Últimas indefectivações

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Com público, arte e suor


"Depois de um apuramento convincente para a fase regular da Liga Europa, parciais de 6-2, 7-2 e 6-1 nas pré-eliminatórias, e de um sorteio que só não foi "amigo" na ordem dos jogos ao exigir uma deslocação a Milão a dias da visita ao Dragão, no regresso à Liga, com público (mais de 63 000 pessoas nas bancadas a uma segunda-feira só sublinha o quão idiota foi aquela decisão que se mantém como "filha única"), o Benfica encontrou um Estoril com um treinador que, ao contrário de alguns colegas que jogaram com os nossos rivais neste fim de semana, foi o suficientemente realista para não se deixar ir nas cantigas de não trocar a ideia pela estratégia e, com um "ferrolho" bem montado nos últimos 30 metros, que não desfez nem a perder por dois golos de diferença, criou dificuldades a um Benfica que, compreensivelmente, após oito jogos em pouco mais de um mês, não mostrou a frescura de outros jogos, e teve mesmo de ser "à bomba" que Lenglet resolveu um jogo que estava a ficar perigoso como, por falar em perigo, o muito bom jogador Begraoui demonstrou num dos dois remates que o Estoril fez à baliza. Num jogo em que a notícia, estreia de Palhinha, resulta da única má notícia, a lesão de Barrenechea que estava a jogar bem e não merecia o infortúnio, Marco Silva soube ler bem ao destacar a diferença que fizeram aqueles 60 mil a "agarrar" uma equipa que, por momentos, pareceu reviver alguns "fantasmas" do passado recente. É assim que se interrompe por uma semana o ciclo de jogos de três em três dias que tem sido, e será, a rotina do Benfica. Com arte, suor e, como é suposto, com público, razão de ser de um espetáculo que se quer resolvido dentro do campo e com o maior número de testemunhas possível..."

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