é, por si, o mote para o sentimento colectivo de ser benfiquista. Por mim, ia já escrita para as paredes do estádio, para quem pudesse ter dúvidas - 'Ama o Benfica e nada te faltará'.
Estas mulheres entram para a história como a primeira equipa feminina de futebol do SLB a conquistar o campeonato. E nós vivemos esta história com elas. Que nada lhes falte."

Ricardo Santos, in O Benfica

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Quando reabrem os shopp... perdão, os estádios?


"Terminou, finalmente a temporada 2020-2021, e há uma conclusão óbvia: o Benfica não vive sem adeptos. Quantos golos a mais teriam sido marcados na baliza sul com a Luz cheia, estivesse em campo o Seferovic, o Darwin ou o Manuel Luís Goucha? Quantos empates teriam sido vitórias? Como teria sido a exibição no Bessa? Quantas assistências teriam feito o Grimaldo e o Diogo Gonçalves, quantos desarmes mais teria feito o Otamendi? A pandemia afectou vários sectores, mas nenhum sofreu tanto como o Benfica. O Barbas ser obrigado a fechar o restaurante, ele até aceita. O Barbas ser obrigado a fechar o restaurante e ainda ser impedido de entrar no Estádio da Luz já se torna intolerável.
Há outras teorias que pretendem encontrar uma justificação para o fracasso total da época do Benfica. O ataque da covid-19 dentro do balneário, erros de arbitragem, erros do treinador, erros do presidente. Há opiniões para todos os gostos. Não há treinadores de bancada porque estão fechadas, mas não faltam treinadores de Twitter e Facebook absolutamente convictos das suas certezas inabaláveis. Na vida, eu tenho apenas duas: um dia hei de morrer e mesmo depois de o meu coração parar de bater continuarei apaixonado pelo Benfica.
Perder não faz parte do nosso ADN e quando acontece é normal colocar tudo em causa. Eu próprio teria sido capaz de rescindir contrato com todos os jogadores e equipa técnica depois da derrota com o Gil Vicente. Assim como teria assinado contrato vitalício com toda a gente depois dos 5-0 ao Sporting na Supertaça. Para se perceber o que mudou em menos de dois anos não basta olhar para o relvado a maior diferença está nas bancadas."

Pedro Soares, in O Benfica

Taça da Vergonha


"Lamentavelmente, o árbitro foi o principal protagonista da final da Taça de Portugal.
Ao tomar uma decisão absurda, aparentemente sancionada pelo VAR, condicionou de forma irremediável a partida, limitando a capacidade do Benfica para fazer face a um adversário já de si forte e organizado.
Como disse Jorge Jesus, o Sporting de Braga teve mérito na forma como aproveitou um erro do qual, não teve culpa. A partir daí, contra dez, foi de facto melhor. Ninguém sabe o que aconteceria se não tivesse havido expulsão. O que é certo é que, assim, o jogo ficou manchado.
Não estou nada seguro de que tenha sequer existido falta de Helton Leite sobre Abel Ruiz. O que tenho a certeza, e toda a gente viu menos o Sr. Nuno Almeida e quem o assistia no VAR, é que o avançado do Sporting de Braga tentou contornar o nosso guarda-redes no sentido da bandeirola de canto, não estando enquadrado com a baliza. A não haver toque, seria cartão amarelo para o espanhol por simulação. Existindo toque, era livre contra o Benfica e amarelo para Helton. Expulsão? Só por manifesta incompetência, perturbação ou até estupidez, para não dizer outras coisas.
O que fica é uma Taça de Portugal perdida. Tal como já ficara um campeonato, onde as arbitragens, só em grandes penalidades por assinalar, nos terão subtraído uns oito pontos. Talvez não dessem para chegar ao título, mas pelo menos dariam para o acesso directo à Champions League, na vez de um clube que teve a seu favor 16 penáltis(!!!), alguns dos quais verdadeiramente ridículos.
Ao fim de tantos anos, o futebol português ainda é o que era. Até quando?"

Luís Fialho, in O Benfica

Gloriosas campeãs


"Luís Filipe Vieira é o presidente responsável pelo nascimento do futebol feminino do SL Benfica e os resultados estão à vista. Lembro-me das suas palavras no início do projeto e da ambição - ser campeão nacional e participar na Liga dos Campeões. A promessa foi cumprida. Curiosamente, a participação na Champions precedeu a conquista do campeonato, que só foi retardada devida à maldita pandemia. Graças a uma planificação exemplar levada a cabo pela Direcção, sobretudo pelo vice-presidente, Fernando Tavares, o grupo de trabalho foi de uma dedicação e entrega exemplares. Primeiro com Luís Andrade ao leme, depois com Filipa Patão, a equipa só teve um objectivo - conquistar a Liga. Lembro-me bem das finais com Sporting e Famalicão, sem esquecer todos os adversários que abrilhantaram a conquista histórica.
Uma palavra especial para as nossas capitãs - Darlene, Sílvia Rebelo e Pauleta. Num plantel em que sobressaiu o colectivo, algumas individualidades destacaram-se - Carolina Vilão, Catarina Amado, Andreia Faria, Ana Vitória, Nycole, Cloé Lacasse e Francisca Nazareth, esse verdadeiro talento que espalha magia por todos os relvados. Lúcia Alves foi uma das revelações, pela sua adaptação a lateral-esquerda, tal como o papel de Matilde Fidalgo nas laterais. Sem esquecer as intransponíveis Carole Costa e Ana Seiça. Ou ainda as jovens centrocampistas, Beatriz Cameirão e Christy Ucheibe.
Sempre insatisfeita, a Direcção aproveitou o mercado de janeiro para reforçar a equipa, contratando a extraordinária guarda-redes e internacional brasileira, Letícia, e a matadora Marta Cintra."

Pedro Guerra, in O Benfica

Futebol social


"O papel dos clubes de futebol no desenvolvimento social e na sustentabilidade é, cada vez mais, necessário, importante e reconhecido.
Necessário, porque os problemas sociais se agravam, das injustiças às exclusões e segregações, mesmo em democracias avançadas e países desenvolvidos. As soluções tradicionais do Estado social, da filantropia e das solidariedades organizadas, parecem esgotar as suas soluções e mostram falta de eficácia em diversas situações onde é preciso uma capacidade de inovar e, sobretudo, um grande poder comunicacional e de motivação massiva.
Importante, porque o alcance dos clubes de futebol nas nossas sociedades é imenso e em grande escala. Chegam onde mais ninguém vai e são ouvidos, por isso podem ser excelentes veículos de transformação social e assumir a sua importância na vida actual, para além das dimensões desportiva e lúdica, nas dimensões comunitária, ambiental e social.
Reconhecido, porque há várias décadas que países com Ligas de referência europeia, como o Reino Unido, Espanha, Alemanha e outros, habituaram a opinião pública a que a chamada indústria do futebol está atenta aos problemas da vida e dá um importante retorno à sociedade. Também em Portugal a Liga criou a Fundação Futebol e tem estimulado o papel dos clubes nos domínios do social e do ambiente. Este prémio e disso um exemplo prático e feliz. Obrigado pelo galardão, o prémio honra-nos e motiva-nos a continuar este sonho solidário de todos os benfiquistas!"

Jorge Miranda, in O Benfica