Últimas indefectivações

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Grécia contra o Mundo

"A FIFA e a UEFA preparam-se para abrir mais uma frente de batalha na guerra contra as intromissões das leis estaduais na autonomia reguladora e poder coercivo das federações. Agora será com a Grécia (envolvida em várias frentes na luta contra o 'exterior'...). Mais uma vez, aliás, depois do conflito que sucedeu em 2006. A ameaça é a 'bomba atómica' do costume: suspensão da federação e consequencial exclusão das selecções e clubes gregos das competições internacionais. A causa é um projecto legislativo do governo grego que, depois dos incidentes verificados no campeonato principal (com interrupção da prova entre Fevereiro e Março), visa instituir um programa de combate à violência nos espectáculos desportivos e à corrupção no desporto. Os pretextos são as sanções e providências desse projecto - multas muito pesadas, inibição de participação nas provas internacionais, adiamento ou cancelamento de jogos, prevenção de comportamentos violentos, mudanças no procedimento de nomeação e no registo patrimonial de bens e rendimentos dos árbitros, etc. - e a possibilidade de ser o executado governamental a fiscalizar e a aplicar as penas. De Atenas do Syriza vêm ecos de que, em nome da ordem constitucional grega e da soberania do povo, não se aceitam ultimatos. E de que não se pretende abdicar da supervisão sobre o desporto que utiliza dinheiros públicos. No fim, a velha história: mandam mais as confederações sediadas na Suíça ou os governos eleitos em cada um dos países?
Confesso que continuo sem perceber os critérios a que a FIFA e a UEFA recorrem para salvaguardar as autonomias das federações nacionais e, numa outra vertente, o (alegadamente inviolável) respeito pelas cláusulas estatutárias que fecham o futebol no seio das organizações desportivas (e entidades reconhecidas, como o Tribunal Arbitral de Lausane). Fica sempre uma certa ideia de que a discricionariedade da FIFA e da UEFA é total e os cálculos políticos se sobrepõem nos casos em concreto - por exemplo, no controlo e punição do recurso a tribunais comuns dos Estados, activados nuns casos e esquecidos noutros (mesmo para casos semelhantes ou análogos no mesmo país, como no caso português), ou no respeito e execução dos 'casos julgados desportivos' das federações. Como também fica a convicção de que as federações nacionais (a nossa é disso ilustração) não têm denominador comum no cumprimento das obrigações e proibições da FIFA e da UEFA e respectiva comunicação. À Grécia resta testar novamente o braço com essa autocracia sem medida."

domingo, 26 de abril de 2015

Depois do jogo de hoje só me lembrei disto...


Até porque, como todos vimos, o gajo picou o Jorge Jesus no fim do jogo. Pois, estava todo cagado de ter jogado na Catedral, e com mau perder!

Juntos, estamos mais perto...

Benfica 0 - 0 Corruptos

Mais um passo na direcção certa. Foi um passo curto, mas foi um passo seguro. Acabámos por conquistar 1 ponto do confronto directo. A ladainha do 'só dependemos de nós', agora, só pode ser usada pelo Benfica.
Não deixa de ser curioso, que estamos mais perto do 34.º título nacional, logo numa época, onde o Jesus, tantas vezes criticado por ser demasiado ofensivo, nos dois jogos com os Corruptos, usou estratégias conservadoras!!!
O jogo não foi bonito. Um jogo sem oportunidades de golo, dificilmente será bonito. Apesar do jogo ser na Luz, eram os Corruptos que tinham menos 3 pontos, e portanto, eram eles que tinham que arriscar mais... Apesar de toda a bazófia no final do jogo, o onze titular dos Corruptos, foi construído para não deixar o Benfica jogar. A troca do Herrera e do Oliver, pelo Neves e o Evandro, foi para reforçar as marcações... e conseguiram...
O Benfica manco do Salvio, optou pelo Talisca (que como eu previ, não se adaptou à posição), mas de resto jogámos com a mesma estratégia...
Após o intervalo, com as substituições nos Corruptos (colocou em campo os habituais titulares), as marcações no meio-campo ficaram mais 'leves', e o Benfica melhorou, bastante. Não tivemos muitas oportunidades, mas pelo menos chegámos várias vezes à baliza do adversário...
No final da partida, a estatística dá muita posse de bola para os Corruptos, mas a maior parte dessa posse de bola, foi 'desperdiçada' em trocas de bola entre os defesas Corruptos, em zona recuada. Territorialmente, o jogo foi quase sempre jogado a meio-campo...
Sendo que a única verdadeira oportunidade de golo dos Corruptos, nasce de um erro 'individual' do Benfica, quando 3 jogadores nossos, foram 'marcar' o Brahimi e deixaram o Danilo sozinho para fazer o cruzamento (e depois parece-me que o Jackson faz falta sobre o Luisão). A outra suposta oportunidade na 2.ª parte, o Eliseu e o Júlio César resolveram bem a situação (parece-me que o Jackson estava fora-de-jogo).
Não vale a pena fazer analises individuais. Houve muita entre-ajuda, nem sempre as decisões foram as correctas, principalmente na saída para o contra-ataque... A adaptação do Talisca não foi feliz, o Pizzi esteve escondido... o Fejsa entrou bem (foi pena o golo desperdiçado)... O Maxi é sempre um dos melhores, o Luisão e o Jardel voltaram a estar muito bem. O Samaris já é dono da posição 6... O Lima e o Jonas acabaram por ter pouco apoio, já que o Benfica durante a maior parte do jogo, não conseguiu 'acampar' perto da área do adversário como costuma fazer... Até o Eliseu depois do Amarelo, se portou razoavelmente!!!
O Jesus no fim, concluiu que a entrada do Fejsa deu consistência ao meio-campo do Benfica. Espero que o Jesus não se esqueça desta evidência. Um dos problemas nos jogos fora do Benfica, é a dificuldade em controlar o meio-campo... É perfeitamente possível jogarem Samaris/Fejsa, inclusive com o Sérvio a fazer de '8'. A equipa não perde capacidade ofensiva. Bem pelo contrário, porque sem bola não podemos atacar... Em Barcelos jogava com os dois.
A arbitragem vai ser elogiada, é verdade que já assisti a muito pior... inclusive do próprio Jorge Sousa. Mas aquele critério disciplinar, que dá Amarelo ao Eliseu e ao Nico no 1.º tempo, e permite ao Alex Sandro e ao Casemiro chegar ao final do jogo sem qualquer cartão, é absurdo... além do 2.º amarelo para o Jackson!!! Uma referência também para o lance do cartão ao Gaitán, que nasce de uma falta descarada, para amarelo sobre o Talisca, que não foi assinalada... aliás, logo a seguir, outra falta não assinalada sobre o Maxi, ia dando outro lance de perigo...
Esta semana, assistimos a uma das mais vergonhosas campanhas de apoio a um Clube, contra o outro, em toda a (des)comunicação social desportiva. A forma como foi branqueada, a humilhante derrota por 6-1 em Munique, dos Corruptos, foi vergonhosa. Todos os profissionais, ditos independentes, deviam corar de vergonha, pela maneira como contribuíram para a motivação Corrupta, para o jogo da Luz... E agora, no final da partida, parece que vai começar outra lenga-lenga: "o Benfica não jogou nada, o Benfica não quis ganhar, os Corruptos é que jogaram para ganhar"!!! É assim em Portugal que se constroem mitos... Flopetegui, com um investimento brutal, arrisca-se a chegar ao fim da época, sem um único título... Talvez por isso, o nervosismo no final do jogo, era grande... E o Benfica, desinvestindo, arrisca-se a ser Bicampeão!!!
Nada está decidido. Só dependemos de nós. Podemos perder um jogo, nestas últimas 4 jornadas. Mas a melhor gestão, é vencer todas as partidas, a começar por Barcelos. Não podemos arriscar ir a Guimarães na penúltima jornada, a precisar dos 3 pontos. Não podemos voltar a dar esperança aos Corruptos.
Não temos jogadores castigados para a próxima jornada. Espero que o Salvio recupere, será muito importante... Apesar da posição do Gil Vicente na tabela, o jogo irá ser complicadíssimo... ainda nesta jornada o Soares Dias, resolver dar uma nova vida ao Gil (coincidência ter sido na véspera do jogo com o Benfica!!!), assinalando dois penalty's a favor do Gil, na vitória por 1-2 em Coimbra!!! Além dos obstáculos normais, não podemos desvalorizar o efeito: 'homem da mala'!!! O Gil está na luta pela permanência nem deve precisar de muitos incentivos (além disso, o Gil é dos clubes que paga 'bem'), agora em Guimarães...
Hoje foi um jogo de marcas especiais: o Jesus como treinador com mais jogos no campeonato; o Luisão, isolado no número de jogos como Capitão; o fim da série sempre a marcar na Luz... Mas no final, a única coisa que conta verdadeiramente, será o título de Campeão!!!
PS1: Morreu hoje, José António Martinez, ex-Presidente da Assembleia Geral do Benfica, os meus pêsames à família.
PS2: Os nossos Campeões do Hóquei em Patins estiveram hoje no relvado, onde receberam uma justa ovação. Mas ainda falta a Taça, para a época ser excelente...
PS3: Em boa hora o Presidente, deixou uma mensagem. Aos adeptos e aos jogadores!!! Aqui fica:
"Ainda não ganhámos nada
Primeiro que tudo, quero agradecer a todos os sócios e adeptos que hoje estiveram no Estádio da Luz a galvanizar a equipa, fazendo-me lembrar dos meus tempos de menino e moço. Um ambiente fantástico e fascinante!
As condições estão criadas para continuarmos juntos, mas há que ter sempre presente que o jogo mais importante é o próximo. Ainda não ganhámos nada, há que respeitar todos adversários como sempre e hoje estiveram em campo três grandes equipas. Não vamos entrar em euforias desmedidas, bem pelo contrário No sábado temos mais um jogo, e vamos encará-lo treino a treino, com seriedade. Acreditem que vamos dar tudo para conseguir mais uma vitória. Estejam lá!
Até ser matematicamente possível, ou já impossível, temos de encarar todos os jogos assim! Estarmos com os pés bem assentes no chão, com humildade, e sempre juntos! Não vai ser fácil. Faltam conquistar nove pontos para sermos Campeões. O próximo jogo, com o Gil Vicente, vai ser mais difícil que este. Obrigado mais uma vez pela forma como apoiaram a equipa."

Mais difícil...

Benfica 98 - 86 Oliveirense
(2-0)
23-25, 29-14, 21-22, 25-25

Partida bastante diferente do 1.º jogo, não entrámos bem no jogo, aliás permitimos demasiados pontos ao adversário durante toda a partida... A percentagem nos Triplos baixou, e a equipa ressentiu-se.

No próximo fim-de-semana, temos jogo em Oliveira de Azeméis, para decidir estes Quartos-de-final...

PS1: Fiquei estupefacto, quando li hoje no jornal, criticas do treinador da Oliveirense ao trabalho dos árbitros, no jogo de ontem!!! O Benfica marcou 120 pontos, deu 44 pontos de 'avanço', e mesmo assim, no final, a culpa foi dos árbitros?!!!

PS2: Parabéns à Dulce Félix, pela excelente Maratona de Londres, onde terminou no 8.º lugar, com 2h 25m 15s. Batendo a sua melhor marca. A Dulce esteve sempre no grupo da frente, até aos últimos 4Km, e acabou por ser a melhor Não-Africana!!! À frente da Dulce, só Etíopes, ou Quenianas!!!.

Hegemonia, prazer e dor

"Hoje, joga-se a hipótese de o Benfica bicampeão, joga-se parte do futuro. Joga-se prazer e dor. Joga-se o fim, ou não, da hegemonia do FC Porto.

1. Já presenciei, no velho e no novo Estádio da Luz, a muitos, mas muitos, Benfica-Futebol Clube do Porto. Já tive prazer e já senti a dor. Vibrei, naturalmente, com as vitórias. Sorri, em certos casos, com alguns empates. E sofri, evidentemente, com determinadas derrotas. Porventura, um dos primeiros a que assisti sozinho, e em que vibrei, foi um Benfica-Futebol Clube do Porto em finais de Novembro de 1966. Há quanto tempo! O Benfica ganhou por três bolas a zero com dois golos do saudoso Senhor Eusébio da Silva Ferreira e um de José Augusto. E trago esta recordação em razão de a saudosa Senhora Minha Mãe ter guardado largas dezenas de cartas que lhe escrevi durante os anos em que estudei, com muito orgulho, no Colégio Militar. A segunda circular - na altura quase uma novidade ao nível das infraestruturas de Lisboa! - era a única fronteira física entre o Colégio e o velho Estádio da Luz. O mais eram quintas. Onde hoje são urbanizações e interessantes espaços comerciais. E numa dessas cartas dava conta, com uma letra arrumadinha, da minha presença nesse jogo, das suas incidências, do ambiente que presenciei e do que havia comprado - queijadas de Sintra!!! - no final do encontro. Na verdade, e durante alguns anos, e em razão de meus queridos Pais viverem em Viseu - a mais de oito horas de carro de Lisboa!!! - só me ausentava do Colégio para saltar a segunda circular e ver o Benfica a partir do denominado peão ou, então, do terceiro anel. Com a consciência, também hoje, que a «recordação é o perfume da alma»!

2. Há cerca de trinta e um anos o Benfica ganhou, pela última vez, um bicampeonato. Foi no ano em que comemorou o seu 80.º Aniversário. Em rigor na época 1983/84. Com três pontos de avanço em relação ao Futebol Clube do Porto. E tendo ganho o jogo da Luz por uma bola a zero e com um golo de Diamantino. Não esquecemos essa equipa vitoriosa. E o seu treinador Sven-Goran Eriksson. Mais o Toni, o escolhido para adjunto em substituição de Fernando Caiado. E o conjunto dos seus jogadores. Entre outros Bento e Pietra. Os irmãos Bastos Lopes. Nené e Chalana. Stromberg e Filipovic. Maniche e José Luís. Álvaro e Veloso. Humberto Coelho. Carlos Manuel e Oliveira. Shéu e Delgado. Sim, o nosso - aqui deste jornal - Delgado. Que foi titular, como há bem pouco tempo recordava numa noite de quinta feira, em Portimão no jogo final dessa época - a 13 de Maio de 1984! - e com uma vitória do Benfica por duas bolas a zero. Com golos de Nené e de Shéu!

3. Dois anos antes, em 23 de Abril de 1982, Jorge Nuno Pinto da Costa havia assumido a liderança do Futebol Clube do Porto. Com três promessas eleitorais bem precisas: contratar José Maria Pedroto, fazer regressar Fernando Gomes do Gijón e rebaixar o Estádio das Antas «para aumentar a sua lotação para vinte mil lugares». Há trinta e três anos que Futebol Clube do Porto e Jorge Nuno Pinto da Costa se casam. Com a consciência de que, principalmente a partir da última década do século passado, o Futebol Clube do Porto tem sido o clube hegemónico do futebol português. Houve uma hegemonia desportiva e, de certa forma, uma hegemonia desportivo-cultural - muitas vezes condicionante - do Futebol Clube do Porto. Na minha modesta opinião o jogo de hoje é um jogo determinante para a perturbação dessa hegemonia. E só havendo perturbação é que há condições para a substituição e alteração de ciclo! A partir do Estádio da Luz o Benfica tem condições para agarrar a conquista do bicampeonato - trinta e um anos depois! - e, com um ecletismo também ele vencedor, assumir a liderança desportiva em Portugal. E, por excelência, a liderança do futebol português. E a liderança implica domínio e não apenas direcção. E, neste âmbito, as estabilidades directiva e técnica no Benfica são, claramente, elementos potenciadores. Incluindo no âmbito intelectual e ideológico já que estes vectores não podem deixar de estar presentes nas emoções desportivas contemporâneas. Onde a BTV, por exemplo, é um sinal de identificação, de afirmação e de diferenciação.

4. Jorge Nuno Pinto da Costa está na liderança do Futebol Clube do Porto há trinta três anos e o Benfica conquistou, na época passada, o 33.º título de campeão nacional de futebol. Hoje, na Luz, e para lá dos jogadores envolvidos, da equipa de arbitragem designada, do sistema ou do modelo de jogo que cada um dos treinadores adoptar, o Benfica pode dar um imenso salto no sentido da conquista do seu 34.º título. Com a consciência de que vai defrontar um Futebol Clube do Porto que, sabe que é na frente interna - nos campeonatos nacionais - que se ganha e perde hegemonia. A hegemonia desportiva. E sabendo nós, todos nós, que vencendo duas vezes seguidas um campeonato nacional de futebol se fica mais forte. E o outro mais fraco. Porventura bem mais fraco nestas concretas e históricas circunstâncias. Mesmo num tempo pacificador - que é bem necessário, neste ambiente de múltiplas crises, para a indústria do futebol profissional em Portugal - o domínio mede-se, também na sua frieza, em números. E o mais relevante é aquele que mede, com números concretos, as conquistas do principal campeonato. Mesmo que os tempos contemporâneos lhe tenham introduzido a palavra »Liga» e, com ela, os seus patrocinadores.

5. Hoje, na Luz, joga-se, por isso, e nesta perspectiva, parte do futuro. Joga-se prazer e dor. O passado, bem próximo ou mais longínquo, é importante. Como facto e como recordação. Mesmo que seja recordação de vida como é o meu caso. Mas como nos ensina, sempre, o Padre António Vieira, «nenhuma coisa se pode prometer à natureza humana mais conforme a seu maior apetite, nem mais superior a toda a sua capacidade, que a notícia dos tempos e sucessos futuros»! Verdades de sempre. De ontem e de hoje. Como será sempre, e para a geração que a viveu, o 25 de Abril. Com o seu imenso prazer e os seus instantes de dor!"

Fernando Seara, in A Bola

sábado, 25 de abril de 2015

Estamos vivos...

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
(1 - 1)
25-23, 25-22, 25-17

Para o Benfica este jogo era praticamente decisivo, uma derrota seria praticamente dizer adeus ao título. Talvez por isso assisti ao 1.º Set extremamente nervoso!!! O 2.º Set não foi muito diferente, o equilíbrio foi a nota dominante, só no 3.º Set senti que a vitória já não nos ia fugir...

As duas equipas são muito semelhantes. Acho que o Benfica tem mais profundidade no banco, caso algum jogador não esteja a 100%, temos melhores alternativas. Agora nos jogadores que fazem a rotação normal, só o João Simões me parece um pouquinho inferior (e o Honoré um pouquinho superior aos seus adversários directos), de resto é tudo muito equilibrado...
Gostei também da vitória, porque desta vez não foi preciso recorrer ao Plano B: Gaspar na Zona 4, e Ché a Oposto, algo que até agora tinha acontecido nas nossas últimas vitórias contra a Fonte!!!

O 3.º jogo será fundamental para o Benfica. Já sabemos que temos que ganhar um jogo na Praia da Vitória, e entre vencer o 3.º jogo, ou deixar tudo para uma suposta Negra, creio que será mais 'fácil' vencer o 3.º jogo!!!
Estou confiante, até porque pareceu-me hoje, que a nossa equipa, já se esqueceu psicologicamente e fisicamente da Final da Challenge!!! Não é fácil fazer a descompressão das emoções dos jogos com os Servios, e também recuperar as mazelas físicas... e focar toda a concentração na Final do Campeonato. Creio que a derrota a semana passada, deveu-se essencialmente a isso...

120

Benfica 120 - 76 Oliveirense
(1 - 0)
31-20, 36-16, 24-21, 29-19

Muitos pontos, com todos os jogadores a marcarem, e a contribuírem com minutos...  e boa atitude da equipa, que para chegar às Finais com ritmo competitivo, vai ter que jogar estas partidas mais acessíveis, com uma atitude de jogo grande!!!
Estivemos bem, em quase todas as áreas do jogo, mas destaco: os 63% nos Triplos; e os 10 pontos do Diogo Gameiro...
Amanhã, às 15h, mesmo antes do Futebol, temos novo jogo...

PS: Realizou-se hoje, no sintético da Luz, o I.º Convívio Carlos Nobre (antiga Glória do Rugby do Benfica). A nossa secção de Rugby é especial... tem vida própria, mas vive com algumas dificuldades. Agora que se está a comemorar os 90 anos de Rugby no Clube, e com o regresso dos treinos para a cidade de Lisboa, espero um crescimento sustentado da secção, com o regresso à I.ª Divisão como objectivo.

Xistra, is back !!!

Freamunde 2 - 0 Benfica B

É público o apoio do Cota do Bigode ao Freamunde, não sei se por isso, mas o Xistra gostou do pau de Freamunde!!!
Falando um pouco mais a sério: jogo decidido, nos primeiros minutos, com uma meia-Xistralhada, e uma Xistralhada das Grandes!!!
No 1.º golo o Varela não devia ser tão passarinho, mas ele está dentro da pequena área e é tocado. Em Portugal marca-se sempre falta...
No 2.º golo, não existe qualquer penalty, é uma simulação descarada, e mesmo se fosse penalty, nunca seria Vermelho directo, já que os defesas do Benfica ficavam com a posse de bola.

Depois deste início desastroso, o único elogio que posso fazer, é que houve vários momentos do jogo, onde parecia que era o Benfica que estava a jogar com mais um, tal o domínio da posse de bola. Mas faltavam os últimos 15 metros... O Freamunde mesmo em superioridade estacionou o autocarro, e contra-atacou sempre com muito perigo...
Um jogo com muito vento, e muita chuva, que foi decidido pelo árbitro logo nos primeiros minutos...

Varela; Semedo, Lindelof, Valente, Rebocho; Dawidowicz (Sarkic, 71'), Teixeira; N. Santos (Sanches, 39'), Carvalho, Gonçalves (M. Santos, 5'); Guedes.

Iniciados - 3.ª jornada - Fase Final

Miguel Nóbrega
Sporting 2 - 3 Benfica

Todas as vitórias sobre o nosso rival são saborosas, mas quando são obtidas, com justiça, já nos descontos, ainda sabem melhor...
Esta equipa tem qualidade, falta alguma consistência ao nosso sector mais recuado, mas ainda são putos...!!! O toque de bola do Dantas, é realmente muito diferente de todos os outros jogadores, é pena aquele 'tamanho', vamos ver como é que vai ser o crescimento do rapaz.

Depois do empate na 1.ª jornada, estamos na frente, e vamos ter dois jogos no Seixal na 2.ª volta. Na próxima jornada vamos ao Olival, não sendo decisivo, uma vitória seria um passo de gigante...

PS: O guarda-redes do Sporting, no 1.º golo do Benfica, quis imitar o Patrício em Belém. É bom ver que os exemplos dos mais velhos são seguidos...!!!

Silva; Pinheiro, Álvaro, Loureiro, Koné; Nóbrega, Fonseca; Dantas (Serrano, 35'), Baptista, Ferreira; Campos (Matos, 74').

Juniores - 10.ª jornada - Fase Final

Corruptos 3 - 0 Benfica

Derrota anunciada, muitas alterações na equipa, dois Juvenis no onze inicial: Fábio Duarte e José Gomes... Os erros foram cometidos nas primeiras jornadas...

Duarte; Santos, Dias, Lima, Amaral; Rodrigues (David, 81'), Guga; Buta, Alfa (Oliveira, 85'), Gomes (Sekidika, 67'); Silva.

Assim foi o Benfica - FC Porto de amanhã

"Como jornalista, tenho simpatia por uma crítica que os treinadores nos dirigem: é fácil analisar o jogo quando acabou! E é mesmo. Tentando dar resposta ao problema, aproveito para fazer já a crónica de amanhã.

O Porto entrou com a defesa subida, queixo levantado, segurando a bola, rematando mesmo que sem perigo. Era para marcar presença, ter peso, mostrar que ali na Luz estava um Porto luminoso, exposto, e não escondido nas sombras de Munique. O Benfica não precisava de ser assim, admita-se. Tinha a vantagem de três pontos. Sem se esconder, não se exibiria. Por isso Jesus pareceu dar instruções para que os laterais subissem menos e se preocupassem em vigiar Brahimi e sobretudo Quaresma. Danilo e Alex Sandro fizeram o mesmo a Gaitán e Salvio. Mas nem tudo foi anulação. A criatividade, como a natureza, encontra caminhos. Daí o primeiro golo, por Jackson, com Óliver assistindo o colombiano pelo meio, aos 30. Um golo parecido com o que marcou a Neur no Dragão. O Porto iluminou-se. A Luz não. Os fantasmas mudaram de campo. Na cabine Jesus não deve ter mudado muita coisa, porém, Jesus só tem certezas. O que mudou foi o comportamento dalguns jogadores. Samaris parecia outro. No avanço final do Benfica, à procura do empate, foi ele o motor. O golo aos 76, assentou-lhe. Jonas cabeceou ao poste, fugindo a Maicon, e na recarga à entrada da área Samaris chutou decidido: 1-1. O Benfica não resolveu a liga. O Porto também não lha tirou. Entre os fantasmas portistas de Munique e os fantasmas do Benfiquistas das mortes na praia, que viesse o Diabo e escolhesse. O Diabo veio mas nada escolheu, deixou tudo na mesma. O Diabo gosta de gente assustada até ao fim."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola

Paz à sua alma

"O Porto não se pode queixar de nada. Não se pode queixar da arbitragem, que não lhe causou qualquer problema relevante. Não se pode queixar do Bayern, que se limitou a jogar friamente. Não se pode queixar da pressão, já que o 3-1 lhe dava o mínimo de espaço de manobra. Quando as tropas estão mal colocadas, os soldados estão condenados. O Porto só se pode queixar de Lopetegui. Já podia antes. Mas as escolhas que fez para a defesa, que toda a gente percebeu serem absurdas no primeiro minuto, sublinharam mais uma vez por que não é Lopetegui o treinador que o Porto precisa e merece.
Não há Liga dos Campeões 'espectacular' quando se sai dela a levar 6-1. Um jogo que se perde a levar uma tareia deste calibre é um jogo que seria melhor não ter sequer existido. Não há recepção eufórica no aeroporto, que exibe um clubismo muito pouco exigente, que possa esconder o incómodo. E ele só não foi mais vocal porque vem aí o embate com o Benfica e nenhum portista quer ser responsável por criar instabilidade. Mas está tudo apenas à espera de domingo à noite. Depois da Luz, a cabeça do treinador deverá estar a prémio. Se vencer, pode ser que ganhe umas semanas de dúvida. Mas é muito difícil que o próximo jogo em Lisboa compense uma humilhação internacional desta envergadura, que desvaloriza a imagem do clube. A não ser que esteja a contar dar uma cabazada de semelhante dimensão na Luz e vencer o campeonato, não me parece que haja muito mais a fazer com Lopetegui. Se Pinto da Costa, que lhe deu um voto de confiança antes do massacre, não for, como às vezes é, demasiado teimoso para aceitar que errou na escolha, chegou ao fim a aventura portuguesa de Julen Lopetegui.
Paz à sua alma."

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Clássico contra a história

"Benfica e FC Porto lutam pelo título nacional de futebol (o de hóquei já está bem entregue). Curiosamente, houve uma recepção calorosa aos azuis e brancos no aeroporto, depois da maior derrota da sua história europeia. Mesmo entre os adeptos portistas, poucos são os que não acreditam que o FC Porto será campeão esta época. O Benfica tem três pontos de vantagem, o jogo é no Estádio da Luz, o estádio cheio de apoio encarnado, o FC Porto vem de uma copioso derrota, o Benfica tem jogado muito bem no seu estádio; quais são então os motivos desta certeza azul e branca? Nos últimos vinte anos sempre que Benfica e FC Porto lutaram pelo título o campeão foi o FC Porto. Aconteceu sempre alguma coisa, houve sempre algo que fez com que assim fosse. Vejamos os títulos do Benfica: o Benfica foi campeão com 6-3 de Alvalade mas lutava com o Sporting; o Benfica foi campeão com a cabeça de Luisão frente ao Sporting, no ao de Trapattoni mas lutava com os de Alvalade; o Benfica foi campeão no primeiro ano de Jorge Jesus mas em luta com o Sporting de Braga; e, mesmo no ano passado, em que havia uma superioridade total, a luta foi essencialmente com o Sporting. Nunca em luta directa com o FC Porto deixaram de acontecer coisas.
Os adeptos de azul e branco, quando não confiam na equipa, confiam na estrutura. Os adeptos do Benfica, mesmo quando confiam na equipa, desconfiam das estruturas. O jogo de domingo é também um jogo contra a história e a forma como ela se vem escrevendo há vinte anos. Veremos o que acontece domingo, porque num jogo de futebol tudo poderá acontecer. Eu espero o meu Benfica a jogar bem, como sabe. Tanto mais quando dois terços dos resultados servem ao Benfica para o único objectivo de ser campeão. E ser bicampeão era justo e merecido neste ano de tantas adversidades."

Sílvio Cervan, in A Bola

Amigos para sempre...

Patético!

"Mais do que recordar o que aconteceu em Munique recordemos o que se disse.

Ricardo Quaresma teve a frase da noite em Munique, quando lhe foi perguntado o que é que tinha acontecido com a equipa do FC Porto: «Aconteceu muita coisa, que o treinador vai explicar». A cara de Quaresma, primeiro no relvado, depois quando já falava ao microfone do flash interview, parecia dizer muito. Quaresma é daqueles jogadores incapazes de disfarçar se o momento em que está é de desalento ou é de alta confiança. Como se viu.
No campo, a dada altura daquele vendaval do Bayern, o rosto de Quaresma parecia, no fundo, igual ao de qualquer adepto portista; era o rosto de quem não queria acreditar no que lhe estava a acontecer.
Apesar de ter dito o que disse no final do jogo, julgo que Ricardo Quaresma estaria tão farto de saber como eu que o treinador do FC Porto não iria verdadeiramente explicar coisa alguma. Como não explicou. Pelo menos cá fora.
Mas podia o treinador do FC Porto não ter explicado nada e, apesar disso, ter tido, pelo menos, a elegância de assumir em nome do grupo a responsabilidade do que tinha acabado de acontecer à equipa. Tinha-lhe ficado bem.
Não fez uma coisa nem outra, como sabemos. E ainda teve a lata, a vergonhosa lata, de atirar à cara dos jornalistas que por muito que estes quisessem o contrário, como disse Lopetegui, a equipa do FC Porto se levantaria deste pesadíssimo insucesso.
«Por muito que queiram  contrário, não se preocupem que nos levantaremos», disse Lopetegui para a plateia de jornalistas, certamente incrédulos, que o ouviram na sala de imprensa do Arena de Munique, onde o FC Porto tinha acabado de sofrer a mais pesada derrota europeia dos últimos 30 anos, uma das mais pesadas da história do futebol português - que, como se sabe, já inclui pesadas goleadas sofridas por Benfica e Sporting -, insuficiente, apesar disso, para levar Lopetegui a pedir desculpa aos adeptos pela horrível exibição portista da primeira parte e pela humilhante goleada final.

Lopetegui mostrou-se, aliás, tão insensível às consequência de tão pesada derrota e tão péssima imagem dada pela equipa que teve ainda a lata de falar em diferença «apenas» de três golos na eliminatória, e também a lata de dar importância à exibição portista na segunda parte, de forma intelectualmente muito desonesta, quando nenhum discurso poderia ignorar o peso, ao intervalo, dos impressionantes 5-0 que o Bayern já então tinha de vantagem!!!
Pois Lopetegui, naquele seu inestimável jeito de assumir o impagável complexo de superioridade que alguns de fora gostam de revelar sobre os portugueses, é ainda um daqueles treinadores que deve julgar - tão absurdamente - que falar nas conferências de imprensa é falar para os jornalistas e não para os adeptos e amantes do futebol. O treinador espanhol deve julgar que não pode nem deve ser questionado.

A frase de Quaresma foi, pois, a frase da noite. Aconteceu na verdade muita coisa à equipa e a única coisa que não aconteceu foi ouvirmos uma boa explicação de Lopetegui.
Em Munique, o FC Porto pode ter sido humilhado.
Mas Lopetegui foi patético!

Guardiola mudou apenas um jogador do jogo do Porto para o jogo em Munique. Poupou e defendeu o brasileiro Dante (queimado no Dragão) e trocou-o por Badstuber. E não precisou de Robben, Ribéry, Shweinsteiger ou Alaba para desfazer um FC Porto no qual fizeram realmente falta - como estava na cara - os laterais Danilo e Alex Sandro. O que Guardiola tem feito no Bayern mostra bem a capacidade que tem como treinador e é bem capaz realmente de ser, no momento, o melhor treinador do mundo.
E o que o Bayern fez ao FC Porto foi também mostrar como o percurso do FC Porto na Liga dos Campeões tinha sido, até agora, muito acessível, frente a um BATE Borisov muitíssimo frágil, um Atlético de Bilbau em declínio, um Shakthar condicionado e naturalmente afectado pelos conflitos armados em Donetsk e, depois, um Basileia que por muito generoso e determinado que seja vem... do campeonato suíço.
Não se pode querer tapar o sol com uma peneira. Não tapa nada!

Sensivelmente um ano depois de ter impedido Jorge Jesus de conquistar a Liga Europa, em Turim, a equipa do Sevilha foi agora dar cabo da cabeça a outro treinador português, atirando para fora da prova um André Villas Boas incapaz de dar sucesso europeu a um plantel realmente de luxo, com estrelas da grandeza (futebolística e financeira) de Hulk, Witsel, Garay, Danny, Criscito, Lombaerts, Javi Garcia, Ansaldi, Tymoshchuk, Fayzulin, Kerzhakov ou Rondón.
Não eram obviamente as equipas portuguesas que tinham obrigação de dar cartas na Europa (como alguns pateticamente querem fazer crer) mas no caso desta época era até curiosamente de dois treinadores portugueses que muito se esperava. Primeiro, de José Mourinho, e agora de Villas Boas, qualquer deles com equipas francamente recheadas de estrelas.
Este ano, na Europa, falharam objectivamente os dois!

PS: Patetices à parte, também julgo que o FC Porto que vai aparecer, domingo, na Luz não terá nada a ver com o FC Porto de Munique. O FC Porto, em Portugal, é sempre muito forte. Sempre. O Benfica que se cuide!"

João Bonzinho, in A Bola

Nós e eles

"E pronto, está aí o jogo que pode decidir o título de campeão desta época. É no domingo, às cinco da tarde no maior Estádio de Portugal.
De um lado, o Campeão em título, mais pontos, mais golos marcados, mais vitórias. Do outro, o segundo classificado, menos três pontos, menos duas vitórias, menos golos sofridos. De vermelho vão jogar os profissionais que têm dado mais espectáculo, os que mais golearam as outras equipas e aqueles que têm estado há mais tempo no topo da tabela. De azul e branco jogam os outros, aqueles que foram contratados a peso de ouro e que foram aposta para evitar a todo o custo a conquista do Bicampeonato por parte do SL Benfica e o consequente declínio de uma estrutura apodrecida.
Nos bancos, a autenticidade de Jorge Jesus, o trabalho valioso de seis anos, o Futebol como uma festa de ataque e de golos. No outro lado, o moço de recados de um presidente caduco, um treinador mediano escondido numa torre no meio de um relvado e que encontra na arbitragem a desculpa para as suas falhas profissionais.
Na tribuna, dois dirigentes com estilos muito próprios. A jogar em casa, um líder que pôs as contas em dia, que colocou o Clube no século XXI e que se afasta das polémicas. A jogar fora, um conselheiro sentimental e agente de viagens de árbitros, fomentador de guerras norte-sul, à espera de sucessor.
Nas bancadas, o vermelho de quem puxa pela sua equipa, de quem canta o seu fervor clubístico. De azul, as vozes do ódio, o ataque anti-benfiquista constante de quem ainda não resolveu os seus problemas. Freud explica.
Duas realidades, dois estilos, duas formas de estar e de ser. Entre a Luz e as trevas, fiquemos sempre do lado bom da Força."

Ricardo Santos, in O Benfica

Na Luz estaremos!

"Não podia ser outra a mensagem desta semana, quando se aproxima aquele que será, provavelmente, o mais importante jogo da temporada.
Ainda qu confortavelmente a três pontos de distância - e com uma vitória por dois golos na primeira fase, aquando da deslocação ao Dragão - este é um jogo para ganhar. A dimensão psicológica e motivacional não é, aqui, inferior à importância dos números na tabela classificativa.
Vencer o FC Porto será não apenas definir, de vez, o bicampeonato, como colocar uma pedra sólida e duradoura sobre a questão de quem praticou melhor Futebol ao longo deste último ano. E, sobre essa questão, eu não tenho dúvidas na supremacia Benfiquista!
A um FC Porto assente numa forte ofensiva desenrolada nos pés de Brahimi e Jackson, o Benfica tem contraposto com a magia de Gaitán e a fúria concretizadora de Jonas. Aos toques pontuais e muito localizados da eficácia de Quaresma, o Benfica tem muito superiormente apresentado a persistência de Maxi e o talento de Talisca. Face a uma defesa 'azul e branca' que deixa fortes dúvidas aos especialistas, os 'encarnados' apresentam um verdadeiro muro intransponível comandado pelo experiente Luisão, cujos feitos estão já nos anais da história do nosso Clube. Não se trata, sublinho de novo, de vencer apenas para resolver o Campeonato. Vamos demonstrar, no domingo, que o nosso é o melhor Futebol. A magia encantadora. A eficácia da táctica construtiva de Jorge Jesus frente a um Lopetegui de rotativismos e instabilidade.
Lá estaremos todos na Luz. O dia D deste Campeonato. O dia em que vamos renovar o nosso orgulho de pertencer ao melhor e ao maior Clube do mundo."

André Ventura, in O Benfica

Glorioso Hóquei em Patins

"Esta semana o destaque vai, naturalmente, para a conquista do Campeonato Nacional de Hóquei em Patins após a vitória por 5-1 frente ao FC Porto. O Benfica teve, ao longo da temporada, a equipa que melhor Hóquei praticou e a mais consistente. Merece ser campeão, à semelhança da época passada, em que, não fosse a arbitragem 'infeliz' em Valongo, teria terminado no primeiro lugar.
Cumpre-se ainda realçar uma declaração de José Trindade, o presidente da secção, à BTV: 'É o nosso 22.º título, poderia ser o 23.º se houvesse uma contagem diferente(...)'. De facto é, a meu ver, incompreensível a interpretação que a Federação Portuguesa de Patinagem faz da competição 'Taça de Portugal' disputada nas épocas 1962/63 (vitória do Benfica) e 1963/64 (Malhangalene). Apesar da designação, a prova foi disputada nos moldes dos Campeonatos Nacionais das temporadas anterior e seguinte às indicadas (nas quais, de acordo com FPP, não houve Campeonato Nacional). Acresce que a Taça de Portugal, tal como é organizada no presente, teve início em 1975/76.
Penso que este é um caso evidente de deturpação da história do Hóquei em Patins português, desrespeitando-se a memória dos dirigentes, treinadores e atletas dos clubes campeões nacionais nesses anos.
Jonas continua imparável, tornando-se na figura central do percurso vitorioso da nossa equipa de futebol, e Luisão alcançou a extraordinária marca de Coluna, totalizando agora 328 jogos a envergar a braçadeira de capitão, ficando a uma partida de se tornar o recordista. Acredito que, domingo, sob a liderança destes grandes jogadores, daremos um passo de gigante rumo à conquista do ambicionado Bicampeonato."

João Tomaz, in O Benfica

Vencer, vencer

"Não andaria longe da verdade se afirmasse que temos, esta temporada, uma das melhores equipas de Hóquei em Patins da história do Benfica. A vitória por 5-1 sobre o FC Porto (a acrescer ao triunfo por 3-7 no Dragão) traduziu essa clara superioridade, consumando um título há muito anunciado. 23 vitórias e 1 empate, em 24 jornadas, são outro dos cartões de visita dos nossos fantásticos hoquistas. Estou em crer que a Taça de Portugal também não fugirá, concretizando a desejada 'dobradinha' - algo que não acontece desde 1995.
No domingo é a vez do Futebol. Entende-se que Jorge Jesus queira retirar pressão dos ombros dos jogadores, mas, com ou sem retórica, o jogo é mesmo decisivo. E se o vencermos, nem o mais laureado matemático me fará duvidar do título.
Em casa, a nossa equipa tem demonstrado forte predominância sobre os adversários, e um qualidade de jogo digna de campeão. Esta partida terá, provavelmente, características diferentes, apelando menos à nota artística, e mais à generosidade dos jogadores na disputa de cada lance. Será um desafio à coragem. Um repto à alma Benfiquista.
O Inferno da Luz também está convocado, sobretudo para os momentos em que a equipa mais necessitar de apoio. É importante percebermos que os jogos têm noventa minutos, e passam por fases distintas. Num ou noutro período, os nossos jogadores poderão precisar de sentir que estamos com eles, e que estamos unidos em torno de um objectivo comum.
Há que mostrar, também nas bancadas, que o adversário não nos amedronta, e fica demasiado pequeno perante o grito da nossa fé. O grito que nos conduzirá à glória."

Luís Fialho, in O Benfica

Desmentidos

Não deixa de ser curioso que na véspera do jogo que pode ser decisivo (para os Corruptos), apareçam várias pseudo-novelas em volta de jogadores do Benfica. A nova forma de criar polémica, é através de declarações nas redes sociais, supostamente feitas por jogadores do Benfica. Esta semana foram dois: Eliseu e Ola John...
O extraordinário, é que os pasquins imediatamente publicam as supostas frases, sem verificarem se as contas são verdadeiras!!!