"Chegaram como sendo a panaceia mas cedo mostraram os piores ângulos do negócio. As Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) pareciam poder ampliar riqueza e vitórias mas, salvo raras excepções, foram é criando problemas. E muitos deles até pareciam anunciados de véspera, por manifesta falta de garantias, incluindo as de natureza bancária...
De promessas de sucesso empresarial e desportivo se fizeram então as ilusões de incautos dirigentes cansados de gastar do deles. E bastou, por exemplo, um qualquer iraniano falido de dinheiro e de talento para que um histórico como o Beira-Mar, sedeado numa das principais capitais de distrito, descesse aos infernos crivado de dívidas!
Esta não foi, aliás, a única má experiência com as SAD. Clubes como Atlético (chineses no meio...), Santa Clara (em discussão judicial...), Belenenses (investidores e dirigentes às turras...), Estoril (o dono da Traffic à rasca com a justiça...), Leixões (a apelar a novos parceiros...) ou Olhanense (italianos sem soldi...) só não rebentaram (ainda) com as respectivas estruturas por mera casualidade. E ninguém está seguro de que o filme termine bem. Mais recentemente, em Freamunde, alguém dava ainda conta de que capitalistas argentinos iriam passar a pagar a factura. E, no Aves, a maioria das acções pertence agora à Galaxy. A ver, portanto, como se sairão.
Voltemos ao Beira-Mar, cuja SAD também chegou a ser dominada por um extertor italiano que deixou tudo menos saudades. Enquanto dirigentes amadores mas cidadãos responsáveis geriram a loja, ela funcionou, entre tropeções e mecenato; quando entregaram a pasta a empresários de segunda, deu tudo mal. Por isso pasmei ao ler que os sócios do Feirense aprovaram a cedência de 70 por cento da futura SAD a investidores nigerianos, os quais, como se sabe, são excelentes neste tipo de actividade!...
Pois é: cada um traça o seu destino, quase sempre empurrado pelas retóricas. Mas há apostas que não enganam."
"A AG da FPF agiu com bom senso ao chumbar o sorteio dos árbitros. Amanhã se saberá quem vai ser o presidente da Liga. Duque ou Proença?
A primeira de duas importantes votações no âmbito do futebol português saldou-se com um triunfo, claro e expressivo, do bom senso. Os sócios da FPF disseram que recusavam medidas de legalidade duvidosa, tomadas no calor da discussão, sem o alcance necessário quanto ao cerne da questão. O sorteio, mesmo condicionado, dos árbitros, seria uma medida terceiro-mundista sem adequação à realidade nacional. De qualquer forma, a discussão suscitada em torno deste tema, não terá sido em vão. É desejável que o Conselho de Arbitragem da FPF explique melhor o porquê das nomeações e torne absolutamente clara a situação dos árbitros face ao índice de dificuldade atribuído a cada jogo. É verdade que, nos tempos do Apito Dourado (e antes, na era dos chitos) as trevas dominavam e não há comparação possível com a transparência actual. Mas, mesmo assim, o Conselho de Arbitragem deve aprofundar a divulgação de critérios e as notas de cada árbitro. Paredes de vidro, porque quem não deve, não teme.
A outra votação terá lugar amanhã e em causa está a presidência da Liga de Clubes. Cada emblema da I Divisão tem dois votos e cada um dos da II Divisão tem um voto. É aí, no aliciamento directo que as coisas vão decidir-se. Luís Duque parte com a vantagem de, reconhecidamente, ter realizado um óptimo trabalho na Liga, devolvendo a instituição, em nove meses, a credibilidade perdida. Apareceram patrocínios para os dois escalões profissionais e para a Taça da Liga, enterrou-se o machado de guerra com os árbitros e criou-se um clima de diálogo no Conselho de Presidentes. Nada fazia, pois, prever que houvesse vontade de criar uma candidatura alternativa. Mas houve e Pedro Proença vai amanhã a votos. É um nome que, à partida, não faz muito sentido por não ter qualquer ligação passada aos clubes (e trata-se da Liga de Clubes!), quando havia, até na órbita de FC Porto e Sporting, personalidades como Angelino Ferreira e José Couceiro, com perfil adequado para as funções, reservando-se as ambições de Proença para o campo onde é perito, a arbitragem. Mas, mais uma vez, o consenso entre clubes não foi desejado e amanhã se saberá quem assume a presidência da Liga e, por inerência, a vice-presidência da FPF. E será, provavelmente por aí que se encontra explicação para a candidatura de Pedro Proença...
Portugal sobreviveu à roleta russa
«É um grupo em que Portugal parte como favorito, mas é preciso ter muita atenção porque não é um grupo tão fácil como se vai dizer»
Fernando Santos, seleccionador nacional
Um bom sorteio. Desde que encare as dificuldades com seriedade, Portugal tem tudo para estar no Mundial da Rússia. Boas notícias para Fernando Santos, que tem a responsabilidade de, a médio prazo, enquadrar as gerações dos atuais sub-20 e sub-21 na equipa principal e também para Fernando Gomes, que pode agora projetar, sem cinto apertado, o futuro da FPF.
ÁS
Marco Chagas
Quem acompanhou o Tour na RTP 2 só pode agradecer a extraordinária realização francesa e a competência dos comentários nacionais: João Pedro Mendonça e Marco Chagas pedalaram em grande e com eles percebeu-se a Grande Boucle. A intervenção de ontem de Marçal Grilo foi a cereja no topo do bolo!
ÁS
Chris Froome
Depois de ter aguentado, muito à justa, o tremendo ataque final de Nairo Quintana na etapa do Alpe D'Huez, o chefe-de-fila da Sky suspirou de alívio quando cortou a meta em Paris. A segunda vitória no Tour já ninguém lhe tirava. Para o ano há mais e os suspeitos do costume vão tentar impedir o tri do queniano branco.
REI
João Sousa
O melhor tenista português de sempre esteve em grande na Croácia e apesar de ter perdido na final para o austríaco Dominic Thiem, uma das maiores promessas da modalidade, mostrou que vive com naturalidade nos primeiros 50 do ranking ATP e que, com um pouco mais de continuidade pode chegar-se mais à frente...
O 'circo' continua montado à volta de CR7
Cristiano Ronaldo 'mostrou as garras' a Rafa Benitez e isso foi suficiente para disparar as notícias sobre a iminente saída de CR7 de Madrid. Não creio que isso venha a suceder na presente época. Ronaldo está a dez golos de se tornar no melhor marcador merengue de sempre e não pode virar as costas à história.
"Coligação liderada por Sporting e FC Porto viu o seu primeiro passo receber claríssimo chumbo na AG da FPF. Elementar bom senso: veemente «não» a árbitros nomeados por sorteio, o que cobriria de ridículo o futebol português por essa Europa fora (em nenhum país existe tamanho absurdo...).
No seu estilo de metralhar todos que o contrariam, Bruno de Carvalho chamou incompetentes e hipócritas à enorme maioria dos delegados à AG (53 vs 17, a diferença de votos...) e, claro, Luís Duque foi alvo mor das suas rajadas. Fez-se esquecido de que este seu ódio de estimação teve apenas o voto correspondente ao 'peso' de presidente da Liga que, estatutariamente, não domina federativa AG. Tal como se fez esquecido de que a presidência da AG solicitara pareceres a dois especialistas em Direito Desportivo, ambos apontaram ilegalidades face à Lei de Bases e aos estatutos da FPF, e, mesmo assim, a proposta pró sorteio foi a votos porque Luís Duque recusou retirá-la. Pinto da Costa, sagaz face a derrota tão nítida, ficou em silêncio.
Vem aí o segundo passo da súbita coligação Sporting-FC Porto. O mesmo alvo: Luís Duque. Agora, retirar-lhe presidência da Liga à qual se recandidatou após ser encomiasticamente elogiado em reunião dos clubes pelo seu trabalho no SOS de 9 meses para resgatar a Liga de bancarrota e tremendo descrédito. Única excepção nesse intenso elogio: o Sporting. Mas eis que, num ápice, Pinto da Costa se juntou a Bruno de Carvalho na recusa de Luís Duque e desejo de novo líder da Liga de clubes: o recentíssimo ex-árbitro Pedro Proença.
Aí está a próxima 'batalha'. A menos que os quase unânimes rasgados elogios dos clubes a Luís Duque tenham alinhado na hipocrisia de que Bruno de Carvalho fala, Sporting e FC Porto estarão a caminho de segunda derrota."
"Percebemos que o Sporting perdeu claramente, o FC Porto perdeu parcialmente e que o Benfica ganhou indiscutivelmente.
1. (...)
2. No sábado o sorteio dos árbitros foi largamente chumbado na Assembleia Geral extraordinária da Federação. Os números são eloquentes. E importa dizer, assim, que nem todos os clubes profissionais que integram a referida Assembleia Geral votaram a favor do sorteio. Que tinha sido aprovado na Assembleia Geral da Liga. Não é caso nem para falar de derrota nem, como alguns, de «tormenta». É caso para assumir, tão só, que o órgão deliberativo máximo do nosso futebol entendeu manter, na linha da globalidade das outras federações mundiais, a nomeação como método comum de designação dos árbitros nas nossas principais competições. Percebemos que o Sporting perdeu claramente. Que o Futebol Clube do Porto perdeu parcialmente. E que o Benfica ganhou indiscutivelmente. Não é nenhum sinal nem para a época desportiva nem para as eleições para a Liga que amanhã se disputam. É a derrota, sim, de todos aqueles que, principalmente às escondidas, queriam fragilizar a estrutura de arbitragem da Federação e, em particular, do seu Presidente Vítor Pereira. Como aqui escrevemos muitos dos que votaram na Liga a favor do sorteio não o fizeram por convicção. Fizeram-no por meros interesses de conjunturais. Muitos não queriam, de verdade, qualquer mudança no sistema. Queriam, tão só, advertir a liderança da arbitragem. E pressentindo eu que alguns treinadores de clubes que defendem o sorteio assumem, no seu íntimo, que a nomeação dever ser o método preferencial de designação das equipas de arbitragem. E escrevi, para alguns distraídos ou que se fingem desconhecedores, equipas de arbitragem!
3. Ontem terminou a Volta a França e na próxima quarta feira arranca, em Viseu, a Volta a Portugal. Não esqueço que a Volta a França só parou duas vezes. Em 1915 e em 1940 em razão das duas Grandes Guerras Mundiais. É que, como se escreveu, «uma paragem do Tour é uma paragem do coração». Este ano a nossa Volta termina, de novo, em Lisboa. Passando pela Senhora da Graça e Oliveira de Azeméis. E não esquecendo, naturalmente, a Serra da Estrela. Momento único. Paisagem inesquecível. Momentos singulares. O povo abraça os ciclistas. Empurra-os. Estimula-os. Molha-os. E eles olham para o céu que quase os toca e que os motiva à superação. O ciclismo é, hoje em dia, um dos poucos desportos de 'todos'. Leva às bermas das estradas jovens e menos jovens, homens e mulheres. A Volta a Portugal vai prender as atenções de milhares de desportistas. A par de contratações de jogadores ou dos resultados dos primeiros jogos oficiais no âmbito da Liga Europa. E o interessante é que acaba a Volta na tarde do dia 9 e nessa mesma noite Benfica e Sporting disputam, num lotado Estádio do Algarve, o primeiro troféu oficial da época.
4. Setenta anos depois do final da Segunda Guerra Mundial e, logo do Holocausto, - e sabendo todos que os Jogos Olímpicos de Berlim em 1936 foram um dos marcos desportivos de Hitler - arrancam, amanhã, também no Estádio Olímpico de Berlim, os denominados Jogos da Comunidade Judaica Mundial. A história do desporto deve registar, mesmo que em pequenas linhas, estes momentos. Onde a palavra tolerância se combina com lembrança. A recordação com humanidade. A grandeza com compreensão. Bem o senti quando, há alguns anos, visitei Jerusalém e pouco tempo depois Auschwitz. Visita que me marcou para a vida. E me ajudou a definir os meus pontos cardiais!"
O melhor treino da pré-época, resultado extremamente injusto, o Ederson que fez a sua estreia, não fez uma única defesa complicada, enquanto os 'dois' guarda-redes adversários foram os 'melhores em campo'!!!
Muitas alterações, com o Carcela, o Sílvio, o Lisandro e o Semedo a entrarem muito bem em jogo... O Taatabt também teve bons pormenores, mas também mostrou alguns vícios... O Jonathan voltou a ser o mais rematador, algo que até não é difícil, já que ele não passa a bola a ninguém!!! No 2.º tempo boa entrada do Djuricic; o Guedes algo complicativo, melhorou quando passou para a direita...
Marcámos cedo, o jogo estava totalmente controlado, podíamos e devíamos ter marcado mais... até que o Luisão errou (e esta noite errou várias vezes!!!). Não me recordo de um erro destes do Luisão. A verdade é que os jogadores do Benfica sentiram algumas dificuldades no controle de bola, não sei se foi por causa do relvado, ou da própria bola, mas isso foi visível todo o jogo, o próprio Ederson no primeiro lance da partida ia fazendo borrada...!!! Voltámos a entrar melhor no 2.º tempo, e num daqueles remates de uma vida, sofremos o 2.º, praticamente na 2.ª bola, que foi em direcção da nossa baliza!!! Até final, mais uma série de oportunidades falhadas. Destaque para o desperdício do Marçal (entrou bem), e os dois livres salvos por um defesa em cima da linha de golo...!!!
O Red Bull é mais fraco do que os nossos anteriores adversários, mas está a meio da época, completamente rotinados, e rodados. Mesmo assim hoje, foi visível aquilo que o Vitória pretende da equipa. Ofensivamente, com muitos jogadores novos, numa pré-época onde alguns lutam por ficarem no plantel, tivemos algum individualismo em excesso... principalmente o Jonathan (gosto dos avançados que rematam à baliza, mas às vezes é melhor passar...). A defender, tivemos bem quando pressionamos a todo o campo, nos primeiros 30 minutos, quando a dupla Samaris/Pizzi começou a gerir esforço, começamos a defender com as linhas mais baixas, e fechámos bem o caminho para a nossa baliza...
Aliás as substituições no meio-campo tardaram, foi visível no final da primeira parte, que o Samaris estava cansado. É provavelmente o jogador com mais minutos. Não sei se o Fejsa estava em condições, mas devia ter entrado... Pois com o Samaris em gestão de esforço, acabámos por ser menos agressivos no meio-campo, e demos alguma bola ao adversário desnecessariamente...
Nos primeiros jogos li algumas teorias sobre a estrutura da equipa, mas parece-me claro que a ideia é mesmo continuar a jogar no 442 tradicional (não vejo nenhum losango...), tal como fizemos nas últimas épocas, a diferença foi a 'tentativa' de usar o Talisca nas alas nas outras partidas...!!!
A memória é curta, mas o ano passado além da goleada no Emirates, perdemos todos os jogos com adversários de '1.ª Divisão', na pré-época. Suspeito que amanhã, o tema favorito das TV's e jornais, é o facto do Benfica ainda não ter ganho um jogo esta época... Pessoalmente, a forma como a equipa está a jogar, ainda me deixa algumas dúvidas, é preciso esperar para ver, mas hoje apesar do resultado, acabou por ser um bom jogo, a evolução positiva foi evidente... Portanto, não devemos entrar na onda!!!
É já na madrugada de Terça para Quarta (3 da manhã) o próximo jogo, na Cidade do México, com calor e altitude. Suspeito que o Júlio, o Jardel, o Almeida, o Eliseu, o Nico, o Jonas, e o Talisca (hoje começaram todos no banco) sejam titulares... Mas creio que hoje ficou provado, que o Sílvio na esquerda, e o Semedo na direita são actualmente as nossas melhores opções para as laterais (apesar do Semedo hoje defensivamente, não ter sido testado...). E também ficámos a saber que com um jogador tipo Carcela em campo, também sabemos jogar nas alas...
O negócio do Lima parece que ficou concluído hoje. Esta noite, o Taarabt e o Djuricic até mostraram bons pormenores, mas creio que é evidente que para o Tugão (na grande maioria dos jogos), temos que jogar com dois jogadores de área. Portanto Jonas e Jonathan é curto. É preciso outro avançado de área...
Assim como um lateral direito, pelo menos um extremo, e o '8'... são estes os meus pedidos.
Pedido final: alguém compre o Ola John, por favor... Acho mesmo que o Benfica, nem deve ser muito exigente com o preço!!!
"1. Não é segredo que o futebol vive, e nalguns casos intensamente, num modelo capitalista. É aquilo que muitos referem como a indústria do futebol. Portugal não foge a esta realidade.
2. Depois de experiências passadas, não muito bem-sucedidas, avolumam-se notícias que dão conta de que investidores chineses, russos, brasileiros e ainda 'fundos de jogadores', apostam em clubes portugueses. As notícias referem, por exemplo, o Pinhalnovense, o Torreense, o Atlético, a União de Leiria e o Desportivo das Aves.
3. Este é um fenómeno novo quanto aos destinatários do investimento. Além dos fluxos financeiros tidos por normais ao nível das grandes e médias sociedades desportivas, o foco vira-se para participantes no CNS.
4. Que razões estão por detrás deste interesse? Do lado de quem recebe os financiamentos, com a correspectiva perda de poder nos destinos da entidade, representa uma forma de manter o clube viável, desde logo ao nível competitivo, ultrapassando dificuldades económicas urgentes.
5. Do lado dos investidores, que não são mecenas, alguns assumidos publicamente: tornar o clube montra de jogadores para aguçar 'apetites'. É indisfarçável que os 'fundos', agora proibidos pela FIFA, passaram a adoptar outras formas de funcionamento, entre as quais a 'aquisição de clubes'.
6. Este panorama parece ser desejado por ambas as partes, pelo menos no início da parceria. Mas existem perigos. Relações deterioram-se em alguns casos. As organizações não podem deixar de estar atentas a este rumo e a eventuais desvios dos princípios que devem orientar as competições desportivas.
7. Voltaremos em Setembro. Votos de um bom Agosto."
"Anelka, Ibrahimovic, Crespo, Verón, Zidane e Di Maria movimentaram nada menos de 674 milhões de euros em 39 mudanças de clube.
Impressionante: Nicolas Anelka, Zlatan Ibrahimovic, Hernán Crespo, Juan Sebastían Verón, Zinedine Zidane e Angel Di María fizeram, em conjunto, nada menos de 39 mudanças de clube. Passaram por equipas tão diferentes como PSG, Arsenal, Real Madrid, Liverpool, Manchester City, Fenerbahçe, Bolton, Chelsea, Shanghai Shenhua, Juventus, West Bromwich, Mumbai City, Malmoe, Ajax, Inter, Barcelona, Milan, River Plate, Parma, Estudiantes, Boca Juniors, Sampdoria, Lazio, Manchester United, Rosário Central e Benfica. Movimentaram nada menos de 674 milhões de euros: 184 milhões para Di María (se se confirmar a ida para o PSG por 65 milhões), 169 para Ibrahimovic, de 119 milhões para Crespo, 116 milhões para Verón e 86 milhões para Zidane. O que interessa no fundo (nos fundos), é rodar. Rodar muito. Como Fred Astaire. Quanto mais se rodar, mais dinheiro gira, mais dinheiro se encaixa. Jogador de amor à camisola, de um só clube, é que é jogador caro. Se tivesse 20 anos, Eusébio haveria de saltar do Sporting de Lourenço Marques para o Benfica, depois para o Real Madrid, de seguida para o Chelsea, mais tarde para Milan ou Juventus, uma perninha no PSG, outra no Mónaco, curta passagem pelo Valencia, depois seguiria para os LA Galaxy, para o Hangzhou Greentown, para o NorthEast United, regressaria ao Milan ou Juventus ainda antes dos 30 anos e só depois iria para Galatasaray, Fenerbahçe ou Besiktas (taxado apenas a 15%), terminando, então sim, no União Tomar (ao lado de António Simões). Eusébio, se tivesse 20 anos, rodaria, rodaria, rodaria, como Fred Astaire agarradinho a Ginger Rogers, deixando meio mundo de olhos em bico. Felizmente, Eusébio foi jogador (quase) de um clube só. Como Fernando Gomes. Ou Manuel Fernandes. Felizmente, nos anos 60, 70, 80 e até 90, o que interessava, no fundo (nos fundos), não era rodar como Astaire. Era jogar. E ganhar. E brilhar.
Impressionante: Ricardo Quaresma diz que não sabe por que jogou no Dubai. Deve ter sido por necessidade de rodar, rodar, rodar. Rodou tanto que, quando deu por ela, estava a rodar onde só os velhos rodam. Claro que sabe por que foi para o Al-Ahly: pensava que, aos 30 anos, restava-lhe ganhar dinheiro e suar pouco. Felizmente, percebeu no FC Porto que poderia ter mais do que uma velhice recheada de euros, dólares e petrodólares. Pertinho de completar 32 anos, já não vai a tempo de chegar perto, nem sequer de se aproximar, daquilo que lhe prognosticavam os olheiros do início do século XXI: ser o melhor jogador português pós-Figo. Ricardo Quaresma teve muito de Fred Astaire, mas precisava de ter um pouco mais de Cassius Clay: querer mesmo ser o melhor. E isso, infelizmente para quem gosta de futebol, RQ não quis.
Lançamento de urina, o novo desporto francês Não sou fã de ciclismo, a não ser naquelas etapas em que as estradas empinam e parecem tocar o céu. Mas uma coisa é não ser fã e olhar, desconfiado, para o rendimento dos principais ciclistas, outra é ser adepto do novo desporto que acompanha a Volta à França: cuspir na cara de Chris Froome e lançar-lhe urina para cima. Insinuam que o britânico corre dopado e, pumba, aí vai xíxí. Convidam-no para disputar o Tour, Froome ganha e lançam suspeitas líquidas na sua direcção. Não sei se ele corre dopado (talvez sim), mas sei que um francês não vence a prova desde 1985. Douleur de coude?
(...)"
Rogério Azevedo, in A Bola
PS:Engraçado como a passagem do Fernando Gomes pelos Lagartos foi esquecida...!!!
"Um belo dia, na década de 80, um ciclista português pouco conhecido por cá devido ao seu estatuto de emigrante começava a dar nas vistas na cena internacional. Terminou o Giro em 7.° lugar e, reza a história, convenceu o patrão da sua equipa, a Malvor, a investir para cumprir o seu sonho de competir no Tour. Chamava-se Acácio da Silva e logo nas primeiras curvas da Grand Boucle percebeu que a classificação geral jamais iria ser a sua praia. Reciclou os objectivos, e nos anos seguintes venceu três etapas e chegou a andar de amarelo. Feito que repetiu envergando a camisola rosa no Giro. O corredor natural de Montalegre tornou-se, assim, a primeira referência internacional do ciclismo português pós-Joaquim Agostinho.
Já depois de José Azevedo e Orlando Rodrigues chegou a vez de Rui Costa pegar no testemunho. E fê-lo da maneira mais impressionante, enriquecendo o palmarés e apaixonando o país. Inteligente, talentoso e até explosivo, o agora chefe de fila da Lampre ocupava o 4.° lugar do ranking UCI na última lista publicada antes do Tour. Todavia, após o colapso que resultou do somatório de azares nas estradas gaulesas, pode estar para breve o momento de Rui Costa ignorar o clamor das redes sociais - o recato que dura desde a desistência tem sido retemperador - e encontrar o rumo certo para uma carreira que, aos 28 anos, ainda lhe vai reservar muitos momentos de glória. O anseio dos fãs de empurrar o ídolo a todo o custo, mesmo que a direção seja o abismo, não é o melhor conselheiro. Daí que uma incursão mal preparada na Vuelta, abdicando das provas mais curtas antes do Mundial, fizesse pouco sentido.
Mesmo que terminasse agora a sua carreira, sem qualquer top 10 nas grandes voltas, Rui Costa já seria o melhor ciclista português de sempre. Encarar, para vencer, um Tour que até os telespectadores cansa de tão longo e exigente, pode nunca ser a meta ideal. Brilhar ao longo de toda a época, conquistar clássicas, provas de uma semana e até etapas nos principais palcos, tem mais a ver consigo e tornará ainda maior a sua lenda. Em 2016, porém, e por tudo o que se passou este ano, será difícil ao Rui resistir à tentação de colocar ainda mais fichas a arder no inferno do Tour."
Jogo com poucas oportunidades e muita pressão alta, das duas equipas. Fisicamente tivemos melhores que no jogo com o PSG... Ofensivamente tivemos mais disciplinados, mas continuámos a afunilar o jogo (sem extremos, e com os laterais pouco ofensivos), defensivamente demos alguns espaços - nas transições rápidas e na defesa baixa (boa pressão alta). Tivemos pela primeira vez com o Rui Vitória, a dupla Fejsa/Samaris (pessoalmente acho que o Samaris neste momento deve continuar a jogar a 6 !!!). O Jonathan fez os primeiros minutos, mostrou bons pormenores (objectividade na área), mas também mostrou lacunas (decisão, segurar a bola...).
O jogo foi equilibrado, as melhores oportunidades foram quase de seguida: bola na barra do Júlio César; Jonas finta um, mas remata mal com a canhota...
A Fiorentina fez o seu 4.º jogo, jogou com 3 centrais, deu muita porrada... mas acabou por ser um bom teste, agora com adversários deste nível é difícil avaliar as'intenções' ofensivas da equipa...
A partida foi novamente dura, muita dura, principalmente na primeira parte, e o arbitro foi complacente com os Italianos: tanto o Gonzalo, como o Marcos Alonso deviam ter levado vermelho directo, e o Basanta por acumulação... E como é 'normal', acabou por ser o Luisao expulso!!!!
Defendemos melhor em inferioridade numérica...
Os próximos adversários são equipas com menor potencial, mas estão muito mais rodadas, o grau de dificuldade vai continuar elevado... Tendo em conta o calendário, e as declarações antes da partida, esperava um Benfica com mais alterações... Vamos ver como é que a equipa vai reagir...
Foi uma daquelas contratações de última hora (ou último segundo...), chegou com muita desconfiança, mas nas épocas que representou o Benfica teve números impressionantes: 144 jogos; 70 golos; 2 Ligas; 1 Taça de Portugal; 2 Taça da Liga; 1 Supertaça... e ainda as duas finais da Liga Europa (golaço à Juve...).
Como todos os pontas-de-lança no Benfica, houve sempre quem se queixasse dos golos desperdiçados...!!! Mas além dos seus golos, tanto o Cardozo, como o Rodrigo ou o Jonas têm muito que agradecer ao Lima... pois o brasileiro, foi sempre um trabalhador incansável, mesmo nas partidas que não lhe corriam mal, lutava sempre...
Não vai ser fácil substituir o Lima, a relação golos/trabalho é rara, mas 7 milhões de euros, por um jogador de 32 anos, é irrecusável...
Vamos ver como é que a direcção vai resolver o 'problema' agora criado, pessoalmente acho que devemos ir ao mercado, pois o Jonas e o Jonathan são curtos, para uma época tão longa... e jogadores como o Talisca e o Taarabt, podem jogar a 2.ª avançado, mas nós precisamos de um avançado puro...
"Na próxima madrugada temos mais um teste de interesse contra a Fiorentina. Vai dando para matar saudades, estes treinos em competição. Mais difícil é explicar à família porque diabo um jogo treino àquelas horas é decisivo e condiciona a agenda. Mas de facto a vontade de os ver é grande.
No primeiro jogo contra o PSG, fica uma primeira parte aceitável para uma fase tão inicial de preparação. Embora André Almeida tenha sido cirúrgico e de apurado sentido de humor quando referiu «temos que perder uns quilinhos a mais». Mesmo sabendo o risco que há nas análises individuais, em fase tão prematura, arrisco a dizer que gostei muito de Samaris e parece-me vir a ser jogador importante nesta nova época. Gaitán espalha sempre magia e Ola John até mexeu com a partida, quando entrou numa equipa já retalhada e alterada com a rotação feita.
Esta é a fase em que só interessa aquilo que Rui Vitória pensa. No fundo é no treinador que se concentram as ideias do que tem, e do que precisa. Nós, os adeptos, provamos o bolo feito. Quem o cozinha é que escolhe os ingredientes. Rui Vitória tem que ver o que há na matéria prima ao seu dispor, para saber o que precisa.
Sentir um treinador em linha com a SAD do clube, unidos e cúmplices nos objectivos comuns, deve por agora ser um excelente indicador para os adeptos benfiquistas. As entradas e saídas na concorrência processam-se a um ritmo que é desadequado fazer análises intercalares que ficam desactualizadas a cada oito dias.
Esperar pelo FC Porto e Sporting na sua máxima força e fazer uma equipa para os tentar vencer, é o caminho mais seguro. Foi esse que nos deu êxitos nas últimas épocas,é esse que teremos que seguir. Os campeonatos não se ganham com o que se escreve agora, mas com o que se faz quando começam. E logo fico acordado até tarde..."
"Mais uma vez - história que já conhecemos bem - começam os rumores sobre a pré-época do Benfica. Mais uma vez temos de recordar aos adeptos, do nosso e dos outros clubes, uma verdade conhecida por qualquer treinador em início de carreira: as pré-épocas servem não para apresentar resultados finais mas para experimentar soluções dinâmicas e alternativas, que permitam ao técnico conceber estratégias bem assentes para a época que se avizinha.
Ao contrário de outros clubes portugueses, mais preocupados em apresentar vitórias rápidas para frenar o descontentamento dos sócios ou para potenciar candidaturas à presidência dos respetivos órgãos dirigentes, o Benfica quer jogar com as melhores e mais ricas equipas do Mundo, arriscar soluções táticas pouco experimentadas e fazer rodar uma grande parte dos jogadores. Os talentos, como tantas vezes dizia Sir Alex Ferguson, estão por vezes nas pernas e no coração dos jogadores que menos imaginamos. Não optamos, por isso, por combinar jogos com equipas de 2.ª, 3.ª ou 5.ª divisão, apenas para mostrar aos sócios que já estamos em clima de vitória e euforia. Nem sequer precisamos de lutas de galos na imprensa. O Benfica, Bicampeão Nacional, está sereno e sólido na construção da equipa para a época 2015/16. Os resultados, esses, já os vimos o ano passado. Na nossa casa, a pré-época é a sério, não uma qualquer fantochada para serenar ânimos ou justificar contratações milionárias. E, ao mesmo tempo, procuramos arrecadar receita e dar espetáculo, como, por exemplo, está a fazer o Real Madrid, com 19 milhões de euros contratualizados por quatro amigáveis.
Este artigo é dedicado à memória do piloto de Fórmula 1 Jules Bianchi, falecido na passada sexta-feira, devido ao acidente ocorrido no Grande Prémio do Japão de 2014."
"Com o sucesso do 6.º Mundial da Sueca das Casas do Benfica disputado no início deste mês, dei por mim a usar o popular jogo de cartas como metáfora do próximo Campeonato. O Sporting acredita que, tendo o presumível ás de trunfo, transformará as suas damas e valetes em manilhas e ases, talvez ignorando que, por si só, e apesar de esta ser uma carta dominante sobre todas as outras, vale apenas 11 dos 120 pontos do baralho. E com duas agravantes: Por um lado, são mais os duques e os ternos na sua mão que os tais valetes e damas; Por outro, é desconhecido, à partida, qual será o naipe que prevalecerá sobre os outros.
O FC Porto, com a postura típica de um jogador de poker, sentar-se-á à mesa aparentemente autoconfiante, gozando de algum público sempre prestável nas horas difíceis, que tratará de bajular as suas cartas e denegrir as dos seus adversários. Antes do início da partida, contará com as sentenças precoces de observadores que mal conseguem disfarçar a sua preferência ou, nalguns casos, o seu dono. Como sempre, tudo fará por escolher a mesa, o baralho, o trunfo e as cartas que serão distribuídas a cada jogador. Se ninguém estiver atento, fará algumas renúncias. Fá-las-á mesmo que não haja quem se distraia, é a sua natureza. Fará ainda todos os sinais que lhe for possível e ser-lhe-á impossível evitar espreitar o jogo dos adversários.
E nós lá estaremos sentados, indiferentes ao ruído à nossa volta e cientes que uma boa mão, com um ou dois ases, uma ou outra manilha e alguns trunfos, mesmo que não chegue para dar uma 'chita' ou 'dois', será, desde que a estratégia seja consistente, suficiente para vencer a terceira partida consecutiva."