Últimas indefectivações

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Jorge Jesus: grande treinador despudorado ego

"Ao longo das últimas 7 temporadas (esta incluída), foram muitíssimas mais as vezes que elogiei Jorge Jesus (rasgados elogios) do que aquelas que o critiquei. O que fez no Benfica e está fazendo no Sporting, ganhando ou perdendo campeonato(s), é cabal prova da sua muito alta qualidade como treinador (na época passada, disse, e mantenho, que o Benfica, com plantel muito dizimado, se sagrou bicampeão por ter Jorge Jesus). As críticas negativas que lhe dirigi (escassas) sempre tiveram a ver com o seu descontrolo nos excessos egocêntricos.
Agora, o ego de Jorge Jesus de vez ultrapassou limite do admissível, tornando-se... despudorado. «Em 8 meses, paguei o meu contrato de 3 anos com o Sporting. Apuramento para a Champions dá para ficar à sombra da bananeira». Espantoso!!!
De rastos fica, para jogadores e dirigentes, a ideia que Jorge Jesus faz de espírito de equipa! Eu, eu e mais eu! Num tempo de ser decidida conquista do título, arrisca-se a ter disparado tiro de canhão no balneário (e, quiçá, junto do presidente).
Acresce ser falso que Sporting na Champions tenha nascido com Jorge Jesus. Não é preciso recuar às 3 vezes que lá esteve, na milionária fase de grupos, com Paulo Bento. Gigantesco ego leva a curtíssima memória: apenas há 2 épocas, Leonardo Jardim aí colocou o Sporting. E, de seguida, Marco Silva deixou-o no play-off, sendo Jorge Jesus a falhar acesso ao importantíssimo passo seguinte. O que é despudorado torna-se ridículo!
Bruno de Carvalho e Jorge Jesus pedem meças um ao outro em insolência de egos. Alto risco de colisão... explosiva."

Santos Neves, in A Bola

Benfiquismo (LXXXVII)

Esta é daquelas fotos que nunca me canso de ver...
Vencer, vencer, vencer...
Contra tudo e contra todos!

César Brito, Veloso e Magnusson...
...após a vitória no antro da Corrupção, 1991


FCPorto-0 Benfica-2 de 1991 por MemoriaGloriosa

PS: RTP Porto como sempre 'hilariante': um suposto penalty contra o Benfica em fora-de-jogo para 'equilibrar' com o penalty descarado sobre o Pacheco... e o 'Carlos' Brito em grande!!! Serviço público...!!!

terça-feira, 26 de abril de 2016

Dona Águia e os seus gratos negros

"Benfica-Bayern de Munique não é jogo de agora. Os cadernos da memória levam-nos a Abril de 1972, a Paris, cidade onde Eusébio teimou em ser feliz. A vitória 'encarnada' foi convincente; Jordão inesquecível...

Não deixa de ser curioso ir aos cadernos das memórias e encontrar jogos entre Benfica e Bayern de Munique.
Pois, eu digo-vos: este que aqui vos trago, realizou-se no dia 2 de Abril de 1972. Em Paris.
Paris: essa cidade formidável onde Eusébio dizia sempre ter tido encontro marcado com a felicidade - como dois amantes, acrescentaria eu.
Pois conte-se. É para isso mesmo que invadimos semanalmente esta página e a vossa, certamente, já tão depauperada paciência.
Os franceses podem não ter tido muito êxito nas provas europeias de clubes. Mas inventaram muitas delas. E, sobretudo, tiveram sempre capacidade de arrastar até Paris, para torneios internacionais, os grandes nomes do Mundo.
Em Abril de 1972, o Benfica estava, portanto, em Paris. E o Bayern de Munique também.
O Torneio Internacional de Paris foi, in illo tempore, uma das grandes montras do Futebol internacional. Era como uma passagem de modelos com bola pelo meio. Foi lá que Eusébio se expôs pela primeira vez, marcando golos ao Anderlecht de Van Himst e ao Santos de Pelé.
Eusébio e Paris: uma dupla que nunca se desfez.
Foi em Paris que Eusébio marcou o seu último golo pelo Benfica.
Paris até na despedida!
Em 1972, o Bayern ainda não tinha conquistado a Taça dos Campeões Europeus. Reinava o Ajax, e o Benfica que o diga. Mas estava quase, quase. E já vencera a saudosa Taça dos Vencedores das Taças que tão estupidamente foi apagada do calendário da tirânica UEFA.
Aliás, e sem perda de tempo nem de parágrafos, vamos já mostrar que Bayern era esse que viajara até Paris: contra o Benfica alinharam - Maier; Koppenhoffer, Beckenbauer, Schwarzenbeck e Breitner; Scheneider, Zobel e Roth; Krauthausen, Muller e Hofmann.
Connhecem-nos? Pois quem pode esquecê-los? Pelos menos nós, do meu tempo, que crescemos a vê-los ganhar taças e honras aos pontapés por todos os campos do planeta.
Digamos, então, a equipa do Benfica, que era de respeito: José Henrique; Artur, Humberto Coelho, Zeca e Adolfo; Jaime Graça, Eusébio e Vítor Martins; Nené, Vítor Baptista e Jordão. Com o decorrer da aprtida, ainda entraram Messias, Toni, Diamantino e Artur Jorge.
Pois... um luxo!

Logo aos dois minutos...
Duas jogadas de calibre mataram os bávaros. A primeira logo aos dois minutos: Adolfo corre, corre, corre, como se tivesse asas de Mercúrio nos pés; o seu passe é preciso, retalhado como quem esculpe um diamante, a Nené está lá, à espera, para fazer o golo perfeito e irretocável.
Nas bancadas,os emigrantes resplandeciam de orgulho.
E em breve, os sorrisos se alargaram e as palmadas nas costas estralejaram com a alacridade dos íntimos.
Jordão liberta-se da defesa alemã no seu jeito de gato preto em campo de neve, como escreveria o grande Erico. Rodopia, dribla, baralha. É ele e a sua circunstância especial e única. O remate é forte e colocado. Mas não atinge o alvo. Um cisco imperfeito na sua ambição incontrolável. Pouco importa. A bola bate no poste do atarantado Meier, assim cabeludo e marreco como ficaria para a história universal do jogo. Vítor Baptista aproveita a recarga e faz 2-0.
No Estádio de Colombes, era descolorido e desmaiado. Quem sabe se por jogarem com camisolas angelicamente brancas.
Muller fazia o que nunca fez: falhava golos.
Humberto Coelho era imperial, dominava a defesa e as saídas para o meio-campo contrário. Estava acima de Beckenbauer que, sofregamente, tentava juntar os seus numa equipa da qual só se via o esqueleto.
Vítor Martins era o príncipe do centro! Com o seu Futebol de genica, próprio de boneco de corda, abria brechas contínuas no cimento alemão. E Eusébio... bem, esse era Eusébio... Sábio, alimentava Jordão, o seu delfim. Entre esses dois príncipes etíopes de rancho, como gostava de adjectivar Nelson Rodrigues, as tabelinhas e as simulações multiplicava-se geométricas e inesperadas.
O Bayern fez o seu golo. Diz quem esteve no estádio, que o mereceu. Foi Roth quem o marcou.
Mas a vitória benfiquista era clara!
«Terríveis, Jordão e Eusébio, embora este já mais lento do que noutros tempos», exclamava Dabbec, o jugoslavo que orientava o Bayern. «Nós bem que não queríamos fazer este jogo. Sabíamos que ia ser muito complicado. Mas os contratos são para se cumprirem», lamentava-se.
O Estádio de Colombes prestava homenagem ao futebol dos lisboetas com uma ovação de pé e entusiasmada.
Benfica-Bayern: ninguém o adivinharia na altura. Mas ficou marcado a letras vermelhas e fosforescentes no voo 'encarnado'  dessa águia sem fronteiras..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Matic e o destino em 90 minutos

"Que treinador quereriam os sportinguistas no Dragão: Jesus ou Mourinho?
Comigo, Matic era o melhor do mundo" não é uma frase de Jorge Jesus; é um míssil teleguiado para José Mourinho, a ruminar Taliscas, D"Artagnans e gramáticas da língua portuguesa.
No Chelsea, Matic não confirmou o que prometia no Benfica, sem dúvida, como é verdade também que o génio de Jesus está no aperfeiçoamento dos jogadores e que, nessa área, pode competir com qualquer treinador do planeta. E ganhar. Mourinho não perderia de caras. Foi campeão europeu com Paulo Ferreira, Nuno Valente e Derlei, inventou jogadores do nada no Inter de Milão e mesmo a primeira etapa no Chelsea foi um tratado de alquimia. O Real Madrid só fez recuar essas memórias; não as apagou.
Jesus também não precisou de fabricar João Mário, Adrien, William Carvalho ou Slimani: Jardim e Marco Silva já os tinham fabricado. Cada equipa as suas necessidades. Mas não há como questionar a vaidade, neste caso ajustadíssima, de Jesus: sabe como multiplicar qualquer jogador por dois (até três), em particular na parte defensiva do trabalho, que é sempre excepcional.
Chega bem para lhe dar os galões de top mundial, como ele gosta de dizer. Não faltam treinadores na casa dos seis zeros de vencimento sem essas qualidades. Têm outras. Uns são melhores na gestão, outros são melhores no um para um, que é sempre a pecha de Jesus, nos momentos-chave, ou não tivesse ainda há pouco perdido o mais importante dos clássicos que jogou com o Benfica esta época.
No sábado há outro, só uns pozinhos menos importante do que esse. E que treinador gostariam de ter os sportinguistas no Dragão, apenas para esse jogo? O fazedor de Matics ou o impiedoso currículo de Mourinho nos duelos de QI com outros mestres da táctica?"


PS: Concordo em geral com a crónica, mas não posso de destacar o 'facto' de aparentemente tanto para os Lagartos como para os adeptos Corruptos, o Matic foi um flop no Chelsea !!!!!! Tivesse ele vestido outra camisola em Portugal...
E já agora, seria mesmo engraçado o Judas ir mesmo para os Corruptos, e depois ler o que este mesmo cronista iria escrever sobre o dito cujo...!!!

Faltam três

"A vitória contra o Rio Ave - em teoria o adversário mais difícil nestas últimas jornadas - não alterou tanto como se pode pensar a difícil caminhada do Benfica rumo ao título. Engana-se, por isso, quem pensava que este era o jogo decisivo. A deslocação a Vila do Conde era determinante apenas na medida em que em lugar de faltarem quatro vitórias, o Benfica passou a estar a três vitórias do 35.
Percebe-se a euforia dos adeptos e as celebrações dos jogadores, mas convém ter presente as tristes lições do passado. Há três anos, após uma vitória difícil na Madeira, frente ao Marítimo, o campeonato parecia reservado e tudo foi perdido num jogo em teoria fácil com o Estoril, na Luz. Este ano o campeonato será disputado até à última jornada e não vale a pena alimentar ilusões. O Benfica dependerá apenas das suas vitórias para ser campeão, da mesma forma que o Sporting vencerá todos os confrontos que tem por disputar. Quando se aproximam as partidas decisivas, faz toda a diferença estar ainda em jogo alguma coisa importante. O Sporting tem tudo a perder no Dragão e o Porto nada a ganhar (a não ser uma vaga noção de honra). No sábado, Sporting e Porto estarão a disputar campeonatos diferentes. Essa pressão adicional favorece o Sporting. Pelo que o Benfica não deve ficar à espera de ajudas de terceiros.
A partir de agora, tão difícil como a preparação física e tática para os jogos que se seguem, é evitar alguma descompressão e contrariar a ideia de que o campeonato está garantido. O Benfica depende de si: para já, tem de ganhar ao Guimarães e não deve contar com um auxílio improvável do Porto."

Jorge Jesus e as suas piadas

"Tenho feito algum esforço, não o suficiente, admito, para tentar traduzir o significado da mensagem deixada pelo treinador do Sporting durante a conferência de Imprensa a seguir à vitória sobre o União da Madeira e que assegurou ao emblema do leão a entrada directa na Liga dos Campeões em 2016/2017. Disse ele que em oito meses de trabalho já pagou o contrato de três anos, antes escandaloso, agora ofensivo quando comparado com a realidade social portuguesa. E justificou-se, meio a brincar, meio a sério: «O apuramento da Champions dá para estar quatro anos à sombra da bananeira»...
Em noite de particular inspiração e piada fácil, uma das suas características quando os jogos lhe correm de feição, reclamando para ele o cadeirão de excelência colocado no vértice da pirâmide, de onde olha o mundo de cima para baixo, como aprecia, não deixou escapar a ocasião para trazer à colação a longa ausência de vitórias em Campeonatos, vazio que tolhe o orgulho da família leonina.
«Pelo menos, nos seis anos em que estive no rival, nunca o discutiu», um sublinhado que fere, mas que até deve ter caído bem em dirigentes e em adeptos do seu actual clube, agradecidos por treinador tão sábio lhes avivar a memória e fazer-lhes perceber que com ele, depois de 14 épocas falhadas, estão «a voltar a discutir títulos». O que, em minha opinião, constitui uma surpresa, pois pensava que esse desiderato fosse obrigação imposta pela grandeza da própria instituição.

A ideia de misturar os milhões da Champions com os milhões que o clube tem de lhe pagar por contrato parece-me excessiva, e até despropositada, por dar a entender que a presença do leão na mais importante competição da UEFA é outra raridade que também ressuscitou, o que não corresponde à verdade.
José Peseiro disputou o play-off em 2005 e Paulo Bento andou por lá durante quatro anos: três vezes na fase de grupos e outra afastado no play-off, não constando que em alguma ocasião se tivesse servido dessas relevantes marcas desportivas para extrair benefícios de ordem pessoal, à margem dos acordados com a entidade patronal.
Leonardo Jardim voltou a colocar o Sporting na fase de grupos da Champions e Marco Silva, que lhe sucedeu, deixou igualmente a porta entreaberta, em função do 3.º lugar no último Campeonato, não podendo ser-lhe endereçadas responsabilidades pelo facto de Jorge Jesus não ter sabido, ou querido, aproveitar a oportunidade.
Portanto, em conclusão rápida e fácil, desde a temporada de 2005/2006 o Sporting adquiriu o estatuto de passageiro frequente na Liga dos Campeões, sendo mais os anos em que lá esteve do que aqueles em que ficou de fora, razão pela qual o aparte de Jesus mais não é do que um equívoco que talvez reúna apoiantes dentro do clube. Mas incomoda a sua história.

O Campeonato entrou na sua derradeira fase, referente às três últimas rondas. No domingo, o Benfica passou com merecimento um dos seus mais complicados obstáculos, em Vila do Conde, eliminando outra das nove finais que foram traçadas depois da vitória sobre o Sporting, na 25.ª jornada. Aproxima-se o clássico do Dragão, onde José Peseiro, sem margem de manobra, sabe que joga o seu futuro. Em termos de Campeonato, o resultado conta pouco ou nada para o FC Porto, mas há a rivalidade, o prestígio e a honra que precisam de uma resposta que satisfaça o grau de exigência da nação portista, muito elevado, como se sabe. O Sporting é o favorito, porém. Dispõe de plantel mais rico em soluções, está motivado e pressente que um tropeção nesta altura pode criar ferida difícil de curar.

Ao Benfica compete-lhe continuar no seu percurso com humildade, amizade e união, valores destacados por Rui Vitória: respeitando os adversários e reconhecendo que todos eles podem esconder perigos de consequências irremediáveis. Se o espírito for este, a qualidade (com alma) fará o resto."

Fernando Guerra, in A Bola

Rui de Vitória

"Phill Jackson, o Phil Jackson que ganhou por 11 vezes a NBA, seis pelos Chicago Bulls e cinco pelos Los Angeles Lakers, acha que a melhor fórmula para se fazer um campeão está na frase que ele soltou, poético, assim:
- O que une uma equipa é quando um cobre as fraquezas do outro.
Apesar dos últimos tempos se terem feito de algum susto e sofrimento só não há Benfica na frase de Jackson porque a frase que vale para o Benfica tem, nela, uma subtil diferença - no s do fim:
- O que une uma equipa é quando um cobre as fraquezas dos outros.
Mais: há especialistas em psicologia que julgam que a característica mais importante das equipas de alta performance é a disciplina - não é a união. No futebol não, no futebol o mais importante não é a disciplina - é a união. E é por isso que o Benfica está como está - e mais à beira do que pode ser o seu paraíso. 
Também é assim no futebol, mais que na vida: os jogadores estão sempre dispostos a enfrentar todos os grandes desafios - se os grandes desafios forem os seus desafios. E se de 1 a 11 (ou a mais...) os jogadores do Benfica estão como estão: unidos - é porque Rui Vitória já ganhou o seu campeonato (aconteça o que acontecer ao campeonato do Benfica...)
E Rui Vitória já ganhou o seu campeonato porque não desperdiçou a vida de treinador do Benfica a viver a vida do outro treinador do Benfica - através da sombra que ele lá deixara. Porque não permitiu que o barulho da opinião do outro (e de outros...) lhe calasse a voz interior, lhe colonizasse o cérebro, lhe abalasse as ideias - o apequenasse, o atormentasse, o baralhasse. E porque é como é - e era incapaz de brado assim: 
- Em oito meses já paguei o meu contrato de três anos...
(Sim: Rui Vitória nunca falaria, egocêntrico, nos meses que já lhe pagaram os anos de contrato - e Jesus falou. E, dizendo-o como o disse, não se colocou apenas mais em bicos de pés - rebaixou quem não o merecia: o Patrício, o William, o Adrien, o João Mário, o Ruiz, o Slimani...)"

António Simões, in A Bola

O bombeiro Jiménez

"Uma das coisas mais reveladoras do carácter e da personalidade de um jogador - como escreveu Javier Marías - é a forma de gritar e festejar um golo. Quem esteve em Vila do Conde confirmou que Raúl Jiménez é dos que esbraveja com fúria, mas não tanto dos que logo se esgueiram para uma zona isolada para, assim, melhor poderem mercantilizar a façanha. Pelo contrário, opta quase sempre pelo abraço comunitário, como se quisesse dividir as honras. E esse traço pode explicar a razão por que lida tão bem com a situação de reservista e, consequentemente, acaba por entrar com a estabilidade mental necessária sempre que tem de fazer de bombeiro. Dez golos em 40 jogos não impressionam, mas ganham relevância se levarmos em conta que só jogou 1577 minutos e que metade dos golos vieram do banco de suplentes. Marcou cinco golos na Liga, onde só regista oito jogos a titular, o que faz com que se possa especular sobre quais seriam os seus números se tivesse havido continuidade na aposta. Na fase inicial da época ficou a ideia de ser essa a intenção de Vitória, mas um treinador só ganha o respeito de um balneário se for justo. E a verdade é que Mitroglou não facilitou (22 golos em 41 jogos). De Jonas nem vale a pena falar porque o brasileiro vale muito mais do que os 33 golos (31 na Liga). Provam-no as 10 assistências. A verdade é que, pouco a pouco, instalou-se a ideia, duvidosa, de que Mitroglou seria o parceiro ideal para Jonas. A explicação é a de que dá outra dimensão física ao ataque. Na verdade, Mitroglou e Jiménez têm exactamente a mesma estatura (1,88m), mas é verdade que o grego sabe tirar melhor partido da envergadura (importante futebol em que muitos adversários baixam as linhas e se amontoam à frente da baliza), embora o mexicano lhe ganhe claramente nos duelos aéreos. Há ainda a convicção de que Jiménez é mais útil como elemento desestabilizador na parte final e que só deve ser titular em duelos de dificuldade elevada (Champions), onde melhor se pode rentabilizar a sua maior mobilidade e capacidade pressionante. Mas, não tenhamos dúvidas, o que fez Vitória apostar em Mitroglou foi a sua superior eficácia. E aí o mérito vai inteirinho para o grego: tornou-se importante num Benfica que nem sempre joga bem e que é essencialmente um estado de alma. De facto, este Benfica esquece muitas vezes qualquer pretensão criativa e não conecta com os avançados, como se voltou a ver em Vila do Conde. Mas, mesmo quando o seu futebol é espesso, raramente deixa de criar oportunidades e de marcar.
A Jiménez custa-lhe, por vezes, encontrar a baliza. De facto, não tem ainda o talento natural para o golo, até porque nalguns goleadores isso leva tempo a apurar-se. No seu caso não parece ser falta de voracidade, mesmo que o mexicano não passeie a confiança quase insolente do grego. Mas o tempo corre a favor de Jiménez, que tem detalhes cirúrgicos de um predador e que também acabará por adquirir a capacidade resolutiva que transforma um bom avançado num goleador. Até porque já provou ter uma qualidade rara: não entra em campo com um dístico de reservista na testa. O mexicano tem 24 anos e está num momento determinante da carreira. De ídolo no América e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, passou a carta quase fora do baralho em Madrid. Um golo em 28 jogos não foi grande carta de apresentação, mesmo descontando o facto de só ter sido titular seis vezes. Os madrilenos, que procuravam um substituto de Diego Costa, tinham pago 10,5 milhões de euros por um Jiménez que também interessara ao FC Porto. Mas chegou também um Mandzukic que nas duas épocas anteriores apontara 48 golos no B. Munique. O futebol espanhol é sempre mais exigente com os estrangeiros e Diego Simeone não é conhecido por dar segundas oportunidades (veja-se como caiu Jackson Martinez). Jiménez esteve perto de assinar pelos ingleses do West Ham, mas Jorge Mendes desviou-o para a Luz. Os 9,8 milhões pagos por 50 por cento do passe foram excessivos, mas bem menos do que parecem hoje os 4,9 milhões por Funes Mori, os 3 milhões por Derley, os 2,9 por Taarabt ou os 2,7 por Jonathan Rodrigues. Porque os milhões do mexicano vão provavelmente continuar a ser pagos com golos importantes, como parece ser sua sina."

A personalidade forte deste Benfica

"O Benfica tem sabido gerir, de forma exemplar, a pressão que a permanente proximidade do Sporting provoca. É um sinal de enorme maturidade e de inabalável personalidade.
Não é fácil, para quem vai à frente por pouco, não ceder. Acontece na Fórmula 1, nas grandes corridas de motociclismo, como acontece nas maratonas. Quem vai um pouquinho atrás e não cede, acaba por ter mais motivação e mais alento, porque continua à espera que o comandante ceda numa curva ou tropece num obstáculo. Quem lidera e pressente a sombra do seu perseguidor tem tendência a quebrar, a perder a concentração por momentos, a ter um despiste fatal.
A verdade é que o Benfica tem conseguido resistir no primeiro lugar e chega, agora, a um momento, que poderá ser crucial, em que o adversário terá obstáculos aparentemente bem mais difíceis para transpor, a começar, já, pelo próximo jogo no Dragão.
Parece, no entanto, claro que a filosofia de Rui Vitória não é a de esperar pela queda do seu adversário mais directo, mas, antes, a de vencer as tais três finais que ainda terá até ao fim do campeonato. Pode haver, porém, um risco e Rui Vitória bem o conhece. É natural que, com o aproximar da meta, muitos benfiquistas entrem em euforia e sintam a corrida já ganha. Essa bem poderia ser uma atitude fatal, mas não acredito que o treinador e os jogadores do Benfica venham a cair em tão óbvia armadilha. Este primeiro lugar teve custos muito elevados no sacrifício e no desgaste físico e psicológico para ser esbanjado tão pertinho de um sucesso que, dadas as circunstâncias, bem se poderia considerar histórico."

Vítor Serpa, in A Bola

Por inspiração divina

"O Benfica mereceu a honra de ser recebido pelo Papa João Paulo II e conquistou uma vitória importante em Roma

Por ocasião do jogo entre o AS Roma e o Benfica, na Taça UEFA 1982/83, o Benfica esteve na capital italiana. Aproveitando essa deslocação, a comitiva planeou visitar o Vaticano e ser recebida pelo Papa João Paulo II. Antes de deixarem Lisboa, o presidente Fernando Martins, Júlio Borges, chefe do Departamento de Futebol, e o capitão Humberto Coelho foram recebidos por D. António Ribeiro, no Patriarcado, a quem pediram que intercedesse junto do Papa para que os recebesse.
E assim foi. Na morna e soalheira manhã de 1 de Março de 1983, dentro da radiosa sala Paulo IV, cerca de 8 mil peregrinos de várias nacionalidades aguardavam a vinda do Sumo Pontífice. Ao entrar na sala, a comitiva 'encarnada' foi saudada pelos presentes com fortes aplausos. Instalaram-se 'bem lá na frente' e, com a ansiedade que envolve os grandes momentos, esperaram a chegada do Papa. Minutos depois, o 'mensageiro da paz entrou na sala, sob grande ovação, o que, evidentemente provocou alguma emoção nos presentes'.
Até chegar junto da delegação benfiquista, Sua Santidade, com um olhar terno, 'foi «vendendo» simpatia, com toda a gente a querer tocar-lhe (...). De vez em quando voltava atrás para corresponder aos milhares de acenos'.
João Paulo II saudou todos os membros que compunham o grupo benfiquista. Humberto Coelho ofereceu-lhe um galhardete e uma bola autografada por todos os jogadores e Fernando Martins entregou-lhe uma águia em bronze, que o Papa recebeu com um sorriso.
De seguida falou a todos os presentes e, exprimindo-se em várias línguas, apelou ao amor, à justiça, à liberdade e à paz, para depois se dirigir à comitiva benfiquista, em português:
'- Temos a presença, aqui, de um dos mais populares clubes de Portugal, o Sport Lisboa e Benfica. Sejam bem-vindos! Saúdo também a vossa pátria (...) e todos os desportistas portugueses em geral. Espero que façam um bom jogo e que haja harmonia entre todos. (...) que Deus vos proteja sempre'.
Estas belas palavras 'entraram no coração e provocaram lágrimas' a muitos dos presentes.
Ao sair da sala, 'a satisfação e a paz de espírito eram de tal ordem que houve quem dissesse que já não perdíamos'. E, de facto, não perderam! Venceram por 2-1 o líder no campeonato italiano, contribuindo para a passagem às meias-finais da prova, cuja final viria a ser disputada entre o Benfica e o Anderlecht.
Este acontecimento pode ser recordado no Museu Benfica - Cosme Damião, na área 26. Benfica Universal."

Débora Cardoso, in O Benfica

Benfiquismo (LXXXVI)

Mais uma Gloriosa equipa do Benfica...

Em cima: Moreira, Félix, Fernandes, Contreiras, José da Costa, Jacinto, Barros
Em Baixo: Corona, Arsénio, Julinho, Rogério Pipi, Rosário

Estes são os Gloriosos vencedores da Taça Latina, de 1950

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Lixívia 31

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 79 (-5) = 84
Sporting........ 77 (+17) = 60
Corruptos.......67 (+12) = 55

Acabou por ser uma jornada sem 'grandes' Casos nos jogos principais, mesmo assim foi possível observar as tendências do costume...

Veja-se o apitador Rui Costa, que na jornada anterior esteve no Benfica-Setúbal, e levou praticamente 90 minutos para mostrar um Amarelo aos Setubalenses!!! Esta semana no Sporting-União, só 'esperou' 20 minutos!!! Outra tendência observada em Alvalade, foi a impunidade de Coates: a semana passada em Moreira de Cónegos, deveria ter sido expulso, com o União, voltou a escapar aos Cartões...
Mas o facto mais 'interessante' deste jogo, foi a gestão do treinador do União!!! Praticamente todos os titulares de fora, a maior parte por opção, um dos poucos titulares, o Guarda-redes, até deu um daqueles Frangos (que até parece ser de propósito!!!), mas se esta 'filosofia' ganha adeptos, se calhar temos treinadores a poupar jogadores em todos os jogos, onde prevêem que vão perder!!! Uma vergonha... só em Portugal é que é 'normal'!!!

Ontem em Vila do Conde, voltámos a observar um dos apitadeiros mais anti-Benfiquista no activo!!! Critério disciplinar inacreditável, com os Vilacondenses, desde do primeiro minuto a distribuírem Fruta, sempre com impunidade e ao intervalo 3-1 para o Benfica em Amarelos!!!
O Rio Ave até não exagerou no anti-jogo, mas para Soares Dias, o jogo quando mais tempo estivesse parado melhor...!!! O mais extraordinário é que depois de fazer um trabalhinho destes, ainda é elogiado pela maioria da critica!!!
Aliás, as últimas 3 arbitragens dos jogos do Benfica, têm sido muito idênticas: todos os sopros do jogadores do Benfica são falta...; em sentido contrário, só em casos extremos, é que sai um Cartão para um adversário do Benfica!!!
A sorte do Benfica (já que falam tanto na sorte do Benfica!!!), tem sido não terem existido lances complicados na nossa área, nem os nossos jogadores terem exagerado nas faltas (creio que existe mesmo essa indicação por parte da equipa técnica)... o que torna em alguns momentos dos jogos, a pressão do Benfica, algo passiva...
E agora, um momento de comédia:


Em Coimbra, nada se passou...!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
2.ª-Arouca(f), D(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (1-2), (-3 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-2), Jorge Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
4.ª-Belenenses(c), V(6-0), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5.ª-Corruptos(f), D(1-0), Soares Dias, Prejudicados, (-1 ponto)
6.ª-Paços de Ferreira(c), V(3-0), Rui Costa, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
8.ª-Sporting(c), D(0-3), Xistra, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
7.ª-União(f), E(0-0), Cosme, Nada a assinalar
9.ª-Tondela(f), V(0-4), Veríssimo, Nada a assinalar
10.ª-Boavista(c), V(2-0), Esteves, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
11.ª-Braga(f), V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
12.ª-Académica(c), V(3-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
13.ª-Setúbal(f), V(2-4), Manuel Mota, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
14.ª-Rio Ave(c), V(3-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-1), Sem influência no resultado
15.ª-Guimarães(f), V(0-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível de contabilizar
16.ª-Marítimo(c), V(6-0), Veríssimo, Nada a assinalar
17.ª-Nacional(f), V(1-4), Tiago Martins, Nada a assinalar
18.ª-Estoril(f), V(1-2), Vasco Santos, Prejudicados, (1-3), Sem influência no resultado
19.ª-Arouca(c), V(3-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
20.ª-Moreirense(f), V(1-4), Manuel Oliveira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
21.ª-Belenenses(f), V(0-5), Nuno Almeida, Nada a assinalar
22.ª-Corruptos(c), D(1-2), Soares Dias, Nada a assinalar
23.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Jorge Ferreira, Prejudicados, (0-4), Sem influência no resultado
24.ª-União(c), V(2-0), Cosme, Nada a assinalar
25.ª-Sporting(f), V(0-1), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
26.ª-Tondela(c), V(4-1), Luís Ferreira, Nada a assinalar
27.ª-Boavista(f), V(0-1), Veríssimo, Nada a assinalar
28.ª-Braga(c), V(5-1), Nuno Almeida, Prejudicados, (6-1), Sem influência no resultado
29.ª-Académica(f), V(1-2), Capela, Nada a assinalar
30.ª-Setúbal(c), V(2-1), Rui Costa, Nada a assinalar
31.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Soares Dias, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Guimarães(c), V(3-0), Veríssimo, Nada a assinalar
2.ª-Marítimo(f), E(1-1), Hugo Miguel, Nada a assinalar
3.ª-Estoril(c), V(2-0), Duarte Gomes, Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), V(1-3), João Capela, Nada a assinalar
5.ª-Benfica(c), V(1-0), Soares Dias, Beneficiados, (+2 pontos)
6.ª-Moreirense(f), E(2-2), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Belenenses(c), V(4-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
8.ª-Braga(c), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
9.ª-União(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
10.ª-Setúbal(c), V(2-0), Tiago Martins, Nada a assinalar
11.ª-Tondela(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
12.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-1), Xistra, Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
13.ª-Nacional(f), V(1-2), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-2), (+3 pontos)
14.ª-Académica(c), V(3-1), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
15.ª-Sporting(f), D(2-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Rio Ave(c), E(1-1), Rui Costa, Nada a assinalar
17.ª-Boavista(f), V(0-5), Veríssimo, Beneficiados, (1-5), Sem influência no resultado
18.ª-Guimarães(f), D(1-0), Manuel Oliveira, Prejudicados, Sem influência no resultado
19.ª-Marítimo(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
20.ª-Estoril(f), V(1-3), Tiago Martins, Nada a assinalar
21.ª-Arouca(c), D(1-2), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (2-3), Impossível contabilizar
22.ª-Benfica(f), V(1-2), Soares Dias, Nada a assinalar
23.ª-Moreirense(c), V(3-2), Luís Ferreira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
24.ª-Belenenses(f), V(1-2), Capela, Nada a assinalar
25.ª-Braga(f), D(3-1), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
26.ª-União da Madeira(c), V(3-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
27.ª-Setúbal(f), V(0-1), Manuel Mota, Nada a assinalar
28.ª-Tondela(c), D(0-1), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, (1-2), Impossível contabilizar
29.ª-Paços de Ferreira(f), D(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
30.ª-Nacional(c), V(4-0), Luís Ferreira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
31.ª-Académica(f), V(1-2), Nuno Almeida, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Tondela(f), V(1-2), Xistra, Prejudicados, Beneficiados, (0-1), Sem influência no resultado
2.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Manuel Oliveira, Nada a assinalar
3.ª-Académica(f), V(1-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(c), V(1-0), Veríssimo, Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Boavista(f), E(0-0), Soares Dias, Nada a assinalar
7.ª-Guimarães(c), V(5-1), Rui Costa (Hélder Malheiro), Nada a assinalar
8.ª-Benfica(f), V(0-3), Xistra, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
9.ª-Estoril(c), V(1-0), Jorge Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
10.ª-Arouca(f), V(0-1), Cosme, Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
11.ª-Belenenses(c), V(1-0), Soares Dias, Nada a assinalar
12.ª-Marítimo(f), V(0-1), Rui Costa, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13.ª-Moreirense(c), V(3-1), Paulo Baptista, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
14.ª-União(f), D(1-0), Vasco Santos, Nada a assinalar
15.ª-Corruptos(c), V(2-0), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, (2-1), Impossível contabilizar
16.ª-Setúbal(f), V(0-6), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
17.ª-Braga(c), V(3-2), Sousa, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
18.ª-Tondela(c), E(2-2), Luís Ferreira, Nada a assinalar
19.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-3), Soares Dias, Nada a assinalar
20.ª-Académica(c), V(3-2), Cosme, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
21.ª-Rio Ave(c), E(0-0), Xistra, Beneficiados, Sem influência no resultado
22.ª-Nacional(f), V(0-4), Paixão, Beneficiados, Sem influência no resultado
23.ª-Boavista(c), V(2-0), Rui Costa, Nada a assinalar
24.ª-Guimarães(f), E(0-0), Tiago Martins, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
25.ª-Benfica(c), D(0-1), Soares Dias, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
26.ª-Estoril(f), V(1-2), Manuel Mota, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
27.ª-Arouca(c), V(5-1), Manuel Oliveira, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
28.ª-Belenenses(f), V(2-5), Tiago Martins, Beneficiados, Prejudicados, (2-5), Sem influência no resultado
29.ª-Marítimo(c), V(3-1), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-1), Sem influência no resultado
30.ª-Moreirense(f), V(0-1), Bruno Paixão, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
31.ª-União da Madeira(c), V(2-0), Rui Costa, Nada a assinalar

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Rio Acre

"Depois de ter resistido a um rio acre que nunca se vergou, o Benfica tem ainda pela frente três finais, apesar de o caminho ter ficado ontem mais desbravado.
O fim-de-semana começou com dois resultados que não se afastaram das previsões mais lógicas.
O Futebol Clube do Porto não fez uma grande exibição em Coimbra, mas justificou perfeitamente a vitória sobre a Académica. Tratava-se de uma saída difícil dos dragões, no dia em que Pinto da Costa e seus pares iniciaram uma nova caminhada de quatro anos com objectivos perfeitamente definidos, ou seja, regressar aos tempos de glória que são o orgulho do passado do clube.
A equipa de José Peseiro não chegou ao nível atingido no jogo de uma semana antes frente ao Nacional da Madeira.
Ainda assim foi possível oferecer ao Presidente a vitória que certamente desejava para este dia.
Em Alvalade, o Sporting também venceu. Um triunfo justo, construído na primeira parte frente ao União da Madeira, e mercê de uma exibição de qualidade durante pelo menos trinta minutos. Já no segundo tempo o espectáculo tornou-se menos apelativo, em consequência de um ritmo menor a que chegaram quase todos os seus jogadores.
Os jogos de Coimbra e de Alvalade não arrefeceram, por isso, a expectativa para aquele que fora considerado até ontem o jogo mais complicado para o Benfica nesta ponta final do campeonato.
E houve de facto emoção.
Emoção e dúvidas que só o golo solitário de Raúl Jimenez desfez quando o relógio marcava 73 minutos, e numa altura em que já não havia grandes indícios de que fosse possível o Rio Ave regressar à luta.
Tratou-se de mais uma vitória sofrida do Benfica, também arrancada com mérito por Rui Vitória e das substituições cirúrgicas que promoveu na equipa em momentos precisos.
Depois de ter resistido a um rio acre que nunca se vergou, o Benfica tem ainda pela frente três finais, apesar de o caminho ter ficado ontem mais desbravado.
Sexta-feira e sábado há mais. E há, sobretudo, o último clássico à nossa espera."

Estrelinha que dá trabalho

"Muito se tem falado de sorte nestas últimas semanas. Ela nem sempre cai do céu, como sabemos. É preciso procurá-la e trabalhar para a merecer. Se resumíssemos a análise do jogo do Benfica em Vila do Conde ao lance do golo de Jiménez, diríamos que a equipa encarnada teve sorte. Muita sorte. Mas ninguém pode ser redutor a esse ponto. O jogo foi muito mais do que isso e, como disse Rui Vitória, o triunfo encarnado foi justo.
Concordemos então num ponto: a sorte do Benfica é ter Jiménez. Esse mexicano super-rápido que faz lembrar o seu compatriota Speedy González. Raúl está também a ser herói mas o filme é real. Bom, não é por acaso que metade do seu passe está avaliado em 9 milhões de euros. É, afinal, o reflexo da qualidade do plantel encarnado que, nos idos tempos do início da época, foi tão desvalorizado. Acontece que, neste momento fruto das circunstâncias e da evolução/afirmação de vários jogadores, Rui Vitória ficou com opções consistentes e de muito talento. O resultado aí está.
Antes desse momento mágico de Jiménez - para Vilas Boas foi um momento 'trágico' -, o Benfica teve três oportunidades flagrantes de golo, cada uma delas protagonizada pelas pontas do seu tridente que tanto tem contribuído para o sucesso: Gaitán-Jonas-Mitroglou. A verdade é que o zero teimava e não fora o azar do capitão do Rio Ave e o 'feeling' do mexicano, o Benfica era bem capaz de ter encostado.
É a terceira vitória pela margem mínima que o Benfica conquista nos últimos três jogos (a quarta nos derradeiros cinco). Há um evidente desgaste da equipa (e há jogadores que acusam claramente esse menor fulgor- Pizzi e Gaitán são os casos mais evidentes), mas há também uma grande capacidade de sofrimento. E dessa fibra também se fazem os campeões."

'E pluribus unum', o lema deste Benfica

"O lema do Benfica será a expressão latina mais conhecida em Portugal: E pluribus unum. Há quem seja influenciado pelo lema dos históricos três mosqueteiros e traduza a expressão por «todos por um». Não é tecnicamente certa. A frase significa, apenas, «de todos, um». Terá nascido de um verso de um poema de Virgílio e adaptada ao lema norte americano que lhe deu, de facto, um significado de união.
É, afinal, o significado que as gentes do Benfica mais gostam de atribuir à legenda do seu emblema e poucas vezes esse significado se terá ajustado tão bem a uma equipa de futebol.
É possível que este Benfica não seja a equipa que melhor futebol joga em Portugal. Pode, mesmo, aceitar-se que não seja o futebol mais forte, mais dominador. Mas, esta é, indiscutivelmente, uma equipa em que todos lutam por todos. Uma equipa, onde a solidariedade e o espírito de união conseguem uma excepcional virtude competitiva.
Há quem diga que esta solidariedade nasceu, curiosamente, dos piores momentos, quando o seu treinador era atacado, desvalorizado e desconsiderado. Que terá sido nesses tempos que alguém tocou a rebate e toda a equipa se uniu como um grupo de heróis, que defende o seu castelo e a sua honra. Julgo que muitas das vitórias do Benfica neste campeonato, tal como ontem aconteceu em Vila do Conde, foram conseguidas à custa desse sentimento de união.
É evidente que a qualidade existe. Na equipa e em muitos dos seus jogadores. Poderia não chegar, não fosse a mentalidade vencedora e o espírito coletivo de um grupo que vai muito para além do onze que entra em campo. Antes se estende por bancadas invariavelmente vestidas de vermelho e que, também elas, se juntam no lema e na razão maior das vitórias."

Vítor Serpa, in A Bola

Benfica teve dia D. Sporting terá já o seu no Dragão

"Querer ser campeão nesta temporada em que o título é discutido num efervescente/empolgante sprint obriga a lutar imenso, sofrer, amiúde, ainda mais, ter ânimo à prova de bala, persistir até ao derradeiro segundo de vários jogos, aqui e além merecer boa estrelinha e... ganhar.
É tudo isso que Benfica e Sporting há largas semanas têm mostrado possuir dentro de si. Por isso, agora a três passadas da meta, mantêm cerradíssimo despique. O Benfica deu ontem grande passo para se sagrar tricampeão. Em casa de Rio Ave com muito bom nível corre para a próxima Liga Europa e foi capaz de tirar pontos ao Sporting e ao FC Porto -, o líder enfrentou, em teoria, o seu maior, e nada pequeno, grau de dificuldade nesta alucinante ponta final. Cerrou dentes, pós-intervalo obrigou o adversário a quase só defender, desgastou-o enquanto sofria num contrarrelógio, arrancou triunfo precioso.
Agora, o maior grau de dificuldade - ainda maior do que este pelo Benfica superado - passa para o Sporting: já de seguida, visitando... o FC Porto. Enquanto o líder receberá V. Guimarães que leva 11 jogos a fio sem ganhar. Êxito sportinguista no Dragão e teremos taco a taco até à passada final. Escorregadela sportinguista e muito o Benfica teria de se espalhar para não ser campeão. Creio que ontem houve dia D para o Benfica. O Sporting terá o seu no próximo sábado.
Domingo, União-Académica: dia D... para ambos. E não é que o ex-condenadíssimo Tondela, arrancou, em Setúbal, 3.ª vitória nos últimos 4 jogos - embalou no Dragão!...- e ressurge na luta por fuga ao cadafalso?!"

Santos Neves, in A Bola

PS: Aqui está ,mais um exemplo do discurso típico dos jornaleiros esverdeados!!!
Somos obrigados a ouvir e a ler desde do início da época, que o Benfica e o Sporting, estão numa guerra de palavras, quando o Babalu e os seus comparsas diariamente debitam asneiras sobre o Benfica, enquanto do lado do Benfica, além dos tweet's do João Gabriel, nada tem sido dito em público, pela Direcção... (duas situações incomparáveis...)!
Nesta crónica, tenta-se passar a ideia que o Benfica e o Sporting estão numa empolgante luta pelo título, e que para chegar à vitória final será necessário manter a atitude, saber sofrer e ter ânimo à prova de bala... mas aquilo que assistimos desde da vitória do Benfica em Alvalade, foi um autêntico passeio para os Lagartos: adversários amorfos, desfalcados... autênticos jogos treino!!! É verdade que nos primeiros dois terços do Campeonato o Sporting ganhou muitos pontos nos últimos minutos (mais do que o Benfica...), muitas vezes com apitos ou Tonéis salvadores, mas nesta parte final, isso não tem sido necessário...!!!
Por outro lado, os jogos do Benfica, têm sido 'épicos' tal a atitude guerreira de todos os nossos adversários, que fazem dos jogos contra o Benfica, a Final da Champions...!!!
Afirmar ou tentar passar a ideia, que o percurso das duas equipas tem sido idêntico, é um erro... mas como nós sabemos uma mentira contada muitas vezes, nem que seja subrepticiamente, acaba muitas vezes, por se tornar verdade...!!!

Benfiquismo (LXXXV)

A onda...

Vermelhão: mais um obstáculo ultrapassado... já só faltam 3 finais !!!

Rio Ave 0 - 1 Benfica


Mais uma final conquistada, mais 3 pontos conquistados, menos um jogo para o final... No jogo onde os Anti's tinham mais esperança numa escorregadela...
E na véspera da deslocação dos Lagartos aos Corruptos, com o Benfica a jogar antes, e assim se formos competentes, os Lagartos podem entrar no Antro da Corrupção com 5 pontos de atraso!
A estatística do jogo é avassaladora, o Benfica foi superior em tudo, mesmo assim o jogo foi muito disputado a meio-campo (sendo que o apitador, foi um dos grandes responsáveis...), mas o Benfica foi sempre muito competente a defender... O Ederson teve uma das noites mais tranquilas como titular do Benfica, mesmo com toda aquela raiva, os Vilacondenses ofensivamente pouco assustaram...
Na construção ofensiva, é que tivemos muitos problemas... Os nossos dois Alas (Pizzi e Nico) estão em baixo de forma, o próprio Renato já esteve melhor... E contra uma equipa super-motivada (é verdade que o Paços e o Arouca venceram, mas...), e contra uma equipa consciente da impunidade que o árbitro lhe concedeu, não foi nada fácil criar perigo na baliza do Cássio...
Mesmo assim, todas as oportunidades foram nossas...
Poucas na 1.ª parte, muitas à entrada da 2.ª parte... Até que aquele que promete ser o nosso talismã do título, resolveu voltar a marcar: Raul Jiménez, no sítio certo, à hora certa!!!
Isto do futebol é tudo muito bonito, mas o que conta são os golos, por isso o Jiménez merece todo o destaque... Mas lá atrás, quem deu consistência ao nosso jogo foi a tripla: Lindelof/Jardel/Fejsa para mim os melhores em campo!!!
A semana passada recordei o fatídico Benfica-Estoril, hoje tenho que recordar o Marítimo-Benfica da mesma época! Jogadores e adeptos, encararam o jogo dos Barreiros como decisivo (e era), mas depois com a Liga Europa pelo meio, acabámos por empatar com o Estoril... Hoje, foi decisivo, mas na próxima Sexta, com nova lotação esgotada na Catedral, também será decisivo... até porque, a 'força' dos Lagartos no Clássico depende muito da nossa vitória ao Vitória de Guimarães... E não são só palavras, o efeito na cabeça dos jogadores é real...!!!
Os nossos 3 adversários até ao final da época, não estão na luta pela Europa, nem estão na luta pela permanência, em condições normais, seriam jogos relativamente tranquilos, mas nós sabemos que não será assim...
E nem é necessário ter muita experiência do Tugão, para saber que assim será! Guimarães, Marítimo e Nacional, são 3 Clubes que até têm os ordenados em dia, portanto teoricamente menos susceptíveis a Malas e Malinhas, mas acreditem, cada jogo será a final da Champions para os nossos adversários... Nem que seja com promessas de contratos para a próxima época...
O controle da ansiedade no último jogo da Luz não foi fácil, nem por parte dos jogadores, nem por parte dos adeptos, o golo sofrido aos 14 segundos não ajudou... mas é importante todos os Benfiquistas, que vão marcar presença na Catedral na Sexta-feira: temos que fazer parte da solução, nunca do problema... apoiar, apoiar, apoiar... sempre! E sem transmitir pressões negativas para dentro do relvado...

domingo, 24 de abril de 2016

3.º lugar

Benfica 2 (2) - (0) 2 Pescara
Ré, Coelho (Patias, Coelho)
Num daqueles jogos, onde ninguém quer jogar, o Benfica começou mal, mas até me pareceu que as picardias dos Italianos 'acordaram' o Benfica para o jogo!!!
Conseguimos recuperar de 0-2 para a igualdade... e desta vez, tivemos a 'sorte' das penalidades! E com o Juanjo em grande, durante toda a partida... que vai conseguindo disfarçar as nossas desconcentrações defensivas.
Não é consolação nenhuma, chegar a esta fase da UEFA Futsal Cup, e não perder nenhum jogo no tempo regulamentar; também é verdade que empatámos os dois jogos, recorrendo ao 5:4 (sistema que eu por acaso, acho bastante injusto para quem está em vantagem...), mas mesmo com todas as nossas limitações, e orçamentos muito inferiores... quando se trata de jogar com o coração, não devemos nada a ninguém!

Já agora, aqueles Russos que estiveram ao nosso alcance, que nos derrotaram ontem, somente nas penalidades: acabaram por se sagrar Campeões da Europa (com um Ricardinho debilitado)!!!

Agora, temos que recuperar a concentração, e focar todas as forças nas duas competições internas que ainda temos que disputar: Taça e depois o Campeonato...

PS: Parabéns ao Ricardo Ribas pela qualificação para a Maratona Olímpica, conseguida hoje em Dusserdolf com 2h 13m 00s.
Na Canoagem a Teresa Portela, também confirmou hoje na Taça, ser a melhor Canoista Portuguesa, ficando igualmente com o passaporte carimbado para o Rio... algo que já se esperava!

Só falta uma vitória...

Benfica 92 (2) - (0) 64 Lusitânia
18-16, 24-19, 23-21, 27-8

Obrigação cumprida, mas desta vez o Lusitânia 'desligou' mais tarde...
Temos que ter mais jogadores a contribuírem com pontos, se por acaso o Cook começa a falhar Triplos, ficamos 'apertados'!!!
Agora, na Terceira vai ser mais difícil, mas é para 'fechar' a ronda no 3.º jogo...