Últimas indefectivações

sexta-feira, 20 de março de 2015

Lutar pelo título dentro do campo

"Foi de forma categórica que o Benfica venceu o SC Braga no passado fim-de-semana, com um estádio repleto de alma e apoio.
Enquanto o treinador da equipa rival estudava latim, o Benfica deixou dentro de campo, mais uma vez uma boa exibição, e uma clara vitória. Esta semana o treinador rival voltou ao seu tema único, o Benfica, julgo que é a estratégia correcta a que o rival tem seguido. Lopetegui sabe que sem as exibições arbitrais menos conseguidas nos jogos do FC Porto contra o Estoril, SC Braga e Penafiel, e o seu clube já estava fora da corrida pelo título.
O Benfica não pode distrair-se com esse ruído, e amanhã terá o mais difícil jogo até ao embate contra os azuis e brancos. Em Vila do Conde só se podem esperar dificuldades. O Rio Ave é tradicionalmente difícil e muitas vezes nos deixou amargos de boca. Não há nenhuma razão para euforia mas há razões para acreditar que se pode continuar a jogar bem e a vencer.
Gaitán faz muita falta, foi quando ele não jogou que se perderam todos os pontos da segunda volta, é por isso que se pede ainda mais concentração e empenho aos que vão jogar amanhã. Não vou discutir o amarelo que o tirou deste jogo, nem quem o mostrou, nem a forma como aconteceu. Fica a deixa para saber o que diria o treinador portista se perdesse um jogador decisivo por uma decisão assim.
Se Jorge Jesus passasse as suas conferências de imprensa a falar do rival o que já se tinha escrito sobre o treinador do Benfica. Eu por mim, prefiro assim, vê-lo concentrado a treinar e a colocar o Benfica a jogar bem.
Temos que jogar ao ataque dentro de campo, temos que ser competentes dentro do campo, temos que lutar dentro do campo. Fora do campo, dita a história, que houve sempre quem fosse melhor. Todos ao Estádio dos Arcos apoiar aqueles que dentro de campo lutam pelos títulos."

Sílvio Cervan, in A Bola

3.ª período assustou !!!


Algés 67 - 81 Benfica
17-23, 17-21, 15-7, 18-30

O Benfica tem o melhor plantel do Basket português, é um facto. Mas é bom reconhecer que temos alguma veterania no plantel. E quando temos pela frente uma Final 8, onde se tudo correr bem, vamos fazer 3 jogos em 3 dias... A gestão do plantel, é obrigatória. Aliás, pessoalmente, atribuo a este Formato (Final 8), uma das razões para esta competição ter fugido tantas vezes ao Benfica... só o ano passado conseguimos levantar o troféu, após uma longa 'seca'!!!
Hoje, a 'gestão' do 3.º período correu mal!!! 7 pontos e 10 minutos é realmente muito pouco...
Mas a resposta ao 'falso' equilíbrio no marcador, foi boa... agora, amanhã não podemos 'relaxar'!!!

PS: Li uma notícia interessante hoje: parece que os Corruptos estão interessados em regressar à Liga!!! Mas têm uma condição: querem 6 estrangeiros por equipa!!! Dizem que o Benfica e o Guimarães têm os melhores jogadores portugueses, e que o mercado interno de qualidade é curto, portanto querem 'equilibrar' as coisas, com estrangeiros!!!
Espero que o Benfica esteja atento a mais esta xico-espertize, já no Andebol o domínio dos Corruptos começou a ser alicerçado na alteração dos regulamentos da FPA, com um alucinante protocolo com Cuba!!!
Esta gente, já provou várias vezes, que não merece qualquer consideração...

to be continued...


Cuidado com a azia

"O fim de semana passado foi de enorme azia para o segundo clube com mais adeptos em Portugal - o anti-Benfica. No sábado, com mais de 60 mil nas bancadas, a equipa principal de Futebol deu uma lição de Futebol ao SC Braga e manteve a liderança incontestada da Liga. Mas as razões para o mal estar gástrico foram ainda mais e maiores:
- A equipa feminina de Hóquei em Patins sagrou-se Campeã da Europa. Um feito histórico, tanto mais que foi a primeira vez que as raparigas do SLB participaram na competição;
- No Atletismo, mais dois títulos de Campeão Nacional para o Benfica, no crosse longo, em masculinos e femininos e com vitórias individuais de Dulce Félix e Rui Pinto;
- Os Tricampeões nacionais de Basquetebol despacharam o Maia Basket por 108-54, o dobro da pontuação, e continuam à frente do Campeonato;
- No Hóquei em Patins masculinos, apuramento para os quartos-de-final da Taça de Portugal com uns expressivos 11 a 1 ao Alcobaça;
- No Voleibol, os também campeões nacionais iniciaram a defesa do título com uma vitória por 3-0 sobre o Sporting de Espinho na meia-final do play-off. Isto depois de, durante a semana, já terem conseguido na Grécia o apuramento para as meias-finais da Challenge Cup;
- A equipa de Andebol masculino venceu a primeira mão dos quartos-de-final da Taça Challenge, na Polónia, por oito golos de diferença;
As farmácias de Portugal estão em risco de ruptura de stock. A procura por Kompensan, pastilhas Rennie e sais de frutos tem excedido as expectativas. E promete não ficar por aqui. Mas cuidado com a auto-medicação. Consulte sempre o seu médico ou farmacêutico."

Ricardo Santos, in O Benfica

Levados ao colo

"A estratégia nem sequer é inovadora. Gizada a norte e socorrendo-se de ventríloquos e canetas de aluguer na comunicação social para difundir-la, é implementada sempre que pressentem que o Benfica lhes poderá ganhar.
Os objectivos são óbvios e diferidos no tempo. No imediato, tentam condicionar o que resta da época. Se não funcionar, fica lançado o 'soundbyte' com que pretendem retirar mérito à vitória Benfiquista e, dessa forma, acalmarem as suas hostes e prepararem a temporada seguinte. E, claro, contando sempre, sem necessidade de a solicitar, com a colaboração, nessa demanda, dos idiotas úteis do Lumiar que, da sua míngua de títulos, não brotam grandes lamentos desde que seja outro clube, que não o Benfica, a conquistá-los.
O 'Levados ao colo' não é mais que uma nova versão dessa estratégia, assim como o 'Estorilgate', o 'Campeonato do túnel' ou o 'Campeonato do Capela' o foram.
Importará para o caso que a utilização de 'casa emprestada', para a obtenção de maiores receitas de bilheteira, fosse uma prática comum em jogos aos 'três grandes'? Ou que o 'túnel da Luz' não mais tenha sido que agressões e insultos a 'stewards' da autoria de cinco jogadores portistas? Ou que o árbitro João Capela seja pouco apreciado pelos Benfiquistas pois, entre várias más decisões em prejuízo do Benfica, conta-se, por exemplo, a expulsão de Cardozo, num Benfica-Sporting, por dar uma palmada na relva?
Claro que não! O que não surpreende. A invenção do 'caso Calabote', em resposta aos tristes, vergonhosos e reais 'quinhentinhos', 'férias no Brasil' e 'fruta', demonstrou, com perfeição, as tendências propagandísticas e revisionistas dessa gente."

João Tomaz, in O Benfica

Sagrado coração de Jesus

"Passaram Javi Garcia, Matic e Fejsa, mais Ramires, Witsel e Enzo. Eis, agora, Samaris e Pizzi nas mãos do artesão da Luz.

O Benfica teve Javi Garcia, depois teve Matic, depois julgou que teria solidamente Fejsa. Teve, ali mesmo ao lado de cada um daqueles, Ramires, depois Carlos Martins ou Rúben Amorim, a seguir Witsel e nos últimos anos Enzo Pérez. De todos eles, resta apenas Rúben Amorim, e nem sempre disponível, se considerarmos que Fejsa ainda continua à espera de saber se conseguirá (e oxalá consiga, naturalmente) voltar a ter condições para discutir um lugar na equipa principal após tantos meses afastado pelas graves lesões nos joelhos.
Quer isto dizer que Jorge Jesus tem tido, realmente, a necessidade permanente de reconstruir o chamado coração da equipa, estabilizada, mais coisa menos coisa, na defesa - mesmo alterada, esta época, em mais de 50 por cento se incluirmos o guarda-redes - e no ataque, suportado pela incrível capacidade colectiva de Gaitán, Salvio e Lima, desta vez verdadeiramente reforçados pela genialidade e inteligência de Jonas.
Desta vez Jesus pegou nas peças do seu lego e, aos poucos, foi procurando um coração novo para a equipa. Demorou tempo porque essas coisas precisam sempre de tempo, mas eis que o treinador do Benfica apresenta Samaris e Pizzi que, não sendo, claro, Matic e Enzo, foram, na minha opinião, os melhores em capo há 8 dias, com o Braga.
O treinador do Benfica é mesmo um artesão do futebol.

Parece não haver qualquer dúvida, nesta altura, sobre a intensa luta que Benfica e FC Porto vão ter de continuar a travar na corrida ao título de campeão do futebol português. É, pelo menos, essa a expectativa, naturalmente quebrada no fim de semana em que eventualmente venha a aumentar a distância entre os dois rivais. Pode, pelo contrário, suceder que seja o FC Porto a aproximar-se do campeão em título e nesse caso a luta será titanicamente travada nestes dois meses que restam de campeonato.
Benfica e FC Porto jogam os dois este sábado em campos tradicionalmente difíceis, o Benfica em Vila do Conde frente a um Rio Ave ferido pela classificação talvez abaixo da expectativa, e o FC Porto na Madeira, a ter de medir forças com um Nacional provavelmente atingido pela mesma sensação da época um pouco menos conseguida do que seria de esperar. Benfica e FC Porto que se ponham, pois, a pau. Estão proibidos de se distrair.
(...)"

João Bonzinho, in A Bola

Roma ardeu mas o Benfica não

"Existem várias versões sobre a causa do incêndio em Roma que se verificou no ano de 64 DC.
A versão mais contada da sua causa, é a de que os moradores que habitavam as construções de madeira, usavam do fogo para se aquecer e se alimentar. Por algum razão o fogo se alastrou.
Para piorar a situação, ventos fortes arrastavam o fogo pela cidade.
Outra versão famosa, é de que o imperador Nero teria ordenado o incêndio com o propósito de construir um complexo palaciano, já que o senado romano havia indeferido o pedido de desapropriação para o obra.
Há ainda a versão, concebida por romancistas cristãos pósteros que, a, atribuindo ao imperador a condição de demente, pretendem que ele provocou o incêndio para inspirar-se poeticamente e poder produzir um poema, como Homero ao descrever o incêndio de Tróia.
Segundo algumas fontes, enquanto o fogo consumia a cidade, Nero contemplava o cenário, tocando com a sua lira.
Esta cena é retratada no romance 'Quo Vadis'.
Todavia, o facto de, posteriormente, ter usado os seus agentes para adquirir, a preço vil, terrenos nas imediações do seu palácio, com a sua provável intenção de ampliá-lo, tornou-o suspeito, junto do povo, de ter responsabilidade no sinistro.
Cá no nosso Burgo, o MP arquivou o inquérito sobre o incêndio na bancada do Estádio da Luz.
Ora, isto não significa obviamente que a investigação tenha andado mal, até porque o mesmo processo foi arquivado por não se terem descoberto os seus autores, já que o incêndio é impossível de se desmentir. Mas esta realidade também não implica necessariamente que o processo não possa ser reaberto.
Os Benfiquistas não se devem esquecer disto.
Hoje, como amanhã e ontem, temos de fazer um rewind de todos os elementos que nesse dia saíram do Estádio de Alvalade, um grupo muito pequeno, constituído por 18 pessoas, em direcção ao Estádio da Luz e que fizeram questão de tirar fotografias.
Essas mesmas fotografias, foram-me fornecidas na altura por um elemento dissidente do grupo e constará dos meus registos eternos.
Confesso que não sou delactor e não me compete proceder a investigações aprofundadas sobre as situações que acontecem, sendo certo que também sei quem acabou por receber os homens da investigação no Estádio José Alvalade quando estes foram à procura de matéria incendiária, ou melhor, de eventuais 'acendalhas'.
Tenho pena de constatar que um grande treinador português tenha feito parte desse grupo que consta da fotografia mas também nada garante nada contra ninguém, e muito menos eu que não sou Policial.
A vida é como é e a cada um o seu galho, ou como sói dizer-se, a cada macaco o seu galho!
Penso no entanto que poderão estar reunidas as condições para se investigar de forma mais profunda, os autores morais de tão ignóbil tragédia. A ver vamos!"

Pragal Colaço, in O Benfica

A Onda Vermelha

"O espaço desta coluna não chegaria para destacar todas as vitórias que o nosso Clube alcançou na passada semana, com o realce que cada uma delas merece.
Teria de escrever sobre Andebol, e sobre a impressionante vitória na Polónia, na 1.ª mão dos quartos-de-final da Taça Challenge. Teria de escrever sobre Voleibol, e o claro triunfo perante o SC Espinho no primeiro jogo das meias-finais do Play-off. Teria de mencionar mais ma gorda vitória do Basquetebol no campeonato que há muito lidera. Teria de falar de Atletismo, e da limpeza nos nacionais de Corta-Mato. Teria, sobretudo, de saudar as meninas do Hóquei em Patins, que alcançaram um feito histórico de suprema grandeza, tornando-se Campeãs da Europa - aliás, o desporto feminino tem sido uma aposta do Benfica, tratando-se de uma vertente com franca margem de progressão. Mas posso também falar de Futebol, e do enorme espectáculo a que assistimos no Sábado, quer dentro do campo, quer nas repletas bancadas da Luz, onde mais de 60 mil deram voz à alma de campeão. A sensação que se colhe de uma experiência como aquela é a de que um Benfica assim é imparável.
Somos muitos, e, quando unidos e capazes de transmitir confiança e vibração à equipa, tornamo-nos esmagadores. A prestação dos jogadores foi notável, e dois golos souberam a pouco para tanto futebol. O colorido das bancadas fica na retina de quem o viveu (o horário dos jogos também ajuda, como tem sido demonstrado ao longo destas duas épocas).
Ficou bem claro qual o caminho que teremos de percorrer para que o sonho do bi-campeonato se transforme numa doce realidade. É seguir em frente."

Luís Fialho, in O Benfica

Semana Fantástica

"Está de parabéns o Sport Lisboa e Benfica! Conseguiu uma semana fantástica, em que os resultados se misturaram com fantásticas e sólidas perspectivas de futuro. Como?
A vitória frente ao Sporting de Braga não foi só a obtenção de três pontos e a manutenção da margem de avanço para o nosso competidor directo na luta pelo título nacional. Foi também uma autêntica lição de Futebol: desde a persistência de Eliseu à magia de Gaitán, o reencontro com o SC Braga foi em tudo um hino à beleza do Futebol do Benfica. Um hino à nossa melhor tradição: posse de bola, ofensividade, controlo do meio campo, criatividade no esforço de concretização. Foi, ao mesmo tempo, uma importante vitória moral: não só destruímos de vez a ideia de que por qualquer poção mágica o SC Braga estaria invencível aos 'encarnados', como deixámos a mensagem certa aos nosso perseguidores. E, claro, acima de tudo, a pressão continua e continuará do lado do FC Porto.
Mas esta foi uma semana fantástica também porque o esforço da aposta nas modalidades continua a render os seus frutos. Todos, sem excepção, o começam a perceber. A sagração europeia da equipa de Hóquei em Patins feminina do Benfica não podia deixar de merecer o nosso forte aplauso e vivo entusiasmo. É um esforço da comunidade, dos adeptos e do Clube. Mas é sobretudo um incrível empenho das nossas jovens atletas que, não sem sacrifício pessoal, nos transmitem tamanha força e exemplo.
Termino com a seguinte mensagem: sinto que esta vitória histórica só pode prenunciar um fim de épcoa cheio de vitórias para o SLB."

André Ventura, in O Benfica

Heróis e vilões

"A vida está cheia de vilões que já foram heróis e, até de heróis que já foram vilões. E, por estes dias, é cada vez mais essa visão simples que vai partindo o mundo ao meio, separando, radicalizando ideias, preto e branco, vermelho e bem um lado, o mal do outro...
Vê-se na política: olha-se para Espanha, Grécia, Brasil ou Venezuela e a luta de classes entre esquerda e direita ganha contornos de ódio como há muitas décadas não se via...
Vê-se na sociedade: falar de ricos e pobres de forma vincada voltou a ser tema, cegamente utilizado pelo populismo democrático que as redes sociais como o facebook permitiram...
E, claro, vê-se no futebol. Estava a ler a interessante entrevista a Abel Xavier que hoje publicamos nas páginas centrais e correu-me aquele que é, muito provavelmente, o melhor exemplo de como heróis e vilão podem caminhar lado a lado, no mesmo dia, no mesmo local, à mesma hora, eventualmente separados por minutos...
Lembrava-me eu daquela meia-final do Euro-2000, contra a França, a da mão de Abel na bola, dentro da área, já no prolongamento. A mão do penalty que resultou no golo de ouro (quem marcasse primeiro no prolongamento ganhava) de Zidane e que deixou a França na final...
Abel Xavier transformou-se nesse instante (aos 117 minutos) num dos vilões do futebol português. O que muitos já não recordam é que, menos de meia hora antes, aos 90+2 e com o jogo empatado (1-1), Abel fez com a cabeça aquilo a que se chama um golo feito mas viu Fabian Barthez, então o melhor guarda-redes do mundo, fazer defesa impossível e negar-lhe o papel de grande herói do futebol português - esse golo resultaria na nossa primeira final.
15 anos depois continuamos a não perceber a proximidade entre heróis e vilões. Pior: é hoje mais fácil do que nunca disparar para este lado e, logo depois, atacar o outro... Basta ver como Ronaldo era há tempos o maior da cantareira e hoje «está em fim de carreira» (Stoitchkov); e como Messi já era um zombie e, hoje, volta a ser «o melhor de sempre»."

João Pimpim, in A Bola

Uma pergunta a Lopetegui

"Algum jogador foi mal expulso quando defrontou o Benfica? Esta é a questão que gostava de ver respondida pelo treinador do FC Porto. Lopetegui refere-se a este dado estatístico quase todas as semanas mas limita-se a sublinhar o facto, deixando no ar a ideia de que o Benfica está a ser beneficiado, mas sem concretizar. Qual o jogador? Ou quais os jogadores mal expulsos?, repito. Atirar com números para a discussão de qualquer situação sem os contextualizar, sem os interpretar, vale... nada. É o que o espanhol está a fazer. Mesmo que visse os lances com lentes azuis, era preferível enumerar os erros do que deixar no ar a ideia de que todas as expulsões foram erradas e decididas apenas para favorecer o Benfica. Porque, na verdade, não foram, como ele muito bem sabe.
Pelo menos até ao Benfica - FC Porto, aposto, este será o 'prato do dia'. Serve de desgaste e, no limite, pode condicionar um ou outro árbitro (o tempo em que os condicionava a todos, felizmente, ficou lá atrás, no século XX). E Jesus, com alguma ingenuidade, está a entrar neste jogo quando destaca que determinada expulsão sucedeu quando a equipa já ganhava por um ou por dois ou por três. Neste ponto, os 'mind-games' de Lopetegui estão a resultar, porque já mexeram com a cabeça do treinador do Benfica, que hoje deverá voltar a ser confrontado com as declarações do homólogo portista.
Infelizmente as coisas são assim: discutem-se mais as questões ligadas com a arbitragem do que o futebol jogado. E o pior é que muita gente (a maioria?) até acredita que os campeonatos (ainda) se resolvem por favores ou erros dos árbitros. No geral, ouvimos isso aos nossos pais e passamos a mesma ideia aos nossos filhos. Desgraçadamente.
Desportivamente, tudo se resume a isto: a desvantagem que o FC Porto tem para o Benfica é significativa. Por muito que se queira dar a entender o contrário. A pressão que se pretende atribuir ao Líder está, isso sim, em cima do 2.º classificado. Porque não depende apenas dos seus resultados para chegar ao título e porque terá de deslocar-se à Luz. Ao invés, o Benfica ainda entra em cada campo com uma certeza: pode perder, que mesmo assim sai de lá sem ver ninguém à sua frente."

Expulsões...

"O treinador do FC Porto analisou-as uma a uma? Mais do.que referências avulsas e de mau perder, o.que seria interessante seria que Lopetegui analisasse, uma a uma todas as expulsões de adversários do Benfica. E aí ficaria mais nítido que tipo de futebol defende Lopetegui. Isso é que era. Agora levar conversas de café ou de esgoto televisivo para conferências de imprensa, é de mau gosto e sobretudo mau perder. É que a estratégia neste.momento já não passa apenas por condicionar arbitragens dos jogos do FC Porto. No fundo é o reconhecimento de que.nada depende de si próprio ou da sua equipa. O eventual sucesso do Porto depende mais do Benfica do que de si próprio. Daí esta obsessão com as arbitragens dos jogos do Benfica. É tão nítido que chega até a ser pungente."

quinta-feira, 19 de março de 2015

E ainda dizem que o latim é uma língua morta

" 'E Pluribus Unum'. Ora aqui está o latim que nos assenta bem. A tradução oferece algumas liberdades mas o sentido é explícito. 'De Muitos, Um'. Ainda dizem que o latim é uma língua morta.

E o Benfica lá ganhou ao Sporting de Braga porque marcou dois golos e não sofreu nenhum. Enquanto os jogos de futebol se decidirem com golos é aos seus autores que ficamos a dever directamente a satisfação das vitórias.
Obrigada Jonas e obrigada Eliseu pelos vossos maravilhosos golos tão convenientemente apontados do meio da rua até para que nenhuma autoridade venha clamar, por exemplo, que ambos se encontravam fora-de-jogo ou, pior ainda, a obstruir o guarda-redes adversário.
Diz-se de tudo agora que o campeonato caminha para a sua decisão. Mas falar é fácil. Marcar golos é que não é fácil.
O que ajuda também nestas coisas das vitórias é o apoio dos adeptos e esse apoio não tem faltado em casa nem, muito menos, fora de casa como se tem visto de maneira brutal e exemplar este ano.
Tal como, aliás, já se viu em todos os anos para trás. E como também se verá em todos os anos para a frente.
O que não admira. E Pluribus Unum é o nosso lema e ora aqui está o latim que nos assenta, que nos define e que nos assiste. A tradução oferece algumas liberdades mas o sentido é bem explícito. 'De Muitos, Um'.
E ainda dizem que o latim é uma língua morta. Isto vive há mais de um século e viverá.
É, portanto, por mero despeito que anda o Lopetegui o gastar o seu latim, a tal língua mais do que morta, pretendendo através de aforismos condicionar os árbitros e empolgar os adversários do Benfica quando, afinal, isto do latim não é para todos. Ou se nasce ou não se nasce.

O presidente do Sporting prometeu aos jogadores que não voltaria ao Facebook para falar de futebol-jogado e uma fonte da direcção do Sporting justificou a decisão por circunstâncias que não beliscam minimamente a justeza, a operacionalidade e os bons resultados da antiga prática presidencial na arte do futebol-falado.
«Foi uma estratégia super-correcta porque o Sporting ganhou todos os jogos que se seguiram às críticas do presidente», explicou a já referida fonte do clube.
Neste campo tão desengraçado do futebol-falado as estratégias mais ou menos «super-correctas» dos emblemas nossos adversários devem ser motivo (ou não) de preocupação dos seus respectivos adeptos.
Já quanto às 'estratégias super-correctas' (ou não) do nosso emblema, cabe-nos reflectir sobre elas com a frieza possível que nem sempre é a necessária porque, tratando-se do nosso clube, corremos o risco de nos iludirmos por amor nestas apreciações.
Tenho, no entanto para mim, que esta última vitória do Benfica para o campeonato contra um adversário de respeito se ficou em tudo a dever aos dois golos marcados e à exibição colectiva e em nada ficou a dever às nossas vozes que se ergueram para espicaçar o adversário e amaldiçoar o árbitro que, por sinal, esteve quase sempre bem.
O facto de o Benfica ter vencido o Sporting de Braga em campo, e sem margem para discussão, não valida como 'super-correcta' semelhante 'estratégia' no nosso caso.
Quero eu muito acreditar na preponderância do futebol-jogado sobre o futebol-falado. É apenas isto.

ESTA foi uma semana rica em acontecimentos curiosos que dizem respeito a jovens futebolistas formados ou em formação no nosso laboratório do Seixal.
Vamos lá por partes.
Primeira parte:
O Valência está muito contente com João Cancelo e pretende assegurar a 100 por cento os serviços do lateral-direito. Mas o Valência não quer pagar os 15 milhões de euros constantes na cláusula do acordo assinado que transforma o empréstimo numa aquisição em definitivo.
Fará muito mal o Benfica se fizer um desconto ao Valência por João Cancelo tendo em conta que foi pelo mesmos 15 milhões que o Mónaco adquiriu os serviços totais de Bernardo Silva e ainda se ficaram a rir. É preciso equilibrar os valores. Não chega dali, sobra de acolá…
Segunda parte:
Romário Baldé quis marcar um penalty à Panenka no jogo da equipa de sub-19 com o Shakhtar e a coisa saiu-lhe francamente mal. Se a bola tivesse entrado, bastava uma rabanada de vento, teria sido francamente genial.
Mas não foi. O Benfica acabou por se ver eliminado pelos ucranianos e uma facção do público castigou cruelmente o jogador de 18 anos deixando-o em lágrimas.
Das bancadas ouviram-se barbaridades irrepetíveis e outras reproduzíveis como 'parece impossível', 'até pareceu que isto…' ou 'até pareceu que aquilo…'
Quando, na verdade, com o que Baldé até se pareceu mesmo na sua desastrada acção foi com um júnior. Que é exactamente o que ele é.
Cada vez mais me convenço de que um problema do Benfica é ser tão enorme em número de adeptos.
Se calhar devíamos ser um bocadinho menos mas muito melhores.
E mesmo assim encheríamos todos os campos do país, tal como vai suceder já depois de amanhã em Vila do Conde.
Terceira parte:
Dizem os jornais que Bernardo Silva está entre os pré-convocados do seleccionador Fernando Santos tendo em vista os próximos compromissos da equipa nacional. Como já não se lhe pode dar os parabéns na qualidade de nosso jogador, ficam aqui os parabéns a Bernardo Silva na qualidade de nosso consócio.
A cedência em definitivo de Bernardo Silva ao Mónaco provocou alguma sonora revolta entre os adeptos. Demagogias à parte e de um modo geral, os benfiquistas aspiram por ver os seus jovens da formação chegar à equipa principal e apoiam-nos patriótica e incondicionalmente desde que não nos falhem penalties por inexperiência em momentos cruciais de um jogo qualquer.

OS jogadores emprestados não deveriam por lei poder ser utilizados nos jogos contra os seus emprestadores.
E acabava-se logo com esta coisa mesquinha de se andar permanentemente a contabilizar o número, porventura excessivo, de jogadores emprestados que levaram com cartões amarelos que os impedem de defrontar o verdadeiro patrão na jornada seguinte.

A dupla de adultos Lima-Jonas tem produzido verdadeiras delícias para os nossos olhos. Na equipa B, a dupla de jovens Gonçalo Guedes-Jonathan Rodriguez anda a fazer exactamente a mesma coisa. Delícias. 
Ontem, no jogo com o Portimonense, o uruguaio marcou três golos. Foi substituído aos 80 minutos e assim, de fora, já não conseguiu marcar mais.
Foi bem substituído. Para receber os aplausos e também porque é um bocadinho falta de respeito aterrar, marcar 6 golos em 5 jogos e fazer primeiro um “poker” do que um “hat-trick”. Calma, que ele vai lá chegar. 

AFASTANDO o Arsenal, Leonardo Jardim juntou-se ao clube restrito de treinadores portugueses que chegaram aos quartos-de-final da Liga dos Campeões. É obra. Feliz mas não iludido, assim que o jogo da segunda-mão terminou Jardim não perdeu tempo a situar humildemente o seu Mónaco entre as demais sete melhores equipas desta edição da prova.
«Agora há sete equipas que querem jogar contra nós», disse o treinador madeirense. E há. Mas vai ser o Porto que vai sair ao Mónaco. Antes agora do que na final.

O presidente do Rio Ave veio dizer esta semana que não há clube em Portugal para lhe encher a casa como o visitante Benfica.
Ou seja, o jogo ainda não começou e os nossos adeptos já fizeram o seu trabalho esgotando a bilheteira em Vila do Conde.
Falta agora que a equipa faça o seu trabalho no jogo de sábado na luta com um adversário que lhe deu muitas dores de cabeça nas três finais disputadas no ano passado. Lembram-se?
Esta não será, no entanto, a quarta final.
Esta é a primeira final, a mais importante de todas."

Leonor Pinhão, in A Bola

Anotações

"1. Título europeu feminino para o Benfica, em hóquei em patins. Parabéns às jogadoras e a Paulo Almeida, seu treinador.
2. A final da Taça da Liga é num fim-de-semana em que também há campeonato! Ter-se-á previsto algum dom de ubiquidade dos finalistas?
3. Kayembe, jogador do Arouca emprestado pelo FCP, não jogou no Dragão. Eu pensava que este expediente era um exclusivo do Benfica...
4. Aos 5.º e 9.º cartões amarelos, um jogador é suspenso por 1 jogo. Agora há 34 e não 30 jornadas. Tendo estas aumentado 13,3%, seria adequado conformar a sequência de cartões. Por exemplo, passando a suspensão para 6 a 10 jogos.
5. D. Chaves e Tondela estão em posição de subir à 1.ª Liga. Se tal vier a acontecer, dois distritos do interior voltam a estar representados, o que é muito positivo.
6. O Chelsea está a sofrer golos depois de se adiantar no marcador. Mais recentemente e por 2 vezes, em casa, com o PSG e Southampton. Situação inabitual com equipas treinadas por Mourinho.
7. O Benfica lidera, a par do PSV, nas principais ligas europeias, o respectivo campeonato com mais percentagem de vitórias (21 em 25 jogos, 84%). Seguem-se Bayern (80%), Barcelona (78%), Zenit (74%), Juventus (70%), Chelsea (68%), Lyon (59%) e Club Brugge (57%).
8. O Porto é a defesa menos batida (10) nos campeonatos europeus. Seguem-se Benfica e Bayern (11).
9. O Belenenses está a fazer notável campeonato. Lito Vidigal foi despedido."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 18 de março de 2015

Goleada, em bom ritmo...

Benfica B 4 - 1 Portimonense

Esta equipa tem sido capaz do pior e do melhor, e normalmente estas fases prolongam-se por alguns jogos de cada vez... Neste momento, estamos claramente numa fase positiva, e hoje a qualidade extra o Fejsa, do Jonathan e do Guedes fizeram a diferença... Bem acompanhados pelos restantes jogadores. É daqueles jogos, onde ninguém jogou mal... Normalmente o destaque vai sempre para os goleadores ou dribladores... o Vítor Andrade, o João Teixeira e principalmente o Nuno Santos também jogaram bem. Mas tanto o Semedo, como o Rebocho estiveram bem. O João Nunes terá feito o seu melhor jogo na B, jogando num sistema de 2 Centrais... e até o Valente fez um excelente jogo: dominou no ar (muito importante, tivemos muitos livres laterais contra, e foi quase sempre o Valente a resolver...), e quando foi preciso deu a biqueirada para o 'Tejo'... nem sempre se pode jogar bonito!!!

1.ª parte praticamente perfeita. O Portimonense até entrou muito agressivo, mas com espaço entre a linha defensiva e o guarda-redes, o Jonathan, o Guedes, o Nuno Santos e hoje até o Andrade o Benfica é letal. Grande jogada no 1.º golo; maravilhoso gesto técnico do Jonathan no 3.º golo...
2.ª parte menos boa... O Portimonense marcou quase no primeiro ataque, a equipa recuou as linhas, e só quando o Jonathan marcou o 4.º (grande passe do Nuno Santos), voltámos a acalmar...
Num jogo onde fomos claramente superiores, tenho que referir ainda, o golo mal anulado ao Benfica, ainda com 0-0: o Valente não fez qualquer falta, aliás se alguém foi empurrado foi o próprio Valente!!! No 2.º golo, voltámos a marcar um golo, num Canto, que deveria ter sido penalty a nosso favor!!! (é uma especialidade que o Benfica tem vindo a aperfeiçoar!!!). O golo do Portimonense nasce de uma falta claríssima sobre o Nuno Santos que não foi assinalada... Além destes erros, os jogadores do Benfica foram agredidos várias vezes, com total impunidade... destaco uma patada ao Fejsa...!!!

Uma das dificuldades da afirmação dos jovens da Formação (equipa B incluída) é o tamanho do plantel principal. Com um plantel alargado é muito complicado um jovem 'ultrapassar' um dos jogadores menos utilizados da equipa A. Espero que na próxima época essa situação seja acautelada. Este ano, devido às várias lesões problemáticas (Fejsa, Sílvio, Amorim...) acredito que tenha existido algum excesso de precaução, porque as recuperações eram 'duvidosas', algo totalmente justificado...
Agora, fazendo futurologia, espero que o Jonathan (seguramente), o Teixeira, o Guedes, o Nuno Santos e o Semedo, façam parte das contas do plantel principal na próxima época... Se isso não acontecer, terão que ser emprestados, se ficarem na B, correm o risco de estagnarem... Além disso, é preciso 'abrir' espaço aos Juniores que irão subir de escalão: Dias, P. Rodrigues, Guga, J. Carvalho (creio que ainda serão Juniores para o ano), Lima, Gonçalves, R. Carvalho, Renato, Gilson, Yuri, Isaac, Berto...

M. Santos; Semedo, Nunes, Valente, Rebocho; Fejsa (Dawidowicz), Teixeira; Andrade, Guedes, N. Santos (Elbio); Jonathan (Sarkic).

Um treinador político

"Começo por dizer que não concordei com as afirmações de Rui Gomes da Silva antes do jogo Benfica-Braga, insinuando diferenças no comportamento da equipa bracarense quando defrontou o Porto. Sobretudo, porque se trata de um dirigente que, enquanto tal, não deve contribuir para a poluição emocional que se alimenta, especulativamente, de opiniões não comprováveis.
Lopetegui reagiu declarando, peremptoriamente, que os portugueses deveriam estar muito preocupados com aquelas afirmações porque vindas de uma pessoa que já foi ministro de um governo do país que agora o acolhe e lhe dá um avantajado emprego (e já esquecido, por certo, do que insinuou sobre as 'facilidades' do SLB contra o Marítimo). Permite-se Sua Excelência sentenciar politicamente em castelhano, dando conselhos ao povo português. Fiquei estupefacto com tanto conhecimento da vida política portuguesa de há 10 anos! O homem é mesmo um barra... Imagino o que seria, por exemplo, Nuno Espírito Santo dizer que o povo espanhol deveria estar muito preocupado com um qualquer dirigente do Real por ter sido ex-ministro. Cada vez mais entusiasmado, o imigrante de luxo - ora também investido nas funções de comentador da vida do Benfica - lá vai debitando o que lhe vão dizendo para dizer. Fala do Benfica dos anos 90, como se fosse portista desde pequenino, ainda que traído pela fresca memória. Não há jogo que não disserte sobre arbitragem (com excepções, como o Penafiel e Braga...). E até antevendo o Porto-Arouca, acabou por falar de uma expulsão no Arouca-Benfica. Não haja dúvidas: Lopetegui tem o lugar garantido por uns bons anos!"

Bagão Félix, in A Bola

Isto não passa só com aspirinas

"O futebol português está doente. Não se trata de alarmismo, trata-se, sim, de não fecharmos os olhos aos sistemáticos sinais que nos mostram qual é a realidade. As nossas melhores equipas podem fazer umas flores nas provas europeias, continuamos a ter capacidade para fazer muito dinheiro em vendas de jogadores e também  a gastar muito dinheiro em contratações; temos o melhor jogador do Mundo, o maior empresário do Mundo e o melhor treinador do Mundo, mas esses são medicamentos que apenas acalmam os sintomas mas não resolvem os problemas.
Os nossos estádios continuam a estar vazios na maior parte dos jogos, o campeonato tem pouca, ou nenhuma expressão internacional, os passivos dos maiores clubes são de várias centenas de milhões de euros e os bancos já deixaram de emprestar dinheiro. Vários clubes vivem quase para o dia a dia, são constantes as denúncias ou suspeitas de jogadores profissionais que não recebem ordenado a tempo e horas; sistemáticas as tentativas de compra de capital por parte de investidores que anunciam boas intenções, que depois não passam disso mesmo.
A última reunião da Liga dos Clubes, na passada segunda-feira, reconheceu, ela própria, uma projecção de passivo a rondar os seis milhões. A situação é muito grave, urgente. Como urgentes e incisivas devem ser as medidas de combate a este cenário. Luís Duque, o presidente da Liga, apontou que um dos caminhos pode passar pela redução do número de equipas e alteração das provas, uma decisão que me parece lógica e inevitável. A recente legalização das apostas desportivas é outra medida acertada e que peca apenas por (muito) tardia. Mas há mais por fazer; desde logo, por exemplo, a rentabilização dos direitos televisivos.
Ao mesmo tempo, e em primeiro lugar, é preciso que todos tomem consciência da situação e que deixem de olhar para o próprio umbigo. É que uma coisa não muda se não mudar a outra."

Nélson Feiteirona, in A Bola

Rainhas da Europa...!!!

O campeão

"Na semana passada escrevi que Lopetegui é um treinador 'by the book', que segue as regras estabelecidas, enquanto Jesus é um 'self-made man', que criou as suas próprias regras. Por coincidência, ou não, Jesus disse depois do jogo com o Braga: 'A metodologia de treino fomos nós que a criámos, não vem nos livros'.
Estas maneiras diferentes de estar no futebol reflectem-se nas respectivas equipas. O FC Porto joga muito bem mas não muda de registo, o Benfica é capaz do melhor e do pior.
Depois do jogo com o Basileia, em que o FC Porto fez uma soberba exibição, pensei: esta é de longe a melhor equipa portuguesa do momento. Mas depois da categórica prestação do Benfica contra o Braga, e da pobrezinha exibição do FC Porto contra o Arouca, todas as certezas voltaram a cair por terra.
Uma coisa pode dizer-se: o FC Porto cria poucas oportunidades de golo para a quantidade de jogo que produz. Repare-se que os quatro golos contra o Basileia resultaram de remates fora da área. E além disso não houve muito mais oportunidades.
O Benfica está no polo oposto: cria muitas oportunidades mesmo quando não joga nada. Pela dinâmica que cria no ataque, o Benfica consegue meter frequentemente 4 ou 5 jogadores na área, enquanto o FC Porto às vezes não tem lá nenhum.
Com estas características tão diferentes, tudo pode acontecer no clássico da Luz que vai decidir o campeonato. E, a propósito, note-se o seguinte: até lá o Benfica pode perder 2 jogos ou empatar três e anda fica só a depender de si próprio.
Já vista a questão do lado do FC Porto, basta o Benfica empatar um jogo para não depender de ninguém.
Por aqui se vê como o Benfica-FC Porto será decisivo. Quem o vencer será campeão."

Grego que foi o dono do jogo

"A pressão para fazer o que lhe era pedido impediu-o de expressar logo à altura do talento.

Samaris passou boa parte da época enredado em teia da qual só agora se libertou. Jorge Jesus pedia-lhe para cumpir o guião da posição 6 e ele, na dúvida, procurava ser perfeito a fazer o que mais gosta. Resultado: nem uma coisa nem outra.
Vem isto a propósito da exibição do antigo jogador do Olympiakos frente ao Sp. Braga, na qual selou, definitivamente, a conclusão do progresso de aprendizagem da função. O grego foi assombroso: travou qualquer intenção defensiva do adversário e agilizou muitas acções de ataque dos encarnados. Foi o dono do jogo. Valeu a pena esperar por ele."