Últimas indefectivações

terça-feira, 21 de julho de 2015

Zé Gato - o 1 e o 11 ao mesmo tempo

"A propósito de um livro de um autor italiano que se intitula a si próprio Zé Ninguém... A solidão na grande-área do romance. Há drama e tristeza e sonho e a realização de uma esperança. E um guarda-redes sempre pronto a defender os remates traiçoeiros da vida.

um tema que me diz muito: a literatura. E depois há a literatura e o futebol ou, se quisermos, o futebol dentro da literatura.
No Brasil sempre se escreveu muito sobre futebol. E bem! Que digo eu? Maravilhosamente! João Cabral de Melo Neto, Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, Nelson Motta, Ruy de Castro, Mário Filho, Luís Fernandes Veríssimo e mais e mais e mais. Futebol crónica, futebol poema. Muito pouco futebol romance.
Em Portugal sempre se escreveu muito sobre futebol. E bem! Repito! Extraordinariamente. Mas nos jornais, sobretudo. Os livros chutaram-se muito para canto. E vieram depois livros avulso, que se deixavam a eles mesmo fora de jogo da literatura. Apenas entretenimento.
Hoje vou falar maioritariamente com palavras alheias. A propósito de Luca Leone, italiano de Roma que assina sob o pseudónimo de John Doe. John Doe? Zé Ninguém? Será mesmo.
Foi o Luís Lapão que me falou de Luca Leone.
Ele veio a Lisboa e ao Estádio da Luz, ao Museu Benfica - Cosme Damião, para conhecer José Henrique, o meu bom amigo Zé Gato.
Porque José Henrique é o personagem principal do seu romance «Solo Come in Area Di Rigore» que ainda não tem tradução para português mas terá brevemente, espero eu e todos aqueles que gostam de literatura e de futebol.
Deitei-me à voragem do livro. No original, claro está. Sai-se dele como de um finta do Chalana, no zigue-zague da baliza.
Leia-se a propósito Dario Ricci
É um romance, não se esqueçam. O Zé Gato está lá mas não é ele, é a personagem dele. É a vida da personagem e não do próprio.
Há drama e tristeza e sonho e a realização de um esperança.
José Henrique está página e página na solidão da grande-área.
Dario Ricci, jornalista desportivo e escritor sublinha: «O número estampado nas costas, o 1, primo e portanto indivisível, recorda-nos a solidão da sua própria natureza ao mesmo tempo que contem em si todos os outros. E eis o grande prodígio matemático: 1+1 em futebol dá 11, equipa completa, ainda mais se este 1 é o 'capitão' como sucede com o nosso protagonista.
- 'Eu, frente a frente com o Mundo, com aquela faixa no braço esquerdo, represento todos!', diz José Henrique recordando todos os seus sonhos de criança e os dos adeptos. Porque no futebol, mais do que em qualquer outro jogo de equipa, como sentencia o guarda-redes das águias de Lisboa.
- 'Ninguém joga nunca sozinho para si próprio!'»
Confesso que li e quis continuar a ler.
O romance dentro do romance. O herói dentro do seu heroísmo imperfeito.
Ainda Ricci: «Para fazer deste romance um suado hino ao desporto mais amado do mundo bastaria a palavra de José Henrique, guarda-redes e jogador, sobre muitos dos seus adversários - extraordinário o retrato dos 'números 10', aqueles que no futebol são tudo menos um guarda-redes, isto é, 11-1=10, apesar do próprio José Henrique desmentir esta premissa -, sobre os seus treinadores, sobre o seu ombro desfeito mas miraculosamente pronto para os momentos que contam, sobre as suas defesas e golos sofridos, sobre a sua obsessão pela Taça dos Campeões, o Santo Graal do futebol mundial, sobre essa Lisboa loucamente apaixonada pelo jogo. Mas, José Henrique - graças à pena sapiente de John Doe - é muito mais do que um guarda-redes ou do que um jogador. José é simplesmente um homem que demonstra como com as luvas rebate os remates traiçoeiros da vida numa aventura existencial que se torna na contínua alternância entre a exaltação da glória e a precipitação no abismo. E o que é a vida de um homem, afinal? Por isso, respeito e honra a José Henrique que com a faixa no braço e luvas suadas é 1 e 11 ao mesmo tempo: é um de nós e representa-os a todos. Aliás, aquela águia voando não segura nas patas a frase E PLURIBUS UNUM?»
Leia-se. Vale a pena. Futebol e literatura são, por vezes, capa e contracapa do livro de sonhos.
O José Henrique merece. A sua vida dará mais do que um livro. E não será preciso perguntar: Quem és tu Zé Gato?"

Afonso de Melo, in O Benfica

Evidências desprezadas...

Capitão...



Aquecer...

Treino de hoje em New Jersey.Today's training session in New Jersey.#CarregaBenfica #ICC2015

Posted by Sport Lisboa e Benfica on Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

Nos meandros da Parceria de Félix Bermudes

"A Parceria deu nova vida ao teatro português e o seu sucesso foi tal que os seus ecos chegaram mesmo a terras brasileiras.

Para além de grande desportista de diversas modalidades, fundador e dirigente do Benfica, Félix Bermudes possuía também uma grande paixão pelo Teatro. Ernesto Rodrigues, antigo colega de escola, não gostava de escrever sozinho e lá convenceu Félix a dar-lhe uma mãozinha.
Em 1907, estreou-se com a opereta O Tira-Dentes. Um sucesso! Desse momento em diante, a sua vida ficaria para sempre ligada ao Teatro e uma Parceria coroada de êxitos que tanto divertiu Portugal de norte a sul, com peças como O Conde Barão, O Amigo de Peniche ou Arroz Doce. Merecem especial referência duas obras que foram adaptadas ao cinema e que se tornaram em verdadeiros clássicos: O Leão da Estrela e João Ratão.
Mas o que era a Parceria? Nas palavras de Félix, foi um 'triunvirato de autores teatrais que durante vinte anos encheu os palcos de originais portugueses ou de peças estrangeiras seleccionadas e adaptadas à feição do nosso público'. Para além do dirigente benfiquista, integravam o grupo Ernesto Rodrigues e João Bastos, contando ainda com participações esporádicas de André Brun, Pereira Coelho e Lino Ferreira.
Curiosas e invulgares eram as técnicas usadas pelos membros deste grupo na busca da desejada qualidade das peças. Na sua mesa de trabalho existia um enorme chocalho ligado a cada lugar: quando um dos autores escolhia uma ideia sem interesse ou fazia uma piada sem graça, o 'carrasco' puxava os cordelinhos, enquanto a 'vítima' se ria a bandeiras despregadas. Outro dos processos consistia num certo virtual para o qual se jogavam os papéis contendo banalidades que poderiam tirar a virtuosidade ao argumento. Bastava para isso que, depois de lida, um dos autores presentes dissesse: 'Cesto'!. Porém, vezes houve em que algumas dessas ideias foram resgatadas e aproveitadas para dar o 'ar da sua graça' nas suas peças. Havia ainda um prato no qual eram colocados todos os disparates ditos ou escritos e os erros de ortografia. A asneira permanecia nesse prato até surgir outra pior que a substituísse.
Segundo Félix, a receita para um sucesso tão duradouro foi simples: 'respeito pela profissão, apreço mútuo, mocidade espiritual e alegria'.
No Museu Benfica - Cosme Damião, pode conhecer mais sobre a figura de Félix Bermudes."

Ricardo Ferreira, in O Benfica

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Impressão digital

"Tive a missão de acompanhar bem de perto o primeiro teste do Benfica na pré-época e de tentar tirar as primeiras ilações, transmitindo-as, depois, aos leitores através das páginas de Record. Rui Vitória foi inteligente, sabia o que poderia causar uma derrota com outro tipo de números e apresentou uma equipa sem reforços. O que se viu dentro das quatro linhas, principalmente na primeira parte, foi um Benfica com muitas rotinas da época passada, até nas bolas paradas. Aliás, Vitória já tinha prometido que iria aproveitar o que de bom tinha sido feito pelo seu antecessor. Mas no BMO Field também já se começou a perceber a nova roupagem que o técnico quer dar ao seu Benfica: maior circulação de bola, mais segurança na posse e consequente redução da dose de risco, para evitar que a equipa seja apanhada em desequilíbrio na fase de transição. Este era um dos problemas das equipas de Jesus, que ficavam mais visíveis frente a adversários de nível superior."

Miguel Belo, in Record

PS: Concordo em parte com a crónica... discordo, quando diz que a maior circulação de bola aumenta a segurança na posse de bola, evitando o risco... A tal aparente indisciplina posicional em posse de bola (que eu referi na crónica), aumenta o risco, em caso de perda de bola.
O Benfica sofria muito poucos golos em contra-ataque, porque as 'saídas' de bola (da 1.ª fase para a 2.ª...) estavam perfeitamente formatadas, até podíamos ser um pouco previsíveis, mas existia quase sempre uma 'rede protectora' em caso de erro individual em posse...

O que valem os jogos de preparação

"Além de contribuírem para a construção das equipas, os jogos de preparação são também fundamentais para identificar carências...

Sei que corro o risco de provocar uma sensação de déjà vu com o que vou a seguir escrever. Esta é uma opinião que, provavelmente, já terei manifestado em princípios de época anteriores, mas que, atendendo ao aquecimento deste defeso, interessará repetir. Os jogos de preparação servem para isso mesmo, não há campeões na pré-época e aos treinadores cabe a responsabilidade de começar a formatação do disco rígido das suas equipas, sem demasiadas preocupações resultadistas.
É verdade que as vitórias mesmo contra os Étoiles Carouges desta vida, animam os adeptos e aumentam os índices de confiança dos jogadores. Mas os olhos devem estar postos no objectivo principal e esse é, sem margem para dúvidas, construir uma equipa forte e coerente, analisadas, em tempo útil, as várias hipóteses.
Dito isto, há também que dizer que, mesmo sem ter o resultado como objectivo principal, os jogos de preparação servem para identificar as carências. Aliás, creio mesmo que sem o desastre competitivo que foi, há um ano, a participação do Benfica no torneio do Arsenal, o clube não teria ficado tão sensível como acabou por mostrar-se à contratação de Júlio César e Jonas, que acabaram a época premiados pela Liga de Clubes como melhor guarda-redes e melhor jogador do campeonato.
Até ao próximo dia 31 de Agosto (e mais alguns dias para casos excepcionais), o desenho dos plantéis não deixará de sofrer alterações significativas; e até a bola começar a rolar em jogos a doer, o melhor mesmo é não tirar conclusões absolutas de verdades relativas.
Fora das quatro linhas, uma votação e uma eleição açambarcam as atenções dos próximos dias.
A AG da FPF vai pronunciar-se sobre o sorteio dos árbitros, num contexto em que surgem agora notícias de pareceres que apontam para a inadequação deste desejo da maioria dos clubes, com os estatutos federativos. Veremos como isto acaba, sabendo-se que nem jogadores, nem treinadores, nem árbitros querem o dito sorteio...
E a seguir haverá eleições na Liga de Clubes. Luís Duque, apesar de ter sido louvado pela generalidade dos clubes vê o FC Porto virar-se para Pedro Proença. E aqui radica a principal dúvida. Pedro Proença para o dirigismo da arbitragem? Seria uma hipótese interessante. Mas para a Liga de Clubes? Não é um peixe fora de água?


Mou faz aviso à navegação portuguesa
«O FC Porto pagou 20 milhões de euros por Imbula, paga um salário fantástico a Casillas. O Sporting paga milhões a treinador e jogadores...»
José Mourinho, treinador do Chelsea
O treinador do Chelsea, sempre atento à realidade portuguesa, apontou a contradição entre os tempos, marcados pela austeridade, que o nosso País tem vivido, e a disponibilidade de dois dos maiores clubes nacionais, FC Porto e Sporting, para investirem na época que agora está a dar os primeiros passos. Mourinho conclui que o futebol não tem lógica. Até um dia, até um dia...

Em Espinho, sem espinhas
Portugal é campeão do Mundo da FIFA em futebol de praia. Uma aventura que começou há muitos anos com a geração de Nunes e Hernâni, vê-se agora coroada de êxito, com a conquista de ceptro mundial, graças a esses globetrotters da areia que são Madjer, Alan e Belchior, chefes-de-fila de uma equipa com enorme talento e igual personalidade. Quem não se viu em Espinho, para entregar o troféu, foi Sepp Blatter, presidente demissionário (?) da FIFA que entendeu ser mais seguro não sair da Suíça, não fosse o diabo tecê-las...

ÁS
Madjer
Foi baptizado como João Víctor Tavares Saraiva mas o mundo do futebol de praia conhece-o por Madjer. Este português nascido há 38 anos em Luanda é o porta-estandarte dos novos campeões do mundo que a FPF lhe concedeu por altura do centenário, ao considerá-lo o melhor se sempre na areia.

ÁS
Mick Fanning
Foi com horror que se viu o brutal ataque de um tubarão branco de que foi vítima, em Jeffreys Bay, África do Sul, durante a etapa do mundial de surf. E foi com espanto que se soube que escapou ileso por ter afastado, ao murro o devorador de homens. Tricampeão mundial de surf, Fanning é agora campeão mundial do sangue frio.
(...)

A morte voltou a bater à porta da F1
Jules Bianchi não chegou a fazer 26 anos. A morte levou-o duas semanas antes e pôs fim a nove meses de escassa esperança e muito sofrimento, depois do acidente que sofreu no GP do Japão de F1, disputado em Suzuka, em Outubro de 2014. É a primeira fatalidade no Circo depois da morte de Senna, em 1994."

José Manuel Delgado, in A Bola

PS: O Blatter não veio a Espinho, mas foi recebido na Suíça com muita alegria e muito 'dinheiro' falso!!!



MAFIFA
Posted by Papoila Saltitante on Segunda-feira, 20 de Julho de 2015

Sorteio dos árbitros considerado ilegal

"Presidente da AG da FPF pediu pareceres jurídicos.
Vai distribuir documento pelos sócios da Federação.
Decisão final no sábado.
O presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), José Luís Arnaut, tem já em sua posse pareceres jurídicos que concluem que as alterações aos Regulamentos de Arbitragem e Disciplinar, que os clubes aprovaram na assembleia geral da Liga de 29 de Junho, são ilegais.
O tema mais polémico destas alterações e que domina claramente o debate entre os agentes do futebol e os pareceres pedidos é o sorteio dos árbitros, para vigorar já na próxima época. Estas alterações só poderão entrar em vigor após votação em assembleia geral da Federação, marcada de urgência para as 10 horas do próximo sábado. Mas antes disso, José Luís Arnaut vai vai distribuir os referidos pareceres pelos sócios da FPF, contributo que considera essencial para a tomada de posição na AG de sábado, independentemente do sentido de voto que cada um já tenha.
José Luís Arnaut faz questão, neste processo, de separar o que são opiniões pessoais sobre um tema polémico e uma avaliação dos dados jurídicos. De resto, perante os pareceres, Arnaut considera irrelevantes as posições pessoais. E não deixará de alertar para os riscos de uma aprovação e possíveis consequências, que, em tese, podem ir até à reapreciação do Estatuto de Utilidade Pública da Federação."

Jorge Pessoa e Silva, in Record

Homem marcado

"Deliciei-me com a catadupa de indignados comentários que os doutores da bola - entre os quais ouso incluir-me, ainda que com um modesto bacharelato - dedicaram à "ingratidão" do Real Madrid com Casillas, na altura da sua despedida do Santiago Bernabéu.
Já todos se esqueceram da forma como Alvalade tratou Manuel Fernandes, da porta dos fundos por onde Fernando Gomes deixou o FC Porto e José Águas e Eusébio abandonaram a Luz. Ou de como Matateu se viu forçado a sair do Restelo para a Tapadinha. Quando o rendimento baixa, os clubes - e os respectivos treinadores - desprezam os mitos, afastam os capitães, ignoram as horas de glória que as suas maiores figuras lhes proporcionaram, e tudo perante a complacência de boa parte dos associados, mais interessados em carne fresca, mesmo que ela possa não ser boa coisa.
Com o advento das SAD, essa falta de "'coração' transformou-se em puro negócio e é ver as estátuas a partir-se e os ídolos a caírem fora. O caso de Ricardo Quaresma é sintomático. Não sendo propriamente um símbolo portista, não gostando de ser suplente e não falando espanhol, tornou-se num incómodo para Lopetegui e, perdido o que julgava ser o porto de abrigo definitivo, lá vai ele de novo para a Turquia e agora, se calhar, para o banco do Besiktas.
Quanto a Casillas, que no Real já não servia para Mourinho e não servia para Ancelloti - até ao dia em que o balneário retomou o poder -, se pensa que veio para o Porto para ter menos pressão, enganou-se. E vai ser a plateia do Dragão, que começará por aplaudi-lo, extasiada, a primeira a assobiá-lo quando passarem por ele as bolas difíceis - que sempre chegam. Com Helton no banco, Iker terá tolerância zero. Afinal, é um homem marcado."

B's em Inglaterra...

A equipa B partiu hoje para Inglaterra, onde vai efectuar vários jogos particulares:
22 de Julho, Oxford United, 17h.
25 de Julho, Salford City, 17h.
27 de Julho, Birmingham City, 17h.

A surpresa é a presença do Thierry Graça na convocatória... as ausências do Flávio Silva e do recentemente contratado Bruno Rodrigues, deve ter sido por lesão... O Paraguaio Francisco Vera segue viagem...

PS: Mais 4 jovens com contratos profissionais: Filipe Soares, Gedson, Nuno Santos, Diogo David.

Cota... is back!

Resumo da Champions cup por Cota do Bigode

Posted by Cota do Bigode on Domingo, 19 de Julho de 2015

domingo, 19 de julho de 2015

O Benfica e o tio rico da América

"Não há modelos de estágios de pré-época com sucesso garantido. Por isso, não se pode dizer que o FC Porto decidiu melhor, por estar ausente do país, mas na Europa, jogando com equipas de pequena e média qualidade competitiva; que o Sporting é o mais esperto, porque quase não sai de casa, dá goleadas a equipas de «outros campeonatos» e puxa pela auto-estima; ou que o Benfica é que sabe o que está a fazer, por ir para outro continente adaptar-se às dificuldades de outros climas e de outros fusos horários e ainda jogar com adversários da mais alta qualidade.
Pode admitir-se, no entanto, que a situação mais discutível será a do Benfica. Porém, só será, mesmo, discutível do ponto de vista do interesse desportivo da equipa, porque a obriga a maior e, talvez, mais perigoso desgaste, mas já é difícil de discutir quando a contrapartida apresentada é superior a três milhões de euros.
Haverá certamente quem pense que o Benfica não deveria colocar os interesses económicos acima dos interesses desportivos e que esses três milhões de euros lhe podem vir a sair caros. É uma visão aceitável, mas cada vez mais longe da realidade internacional. A verdade é que a presença do Benfica na América consolida o apetite de um mercado internacional importante e com notório poder económico, tal como acontece com outros grandes clubes europeus em relação ao mercado do extremo oriente. Cada vez mais os clubes profissionais de futebol devem estar preparados, ao mais alto nível, para gerarem interesse em novos mercados, capazes de proporcionarem novas e mais significativas receitas."

Vítor Serpa, in A Bola

Eu gosto é do verão

"Época das bolas de berlim na praia, das sardinhas, dos caracóis e da imperial; dos gelados - em copo e sem toping! - e, claro, do sol. Por aqui é uma das épocas de mais desgaste. Faz parte. Confesso que tão depressa odeio os meses de verão como (quase) não consigo viver sem eles.
Este é um dos defesos mais emotivos de que me recordo. Talvez apenas superado pelo do Verão Quente de 93. Que emoção! - Lembram-se quando Sousa Cintra anunciou Paulo Futre no Sporting e, dias depois, o extremo assinou pelo Benfica? Ria-se Jorge de Brito, do outro lado da Segunda Circular. E a resposta do líder leonino? Toma lá, que eu vou buscar o Paulo Sousa e o Pacheco! E ainda tentou João Vieira Pinto (esteve quase...) e Rui Costa?
Voltei a sentir a agitação do mercado com a saída de Maxi Pereira, um dos capitães do Benfica: para o FC Porto. A confusão teria sido maior, claro, se em vez do Dragão o uruguaio estivesse em Alvalade. E se Jorge Jesus não tivesse protagonizado a transferência do defeso, essa sim, entre rivais históricos. Espero uma época disputadíssima, com os grandes a terem, até ver, armas diferentes.
A teoria que o Benfica parte em vantagem por ser bicampeão carece de confirmação quando, comparativamente, há um clube que mantém o treinador e este parece ter via aberta para as contratações. Já poucos se lembram da saída de Jackson Martínez, da dispensa de Quaresma, ou da aposta de 20 milhões num médio-defensivo (Imbula). No FC Porto fala-se de Maxi Pereira e Iker Casillas. E aumentam as responsabilidades para um técnico que pensa numa super-equipa. Na Luz, Rui Vitória herda o peso do bicampeonato - o que for a menos é negativo e vai arrumando a casa enquanto continua à espera de reforços. O futuro do Benfica, neste campo, está condicionado por questões financeiras, mas também, e muito, pelo que ditarem os jogos da digressão na América do Norte. Em Alvalade, Jorge Jesus mostra-se fiel aos seus princípios e tenta reforçar a equipa à sua imagem. Não tem sido fácil, entre avanços e recuos, mas conseguiu o "cabeça de cartaz". Gutiérrez faz o treinador respirar de alívio. Como fazem um lateral-direito, dois centrais e outro avançado que já estão em Alvalade. O Sporting tem de ser candidato ao título."

O 'Etoile Carouge' deste ano, esteve mais forte...!!!

Benfica 2 - 3 PSG

Até poderia ser mais prudente começar a jogar contra equipas da 2.ª Divisão, ou dos Distritais, mas calhou esta época, começar logo contra um PSG (este ano não houve Carouge!!!). É verdade que muitas das estrelas dos Parisienses não jogaram, mas Rabiot, Lucas, Maxwell, Digne, Aurier, Matuidi, Van der Wiel, Sirigu e o próprio Trap são jogadores de qualidade indiscutível. Além disso este PSG começou a pré-época mais cedo, já fizeram alguns jogos particulares, e nesta fase da época o ritmo pode fazer a diferença... Foi visível a falta de velocidade de reacção em vários dos nossos jogadores na disputa dos lances, normal, após cargas físicas grandes nos treinos - além da viagem de 7 horas de avião na véspera, com o respectivo jet-lag... -, para acentuar ainda mais o 'problema' estes jovens do PSG são quase todos muito físicos... Nem parecia um jogo de pré-época na forma como algumas faltas foram efectuadas... durinho. Sendo que alguns destes jovens do PSG vão ser jogadores de Futebol... curiosamente na época 2013/14 o Benfica derrotou o PSG na UEFA Youth Cup, onde despontavam vários destes jogadores
Também não devemos entrar em comparações precipitadas, o ano passado por esta altura, perdemos vários jogos, e jogámos mal, mas tínhamos muitos jogadores novos, vários dos titulares chegaram atrasados, e hoje começamos o jogo praticamente com a equipa do ano passado, já rotinada, e que está muito próxima daquela que será a nossa equipa tipo, este ano... Mas acabámos a partida com um 11 totalmente alterado, e de 2-1 a nossa favor, passou para 2-3 contra...
As únicas alterações foram a entrada do Sílvio (para o lugar do Mini) e do Talisca (para o lugar do Salvio). O esquema base foi o 442, mas no ataque os jogadores 'fugiam' muito às posições, principalmente o Nico e o Talisca. O baiano aproveitou para fazer um bom jogo individualmente, mas houve ocasiões onde estava tudo no meio, e ninguém nas alas... Não é fácil avaliar se esta aparente 'indisciplina' táctica é resultado do cansaço e do ainda pouco trabalho táctico nos treinos, ou se será mesmo assim!!!!
Quem muitas vezes fica mal visto com os maus posicionamentos em posse de bola, é a defesa (após perdas de bola...), e com as pernas ainda pressas, fomos apanhados em apuros algumas vezes, de forma pouco habitual...!!!
Como é habitual nestes jogos com a substituições as partidas ficam algo incaracterísticas, sendo que desta vez o PSG trocou pouco, e nós trocamos muito... notando-se a normal falta de rotina.
Destaque óbvio para o Talisca, pelo golo, e pelas duas bolas nos postes, e ainda pelo golo 'falhado' de forma escandalosa, jogou a 1.ª parte nas alas (supostamente) e depois ocupou o lugar do Jonas após o intervalo... O Nico também esteve bem, aparentemente não está nada 'preocupado' com uma potencial saída... O Samaris enquanto teve força, esteve impecável...
Pode não ser justo, mas o 3.º golo foi uma sucessão de 'azares': começou com uma perda de bola do Nelson (até me pareceu falta...), depois o Lindelof escorrega, e depois o Paulo Lopes 'franga'!!! São daquelas coisa... Já o Teixeira também não entrou bem na equipa... o mesmo se pode dizer do Carcela, que até demonstrou boa atitude, mas a atacar...
Mas para mim o 'erro' mais preocupante é a utilização do Sìlvio na direita... O Sílvio jogo o 'dobro' a defesa esquerdo!!! O Pizzi voltou a começar muito mal, mas com os minutos foi melhorando... Os jogadores normalmente mais lentos (Eliseu e Luisão) acabaram por evidenciar ainda mais a lentidão devido à 'prematura' (normal nesta altura) condição física...

Nunca é bom perder, mas o mais importante nesta altura é meter a equipa a jogar, e perceber o que tem que ser melhorado ou alterado até ao início da época oficial... É muito importante, perceber as lacunas do plantel neste momento e rectificar...

Nota para a forma como o Benfica foi recebido em Toronto pelos Benfiquistas (apesar de muitos já estarem de férias em Portugal), desde da chegada ao Aeroporto até à despedida... E a onda vermelha vai continuar em Newark seguramente!!!

PS: Curiosamente a última vez que tínhamos vestido camisola branca e calções vermelhos foi num 1-1 (saboroso...) em pleno Parque dos Príncipes... com um grande golo do Nico!

sábado, 18 de julho de 2015

Desafios e oportunidades

"Estão na memória de muitos adeptos e jornalistas já 'veteranos' as longas digressões que o Benfica fazia num passado longínquo, percorrendo países onde o fenómeno do futebol gerava a mesma intensa paixão mas pelos quais as grandes estrelas mundiais raramente passavam, como se fossem cometas. Eram outros tempos, mas já então o 'cachet' justificava que muitos clubes - como era o caso do Benfica - palmilhassem quilómetros e quilómetros para forrar os seus cofres.
A realidade do fenómeno futebolístico evoluiu, mas a razão que leva o Benfica a viajar, desta vez, para o continente americano não é diferente daqueles tempos. Razões financeiras (seja pelo retorno imediato ou pela entrada e convívio com a elite mundial) encaixam-se nos interesses estratégicos do clube, pese embora não sejam os que mais convêm aos treinadores quando projectam a preparação de uma nova época.
É neste contexto que Rui Vitória cumprirá os primeiros testes como treinador do Benfica. Os adversários que a equipa irá ter pela frente são de um nível que obriga a preocupações extra que têm a ver com a reputação do clube, a qual tem de ser salvaguardada, independentemente de estarem a ser dados apenas os primeiros passos de um novo projecto. Uma coisa é certa: as virtudes e os defeitos saltarão logo à vista. 
Nestes desafios 'lato sensu' que Vitória tem pela frente estão enquadrados desafios individuais de jogadores que terão a ocasião de se mostrarem ao treinador como se de uma nova oportunidade de carreira se tratasse. Djuricic, Jonathan Rodríguez e Nélson Oliveira estão entre aqueles que desejam agarrá-la como se fosse a última, o que nos casos do sérvio e do português não andará muito longe da verdade."

Primeira vitória...

Benfica B 2 - 1 Mafra

Mais um passo na preparação da nova época, desta vez com uma vitória...

Desfile de nomes sem fundamento

"O Sport Lisboa e Benfica não está, nem nunca esteve interessado no avançado Mitroglou.
É lamentável que se continue a assistir a um desfile de nomes sem que haja qualquer cuidado de quem os publica em confirmar os mesmos."

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Maxi no Porto foi tripla maldade

"Este domingo o Benfica tem o seu primeiro teste, e logo contra o prestigiado e poderoso PSG. Nós, os adeptos, já tínhamos saudades de ver joguinhos mesmo que amigáveis. Ao ver a valia dos adversários, vemos que esta pré época não foi feita para dar moral ou conseguir vitórias fáceis, mas para dar competitividade e prestígio. Enquanto os adversários se arranham para conseguir nomes com títulos recentes no palmarés, o Benfica exibe um plantel de campeões numa natural tranquilidade. Deverá vir um ou outro retoque, poderá entrar mais algum jogador (de preferência muito bom), mas o essencial de quem ganha tudo é não destruir o que está feito. E sabemos bem que há dois anos ganhamos tudo.
Maxi Pereira no Porto foi uma tripla maldade. Primeiro obrigar os portistas que comentaram e escreveram tratar-se de um sarrafeíro durante oito anos a agora escreverem que é jogador de classe, ambição e garra. Depois ver que um dos mais criticados jogadores vai viver a sua reforma paga pelo rival. Por fim, quando o onze portista entrar em campo o seu elemento com mais títulos ganhou-os todos no Benfica. Deve doer. Mesmo assim tranquilizo os meus amigos portistas, pois foi até agora a vossa melhor contratação, aquela que será mais útil, seguramente um bom profissional. Dizia-me ontem um amigo meu, portista zangado, que daqui a dois anos ainda compram o Luisão.
Parece que Pedro Proença avança para a Liga com apoio de Porto e Sporting, parece justo pois há muitos anos que não tem faltado apoio de Proença aos nossos rivais. Ser agradecido é uma característica que aprecio.
Veremos o desenrolar da pré-época quando a bola começar a saltar mas o Porto comprará seguramente um bom avançado e terá boa equipa e Sporting comprará seguramente um bom central e estará muito mais em cima da concorrência.
Vai ser um excelente campeonato."

Sílvio Cervan, in A Bola

As eleições na Liga de Clubes

"Pelo que se vai percebendo, as eleições para a Liga de Clubes, que terão lugar ainda este mês, vão dar muito que falar. Ontem soube-se aquilo que era mais ou menos dado como certo de algum tempo a esta parte, ou seja, que Luís Duque iria avançar com uma (re)candidatura. Nada mais normal para quem, ainda há pouco mais de uma semana, foi elogiado publicamente pela generalidade dos clubes pelo bom trabalho realizado na regeneração da Liga.
Curiosamente, há alguns meses, quando havia a possibilidade de Luís Duque não querer continuar em funções, A Bola noticiou que Pedro Proença podia disponibilizar-se para avançar com uma candidatura à Liga de Clubes. Muitos foram os que não acreditaram, até porque Proença não tinha nenhuma ligação ao dirigismo dos clubes, nem sequer, por razões óbvias e meritórias, aos clubes. Mas, como se vê agora, A Bola acertou na mouche e é o antigo árbitro quem surge na linha da frente como alternativa a Luís Duque. Pedro Proença prepara-se para se lançar nesta aventura com o aval de FC Porto e Sporting.
Em relação à Direcção dos leões, qualquer inimigo de Luís Duque será um bom amigo; já no que respeita aos dragões, que foram dos mais entusiastas quando Duque substituiu Mário Figueiredo, a coisa é um pouco diferente. Esta súbita mudança de agulha dever-se-á mais à guerra que o FC Porto move à FPF (Pinto da Costa, por razões até agora não explicadas, vetou o nome de Fernando Gomes), precisando, para isso, de um presidente de Liga que alinhe nesta demanda.
PS - Quantos jogadores emprestados serão moeda de troca para cativar votos neste ato eleitoral?"

José Manuel Delgado, in A Bola

Serenidade

"Serenidade é talvez a palavra que melhor define o momento da pré-temporada benfiquista. Pode parecer estranho, depois das saídas de treinador e sub-capitão para emblemas rivais. Mas percebe-se, quando se fala de um Bi-Campeão Nacional.
O paradoxo desta pré-temporada é, aliás, a forma como os três principais clubes estão a lidar com as circunstâncias. Do lado de cá, a resposta à fuga - ou traição, ou deserção, ou aquilo que lhe quiser-mos chamar - dos dois elementos acima referidos, não podia ter sido mais adequada. Como alguém disse, tanta calma até parece incomodar a concorrência. O Benfica, que em tempos resistiu à perda de uma figura maior como foi Eusébio, é demasiado grande para depender de figuras menores, cujo lugar na história acaba de ser apagado pelos próprios. Em Agosto, ninguém se lembrará das ausências, e a vontade de vencer poderá mesmo sair reforçada.
Na vizinhança, pós-loucura financeira em torno de um novo técnico, por entre guerras com ex-presidentes, ex-treinadores, processos disciplinares, justas causas, perdões bancários e contratos rasgados, as notícias vão apontando para sucessivos falhanços na contratação de jogadores. Ou me engano muito, ou em breve assistiremos também a uma debandada dos principais titulares.
Mais a norte, o desespero também dita leis. Com membros da Direcção a contas com a justiça, a regra parece ser, contrata-se primeiro, e, quando a dinheiros... logo se vê. Algo me diz que não vai correr bem.
Enquanto isso, no Seixal trabalha-se. Com confiança e entusiasmo. Rumo ao Tri.
Pressão? Loucuras? Ficam para os outros. Nós só queremos os títulos."

Luís Fialho, in O Benfica

A teia azul-e-branca...

A mina de ouro

"Escreveu o meu amigo Carlos Rodrigues, no Correio da Manhã, que o futebol português talvez precise, em breve, de um resgate financeiro. A afirmação é forte, mas não deixa de ter um fundamento evidente face às contratações surpreendentes do defeso: o Sporting, a emagrecer financeiramente desde a eleição de Bruno de Carvalho, apresenta subitamente verbas suficientes para a contratação do treinador bicampeão nacional; o FC Porto, sem ganhar nada há dois anos e depois de um investimento de milhões sem retorno no último Verão, surpreende com a contratação de Iker Casillas. Poderia tudo ser um bom prenúncio, não fora as conhecidas dificuldades financeiras e os elevadíssimos níveis de passivo financeiro que povoam as contas dos principais clubes portugueses. Para já não falar, claro, da intensa exposição à crise financeira e ao colapso do BES. O que verdadeiramente intriga é o surgimento de verbas que não parecem ter qualquer cabimento no quadro orçamental dos clubes e nas contas que os próprios submetem, periodicamente, à CMVM. Portanto, haverá que concluir por uma de duas vias: ou os clubes estão sob aquisição, e o capital disponível se deve à entrada de investidores que, cedo ou tarde, serão os donos e os senhores dos clubes, como aconteceu no Chelsea ou no Valência; ou, em rigor, estamos a cruzar perigosas linhas vermelhas que, sem o devido retorno, se tornarão numa crise endémica das finanças desportivas em Portugal. O Benfica de Luís Filipe Vieira tem ficado, e bem, à margem desta loucura de mediatização que, de repente, tomou conta dos responsáveis do Futebol. Não me admira que no final do próximo ano, sejam os clubes - e já não o país - sob resgate financeiro da UEFA ou da FIFA. Acreditem: não há minas de ouro gratuitas!"

André Ventura, in O Benfica

Benfica sobre rodas

"Todos os anos, por esta altura, fantasio uma participação Benfiquista no Tour de France.
Ciente que estou da exigência orçamental que um projecto desta envergadura exigiria e da dificuldade na obtenção de um convite para integrar esta prova mítica, rapidamente abandono o sonho de ver o vermelho das nossas camisolas em estradas francesas e dedico-me à racionalidade dos números e ao consolo de saber que a actividade benfiquista nesta modalidade, apesar de histórica no Clube, foi suspensa em quatro períodos diferentes, sempre por razões financeiras.
No presente, recuperada que está a credibilidade e a capacidade de investimento do SLB, além do cada vez maior reconhecimento da força da sua marca, creio que chegou o momento de se repensar o afastamento das estradas, cumprido, de forma ainda mais vincada, o seu cariz ecléctico e dar continuidade a um longo percurso, iniciado em 1906, no qual se evidenciaram grandes atletas de 'águia ao peito' como, entre muitos outros, Alfredo Luís Piedade, José Maria Nicolau, Peixoto Alves, David Plaza ou, mais recentemente, Rui Costa.
Com - à semelhança do Futebol - uma estrutura independente do Clube, mas não autónoma, e a implementação de uma filosofia que conjugue grandes figuras e a aposta sustentada na formação ('Benfica Olímpico' e Atletismo), julgo que o Benfica poderia, a médio prazo, liderar o Ciclismo nacional e marcar presença regular em provas internacionais. Apesar de desconfiar que a notoriedade do SLB se torna contraproducente (suspeitas de conluio de adversários), não menos verdades é que a glória benfiquista se fez da constante superação às adversidades.
E o emblema até tem um ciclo..."

João Tomaz, in O Benfica

Red Pass

quinta-feira, 16 de julho de 2015

«Duque credibilizou a Liga, encontrou soluções e envolveu os clubes»

"Luís Filipe Vieira apoia actual presidente e revela que Pedro Proença quer ser líder da Liga. Questiona argumentos usados por Pinto da Costa para recusar Luís Duque. E pergunta se o problema do FC Porto é Vítor Pereira...

- Luís Duque anunciou que é candidato à Liga. Qual é a posição do Benfica em relação a esta declaração do actual líder da Liga?
- Somos coerentes, votámos uma moção de confiança, que foi unânime no Concelho de Presidentes e votada por maioria na Assembleia Geral da Liga, portanto, apoiamos a recandidatura de Luís Duque. Credibilizou a Liga, encontrou soluções, procurou consensos, envolveu os clubes. É disso que a Liga precisa.

- Que comentário lhe merece a posição do FC Porto expressa pelo seu presidente?
- O presidente do FC Porto tem toda a legitimidade para não apoiar a recandidatura de Luís Duque, mas não com os pretextos apresentados: falta de motivação por causa de estar envolvido em acções judiciais pendentes? Isso não é argumento e toda a gente sabe porquê, inclusive quem o usa. Arbitragem? Pelos vistos dos oito anos em que o senhor Vítor Pereira lidera a arbitragem só nos últimos dois é que não foi competente. É este o problema do FC Porto?

- Encontra alguma explicação para esta posição?
- Todos sabemos quem está por detrás desta decisão. Todos sabemos que há um ex-árbitro, e uma das vezes até com o actual presidente da APAF, que há meses está a contactar presidentes de clubes da primeira e segunda ligas tentando dividir. Espero que nenhuma associação profissional de classe se envolva neste processo porque isso seria uma forma, inaceitável de condicionar este acto eleitoral.

- Quando fala de um ex-árbitro, está a falar de Pedro Proença?
- Estou. Há meses que tenta agendar um encontro comigo afirmado que quer concorrer à Liga e que já tinha o apoio do FC Porto e do Sporting. Nunca me encontrei com ele e sempre estranhei que com um presidente em funções, legitimado e a mostrar trabalho, se andasse a tentar minar e a dividir a Liga. Agora, começo a acreditar que sim, que esses apoios podem existir, mas para bem do futebol português é bom não ir por esta via. Tivemos paz nestes meses, e com esta pacificação os patrocinadores voltaram, ainda há dois dias os CTT anunciaram o apoio à Taça da Liga. Tudo isto foi trabalho da equipa de Luís Duque, em que todos os clubes foram envolvidos, em que foram criadas várias comissões de trabalho para as várias áreas. Se voltarmos ao tempo de contar espingardas, vamos retroceder anos e quem vai sair prejudicado é o futebol português.

- Espera, portanto, a recondução de Luís Duque à frente da Liga?
- Em poucos meses recuperámos da anarquia, porque estivemos unidos. Espero que os clubes não voltem atrás com a palavra dada na última Assembleia Geral. Seria muito mau para o futebol português."

Entrevista a Luís Filipe Vieira, por José Manuel Delgado, in A Bola

Então e a mãe do Maxi não diz nada?

"Para recuperar a mística o Porto foi buscar um jogador ao Benfica e para meter a equipa a jogar à bola o Sporting arrecadou Jesus. O Benfica é um bicampeão de mãos largas.

NO fim de Junho expirou o contrato que mantinha com o Benfica e uma semana depois o ex-Maxi Pereira foi à igreja de Florida, lá no seu Uruguai, depositar uma camisola vermelha do mesmo Benfica aos pés de Santo Cono, padroeiro dos jogos de azar.
Santo Cono?
Não soa nada bem.
No entanto, se na estrutura do Porto continuar em funcionamento o departamento de magia negra e afins – a cargo do inestimável Bruxo de Fafe, se é que não foi despedido depois destas duas últimas épocas desastrosas – está tudo explicado.
Ou seja, foi de encomenda do patrão a peregrinação de Maxi ao santuário conense.
Santo Cono, patrono dos quinieleros, ou seja dos amigos das rifas, das roletas, das raspadinhas, dos lotos, dos totobolas, das lotarias e dos bingos vai ter agora de ocupar-se também da Liga portuguesa nomeadamente no que diz respeito ao sorteio dos árbitros.
Maxi chegou de manhã bem cedo à igreja encarregue da primeira missão que lhe foi superiormente confiada. A missão de depositar aos pés do grande Cono uma camisola do Porto rogando pelos benefícios do além em prol da reconquista de todos os títulos perdidos e, como se não bastasse, rogando também para que todos os malefícios do além tombassem sobre os usurpadores.
Era este o plano original.
Aconteceu que quando Maxi, já no interior do templo, desembrulhou a sua nova camisola verificou-se que era castanha.
E Santo Cono de Teggiano, que sendo de origem italiana é muito atreito às coisas da elegância e do bom gosto, logo exclamou num castelhano impecável:
- Por Dios, no!
Cabisbaixo e ligeiramente envergonhado, Maxi abandonou o templo e foi à mala do carro buscar a sua velha camisola do Benfica – que era suposto queimar numa fogueira de coentros secos – e trocou de oferta com enorme agrado para o Santo Cono que em Itália tem vindo a trabalhar em prol da Juventus, uma formação que, valha a verdade, equipa sempre bem e a preceito.
A elegância, sempre a elegância.
E pronto. É nisto que ficámos.
E agora, Santo Cono? Para que lado te vais virar?
Para o Oporto?
Ou para o Obenfica? 
Com toda a franqueza, a única coisa que impressiona verdadeiramente nesta história do outro mundo é o inexplicável silêncio da mãe do Maxi Pereira perante o corrente passo na carreira do filho.
Falou o Bruxo de Fafe, falou o próprio Santo Cono. Falou imensa gente sobre o assunto. E continua-se a falar sobre a ida do uruguaio para o Porto.
Então e a mãe do Maxi não diz nada?
Ai Santo Cono, Santo Cono, com quem te foste meter…

A cidade de Felgueiras está a dar um banho de cosmopolitismo à cidade do Porto que até arrepia. Tudo por causa de umas mulheres, verdadeiras celebridades mundiais, para quem as cidades em causa passaram recentemente a dizer respeito por via conjugal.
Vamos por partes.
Contenção, discrição, silêncio – eis como Felgueiras reage à anunciada relação entre um dos seus filhos, o modelo Kevin Sampaio, e a celebrada estrela da pop, Madonna que poderá um dia destes aterrar tranquilamente em Felgueiras sem se sentir obrigada a provar Pão-de-Ló de Margaride e a confessar a sua admiração, desde a mais tenra idade, pelo Rancho de Santa Luzia de Airães.
Revolta, indiscrição, barulho – eis como o Porto reagiu à intenção expressa por Sara Carbonero de não morar com o marido nos próximos dois anos o que provocou, para já, uma série de reportagens na imprensa sobre as maravilhas locais que Carbonero parece desdenhar.
Em termos de cosmopolitismo, Felgueiras está a dar cartas.
Não só Felgueiras como a própria Madonna, o que não é de espantar.
A rainha da pop optou pelo silêncio e assim não tem que pedir desculpa a ninguém quando for a Felgueiras e passear toda contente por Friande, Macieira da Lixa, Sendim ou Revinhade.
Já a Sara Carbonero e a sogra, por muito arrependidas que estejam das suas palavras de desdém, terão grande dificuldade em passear pela Baixa da Invicta sem se virem forçadas a experimentar uma meia dúzia de francesinhas para aprenderem o que é bom.
A esta gente famosa do estrangeiro o decisivo é não lhes dar confiança nenhuma. Felgueiras é que sabe. O silêncio é de ouro.

NA verdade, o que é ser-se cosmopolita? Que espécie de atributo é esse tão distintivo dos demais?
O verdadeiro cosmopolitismo é, por exemplo, comprar um jogador campeão do mundo e da Europa (em título) só pelo prazer de o sentar no banco uma época inteira tal como o Benfica fez com Joan Capdevila na temporada de 2011/2012.
Isto é que é ser chique, ser cosmopolita da cabeça aos pés, o não se deixar impressionar por títulos e honrarias estrangeiras. 
E a própria mãe do Capdevila, também de tão impressionada que ficou, nem abriu a boca, naturalmente.

NA especialidade da palermice, o topo do campeonato da semana passada ficou assim arrumado:
1.º lugar:
Dona Maria Carmen Casillas por ter dito «Oporto? Por Dios, no!», o que revela saloiice ou vistas estreitas. Para a mãe do guarda-redes, Madrid é o centro não da península ibérica mas do mundo inteiro.
2.º lugar:
Pinto da Costa por ter dito que «é bom prenúncio contratar um guarda-redes que já levantou uma Champions na Luz», o que revela saloiice ou vistas estreitas. Para o presidente do Oporto, é o Benfica o centro do mundo.
3.º lugar:
Paulo Gonçalves por ter dito que a mãe do Casillas lhe «encheu as medidas pela sua lucidez», o que revela saloiice ou vistas estreitas. Para o assessor jurídico do Benfica, o Porto, bem vistas as coisas, é que é o centro do mundo.
Foi muito difícil estabelecer esta classificação porque a competição entre todos foi ferocíssima.

O Sporting fez regressar João Pereira ao futebol português e aplicou-lhe uma cláusula de rescisão de 45 milhões de euros.
Ao contrário do que diziam as más-línguas, aí está Jesus a apostar decididamente num produto da formação do Benfica, ainda que de forma tardia.
Em termos da aposta na formação, sabendo-se como a juventude é desperdiçada nos jovens, o importante nestas coisas é que quanto mais tarde se for jovem, enfim, melhor é.

ANTEVÊ-SE um campeonato e peras. Se o campeonato decorrer ao mesmo nível emocional do defeso bem pode a Europa colapsar que, em Portugal, só se vai falar de bola.
O Benfica quererá o tri. Está no seu legítimo direito, naturalmente. Parte altamente confiante na sua própria organização ao ponto de, praticamente, ter oferecido o seu treinador ao Sporting e o seu sub-capitão ao Porto. E tudo isto sem qualquer espécie de dramatismo.
Para recuperar a desaparecida mística o Porto foi buscar um jogador ao Benfica e para meter a equipa a jogar à bola o Sporting arrecadou Jorge Jesus.
O Benfica é um bi-campeão de mãos largas.
O mais incrível destas duas facilitadas deserções não é o ápice que o ex-treinador do Benfica demorou para atravessar a Segunda Circular. É o demoradíssimo tempo que Pinto da Costa demorou até, finalmente, conseguir pescar Maxi Pereira.
Oito anos!
Que grande incompetência.

NA semana passada, o jovem uruguaio Jonathan Rodriguez – que tão bem jogou na equipa B do Benfica por toda a segunda volta da última Liga de Honra – era dado como dispensável, trocável ou emprestável. 
Esta semana as notícias são diferentes. Jonathan Rodriguez vai ficar no Benfica.
Ainda bem. Trata-se de um jogador mais do que promissor e seria lamentável que o facto de ser compatriota do nosso ex-sub-capitão, motivasse qualquer tipo de preconceito ou mesmo a exclusão. 
Veremos como corre a próxima temporada a Jonathan Rodriguez e ao Benfica. E se o Benfica for campeão – oxalá! – já temos mais um uruguaio para, no próximo defeso, ir depositar uma camisola aos pés do nosso querido Santo Cono."

Leonor Pinhão, A Bola

Primeira triagem...

GR: Júlio César, P. Lopes e Ederson.
DC: Lisandro, Lindelof, Luisão e Jardel.
DL: Sílvio, Eliseu, Almeida, Semedo e Marçal.
M: Fejsa, Samaris, Cristante, Pizzi, Teixeira.
Ext: Gaitán, Ola John, Guedes, N. Santos e Carcela.
10: Djuricic, Taarabt, Guzzo, Talisca.
A: Lima, Jonas, Jonathan e N. Oliveira.

Foram hoje conhecidos os 30 convocados para a digressão à Americana, que inclui a International Champions Cup, e a Eusébio Cup que vai ser realizada em Monterrey no México.

Como referi ontem, era preciso começar a reduzir o plantel. Hoje ficámos a saber que o César, o Amorim, Pelé, o Mukhtar, o Murillo e o Derley não vão fazer parte do plantel...
Recordo que o Salvio vai ser operado pela 2.ª vez, tal como estava programado, completando mais uma fase da recuperação.
César: compreendo que o 4.º central seja um jogador da Formação, neste caso o Lindelof. A confirmar-se um empréstimo ao Flamengo, fico apreensivo. O César tem qualidades, é jovem, precisa de rodagem Europeia, foi notório o crescimento do jogador o ano passado...
Amorim: com tantos jogadores no meio-campo disponíveis, era espectável a saída do Rúben, ainda por cima quando as lesões voltaram a condicionar toda a época do Rúben... O plantel vai perder um dos seus grandes animadores!
Pelé: já era esperado o seu empréstimo, compreendo a ideia de contratar um jovem a custo zero com potencial, mas acho que o Pelé nunca irá fazer parte do plantel do Benfica!!!
Murillo: pelas imagens que vi da Venezuela ainda é muito brinca-na-areia, vai para o Tondela onde o Paneira lhe pode ensinar algumas coisas...!!!
Derley: acabou por ter poucas oportunidades o ano passado, mas sempre que foi chamado deu tudo... parece que vai para a Turquia.
Mukhtar: talvez a única semi-surpresa desta convocação. Tendo em conta a sua juventude e a sua qualidade, penso que esta foi a melhor decisão porque o Mukhtar precisa de jogar, e no Benfica ia ter sempre poucos minutos. Agora falta encontrar uma boa equipa, onde possa evoluir...
Rui Fonte: ainda está lesionado, mas irá provavelmente para Braga. Boa solução...
Bilal: provavelmente equipa B... Ainda não foi anunciado, mas parece que está garantido. Hoje alguns rumores indicam que o Benfica está à espera do 18.º aniversário do jovem holandês para poder assinar um contrato mais longo...
Hélder Costa: Mónaco.
Bebé: Rayo Vallecano.
Fariña: Lanús.
Steven: Philadelphia Union
Sidnei: provavelmente Corunha...
Frisenbichler: futuro desconhecido.
Diego Lopes: futuro desconhecido.
Candeias: futuro desconhecido.
Giani Rodriguez: Peñarol.
Rojas: Gimmasia de La Plata
San Martin: Central Español
Luís Filipe: Paysandu
Yannick Djaló: futuro desconhecido.
Harramiz: Farense.
Fábio Cardoso: Paços de Ferreira.
Jota: futuro desconhecido.
Lolo: futuro desconhecido.
Varela: Rampla Juniors
Rochinha: futuro desconhecido
Bruno Varela: futuro desconhecido
Kevin Oliveira: futuro desconhecido

Nos jogadores que foram convocados, destaque para a presença do Djuricic, do Guzzo e do Jonathan (só chegou das férias hoje, após a presença na Copa América). Pessoalmente, acho que tanto o Djuricic como o Talisca ainda podem sair, tal como o Guzzo (tem-se falado de um empréstimo ao União da Madeira treinado pelo Norton de Matos), assim como o Marçal caso seja contratado mais um Lateral (como eu espero!!!). Com a provável saída do Nico, também será necessário ir ao mercado buscar um Extremo... Outra dúvida é a permanência do Nelson Oliveira... o ano passado Lima e Jonas, ainda por cima sem Europa, foram praticamente totalistas, parece que a ideia é ter o Nelson e o Jonathan como alternativas, sendo que dependendo do esquema utilizado, jogadores com características de '10' podem ser alternativa para 2.ª avançado...

Herói tranquilo

"Não é fácil escrever sobre a arte a que não se conhecem os limites. Aimar acabou ontem, mas não acabou. Aimar é o maior futebolista sem ser o maior entre os maiores. Nunca precisou de o dizer, fê-lo perceber-se no campo, onde ganhou a admiração de todos os seus pares, em particular os '10' como ele, Riquelme, Rui Costa e Messi - que, embora seja jogador de outro tempo, nunca deixou de gabar um dos seus ídolos, do qual possui todas as camisolas. Apesar de ter sido um dos crânios do jogo, um definidor, o sangue argentino de El Mago não lhe permitiu furtar-se às grandes batalhas e enquanto o joelho lho permitiu foi uma delícia ver como conseguia conjugar as pinceladas que iam pintando o jogo com as estocadas que o decidiam. Fazer do Valencia o campeão de Espanha duas vezes é uma marca igual à dos que são tri, tetra ou pentacampeões com os gigantes da Europa. Aimar está na história como o herói tranquilo."

Bx

Nação encarnada deve acreditar

"O regresso dos treinos abertos ao público ao Seixal marcou o dia do Benfica. Mais de 3 mil pessoas rumaram à margem sul para ver os craques encarnados em acção, num dia que tinha tudo para ser de depressão por ver Maxi chegar à Invicta. Um bom spin da inteligência do clube acabou assim por marcar a agenda, transmitindo vivacidade em vez de acrescentar a transferência do subcapitão ao lote de perdas iniciado com a saída de Jorge Jesus para o rival de Alvalade.
Mas o estado depressivo em que se encontram alguns adeptos tem razão de ser?
Não. Entende-se, claro. Ver sair um treinador icónico como JJ para o Sporting e perder Maxi para o FC Porto só pode deixar marcas. Mas para isso serve a razão.
O Benfica poupa mais de 2 milhões de euros/época com a troca Jesus-Vitória. E o salário oferecido pelo FC Porto ao uruguaio é obsceno. Ficam leões e dragões mais próximos da vitória? Talvez. Mas está condenado o Benfica? Outra vez não.
O único jogador importante que saiu da Luz foi Maxi. Artur, Sulejmani e Benito não deixam saudades e a relação entre JJ e a estrutura do clube já não era a mesma. Não é à toa que o técnico não se sentia desejado. Melhor assim para todos.
Cabe agora a Rui Vitória provar ter mão para um clube grande. E a Vieira poupar, sim, mas sem comprometer os desafios desportivos do Benfica. Até agora apenas 8 milhões foram investidos. Mais do que o Sporting, mas pouco para quem gastava mais de 40 milhões por temporada. Encontrar o equilíbrio entre a poupança e a competitividade é o mais difícil ao bicampeão. Chegar ao 35.º título só será possível batendo um FC Porto fortíssimo e um novo leão. Mas não é impossível."


PS: Aqui está como os Lagartos vivem a pré-época!!! Para eles os Benfiquistas estão em depressão!!! É um facto, que nem merece discussão..!!!
Obrigado pela preocupação Bernardo, mas nós estamos a precisar de alento... Nós somos Bicampeões, vocês por outro lado...

Artur Moraes

"Há tempos, falei aqui da gratidão. Ou melhor, da ingratidão. Volto ao tema, mas agora pela positiva. Falando de Artur Moraes que terminou o seu contrato de 4 anos com o Benfica e vai para um modesto clube turco. Na Luz, passou por momentos empolgantes, sobretudo na 1.ª época (2011/12), com portentosas exibições, como a do play-off da Champions contra o Twente. Na 2.ª época, ficou marcado por um título perdido no fim dos fins, em que muitos tiveram responsabilidade, mas em que os olhares fulminantes de culpa se voltaram apenas para ele. Aliás, naquela altura, não se cuidou suficientemente de acompanhar o drama pessoal do homem que está sempre antes do futebolista.
Na 3.ª época, é substituído, a partir de uma lesão em Olhão, por um novato tão competente, quanto ultra ambicioso: Oblak. Sem um murmúrio de Artur. Vem a sua última época e volta a ser suplente do consagrado Júlio César, depois do golo consentido contra o Sporting, na Luz. Quase humilhante foi a correnteza de opiniões quando ele voltou à baliza por lesão de Júlio César. Na véspera do jogo de Alvalade, parecia que o SLB iria jogar apenas com 10. Mas ele soube ultrapassar esse handicap, com carácter, brio e competência.
Partiu para a Turquia. Agradecendo os seus tempos no Benfica. Sem azedume. Com gratidão. Jogar futebol não é só dar chutos ou defendê-los em jeito de contador monetário.
Prefiro um razoável jogador como Artur a um melhor jogador como Maxi Pereira. A este não nego categoria e não me esqueço do que foi no Benfica. Pena é que ele se esqueça de que foi o Benfica que o inventou. Na despedida, Artur foi Maxi e Pereira foi Mini."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Treino

Após praticamente duas semanas de treinos, sem jogos particulares, tivemos um cheirinho de bola, na nova época, com um treino à porta aberta, antes da partida para a digressão Americana.
Os melhoramentos no relvado principal do Caixa Futebol Campus impediram que este treino, tivesse sido efectuado nos primeiros dias da nova época, tivemos que esperar um pouco mais... mas assim, já apanhámos os jogadores com outro ritmo. Mas ainda longe da melhor forma...
Além da boa disposição e da adesão em massa dos Benfiquistas, a única nota de destaque do treino, foi a vontade do treinador em dar intensidade à peladinha, dando constantes incentivos, para se jogar rápido e pressionar rápido!!!
Não deu para tirar muitas ilações individuais e tácticas, apesar de me parecer ver as equipas dispostas em 442 (com algumas variações...), e com o Carcela a destacar-se entre as novidades... e com os jovens, a mostrar vontade em ganhar o lugar. Com um excelente golo do Guedes a fechar o treino.
A minha inquietação neste momento, é o tamanho do plantel. Já devíamos ter definido algumas situações. Hoje tivemos 3 equipas, e ainda faltaram alguns jogadores, que ficaram no ginásio (Fejsa), além das possíveis contratações...

Gr: Julio Cesar/Elderson/P. Lopes
DD: Almeida/ Semedo/Silvio/Lindelof
DE: Eliseu/Marçal
DC: Luisão/Lisandro/Jardel/César
MC: Fejsa/Samaris/Cristante/Pele/Amorim
8: Pizzi/Teixeira
M10: Muhktar/Talisca/Djuricic/Guzzo/Taarbat
MD: Salvio/Carcela/Ola John /Murillo
ME: Gaitan /Guedes/N. Santos/Bilal
PL: Jonas/Lima/N. Oliveira/ Jonathan/Derley


Umas notas simples: o Sílvio rende muito mais na esquerda; ainda não sabemos a táctica, mas temos 5 jogadores com características de '10', e podemos não ter essa 'posição' no esquema; as ausências do Amorim e do Derley dão a entender que não vão ficar...

Na madrugada de Sábado, em Toronto, contra um PSG mais rodado, já vamos ver mais...



PS1: A equipa B efectuou o primeiro jogo treino no Seixal, antes de viajar para o estágio em Inglaterra. Contra o Estoril (I Liga), acabámos por perder 1-2, com o golo a ser marcado pelo Sarkic.


PS2: O Atlético Madrid confirmou hoje o empréstimo do Sìlvio por uma ano.

PS3: Confirmou-se hoje, a contratação de Mini Pereira pelos Corruptos. Não me quero alargar muito nas palavras, por isso deixo aqui o link para o post do Pedro do Mágico SLB: identifico-me totalmente. Como já escrevi anteriormente, quem paga os ordenados aos jogadores (treinadores, dirigentes, empresários, jornalistas...) são os adeptos. Sem a militância clubística o negócio do Futebol, valia ZERO euros!!! Quando se pede militância, que os adeptos gastem dinheiro em viagens, bilhetes... quando se beija camisolas, quando se 'salta' e grita, não se pode mudar para o outro lado da barricada, alguns dias depois, a desculpa do profissionalismo não cola. Uma coisa são jogadores que são dispensados pelos seus clubes, outra coisa são traições... Neste caso, é claramente uma traição, espero que a família do Mini não morra à fome, se calhar temos que fazer uma colecta...

Mercado da Luz MA15

Limpeza!!! Pedia-se uma limpeza na secção, e a Direcção fez o que lhe competia... o ano passado, já tínhamos mudado alguma coisa, começando pelos dirigentes, este ano fechámos o 'ciclo'. Jogadores com salários altos e sem o rendimento esperado, saíram: Carneiro, Dario, Pedroso, Puyol, Asier, Zé Costa e ainda o Álamo que terminou a carreira devido às lesões.
Além do capitão Álamo, o único que na minha opinião podia ter ficado era o Zé Costa, de resto...
Entraram: Mitrevski (GR), Hugo Lima (C) - regresso -, Dragan Vrgoc (Pivot), Uelington Silva (LE) e Belone Moreira (LD).

Com o investimento enorme dos Corruptos (com o dinheiro da Liga dos Campeões), e com o igualmente alto investimento dos Lagartos, a tarefa do Benfica não será fácil. O ano passado com a entrada do novo treinador notou-se uma melhoria significativa nos processos de jogo, principalmente no ataque... Algo que nos momentos decisivos da época, tanto no Campeonato, como na Taça, não conseguimos materializar, com alguns erros infantis, tanto ao nível da eficácia ofensiva, como com alguns erros primários defensivos...
Nunca é fácil fazer um prognóstico, espero uma equipa com bastante atitude, como tivemos muitas vezes na época anterior, mas o sucesso vai depender muito da qualidade dos reforços estrangeiros, que neste momento são uma incógnita...

Nos últimos dias, tivemos mais um caso na secção!!! Parece que o António Areia quer ir para os Corruptos!!! Tem mais um ano de contrato com o Benfica, mas se não for este ano, deverá ir para o ano!!! A decisão final ainda não é conhecida, mas não será fácil ter um jogador no Benfica, que já manifestou a vontade de se juntar aos Corruptos...
A falta de respeito pelos adeptos, aparentemente está-se a tornar regra, se calhar em vez de dar-mos todas as condições de trabalho aos nossos jogadores, e de lhes pagarmos bons ordenados, a tempo e horas, devíamos fazer exactamente o contrário...

Pelo meio do defeso ainda tivemos um 'caso' com 3 jogadores emprestados ao Belenenses, com uma reacção absolutamente absurda por parte de alguns dirigentes do Belém... Depois de as coisas acalmarem, os jogadores acabaram mesmo por ser emprestados... o Ivo Santos se calhar devia ter ficado (até porque o Belone e o Flávio podem jogar na Ponta)!!! Também vamos ter muitos jogadores no Passos Manuel...

GR: Figueira, Mitrevski
C: Pereira, Lima
Pivot: Moreno, Vrgoc
LE: Semedo, Uelington, Cavalcanti
LD: Borragan, Belone, Fortes
PE: Pais, Ferro
PD: Areia, Carvalho

Uma questão de identidade

"Foi sem dúvida um dos argumentos mais importantes do Benfica campeão da época passada e, esta temporada, existe um esforço claro dos três grandes portugueses para conseguirem contratar jogadores que permitam não só formar uma equipa de qualidade mas também, e se calhar sobretudo, forte do ponto de vista emocional. Neste domínio, o Benfica leva um soco forte com a iminente troca de Maxi Pereira da Luz pelo Dragão, mas é preciso não esquecer que por lá ficam Luisão, Lima, Gaitán, Salvio, ou mesmo Júlio César e Jonas, todos importantes para ajudar a casar as ideias que existiam com outras novas que terá Rui Vitória. E é preciso não perder de vista que a janela de mercado fecha apenas no final de Agosto e não é difícil adivinhar que muita coisa vai ainda mudar no reino da águia...
No Porto já havia muito talento, mas ficou claro que faltava personalidade. Quaresma está de saída e por mais que seja um jogador à Porto confirmou que não tem estabilidade para se confirmar como referência e liderar um balneário. Helton renovou, Maicon tem anos de casa e a chegada de Casillas pode representar a chegada também de um verdadeiro patrão, além do enorme potencial que passará a encher a baliza. 
Finalmente, o Sporting de Jesus tem muitos jovens, uns que prometem, outros já certezas, mas o treinador deve desesperar por experiência e personalidade num grupo ainda sem peso. A contratação de João Pereira corresponde a esta necessidade, mas Jesus continua a tentar garantir centrais e avançados uns degraus acima dos que já tem.
Ou seja, se em matéria de transferências este defeso tem sido estranhamente sossegado na Luz, o Benfica continua a parecer aquele que está mais preparado para a época, acreditando que os que lá estão vão render o mesmo que rendiam com Jesus"

Nelson Feiteirona, in A Bola

Hasta siempre Pablito...

Classe pura, dentro e fora do relvado... Foi um enorme privilégio ter visto, sentido, saboreado o génio de Pablo Aimar com o Manto Sagrado vestido... Uma carreira que ficou marcada pelas lesões, mas mesmo assim, será sempre um Imortal para mim... Numa era onde o futebol tem cada vez menos arte, e cada vez mais 'mecanizações' aborrecidas, a reforma deste Mago tem que ser um dia triste para quem gosta de futebol...

Manual de trato

"Cada vez mais, vamos ouvindo entrevistas de treinadores e jogadores a responder por tu aos que os questionam. Uma espécie de espanholização do trato, a que não será alheia a quantidade de jogadores que falam castelhano e derivados sul-americanos.
«Vai usar a mesma táctica no jogo de domingo?», pergunta o jornalista. Responde o treinador, mesmo que perante um profissional jamais visto por ele: «Se tu pensares no adversário, dirás que não».
Por culpa de um língua que - ao contrário do democrático inglês you - teima em separar as águas no tratamento de outrem, entre o tu familiar, o você como genérico e o senhor ou senhora como distinção, esta prática linguística do futebol doméstico está a alastrar no meio. Confesso que me divirto, eu que até sou incapaz de tratar logo pela segunda pessoa do singular alguém que não conheça antes, seja graúdo ou miúdo.
Ao invés, não acho piada nenhuma à hoje comum expressão com vocês em vez de convosco. Não que esteja gramaticalmente errada, mas é esteticamente feia. Pergunto-me, também, se, um dia, não se passará a generalizar o com nós (até já ouvi com nóis...) em vez de connosco (que, no Brasil, se escreve conosco antes e depois do Acordo Ortográfico supostamente homogeneizador)?
Bem, entre nós e nozes, entre vós e vozes, por aqui me fico. Em futebolês: «o Bagão gostou de estar com vocês. Ou contigo. Ou convosco»."

Bagão Félix, in A Bola