Últimas indefectivações

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Liga: Gil Vicente 0 - 1 Académico

Liga: Guimarães 0 - 0 Casa Pia

Liga: Santa Clara 4 - 0 Rio Ave

MS: Mercado...

Operação: Marítimo...

Bola na Trave: Marítimo...

Vinte e Um - Como eu vi - Marítimo...

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Marítimo...

Oliveira: Marítimo...

Terceiro Anel: Marítimo...

Observador: Relatório do Jogo - Marítimo...

BF: Marítimo...

5 Minutos: Live - Marítimo...

BARREIRO(S) NOS BARREIROS!


"Marítimo 0 - 3 Benfica

PRÉ-JOGO (Ideias escritas antes do jogo.)
1. Em Portugal não se interditam estádios por razões relacionadas com más condições dos relvados; em Portugal pintam-se os relvados-batatais de verde nas vésperas dos jogos para assim enganar o pagode, ignorando até o perigo que relvados nessas condições podem representar para os jogadores. A Liga, responsável maior por tudo isto, vai assobiando para o lado.

2. Sobre o vergonhoso preço dos bilhetes já me manifestei ontem através de um post aqui no Facebook. Parece que não caiu bem num certo adepto do Marítimo que me dedicou uma publicação - obrigado! - tratando-me como colonialista. É o complexo próprio de alguns, felizmente cada vez menos, ilhéus.

3. Palhinha no onze, era esperado, era uma questão de tempo, o tempo foi curto: foi chegar, treinar (pouco) e jogar.

JOGO (Apontamentos escritos em direto e publicados imediatamente após o final do jogo.)
4. Barreiro nos Barreirooooooos! De pé esquerdo na recarga a um remate cruzado com a marca de qualidade Prestianni: um-zero sem hipóteses para o redes, bem cedo no jogo, como convém.

5. Palhinha a brilhar neste início de jogo: bolas aéreas, duelos, recuperações e até um remate rasteiro a beijar o poste. E esta carga no Bah? O "critério largo" dos apitadores ainda vai dar asneira da grossa. Kaminski para defesa direito, quem sabe está ali um futuro lateral direito... Bem, o Pavlidis, numa super forma, mandou agora uma jarda indefensável para o redes, o malandro do poste esquerdo foi quem a defendeu. Que pena!

6. Os comentadeiros da Sporttv, mesmo antes das repetições, já sabem que um puxão no Prestianni dentro da área não foi penálti. Vejam o requinte, foi mais ou menos assim, cito de cor: "Os adeptos não podem querer menos faltas e depois reclamar destes lances." Passaram anos, ainda andam aziados com os jogos da Luz na BTV. Era preciso que agarrassem o Prestianni pelo pescoço?

7. Os jogadores maritimistas protestam cada falta, todas e cada uma que lhes é marcada, não lhes basta o "critério largo", nossa senhora, foram avisados de que dava para tudo? Até parece... Entrámos a todo o gás, mas o jogo tornou-se entretanto, a partir dos 30 minutos, mais dividido.

8. Provavelmente os 45 minutos da época com menos remates, apenas oito, talvez com o St Gallen na Suíça tenham sido menos. Um mau relvado prejudica mais quem ataca, a ver se entramos outra vez bem na segunda parte.

9. Eles entraram melhor que na primeira parte. Têm mais bola, entram mais vezes no nosso último terço, a bola vai mais vezes, e com mais perigo, à nossa área. É preciso fazer qualquer coisa. O Palhinha vai recuperando bolas atrás de bolas - sai uma vénia!

10. Segundo amarelo poupado ao Igor Julião, o "menino" mais faltoso do jogo, uma ceifadela no Prestianni, que chegou primeiro à bola. Assim é fácil ser intenso, vão pró crl! Vejo o Lenglet a subir de rendimento de jogo para jogo: sou só eu?

11. Barreiro(s)!!! Prestianni e Schjelderup a entenderem-se na esquerda, canto, Schjelderup a centrar ao terceiro poste, Pavlidis a assistir de cabeça e o Barreiro(s) - que lindooooo! - a concluir o golo do nosso descanso ao segundo poste contrário, foi só empurrar com a carola.

12. E o Schjelderup que entrou tão bem no jogo... Com Prestianni no lugar do Sudakov o jogo voltou a ser nosso, o jogo mudou. Faz-nos a vontade, Marco!

13. Ainda bem que o mercado fechou: mais um golo do Prestianni, só do Prestianni, todo do Prestianni: recuperou a bola, correu meio campo e tirou um coelho dos dele da cartola. Que maravilha!

14. Palhinha + Barreiro(s)-patinho-feio + Prestianni = 3 pontos! Quarta-feira é em Moreira de Cónegos. Carregaaaaaa!!!"

Barreiro é plural nos Barreiros e ajuda o Benfica a meter a quinta


"Um bis do luxemburguês abriu caminho para o triunfo das águias no Funchal, com um golaço de Prestianni a selar o 3-0. A equipa de Marco Silva chegou às cinco vitórias consecutivas, um registo jamais logrado em toda a época passada

Que bom é ter o estádio do Marítimo na I Liga. Que refrescante é que, neste regresso do clube do Funchal à elite, equipa e adeptos apareçam com o embalo da época passada, as bancadas cheias, muito apoio aos insulares, uma militância e um postal que se agradece num campeonato tantas vezes despido de gente e entusiasmo exterior.
Nos Barreiros, Leandro Barreiro. Um futebolista não óbvia, que chegou rotulado de operário, um gregário e esforçado recuperado de bolas vindo da escola centro-europeia. Mas há algo mais do que isso no homem com nome de cidade da Margem Sul, de cidade tão importante para o clube que representa.
Barreiro é um excelente intérprete dos espaços. Lê o campo e percebe onde deve estar. Diga-se que só um jogador muito inteligente é que consegue jogar a um nível alto sendo tão, digamos, normal ao nível técnico. E isto é um elogio.
Partiu de Barreiro a vitória do Benfica no belo reduto do Marítimo. Dois de Barreiro nos Barreiros, mais um de Prestianni para confirmar o grande momento.
E cinco vitórias seguidas. Marco Silva tardou 10 partidas para ganhar uma mão-cheia de maneira consecutiva. Não é um pormenor: em toda a época passada, nos 55 desafios que disputou, nunca o conjunto da Luz logrou ganhar cinco uns atrás dos outros.
O único ponto que, para já, não está tanto à altura do retorno do Marítimo é o relvado, não da máxima qualidade. Mas o Benfica apressou-se em tornar o que poderiam ser problemas num contexto mais fácil, com Barreiro a abrir o marcador logo aos 7'. O lance principiou nos pés da atual alma criativa desta equipa, Prestianni, culminando no faro de golo de Leandro.
Os homens de Van der Gaag, uma figura do Marítimo que ocupa a linha lateral com ar de general neerlandês que é filho adotivo da ilha, só se esticaram mais no segundo tempo. Ainda assim, apesar de um ou outro susto que causaram a Samuel Soares, não tiveram um verdadeiro remate de perigo para que o 1-1 chegasse.
Em sentido inverso, foram os visitantes sempre mais cerca do 2-0. João Palhinha foi titular pela primeira vez e fez muito bem de João Palhinha, recuperando bolas, sendo agressivo, policiando o meio-campo, ganhando duelos no ar e, até, rematando com perigo.
Pavlidis também atirou ao poste num primeiro tempo em que a má notícia para Marco Silva foi a saída, por lesão, de Bah. O dinamarquês cedeu o seu lugar a Kaminski, que provou ser tão impreciso tecnicamente a lateral quanto a extremo. A consistência tem valor.
O rugido do caldeirão sentiu-se na segunda parte. O Marítimo subiu, aproximou-se da área do adversário, teve alguns livres laterais, Paulo Henrique teve a bola à frente da sua cabeça, mas não conseguiu finalizar.
A hipótese da igualdade esfumou-se aos 71'. Será exagerado dizer que o Benfica estava incómodo, até porque a entrada de Schjelderup melhorou o futebol visitante. Seria na sequência de uma assistência de Pavlidis que Barreiro, que possui muito mais talento do pescoço para cima que do pescoço para baixo — reiterar que isto é um elogio —, encostou para o 2-0.
Com os três pontos no bolso, entrou em campo a hipótese da diversão. Este arranque de época tem sido quase sempre feito com o debate de ou Prestianni ou Schjelderup, mas ambos, em conjunto, provaram que o bom futebol se conecta quase sempre. O argentino selaria o 3-0 numa jogada individual, em que recuperou a meio campo, galgou metros e metros, fintou e ainda teve discernimento para atirar colocado.
Este Benfica, montado em tempo recorde por Marco Silva, vai crescendo a olhos vistos. Passar nos Barreiros será fácil para ninguém."

Resposta aos assobios e 'bis' de Leandro nos Barreiros


"Prestianni mantém um arranque de temporada acima da média. Leandro Barreiro bisou e atrás de si teve um João Palhinha campeão das recuperações de bola. Pavlidis esteve tão perto do golo...

Melhor em campo - Prestianni (7)
Assobiado no Caldeirão desde o início do jogo, respondeu da melhor forma: atrevido no um contra um, criou desde logo o lance que deu o primeiro golo. O guarda-redes do Marítimo ainda defendeu o seu remate característico de pé direito, mas a bola sobrou para Leandro Barreiro. Aos 22’ pediu penálti, o que só aumentou o coro de assobios. Na segunda parte esteve temporariamente menos bem na decisão e notoriamente mais cansado, até que Schjelderup entrou e os dois começaram a combinar com excelência. O golaço chegou aos 82', com uma recuperação de bola ainda no meio-campo do Benfica, uma corrida desenfreada a ultrapassar um adversário e o tal movimento do costume, desta vez a entrar em cheio na baliza maritimista. Parece sempre igual, mas travá-lo é que é difícil...

SAMUEL SOARES (5) — Não teve muito trabalho, mesmo no período em que o Marítimo carregou mais. O maior susto foi aos 51’, num pontapé de canto que passou por vários adversários que podiam ter encostado. Foi só olhar... 

BAH (4) — Entrou com vontade de dar profundidade ao corredor direito e a pujança levou-o a disputar um lance aos 14 minutos até à linha de fundo com um aparente empurrão do adversário, tendo acabado por abalroar os fotógrafos e lesionar-se no ombro/braço direito. Saiu de imediato.

LENGLET (6) — Joga sempre com um ar tranquilo, de quem controla a situação, que dá certamente segurança aos colegas de equipa. O Benfica encontrou a serenidade que precisava no centro da defesa.

TOMÁS ARAÚJO (6) — A velocidade e boa leitura de jogo valeram-lhe alguns cortes cruciais em lances do Marítimo que podiam ter criado perigo para a baliza de Samuel Soares. No passe também raramente falha. Levou cartão amarelo por um agarrão ao adversário.

DAHL (5) — Teve mais problemas no início da segunda parte, pois era quase sempre por ali que os madeirenses atacavam. Não arriscou muito no aspeto ofensivo, mas também, com Prestianni e Schjelderup por lá, não foi preciso…

JOÃO PALHINHA (7) — Na estreia a titular, começou a partida com uma perda de bola mas foi só para enganar. Foi o campeão das recuperações e ainda mostrou que pode ajudar nas bolas paradas, a aparecer bem ao primeiro poste. Pela amostra, vai ser figura imponente nesta Liga, trazendo um ritmo de outros campeonatos. Saiu aos 82’ para dar lugar a Barrenechea, que nesta altura deve estar a ver um futuro mais no banco…

LEANDRO BARREIRO (7) — Fez parte da avalanche ofensiva que o Benfica levou para os Barreiros no início da partida e apareceu bem na área, logo aos 7 minutos, para o primeiro golo da tarde. Com João Palhinha a 'limpar' tudo atrás, não teve de se preocupar enquanto as águias dominavam o jogo. Depois o jogo mudou e teve de correr mais atrás da bola, até que aos 71’ fez o 'bis', de cabeça. Os treinadores do Benfica nas últimas épocas têm reconhecido a sua utilidade, os adeptos hoje também.

SUDAKOV (4) — Tem talento, custou muito dinheiro, pode dar coisas à equipa que provavelmente mais nenhum jogador do plantel consegue, mas contou com mais uma exibição apagada e que deixa muitas questões sobre a sua titularidade.

RAFA SILVA (4) — Não quis ser protagonista deste jogo além da intervenção no lance que resultou numa bola ao poste e por isso, juntamente com Sudakov, foi o primeiro a sair sem ser por substituição forçada.

PAVLIDIS (6) — Um remate ao poste e um golo anulado por fora de jogo. Esta não era tarde para o grego marcar, o que começa a ser mesmo raro. Não é o elogio que os avançados mais procuram, mas ajudou defensivamente quando a equipa precisou.

KAMINSKI (5) — Entrou para o lugar do lesionado Bah e foi para lateral-direito. Perante a concorrência na frente, há que aproveitar as oportunidades. Gosta de ter espaço mas por vezes peca na execução. Acabou a subir no terreno e parece ser mais feliz por lá.

SCHJELDERUP (6) — Entrou aos 62’ e trouxe outra atividade ao ataque do Benfica. No corredor esquerdo, combinou sempre bem com Prestianni. Por que não jogar com os dois?

CIRCATI (4) — Entrou aos 62’, levando Kaminski a subir no terreno, e viu quase de imediato um cartão amarelo que o prendeu.

ENZO BARRENECHEA (-) — A concorrência é enorme, mas deu bons sinais e ouviu elogios do treinador no fim.

JHON DURÁN (-) — Continua a somar minutos aos poucos, mas o lugar está bem ocupado."

Marco percebeu o que estava mal e criou soluções com muito futuro


"O futebol é fantástico: até num batatal é possível executar uma obra de arte, como a de Prestianni. E a propósito do argentino, também se viu que é hiper-compatível com Schjelderup. E que Palhinha dá asas a Barreiro…

Para que se fique com uma ideia clara do que foi a visita do Benfica à Pérola do Atlântico, deve dizer-se que o Marítimo apenas teve um remate enquadrado, que Samuel Soares deteve facilmente, e antes (51') criou um lance de perigo num canto de Guzzo que Pedro Henrique quase aproveitava. Mesmo assim, sem passar por outros ‘sustos’, e apesar de ter o jogo controlado, o Benfica teve de correr atrás da bola no primeiro quarto de hora da segunda parte, para evitar dissabores. E fez bem, porque se assumisse a vantagem mínima como sinónimo de triunfo, teria muitas hipóteses de sair da Madeira a lamentar os pontos que lá tinha deixado.
Na hora de maior desconforto dos encarnados, Marco Silva entrou em jogo e com duas alterações (62') projetou o Benfica para outro patamar e terá tirado ilações para um futuro mais desanuviado.
Os encarnados, que estavam amarrados à insuficiência de Sudakov, despertaram para a última meia hora, e assinaram uma exibição convincente, com várias jogadas com nota artística, que assumiram alto grau de dificuldade face ao lamentável piso onde a partida se disputou.

MARCAR CEDO
Frente a um Marítimo que se apresentou num 4x2x3x1 muito versátil - houve momentos de defesa a seis com a descida dos alas e de 4x4x2, com o adiantamento de Guzzo - a equipa de Marco Silva chegou cedo ao golo, por Leandro Barreiro (7') e logo se percebeu que a ‘autonomia de voo’ de João Palhinha na posição ‘seis’ permitia ao internacional luxemburguês uma chegada à grande área contrária muito mais confortável do que a que tinha a lado de Barrenechea. Mas a circulação de bola dos encarnados, sempre dificultada pela irregularidade do relvado, não teve a qualidade de outros jogos e a dinâmica da equipa, onde Sudakov quer mas não pode, ressentiu-se. Para complicar a situação, Bah lesionou-se (17') e Marco Silva ensaiou, com escasso sucesso, Kaminski a lateral direito, decisão que viria a emendar mais tarde (62'), com a adaptação de Circati a essa posição, evitando usar Aursnes, com quem não quer correr riscos, passando o polaco a fazer a ala direita. Ao mesmo tempo (62') trocou Sudakov por Schjelderup, passou Prestianni para as costas de Pavlidis e com as pedras nos sítios certos arrancou para uma boa reta final.
O Marítimo, que tinha, até esse momento, obrigado o Benfica a trabalhos forçados na segunda parte (que deram para observar como Barreiro e Pavlidis são mesmo jogadores de equipa), viu-se perante uma dor de cabeça que não esperava quando Prestianni e Schjelderup começaram a carburar, em velocidade e qualidade técnica, criando condições para a vitória tranquila que se seguiria. Além da jogada que precedeu o 0-2, de Barreiro, onde a dupla argentino-norueguesa fez gato-sapato do lado direito dos leões da Almirante Reis, sucederam-se situações de futebol alegre, rápido e ágil, que empolgaram os adeptos e tiveram consequências práticas: a primeira foi tornar inócuas as mudanças operadas por Van der Gaag, que não conseguiram inverter a tendência ascendente do Benfica; a segunda passou pela criação de oportunidades de golo, fruto de um volume atacante que foi para além da forma e passou a ter conteúdo, que tolheu o ânimo e os movimentos à equipa da casa.

A OBRA-PRIMA
Após o 0-2, Marco Silva decidiu dar descanso a dois dos seus guerreiros, Palhinha e Pavlidis, e entraram Barrenechea e Durán aos 82 minutos, que já viram do lado de dentro a obra-prima de Gianluca Prestianni no 0-3, quando, sempre apertado por Rodrigo Andrade, correu 40 metros com a bola, travou e fletiu para o meio à entrada da área, e assinou um golo de placa com um espetacular remate em curva, com o pé direito, para a esquerda de Pastor. Foi a cereja no topo do bolo para Prestianni, que quando recebeu ordem para atuar pelo meio estava a perder fulgor na esquerda e, qual Fénix renascida, recuperou a alegria e a capacidade de desequilibrar, entendendo-se com Schjelderup de maneira a deixar água na boca aos benfiquistas.

JOÃO PALHINHA
O Marítimo, que não foi produtivo nos 15 minutos em que esteve por cima na partida, teve de se render à evidência de que estava a perder perante uma equipa com mais argumentos e acabou a aceitar o resultado, mais preocupado em não sofrer do que em marcar. Os insulares, que deviam ter em Tejón o elemento mais incisivo, acabaram por não aproveitar as dificuldades sentidas pelos encarnados na direita após a saída de Bah, e viraram-se, com Limbombe como chefe de fila, para a ala contrária.
Sem Bah, será que chegou a hora de Banjaqui, regressado à equipa B após lesão? O futuro o dirá…
Mas falar deste jogo sem referir a estreia a titular de João Palhinha seria deixar o trabalho incompleto, porque, com ele, a forma de jogar do Benfica altera-se, melhorando não só na capacidade de recuperação da bola e na eficiência no jogo aéreo, mas também criando condições para que quem joga teoricamente ao lado dele chegue com mais frequência à frente, o que será de grande utilidade especialmente contra equipas (e são muitas, na nossa Liga) que usam sistemas ultra-defensivos.
Sendo os três pontos em disputa o objetivo máximo do Benfica, provavelmente Marco Silva regressou do Funchal com uma equipa mais perto do que o plantel de que dispõe pode valer. E nesta fase em que ainda apalpa terreno, o que viu pode refletir-se no muito que resta desta época."

domingo, 6 de setembro de 2026

Vermelhão: Vitória sobre o futebol do agarrão !!!

Marítimo 0 - 3 Benfica


Vitória num jogo disputado em condições miseráveis, com um relvado impróprio, um árbitro corrupto e um adversário que percebeu desde do primeiro minuto que tinha impunidade para fazer tudo!!!


Não foi o jogo mais bem conseguido da temporada, mas foi consistente. O Samu, além daquela finta estúpida, não teve praticamente trabalho e mesmo no pior momento do Benfica, no início da 2.ª parte, o Marítimo só criou perigo num livre lateral, inexistente, diga-se!!!


Excelente entrada na partida, com o golo a aparecer cedo... Desta vez, não foi preciso desperdiçar 10 oportunidades para marcar um golo!!! Aliás, desta vez fomos mesmo eficazes no remate, pela primeira vez na época!


Mas a meio do 1.º tempo o jogo foi ficando enrolado, com o Benfica a dominar, mas sem conseguir criar perigo. A lesão do Bah, teve muita influência nesta quebra (falta completamente disparatada, com intenção de aleijar). Segundo jogo consecutivo com um jogador lesionado no 1.º tempo, a ter que gastar um tempo de substituição, ambas lesões com contactos 'duros' dos adversários!!! Perdemos a ameaça do Bah no flanco, e ficámos desconfiados da utilidade do Kaminski a Lateral! Esta invenção do Marco, correu mal... às vezes, os Extremos adaptam-se bem a Laterais, mas neste caso não me parece que vá acontecer!!!
 
O Marítimo, em todos os duelos, em todos os ataques do Benfica, em todos os momentos em que o Benfica criava desequilíbrios, faziam falta! Sistematicamente! Premeditadamente! Combinado com o relvado em péssimas condições, tornou-se muito complicado jogar rápido. Agarrões constantes... E imagine-se, o Benfica terminou o jogo com mais Amarelos, do que o seu adversário!!!!


A entrada na 2.ª parte, foi má. E como é óbvio foi 'acentuada' por uma falta mais assinalada ao Tomás, que esteve quase a dar o golo do empate, a equipa ficou intimidada, e após uma sucessão de bolas paradas defensivas, os jogadores ficaram fora de posição e levaram muito tempo a regressar aos seus lugares! Felizmente, o Marco não estava a dormir e mudou o 'esquema'!!!


Foi a primeira vez esta época, onde a equipa melhorou com as substituições! O Circati deu confiança na defesa e mais importante o Prestianni foi para a posição do Sudakov!!! Foram os melhores minutos do Schjelderup esta época, os dois combinaram maravilhosamente... Compreendo que o Sudakov tem sido 'competente' na pressão e na forma como baixa muitas vezes para a linha de meio-campo, fazendo muitas vezes uma linha a 3, com o Palhinha(antes o Enzo) e o Barreiro, e com o Prestianni isso será menos provável, mas ofensivamente o puto é muito melhor, mesmo com as más decisões que vai tomando... E com o Palhinha no onze, a necessidade do '10' ajudar o meio-campo, é menos importante... O Echeverri será a 1.ª opção para este lugar, caso a sua adaptação corra bem, mas o Prestianni tem jogar mais nestas funções...


O Barreiro e o Palhinha foram os melhores em campo. O Barreiro marcou e pressionou muito... e o Palhinha recuperou imensas bolas. A velocidade de recuperação de bola do Benfica, subiu muito após a entrada do Palhinha! E hoje, nem foi muito importante na construção de jogo, porque o relvado não deixou, e porque a pressão maluca do adversário não deu espaço!

Mais uma boa exibição do Lenglet. Muito bem nos passes. Melhor que o Tomás, que está numa fase má neste aspecto, uma das suas melhores qualidades! Também foi a primeira folha limpa do Samu... mesmo sem trabalho, é importante mais jogos destes para dar confiança, e para ver se a 'desconversa' da titularidade desaparecer!!!



Além da lesão do Bah, na parte final, ainda ficou a dúvida sobre a condição do Araújo, num relvado destes não era de admirar... O Aursnes acabou por não entrar, muito provavelmente, com medo duma lesão.... após o entorse no tornozelo!

Como já referi, uma arbitragem vergonhosa, mais uma... mais uma deste pulha! Inacreditável critério disciplinar. Inacreditável como o penalty sobre o Prestianni não é assinalado, inacreditável como o VAR nada marca... experimentem ir a correr e levar uma 'braçada' no peito!!! Ainda mais inacreditável,  a não expulsão do Julião!!!!

Uma última nota sobre a rábula da bancada 'oferecida' ao Benfica: a Madeira é Vermelha, os Barreiros quando o Benfica joga, é sempre maioritariamente Benfiquista. Podem dar as voltas que quiserem, podem proibir adereços, podem cobrar preços exorbitantes, que não cobram a mais ninguém, podem fazer-se de sonsos e comparar os preços praticados pelo Benfica no Seixal na última época, e os preços superiores praticados neste jogo, a Madeira é Vermelha, ponto final!

Vamos ter 4 dias de intervalo, para a deslocação a Moreira de Cónegos, um luxo!!! Não vai ser um jogo fácil, como se viu na Sexta no Antro da Corrupção, o contra-ataque do Moreirense está bem oleado! Além tenho a certeza, que o critério disciplinar vai ser parecido, com aquele que o Marítimo beneficiou neste jogo!!! Se a lesão do Bah, for impeditiva temos um problema complicado de resolver: o Banjaqui está a regressar de lesão; a adaptação do Kaminski não resultou; sobra o Circati e o Aursnes, nenhuma é ideal...

10.ª Supertaça

Benfica 3 - 1 Nun'Álvares

Primeiro troféu da temporada, numa nova época, com uma nova treinadora, e algumas mudanças no plantel, que parece vieram acrescentar!
Fomos eficazes, e a Ana Catarina foi a melhor em campo... E já agora, mais um penalty absurdo assinalado contra o Benfica, mas o karma lixou as apitadeiras e a bola foi ao poste!!!


PS: Os masculinos perderam a sua Supertaça, em mais um troféu decidido pelos apitadeiros do costume!!! Conseguiram o feito de inverter um justo 3-1 a favor do Benfica, com um 2-3 contra!!! Anularam um golo limpo ao Benfica, e validaram dois golos ilegais aos Lagartos, ambos obtidos após falta clara e óbvia!
O silêncio do Benfica após estes roubos constantes é exasperante...!!!

Vitória...

Póvoa 29 - 36 Benfica
14-17


Começo perro, mas acabamos por vencer com alguma tranquilidade, talvez com demasiados golos sofridos...