Últimas indefectivações

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Vermelhão: Sofrido!

Benfica 3 - 2 Farense


Não estava à espera de um jogo destes, e aparentemente nem a equipa técnica do Benfica, pois desta vez pareceu-me que a estratégia do Farense surpreendeu o Benfica, pois raramente conseguimos travar as saídas para o ataque dos alargavios, que acabaram o jogo na Luz, com mais remates à baliza e provavelmente mais oportunidades do que o Benfica! Algo raríssimo acontecer na Luz em jogos do campeonato...!!!

Do ponto de vista do espectáculo até foi um bom jogo, diferente daquilo que estamos habituados no Tugão, mas nós como Benfiquistas, dispensamos este tipo de emoções... Um jogo decidido ao intervalo, é sempre bem mais agradável!!!

A superioridade do Farense no meio-campo foi quase fatal, na minha opinião o Luca deveria ter 'baixado' para o meio-campo...  Assim ficámos sem capacidade para recuperar bolas na pressão alta, deixando a nossa linha defensiva exposta à velocidade nas costas, que com o Jardel em campo foi muito explorada pelos adversários! Aliás até na nossa fase de construção, houve um 'ataque' premeditado sempre que o Jardel recebia à bola!!!

E assim, o Odysseas acabou por ser provavelmente o melhor em campo...!!! Sendo que o Seferovic saltando do banco, com dois golos decisivos, foi eleito MVP... O Otamendi ficou ligado aos golos do Farense, mas até fez uma exibição razoável... sendo que para mim, o único problema 'grave', é mesmo o jogo aéreo como se viu no 1.º golo do Farense, no Canto, pois é ele que não chega à bola..! A 'definição' lá na frente: falhou! Tivemos vários jogadas em superioridade numérica, junto da área do Farense, e quase sempre os nossos avançados decidiram mal... só no golo do Pizzi, houve golo, e sem o ressalto na César se calhar não entrava!!!

Em relação ao senhor da 'moeda', mais uma encomenda inacreditável: entradas duríssimas por trás e a cortar contra-ataques do Benfica, sem qualquer Cartão foram muitas; no penalty existe uma falta clara sobre o Jardel imediatamente antes, e nada foi marcado... para mim, não é penalty, o Otamendi, entra duro, com o pé 'por cima', mas toca claramente na bola, só depois pissa o adversário...; a repetição do penalty é completamente absurda: o Ody tem um pé em cima da linha e outro atrás da linha, a única irregularidade são os dois jogadores do Farense dentro da área, que efectuam a recarga... devia ter sido marcada falta ofensiva, nunca a repetição do penalty!!! Só para esclarecer: sim a Lei diz que um pé tem que estar em cima da linha, não pode estar à frente, nem atrás... mas como é possível verificar nas imagens, o pé direito está mesmo em cima da linha!!! No 2.º golo do Farense a falta sobre o Otamendi é claríssima: não é um lance igual ao penalty de ontem dos Corruptos, aqui o Otamendi é um único jogador que toca na bola, o jogador do Farense não toca na bola, dá um patada na caneleira do argentino... mas com o Vasco Santos como VAR, passou tudo... E para finalizar, ainda tivemos aquele minutinho extra, aos 6 minutos de compensação, só para ver o que dava!!!

Esta paragem do campeonato é perigosa... por um lado, permite dar tempo às recuperações do Vertonghen e do Taarabt, vamos ter o 'fecho' do Mercado e também dá tempo ao Otamendi para treinar... mas por outro lado, vamos ter muitos jogadores nas selecções, e quando regressarem todos, vamos estar com as malas feitas para a deslocação difícil a Vila do Conde...
Mas para já, 100% vitoriosos, a jogar bem ou mal, neste momento não interessa... normalmente as equipas do Jesus, só lá para meio da época, carburam a 100%, por isso é fundamental nesta altura onde ainda existem detalhes a acertar, não perder terreno e se conseguirmos ficar em vantagem, ainda melhor!!!

Questão Central !!!


"Hoje ficou evidente para todos aquilo que já era evidente para muitos. Esperamos que a referência à palavra “central” por 6 vezes em 25 segundos (!) e o pedido expresso relativo à sua contratação sejam suficientes para ser correspondido.
PS: O VAR, uma vez mais, a mostrar dualidade de critérios entre os jogos do SL Benfica e FC Porto. Num, o jogador do FC Porto comete falta e é assinalada falta contrária e respectivo penálti a favor. Noutro, o jogador adversário comete falta e é golo da equipa adversária, sem que o VAR invalide. Continuamos a aguardar pela posição oficial de Fontelas Gomes e Pedro Proença a respeito da dualidade de critérios da arbitragem."

domingo, 4 de outubro de 2020

Incontestável...

Benfica 3 - 0 Sp. Caldas
25-17, 25-17, 25-9

Vitória normal, mesmo com rotação...

Goleada em Alcântara!

Benfica 9 - 1 Ouriense


Mais 9, e podiam ser mais...


Derrota matinal...

Benfica B 0 - 1 Estoril


Jogo mal jogado no geral, com a equipa que jogou mais na retranca, a vencer, sem praticamente fazer nada por isso...
A ausência do Gonçalo Ramos, vai-se fazer sentir nesta equipa...

Os '101' roubos à moda do Porto!


""Hoje tivemos mais uma escandaleira à lá "anos 90" em pleno Estádio do Dragão.
Depois da pressão doentia que Sérgio Conceição fez sobre a equipa do Marítimo, sobre o seu treinador e sobre a equipa de arbitragem na antevisão do jogo, hoje tivemos um escândalo à moda antiga como as gentes do Futebol Clube do Porto tanto adoram há mais de 30 anos para vencer a todo o custo.
Gentes essas que só vivem bem no lodo, no escarcéu, na pressão e na coação sobre tudo e todos.
Começou logo com um penalti escandaloso por marcar a favor do Marítimo que aconteceu na primeira parte em que Alex Telles agarra ostensivamente o jogador do Marítimo na grande área do Porto, derruba-o e o árbitro Rui Costa ignora por completo. Luis Ferreira no VAR, o advogado do Apito Dourado, nada disse também.
Mais vergonhoso ainda foi o penalti atribuído ao FC Porto, numa "alegada" falta na grande área do Marítimo na segunda parte, já com o jogo a caminhar para o seu final. Um lance terrivelmente mal ajuizado por Rui Costa que cedeu novamente à pressão e coação por parte dos responsáveis do Porto e jogadores e pasmem-se (ou não), totalmente validado pelo "VAR" Luís Ferreira também! Por algum motivo, o Luís Ferreira é um dos VAR´s preferidos em jogos no Dragão a par de Vasco Santos. Porque será?
Este foi sem qualquer dúvida um dos penalties mais escandalosos do futebol português nos últimos largos anos e é um exemplo bem claro dos inúmeros mergulhos e simulações que os jogadores do FC Porto fazem nas grande áreas adversárias para ludibriar os árbitros. São lances treinados por eles!
E para culminar o árbitro Rui Costa decide ceder uma vez mais à pressão diabólica exercida pelos responsáveis do FC Porto no banco de suplentes e decide expulsar o treinador do Marítimo, Lito Vidigal e atribuir 10 minutos de desconto. 10! Que na verdade acabaram por ser 11 minutos de desconto e assim levar o jogo até aos 101 minutos! E só não foi mais alargado, porque daria demasiado nas vistas.
Relembramos as palavras de Fontelas Gomes: «Número de penáltis vai diminuir»
Por certo não se referia ao #PortoaoColo que vai de vento em poupa nesse capítulo."

Vitória no Minho...

Juventude Viana 4 - 7 Benfica

Não foi tão 'fácil' como na semana passada, mas o resultado até foi parecido!!!
Duas 'bolas paradas' para nós, cinco para o adversário: vai ser assim a época toda!!!

Vitória apesar do desperdício...

Benfica 4 - 0 Modicus

Jornada inaugural com a equipa a confirmar as boas indicações da pré-época... e ainda falta o reforço Russo!

sábado, 3 de outubro de 2020

Triunfo...

Benfica 3 - 0 Esmoriz
25-13, 25-23, 25-21

Mais complicado do que seria de esperar...

Vitoria em Braga...

ABC 29 - 30 Benfica
(16-13)

Jogo muito complicado, onde se confirmaram mais uma vez os problemas desta equipa... Com o Djordjic a regressar, o Sergey a reconfirmar-se como o melhor reforço... e com o Moreno a confirmar o excelente início de época!

Antevisão...

O mestre do anti-tudo!!!


"Durante a semana arma-se em Madre Teresa de Calcutá, enaltece os árbitros e pede que não haja anti-jogo porque este prejudica o futebol português e transmite péssima imagem a nível internacional.
Durante os jogos põe a sua equipa a distribuir porrada ao longo dos 100 minutos - com a complacência das arbitragens - e depois ainda tem o desplante de se queixar e criticar os outros, quando é levado ao colo em todas as jornadas.

Eis o maior hipócrita e mentiroso do futebol português: Sérgio Conceição.
Futebol Clube do Porto é puro lixo e representam tudo aquilo que de mau existe no desporto.

Nota: Esperamos que o SL Benfica, Fontelas Gomes e Pedro Proença se manifestem perante o tamanho roubo de hoje. Há alguma lei predefinida nos regulamentos que refira explicitamente que os jogos do FC Porto têm de ter 100 minutos quando este se encontra em desvantagem, ou que os os árbitros estão proibidos de expulsar jogadores do FC Porto e/ou marcar faltas a favor da equipa adversária? Aguardamos pelas declarações oficiais. Mas sentados."

Carlos Vinícius | O adeus (inglório) do moleque da pose


"É oficial: Carlos Vinícius sai do SL Benfica, por empréstimo de uma temporada, para os ingleses do Tottenham Hotspur FC equipa comandada por José Mourinho.
O negócio realiza-se por três milhões de euros, ficando os ingleses com uma opção de compra de 45 milhões, aos quais serão deduzidos os três milhões do empréstimo caso a cláusula seja acionada.
Os encarnados continuam, assim, a arrumar a casa, depois de terem falhado o acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, que resultou, também, na perda de 40 milhões de euros, que serviriam para equilibrar as contas das “águias”, após um mercado de transferências bastante ativo.
Pois bem, sem os milhões da Champions, já era expectável que os encarnados tivessem de vender alguns dos seus ativos mais valiosos, de modo a manter o equilíbrio e a sustentabilidade financeira. 
Saiu primeiro Rúben Dias, por 68 milhões de euros + 3,6 em objetivos para o Manchester City FC e sai agora, também, Carlos Vinícius para o Tottenham Hotspur. As “águias” perdem, no espaço de uma semana, o melhor central português da atualidade e o melhor marcador da Primeira Liga da época passada.
Carlos Vinicius abandona a Luz após uma época onde marcou 24 golos e somou 13 assistências em 47 jogos, sendo que em grande parte deles partiu do banco. Aliás, é de realçar que o brasileiro fez um golo ou assistência a cada 77 minutos em campo, o que é o melhor rácio de minutos por participação num golo entre todos os jogadores com mais de 300 minutos na Primeira Liga em 2019/20.
A sua saída, apesar de ser difícil de digerir para os benfiquistas – por se tratar de um avançado com golo, mas, sobretudo, por continuarem no plantel jogadores como Seferovic, cuja qualidade é inferior -, explica-se pelo facto de o brasileiro não encaixar no modelo de avançado que Jesus privilegia, pelo que a sua partida já há algum tempo que era expectável.
No entanto, nem tudo são más notícias, pois a saída de Vinícius abre espaço a Gonçalo Ramos, jovem que tem brilhado na equipa B e que integra, agora, os trabalhos do plantel principal. O jovem avançado conta já com sete golos e três assistências em apenas três partidas, pelo que será interessante acompanhar a sua evolução.
Resta agora desejar a melhor sorte do mundo a Vinícius, que chega aos Spurs para ir rodando com Harry Kane, e esperar que o brasileiro faça, também, o gosto ao pé em Inglaterra. Força, Vini! Estaremos cá a fazer a pose contigo."

Bistrot - [FR] « Rescaldo » Spécial Élections - Analyse de la prestation de Rui Gomes Da Silva

Sporting: até quando?


"Clube precisa de paz, militância e capacidade de sonhar: e isso não se consegue sem ouvir os sócios

Quando falo dos resultados desportivos do Sporting, lembro-me sempre de uma frase de Frederico Varandas durante a campanha eleitoral. Dizia na altura o candidato a presidente que o Sporting não pode, de forma alguma, falhar o apuramento para a Liga dos Campeões.
E justificava que falhar o apuramento para a Liga dos Campeões tinha um custo gigante, na ordem dos 60 milhões de euros: não só o Sporting deixava de receber cerca de vinte milhões, como os principais rivais iam ganhar em torno de 40 milhões... e aumentar o fosso para o Sporting.
Dois anos depois de ser eleito, a equipa nunca entrou na Liga dos Campeões. Nem sequer ficou perto. Na última época, por exemplo, acabou em quarto, a dezassete pontos do segundo lugar.
Mas há mais. Nas duas últimas épocas o Sporting foi eliminado por Alverca da Taça de Portugal e por Basaksehir da Liga Europa, foi goleado pelo Benfica e derrotado por Famalicão (duas vezes), por Rio Ave (duas vezes), por Gil Vicente, por Estoril, por Tondela, por Portimonense (já para não falar, obviamente, em FC Porto, Benfica e Sp. Braga).
Para cúmulo de tudo isto, acabou impedido de entrar nas competições europeias desta temporada, no fim de uma goleada sofrida em casa perante o... LASK Linz.
A derrota de ontem, aliás, trouxe-me à memória as maiores humilhações dos anos noventa. As derrotas com Grasshoppers e Casino Salzburgo, e a goleada sofrida em Viena, perante o Rapid. Não duvido que Frederico Varandas é um enorme sportinguista e tem as melhores intenções.
Não duvido também que se mantém cheio de força para fazer história. Mas nesta altura isso não chega. 
É verdade que há atenuantes: entrou num momento terrível e encontrou um clube financeiramente à beira do abismo. Mas entretanto passaram dois anos, Frederico Varandas gastou 65 milhões de euros em contratações e o Sporting continua a definhar: de humilhação em humilhação.
No último fim de semana os associados chumbaram o Relatório e Contas, cuja votação a favor teve até uma percentagem inferior à que Frederico Varandas recolheu nas eleições.
Tudo isto nos transmite que o Sporting está dividido, deprimido e moribundo.
Alguma coisa tem de ser feita.
Antes de mais o clube precisa de paz, para ter tempo e disponibilidade para mudar. Precisa também de voltar a ter os adeptos do seu lado: adeptos militantes, de corpo inteiro com a equipa. Precisa por fim de envolver o clube numa bolha de sonhos e ilusões.
A capacidade de sonhar é muito importante: e neste momento não há em Alvalade essa faculdade, ninguém fantasia com grandes vitórias, o que é normal porque o clube anda deprimido.
Como se muda isto tudo? Dando a voz aos sócios. Pode ser numa eleição ou numa moção de confiança, mas é preciso devolver a voz aos associados. Que até podem escolher manter esta direção. Ou não. Importante é que, seja qual for a decisão, essa seja legitimada pelos sócios.
Ou alguém acredita que é possível prosperar nesta paz podre?"

O desporto é um farol em tempos de pandemia


"Se de algo estamos certos é que o desporto de competição será, uma vez mais, alfobre de capacidades que podem motivar o regressar, o mais cedo possível, a uma normalidade por que todos ansiamos, mas que reconhecemos, hoje, estar ainda longe.

um século, o mundo procurava emergir de um período negro em que dois acontecimentos de âmbito global, a denominada “Primeira Guerra Mundial” e a “Gripe Espanhola”, tinham dizimado mais de uma centena de milhão de seres humanos.
Nos cem anos que se seguiram, até aos dias de hoje, infelizmente poucos locais do Mundo se podem orgulhar, de uma maneira ou de outra, de não terem passado por período de assinalável destruição, sendo, certamente, a meia dúzia de anos que mediou entre 1939 e 1945 o mais trágico de quantos nos assolaram.
O desporto de competição foi, sem dúvida, uma das “invenções” que fizeram parte daquelas que lideraram o desenvolvimento humano ao longo de todo o século XX e soube, nos períodos em que a espécie humana necessitava de algo que a fizesse acreditar no futuro, ser um exemplo de resiliência. Se, logo em 1919, os denominados Jogos Pershing ou Jogos Interaliados foram um sinal evidente da importância do desporto, no relançar da humanidade, em 1945 ainda se combatia na Ásia, nos resquícios do conflito mundial, e já o sueco Sigfrid Edstrom, que viria a ocupar a presidência do Comité Internacional Olímpico, convocava para 21 de Agosto desse ano o que restava da Comissão Executiva do CIO, para uma decisiva reunião onde foram relançadas as bases da recuperação do movimento olímpico, as quais, por arrastamento, se espraiaram por todo o tecido desportivo, contagiando o renascer das federações internacionais de modalidade.
O desporto soube, então, tal como noutras ocasiões menos dramáticas, ser um dos faróis de uma sociedade quase estremunhada a acordar de um destrutível pesadelo. Vivemos hoje aquele que pode ser o mais dramático momento da humanidade do último século, cujo fim não é ainda possível nem realisticamente previsível. É altura de encontrar soluções para um problema que a todos afeta e cuja dimensão não somos ainda capazes de antever. Mas se de algo estamos certos é que o desporto de competição será, uma vez mais, alfobre de capacidades que podem motivar o regressar, o mais cedo possível, a uma normalidade por que todos ansiamos, mas que reconhecemos, hoje, estar ainda longe.
É pelo reconhecimento destas capacidades que temos mais de uma vez afirmado que o desporto tem sido desvalorizado ao longo de todo o processo, não tendo nós, que sabemos profundamente a especificidade das diferentes modalidades e das diversas especialidades que cada uma encerra, sido muitas vezes chamados para ajudar a encontrar soluções para o desenvolvimento da sua prática perante os condicionalismos existentes.
O caminho percorrido desde o início do desconfinamento foi árduo e longo, precisamente porque quem tinha profundo conhecimento dos temas não foi chamado a intervir. Hoje, resolvidos alguns dos problemas das práticas competitivas ao nível dos escalões seniores, persiste a discussão em torno da existência, ou não, de espetadores e o desporto tem sido uma vez mais ignorado. Este foi tema que a Confederação do Desporto de Portugal lançou, na convicção profunda de que uma competição sem espetadores é algo completamente distorcido dos seus objetivos, até pelo que a sua falta representa no desempenho competitivo dos atletas. Estávamos no início do passado mês de agosto e era, então, convicção de que perante o número de infeções diárias com covid-19, situado na ordem da centena, seria o momento adequado para se iniciar a discussão em torno do tema que permitisse, sobretudo, coloca-lo em prática, desde logo, em modalidades de ar livre e ambientes, digamos, “saudáveis”.
Há muito desporto de competição que pode comportar público e nós estamos prontos para discutir como e quando fazê-lo e, como sempre, de forma responsável.
Claro que nem sequer estava a comparar com o que se passa com a possibilidade da existência de público nas atividades culturais em recintos fechados, as quais, devo acrescentar, não só respeito e aprecio como sou incondicional fã!
O desporto de competição foi discriminado e, hoje, quando o número de novas infeções diárias se aproxima do milhar, compreendemos que é muito mais difícil abordar a questão, tanto mais, e muito assertivamente, que muito embora a decisão caiba ao Governo, baseado na opinião da Secretaria de Estado do Desporto, a decisão técnica caberá à Direção Geral da Saúde.
Mas agora que as modalidades desportivas recomeçam a dar os primeiros passos pós pandemia, e estando certo da sua importância como fator extremamente positivo para a motivação e mesmo revitalização da sociedade, o desporto precisa de público e o público precisa do desporto de competição para uma visão mais otimista do futuro. Há muito desporto de competição que pode comportar público e nós estamos prontos para discutir como e quando fazê-lo e, como sempre, de forma responsável."

Vinte e Um - Live - Moreirense...

Fever Pitch - João & Patrick... França!

A saída perfeita de Rúben


"As lágrimas de Fejsa não tinham o fingimento dos cifrões. Tinham o sentimento dos campeões

Rúben Dias fez a saída perfeita. Saiu capitão, saiu a marcar, saiu a vencer, saiu para um clube de topo, deixou os cofres do Benfica recheados e a equipa com substituto. Rúben Dias foi vendido por números irrecusáveis em tempos de números baixos, números que só o seu talento e a capacidade de quem protagonizou a venda fariam possíveis. Rúben soube crescer, soube estar e soube sair. Espero que tenha sorte no modelo defensivo arriscado de Guardiola. Rúben será sempre um dos nossos.
Rúben Dias não foi o único a sair, a saída de Fejsa foi, para mim, arrepiante. Não nasceu aqui, não vem da formação, mas sentiu na alma como poucos aquilo que é o Benfica. Jogou sete anos no Benfica e foi cinco vezes campeão, saiu em lágrimas e deixou-nos o coração em sangue. Fejsa é eternamente um dos nossos, daqueles que quando nos visitam se sentam na cadeira que quiseram e levantam o estádio no agradecimento permanente. Fejsa ficará a torcer pelo Benfica, como todos os benfiquistas ficarão a torcer por ele, porque aquelas lágrimas não tinham o fingimento dos cifrões, tinham o sentimento dos campeões. Pode percorrer o mundo todo que, aqui, terá sempre seis milhões com ele. Obrigado, Ljubomir Fejsa, tu sabes que só nós nos sentimos assim! Fejsa foi embora de uma forma que jamais daqui sairá.
O Benfica não é um clube, não é um negócio, não é um lugar, o Benfica é um sentimento só disponível para quem tiver a graça de por ele ser tocado. Mas, sem demagogias, temos que ter equilíbrio e robustez financeira para dele se cuidar com a melhor capacidade.
Boa vitória sobre o Moreirense, mais uma vez por números escassos para tanto jogo. É muito melhor ganhar 2-0 e saber a puco do que ganhar 1-0 e saber a muito. Estamos a jogar mais e iremos jogar ainda melhor. Lembro que, nas duas primeiras jornadas, o Benfica já fez mais quatro pontos que nos mesmos jogos da última época, contra estes adversários. Nesta fase em que só temos saudades do futuro, percebemos o caminho de Jorge Jesus. O caminho chama-se Farense e, por agora, nada mais interessa.
Faltam cinco dias de mercado, onde uns procuram reforços, outros fazem ajustes de plantel e alguns procuram forma de pagar as contas. Tudo objectivos legítimos e merecedores de atenção."

Sílvio Cervan, in A Bola

Para lá do Benfica

"“O que mais poderei procurar?”, pergunta Nemorino (tradução livre de “Che più cercando io vo?”) na ópera O Elixir do Amor, de Donizetti, mais concretamente na celebérrima ária Una Furtiva Lacrima. Lembrei-me desta passagem ao constatar a emoção de Fejsa durante toda a entrevista, concedida à BTV, para assinalar a despedida do Benfica.
Rodeado pelos 14 troféus que ajudou o clube a conquistar (embora não tenha jogado em duas das quatro supertaças), o nosso (agora) antigo jogador desfez-se em pranto, incapaz de suster as lágrimas, como que se perguntando o que mais poderá procurar após sete anos de águia ao peito.
Fejsa não foi formado no Benfica, mas defendeu as nossas cores com benfiquismo. Graças ao seu profissionalismo, competência, dedicação, espírito de equipa, capacidade de superação e competitividade, portanto, numa palavra, mística, o sérvio revelou ser um jogador modelo para todos os que ambicionam, um dia, merecer a suprema honra de representar o nosso clube.
Rúben Dias reúne as mesmas qualidades de Fejsa, mas exacerbadas pelo benfiquismo de berço, além de ter ainda muitos anos de futebolista pela frente. Embora mais contido que o antigo colega, aquela pausa na entrevista rápida após o jogo com o Moreirense foi muito reveladora. O Rúben não interrompeu o discurso para pensar no que haveria de dizer; pelo contrário hesitou porque sabia perfeitamente o que lhe ia na alma. Tento imaginar-me no lugar dele: convicto de ter dado o passo certo, futebolística e, sobretudo, financeiramente, mas ciente de que, só talvez num futuro a longo prazo, voltaria a orgulhar-me de representar o meu clube. As libras são muitas e a ambição profissional é satisfeita, mas não deve ser fácil."

João Tomaz, in O Benfica

Nós, os perigosos adeptos


"Sempre que podia ir ao estádio ver o SL Benfica, fazia-o na companhia de bons amigos e dos seus filhos. Somos malta entre os 15 e os 60 e tais, gente que se exalta, que vibra, que diz uns disparates, mas que não faz mal a ninguém, nem deixa que a violência seja uma realidade nas bancadas. A maioria de nós, que vamos aos estádios, é assim: adeptos fervorosos dos seus clubes, mas pacíficos. Claro que damos uns abraços quando o Benfica marca - e uns high five entre nós e aos desconhecidos que estão por perto. Às vezes lá vai uma cerveja sem álcool entornada degrau abaixo. E até já houve um dia em que uma queijadinha de Sintra saltou do pacote e foi aterrar no colo de um adepto mais idoso, duas filas acima.
Não fazemos parte daquela franja de delinquentes que assaltam bombas de gasolina, que perseguem adeptos de clubes rivais, que marcam encontros para andar à pancada, que ameaçam árbitros, que invadem academias, que picham paredes de casas de treinadores e jogadores quando as coisas não correm bem, que atropelam, espancam e matam outras pessoas por defenderem uma cor diferente. Não são esses, mas nós - os totós dos abracinhos a desconhecidos -, os grandes responsáveis pela falta de público nas bancadas dos estádios de futebol portugueses. Só pode! É porque aos criminosos quase nunca lhe foi proibida a  entrada num recinto desportivo. Já a todos nós, sim. E todas as semanas continuamos a não poder apoiar a nossa equipa, porque podemos aproximar-nos demasiado uns dos outros. Venho por isso pedir-vos desculpa por estes comportamentos que, pelos vistos, têm impedido o regresso do público aos espectáculos desportivos em Portugal. Maldita queijadinha."

Ricardo Santos, in O Benfica

Boa sorte, Rúben!


"Rúben, não te chamo de capitão porque acredito que essa alcunha ainda pertence ao Luisão, no entanto, sinto que poderias perfeitamente ter escalado essa mesma montanha da liderança se por cá continuasses. Achava eu que estava num bom caminho para superar a derrota com o PAOK, e agora percebo que, naquele dia, quanto o árbitro apitou para o final da partida, não estávamos a perder apenas a entrada na Liga dos Campeões. Ali, perdíamos-te também a ti. A tua saída custa pela tua qualidade, claro. Qual é o empreiteiro capaz de construir um muro de betão com pernas da noite para o dia? Tu próprio demoraste 10 anos até saíres da fábrica do Seixal. Eu estava lá em 2017, no Bessa, quando te estreaste ao lado do Luisão. Qualquer benfiquista atento sabia que o futuro daquele número 66 estava condenado ao sucesso. Três anos depois, aí vais tu, a caminho do melhor campeonato do mundo. Enfim, compreendo a diferença entre visitar Old Trafford, Anfield Road ou o St. James Park às 15h00 de um sábado e o Estádio dos Arcos ou o nevoeiro da Choupana às 21h00 de um domingo.
Percebo, mas o desgosto de te ver partir é complicado de consentir. O mais difícil de aceitar é o facto de saber que levas contigo um pedaço do Benfica. Quem vai explicar aos uruguaios, brasileiros e argentinos e significado da palavra mística? Não eras o único mensageiro, eu sei, mas eras a garantia de que a mensagem seria transmitida a cada cara nova durante uns bons anos. O bater no símbolo, a voz de comando, os golos festejados com a mesma euforia de um comum adepto. Entraram quase 70 milhões de euros nos cofres, e, ainda assim, sinto que ficámos mais pobres."

Pedro Soares, in O Benfica

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

O nosso tempo


"Queira-se ou não, goste-se ou não, o futebol é hoje, em todo o mundo, e à semelhança de tantas outras, uma actividade fortemente mercantiliada, na qual o dinheiro dita quase todas as leis. Isto exige dos clubes uma abordagem predominantemente empresarial, que muitas vezes entra em choque com as emoções dos adeptos - parte deles saudosista de um outro futebol, e de um outro tempo cada vez mais remoto.
Por isso mesmo, é pura demagogia criticar as vendas de jogadores num clube como o Benfica, enquadrado num campeonato periférico, sem visibilidade e com parcas receitas, como se tal fosse de alguma forma evitável ou correspondesse apenas a um capricho dos dirigentes. De facto, temos uma má notícia: o Benfica vende e continuará a vender jogadores, pois disso depende o seu modelo de negócio - único possível no contexto português. Pior do que isso, venderá precisamente os melhores, pois são esses que têm mercado e garantem receitas substanciais, além de que são também os que sentem o apelo de propostas salariais milionárias, irrecusáveis e impossíveis de acompanhar.
Rúben Dias é apenas o caso mais recente, em negócio realizado por números impressionantes, sobretudo se tivermos em conta uma conjuntura de de pandemia. Todos gostamos do Rúben, e lamentamos vê-lo sair. Cresceu no Benfica, chegou à equipa principal, brilhou, conquistou títulos, e agora deixa uma fortuna nos cofres do clube. Resta-nos aceitar, agradecer-lhe, desejar que seja feliz, e esperar que um dia, dentro de alguns anos, depois de uma brilhante carreira internacional, possa regressar a uma casa que será sempre a sua."

Luís Fialho, in O Benfica

Pimenta & Vasconcelos


"Fernando Pimenta e Joana Vasconcelos arrasaram, no passado fim de semana, em águas húngaras. Ambos integram o lote de 40 notáveis atletas do Sport Lisboa e Benfica inseridos no projecto olímpico do Clube. Fernando e Joana preparam-se para os Jogos Olímpicos do Japão e, devido à pandemia, tiveram de alterar os seus planos. Ambos são orientados pelo mesmo treinador, o competentíssimo Hélio Lucas. Tenho o privilégio de conhecer os três e confesso que não estou espantado com os seus feitos. Há cerca de um ano, Hélio Lucas alertou-me para os planos traçados e perspetivou grandes resultados para os nossos canoístas internacionais. Fernando Pimenta, João Ribeiro, Messias Baptista, Teresa Portela e Joana Vasconcelos formam um quinteto de excelência que a professora Ana Oliveira, em boa hora, juntou no Benfica Olímpico, esse projecto que o presidente Luís Filipe Vieira delineou e inovou em clubes portugueses. A 100.ª medalha em provas internacionais de Fernando Pimenta leva-me à seguinte reflexão - como é que ele conseguiu? Com muito trabalho, disciplina férrea e método exemplar. O caso do Fabuloso Pimenta, como resolvi rebatizá-lo, tem de ser estuado. Não é normal alguém com apenas 31 anos de idade apresentar semelhante palmarés, quer em Campeonatos do Mundo, quer em Campeonatos da Europa, quer em Taças do Mundo. O seu grande desafio são os Jogos Olímpicos, onde ambiciona, pelo menos, uma medalha de ouro, pois a de prata, em 2012,nos Jogos de Londres, faz parte do passado. Em Tóquio, no próximo ano, poderemos ter 27 a 30 atletas do SL Benfica a representar Portugal em seis modalidades - atletismo, canoagem, judo, natação, taekwondo e triatlo. A isto chama-se excelência."

Pedro Guerra, in O Benfica

All lives matter!


"Não é novidade que, para o Benfica, a cor da pele não é documento, aliás, um dos heróis de sempre do nosso Benfica e do nosso Portugal será sempre Eusébio, ele próprio um símbolo da igualdade racial internacionalmente conhecido como 'Black Panther' e saudosamente recordado por todos os do futebol como o 'King'. Somos um clube humanista, solidário, justo e lutador. No campo, pelos títulos; fora dele, pela justiça social, pela igualdade e pelos direitos humanos, com uma acção cada vez mais musculada e reconhecida em Portugal e no mundo através da Fundação que em boa hora o Sport Lisboa e Benfica instituiu para isso mesmo, exigindo-lhe ao longo dos anos que faça cada vez mais e em maior escala, à Benfica!
Por isso multiplicam-se os projectos nesta área particular a igualdade e da luta contra todas as formas de discriminação e muito particularmente a discriminação racial, uma das mais primárias, injustas e generalizadas no mundo. 'Show Racism the Red Card', 'Welcome through Football', 'Comumunity Champions League', entre muitos outros com denominador comum: uma designação em inglês motivada pela abrangência internacional dos projectos, desenvolvidos em rede com outras fundações de grandes clubes europeus, agências governamentais e ONU, por um lado e, por outro, combater a discriminação e promover a inclusão, o diálogo intercultural, a tolerância interétnica e a desradicalização social.
Fazemo-lo utilizando o poder do futebol e a enormidade do Benfica para uma acção concreta nesta causa mais que justa, por isso, foi com orgulho que, à presente data, fomos os primeiros e únicos, da I e da II Liga, a aderir ao projecto Black Lives Matter - Matosinhos, integrado no movimento Black Lives Matter. Porque, como bem se sabe, para os benfiquistas, todas as vidas contam!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Rúben Dias e a marca dum Benfica global


"Nunca nos esqueceremos das lágrimas de Eusébio no Mundial de 66, mesmo que ainda não fôssemos nascidos. Nunca nos esqueceremos das lágrimas de Rui Costa, no lugar onde normalmente estaria um festejo, após marcar, com a camisola da Fiorentina, um golo ao "seu" Benfica.
O rosto dos heróis em lágrimas é, naturalmente, marcante porque é o momento em que se revelam homens, e não deuses, como por quem, sem querer, tantas vezes os tomamos. Mas, com Rúben Dias, aconteceu qualquer coisa diferente: deu-nos a imagem inesquecível de um jovem capitão que não se permite chorar. Diante dos jornalistas, no fim do jogo que sabe ter sido o da despedida, braçadeira de capitão aos 23 anos, o golo que abriu o resultado e o título de homem do jogo: as palavras vão chamar o choro e ele não deixa. Como tentaria não deixar depois, no balneário, discursando perante os companheiros, o Presidente e treinador, mas já não seria possível, por mais estóico.
Ali, nessas lágrimas a que não se consentiu, estava Rúben inteiro. O "centralão", como desde cedo lhe chamaram. O líder natural que se impôs, com a duríssima missão de suceder a Luisão e conseguiu, da forma mais bonita possível, que não sentíssemos a orfandade de Luisão. A voz de comando da defesa e o central de classe, de grande qualidade de passe, tantas vezes o primeiro construtor de jogo da equipa. 
Todos ficámos tristes com a saída de Rúben Dias, mas é apenas o futebol a acontecer. Chegou aos 11 anos ao Benfica, foi capitão e campeão pelos escalões por onde passou, chegou à equipa principal, tornou-se titular indiscutível, foi campeão nacional, indiscutível da seleção A, um dos capitães de equipa, fez três temporadas de grande nível e sai agora para um dos mais poderosos clubes mundiais, por uma verba que já quase parece normal, mas que constitui, na verdade, a segunda maior transferência da história do Benfica.
Tudo normal, tudo natural, tudo lógico. Pensar que o contrário seria possível é fechar os olhos para não ver a realidade – mas ela vai continuar lá. Não há como segurar atletas a carreira inteira quando despertam há tanto tempo tanta cobiça e há organizações com orçamentos tão superiores e tão disponíveis para lhes oferecer as remunerações que nenhum clube português pode pagar. Rúben é apenas o mais recente caso de algo que agora corre o risco de parecer fácil, mas que era, há apenas meia dúzia de anos, visto como impossível: que o Benfica tivesse na formação não só um dos grandes municiadores de jogadores para a equipa principal, mas também uma das suas maiores fontes de receita.
Desde que o centro de formação foi inaugurado, em 2005, foram já 446 milhões de euros alcançados em vendas de atletas vindos do Seixal.
Estas receitas significam, primeiro do que tudo, a enorme valorização dos jogadores, mas também a enorme valorização da marca Benfica. Mas estes números significam ainda outra coisa. É graças a eles que o Benfica tem conseguido o enorme salto qualitativo dado nos últimos anos, a modernização do clube e, em última instância, o próprio reinvestimento no crescimento do Seixal, para que cada vez mais Rúbens sejam possíveis.
Tudo isto só faz sentido, todavia, se os jovens do clube continuarem a chegar à equipa principal. Sabemos que não podem ficar para sempre. Há muito que não podem ficar para sempre. Nem no tempo de Eusébio se ficava para sempre. É impossível reter talentos no nosso futebol, mas eles fizeram parte do nosso futebol. Escreveram a história das tardes de sábado na Luz dos últimos anos, incendiaram os campos de todo o país, ergueram taças, gritaram por nós e nós por eles. E é assim que tem de continuar a ser, com os Gonçalos Ramos e os Dantas, e os Embalós, e os Camarás, e todas as grandes esperanças do Benfica. E para isso, é preciso que Jorge Jesus tenha feito essa evolução da sua versão 1.0 para esta 2.0: reconhecer e apostar no que já o mundo inteiro reconhece e aposta.
Não havia nenhum problema em chorar, Rúben. Nenhum. Teria sido tão belo e comovente, como foi com outros antes de ti. Que comece já no fim desta época, quando te sagrares campeão inglês – e português."

Liga Europa


Realizou-se hoje o sorteio da Liga Europa, desta vez foi um sorteio 'mais ou menos'!!! Normalmente levamos sempre com as equipas mais complicadas...!!!
Standard Liége, Glasgow Rangers e Lech Poznan, nomes interessantes, com história, e que em condições normais, até poderiam dar em jogos atractivos na Luz... E tenho a certeza que com público nos estádios, na Escócia e na Bélgica o sector dedicado aos Benfiquistas teria cheio e mesmo na Polónia levaríamos muita gente!!!

Desportivamente, temos tudo para ganhar o grupo, mais tudo vai depender das opções do Jesus! Com um calendário super-apertado, vai haver muita rotação na Liga Europa, é expectável um Benfica, com a 'segunda' unidade em campo... teremos que aguardar para verificar a resposta! Até porque os plantéis ainda não estão fechados... Mas numa altura 'depressiva' socialmente, com os primeiros jogos a serem realizados antes das eleições, será muito importante chegar longe na Europa, pois os adeptos estão famintos de sucessos...

Calendário:
1.ª Lech Poznan-Benfica, 22/10 | 17h55
2.ª Benfica-Standard Liège, 29/10 | 20h00
3.ª Benfica-Rangers, 05/11 | 17h55
4.ª Rangers-Benfica, 26/11 | 20h00
5.ª Benfica-Lech Poznan, 03/12 | 20h00
6.ª Standard Liège-Benfica, 10/12 |17h55


Grupo A
Roma
Young Boys
Cluj
CSKA Sófia

Grupo B
Arsenal
Rapid Viena
Molde
Dundalk

Grupo C
Leverkusen
Slavia Praga
Hapoel Beer Sheva
Nice

Grupo D
Benfica
Standard Liège
Rangers
Lech Poznan

Grupo E
PSV
PAOK
Granada
Omonia

Grupo F
Nápoles
Real Sociedad
AZ Alkmaar
Rijeka

Grupo G
SC Braga
Leicester
AEK Atenas
Zorya

Grupo H
Celtic
Sparta Praga
Milan
Lille

Grupo I
Villarreal
Qarabag
Maccabi Telavive
Sivasspor

Grupo J
Tottenham
Ludogorets
LASK
Antuérpia

Grupo K
CSKA Moscovo
Dinamo Zagreb
Feyenoord
Wolfsberger

Grupo L
Gent
Estrela Vermelha
Hoffenheim
Slovan Liberec

Expectativas elevadas


"Nas duas jornadas inaugurais da Liga NOS, o Benfica obteve dois triunfos e foi muito elogiado pelas exibições. É natural que, agora, se espere o mesmo da nossa equipa, visto que os indicadores foram bastante positivos nos dois jogos anteriores e dispôs de mais uma semana de trabalho para afinar processos e aumentar o entrosamento entre jogadores e setores. 
Desta feita o adversário será o recém-promovido Farense, que ainda não somou qualquer ponto neste regresso ao convívio dos grandes. No entanto, e de acordo com os analistas, a situação dos algarvios poderia ser outra tendo em conta o equilíbrio verificado nas duas partidas realizadas.
Apesar de o Farense ter participado no principal escalão, pela última vez, em 2001/02, há uma longa história entre ambos os clubes, com vantagem acentuada para as nossas cores. Nos 23 jogos disputados em casa a contar para o Campeonato Nacional, vencemos 20, empatámos dois e perdemos um (69-13 em golos).
Nem o momento de ambas as equipas, nem o histórico de confrontos entre os clubes terão qualquer influência no desenrolar da próxima partida. A nossa equipa terá de estar focada e determinada e, também, de ser eficaz, sabendo que defrontará um adversário que lutará por um resultado positivo.
O objetivo é somar mais três pontos. É sempre com o triunfo em vista que a nossa equipa tem vindo a preparar-se afincadamente ao longo destes anos no nosso clube.
Mas o dia de ontem ficou também marcado por factos que demonstram a qualidade do trabalho que tem sido realizado no Benfica.
Foi aprovado o Relatório e Contas da SAD relativo ao exercício 2019/20, bem como a proposta de aplicação do segundo maior lucro de sempre da nossa SAD (5% de reforço da reserva legal e o remanescente para resultados acumulados).
E Rafa foi escolhido, pelo selecionador Fernando Santos, para os jogos de Portugal com as congéneres de Espanha, França e Suécia, numa convocatória, mais uma vez, dominada por jogadores formados no Benfica (oito), patenteando o excelente trabalho desenvolvido ao longo dos anos no Benfica Campus (o mesmo se verificando nos Sub-21, com sete atletas Made in Benfica entre os convocados).

P.S.: Foi realizado, ao início da tarde, o sorteio da fase de grupos da Liga Europa. O Benfica medirá forças com Standard Liège, Glasgow Rangers e Lech Poznan."

Semanada...


"1. A Venda de Rúben Dias. Depois de três anos na equipa principal, Rúben Dias foi vendido. Não foi o melhor negócio de sempre, mas foi o negócio possível. O Benfica está vendedor depois do desaire na Champions League. As vendas poderão não ficar por aqui. Luís Filipe Vieira diz que o Benfica também tem que ser um negócio e tem razão. Mas está na altura de aprender a não colocar todos os ovos no mesmo cesto. O Benfica teve que vender Rúben Dias porque nos meses de Julho, Agosto e Setembro, quando poderia e deveria ter feito vendas para acautelar o investimento todo que estava a fazer e a hipótese de falhar a Champions League, não fez nada. Se nesse tempo tivéssemos vendido jogadores como Seferovic, Cervi, Pizzi e outros jogadores secundários mas com algum mercado, hoje em vez de nos desfazermos de Rúben Dias e Carlos Vinícius só estaríamos a vender Carlos Vinícius.
2. O Empréstimo de Carlos Vinícius. A partir do momento que Darwin chegou, Carlos Vinícius só poderia desvalorizar e a saída acaba por ser inevitável. Vinícius vai ser o segundo ponta de lança do Tottenham atrás de Harry Kane. O Tottenham sempre foi um clube pouco gastador. Como tal, o facto deste negócio ser um empréstimo dá-me pouca esperança de que Carlos Vinícius seja efectivamente vendido. Se o brasileiro corresponder minimamente, talvez no ano seguinte, talvez um clube como o Newcastle ou o Wolverhampton acabe por contratar o jogador. Se o brasileiro não corresponder, ninguém nos paga nem 20 milhões por ele. O cenário de Vinícius ficar não era ideal. Mas este cenário de estarmos dependente dos minutos que Harry Kane não vai ter, também está longe de ser melhor. Estou bastante céptico. Mais uma vez, sabendo que havia Seferovic e Carlos Vinícius, porque é que fomos gastar 25 milhões noutro ponta de lança sem vendermos um dos outros dois primeiro? É mais um exemplo de má gestão.
3. Nicolás Otamendi. Entre Rúben Semedo e Nicolás Otamendi, eu optava por Rúben Semedo todos os dias. Acho que é um central perfeito para Jorge Jesus, muito forte fisicamente e bom com bola. É um jogador que poderia ser titular no Benfica cinco-oito anos. Nicolás Otamendi também acaba por ser um bom reforço também. Tem 32 anos e sem um grande histórico de lesões. O contrato de três anos acaba por encaixar bem. Quanto ao preço, nós não vamos pagar nada. Quando devemos 50€ a um amigo e ele nos deve 30€, como é que acertamos as contas? Vai ser o mesmo aqui. Benfica e Manchester City inflacionaram os valores de Rúben Dias e de Nicolás Otamendi para efeitos do Fair-Play Financeiro porque as mais-valias de uma venda entram todas este ano, enquanto o custo da contratação só entra o valor da depreciação anual.
4. Filip Krovinovic foi emprestado e Cristian Lema foi vendido. Krovinovic só tinha mais dois anos de contrato. Mas o que consta é que renovou até 2024 antes de ser vendido. O que faz sentido, se não para o ano quando regressasse do empréstimo estaria a seis meses de assinar livremente com quem quisesse. No WBA vai ter tempo de jogo e poderá valorizar. Já Lema acaba por ser um final já esperado que a única coisa que surpreende foi o tempo que demorou.
5. Chiquinho, o novo 8. Temos visto Chiquinho como alternativa no meio campo, posição que ocupava na Académica e no Moreirense. Deverá discutir essa vaga no plantel com Pizzi e Taarabt que serão os outros dois jogadores apontados para aí. É uma posição que me parece que poderá beneficiar mais Chiquinho do que aquela que acabou por jogar com Bruno Lage.
6. Goleada no Hóquei. A época abriu no Hóquei e não poderia começar melhor. Goleámos o FC Porto por 7-3 num jogo muito completo da nossa equipa. Já tinha dito no artigo de antevisão da época. O FC Porto vai ser o nosso grande rival este ano. Na semana passada, apareceu sem Carlo di Benedetto que está lesionado e foi o primeiro jogo de dois dos reforços importantes. A equipa deles ainda vai melhorar. A nossa também Mas a vantagem de quatro golos no confronto directo já ninguém nos tira. O Campeonato termina em Playoff, mas a vantagem caseira poderá ser importante. Nota para o golaço de Lucas Ordoñez que correu o mundo e para a exibição de Pedro Henriques que fechou a baliza quando o jogo esteve mais apertado.
7. Estreias e jogos complicados nas Modalidades. Esta semana temos as estreias do Futsal Masculino contra o Modicus, que me parece o candidato mais forte ao 3º lugar, e do Basquetebol Feminino, contra a Quinta dos Lombos que tem sido uma equipa forte. Nos jogos complicados temos o Andebol Masculino que vai jogar a Braga contra o ABC, que vai ser mais um bom teste ao que a equipa vale e sem Petar Djordjic poderemos ter um infeliz surpresa, e o Voleibol Feminino vai jogar contra o Leixões e contra a AJM-FC Porto. A AJM-FC Porto é o maior candidato ao título. Já o Leixões é um clube que deverá andar no nosso nível. 8. Fernando Pimenta e Joana Vasconcelos. Fernando Pimenta foi Campeão Mundial em K1 1000m e em K1 5000m, e ainda medalha de prata no K1 500m. Joana Vasconcelos fez 1º lugar no K1 500m e 3º lugar no K1 200m também nas provas do Campeonato do Mundo de Canoagem. Fernando Pimenta completou 100 medalhas internacionais. E é um excelente indicador para os Jogos Olímpicos do próximo ano. Já Joana Vasconcelos foi uma pequena surpresa. Há oito anos atrás Joana Vasconcelos era uma grande promessa portuguesa. Demorou a corresponder, mas parece que aos 29 anos está a confirmar-se."

Benfica Independente - Rui Gomes da Silva

Visão Vermelha - Francisco Benitez

Rio Ave: obrigado


"É uma questão de tempo até ganhar definitivamente dimensão europeia

Que noite.
O Rio Ave pôs Portugal a vibrar e a sofrer, no fim de um jogaço em que deixou um gigante europeu a cambalear por quatro vezes e só lhe faltou um sopro mais para o atirar definitivamente ao chão.
Esteve perto, muito perto, de escrever definitivamente história. Não o conseguiu, é verdade, mas ninguém nos pode tirar este sorriso da cara: o sorriso de um país orgulhoso com uma sua equipa.
Lembro-me que há uns anos o Sp. Braga foi a Sevilha fazer uma exibição perfeita e vencer a equipa de Luís Fabiano, Kanouté, Negredo, Jesus Navas e Perotti por 4-3, para garantir a entrada na fase de grupos da Liga dos Campeões. Nessa noite sentimos que o Sp. Braga acabava de se tornar uma equipa de dimensão internacional: uma equipa europeia, capaz de se afirmar em qualquer campo.
O Rio Ave ainda não chegou a esse ponto, mas para lá caminha. Este é um clube que não queima etapas, e todos os passos são dados naturalmente, numa sequência lógica de progressão.
Em Portugal já mostrou que consegue bater o pé a qualquer adversário, e quando os grandes vão a Vila do Conde é sempre jogo de tripla. Esta noite acrescentou a isso outra evidência: que pode enfrentar nos olhos um tubarão europeu, daqueles com sete Ligas do Campeões e quatro Mundiais de Clubes, e até vencê-lo. Sem sorte, sem favores, sem acasos: apenas com talento e futebol.
Não custa adivinhar que o Rio Ave se tornará nos próximos anos uma equipa de dimensão europeia. É o percurso normal para um clube que trabalha bem em vários aspetos.
Nessa altura, quando voltar a defrontar um tubarão europeu, a bola vai bater nos dois postes e entrar. E Portugal continuará a vibrar e sofrer como hoje. Orgulhoso de uma sua equipa.
Obrigado por isso."

Papu, o génio mais pequeno do mundo


"Tem ainda menos 5 centímetros que Messi, na prova repetida de que, como os piores venenos, também os melhores perfumes estão nos frascos mais pequenos. A Atalanta é um projeto extraordinário assinado por Gian Piero Gasperini, mas que depende decisivamente daquele 1,65m de gente que ilumina como um farol e orienta como um GPS. Podemos dizer que também há Zapata e Muriel, contratações bem fisgadas, e que agora chegou Miranchuk, na linha de Malinovskyi, mas, e para mais num momento em que permanece deprimido e ausente Ilicic, o vice-rei da equipa, não pode haver dúvidas de que esta Atalanta só existe assim com ele em campo: Alejandro Gomez, desde criança alcunhado de Papu.
Usa o 10, que não há número que lhe caísse melhor, e em todas as equipas foi ele e mais dez, desde a puberdade, que lá é uma pibe idade, no Arsenal de Sarandi, depois já num histórico do país, o San Lorenzo de Almagro. Aos 23 anos aterra em Itália, brilha em três épocas no siciliano Catania mas, sem que qualquer emblema vizinho o requisite, acaba chamado pelo dinheiro do Metalist, uma equipa entretanto desaparecida. Esteve só um ano no frio da Ucrânia, que o Atalanta o resgatou para o calcio, na melhor hora. Vai para a sétima época no clube de Bérgamo, onde bateu todos os recordes de assistências numa época (15, na época passada) desde que há recolha criteriosa desses dados (2004/05) e fez mais de 50 golos, só no campeonato. Hoje já ninguém tem dúvidas de que, apesar de tudo o que por lá fizeram Donadoni, Evair, Bonacina, Caniggia, Doni ou Stromberg, Papu Gomez ficará, bem destacado, como o melhor jogador da história da Atalanta.
Questiono-me sempre se poderia ser tão grande num clube gigante, remetido para tarefas de obrigação coletiva ou amarrado a fatias mais estreitas de terreno. Convenço-me cada vez mais de que não, que um criativo desta dimensão, mesmo vivendo um degrau abaixo do planeta de Messi, Ronaldo ou Neymar, também precisa que todo o relvado seja seu recreio. Qualquer génio carece de liberdade. Escrevo isto e lembro-me de Hagi, outro dos meus ídolos eternos, herói precoce no Steaua, onde o Real Madrid o foi buscar, fantástico no Brescia, onde o Barcelona o foi buscar, insuperável, por fim, no Galatasaray, onde a história o fez assentar, sempre melhor numa equipa onde reinasse do que onde tivesse de partilhar o trono. Quem não o viu, encontra-o facilmente na internet que é agora toda a nossa memória. Não percam, seja para descobrir ou rever, os golos da Roménia à Colômbia no Mundial de 94 e o que marcou pelo Gala ao Mónaco, num jogo da Champions em 2000. Com a bola parada vi muita gente capaz de apontar ao golo desde ângulos inverosímeis – Mihajlovic, Pirlo, Juninho Pernambucano – mas com ela em movimento não vi nenhum como Hagi, o Maradona dos Cárpatos.
Papu Gómez lamenta as poucas internacionalizações que tem – o que só envergonha os vários seleccionadores da Argentina da última década, todos eles promotores de tantos jogadores banais - e também só ter encontrado Gasperini aos 28 anos, onde o lugar de enganche, por trás dos avançados, lhe foi entregue numa espécie de jogo experimental por ausência do esloveno Kurtic. Nunca mais voltou à faixa esquerda por obrigação. Agora vai lá quando lhe apetece, e deambula pelo campo com o saber que a experiência acrescentou a um talento raro. Hoje, aos 32 anos, pode dizer-se que organiza, assiste e finaliza com idêntica qualidade e sempre a nível muito alto. Os primeiros jogos desta nova época são recados firmes para que aproveitemos até ao último trago a carreira deste argentino de palmo e meio. Foi muito mais que os 3 golos e 3 as assistências. Foi até mais que duas vitórias da Atalanta, ambas fora, com 4 golos marcados em cada, perante Lazio ou Torino, não um qualquer Benevento ou Crotone. Foi perceber que havia um jogador que habitava um nível acima de todos os outros. No jogo na casa do Toro dei mesmo por mim a pensar que se ele estivesse a jogar nas costas de Belotti e Zaza, em vez de dar apoio a Muriel e Zapata, o resultado poderia ter sido exactamente o inverso. Esta crónica nasceu nesse momento, em homenagem a Papu Gómez, o génio mais pequeno do mundo.

PS: A Atalanta chegou a aceitar deste Verão uma proposta árabe do Al Nasr de 15 milhões. Papu Gomez recusou ser coberto de ouro e preferiu ficar para jogar mais uma Liga dos Campeões. Ainda bem, que já basta termos deixado de ver Banega a jogar entre os melhores."

Porque gostamos tanto de falar sobre desporto


"Para alguns de nós, felizmente, o desporto está presente com regularidade nas nossas vidas – seja porque praticamos uma modalidade, porque temos alguém próximo envolvido, porque lemos ou vemos notícias, ou porque assistimos a uma determinada competição. E disso surgem conversas, debates, acesas discussões em que (quase) todos os pormenores são escrutinados. Essas conversas fazem-nos sentir envolvidos, sentimos que somos parte de um todo maior que nós.
Por vezes, quando assistimos a um resultado estrondoso de um atleta de quem gostamos muito, seja nos Jogos Olímpicos, no Campeonato do Mundo ou da Europa, no Nacional, no Regional ou no Inter-Escolas, chegamos até a sentir que o resultado também é nosso. É que estivemos mesmo lá, vibrámos, sabemos que aconteceu, vimos, contribuímos, sentimos!
E talvez seja por isso que gostamos tanto de desporto. Porque mesmo quando não somos nós a correr, a saltar, a lançar, a nadar, a remar, a jogar, a rematar, ou a pedalar temos uma opinião. Gostamos de saber e de mostrar que sabemos. E talvez seja por isso que gostamos tanto de falar sobre desporto.
O normal quando falamos sobre desporto é centramo-nos na competição. Naquilo que é o resultado visível de um processo muito maior. Sem tirar o foco ou diminuir a importância do treino e da competição, há outros setores que gravitam em torno do desporto. São setores essenciais para o sucesso da modalidade, da competição, do atleta, do processo. Por vezes parecem apenas pormenores sem qualquer relevância, mas se houve coisa que o desporto nos ensinou é que todos os momentos, todos os detalhes, todas as decisões, todos os milímetros e centésimos de segundo contam.
No Comité Olímpico de Portugal gostamos de falar de desporto. E gostamos ainda mais quando podemos falar de desporto consigo. Por isso, quando surge um novo projeto que nos permite falar de desporto e que junta todos os que têm interesse nestes temas... nem hesitamos! Desta vez decidimos falar dos pormenores, dos detalhes, dos temas que fazem parte do dia-a-dia de um atleta. Temas que também são importantes. Alguns diriam que decidimos falar “fora da caixa”, mas na verdade o que fizemos foi “abrir” a grande caixa que é o desporto e tirámos de lá os temas que habitualmente ficam mais no fundo, mais esquecidos...
Assim nasceu o ciclo de conversas “Abrir a Caixa”. Os temas até o podem surpreender. Vamos falar de redes sociais, moda, fotografia e imagem, eTreino e humor e banda desenhada. Mas isso tem alguma coisa a ver com desporto? Sim, tem tudo a ver!
Todas as quintas-feiras de outubro vamos andar pelas nossas redes sociais a promover uma conversa descontraída e descomplexada com um especialista na área e um atleta. Se, como nós, gosta de falar sobre desporto então contamos com a sua companhia."

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Plantel Futsal 2010/21


"A equipa de Futsal retoma a actividade esta semana no recomeço do Campeonato contra o Modicus. É altura de avaliar o que aconteceu no plantel e fazer algumas previsões para a época.

Guarda-Redes
Diego Roncaglio, André Sousa e Martim Figueira (ex-S20)
Saídas: André Correia (Eléctrico)
A equipa tem várias novidades, mas a baliza acabou por ser onde menos se mexeu. André Correia saiu em definitivo para o Eléctrico. O Benfica mantém um direito de um opção. André Correia é uma das maiores promessas de Portugal, todos nos lembramos de uma exibição contra o Sporting onde defendeu três ou quatro penalties e livres de 10 metros. Acaba por ser uma saída positiva porque poderá ganhar experiência. No Benfica ficaria sempre tapado por Diego Roncaglio e André Sousa, guarda-redes da seleção do Brasil e de Portugal. Martim Figueira é a nova aposta da formação para terceiro guarda-redes.

Fixo
Afonso Jesus, Fábio Cecílio e Nílson Miguel (ex-SC Braga)
Saídas: André Coelho (Barcelona) e Fernando Drasler (Inter Movistar)
A posição de Fixo é talvez a mais controversa desta época, pelo segundo ano consecutivo. O Benfica vendeu André Coelho para o Barcelona e Drasler nunca pareceu bem um fixo, mas sim mais um ala, apesar de ter sido contratado para fixo. Este ano contratámos Nílson Miguel ao Braga, que é um fixo de seleção, e como tal um mais valia para o plantel, mas o outro fixo do plantel para já é uma incógnita. A meu ver, parece-me que é este ano que se vai apostar definitivamente em Afonso Jesus, um jovem fixo de 22 anos já com três anos de plantel principal, e em Fábio Cecílio que vai passar mais tempo como fixo depois de ter sido um universal nos últimos anos. No caso de Afonso Jesus, seria uma aposta muito semelhante à que se fez em Rafael Lisboa na última época depois de “dispensarmos” Miguel Maria de maneira a que o Rafael tivesse mais minutos.

Ala
Hossein Tayebi (ex-Kairat, Cazaquistão), Silvestre Ferreira (emp. Elétrico), Tiago Brito, Arthur (ex-Barcelona, Espanha), Rafael Hemni, Robinho, Edmilson Sá (S20) e Rúben Teixeira (S20)
Saídas: Chaguinha (Betis), Célio Coque (emp. Eléctrico), Bruno Coelho (ACCS) e Miguel Ângelo (SC Braga)
Saíram vários jogadores, mas a nível de reforços o Benfica rebentou com a escala. Perdemos Bruno Coelho, um grande capitão, Chaguinha, um jogador que desde das lesões nunca mais rendeu o mesmo nível, Miguel ngelo, um ala de seleção que dava profundidade ao plantel e Célio Coque, um jovem, foi emprestado. Chegou Arthur, um ala esquerdino da seleção brasileira, muito dotado tecnicamente e muito forte fisicamente. O grupo de três alas esquerdinos (Tiago Brito, Robinho e Arthur) do Benfica é o melhor grupo do mundo. Já alas destros, temos Hossein Tayebi, um iraniano muito talentoso, Rafael Hemni, que já conhecemos bem, e Silvestre Ferreira que tem sido uma das boas surpresas desta pré-época. Está com índices físicos soberbos. Teremos ainda Edmilson Sá e Rúben Teixeira, dois jovens com presença assídua nas selecções jovens que irão dar profundidade ao plantel. Nota ainda que tanto Hossein Tayebi como Ivan Chishkala são dois jogadores que poderão jogar tanto a ala como a pivot. Coloquei o Tayebi aqui, mas também poderia estar no grupo de pivot. O mesmo se aplicaria a Chishkala.

Pivot
Fits, Ivan Chishkala (ex-Gazprom-Ugra, Rússia), Jacaré e Diogo Furtado (S20)
Saídas: Fernandinho (Kairat)
Fernandinho saiu depois de dois anos e meio no clube onde foi o melhor marcador dois anos. Já tem 37 anos e assinou um contrato de três anos. Acho que o Benfica fez bem ao não igualar a proposta, porque apesar de achar que Fernandinho ainda seria um jogador útil na próxima época, não acho sustentável dar um contrato de três anos a um jogadores com 37 anos. Vamos continuar com Fits, que tem sido outro jogador com uma boa pré-época e que tem sido chamado para a seleção brasileira, e com Jacaré, que também foi chamado para a selecção brasileira S20 e é um pivot com características diferentes, mais clássico, mas que também tem deixado boas indicações. Além deles, teremos Ivan Chishkala ou Hossein Tayebi, que darão versatilidade ao ataque, com por exemplo, trocas de pivot dentro do jogo corrido e no caso do Chishkala vai também trazer uma meia distância poderosíssima.
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Previsões
O grande rival do Benfica nesta modalidade é o Sporting. O Sporting aparece este ano com um plantel mais curto. Saíram Léo, Alex, Deo e a nível de entradas, pelo menos para já, o único registo é Mamadú Ture, um ala formado no clube que no último ano esteve emprestado na Suíça. O Sporting que desde dos tempos de Bruno de Carvalho sempre teve sete-oito estrangeiros, este ano tem apenas cinco. O Sporting está também exposto à idade dos seus jogadores. Tem agora seis atletas com mais de 30 anos e quase todos são dos mais utilizados. O Benfica, por outro lado, tem apenas quatro atletas e um deles é o guarda-redes suplente. Como tal, acredito que em Janeiro acabem por trazer mais um reforço.
A menos que o reforço que possam trazer (se é que trazem) em Janeiro seja de facto uma grande mais valia (não há muitos jogadores desse nível, principalmente que cheguem a meio da época), acredito que o Benfica terá o melhor plantel desta temporada no Futsal Nacional. Acho que nos mexemos muito bem no mercado e todos os reforços que trouxemos serão verdadeiras mais valias. Acredito também na evolução de três jogadores que é importante que evoluam: Fits, Jacaré e Silvestre. O Benfica ofensivamente vai ser uma máquina de marcar golos. A grande questão será defensivamente. O Sporting é uma equipa que ataca muito bem pelo jogo de pivot e tem um grande pivot em Rocha. Mas nós, à primeira vista, não teremos um grande fixo para defender esse grande pivot. Teremos que trabalhar uma boa defesa colectiva para minimizar o impacto desta situação que o Sporting irá explorar de certeza."