Últimas indefectivações

domingo, 6 de agosto de 2023

Recrutamento de jogadores na América do Norte

"Nos EUA e no Canadá, o “Draft” é um sistema de recrutamento de jogadores que, tendo em vista a sua contratação pelos clubes profissionais, tem como objectivo prioritário estabelecer o maior equilíbrio competitivo possível entre as equipas que participam no mesmo quadro competitivo. A fim de conseguir tal desiderato é desencadeado um processo global de contratação de jogadores em que a prioridade de escolha de cada clube segue na ordem inversa da tabela classificativa da época anterior. Assim, relativamente aos jogadores disponíveis no mercado, o último clube classificado é o primeiro a escolher e assim, sucessivamente, de baixo para cima, sendo o clube campeão da época anterior o último a fazê-lo.
Este sistema é utilizado, com bons resultados, nas ligas profissionais fechadas, quer dizer, quando se trata de competições sem subidas nem descidas de divisão. Quando um clube escolhe um jogador, fica com direitos de exclusividade para assinar contrato e mais nenhum clube da mesma liga profissional pode efectuar qualquer tipo de acordo com o referido atleta.
O “Draft” é desencadeado através da candidatura prévia dos jogadores, de acordo com as regras estabelecidas pela respectiva liga profissional. Para se poderem candidatar os jogadores devem ser praticantes do respectivo desporto nos liceus, universidades, ou até mesmo estrangeiros e, no caso de serem estudantes, terem tido aproveitamento escolar.
No respeito pelas regras nacionais em vigor no sistema educativo, de forma a evitar o abandono escolar prematuro, cabe às ligas profissionais definirem a idade mínima dos jogadores candidatos ao “Draft”. O sistema de recrutamento de jogadores decorre fundamentalmente porque as ligas norte americanas são um negócio. Deste modo, os proprietários dos clubes procuram evitar a inflação dos contratos dos atletas be
m como todo o tipo de conflito externo à própria competição desportiva. Este sistema assenta na permanente valorização, do ponto de vista desportivo e económico, da respectiva liga bem como dos clubes que a compõem.
Podemos apontar alguns exemplos, fora dos USA e Canadá, onde o recrutamento de jogadores se processa pelo sistema do “Draft”:
- A Federação de Futebol da Austrália introduziu, em 1986, na sua principal competição, o “Draft” no recrutamento de jogadores para combater a inflação, que se estava a verificar, nas transferências e ordenados dos jogadores, assim como, na diminuição assustadora de público;
- A Associação de Basquetebol das Filipinas também adoptou o sistema de “Draft”, em 1985, realizado anualmente, mas dirigido exclusivamente aos jogadores nativos, de forma a haver uma distribuição dos novos valores por todos os clubes participantes na principal competição;
- As principais Ligas de Cricket da India e do Paquistão também utilizam sistemas semelhantes ao “Draft”, tendo em vista um equilíbrio competitivo das equipas e o respeito pelos tectos salariais consagrados na regulamentação;
- A Superliga Russa de Hóquei no Gelo que se tornou na liga continental da modalidade, estabeleceu um acordo colectivo celebrado entre a liga e os jogadores que determinava a realização de um “Draft” anual para o recrutamento de jogadores, logo no primeiro ano das competições.
Assim, as ligas profissionais que aplicam regulamentação semelhante são as que, por força das dificuldades sentidas no passado, aquando da criação das suas estruturas organizativas e implementação dos seus campeonatos, enfrentaram problemas económicos e financeiros de sustentabilidade. No desporto profissional quando os jogos não forem aliciantes, competitivos e sem vencedores antecipados, não se cativam espectadores nem se conseguem transmissões televisivas pelo que não existem receitas. Cada jogo deve ser uma incógnita permanente acerca do vencedor, de maneira a que o público se mantenha na bancada até aos derradeiros segundos do campeonato, tal qual acontece num filme de “suspense”. É a qualidade do espectáculo que enche de público os recintos desportivos e preenche os programas desportivos televisivos em qualquer lugar do planeta. Nos Estados Unidos, quase todas as Ligas Profissionais de desportos colectivos adoptaram este sistema no recrutamento de jogadores, diferindo na metodologia processual na medida em que os desportos envolvidos são bastante diferenciados: Basebol, Basquetebol, Futebol Americano, Hóquei no Gelo, Soccer (football association).
É fundamental ter bem presente que, quanto mais niveladas forem as equipas participantes, mais jogos equilibrados haverá, mais competitivos serão os diferentes campeonatos e mais atraentes serão os espectáculos desportivos. Só com estas premissas asseguradas é que é possível a sustentabilidade financeira dos clubes participantes e das ligas profissionais responsáveis pela organização dos quadros competitivos. Neste modelo de organização podem surgir situações especiais de recrutamento:
Admissão de novos Clubes: – É uma situação em que a liga profissional resolveu aceitar a candidatura de novos clubes e, por conseguinte, a sua própria expansão, permitindo à nova equipa o recrutamento de 1 ou 2 jogadores de cada um dos outros clubes da liga. Neste caso, os clubes residentes têm o direito de bloquear a saída de um determinado número de jogadores para não ficarem prejudicados e manterem a estrutura base da sua equipa de competição;
Exclusão de Clubes: - Acontece quando um clube entrou em falência e, como tal, deixou de ter condições para fazer parte da liga profissional. Os jogadores com contrato em vigor devem ser resgatados pelos outros clubes (1 ou 2 por clube residente) de forma a manter os postos de trabalho e, assim, evitar a ocorrência de processos judiciais contra o clube ou contra a própria liga, por força dos contratos colectivos de trabalho existentes entre a respectiva Liga e as Associações/Sindicatos dos Jogadores Profissionais;
Acidentes graves de Clubes: - Quando ocorrem acidentes graves nas deslocações aéreas ou terrestres, havendo incapacidade física permanente ou mesmo morte de atletas, deve existir um plano especial de contingência. Quer dizer, uma acção conjunta de solidariedade para salvar o clube sinistrado, que permita o recrutamento de jogadores junto dos clubes residentes que, de igual modo, também têm o direito de protecção dos seus principais jogadores.
Fora dos Estados Unidos e Canadá, os clubes profissionais contratam os jovens talentos, através de transferências, nos clubes com menos poder económico. Nos últimos anos, os clubes começaram a criar as suas próprias Academias tendo em vista a formação e aperfeiçoamento dos jogadores mais novos, com o objectivo de, a médio prazo, integrarem a principal equipa do clube evitando, deste modo, o dispêndio de grandes verbas na aquisição de novos valores.
O “Draft” tem expressão máxima na National Basketball Association (NBA) por ser a modalidade desportiva em maior expansão à escala mundial e, igualmente, por ser a única que, também, tem uma liga feminina profissional (WNBA) com prestígio internacional. O “Draft” da NBA, que foi posto em prática desde o início da liga e que se realiza anualmente na pré-temporada (final de junho) é sempre antecedido, durante um determinado período (60 dias), para a apresentação das candidaturas dos jogadores interessados, de acordo com as normas estabelecidas pela NBA. As principais regras são as seguintes:
- Jogadores universitários que completaram 4 anos de universidade são considerados elegíveis;
- Jogadores universitários que não completaram os estudos universitários necessitam de declarar a sua candidatura e desistir da universidade para poderem ser declarados elegíveis, desde que tenham 19 anos de idade;
- Jogadores oriundos do High School (ensino secundário) já não podem candidatar-se directamente, o que acontecia antes de 2006. Para que a sua candidatura seja aceite terão que esperar um ano após o final do curso liceal;
- Jogadores norte-americanos com contrato profissional fora dos USA podem candidatar-se desde que tenham 19 anos de idade;
- Jogadores internacionais (não nascidos nos Estados Unidos) são considerados elegíveis desde que tenham a idade mínima de 19 anos.
No sentido de evitar que algumas equipas fizessem batota, perdendo jogos propositadamente para se classificarem na última posição, a fim de serem os primeiros a escolher um determinado talento que iria entrar no “Draft” seguinte, foi introduzido um sorteio entre as equipas pior classificadas que ao longo dos anos foi evoluindo até se chegar ao actual modelo, em que participam as 14 equipas que não foram apuradas para os playoffs. No actual sorteio, está regulamentado que as equipas mais mal classificadas têm sempre mais probalidades, em termos percentuais, de serem selecionadas para fazer as três primeiras escolhas, já que a partir daí o que conta é a classificação obtida na época regular. Ao longo dos anos o sistema do sorteio tem decorrido sem problemas, até porque se têm introduzido, pontualmente, as alterações consideradas mais ajustadas. Também acontece, em períodos pré-determinados, a realização de trocas de jogadores entre as equipas e pode surgir, como moeda de troca, a cedência do direito de escolha no “Draft” por acordo entre os clubes envolvidos. Nas semanas que antecedem, o “Draft” as equipas organizam Campos de Observação com os jogadores que lhes interessa recrutar, em função da sua posição na escolha, com o objectivo de os testar nos seus aspectos físicos e técnicos, tendo em vista uma melhor fundamentação das referidas escolhas. O atleta universitário que pretenda testar as suas capacidades para integrar uma equipa profissional, antes da conclusão do seu curso, poderá fazê-lo e prestar provas nos referidos Campos de Observação. Caso não se considere ainda apto para dar o salto poderá desistir, sem qualquer problema, até 30 dias antes do Draft e regressar à sua universidade, desde que não tenha assinado, entretanto, nenhum acordo/contrato com um agente.
No “Draft” participam os representantes das 30 equipas que escolhem , em duas voltas, os jogadores que irão contratar para as épocas seguintes. São ao todo 60 novos jogadores escolhidos (dois por equipa) que irão ser integrados nos planteis das diferentes formações da NBA. Para estes jovens praticantes de basquetebol é uma espécie de “Sorte Grande”, que lhes saíu na lotaria, que terão de aproveitar com muito trabalho, humildade e perseverança porque esta oportunidade só está ao alcance dos grandes talentos deste desporto e acontece poucas vezes na vida.
O “Draft” é um dos pilares centrais do modelo de negócio das ligas profissionais do desporto norte americano que, enquanto espectáculo de superior qualidade se está a espalhar a nível internacional.
Na Europa, diversos clubes profissionais de futebol, equilibram a sua gestão financeira através de transferências milionárias dos seus jovens talentos para equipas financiadas pelos países árabes. A corrida aos petrodólares está a provocar um desequilíbrio financeiro nas diferentes provas nacionais e internacionais que pode ser prejudicial para o futuro da modalidade."

sábado, 5 de agosto de 2023

Branco, Vermelho, e mais algumas...!!!

Visão: Beltrán...

Amor sem fronteiras


"A homenagem aos Benfiquistas espalhados pelo mundo através dos equipamentos para 2023/24 tem terceiro ato. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Terceiro equipamento
Está apresentada a terceira camisola para 2023/24, o tradicional branco com motivos vermelhos e detalhes de cinco cores distintas.

2. Regresso ao País
A comitiva da seleção nacional feminina de futebol, que integrou 9 futebolistas do Benfica, já está em Portugal após um desempenho muito meritório no Campeonato do Mundo. Jéssica Silva dá conta do estado de espírito reinante: "Estamos todas muito felizes. Acho que nos transcendemos."

3. Vice-campeão do mundo em entrevista
Diogo Ribeiro, que conquistou a prata nos Mundiais de natação realizados em Fukuoka, foi entrevistado pela BTV e revela-se agradecido pelo papel do Benfica no feito alcançado.

4. Contratação para saltar longe
Juan Miguel Echevarría, 24 anos, campeão do mundo em pista coberta (2018) e vice-campeão olímpico (2020) no salto em comprimento, é reforço do atletismo benfiquista.

5. Bem posicionado
Vasco Vilaça conseguiu o 4.º lugar na mais recente etapa do circuito mundial de triatlo, no qual é 2.º classificado do ranking. E é o atual 5.º no ranking geral da modalidade.

6. Jogos mundiais universitários
Eliana Bandeira conquistou a medalha de prata no lançamento do peso.

7. Andebol à lupa
Conheça o novo plantel de andebol do Benfica nesta reportagem do jornal O Benfica. Hoje, às 18h00, em Avanca, tem lugar o primeiro jogo de pré-época. O adversário é a seleção da Coreia do Sul.

8. 120 crianças a cada semana
Os campos de férias de futebol do Benfica geram enorme interesse, com cerca de 120 participantes por semana. Saiba mais nesta reportagem da BTV.

9. Fundação Benfica e JMJ
A Fundação Benfica associou-se à Jornada Mundial da Juventude 2023 com várias iniciativas realizadas no estádio Universitário, em Lisboa."

O António Bernardo a por o dedo na ferida!


"Foi no programa "Aquecimento", da BTV. Não escondo que tenho com o António Manuel Bernardo uma relação de amizade, a que se soma o forte benfiquismo, que ambos partilhamos, mas é sempre bom ouvir alguém referir-se, com verdade, a uma situação de que fui vítima. Forte abraço, António!"

Opiniões coloridas!!!


"No decorrer da época passado - numa data FIFA - Jaime Cancella de Abreu foi saneado da SportTv por ter feito uma referência à situação de Pepe (jogador do FC Porto) e que foi interpretado como um ataque e uma afronta ao clube do Norte de Portugal.
António Manuel Bernardo - sempre atento - lembrou um episódio recente, também ele passado na SportTV, com Francisco Guimarães.
O comentador afirmou que Pedro Gonçalves (Pote) só não tem o mesmo mercado e valor porque não é jogador do Benfica e por isso é considerado um "jogador de marca branca".
Veremos se o canal desportivo terá a mesma ligeireza e a mesma isenção, uma vez que o ataque, desta vez, é feito ao Sport Lisboa e Benfica .
No referido vídeo que circula nas mais variadas redes sociais, o comentador afeto ao Sporting CP afirma ainda, que o SL Benfica domina a comunicação social, que a usa para proteger e valorizar os seus ativos.
A mesma comunicação social que ataca constantemente os encarnados e que usou e abusou do "roubo" dos emails para conseguir maximizar as suas audiências, não se preocupando, um segundo se quer, com a imagem e bom nome do SL Benfica.
Ficamos a guardar pelo comunicado da SportTv..."

Os tais 300 milhões!!!


"O 5º classificado da liga portuguesa do ano passado foi eliminado por uma equipa da Eslovénia…é este o produto que o Sr. Proença acha que vale 300 milhões imaginários…
A centralização irá mandar-nos para a 5 divisão do futebol europeu…se neste momento os 3 grandes ainda conseguem competir no lago dos tubarões devesse à sua dimensão social, a centralização irá nivelar por baixo o nosso futebol retirando poder financeiro ao Benfica, sim, ao Benfica, porque somos nós a força motriz desta liga, sem Benfica isto era uma liga ao nível da Lituânia sejamos claros.
E é isto que se tem de combater, centralização a existir não pode penalizar uma equipa que gera quase 70% das receitas futebolísticas nacionais.
Somos a única equipa que enche todos, repito, todos os estádios fora da sua casa, somos a única equipa que leva uma legião de adeptos ao estrangeiro, somos a equipa que no top 20 de audiências da liga mete 16 jogos…e no entanto, Proença e companhia, quer mamar à nossa conta e distribuir €€ do Benfica por Porto, Sporting e demais competidores que pura e simplesmente não tem a nossa dimensão, nem todos juntos!
Só a facto de a centralização ter sido alvo de decreto lei é uma aberração, é desvirtuar o que é a competição!
Mas é neste país, dominado pelo anti-benfiquismo primário em todos os setores da sociedade que temos de lutar!
Eu digo não à centralização, ou melhor…se for para avançar terão de considerar que o Benfica é o Benfica e o resto é paisagem!"

A Verdade do Tadeia - Especial 23/24

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel - Café #6 - Iuri Maló

Mateus: Ramos...

Mateus: Mercado...

Terceiro Anel: Trubin...

Terceiro Anel: Diário...

Visão: Schmidtologia...

"Não se esqueçam de nós" porque a história tem que continuar


"Rola a bola, trava o poste. Marca a garra das navegadoras. Entraram em campo para representar Portugal e deixaram a nação orgulhosa. Fizeram história e mostraram como a capacidade e a motivação nos fazem correr mais longe.
Com o fim da caminhada da seleção portuguesa de futebol feminino no campeonato mundial, é importante abordar a revolução silenciosa a que temos vindo a assistir e que, com a ajuda da comunicação, tem vindo a retirar o estigma de desvalorização da modalidade.
Nas semanas que antecederam o Mundial assistiu-se a sucessivo aumento de campanhas nos media, através dos quais patrocinadores da seleção nacional criaram ações com conteúdo que permitiram reforçar a visibilidade e notoriedade do futebol feminino. No caso, o BPI lançou uma campanha global que conta já com mais de 23 milhões de visualizações em todas as plataformas. Marcas como a Sagres, Continente e CUF seguiram o mesmo exemplo. Resultados? Ainda antes do Mundial, no jogo de preparação, houve casa cheia no Bessa contando com a presença de mais de 20 mil pessoas.
Será tudo isto fruto do tão falado empoderamento feminino? Não só. Os eventos foram também importantes. Por exemplo, no mês de maio realizaram-se as Festas do Futebol Feminino, onde cerca de 1000 crianças se juntaram na Cidade do Futebol, num momento que procurou ser o ponto alto do futebol feminino, sem esquecer, claro, a presença de Kika Nazareth e Jéssica Silva.
A expansão dos direitos de transmissão dos jogos em redes nacionais e plataformas de streaming foi determinante para as audiências neste Mundial. Esta aposta na comunicação e apoio à seleção levou a que, o último jogo frente aos Estados Unidos às 8 horas da manhã em Portugal, num dia laboral, tenha sido visto por mais de 1.3 milhões de portugueses. Este jogo representou 39% de share, um acréscimo em relação aos dois jogos anteriores (33% frente aos Países Baixos e 37% face ao Vietnam).
Permitam-se a ousadia e comparar o futebol e a comunicação. O que podem estes dois mundos ter em comum? O jogador e o jogo movem multidões. A comunicação mobiliza e interliga mundos. O jogo precisa de uma estratégia para que, no final dos 90 minutos, sejamos vitoriosos. Também a própria comunicação precisa de uma estratégia para ser assertiva e eficaz. Falamos num espetro que, por se destacar pela sua elevada carga emocional, deve ser continuamente alimentado. Os novos media difundem informação de forma mais imediata, devendo ser utilizados neste sentido, para permitir que o tema mantenha a sua viabilidade e interesse junto da agenda mediática.
Acima de tudo, a comunicação é uma espécie de chave que destranca portas, permitindo navegar por espaços nunca antes valorizados. Falar sobre futebol feminino vai mais além de golos, derrotas e vitórias. Significa resiliência, determinação, derrubar obstáculos e "jogo de cintura". Precisamos de continuar a apostar numa comunicação que desafie os estereótipos e promova a igualdade de género, e o momento é agora!
A presença de Portugal num Mundial Feminino era algo impensável há 10 anos, e a sucessiva quebra de records de audiências, torna importante a reflecção sobre a necessidade de continuar a investir numa comunicação eficaz e de forma frequente. As afirmações "Não se esqueçam de nós", de Jéssica Silva, faz-nos perceber que há um longo caminho a percorrer no que diz respeito ao crescimento sustentado desta atividade. Terá sido o apoio à seleção nacional de futebol feminino um mero episódio mediático? Temos de continuar a fazer história."

Aquecimento, excerto...

Quinta, excerto...

Momento, excerto...

sexta-feira, 4 de agosto de 2023

BI: Tema Quente - Ramos...

Águia: Ramos...

Aguilar: Ramos...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Ramos...

Visão: Red Pass...

Mateus: Prestianni...

Lanças...


O Presidente da Liga diz que a Liga vale 300M em direitos televisivos. Esta época a Liga já não será transmitida em França. Onde raio vai ele buscar os 300M!? 🤔

A quem é que isto serve?


"A DISCUSSÃO JÁ ESTÁ INSTALADA E O NEGÓCIO NEM FOI ANUNCIADO!
Assistimos nos tempos mais recentes a negócios feitos pelo Benfica completamente ao arrepio do que anunciou a comunicação social. A quem serve toda a discussão dos benfiquistas à volta desta hipotética transferência? Ao Benfica, para o jogo da Supertaça, é que não é de certeza!"

Diferenças...


"❌ O melhor marcador da Liga passada continua a treinar na piscina do Olival, sem propostas para sair.
✅ O segundo melhor marcador vai para o PSG num negócio que pode chegar aos 80M (65M + 15M em variáveis).
▶️ E ainda há quem pense que aqueles 3 penaltis, a uma jornada do final da Liga, foram só por acaso.

Mas não se pense que é inocente, que este tipo de notícias saiam na imprensa, precisamente a poucos dias da disputa do primeiro troféu da época.
Só interessa a um clube e não é ao Benfica."

Uma extraordinária transferência!


"Gonçalo Ramos tem 22 anos. É um atacante promissor, segundo melhor marcador do último campeonato português, e bastante alinhado com o modelo de jogo de Roger Schmidt no Benfica. Mas isso é uma coisa.
Outra coisa, creio, é olhar para esta iminente transferência de Ramos para o Paris Saint-Germain (que se espera ver fechada esta quinta-feira, 3 de agosto) e concluir que se tratará de mais um extraordinário negócio do Benfica, que apesar da cláusula de rescisão do jogador, sempre admitiu negociá-lo por verbas a rondar os 80 milhões de euros.
Ora o Paris Saint-Germain, certamente até por razões de ‘fair play financeiro’, chega aos 80 milhões por via dos €65+€15 com que parece acabar por convencer o presidente encarnado a abrir mão do jovem ponta-de-lança, cujo valor de mercado, nas diferentes tabelas que existem no universo do futebol europeu, não chegava a ultrapassar os 40 milhões de euros, tendo em conta a inexperiência e as performances (ainda insuficientes) na primeira equipa do Benfica, onde apenas chegou a cumprir, na verdade, uma época como titular, com Schmidt, bem-sucedida, como sabe, pela conquista do título de campeão e pelo número, ainda assim, de golos (27 no total de 47 jogos que realizou na última temporada).
Para o Benfica, como se previa, depois de conseguir convencer os interessados em Gonçalo Ramos que 50 milhões (valor das primeiras propostas) eram insuficientes, poder encaixar, na prática, 80 milhões (porque os 15 de bónus propostos pelo PSG são muito fáceis de atingir) é não apenas um extraordinário negócio (vejamos o acordo pelo lado que virmos), como uma oportunidade de reequilibrar financeiramente a balança à luz da estratégia de investimento no projeto desportivo seguida pela liderança de Rui Costa.
Claro que que precisam os encarnados de continuar no mercado, não apenas à procura de um guarda-redes, mas agora, sobretudo, de um homem de área, com golo suficiente para criar a expectativa de tornar ofensivamente eficaz o jogo de Roger Schmidt e de uma equipa com muito talento, muita capacidade de criar, mas ainda, visivelmente, pouco matadora para o futebol que constrói.
Esperam os adeptos que à maior venda portuguesa da época (e uma das maiores do mercado de verão, entrando, no mínimo, para o ‘top 5’ até ao momento) corresponda também uma contratação de alguma referência para o ataque das águias.
O iminente adeus a Gonçalo Ramos, um jovem avançado, sublinho, muito promissor, e obviamente desafiado, também ele, por irrecusável proposta financeira para um contrato de cinco épocas (tão promissor é o jovem algarvio que um clube poderoso na Europa como é o PSG se dispõe a pagar por ele que vai acabar por pagar) apenas poderá significar baixa importante para Roger Schmidt se a estrutura encarnada não for capaz de encontrar promissor substituto.
Abundam? Claro que não. Mas o Benfica, como outros clubes portugueses, jogam com o projeto, com o bom contexto para se crescer e dimensionar e, no caso das águias, ainda com a Liga dos Campões.
Já dá alguma vantagem e é por isso que alguns craques acabam por aceitar vir jogar no nosso País."

Primeira Radiografia À Versão 23/24 Do Benfica De Schmidt


"Aursnes deve ser titular mas não a 'seis'; futebol da pré-época teve muito adorno e pouca objetividade; intensidade voltará

Terminada a fase de testes, o Benfica prepara agora a competição a sério, que se iniciará com a disputa da Supertaça Cândido de Oliveira, a 9 de agosto, em Aveiro.
Apesar de os encarnados ainda estarem no mercado à procura de um guarda-redes que seja concorrência séria a Vlachodimos, de um lateral-direito que seja mais do que uma adaptação (apesar das boas indicações, na posição, de João Vítor), e de um ponta de lança com perfil de titular, de forma a precaver uma eventual saída de Gonçalo Ramos no troço final da janela de transferências, para que não se repita o vazio deixado por Enzo Férnandez no final de janeiro passado, as contratações entretanto realizadas revelaram, se estiverem em condições normais, dois titulares certos, Di María e Kokçu, e um outro, Jurásek, que faz prever uma luta interessante com Ristic, embora nenhum deles tenha a profundidade atacante de Alex Grimaldo.

A Fase De Preparação
É bom que se deixe claro, desde já, que não há campeões na fase de preparação, embora os triunfos sirvam para aumentar os índices de confiança dos jogadores e o entusiasmo dos adeptos. As cargas físicas, nesta fase preliminar da época, não são dadas a pensar nos jogos particulares, e haverá sempre acertos a fazer, mesmo quando o plantel não sofre grandes mexidas e o treinador se mantém. No caso concreto do Benfica, viu-se no jogo com o Feyenoord, finalista da Liga Conferência em 2021/22 e campeão dos Países Baixos em 2022/23, uma óbvia falta de frescura em vários jogadores, traduzida não só numa menor intensidade (na gíria diz-se que as pernas estão pesadas...), mas também em dificuldades na receção e no passe o que, tratando-se de futebolistas tecnicamente evoluídos é sempre sinal de cansaço. Mas também foi possível identificar alguns problemas que devem fazer meditar Roger Schmidt, porque têm aparência de ir para lá da condição física.

Os Problemas Óbvios
Para manter o equilíbrio de 4x2x3x1 de grande plasticidade que é imagem de marca de Roger Schmidt, o Benfica, especialmente quando defronta equipas evoluídas, sagazes e rápidas nas transições, precisa de ter no duplo pivot um jogador mais posicional, sem que se trate, daquilo que era o cabeça de área tradicional, que só jogava para trás e para os lados.
O funcionamento, há um ano, da dupla Florentino/Enzo traduz na perfeição o que deve ser pedido, porque Enzo, apesar de empunhar a batuta em 80 por cento das ocasiões não deixava de defender, e Florentino, normalmente mais recuado, dava boa conta do recado, quer a garantir o equilíbrio da equipa, quer também a desenvolver jogo nos outros 20 metros dos lances.
À partida, pela entrega, disciplina tática e capacidade técnica, seria crível que Fredrik Aursnes pudesse fazer a posição seis, deixando o papel de maestro ao seu antigo companheiro no Feyenoord, Kokçu. Porém, o que se viu, quer na primeira parte com o Burnley, quer no domingo na banheira de Roterdão, foi um desposicionamento constante de Aursnes, que não foi capaz de manter a equipa equilibrada, prejudicial ainda para o desempenho de Kokçu. Ou seja, aquilo que, em tese, parecia uma dupla made in heaven, acabou por não ter nota positiva nos primeiros testes. Perante esta evidência, e a pensar desde já no jogo com o FC Porto, Roger Schmidt terá duas opções para fazer companhia a Kokçu: Florentino, a mais óbvia, ou João Neves que, apesar da sua baixa estatura, é muitíssimo fiável do ponto de vista da disciplina tática e é ainda capaz de imprimir a rotatividade que está na base do aumento de ritmo e intensidade de qualquer equipa.
Mas as dores de cabeça de Roger Schmidt não se limitam ao fraco desempenho de Fredrik Aursnes a seis. Ao Benfica, que perdeu, sem Grimaldo, profundidade à esquerda, tem faltado objetividade, como se a equipa tivesse feito profissão de fé em entrar com a bola pela baliza, perdendo-se em passes e passinhos redundantes, facilmente neutralizáveis por sistemas defensivos mais povoados.

As Soluções Possíveis
Não havendo, nesta altura, alternativa a Odysseas Vlachodimos, sem culpas nos golos do Feyenoord, a baliza continuará a pertencer-lhe. Na direita Bah é indiscutível, assim como, no centro, António Silva. Otamendi, que apareceu em Roterdão em bom plano, tem dias suficientes para chegar a top à Supertaça, relegando Morato, que deu sempre excelentes indicações, para o banco. Na esquerda, Jurásek deverá ser o preferido, essencialmente porque defende melhor que Ristic e o FC Porto, que junta naquela zona do terreno, pelo menos, Pepê e Otávio, merecerá, por isso atenção redobrada. E é também por isso que será normal que seja Fredrik Aursnes a ocupar a meia-esquerda, pela maior intensidade que consegue colocar no jogo, relativamente a João Mário. Naquele flanco, onde se defrontam a esquerda do Benfica e a direita do FC Porto, pode ser escrita a história do jogo de Aveiro. Nas restantes posições, nas costas de Gonçalo Ramos, Ángel Di María e Rafa Silva (um e outro nitidamente fatigados contra o Feyenoord) estarão seguros, enquanto que Florentino Luís poderá estar um passo à frente de João Neves para ocupar o lugar de parceiro de Orkun Kokçu no duplo pivot.

E Ainda A Dinâmica...
O jogo do Benfica é baseado em recuperações rápidas da bola, seguidas de ataques diretos às redes adversárias. Em Roterdão, viu-se, muitas vezes, os encarnados a tomarem o seu próprio remédio, revelando dificuldades na saída de bola perante a pressão alta do Feyenoord. Aliás, foi assim, nunca deixando o Benfica confortável na fase de construção, que o FC Porto construiu a vitória na Luz que relançou, na época passada, a luta pelo título. É por isso que os encarnados, se pressionados com competência, deverão adotar um plano B de processos mais simplificados, esticando o jogo na frente e fazendo a equipa subir em bloco, de imediato.
Di María, a peça nova na engrenagem de Schmidt, sabe bem o que é pressionar alto e nunca foi de se esconder e fugir ao trabalho. Caberá a Roger Schmidt, que tem à disposição David Neres, eventualmente João Mário e Andreas Schjelderup, perceber qual o momento em que o argentino deverá ser preservado. Se em 2022/23 Roger Schmidt não tinha grandes alternativas, esta época não está em estado de carência e deverá saber manejá-las.
Na frente, além do trabalho defensivo a que serão chamados, Gonçalo Ramos e Rafa deverão melhorar não só na finalização, mas principalmente na precisão das assistências, e sobretudo, juntamente com Di María, precisam de contribuir para uma simplificação de processos, que retire o estilo barroco, visto em adornos desnecessários, ao longo dos jogos da pré-época. O Benfica não pode perder a matriz ganhadora da época passada, que se traduzia em ser eficiente a não deixar jogar, e ser prático, direto e incisivo a atacar."

Terceiro Anel: Diário...

A Verdade do Tadeia - Especial - O que vou fazer

Navegadores não se ralem, da próxima eles compensam


"Não perderam nada, senhores, empataram, podem vir para casa de cabeça bem erguida e felizes.

O jogo era decisivo. A comunicação social portuguesa especializada – que é como quem diz os jornais desportivos – esteve-se nas tintas e a Seleção de Futebol Feminino, que carrega a camisa com as cinco quinas, viu-se votada ao desprezo, mas sobretudo sem apoio. Dirão: Ah, mas perderam.
Não perderam nada, senhores, empataram, podem vir para casa de cabeça bem erguida e felizes.
Empataram com a equipa dos Estados Unidos da América a qual, já agora, é Campeã do Mundo em título. Isso que importa?
Para o jornal A Bola, nada. Para o Record, tão-pouco e, para o jornal Jogo, nicles. Portanto, a coisa fica-se pelo costume: nas primeiras páginas os destaques foram, respectivamente, para Chermiti, que vai a caminho do Everton; para Huljman, que parece que vai a caminho de ser leão, e para Nico, cuja fome de títulos decerto o colocará noutros caminhos.
Não, senhores, não há qualquer laivo de discriminação aqui, há só machismo puro e duro, daqueles que está de tal forma enraizado, que nem se deve dar conta de que existe. É como os anúncios de conferências e painéis à volta de grandes temas, que só incluem homens. Alguém chama a atenção e “Ups, não foi por mal”. Ou, pior, mas igualmente recorrente, “Não encontrámos nenhuma mulher disponível”.
Navegadoras, daqui vos deixo a minha vénia. Terão muito caminho para trilhar, já se sabe, muitos obstáculos e mais críticas que muitos outros atletas. É da condição feminina ter os caminhos pejados de pouco apoio e muita soberba, pouco entusiasmo e muito julgamento. Vocês não precisam de provar seja o que for, já o conseguiram. Pelos vistos, a imprensa nacional não deu por isso num dia tão importante para a equipa portuguesa. Temos pena? Temos vergonha, mas siga, da próxima vez “eles compensam”. É da condição masculina."

Continuem a dar-nos a mão... porque este Portugal bem precisa!


"Após ver a prestação da seleção feminina no Mundial e ouvir as palavras das jogadoras na partida contra os EUA, a psicóloga desportiva (...) pergunta: “Como é possível que os atletas que representam Portugal nos maiores palcos mundiais de uma das economias mais “galáticas” (a do desporto), evidenciando desempenhos de excelência e uma combatividade sem fim, terminem o seu trajeto a pedirem para que Portugal não se esqueça deles?”

Vergonha alheia, profunda tristeza e mais vergonha...
São as únicas palavras que me ocorrem depois de ouvir (novamente) uma das atletas da seleção nacional A dizer na flash interview, após o empate histórico com a seleção dos EUA (bicampeã mundial):
“... por favor não se esqueçam de nós continuem a dar-nos a mão porque este grupo é incrível...”
Continuem a dar-nos a mão???
Como é possível que os atletas que representam Portugal nos maiores palcos mundiais de uma das economias mais “galáticas” (a do desporto), evidenciando desempenhos de excelência e uma combatividade sem fim, terminem o seu trajeto quase que envergonhados dos seus resultados e a pedirem para que Portugal não se esqueça deles??
Este é um fenómeno que se repete demasiadas vezes não só no futebol feminino, mas em tantas outras modalidades olímpicas e não olímpicas cujos atletas levam o nome de Portugal sempre e cada vez mais longe.
Como é possível que PESSOAS que entregam o seu desempenho máximo e que são, para todos os que se contentam com a suficiência nos seus postos de trabalho, um enorme exemplo de coragem, sacrifício e persistência na adversidade, possam terminar as suas competições com a dúvida, sequer, de que não foram suficientes?"

Lanças, excerto...

Quarta, excerto...

Hora, excerto...

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

BI: José Boto...

RND - 45 minutos...

Visão: Trubin...

Para quem não sabe, primeira época no Benfica…


"41 jogos (apenas 5 a titular)
1111 minutos de jogo
11 golos (sendo dois na Champions League)
3 assistências
Uma média de 1 golo a cada 101 minutos!!
Estamos preocupados com o que mesmo?

#agoladoSabry"

▶️ 6 jogos de pré época, 5 penaltis; Isto ainda agora começou e já é surreal.

Olhem...não sabia que o Papa era árbitro de futebol em Portugal...

Sugiro que peçam ao Pinto da Costa. Ele trata disso com facilidade.

Mateus: Duplo-pivot...

Mateus: Trubin...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Desporto, juventude e vida associativa


"Três estatísticas: 1) em França, nos últimos 50 anos, os jovens entre os 9 e os 16 anos perderam 25% da sua capacidade física; 2) 66% dos jovens entre os 11 e os 17 anos apresentam um risco preocupante para a saúde com mais de 2 horas de tempo de ecrã (telemóvel, TV, etc.) e menos de 60 minutos de atividade física por dia; 3) e 49% dos mesmos jovens entre os 11 e os 17 anos apresentam um risco muito preocupante para a saúde com mais de 4 horas e 30 minutos de tempo de ecrã ou menos de 20 minutos de atividade física por dia.
Esta constatação, que alguns consideram alarmante, exige políticas públicas adequadas e uma grande mobilização da sociedade civil. Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024 constituem uma oportunidade para reforçar o lugar da atividade física e do desporto na sociedade francesa. A vontade do Presidente da República, Emmanuel Macron, foi de declarar o desporto como uma “grande causa nacional” e de “colocar o desporto no coração da Nação”, em 2024. Apelou a uma ação mais rápida, mais elevada e mais forte, considerando a situação como “urgente”.
Não podemos deixar de nos congratular com este esforço, que, muitas vezes, não acompanha os apoios financeiros adequados, consagrados para a juventude e para a vida associativa. Sabemos as dificuldades que as associações desportivas enfrentam, num contexto de permanente crise social e de inflação generalizada.
Os confinamentos e os sucessivos protocolos sanitários perturbaram a retoma do funcionamento normal dos clubes, tanto no desporto profissional como no amador, e provocaram uma redução muito significativa dos recursos, que se baseiam, essencialmente, nas quotas, nas licenças, na venda de bilhetes, nos patrocínios e nas receitas dos direitos televisivos.
A situação é diferente consoante as federações, mas, muitas delas, continuam fragilizadas.
O desporto deve ser encarado como um projeto de sociedade, que visa afirmar os valores da República para reforçar a coesão social e nacional, fomentar uma cultura de compromisso e sensibilizar para os grandes desafios societais."

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Benfica mais forte que o ano passado?


"É a dúvida que assola neste momento os Benfiquistas e os analistas do futebol deste nosso cantinho. Depois de uma época de ótimo futebol (exceção ao apagão de abril) e conquista de campeonato, estará o clube da Luz mais fraco? Mais forte? Igual?
Costuma-se dizer que mais difícil que chegar ao topo, é manter-se no topo. É esse o desafio que se coloca ao Benfica neste momento. Repetir um campeonato, algo que não é feito em Portugal desde o seu Tetra de 2013 a 2017. O clube mantém presidente, treinador e maioria do plantel 22/23, mas analisemos por posição:

Baliza: Hélton Leite saiu em janeiro e Schmidt confiou até final da época nos dois jovens do Seixal, Samuel Soares e André Gomes como alternativas ao titularíssimo Vlachodimos. Fala-se que o Benfica procura agora uma alternativa mais forte ao grego (até porque Samu chumbou no teste do Restelo) e honestamente surpreende tanta confiança de Schmidt no nº1 na Luz. No meio de muitas qualidades, Vlacho tem dificuldades fora dos postes e nas bolas pelo ar. Mas presumo que o alemão pensará que mais um vale um Quim na mão, que dois Robertos a voar...
Defesas laterais: Aqui não há dúvidas, Benfica está claramente mais fraco. Não tanto pela perda de Gilberto, obviamente, até porque há Bah (embora não seja certo que João Víctor adaptado à posição ofereça mais que "Gilberto Carlos"), mas muito por Grimaldo que fez das melhores épocas que alguma vez se viu na Luz naquela posição. Jurasek parece ser uma alternativa muito diferente, mais veloz e direto, mas com muito menos capacidade técnica e de envolvência com a restante equipa. Talvez Ristic já merecesse uma aposta a titular.
Defesas centrais: A única alteração é a saída de Lucas Veríssimo para recuperar o tempo perdido com a lesão e a aposta em Tomás Araújo, depois de proveitosa experiência no Gil Vicente. O Benfica aposta na liderança de Otamendi e na consolidação de António Silva e Morato. É uma posição em que o clube está bem apetrechado.
Extremos: Benfica manteve as peças que tinha (mesmo com Rafa em final de contrato) e ainda somou o talento extraordinário de Di Maria. Não tendo lesões, será um reforço enorme. Há ainda Schjelderup e Tiago Gouveia a bater à porta. Meio-campo ofensivo é mesmo onde o Benfica tem mais e melhores opções. Ao ponto em que parece ter 5 titulares óbvios para 3 posições (e portanto dois andarão pelo banco).
Médios centro: Depois da saída de Enzo em janeiro, Rui Costa fez de Kökcu a transferência mais cara do futebol português. Um jogador com perfil de líder que se junta a Florentino, João Neves, Chiquinho e Aursnes, se for essa a aposta de Schmidt este ano para o versátil "Viking". Talvez falte uma alternativa como nº 6 a Florentino, pois todos os outros jogadores têm mais perfil de nº 8. E ainda agora no último jogo com o Feyenoord se sentiu isso.
Avançados: Aqui está a grande dúvida até ao final do mercado. Gonçalo Ramos fica ou sai? Se sair, Benfica recebe muitos milhões, mas fica com um problema grave em mãos, porque os avançados de topo são raros e caros, muito caros. Principalmente já perto do fecho do mercado. Musa deverá continuar a ser a aposta para os 15/20 minutos finais e Tengsted a terceira opção, já que Henrique Araújo foi (e bem) emprestado.

É um plantel ainda com algumas pontas soltas, mas que no geral parece estar já definido na sua maioria e que sejamos francos, tem que dar garantias para uma boa época. Era bom ter um guarda-redes melhor, uma alternativa a lateral direito, um defesa esquerdo que já fizesse esquecer Grimaldo, um nº 6 fortíssimo e a garantia que Gonçalo Ramos continuava de águia ao peito? Sim, era. Mas com o plantel atual e olhando para o mercado dos rivais, o Benfica tem a exigência de voltar a ser campeão, fazer boa prestação na Europa e chegar longe nas taças.
Esperemos que Roger Schmidt tenha aprendido as lições desta pré-época que foi de mais a menos e que o Benfica se apresente na sua máxima força contra o FC Porto na Supertaça. O alemão merece confiança pelo que mostrou na época passada e temos que olhar para o jogo de Aveiro com ambição e não receio. Algum dia o famoso "bloqueio mental" (sendo que se observarmos com mais racionalidade e menos emoção, é muitas vezes mais bloqueio tático e físico que propriamente mental) que se fala que o Benfica tem quando enfrenta o seu rival do norte terá que acabar. Será importante mostrar uma posição de força logo ao início e não darmos mais um balão de oxigénio a um clube cujo presidente nos regularmente trata como "inimigos", partindo daí para a conquista de um campeonato que todos entendem ser de extrema importância, até pelas alterações que se seguem nas competições europeias nos próximos anos.
Há um comboio a passar em que possivelmente só entrará um clube português e é fundamental que esse clube seja o Benfica.
Rumo ao 39!"

Benfica Podcast #491 - Final Tune Up

5 alternativas para a lateral direita do SL Benfica


"Depois da venda de Gilberto aos brasileiros do Bahia neste verão, o SL Benfica perdeu aquela que era a alternativa direta ao titular Alexander Bah.
Entre a hipótese da adaptação de João Vítor à posição, ou até à utilização de recurso de Aursnes, ou João Neves, os encarnados equacionam o possível reforço da posição caso nenhuma das hipóteses anteriores agradem a 100% ao treinador e à estrutura encarnada. Tendo isso em conta, que nomes podem surgir em cima na mesa para reforçar a lateral direita das águias?
Considerando vários aspetos, tanto desportivos como financeiros, ficam aqui cinco nomes que poderiam ser bastante úteis para o clube da Luz.

5. Pedro MalheiroO atleta do Boavista e internacional sub-21 pela seleção das quinas, tem 22 anos e apresenta-se como uma boa solução de baixo custo para os encarnados.
Em termos financeiros, a compra de Pedro Malheiro não exigiria um grande esforço à SAD encarnada visto que o jogador está avaliado em três milhões de euros, e no que toca ao rendimento, o atleta já tem provas dadas da sua qualidade na primeira liga portuguesa, o que é um ponto a favor.
Na temporada passada, o jogador dos axadrezados fez seis assistências para golo no campeonato.

4. Augustin Giay O lateral argentino de apenas 19 anos já é titular absoluto da primeira equipa do San Lorenzo e foi também titular da seleção Albiceleste no último mundial de sub-20.
Com um valor de mercado de quatro milhões e meio de euros, a contratação do jovem lateral neste momento seria mais uma aposta a pensar no futuro, já que o atleta é visto como uma das principais promessas do futebol sul-americano na sua posição.
Com a eventual vinda do jogador, o Benfica ganhava assim um suplente direto para Bah no momento, e um ótimo jovem com margem de progressão para o futuro, que podia sair por uma verba muito superior aquando da sua possível venda. Além dos bons indícios defensivos, Giay destaca-se pela sua qualidade no passe e na progressão com bola.

3. Mauro Júnior Outrora treinado por Roger Schmidt no PSV, Mauro Júnior foi adaptado pelo treinador alemão de médio ofensivo para lateral.
Sendo que já foi orientado pelo atual técnico das águias, o jogador brasileiro de 24 anos já está acostumado com os ideais e o estilo de jogo de Roger Schmidt, o que representa uma grande mais-valia. O atleta é veloz, muito completo quer a nível ofensivo, quer a nível defensivo, e joga bem com qualquer um dos pés.
Destaca-se principalmente pela sua polivalência visto que em Eindhoven já jogou nos dois corredores como lateral e como extremo, mas também pela sua boa chegada a área.
Sendo que o jogador tem um valor de mercado de cinco milhões de euros, a sua contratação não exigiria um grande esforço financeiro e traria uma ótima e útil opção para completar o plantel.

2. Reggie Cannon O lateral norte-americano, ex-Boavista, encontra-se livre no mercado e dessa forma apresenta-se como um alvo apetecível a ter em conta.
Depois de rescindir com o clube do Bessa por eventuais pagamentos em atraso, o jogador ainda não assinou por nenhum outro até ao momento e por isso está livre de ingressar a custo zero em qualquer lado.
Cannon, à semelhança do ex-colega Pedro Malheiro, já tem provas dadas na liga portuguesa e desse modo os encarnados já sabem com o que contar do lateral de 25 anos.
O internacional pela seleção dos Estados Unidos, é um jogador rápido, explosivo, e que oferece várias caraterísticas polivalentes, que o tornam capaz de jogar em diferentes posições dentro das quatro linhas.
O Benfica teria aqui uma ótima oportunidade de mercado, tal como aconteceu com Ristić na temporada passada.

1. Aurélio ButaO lateral formado no Seixal nunca teve muitas oportunidades no Benfica, tendo apenas representado a equipa “B” das águias, mas lá fora tem vindo a crescer cada vez mais na sua carreira.
Aos 26 anos, Buta encontra-se numa das suas melhores fases da mesma, ao serviço do Eintracht Frankfurt, e tem um valor de mercado na casa dos oito milhões de euros. Apesar de esta ser a opção mais cara na lista, é também aquela que traria forte concorrência à posição, à semelhança do que acontece na lateral esquerda com Jurasek e Ristić.
Buta é um jogador veloz, forte fisicamente e, tal como Roger Schmidt gosta, capaz de percorrer todo o corredor direito. Já demonstrou a sua qualidade no futebol belga, no futebol alemão e inclusivamente chamou à atenção do selecionador nacional Roberto Martinez, que abordou uma possível chamada do atleta à seleção.
Tendo isto em conta, a contratação de Aurélio Buta seria provavelmente a mais cara, mas também a mais segura e de maior qualidade."

Benfica apanhado a relaxar na banheira


"Na derrota domingueira do Benfica comprovaram-se dois indícios: que o Benfica é ainda um conjunto de talentosos amigos em ritmo de passeio e que os problemas do onze estão, na sua grande maioria, nas costas da linha defensiva.
É muito feio apontar, mas em Vlachodimos reúne-se a maioria das responsabilidades dos erros duma equipa preguiçosa na hora de defender – se os de campo se divertem na metade adversária e o tentam asfixiar, é natural que surja o espaço mais atrás; e o grego, apesar de roçar o fabuloso entre os postes, não consegue tornar-se o porteiro duma área mais alargada muito devido à falta de ferramenta, o jogo de pés.
Não tendo culpa evidente na derrota, ao Benfica bastou sofrer dois remates no alvo para sofrer dois golos. O Feyenoord é muitíssimo bem orientado por Arne Slot e os holandeses foram mais um exigente teste físico – a pressão imensa, a forma como engoliam o pequenino Rafa, o inconsequente Ramos ou o alienado Aursnes e matavam as ideias do Benfica à nascença – e a equipa não reagiu bem, voltando a demonstrar agudas deficiências na saída de bola, um dos pontos onde Vlachodimos, guarda-redes tradicional, não pode ajudar.
Essa agressividade holandesa (fizeram 16 faltas, o dobro das do Benfica!) arrumou desde o início com a finesse encarnada. Rafa perdeu 19 bolas, Jurasek, que voltou a inspirar arrepios pela forma como tenta tratar a bola, 13, Di Maria não apareceu sequer. Um completo amasso tático.
Daqui a nove dias, entrará em campo um Porto em tudo semelhante a este Feyenoord e por isso terá Roger Schmidt de se adaptar. Cresce naturalmente a convicção de que para guardar as costas de tanto fantasista será obrigatório dar a chave do meio-campo a Tino, produzindo a mesma dinâmica que deu ao Benfica os quatro meses de invencibilidade no início da época passada; e Aursnes, que sendo contratado para ‘8’ é cómico constatar que é impecável em toda a posição menos nessa, poderá voltar ao seu papel de vagabundo a partir da esquerda, que parece ser a melhor forma de espremer todo o seu talento.
Não é grave o 2-1 nem as derrotas consecutivas – importante é que se tirem todas as ilações em relação à capacidade física da equipa e a dote de soluções na saída de bola, um problema já cultural do Benfica. Contra onzes mais atléticos, é ver a equipa a encolher-se, impotente perante o papão e sem inteligência para combater a força com o cérebro – e numa equipa com Kokcu, Aursnes, Rafa, Di Maria, João Mário ou Neres, exige-se outra postura. Como se exige que no próximo dia nove a equipa entre em campo já com mentalidade competitiva e não neste andamento de quem voltou agora de férias. Até porque já passou um mês.
O golito da consolação conseguido a cinco minutos do apito, quando muitos já nem estavam atentos ao que se passava na Banheira de Roterdão, foi marcado pelo único que rema contra essa maré de desleixo e contemplação. Joga no Verão como jogaria numa noite chuvosa em Vizela para o campeonato ou na final duma competição europeia – e é essa diferença que faz de Musa jogador extremamente útil e muitas vezes decisivo, apesar de não ser um portento técnico como muitos dos colegas. Por isso mesmo, tem 11 golos em 1111 minutos oficiais pelo Benfica – ou seja, 12 jogos completos."

Eu ainda sou do tempo em que um político declarar apoio a uma candidatura futebolística era alvo de investigação da parte do ministério público...e vocês?

Falar Benfica #125

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel - Tertúlia #1 - Pré-temporada...

terça-feira, 1 de agosto de 2023

Saudades do futuro



"Este é o tempo das saudades do que aí vem, que vai longo o jejum de jogos a sério. Na teoria, pelo menos nela, nenhum dos candidatos ao título estará mais fraco, pelo contrário, mas também teoricamente nunca está nesta altura das épocas. E ainda há hipóteses de saídas importantes em aberto, que o mercado vai estar vivo mais um mês e o dinheiro que jorra da Arábia faz cair velhos hábitos de negócio como peças de dominó.
O campeão Benfica já sente as previsíveis saudades de Grimaldo. Os números de assistências e golos da época passada silenciaram os céticos do “defende mal”, mas o pequeno espanhol era bem mais do que o defesa que organizava como médio e definia como atacante. Era um elemento indispensável no processo de construção, GPS raro pelo que encontrava de saídas seguras, fosse em passe ou condução, algo essencial a qualquer equipa grande e mais ainda a um Benfica que coletivamente lida mal com adversários pressionantes. Viu-se em alguns jogos importantes da época anterior e houve sequelas recentes e elucidativas nos confrontos com Burnley e Feyenoord. Mais que encontrar o local certo para Aursnes, que não me parece de todo ser no centro do terreno (para mais quando há João Neves), ou que descobrir a fórmula de utilizar mais vezes David Neres (provavelmente sacrificando João Mário) sem perder muito equilíbrio, a decisão mais crítica no imediato, e sobretudo no processo ofensivo, será a de aprender a viver sem Grimaldo, porque os primeiros sinais de Jurásek são de um jogador ainda em construção e Ristic não é melhor do que era, apenas ganhou estatuto de comparável à concorrência porque o nível baixou.
No FC Porto, a defesa pode ser melhorada - que os laterais não são fiáveis e os centrais titulares não vão para novos – enquanto o ataque parece solucionado desde que Taremi não saia - esse será, um dia, uma saudade – e acrescentado do prometedor Fran Navarro. O problema que ainda urge resolver, já pelo segundo ano, é mesmo o que ficou em aberto desde a saída de Vitinha. Nem Bruno Costa nem mesmo Eustáquio provaram como alternativa ao magnífico peso-pluma que saiu para Paris e só a imensa qualidade, e versatilidade, de Otávio vai disfarçando a ausência de quem defina ritmos e o critério com bola na zona nuclear portista. O problema é quando Otávio baixa para organizar, como se viu com o Rayo, deixa de estar nos três quartos do campo, onde é mais influente e profícuo, porque permite à equipa ter largura a defender e várias soluções de passe por dentro quando em posse. Grujic, Eustáquio e Baró são opções interessantes para compor o plantel, mas não os herdeiros firmes da dupla Uribe-Vitinha, a última campeã. Se a contratação arrastada de Alan Varela se confirmar, está encontrada a alternativa a Uribe, taticamente fiável e com mais potencial, mas o grande reforço já garantido é mesmo Nico González, que vejo encaixar como luva nas ideias de Sérgio Conceição. É robusto e combativo, disponível no momento defensivo, mas tem uma assinalável qualidade com bola, que transporta e passa com qualidade. É um jogador de perfil diferente, desde logo físico, mas acredito que será capaz de fazer com que haja, finalmente, menos saudades de Vitinha.
O Sporting de Braga conseguiu um excelente reforço no jovem médio Zalazar. Até há poucos anos, poucos mesmo, por 5 milhões o Braga só vendia, agora compra. Também isto exemplifica como o clube cresceu. Rodrigo Zalazar é um internacional uruguaio vindo da Alemanha, muito competente com bola e batalhador sem ela. Vai entusiasmar, acredito, e terá função essencial no desenho híbrido, algures entre 1.4.2.3.1 e 1.4.3.3, que Artur Jorge tem ensaiado, e ao qual não faltam soluções daí para diante. Se imaginarmos Ricardo Horta, Bruma e um dos pontas de lança (Ruiz parte à frente de Banza) como outros titulares óbvios, resta uma vaga apenas, para a qual se vão acotovelar, dependendo da estrutura, Álvaro Djaló, André Horta, Pizzi e Rony Lopes, se se confirmar a sua chegada. De caminho saíram dois nomes com história, Sequeira e Iuri Medeiros. Pelo trajeto no clube vão sempre deixar saudades, mas elas serão maiores ou menores consoante o que renderem Adrián Marín na lateral esquerda e Rony (ou outro dos citados) na direita do ataque. Mesmo muito difícil de superar, por muito que o negócio venha a ser bom e já tenha chegado Vítor Carvalho para a vaga, será uma eventual partida de Al Musrati. Ele é a coragem tática de nunca se esconder sob pressão, a qualidade posicional nos vários momentos, somadas à lucidez do melhor passe, seja curto ou longo. Mas também é, e sobretudo, a sabedoria da pausa numa equipa que joga ligada à corrente, o velho feiticeiro que explica aos guerreiros que o caminho para a vitória não tem de ser sempre em linha reta. Numa equipa emocional, que espelha o perfil do treinador, a racionalidade de Al Musrati será fatalmente uma de duas coisas: ou decisiva ou uma saudade.
No Sporting, já se viu que Gyokeres acrescenta. O primeiro impacto é físico, num daqueles jogadores que impressionam na aceleração e nos duelos, mas também já vai mostrando que pode somar golos. Muito poderoso no ataque à profundidade, fará decerto do Sporting uma equipa mais perigosa nos momentos de transição ofensiva, mas também, ao empurrar para trás (por receio das suas arrancadas) as linhas defensivas contrárias, vai alargar o terreno à disposição da criatividade de Marcus, Trincão ou Pote. Os leões vão ser mais perigosos a atacar, essa parece ser a primeira conclusão otimista a retirar da pré-época. Quanto ao momento defensivo, vai depender de conseguirem a contratação de um médio de equilíbrio, na linha de Ugarte (e de Palhinha, antes dele), porque nem Morita nem Pote têm esse perfil e necessariamente não poderão alinhar sempre os dois naquela zona, seja por razões táticas ou de simples disponibilidade. André, do Fluminense, é, há muito, um craque anunciado, mas se a opção for pelo dinamarquês Hjulmand a equipa fica igualmente muito bem servida, porque é um jogador físico, mas que sabe jogar, um homem de equilíbrios que não se esconde em posse. O dinheiro do excelente negócio Chermiti é bem capaz de permitir que Amorim venha a ter o seu plantel mais completo de sempre em Alvalade. E assim, por lá e para já, as maiores saudades serão ainda de Pedro Porro."

Segunda...

Cada vez mais a sério


"1. O arranque da temporada já tem data marcada. É já no tão próximo dia 9 de Agosto, no Estádio Municipal de Aveiro, que será dado o pontapé de saída das competições oficiais em 2023/24. A tradição manda abrir a época com a discussão da Supertaça Cândido de Oliveira e quando a tradição manda o calendário obedece. O Benfica, campeão nacional, e o FC Porto, vencedor da Taça de Portugal, vão encontrar-se a uma hora imprópria para discutirem entre si um troféu oficial. Carrega, Benfica. E mais nada.

2. O apito inicial do encontro em Aveiro será às 20:45, uma hora imprópria por ser excessivamente tardia. Não é assim que se conquistam as famílias para o futebol. E muito falam os dirigentes da necessidade de recuperar as famílias para as bancadas dos estádios. Mas com os jogos a acabar perto das onze da noite e com as tão aparentemente desejadas 'famílias' a regressar a cada pela meia-noite, não há campanha que resista. O slogan até é bonito. Queremos trazer de volta as famílias para o futebol, dizem todos. Mas não passa disso.

3. Poderoso. É a palavra que melhor define Diogo Ribeiro, nadador do Benfica, 18 anos, vice-campeão do mundo dos 50 metros mariposa. Trata-se de um predestinado, de um portento da natação mundial. A medalha de prata que conquistou nos Mundiais de Fukuoka é a primeira medalha que a natação portuguesa tem em provas desta dimensão e isto diz tudo sobre a proeza cometida por Diogo Ribeiro. Que campeão.

4. Uma das boas notícias da semana foi, sem dúvida, a renovação do contrato de Tomás Araújo até 2028. Não foi, aliás, uma boa notícia. Foi uma excelente notícia.

5. O Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol anunciou a divulgação pública das comunicações com o VAR a partir já desta época que vai daqui a pouco começar. O CA não é muito claro no seu comunicado sobre esta interessante inovação porque, se um parágrafo diz que serão divulgadas 'algumas' comunicações, num outro parágrafo diz que o CA divulgará uma vez por mês os áudios das conversas 'em todos os lances avaliados no ecrã disponível no relvado'.

6. Estamos nisto portanto, a intenção é via, mas entre o 'algumas' e o 'todos' sempre vai uma grande distância. O que é certo, mesmo certo, é que será 'uma vez por mês' que vamos ouvir as conversas entre os árbitros de campo e os videoárbitros. Cuidado, não digam asneiras.

7. No domingo, em Roterdão, o Benfica encerra a sua pré-temporada com um jogo de preparação na cada do Feyenoord. Não é mais um jogo a brincar, no entanto, é depois do jogo nos Países Baixos que tudo começa a sério, muito a sério."

Leonor Pinhão, in O Benfica