Últimas indefectivações

domingo, 18 de agosto de 2019

(...) saúda Luís Miguel, que se levanta da cama apostado em melhorar a sua vida e as vidas daqueles que o rodeiam

"Vlachodimos
Esqueçam qualquer jogo contra adversários directos ou final de competição europeia. O verdadeiro teste de Vlachodimos acontecia hoje no Estádio do Jamor. Da última vez que jogara frente ao Belenenses um erro seu fez Bruno Lage parecer um treinador vulgar, pior, um treinador vice-campeão nacional. Hoje quase não teve oportunidade para tirar as teimas, tal foi a avalanche ofensiva do autocarro Codecity, mas a bola lá apareceu na sua cara e Vlachodimos fez uma mancha muito competente, assim garantindo a sua continuidade neste planeta.

Nuno Tavares
Os seus dois jogos na Liga são um autêntico thriller psicológico: o filme arranca com a visão de um jogador talentoso que faz milhões apaixonarem-se pelo seu pé esquerdo, para logo depois pontapear a atmosfera com o pé direito e semear o pânico nesses mesmos adeptos, que vivem agora a angústia de não saber quando é que aquele pé direito voltará a atacar.

Rúben Dias
Muito bem a assistir Kikas para um dos momentos da tarde, a reconciliação definitiva de Vlachodimos com os adeptos. Agora é hora de preparar os pitons e os neurónios para o tal Zé Luís.

Ferro
Combinou de forma muito interessante momentos de falsa lentidão com outros de verdadeira lentidão, mas nunca lhe vi um cabelo fora do sítio ou uma gota de suor a mais do que deveria ostentar. É notável. Enquanto exibir esta personalidade tranquila e lhe juntar aqueles passes de quarterback como o ataque do golo anulado, estará tudo bem.

Grimaldo
Alguém devia perguntar a Grimaldo como é jogar numa equipa tão bonita com sete portugueses em campo, mais que não seja para podermos constatar esse facto. O último a pisar o relvado parece ser um dos favoritos de Grimaldo. A jogada desenhada com Chiquinho e companhia fez algumas das suas combinações com Cervi na época passada parecerem um treino com pinos.

Florentino
Como ultrapassar um adversário que parece estar em todo o lado, nomeadamente no sítio certo, e ser capaz de desarmar qualquer um? Não se ultrapassa. Na melhor das hipóteses, falece-se a tentar. Paz à alma de mais um colectivo de nobres adversários. Os meus sentimentos às famílias metaforicamente enlutadas. Quanto a Florentino, talvez o melhor seja limitar-se a exibições medianas, pelo menos até 2 de Setembro.

Samaris
Um pouco distante do pandã a que nos vínhamos habituando com Tino e Gabriel, razão mais do que suficientes para arrancar uma exibição fundamental no próximo sábado e assim reafirmar a diversidade de opções à disposição do mister Lage.

Pizzi
Continua preso no seu Groundhog Day. Longe vão os dias em que duvidava de si próprio e questionava o estranho mundo que o coloca sempre no sítio certo à hora certa. A cada dia que passa, e a verdade é que já não sabemos bem quantos são, Luís Miguel levanta-se da cama apostado em melhorar a sua vida e as vidas daqueles que o rodeiam, procurando sempre um final cada vez mais feliz. Enviem isto a um amigo no Whatsapp, quando no vosso ecrã surgir a legenda "Hater está a escrever…"

Rafa
Cada arrancada de Rafa é um pedido aos adeptos para que pousem os seus smartphones, esqueçam Jonas ou João Félix, e corram com o nosso génio rumo ao trigésimo oitavo título nacional. Numa altura em que muito se fala de ataque posicional, transições e jogo entre linhas, o futebol vertical de Rafa, com vontade de levar tudo à frente, é um refrescante e necessário pirete ao analista técnico-táctico que reside em nós. Mandemos o modelo de jogo às malvas ou, vá, deixemos isso para Bruno Lage. Antes que a cerveja fique morna e nos esqueçamos dos motivos e dos jogadores que nos fizeram apaixonar por isto.

RDT
Na primeira jornada pedi que lhe dessem a cheirar o sangue dos centrais da Liga NOS. Ao invés de ler o meu texto, a estrutura do Benfica optou por manter a protecção ao jogador, que continua a ser caracterizado como um jogador talentoso (que é) e um avançado trabalhador (sem dúvida) que em breve irá dar muitas alegrias aos adeptos. Certo. Ainda assim, teve momentos em que pareceu um talhante vegan. Na hora de matar o borrego deixou que os sentimentos falassem mais alto e rematou frouxo para rejubilo do animal.

Seferovic
Esqueçam os rancores. Agradeçam a Fábio Veríssimo e Carlos Xistra pelo golo anulado. O jogo dera-nos um Seferovic apático ao longo de quase 90 minutos, pelo que foi mais do que justa a lição do árbitro da partida, que, mais do que tomar uma decisão acertada do ponto de vista regulamentar, está no relvado para tomar as melhores decisões do ponto de vista moral. Tens bom remédio, Haris, já no próximo sábado. Vemo-nos lá, amigo.

Chiquinho
Sabem aquele tipo tímido que tem sempre uma solução para tudo? É o Chiquinho, um simples canivete suíço em forma de ser humano, sempre atento à oportunidade, humildemente disponível para servir. Precisas de abrir uma garrafa? O homem tem um abre-garrafas na sola do sapato. Queres fumar uma? Ele tem murtalhas num bolso secreto do casaco. Precisas de um preservativo? Precisavas, ele já está com a tua miúda.

Vinicius
Mais alguns minutos em campo. Discreto, mas também não comprometeu. O seu passe vale agora 23 milhões.

Taarabt
2 minutos em campo bastaram para uma arrancada fulgurante travada em falta. Podem ter reduzido o salário a Taarabt, mas não conseguiram reduzir a gana de vencer. Calma. Era só para ver a vossa reacção."

Curtas do Jamor

"Soma e segue o Benfica, mas no Jamor não teve vida facilitada. 
Breves notas rápidas sobre o jogo:
- Como habitual Silas “camaleónico” a jogar com o modelo do Benfica para lhe provocar constrangimentos – O regresso aos três centrais como forma de obrigar alas a saltarem – E a grande particularidade de manter sempre a linha de três e os apoios que chegavam de Jonatan e André Santos muito baixos, e sem progredirem, esperando pelo pressing do Benfica para lhe colocar a bola nas costas;
- Claro, portanto, a intenção do Belenenses em deixar-se pressionar para chegar depois às costas dos médios do Benfica para aí acelerar – Fê-lo algumas vezes, mas sem ter definido com qualidade quando encontrou o espaço;
- Benfica ganhou ascendente no jogo quando acertou a pressão – Laterais com Laterais – Pizzi e Rafa com centrais que estavam mais abertos, e muito de Florentino a fazer metros de corredor a corredor, para estancar entradas em André Santos e Jonatan;
- Começam a escassear palavras para a falta de acerto de Seferovic – Como sempre, um verdadeiro desastre em tudo o que envolve gesto técnico – Tomada de decisão com bola – Falhou golos, estragou jogadas;
- Rafa a um nível nunca antes visto – Define Bem! Ultrapassados os problemas de definição – Nunca será perfeita, porque à velocidade a que se move e executa, só Leo Messi é capaz de definir sempre bem, mas é suficientemente boa para estar já num patamar muito acima do contexto Liga NOS – Em ataque organizado, ou quando encontrou espaço – Orienta condução para dentro, ultrapassa adversários e ou o param em falta… ou dá golo! Assim foi nos dois dos encarnados;
- Vitória justa, mas que não se ignore a qualidade táctica e de abordagem ao jogo de Silas – Só não pôde parar as individualidades do Benfica;
- O Estádio da Luz receberá o FC Porto na próxima jornada, com o Benfica na liderança do campeonato e a viver um momento de confiança importante – Mas, será um jogo onde poderá o Benfica viver com um avançado que destrói sistematicamente os ataques da sua equipa?"

Cadomblé do Vata

"1. O serviço da SportTv está cada vez pior... hoje estiveram os primeiros 45 minutos a passar a primeira parte do SAD - SL Benfica de 18/19, com Gloriosos falhanços em catadupa e os azuis a passarem duas vezes do meio campo.
2. Ganhamos ao SAD, voltamos a marcar no Jamor e ultrapassamos um golo anulado por fora de jogo pela dupla Verissimo/Xistra... no regresso a casa, na instalação sonora do autocarro do SLB só vai passar a música dos Caça Fantasmas.
3. Fico feliz por ver Seferovic e De Tomás falharem tudo o que lhes aparece à frente... o mercado só fecha daqui a 2 semanas e não dava jeito nenhum aparecerem clubes interessados neles para os desestabilizar psicologicamente nesta fase importante da época.
4. Gostei de ver este Belenenses do Nelson Santos a actuar em 5-4-relvarebentada... aliás foi este atacante a proporcionar as duas únicas oportunidades que eles tiveram.
5. A guerra entre Belenenses e SAD está a deixar os adeptos pastéis todos trocadinhos... chega-se ao ponto do clube equipar de azul e quando se olha para a bancada dos adeptos da casa, só se vê branco."

Belenenses SAD 0-2 SL Benfica: Rafa abriu o caminho para a vitória

"Foi sob o fundo verde da mata do Jamor que o azul e o encarnado se fundiram nas bancadas do Estádio Nacional, o mais antigo de Portugal.
Belenenses SAD e SL Benfica partiam para este encontro embalados pelos resultados positivos da primeira ronda da Liga NOS, na qual os azuis do Restelo viajaram até Portimão para resgatarem um ponto com sabor a Dom Rodrigo e os homens da Luz aplicaram uma manita aos recém-promovidos Paços de Ferreira.
O relvado, abundantemente regado antes do apito inicial, foi o mote para a mota de Rafa ligar-se logo nos primeiros minutos do encontro, com Koffi a tirar o pão da boca ao extremo do Benfica. Minutos depois, foi a vez de Raúl de Tomás ter visto negado os seus intentos pelo elástico guarda-redes do Burkina Faso emprestado pelo LOSC Lille; na sequência deste lance, Seferovic fez o mais difícil e falhou à boca da baliza aquele que seria o primeiro golo do encontro.
Os Belenenses SAD iam sentindo-se confortáveis com bola, recuperando-a cada vez mais à frente do terreno, fruto da pressão alta imposta por Jorge Silas.
À passagem dos vinte minutos, o espanhol de ascendência dominicana ligou o ambientador e cheirou a golo no Estádio Nacional: diagonal de Rafa pela direita e Raúl, de primeira, atirou a centímetros do poste esquerdo de Koffi.
Com dificuldades em assentar o seu jogo mais apoiado, o SL Benfica ia aspostando nas transições ofensivas, explorando da melhor maneira o espaço entre o sector avançado e intermédio da turma do Restelo.
As limitações ofensivas de David Tavares iam limitando a asa direita da águia, o que obrigava os encarnados a dependerem quase exclusivamente da individualidade de Rafa, ainda que a espaços Ferro tentasse através de passes verticais que rompiam as linhas azuis lançar as transições.
Mas quem com ferros mata, com ferros morre e os Belenenses por pouco não saíram em vantagem para o intervalo: Kikas, a ponta da lança que os azuis seguravam para ferir a defensiva encarnada, recebeu no peito uma bola lançada nas costas da defensiva encarnada e só não contrariou a previsão do nulo ao intervalo porque Vlachodimos travou aquela que seria a odisseia do avançado azul. O jogo esteve equilibrado durante a primeira parte.
Dois minutos da segunda parte e os “encarnados” começaram logo a criar perigo junto da baliza adversária. Seferovic apareceu nas costas da defesa e rematou com estrondo ao poste esquerdo da baliza do Belenenses SAD. O avançado suíço estava em fora de jogo e passou o perigo para a equipa de Silas, que voltava para a partida algo distraída.
A pressão do SL Benfica era cada vez maior e a bola praticamente nem saía do meio campo do Belenenses. Desta vez foi Grimaldo e Raúl de Tómas a serem protagonistas. Grande cruzamento do espanhol e cabeçeamento de Raúl de Tómas, mas estava novamente assinalado fora de jogo aos comandados de Bruno Lage.
Foi ao minuto 59 que, finalmente, o golo surgiu na partida. Grande atrapalhação na grande área do Belenenses e no meio de tantos jogadores surgiu um “pequeninho”. Como só ele sabe fazer, Rafa apareceu e de primeira meteu a bola no ângulo direito para alegria de muitos “benfiquistas” no estádio. Foi um remate sem hipóteses para Koffi que ficou pregado ao chão. Era a vantagem por apenas um golo para o SL Benfica, mas mais do que merecido.
O jogo entrou num momento de atrapalhação das duas equipas, tal como já se tinha verificado durante grande tempo da primeira parte. Muitas perdas de bola e era ataque “encarnada” e resposta imediata do Belenenses SAD e vice-versa. Notava-se o cansaço, tanto nos jogadores do Belenenses SAD como nos do SL Benfica.
Aos 78 minutos, Nuno Tavares quase que estragou tudo com um erro grosseiro após um alívio mal feito. Depois o remate do Belenenses SAD acabou por ser muito torto e sair ao lado da baliza de Vlachodimos. Passou o perigo, mas engane-se que este jogo estava resolvido, porque havia uma equipa ainda bem viva no jogo: a de Silas
Grande jogada colectiva do SL Benfica, ao minuto 84, e a bola só parou dentro da baliza. Tudo começou do lado direito e no final da jogada bastou aparecer Chiquinho aparecer nas costas da defesa e passar para o lado para o avançado suíço encostar. Porém, houve uma longa paragem no jogo porque o Carlos Xistra, o VAR da partida, verificasse a posição do avançado do Benfica. Fábio Veríssimo foi ao VAR ver as imagens do lance e marcou mesmo fora de jogo… Que pena, porque a jogada colectiva que terminou em golo valia o preço do bilhete.
Mais um grande trabalho de Rafa a galgar metros e metros ao longo do campo e a encontrar do lado direito Pizzi, que não vacilou. O médio português parou a bola, esperou e depois rematou cruzado e a bola só parou lá dentro. Este contou mesmo e estava feito o 0-2 para o Benfica.
Até final, nota para as entradas de Taarabt e de Calos Vinícius, que ainda tentaram deixar a sua marca no jogo envolvendo-se nas transições ofensivas encarnadas. O Benfica segue assim líder isolado, contabilizando os dois jogos realizados até ao momento por vitórias. Já o Belenenses, pese embora o bom jogo que protagonizou frente ao actual campeão nacional, mantém-se com o ponto trazido de Portimão.

Onzes Iniciais e Substituições:
Belenenses SAD – Koffi (GR), Kau (Farak, 79′), Varela (A. Chima, 56′), Licá, Kikas (Nico Velez, 63′), Matija, Calila, André Santos, Gonçalo Silva, Lucca, Nuno Coelho
SL Benfica – Odysseas Vlachodimos, Grimaldo, Rúben Dias, Ferro, Nuno Tavares, Florentino, Samaris, Pizzi (Taarabt, 93′), Rafa, Raúl de Tómas (Chiquinho, 74′), Seferovic (Vinícius, 93′)

A Figura
Rafa – Quando o Benfica mais precisa lá está ele. O ano passado fez uma das melhores épocas, se não a melhor, e esta época volta a estar ao mais alto nível. Um grande jogo tanto defensiva como ofensivamente e é por isto que é tão adorado pelos adeptos “encarnados”. Mais um golo Rafa e que golo. Foi bonito e muito decisivo.

Fora-de-jogo
Seferovic – Se na figura falamos de um jogador que continua a forma do ano passado, neste caso não. O melhor marcador do ano passado da Liga não consegue que estar ao seu melhor nível. É um facto. Ainda marcou um golo, mas foi anulado. E esta indicação mostrava aquilo que foi o jogo inteiro… SEMPRE em fora de jogo. Daí termos também escolhido para ser o fora de jogo.

BnR Na Conferência De Imprensa
Beleneneses SAD
BnR: Boa tarde, mister. Olhando ao momento do jogo em que o Benfica é mais forte, a transição ofensiva, não terá sido demasiado ambiciosa como o Belenenses pressionou?
Silas: Tivemos mais posse de bola na primeira parte e se temos mais posse óbvio que ficamos mais cansados. E para termos mais posse de bola é óbvio que vamos ficar mais cansados e acaba por acontecer isto que aconteceu. Mas os golos do Benfica resultam de erros nossos. É normal que os nossos avançados acabem por ficarem mais cansados por este mesmo motivo de fazer a pressão que fazemos.

SL Benfica
Bruno Lage: «Respostas mais importantes»
“Acho que este jogo, pelo valor das equipas e dos atletas merecia outro relvado”
“Foi uma vitória justa” “Primeira parte de enorme qualidade”
“O talento do Chiquinho permitiu-nos um melhor posicionamento e movimentações”
“RDT e Seferovic podem combinar e isso foi visível hoje”
“A equipa está a evoluir”
“O momento [de forma] não se vê agora [depois de vitórias], vê-se no jogo”
“Se precisasse de mexer no jogo, hoje tinha o Caio no banco”
“O Chiquinho é um craque, o mais importante são as movimentações que ele faz”
“Dias e Ferro já jogam juntos desde os iniciados e isso favorece-os”
“O homem mais importante para não sofrermos golos é o ponta de lança”

Dois pontapés no último resistente

"Depois de um jogo complicado, o Benfica conseguiu superar o Belenenses SAD de Jorge Silas, o único adversário que a equipa de Bruno Lage ainda não tinha conseguido vencer na Liga, cortesia de um pontapé de Rafa e de outro de Pizzi

A 6 de Janeiro de 2019, Bruno Lage subia ao estádio de Luz para o seu primeiro jogo enquanto treinador do Benfica. Conseguiu uma vitória, frente ao Rio Ave, por 4-2, e, partir de então, na Liga portuguesa, somou, em 20 jogos, 19 vitórias e... um empate.
A 11 de Março de 2019, também na Luz, o Benfica de Lage perdia os primeiros - e únicos - pontos com o novo treinador, num empate a dois golos, frente ao - adivinhou - Belenenses SAD de Jorge Silas.
Os azuis do Jamor eram, até este sábado, a única equipa da Liga que o Benfica ainda não tinha suplantado e a verdade é que, durante grande parte do jogo desta noite, a tarefa pareceu muitíssimo difícil.
Montada num versátil 3-2-3-2, a equipa de Silas dificultou ao máximo a vida do campeão, particularmente em termos defensivos, já que poucas vezes conseguiu assustar Odysseas, apesar dos longos períodos em posse da bola.
Na 1ª parte, o Benfica - que manteve exactamente o mesmo onze que goleou o Paços de Ferreira na 1ª jornada - até teve algumas oportunidades de golo, particularmente nos pés de Seferovic, mas o avançado suíço teve uma noite para esquecer ao nível da eficácia ofensiva.
Quem teve uma noite para recordar foi Rafa, sempre o mais desequilibrador do Benfica, assim como o seu parceiro da ala oposta, Pizzi. De resto, o meio-campo do Benfica teve pouco protagonismo, muito devido à presença (ou falta dela) de Samaris, que pouco acrescentou em termos ofensivos à equipa.
Do outro lado do campo, apesar de ter Kikas e Licá como avançados, o Belenenses SAD raramente conseguiu assustar Odysseas, com excepção para um lance que encerra a 1ª parte, quando Rúben Dias escorrega e falha o domínio da bola e Kikas fica isolado em frente ao guardião benfiquista - mas Odysseas faz uma excelente defesa com o braço esquerdo.
Os adeptos tiveram de esperar até aos 58 minutos - depois de uma entrada forte do Benfica na 2ª parte - para ver um golo. Depois de uma grande combinação na área entre Pizzi e Rafa, foi este último a rematar para o 1-0, aliviando a pressão.
O golo teve o condão de levar o Belenenses SAD mais para a frente, com a equipa de Silas a procurar instalar-se no meio-campo adversário e, aí sim, a assustar o Benfica. Aos 79 minutos, após um cruzamento para a área visitante, Nuno Tavares falha o corte e Vélez, só com Odysseas pela frente, falha o alvo.
Já com Chiquinho em campo, por troca com RDT, o ataque do Benfica voltou a ganhar fulgor e foi precisamente Chiquinho a oferecer o golo a Seferovic - mas o lance acabou anulado por fora de jogo. 
Logo a seguir, nos minutos finais, chegaria então a confirmação da vitória: Rafa, na área, solta para Pizzi e o médio faz o mesmo que o colega já tinha feito - remata para golo.
No final, 2-0 e o Benfica mantém o registo 100% vitorioso na Liga (e Lage vence a única equipa que ainda não tinha vencido), mesmo antes de receber o FC Porto, na Luz."

Belenenses SAD - SL Benfica

"O Belenenses é uma boa equipa com um bom treinador que já deu provas o ano passado. Vão voltar a andar lá por cima. São sempre uma equipa que se sabe adaptar a qualquer adversário. Hoje jogaram num 4-2-3-1 que fechava muito bem o Benfica e tivemos dificuldades que só se resolveram com um pouco de magia de Rafa. Umas notas sobre o jogo.
1. Rafa. Esteve nos dias dele. Está nos dois golos. O primeiro faz uma combinação com Pizzi já dentro de área, com alguma passividade da defesa do Belenenses que não quis fazer falta e consegue um remate indefensável. O segundo assiste Pizzi.
2. Haris Seferovic e RDT. Seferovic não está na melhor das formas. RDT continua a parecer-me que renderia mais noutra posição. Não foi um jogo extraordinário da dupla. Mas há jogos assim. Estou ainda assim curioso para ver se Bruno Lage estará tentado a experimentar algo diferente. Chiquinho tem entrado bastante bem.
3. Odysseas Vlachodimos. Hoje valeu pontos. Bela saída ainda na primeira parte que levou o 0-0 para o intervalo.
4. Nuno Tavares. Depois do grande jogo contra o Paços, hoje voltou a atacar bastante. Defensivamente teve alguns problemas, inclusive com um chuto no ar com o pé direito quando queria aliviar uma bola. A uma semana do jogo com o Porto, está aqui um situação que os nossos rivais poderão explorar.
5. Pizzi. Apareceu pouco no jogo. O Belenenses fechava muito bem com o extremo a ajudar o lateral e a criar momentaneamente uma linha de cinco. Ainda assim é ele que assiste o Rafa e marca o golo que selou a vitória.
Florentino, Rúben Dias e Ferro também estiveram muito bem. A equipa criou algumas oportunidades mas ainda assim foi o jogo menos bem conseguido dos três oficiais que já fizemos. Tendo uma alternativa que sempre que entra funciona bastante bem, estou curioso para ver quais serão as opções de Lage para o Clássico da próxima semana."

Benfica After 90 - Belém...

Live - Vinte e Um - Belém...

Frente a Frente: Seferovic vs Raul de Tomas

"Uma das grandes questões deste início da temporada benfiquista foi a frente de ataque. Com as saídas de Jonas e João Félix, abriram-se vagas que só muito dificilmente serão colmatadas a curto prazo. Numa tentativa de manter os níveis de genialidade nos mínimos aceitáveis, houve o regresso de Chiquinho, a manuntenção da aposta em Jota e 20 milhões em cima da mesa por Raul de Tomas. O espanhol tem sido, até agora, a escolha primordial de Bruno Lage para emparelhar com Seferovic, mas a dúvida subsiste: será a dupla funcional? Terá De Tomas características suficientes para jogar no apoio ao ponta-de-lança ou o seu habitat natural é a grande área?

Percurso Dos Avançados Nas Últimas Cinco Épocas
As realidades e contextos de crescimento dos intervenientes em nada se comparam, assim como as suas etapas evolutivas no último lustro. Seferovic explodiu definitivamente no SL Benfica e apenas na última época, a caminho dos 28 anos. Depois de experiências um pouco por toda a Europa, assimilando contextos tão diferentes como a Serie B italiana ou a obsessão técnica da Liga espanhola, onde partilhou balneário com Griezmann e Carlos Vela no país basco, Seferovic chegou a Frankfurt para se consolidar num futebol completamente confortável para as suas características físicas. De 2014 a 2017, o suíço contabilizou 86 jogos na Bundesliga, mais oito na Taça alemã, colocando a bola na rede 20 vezes, números ainda longe do que realmente poderia fazer e que o seu potencial indicava. Fruto das suas competências técnicas apreendidas nos anos anteriores, tanto Thomas Schaaf como Armin Veh, ou ainda Niko Kovac na última temporada de Alemanha, olharam para o atleta não apenas como avançado de área, jogando inúmeras vezes com o suíço em zonas de apoio ofensivo: extremo esquerdo (como Rui Vitória chegou também a fazer em situações de desespero), extremo direito, segundo avançado. Se estas variações deixaram Seferovic mais longe da baliza adversária, limitando a sua capacidade finalizadora, também potenciaram o jogador que é hoje, tornando-o no avançado possante e móvel que Lage tanto aproveitou, em constantes e mortíferos ataques á profundidade adversária.
Raul de Tomas, por outro lado, fruto também da sua idade, ainda agora procura espaço a nível de topo para explanar toda a sua qualidade que até agora ainda só teve uma temporada de liga primodivisionária, o que aos 24 anos dá urgência por outro estímulo competitivo que nas Vallecas era impossível alcançar. Em 2014/2015 ainda estava na etapa B da formação madridista, estreando-se num jogo da Copa d’el Rey, 14 minutos oferecidos por Ancellotti. Com Benzema, Ronaldo, Bale, James e Lucas Vazquéz a assumir preponderância nas primeiras escolhas, 2015/2016 foi altura de rumar a Córdoba, na segunda divisão, ainda que sem grande impacto. É no Valladolid que Raul dá o salto em termos quantitativos na estatística do golo. Somou 14 na conta pessoal e 1946 minutos na segunda divisão que o colocavam como uma das figuras e um dos candidatos a dar o salto para a primeira. Mas o Rayo Vallecano queria regressar ao convívio dos grandes e nada melhor que juntar De Tomas a Óscar Trejo, formando do Boca Juniors, dupla que deu origem a 36 golos dos 67 marcados pela equipa em toda a competição. Ficaria dificil falhar a subida, facto que aconteceu com relativa facilidade com o plantel ao comando de Michel, homem da casa que iniciava a sua carreira como técnico principal. Na Primeira Divisão, o avançado espanhol continuou a mostrar a veia goleadora, não se inibindo de demonstrar credenciais junto dos mais fortes, com 14 golos em 33 jogos.
Torna-se, portanto, um processo ambíguo a comparação entre dois avançados modernos, com capacidade de jogar entre linhas, ainda que essa não seja a sua competência primária. Ambos se sentem melhor como último homem, uns metros mais à frente, e é aí que se sentem mais confortáveis. A dupla vai tendo rendimento no futebol benfiquista, levam 10 golos em dois jogos, com participação activa dos membros da frente (um golo e uma assistência para Seferovic, 153 minutos impactantes de um Raul a quem só falta marcar), mas fica a impressão de que não se estão a aproveitar completamente as capacidades dos dois. A presença de Jota ou Chiquinho como trequartista, para ligar em zonas interiores com os avanços dos desequilibradores Pizzi e Rafa, é algo que em teoria resultaria da melhor forma, aproveitando as melhores características de De Tomas, que tem o killer instinct que o suíço nunca conseguiu demonstrar de forma recorrente, apesar da Bota de Prata do ano transacto. A eficácia não é o seu forte, apesar dos 23 golos da temporada transacta; as oportunidades desperdiçadas em catadupa não costumam fazer mossa numa equipa com o caudal ofensivo como tem o Benfica de Lage, mas as exigências da Champions obrigam a um maior cuidado aquando da escolha do matador de serviço.
Veredicto: Seferovic como suplente dá enormes garantias, enquanto se De Tomas confirmar a evolução que tem vindo a demonstrar pode se tornar um caso muito sério de proximidade com as balizas contrárias. Qualidade técnica, bom remate com os dois pés, visão de jogo, tem características ideias para se juntar á orquestra que se espera ser o ataque do Benfica. Com três criativos nas costas, não faltam hipóteses para Raul suceder a Seferovic como melhor marcador da Liga Portuguesa, assim seja a vontade de Bruno Lage."

Pedro Cantoneiro, in Bola na Rede

Carta aberta a Bruno Lage e ao plantel: o que pode significar o início de época?

"Mister Bruno Lage,
Se tivesse a oportunidade de falar consigo iria pedir-lhe para que fizesse com que os jogadores mantivessem os pés bem assentes no chão.
Quanto aos adeptos nada é possível fazer, pois em dois jogos marcar 10 golos e não sofrer nenhum não está ao alcance de todos.
Um dos jogos ficará durante muitos anos na memória dos adeptos, pois ganhar por cinco aos nossos rivais da Segunda Circular não é todos os dias e nem seguramente todas as épocas.
Começar a ganhar dois jogos consecutivos a praticar um bom futebol pode significar tudo mas também pode não significar nada. Uma vez, o mister disse que o jogo mais importante é sempre o próximo. Não podia estar mais de acordo consigo!
Pois de que adianta pensar em derrotar o FC Porto à terceira jornada se não passarmos no teste do Jamor? Afinal, apesar da rivalidade com os nortenhos, cada jogo vale sempre o mesmo: três pontos. 
Como diz o bom ditado popular, quanto maior é a subida, maior é a queda.
Peço então a cada um dos jogadores que entrem em todos os jogos a dar tudo, como muito bem tem sido feito até aqui, desde que o treinador natural de Setúbal está ao comando.
Talvez este receio seja fruto de um passado sofrido. Lembro-me tão bem daquela vitória nos Barreiros e dos festejos no centro do relvado quando ainda faltavam nove pontos para conquistar. E a verdade é que nada foi conquistado.
Bruno Lage tem feito um excelente trabalho à frente dos encarnados. Em muito pouco tempo conquistou tudo e todos.
Luís Filipe Vieira disse que muitos benfiquistas iriam sentir falta do mister Rui Vitória. Pois bem, caro Presidente, apesar de lhe estar muito grato por tudo que fez pelo SL Benfica e de desejar que continue por muito tempo a desempenhar as funções que lhe competem quero dizer que desta vez não teve razão. Não por demérito de Rui Vitória pois não me considero um adepto de memória curta, mas porque Bruno Lage é um treinador de excelência. É sem dúvida o homem certo para colocar em prática todos os desejos do presidente.
Dá-me um imenso gozo ver o SL Benfica ganhar um derby com três elementos de uma defesa de quatro homens formados no Seixal. E isso só é possível com o mister Bruno Lage.
Mas também sei que nem tudo irá ser um mar de rosas como tem sido até aqui. Um dia, como todas as equipas, o SL Benfica irá ter um jogo mau e um dia menos conseguido. É aí que o meu receio entra. Não por uma derrota, mas sim na reacção à mesma. Uma derrota, duas derrotas, todas as equipas tem durante uma época, mesmo as mais fortes.
O problema é que se isso acontecer espero que a equipa não entre numa espiral negativa. Saiba reagir e volte a ter aquelas exibições que fazem os adeptos levantarem-se das cadeiras vezes sem conta.
Até aqui o entusiasmo tem sido enorme, mas como você disse mister, o entusiasmo é de fora e não de dentro.
O caminho até ao sucesso é longo. Conto com este plantel e equipa técnica para me voltarem a fazer chorar de emoção e no fim voltar a gritar no Marquês: “Campeões allez”."

Benfiquismo (MCCLXV)

Reis da Ibéria...

Vermelhão: Rafão... !!!

B SAD 0 - 2 Benfica


Infelizmente tenho que começar pelos corruptos do apito!!! E nem me queixo 'muito' dos dois lances mais 'discutidos'!!! Foram 90 e tal minutos, de dualidade total de critérios, de 10 em 10 segundos, em cada duelo pela bola, lá eram 'decretadas' leis diferentes conforme a equipa... É massacrante, jogar constantemente contra o apito!!! As nomeações da dupla Veríssima/Xistra depois do que se passou o ano passado, é o assumir por parte do Conselho de Arbitragem: nós é que mandamos, e nós - o CA - queremos que o Benfica não ganhe... e todos os árbitros que nos ajudem, serão recompensados!!! É basicamente isto...!!!
Em relação aos dois lances:
- no penalty sobre o Rafa, é inacreditável como o árbitro nada marca, e ainda mais inacreditável com o VAR (Xistra) ficou calado... inacreditável!!!
- no golo anulado ao Seferovic, eu só quero saber se alguém 'mediu' a margem de erro da tecnologia que está a ser usada: mesmo no ténis o Hawk Eye tem uma pequena margem de erro, eu gostaria de saber qual é a margem de erro desta tecnologia, porque existem várias variáveis 'subjectiveis', que são usadas para chegar à conclusão que o Seferovic estava 30 centímetros 'off-side'!!! Além da determinação do 'frame' correcto, que determina o momento exacto do passe, agora temos duas 'variáveis' facilmente manipuláveis: se repararem nas linhas deste lance, gostaria perceber qual foi o critério para determinar o posicionamento do 'ombro' dos jogadores!!! Já que os braços não contam... No caso do Seferovic 'parece' que a linha vertical é 'tirada' no cotovelo, enquanto a do jogador do Belém é no 'ombro'...
Este é um lance típico de jogador em 'linha' e seguindo as determinações da FIFA, neste caso devia-se dar 'vantagem' ao avançado, agora se vamos marcar foras-de-jogo, em jogadas onde as 'distâncias' são inferiores às margens de erro da própria tecnologia usada, então estamos a desvirtuar o jogo (na semana passada em Inglaterra já tinha acontecido um lance parecido...)
E nem sequer vou discutir o facto do Seferovic não ter tocado na bola, naquele momento, e portanto se este lance tivesse acontecido com os Corruptos ou os Lagartos, nem sequer teria sido analisado!!!
Curiosamente, ou não, a PorkosTV e afins, andaram minutos atrás de minutos, atrás de um putativa falta no 1.º golo do Benfica!!!
Num relvado horrível (a estratégia premeditada dos nossos adversários, em ter o 'pior relvado possível continua semana após semana, sem que a Liga tome uma posição) era complicado jogar melhor! É verdade que voltámos a não fazer uma exibição 'perfeita', com vários jogadores em baixo de forma, com jogadores fora de posição e ainda sem as rotinas devidas para aquilo que se pretende... Mas mesmo assim, com todas as 'dificuldades', fomos a única equipa que quis ganhar e que fez alguma coisa para isso...!!! Assim por alto, tivemos 10 oportunidades claras de golo, enquanto o Belém teve duas, ambas por erros individuais do Benfica!!!
A estratégia do Silas é simplesmente deplorável: circulação de bola entre os Centrais, e quando as linhas do Benfica sobem a pressionar, passe longo... Com os Centrais, principalmente o do meio, a não passar a 'linha' dos 40 metros durante todo o jogo!!! Sim, o Belém tem um jogador - que não é o guarda-redes -, que nem sequer se aproxima da linha de meio-campo, mesmo quando o Belém tem a bola!!!
Tivemos calma, mesmo com um outro erro nas marcações, e só não voltámos a golear, porque falhámos demasiados golos, e a dupla RdT / Seferovic continua a não carburar!!! Mais uma vez, mesmo com poucos minutos, foi visível a melhoria nos últimos 20 metros, com a entrada do Chiquinho...
Mas o 'gigante' do Jamor, foi o Rafa! Endiabrado, muito activo (tinha estado discreto com o Paços): marcou, assistiu, 'sacou' amarelos', além de ter sofrido um penalty não assinalado!!!
O Pizzi e o Florentino foram os que mais se 'aproximaram' do Rafa... os Centrais 'tirando' a escorregadela do Rúben estiveram bem... e o Odysseas quando foi chamado à acção, teve à altura: grande defesa!
Agora vamos ter o clássico com a porcalhada!!! Apesar da vantagem pontual, não estamos tão bem, como parece: não 'encontrámos' ainda a dupla ofensiva, estamos a jogar com um lateral adaptado e estamos sem o nosso 'cérebro': Gabriel! Como é óbvio, o jogo da próxima semana não é o ideal para o regresso do Almeidinhos, mas por exemplo na minha opinião alguma coisa tem que 'mudar' na dupla da frente!!!

PS: Tudo na mesma! No resumo 'oficial' da Liga, no site Vsports, resumo que depois é partilhado por vários sites, não colocaram provavelmente a oportunidade mais estúpida falhada pelo Benfica, logo nos primeiros minutos pelo Seferovic a passe do RdT... nem seque o penalty sobre o Rafa!!!

sábado, 17 de agosto de 2019

Lage sabe o que diz

"A cada oportunidade em frente aos microfones, Bruno Lage procura colocar gelo na euforia dos adeptos do Benfica, ao mesmo que procura desarmar os rivais através dos elogios. Ontem, na antevisão ao jogo em casa do Belenenses SAD, voltou a fazê-lo. Desvalorizou o que já ganhou e elogiou o maior adversário, recordando o contributo dos dragões para o ranking de clubes da UEFA nos últimos 20 anos, quando bastaria reduzir o período de análise à última década para colocar o Benfica à frente desta espécie de campeonato. Perante isto, dificilmente haverá frases de Lage coladas nas paredes dos balneários dos rivais, a velha técnica de motivação tornada famosa por José Mourinho.
Ao falar de quem está de fora, adeptos e concorrentes, Lage fala para dentro. O técnico tem a consciência de que um dos riscos que o Benfica corre é o de criar um optimismo exagerado dentro do grupo que orienta. Ninguém está imune à derrota ou a momentos maus, como bem lembrou Silas ontem, pelo que todo o favoritismo das águias para esta época é garantia de nada. Não há campeões sem jogar e sem ganhar. E o jogo de hoje com o Belenenses SAD, equipa que conseguiu um surpreendente empate na Luz em Março, acaba por ser mais um teste ao foco das águias. Por muito que o clássico da próxima semana com o FC Porto já esteja na cabeça de muita gente."

Benfica verlängert mit zwölf Youngstern

"In diesem Sommer hat Benfica Nägel mit Köpfen gemacht und die Verträge von einem dutzend Nachwuchsspielern aus der Akademie in Seixal bis 2024 verlängert. Viele von ihnen sind schon bei den Profis zum Einsatz gekommen und haben jetzt beträchtliche Austiegsklauseln. So würde der bereits von RB Leipzig umworbene Úmaro Embaló jetzt 60 Millionen Euro kosten, Florentino Luís gar das Doppelte.
Folgende Youngster hat der portugiesische Rekordmeister für die nächsten fünf Jahre an sich gebunden:
David Tavares (19), Offensives Mittelfeld, seit 2016 bei Benfica (Austiegsklausel 66 Millionen) 
Diogo Mendes (21), Zentrales Mittelfeld, seit 2009 bei Benfica
Florentino Luís (19), Defensives Mittelfeld, seit 2010 bei Benfica (Austiegsklausel 120 Millionen) 
Gonçalo Ramos (18), Offensives Mittelfeld, seit 2011 bei Benfica
Jair Tavares (18), Linksaußen, seit 2010 bei Benfica (Austiegsklausel 45 Millionen)
Nuno Santos (20), Offensives Mittelfeld, seit 2013 bei Benfica
Nuno Tavares (19), Linker Verteidiger, seit 2015 bei Benfica (Austiegsklausel 88 Millionen)
Pedro Álvaro (19), Innenverteidiger, seit 2013 bei Benfica (Austiegsklausel 88 Millionen)
Sandro Cruz (18), Linker Verteidiger, seit 2014 bei Benfica
Tiago Dantas (18), Zentrales Mittelfeld, seit 2005 bei Benfica (Austiegsklausel 88 Millionen)
Tiago Gouveia (18), Rechtsaußen, seit 2017 bei Benfica
Tomás Tavares (18), Rechter Verteidiger, seit 2010 bei Benfica
Úmaro Embaló (18), Rechtsaußen, seit 2015 bei Benfica (Austiegsklausel 60 Millionen)"

Quem 'matou' a mudança? Suspeito 19 - Resistir à tarefa... (parte 1)

"Será que o Presidente vai demitir o Coordenador da Academia de Futebol? Mark Angie, o Presidente do F.C. os Galácticos, estava insatisfeito e a ter uma importante reunião com Treinador Anthony Smith, o Coordenador da Academia dos Galácticos.
“A Academia não está a funcionar, pois são poucos os jogadores que estão a vingar na equipa principal e com isso estamos a criar vários problemas. Somos forçados a despender de milhões em contratações, todos os anos, os adeptos não se identificam com a equipa e deixamos de ter jogadores que sentem a camisola” – dizia o Presidente Angie, enquanto continuava – “e gostava de mudar esta situação. O que podemos fazer?”
Como pessoa estudiosa, persistente, muito exigente e de convicções fortes, mas sempre disponível para aprender e melhorar, o Coordenador Smith fez uma sugestão – “Presidente julgo que poderia ser útil realizarmos uma auditoria externa à Coordenação da Academia”.
O Presidente Angie fez uma breve pausa, como que apanhado de surpresa e, dada a longa e próxima relação entre ambos, perguntou – “o que está a pensar?”
“Há uns tempos, tive uma situação delicada, abordei o Detective Colombo e o resultado foi extremamente útil. Estava a pensar em convidá-lo a acompanhar-me, para tentar perceber o que uma pessoa, externa e com conhecimentos, poderá detectar que esteja a comprometer o bom funcionamento e resultados da Academia. O que lhe parece Presidente?” – perguntou o Coordenador Smith.
A resposta não surpreendeu o Presidente Angie, dado que o Detective Colombo já tinha ajudado o Clube a identificar e solucionar um conjunto de problemas, que estavam a comprometer a evolução do Clube e porque o Coordenador Smith, para além de competente, não só não iria sentir intervenção do Detective Colombo como uma ameaça, como também estava realmente comprometido em descobrir a raiz do problema. Por isso disse – “força Coordenador Smith. Avance com a situação e depois informe-me dos resultados”.
Enquanto o Coordenador Smith estava a sair do seu gabinete o Presidente Angie pensava na “sorte” do Clube, por ter um Coordenador realmente interessado em que as coisas funcionem, dizia a si mesmo, acredito que esta iniciativa poderá ser o início de uma mudança importante, e pensava nas várias razões para a iniciar. Se melhorarmos o funcionamento e resultados da Academia, podemos poupar milhões em contratações, valorizar a formação do Clube, fixar os bons jogadores da formação, catalisar a própria Academia, ter jogadores que sentem a camisola, sentir os adeptos orgulhosos, por verem os seus “meninos” a terem sucesso, e a direcção com a sensação que está a fazer o que é correto e a deixar um legado, a sua impressão digital.
Depois do Coordenador Smith contactar o Detective Colombo e já no Gabinete do Coordenador Smith, onde se destacava uma parede toda em vidro, virada para os 12 campos de Futebol da Academia dos Galácticos, o Detective Colombo perguntou – “o que se passa Coordenador Smith?”
A resposta do Coordenador Smith foi imediata, própria de quem já tinha reflectido muito sobre o assunto, e disse – “a Academia não está a funcionar, nem a produzir os resultados desejados, sinto que estou perante uma enorme oportunidade de melhoria e gostava que me ajudasse a identificar e solucionar o problema, para a aproveitar”.
O Detective Colombo perguntou – “o que é que o está a deixar incomodar?”
“Ao longo do tempo, tenho notado dois problemas” – respondeu o Coordenador Smith. “Qual é o primeiro?” – averiguou o Detective Colombo.
“A Academia tem 22 equipas de formação, desde os Benjamins até à equipa B, e com ela toda uma estrutura técnica, com um Treinador Principal e com três Treinadores Assistentes. Tivemos momentos em que houve várias discussões, mas depois seguiram-se momentos de confiança, optimismo e encantamento” – começou por dizer o Coordenador Smith. “Como assim?” – tentava perceber o Detective Colombo.
“Antes desta “crise”, os resultados foram bons, mas começamos a pensar que os “picos”, os bons resultados, iam durar para sempre, passamos a ver as coisas melhores do que realmente eram, “embandeiramos em arco”, deixamos de ver o que de “mal” estava escondido por detrás desses “bons” momentos, como que só vendo a parte cheia de um copo de água meio-cheio, esquecemo-nos do que nos levou a chegar a esses picos e, com isso, comecei a aperceber-me de 3 coisas” – explicava o Coordenador Smith, enquanto observava o ar de curiosidade e interesse do Detective Colombo, que lhe perguntou – “quais?”.
“Quer nas reuniões de Coordenação com os 88 Treinadores, quer nos diferentes momentos em que conversávamos informalmente, como a tomar um café ou durante as deslocações para os jogos, comecei a aperceber-me que exagerávamos nas semelhanças – no está sempre tudo bem, que por vezes parecia bajulação - e até evitávamos as diferenças, que tantas discussões tinham provocado, antes de atingirmos esses “picos”. Por outro lado, também nos concentramos na boa relação e amizade conseguidas. Grande parte da equipa técnica sentia-se bem, ao ponto de começar a haver convívios entre eles, fora do Clube” – clarificou o Coordenador Smith.
“Percebo Coordenador Smith, como o que algumas vezes acontece, na segunda parte do jogo, quando marcamos muitos golos, na primeira parte, ou depois de ganharmos um jogo com uma excelente exibição ou uma vantagem confortável ou no jogo a seguir a ganharmos um campeonato ou ainda quando escalámos até ao cume de uma montanha. Nestas situação, podemos cair na ratoeira de pensar que o cume – o resultado daquela primeira parte, do jogo anterior, … - se prolonga e, por isso, podemos ter a tendência de pensar que tudo está bem, o melhor possível e nada está mal, nem convém sequer abordar, mesmo que esteja” – começou por dizer o Detective Colombo.
“Detective Colombo, o problema é que a seguir ao cume se segue uma descida e um novo vale, maus resultados, e a ideia é não só trepar novamente até ao cume, os bons resultados, mas também permanecer e prolongar o tempo nesse cume, os bons resultados” – aprofundava o Coordenador Smith e continuou – “repare na ironia da situação Detective Colombo. Os 88 Treinadores existem para formar os melhores jogadores e homens do mundo, a sua missão é libertar, potenciar e elevar todas as suas qualidades e o propósito da Academia é alimentar a equipa principal - e com isso não só catalisar a formação, com mais jovens a quererem vir para a Academia - ter uma equipa principal com jogadores que sentem a camisola, sentir que os adeptos se identificam e apoiam o Clube, “encher os cofres” com as boas transferências e a direcção deixar um legado. Para isso acontecer, necessitamos do contributo de todos, mas, para manter a boa relação conseguida e para evitar os problemas provocados pelas diferenças, as pessoas resistem a contribuir.”
O Detective Colombo esboçou um pequeno sorriso, parecia que estava contente por o Coordenador Smith ter chegado à primeira metade do problema da resistência à tarefa, nomeadamente resistir a contribuir, “um dos responsáveis” por comprometer a mudança, o desenvolvimento e o progresso das equipas e das organizações. Lembrou-se de que o Coordenador Smith tinha começado por falar em dois problemas e disse – "gostava de lhe colocar duas perguntas, começo pela primeira: como resume o primeiro problema?”.
O Coordenador Smith fez uma pausa, parecia estar a organizar as suas ideias e disse – “o primeiro problema está identificado, resistir à tarefa, não contribuir para ela. As suas raízes, também, a incapacidade de lidar com as diferenças e a tentativa de evitar, a todo o custo, mesmo comprometendo os resultados desejados, o regresso das discussões, das desconsiderações e do desconforto provocado por essa incapacidade de lidar com as diferenças. As consequências já eram conhecidas, mas indesejadas, a Academia não está a funcionar bem e os resultados estavam abaixo de desejado.”
“Como não poderiam deixar de estar, se grande parte dos recursos, dos conhecimentos e das capacidades dos 88 membros da Equipa Técnica não se convertiam em contribuições efectivas para a tarefa!” – pensava o Detective Colombo.
O Coordenador Smith lembrava-se que já tinha passado por este problema, sem ter reparado, muitas vezes, na sua vida. Nos grupos de trabalho na escola, que evitavam a tarefa, o trabalho, jogando bilhar, enquanto esperavam que alguém realizasse o trabalho. Naquelas coisas que a família evitava abordar, porque as discussões “jorravam” que nem água de um cântaro de barro partido, e as coisas não aconteciam. Nas muitas situações em que tinha participado em reuniões, tinha contribuições para fazer, mas não as fazia, para não “levantar ondas” – gerar discussões - e como não contribuir o tinha deixado insatisfeito a ele e mais pobre essas reuniões. Nas eliminatórias que pareciam ganhas, na primeira mão, dada a volumosa vantagem, mas que acabavam por ser perdidas, na segunda mão, quando olhou para o relógio, reparou que tinha de ir para o treino, lembrou-se que o Detective tinha falado em duas perguntas e disse – “Detective Colombo, qual é a segunda pergunta?”.
Astuto, até porque pelo vidro o gabinete já se viam os 12 campos com o movimento dos jovens e das bolas, o Detective Colombo sentia o Coordenador Smith dividido, entre ir para o treino ou continuar a interessante e produtiva conversa, e disse – “percebo que tem uma tarefa em mãos, o treino, aborde-o e regressarei com a segunda pergunta, amanhã”.
O Coordenador Smith sorriu, pensava que estava a viver mais um momento em que podia contribuir para a tarefa em mãos – agora, o treino – ou resistir a essa tarefa, não contribuindo e disse – “compreendo, vou contribuir para o treino e amanhã retomamos a conversa, até porque estou muito curioso por saber o que me vai perguntar e eu descobrir”.
A caminho do treino pensou – “quantos resultados tinham ficado aquém, por causa desta parte da resistência à tarefa, não contribuir. Qual seria a 2ª parte?”"

Benfiquismo (MCCLXIV)

Inauguração...

Uma Semana do Melhor... com o Belo

Aproveitem...


O desporto e o risco

"A noção de “risco” é muitas vezes usada no sentido de perigo, que significa ameaça, queda, colisão, esgotamento, desidratação, etc. No domínio desportivo, vários perigos podem ser identificados, por vezes estreitamente ligados a uma prática específica: entorses, fracturas, hipotermia, dopagem, etc. Mas nem todas as situações portadoras de perigo acedem ao estatuto de risco. Inversamente, as actividades relativamente seguras podem tornar-se um risco.
Sem subestimar os perigos inerentes à prática, a visão do alpinismo como actividade de risco deve tanto aos testemunhos biográficos e mediáticos, de epopeias aventurosas, que à realidade acidental e às intenções profundas dos seus adeptos. Como uma construção de espírito, cada sociedade estabelece o que é perigoso, os riscos aceitáveis ou valorizados e a confrontar. A pertença à categoria dos “desportos de risco” não pode ser definida em relação ao grau de perigosidade das actividades. O sentido destas práticas elabora-se a partir do jogo das significações sociais.
O desporto implica uma actividade corporal, acentuando os poderes, a vitalidade e a eficacidade do corpo humano. Como presença e actualidade do corpo, o desporto é uma evidência. Mas é preciso reconhecer que o desporto para o corpo não é o simples suporte da acção. Ele está no centro dessa mesma acção. Os desportos mecânicos (automobilismo, por exemplo) ou os desportos como a vela parecem sofrer de uma limitação com a noção de desenvolvimento físico no desporto. No entanto, eles permitem confirmar os traços essenciais da essência da actividade desportiva: compromisso do corpo, que pode ir até ao risco de acidente ou de morte, exigências impostas em particular ao sistema nervoso e à resistência orgânica. O fato de se dispor de uma “máquina”, com a qual o desportista se identifica, deve ser interpretada como a colocação entre parêntesis do corpo como a sua amplificação."

Começa bem

"Benfica precisa de foco e ambição, sem qualquer soberba ou distracção com rodinhas alheias

O campeonato iniciou-se de forma interessante para o campeão. Vencer o Paços de Ferreira por números claros, até exagerados para o jogo do Paços, e ouvir as notícias vindas de Barcelos constituem um óptimo início e algum galo para o adversário. Verdade que o FC Porto estava mais concentrado no apuramento para a Liga dos Campeões quando jogou em Barcelos e não era esperada aquela eliminação frente aos modestos russos, estreantes nestas andanças. No fim do encontro, a conferência de imprensa de Sérgio Conceição esclareceu os adeptos e as rodinhas no fim dos jogos dão uma certa tranquilidade. No fundo, dada a conjuntura azul e branca, pode-se dizer que o FC Porto é, nesta fase, um clube de rodinhas.
Passadas as rivalidades de tertúlia de café, há sempre alguma(s) graça(s) nestas coisas, a eliminação do FC Porto foi péssima para o Benfica. Desde logo, porque o FC Porto, com uma deslocação a Atenas na próxima quarta feira, jogaria na Luz dia 24 muito mais limitado e cansado.
Depois é uma derrota contra uma equipa do país que disputa connosco o lugar no ranking da UEFA, a Rússia. Por fim, porque sem Liga dos Campeões o FC Porto coloca as fichas todas na prova nacional e nas disputas contra o Benfica.
Este plantel portista parecia curto para fazer uma Liga dos Campeões e três provas nacionais a topo. A derrota contra o Krasnodar devolveu um adversário mais forte ao campeonato, como anunciou o treinador azul e branco no fim da segunda derrota. Sérgio Conceição é um bom treinador e o FC Porto vai ser um forte adversário.
Fica a boa notícia de ver o Benfica subir ao Pote 2 no próximo sorteio europeu. Ao Benfica resta uma enorme concentração competitiva a começar já amanhã. Vamos jogar onde costumamos perder (recentemente) e contra o único emblema que roubou pontos para o campeonato a Bruno Lage.
Queremos vencer no Jamor este ano pelo menos duas vezes. Marítimo e Gil Vicente já mostraram que ao mínimo deslize os favoritos perdem pontos e Bruno Lage foi esclarecedor na conferência de imprensa onde reconheceu estar abaixo do pretendido. Foco e ambição, sem qualquer soberba ou distracção com rodinhas alheias. Só o Benfica nos interessa, só o Benfica nos deve (pre)ocupar, pois como ameaçam os rivais nas televisões isto não é como começa é como acaba. Mas, já agora, começa bem..."

Sílvio Cervan, in A Bola