Últimas indefectivações

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Os serviços mínimos do Benfica não atrasaram o comboio da recuperação


"Numa noite pouco inspirada, um golo de Aktürkoğlu serviu para as águias baterem (1-0) um Vitória SC que voltou a dar provas da sua qualidade. O Sporting, que tem mais um encontro realizado, já só está a dois pontos de distância

Nem num dia em que a carruagem andou mais lenta, em que ter-se-á temido, até, uma greve, o comboio deixou de partir. O Benfica de Bruno Lage vem realizando uma viagem de aproximação, de recuperação, e nem um final de tarde menos veloz ditou que a trajetória se inverteu.
Há menos de um mês, a 10 de novembro, o Benfica entrou em campo contra o FC Porto a 11 pontos do Sporting. Passados 27 dias, o Benfica está a 2 pontos do Sporting, tendo um jogo a menos. O comboio da recuperação parece quase inevitável, indiferente a estados de alma ou a visitantes incómodos.
O Vitória SC foi, durante boa parte do desafio, um problema para o Benfica. Uma equipa bem trabalhada, que entrava na Luz com a motivação de apanhar na classificação o SC Braga, seu grande rival. Mas, nesta I Liga, a tendência de perseguição é outra, aproximando os dois lados da Segunda Circular.
O 1-0 determinou o desfecho de um jogo sem balizas. O Benfica só fez um remate à baliza, o Vitória só realizou dois tiros enquadrados. Foi um duelo de insinuações e suposições, de ideias não concretizadas, um rascunho constante, nunca um texto que fosse enviado.
O golo de Kerem Aktürkoğlu — como seria a época do Benfica sem este reforço de última hora? — foi o grande momento de lucidez da partida. O embate talvez tenha sido definido pelos minutos finais, uma longa procissão de faltas e períodos mortos, um desafio que foi até ao oitavo minuto de compensação sem parecer haver, verdadeiramente, futebol a ser jogado.
Para o Benfica, pouco importou. A Luz acabou a empurrar a equipa, que vai em oito jornadas seguidas a ganhar.
Com os olímpicos Gustavo Ribeiro ou Diogo Ribeiro como convidados ilustres nas bancadas, o arranque mostrou logo que o Vitória, com 17 triunfos em 25 compromissos na época até aqui, seria um adversário complicado. Kaio César, flutando entre a direita e o centro, criou perigo logo aos 5', com um remate perto do poste direito de Trubin, antes de Barreiro evitar uma finalização de Händel aos 16'.
Apesar do bom nível do Vitória, foi o Benfica a inaugurar o marcador. Os minhotos circulavam melhor, tinham fluidez e mobilidade, mas faltou-lhes a precisão que as águias evidenciaram, marcando no primeiro remate à baliza do jogo.
Por muito que a ausência de Kökçü tenha tirado criatividade ao meio-campo, Leandro Barreiro, que não era titular pelo Benfica desde agosto, teve uma boa participação no lance do 1-0, com um apoio frontal a dar a bola a Pavlidis. Num lance rápido, o grego abriu, de primeira, na esquerda, onde Kerem Aktürkoğlu, também de forma espontânea, atirou para bater Bruno Varela. O remate foi como que um alohomora, um feitiço de abertura de portas, desbloqueando a fechadura do adversário.
O golo sofrido aos 29’ tirou algum fulgor ofensivo ao Vitória, que teve uns minutos finais do primeiro tempo de menor qualidade. Até ao descanso, foram os lisboetas a roçar o 1-0, primeiro com Aktürkoğlu, já dentro da área, a ver o bis ser salvo por Alberto Baio, e depois numa tentativa de Pavlidis que saiu ao lado.
Os bons minutos do Benfica depois do 1-0 não apagaram o panorama geral, claramente visível nos primeiros 30’ e após o intervalo: foi um fim de tarde de pouca inspiração, a pender para o frio, uma exibição que, em boa parte, consistiu em ver as trocas de bola do Vitória, em apreciar os padrões coletivos dos homens de Rui Borges, em pensar nos limites do potencial de Tomás Händel, um médio que às vezes parece aquelas pessoas que sabem melhor os caminhos que o próprio Google Maps. Cá de fora pensamos que uma rota é a mais eficiente, mas ele vê diferente, vê melhor, foge dos engarrafamentos.
No entanto, faltava à equipa de Guimarães o que faltava ao encontro no geral: perigo, oportunidades de golo. Na primeira hora do desafio, cada conjunto só realizou um remate enquadrado, um total que, quando soou o apito final, só chegava a três.
A certa altura do segundo tempo, parecia que o Vitória estava perante uma oportunidade de sair com pontos da Luz. Florentino perdeu uma bola em zona perigosa, permitindo que Nuno Santos encarasse Trubin, mas Otamendi afastou o perigo, tendo Alberto Baio, aos 77', combinado com Gustavo Silva para causar um grande susto ao público da casa.
Chegaram a ouvir-se alguns assobios, mas a Luz rapidamente percebeu que era preciso apoiar a equipa. O comboio poderia não ir a acelerar, não era um TGV, mas um inter-cidades também chega ao destino. Mesmo que sem brilho, como se viu pela falta de pontaria de Pavlidis aos 77', quando, na área, não aproveitou a assistência de Aktürkoğlu.
Depois do falhanço do grego, jogaram-se mais 20 minutos. O que acontecia nessa dupla dezena de minutos? Pouco futebol. Serviços mínimos. Mas o comboio da recuperação lá segue, quem sabe saindo da plataforma nove e três quartos, inspirado por Kerem Potter."

Cadomblé do Vata

BenfiquistadeGaia: Guimarães...

Terceiro Anel: Guimarães...

Vinte e Um - Como eu vi - Guimarães...

Visão: Guimarães...

Esteves: Guimarães...

RND - Tamos Juntos - Guimarães...

BI: Guimarães...

5 minutos: Guimarães...

domingo, 8 de dezembro de 2024

Vermelhão: 1 golo = 3 pontos!!!

Benfica 1 - 0 Guimarães


É oficial: estamos a ganhar sem dominar! É o 3.º jogo consecutivo, onde sem deslumbrar o Benfica, ganhou...

O Guimarães tem feito uma época muito boa, principalmente porque está a jogar na Europa à Quinta, e para a Liga ao Domingo ou Segunda, e tem conseguido manter a competitividade... Portanto, eu estava à espera de bastante dificuldades, até porque o Vitória gosta de ter a bola, e pressiona alto, algo que o Benfica não gosta... Contra um Barcelona ou City, os jogadores do Benfica mentalizam-se antes das partidas, que vão ter pouca bola, mas contra este tipo de equipas, é algo que não acontece.

O jogo foi praticamente jogado sem balizas, com poucas oportunidades. O Benfica até terminou com mais posse de bola, mas com pouca chegada à área! E se o Guimarães jogou bem, a melhor oportunidade foi na atrapalhação do Tino... que o Nico resolveu corajosamente!!! Se ofensivamente não conseguimos criar muito perigo, a verdade é que contra uma boa equipa, também não demos muito espaço...

O Kokçu fez falta na construção ofensiva, no passe longo, mas num jogo de combate, o Barreiro até foi importante... e sinceramente para o Bolonha, temos que ter cuidado, pois um meio-campo macio na pressão pode ser fatal...

Depois de muitas críticas (feitas por mim, também...), hoje, o Nico foi um dos melhores! Trubin também seguro, sem fazer grandes defesas...

O desgaste da Champions vai-se sentido. As equipas que estão nas competições europeias, por toda a Europa, na minha opinião têm  demonstrado dificuldades quando jogam contra equipas mais acessíveis, neste caso o Vitória também sofre do mesmo mal, e talvez por isso, o tal jogo sem balizas!


Mas neste momento o mais importante são os 3 pontos, quando os nossos rivais vão perdendo pontos inesperadamente! Humildade e cabeça fria... Sabendo que temos que melhorar! A ausência do Carreras com a AFS vai ser importante: o Beste defensivamente ainda não me convenceu!


Quarta o Bolonha, que este fim-de-semana empatou com o Juventus, fora. Sofreu o golo do empate, nos descontos! Na Champions estão no fundo da tabela, mas têm melhorado no campeonato. Com a mudança de treinador, levaram algum tempo a 'engatar' mas infelizmente, parece que estão a jogar melhor, agora que vamos jogar contra eles! Uma equipa tranquila com bola (nada ao estilo Italiano), mas com matreirice Italiana... Se a qualificação está próxima, não está garantida, uma vitória na Quarta é importantíssimo, mas o empate até pode dar a 'qualificação'!!!

Dezena...

Benfica 10 - 0 Sanjoanense

Goleada em bom tempo... Marcámos cedo e cedo resolvemos, numa partida marcada pela expulsão do Gugiel no 2.º tempo...
O Arthur continua lesionado.

Nova derrota...


Bochum 15 - 10 Benfica
4-3, 4-1, 4-0, 3-6


Diferença demasiado grande. Recordo que na 1.ª ronda derrotámos uma equipa Alemã de nível parecido!!!
Com este resultado a qualificação fica impossível...

Triplos decisivos...


Ovarense 77 - 98 Benfica
17-23, 21-29, 20-22, 19-24


Mesmo sem o Stone (outra vez), vencemos bem, com mais um jogo consistente...

Regresso às vitória rápidas!!!


Benfica 3 - 0 Sp. Espinho
25-21, 25-23, 25-13


Dois Set's apertados, e o 3.º descansado...
Ainda sem o Alejandro...

Péssimo...


Benfica 0 - 5 Leiria


Horrível mesmo... tudo a correr mal! Com uma entrada a dormir, e sem nunca acordar!!!

Se ofensivamente a equipa não tem sido espectacular, defensivamente temos sido consistentes, mas hoje foi péssimo!
Dito isto, a ausência do Rego tem sido importante...

Derrota na Tapada!!!


Mafra 1 - 0 Benfica


Se no último jogo fomos eficazes, hoje aconteceu o inverso.... Algumas alterações no 11, mas mesmo assim devíamos ter ganho... e vamos para a última jornada da 1.ª fase, sem nada decidido: o jogo com o Estrela vai ser uma Final!

Todos Contam!

Cartoloucos: Jonas...

Terceiro Anel: Diário...

Águia: Diário...

Terceiro Anel: Bar do Cosme #22 - 3.ª AG de Revisão de Estatutos...

Dúvida legítima no Benfica


"Saída de Marcos Leonardo e fraco rendimento de Arthur Cabral prolongaram a titularidade de Pavlidis, mas agora, mais do que nunca, o ex-Fiorentina justifica o benéfico debate

Seis golos e duas assistências em 18 jogos não são números particularmente entusiasmantes para o ponta de lança titular de uma equipa com a dimensão do Benfica. Daí que Vangelis Pavlidis não seja ainda figura consensual — se é que isso existe, em absoluto — junto do Terceiro Anel, até pelo contrapeso dos 18 milhões de euros (mais dois em bónus) do acordo com o AZ Alkmaar para a mudança do internacional grego para a Luz.
As boas campanhas na Liga neerlandesa até tiveram sequência na pré-época, com sete golos em seis jogos, mas Pavlidis não conseguiu manter a cadência, ainda que tenha conservado sempre o estatuto de primeira opção, mesmo após a troca de Roger Schmidt por Bruno Lage. Pela mesma altura os milhões sauditas levavam a principal alternativa, o brasileiro Marcos Leonardo, que tanto jeito tem dado a Jorge Jesus, com sete golos em 15 jogos pelo Al Hilal.
Talvez esta transferência tenha prolongado a titularidade de Pavlidis no Benfica. Lage elogiou sempre o trabalho do grego, que em muitos jogos, é verdade, passou a impressão de que só faltava mesmo o golo para cimentar a influência. Mas se o efeito da chicotada psicológica ainda deixou a sensação de que Pavlidis estava futebolisticamente mais próximo dos colegas (ou vice-versa), isso não foi substanciado em números. Depois de três golos e uma assistência no espaço de quatro dias, entre o final de outubro e o início de novembro, o ex-AZ só voltou a marcar no Mónaco, mas aí também Arthur Cabral e Zeki Amdouni festejaram.
O internacional suíço, que tem um terço do tempo de utilização de Pavlidis, fez no principado o quarto golo pelo Benfica, tal como o brasileiro, que não tem muitos mais minutos em campo do que o ex-Burnley. Sem desvalorizar a capacidade finalizadora que revela, a mobilidade e irreverência de Amdouni remetem mais para o perfil de segundo avançado, ou porventura camuflado naquele papel que Akturkoglu tem feito. No caso de Arthur Cabral a química com a baliza nem sempre é evidente, mas se, a dada altura, a titularidade de Pavlidis também esteve sustentada no rendimento moderado do antigo jogador do ex-Fiorentina, agora este tem feito por justificar o debate em torno da titularidade.
A dúvida é tão legítima quanto benéfica para Lage, ainda que a comparação tenha fasquia baixa: Pavlidis e Arthur Cabral têm estado aquém do seu próprio histórico, quanto mais da história de goleadores do Benfica."

Todos contam


"Está definido o calendário do Mundial de Clubes, e o Benfica recebe o Vitória SC (18h00) em mais uma jornada do Campeonato Nacional. Este são os temas em destaque na BNews.

1. Campeonato do Mundo de Clubes
Já são conhecidos o calendário e os palcos das partidas do Benfica: Boca Juniors (Miami, 16 de junho, 18h00 locais); Auckland City (Orlando, 20 de junho, 12h00 locais); Bayern Munique (Charlotte, 24 de junho, 15h00 locais).
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta: "O mais importante neste momento é podermos fazer parte desta história, e nós estamos muito orgulhosos."

2. Unidos para ganhar
O treinador do Benfica, Bruno Lage, refere a "semana de treinos muito boa" e perspetiva a partida com o Vitória SC: "Estamos confiantes que a equipa se apresente no seu melhor, em particular por estarmos a jogar em casa e contando com o apoio dos nossos adeptos. Pelas informações que tenho, o estádio estará cheio, com os nossos adeptos a apoiar a equipa, para que consiga fazer mais uma boa exibição e vencer o jogo."

3. Distinção
Di María eleito Melhor Jogador de outubro/novembro da Liga Betclic na votação promovida pelo Sindicato dos Jogadores. Aktürkoğlu foi o segundo mais votado.

4. Grande entrevista
Manuel de Brito, vice-presidente com o pelouro da sustentabilidade, em grande entrevista no âmbito dos 120 anos do clube: "Os Benfiquistas podem estar orgulhosos da sua dimensão humana e do seu papel na sociedade."

5. Resultados
No hóquei em patins, a equipa masculina venceu, por 3-6, na deslocação ao Trissino a contar para a fase de grupos da WSE Champions League. A equipa feminina ganhou, por 12-2, frente à APAC Tojal. No polo aquático no feminino, derrota, por 12-10, ante o Mladost na 1.ª jornada da 2.ª ronda de apuramento da LEN Challenger Cup Women.
Nesta manhã, os Sub-15 de futebol receberam o Marítimo e venceram por 4-1.

6. Outros jogos do dia
A equipa B recebe a União de Leiria às 14h00. Os Sub-23 jogam em Mafra às 15h00. Os Sub-19 visitam o Tondela às 15h00. À mesma hora, o Benfica joga em basquetebol no reduto da Ovarense; em voleibol, é anfitrião do SC Espinho; e, em râguebi, visita o Direito. Às 19h00, a equipa feminina de polo aquático defronta o Blau-Weiss Bochum na Sérvia. Às 20h00 há futsal na Luz ante o Dínamo Sanjoanense.

7. "Guess the city"
Um desafio colocado às futebolistas Chandra Davidson e Marie Alidou.

8. Convocatórias das seleções jovens
São 7 os futebolistas integrados na mais recente convocatória da Seleção Nacional Sub-15. No feminino, o Benfica está representado por 6 jogadoras na Seleção Nacional Sub-16 e 5 na Seleção Nacional Sub-15.

9. Parabéns, João Alves
Por ocasião do 72.º aniversário de vida, João Alves foi entrevistado pela BTV.

10. 17.ª Corrida Benfica António Leitão
Estão abertas as inscrições para a próxima edição da Corrida Benfica António Leitão, agendada para os dias 22 e 23 de março de 2025."

É emocionante ver as certezas absolutas, sobretudo quando mudam em 15 dias


"Por mais que viva, não cesso de espantar-me com a capacidade humana — especialmente aguçada em Portugal e sobretudo no futebol — de tudo poder passar do 8 ao 80 ou do 80 ao 8 em menos de um fósforo, com uma intensidade de certezas absolutas que chega a ser emocionante.
Há duas semanas o Sporting podia reservar o Marquês, Vítor Bruno não tinha condições para treinar o FC Porto, Bruno Lage recuperava ainda de derrota «fatal» com o Feyenoord.
O FC Porto pode colar-se já à liderança, o Benfica pode assumi-la se ganhar o jogo em atraso (e os outros, claro), o Sporting parece destinado às ruas da amargura como se perder dois jogos de Liga fosse o fim do Mundo. Que dia é hoje?

De chorar por mais
Do 8 ao 80 tem vindo a Seleção Nacional feminina. Terceiro Europeu consecutivo é obra. Parabéns! Portugal celebra com os (audíveis) adeptos presentes no estádio na Chéquia

No ponto
Chico Conceição baixa pouco dos 80. Melhor da Juventus em novembro, prepara-se para a mudança definitiva.

Insosso
Já houve outras denúncias que resultaram em nada, mas é inquietante ver clubes investigados por causa de apostas.

Incomestível
Habituados a altas velocidades, bem abaixo do 8 andam Max Verstappen e George Russell, com aquele lamentável bate-boca."

Angola: o milagre de Pedro


"Angola é um país apaixonado pelo futebol. Com adeptos fervorosos dos seus principais clubes, mas também muito atentos ao que se passa no mundo, facilmente aderindo ao chamamento de grandes estrelas do jogo ou de campeonatos mediáticos e competitivos. É, em suma, um país que vive com paixão o jogo centenário, e que, em 2010, pôde comprovar a qualidade dos seus quadros na organização da maior competição continental para seleções.
De facto, o Campeonato Africano das Nações (CAN) sediada em quatro cidades angolanas foi, há 14 anos, a prova evidente de que, também no cotejo continental, o país podia dar cartas e transformar sonhos em realidades. Aliás, três anos depois, a realização na Camama do Mundial de hóquei em patins, embora com dimensões estruturais e enquadramento financeiro distinto, voltou a mostrar a capacidade angolana para se apresentar ao mundo.
Mas a magia do desporto, e do futebol em particular, reside nas mudanças, nos estímulos e na capacidade de engajamento que os protagonistas consigam transportar para os adeptos. É a velha dicotomia sem solução, segundo a qual ainda ninguém descobriu se são os adeptos a puxar pela equipa, ou esta a puxar por eles…
E, neste particular, o divórcio entre os Palancas Negras e a sua base de apoio foi evidente durante alguns anos, fosse porque os resultados não corresponderiam aos anseios da nação angolana do futebol, ou porque os decorrentes problemas sociais do país e as convulsões naturalmente daí advindas não permitiam um olhar mais atento para o trabalho que, de sapa, estava a ser feito.
Em janeiro e fevereiro deste ano, a prestação do combinado angolano no CAN-2023, realizado na Costa do Marfim, com a qualidade de jogo exibida, com o comprometimento de todos os envolvidos, com a competitividade continental a níveis muito elevados, despertou de novo o povo, fez sorrir as bancadas e reuniu a seleção com o país, numa comunhão só possível quando o estímulo é grande e o prazer é correspondente.
Pedro Gonçalves é o selecionador nacional de Angola, chegando ao topo da pirâmide após um tirocínio de qualidade nas camadas de formação. É, de resto, esse predicado que lhe garante legitimidade e conhecimento.
A legitimidade necessária perante jogadores e estrutura para liderar naturalmente, sem sequer ter de chefiar o que quer que seja. A tal velha e fundamental diferença entre liderança e chefia, que tão significativa se torna, sobretudo quando os chefes são impostos e os líderes são naturais.
E o conhecimento profundo dos meandros do desenvolvimento do futebol angolano, dos seus planos de formação e do acompanhamento da evolução de jogadores que lhe passaram pelas mãos ainda muito jovens, acrescentando espírito de seleção e capacidade de competição.
O trabalho do selecionador de Angola não tem sido fácil. Não abundam as condições em todos os momentos, a organização interna também não estimula e, por vezes, o ego desta ou daquela pseudo-vedeta tende a sobressair e a sobrepor-se ao essencial interesse do coletivo, regra indestrutível do sucesso do trabalho de equipa e em equipa.
Isso ainda mais valoriza o que Pedro Gonçalves está, paulatinamente, a conseguir na Federação Angolana de Futebol (FAF), que agora conta com um novo presidente, responsável, experiente, empenhado e com visão. De facto, a eleição de Alves Simões para a liderança da FAF é não apenas uma excelente notícia para o futebol angolano e para o seu futuro de médio-longo prazo, como a garantia de que o selecionador terá exponenciadas as condições de que necessita para um ano de 2025 extremamente desafiante, faltando ainda seis jogos na muito difícil qualificação africana para o Mundial-2026 e culminando com a fase final do CAN-2025, em Marrocos.
O grande desafio do futebol em Angola passa pela (re)estruturação do edifício federativo, conduzindo à sua progressiva e fundamental profissionalização, mas também pela criação de condições que promovam uma efetiva despistagem de talentos a nível provincial, pela organização de um conjunto de regulamentações tendentes à musculatura financeira das competições e, claro, pela promoção de um Girabola com condições equitativas de disputa, com um desenho atrativo e com a convicção de projeção da imagem internacional do futebol, das seleções e dos clubes angolanos.
Pedro Gonçalves parece-me ser peça determinante neste processo global de revitalização do futebol no país. Pela sua muito significativa experiência no terreno, pelos valores que defende, da formação até ao profissionalismo, pelo equilíbrio, bom senso e resiliência que tem revelado ao longo dos anos, e particularmente nos processos de qualificação e disputa do CAN marfinense, de qualificação (imaculada e inédita) para o CAN-2025, e de criação de uma bolha profissional em redor dos Palancas Negras, com regras para cumprir e orgulho para sentir, que fizeram com que o povo do futebol, em Angola, voltasse a acreditar na sua seleção, e se revisse no envolvimento e na ligação emocional que são, também, determinantes para o sucesso.
Se agora estão criadas condições para que a seleção rubro-negra siga um caminho sustentado e sem sobressaltos, não é menos verdade que dois nomes emergem. O de Alves Simões, como garante de um suporte estratégico experiente e sem aventureirismos nem populismos bacocos. E o de Pedro Gonçalves, o homem que já conseguiu o milagre da união, provando que persistência rima com competência.

Cartão branco
Já há muito tempo que não restam dúvidas em relação à imensa competência e capacidade de adaptação dos treinadores portugueses de futebol pelo mundo. A história feliz de Artur Jorge no Botafogo, sendo mais uma prova disso, demonstra a garra e a vontade de vencer aliada a um clube que quase bateu no chão e agora toca o céu. Ganhar a Libertadores, afinal, não foi «caso único», como Jorge Jesus fez crer. Abel Ferreira já o conseguiu por duas vezes, e Artur Jorge inscreve o seu nome na história este ano. E ainda mais: o título do Brasileirão é amanhã decidido entre Artur e Abel, entre Botafogo e Palmeiras. Que mais e melhor se poderia desejar?…

Cartão amarelo
João Pereira teve muito azar. A sua expressão «erro de casting» vai acompanhá-lo, se não até ao final da carreira, pelo menos enquanto for treinador do Sporting. A herança era (e é) pesadíssima, em face do legado de Ruben Amorim, seja pelos resultados, seja pelo carisma muito particular do agora treinador do Manchester United. O risco da promoção de Pereira foi imenso, e Frederico Varandas saberá arcar com as respetivas responsabilidades. Mas o arranque de João Pereira, do ponto de vista competitivo e exibicional… é péssimo. As hostes do (ainda) líder começam a perceber que, afinal, pode mesmo ter havido «erro de casting»…"

E o Vasco da Gama?


"Que o Brasil domina a Taça dos Libertadores desde há uns anos, já se sabe: desde que se instituiu a modalidade da final em jogo único, só deu Brasil, seis vitórias em seis edições, quatro delas apenas entre clubes do maior dos países sul-americanos.
Mas nas últimas três Libertadores outro padrão se estabeleceu: o Rio de Janeiro, terceira maior cidade da América do Sul, com 12 milhões de habitantes na área metropolitana, só atrás de Buenos Aires, 13 milhões, e da líder São Paulo, 21, levou todas para casa.
Primeiro o Flamengo, campeão em 2022, com golo de Gabigol, que já havia marcado os dois golos da final de 2019, depois o Fluminense, em 2023, com golos de Cano e John Kennedy, e agora o Botafogo, com golos de Luiz Henrique, Alex Telles, de penálti, e Júnior Santos.
Além da torcida do Fla, que tem acumulado outros títulos graças à gestão consciente do presidente Eduardo Bandeira de Mello que permitiu ao sucessor Rodolfo Landim investir pesadamente, e a do Botafogo, sob uma chuva de dólares de John Textor, também a do Flu, beneficiando-se de uma aposta ganha, mas aparentemente circunstancial, em jogadores veteranos, estão felizes.
Falta a segunda maior torcida do Rio, atrás só da do mengão, e quinta do Brasil, atrás também do trio de ferro paulistano composto por Corinthians, São Paulo e Palmeiras, festejar: a do Vasco da Gama, o popular Vascão, clube fundado pela imensa colónia portuguesa na Cidade Maravilhosa.
Em São Januário, ao contrário do que sucede com os rivais, não tem havido nem títulos, nem investimento. Nem, mais grave ainda, esperança.
Aliás, até houve mas logo se esfumou: a 777 Partners prometeu mudar o patamar do Vasco mas saiu pela porta pequena do clube cruzmaltino e da indústria do futebol em geral, deixando Pedrinho, ex-atleta vascaíno, com a batata quente da gestão da SAD (ou SAF, no Brasil) até à chegada de outro investidor.
Pois ele parece que chegou: é o bem conhecido dos portugueses, dos ingleses e dos gregos, claro, Evangelos Marinakis, que já disse à Sky Sport, como foi noticiado na última semana, estar a tentar juntar o Vasco ao Olympiakos, ao Nottingham Forest e ao Rio Ave na sua carteira de clubes, com a ajuda técnica de Edu Gaspar, ex-diretor do Arsenal e da seleção brasileira.
Títulos? Não se sabe se o Vasco vai ganhar. Investimento? Para já, claro, nem um euro, um dólar ou um real chegaram a São Januário. Mas a esperança, que é a última a morrer, está a caminho do gigante da colina."

sábado, 7 de dezembro de 2024

Antevisão...

BI: Antevisão - Guimarães...

Por pouco...

Mladost 12 - 10 Benfica
3-3, 1-0, 5-3, 3-4

Estreia da 2.ª ronda da LEN Challenge Cup, com um derrota, num jogo muito equilibrado...
Sábado, jogamos com as Alemãs do Bochun que também perderam na 1.ª jornada.

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Águia: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Sporting. Equipa deixou de saber jogar?

Observador: Três Toques - China perde o Óscar

Observador: A força da técnica e a técnica da força - “Moreirense ganhou e ganhou bem”

PortugueseSoccer Com #251 - Liga Match Day 13; Sporting Struggles Post-Amorim; Moreirense & Tondela Thriving

Económico: "No futebol português, tomam-se decisões de milhões com base no feeling", crítica CEO da Goalpoint

Pre-Bet Show #93 - Melhor XI Dos Dragões 🐉

Rabona: FIFA Club World Cup...

Efeito borboleta!!!

🎯 Dalot falha um golo cantado 🎯 Man. United despede treinador 🎯 Man. United vai buscar R. Amorim 🎯 Campeonato português dá cambalhota Este lance alterou a trajetória do campeonato português 2024/25 Este efeito borboleta é que merecia um filme! Extraordinário 🤯

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— O Fura-Redes (@ofuraredes.bsky.social) December 6, 2024 at 7:40 PM

Adversários...

O maior cagalo de todos!!!

Hoje não há capa Record a condicionar os árbitros do Sporting.

Na escolha do treinador ou do árbitro?

Coação em dia de jogo

O Ruído da Comunicação Social e a Passividade do Benfica


"Nos últimos dias, a comunicação social (CS), especialmente o jornal Record, tem promovido uma verdadeira campanha a favor do eterno rival do Benfica, o Sporting. Esta tendência, que não é nova, preocupa-me profundamente enquanto sócio e adepto do Benfica, e levanta questões sobre a isenção de quem deveria informar, não influenciar.
Enquanto Benfiquista, isso preocupa-me, mas não me surpreende. Já havia sinais claros de parcialidade por parte da CS, especialmente nas conferências de imprensa, onde o então treinador do Sporting, Rúben Amorim, era "endeusado". Esta adulação era frequentemente justificada pela sua capacidade de comunicação e empatia com os jornalistas, criando uma aura de intocabilidade em torno do técnico. Agora, com as capas desta semana libertam-se de qualquer pretensão de isenção ou imparcialidade.
Desde o jogo entre o Sporting e o Santa Clara, no passado sábado, as manchetes do Record ilustram essa parcialidade: em três das últimas cinco capas, o árbitro da partida foi o protagonista. Ofuscou-se a exibição pálida do Sporting e a estreia do novo treinador na Liga. Pelo contrário, os erros de arbitragem assumiram o papel central, desviando a atenção do jogo em si. Um jogo que mostrou um Sporting muito menos acutilante e criativo em termos ofensivos, em comparação com a equipa dos últimos anos. Recorde-se que o Sporting não perdia para a Liga há praticamente um ano, não perdia em casa desde fevereiro de 2023 e não terminava um jogo sem marcar desde abril desse mesmo ano. O que deveria ser tema de análise crítica foi, no entanto, estrategicamente desviado.
Esta postura contrasta fortemente com o tratamento dado ao Benfica em situações semelhantes. Quando o nosso clube foi prejudicado por decisões arbitrais, raramente se viu este nível de destaque mediático. Quem não se lembra da final da Liga Europa de 2013/14, marcada por decisões claras contra o Benfica? Na altura, a narrativa dominante não foi sobre os erros de arbitragem, mas sim sobre uma tal “Maldição”. Ou quem se lembra da capa pós Casa Pia-Sporting da época passada, em que o Sporting venceu com um erro grave e objetivo do VAR, num lance de fora de jogo? Dois pesos, duas medidas.
É legítimo questionar: porque é que agora, perante a arbitragem do Sporting-Santa Clara, a CS decide amplificar tanto o tema? A resposta parece óbvia: uma campanha para proteger e enaltecer o rival. Esta parcialidade mina a credibilidade dos meios de comunicação, que deveriam ser imparciais e não ceder a favoritismos. Admito que fosse assinalado penalty em qualquer das duas situações que o Sporting se queixa. Mas deixo no ar uma questão: num jogo internacional, com o critério de intervenção do VAR em competições europeias, a decisão no lance sobre Catamo seria revertida? A resposta parece clara.
Preocupa-me ainda a apatia dos responsáveis do Benfica face a esta situação. É incompreensível que o clube não tome uma posição firme perante estas evidências. Enquanto adeptos, fazemos a nossa parte, usando as plataformas disponíveis para expor e criticar estas práticas. Porém, o clube, com toda a sua estrutura, parece limitar-se a tímidas newsletters. Isso é insuficiente e frustrante para quem espera mais de uma instituição com a grandeza do Benfica.
Enquanto discutimos os problemas internos, não podemos descurar o que acontece à nossa volta. Ignorar estas campanhas da CS é permitir que continuem a ganhar força. Não se trata apenas de defender o Benfica, mas de exigir transparência e justiça no futebol português. Agora que o desabafo está feito, todos juntos: ganhar ao Vitória!"

Confiem...


"Depois de uma importante vitória a meio da semana, que abre boas perspetivas para, pelo menos, o play-off da Champions, o Benfica regressava ao campeonato com um sempre difícil jogo em Arouca e depois do “tropeção” do Sporting. Era, assim, imperativo continuar a senda vitoriosa, independentemente da “nota artística”, e, sem o brilho da melhor versão do Benfica de Lage, mas com uma equipa que soube “viver com isso”, com menos inspiração e mais transpiração, arrancou uma vitória que era essencial e sem grande sofrimento, diga-se. Na verdade, consistência, mais do que arte, era o que se pedia nesta semana e Lage foi mestre a geri-la, pois, tal como no Mónaco, com as entradas de Arthur Cabral e Amdouni, a dupla substituição de Beste e Barreiro para os lugares do desgastado par turco resultou em pleno e arrastou o Benfica para os 10 minutos da sua melhor versão com que resolveu o jogo de Arouca. Poderá não ser o que “enche mais o olho”, mas, neste mês de dezembro, com sete jogos, o que mais interessará será a capacidade para ganhá-los, com mais ou menos dificuldades, maior ou menor folga, mas com a consistência que normalmente acompanha os campeões. Os próximos cinco jogos serão muito importantes para o resto da época e para chegarmos ao último jogo do ano capazes de discutir a liderança no campeonato e bem encaminhados na Champions, serão necessários tanto a arte que Lage demonstrou no banco como o suor que os jogadores deixaram em Arouca, mesmo, ou sobretudo, quando as coisas não lhes correrem bem. Como dizia Lage na roda final do Mónaco, confiem."

Sporting: uma chicotada psicológica ao contrário


"As famosas 'chicotadas psicológicas' também funcionam em sentido inverso. Saída de Amorim, mais coincidência menos coincidência, deu até agora péssimos resultados

João Pereira destacou-se como futebolista internacional atuando a defesa direito, e por isso efetuou centenas (milhares?) de lançamentos de linha lateral. Não consta, pelo menos nas memórias imediatas, que alguma vez tenha oferecido um golo ao adversário da forma como Geny Catamo o fez nesta quinta-feira em Moreira de Cónegos.
Geny Catamo é um jovem altamente promissor que já resolveu dérbis importantíssimos para o Sporting, marcou em clássicos, conquistou merecidamente o carinho dos adeptos leoninos e tem ganho o seu espaço na seleção de Moçambique.
Nem João Pereira nem Catamo saberão explicar o que está a acontecer ao Sporting desde a saída de Ruben Amorim. E certamente nenhum deles, como os outros jogadores e restantes elementos da estrutura, gostaria de estar a viver uma fase assim.
A verdade é que o Sporting não perdia três jogos consecutivos há cinco anos e acaba de colocar à disposição dos rivais a Liga 2024/2025, quando há um mês era quase unânime a ideia de que só uma hecatombe impediria o bicampeonato leonino.
Pois a hecatombe aconteceu. Veio fora dos planos e em tempo desadequado, isto visto pela perspetiva do Sporting, claro. Mas, se pensarmos bem, podemos estar perante a história circular dos incêndios do verão e das cheias no inverno: todos sabem que vão acontecer, mas pouco se faz para prevenir os respetivos danos.
Frederico Varandas está, neste momento, na maior prova de fogo da presidência. Garantiu que João Pereira era a solução pensada para o futuro a partir da próxima época, quando Amorim ia finalmente voar. Voou antes do tempo e fica uma espécie de orfandade em todo o universo do futebol do Sporting.
Frederico Varandas não efetua lançamentos de linha lateral, não defende bolas nem chuta à baliza. João Pereira já o fez, mas agora só se for nos treinos.
Cabe também aos jogadores, nesta fase difícil, responder presente. E o que se viu nos últimos jogos é que uns estão e outros nem por isso.
Pode haver inúmeras eventuais razões do foro psicológico para esta quebra, mas se a maior parte delas for motivada por um compromisso com o anterior treinador e não exatamente com o clube, então algo está mal no reino do leão.
É muito cedo para tirar conclusões, mas se o Sporting pujante dos últimos anos, capaz de se recolocar no topo, era afinal um projeto de Amorim e Hugo Viana, isso é preocupante."

A fábrica de chocolate verde


"Frederico “Willy Wonka” Varandas convenceu-se de ser detentor da fórmula secreta do treinador-chocolate, cujos sabor único e formas originais deliciavam os degustadores de futebol a cada volta ao Sol: “levanta-te e treina” seria o mote para o eterno sucesso desenvolvido e guardado na Academia como receita de doce conventual de lamber os beiços.
A doçaria de Alcochete estava para milhões de sportinguistas inocentes e apaixonados como a fábrica de chocolate de Gene Wilder para todas as crianças do mundo: os jogos que nunca se perdem eram uma espécie de sorvetes que nunca derretiam, gerando jogadas e golos tão admiráveis e saborosos como os ovos de Páscoa ganhavam asas nos pés de Gyökeres, espécie de galifão dos ovos de ouro. Da inveja pelo sucesso alheio terá nascido, porém, uma espionagem industrial com o objetivo de intoxicar o produto, introduzindo grãos de sal no meio da saca das sementes de cacau - chocolateiros invejosos do outro lado da Segunda Circular, quase de certeza.
Foi assim que um tal João Pereira, o herdeiro escolhido através do bilhete dourado escondido como brinde nos Rebuçados Alvalade, que se separou do Benfica tal como o “Charlie Bucket” original se separou da família para assumir a direção da fábrica de Willy Wonka, acabou por tresler o livro de receitas do bom-bom Amorim e pôs a máquina dos Doces Warandas a produzir pastéis intragáveis, conduzindo-a à ruína e à falência.
Mas sabemos que a história não acaba aqui e que ainda falta o renascimento através do labor persistente dos oompa-loompas, grudados no sabor do cacau, quais oompa-leõões viciados no gosto das vitórias, que também hão de recuperar a receita secreta e produzir novas fantasias e delícias futebolísticas de chocolate verde e branco.
Quaisquer semelhanças entre Willy Wonka e Frederico Varandas são pura imaginação, mas às vezes, a ficção antecipa a realidade. Mas, atenção, só às vezes."

História Agora


Esclarecimento


"Face ao teor do comunicado do Bitonto C5, clube organizador da Futsal Women's European Champions, o Sport Lisboa e Benfica reitera que a data do torneio foi fechada sem nunca o Benfica ter sido contactado.
Sublinhamos, uma vez mais, que a imagem da modalidade fica manchada em termos internacionais com a ausência do Benfica na competição e lamentamos a leviandade com que o assunto foi conduzido por parte do clube italiano.
O Sport Lisboa e Benfica tudo fará junto da UEFA para oficializar a prova, conferindo-lhe o profissionalismo e o rigor que merece."

O duplo milagre de Artur Jorge


"Português evitou duas vezes a implosão do Botafogo, a primeira na visita ao Palmeiras, que pode valer o primeiro título em 29 anos, e na final da Libertadores, ao ficar reduzido a 10 jogadores

Artur Jorge está a pequeno passo de assinar uma época de sonho no Botafogo. Já o seria só com a brilhante conquista da Libertadores, mais ainda se a fechar com a retumbante vitória no Brasileirão. Basta-lhe um ponto apenas na derradeira jornada para matar mais um borrego, este de 29 longos anos.
As probabilidades apresentam-se finalmente a seu favor, sobretudo desde a rotura aparentemente definitiva com um passado ainda fresco de uma desilusão monumental. Do ponto de vista daqueles que carregam a Estrela Solitária, terá mesmo valido a pena sofrer tanto.
O português arriscou forte quando deixou um SC Braga ainda incapaz de poder ou querer dar a qualquer técnico um plantel de campeão nacional, algo que o norte-americano John Textor ainda conseguiu no Brasil com o Botafogo, ao contrário da Europa, onde está a ser altamente criticado. Artur Jorge, reconheça-se então, teve ao seu dispor o melhor plantel do país.
«Artur Jorge terá sido mais gestor, psicólogo e estratega do que verdadeiramente treinador numa temporada tremendamente exigente e feita à dimensão de um continente, tal a dimensão do país.»
Sabe-se, no entanto, que no futebol tal nunca é suficiente, mais ainda numa equipa com o trauma ainda entranhado nas bancadas do Nilton Santos e que começou a ganhar forma desde a saída de Luís Castro para a Arábia Saudita, atropelando posteriormente Bruno Lage, Lúcio Flávio e Tiago Nunes. Com a saída do agora de novo treinador do Benfica, alguns jogadores, «habituados a comer simplesmente feijão com arroz» ainda vieram a público elogiar a simplificação do jogo da equipa, porém nem isso os ajudou, já que seriam, pouco depois, ultrapassados por um Palmeiras liderado finalmente pelo miúdo Endrick.
O conjunto de Abel Ferreira manteve o registo mais europeu, assente na organização e coesão das principais unidades, e nos rasgos individuais ainda e sempre de Raphael Veiga. Contudo, não foi capaz de subscrever as atualizações necessárias ao modelo no mercado, que se revelou novamente pouco produtivo, depois de uma ou outra incursão no passado. A chama surgiu, mais uma vez, da sua extraordinária formação, através de Estêvão Willian. Não era preciso prová-lo, porém foi precisamente o extremo de 17 anos, ao 90.º minuto da partida de Belo Horizonte, a converter um tremendo livre direto que evitou desde logo os festejos no Rio de Janeiro (e em Porto Alegre, onde o rival jogava a essa hora).
Se recuarmos alguns meses, reconhecemos que as vitórias sempre surgiram de forma mais natural para os do Rio do que para os paulistas, que mostravam resiliência, mas pouca criatividade na hora da assaltar as balizas contrárias, até que novo ciclo negativo promoveu a ultrapassagem do Palmeiras, que ficou líder antes de receber o principal oponente ao tri.
A julgar pelo ano anterior, mesmo com um outro 11 e um técnico esfomeado pelo primeiro título de campeão, poucos esperariam algo que não fosse nova machadada nas ambições alvinegras a três jornadas do fim. Se até ao primeiro golo, de Gregore, o Verdão ainda deu mostras de poder concretizar a ameaça, depois desse canto estudado só praticamente deu Botafogo. Artur Jorge conseguiu, nesse momento, inverter a quebra, acabar com maldições e maus-olhados. Teve contornos de milagre e fê-lo a apenas quatro dias da final da Libertadores. O triunfo no Allianz, com uma exibição controladora e inequívoca, sem qualquer mácula, serviu como âncora para o que faltava. Tornou-se o pai da festa em Buenos Aires, onde mais uma vez se excederam expetativas, sobretudo depois da expulsão do ex-herói Gregore aos 2 minutos.
«No Botafogo, já não será preciso sair de madrugada para encontrar Vénus, a estrela solitária dos remadores. É muito provável que nos próximos tempos se veja mesmo por todo o lado e a qualquer hora do dia.»
O que parecia muito difícil para qualquer outra equipa – ainda mais pelo cansaço de ter jogado partida decisiva escassos dias antes – voltou a assumir-se como narrativa épica com um primeiro golo aos 35 minutos, o segundo em cima do intervalo e o 3-1 final. Carimbava-se assim a primeira Libertadores da história do Botafogo e da carreira de Artur Jorge, que terá sido mais gestor, psicólogo e estratega do que verdadeiramente treinador numa temporada tremendamente exigente e feita à dimensão de um continente, tal a dimensão do país.
O Palmeiras ainda pode conquistar o troféu, porém, depois dos últimos encontros, já pouco tem a seu favor. Apenas a fé. Seja Artur Jorge ou Abel Ferreira, o título será novamente conquistado por um treinador português. E se somarmos o Brasileirão à Libertadores, dos últimos 12 troféus apenas três escaparam a mãos lusas: o campeonato de 2021, ganho pelo Atl. Mineiro de Cuca, e duas edições da principal prova da CONMEBOL garantidas em 2022 e 23, respetivamente pelo Flamengo de Dorival e pelo Fluminense de Fernando Diniz. É obra!
Jorge Jesus, com três canecos à sua conta, falhou rotundamente a profecia. Não é assim tão difícil que um técnico português seja bem-sucedido no Brasil e a representar o mesmo Brasil nas provas continentais. Não se trata de especulação, são os próprios factos que o sublinham. Não só pela língua, mas ainda pela adaptabilidade a cenários menos ortodoxos e pela facilidade no encontrar de soluções, este tem tudo para continuar a ser bem-sucedido para lá do Atlântico. Será sempre necessário, porém, apostar no cavalo certo e ajustar a uma realidade em que se passa mais tempo a viajar do que em casa ou a treinar.
Temo que depois de várias ameaças, seja desta que Abel encontre o fim da estrada em São Paulo. O desgaste tem de ser brutal – não veremos mais do que uma parte –, sobretudo depois de nos últimos dois anos não se ter reconhecido grande evolução na equipa, fruto de fracassos inesperados no mercado, renovação insuficiente e perda de qualidade. Vejo a paragem como boa opção para Abel recuperar energias, mesmo que isso o afaste do clube que o considera (com justiça) o melhor treinador da sua história. Enfim, ganhou importância tal que a decisão será sempre sua e respeitável.
No que diz respeito ao Botafogo, e depois de o Bayer Leverkusen ter finalmente colocado de lado a alcunha de Noiva Eterna, já não será preciso sair de madrugada para encontrar Vénus, a estrela solitária dos remadores. É muito provável que nos próximos tempos se veja mesmo por todo o lado e a qualquer hora do dia."

SportTV: NBA - S03E09 - Cup...

Justin Timberlake à porta de Ruben Amorim


"A ligação entre o futebol inglês e o mundo do show biz poderá surpreender muitos. A lista que escolhi inclui algumas surpresas, como por exemplo a do cientista hip hop Dr Dre ao Liverpool, em parte devida a um dos nomes lendários de Anfield, ou seja, John Barnes.
E se revelar que Dave Grohl ficou fã do West Ham ao, por acaso, assistir a um jogo dos hammers?
Katy Perry faz parte dos fãs do West Ham, o que poderá ser uma das grandes surpresas desta lista elaborada pela Oitava. A razão? Simples. O seu ex-companheiro, o alucinado Russel Brand, explica a ligação da norte-americana de origem portuguesa a um dos mais clássicos nomes da cultura futebolística britânica. 
Quem não se recorda de na canção Money, Roger Waters referir a compra de um clube de futebol? As imagens de jogos amadores e até gravações de cânticos surgem em discos dos Floyd, mas o controverso baixista referia-se por militância ao Arsenal.
E Ruben Amorim? Em 2025, uma super estrela, fã dos Red Devils de Manchester, regressa aos palcos: chama -se Justin Timberlake, assumido fã. Quem sabe se terá algum tempo para visitar Old Trafford? À atenção do mister Amorim.
E a lista poderia incluir Drake, fã do Toronto FC, mas por agora termina com o vice presidente honorário dos Wolves, jogador amador e alguém que acha que não foram as groupies que causaram problemas no seu casamento, mas sim a sua devoção ao Wolverhamptom.
Um dos meus heróis é alguém que disse achar os jogadores latinos pouco físicos para enfrentar a Premiership. Chama-se Robert Plant e raramente falha um jogo no Molineux!
E que tal nomear Rui Reininho como vice presidente honorário? Sei que ele gostaria desta ideia tresloucada da Oitava!"