Últimas indefectivações

terça-feira, 4 de julho de 2017

Ainda o videoárbitro

"O protocolo aprovado pelo IFAB é rígido e aplica-se apenas a situações claras.

Sou e sempre fui um defensor acérrimo da arbitragem e da qualidade profissional dos nossos árbitros. Mas a verdade é que a distância que percorri nos últimos dois anos permite-me ver, com outra clareza, os dois lados da caixa: e do dentro, onde vivi e cresci durante toda a minha vida profissional. E o de fora, onde existe um mundo que teima em olhar, desconfiado, para tudo o que tenha a ver com a classe.
Perante duas perspectivas tão contrárias, tento posicionar-me sempre no ponto que julgo ser o mais sensato: o do equilíbrio, que mora no meio daqueles dois extremos.
Aceito que possam existir comportamentos menos próprios ou desviantes, mas estou convencido de que a esmagadora maioria das pessoas que estão na arbitragem são sérias, honestas e honradas. E isso nada tem a ver como facto de poderem ser mais ou menos competentes, mais ou menos experientes.
Parto deste pressuposto pessoal para vos falar, novamente, sobre o Projecto Videoárbitro.
A famosa tecnologia que o futebol português decidiu abraçar e que nos fará companhia já a partir do próximo mês, na Liga NOS.
Primeiro. A ideia é muito feliz e a tecnologia é boa. Muito boa.
Ou seja, existe uma variável objectiva, bem pensada e melhor elaborada, que permite que um árbitro, confortavelmente sentado numa sala bem apetrechada, possa ver imagens de qualidade de alguns incidentes de jogo. Perfeito.
Segundo. Para que esta inovação seja bem-sucedida e sobretudo, para que convença todo o universo do futebol, é imprescindível que as outras variáveis onde assenta não falhem.
E que variáveis são essas ? O árbitro e o videoárbitro.
O problema, como já perceberam, é que, ao contrário de primeira, estas têm um componente de subjectividade elevadíssima. Estamos a falar de árbitros. De pessoas. De homens. Homens por detrás da máquina. Ora, para contornar as diatribes da interpretação e limitação humanas, o protocolo aprovado pelo IFAB é rígido. É rígido e aplica-se apenas a situações muito claras e objectivas.
A ideia é evitar o erro grosseiro (aquele qe for evidente para todos), desde que tenha eventual influência no jogo. Se tudo isto fosse uma equação matemática, diríamos que a soma de uma variável objectiva (tecnologia de qualidade) com duas subjectivas (árbitro e VAR) resultariam no sucesso do maior e mais arrojado projecto alguma vez criado para o futebol. Certo?
Problema. Se é verdade que a tecnologia em si, não sendo infalível, é muito fiável, não menos verdade que com os árbitros as coisas podem não ser bem assim. Naturalmente.
Essa convicção aumenta se nos lembrarmos que estamos a falar de pessoas que só agora estão a mergulhar nesta nova realidade. Que só nos últimos meses começaram a familiarizar-se com as novas funções. E essas são bem distintas das que estavam habitados a desempenhar até então.
Um bom árbitro não será, necessariamente, um bom videoárbitro.
As competências, técnicas e humanas, que uma e outra requerem são totalmente distintas. Passar da dinâmica de um jogo vivido num relvado, para outra sentida na frieza distante de uma sala repleta de écrans e slow motion não é tarefa fácil. Não é algo que se ensine ou aprenda de um dia para outro.
Requer, em si, é fantástico.
Mas o seu sucesso, dependerá sempre desta componente. Da forma como um grupo de profissionais conseguirá adaptar-se a uma realidade totalmente diferente, numa função completamente nova e num universo de tolerância - como o nosso - reduzindo a zero.
Ao contrário de dois ou três maus exemplos recentes (Taça de Confederações), onde falhou o homem, não a máquina, eu confio totalmente na qualidade técnica, independência e serenidade dos nossos árbitros. Confio na sua capacidade de aprendizagem rápida, na sua frieza de análise e sobretudo, na sua coragem. Na coragem de tomar a decisão certa no momento exacto.
O projecto tem tudo para dar certo, desde que ninguém se esqueça que há muita coisa que poderá inicialmente não correr bem. Por alguma razão, a fase de testes dura até meados de 2018..."

Duarte Gomes, in A Bola

Alvorada... com o João Paulo

Com a grandiosidade de um Hermitage...

"Palco da final da Taça das Confederações, o Estádio de São Petersburgo, inserido no Parque da Vitória Marítima, na Ilha de Krestovski, é uma obra formidável que merece uma visita e jogos de futebol de topo. Portugal venceu aqui a Nova Zelândia por 4-0.

passa da meia-noite em São Petersburgo e ainda há uma luz sobre a cidade. Parece que a noite nunca se põe, aqui na beira do Báltico.
No momento em que escrevo, terminou a primeira fase da Taça das Confederações e Portugal, como se esperava, cumpriu o seu Destino, assim mesmo, com maiúsculas.
Um empate com o México, em Kazan, a abrir, com alguma dose de desilusão por via do golo consentido no minutos final, uma vitória seca mas segura frente à Rússia, tão fraquinha, benza-a Deus, e uma goleada frente à Nova Zelândia, grupo de rapazes com boa vontade, mas apenas abana-pinheiros vindos lá do Pacífico Sul.
Nota surpreendente: o Estádio de São Petersburgo.
Já jogou o Benfica nesta cidade por mais de uma vez. Mas no Estádio Petrovski, que consigo espreitar da janela do meu quarto, aqui em frente, na outra margem do Neiva. Estádio muito soviético, entalado entre pequenos canais que o rodeiam e nos quais, ao fim da tarde, os homens vêm pacientemente pescar. Compará-lo com o novo, para já apenas Estádio de São Petersburgo, mas com o naming já vendido para os próximos anos, casa do Zenit que até tem sido de boa memória para os encarnados. É preciso caminhar bons quilómetros a pé até chegarmos a essa espécie de disco voador, erguido na ilha de Krestovski.
Não se duvida que quem planeou esta nova arena, já que agora é moda chamar arena a todos os campos de futebol do planeta, pretendeu manter as características do seu antecessor, mas desta vez fugindo do centro da cidade para entrar por um bairro de edifícios bem separados uns dos outros, com pracetas e relvados a dividi-los, e erguendo-o no meio de um parque verdejante e encantador. Pois sim, mas a verdade das verdades é que, ainda por cima com os cortes de trânsito que a polícia russa aplica, um mamífero tem de se levantar cedo pela manhã e encher a mochila de sandes de queijo, para não passar fome quando se meter ao caminho, que isto de ir a um disco voador não é como ir a um moinho e requer bem mais paciência e força de vontade.

O disco no parque
Nada de muito original nesta ideia de disco voador, já o arquitecto japonês que o desenhou, Kisho Kurokawa, lhe chamou Nave Espacial. É isso mesmo que parece, pousado no final do magnífico Parque da Vitória Marítima, a dois passos das águas do Báltico nas quais se espreguiçam os paquetes que carregam milhares de turistas durante estes dias em que o sol nunca se põe. Noites Brancas, chamou-lhes Dostoiévski. E como os russos são como muito nós, no rebuço e no viva lá o seu compadre, ei-los que não prescindem, ali à volta do estádio, da sua barraca dos tirinhos, do seu carrinho de choque e da sua montanha russa, pois então, no meio de toda esta salada.
Moderno, especial. Já se sabe que a cada fase final de uma competição vão surgindo, aqui e ali, estádios completamente fora do que estávamos antigamente habituados. Vimos como isso sucedeu em 2004, no tempo do nosso Europeu, vivido em ambiente de festa como nunca se vira em Portugal desde o 25 de Abril.
Os novos estádios russos pelos quais passei, a Arena de Kazan, o Estádio do Spartak, em Moscovo, e agora este, são de uma funcionalidade admirável. Mas, em São Petersburgo, ficamos surpreendidos pela impotência. A Nave Espacial é gigante, o parque que o rodeia parece infinito, os percursos que nos levam até ele fantasticamente arvorejados, as escadarias decididamente grandíloquas.
Tudo foi feito em grande escala, não fossem os russos gente tão desmesurada como o tamanho das suas terras.
Quando o meu paciente leitor tiver passado os olhos por estas páginas, já saberemos se Portugal regressa aqui para disputar a final. Aconteça o que acontecer, o Estádio de São Petersburgo é, sem qualquer motivo para dúvidas, um dos melhores da Europa. E um palco que merece jogos de toda a qualidade. O Benfica e os benfiquistas já sabem. Da próxima vez que os sorteios das taças europeias mandarem marchar para esta cidade formidável junto ao Báltico, terão à sua espera uma obra de truz. Que fica na memória de quem a visita como se fosse a grandiosidade de Hermitage."

Afonso de Melo, in O Benfica

A resiliência de Espírito Santo

"De todas as adversidades, a doença foi a pior que Espírito Santo enfrentou. Mas, tal como de todas, saiu vencedor.

Em 1936, Guilherme Espírito Santo, com apenas 16 anos, estreou-se oficialmente na equipa principal do Benfica, na 1.ª jornada do Campeonato de Lisboa, frente ao Casa Pia. Em Novembro de 1937, realizou o primeiro jogo por Portugal, contra a Espanha. O seu enorme talento parecia não deixar ninguém indiferente.
Em 1940, após ter estado ao serviço da selecção nacional numa partida realizada em Paris, frente à França, adoeceu gravemente, ficando afastado da prática desportiva por largos meses. Contudo, habituado a driblar as adversidades, o 'Pérola Negra' voltou, meio ano depois, a envergar a camisola de águia ao peito para defrontar o Barreirense, a 23 de Junho. Recebido sobre uma enorme ovação do público, foram-lhe entregues pelos 'seus companheiros e todo o «team» barreirense (...) lindos ramos de flores'. O jogador agradeceu a recepção da maneira que melhor sabia, com uma exibição brilhante coroada com dois golos na vitória 'encarnada' por 5-2. A imprensa elogiou o seu regresso: 'Espírito Santo teve, de facto, uma reaparição feliz, conservando intactas as qualidades reveladas antes da doença'.
Jogou o resto da temporada e a seguinte. Porém, quis o destino pregar uma nova partida e o jogador teve uma recaída que o afastou durante duas épocas inteiras, surgindo a dúvida se conseguiria voltar ao futebol. A resiliência do 'Pérola Negra' e o seu enorme gosto pelo desporto fez com que não desistisse e conseguiu sair vitorioso. A 24 de Outubro de 1943, num encontro da equipa de reservas contra o Unidos, Espírito Santo voltou aos relvados: 'entrou em campo aos ombros dos seus companheiros de equipa (...) uma manifestação vibrante, calorosa, entusiástica, encheu o campo de lés-a-lés. Em todos os sectores, de pé, os espectadores aplaudiram freneticamente'. A partida foi difícil, os benfiquistas jogaram bastante tempo com nove unidades. Ainda assim, venceram o jogo, com a contribuição de Espírito Santo, o que levou a imprensa a afirmar que 'o valoroso jogador fez exibição agradável, demonstrando recursos para voltar à sua anterior posição no Benfica e no futebol português'. Jogou ainda até 1949, altura em que 'pendurou as botas' após uma carreira fantástica.
Pode ficar a saber mais sobre este sensacional jogador na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Benfiquismo (DXIX)

Reis da Europa...

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Um futebol que não atingiu a fase adulta

"Este defeso representou machadada irreversível na possibilidade de evolução 'civilizada' da indústria do futebol em Portugal.

A pouco e pouco os jogadores começaram a regressar de férias e os clubes retomam a azáfama da preparação de equipas competitivas, em ambiente de confiança e esperança. Não é por acaso que os meses de Julho e Agosto, quando escasseia o futebol a doer, são sempre os melhores para as vendas dos jornais desportivos. É o tempo dos novos jogadores, que povoam o imaginário dos adeptos, e até que a bola comece a rolar todos os clubes são candidatos às melhores expectativas, uns ao título, outros à Europa e outros ainda à manutenção. É este clima de esperança generalizada que motiva sócios e simpatizantes, tornando tão especial esta fase de arranque da temporada. Porém, o defeso de 2017 irá marcar negativamente o desporto português e é preciso que esta circunstância fique bem sublinhada. A forma como o FC Porto tem atacado o Benfica torna irreversível o afastamento institucional entre estes clubes, pelo menos enquanto o actuais protagonistas estiverem em funções. Ao mesmo tempo, o apoio dado pelo Sporting às posições do FC Porto trará, para as relações entre águias e leões, consequências semelhantes. Neste triângulo dos Grandes, ficará desimpedida apenas a via etre portistas e sportinguistas; mas aquilo que realmente aproxima estes dois emblemas é, sobretudo, a animosidade contra o Benfica, pelo que o carácter negativo desta coligação impede que o relacionamento seja mais profícuo, podendo não resistir a um penalty ou a um fora de jogo.
Quem quiser dar-se ao trabalho de espreitar como se processa o relacionamento entre os principais clubes por esse mundo fora, depressa concluirá que não se encontra, em parte alguma, uma situação tão degradada como em Portugal. Nem na América Latina, onde ainda assim são os dirigentes que tentam mitigar os excessos dos hinchas; nem naquela Europa que nos habituou a uma paixão clubista menos racional - Grécia e Turquia especialmente; muitos menos na Europa do Sul, onde a Itália, a França e a Espanha dão lições de defesa da indústria do futebol; e nem será preciso falar da urbanidade entre clubes que marca o quotidiano da Premier League e da Bundesliga, que deviam, quanto a comportamento, organização e perspicácia negocial, ser um farol para os clubes nacionais. É esta a triste realidade em que vivemos...

ÁS
Adrien Silva
Depois de quatro penalties seguidos desperdiçados por Portugal, Adrien Silva, jogador com muita personalidade, acabou por facturar o golo que deu à turma das quinas a medalha de bronze na Taça das Confederações. O médio do Sporting, que pode estar a caminho da Premier League, confirmou-se como peso pesado da Selecção.

REI
Miguel Oliveira
talento português a acelerar nas pistas onde se disputa o Moto 2. Miguel Oliveira foi segundo no Grande Prémio da Alemanha, no circuito de Sachsenring, e fortaleceu a convicção de que estamos perante um piloto que um dia dará cartas no Moto GP. Será apenas uma questão de tempo até esse futuro risonho.

DUQUE
Pinto da Costa
Rúben Neves transferido para um clube da II Divisão inglesa por 18 milhões de euros está longe de ser uma operação de sucesso. Fica por saber, para já, por que razão nunca foi dada ao promissor médio uma verdadeira oportunidade no FC Porto; nem mesmo por Nuno Espírito Santo, que agora vai treiná-lo nos wolves...

Portugal positivo
Cinco jogos e apenas um desaire, e mesmo assim no desempate através de pontapés a onze metros da baliza frente ao campeão sul-americano, eis o balanço luso nas Confederações, onde foi possível respeitar o estatuto de campeão da Europa. A turma das quinas saiu da Rússia com a certeza de possuir argumentos para continuar no top mundial e fortalecida na convicção de que é possível terminar com sucesso a caminhada até ao Mundial russo. Fernando Santos continua a merecer, como homem do leme, a nossa confiança...

Kylian Mbappé
«Pela natureza do projecto do Mónaco, por vezes não é possível mantermos os melhores jogadores»
Leonardo Jardim, treinador do Mónaco
A maior transferência de sempre do futebol parece estar para acontecer. No papel do comprador, o suspeito do costume: depois de Figo, Zidane, Cristiano Ronaldo e Bale, o Real Madrid vira-se agora para o prodígio Kylian Mbappé, de 18 anos, que pretende juntar ao plantel bicampeão da Europa. CR7 e Mbappé, na mesma equipa, seria um ataque demolidor. Mas CR7 continua?

'Sorry' Bill Williams diz o 'NZealand Herald'
Sonny Bill Williams tornou-se no primeiro all black expulso nos últimos 50 anos (depois de Colin Meads, em 1967) e esse facto foi fundamental para a vitória dos British and Irish Lions no segundo jogo da série. No próximo sábado, em Eden Park, a negra, com os europeus à procura de uma vitória que lhes foge desde 1971..."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: Em relação à venda do Rúben Neves, vamos ver o que se vai passar, pois está a circular um rumor, que dá o negócio encravado, devido à recusa do jogador em assinar!!!
Depois de ter sido 'falado' para o Barça e afins, ir parar à II Divisão Inglesa, para uma equipa orientada por um treinador que o 'encostou' na época passada, só para 'safar' a administração dos Corruptos dos 'apertos' do fair-play financeiro da UEFA... não é fácil de 'engolir'!!!

André...

Franco...

Alvorada... pequeno-almoço!!!

4.º dia...

B's de regresso...

Hora da bucha !!!

Benfiquismo (DXVIII)

Taça 1972
Leonel Santos

domingo, 2 de julho de 2017

Força, vontade e inteligência

"O silêncio é muitas vezes uma exigência e uma natural estratégia. A criatividade uma forma superior de realização. E de reposta com prazer.

1. (...)

2. (...)

3. (...)

4. Permitem uma nota acerca do Benfica e do ambiente que o rodeia. O bom-senso é determinante. O silêncio é muitas vezes uma exigência e uma natural estratégia. A criatividade uma forma superior de realização. E de reposta com prazer. A originalidade um instante permanente de sorriso. O ambiente, este ambiente, determina que o Benfica tudo faça para ter um plantel forte e ambicioso na próxima época desportiva. O balneário bem fechado e consciente dos desafios que externamente o tentam condicionar. Perante o que se ouve e lê, mais importantes são as palavras de Gandhi: «Força não provém da capacidade física, mas da vontade férrea!» E acrescento relendo as Máximas do Marquês de Maricá que «a força sem inteligência é como o movimento sem direcção». Força, inteligência e vontade férrea! Muito férrea!"

Fernando Seara, in A Bola

Bruno Varela

Eu não esqueço o que escrevi após o Benfica - Setúbal! O anti-jogo do Setúbal foi nojento, mas a verdade é que o Varela estava mesmo lesionado, ficando fora das opções durante bastante tempo... Devia ter sido substituído, mas...

Agora este regresso é mesmo com intenção de lutar pela titularidade. O talento é óbvio, mas a grande questão vai ser a capacidade de aguentar a pressão... Sendo um jogador que fez toda a sua carreira na formação do Benfica, podia-se esperar alguma tolerância, mas neste caso, isso não vai acontecer... ao primeiro erro, a pressão será grande...
A verdade é que o Bruno, foi sempre titular nas Selecções, relegando muitas vezes para o banco o André Moreira e o Joel Pereira!!! Não dar oportunidade ao Varela, e depois gastar muito dinheiro nos outros, não fazia sentido!
Vamos esperar para ver...




PS1: Parabéns aos nossos atletas sub-23, da nossa secção de Atletismo, masculinos e femininos, que se sagraram hoje Campeões Nacionais, de forma inequívoca...

PS2: Parabéns ao Vasco Vilaça, que se sagrou hoje Campeão Nacional de Triatlo na categoria de Juniores.

3.º dia...

Benfiquismo (DXVII)

Vigilante...!!!

sábado, 1 de julho de 2017

Filme do Tetracampeão: 2016/17



Um grande obrigado ao Dfernandes (mais uma vez), por mais esta maratona de felicidade...!!!

Notícia falsa do 'Expresso'

"O Sport Lisboa e Benfica desmente de forma veemente a notícia falsa, baseada em emails falsos, truncados ou deturpados, hoje publicada pelo jornal “Expresso” sob o título na capa – “Benfica ajuda delegado que “safou” Nuno Gomes”.
Toda esta informação não corresponde de todo à verdade e se o Jornal e o Jornalista autor da notícia, cumprissem o seu dever de investigação sobre os factos, facilmente comprovaria que a informação onde se baseia não corresponde à realidade, como facilmente se prova e demonstra.
A Comissão Disciplinar da Liga, então presidida pelo Professor Doutor Ricardo Costa, na sequência do jogo referido na notícia (Sport Lisboa e Benfica – Nacional), relativo à época desportiva (2008/2009) aplicou a Nuno Gomes a sanção disciplinar de 2 jogos de suspensão e multa de 1.000€ e a Paulo Gonçalves a sanção disciplinar de 45 dias de suspensão e 1.250,00€ de multa.
Factos que provam a mentira da notícia e que demonstram de forma inexorável que a correspondência roubada ao Sport Lisboa e Benfica tem vindo a ser abusivamente utilizada, falsificada e desvirtuada.
Tudo quanto ficou expresso, prova a campanha difamatória e atentatória do bom nome e imagem do Sport Lisboa e Benfica, que em sede própria será objecto da devida penalização e reparação.
O Sport Lisboa e Benfica lamenta e não pode de deixar de manifestar a sua estupefacção, pela falta de rigor com que o jornal “Expresso” tem vindo a publicar notícias com base em informações de origem criminosa, falsa e que como se demonstra baseiam-se em emails que são desmentidos pela própria realidade."

Primeiro treino...

André Moreira

É oficial, André Moreira é jogador do Benfica. Mais uma 'novela' terminada!
Admito as minhas reticências... fez uma boa meia-época no União da Madeira, tem algumas características interessantes (é parecido com o estilo do Oblak...), mas como é óbvio, ainda não teve a oportunidade para se mostrar numa grande equipa... No Atlético de Madrid com o Oblak e o Moya estava completamente 'tapado'!

Vamos ter que esperar pelos jogos: Júlio César, André Moreira, Bruno Varela e Paulo Lopes, são para já, as opções... como já afirmei anteriormente não acredito que o Imperador consiga fazer uma época completa ao mais alto nível... sendo assim, se o jovem que 'entrar', convencer, pode agarrar o lugar, tal como o Ederson fez...
Sendo que o André o Bruno, não têm aquelas características diferenciadoras que o Ederson tinha: jogo com os pés, saída aos pés dos adversários...

Arango

Cristian Arango, foi apresentado hoje como jogador do Benfica... após uma longa novela na imprensa!
É um jogador jovem, que demonstra potencial. Já esteve ao serviço das camadas de formação do Valência, deu boas indicações, mas depois regressou à Colômbia (creio que houve 'problemas' com os empresários)!
Tem uma característica interessante: é um 2.º avançado... Não temos tido opções válidas, para o lugar do Jonas. O Guedes acabou por se adaptar o ano passado... mas depois foi vendido. Outros jogadores acabaram por 'tapar o buraco', mas ninguém convenceu completamente... Tenho afirmado várias vezes, que precisamos de uma opção válida para esta posição...
Tenho muitas dúvidas se o Arango vai ficar no plantel, se vai para a B, ou se será emprestado. O facto de ter sido apresentado, como jogador do plantel principal é um indicador, mas não garante nada... Vai ter muito provavelmente a pré-época para se mostrar ao treinador... Espero que consiga agradar, pois precisamos de alguém com estas características!

Uma Semana do Melhor... Tranquilidade!

Jogo Limpo... Direito

Benfiquismo (DXVI)

Quarteto...

Conversas à Benfica 13

Conversas à Benfica 12

Conversas à Benfica 11

Conversas à Benfica 10

Conversas à Benfica 9

Conversas à Benfica 8

Afinal... era bruxaria

"Nós já tínhamos desconfiado que não era normal o Moreirense ter mais títulos que o FC Porto nas últimas 15 provas disputadas em Portugal. Afinal era bruxaria. Macumba da boa, vem dos Palops! Ainda bem que me explicam estas coisas, que eu gosto de saber. Quero saber tudo!
Que incompetência esta do Benfica de não ter encomendado bruxaria contra o Moreirense. Por causa deste desleixo perdemos um título.
E eu, que tantas vezes rasguei papéis que me deixavam no pára brisas do carro. Vinham do Prof. Karamba, do Mestre Bambo ou do Prof. Mamadu e prometiam-me resolver casos de mau olhado, amarrações, problemas de coração, entre tantos outros males e maleitas. Vou martirizar-me por este comportamento tão desleixado e pouco conhecedor da minha parte.
Excelente o spot publicitário do marketing do Benfica, na renovação dos Red Pass. Parece que não vão faltar temas para os nossos excelentes publicitários se deliciarem no departamento comercial.
Com o desenrolar do defeso temos um Sporting cada vez mais reforçado à procura dos melhores jogadores, em vez de se virar para o além. Isso merece cuidado e respeito. Veremos quem sai, e quando sai.
Pelo nosso lado, ganha contornos o nosso calendário de férias: Neuchâtel, Young Boys, Bétis, Arsenal, Leipzig. Tudo antes da feitiçaria da final da Supertaça, em Aveiro, dia 5 de Agosto.
Na dança dos guarda-redes há muito ruído, e poucas certezas. É um dos lugares, que me preocupa. Na minha ultrapassada opinião, é um dos lugares em que a qualidade faz mais diferença. Ederson foi na última época um dos nossos principais bruxos, como tinha sido Oblak nas épocas anteriores. Não será fácil encontrar um com o mesmo nível.
Estamos a anotar na agenda para não perder pitada da qualidade da bruxaria de 201//2018."

Sìlvio Cervan, in A Bola

Feiticeiro à boleia...!!!

Primeiros minutos da época do 37 !!!

Novo Manto...!!!


Willock

Chris 'Ferrari' Willock... a alcunha diz muito...!!! Extremo rápido, que costuma jogar na esquerda, apesar de ser destro...
Mas a 'grande' notícia nesta contratação nem é o potencial do jovem jogador! É o facto, de um jogador duma 'cantera' poderosa, optar pelo Benfica! O Arsenal tem uma história de aposta em jovens, o Chris o ano passado, foi convocado para vários jogos da equipa principal, e jogou alguns minutos em 2 jogos, portanto era um jogador que o Wenger acreditava...
Não acredito que o Willock tenha optado pelo Benfica por razões financeiras... a 'fama' da formação do Benfica, não dá só 'dinheiro', a credibilidade da aposta na formação, a médio e longo prazo, irá atrair talentos... sendo que a grande novidade neste caso, é que conseguimos atrair um jovem não-Sul Americano e não-Africano...!!!

O actual plantel principal do Benfica tem de facto muitos extremos, portanto a tarefa do jovem inglês não é fácil... e pelas declarações iniciais, parece mesmo que vai ser aposta na equipa principal!!! Agora se tiver qualidade, irá ter oportunidades, seguramente... sendo que normalmente estes jovens ingleses, tecnicamente e fisicamente são muito bons, mas depois falta-lhes capacidade competitiva... vamos ver...!!!

Cota... o verdadeiro Buxo !!!

Demitam-se!

"Independentemente da opinião que se poderá ter acerca da decisão da direcção do Benfica de não comparência na meia-final da Taça de Portugal de hóquei em patins, é indiscutível que todos os pressupostos que a motivaram estão correctos.
O Sport Lisboa e Benfica, os seus dirigentes, técnicos e jogadores não merecem ser tratados da forma que têm sido pela Federação Portuguesa de Patinagem. As tomadas de posição e a forma como a modalidade tem sido gerida pelos seus dirigentes federativos são terceiro-mundistas, próprias de quem aparenta pouco ou nada se preocupar com o desenvolvimento e promoção do hóquei, optando antes por privilegiarem os clubes com que se identificam. Estes dirigentes são uma vergonha para o desporto, uma lástima para a ética, uns trastes, numa palavra. E trastes são também que fingem solidarizar-se com o Benfica, ficando-se pelas palmadinhas nas costas e por confidenciarem que a razão nos assiste somente em privado. Tenham coragem!
Estes dirigentes da Federação têm de regressar rapidamente (de patins, se necessário for) para as grutas das quais nunca deveriam ter saído. São primários, de tão limitados que demonstram ser. São uma nódoa numa modalidade tão acarinhada pelos portugueses e que necessita urgentemente de um novo impulso que a retire da obscuridade do panorama desportivo mundial.
Com esta gente, o hóquei está condenado a tornar-se numa espécie de pelota basca. Rua!

P.S.1 - Se os nossos hoquistas recusarem a ida à selecção, terão o meu apoio.

P.S.2 - Parabéns à nossa equipa feminina de futsal, que grande temporada! E também aos nossos triatletas, em particular a João Pereira, pelos brilhantes resultados alcançados."

João Tomaz, in O Benfica

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Sport África e Benfica

"Em São Tomé e Príncipe vivem cerca de 190 mil pessoas. Não vos sei dizer a percentagem de Benfiquistas que existem nestas ilhas paradisíacas, mas pela quantidade de camisolas do Glorioso que por lá vi na semana passada, posso assegurar-vos que não há comparação sequer com os outros clubes portugueses. De um modo muito simplista - e numa análise que nada tem de científica, mas que nasce da observação que fiz durante meia dúzia de dias - posso dizer-vos que, para cada fez camisolas do SL Benfica, devo ter visto duas do FC Porto e um do Sporting. E querem saber a melhor? As camisolas do nosso Clube eram das últimas épocas, como se percebia pelo patrocínio das mesmas. Já a dos outros... remetiam para temporadas longínquas, esbatidas pelo tempo.
Foi, por isso, longe de Portugal que assisti ao protesto da nossa equipa de hóquei em patins na meia-final da Taça de Portugal. Uma tomada de posição justíssima, se querem que vos diga. Nós fomos tricampeões e a Federação Portuguesa de Patinagem entregou o título à agremiação que ficou em segundo lugar.
Foi também por São Tomé que assisti ao alegado 'escândalo' dos emails que resultou em nada, uma brincadeira de meninos queixinhas sem argumentos para a superioridade do Tetracampeonato em campo.
Foi também por lá que fui seguindo online a avalanche de contratações bombásticas do terceiro classificado e as já tradicionais declarações dos seus jogadores e dirigentes ao melhor estilo 'este ano é que é'.
Nada de novo, a caravana vermelha continua a passar e as gentes de São Tomé e Príncipe nem ligam ao ruído do ladrar."

Ricardo Santos, in O Benfica

No pasarán!

"Pela dimensão, pela história, pelo palmarés, pelo prestígio nacional e internacional, sempre fomos um alvo da inveja dos rivais. Se quando não ganhávamos já assim era, ganhando, e ganhando muitas vezes, o desespero tomou definitivamente conta de algumas almas, e levou a que recorressem aos meios mais sórdidos para esconder os seus fracassos e subtrair os nossos méritos. Eles que se entretenham, pois, com o folclore mediático que criaram e diariamente alimentam.
Nós entretemo-nos com os títulos que conquistámos, e que queremos voltar a conquistar. A cada um o que merece. É simples entender o que procuram: voltar aos tempos do 'Apito Dourado', e fazer no futebol (onde antes havia Guímaros, Calheiros e Silvanos) o que ainda fazem no hóquei (onde há Rainhas e Pintos).
No plano do jogo sujo, da fraude e da intoxicação informativa, sempre foram especialistas. Nisso, são de facto imbatíveis. Nós somos bons é no campo, e será nele, com revigorada motivação, com redobrada capacidade de trabalho, que teremos de dar resposta a todas as provocações de que temos sido objecto.
A próxima temporada desportiva vai ser demasiado importante. Mais importante que as anteriores. Teremos de ser ainda melhores para responder, com vitórias, aos combates que nos movem. No futebol e não só.
A nós, sócios e adeptos, cabe-nos estar unidos em torno do magnífico projecto desportivo que o Benfica tem levado a cabo, e apoiar dia após dia, em todos os momentos, o clube, os seus dirigentes e os seus profissionais. Se assim for, os cães podem continuar a ladrar, que a nossa caravana triunfante seguirá em frente."

Luís Fialho, in O Benfica

A Casa de Zurique

"No passado fim de semana tive o privilégio de participar no 20.º aniversário da Casa do Benfica de Zurique. Foi uma verdadeira festa à Benfica, abrilhantada com a presença do capitão António Veloso. Fundada em 24 de Junho de 1997, a nossa embaixada neste conhecido e poderoso cantão suíço é um bom exemplo da forma como se vive o Glorioso. São 13 magníficos dirigentes que gerem a Casa n.º 100 do Sport Lisboa e Benfica, uma instituição que tem esta particularidade que me surpreendeu - 215 atletas federados. Para que conste, a nossa Casa em Zurique possui 14 equipas de futebol, duas delas femininas. E todas as nossas equipas são treinadas por 26 treinadores, formados localmente. As grandes atracções são as equipas de futebol feminino - uma sénior e outra de Sub-16.
Durante a festa foram justamente recordados os anteriores presidentes. Fernando Almeida foi o primeiro líder desta Casa e, infelizmente, já não se encontra entre nós para poder festejar o sucesso que tem sido este modelo de benfiquismo. Manuel Martins antecedeu o actual presidente e também foi homenageado. A missão de António José Figueiredo e seus pares não é fácil. 'Somos uma verdadeira equipa e cada um de nós desempenha um papel fundamental. Aqui respiramos e vivemos os valores e os princípios do nosso Clube, como o orgulho em pertencer à maior instituição portuguesa, a dedicação de todos, mas há algo do qual não abdicamos - a responsabilidade e motivação na busca de melhores resultados', eis a receita que me foi confidenciada pelo actual líder. A todos os presentes ouvi um desejo - venha o Penta!"

Pedro Guerra, in O Benfica

O VAR da Rússia antes do VAR luso

"Portugal despediu-se da possibilidade de vencer a Taça das Confederações com a sensação de não ter feito a melhor das exibições na partida com o Chile, equipa fortíssima, bicampeã da América do Sul, que junta uma noção exemplar de colectivismo a várias unidades de luxo. Mas os sinais de compromisso dos jogadores lusos (mesmo que alguns tenham denotado cansaço) e de competência do seleccionador (os mesmos princípios de sempre, desta vez Kazan não foi Marselha...) são suficientemente fortes para que o optimismo continue a acompanhar a equipa de todos nós.
Dentro de menos de dois meses regressa o campeonato nacional e com ele inicia-se a aventura do videoárbitro (VAR). Como se viu na Taça das Confederações, continua a haver margem de erro, mesmo que muito mitigado e é bom que nos preparemos para conviver com essa realidade. No Portugal-Chile ficou por assinalar uma grande penalidade contra a nossa equipa e a culpa não foi do sistema colocado à disposição dos árbitros, assistiu-se, isso sim, a um erro humano pouco desculpável e apenas entendível em função da novidade do VAR.
Porém, o balanço, em termos de verdade desportiva, é francamente positivo; o que continua a fazer falta é lutar contra a ideia de infalibilidade, algo que não existe. Digamos que, numa escala de zero a dez, o erro andava pelo quarto e agora passará a andar pelo um. Mas, percebe-se por algumas reacções (e não só por cá...) que, por um lado, continua a fazer falta mais esclarecimento; por outro, tal como sucede no râguebi, seria bom, em nome da transparência, que se ouvissem as conversas entre o árbitro e o VAR."

José Manuel Delgado, in A Bola

Mais um e-mail !!!

Polvo...!!!

Argel...

Alvorada... Pragalices!

Benfiquismo (DXV)

A brilhar...!!!

Aquecimento... Bruxo-mor !!!

NetPress... com o Vicente

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Clube do Povo e os seus Feiticeiros...!!!



“Benfiquistas,
As boas tradições são para se manterem, e é uma boa tradição este nosso encontro anual de convívio dos representantes do povo com o clube do povo, o Sport Lisboa e Benfica.
Faz um ano, lançámos como grande objectivo a conquista do nosso primeiro Tetra. Pois bem, aqui está connosco a taça do primeiro Tetra da nossa história, num ano em que fizemos o primeiro triplete dos últimos 36 anos – e que culmina quatro anos em que afirmámos uma hegemonia do futebol português com números que falam por si.
Nos últimos quatro anos, em 16 títulos possíveis conquistámos 11. Houve quem, na mesma altura, não conquistasse nada ou apenas dois. E isso faz toda a diferença.
Resultados desportivos que são o culminar de um projecto de recuperação, credibilização e profissionalização do Benfica em todas as áreas.
Hoje temos contas consolidadas, um património e um conjunto de infra estruturas que nos permite olhar o futuro com total confiança.
Estamos a avançar com um novo ciclo de ambição, que passa por uma nova geração de infra estruturas com o alargamento da Caixa futebol Campus e a criação do novo Centro de Alto Rendimento que se vai localizar no concelho de Oeiras.
Nova ambição que passa também, pela expansão e uniformização das Casas do Benfica, pelo reforço da Fundação Benfica, pela Rádio Benfica e pela criação da nova plataforma digital – o novo site – que vai ser âncora da estratégia de proximidade com os nossos milhões de adeptos espalhados pelo mundo.
Somos reconhecidamente a melhor marca do país. Neste último ano sucederam-se as notícias a colocar o Benfica no top 10 dos mais variados estudos. Seja do ranking da UEFA, do clube que melhor rentabiliza as vendas dos seus activos, em número de espectadores no Estádio, passando pelas inúmeras estrelas internacionais das várias áreas que fizeram questão de aparecer com a nossa camisola.
E um dos aspectos em que mais nos distinguimos, foi pelo reconhecimento do trabalho realizado, pela nossa famosa escola de formação do Benfica.
Neste momento, talentosos jovens que jogam em grandes clubes internacionais procuram vir para o Benfica, porque sabem que para além da forte aposta na sua formação, têm oportunidades de mostrar o seu valor na equipa principal.
Por isso, este ano lá teremos uma nova fornada de cinco a seis jovens vindos da equipa B a iniciar a época na equipa principal. Ganhar faz parte do nosso ADN e é na formação que queremos desde logo construir essa mentalidade.
Em síntese, temos provas dadas, resultados, uma estratégia e um novo rumo já definidos, o que nos torna fortes, unidos e coesos com confiança total no trabalho que temos todos juntos vindo a desenvolver.
Mas, caras e caros Benfiquistas, nas últimas semanas, o País assistiu a uma agitação no mundo do futebol, que procurou instalar a ideia de que todos somos iguais e que teria, caso resultasse, o efeito de destruir os restos de credibilidade que ainda levam adeptos aos estádios e os sócios a apoiarem os clubes da sua preferência.
Ao mesmo tempo, tentou-se criar um manto de suspeita e condicionamento sobre todos os agentes desportivos quando se aproxima o início de uma nova época.
No ambiente de grande agitação que foi artificialmente criado, o Sport Lisboa e Benfica foi brindado com uma sucessão de acusações, todas elas falsas e infundadas.
Neste momento, cabe-nos manter a serenidade e conservar distância em relação a comportamentos que não são próprios da actividade desportiva e muito menos próprios das relações que devem existir entre parceiros do mesmo sector de actividade.
Por isso, importa destacar que só devemos travar as batalhas que nós próprios escolhemos, jamais aquelas para onde nos querem arrastar.
O Benfica em nada contribuiu para este conflito suicida que, no final, acabará por vitimar quem a desencadeou e alimentou de forma irresponsável. Por essa razão, congratulamo-nos pelo facto de o assunto já ter sido levado às instâncias próprias.
Quero garantir aos sócios e simpatizantes do Sport Lisboa e Benfica que no nosso Clube não existem actos praticados à margem da lei, nem condutas que possam ser objecto de censura.
A seu tempo, este facto ficará claro para todos.
Os Benfiquistas não devem estranhar que o nosso Clube esteja a ser o alvo de ódios alheios.
Os sucessos desportivos, a estabilidade financeira e a existência de uma organização muito profissional são motivo de incómodo para quem não pode orgulhar-se de estar no patamar de excelência, que faz do Sport Lisboa e Benfica uma referência a nível internacional.
E desenganem-se aqueles que pensam que nos fazem distrair dos nossos principais objectivos, pelo contrário, a todos os Benfiquistas quero garantir que o nosso foco está e estará no planeamento e preparação da próxima época, nas mais diferentes modalidades, para que no final voltemos a ter as alegrias, que tanto nos faz ter orgulho no nosso Clube.
E por isso não tenham dúvidas, vamos iniciar esta nova época com renovada ambição porque temos um novo feito inédito a conquistar o Penta.
Rumo ao Penta
Sempre com humildade e respeito por todos os adversários.
E sempre contando com esse apoio inexcedível dos milhões de Benfiquistas que por onde a nossa equipa se desloque, estão sempre lá a apoiar.
Mas quero fazer uma confidência sobre o segredo dos nossos resultados, a verdadeira poção mágica para tantos golos marcados e defesas extraordinárias.
O nosso feiticeiro mor chama-se Rui Vitória.
As fantasias mais deslumbrantes são do Jonas, os segredos mais poderosos do capitão Luisão, a poção mais forte de Fejsa que por onde passa ganha todos os títulos. E os pós mais inebriantes saem dos dribles dos nossos vários artistas como o Nélson Semedo, Cervi, Rafa e tantos outros.
Mas temos mais segredos. Investimos em formação em vez de crime informático. Em aprender com os erros em vez de culpar sempre terceiros. Em estabilidade em vez de despedimentos de sucessivos treinadores. Num próprio rumo em vez de alianças negativas.
E por isso digo sempre, a melhor resposta que podemos dar é continuar focados no nosso trabalho e continuar a ter resultados.
Benfiquistas, um Clube com a força dos nossos adeptos, em Portugal e no Mundo, está obrigado a trabalhar para ganhar, para formar, para ser uma referência.
É este o nosso registo, positivo, sólido, ganhador e global. Podem continuar a contar com o Benfica para ganhar.
Viva o Benfica!
Viva Portugal!”

Chrien

É jovem, não é seguro que fique no plantel principal, pode acabar na B ou ser emprestado, mas a 'forma' como foi apresentado... e as indicações que vi no recente Euro sub-21, prometem...!!!

Vamos ver como se vai adaptar ao nosso futebol, é um médio-ofensivo, que pode fazer de 8 (e até parece ter boas características para '10'!!!) Nos últimos anos, temos contratado 'poucos' jogadores para esta posição (comparando com outros lugares...), e só por isso, já merecia destaque...
Joga com o pé direito, é alto, marca golos, principalmente de bola parada, mas tem bons pés, e parece saber fazer assistências no último terço...

Com o  Pizzi na Selecção, com o Krovonovic a recuperar de uma lesão, nos primeiros treinos da época, o Horta, o Pêpê e agora o Martin Chrien vão ter minutos seguramente... é aproveitar!


Martin Chrien Highlights - TrScouts por trscouts

N - 1 (ou como devemos sair onde preferem ter comentadores do Porto e do Sporting a insultar os benfiquistas do que pessoas do Benfica a... defender o Benfica)

"Obrigado a todos os que me criticaram e - também - a todos os que me ajudaram. Mas o maior obrigado, claro, a todos os que me leram.

N - 1
No princípio de 1995, Aníbal Cavaco Silva, então primeiro-ministro de Portugal, quase a completar 10 anos nessas funções (ele que... «nunca foi político» e que passou os 10 anos seguintes a condicionar tudo e todos para poder ser Presidente da República, onde este mais 10 anos... embora - repita-se -... «nunca tenha sido político»), anunciou a sua saída de presidente do PSD, não se recandidatando a essas funções, no Congresso que estava já convocado para o mês seguinte.
E, deixando o PSD como deixou, nos dias seguintes à sua decisão explicou, urbi et orbe as motivações da sua saída.
De entre todas as explicações, houve uma que me tocou - a mim, deputado da então maioria, desde 1987, cargo esse que... apoiando o Governo, sendo ministro de um deles ou na oposição... haveria de exercer até 2009 - de forma especial.
Poucos se lembrarão, até porque esta parte da entrevista a Cavaco Silva é pouco (ou muito pouco) recordada, mas ele explicou que a razão principal da sua saída for ter percebido que, se nas eleições que se realizaram um Outubro, ainda tinha condições para ganhar... já não as teria no acto eleitoral seguinte.
E, assim, teria decidido sair no momento anterior àquele em que seria obrigado a fazê-lo.
Era o que designou da teria N - 1.
Ouvi e - para além de muitas coisas em que me identifiquei com Cavaco... e com algumas em que me sentia nos antípodas do que ele pensava e fazia - não deixei de concordar com esse princípio de vida em democracia.
Devemos sempre deixar os sítios (ou os cargos) de onde seremos obrigados a sair (não interessam agora as causas nem as razões, porque isso é... outra conversa) no momento anterior em que obrigatoriamente o teríamos de fazer.
Claro que as razões dessas saídas poderão ir desde acharmos que não ganhamos as eleições a seguir às próximas (como seria este o caso), de sermos obrigados a sair porque no mandato seguinte deixaremos de ter condições para, em consciência, desempenharmos o cargo para que seríamos eleitos sem violentarmos os nossos valores e os nossos princípios, até à avaliação que fizermos de, se lá continuarmos, a vida se poder encarregar de não deixar que se lembrem de nós como vencedores mas, antes, como vencidos!
Ou seja, N - 1.
Confesso que devo muito - como todos os portugueses - a Cavaco Silva.
Mesmo os que, depois, se desiludiram com ele (e, por maioria da razão, os que nunca se entusiasmaram com a sua liderança).
Mas devo-lhe a teorização deste princípio universal que sempre tive como certo: sair dos sítios antes de nos fazerem sentir a mais!

N - 1... na Bola
Este é - se for publicado - o meu artigo 99 em A Bola. Como - anteriormente, nos anos 90 - já havia escrito em O Jogo e no Record.
O 99.º, desde o dia 13 de Agosto de 2015.
Fazendo, desta forma o pleno dos jornais desportivos (embora, com toda a franqueza, não sei de daqui a 20 anos... os jornais serão tão relevantes... ou existam, mesmo, como há... 20 anos).
Mas isso são previsões para outros momentos, que não os de despedida.
Em 13 de Agosto, era o Benfica bicampeão nacional!
Em 28 de Junho - hoje, portanto - o Benfica é tetracampeão nacional.
Com todas as condições para ser... penta!
Por mim, chegou o momento N - 1, em A Bola.
Com um agradecimento público, sincero e muito sentido, a quatro pessoas que gostaria de nomear.
Ao Vítor Serpa, pela responsabilidade formal do convite e pela simpatia com que sempre me tratou, a mim, simples opinador, ele, um velho monstro sagrado do jornalismo desportivo... apesar de não ser... do Benfica!
Ao Paulo Cardoso, administrador da empresa proprietária do jornal, velho novo (ou novo velho??) amigo, com quem me cruzo... muitas vezes, nos almoços, no... Sinal Vermelho! O mesmo Sinal Vermelho onde me cruzo com o engenheiro Arga e Lima, proprietário de A Bola e legítimo portador das bandeiras de quem fundou a imaginou o jornal como grande referência da imprensa desportiva nacional, herdeiro não só da propriedade, mas também da superioridade moral e intelectual de quem sabe que há coisas que... se têm ou nunca se terão (e ele tem)!
E, por último, ao José Manuel Delgado, grande amigo dos tempos da Faculdade, em que discutíamos tanto futebol que... passámos a ser amigos para a vida.
Para a vida, independentemente de tudo.
E o tudo significa nunca termos deixado de perceber o papel que cada um desempenhava, o que cada um podia contar, ou, mesmo, o que cada um poderia contar... depois de ter ouvido... muito mais do que poderia ser contado.
É assim a vida!
Como em tudo... também na Bola... N - 1.
E se há lugares de onde saímos, por causa do N - 1, para voltarmos... há outros de onde saímos porque já não queremos lá estar!
Com a percepção certa do eu, no tempo e no espaço... onde devemos estar!
É isso a vida!
Conhecendo o nosso mundo (onde somos actores e guionistas) e... as nossas convicções.
Porque, mais do que nos e as nossas circunstâncias... devemos ser nós e os nossos valores!
Para que, com isso, o tempo volte a ser (todo) nosso!

N - 1... Antes do 100
N - 1... antes do 100, antes do penta, antes de... Obrigado aos meus (em termos deste jornal, obviamente)... 4 cavaleiros do Apocalipse (no bom sentido, claro)!
Obrigado a todos os que me... criticaram e - também - a todos os que me... ajudaram!
Mas o mais obrigado, claro, para todos os que... leram!
Obrigado a A Bola!
Até... sempre!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Alvorada... Saudades!

Benfica

"A situação à volta do Benfica não é confortável. Espero que tudo se esclareça rapidamente pelas vias legais adequadas. Gostaria, por agora, se salientar dois pontos.
O primeiro tem a ver com os agora arautos da verdade, em regime de condomínio fechado. Falam como imaculadas personagens, prenhes de amnésia. Servem-se lautamente de pirataria informática e sentem-se bem nesse mundo de total bufaria. Sentenciam como doutos juízes de instância suprema, reinventam regulamentos, ressuscitam intervenientes, querem fazer confundir datas e épocas e pregam a moral dos ofendidos (de um tetracampeonato). Só lhes falta a essência do nexo de causalidade. Como dizem os italianos, che peccato!
O segundo diz respeito ao meu clube. Sem prejuízo do que há por esclarecer, sinto-me incomodado. Sobretudo, por ver o SLB ser posto em causa por alegada interferência que não foram eleitas, mas que por lá andam. Repudio absolutamente esta degenescência hierárquica e democrática. Não aceito ver o meu clube na praça pública por alegadas práticas de chico-espertismo à revelia dos sócios. Independentemente do que a justiça desportiva e civil decidirem no meio desta emaranhado de acusações falsas ou verdadeiras, o custo reputacional já é significativo. A boa reputação demora anos e anos a ser edificada (como LF Vieira fez), mas pode ser ferida gravemente num breve tempo. O meu Benfica é o da transparência, seriedade, e rigor. O meu Benfica é incompatível com a sua representação por pessoas que ferem esta sua imagem. Nunca é tarde para tomar as medidas que se impõem. É voltar às origens. E respeitar a memória de 113 anos."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Costumo concordar em absoluto com o consócio Félix, mas hoje, discordo do ênfase no segundo ponto! Posso até concordar em tese, mas neste momento, existem outros temas mais importantes...
Como Rui Gomes da Silva, afirma hoje, estes reality shows diários, anti-Benfica, não querem Benfiquistas nestes programas... vivem do ódio ao Vermelho... Pessoalmente, defendo à muito, que nenhum representante do Benfica, devia aparecer nestes programas... Mas sei que isso é impossível, agora acho que o Benfica devia fazer tudo para impedir o seu nome (marca registada), ser usado em programas de entretenimento... Não são programas de informação, são no mínimo programas de desinformação...
Não é fácil manter a compostura naqueles antros, e por isso considero as criticas ao Guerra excessivas... Até porque se o Guerra fala demais, é chato, entre outras coisas... pelo menos está bem informado, tem dados correctos, e consegue muitas vezes em directo, desconstruir os mitos anti-Benfica, algo que praticamente mais nenhum comentador Benfiquista consegue fazer...!!! Só o António Melo tem mais 'bagagem' histórica do que o Guerra... e infelizmente o Tó já não tem tempo de antena...

Dos vendavais...

"Sempre que oiço falar do que na vida me atormenta ou me espanta, penso: talvez a Ella Berthoud e a Susan Elderkin resolvam (ou expliquem...) Eu explico: a Ella e a Susan têm um livro que se chama Remédios Literários. Nele usam os melhores romances para tratarem, com as suas metáforas ou seus sinais em doses homeopáticas, de delírios e escapismos, de patifarias e atrapalhações, de minas e armadilhas, de línguas azedas e vícios secos (& mais e não apenas do que é mau ou reles...)
Por exemplo, através de O Monte dos Vendavais de Emily Bronte mostram como a vingança (e não só...) é uma destrutiva cadeia em efeito dominó - que se abre quando Mr. Earnshaw, o senhor dos Vendavais, leva para casa o órfão Heathcliff, deixando Hindley e Catherine os filhos, varridos por ventos de ciúmes e Earnshaw acaba por vingar-se de todos, morrendo. Por entre vinditas que se sucedem, Hindley torna-se jogador, dedica-se à bebida, escondidos subterfúgios levam-no a mais bebida e mais jogo (e acaba morto também...) Dá no que dá, seguem-se paixões imprevistas e seduções perigosas, alianças imprevisíveis e casamentos forçados, fantasmas à solta e prisões sem grades, tropelias magoadas e hipocrisias de viés, culpas imaginadas e desculpas perdidas.
Mas não, não foi só pela vingança (também foi pela artimanha e a videirice...) que o futebol português parece ter caído no seu Monte dos Vendavais - num jogo que não se joga com bola, se vai jogando com rufias a parasitá-lo e mariolas a prostituí-lo. A Ella e a Susan também mostram com a Expiação de Ian McEwan que a mentira se faz de muitas cores - e não apenas com o Briony preso nos seus enganos e inventar narrativas para se salvar. E se, a cada dia que passa (nos seus fariaísmos e suas manigâncias...), há sempre mais do que um Briony a saltar-se, vergonhoso, do fundo dum mail - a virtude que pode haver nisto tudo é o poder acabar-se com eles, extirpá-los. Se tal acontecer, o futebol de verdade ganhou alguma coisa. Aliás, muito."

António Simões, in A Bola

Benfiquismo (DXIV)

Tosco?!

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Lama em vez de relva

"Da relva para a lama. Da ética normativa para o reino dos interesses sem regras. Da sensatez para a mais autofágica turbulência. Da exemplaridade para o mais reles nível. Da leal competição para a guerra total. Da decadência para a ausência de pudor. Da estabilidade para o arrivismo inconsequente. Da transparência para a mais ordinária delação. Da constatação do erro para a abusiva generalização do dolo. Da cooperação para a vendeta. Da verdade como atitude para a mentira e intriga como táctica. Eis como, com brandura, se pode classificar a patologia do nosso futebol. Transversal aos clubes, em que uns são mais iguais do que outros. E onde a memória se esboroa a cada esquina de oportunismo doentio. Onde uns acusam outros e vice-versa, não se vendo ao espelho e julgando-se imaculados. Onde tudo vale por nada valer. Tudo agora reforçado com a parva delegação de porta-vozes funcionários, sem que se ouçam as vozes que os sócios democraticamente elegeram. Com as crianças hoje, adultos amanhã, a respirarem este ar poluído e até venenoso, sem que haja coragem para dizer basta. Com programas nojentos em alguns canais de tv para os quais, em nome do totalitarismo das audiências, não há limites deontológicos e éticos e onde a prostituída regra é a de que qualquer fim (deles, claro) justifica qualquer meio. Um abandalhamento total com intervenientes que, por vã glória, colaboram no assassinato deste desporto.
Este não é o futebol da naturalidade de se ganhar e de se perder (e saber aceitar). Quem acode à sua reabilitação como (parafraseando António Gramsci) «um reino de lealdade jogado ao ar livre»? É uma utopia? Pois que seja."

Bagão Félix, in A Bola

Alvorada... da psiquiatria à psicologia !!!

De Pinheiro de Azevedo a Vasco Gonçalves: o PREC no futebol português

"Há não muito tempo nos serões televisivos discutiam-se palavrões. O presidente do Sporting tinha dito «bardamerda» para quem não era do seu clube e o tema rendeu de pano para mangas.
Bruno de Carvalho inspirou-se num termo aplicado num contexto absolutamente distinto e bem mais apropriado pelo seu tio-avô Pinheiro de Azevedo, almirante que em 1975 chegou a primeiro-ministro de Portugal durante o Período Revolucionário em Curso (PREC) no pós-25 de Abril.
Convenhamos: a afirmação é uma grosseria sem sentido, porém, não tem valor-notícia.
Serve este episódio para sublinhar que o futebol português vive em permanente discussão. Quando não há tema, arranja-se um e essa premência em fomentar o conflito prejudica a hierarquização sobre o que vale ou não a pena ser escrutinado.
No fundo, o exercício do jornalismo responsável até é simples: há que separar o trigo do joio e não publicar ou difundir o joio.
Em termos noticiosos, o denominado «caso dos e-mails» é boa parte dele «trigo». Se se provarem os indícios, as denúncias e acusações imputadas a pessoas ligadas ao Benfica são graves e abalam seriamente as estruturas do futebol português – por muito que haja uma recente tentativa do departamento de marketing encarnado em aligeirar o tema e abordá-lo sob uma perspectiva humorística.
O caso é de polícia (está entregue à Unidade de Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária) e, estando sob alçada da justiça desportiva e civil, é neste âmbito que se terão de apurar factos e responsabilidades.
Contudo, o meu ponto aqui não versa a justiça, mas sim o jornalismo.
Cabe então o quê ao jornalismo?
Na forma como concebo a profissão cabe a quem a exerce tentar apurar informação relevante sobre o processo, verificando-a através de diferentes fontes, relacionar dados e fazer todas as perguntas que têm de ser feitas aos visados até que as devidas respostas sejam dadas. Cumpre-se assim a missão de esclarecimento da opinião pública.
Mesmo que privilegiemos o espectáculo em detrimento da polémica, há que esclarecer os fundamentos de uma suspeição tão pesada que pode manchá-lo de forma insanável.
Defender o espectáculo é, antes de tudo, fazer luz sobre as sombras que pairam sobre o jogo e são o seu principal inimigo.
Há portanto que abordar casos como este com rigor, equilíbrio e espírito crítico. Aliás, sem espírito crítico um jornalista é pouco mais do que um dactilógrafo.
Essa abordagem implica também responsabilidade por parte da comunicação social, que se quiser dedicar-se a debater um tema de justiça consecutivamente deve promover debates sempre com pontos de vista diversos.
Deve de, por exemplo, quando difunde a opinião de um comentador independente ou de determinado especialista em arbitragem ou em direito desportivo, divulgando um parecer como se fosse o único possível, ter em conta se há alguma conotação do formador de opinião com uma das partes em conflito.
Cabe à comunicação social, no fundo, respeitar a inteligência da sua audiência. Ao fazê-lo está a defender-se, porque a batalha além de jurídica é também mediática.
Voltando ao início do texto, não é por culpa das alusões a Pinheiro de Azevedo que o clima de PREC se instalou no futebol português; mas sim da lógica gonçalvista de «estão connosco ou contra nós» que por estes dias se aplica a todos quantos abordam determinado assunto ou se calam sobre ele. 
Vasco Gonçalves, general antecessor de Pinheiro de Azevedo como primeiro-ministro no pós-revolução, quis a determinado período do seu (também) curto mandato separar as águas num célebre discurso perante os trabalhadores da Sorefame:
«Hoje, só há duas alternativas: ou se está com a revolução ou se está com a reacção. Não há terceiras vias, nem há neutros aqui. Não pode haver neutros!»
Contrariar o seguidismo que marcou os «tempos de brasa» da jovem democracia portuguesa é um dever do jornalismo, tal como da Justiça."