Últimas indefectivações

quarta-feira, 28 de junho de 2017

O silêncio dos cobardes e dos ignorantes

"Há que desmistificar o futebol profissional como desporto, há que tratá-lo como espectáculo desportivo profissional

Coloquemos os pontos nos ii e explicitemos, desde já, o nosso entendimento e postura em relação à independência e isenção da nossa crítica, ou apoio, ou desapoio, em relação à “sociologia do desporto” que, diariamente, vai acontecendo em Portugal, incluindo ainda algum espectáculo desportivo, profissional, como o futebol, e não só. É que, à partida e a título definitivo, excluímo- -nos de qualquer colaboração que não esta, escrita em jornal.
Esta é a nossa forma de retorno à sociedade civil porque, em relação à militar, demos muito mais do que recebemos, ou melhor, recebemos, sim, ingratidão, indiferença, arrogância, etc., etc., apesar de termos ajudado a transformar, durante 40 anos, alguma gente um pouco boçal em “oficiais e cavalheiros”!
Mas vamos ao que interessa, já que o resto são “águas passadas”; quando nos impomos pelo conhecimento, pela honestidade intelectual, pela seriedade e isenção, a troco de nada, o que recebemos de certa sociedade civil, politizada, é o silêncio, cúmplice de compadrios partidários ou de “irmandades” organizadas à volta dos seus interesses, ambos como forma de proteger o seu estilo “fraterno” de viver numa sociedade que só é solidária para alguns, como aliás Luís de Camões já nos tinha avisado: “terra madrasta que trata uns como filhos e outros como enteados”...
Os que sabem o valor das coisas e não têm a coragem de o reconhecer, de forma pública, porque não estão autorizados, são o exemplo expresso da cobardia; os outros, coitados, são os idiotas úteis, os ignorantes, os pobres de espírito, como diz certa Igreja Católica, e que, por isso, não têm opinião. Ora estamos a falar da reconstrução nacional que se impõe para afastar o mau olhado do diabo que ameaça a solidariedade nacional, embora construída por forma antinatural e até à margem da contabilidade tradicional, apesar de se ter encontrado uma solução em que se juntaram os que, sozinhos, nunca poderão impor a sua vontade...
E agora o que temos é uma indefinição, fruto da incerteza, ou da certeza de que a solução encontrada é precária, durará pouco tempo, e o que vai gerar é apenas o fruto de uma reacção típica da criação de anticorpos como fórmula química natural que garante a imunidade, ou seja, rejeita o que não é natural e que o organismo considera uma doença, para não dizer uma aberração!
Mas então onde é que entra a análise sociológica do desporto? É aqui mesmo, na impreparação que grassa no sector, que apenas continua a gerir o que está, mostrando-se incapaz de alterar seja o que for, ou seja, está inoperacional, porque não tem qualquer ideia-programa para opor ao que existe, que é fruto do antes e depois do 25 de Abril, mas que está paralisado e com os seus efeitos bem visíveis, ou seja, estagnado.
Há que desmistificar o futebol profissional como desporto, há que tratá-lo como espectáculo desportivo profissional que é, como negócio, como indústria, mas não como desporto, que de facto não é. Há que ter a coragem de assumir que no desporto profissional não faz sentido controlar e combater o doping, mas sim controlar os jovens do secundário e das faculdades, que se drogam e consomem álcool, num crescendo permanente, mas que ninguém controla ou combate, e isto é que é importante porque é o futuro do país que está em causa.
Há que rever a fórmula da inspecção da actividade profissional, no Estado, dos docentes de Motricidade Humana, já que não são animadores de actividades desportivas, mas sim educadores através do movimento, com objectivos e finalidades bem expressos na lei.
Por fim, há que rever a forma de aconselhamento técnico-profissional junto daqueles que tomam decisões, para que não seja condição única e necessária o cartão partidário, mas sim a competência. 
Sabemos que é pedir muito, mas se pedimos pouco ficamos com pouco e, mesmo assim, se tivermos sorte."

Declarações exclusivas!!!

Boas, ...

Benfiquismo (DXIII)

Recepção...

A velha aliança

"Comecemos com um pequeno exercício de memória: quando o actual presidente do Sporting Clube de Portugal conquistou nas urnas tão honrosa posição, cumprindo assim um sonho de criança, o primeiro alvo que seleccionou para sobre ele descarregar o seu viperino arsenal de setas, bem venenosas, diga-se, foi o presidente do Futebol Clube do Porto - chamou-lhe de tudo!
Estranho? Só para quem andar distraído sobre o vaivém das motivações do mundo da bola: ataca-se sempre aquele que se percepciona como a mais séria ameaça – e o FCP, tendo em conta o seu recente histórico, naquela altura, ainda era visto como o mais temível detentor de poder.
Ora, todos pudemos, entretanto, ver e acompanhar com ternurenta complacência, o namoro, um verdadeiro noivado, que culminou, há dias, com mediático casamento entre estas duas grandes instituições desportivas, casamento que ironicamente teve um convidado de honra, um convidado que, de tão odiado, se tornou omnipresente: o incontornável e obsidiante Benfica. Sim, o clube encarnado, com seu crescente e avassalador domínio, não foi só o sibilino e ínvio convidado, mas a única razão de tão espúrias núpcias. Aos consortes uni-os o ódio e o medo sob as ígneas cores do vermelho. Ontem, era cobras e lagartos do clube nortenho, aparentemente viciado nos sabores da vitória, para agora se engolirem todos os sapos de décadas. Em nome de quê? Do medo vermelho que conjunturalmente os une!
Uma certeza estatística: não há no país, nem, se calhar, no mundo uma única pessoa que não aponte o verdadeiro móbil de tão cálido enlace. Toda a minha gente sabe e o diz à boca cheia (vox populi, vox Dei): é um casamento de conveniência. E os casamentos de conveniência não são pautados pelo amor, mas pelo maquiavélico critério do mal menor.
Se, com Pierre Clastres, fizermos uma breve deambulação pela “arquelogia da violência”, rapidamente nos apercebemos do que verdadeiramente está na gênese de qualquer aliança: o sentimento de vulnerabilidade face a uma ameaça externa, percebida como capaz (credibilidade) de dissolver o núcleo identitário de qualquer um dos aliados. Ou seja, ela baseia-se num pacto segundo o qual cada um se reconhece ser, sozinho, incapaz de fazer frente ao inimigo eleito como ameaça preferencial e prioritária. Ou seja, uma aliança traduz, a fortiori, um aflito expediente de sobrevivência.
É por isso que este casamento de aflitos, com namoro à porta dos gabinetes de Gomes e de Proença, se precipitou com a vitoriosa cavalgada (ou voo?) do clube da Luz, confirmando de forma categórica uma hegemonia que se vinha configurando: foi um casamento de aflitos e à pressa...
Nos casamentos à séria (que os há cada vez menos!), os nubentes e os convidados se manifestam contentes e felizes: neste, só um conviva, porém, tinha verdadeiros motivos para sorrir e que, por ironia, foi o único que não recebeu convite – o Benfica!
Insisto na atitude desesperada de preservação da coesão interna face à imagem antitética de um inimigo, quase sempre imaginário, ou provocado, como aconteceu com o General Leopoldo Galtieri, que, a braços com grave crise interna, mandou, em 2 de Abril de 1982, as tropas argentinas ocuparem as Ilhas Malvinas, sobre as quais agitou um histórico direito de jurisdição, desviando, deste modo, o foco nacional para um inimigo, neste caso, a Inglaterra, que ocupa aqueles territórios desde 1833. 
Quando um líder enfrenta oposição interna, o truque clássico, conforme o demonstrou Musafer Sherif, é inventar ou provocar um inimigo externo. E, neste sentido, este recente casamento entre leões e dragões, além de gritar os quatro ventos a temida superioridade benfiquista, denuncia também, com flagrante nitidez, a actual tibieza das lideranças de cada um desses clubes. Cada um dos líderes em causa parece colocar num inimigo externo a verdadeira e única razão da sua força.
E isto entronca numa outra dolorosa verificação que é também uma profecia: verão fugir para a Águia tantos mais títulos quanto mais insistirem em disputá-los exclusivamente contra esse adversário, assim convertido em inimigo devorador.
A motivação traz sucesso sempre e quando ela se alimentar do íntimo de cada agente desportivo e não sacudida pelos ventos do circunstancialismo externo e conjuntural.
Já o afirmei diversas vezes: o que gera o sucesso é só uma motivação endógena, nunca uma motivação exógena.
Porque aos casamentos de conveniência espera-os um mesmo sim, sempre: o divórcio pela certa.
Este casamento em concreto durará só o tempo que demorar o poder a mudar de mãos.
Sim, mais de mãos do que de pés, apesar de ser sobretudo com estes que a bola se joga!"

105x68... Semanada !!!

Sem medo da verdade

"Há cinco/seis anos que paira na Luz o receio de o correio electrónico do Benfica chegar ao conhecimento do FC Porto

Sem grande rigor cronológico, tudo parece ter começado a 1 de Abril (jornada 27), esse, o dia das mentiras, quando os jogadores do FC Porto se abraçaram em bizarra comemoração pelo empate no Estádio da Luz, mesmo não tendo chegado à liderança nem relevado competência bastante para lá chegarem em oportunidades futuras.
Qual o motivo, então, de misterioso festejo? Depositar todas as esperanças na parceira com o Sporting, na altura ainda meio clandestina, mas confirmada mais tarde através de curtas missivas entre presidentes, depois de os directores de comunicação dos dois clubes terem sido apanhados em encontro que se admitia protegido da curiosidade jornalística, dada a experiência de quem nele participou, por denunciar a arquitectura de uma aliança contra o Benfica.
Em vésperas da jornada 29, desenrolou-se a novidade número um, a da relevação da existência de uma cartilha entre os comentadores associados ao Benfica e logo a seguir a número dois com a divulgação de nomes a quem seria endereçada. Nessa jornada 29 (15 de Abril), porém, o FC Porto não conseguiu ganhar em Braga e o efeito da mensagem esvaiu-se.
Na seguinte, a 30.ª (22 de Abril), o Sporting não foi suficientemente competente para justificar o acordo de conveniência com o amigo nortenho e o Benfica ficou com o caminho livre para o título. Apostaram-se, então, todas as fichas na viagem do Vitória SC (13 de Maio) à Luz. Outra desilusão: além de um Benfica super inspirado, na altura os jogadores vimaranenses tinham a cabeça já na final da Taça de Portugal.

Campeão a uma jornada do fim, Luís Filipe Vieira libertou o entusiasmo e apontou a patamar mais elevado: o penta!
Soaram os alarmes no Dragão. O Sporting revelara-se aliado de fraca influência, obrigando a uma estratégia mais agressiva com dois objectivos imediatos: desviar as atenções da demorada substituição de treinador e, principalmente, do furacão previsto na torre das Antas, mas ainda ignorado da opinião pública e que teve a ver com a intervenção da UEFA por incumprimento do fair-play financeiro.
A venda de André Silva foi a primeira medida. Claro que o FC Porto tinha de vender jogadores, esclareceu o administrador Fernando Gomes, à margem de uma sessão especial de mercado na Euronext (7 de Junho), salientando, no entanto, que o clube procurará «encontrar soluções no mercado e continuar a ter uma equipa muito competitiva».
Em concomitância, na sua briosa empreitada, o director de comunicação portista continuou a mostrar trabalho bem feito. De tal modo que foi capaz de erguer uma cortina que tem escondido da curiosidade alheia os problemas que a sua Administração enfrenta. Alguém questiona as entradas e saídas no FC Porto ou como vai respeitar-se a ordem superior sem fragilizar a capacidade competitiva do plantel? Não, o foco, como é moda dizer-se, está nos mails, nos sms relacionados com o Benfica e em tudo quanto deles derivará.

Na trincheira benfiquista, o silêncio tornou-se incomodativo para os adeptos e a sua primeira reacção pública teve-a António Simões, a 8 de Junho, no programa Aquecimento da BTV. Proclamou o antigo campeão europeu não se rever «nesta gente a representar o Benfica», clube que, sublinhou, além de maior, «tem de ser o melhor».
Do ponto de vista jurídico, poderá haver matéria para recorrer aos tribunais com dúzias de acções, mas o que família benfiquista quer saber é se os mails e os sms existem e se os conteúdos revelados são verdadeiros e no que isso poderá prejudicar a imagem do emblema. O resto é conversa para entreter.
Dizer-se que o director de comunicação portista a partir de agora estará impedido de dar publicidade ao caso é igual à zero. Nada impede que outros o façam e lhe peçam para comentar, como já deu para perceber. Além de, há cinco/seis anos, pairar na Luz o receio de o correio electrónico do Benfica, pelo menos em determinado período, ou até determinado período, chegar ao conhecimento do FC Porto.
Que se saiba, o risco nunca foi assumido. Por isso, não há volta a dar. É o efeito de convidar para casa ou andar de braço dado com pessoas que comeram sopa nas mesmas malgas dos adversários e da tolice de outras que falam de mais e estimulam amizades que não se recomendam.

Assiste-se a um ataque ao Benfica com origem conhecida. À justiça cabe apurar se há culpas, de acusadores, de acusados, ou de ambos. A Filipe Vieira compete retirar as ilações que a situação recomenda.
O Benfica não deve deixar-se comer de cebolada, como alertou Rui Vitória, mas também não deve o presidente tolerar que gente que o rodeia manche o nome da instituição. Sem medo da verdade, nem das consequências. Só assim o Benfica, além de maior, será o melhor, como preconiza António Simões. "

Fernando Guerra, in A Bola

A galinha dos ovos de ouro

"Benfica e Porto foram os clubes que mais dinheiro fizeram na última década em transferências. Isto é uma boa notícia. Mas é possível fazer uma leitura negativa...

Os números impressionantes: num ranking de transferências da última década, o Benfica lidera com 727 milhões de euros de vendas, logo seguido pelo Porto com 722 e, nos restantes dez primeiras lugares, só constam clubes ingleses, espanhóis e italianos.
Apesar de assolados pela dívida, os clubes portugueses podem ter encontrado um modelo de negócio sustentável: apostar na formação e no scouting valorizar jogadores e vendê-los muito bem. Se olharmos para outros países da nossa dimensão, ninguém parece ter ido tão longe nesta estratégia. O futebol português encontrou a sua galinha dos ovos de ouro, resta saber se não está também a matá-la.
Colocam-se, a este propósito, dois problemas interligados: a competitividade do futebol português pode ficar ameaçada do médio prazo e a generalização das vendas pode tornar difícil manter o valor do jogador português.
Um dos equívocos muitas vezes repetidos é que a importância das vendas de jogadores no modelo de negócio dos três grandes vai aumentar irremediavelmente o fosso competitivo com os outros clubes.
Na verdade, o campeonato português - como aliás quase todas as ligas - sempre foi desequilibrado, com vendedores crónicos. O problema para Portugal não é a desigualdade interna, mas, sim, o risco de, vendendo cedo de mais, os clubes nacionais perderam competitividade na Europa. Sem presença assídua na Champions e sem passarem a fase de grupos, os clubes portugueses deixarão de ser capazes de vender como agora, pois a percepção positiva sobre o futebol português piorará.
Para já, coloca-se um outro problema. Enquanto até há pouco tempo, Benfica e Porto e, em menor medida, também o Sporting, vendiam jogadores já maduros, hoje, a aposta passa por vender jogadores acabados de sair das academias, com grande potencial, mas longe de terem maturado. Como se não bastasse, estes jogadores são vendidos por valores exorbitantes a clubes de topo, onde a probabilidade de não se afirmarem é grande, por chegarem demasiado cedo.
Enquanto jogadores cada vez mais jovens são promovidos aos plantéis principais dos clubes grandes - o que os tornará menos competitivos na Europa -, estes jogadores são vendidos ainda numa fase muito inicial das sua carreira. O efeito conjugado destas duas tendências tem tudo para correr mal: a competitividade do futebol português diminui, enquanto a probabilidade de jogadores com muito potencial falharem na sua afirmação externa aumenta. Com consequências: os clubes que hoje pagam tanto por jogadores portugueses, poderão deixar de o fazer e o futebol português poderá iniciar uma trajectória de 'holandização'. Clubes menos competitivos na Europa, selecção com dificuldades de afirmação e desvalorização relativa do jogador nacional (basta pensar no valor de venda de jovens talentos portugueses hoje quando comparado com jovens talentos holandeses)."

Alvorada... com o Prof...

terça-feira, 27 de junho de 2017

Breve história de uma morte anuciada


"Portugal disputa, nestes últimas quinze dias de Junho (se tudo correr bem) uma prova em que é estreante e parece condenada ao desaparecimento: a Taça das Confederações. Responsabilidade acrescida: é campeão da Europa e a Alemanha apresenta-se com uma espécie de equipa B...

Esta edição da Taça das Confederações é a oitava organizada sob a égide da FIFA e, muito provavelmente, a última a que poderemos assistir. O novo calendário internacional que se perfila no horizonte para as selecções deixará de ter espaço para uma prova que, vendo bem, nunca caiu muito no goto das federações nacionais.
Orgulhosa dos seus galões de campeã da Europa, a selecção nacional, que um dia Ricardo Ornellas, um dos mestres do jornalismo, apelidou de Equipa-de-Todos-Nós, vê nesta sua primeira presença na prova a possibilidade da conquista de um troféu que ficaria a matar nas vitrinas da sede da federação, lado a lado com a Taça Henry Delaunay, triunfalmente ganha em Paris, Saint-Denis, na cara dos chauvinistas franceses.
Como durante esta semana e até à saída deste seu jornal teremos vários jogos que não conseguimos reportar antes do fecho, fiquemo-nos hoje pelo um breve historial desta competição.
Foi em 1992 que a Federação da Arábia Saudita teve a interessante ideia de realizar uma competição envolvendo os vencedores da Copa América, da Taça das Nações Africanas, da Taça da Ásia e da Copa de Ouro da CONCACAF. Meias-finais, final e jogo para os terceiros e quartos lugares, tudo em três dias de Outubro, meio à pressa por vicissitudes mais do que compreensíveis, com vitória dos argentinos sobre os sauditas no jogo decisivo de Riade (3-1).
O primeiro passo estava dado.
Três anos mais tarde, em 1995, nova dose. Também na Arábia Saudita. Chamava-se, na altura, Campeonato Intercontinental. Sendo o Japão campeão asiático, acrescentou-se a equipa do país organizador, como não poderia deixar de ser. Seis participantes, já em dois grupos iniciais para apurar os semi-finalistas. Vencedor: Dinamarca, na final contra a Argentina (2-0).
Tudo piava, a partir de agora, mais fino.
Em 1997, já estávamos, muito mais prosaicamente, perante a Taça das Confederações.
Com edição agendada de dois em dois anos. Entravam na liça o campeão do mundo (Brasil, no caso), o campeão da Oceânia (Austrália) e o finalista da Taça da Ásia, os Emiratos Árabes Unidos, já que a Arábia Saudita voltava a apresentar-se como país organizador. O campeão europeu, a Alemanha, declinou a presença, chegando-se à frente o finalista do Euro-96, a República Checa. Atingia-se o número ideal de oito, divisível por dois grupos de quatro, tal como acontece actualmente.
Vitória brasileira sobre os australianos 6-0!

Tempos modernos
A edição de 1999 teve lugar no México. A França, campeão do mundo em 1998, decidiu não participar. A prova disputou-se no início de Agosto, embora estivesse agendada para Janeiro.
O México venceu o Brasil e, dois anos depois, já se encontrava estabelecido que a Taça das Confederações serviria para para  teste das fases finais dos Campeonatos do Mundo.
Como co-organizadores do Mundial de 2002, Coreia do Sul e Japão receberam a edição de 2001. E participaram nela, como está bem de ver. Com o campeão do mundo e da Europa confundidos na mesma selecção, a França (1998 e 2000), o México teve direito a entrar como titular.
Ao título mundial e europeu, somou o título confederativo, batendo o Japão por 1-0.
Dois anos mais tarde, em 2003, seria a própria França a receber o torneio.
Ganhou outra vez.
Aos Campeões que, na meia-final, tinham visto o seu jogador. Marc-Viven Foé colapsar em campo inanimado ao minuto 71. Seguiu-se a morte.
A partir de 2005, a FIFA estabeleceu que a Taça das Confederações só se disputaria nos anos anteriores às fases finais dos Campeões do Mundo.
E, mantendo o principio de que o grande objectivo era o de servir de teste aos Mundiais, sempre no país que, no ano seguinte, organizasse a prova.
A nova era teria, assim, início na Alemanha.
Seguir-se-iam a África do Sul, o Brasil e a Rússia.
O Brasil conquistaria todas as Taças das Confederações a partir daí, embora tenha ficado de fora da deste ano.
4-1 à Argentina, em Frankfurt; 3-2 aos Estados Unidos, em Joanesburgo;3-0 à Espanha. Mas fala-se à boca cheia pelos corredores que a Taça das Confederações não tem futuro.
Ou melhor, que o futuro dela é já agora. Na Rússia, de onde daremos notícias..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Chegou, traduziu e venceu

"A história do homem que ajudou um bom treinador a bem treinar.

John Mortimore chegou ao Benfica no verão de 1976. Depois de Mário Wilson, coube ao treinador inglês orientar a equipa de futebol 'encarnada'. Aterrou em Lisboa às 16 horas e 45 minutos do dia 25 de Julho de 1976. Era domingo. No dia seguinte, após assinar o contrato com o Sport Lisboa e Benfica, deitou mãos à obra e treinou a equipa pela primeira vez.
A prova de fogo chegaria cerca de um mês e meio depois, com o início do Campeonato Nacional, e Mortimore falhou. O Benfica perdeu por 3-0 frente ao Sporting. Rapidamente se começou a duvidar das competências do novo treinador. Mas eis que surgiu outra questão: o idioma. Seria a diferença de idioma que estaria a impedir os bons resultados?
Seguiram-se mais quatro jornadas. Os resultados continuaram a não agradar e Romão Martins, secretário para o Futebol Profissional, comunicou: 'Tenho em mente propor a contratação de um intérprete, só intérprete, enquanto Mortimore não entenda e não se faça entender no idioma português'. Assim o fez e, daí para a frente, tudo mudou.
João Anselmo, major de cavalaria na reserva, 'sócio dos antigos do clube' e já com alguma experiência como intérprete, foi o escolhido para o cargo. 'O dr. Borges Coutinho chamou-me. Recebeu-me (...) e esteve meia hora a falar comigo em inglês. (...) Fiquei'.
Na 6.ª jornada, já com o auxílio do novo intérprete, o Benfica venceu por 2-1 o Boavista. Na jornada seguinte, nova vitória. Depressa João Anselmo se tornou um 'jogador' importante na equipa 'encarnada'. As suas funções, o próprio explica: 'Faço as traduções entre o sr. Mortimore e os jogadores, (...) o massagista, (...) e o roupeiro. Depois acompanho-o no treino. (...) Ele corre, eu corro ao lado dele e tudo o que ele vai dizendo em inglês eu vou repetindo em português'. E, orgulhoso, afirma: 'Nunca perdi (um jogo) e «só conto» com três empates'. E Mortimore reconhece: 'ele foi uma grande ajuda'!
Apesar de um início de época algo hesitante, com o auxílio de João Anselmo, John Mortimore fechou a época em grande: conquistou o título de campeão nacional 1976/77, a três jornadas do fim, e deu o quinto 'tri' ao Benfica. O troféu pode ser visto no Museu Benfica - Cosme Damião, na área 6 - Campeões Sempre."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Somos Tricampeões!

"Quando João Rodrigues se deixou cair no solo do rinque do pavilhão de Odivelas a festejar, todos nos festejámos com ele. Afinal faltavam 23 segundos para o fim do jogo com o Sporting CP e a recuperação estava consumada. Foi o 6 a 5 que nos deu o Tricampeonato nacional de hóquei em patins, o culminar da longa e dura época 2016/17. Já quase ninguém acreditava que era possível, mas foi. A vitória no derby foi o que faltava para se soltar a festa transmitida em directo pela TVI24 para todo o país. Os jogadores patinaram de braços no ar a festejar e eu, em casa, corri para a televisão a gritar 'ganhámos, ganhámos!'. Abracei a minha mulher, portista (cada um tem a sua cruz...), e ela sorriu com a minha felicidade, porque também ela preza a verdade desportiva.
E depois, a vergonha, o roubo, a falsidade, as imagens de marca da arbitragem portuguesa no hóquei em patins e o reflexo de uma estrutura federativa que tudo fez para que o SL Benfica não chegasse ao Tri. Não era possível o que se estava a passar naqueles últimos segundos. De braço no ar, dois adeptos do Sporting CP e FC Porto travestidos de árbitros anularam o golo limpo do campeão nacional. Não tiveram dúvidas, eles que durante toda a temporada fizeram o que estava o seu alcance para aproximar as suas equipas do coração do topo da classificação. Aquilo que os jogadores rivais não fizeram em campo, conseguiram esses dois elementos com a ajuda de um apito e de uma falta de vergonha sem igual no desporto nacional.
Minto, este modus operandi já tinha sido observado nos campos de futebol portugueses nas décadas de 1980 e 1990. Só mudaram as moscas. Estão muito enganados se pensam que vão sair impunes. Para o ano, que venha o Tetra."

Ricardo Santos, in O Benfica

Miserável

"É costume ler-se e ouvir-se que 'não há palavras' nas mais diversas situações. Estou em desacordo: A língua portuguesa é tão rica que há sempre palavras adequadas para descrever ou qualificar um acontecimento.
Por exemplo, sobre o Sporting-Benfica em hóquei, ocorrem-me 'escândalo', 'roubo', 'premeditação', 'favorecimento', 'golpada', 'vergonha', 'nojo' e todos os seus sinónimos. Também 'incompetência', embora logo de seguida da expressão 'não sejas anjinho'. Mas ainda que me as faltassem, sabendo que as línguas evoluem, poderiam utilizar 'rainhar' ou 'teixeirar', que figurariam rapidamente na gíria popular em detrimento das já gastas de tanto usadas 'gamar' ou 'fanar'.
Mas penso sobretudo em 'estupidez'. O Benfica deveria ter passado esta semana a festejar o tetracampeonato de hóquei em patins.
Há três anos, em Valongo, fomos vítimas de uma arbitragem miserável que nos sonegou que, então, não imaginei ser possível uma arbitragem ainda mais tendenciosa que essa, no entanto trata-se de Portugal, trata-se sobretudo de hóquei em patins, uma modalidade gerida à sticada pelos seus dirigentes federativos desde há largos anos.
E 'estupidez' porque estes dirigentes, medíocres e estúpidos por serem incapazes de se libertarem do fanatismo clubístico em prol do desenvolvimento da modalidade, não entendem que, encontrando-se limitado a Portugal, à Catalunha e pouco mais, o hóquei, sem o Benfica, ficará reduzido a coisa nenhuma. Depois bem podem ir jogar ao pau com os ursos - até já tem stiques - ou aos 'polícias e ladrões'. Duvido é que haja, entre os seus amigos, quem se disponha a fazer o papel de polícia."

João Tomaz, in O Benfica

Rainha da fraude

"Para além do Futebol, de todas as modalidades do Benfica é o Hóquei em Patins a que sigo com maior atenção, e a que mais me apaixona desde os saudosos tempos dos relatos radiofónicos. É uma modalidade maravilhosa, mas é também uma modalidade frágil, a carecer de cuidados especiais. Praticada em contexto geográfico limitado, não tem, por isso, estatuto olímpico. Sendo tão popular em Portugal, dando-nos tantos títulos internacionais, cabe justamente aos portugueses acarinhá-la, e tentar promovê-la dentro e fora de portas. Até porque faz parte da nossa cultura e da nossa identidade desportiva.
Os principais clubes têm investido muito, têm contratado grandes estrelas mundiais, e, complementando o trabalho dos seus canais televisivos próprios, também uma estação generalista tem transmitido os jogos, ao que parece com boas audiências. Ora todo este esforço foi deitado para o lixo por um só indivíduo. Paulo Rainha, a quem chamam árbitro, subverteu o campeonato e descredibilizou a modalidade, matando o trabalho de centenas de pessoas, e ferindo a paixão de milhares de adeptos.
Não é fácil calar a revolta. O que se passou em Alverca ficará para a história como um dos mais negros momentos do desporto português. Caberá aos responsáveis benfiquistas encontrar formas de responder a tão grande insulto à verdade. Seja por mail, por carta ou por telefone, há que lutar para que este tipo de situações não volte a ocorrer, em defesa do próprio Hóquei. Dentro do rinque, os nossos jogadores foram campeões. E acredito que toda a revolta se transforme em força para conquistar a Taça. Assim os deixem."

Luís Fialho, in O Benfica

PS: Como é óbvio esta crónica foi escrita antes da decisão da Direcção...

XXXV Gimnáguia

"Os anos passam e a Gimnáguia mantém sempre a mesma bitola - um verdadeiro êxito. Quem teve o privilégio de assistir ao vivo ou de ver através da BTV terá ficado extasiado com o espectáculo de cor, som e harmonia. A XXXV Gimnáguia foi um verdadeiro hino ao «fair-play» e à forma como se deve estar no desporto. Numa justissíma homenagem ao anterior presidente da secção de Ginástica do Sport Lisboa e Benfica, Carlos Broa, este evento ficou marcado pelas brilhantes prestações dos 750 atletas de nove clubes. Um dos momentos marcantes ocorreu quando actuou a classe de rapazes do Sporting CP.
Numa prova cabal de desportivismo, a classe leonina foi aplaudida na altura da apresentação e no final. Todos temos que ter orgulho da postura do nosso Clube e da forma como estamos no desporto. O Sport Lisboa e Benfica é o maior clube português não só pelas conquistas desportivas que tem alcançado aos longo dos seus 113 anos de vida, mas também pela forma exemplar como segue à risca os valores e princípios próprios de uma instituição humanista. Parabéns ao João Cardoso, presidente da secção de Ginástica que não pára de crescer.
Esta semana ficámos bem mais pobres. Partiu o Samuel Vitório, um dos obreiros do nosso Centro de Documentação e Informação e do Museu Benfica - Cosme Damião. Natural de Castelo Branco e com apenas 32 anos, o Samuel trabalhou sempre com amor à camisola e era um verdadeiro talento. Vamos todos sentir muito a sua ausência física, mas ficará para sempre o seu exemplo, o seu profissionalismo, a sua dedicação durante mais de seis anos. Até sempre, caro Samuel!"

Pedro Guerra, in O Benfica

Benfiquismo (DXII)

A caminho da glória...

O problema chama-se ânsia da 'fruta'

"Futebol é futebol. O resto é o resto. Por isso mesmo não são as manchetes sobre os problemas financeiros e fiscais do cidadão que ocupa o cargo de director de comunicação do FC Porto que me fazem vibrar como se de um golo do Benfica tratasse. E refiro-me ao tipo de vibração provocada por um golo como o que Lisandro Lópes, com uma cabeçada impecável, marcou no Dragão na temporada passada nos instantes finais do tempo de compensação. São essas as alegrias do futebol. Quanto às questões da vida privada de cada um, salvo dar-se o caso de indiciarem ou acarretarem ilícitos gravosos para as instituições que representam ou para um funcionamento asseado da República, não vejo, com franqueza, o menor interesse público nessas sempre espaventosas divulgações jornalísticas. O director de comunicação do vice-campeão nacional tem direito, como qualquer cidadão, a não ver as suas atribulações pessoais expostas nos jornais e nas aberturas dos telejornais. Viu-se vítima, portanto na quinta-feira logo pela manhãzinha, de uma acção dispensável à luz do bom senso que devia imperar nas sociedades paradisíacas.
No entanto, a vítima da devassa da manhã de quinta-feira entendeu na mesma quinta-feira, à noitinha, revelar num estúdio de televisão ter em sua posse documentos "de índole muito pessoal, muito íntimo" que comprometerão a vida privada de outros cidadãos. Prosseguiu o director de comunicação do vice-campeão nacional: "Isto tem a ver com amantes e coisas assim de árbitros de futebol", o que convenhamos, não pode deixar de ser considerado como uma tentativa de insolvência da vida familiar dos ditos árbitros de futebol. -Fruta?- logo perguntou um seu colega em estúdio no Porto Canal, na ânsia, reveladora e insensata, de colar a outros os epítetos que, por direito, lhes pertencem. Mas o orador nem pestanejou: "Não vou mostrar, não vou mostrar, jamais mostrarei isto para preservar as pessoas, mas tenho, existe...", que é como quem diz que a "preservação das pessoas" tem os seus limites face à urgência de uma necessidade. E foi assim, em meio minuto (sexual) de emissão televisiva na quinta-feira à noite, que lá se foi a solidariedade devida à vítima (fiscal) da notícia da quinta-feira de manhã....
A sexta-feira, contudo, amanheceria com excelentes notícias do foro judicial e policial que nada têm a ver com a vida privada de cada um, mas com a vida pública de todos, que é o que, na verdade, interessa: o presidente da FPF chamou, finalmente, a Polícia Judiciária e o Ministério Público à acção e a PJ, por sua vez, "intimou" o director de comunicação do vice-campeão nacional a entregar toda a documentação eventualmente roubada e adulterada com que tem vindo a entreter o pagode aos serões.Agora é esperar."

Queremos Eliseu a festejar o 37.º

"A renovação do internacional português Eliseu é uma notícia que agrada aos benfiquistas. Primeiro porque é ainda um jogador com valor, dá experiência ao grupo, e cumpre com qualidade sempre que é chamado a substituir o habitual titular Grimaldo. Depois porque é dos mais carismáticos e simpáticos jogadores de todo o plantel. Há uma sintonia entre Eliseu e os benfiquistas. André Moreira dizem estar a caminho da Luz, enquanto Nélson Semedo poderá não sair. São só excelentes notícias, que aguardam confirmação. Queremos o Eliseu de Vespa a festejar o 37º.
O Sporting contratou (?) Fábio Coentrão, e parece estar adiantado para conseguir Mathieu, que se terá já desvinculado do Barcelona. Salários muito elevados, não são, este ano, problema em Alvalade, o Sporting será um adversário forte e de respeito. Pela primeira vez, e a continuar assim, talvez o único. 
No museu azul e branco há já um reajuste de espaço para a justa homenagem a Paulo Rainha, o último grande herói depois de Kelvin. Desde longa data, que ninguém fazia tanto em tão pouco tempo pelo espólio azul e branco.
Esta semana voltamos ao trabalho, primeiro com os testes médicos, depois com os jogos particulares. Temos saudades de ver o Benfica em campo, há quase um mês que não ganhamos um jogo. Venha o Neuchâtel Xamax (dia 13) para nos tirar deste purgatório, em que se transforma o defeso sem haver Benfica para saborear.
Muito boa a prestação das nossas selecções. Com a Selecção principal a mostrar rigor, ambição e profissionalismo na Taça das Confederações para muita azia de quem já estava com o veneno preparado. Uma vitória em casa do país organizador, onde em 100 anos de futebol, nunca tínhamos marcado um golo. Os sub-21 também mostram bom futebol no euro da Polónia."

Sílvio Cervan, in A Bola

O caso dos e-mails explicado às criancinhas (ou como, em 2018, só teremos que nos preocupar com o Sporting)

" momentos em que temos que separar o trigo do joio.
Como, nesta guerra que nos estão a mover, teremos que perceber o que é sério – neste caso, nada – e o que devemos deixar de lado (eu diria, tudo … o que vem lá de cima).
Pois se, antes, se dizia, que … de Espanha nem bom vento, nem bom casamento, … agora, que temos muitas paixões espanholas (que o diga Cristiano Ronaldo), poderíamos começar a dizer que … o Porto não consegue ser campeão, nem, sequer, tem salvação (rima e pode ser verdade)!!!
O melhor é deixá-los a falar sozinhos!
Porque, com raras excepções, o fogo de artifício de alguns denota e expõe a sua fragilidade.
Para a próxima época, se não tentarem condicionar as arbitragens e causarem o pânico em quem tem de decidir, ... nem em 4º lugar ficarão!!! Mas vamos por partes ...

Nos clubes, como nos países, não há milagres
Nós, portugueses, sabemos bem, por experiência própria, o que é viver acima das nossas possibilidades.
Sem aqui procurar encontrar responsáveis (nem é o local certo nem o momento oportuno), durante muitos anos, com alguns – poucos – a chamarem a atenção, vivemos muito acima do que podíamos. 
Seguiu-se um período de austeridade, com regras orçamentais e de gestão das finanças públicas apertadas, em que o País era "governado" pela famosa troika, pelo FMI, pelas instituições europeias.
Acham que se houvesse um campeonato de países em que em vez de futebol e de golos, se disputassem encontros em que as vitórias eram obtidas pelo nível comparado do crescimento do produto interno bruto, pelas taxas de juro, pelo aumento dos salários, teríamos alguma hipótese de ganhar alguma coisa?
Não, pois não?
Então, como é que um clube intervencionado pela UEFA, que tem de pagar multas pelo seu desvario despesista dos últimos anos, que tem limitação de inscrição de jogadores, que tem um tecto no seu endividamento ... poderá ganhar alguma coisa? Pois é ...

Se com um investimento louco há 4 anos a seco ...
Eles chegaram a este ponto porque, tendo ficado deslumbrados com um campeonato – o de 2012/2013 – caído no museu por obra e graça do Espírito Santo (apesar de tudo aquilo parecer ter, já, tantos anos que parece ser tudo, ... de museu), não perceberam que estavam no limite do esticar da corda com um modelo caduco, gasto, bafiento, ultrapassado, bacoco e provinciano.
Ou, ao contrário do que diria Beatriz Costa ... contemporânea deles todos ... "quando os Vascos não eram Santanas"!
Pois, partindo desse campeonato ganho com um pontapé de alguém que nunca soube porque é que o fez, foram acumulando erros sobre erros, metendo dinheiro para tapar más decisões, gastando o que tinham e o que não tinham, para, todos os dias, perceberem que a honra e a glória estavam, cada vez mais, longe!
A honra, já há muito, ... quase diria que desde sempre, ... a glória cada vez mais!!!
Então, perguntarão os mais ingénuos (que nisto de futebol, nós somos e os outros parecem), quem não ganha tem que inventar razões para não ganhar?
Claro que sim!
E nem a atribuição de culpas ao Espírito Santo (o desta última época ... que não o que lhes ofereceu o campeonato em maio de 2013) conseguiu tapar os buracos que por lá existem.
Numa declaração infeliz, Fernando Gomes (de quem tenho, diga-se, a melhor das impressões ... por muito que isso me condene ao inferno ... não ao da Luz nem ao da primeira parte da Divina Comédia, de Dante, mas ao da opinião dos Benfiquistas mais ortodoxos) tentou disfarçar o indisfarçável! 
Havia, então, que encontrar outras desculpas.
E, se bem o pensaram, melhor (pior) o fizeram!
Foram aos arquivos de uns amigalhaços, sejam eles ex-árbitros – que trocaram uns mails com alguém que parece que tem mas não tem importância nenhuma na "estrutura" – ou a ex-detentores de empresas com acesso privilegiado a mails … e puseram-se a descontextualizar o que só tem explicação num determinado enquadramento.
E tomaram por declarações sérias alguns desabafos, insinuações de poder como se de verdadeiro poder se tratasse, irritações como condenações, expressões de momento como processos kafkianos!!! 
Por mim – passe o juízo que possa fazer de alguns desses autores, até, em função do que exigiram, no passado, quando eram julgadores em vez de actores – não lhes dou importância nenhuma!
Percebo que queiram insistir na sua pretensa gravidade para que ninguém olhe para a sua – deles – verdadeira incompetência ...
Incompetência disfarçada, isso sim, com o Apito Dourado!!!
Por mim, dou-lhes – aos arautos – a importância que têm, ou seja, nenhuma!
Com um conselho: o de pedirem a quem baptiza as operações na PJ para lhes dar uma ajuda, porque Apito Amolgado … só lembra ao … Marques!!!

Se não fossem os mails ... Teriam que se justificar ... Perante os adeptos do ... Canelas, Futebol Clube ... do Porto
Não tenhamos medo de chamar as coisas pelos nomes!
E de nos rirmos na cara deles sobre o que nos tentam acusar!
Por mim, é o que farei.
Como o fiz a todo o chorrilho de mentiras que, a cada dia que passa, inventam sobre mim!
Não ligando nem respondendo, porque isso é o que eles querem.
Ou, então, colocando altos responsáveis do clube a responder-lhes devidamente (com excepção do Presidente, que tem mais que fazer do que – como diz o povo – “gastar cera com tão ruins defuntos”)!
Não sou defensor – desde já o digo – do processo Apito Dourado.
Mas não queiram comparar o que ... não tem comparação!
Tenham lá juízo!
Quer quem os forneceu, quer quem os divulga!
Porque, se não forem uns mails para tentar justificar o injustificável, "tapando o sol com a peneira" – como pode dizer-se – teriam que se estar a explicar perante os adeptos do Canelas, Futebol Clube ... do Porto!!!
E sempre é melhor enganar quem quer ser enganado com estes mails do que tentar justificar para onde foi tanto dinheiro ... sem um único título, em 4 anos!!!
Esse é o problema!
Por mim … a palavra de ordem será “Vamos deixar o Xico a falar sozinho”!!!
Não o do Palácio, que já morreu há muitos anos, mas o Xico a que temos direito …
Como a verdade que, um dia, nos quiseram impingir … em forma de jornal!!!

Em 2018 ó teremos que nos preocupar com o Sporting
Por isso, por muito que me custe dizê-lo, em 2017/2018, só teremos que nos preocupar com o Sporting.
Pela calada – será que o homem aprendeu??? – estão a reforçar-se … benzinho!
Sem loucuras, mas com alguma cabeça!
Serão eles os nossos principais adversários na época que aí vem.
E – ou muito me engano – ou serão eles o principal obstáculo entre nós e o … penta!
Ninguém para o Benfica (nem os mails)!!!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Com um descaramento divino!

"Há um episódio que me encanta. Estocolmo, 1958. O Rei Gustavo da Suécia desceu ao relvado para entregar a Taça Jules Rimet aos novos campeões do mundo de futebol, os brasileiros. Estão lá todos os grandes nomes: Gilmar, Djalma Santos, Nilton Santos, Vavá, Pelé, Didi, Zagalo, Bellini, o capitão. E Garrincha. O inimitável Garrincha, essa espécie de Charlot da bola redonda, ingénuo e audacioso como o personagem do filme The Champion, driblando um boxeur enorme na pequenez de um ringue. Dêem uma olhada às imagens. Vejam-no: vagabundo com um descaramento divino, diria o Carlos da Maia ao ministro da Educação sobre o facto de não haver literatura em Inglaterra. Para cá e para lá, intocável. Escorregadio como as enguias da ria da Barra da minha infância.
Era assim Garrincha. Foi assim Garrincha naqueles que foram os três minutos mais loucos da história do jogo. Contra a União Soviética, precisamente em 1958, dia 15 de Junho. Nelson Rodrigues, rei da crónica, deixou escrito para sempre: «O jogo Brasil x Rússia acabou nos três minutos iniciais. Insisto: nos primeiros três minutos da batalha, já o ‘seu’ Manuel, já o Garrincha, tinha derrotado a colossal Rússia, com a Sibéria e tudo o mais. E notem: bastava ao Brasil um empate. Mas o meu personagem não acredita em empate e se disparou pelo campo adversário, como um tiro. Foi driblando um, driblando outro e consta inclusive que, na sua penetração fantástica, driblou até as barbas de Rasputin. Amigos: a desintegração da defesa russa começou exactamente na primeira vez em que Garrincha tocou na bola. Eu imagino o espanto imenso dos russos diante desse garoto de pernas tortas, que vinha subverter todas as concepções do futebol europeu. Como marcar o imarcável? Como apalpar o impalpável? Na sua indignação impotente, o adversário olhava Garrincha, as pernas tortas de Garrincha e concluía: ‘Isso não existe!’. E eu, como os russos, já me inclino a acreditar que, de fato, domingo Garrincha não existiu».
Tudo isto lá na Suécia.
Mas volto ao rei. Gustavo Adolfo, sexto do nome. Veio do seu camarote com a taça, cumprimentou os brasileiros um a um, com a solenidade própria de um soberano nórdico, e quando estendeu a mão a Garrincha, ouviu: «Ei, meu chapa! Como é? Tudo bom?»
Isso, isso, um descaramento divino, com ou sem a bola nos pés.
Diz-se que a História é escrita pelos vencedores, mas também gosto de falar dos vencidos. Não faço ideia se o Gustavo Adolfo entendeu o português de Garrincha, mas pouco importa porque era de suecos que queria falar. Também foram cumprimentados pelo seu rei. Mais polidos na hora dos shake-hands, presume-se. Estavam do outro lado - a Suécia acabara de perder a final para o Brasil. 
Dez anos antes, eram vencedores. 1948, em Londres. Torneio de Futebol dos Jogos Olímpicos. Nesse tempo, uma espécie de Campeonato do Mundo, vendo bem. Os suecos arrasaram: 3-0 à Áustria, 12-0 à Coreia do Sul, 4-2 à Dinamarca, 3-1 à Jugoslávia.
Não era motivo de espanto.
Três deles também tinham o descaramento divino de de um Carlos ou de um Ega.
Gunnar Gren, Gunnar Nordhal e Niels Liedholm. Jogaram juntos na selecção sueca e no Milan, de Itália. Ficaram conhecidos por Gre-No-Li.
Na final do Estádio Raasunda, em Solna, Nordhal não estava. Era o mais velho dos três e foi o primeiro a chegar a Milão. Diz-se que desprezado pela Juventus, que preferiu o dinamarquês Johannes Ploger, também presente nos Jogos Olímpicos de Londres. Nordhal ficaria a ganhar com a troca. Não demorou a convencer os dirigentes do Milan a contratarem os outros dois: Liedholm e Gren.
Gren: Il Professore.
Nordhal marcava golos atrás de golos. Isso mesmo: com um descaramento divino.
Liedholm era um purista do corpo: passava o tempo no ginásio, não fumava e não tocava em álcool. Ele que, na reforma, depois de ter sido um dos treinadores mais considerados de sempre, se dedicou às uvas e ao vinho.
Houve um dia terrível para o Gre-No-Li. No primeiro jogo frente ao Inter. O Milan esteve a ganhar por 4-1; perdeu por 5-6. Na época seguinte arrasou a Juventus: 7-1.
Durante anos estiveram, os três, do lado de cá e do lado de lá das derrotas.
Na Suécia, Garrincha transformou-se numa enciclopédia de piadas. Autênticas ou inventadas, pouco importa. Minutos antes dos três minutos, aqueles três minutos de uma absoluta inexistência, durante os outros três minutos, o dos hinos, deu uma cotovelada em Nilton Santos: «Olhe, olhe, o seu Carlito também veio!» E apontava para o fiscal de linha, de bigodinho pequeno e aparado, à Charlot.
E ria, gargalhando com um descaramento divino."

Entretanto na Terceira...

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Uma nada breve reflexão sobre a maior podridão do desporto nacional

"Respeito os benfiquistas que discordem da decisão de faltar à final-four, agora rebaptizada de final-three. Mas não concordo. E certamente não respeito, e repudio, toda a corja que reina no hóquei português, e os corruptos que saltitam alegremente entre títulos roubados aos outros. O dia de ontem deu para fazer cair as máscaras todas, as poucas que faltavam cair.
Vou começar pela FPP e pelas declarações do seu distraído vice-presidente. Num jornal disse que não ouviu as críticas do Benfica durante a época. Imagino que tenha estado de licença sabática toda a época. Ou então a arranjar formas de, reunido com os colegas de direcção, entretidos a contar notas e a decidir o que fazer com elas... e de que forma distribuir tudo para continuarem a reinar. Depois fala em “dolo” e “dia negro para a modalidade”. Isto é preciso uma lata e um descaramento que só sustentam a tese de premeditação… dia negro? Dia negro porquê? Porque o Benfica não foi a jogo a Gondomar para ser roubado como de costume? Porque o Benfica não quis que Joaquim Pinto decidisse novamente uma competição? Dia negro? Se isto foi negro o que foi o dia 17 de Junho? Nós sabemos que foi um dia de festa e rejúbilo federativo, e ainda o esfregam na nossa cara passada uma semana. Não há vergonha na cara desta gente, e muito menos na sua boca.
Cobertura da tvi24: Nojo total. De um comentador que foi jogador dos corruptos no tempo da amarelinha, já não espero nada de novo. Um anti será sempre um anti, e por alguma razão esse medroso nunca na vida terá coragem de meter os pés no pavilhão da Luz. Ao histérico e irritante narrador, espero que os benfiquistas lhe dêem o tratamento merecido. Para ser respeitado há que se dar ao respeito, e andar a dar os parabéns em directo aos criminosos remunerados que foram a Gondomar cantar cânticos de ódio ao Benfica, e andar a “medir pilinhas” dizendo que estava mais gente em Gondomar do que na Luz… que falta de noção, de inteligência e de profissionalismo. E Dani, larga a droga de vez! Quem és tu para falar de profissionalismo, e muito menos de hóquei. E Rui Pedro Brás, fica-te mal esse papel de urso panda vendido. Há sempre alguém que se vai lembrar de onde vieste e onde estiveste, triste a tua figurinha para teres que comer. Não fales tanto em rotundas, que ainda vão dizer que estás à procura de alguma coisa. E respeita os adeptos. São eles que tão audiência e que te põe a comida na boca.
Hélder Nunes, Nelson Filipe Magalhães e restantes corruptos. Obrigado pela vossa frontalidade e por serem tão genuínos. São dignos membros da camisola que envergam… Pior momento da carreira? Pois, nunca passaram nem irão passar pelo que os jogadores do Benfica passaram a semana passada ou esta época. E se querem que os colegas pendurem os patins? Enfim, só reforça a minha tese, não sei como os jogadores do Benfica podem sequer pensar em partilhar balneário com estes animais, sem valores, sem respeito, sem educação, apenas com ódio ao vermelho colocado dentro daquelas cabeças e respirado 24h sobre 24h.
Pinto: o corrupto ideal para decretar a falta de comparência. O corrupto mais corrupto de todos, com comportamento de cão onde não tinha onde cair morto se não fosse Ilídio Pinto dar-lhe de comer, e que vendeu tudo aquilo que podia ser a troco de dinheiro. A tua carreira está infelizmente destinada a acabar em tragédia, pois andas há anos a fazer a cama onde te vais deitar… impressionante. (e que imagem tão feliz esta, com o corrupto a falar para os outros corruptos:

Na tarde de ontem na Luz viveu-se um dos ambientes mais invulgares e que nunca pensei presenciar, mas que jamais esquecerei. O Benfica é isto, a defesa dos nossos nas boas e sobretudo nas más horas, uma onda de apoio e solidariedade para um grupo que sofreu uma tremenda injustiça.

 

E ninguém gritou campeões, porque nos roubaram esse direito, mas gritou-se de Benfica para Benfica, por amor, enquanto no palco onde o circo estava montado, criminosos condenados por corrupção e outros criminosos pagos para aparecer e não deixar um pavilhão às moscas, cantavam do ódio ao Benfica naturalmente contra o Benfica. E não, jornaleiros do Record, não houve nenhuma festa na Luz.
Porque é assim que, e numa abordagem geral muito maior do que esta situação específica da realidade da quinta do Hóquei em Patins, o país desportivo vive: um ódio crescente e visceral ao Benfica, onde tudo vale para prejudicar o Benfica. Onde se fazem alianças e se celebram as conquistas deste novo velho grande clube, sempre feliz quando o seu propósito é garantido: o Benfica não ganhar.
Agora, e de uma vez por todas, os benfiquistas têm de fazer a defesa do seu clube e dos seus. Ninguém está aqui a tomar medidas deste tipo devido a um golo mal anulado, como querem fazer parecer. Nem vou discutir o lance em si. Está aqui em causa esse lance, esse jogo todo, e ainda jogos anteriores do Benfica e jogos anteriores dos rivais do Benfica que foram sendo condicionados por erros deliberados das equipas de arbitragem, sempre com prejuízo do mesmo e beneficio dos mesmos. E ninguém fala só desta época, falam-se destas e muitas outras. Não é por esta pandilha toda repetir muitas vezes uma mentira que ela se vai tornar verdade, este foi o Campeonato do Paulo Rainha, porque foi ele que voltou atrás com a validação de um golo legal
que fez do Benfica campeão para dar o título ao clube do coração de quem o escolheu para ir apitar ao Mundial da China, mas só foi o campeonato do Paulo Rainha porque ao longe de 26 jornadas, os Pintos, os Agostinhos e os Graças desta vida do hóquei cozinharam tudo de modo poder se decidido desta forma. Mas repito: Não é por esta pandilha toda repetir muitas vezes uma mentira que ela se vai tornar verdade. E os benfiquistas jamais poderão branquear aquilo que foi o maior roubo da história do desporto nacional. Foram meses a fio de nomeações encomendas, de critérios que só serviam para alguns clubes e alguns árbitros, de decisões sempre a prejudicar qualquer um em benefícios dos mesmos, de dualidade de critérios técnicos e disciplinares, estas mais fora do que dentro da pista. De agressões branqueadas e de bandidos protegidos.
De corruptos a venderem-se por viagens e favores. Tudo em prol do objectivo comum da corja: impedir o Benfica de ser campeão.
Porque deu muito jeito o Benfica ter passado demasiado tempo a ver navios, e agora ao ter as devidas condições para ganhar, isso incomoda muita gente. O adeptos dos corruptos Graça agora pondera se o golpe de estado que efectuou para se perpetuar no poder do hóquei a nível nacional, europeu e mundial não poderá ter os dias contados, e se não tem de arranjar um plano novo. Por falar nisso, o Benfica já sabe que tem de fazer muito mais que os outros para ganhar, e para o ano terá de voltar ainda mais forte, sabendo que nesta modalidade e neste cenário o campo de batalha tem sempre inclinado, que nada pode ser dado como garantido e ganho, e que tudo pode ser roubado mesmo depois de conquistado.
A todos os que achavam que isto não ia servir para nada, as primeiras 36 horas já deram para se falar de hóquei nos jornais e em canais de televisão que se estão nas tintas para a modalidade como não se via há muito. Agora todos falam e agora todos acompanham e todos mandam o seu bitaite. Agora veremos como serão as ondas de choque, e o que está para vir. O ataque tem se feroz e directo aonde eles mais temem: à fonte de onde brota o dinheiro que sustenta esta cambada de corruptos e vendidos. 
Algo tem de mudar… senão sinceramente, não vejo viabilidade nesta modalidade de que tanto gosto. E o desafio é global e não se cinge ao Benfica. Este também é um trabalho do Benfica, que como entidade com a responsabilidade que tem no desporto e no hóquei em particular, afinal em ano de centenário da modalidade no clube, onde não há outro no Mundo onde se pratique o hóquei há mais anos de forma ininterrupta. Mas esta luta pelo futuro do hóquei não é só do Benfica. Cabe a todos os que sentem lesados, sejam clubes, dirigentes, árbitros, associações de classe, terem a coragem de sair do cantinho da sala para que foram atirados e lutarem pelos seus direitos. Sozinhos não terão voz, juntos e agregados ao Benfica, ficam muito mais próximos de serem ouvidos e de fazerem alguma coisa por vós e pela modalidade que tanto dizem amar. Não é uma falta de comparência que vai derrubar seja quem for ou mudar um paradigma. Mas a conivência com uma situação sem retorno não podia continuar. Aqui se tem que ter virado uma página, mas agora há que continuar a escrever a história.
Aguardemos os próximos capítulos… sem que nunca nos faltem forças para lutar, pessoalmente continuarei envolvido nesta batalha naquilo que puder, sem nunca me faltarem forças, e fica o meu obrigado a todos amigos, conhecidos e sobretudo desconhecidos que, com a sua palavra espontânea de agradecimento e reconhecimento dão forças para continuar. E obrigado também a quem leu estas linhas todas.
"


PS: Nesta semana sabática, tive muita vontade de 'postar' sobre este assunto!!! A posterior, afirmo: concordei inteiramente com a posição do Benfica... a falta de comparência não resolve tudo, mas é um primeiro passo importante... o segundo passo, não depende do Benfica, depende dos jogadores! Logo após o jogo de Alverca, defendi que os nossos jogadores deviam recusar-se representar a Selecção, e as declarações dos jogadores internacionais dos Corruptos e dos Lagartos, só vêm reforçar a minha posição... É uma decisão individual, e difícil de cada um, mas...

Campeãs...

Tenho que dar os meus sinceros parabéns 'atrasados' às nossas meninas do Futsal, pelo título máximo da modalidade em Portugal... Numa época, onde vencemos tudo: Taça Honra da AFL, Supertaça, Taça de Portugal e agora o Campeonato!
E apesar de todas estas vitórias, temos que realçar que a diferença teórica, entre os diversos plantéis, não é assim tão grande... até porque aqui, joga-se essencialmente pelo amor à camisola, não existem contratos milionários... e por tudo isto, estes 4 triunfos, ainda são mais saborosos...
Além do talento, existe muita garra e espírito de vitória, nesta equipa...!!
PS: Depois do título Europeu absoluto, no João Pereira não ficou 'satisfeito' e voltou a conquistar novo título Europeu, desta vez na versão Sprint do Triatlo...!!!
O João Silva, voltou também a conquistar o Bronze...
Destaque para o 11.º lugar da Vanessa Fernandes e para o 15.º da Melanie Santos, na prova feminina...!!!

Uma Semana do Melhor... Melo, em forma...!!!

Jogo Limpo... Rola & Antunes

Benfica denuncia informação falsa e distorcida



"Em face das noticias vindas a público com base em informação falsa ou distorcida intencionalmente, impõe-se esclarecer que nunca existiu, nem existe qualquer tentativa de condicionamento quer da arbitragem, quer dos órgãos da justiça desportiva, por parte do Sport Lisboa e Benfica.
Nunca em nenhuma circunstância tais actos ocorreram.
A campanha a que se tem assistido com recurso a práticas criminosas, que a seu tempo serão devidamente julgadas e sancionadas, é essa sim uma flagrante tentativa de condicionamento dos árbitros e da justiça.
O passado recente de alguns dos candidatos a paladinos da justiça e da transparência retira por si só toda e qualquer credibilidade às falsas denúncias que têm vindo a ser feitas.
O Sport Lisboa e Benfica reitera de forma firme que é nos locais próprios que tem vindo a diligenciar pela salvaguarda do seu bom nome e reposição da verdade.
Lisboa, 23 de Junho de 2017
Sport Lisboa e Benfica"

A Regra dos Jogos... Direito e os 'crimes' invisíveis !!!

Aquecimento... memórias!

Pré-época 'comparada' !!!

105x68... coisa mais importantes!

Alvorada... Zé Nuno, hoje...

Alvorada... Pragal de 'volta'!!!

Alvorada... Pedro, anti-Máfia !!!

Alvorada... Lemos, o Diplomata!!!

Alvorada... com o 'Setôr' !!!

Alvorada... Zé Nuno, 'olhos nos olhos'!!!

Alvorada... 'no' Pragal !!!



PS: As férias são sempre curtas... as minhas, são sempre muito curtas, mesmo...!!!
Sendo assim, aqui vai uma catrefada de vídeos de seguida... os argumentos até podem estar uma semana 'atrasados', mas ficam para a posterioridade...!!!

Benfiquismo (DXI)

Eusébio bem acompanhado...!!!

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Erguendo os braços para um céu sem nuvens...

"5.ª Volta a Portugal. José Maria Nicolau, do Benfica, é o grande vencedor. Havia nomes que se alinhavam para lhe suceder. Mas ainda continuava a ser enorme a sua rivalidade com Trindade, que acabou por desistir... Lisboa fervia!

«Começou nesta manhã a Volta a Portugal em Bicicleta que o Diário de Notícias e Os Sports organizam pela quinta vez. Como de costume, o desfile dos corredores movimentou a cidade e deu à prova um início brilhante que bem pode ser o rastilho de um belo êxito».
Foi. Um êxito, quero dizer.
E um belo êxito, em particular, para José Maria Nicolau, do Benfica.
Domingo, 10 de Agosto de 1934.
«José Maria Nicolau e Alfredo Trindade são, ainda, os favoritos. É entre eles que deve travar-se a luta mais emotiva, cada um deles em procura do momento próprio para tentar valorosamente a sua chance - a vitória final, em Lisboa. Entre os que partiram nesta manhã há, todavia, gente nova capaz de provocar surpresas, com valor e entusiasmo para imprimir velocidade em qualquer das doze tiradas em que a prova se subdivide. Os corredores do Norte, mais numerosos este ano, podem também apertar a luta entre os favoritos e os outsiders, entre os que têm nome e passado a defender e os que desejam aproveitar a prova para marcar em definitivo o seu valor».
Nicolau e Trindade. Trindade e Nicolau.
Irmãos gémeos das bicicletas.
Ninguém o sabia ainda. Nem o próprio Nicolau. Mas seria ele o vencedor.
Partida de Lisboa, chegada a Lisboa.
«A concentração dos corredores estava marcada para as nove horas e meia. A essa hora já havia bastante público dentro e em volta do Parque Eduardo VII. Diamantino Cordeiro, o correcto corredor setubalense, foi o primeiro a chegar».
Nomes e nomes: Manuel Fernandes da Silva, Domingos Dias (conhecido pelo Nicolau do Norte), Germano Gomes Ferreira, Joaquim da Silva...
Benfica, Sporting, FC Porto, Salgueiros, Académico do Porto, Belenenses, Sport Lisboa e Faro, União Rio de Janeiro, Sport Lisboa e Beja.
A Volta era diferente. Tão diferente.

Quinze dias mais tarde...
Chegada dos corredores ao Estádio do Lumiar.
«O mais qualificativo representante do Benfica é um campeão de grande classe. Na Volta que termina hoje, Nicolau dominou os outros concorrentes, pela sua maior categoria e qualidade, tendo envergado a camisola amarela durante grande parte da competição».
Antes da chegada do pelotão, houve um festival ciclista no Lumiar.
Outro vencedor encarnado: Noé de Almeida.
Trindade abandonou pelo caminho.
O melhor do Sporting foi Ezequiel Lino.
À beira de chegar a Lisboa, nas Caldas da Rainha, problemas para resolver.
«Grande parte dos concorrentes e, entre eles, José Maria Nicolau e os homens do Porto, viu-se sem alojamento porque alguém das Caldas da Rainha, que se comprometera a arranjá-lo para toda a comitiva, se limitou a marcar vinte e cinco quartos e a desaparecer... Assim, os corredores tiveram de se espalhar a comer por diversas casas e viram-se e desejaram-se para arranjar onde dormir...»
Eu bem disse: tempos diferentes, esses.
José Maria Nicolau esteve-se nas tintas para o alojamento. Havia nele a febre da vitória.
Dos cinquenta e cinco ciclistas que saíram de Lisboa, em Agosto, houve vinte que não chegaram, em Setembro. Entre os quais Alfredo Trindade.
«Para compensar a diminuição do que as faltas produziram no interesse da prova, devemos destacar a luta vibrante entre os velhos - Nicolau, Ezequiel, César Luís - e a revelação de um grupo de novos capazes de grandes coisas - Aguiar da Cunha, Ildefonso, Manuel de Sousa, Mealha, Martins de Aguiar, nomes que o povo já começou a soletrar para, de entre eles, escolher nas próximas Voltas os que hão-de suceder a Nicolau e Trindade».
Mas era ainda tempo de Nicolau. O Hércules do Cartaxo. Irrompeu em Lisboa com a força dos autênticos. Campeão da Volta. Debaixo do amarelo da camisola vencedora, um coração vermelho.
«O termo da prova é disputado com loucura!»
Lisboa ao calor inclemente de Verão.
E Nicolau na frente, erguendo os braços para um céu sem nuvens..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Benfiquismo (DVI)

Patinando em 1917