Últimas indefectivações

sábado, 4 de setembro de 2021

O fim do Cartão de Adepto ou o sonho de uma noite de Verão


"Os estádios estão vazios, as pessoas não têm dinheiro, mas o Governo ainda arranjou maneira de tirar mais pessoas dos estádios, mais dinheiro às pessoas e inventou mais um imposto sobre o futebol.

Foi, provavelmente, a visão da enésima bancada vazia atrás de uma baliza que ficou ali a maquinar no inconsciente. A noite passada sonhei que encontrava no café o Primeiro-Ministro António Costa. E, entre uma cerveja e duas ou três palavras de circunstância, perguntei-lhe o que pensa fazer em relação à mais recente trapalhada do futebol português: o inefável “Cartão do Adepto”.
Eis um resumo da conversa, mais ou menos como ela (não) aconteceu:
– O senhor Primeiro-Ministro tem de recuar naquela ideia peregrina do Cartão do Adepto. Já teve de safar tanta trapalhada dos seus ministros, vai ter de resolver mais esta.
– Qual é o problema do Cartão do Adepto?
– Bom, por qual começar? Para já, em pleno século XXI, exigir que um cidadão forneça um conjunto de dados pessoais só para ir assistir a um jogo de futebol é um ataque aos direitos, liberdades e garantias constitucionais. Depois, logo agora que os clubes andam a tentar recuperar de um ano e meio de jogos à porta fechada e que os adeptos têm de se sujeitar aos 30 ou 50% de lugares permitidos pela Direção-Geral de Saúde, ainda criámos mais um obstáculo no acesso do público aos estádios.
– Não podíamos continuar de braços cruzados perante a indisciplina dos grupos organizados de adeptos – disse o António Costa imaginário. O cartão é uma forma de combater o racismo, a xenofobia e a intolerância.
– Eu diria mais, que é paternalismo, totalitarismo e ganância. Não foi o senhor que inventou o Simplex? – Então, não fui? Concentrámos cinco ou seis documentos num só cartão, entre muitas outras medidas de simplificação da administração pública e da economia!
– Então, porque é que agora está a complicar? Acha normal que um cidadão português precise de menos burocracia para entrar na Lituânia do que num estádio da I Liga? Para nos identificarmos em qualquer situação, para irmos às Finanças, para irmos ao médico, para votar – até para viajar pela União Europeia – basta o cartão do cidadão, mas para ir ao futebol precisamos de fazer um cartão específico?
– O Cartão do Adepto não é uma extravagância nossa – disse o Primeiro-Ministro no meu sonho, já em tom de orgulho ligeiramente ferido. Outros países já tomaram iniciativas semelhantes…
– E já todos desistiram delas! Só a Itália é que mantém uma regra parecida e, mesmo assim, sabe como funciona? Quando compram o bilhete, as pessoas têm de dar o seu número de contribuinte, até para evitar a revenda. É o que já se faz em certos espetáculos culturais…
– Só isso? Não criaram nenhum cartão?
– Senhor Primeiro-Ministro, se a questão é identificar as pessoas, basta o cartão do cidadão. Mas, se não quer voltar atrás para não perder a face, ao menos faça o cartão em formato digital – e gratuito! O certificado da vacinação contra a Covid-19 é digital, mas o Cartão do Adepto tem de ser físico porquê? A máquina do Estado nem os cartões do cidadão consegue fazer a tempo! Como é que vai criar toda uma nova estrutura só para fazer cartões para o futebol?
– Sim, senhor. Tomo boa nota.
– E, no fim, ainda cobram 20 euros?! Por um cartão com validade de três anos?! Os estádios estão vazios, as pessoas não têm dinheiro, mas o Governo ainda arranjou maneira de tirar mais pessoas dos estádios, mais dinheiro às pessoas e inventou mais um imposto sobre o futebol!
– Tomo boa nota, repetiu o Primeiro-Ministro, claramente já com pouca vontade de me ouvir.
– Só mais uma coisa, senhor Primeiro-Ministro: o cartão é para maiores de 16 anos. Como é que eu vou com os meus filhos ao futebol? Compro bilhete para a central, para gritar golo no meio dos adeptos da casa? Se quer mesmo criar uma zona para as claques, ao menos crie outra para as famílias, para os grupos de adeptos “não organizados”.
– Vou falar com o senhor secretário de Estado do Desporto e ver o que se pode fazer. – O seu secretário de Estado, senhor Primeiro-Ministro, duvido que alguma vez tivesse entrado num estádio de futebol antes de ser secretário de Estado. E já que o Presidente da Liga também não lhe diz nada e se limita a acatar uma norma que vai contra todo e qualquer interesse dos clubes, digo-lhe eu: esta portaria não funciona e nunca vai funcionar. Está errada e é preciso acabar com ela ou alterá-la radicalmente.
– Sim, senhor. Tomo boa nota – disse ele pela última vez e saiu.
E eu, que sou quase tão irritantemente otimista como ele, acredito que tenha mesmo tomado. Se não então, agora. Os adeptos merecem. Os jogadores merecem. O futebol merece."

A sereia e os lombos de porco



"Toda a gente afirmava: nenhuma mulher conseguirá atravessar a Mancha.

Gertrude Ederle tratou de provar o contrário Gertrude Caroline Ederle passou a infância perdida entre carcaças de vaca e lombos de porco dependurados no talho do pai, Henry Ederle, um dos muitos alemães que emigraram para os Estados Unidos em busca de uma vida mais razoável. Instalado na Amsterdam Avenue, em Manhattan, Henry não podia queixar-se da frequência de clientes e, a meias com Gertrude Anna Haberstroh, que atravessara o Atlântico na sua companhia, criaram uma bonita prole de seis crianças tão rosadas e tão saudáveis como os vitelinhos que Herr Ederle abatia de um golpe só de facalhão certeiro no pescoço nas traseiras do seu estabelecimento.
A família Ederle ganhava dinheiro suficiente a vender quilos de bifes para o que o pai resolvesse comprar uma casa de praia na zona de Highlands, Nova Jérsia, onde ensinou todos os filhos a nadar. Mas com Gertrude foi diferente: a garota apaixonou-se perdidamente pelo mar! Nascera em Nova Iorque, no dia 23 de outubro de 1905, era a filha do meio da fileirinha de Ederles, e aos dez anos já competia em provas oficiais representando a Women’s Swimming Association, a organização que tornara famosas grandes campeãs americanas como Ethelda Bleibtrey, Charlotte Boyle, Helen Wainwright, Aileen Riggin, Eleanor Holm e, sobretudo, Esther Williams, a atriz que protagonizou tantos dos ‘acquamusicals’, com elaborados gestos de natação sincronizada, alguns deles a meias com o campeão olímpico.
Johnny Weissmuller que o mundo aprendeu a conhecer como Tarzan.
Pouco tempo depois de se ter inscrito na Manhattan Indoor Pool, com uma quota de três dólares mensais, uma revolução autêntica conduziu à explosão da natação feminina nos Estados Unidos; os fatos de banho, inteiros, justos ao corpo, foram legalizados. Gertrude mergulhava nas águas tépidas da minúscula piscina que frequentava sentindo-se livre como uma sereia. E, como uma sereia, sentia bater cada vez com mais força no coração o chamado do mar.
Foi também por essa altura que os americanos pegaram no estilo chamado ‘australian crawl’ e o transformaram e definitivo naquilo que hoje chamamos de simplesmente crawl ou, em português, estilo livre. Rapidamente, Gertrude passou a ser uma especialista. E, ainda por cima, no mar que era a sua paixão. Aos 13 anos já tinha batido o recorde americano das 880 jardas nas águas de Brifgton Beach. Tomou-lhe o gosto. Participava em todas as provas que surgiam pela sua frente. Orgulhoso da filha, o açougueiro acompanhava-a para toda a parte, deixando as costeletas de novilho ao cuidado da mulher.
Em 1924, os Ederle, pai e filha, estavam em Paris. Gertrude, com apenas 19 anos, ia fazer parte da equipa americana que participa nos Jogos Olímpicos. Juntamente com as parceiras Euphrasia Donnelly, Ethel Lackie e Mariechen Wehselau, ganhou a medalha de ouro na estafeta de 4x400 metros livres, colocando o recorde do mundo em 4.58.8. Depois ganhou duas medalhas de bronze, individualmente, nas provas de 100 e 400 metros livres. No final, baixou a cabeça e confessou: «Este é o maior desapontamento da minha vida». O bronze não lhe chegava. E o cloro das águas das piscinas pelos vistos também não. Tornou-se profissional e virou-se para o mar. Não era apenas um chamado íntimo e profundo; era um desafio. Gertrude nascera para enfrentar o mar e ele estava à sua espera desde a mais antiga das suas infâncias. Poucas semanas mais tarde, nadou entre Batttery Park, Manhattan, e Sandy Hook, Nova Jérsia, cobrindo a distância de cerca de 35 quilómetros em 7 horas e 11 minutos, recorde que se manteve imbatível durante 81 anos. O seu sobrinho Bob inventou-lhe uma alcunha: ‘Midnight Frolic’ – ‘A Brincalhona da Meia-Noite’. Nessa altura, Gertrude virara-se definitivamente para outra parte do Atlântico: o Canal da Mancha.
A Women’s Swimming Association patrocinou, em 1925, a travessia do canal para duas nadadoras americanas, Helen Wanwright e, claro está, Gertrude Ederle. Helen, lesionada, nem chegou à Europa. Gertrude, já em Paris, entrou em contacto com a escocesa Jabez Wolffe, que já tinha realizado 22 tentativas frustradas para atravessar a Mancha. O conselho mais sábio que recebeu foi simples: «Não te apresses. Tem paciência. Não é uma corrida, é um desafio».
No dia 18 de agosto atirou-se à água. Poucos quilómetros depois, foi desqualificada quando Jabez, que a acompanhava no barco de apoio, mandou um nadador ajudá-la, pensando que Gertrude estava a afogar-se. Foi um casino: Ederle afirmou que estava a boiar num período de repouso, amaldiçoou a escocesa e teve de ouvir desta: «Nenhuma mulher atravessará a Mancha!». Um ano depois, saiu do Cap Griz-Nez às 7h08 do dia 6 de agosto e só parou em Kingsdon, no Condado de Kent, 14 horas e 34 minutos depois. Provara que as mulheres podiam atravessar a Mancha. A sereia vencera o mar."

Os testemunhos de dopagem


"O que dizem os atletas que se doparam? As confissões são raras. Jérôme Chiotti (2001), um ciclista de montanha arrependido, relata no seu livro o seu primeiro teste de dopagem: «Senti um pouco de pânico, apesar de dois ou três companheiros me terem explicado que os corticosteroides eram indetetáveis e que eu não estava em perigo. Em breve fiquei aliviado. Não sendo ‘controlável’, não me considerei um fora-da-lei» (Chiotti, p. 37). Chiotti transgrediu, mas «não tinha consciência».
Acrescenta que foi responsável pelos seus atos, mas não se considerava culpado. Neste caso, como podemos imaginar um consumidor de corticoides que se apresenta num controlo antidopagem persuadido que ele não transgride as regras?
Da mesma forma, o ciclista Philippe Boyer, uma das testemunhas que se entregou a Bordenave e Simon (2000, p. 94)), relata: «Assim que a bicicleta foi pendurada no prego, as anfetaminas não me abandonaram. Pelo contrário. Entre 1992 e 1994, não passou uma semana sem que eu lhe tocasse. Por vezes, é ainda mais apertado. Dou a mim próprio uma consciência limpa. Acendo [uma expressão usada para tomar anfetaminas] e depois vou imediatamente dar uma volta de carro. Digo a mim próprio que estou no controlo, que não sou viciado. (...) Não tenho consciência de ser um toxicodependente».
Este segundo testemunho permite uma leitura mais abrangente em termos de interesse e de estratégia. Admitindo que a adição está ligada à capacidade de controlar o consumo, podemos considerar que Boyer participa de uma estratégia de reconquista do público. Confessava uma falta, sem querer aceitar as sanções correspondentes.
Vencedor de sete edições consecutivas do Tour de França, um recorde absoluto que lhe garantiu o estatuto de ícone desportivo, o ciclista Lance Armstrong perdeu em 2012 todos os títulos conquistados a partir de 1998. Foi uma decisão sem precedentes da Agência Anti-Doping dos Estados Unidos, que o considerou o líder do “plano de doping mais sofisticado, profissionalizado e bem-sucedido da história do desporto”. Armstrong não recorreu da decisão e manteve um discurso de inocência, mas acabou por confessar toda a verdade numa entrevista a Oprah Winfrey, em janeiro de 2013. Neste processo é de referir o especialista italiano, Michelle Ferrari, que respondeu em tribunal. Foi acusado de ter aconselhado e administrado substâncias dopantes a diversos atletas e de ter exercido, de forma ilegal, a profissão de farmacêutico. Considerava que o “EPO é tão inofensivo como o sumo de laranja” e, costumava dizer que «se eu fosse corredor e se soubesse que havia produto indetetável, utilizá-lo-ia» (Melo & Azevedo, 2004, p. 132).
David Chaussinand, lançador de martelos, admitiu também se ter dopado, depois de ter sido reconhecido positivo num controlo antidopagem. Refere: «O atletismo é um desporto extraordinário. Não é preciso generalizar com base no meu caso». Sancionado por três anos, continuou a defender a ideia de que o atletismo continua a ser um desporto à parte, isto é, um espaço social ideal, onde a justiça e a igualdade de oportunidades de cada um são respeitadas (Attali, 2004).
Trabal (2002) argumenta que as confissões de atletas arrependidos promovem a ideia que se pode consumir os produtos interditos, sem aceitar ser um desportista dopado. Richard Virenque, acusado de se ter dopado, ilustra perfeitamente esta tendência de desresponsabilização. O ex-ciclista da equipa Festina tentou fazer crer que ele foi dopado sem saber. Defendendo-se, coloca o atleta numa postura quase platoniana (Platão opunha frequentemente a alma e o corpo, dizendo que é preciso um esforço para se concretizar esse desprendimento). Não nos podemos esquecer, como refere Bourdieu (2001, p. 26)), que «Os ‘sujeitos’ são na realidade agentes actuantes e cognoscentes dotados de um sentido prático (…), sistema adquirido de preferências, de princípios de visão e de divisão (…), de estruturas cognitivas duradouras (…) e de esquemas de acção que orientam a percepção da situação e a resposta adaptada».
Estes testemunhos permitem também verificar que vão ao encontro do conceito de “desviantes” de Becker (1995). Na sua perspetiva, todos os grupos sociais instituem normas e esforçam-se para as aplicar, pelo menos em certos momentos e em determinadas circunstâncias. As normas sociais definem as situações e os modos de comportamento apropriadas a estas: algumas ações são prescritas (o que é “bem”) e outras são proibidas (o que é “mau”). Quando um indivíduo é suposto ter transgredido uma norma em vigor, ele pode ser percebido como um tipo particular de indivíduo, ao qual não se pode confiar para viver segundo as normas acordadas pelo grupo. Este indivíduo é considerado como “estrangeiro” ao grupo (outsider). Mas um indivíduo que é etiquetado como estrangeiro pode ver as coisas de forma diferente. Ele pode não aceitar as normas, segundo o qual é julgado ou que ele nega àqueles que o julgam sem competência ou legitimidade para o fazer. O transgressor pode estimar que os juízos são estrangeiros ao seu universo. É o que refere Trabal (2002) quando os atletas se dopam não reconhecem serem transgressores, pois faz parte do seu universo ou, como diria Bourdieu (2001), das disposições sociais (ou dos habitus[1]). De facto, “se existe uma verdade, a verdade é um objecto de lutas”, lutas essas “que têm por objecto a imposição dos princípios legítimos de visão e de divisão do mundo natural e do mundo social” (Bourdieu, 2001, p. 61).
A Comissão Independente da Reforma do Ciclismo (CIRC), criada em janeiro de 2014, pela União Ciclista Internacional (UCI), lançou um apelo a possíveis testemunhas sobre a dopagem na modalidade entre 1998 e 2013. Garantindo a confidencialidade, o objetivo não era punir as pessoas culpadas de infrações, mas procurar tirar ensinamentos sobre o passado, por forma a assegurar um futuro promissor para o ciclismo.
E em Portugal? O que fazemos neste sentido?"

Teaser #4: 300 dias...

300 Dias


"Escrevo antes da estreia da série 300 Dias, da BTV, e são enormes as expectativas que deposito neste conteúdo.
Não é para menos: 11 episódios(!) idealizados pelo jornalista da BTV Ricardo Soares, o que, por si só, é garantia de qualidade, com imagens recolhidas por André Araújo, o mesmo dos múltiplos magníficos vídeos dos bastidores da nossa equipa de futebol, uma novidade ainda recente e que em muito nos enriquece enquanto adeptos.
Sou um razoável conhecedor da oferta de documentários sobre futebol e nunca vi um centrado exclusivamente na questão das lesões graves, desde que um futebolista a sofre até que a debela e regressar à competição. E é estranho, devo dizer.
Tive a oportunidade de acompanhar de perto alguns processos desta índole, nomeadamente de basquetebolistas do Benfica, e percebo cristalinamente, por exemplo, as amizades profundas geradas entre atletas e fisioterapeutas, bem mais sólidas, em muitos casos, que entre colegas de equipa. O Benfica através de André Almeida, dá-nos a conhecer esta faceta, entre outras, que quase todos desconhecem, presando assim um autêntico serviço público. E esta é uma componente da comunicação do Clube que merece ser destacada e muito elogiada.
Tem sido notório o esforço de aproximação dos adeptos, abrindo as portas ao 'balneário' e, com isso, humanizando aqueles que, pelo honroso e exclusivo papel que desempenham - representar o Benfica no relvado -, inevitavelmente são colocados num pedestal, tornando-se inacessíveis. Quebrar as barreiras é reforçar a ligação entre jogadores e adeptos, valorizando-se, pelo caminho, o produto futebol em função de uma opção clara pelos protagonistas em detrimento das recorrentes e estafadas questiúnculas do futebol português. Obrigação!

João Tomaz, in O Benfica

Paragem de seleções? Olha que maravilha


"Em condições normais - e o leitor já me conhece - a paragem no campeonato nacional para os jogos internacionais seria um tremendo aborrecimento. Normalmente, este é um período em que tento hibernar, no entanto desta vez estou muito bem acordado. O estado emocional transforma-se por completo num contexto em que o Benfica acaba de saltar para a liderança isolada após ganhar um jogo em cima do minuto 90, depois de estar a perder durante 70 minutos e na sequência de oito meses afastado do topo da tabela. Com este cenário, não só não há problema algum em interromper o campeonato para as seleções nacionais entrarem em acção como até nem me importo se este intervalo durar mais um ou dois anos. Sugiro a criação de um campeonato mundial com os países a jogarem todos uns contra os outros num formato a duas voltas.
Olhar para a classificação e ver o Benfica em 1.º, seja na 4.ª jornada, seja na última - sendo obviamente diferente - , alegra o coração. Com quatro vitórias em quatro jogos, o entusiasmo é ainda maior. Depois de garantir uma qualificação tão histórica quanto obrigatória para a fase de grupos da Liga dos Campeões, melhor sabe esta pausa. Por falar nisso, gostaria de me adiantar e dar já os parabéns ao Barcelona. Não tem nenhuma Liga Europa/Taça UEFA no currículo, mas algo me diz que neste ano vão acrescentar esse troféu ao museu lá na Catalunha. O hino da Liga dos Campeões lá estará de regresso ao Estádio da Luz, onde é tão agradável de ouvir. A medir forças com gigantes europeus, território onde o Benfica se fez e deu a conhecer ao mundo. Queremos todos ouvir o hino da Champions, mas queremos que o hino do Benfica se faça tocar ainda mais alto."

Pedro Soares, in O Benfica

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Bancadolândia


"'É aqui!' A mais recente vitória no futebol profissional ainda está quente na memória. Escrevo estas linhas volvidas poucas horas sobre o duelo com o Tondela no Estádio da Luz, onde uma segunda parte com pés no acelerador (também viabilizada pelo infinito combustível proveniente do apoio dos benfiquistas que esgotaram os lugares possíveis de ocupar na Catedral) guiou a equipa a novo triunfo e ao aproveitamento máximo nas primeiras quatro jornadas da Liga Bwin.
Facto natural para quem tem nas vitórias o seu oxigénio, o que o Benfica fez em Portugal, em volume e em sucesso, neste novo começo de caminhada só encontra paralelo no registo do PSG em França, quando se afunila a análise às seis melhores ligas europeias.
Olhando para trás, sem euforias nem deslumbrantes, concordaremos que, findo um mês de agosto forrado por sufocante calendário de jogos (metade dos quais decisivos para palmilhar até aos grupos da Liga dos Campeões), a liderança isolada no campeonato é uma consequência que se situa num patamar acima do saboroso. Mais ainda se as emoções comandam o olhar e se o coração domina o pensamento quando nos abeiramos da janela da estatística para espreitar os números - o Benfica é o único competidor 100 por cento vitorioso na Liga Bwin, tem o melhor ataque, ex aqueo, uma das melhores defesas, etc.
O cenário que se contempla é auspicioso, mas também um óptimo conselheiro num aspecto fulcral que encontra exímio professor num passado nada longínquo: o trabalho e a mentalidade vencedora não se podem distrair, nem intermitir.
Nesta circunstância de balanço para o que virá, reentro na noite de 24 de Agosto, em Eindhoven, para ampliar um 'grito de garra', uma das manifestações de contentamento pela passagem à fase de grupos da Champions League, porque naquela expressão há nervo que pode atalhar o futuro, no campo, nos momentos de definição. 'É aqui!', proclamou Otamendi, segundo o meu descodificador sensorial, nos bastidores da qualificação. Um instante, inspirador de leituras mil, que merece ser escutado (e sentido) em loop depois um mês perfeito e antes de novas batalhas que incluem desafiar estrelas."

João Sanches, in O Benfica

No nosso lugar


"O primeiro ciclo jogos da nova temporada está concluído. E os resultados não podiam ser melhores. No campeonato, quatro jogos, quatro vitórias, liderança isolada. Na Liga dos Campeões, após duas difíceis eliminatórias, entrada assegurada na fase de grupos e arrecadadas as correspondentes receitas.
Diria que é neste o lugar do Benfica: em 1.º no campeonato nacional, e entre os melhores na Europa.
Embora os dois últimos triunfos domésticos tenham sido obtidos nos derradeiros instantes das partidas (e assim, ainda mais saborosos), as exibições, de nota artística bastante razoável, têm revelado um Benfica muito diferente, para melhor, daquele que nos angustiou ao longo de quase toda a época passada. E o resultado de Eindhoven mostrou igualmente uma equipa coesa, comprometida e determinada, capaz de fazer frente a todos as adversidades que lhe forem surgindo ao caminho.
O plantel está mais forte e equilibrado do que no passado recente, os adeptos estão de volta à Luz, e tudo se vai compondo para uma temporada bem-sucedida, que possa traduzir-se no ansiado regresso aos títulos.
É, todavia, importante realçar que ainda não ganhámos nada, e lembrar que à quarta jornada da última temporada também seguíamos na frente. Os sinais são muito positivos, mas são somente sinais. Esta liderança, bem como o apuramento para a fase de grupos da Champions, é excelente ponto de partida, mas não de chegada. Tudo está por conquistar.
Os próximos meses vão ser de luta, e devemos estar cientes de que, à medida que mais força demonstrarmos, mais atacados seremos dentro e fora dos campos."

Luís Fialho, in O Benfica

Arranque à Benfica


"Terminado o primeiro ciclo de jogos, que permitiu o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões e a liderança isolada, no campeonato, à 4.ª jornada, é hora de fazer um balanço. Impressiona a forma como os 25 jogadores utilizados, nestes oito jogos, demonstraram o compromisso total com o Clube. O espírito de equipa é evidente, e em todos os jogos sentimos a união do grupo. Quer em Moscovo, frente ao Spartak, uma equipa liderada por um antigo treinador do Benfica que conhece bem os cantos à casa, quer em Moreira de Cónegos, sobretudo após ficarmos reduzidos a 10, quer em Barcelos, quer em Eindhoven, onde jogámos uma hora com menos um, foi impressionante a entrega de todos. Jorge Jesus tem sido mestre não apenas na tática, mas sobretudo na estratégia. O nosso treinador fez de cada um dos oito jogos verdadeiras finais. Os quatro jogos realizados no Estádio da Luz provaram a dedicação e a capacidade de sofrimento dos nossos jogadores. Os jogos com Spartak, Arouca, PSV e Tondela exigiram muito da equipa e dos atletas. Em nenhuma destas partidas o Benfica podia falhar. Os jogos de acesso à Liga dos Campeões, por motivos óbvios, e os jogos do campeonato, por ser o principal objectivo da temporada, levaram o grupo de trabalho a unir-se e a funcionar como um bloco coeso. Jorge Jesus tem alternado os onzes iniciais, e a equipa manteve sempre um elevado desempenho competitivo. Algo que é muito difícil de pôr em prática sobretudo se tivermos em conta que os dois principais avançados do Benfica - Seferovic e Darwin, que na época passada marcaram juntos 40 golos - estiveram lesionados. Em Setembro vamos iniciar um novo ciclo com uma certeza - o mais importante reforço da época veio das bancadas."

Pedro Guerra, in O Benfica

Acolher!


"O êxodo continua. Mulheres, homens, crianças, novos e velhos, despojados de tudo, arrancados às suas raízes, clandestinos na própria família, escondidos de tudo e todos.
Perdidos no mundo, minados por nada saberem dos seus e tolhidos de os contactar pelo medo das duras retaliações.
Não consigo descrever melhor a situação humana em que os refugiados, todos os refugiados, se encontraram na fase de acolhimento. A única coisa que lhes aquece a alma é a segurança de um porto de abrigo, a comida quente, a certeza de viver mais um dia e a esperança, talvez, de um futuro. As noites, essas, revivem em pesadelos a angústia e a violência que, afinal, não ficaram para trás, antes parecem repetir-se uma e outra vez num ciclo eterno que de si afasta qualquer tipo de paz, mesmo momentânea.
Não é esta a condição humana. Não deveria ser a condição de ninguém! Mas é a condição de cada vez mais milhões de pessoas em todo o mundo, onde o radicalismo político-religioso, a economia do ilícito ou, simplesmente, a mudança climática põem a nu a fragilidade da condição humana.
Se tomarmos, cada um de nós, o tempo necessário para refletir sobre isto e nos imaginarmos na situação destas pessoas, rapidamente passamos do nó que se nos aperta na garganta para a necessidade de agir. Mas o que poderemos fazer? Acolher e saber acolher!
E isso, este Benfica universal sabe fazer e faz como ninguém!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"4
Bom início de campeonato, com pleno de vitorias nos 4 primeiros jogos. É apenas a 3.ª vez desde 1984/85 (respeitando a ordem de realização das partidas - em 1990/91 a 1.ª jornada foi adiada);

11
A série 300 Dias, da BTV, aborda, em 11 episódios, o período entre a grave lesão e o regresso de André Almeida. Trata-se de um conteúdo inovador e diferenciador, mesmo a nível internacional. A comunicação do Benfica está de parabéns por, mais uma vez, optar por investir na promoção do futebol;

24
São já 24 os jogadores utilizados por Jorge Jesus em competições oficiais nos primeiros 8 jogos da temporada, 22 deles na condição de titular, num exercício assinalável de aproveitamento do plantel. Mais impressionante é o facto de 15 terem constado no onze inicial em pelo menos metade das partidas. Só Odysseas (8), Lucas Veríssimo (7), Otamendi (7), João Mário (6), Grimaldo (5) e Pizzi (5) alinharam de início em 5 ou mais ocasiões;

40
André Almeida chegou no top 40 dos futebolistas que mais vezes representaram a equipa de honra do Benfica (incluindo particulares). Disputou 330 partidas, tantas quando Álvaro e Silvino;

49
Rafa marcou pela 3.ª vez na presente temporada em 'jogos oficiais' e passou a ser o melhor marcador da equipa em 2021/22. Soma 49 golos em competições oficiais ao serviço do Benfica, sendo agora o 7.ç posicionado neste ranking no Clube. No campeonato leva 35 e ocupa o 41.º posto. Neste estádio da Luz, em que chegou à centena de partidas (11.º com Aimar e Quim), é o 12.º mais goleador, a par de Saviola (incluindo jogos particulares);

169
Pizzi passou a ocupar a 2.ª posição no ranking de jogos no actual Estádio da Luz (incluindo particulares), a grande distância dos 273 de Luisão."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1 - Os sócios do Sport Lisboa e Benfica vão poder expressar a sua opinião quanto ao futuro do Clube, no dia 9 de Outubro. A partir de agora, e exclusivamente ate lá, é altura ideal para se debaterem ideias e avaliarem projetos quanto ao modelo organizacional e de gestão a trilhar pelo Benfica. Saber igualmente que dimensão e perfil pretendemos para a nossa Sociedade Anónima Desportiva e qual o papel reservado para a Formação e o Benfica Campus nessa estratégia. Que mudanças queremos personificar face à emergência de causas sociais como a sustentabilidade e o respeito pela diversidade? Como devemos envolver ainda mais os jovens no dia a dia do Clube e responder ao predomínio crescente do digital e da ideia de 'Experiência' em cada presença no estádio ou nos pavilhões. Vencer todos queremos. Vencer jogo após jogo, no futebol e em todas as modalidades. Nisso, estamos todos de acordo. A questão de fundo está em saber qual é o caminho mais adequado, o mais profícuo e duradouro no plano dos títulos, sem reveses nem falsas partidas.

2 - A escolha e as opções a serem tornadas pelos sócios irão vincular o Clube para os próximos 4 anos. Num mundo em permanente mudança, a decisão irá influenciar decisivamente o desempenho da marca Benfica até ao fim da década. O tempo é, por isso, de inclusão e união. De debater e discussão livre, de confronto desinteressado de ideias e projectos quanto ao percurso futuro que queremos ver o Sport Lisboa e Benfica empreender. Sem preconceitos nem pré-juízos. Sem azedumes nem ajustes de contas. Pensar o Benfica para o futuro e decidir em consciência é um dever a que todos os sócios de devem sentir convocados. O jornal O Benfica, pela sua história, pela sua tradição de liberdade e salutar convivência, estará na linha da frente na garantia do pluralismo e do respeito por todas as sensibilidades e opiniões.

3 - Parabéns a todos os benfiquistas. Com elevação, sentido de responsabilidade e uma enorme serenidade, o Sport Lisboa e Benfica soube ultrapassar, um a um, todos os desafios com que se viu confrontado e que foram identificados como prioritários para garantir a estabilidade e o sucesso do Clube. O empréstimo obrigacionista foi encerrado com sucesso, a época foi preparada com critério e de forma atempada, tanto nas modalidades como no futebol. O Benfica está na Liga dos Campeões e lidera o campeonato só com vitórias. O mercado de transferências fechou com os ajustes necessários à competitividade da equipa e com as saídas que reforçaram a solidez financeira do Clube, não comprometendo a sua ambição desportiva. Nem um titular indiscutível foi transacionado, e quem chegou veio para somar.

4 - Assegurada a estabilidade, é tempo de entregar a palavra aos sócios. Eleições em 9 de Outubro. O Benfica sairá mais forte."

Pedro Pinto, in O Benfica

Homenagem a Valter Neves


"Este fim de semana ficará marcado já por vários jogos das nossas modalidades. Além do basquetebol, que começa hoje a sua participação no Torneio Internacional de Lisboa, a partir das 18h00, o andebol jogará em casa no sábado para a EHF European League (15h30), o futsal disputará a Taça Vila de Cascais (sábado às 13h30 com Quinta dos Lombos e domingo às 10h00 com Sporting de Paris) e o hóquei em patins recebe o Liceo da Corunha (15h00).
É o tão desejado reencontro com o nosso público nos diferentes pavilhões. Todos estão convocados para começar desde já a apoiar as nossas equipas.
No hóquei teremos um jogo de apresentação muito especial, uma vez que incluirá a merecida homenagem a Valter Neves.
Foram 680 jogos e 319 golos oficiais ao longo de 17 temporadas a defender exemplarmente o emblema do Sport Lisboa e Benfica, 13 das quais como capitão, a personificar a mística e os valores do Clube em campo.
Por isso, o SL Benfica solicita que o público chegue o mais cedo possível – os bilhetes já estão disponíveis para levantamento – ao Pavilhão Fidelidade para fazer parte da homenagem, cujo início está previsto para às 14h30 deste domingo. Será um momento único e para o qual contamos com todos!
Outro dos atrativos será o jogo em si diante dos espanhóis do Liceo. Para a temporada 2021/22, contamos com novas incorporações, Pablo Álvarez (ex-Barcelona), Poka (ex-FC Porto) e Pol Manrubia (ex-CE Noia), além da subida à equipa principal do guarda-redes Rodrigo Vieira.
Na sua apresentação oficial como treinador, Nuno Resende prometeu "trabalhar 24 horas sobre 24 horas e dar o máximo" para corresponder à tradição e à grandeza do Clube. "O Benfica quer estar nos momentos de decisão e consolidar isso com vitórias", reforçou o técnico no dia 13 de agosto.
A equipa de hóquei em patins cumpriu um plano exigente desde o início dos trabalhos e fez uma aparição oficial no jogo de apresentação do SC Tomar, em que venceu por 0-2. Além disso, foram realizados três jogos-treino, dois dos quais frente ao Turquel. O primeiro foi fora de casa e terminou com um triunfo, por 2-4 (golos de Diogo Rafael, Pablo Álvarez – por duas vezes – e Nicolía), enquanto o segundo aconteceu na última quarta-feira e acabou com uma vitória por 8-2 (marcaram Poka, Pol Manrubia, Gonçalo Pinto, Pablo Álvarez, Nicolía e Edu, ambos por duas vezes). Antes, vencemos o Parede também por 8-2. Golos de Poka, Edu Lamas, Pol Manrubia, Gonçalo Pinto, Pablo Álvarez, Sergi Aragonès e Lucas Ordoñez por duas vezes.
Depois destes quatro jogos de preparação, o hóquei em patins vai encerrar este ciclo com um jogo de grau de dificuldade mais elevado. Não falte!
Vamos, Benfica!"

Lanças...

SL Benfica | Os 5 jogadores que mais brilharam por empréstimo na Luz


"Todas as épocas, novos jogadores são contratados para reforçar as equipas. Para além das compras, assistimos também ao empréstimo de inúmeros atletas, não só no arranque da temporada, como também a meio. O SL Benfica não é exceção, muito pelo contrário.
Devido ao vasto plantel que tem, é das equipas que mais empresta jogadores, para que estes não percam ritmo de jogo e provem que merecem ser aposta do treinador no futuro.
No entanto, a equipa da Luz não empresta apenas, também tem jogadores que lhe são emprestados por outras equipas. Posto isto, decidi eleger os cinco jogadores que mais brilharam por empréstimo ao serviço das águias.

1. Konstantinos Mitroglou Falemos de 2015/2016. A mítica época, em que Jorge Jesus se mudou para o rival Sporting CP. É impossível falar dessa temporada e não falar de um dos jogadores mais importantes desse plantel – Kostantinos Mitroglou.
O grego chegou ao SL Benfica, através de um empréstimo do Fulham FC, e convenceu logo os adeptos encarnados. Em 45 jogos, marcou 25 golos e fez seis assistências. No entanto o melhor dessa temporada estava reservado para a fase final…
As águias deslocaram-se ao terreno dos leões, num jogo que podia mudar tudo. A verdade é que mudou mesmo e o verdadeiro mestre da mudança foi Mitroglou. Marcou o golo da vitória que permitiu ao SL Benfica passar para o primeiro lugar da tabela, sendo mais tarde consagrado campeão nacional. Se há alguém que merece ocupar este lugar do top é o grego.

2. Fabrizio Miccoli Chegou a altura de recuar mais um pouco, mais concretamente até 2005/06, para falar de Fabrizio Miccoli. O ponta de lança italiano foi emprestado pela Juventus FC aos encarnados e rapidamente conquistou a atenção dos adeptos.
Entre campeonato e UEFA Champions League, disputou 23 jogos, marcou seis golos e fez duas assistências. De certeza que ninguém se esqueceu do pontapé acrobático que estabeleceu o 2-0, frente ao Liverpool FC, na primeira mão dos oitavos de final da UEFA Champions League.
Um verdadeiro “golaço”, ao alcance de poucos. Na época seguinte, o italiano continuou a mostrar serviço: em 33 jogos, marcou 13 golos e fez três assistências.

3. David Luiz E por falar em jogadores acarinhados pelos benfiquistas, surge então David Luiz. O central brasileiro chegou ao SL Benfica em janeiro da época de 2006/07, emprestado pelo EC Vitória, e só abandonou a Luz em 2011.
Na época 2006/07, nos 14 jogos que realizou, teve tempo e capacidade para convencer o clube a contratá-lo para a temporada seguinte. E que boa contratação. Para além de o SL Benfica ter ganho um dos melhores centrais de sempre (chegou a ser considerado o melhor jogador do campeonato em 2009/10), também ganhou um adepto apaixonante.

4. Eduardo SalvioEstá na altura de referir um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos benfiquistas, o argentino Eduardo Salvio. Se calhar, muitos não se recordam de que Salvio começou por representar as águias como um jogador emprestado pelo Atlético de Madrid, em 2010/11.
Realmente, com tantos anos de manto sagrado vestido, é difícil relembrar que tudo começou dessa maneira. E que bela maneira de começar.
O excelente desempenho do extremo direito, naquela época, levou a que os encarnados comprassem o jogador aos espanhóis, por 13,5 milhões de euros, tornando-o, à época, no reforço mais caro de sempre.
No ano do empréstimo, 2010/11, jogou um total de 39 partidas, tendo feito sete assistências e marcado 10 golos. E muitos mais vieram a seguir…

5. Guilherme Siqueira Lembram-se da época 2013/14? É impossível esquecer! A equipa do SL Benfica dessa época era um autêntico colosso e contava com grandes nomes, como Matic, Enzo Pérez, Rodrigo ou Lindelöf.
Para além desses exemplos, houve um jogador que se destacou muito pela positiva, o lateral esquerdo Guilherme Siqueira. Emprestado aos encarnados pelo Granada CF, o brasileiro foi uma das figuras de destaque daquela época.
Em 33 partidas, fez uma assistência, marcou um belo golo frente ao CD Nacional, foi um dos 11 escolhidos para defrontar o Sevilha FC, na final da Liga Europa, e ganhou três títulos em Portugal. Quem se lembra dos jogos daquela temporada, pode mesmo dizer que foi um dos melhores laterais esquerdos que passaram pela Luz, nos últimos anos."

Teaser #3: 300 dias...

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Taça da Liga

Grupo A
Benfica
Guimarães
Covilhã

Grupo B
Sporting
Famalicão
Penafiel

Grupo C
Braga
Paços de Ferreira
Boavista

Grupo D
Corruptos
Santa Clara
Rio Ave

Estes jogos da Taça da Liga, estão 'encaixados' entre os jogos Europeus da Champions, sendo assim, vamos seguramente apostar numa rotação completa nestas partidas, sendo assim, o jogo em Guimarães, não será nada fácil..

Estamos isentos na 1.ª jornada, vamos a Guimarães na 2.ª jornada, e recebemos o Sp. Covilhã na Luz na 3.ª jornada!
Assim, podemos preparar com tempo a deslocação a Guimarães para a Liga... devido à isenção.
A estreia será em Guimarães, poucos dias depois da deslocação a Vizela, provavelmente o melhor será ficar na região durante os dois jogos!!!
O jogo na Luz, com o Covilhã será entre a deslocação a Famalicão e a recepção ao Marítimo!

1.º dia...

FIFA22

Compromisso em equipa


"Compromisso e trabalho coletivo. Foram estas as palavras de ordem do treinador de basquetebol, Norberto Alves, na antecâmara da participação da equipa no Torneio Internacional de Lisboa, que, além do Sport Lisboa e Benfica, contará com as equipas do Bétis de Sevilha e do Obradoiro da ACB, considerada unanimemente a melhor liga europeia, e ainda com o Sporting Clube de Portugal.
Depois de não ter disposto de todos os atletas no início da pré-época, a nova equipa técnica já pôde contar com a larga maioria – exceção para o internacional tunisino Makran Ben Romdhane – no estágio realizado na semana passada em São Pedro Sul. Foi um período importante para fortalecer o espírito de grupo, tal como salientou Norberto Alves no lançamento do torneio. "O elogio vai para a atitude dos rapazes, que formaram já uma equipa que gosta de estar e de treinar junta. A dinâmica do grupo e o ambiente deste Benfica é decisivo para a época", vincou.
Para a temporada 2021/22, o plantel sofreu as alterações necessárias para atacar bem os vários desafios que haverá pela frente, a começar no final deste mês para a FIBA Europe Cup.
Nesse sentido, a equipa de basquetebol conta com o regresso de Diogo Gameiro, internacional português formado no Clube e considerado pelo treinador "um excelente passador na posição 1". A atuar também como base, as águias terão José Barbosa, ex-Oliveirense, que viu a sua "capacidade de liderança e de organização do jogo ofensivo da equipa" salientadas por Norberto Alves.
Para a posição 2, o norte-americano Aaron Broussard foi escolhido por ser "um bom defensor e um jogador com grande espírito de sacrifício", enquanto o seu compatriota James Farr será opção como poste, destacando-se o "bom carácter e sentido de esforço coletivo" na descrição do líder máximo da equipa técnica.
Dennis Clifford (poste) e Travis Munnings (extremo) integraram mais tarde o grupo, mas são elementos em que a capacidade de trabalho foi o principal ponto destacado por Norberto Alves.
Dentro do perfil definido para que um atleta fizesse parte do novo plantel, Makran Ben Romdhane foi recrutado para a posição 4. Considerado "um líder e com uma atitude de vencedor", este basquetebolista ainda não poderá ser visto em ação com a camisola vermelha e branca. O atleta encontra-se a representar a seleção da Tunísia na edição 2021 do AfroBasket e já foi destacado pela FIBA como um dos cinco jogadores que sobressaíram na fase de grupos da competição.
O basquetebol está, então, em contagem decrescente para a sua primeira aparição já nesta 6.ª feira, dia 3, diante do Bétis, a partir das 18h00, no Pavilhão Fidelidade. No dia seguinte, pela mesma hora, há duelo com o Obradoiro. No domingo, a equipa terá uma deslocação ao Pavilhão João Rocha para enfrentar o Sporting, a partir das 16h30. Com muitas cargas de treino, serão três jogos "para melhorar e ganhar ritmo".
Força, Benfica!"

Fever Pitch - Mercado...

O Cantinho Benfiquista #60 - Líderes, Champions e Gilberto...

Leonor...

Contas...

105x68...

Valentino Lazaro, Quem é, e o que esperar do reforço do Benfica

Nemanja Radonjic | De “party animal” a ídolo


"Nemanja Radonjic foi a solução encontrada pelos responsáveis encarnados para suprimir o vazio deixado pelas saídas de Pedrinho e Cervi, numa substituição que não se rege por quaisquer trâmites estilíisticos ou linha orientadora para jogadores daquela posição – ao contrário da criatividade e jogo entrelinhas que o brasileiro oferecia e da resignação tática do argentino, o sérvio Nemanja é um extremo à ‘antiga’.
Assenta o seu jogo numa verticalidade apoiada em velocidade de ponta e numa obsessiva tendência para investir no um contra um: nem sempre bem decidido, muito menos certeiro no momento da finalização, com defeitos que persistem na sua evolução enquanto jogador, desde as etapas formativas no FK Partizan, AS Roma ou Empoli FC até à explosão ao serviço dos rivais do Estrela Vermelha.
Ao seu perfil técnico concilia-se a irreverência típica do jogador oriundo dos balcãs, com dificuldades em estabilizar emocionalmente ou seguir regras estabelecidas – a carreira de Radonjic é marcada por episódios caricatos, más companhias e rumores que se tornam percalços no caminho da sua consolidação enquanto futebolista de elite.
O talento está lá, como ficou demonstrado recentemente (março deste ano) no encontro frente a Portugal, no 2-2 em Belgrado – foi ele o assistente dos dois golos sérvios, numa exibição que meteu em causa as capacidades de Nuno Mendes e companhia. Pérola à espera do mesmo polimento que Jesus conseguiu aplicar em Lazar Markovic, recorrente figura de comparação com a mais recente contratação benfiquista: empréstimo de um ano com cláusula de compra de oito milhões.
Em Marselha, foi sempre incapaz de se assumir nos terrenos da titularidade, desde que assinou no Verão de 2018 a troco de 11 milhões de euros, depois de o jogador ter explodido em contexto interno de Liga Sérvia e ter sobressaído nas eliminatórias de acesso à Champions. Nessa ocasião, os sérvios atravessaram todas as quatro pré-eliminatórias à boleia das exibições de Nemanja, que jogou os oito jogos, acumulando quaro golos. O Marselha não perdeu tempo e pescou-o antes da janela de agosto fechar.
No sul de França a tarefa foi-lhe complicada. 62 jogos divididos por três temporadas, um empréstimo de mediano aproveitamento ao Herta de Berlim em 2020-21 (12 jogos em meia temporada, com um golo e duas assistências). Ou seja, com a camisola do Olympique cumpriu 2040 minutos desde 2018, o que perfaz um total de 22 jogos completos – manifestamente pouco para alguém que prometeu mundos e fundos quando despontou no país natal.
Procura ainda o seu território em contexto internacional ao nível de clubes, num patamar muito abaixo daquilo que produz pela camisola do seu país – desde a estreia com a camisola roxa, em novembro de 2017 (numa tour pela Ásia, de preparação para o Mundial da Rússia) não mais deixou de fazer parte das primeiras escolhas.
Mladen Krstajic levou-o para a Ásia, deu-lhe três internacionalizações e inscreveu-o na lista final para o certame russo à frente de, por exemplo, Mijat Gacinovic, extremo igualmente irreverente que defendia à época as cores do Eintracht Frankfurt de Adi Hütter e que por estes dias é elemento válido no TSG Hoffenheim.
No Mundial pouco produziu (apenas 17 minutos divididos entre as derrotas frente à Suíça e ao Brasil), a Sérvia acabou em terceiro do grupo E, sendo uma das grandes desilusões da prova – mas as oportunidades continuaram a surgir, com a assiduidade e participações relevantes nos melhores momentos da turma, deixando explicito o mundo de diferença em termos de rendimento apresentado entre clubes e seleção. Uma questão de saudade? Fica no ar a reticência pela distância entre Lisboa e Belgrado.
Nasceu futebolisticamente no Partizan, mostrando desde muito cedo um talento gigantesco que deixava antever exuberante afirmação como nova grande coqueluche do futebol sérvio – o novo Lazar Markovic, como era muitas vezes referenciado – e com um futuro ascendente sem qualquer tipo de travão até ao topo europeu.
As razões que levaram ao incumprimento desse destino quase obrigatório são caricatas, provocatórias de uma gargalhada só possível pela distância emocional que temos das rivalidades naquela zona da Europa: recusou-se, simplesmente, a assinar o contrato profissional proposto pelos diretores, em 2013.
Com 16 anos e com toneladas de expectativas aos ombros, teve o descaramento de disparar uma negativa. Sem nenhuma certeza quanto aos motivos, muitos foram os rumores a tentar explicar tão insólita circunstância, que o fez abandonar o clube e rumar à Academia George Hagi, na Roménia – a teoria mais aceite, que por acaso é aquela que alavanca dramaticamente toda a sua história, rege-se por diretriz… do coração.
Ao que parece, a sua paixão enquanto adepto do Estrela Vermelha era tão radical que lhe seria impossível representar o rival ao mais alto nível! Natural, então, que tenha saído imediatamente do país rumo à Roménia, onde aguardaria por notícias e contratos melhores na Academia George Hagi.
Esteve ali poucos meses. Os diretores romenos tinham estreitas relações com os responsáveis da AS Roma: Walter Sabatini (homem-forte do futebol romano de 2011 a 2017, responsável pelas contratações de Lamela, Marquinhos, Strootman, Gervinho, De Sanctis, Nainggolan ou Mehdi Benatia) apaixonou-se pelos seus talentos e não descansou enquanto não o trouxe para a capital italiana e o instalou num quarto em Trigoria – centro de treinos dos Giallorossi -, fortemente supervisionado.
Não se precaveu, foi, em primeiro lugar, da influência adamastoresca do seu empresário, o poderoso Fali Ramadani – que, além de grandes exigências bancárias (a AS Roma pagou, até 2018, momento da compra do passe por parte do Marselha, 3,1 milhões de euros em comissões – por um jogador que fez apenas… três jogos pela sua equipa Primavera!) tinha em carteira jogadores como Jovetic ou… Adem Ljajic, craque dos séniores da AS.
Ora, para Adem foi um passatempo interessante tornar Radonjic, o prodígio conterrâneo, no seu protégé dentro do clube – e com ele provocar o caos, num sem número de partidas, situações de comportamentos desviantes e casos de indisciplina, entre os quais as recorrentes noitadas que se transformavam em diretas antes de treinos matinais.
Adem, pelo estatuto, conseguiu manter-se na capital até agosto de 2015, quando foi emprestado ao Inter – já Radonjic apenas teve a paciência dos diretores até… julho de 2014, ou seja, sete meses. Seria “emprestado” (num negócio com muitos ‘ses’) ao Empoli, onde também apenas fez um par de jogos pelos Primaveras, e seguidamente ao Cuckaricki, primodivisionários no país natal.
Foi aí que começou a encarrilar, a demonstrar o porquê de tanto dinheiro investido em si e tanto falatório à sua volta. Uma época (27 jogos e quatro golos) chegariam para o Estrela Vermelha avançar para a compra do seu passe. É aqui que a teoria da sua recusa aos 16 anos bate certo – foi com a camisola vermelha e branca que o voluntarioso extremo ‘explodiu’, acumulando exibições vistosas e preponderantes no sucesso da equipa, ganhando consistência no rendimento individual.
É campeão nacional na primeira temporada, sendo nomeado para o onze da Liga. Na época seguinte ajudaria o mítico campeão europeu de 1991 a voltar à ribalta continental, ao levar a equipa a ultrapassar quatro pré-eliminatórias até à fase de grupos – feito notável tendo em conta que os sérvios não participavam na competição desde a grande conquista.
Um interregno de 27 anos terminado pelo talento de Nemanja Radonjic, que com quatro golos nos oito jogos obrigou o Marselha a perder a cabeça , despendendo os supracitados 11 milhões, a única quantia que justificou a saída do ídolo para nova aventura fora-de-portas.
Se é verdade que nem a estatística nem as avaliações técnicas corroboram qualquer tipo de rendimento superlativo em três anos de França, é também óbvio a constatação de uma quase crónica falta de estabilidade do clube nestas últimas temporadas – a que mais próxima teve do sucesso foi a comandada por André Villas Boas, que levou os marselheses a um segundo lugar na Ligue I.
Meta inatingível na preparação daquela temporada e que se viu depois o porquê, com a complicada prestação na Champions League consequente (seis derrotas em seis jogos, que perfizeram um recorde de 13 derrotas consecutivas na competição) e a saída conturbada do técnico português entre muita contestação e instabilidade dos órgãos diretivos.
Na Luz, Radonjic encontrará outra tranquilidade, não só aquela proporcionada pela capacidade de trabalho de Jorge Jesus, como a provocada pela qualificação para a prova milionária, feito que reconciliou, em parte, a massa adepta com a equipa.
É num contexto pacífico em termos desportivos – paradoxalmente, tendo em conta a desastrosa época de 2020-21 – que o extremo sérvio chega ao SL Benfica, com reais hipóteses de lutar pela titularidade já que Everton Cebolinha teima em não explanar o potencial demonstrada na etapa sul-americana."

Teaser #2: 300 dias...

Comunicado


"Assembleia Geral Ordinária
Convocatória
Nos termos da lei e dos Estatutos, são convocados os senhores associados para reunirem em Assembleia Geral Ordinária no próximo dia 24 de setembro de 2021, pelas 20.30 horas, Pavilhão n.º 2 do Parque Desportivo do Clube, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ponto Único: Apreciar e votar o relatório de gestão e as contas do exercício de 2020/2021, bem como o parecer do Conselho Fiscal.
Nos termos do disposto no n.º 1, do artigo 37.º dos Estatutos, informam-se os senhores associados que o Relatório estará disponível para consulta no site do Clube www.slbenfica.pt e na Secretaria-Geral, durante as horas de expediente (9.30-12.30 e 14.30-17.30), a partir do dia 16 do corrente mês.
Dado que, nos termos do n.º 3, do artigo 56.º dos Estatutos, a Assembleia Geral só pode funcionar em primeira convocação, com a presença da maioria dos associados e, em segunda convocação, com qualquer número deles, fica desde já convocada a Assembleia Geral para, se for o caso, reunir em Segunda Convocação meia hora mais tarde, isto é, às 21 horas, no mesmo local e com a mesma Ordem de Trabalhos.
A participação e o exercício do direito de voto na Assembleia Geral deverão observar os requisitos estabelecidos na lei e nos Estatutos, sendo admitidos a presenciar os trabalhos todos aqueles que tenham sido admitidos como associados até à data da publicação desta convocatória, mesmo os que não tenham direito de voto, devendo todos os associados apresentar o cartão de sócio, devidamente atualizado, com o comprovativo do pagamento da quota de, pelo menos, o mês de julho de 2021 regularizada.

Lisboa, 1 de setembro de 2021
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
António Pires de Andrade"

Comunicado


"Assembleia Geral Extraordinária
Convocatória
Nos termos da lei e dos Estatutos, são convocados os senhores associados para reunirem em Assembleia Geral Extraordinária a pedido de um grupo de sócios, de acordo com o estabelecido no n.º 3 do artigo 55.º dos Estatutos do Sport Lisboa e Benfica, no próximo dia 17 de setembro de 2021, com início pelas 20.30 e términos pelas 23.30 horas, Pavilhão Desportivo do Clube, com a seguinte ordem de trabalhos:
1. Discussão e deliberação do modo de votação, eletrónico ou físico, das deliberações do ponto dois seguinte;
2. Discussão e deliberação sobre a constituição de uma comissão independente de sócios e poderes conferidos para:
- Organizar a realização de uma auditoria ao sistema de votação eletrónica utilizado nas eleições de 28 de outubro de 2020;
- Iniciar um processo de esclarecimento do modo como se processou a recolha das urnas que continham os talões de voto emitidos, nomeadamente relações com empresas envolvidas no processo, termos da sua contratação, local de destino e/ou depósito das urnas, integridade das mesmas e intangibilidade dos talões;
3. Discussão sobre o processo de contagem dos votos depositados nas urnas durante a Assembleia Geral Eleitoral do dia 28 de outubro de 2020 e modo da sua divulgação aos sócios do Sport Lisboa e Benfica;
4. Discussão e apreciação de proposta de Regulamento Eleitoral para as eleições do Sport Lisboa e Benfica.
Com vista a operacionalizar a Assembleia Geral Extraordinária, devem os associados que subscreveram o pedido comparecer trinta minutos antes (pelas 20.00 horas), a fim de se verificar se está preenchido o quórum constitutivo estipulado nos n.ºs 5 e 6 do artº 55.º dos Estatutos.
A participação e o exercício do direito de voto na Assembleia Geral deverão observar os requisitos estabelecidos na lei e nos Estatutos, sendo admitidos a presenciar os trabalhos todos aqueles que tenham sido admitidos como associados até à data da publicação desta convocatória, mesmo os que não tenham direito de voto, devendo todos os associados apresentar o cartão de sócio e o Cartão de Cidadão, e ter, pelo menos, a quota do mês de julho de 2021 regularizada.

Lisboa, 1 setembro de 2021
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
António Pires de Andrade"

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Comunicado


"Caros Consócios, caros Benfiquistas:
Realizou-se hoje a Reunião Plenária dos Órgãos Sociais do Sport Lisboa e Benfica, a qual teve como ponto único de trabalhos a análise da situação do Clube.
Em 13 de julho passado, em outra reunião plenária dos mesmos Órgãos Sociais, foram definidos um conjunto de objetivos a que se tornava imperativo dar resposta, entre os quais se realçam a preparação da época desportiva no futebol e nas modalidades, a qualificação para a Champions, a conclusão com sucesso do empréstimo obrigacionista e assegurar um adequado fecho do mercado.
De modo a dar execução a todos os objetivos então definidos, salientou na altura o Presidente da Direção, Sr. Rui Costa, que, sublinhando a unanimidade dos vice-presidentes, iria promover as diligências tendentes à realização de uma consulta aos sócios através da realização de um novo ato eleitoral e que o mesmo deveria ocorrer até ao final do corrente ano.
Hoje, dia 1 de setembro de 2021, foi com satisfação que o Plenário dos mesmos Órgãos Sociais concluiu na sua análise que, aqueles objetivos, então traçados, foram atingidos e que se conseguiu uma forte estabilidade no Clube.
Assim, e no seguimento das conclusões alcançadas, e tendo também presente o calendário desportivo a que o Sport Lisboa e Benfica está obrigado até ao final do corrente ano, foi opinião unânime de todos os membros dos diversos Órgãos Sociais que se deveria partir para a marcação do ato eleitoral, destinado à eleição dos novos órgãos Sociais para os próximos quatro anos.
De modo a dar cumprimento aos Estatutos, todos os membros dos Órgãos Sociais apresentaram o seu pedido de renúncia.
O Presidente da Mesa da AG, após consulta aos restantes elementos da Mesa, decidiu convocar a Assembleia Eleitoral para o próximo dia 9 de outubro.
Em breve será apresentado aos sócios o Programa de todo o Processo Eleitoral.
Deseja-se, desde já, que o mesmo decorra com elevação e qualidade, que engrandeça uma vez mais o espírito de unidade entre todos os sócios e que sirva para uma discussão de ideias e projetos dos vários candidatos que venham a apresentar-se ao ato eleitoral.
Saudações Benfiquistas.

Lisboa, 1 de setembro de 2021
António Pires de Andrade
Presidente da Mesa da Assembleia Geral"

Público nos pavilhões


"O regresso dos nossos sócios e adeptos aos pavilhões da Luz vai ser uma realidade a partir da próxima sexta-feira, após um ano e meio mais distante das nossas equipas.
Em março de 2020, a pandemia colocou um travão a sério nas nossas vidas e todos nós tivemos de nos adaptar a uma realidade totalmente diferente daquela que conhecíamos. No campo desportivo, as competições de 2019/20 já não voltaram, para tristeza de todos os que estavam a trabalhar para alcançar os objetivos propostos. Foi um duro golpe para todos, mas havia um bem maior, ganhar a luta a este novo vírus.
Todos os envolvidos nas modalidades de pavilhão passaram a sentir o apoio dos adeptos, em particular através das redes sociais, uma ferramenta determinante para manter o elo no período mais crítico de combate à COVID-19. O foco foi ninguém desistir e apontar para o dia de voltarmos a estar todos juntos. Esse tempo acabou por ser longo, houve a fase em que o desporto voltou ao ativo, mas em que os adeptos permaneceram a torcer através das várias plataformas.
Nos Açores, já em abril deste ano, a equipa de voleibol sentiu o calor dos Benfiquistas da Casa do Benfica da Ilha Terceira, após a conquista brilhante do bicampeonato. Um exemplo da importância que a massa adepta tem, mas também um sinal de enorme esperança para a abertura final dos pavilhões ao público. Chegou finalmente essa hora no que diz respeito aos nossos pavilhões. Um momento ansiado por todos, como tem sido transmitido nas mensagens dos nossos treinadores e atletas, e que certamente serão correspondidos por quem faz a diferença nas bancadas.
As saudades são imensas e os primeiros dias de setembro serão já muito ricos de jogos, a começar pelo nosso basquetebol nesta sexta-feira, dia 3, frente aos espanhóis do Bétis de Sevilha, a partir das 18h00, no Pavilhão Fidelidade. Trata-se da participação da equipa no Torneio Internacional de Lisboa e que no dia seguinte será marcado por outro jogo em casa, desta vez diante do Obradoiro (18h00). Ainda no sábado, pelas 15h30, o andebol jogará em casa com o HC Kriens-Luzern para a ronda 1 de qualificação da EHF European League. Depois de uma boa vitória na Suíça, contamos com o especial apoio de todos para ultrapassar a segunda mão com sucesso.
Para domingo, a partir das 15h00, está reservado o jogo de apresentação da equipa masculina de hóquei em patins frente ao Liceo da Corunha, mas também de homenagem ao nosso ex-atleta Valter Neves. É um momento que foi prometido cumprir após o anúncio do fim da sua carreira e, por isso, todos os Sócios e adeptos estão convocados para chegarem mais cedo e homenagear assim – a partir das 14h30 – o nosso eterno capitão, agora team manager da equipa sénior.
Vão ser os primeiros três dias de muitos à Benfica nesta nova temporada.
Vamos, Benfica!"

Análise: Valentino Lázaro...

Benfica Podcast #417 - Unbeaten August

Falar Benfica #26

Teaser: 300 dias...

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Empate que soube a pouco...!!!

Twente 1 - 1 Benfica
Cameirão

Leté; Amado, Sílvia, Carole, Lúcia; Pauleta(Christy, 78'), Cameirão, Faria(Kika, 60'), Vitória; Cintra(Cloé, 51'), Nycole(Valéria, 60')

Mais um festival de desperdício, tivemos as melhores oportunidades, devíamos ter ganho com uma boa vantagem, e vamos para a 2.ª mão, com um empate, e com a obrigação de ganhar no Seixal!
Demos o domínio territorial às Holandesas, deixámos a Kika, a Valéria e a Cloé no banco, para apostar nelas na 2.ª parte, e em contra-ataque fomos mais perigosos...
É frustrante, falhar tanto e depois num erro defensivo permitir o empate!

Temos tudo para fazer história, mas temos que manter a dinâmica de hoje, mas de preferência com um 'bocadinho' de mais eficácia!!!

Treino...

No reino do leão, no cu não lhes cabe um feijão


"Claro que será apenas mera coincidência que 4 jogadores do 11 titular do Sporting falhem as seleções por alegadas micro lesões (exceção de Matheus) antes do clássico com o FC Porto. Coates, Inácio, Matheus Nunes e agora Pote. E andamos todos a comer gelados com a testa.

É o habitual vale tudo a que já nos habituaram. E tudo isto com a complacência da Liga Portugal e Seleções de Portugal."

Lázaro


Valentino Lázaro chega ao Benfica por empréstimo do Inter de Milão. O internacional austríaco de origem angolana, aparentemente esteve à espera da qualificação para a Champions, para se decidir a aceitar a proposta do Benfica.
Pessoalmente, não creio que fosse uma contratação prioritária, neste momento temos 3 jogadores para fazer de Lateral Direito, e mesmo se a recuperação do Almeidinhos não seja total, ficamos com o Digi e o Gilberto! Eu sei que muitos Benfiquistas, acham que até podemos ter quantidade de Laterais Direitos, mas não temos qualidade, mas o Valentino ofensivamente até pode acrescentar alguma coisa, defensivamente, num 442, tem muito que aprender!!!
No sistema de 3 Centrais, com Laterais ofensivos poderá ser uma mais valia, mas mesmo assim, era mais importante neste momento contratar um Central, ou até mesmo um Lateral Esquerdo... ou uma opção consistente ao João Mário!
Outra possibilidade é a utilização do Lázaro a Ala e não a Lateral, basicamente na posição que tem sido do Pizzi no 343 que temos usado! Fazendo companhia ao Radonjic e ao Everton como opção para as Alas...!!! Outro possibilidade ainda, é a utilização como Lateral Esquerdo, como já fez na Alemanha, mas como o pé esquerdo é cego, quando chega perto da área, terá que puxar a bola para o pé direito!

Agora, temos um jogador veloz, com força, agressivo e que compensa alguma ingenuidade com entrega. E que jogando como Lateral, num sistema de 3 Centrais, tem 'chegada' à área, com movimentações típicas de ponta-de-lança!!!

André Almeida: a série '300 dias' estreia hoje


"André Almeida, capitão de equipa, o futebolista mais titulado pelo Clube no atual plantel, um dos cinco tetracampeões na história do Benfica, é o protagonista do conteúdo exclusivo produzido pela BTV, a série "300 Dias", cujo primeiro episódio estreia hoje, às 21h30.
Com assinatura do jornalista Ricardo Soares, imagens captadas por André Araújo, o contributo de uma vasta equipa de produção e os testemunhos de trinta entrevistados, entre os quais Rui Costa, Rui Pedro Braz, Luisão, Jorge Jesus, Pizzi, Grimaldo, Rafa, Otamendi, entre tantos outros, a BTV mostra, como nunca se mostrou, as fases de recuperação de uma lesão grave num futebolista de alta competição.
O estado permanente de superação, as equipas multidisciplinares envolvidas no processo, a sofisticação do Benfica Campus, o rigor com que se tem de trabalhar 24 sobre 24 horas, a importância da amizade e da família e, como pano de fundo, o Benfiquismo e os seus valores, para além da competência profissional e dedicação de todos os envolvidos na recuperação de André Almeida, tudo isto é evidenciado e aprofundado ao longo de onze episódios, com duração de cerca de 25 minutos cada, oferecendo-se assim aos adeptos a oportunidade de conhecerem, em detalhe, todo o processo de recuperação e tudo o que é inerente a uma situação tão sensível na carreira de um atleta de eleição.
A estreia da série está agendada para esta noite, dia 31, às 21h30 na BTV e em todas as plataformas de comunicação do Sport Lisboa e Benfica, e será exibida até 10 de setembro, sempre à mesma hora.
Antes, às 21 horas, na BTV, haverá emissão especial de lançamento da série. Com moderação de Pedro Pinto, contará com a participação de André Almeida, acompanhado pelo médico Ricardo Antunes e o fisioterapeuta Telmo Firmino, além de Ricardo Soares e André Araújo.
A produção e exibição desta série insere-se numa estratégia de comunicação que visa valorizar o produto futebol e os seus conteúdos, dando protagonismo a quem, de facto, é protagonista.
Recomendamos vivamente que não perca a oportunidade de conhecer melhor André Almeida, o seu forte núcleo familiar, a complexidade de tudo o que envolve a recuperação de um atleta lesionado com extrema gravidade e a excelência das instalações, meios e profissionais do Benfica Campus.
A não perder!"