Últimas indefectivações

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Primeiras impressões

"Teria preferido que pelo menos o guarda-redes e o defesa-direito permanecessem mais um ano no plantel.

Em jeito de 13 pinceladas (o meu número da sorte), escrevo sobre o meu vestibular estado de alma benfiquista, em pleno defeso. Assim:

1. Não gosto de perder em circunstância alguma. E muito menos ser goleado. Bem sei que se tratou de um jogo de preparação contra uma razoável equipa suíça, em fase mais avançada de treino e pronta a iniciar as competições. Também sei que entraram 21 (!) jogadores e que os últimos golos do Young Boys tiveram lugar quando o Benfica jogava com um onze de young boys absolutamente improvável e com alguns atletas que não ficarão no plantel.
Mas que diabo, Benfica é Benfica e se se compreende a menor capacidade nos primeiros jogos, há que acautelar a parte reputacional do clube e o respeito pelos indefectíveis adeptos emigrantes. Sinceramente, penso que uma coisa é um jogo de preparação, outra é um jogo de experimentação. Para estes últimos, há outras soluções dentro de casa, que bem nos podem evitar estes ensaios à porta aberta e no estrangeiro.
Adiante e que sirva de lição.

2. Dir-me-ão: daqui a uma semana já ninguém se lembrará desta copiosa derrota. Talvez seja assim, mas que, ao menos, tenha (boas) consequências. Ao sabor do teclado, neste preciso momento, lembro-me de um jogo de pré-época em 2012, por sinal a sempre cativante Eusébio Cup, em que o Benfica cilindrou o Real Madrid por 5-2. Claro que os merengues, então treinados por José Mourinho, jogaram desfalcados e sem Cristiano Ronaldo. E o Benfica treinado por Jorge Jesus não foi campeão. Mas lá que foi saboroso foi, e que foi penoso para os madrilenos também. Desta vez o clube suíço de Berna saboreou e os benfiquistas penaram.

3. Apesar de tudo, nos dois jogos já disputados, houve jogadores que me agradaram. Gostei do internacional suíço, Seferovic, que creio vai ser um atacante muito útil durante a temporada, possante, maduro e rápido. Fiquei com vontade de ver jogar mais vezes o jovem Diogo Gonçalves, tecnicamente evoluído, agradavelmente bem integrado e veloz.

4. Com a provisoriedade de juízo tendo em conta os poucos minutos de futebol que já se viram, não me parece que o brasileiro Hermes tenha arcaboiço para estar no plantel, sobretudo a defender. Pedro Pereira, do outro lado da defesa, ainda precisa de provar por que é que o Benfica pagou caro à Sampdoria o seu resgate.

5. Falta um mês e meio para este período de transferências chegar às 24 badaladas de 31 de Agosto. Por isso, ainda muita água (leia-se: liquidez ou falta dela) vai passar debaixo das pontes (e respectivos engenheiros de comissões). Naquele último dia, os tão prestimosos Cadernos de A Bola correm cada vez mais o risco de serem um bom documento quase histórico, porque editados umas semanas antes.

6. Assim sendo e por agora, quanto ao plantel que vai lutar pelo pentacampeonato, a definitividade vira provisoriedade, assim se ilustrando capas e capas de jornais e revistas e se esticando, em jeito de pastilha elástica, programas televisivos sobre transferências e inferências.

7. No dia de Julho em que escrevo, o que mais me preocupa é o sector defensivo do Benfica. Por boas razões a montante, é certo. Saíram Ederson, Linfelof e Nélson Semedo (aqui com uma palavra de gratidão para Maxi Pereira que, com a sua saída, destapou um magnífico jovem) por maquias bem consideráveis. Mas, como dizem os entendidos, os ataques ganham jogos e as defesas ganham (longos) campeonatos. Parece-me imprudente mudar tão radicalmente o sector. Volta Garay!

8. Tenho pena destas saídas e teria preferido que, pelo menos o guarda-redes e o defesa-direito permanecessem um ano mais no plantel. A saída era certa, mas o tempo é uma variável e não uma imposição. Compreendo e aceito as razões financeiras, mas vender as três pérolas ao mesmo tempo envolve risco. Sobretudo, refiro-me a Ederson, guardião de inegável valor e primeiro atacante da equipa. Qualquer alternativa é pior, sem pôr em causa a duradoura classe de Júlio César. Mas não é a mesma coisa e acontece que, neste caso, o factor financeiro não seria assim tão impossível de resistir. O Benfica recebe metade do valor da transferência e o empresário recebe 8 milhões pelos 20% que detinha do passe... Quem terá pressionado mais a venda?

9. Com Luisão na recta final e mais um ano de carreira, tenho esperança de ver um Jardel de novo em pleno. Espero que Grimaldo fique por cá e não pondo em causa o profissionalismo e polivalência de André Almeida, receio que as alternativas defensivas actuais não sejam suficientemente fortes.

10. Do meio-campo para a frente e mesmo dando de barato a saída de Raúl Jiménez ou de Mitroglou e também de Samaris, o plantel é valioso e estável. Com a revelação de Diogo Gonçalves, haverá a possibilidade de sair um ala. De todos, escolheria Carrillo. Mas não Salvio, que é não só um notável atleta como já um símbolo de êxitos e carisma. Tenho expectativas muito positiva quanto a Krovinovic e gostaria que João Carvalho pudesse agarrar esta oportunidade e André Horta tivesse a época que no ano passado prometeu e não concretizou por lesões. E como sonhar não paga imposto, bem gostaria de ver Renato Sanches a voltar à sua alegria contagiante de jogar no Estádio da Luz...

11. Compreendo e aplaudo a estratégia do presidente Luís Filipe Vieira na redução gradual e sustentada do passivo. E tenho a consciência que é complexo fazer convergir a qualidade do plantel e o saneamento do balanço. Todavia, nos últimos anos, foi categoricamente possível avançar nos dois tabuleiros. Para tal, muito contribuíram três factores:
a) maximização das oportunidades de transacções de mercado; 
b) planeamento e scouting de elevadíssima qualidade que permitiram reconstruir plantéis de época para época com a mesma eficácia e resultados;
c) a aposta na formação de jovens jogadores (quer nas camadas etariamente inferiores, quer através da gestão da equipa B), com condições técnicas, operacionais e logísticas que podem meças por esse mundo fora.

12. Muitas coisas se têm feito sobre o produto das alienações realizadas nos últimos tempo. Este jornal elencou-as no passado sábado. No ano civil de 2017, já foram facturados 160 milhões de euros! É obra! Interessante é verificar que, com Rui Vitória no comando da equipa, quatro jogadores vindos da formação e por ele lançados (Renato, Ederson, Lindelof, Nélson Semedo) renderam 140 milhões, a quem bem poderemos juntar mais 30 milhões relativos a Gonçalo Guedes que, verdadeiramente, só com ele se impôs.

13. Tudo considerado, o objectivo de penta (e consequente única ida segura à Champions), talvez devesse ter levado a uma maior moderação de saídas fundamentais e a uma projecção de um ano, não direi de retrocesso na redução do passivo, mas intercalar ou sabático de compromisso entre vitórias desportivas e saneamento do balanço.

Contraluz
- Palavra: Canoa
Ouro e prata para portugueses, num feliz casamento de canoa e seu anagrama nação.
- Número: J44
Depois de CR7, outro grande driblador em peladinhas.
- Frase:
«Chegaram onde nenhuma equipa feminina portuguesa conseguiu chegar»
(Marcelo Rebelo de Sousa, ao receber a equipa de futebol feminino que jogará no Europeu). Então, por exemplo, o hóquei em patins e o atletismo não contam?
- Acontecimento:
O inigualável Tour de France e o melhor torneio de ténis, Wimbledon.
- Pensamento:
«O melhor psicólogo do atacante é a rede do adversário»
(Galvão Bueno)"

Bagão Félix, in A Bola

Eliseu

Fim da 'quase' novela Eliseu... De mal amado, a essencial! O Açoreano tem demonstrado que consegue ultrapassar as dificuldades da veterania, com muita inteligência dentro do campo... Sendo um dos pilares do balneário...
Mesmo com o Grimaldo como suposto titular, é sempre importante ter uma opção segura, e o Eliseu é uma opção segura... Basta recordar os jogos 'grandes', onde o Eliseu nunca falhou!

Má notícia para o Hermes, que assim deverá ser emprestado...

E já agora, o Eliseu renovou, por sua iniciativa, contra os aconselhamentos do empresário... Podia ter ido para a Turquia, ganharia cerca de €3 milhões limpos, preferiu ficar no Clube do coração, ganhado menos...


Deveres e Obrigações...

A Fundação Benfica tem um papel fundamental na difusão do Benfiquismo. O Benfica não promete em vão, no Benfica executa-se...!!!
A Fundação vai ajudar as crianças e as respectivas famílias, que foram vitimas da tragédia pirotécnica de Alvões, Lamego, no passado dia 4 de Abril.
A cor clubística das vitimas até é pouco relevante neste tipo de casos, sendo que neste caso especifico, estamos a falar de famílias Benfiquistas...

A propósito de Ángel Villar

"Há precisamente um ano e nove dias Cristiano Ronaldo, capitão de Portugal, recebeu a taça de campeão da Europa das mãos do presidente interino da UEFA, Ángel Villar. Hoje, Villar, que lidera a Real Federação Espanhola de Futebol há 29 anos, está preso, acusado de corrupção. Este é o mais recente sinal público de como os tempos estão a mudar e a malha apertada chegou em força ao mundo do futebol. De há duas décadas a esta parte, dois fenómenos coexistirem e expandiram-se para alterar o business no beautiful game. O primeiro, associado à lei Bosman, prendeu-se com o aumento exponencial das transferências, colocando os empresários num papel central que não tinham antes; o segundo teve a ver com a entrada em força da televisão no negócio, com todas as perversões que daí acabaram por decorrer. A esta nova realidade emergente nos anos 90, as autoridades fiscais não foram capazes de dar resposta cabal. E tornou-se relativamente fácil e extremamente apetecível negociar por baixo da mesa, dinheiro que saía dos cofres do comprador e até chegar aos bolsos do vendedor fazia a felicidade de muita gente.
A pouco e pouco as coisas foram mudando, a triagem das autoridades passou a ser mais apertada, os países começaram a cooperar tornaram-se frequentes, chegando ao auge no megacaso da FIFA que acabou por custar a presidência a Sepp Blatter e a liberdade a muitos dos seus vice-presidentes. A prisão de Ángel Villa não terá apanhado ninguém de surpresa. E mostra-nos que demasiado tempo no poder desenvolve um sentimento de impunidade muitas vezes fatal..."


José Manuel Delgado, in A Bola

PS: O Delgado está enganado, em Portugal já houve um individuo que se mostrou surpreendido com a prisão do Ángel Villar: Gilberto Madaíl!!!! Pessoalmente, não me surpreende, a surpresa do Madaíl...!!!

Alvorada... mais um passo na preparação!

Benfiquismo (DXXXIV)

Mais um bigode...!!!

105x68... Preparação...

terça-feira, 18 de julho de 2017

O alegre Verão da Minicopa

"A final contra o Brasil (0-1), jogou-se no Maracanã no dia 9 de Julho de 1972. O seleccionador de Portugal era José Augusto. A equipa estava assente numa grande maioria de Benfiquistas comandados por Eusébio.

Cumpriram-se, agora, 45 anos. Pois, parece que foi ontem. No dia 9 de Julho de 1972, Portugal e Brasil jogaram, no Maracanã, a final da chamada Minicopa, o Torneio da Independência, comemorativo dos 150 anos de um país dono de si mesmo.
José Augusto era o seleccionador. E ia advertindo, ao longo da prova: «Se me deixarem continuar a trabalhar como até aqui, como eu entendo que é necessário, tenho boas razões para acreditar que pode estar a formar-se uma equipa capaz de figurar muito bem no próximo Mundial». Fase final do Campeonato do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental. A selecção nacional não esteve presente. Como de costume.
Também no Maracanã, frente ao Uruguai. Portugal repete a exibição feita face aos argentinos, mas não consegue repetir o resultado. O seu futebol foi igualmente imaginoso e fluente, mas o golo de Pavoni, marcado aos 20 minutos, e a dureza, às vezes transformada em pura violência, dos sul-americanos obrigaram a selecção nacional a menos toques de bola, menos fintas e menos tabelinhas, recorrendo a mais cruzamentos, mais arrancadas e mais explosões. Jaime Graça empatou em cima do intervalo, e toda a segunda parte foi do domínio português e de imenso sofrimento para o guarda-redes Carrasco. Mas o 1-1 não se alterou e a conjugação dos resultados (a URSS ganhara ao Uruguai e perdera com a Argentina) permitia agora a Portugal um simples empate com os russos, desde que os argentinos não vencessem os uruguaios por mais de três golos de diferença, para chegar à tão ambicionada final.
O jogo foi pobre, e a vitória magra (1-0, golo de Jordão). O estilo combativo de Simeonov, Viktor, Vasenin, Kuksov e Bishovests, que viria, mais tarde, a ser seleccionador da CEI (Comunidade de Estados Independentes) e treinador do Marítimo, serviu para controlar a fantasia de Jaime Graça, Peres, Jordão, Dinis e Eusébio que, além disso, se viu atingindo como tal agressividade, que ficou com o osso da canela à mostra e em dúvida para a tal final tão sonhada com o Brasil, que se apurara entretanto vencendo a Jugoslávia (3-0).



A final
Dia 9 de Julho, portanto. Portugal não jogou de camisola branca, como acontecera na grande maioria dos jogos da Minicopa e como queriam os jogadores, convencidos de que o branco lhes dava sorte. Jogou com o seu habitual equipamento grená e verde, embora fosse, então hábito jogar de calções brancos. Entrou em campo com o onze mais utilizando durante a competição - José Henrique; Artur, Humberto Coelho, Messias e Adolfo; Toni, Jaime Graça e Peres; Jordão, Eusébio e Dinis - e rapidamente tomou conta dos acontecimentos, ignorando a pressão terrível do público do Maracanã, e a aura do campeões do Mundo de gente como Brito, Clodoaldo, Gérson, Rivelino, Jairzinho ou Tostão. Ao contrário do que seria de supor, foram os portugueses a fazer as despesas do futebol de ataque e os brasileiros a oporem-lhes uma toada de contra-golpe. Por uma, duas vezes, Portugal ameaça o golo: Jordão remata ao poste; Eusébio tem uma arrancada sensacional, passando por diversos adversários, arrancando «ohs!» de admiração a um púbico encantado, mas perde a oportunidade de remate por fracções de segundo. Os contra-ataques «canarinhos» são venenosos, mas Humberto Coelho está intratável imperial. Caminha-se para o final do encontro, tudo parece indicar que teremos um prolongamento. Mas, precisamente no último minuto, uma falta desnecessária de Adolfo sobre Jairzinho dá a Tosthão a possibilidade de meter, com um dos seus pés mágicos, a bola na cabeça de Jairzinho. É o golo e a vitória do Brasil. José Henrique queixa-se de que Jairzinho tocou a bola com o braço. O israelita Klein não lhe dá ouvidos e apita para o final. Ainda não tinha chegado a altura de uma vitória num jogo derradeiro. Seria preciso esperar muito e muito tempo."

Afonso de Melo, in O Benfica

Mais 4 'reforços' !!!

B's em modo goleada...

Alvorada... Apito 'não' Final !!!

Também em A Bola era uma vez...

"Viagem ao fantástico mundo do desenho crítico. Histórias pelo traço ditas e por quem jeito ele tem, sentindo como ninguém o que dito devia ser.

Vasculhando o baú das memórias logo pula à nossa frente frase gasta por farto uso, prenúncio de contos que nos transportavam, mais céleres que a velocidade da luz, porque à medida certa do nosso querer, para mundos de reis, de príncipes, de cavaleiros, de heróis, do sobrenatural, de animais humanizados, de humanos animalizados, de encantamento, do magnífico, enfim, mundos onde a imaginação cercada não era. As histórias, todas elas, haviam sempre de começar com o mítico «era uma vez...». Tatá! Sinal dado, apertem os cintos para inesquecíveis ida ao mundo do fantástico.
Muitas dessas viagens foram-nos concedidos por intermédio de arte sublime, preceito do desenho, só à mão e pela mão de quem para a coisa nasce e genialidade tem. Dela agora se fala porque a propósito doutras viagens, desde logo uma efectiva até à velha secretaria do Sport Lisboa e Benfica, no Jardim do Regedor, para contemplação de porção do espólio do jornal A Bola, constituída por desenhos insertos em temática desportiva e temperados com acerada e apimentada crítica. E histórias, errantes, por lá andam. Até aqui, nesta página, irromperam sem licença pedir...
Era uma vez um rei, de nome Stuart de Carvalhais, pouco dado às coisas do futebol mas deste querendo saber junto de quem do assunto cuidava para relatos fazer, em razão de mestria de traço e de coerente texto humorístico, dando azo a verdadeiras crónicas em banda desenhada vertidas.
Era uma vez um príncipe, José Pargana assim se chamava, aluno dileto e da sapiência de Stuart apropriando, exímio na extrapolação de traços e na distorção de peculiaridades até à vertigem do produto caricatural final.
Era uma vez um cavaleiro, tímido individuo que por João Martins respondia, porém enquanto artista timidez não conhecia. Acutilante e crítico mordaz, diabólico na perspectiva do Estado Novo e dos seus fiéis guardiões censórios.
Era uma vez um herói, o Francisco Zambujal no apelido, se bem que no apelido Génio podia ter. Mestre no mando da caricatura, muitos foram aqueles que no estilo lhe pegaram. Mais de 25 anos passados sobre a sua morte, ainda hoje é possível ver, na parede dum café de aldeia, bem lá no fundo duma oficina de carros, onze fulanos, campeões de futebol, no traço exacerbados por outro não menor campeão, este no domínio da arte.
Era uma vez outros reis, príncipes, cavaleiros e heróis, ao serviço da caricatura, do cartune ou do desenho simples. Era uma vez milhares de histórias em A Bola contadas. Da Travessa da Queimada para a Rua do Jardim do Regedor, viagem breve para viagem outra, mais longa, dura há já 72 anos..."

Carlos Marques, in O Benfica

Benfiquismo (DXXXIII)

Benfica em Guimarães...

As Regras dos Jogos... Ao serviço da Corrupção!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Não existe campeonato da pré-época

"Mais importante que os resultados imediatos é a preparação para os jogos a sério. O Sporting te pressa e o Benfica precisa de mais meios.

Para que servem os jogos de preparação? De que valem as vitórias e as derrotas na pré-temporada? Estas perguntas, na vertigem do imediato, ficam demasiadas vezes por responder e, no fim de contas, são muito relevantes...
A única coisa realmente importante, de facto, é que cada equipa chegue à competição oficial na melhor condição possível. Porém, pelo caminho, há circunstâncias a considerar, que têm a ver, essencialmente, com a reputação dos clubes e o estado de espírito com que os adeptos vão encarar a época. Benfica e Sporting, por exemplo, estão em acção e não têm obtido resultados positivos; o que não quer dizer que a preparação não esteja a ser boa. Desde que as devidas ilações sejam retiradas...
No Sporting vê-se uma tremenda necessidade, de Jorge Jesus, de acelerar todos os processos de integração, mesmo que à custa de alguma razoabilidade. Os leões têm dois jogos determinantes para o todo da temporada, na Champions, em meados de Agosto, e precisam de criar automatismos tão cedo quanto possível. Esbarram, contudo, na dúvida sistemática que afecta quase todas as equipas de top: com quem vão poder contar (e, no caso dos leões, Patrício, William, Adrien e Gelson, ficam ou saem?), qual será o desenho final do plantel?
Já Rui Vitória, que não está tão pressionado pelo tempo, enfrenta uma magna questão. Perdeu Ederson, Nélson Semedo e Victor Lindelof, como vai recompor a defesa? E será que ainda vai ter de abdicar de mais unidades? Para já, a goleada sofrida frente ao Young Boys (o jogo valia o que valia mas para os emigrantes era importante!) só confirmou o que aqui escrevi há precisamente uma semana. O Benfica precisa de, pelo menos, contratar um defesa central de créditos firmados, se não quiser andar no fio da navalha numa época que pode ser histórica. Os encarnados, nesta altura já de cofres bem recheados, podem chegar a um penta inédito e, ao mesmo tempo (e quiça de igual importância), podem calar as vozes que lhes têm infligido danos reputacionais. Nenhum argumento falará mais alto, nem produzirá efeitos mais interessantes na óptica do Benfica, do que uma época de sucesso desportivo. E, por melhor que seja a formação do Seixal, por mais méritos que Rui Vitória possua, tal desiderato não será alcançado sem os meios necessários...

ÁS
Lewis Hamilton
A correr em casa, o piloto britânico teve um dia bom e aproximou-se de Vettel, deixando o campeonato de F1 ao rubro. Creio que este é um bom momento para reflectir sobre a importância da rivalidade na história do desporto. De Fischer a Spassky, de Borg a McEnroe, de Prost a Senna, de Cristiano Ronaldo a Messi.

ÁS
Fernando Pimenta

O canoísta português saiu do Campeonato da Europa com uma medalha de ouro (K1 1000) e outra de prata (K1 5000), o que confirma o nível altíssimo a que continua a competir. Já a dupla Francisca laia/Joana Vasconcelos (K2 200) garantiu a prata. Constatação imediata: vale a pena apostar na canoagem nacional!


ÁS
Nélson Semedo
dois anos, quando Maxi Pereira saiu do Benfica e assinou pelo FC Porto, quem conhecia Nélson Semedo? A afirmação do lateral-direito foi meteórica e levou-o a entrar pela porta grande no Barcelona, numa transferência estratosférica, que pode ir bem além dos €30 milhões. No futebol, o céu é o limite do sonho...

A idade, a falta de filtros e os espíritos livres
«Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém...»
Gentil Martins, médico, in Público
Senti isso nos últimos anos de Mário Soares e sempre achei desprezível o aproveitamento que fizeram da sua derradeira fase pública. A idade avançada, mesmo quando não retira lucidez, por vezes leva os filtros, o que faz com que espíritos livres fiquem à mercê do que deles que se quer trazer à estampa. Matéria de reflexão, seguramente, para a classe dos jornalistas.

Roger Federer
muitos anos, quase vinte, João Lagos disse-me: «Toma atenção, o Federer vai ser o maior tenista da história». Registei. Ontem, perante o 19.º 'Grand Slam' do tenista, coincidindo com a oitava vitória em Wimbledon, recordei quem me falou do suíço, com conhecimento de causa. De férias no Alvor, foi aí que assisti ao feito de Federer. A televisão do Restinga estava ligada, sem som, e parecia que ninguém estava a ligar à final. Porém, quando Roger Federer concretizou o 'match point', ouviu-se um aplauso espontâneo, que demonstrou a universalidade do veterano tenista (e creio que não havia nem um suíço no restaurante da praia...).

Espanha, tão perto e cada vez mais longe!
Garbiñe Muguruza, vencedora em Wimbledon, é a mais recente heroína do desporto espanhol. Mais uma vez constato: Espanha, tão perto e tão longe... 'Nuestros hermanos' são um país de desporto, enquanto nós não passamos de uns amadores, meros coleccionadores de boas vontades. E não há quem queira mudar isto?"

José Manuel Delgado, in A Bola

O viajante Adu, o cepo Karadas e Fabrice Alcebiades Maieco (?) - assim, de repente, os maiores flops do Benfica (...)

"Freddy Adu
Até hoje continuamos a tentar perceber se a culpa foi do championship manager, de vários olheiros com cataratas, da internet, ou se tudo não passou de uma brilhante jogada de marketing que nos enganou a todos. Sim, a você também. O ano é 2006. O Youtube existe há cerca de 1 ano. Os primeiros vídeos de gatos começam a ser carregados para a plataforma e tudo corre bem. Ouvimos falar de um jogador norte-americano, muito novinho mas incrivelmente talentoso. Os vídeos não mentem. Freddy Adu é o nome. Bola coladinha ao pé, dono de um sprint muito respeitável, e tão novinho que até assusta. O céu é o limite.
Era ver aquele talento prodigioso a ultrapassar adversários como se fossem pinos, desde relvados de futebol semi-amador a campos de futebol americano. 11 anos mais tarde, o mundo questiona-se: seriam de facto pinos? O que sabemos hoje é que Freddy Adu passou pelas instalações do Benfica numa fase da sua carreira em que, sinceramente, já fazia lembrar os Guano Apes a tocarem numa semana académica. Notável para alguém que chegou a Portugal com apenas 19 anos. Desta feita via-se ali talento, não para o futebol mas para constar de um texto como este. 11 jogos miseráveis e 2 golos depois, ainda contratualmente ligado ao Benfica, Freddy Adu terá descoberto a sua verdadeira paixão: viajar. Foi assim que ao longo dos 9 anos seguintes o nosso Freddy passou por França, Grécia, Turquia, regressou aos EUA, esteve no Brasil, na Sérvia e na Finlândia. E isto se falarmos apenas de contratos de trabalho. Fez tudo isto antes dos 30 anos de idade e antes de voltar aos EUA, onde infelizmente a modalidade evoluiu ao ponto de tornar evidente que Freddy Adu não é nem nunca foi grande futebolista. Moral da história? Não acreditem em tudo o que vêem na internet.

Mostovoi
Anos houve no Benfica em que, por muito bom que se fosse, nem o talento poderia salvar os jogadores (e os adeptos) da desilusão. Aleksandr Mostovoi chegou ao Benfica para prolongar a linhagem russa no Benfica. Não que esta tenha produzido resultados épicos, mas Yuran e Kulkov chegaram a ser importantes. Ora, Aleksandr Mostovoi chegara com fama de ser tão bom ou melhor que estes dois. 9 jogos e uma época depois, a presença de Mostovoi no plantel fazia tanto sentido quanto chamarmos russa a uma pilha de batatas, cenouras e ervilhas coberta de maionese.
Pior contratação porque não deu em nada, melhor porque, de todos os flops benfiquistas, quase nenhum outro foi tão bem sucedido após sair do clube - excepção feita a Mario Stanic, que também se veio a descobrir, depois de abandonar o clube, ser um bom jogador de futebol. Mostovoi é hoje conhecido em Espanha como o Príncipe de Vigo, um jogador cerebral e aguerrido como como poucos que voltaria a aparecer no radar do Benfica, desta vez como um dos principais autores de uma goleada histórica, o 7-1 do Celta ao Benfica. Fez um golo e três assistências, e só não fez mais porque felizmente um jogo de futebol dura 90 minutos.

Karadas
Cepos houve muitos, mas só um poderia ter competido com Ivica Kralj pelo nome da nossa página de Facebook. Azar Karadas. A tentação da piada fácil poderia levar-nos a resumir este cromo simplesmente ao seu primeiro e último nome, mas seria injusto, não apenas porque diminuiria o jogador, mas ainda porque não nos daria pretexto para nomear o seu tio e empresário: Jack Karadas. Azar foi contratado pelo Benfica após uma alegada exibição vistosa ao serviço do Rosenborg, numa noite gélida quase tão difícil de explicar quanto o caso Camarate. Treinado por Giovanni Trapatonni, Azar Karadas viria a marcar 4 golos importantes num dos campeonatos mais atípicos da história do futebol, que terminaria com Bruno Aguiar e Simão Sabrosa em cuecas num balneário do Bessa a ouvir música num iPod.
Anos mais tarde, encontrou a felicidade no centro da defesa do Kasimpasa, clube turco em que alguns de nós teriam lugar como avançados. Em 2010, já refeito da sua carreira, Karadas confessou à imprensa portuguesa que nunca devia ter jogado como avançado, uma afirmação que faria mais sentido se lhe retirássemos as palavras "como" e "avançado".

Felipe Menezes / Djuricic
Um brasileiro, o outro sérvio, o mesmo talento desperdiçado, a mesma irritação causada aos adeptos. Infelizmente nunca jogaram juntos. Teria sido uma espécie de acontecimento científico desse ano, um abrandamento de partículas nunca antes visto. Em comum têm duas coisas. Chegaram ambos ao Benfica rotulados de craques. Um chegou como craque brasileiro, aquele selo de qualidade que nunca nos desiludiu. O outro chegou como craque sérvio numa altura em que qualquer pessoa natural desse país seria bem recebida na Luz, eventualmente até com um contrato de trabalho à sua espera (vide irmãos de Matic e Markovic). Para além disso, jogavam ambos com aquele ar de enjoadinho, como se ninguém desde os infantis lhes tivesse explicado que é preciso correr ou que a bola não é só para eles. Desculpem lá, amiguinhos.

Fabrice Alcebiades Maieco
Não tem nome de futebolista, o que talvez explique os contornos da sua passagem pelo Benfica. Fabrica Alcebiades Maieco é Akwá, o segundo maior equívoco em que julgámos ter encontrado um novo Eusébio. Akwá tem no entanto uma enorme vantagem face a Pedro Mantorras: dois joelhos operacionais. Tirando isso, os talentos de um e outro nunca foram comparáveis. Mantorras era repentino. Akwá dava pena. Mantorras era veloz. Akwá era atroz. Mantorras irradiava alegria em campo. Akwá devia ter sido irradiado. Mantorras era fortíssimo nos lances individuais, Akwá era fraquíssimo em qualquer colectivo. Mantorras foi avaliado em 18 milhões de contos, Akwá foi avaliado em 18 milhões de kwanzas. Enfim. Akwá mal jogou no Benfica, felizmente, e a grande verdade é que nenhum deles foi o novo Eusébio, até porque o Rei era moçambicano e estes dois são angolanos, o que acaba por ser um bocadinho racista da vossa parte."

A “vingança” de Pizzi

"O leitor vai achar-me narcisista, mas quando o Witsel deixou a Luz respondi espontaneamente a um amigo benfiquista que me perguntou, aflito, quem o poderia substituir: 'O Enzo Pérez.'.

Embora este jogasse a extremo, vi nele qualidades para jogar mais no miolo do campo: era muito batalhador, nunca se dava por vencido, segurava bem a bola e corria com ela dominada.
Mas, tempo depois, Enzo também saiu - e o problema voltou a colocar-se. Não havia, aparentemente, no plantel do Benfica ninguém para o substituir. Sucede que, num jogo da Taça de Portugal contra o Braga, na Luz, Jorge Jesus fez um onze alternativo e colocou Pizzi na posição 8. E foi para mim uma revelação, mostrando capacidade para ter bola e visão de jogo para fazer passes a rasgar - daqueles que, como por magia, deixam para trás os defesas adversários e isolam os companheiros. Mas, depois deste jogo, Pizzi não voltou a actuar nessa posição.
Tempo mais tarde, em conversa com Jesus, este mostrava-se preocupado com a falta de um número 8, e eu alvitrei, a medo: ‘’Tem o Pizzi...’’ Mas apesar de ter sido ele a experimentá-lo no lugar, não se mostrou convencido: “Ao Pizzi falta intensidade, não mete o pé, não mete a cabeça…’’ De facto, nesse jogo com o Braga, ele fora parcialmente responsável pelo golo que derrotara o Benfica, deixando Pardo correr sozinho durante 30 metros.
A verdade é que, no jogo a seguir à nossa conversa, Jorge Jesus meteu mesmo Pizzi a titular na posição 8. E ele saiu-se bem. E a partir daí não mais largou o lugar. Aquele que nunca passaria de um número 7 mediano tornou-se um excelente número 8.
Quando Jorge Jesus saiu, porém, o tempo de Pizzi parecia ter acabado. Fora uma “invenção” de Jesus e este já não riscava nada na Luz. No seu lugar passou a jogar - e bem - André Horta. Pizzi começou então a sentar-se no banco, e quando entrava era para jogar a extremo direito, na sua antiga posição. 
Mas Horta lesionou-se, Rui Vitória ainda tentou outras experiências - tais como meter Samaris a jogar ali -, mas acabou mesmo por render-se a Pizzi. E este fez tão bem ou tão mal o lugar que nunca mais o largou. Passou a ser tão insubstituível… que nunca era substituído. Tornou-se um dos jogadores com mais minutos. Quando parecia esgotado, ia buscar sempre novas energias a uma reserva escondida. Nunca parava, como as pilhas Duracell.
E acabou por ser considerado, este ano, o melhor jogador do campeonato.
Depois de ter vencido o cepticismo de Jorge Jesus, depois de ter obrigado Rui Vitória a render-se, depois de ter conseguido ser convocado para a selecção, só falta mesmo a Pizzi convencer Fernando Santos a dar-lhe a titularidade na equipa nacional. Já faltou mais. Até porque, sempre que foi chamado a actuar, nunca desiludiu."

Alvorada... pré-Algarve...

Benfiquismo (DXXXII)

Nas cartas, o King, não devia ser rei...!!!

Joana de Prata

Medalha de Prata, para a Joana Vasconcelos e a Francisca Laia, no K2 200m, nos Campeonatos da Europa de Canoagem de Velocidade que decorreram este fim-de-semana na Bulgária.
Após a 'não-qualificação' Olímpica a Joana precisava de uma resultado deste tipo...

A Teresa Portela está numa fase 'complicada'! Pessoalmente, acho que a Teresa no K1 dificilmente chegará às medalhas nas grandes competições... pessoalmente gostaria de ver o K2 com a Teresa e a Joana na distância Olímpica, eu sei que até agora nunca tiveram grandes resultados sempre que competiram em conjunto, mas tudo é uma questão de prioridades...

O João Ribeiro teve um Campeonato discreto, sendo que a Final B no K2 foi inesperada... deve ter acontecido um erro grave, seguramente...

No K2 200m (J. Vasconcelos, F. Laia), conquistaram o 2.º lugar na Final A
No K4 500m (J. Vasconcelos, T. Portela, F. Laia, M. Cabrita), ficaram em 9.º lugar na Final A
No K2 500m (J. Vasconcelos, T. Portela), ficaram em 9.º lugar na Final A
No K1 200m a Teresa Portela, ficou-se pelo 8.º lugar na Final A

No K4 500m (E. Silva, J. Ribeiro, J. Varela, D. Fernandes), conseguiram o 6.º lugar na Final A
No K2 500m (E. Silva, J. Ribeiro), ficaram-se pelo 2.º lugar na Final B



PS: Este fim-de-semana na Polónia decorreu o Europeu de Atletismo de sub-23, com vários atletas do Benfica.
O destaque vai para a estafeta de 4x100m, com três Benfiquistas (José Lopes, Rafael Jorge e Ricardo Pereira, além do Ricardo Ribeiro atleta do Sporting), que ficaram em 5.º lugar na Final, com um bom 39.55s.
Neste último dia, o André Pereira, acabou por fazer uma grande prova nos 3000m obstáculos, em 8:52.10m, com um 8.º lugar, batendo o seu recorde pessoal, e depois acabou por ser desclassificado...!!!!
Destaque também para as melhores marcas pessoais, do José Lopes nos 100m e do Miguel Rodrigues nos 20Km Marcha...