Últimas indefectivações
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
O futebol português tem uma imagem uma desgastada e negativa. Será culpa do ‘bota-abaixo’ constante?
"Hoje em dia muita gente acredita que o futebol está repleto de gente tóxica, capaz de intervenções reprováveis e de más práticas constantes. As pessoas simplesmente não confiam na idoneidade e caráter dos agentes desportivos e de tudo o que advém do fenómeno.
Esse é um sentir que se estende de norte a sul do país. Basta estar atento a tudo o que se diz e escreve nas rádios e TV's, nos jornais e onlines e em cada esquina de cada rua que tenha um café ou um quiosque.
É assim, é exatamente assim.
Independentemente da realidade poder ser diferente da sua perceção (e quase sempre o é), a verdade é que esse sentimento de descrença generalizada em torno da indústria é alarmante e justifica reflexão.
Parece-me sensato procurar perceber o que leva tanta gente a pensar assim. O que leva tantas pessoas a não acreditarem em quem está em campo e em redor dele.
Para ser mais claro: por que é que o futebol português tem esta imagem tão desgastada e negativa? De onde veio a tendência para ver nele um lado obscuro? Será que as pessoas são todas pessimistas e maldizentes? Ou será mero desconhecimento e ignorância?
Estarão elas emocionalmente orquestradas para este ‘bota-abaixo’ constante? Ou será apenas a sua latinidade a falar, o coração a trair? Será que são influenciadas por notícias pouco abonatórias que surgem aqui e ali? Ou acreditam mesmo que há muita coisa a funcionar mal?
Confesso que, se tivesse responsabilidade no negócio, gostaria de saber. E gostaria de saber porque acho importante perceber que razões sustentam perceção pública tão cáustica e mesquinha.
Nada como ir ao fundo da questão, para procurar respostas. Afinal de contas, do que é que elas não gostam? De que é que desconfiam?
Dos árbitros? Da sua competência técnica ou da sua seriedade? Porquê? E como pode o setor mudar essa ideia? Que passos deve dar para tentar provar o contrário?
Será que desconfiam das políticas de quem gere Liga, Federação, Associações e até poder político? Se sim, porquê? O que fizeram - ou não fizeram - para que reine esse sentimento? E como podem mostrar-lhes que estão enganadas? Que podem fazer para mudar essa opinião?
Será que o que está em causa é o quilate ético e moral de alguns dirigentes desportivos? O seu caráter e honestidade? A transparência dos seus negócios? A forma como comunicam para o exterior? Se sim, como resolver essa questão? Que medidas devem ser implementadas para que não exista esse sentimento? Para que a crença regresse?
Será que, no fundo, há a sensação que, no futebol português, tudo é permitido, tudo é possível e nada é punido, com a conivência de muita gente (ir)responsável e de uma regulação disciplinar inócua, demorada e pouco punitiva?
Seja por que razão for - por alguma das apresentadas, pela soma de todas ou por outras que não vieram à baila - a verdade é que a indústria só ganhará o respeito da opinião pública quando responder às suas dúvidas e descrenças. Quando apresentar soluções que a façam mudar de ideias. Quando a convencer que está errada.
Enquanto não o fizer, jamais será valorizada no que de bom tem mostrado e construído. Parece injusto, mas infelizmente é assim que as coisas funcionam nos dias de hoje.
Tal como a política, também o futebol assenta muita da sua credibilidade na imagem que vende. Na perceção que os outros têm de si. É preciso ter a humildade e inteligência estratégica de perceber isso, agindo em conformidade.
Ou isso, ou os clientes finais jamais acreditarão na qualidade e seriedade do produto. Isso seria fatal e uma pena, porque este é mesmo o melhor desporto do mundo."
Estratégia...
"SLB vai aos Barreiros > Edgar Costa
FJM ataca Varandas > JJ/Vieira
SLB vai a Vizela > Valter Vieira
Um processo em segredo de justiça que é utilizado a conta-gotas e de acordo com o calendário desportivo e interesses do clube que o partilha. Tudo normal."
O caminho...
"A CNN Portugal continua a na sua missão de denegrir o bom nome do SL Benfica. Para que não se diga que são o FC Porto e o Porto Canal que divulgam este tipo de lixo informativo, o canal de Eduardo Moniz presta-se a este papel ridículo.
Numa notícia sensacionalista, tentam colar o SL Benfica a casos de corrupção desportiva e aliciamento de jogadores do Vitória de Setúbal e Belenenses, ao mesmo tempo que afirmam que nem se quer configurava crime de corrupção aquilo que querem fazer crer que era... um crime de corrupção:
"Na altura, os chamados pagamentos para ganhar não configuravam crimes de corrupção, o que passou a acontecer dois meses depois, numa alteração à lei em maio de 2017".
Sobre as escutas da W52-FCPorto nem uma notícia, nem qualquer desenvolvimento. Era mais que óbvio que sairiam mais pseudo-noticias sobre o SL Benfica para abafar o jogo de ontem, a expulsão do Otávio e os casos da "branca" da W52-FCPorto.
Depois de mais esta tentativa de sujar o nome do Sport Lisboa e Benfica pelo canal de José Eduardo Moniz, que nada faz para o impedir, só há um caminho a ser percorrido:
Convocar uma AG Extraordinária e VOTAR A EXPULSÃO DE SÓCIO de JOSÉ EDUARDO MONIZ.
Esta é a vontade dos sócios.
Carrega Benfica 🔴⚪🦅
Unidos somos mais fortes.
#RuaMoniz"
Pagamentos, à séria!!!
"E que tal o Kleber explicar de que foi este "pagamento" referido pelo mesmo , ainda por cima no Porto 🤔🤔
"Isso é o pagamento ... tomar o risco ou nao ? (Risos) "
Já agora , todos sabem por quem ele assinou depois ?"
𝗤𝘂𝗮𝗹 𝗮 𝗽𝗿𝗼́𝘅𝗶𝗺𝗮 𝗳𝗮𝗻𝘁𝗮𝘀𝗶𝗮 𝗱𝗼 𝗠𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗲́𝗿𝗶𝗼 𝗣𝘂́𝗯𝗹𝗶𝗰𝗼?
"O FC Porto acabou derrotado e viu-se reduzido a 10 jogadores por expulsão de Otávio, no jogo de ontem a contar para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, frente ao Inter de Milão. Este jogo pôs fim à trajetória de 4 meses e 22 jogos sem perder, tendo a última derrota sido registada contra o Benfica, no Estádio do Dragão.
Na Liga dos Campeões foram precisos apenas 7 jogos para que Otávio visse 3 cartões amarelos e 1 vermelho por acumulação. Presente no plantel do FC Porto em 15 dos 21 jogos disputados na liga portuguesa, apenas lhe foi exibido 1 cartão amarelo.
𝗠𝗲́𝗱𝗶𝗮 𝗗𝗶𝘀𝗰𝗶𝗽𝗹𝗶𝗻𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝗢𝘁𝗮́𝘃𝗶𝗼:
𝙇𝙞𝙜𝙖 𝙙𝙤𝙨 𝘾𝙖𝙢𝙥𝙚𝙤̃𝙚𝙨:
1 amarelo a cada 176 minutos.
𝙇𝙞𝙜𝙖 𝙋𝙤𝙧𝙩𝙪𝙜𝙖𝙡 𝘽𝙬𝙞𝙣:
1 amarelo a cada 1210 minutos.
𝗠𝗲́𝗱𝗶𝗮 𝗗𝗶𝘀𝗰𝗶𝗽𝗹𝗶𝗻𝗮𝗿 𝗱𝗼 𝗙𝗖 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼:
𝙇𝙞𝙜𝙖 𝙙𝙤𝙨 𝘾𝙖𝙢𝙥𝙚𝙤̃𝙚𝙨:
22 amarelos e 2 vermelhos em 7 jogos.
Média de 3.14 amarelos por jogo e 1 vermelho a cada 3.5 jogos.
𝙇𝙞𝙜𝙖 𝙋𝙤𝙧𝙩𝙪𝙜𝙖𝙡 𝘽𝙬𝙞𝙣:
41 amarelos e 2 vermelhos em 21 jogos.
Média de 1.95 amarelos por jogo e 1 vermelho a cada 10.5 jogos.
Se a isto juntarmos o facto de em 21 jogos o FC Porto ser a única equipa do campeonato com 0 penáltis concedidos e de em 7 jogos nas competições europeias ter visto 4 assinalados contra, fica clara a discrepância no critério disciplinar dos árbitros portugueses aplicado aos dragões.
Com o revelar das escutas hoje transcritas na comunicação social que comprovam doping na (agora extinta) equipa de ciclismo do FC Porto, com a derrota de ontem, com o aproximar da 22.ª jornada da liga, com 5 pontos de atraso para o 1.º lugar e com um Vizela-Benfica a disputar-se dentro de dois dias, p͟r͟e͟v͟ê͟-͟s͟e͟ q͟u͟e͟ o͟ F͟C͟ P͟o͟r͟t͟o͟ u͟t͟i͟l͟i͟z͟a͟r͟á͟,͟ u͟m͟a͟ v͟e͟z͟ m͟a͟i͟s͟,͟ o͟s͟ m͟e͟i͟o͟s͟ q͟u͟e͟ t͟i͟v͟e͟r͟ a͟o͟ s͟e͟u͟ d͟i͟s͟p͟o͟r p͟a͟r͟a͟ a͟b͟a͟f͟a͟r͟ ͟o͟ ͟m͟o͟m͟e͟n͟t͟o͟ ͟d͟o͟ ͟c͟l͟u͟b͟e͟ ͟e͟ ͟l͟a͟n͟ç͟a͟r͟ ͟t͟o͟d͟a͟ ͟a͟ ͟p͟r͟e͟s͟s͟ã͟o͟ ͟s͟o͟b͟r͟e͟ ͟o͟ ͟B͟e͟n͟f͟i͟c͟a͟,͟ ͟u͟t͟i͟l͟i͟z͟a͟n͟d͟o͟ ͟o͟ ͟M͟i͟n͟i͟s͟t͟é͟r͟i͟o͟ ͟P͟ú͟b͟l͟i͟c͟o͟ ͟c͟o͟m͟o͟ ͟s͟u͟b͟t͟e͟r͟f͟ú͟g͟i͟o͟ ͟p͟a͟r͟a͟ ͟d͟i͟f͟u͟n͟d͟i͟r͟ ͟m͟a͟i͟s͟ ͟p͟s͟e͟u͟d͟o͟-͟c͟a͟s͟o͟s͟ ͟e͟s͟t͟a͟p͟a͟f͟ú͟r͟d͟i͟o͟s͟ a͟ e͟n͟v͟o͟l͟v͟e͟r͟ ͟o B͟e͟n͟f͟i͟c͟a͟.
Será que se vai descobrir que, afinal, Alfa Semedo está inocente e foi Rui Patrício quem foi pago para dar o frango monumental que ditou a derrota do Sporting na Madeira aos 92 minutos da partida, deixando fugir o 2º lugar para o Benfica, em 2018?
Que ninguém se iluda. Vai ser esta a estratégia até ao final da época."
Mais uma encomenda...
"António Nobre - árbitro que teve uma noite infeliz em jogo da última jornada: GD Chaves x Sporting CP - com dois erros graves em prejuízo da equipa da casa, é agora nomeado VAR para o jogo do líder do campeonato.
Já era altura de alguém explicar qual o critério das nomeações."
Depois da amarelinha, agora a é branca...😏
"Escutas fresquinhas:
"Não...pá. Dá força, dá muita força."
E assim amanhã teremos mais notícias "bombásticas" sobre o SL Benfica. Vale a aposta?
#Doping #branca #droga"
1+0=2 !!!
"Pepe ficou indignado, por Lautaro não ter visto o segundo amarelo, num lance com Otávio.
Sobre esta cotovelada nem uma palavra!
P.S: alguém devia ter dito ao Pepe que o Lautaro não tinha nenhum amarelo, logo não podia levar o segundo."
Na Europa eles mostram...😏
"Otávio na Champions:
✅7 jogos - 3 amarelos - 1 vermelho;
Otávio na Liga da Farsa:
✅15 jogos -1 amarelo - 0 vermelhos;
Otávio na Taça da Cerveja:
✅4 jogos - 0 amarelos - 0 vermelhos;
Otávio na Taça de Portugal:
✅3 jogos - 0 amarelos - 0 vermelhos;
#apitoforjado #LigadaFarsa"
50 = 1 !!!
"De quase 50 crimes, apenas um foi confirmado: corrupção envolvendo camisolas... e bilhetes. Uma forma de corrupção luxuosa, portanto.
Infelizmente, o termo 'corrupção' tem sido usado de forma equivocada para descrever uma prática jurídica comum, o denominado voyarismo jurídico, mas que só se tornou alvo de críticas por envolver alguém ligado ao Benfica."
Quando mudar é necessário e o maior talento português D.C.
"De novo a velha pergunta da gestão: quando é necessário mudar? Antes que seja necessário.
Estranho como alguém tão inteligente como Rúben Amorim demorou tanto a perceber que se deteriorava o contexto tático, que depois também é mental e, por via disso, igualmente técnico, traduzido em erros inesperados, mas que tornam mais habituais, do guarda-redes ao ponta de lança. À terceira época plena no comando a equipa não melhora, regride. E é mais que os pontos, são os jogos, repetitivos, tristonhos, burocráticos.
Não ter um avançado goleador (não, não é Chermiti, que não tem ainda condições de o ser) apenas agrava o problema, não o explica. Não houvesse Marcus Edwards – joga tanto! - e cada nó seria ainda mais difícil de desatar. Amorim admite finalmente cansaço com o modo de jogar, estruturado sobre a eterna linha de cinco na defesa. Há muito que se nota. Aqui chegados, não há terceira via: ou Amorim muda este Sporting ou este Sporting vai mudar de treinador.
E já agora: claro que ganhar a Liga Europa salvaria a época, a do Sporting como a de outro clube qualquer.
O Barcelona mudou. Com dores de crescimento, algumas fortes, mas mudou. Xavi Hernández encontrou a porta do futuro resgatando o melhor das ideias do passado: Gavi e Pedri, émulos incríveis de Xavi e Iniesta, apoiados no futebol suave de De Jong e na geometria perfeita de mestre Busquets. Atrás tem agora defesas que são bons de pés e rápidos de pernas em simultâneo e na frente o génio orientador de Lewandovski, o Van Basten do século XXI.
O erro foi querer construir um outro estilo que era metade cruyjffiano-guardiolista e outra metade uma coisa indefinida, que acomodava tanto Rakitic, Arthur, Griezmann e o De Jong craque, como Arturo Vidal, Adama Traoré, Braithwaite e o De Jong matulão. Água e azeite dificilmente se misturam.
João Félix era água e azeite à vez, em Madrid, mais operário que artista por amarração tática, peixe fora de água quase sempre. Também ele deixou de persistir no erro de trabalhar com um treinador que até aprecia craques mas depois não sabe o que fazer com eles. Ou pior: tenta fazer deles outra coisa, quando os condena a um ostracismo distante da baliza adversária.
Um problema para Félix como antes para Cerci, Gaitán, Jackson, Morata, Lemar, também Correa, e agora até para Griezmann, que os anos lhe deram em compreensão do jogo o que lhe levaram de velocidade e para Simeone a segunda vale mais. Como jogador, Félix não cresceu com Simeone, apenas perdeu tempo.
Aos 23 anos está, todavia, a atingir a maturidade que lhe deve anular a intermitência. E está no campeonato que mais valoriza os artistas e o espetáculo, tem um treinador que aposta a sério nele e colegas que se espantam com o que é capaz de executar, nos treinos e nos jogos. Se as lesões o pouparem, só depende mesmo dele cumprir-se como o maior talento futebolístico nascido em Portugal D.C.. Depois de Cristiano, pois claro."
Carlos Daniel, in ZeroZero
Chovendo estrelas em Santiago
"Num torneio internacional o Santos venceu a Checoslováquia por 6-4. Há quem diga que nunca houve nada igual!
Com aquela ligeira e encantadora capacidade de atingir o exagero quase sem darmos por ela, o brasileiros nunca têm dúvidas em relação aos factos e, se a imaginação se sobrepõe aos factos, então que se lixem os factos e ponto final. Não tiveram dúvidas quando lhe chamaram O Melhor Jogo de Toda a História do Futebol e ainda menos dúvidas quando o apelidaram de Jogo Perfeito. E se julgam que estou a falar, por exemplo, da final do Campeonato do Mundo de 1970, bem podem esquecer. Falo de algo que, à vista de todos, pode parecer muito mais comezinho, um Santos-Tchecoslováquia (assim mesmo com T, à brasileira) a contar para um torneio internacional que se disputou em Santiago do Chile em Janeiro de 1965.
Convenhamos que não foram apenas os brasileiros a contribuir para a lenda dessa partida extraordinária levada a cabo pelo Santos de Pelé. O redator-chefe do Últimas Notícias, um periódico chileno, um fulano chamado Julio Martinez, não teve dúvidas e berrou nas páginas do seu jornal: «¡Que cierren el estadio!... ¡Después de esto hay que descansar un mes!.... ¡Voy a las boleterías a pagar de nuevo!» Acabara de assistir a um daqueles desafios que surgem uma vez na vida perante o olhar atento de qualquer apaixonado: os brasileiros tinham acabado de bater os checos, vice-campeões do mundo, por 6-4. Uma explosão de futebol ofensivo de parte a parte, um nunca mais acabar de oportunidades de golo, e nada menos de dez pontapés certeiros para serem devidamente festejados pelos felizardos que estiveram nessa noite no Estadio Nacional de Santiago. «Fue todo tan hermoso que el árbitro, Rafael Hormazábal, jugó cinco minutos de más. Y con toda razón. ¿Cuándo se va a encontrar en otra como esta?», concluía Julio.
Por mais que mergulhemos nos antigos e amarelados canhenhos em busca de pormenores eles são, convenhamos, dispensáveis. Por cima de tudo o que se passou na realidade naquela noite chilena o que importa é a poesia. E a lenda. Reparem neste episódio fascinante: todos os golos, todos os dez golos do diabo, surgiram como rajadas de metralhadora – 28m, Coutinho (1-0); 32m, Masny (1-1); 34m, Mraz (1-2); 45m, Pelé (2-2); 50m, Dorval 3-2); 60m, Masny 3-3); 61m, Coutinho (4-3); 77m, Vasnak (4-4); 85 e 90m, Pelé (6-4). Ah! Pois! Foi mesmo um jogo luciferino. E havia aquele ser etéreo que se chamava Edson Arantes do Nascimento, por extenso Pelé que ainda hoje ninguém foi capaz de descrever com recurso à prosa ou à poesia.
Martinez outra vez: «¿Qué pasaba si Pelé jugaba para los checos? A lo mejor el resultado se invierte. Por eso me quedo con el espectáculo. Por eso creo que en la historia del estadio Nacional – veinticinco años de fulgores y galas – no se ha visto nada superior!» No Brasil, soltavam-se louvores idênticos: «80 mil espectadores se puseram de pé, acenderam fogueiras com jornais e revistas e tributaram a ambos os quadros uma estrondosa ovação que demorou longos minutos, enquanto todos os rapazes brasileiros e checos se emocionaram até as lágrimas. Todos os jornais e revistas dizem que foi uma ‘partida inesquecível’, porque fazia muito tempo que não se presenciava um prélio tão extraordinário e tão belo. Sobre isso, não há opiniões contrárias e brasileiros e checos se transformaram em ‘regalo’ da torcida que acompanha este torneio Hexagonal, destacando-se o carinho arrebatador da mesma para com o ‘Rei’ Pelé e para o astro checo Masopust».
Quantos serão os que se recordam desse jogo maravilhoso? Quantos serão até os que alguma vez ouviram falar dele? Esta é a crónica das crónicas porque é feita à custa das crónicas de quem assistiu ao vivo a um dos momentos mais fervilhantes da história do futebol. Eu dou a palavra às testemunhas, como Antonino Vera, da revista Estadio: «El mejor partido que he visto, incluido tres mundiales. El choque de dos escuelas diferentes y la cabal demostración de cómo se puede llegar a lo mismo por distintos caminos. Los checos, ‘roperos de tres cuartos’, según muchos, hicieron mayor gasto; los brasileros, sutiles, Llegaron con mayor naturalidad. Los dos alcanzaron el propósito: jugar al fútbol en la forma más perfecta posible. Por primera vez en Chile, Pelé justifico ser el Rey y nadie puede dudar que resultara imposible superar una actuación tan acabada. Es el más grande jugador que he visto y ni Pedernera, ni Moreno, ni Di Stefano asoman como hombres completos si trazamos un paralelo con este fabuloso negro». E Pelé, por seu lado, tranquilo como sempre: «Não sei dizer se foi o melhor jogo de sempre. No campo só penso na bola e no golo». Ou seja, como cantou um dia Chico Buarque, limitava-se a avançar na vaga geometria, no sentimento diagonal, rasgando a linha. Nessa noite em Santiago não chovia. Ou melhor choveram estrelas sobre um relvado onde se desafiaram os deuses da parábola do homem comum. Com a bola pelo meio..."
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