Últimas indefectivações

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Pacotes de açúcar!!!


"Muito mal vai a Seleção de Portugal - ou da Federação Portuguesa de Futebol e dos interesses de alguns - quando a maioria dos portugueses apoia a decisão de Rafa. É sinal que não estão com a Seleção.
«Há mas os estádios estão sempre cheios. Está bem! 3 pacotes de açúcar e toma lá um bilhete, no Continente, e vai à a bola» 😏
Jaime Cancella de Abreu in Benfica 10h na BTV."

Fui turista nos desportos americanos


"Era um sonho de vários anos. A verdade é que por mais que para o resto do mundo os EUA pareçam cada vez mais uma sociedade difícil de entender, ao ponto de acharmos que o Astérix diria hoje «aqueles americanos são loucos» em vez dos romanos, não deixa de ser a cultura mais dominante no mundo.
Todos crescemos a ver as suas séries e a ouvir as suas músicas. Passar uma semana em New York teve para mim a sensação constante de estar no set de um filme. Ver os longos autocarros amarelos da escola como os que o Forrest Gump falava com a Jenny, ou os táxis (também amarelos) a que o Dustin Hoffman gritou «hey, I'm walking here!» foi uma sensação surreal, como se tivesse saltado da realidade para a tela do cinema.
Permitiu comprovar estereótipos como o de na América ser tudo em grande (desde os edifícios, passando pelos carros, até aos palitos), mas também perder alguns (como os da arrogância, dado que todas as interações que tive foram simpáticas - mesmo que permaneçam as desconfianças quanto à sua famosa ignorância: após dizer que era de Portugal um deles respondeu-me «Oh, that's great! I always wanted to visit Barcelona.»)
Fui o típico turista em New York: subir ao topo do Empire State Building, passear pelo Central Park, atravessar a Brooklyn Bridge ou comer pizzas e hambúrgueres. Mas como fanático por futebol, e por extensão do desporto, adorei a ideia de ver in loco os seus desportos. O seu futebol. Acabei por ir ao MetLife Stadium ver os New York Jets contra os New England Patriots e ainda ao Madison Square Garden ver um jogo de Hóquei no gelo, opondo duas equipas que nunca tinha ouvido falar, os New York Rangers contra os Philadelphia Flyers.
A primeira experiência foi a do futebol americano num gigantesco estádio rodeado de um gigantesco parque de estacionamento (tudo é gigante naquele país) onde experienciei o tailgating. O tailgating é o equivalente às nossas roulotes nos estádios de futebol, que eu descreveria como «roulotes on steroids». Até onde a vista alcança vemos tendas, insufláveis, balcões e palcos montados no tal parque de estacionamento gigantesco. Tudo organizado pelos adeptos.
Alguns mantêm-se em grupos pequenos, com os grelhadores e geleiras junto aos seus pickup trucks (enquanto jogam um curioso jogo chamado corn hole - uma espécie de jogo da malha), mas existem ajuntamentos enormes com a seguinte organização: pagas 20 dólares, recebes uma pulseira e com isso comes e bebes à discrição.
Um bom convívio até 45 minutos antes do apito inicial, altura em que se ouve um barulho estrondoso de fogo de artifício. É o sinal para todos que é altura de entrar no estádio, que a equipa precisa deles. Um último shot de Bailey's é distribuído pelos adeptos, entoa-se o cântico dos Jets e o brinde termina com o tailgating. Vamos para o jogo.
No percurso para o estádio surgem duas surpresas: o número de americanos que reconhecem o casaco do Benfica que visto e a quantidade enorme de adeptos dos Patriots que caminham vestidos a rigor no meio dos adeptos da casa, sem qualquer problema (durante o jogo festejam os touchdowns sem decoro algum e eu só pensava «se estes tipos soubessem que no meu país até as crianças têm que ficar em tronco nú...»).
O espetáculo desportivo iria começar. E é mesmo disso que se trata, de um espetáculo. Preparado ao ínfimo pormenor para agradar até a turistas vindos de Portugal sem qualquer noção das regras do jogo. Em cada paragem do jogo (e oh se há paragens naquele desporto!) não há um segundo de tédio. Os olhos dos 80.000 americanos viram-se para os ecrãs gigantes e daí vem um pouco de tudo: «Let's do the kiss cam! E agora karaoke! E agora assistentes no relvado vão disparar t-shirts para as bancadas! E levantem-se para o veterano militar que vai entrar agora! E olhem esta celebridade que está no estádio! E....
Tudo isto enquanto outro ecrã menor vai transmitindo a mensagem que explica as pausas prolongadas: Pause for TV break. A televisão está a dar anúncios e enquanto assim for adeptos e jogadores no estádio aguardam religiosamente. The power of TV!
No meio disto tudo o público é entusiástico com as experiências sensoriais e bom, com o jogo propriamente dito, mas há momentos de silêncio e os pequenos e básicos gritos de encorajamento são sempre em resposta ao speaker. Neste desporto não há claques, não há cânticos, não há cachecóis, não há bandeiras, não há tochas, não há fumos, não há sequer insultos ao árbitro (que está munido de um microfone para que se oiça no sistema sonoro do estádio as suas explicações sobre as decisões que toma). Aliás, no início do jogo o speaker pede mesmo para que não haja qualquer tipo de cursing. Que guerra perdida seria essa num estádio de futebol...
Falta na verdade o tribalismo e a paixão que vemos no soccer. Não vi nos meus companheiros de bancada, enquanto a sua equipa caminhava para uma clara derrota, aquela cara de quem vai sofrer a semana toda com o fracasso. Posso estar enganado, mas daquelas 80.000 almas poucos terão perdido o sono com a derrota. É outra forma de viver o desporto.
Dois dias depois veio a experiência do Ice Hockey, no maravilhoso Madison Square Garden. Em muitas coisas foi muito semelhantes no que ao espetáculo diz respeito (a mesma explosão sensorial de luzes, fumos, músicas, etc.), mas a diferença esteve num público mais envolvido. Que já cantava para a equipa (mesmo que um básico LET'S-GO-RANGERS) e jogadores (IGOR-*palmas*IGOR) e festejou o golo com entusiasmo. Sim, golo. Pelos vistos tive o azar de ver um raro jogo de hóquei no gelo que terminou 0-0. Mas como para os americanos o empate é algo que não lhes assiste, o encontro avançou para um prolongamento só com três jogadores de campo (!) até ao golo de ouro da equipa da casa.
Festejos, palmas e 10 minutos depois estava tudo fora do Madison Square Garden.
É uma sociedade que encara o desporto de uma maneira diferente. Se nós concentramos toda a nossa energia num desporto e numa equipa, fazendo disso muitas vezes a nossa vida e a nossa religião, eles têm tantas alternativas, tantas distrações que são menos fanáticos com cada uma delas.
É difícil dizer quem está certo e quem está errado, mas sei de que lado do oceano Atlântico prefiro estar."

Vencer, vencer...

Arrumações!!!

Cadomblé do Vata


"1. Uma Águia Real resplandecente de garras afiadas na I Liga e Liga dos Campeões... um papagaio desafinado e desagradável na Taça de Portugal.
2. Todos os pais ensinam aos filhos "quando estiveres bem na vida, não te esqueças de onde vens"... Schmidt vai aproveitando a Taça de Portugal para mostrar aos Benfiquistas de onde viemos nos últimos 3 anos.
3. Francisco Geraldes a confirmar finalmente todos os elogios que os cientistas da bola lhe dirigem... penso que foi a primeira vez que o vi ser o jogador mais decisivo da partida.
4. Rafa vinha de uma série de 4 jogos seguidos a faturar... na semana passada Fernando Santos deu uma entrevista onde lhe reabriu as portas da seleção, vai em 2 encontros consecutivos sem balançar a rede.
5. Não entendo as regras da Taça de Portugal... perder só 0x1 contra este Benfica não dá direito a prolongamento?"

Estoril Praia SAD 0-1 SL Benfica: Onde é que já vi este filme?


"A Crónica: Dani Errou O Soco No Segundo Assalto Do Combate

A previsibilidade de ver no espelho o mesmo que se encontra perante ele é elucidativo que um cenário se possa repetir sempre que sejam iguais as condições da realização de dois acontecimentos semelhantes. Não sendo garantido igual resultado, para as mesmas causas, as mesmas consequências.
Três dias depois, mesmo estádio, mesmas equipas, competição diferente. De domingo para quarta-feira, houve retoques, mas aproveitou-se muito do rascunho que já estava escrito sobre a história do jogo do campeonato para a partida da Taça de Portugal.
O Estoril-Praia SAD, notou-se, trabalhou arduamente as bolas paradas defensivas, problema com o qual sofreu no jogo do campeonato realizado no domingo. Sempre que num canto ou livre o perigo se aproximava da baliza canarinha, Nélson Veríssimo sentava-se e o seu adjunto assumia um lugar de pé para dar indicações.
A preocupação quase resultava inglória assim que Grimaldo, de livre direto, encaminhou a bola à barra num remate contra o qual o dedo de treinador não pode lutar. No seguimento da primeira parte, Rafa falhou um lance em que tinha condições de marcar, mas entre o lado esquerdo e o lado direito, escolheu o lado de fora da baliza.
Dominado, mas audaz, o Estoril-Praia SAD tentou desenrolar um fio de jogo que foi sendo anulado facilmente pelo SL Benfica. No entanto, quando, por uma vez, o nó se desfez, João Carlos quase concluiu uma jogada combinativa de elegância. A vantagem esteve perto.
Acabaria por ser o último rasgo de inspiração amarela antes de Francisco Geraldes ser expulso por travar Rafa em falta num lance em que o jogador do SL Benfica seguia isolado para o golo. O derrube permitiu que a baliza ficasse inviolável, mas empurrou o Estoril-Praia SAD para um sofrimento tão compreensível como destrutivo.
Com os canarinhos de asas presas para voar, só um golo do SL Benfica podia ser mais inibidor do desejo de passar a eliminatória. Assim foi. Dani Figueira socou mal uma bola oriunda de um cruzamento e… David Neres… de bicicleta… levou as águias à vantagem.
Não tendo sido o jogo mais avassalador do SL Benfica de Schmidt, tal como não tinha sido na eliminatória anterior da Taça de Portugal, a vitória acabou por surgir da naturalidade de quem não tem sabido fazer outra coisa que não ganhar. Os encarnados seguem para os oitavos de final da prova.

A Figura
David Neres Com poucas exibições individuais de grande relevo, destacou-se o homem que marcou o único golo do jogo e ainda o fez com uma difícil execução. Coisa tão rara o SL Benfica marcar apenas um golo que bem se pode saudar o brasileiro por ajudar num jogo em que as situações de perigo não apareceram no volume habitual.

O Fora de Jogo
Francisco Geraldes Como quase sempre, uma expulsão é altamente penalizadora para quem a sofre. Francisco Geraldes fez um sacrifício que não foi merecedor de recompensa.

Análise Tática – Estoril Praia SAD
O Estoril-Praia SAD beneficiou dos regressos aos convocados de Dani Figueira, Pedro Álvaro, João Carvalho e Tiago Gouveia para implementar mexidas no onze inicial. Em particular, a entrada de João Carvalho e a saída de Rosier aportou maior criatividade e qualidade à posse de bola do 4-3-3 estorilista.
Assim, o triângulo de meio-campo do Estoril-Praia SAD teve como interiores, Francisco Geraldes e João Carvalho. Como pivot apareceu Mor Ndiaye. Foi muito pelo jogo posicional destes três elementos que os canarinhos tentaram construir jogo. Para libertar Ndiaye nas costas da primeira linha de pressão encarnada composta por Rafa e Musa, Geraldes e João Carvalho abriam bastante, forçando Florentino e Enzo aumentarem a distância entre si.
Em várias situações a equipa da linha tentou uma construção a três para ter superioridade em relação à pressão benfiquista. Mor Ndiaye colocava-se no meio dos centrais, Bernardo Vital e Pedro Álvaro. Por vezes, a mesma situação aconteceu a defender.

11 Inicial e Pontuações
Dani Figueira (4)
Tiago Santos (5)
Pedro Álvaro (5)
Bernardo Vital (5)
Tiago Araújo (5)
Mor Ndiaye (7)
Francisco Geraldes (4)
João Carvalho (5)
Tiago Gouveia (5)
Shaquil Delos (4)
João Carlos (6)
Subs Utilizados
Loreintz Rosier (5)
Edson Mexer (4)
Gilson Benchimol (5)
James Léa-Siliki (4)
Gonçalo Esteves (-)

Análise Tática – SL Benfica
O SL Benfica, por força das circunstâncias, manteve Petar Musa na frente do ataque. David Neres regressou à titularidade, relegando Chiquinho para o banco, mas ao contrário do que aconteceu no jogo anterior, jogou a partir da direita e não como médio ofensivo.
A equipa de Roger Schmidt conseguiu várias infiltrações no espaço entre linhas, tal como tanto procura. Foi, no entanto, também muito eficaz no ataque às costas da defesa com Rafa e Musa em particular evidência. Exibição completa ofensivamente.
Por ter passado a jogar em superioridade, O SL Benfica foi obrigado a enfrentar um bloco mais baixo. Nessa circunstância, Henrique Araújo foi lançado pelo treinador alemão pelas reconhecidas qualidades em trabalhar a bola em espaços curtos.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (6)
Alexander Bah (5)
António Silva (6)
Nicolás Otamendi (6)
Álex Grimaldo (6)
Florentino (5)
Enzo Fernández (6)
David Neres (7)
João Mário (7)
Rafa Silva (7)
Petar Musa (6)
Subs Utilizados
Henrique Araújo (5)
Gilberto (4)
Diogo Gonçalves (4)
Chiquinho (-)

BnR na Conferência de Imprensa
Estoril Praia SAD
Bola na Rede: O Estoril-Praia SAD estava a conseguir desbloquear o jogo ofensivo através do Mor Ndiaye. A determinado momento, acaba mesmo por recuar o jogador para o espaço entre os centrais, quer para iniciar a construção, quer para defender a cinco. O que é que pretendeu com essa opção?
Nélson Veríssimo: A ideia que lançámos para este desafio era, no processo ofensivo, o Mor posicionar-se em 4-3-3, construindo à frente dos dois centrais, e, em momento defensivos, defendermos numa linha de cinco. Essa era ideia base. Na pressão do SL Benfica, por vezes, o Enzo e o Florentino libertavam mais o Mor nas costas dos dois avançados e o Mor tinha mais liberdade de receber a bola e tentarmos ligar o jogo por ele. Quando sentimos que o Enzo e o Florentino ajustavam mais ao posicionamento do Mor e já não nos permitiam fazer essa ligação por dentro, tentámos procurar o jogo mais à frente. Ao fim ao cabo, o jogo é dinâmico, as equipas vão vendo o que é que a outra vai fazendo. É o jogo do gato e do rato. Melhorámos muito relativamente ao primeiro jogo, fruto da interpretação dos jogadores em relação aos espaços que tinham que explorar.

SL Benfica
Bola na Rede: Habitualmente, o Henrique Araújo é um jogador com capacidade para jogar em espaços curtos. É um jogador que pode ser importante para defrontar adversários com linhas muito juntas como foi o caso do Estoril-Praia SAD na segunda parte?
Roger Schmidt: Sim, foi por isso que o lançámos. O Henrique é um jogador muito bom. Tem que ganhar confiança. Não tem jogado muito até agora na equipa principal. Nem todos podem jogar ao mesmo tempo. Alguns jogadores têm que ter paciência."

Estoril-Benfica. A ameaça de Rafa e o instinto de Neres mantêm a feliz monotonia de Schmidt


"O Benfica venceu (1-0) a equipa de Veríssimo e está nos oitavos-de-final da Taça. A expulsão de Geraldes por falta sobre Rafa, aos 47', simplificou a tarefa das águias, mas só a eficácia de Neres a aproveitar um erro do guardião rival resolveu a partida

O futebol não vive só de factos materiais e concretos, não habita apenas no mundo das coisas visíveis. Há toda uma dimensão de sensações e intuição, de metafísica e abstração, de coragens e receios que assentam não só no que se toca ou cheira, mas no que se sente.
De todas essas sensações que podem passar pela mente de quem está num campo — e que podem ser contagiadas para quem está ao lado —, uma das mais potentes é a da ameaça, da intimidação que agiganta uns e empequenece outros. Terá sido isso que voou, invisível mas presente, ao minuto 47 do Estoril - Benfica.
Nessa ocasião, aproveitando um lance de contra-ataque, David Neres lançou Rafa Silva no espaço. Os números e os últimos meses do português demonstram que talvez não haja visão mais aterradora para um rival que enfrente ás águias: ver Rafa correr rumo à baliza que defende com espaço. Na primeira parte, o supersónico atacante até já tinha desperdiçado uma situação do género, mas a tendência recente é de prestações letais do homem que parece correr mais rápido com bola do que sem ela.
Francisco Geraldes não é homem para ignorar esta dimensão metafísica do jogo. Jogador-poeta, a realidade do que se sente não lhe será alheia. Quando o médio viu Rafa a correr à sua frente, com mais nenhum homem vestido de amarelo entre o jogador do Benfica e a baliza, a ideia de ameaça que Rafa transmite terá invadido a mente de Geraldes, o futebolista-autor.
A ideia de perigo fez com que o centrocampista se atirasse ao chão, no limite, para tentar um improvável desarme que travasse a provável ida de Rafa para o golo. A velocidade do adversário tornou o esforço de Geraldes inglório, transformando-o em falta. Cartão vermelho e o Estoril reduzido a 10 no segundo minuto do segundo tempo.
A partir dali, o que já era a superioridade do Benfica tornou-se num embate de destino traçado, num countdown até ao momento em que a impotência do Estoril resultasse numa ação que decidisse o jogo. Foi aos 67', quando Dani Figueira saiu mal a um cruzamento e David Neres aproveitou. O 1-0 amplia a época perfeita de Roger Schmidt: líder da I Liga, nos oitavos da Champions como líder de grupo, nos oitavos da Taça, com 20 vitórias e quatro empates em 24 partidas disputadas, registo de invencibilidade que não sucedia desde 1977/78.
Desde 1946/47 que o Estoril não derrota o Benfica em casa, fazendo desse feito quase facto pré-histórico. Para tentar alterar o que se verificou na passada jornada da I Liga, Nélson Veríssimo, em novo encontro com a sua antiga casa, fez sete alterações ao seu onze.
Na equipa titular da equipa da linha havia muitos pares de pés com passagens pela formação de grandes (Francisco Geraldes, João Carvalho, Tiago Gouveia, Tiago Araújo, Pedro Álvaro, Mor Ndiaye…) e essa certificação técnica fez-se ver logo aos 11'. O Estoril sacudiu bem a pressão adversária para encontrar Tiago Gouveia em zona de remate, saindo o tiro do extremo por cima.
No entanto, essa ação foi a exceção num cenário geral de muitas dificuldades dos locais para se aproximarem de Vlachodimos. O Estoril até assumiu a saída de bola desde trás, tentando atrair o Benfica para soltar o perfume de João Carvalho e Geraldes, mas a ligação nunca saia limpa. Do outro lado, a equipa de Schmidt apresentava um futebol mais engasgado do que vem sendo normal, gerando isto um primeiro tempo algo bloqueado.
Ainda assim, os visitantes criaram ocasiões suficientes para irem para o intervalo na frente. Ver Grimaldo bater um livre em zona frontal ou Rafa Silva correr isolado rumo à baliza rival tem sido, em 2022/23, sinónimo de golo para o Benfica, mas o tiro do espanhol foi à barra e a finalização do português foi ao lado. Com António Silva e Musa também a ameaçarem o golo perto do descanso, a segunda parte chegou com um pouco vibrante nulo.
As equipas tinham acabado de voltar dos balneários quando se deu o tal derrube de Geraldes a Rafa . A partir daí, viu-se um monólogo do Benfica, que rodeava a área do Estoril, sem arriscar muito na posse, mas sem permitir que os locais se aproximassem de perigo de Vlachodimos, que assistiu a quase toda a partida sem ninguém por perto.
O grande domínio das águias não se traduziu numa avalanche de ocasiões, mas aos 67' chegou o momento de selar o triunfo. Figueira saiu mal a um cruzamento de João Mário, deixando a bola sem dono a voar na área.
David Neres parece jogar aplicando um certo tipo de máxima: ter muito impacto nas ações em que participa. O brasileiro não é o futebolista mais ligado ou regular, mas é homem com capacidade para mudar um marcador quando participa nos encontros dos quais, por vezes, desaparece. Apercebendo-se do erro de Figueira, fez uso do seu instinto para sacar uma finalização acrobática e colocar o Benfica nos oitavos-de-final da Taça.
Até final, Henrique Araújo esteve perto do golo, mas os visitantes ativaram o modo controlo. Gonçalo Esteves, outro dos formados nos grandes da nossa bola que procura um lugar ao sol no Estoril, foi o único a ameaçar Vlachodimos, ainda que de forma tímida. Os minutos finais corresponderam à ideia de monotonia feliz do Benfica de Roger Schmidt, tornando vitórias que no passado recente se poderiam complicar no cumprimento de aguardadas formalidades."

BI: Estoril, Taça...

Bigodes: Estoril, Taça...

Benfica After 90: Bicycle kicks and tricks

Águia: Estoril, Taça...

BnR: Estoril, Taça...

5 minutos: Estoril, Taça...

A Verdade do Tadeia - Mundial no Bar #23 - O caso Saltillo

Sorteio da Champions: FC Porto e Benfica têm tudo para seguir em frente


"1 - O FC Porto e o Benfica ao vencerem os respectivos grupos ficaram no pote 1 e livraram-se, para já, do Real Madrid, Manchester City e Bayern de Munique que são equipas temíveis em jogos a duas mãos. Porém o Nápoles, o Tottenham e o Chelsea não eram pêra doce.
Nestes oitavos-de-final não se podiam enfrentar equipas do mesmo país e, tão pouco, equipas que estiveram no mesmo grupo de apuramento.
No pote 2 estavam o Liverpool , o PSG e o Inter de Milão equipas a evitar. Saiu ao FC Porto o Inter de Milão, será uma disputa bem difícil, porém, Sérgio Conceição, para além de ter sido jogador em Itália, conhece bem os seus meandros e, não se costuma dar mal com o futebol italiano. O ano passado suplantou o Milan, venceu em casa (1-0) e empatou em San Siro (1-1).
Ao Benfica tocou o Brugge, uma equipa teoricamente mais fácil, mas imprevisível. O Benfica está moralizado e vem de uma série de resultados que alvitram uma excelente campanha.
Sobressai neste sorteio o Liverpool – Real Madrid será a reedição da última final da Liga dos Campeões, no fundo, será como uma final antecipada. Quem ficar pelo caminho tem muito a perder.
O Real Madrid tem sido uma tormenta para Klopp, que disse, " um dia eles perderão uma final", neste caso, podem perder um duelo ainda longe da final. O Real Madrid não tem estado bem, ainda esta semana perdeu contra o Rayo Vallecano precedido de um empate em Girona. O último jogo da Liga dos Campeões perdeu contra o Leipzig.
Não tem jogado consistentemente Benzema e saiu Casemiro, mas não explica tudo.
Agora vem o Mundial do Qatar e para o ano as coisas podem estar de forma diferente.

2 – Na Liga Europa, como diz Mourinho é o "tempo dos tubarões fracassados". Está em disputa os dezasseis avos-de- final da Liga Europa.
Esta ronda tinha algumas particularidades já que engloba os perdedores da Liga dos Campeões, isto é, que ficaram em 3.ºlugar e os que ficaram em 2.ºlugar na Liga Europa.
Não se podiam enfrentar equipas do mesmo país, nem equipas que venham da Liga dos Campeões ou entre segundos da Liga Europa. Calhou ao Sporting , o Midtjylland, aparentemente uma equipa ao seu alcance. O Sporting tem que fazer pela vida para não ter uma época frustrante.
O grande embate será entre o Barcelona e o Manchester United, uma boa ocasião para Ronaldo voltar a Espanha, país onde foi muito feliz no Real Madrid e uma dor de cabeça para o arqui-rival da Catalunha.
A Roma de Mourinho vai defrontar o Salzburgo e pode continuar a sonhar com uma final na Liga Europa, depois de ter vencido a Taça das Confederações.

Nota: Esta tarde saberemos os convocados de Fernando Santos para o Mundial. Tenho pena que Rafa se tenha auto-excluído, vai fazer falta."

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Lanças...


10 de Novembro


Vermelhão: Bicicleta...!!!

Estoril 0 - 1 Benfica


Nem sempre se pode jogar bem, mas se a versão má do Benfica, ganha por 1-0, não estou nada preocupado! E hoje, apesar do jogo 'chato', com uma eficácia normal teríamos goleado novamente!!! Não confundir uma exibição sem nota artística, com ausência de oportunidades, só na primeira parte acertámos duas vezes nos ferros... O Estoril entrou no 2.º tempo a ganhar um Canto, mas no contra-ataque que se segui, criámos uma grande oportunidade que deu no lance capital da expulsão...



A expulsão obviamente mudou o jogo, mas o Benfica esteve sempre por cima do jogo, controlando o jogo com bola! Fomos mais lentos que o normal, o relvado estava horrível (provavelmente premeditadamente... a chuva da véspera não é alibi!), e isso também não ajudou... Dito isto, o Veríssimo depois de ter levado 5 no Domingo, mudou o esquema da equipa: copiou em parte da estratégia do Caldas! O Ndiaye quando o Benfica tinha bola, recuava para o meio dos Centrais, e tentou fechar as nossas variações de flanco como muitas correrias... e com o relvado a não permitir recepções rápidas aos jogadores o Benfica teve muitas dificuldades em encontrar espaços... Mas quando os passes saiam rápidos, criámos chances...


Mas é óbvio que a equipa está perto do limite físico. O intervalo entre os dois jogos com o Estoril foi inferior às 72 horas, é verdade que o Estoril acabou por ter o mesmo tempo para preparar este jogo, mas enquanto o Benfica anda a jogar duas vezes por semana à praticamente 4 meses, o Estoril no mesmo espaço de tempo, tem jogado uma vez por semana!!!

A única alteração em relação ao jogo de Domingo foi a entrada do Neres, mas se calhar o Gilberto e o Ristic deveriam ter jogado! A lesão do Aursnes atrapalhou a rotação...

O Enzo para mim, foi o MVP, bem acompanhado pelo Otamendi e o Grimaldo... O João Mário não se adaptou ao relvado, e pareceu-me muito desgastado... tem sido um dos jogadores com mais minutos de utilização, nas últimas semanas!

O outro factor deste jogo foi o Verdíssimo! Horrível, péssimo... Condicionou o jogo todo! No lance capital, deu supostamente a lei da vantagem, e quando o Pedro Álvaro, cometeu falta para penalty sobreo Rafa (com Vermelho directo ou 2.º Amarelo), voltou atrás, e marcou a falta do Geraldes e foi obrigado a expulsá-lo!!! Foi um mal menor!!!


Domingo, jogo na Luz, com um Gil Vicente, com uma época abaixo do esperado, que recentemente trocou de treinador. Nas últimas 2 épocas, o Gil ganhou na Luz!!! Houve condicionantes, mas ganharam...!!! Pessoalmente, acho que tem melhores jogadores do que a classificação reflete! A receita terá que ser a do costume: resolver o jogo cedo e depois gerir... de preferência antes do intervalo!!!

1 ponto, magnifico!!!

Civitanova 3 - 2 Benfica
23-25, 21-25, 25-19, 25-22, 15-13


Faltou um bocadinho para vencer o tri-campeão Italiano!!! Uma das melhores equipas do Mundo. Creio que a maioria dos benfiquistas não têm noção daquilo que o Benfica fez hoje!!!

De longe o melhor jogo da época, um dos melhores na era Marcel... É verdade que os Italianos menosprezaram o Benfica inicialmente, na parte final subiram o nível, mas creio que com um bocadinho de mais pernas, tínhamos ganho a partida!

Seguir na Taça


"Ganhar, sempre, é o mote para quem representa o Benfica, e a Taça de Portugal de futebol não é exceção. Dar continuidade ao bom momento da equipa e prosseguir na luta pela conquista da prova-rainha é o objetivo para esta noite. Este e outros temas nesta edição da News Benfica.

1
O fito da vitória no desafio mais premente é característico de Roger Schmidt: "Ainda não ganhámos nada. Damos tudo pelo Benfica em campo, mas primeiro temos de conquistar algo. Estamos a tentar desenvolver a equipa, somos humildes e estamos sempre preparados para o próximo jogo. Temos de mostrar a mesma concentração."
Para o nosso treinador, o recente encontro entre Benfica e Estoril permite melhor conhecimento, mas nada altera na abordagem ao jogo: "É completamente diferente, nada tem a ver com o último. Apenas as equipas são as mesmas. É outra competição, já nos conhecemos melhor e podemos usar o jogo de domingo para preparar mais ao pormenor a equipa. Vale para eles e para nós."
Veja a antevisão de Roger Schmidt, aqui. O jogo, no Estoril, tem início marcado para as 20h45.

2
Autor de dois golos e duas assistências, Grimaldo foi escolhido para o onze ideal da fase de grupos da Liga dos Campeões.

3
A Fundação Benfica e a GEBALIS assinaram um protocolo de cooperação estratégica com vista ao desenvolvimento, em Portugal, da 2.ª edição do projeto europeu Community Champions League.
O projeto organizado pela European Football for Development Network Foundation (EFDN) é cofinanciado pela UEFA FOUNDATION e procura, através do futebol e a intercompetição, fortalecer os laços comunitários e promover uma cidadania ativa em pessoas de diferentes origens.
O presidente da Fundação Benfica, Carlos Moia, refere "o orgulho, trabalho e responsabilidade" com que este projeto é abraçado e destaca "a importância que já ganhou na dinamização comunitária nos bairros de Lisboa".
Veja a reportagem da BTV.

4
A nossa equipa de voleibol disputa hoje, em Itália, frente ao Civitanova, o jogo referente à primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Marcel Matz salienta: "O adversário é uma grande equipa, de nível top mundial, mas a nossa proposta é sempre tentar enfrentar qualquer equipa."
Leia as declarações de Matz e do capitão de equipa, Hugo Gaspar.
E anote na agenda: amanhã, às 21h00, na Luz, jogo europeu de basquetebol feminino, com o T71 Diddeleng, em que a nossa equipa procura manter a invencibilidade na fase de grupos da EuroCup.

5
São 14 os hoquistas do Benfica participantes no Mundial a decorrer na Argentina, sete homens e sete mulheres. Acompanhe a prestação dos nossos atletas pelas várias seleções no Site Oficial.

6
Já estão em exposição, no Museu Benfica Cosme Damião, 19 troféus conquistados na presente época. Veja as fotos da entrega das taças."

O Cantinho Benfiquista #122 - Freight Train Keeps Rollin'

5 minutos: Taça antevisão...

BR: Antevisão Taça...

BF: Calcanhares...

A Verdade do Tadeia #688 - Os vossos 26 (Parte 1)

Benfica Podcast #465 - Goal Gluttons

António Silva e a ambiguidade de aparecer tão cedo


"A precocidade no futebol ser encarada de esguelha é chavão não escrito. Visto bem o histórico desmiolado de quem ferve com a bola, uma prova flagrante de incoerência. É uma verdade da humanidade que vivalma nasce ensinada, que só aprendemos errando e que sem desconforto nas tarefas fica árduo evoluirmos, mas, a cada aparecimento de um caçula atolado em potencial e cheio de talento anormal para a idade, é uma questão de tempo até ser escancarada a ambiguidade quadrada desta modalidade que chuta numa bola redonda.
Não é, de todo, normal um adolescente galgar dois ou três degraus a cada passada que trepa a escadaria da carreira e, antes de fechar o percurso enquanto júnior, estar a coabitar entre os pontapés dados por adultos. Quando um novato irrompe, à bruta, com o seu talento numa equipa sénior e cedo se cola como titular, somos todos rápidos a elogiar-lhe a capacidade, a destacar-lhe as valias já tão boas para a idade e a inflacionar-lhe as previsões de carreira com base no pouco que ele já mostrou. Depois, às primeiras falhas da relação com o erro que todo, mas todo o futebolista tem, o gatilho fácil e nervoso das críticas é logo premido sem vergonhas.
E o jovem prodígio vira o jovem precipitado, de prometedor passa a inexperiente e do pedestal de barro onde o elevaram com o perigo das expectativas cai, aos trambolhões e também desproporcionalmente, para o piso térreo da falta de noção em não se ter em conta de que cedo, rápido e bem, há poucos que o façam. O tão português que é António Silva, ainda mais portuguesíssimo se lermos a coleção de nomes tão de cá que tem em António João Pereira Albuquerque Tavares Silva, é o mais recente projeto de futebolista posto a jeito deste escrutínio moderno e impaciente do futebol, que exige resultados para ontem.
Ele deveria estar a limar-se na transição de júnior para sénior. No verão tinha apenas quatro jogos no escalão adulto do Benfica B, começou a treinar com a equipa principal e a sorte sem a qual ninguém é alguém no futebol, mais um treinador vindo de fora sem pudores, escancarou-lhe uma oportunidade - quando três dos seis defesas centrais estavam lesionados, Roger Schmidt escolheu o desbarbado adolescente para ter ao lado de um Otamendi que quase o dobra na idade.
A maioria do resto que temo visto é culpa de António Silva.
É extremamente anormal um defesa central de 19 anos feitos há uma semana ter a noção posicional, o timing de abordagem à bola e a postura corporal nos duelos que o português já exibe; mais incomum é a calma que aparenta em todas as ações, na escolha da opção mais simples quanto tem a bola (os passes rasteiros que coloca nos jogadores que estão mais longe), e a concentração que é capaz de manter fechada no seu cofre e que, dizia o treinador alemão no domingo, já teve de testar contra “jogadores e equipas top” esta época. Os dois golos feitos ao Estoril, não sendo o esteio da sua labuta, servem para reforçar outra conversa pelo mediatismo do feito.
Não por culpa dele, mas da inoperância alheia em acautelar um azar que não era assim tão imprevisível, António Silva e as suas 19 primaveras na Terra estão a ser faladas como potenciais merecedoras de uma convocatória para o Mundial, já que Portugal está carente de opções a defesa central que tenham sido experimentadas e nutridas, com tempo, para quando chegasse este dia tão adiado. Teria sido normal que já tivesse chegado. Essa carência explica-se, em parte, pela magnânima samba na cara do tempo que Pepe dá, há muito, esticando o nível de excelência até aos quase 40 anos e escusando quem se quisesse escusar a acautelar alternativas para o centro da defesa da seleção nacional.
Na última década, é verdade que Portugal não tem cultivado colheitas que lhe deem centrais do nível do capitão do FC Porto (à exceção de Rúben Dias), mas, havendo Pepe a desafiar barreiras temporais, Fernando Santos não foi testando jogadores em partidas de exigência na posição, redundando-se em confiar no também quase quarentão José Fonte até uma adaptação de Danilo Pereira a central, no PSG, se alinhar com as necessidades do selecionador. Repetindo, é verdade que o selecionador não teve farta matéria-prima ao dispor, mas é também por isto que um tão verde António Silva, nem com meia época de sénior a titular, está a ser matutado para entrar nas escolhas que serão anunciadas esta quinta-feira, pelas 17h30.
Um António de outros tempos, quando havia uma noite para passar, cantava que “tu estás livre e eu estou livre” para sucintamente justificar uma união e a junção deste defesa central à seleção nacional que viajará para o Mundial do Catar não chocará devido ao referido contexto. António Silva pode ainda não ser tudo o que lhe pintam, mas o que mais o favorecerá nos próximos tempos é a aceitação de que ele vai errar e falhar e, em princípio, crescer. Que a precipitação em inflacionar elogios não seja um precipício de críticas quando esses momentos aparecerem, como o ambíguo futebol já tanto vez com tantos outros."

Quem tramou Roger Schmidt?


"Mário Wilson disse que qualquer treinador se arrisca a ser campeão pelo Benfica, mas Roger Schmidt está a correr riscos ainda maiores: fazer disparar expectativas reprimidas dos benfiquistas.

Habitualmente, os treinadores e os jogadores do Benfica não correspondem à ambição desmedida dos seus adeptos. No jogo em Haifa, em que o Benfica humilhou a equipa da casa ao ponto do incidente diplomático, admitamos que foram os adeptos do Benfica que não estiveram à altura da ambição desmedida do treinador e dos jogadores do Benfica. Sejamos sérios: à meia hora de jogo, alguém que estivesse a ver o jogo acreditava que o Benfica ia passar em primeiro no grupo do PSG em virtude dos golos fora, depois de marcar 5 na segunda parte? Ninguém. Provavelmente, até a personagem do sketch dos "quinze-a-zero" estaria à espera de uma segunda parte já a pensar no próximo jogo da Liga, gerindo o jogo a passo. Não foi isso que aconteceu - naqueles 45 minutos, Roger Schmidt teve mais ambição do que nós todos. Em larga medida, porque estamos traumatizados por décadas em que o clube foi relegado para a divisão do futebol europeu em que "passar aos oitavos" é um título.
Confesso que não conhecia a regra que catapultou o Benfica para primeiro lugar do grupo, a dos golos fora. Roger Schmidt, para além de competente treinador, mostrou ser um dos maiores especialistas em regulamentos da UEFA. Os adeptos, os comentadores do jogo, até os responsáveis de um pobre clube francês financiado por frugais cataris, todos à nora. "É a regra dos cartões amarelos? É pelo histórico dos últimos 5 anos? É por moeda ao ar?". Ninguém sabia muito bem qual o critério para atribuir o primeiro lugar. Ninguém? Não diria tanto. Um jurisconsulto alemão nascido na Renânia-do-Norte-Vestfália que, partindo da tradição jurídica germânica do Rechtsstaat, desmontou a linguagem encriptada dos burocratas de Nyon e, com toda a justiça, defendeu o direito do Benfica regressar à elite europeia.
Em julho de 2021, quando viu o seu presidente em exercício a ser detido pela PJ, o Benfica bateu no fundo. Hoje, volta à tona pela mão de um treinador que, curiosamente, está sempre a dizer "I sink". Ele quer dizer "eu penso", diz "eu afundo", mas a verdade é que há muito tempo que não se respirava tão bem na Luz. Os jogadores do Benfica parecem, como diria o notável adepto Paulo Parreira, "peixes debaixo de água" - os tempos da apneia já lá vão. Mário Wilson disse que qualquer treinador se arrisca a ser campeão pelo Benfica, mas Roger Schmidt está a correr riscos ainda maiores: fazer disparar expectativas reprimidas dos benfiquistas. Alguém não lhe entregou o memorando de que um Benfica grandioso é coisa do passado e agora o homem vai ter de lidar com isso. Enfim, quem tramou Roger Schmidt?"

“Quem ama futebol, ama o Benfica”


"A frase que tanto impacto teve e tanto deu que falar, naqueles que foram os primeiros passos do nosso mister Roger Schmidt quando chegou a Lisboa, para dar início à sua função como treinador do Maior Clube do Mundo. A verdade é que agora olhando para trás e pensando, percebemos que este amor, esta comunhão entre adeptos, equipa e treinador começou precisamente nesse momento.
A nova época trazia todo um misto de desconfiança depois de um ano com resultados catastróficos a nível interno, amenizados por uma prestação europeia a honrar os pergaminhos do clube, nós adeptos, olhávamos para tudo com a sensação de “como é que será possível mudar tanto em tão pouco?”. Faltava-nos um timoneiro, faltava-nos qualidade no plantel, faltava-nos libertar contratos que estavam a pesar nas finanças e a sensação era a de que seria praticamente impossível conseguir mudar tudo isto num mero par de meses. A verdade é que cedo a direção meteu mãos ao trabalho e ainda antes de findar a época transata chegamos à contratação de Roger Schmidt, um treinador alemão, que grande parte dos Benfiquistas apenas conhecia por treinar o PSV, que eliminamos nos play-off de acesso à Champions League e que ficou marcado pela forma como o PSV tinha jogado um futebol muito atraente e com muita qualidade. Apesar disso, chegava um pouco como uma incógnita, como um treinador estrangeiro que desde início começou a ser olhado de lado por “não conhecer as manhas do tugão” e rapidamente o Benfica iria perceber que tinha sido um erro não escolher um treinador português.
No entanto, este senhor não podia ter melhor entrada, com as declarações “quem ama o futebol, ama o Benfica” , e logo a partir desse momento, falando por experiência própria, o meu coração ficou a ser conquistado porque quer se queira quer não, é daquelas frases, daqueles momentos que têm impacto e que começam a unir todos aqueles que amam o nosso clube.
Aos poucos o plantel começou a ser formado, a pre época deu início, conseguimos aceder a alguns jogos de pre-época e praticamente desde os primeiros minutos começamos a perceber as intenções do nosso mister e do que ele cria impor, a alta intensidade, a pressão alta, ritmo competitivo elevado, um pouco aquilo que quem acompanhou as equipas anteriores dele com mais detalhe poderia identificar. O tempo foi passando, via-se a intenção de definir um 11 base e a equipa estava a dar uma resposta que começava a entusiasmar, jogos no Algarve de deixar água na boca para qualquer um de nós. A pré-época foi decorrendo e culminou na conquista da Eusébio Cup, que apesar de ser um “jogo particular” é uma homenagem ao nosso Rei e que já há muito tempo que não ficava onde deveria sempre ficar, no Museu Cosme Damião. Estava tudo apostos para começar a temporada 2022/2023 e 3 meses depois desse início estamos com 23 jogos, 19 vitórias e 4 empates, 1.º lugar no campeonato nacional com uma vantagem de 8 pontos para o 2.º lugar, um apuramento para os 16avos da Taça de Portugal e, especialmente, uma passagem aos oitavos de final da Uefa Champions League no primeiro lugar do grupo. O que me vem à alma, ao fim de todos estes meses, é poder agradecer o trabalho que o nosso treinador fez em ter renascido um clube que nos últimos 3 anos tem sido uma sombra daquilo que a nossa História exige, podemos não ganhar o que quer que seja, podemos morrer na praia, mas acredito que a competência com que temos trabalhado, a seriedade com que vamos passando de jogo para jogo sem sobrancearias, sem euforias, é mais do que possível chegar até onde todos nós queremos chegar.
Obrigado Roger Schmidt por teres trazido de volta esta comunhão que torna este clube numa força inquebrantável e imparável que leva a onda vermelha para onde quer que nós vamos jogar e que nos coloca sempre mais próximos de ganhar. De um Benfiquista para os Benfiquistas, Viva o Benfica"

Até ao Mundial e mais além


"A frase original, em bom rigor, era "até ao infinito e mais além". Mesmo sabendo que o Benfica sendo eterno é também infinito, adoto uma versão mais modesta por saber que, no futebol, o sucesso se constrói passo a passo, jogo a jogo.

A este Benfica exuberante, sem qualquer derrota e com apenas três empates em jogos oficiais, só faltam mais dois jogos antes da paragem relevante, para o Mundial. Por isso, faz sentido pensar que o primeiro objetivo é concluir este período e os dois jogos que faltam (Estoril e Gil Vicente) sem baixar o ritmo, vencendo-os.
O Benfica marcou 20 golos, em quatro jogos. O que conseguiu em Haifa foi épico e é por isso que o Benfica vai jogar com o Brugge e não com o Bayern. Já no Estoril, não só manteve o nível, goleando, como mostrou mais alternativas e capacidades.
Foram muitos os agoiros lançados pelos nossos adversários, por comentadores, fossem adeptos ou especializados e supostamente isentos.
Só a título de exemplo: era o excesso de jogadores na pré-época; o desconhecimento de Schmidt da Liga portuguesa; a dificuldade em lidar com as defesas fechadas das equipas nacionais; o problema quando encontrasse equipas mais exigentes; o ter de jogar no Dragão; a desmoralização depois de ser cilindrado pelo PSG; o plantel que era escasso; o treinador que não rodava o suficiente. Falharam todos. O último agoiro é, agora, que a paragem para o Mundial ou até que o mercado de janeiro quebre esta máquina vencedora. Mais uma vez, cabe ao Benfica contrariá-lo e manter a consistência até ao Mundial e mais além...

Ponto positivo: António Silva (goleador), João Mário e Rafa em destaque no Benfica líder.

Ponto negativo: O Braga depois de perder com o Casa Pia."

“Good ebening”, os custos (milionários) da tecnologia da linha de golo e o Paços de Ferreira a “jogar” com 12

Hugo Félix...

Marcação 'à zona, cega'!!!


"Os cartilheiros azulados ou aziados, andam numa batalha enorme para tentar passar a narrativa de que Nélson Veríssimo e o seu Estoril facilitaram a vida ao SL Benfica, na expressiva vitória do glorioso, por 1-5.
Ontem, contra o Mafra de Ricardo Sousa(!), nos pontapés de canto, o FC Porto apanhou uma equipa que defendia assim... 😏"

Mais uma cartilha portista que vai pelo ralo da sanita


"Na última semana andaram a espalhar a ideia de que as equipas adversárias não faziam faltas contra o Benfica. Só que, na realidade, veio-se a comprovar que as equipas fazem, afinal, é menos faltas contra o Porto!
Não se podem fazer faltas aos meninos de Sérgio Conceição. Qualquer falta contra o Porto é amarelo e o adversário fica logo condicionado. Já se for contra o Benfica fecha-se os olhos e raramente mostram cartões. Até mata-leão podem fazer!
Ou seja, o Porto sofre menos faltas que o Sporting e Benfica, no entanto são mostrados mais amarelos contra as equipas que defrontam o Porto do que àquelas que defrontam os rivais. O Benfica e Sporting sofrem mais faltas, mas amarelos nem vê-los. Via aberta para nos travarem sem punição.
E ainda invertem esta merda e agem como se isto resultasse a favor do Benfica e contra eles! Psicologia invertida e inversão dos papéis. É impressionante como ainda caem na cartilha desta gente."

Eu?!


"Só num país radical e de terceiro mundo é que um treinador é expulso (21 vezes), ofende tudo e todos, recusa-se a sair de campo, falta às conferências de imprensa e no final, para não se levantar muito ruído, apanha uma multa menor.
Era só o que mais faltava acontecer uma coisa destas em Portugal!"

Especialistas...


"Dizem os comentadores e os especialistas da especialidade, afetos ao FC Porto, que Sérgio Conceição anda a ser 'perseguido'.
Eles sabem lá o é ser perseguido..."

A catálise do Rei das Expulsões


"Sempre que Sérgio Conceição é expulso, lembro-me do famoso e simpático Rei dos Catalisadores. Neste momento, se as contas estão actualizadas, um vai para a 21.ª condenação pífia do Conselho de Disciplina da Federação e o outro acumula penas ridículas pelos tribunais às suas 140 acusações de furto.
Ambos beneficiam há anos da dureza das leis e regulamentos para manterem os seus hábitos pitorescos, salvaguardadas as diferenças, e alimentarem uma aura de bons malandros que sempre emocionam uma parte da população mais sensível. E também porque a Química explica o processo de catálise que de vez em quando se desencadeia no cérebro do treinador do Porto, ou seja, o “aumento da velocidade de reação perante a ação de um catalisador”, que neste último caso foi o abominável Hélder Malheiro.
Se o Rei dos Catalisadores, agora “suspenso” por outras cenas, nos comovia de cada vez que saía do tribunal condenado a continuar em liberdade, o Rei das Expulsões emociona-nos sempre que sai na lista dos castigos da FPF com 612 euros de multa e duríssimas repreensões por escrito, como uma espécie de Robin dos Relvados que enfrenta os poderosos e cruéis árbitros portugueses para ajudar às receitas da pobre Federação.
Entretanto, o lado romântico destes zés do telhado dos novos tempos já se faz sentir na opinião publicada. Comentadores encartados carpiram toda a noite na pantalha da populaça por causa da perseguição desenfreada que a organização de malfeitores da arbitragem mantém a um treinador cujo único defeito é ferver em pouca água. Também era assim com o Rei dos Catalisadores: não fazia mal a ninguém e dava trabalho às oficinas.
Em 21 expulsões é natural que alguma tenha sido exagerada, porque o histórico agrava a presunção e árbitros e polícias não têm bitolas acertadas para a gravidade dos delitos. Conta a lenda que o Rei dos Catalisadores também foi apanhado uma vez com apenas um aparelho caído de um motor e ontem Sérgio Conceição foi expulso por apenas ter dado um pontapé na bola, sem acertar em ninguém e demorar só cinco minutos a acatar a ordem da autoridade.
Senhores juízes e conselheiros da Federação, sejam indulgentes!"

21ª


"Até a ganhar 2-0 contra uma equipa da 2ª Liga consegue ser expulso aos 65 minutos.
Não há ninguém neste País de merda que chame os bois pelos nomes em relação a este xxxxxxx. Não podemos dizer o que ele é porque a única pessoa que o fez, e de forma bem simpática até, foi condenado em tribunal por difamação! Leram bem, difamação! Um individuo que é expulso 21 vezes por comportamentos grotescos, animalescos, grosseiros, mal-educados jamais pode ser chamado de "javardo". Na verdade, é um gentleman e quando formos condenados por dizer o que ele é, devemos cumprir serviço social de inserção na sociedade, ministrado por Sérgio Conceição. Um exemplo para todos.
Isto já nem é vergonhoso. É apenas cómico, porque rir é o melhor remédio."

FPF: práticas inaceitáveis


"Cada dia que passa é um dia a mais que Fernando Gomes e Fernando Santos estão na Federação Portuguesa de Futebol.
Estão de tal modo «agarrados ao tacho» que não olham a meios para atingir os fins. Primeiro, tentaram fintar a crise de resultados - e as exibições para lá de deprimentes da seleção nacional – fazendo do Rafa «bode expiatório», crucificando-o para encobrir a sua incompetência. Depois, exerceram influência numa entidade externa, a SPORT TV, a ponto de determinar o despedimento de um colaborador (Jaime Cancella de Abreu). Agora ficámos a saber que também tentaram silenciar o doutor Luís Miguel Henrique. O «modus operandi» da máquina de propaganda da FPF é para lá de abjeto.
𝗚𝗮𝗻𝗵𝗲𝗺 𝘃𝗲𝗿𝗴𝗼𝗻𝗵𝗮 𝗲 𝗱𝗲𝗺𝗶𝘁𝗮𝗺-𝘀𝗲!"

Mea culpa, só de alguns...


"No dia de hoje, foi notícia nos vários meios de comunicação social, o 𝘮𝘦𝘢 𝘤𝘶𝘭𝘱𝘢 do antigo Presidente da FIFA, Joseph Blatter no que se refere à escolha do Qatar para sede do próximo Campeonato do Mundo de Futebol. O ex-Presidente da FIFA assume que foi um erro a escolha do País do Golfo Pérsico.
As notícias em torno da preparação e construção dos estádios para a esta competição FIFA, serão para todo o sempre a grande mancha (de sangue) que alguma vez se viu numa prova, onde a alegria, a competitividade, a fraternidade, o respeito pelo próximo e a disputa por um troféu de enorme prestígio deveria imperar, e que são os predicados assentes neste tipo de eventos.
Dizem os números que foram cerca de 6700 vidas ceifadas pelo poder dos petrodólares.
A própria Amnistia Internacional revela dados horripilantes no que se refere ao tratamento dado aos trabalhadores. Uma falhanço total por parte da FIFA.

No que toca à Federação Portuguesa de Futebol, o caso foi praticamente ignorado, mas eis que com o aproximar da competição, a FPF decidiu juntar-se a mais nove Federações Internacionais e assinar um comunicado em que condenam todo este escândalo. Não que sejamos contra. Bem pelo contrário. Deviam era ter tomado uma posição mais cedo. Vem tarde e a más horas.
Na verdade o que nos faz pensar, é que este comunicado não passará de uma manobra de diversão para fazer esquecer os Portuguesas da pouca vergonha que se tem passado no interior do edifício da FPF. Desde as fugas ao fisco por parte do Selecionador, as enormes derrotas jurídicas do Conselho de Disciplina, os graves problemas de arbitragem, juntamente com as enormes dúvidas nas decisões do VAR.
Foram 12 anos a preparar este Campeonato do Mundo, mas só agora, a um mês da competição se iniciar, é que se lembraram disto.
Temos uma enorme VERGONHA desta Federação e da sua hipocrisia."

A Verdade do Tadeia - Mundial no Bar #22 - Um filme mudo e sonoro

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Segunda Bola...