Últimas indefectivações

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Vitória em Belém...

Belenenses 1 - 4 Benfica

Mais uma, na caminhada perfeita que tem sido esta época... mais um bom jogo!

Informação do Futebol Profissional


"O Diretor-Geral do Futebol Profissional do Benfica, Tiago Pinto, terminará a sua ligação profissional ao nosso Clube no próximo dia 31 de dezembro.

Oito anos depois da chegada ao Sport Lisboa e Benfica, a convite do Presidente Luís Filipe Vieira, Tiago Pinto decidiu aceitar o desafio de liderar a gestão desportiva da AS Roma, iniciando funções no clube italiano no início de 2021.
"Estarei sempre agradecido ao Benfica, e ao nosso Presidente, pela oportunidade que me foi dada. Foram oito anos intensos. Dei o melhor de mim e todos os que me conhecem sabem que esta decisão foi a mais difícil de todas as que tomei enquanto responsável por este clube", afirma Tiago Pinto.
"Gostaria de ter contribuído ainda mais, mas estou certo de ter feito tudo o que estava ao meu alcance. Aceitei, nos últimos dias, um novo desafio e uma nova oportunidade, não sendo ainda o tempo certo para falar sobre a próxima etapa da minha carreira", afiança.
"A prioridade continua a ser o Benfica e o dia a dia da nossa equipa profissional de futebol, projeto no qual continuarei fortemente empenhado até ao último dia, estando certo de que o Clube saberá encontrar as melhores soluções para dar continuidade ao seu projeto de sucesso", declara Tiago Pinto."

Compras...

Desafiemos as organizações locais para a retoma do desporto de formação!


"O COVID-19 trouxe novos desafios às sociedades atuais e ao modo como se têm organizado ao longo dos últimos anos. Estamos a atravessar um dos momentos mais críticos em termos de saúde pública mundial, mas também um dos momentos mais desafiantes para encetar mudanças que permitam novas lógicas de organização, novas formas de comunicação e novas formas de prática e competição desportiva.
Nas últimas semanas assistimos a diferentes manifestações, realçando a necessidade da retoma da prática desportiva de competição pelos escalões de formação. Olhando apenas para o futebol e futsal masculino e feminino verifica-se que o número de jovens inscritos nos escalões de formação caiu cerca de 80% (valores semelhantes têm sido reportados por outras federações), significando que cerca de 122 mil jovens não estão a praticar futebol e futsal. De forma alarmante, significa que cerca 122 mil jovens aumentaram as suas taxas de sedentarismo e provavelmente estarão de forma galopante a aumentar as suas pregas adiposas e a contribuir para que a epidemia da obesidade, e da iliteracia motora, que tanto nos preocupavam até há bem pouco tempo, e para o qual a DGS criou inclusivamente um programa específico (Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física), ganhem vantagem.
Todos sabemos que estamos a enfrentar uma pandemia! Renomados epidemiologistas e intensivistas deste país argumentam, com a realidade dos números, sobre a necessidade de medidas mais severas e restritivas sobre as atividades individuais, sociais e profissionais da população para achatar a curva. O que sabemos, e sobretudo sentimos, é que as medidas impostas não são coerentes e que o discurso e as ações são muitas das vezes desconexos.
Ora vejamos… Ao mesmo tempo que os médicos referem que a escola não pode parar e que os jovens devem manter a sua vida o mais “normal” possível, pois apesar de estarem sujeitos a contrair a doença apresentam-se numa esmagadora maioria dos casos como assintomáticos, a DGS e o governo não permitem a retoma da atividade desportiva de competição pelos jovens contribuindo para o surgimento de uma pandemia mais silenciosa que irá ocorrer a médio prazo nos jovens adultos da próxima geração. Para além disso, como referido e demonstrado inúmeras vezes, a relação entre prática desportiva e rendimento escolar é muito alta! O desporto também pode ser escola!
Enquanto que a retoma do desporto federado exige “Contextos de treino ajustado para garantir o distanciamento física permanente de pelo menos três metros entre praticantes: todos os escalões etários.” (orientação Nº36/2020 de 25/8/2020), as orientações para o ensino da educação física, apesar de fazer referência aos 3m metros recomendam que as estratégias pedagógicas tenham também por base “situações de ensino com grupos reduzidos, ajustados aos espaços de atividade física e valorizando a utilização de formas de jogo reduzidas e condicionadas, em função dos propósitos e do contexto de aprendizagem”. Não se percebe muito bem…
Como assumido pelas mais diversas entidades responsáveis da área do desporto estas recomendações e restrições, ao invés de suportadas em evidências técnicas e científicas, são de carater e responsabilidade exclusivamente política! Neste campo, em relação ao desporto, já verificámos que apenas importa o desporto mediático e que supostamente impacta economicamente… para todo o “outro desporto” não existem ideias, neste momento!
Se o poder político não quer pensar, pensemos nós, e tenhamos a coragem de propor novas formas de organização do desporto jovem que permita ir ao encontro das medidas já tomadas pelo governo e das necessidades dos clubes:
I) As escolas são o setor da sociedade onde o governo menos pretende intervir, pretendendo manter tanto quanto possível o “normal” funcionamento diário.
II) Nas escolas as crianças até aos 10 anos não necessitam uso obrigatório de máscara e podem praticar educação física, possibilitando de entre os quais “o desenvolvimento de situações de ensino de grupos reduzidos … e valorizando a utilização de formas de jogo reduzidas e condicionadas…”.
III) Os grupos escolares são grupos fixos permitindo manter controlada a rede de contactos entre os jovens.
IV) Os clubes e associações que fomentam o desporto de formação nas diferentes modalidades encontram-se com grandes perdas de praticantes até ao momento e não possuem qualquer competição, mantendo em muito dos casos, os seus treinadores de formação, sem qualquer remuneração ou apoio. 
Tendo por base esta realidade consideramos que, de facto, está na hora de unir esforços entre o setor federativo e escolar, dando corpo a uma lógica tantas vezes apregoada e que tarda em sair da gaveta… mas sem burocratizar!
Deixemo-nos de clubismos bacocos e aproveitemos esta oportunidade para transformar a formação de base e criar verdadeiros centros de fomento da prática desportiva escolar criando clubes-escola multidesportos. A sugestão é que até ao escalão de sub-12 se potencie a prática e competição desses desportos, numa primeira fase em contexto de escola, e numa segunda fase em contexto de agrupamento ou concelho em função das especificidades.
Tendo por base os clubes com maior tradição no contexto da população escolar promova-se a prática de equipas e definam-se horários de treino coincidentes ou posteriores aos horários letivos que permitam que, quer nas instalações das escolas, quer nas instalações dos clubes, e de forma controlada, as crianças iniciem a sua prática competitiva. Consideramos que cada equipa nestas idades deveria poder praticar de forma competitiva 2 a 3 modalidades desportivas (1 individual e outra coletiva por exemplo) potenciando diferentes habilidades e capacidades físicas, percetivas, cognitivas e psicológicas. Pode parecer um pouco estranho, mas para além de diminuirmos bruscamente o abandono da prática desportiva, nesta fase critica, estaremos a potenciar o desenvolvimento desportivo destes jovens. Tal como as evidências demonstram, a variabilidade de prática é um dos fatores fundamentais para potenciar o desenvolvimento desportivo para o futuro e suportar o seu processo escolar.
Dos sub-13 aos sub-15, proceda-se de forma semelhante, mas potenciando a especialização de uma única modalidade desportiva e potenciando a competição entre turmas escolares e posteriormente entre escolas.
Dos sub-16 aos sub-19, deem as mesmas garantias que estão a dar ao desporto sénior, permitindo pelo menos competições distritais e com modelos competitivos diferenciados que limitem as deslocações e os contactos entre os jovens.
Então e quem seriam os treinadores desses jovens dos clubes-escola? Os treinadores dos clubes ou os professores de educação física. Quem tivesse competências para orientar cada atividade desportiva de forma competitiva como regulamentado pelo programa nacional de formação de treinadores. Os clubes beneficiariam no momento, e no futuro, aumentando o número de potenciais praticantes.
Mas mesmo assim não aumentamos o risco de contágio? Sim, claro! Todas as decisões têm risco ora mais imediato ora a médio e a longo prazo como se irá verificar com o aumento da obesidade e do baixo nível de prática desportiva no futuro, se continuar tudo na mesma. No entanto, hoje existem também evidências claras de que o uso de máscara não diminui a performance desportiva, aumentando ligeiramente a retenção de CO2 e a perceção subjetiva de esforço dos jogadores. O seu uso, mesmo que não ideal, poderá contrabalançar o maior risco de contágio da competição. No entanto, as evidências vêm demonstrando que o tempo de contacto aquando da prática desportiva, sobretudo em desportos coletivos, é reduzido mantendo o risco de contágio num nível médio (contacto de 6 minutos menos de 2 metros num jogo de futebol) (ver https://www.mdpi.com/873722).
A grande preocupação e o que pretendemos reduzir com esta proposta, são os contactos externos e entre jogadores de equipas diferentes que aumentam a rede de contactos de cada jogador participante expondo-os a um maior risco de contágio.
Esta proposta pode parecer estranha e difícil de implementar, como sucede em toda a mudança, mas o momento que estamos a viver é por si só suficientemente desafiador para que não fiquemos parados a lamentar-nos sobre o que poderíamos ter feito e com a chatice do vírus. Basta querer e ajustar os recursos para que seja possível, ou o futuro não será risonho…
Estará o leitor a questionar-se, e quem operacionalizará este projeto? Como iremos colocar em contacto todas estas instituições? De forma simplificada, os clubes diretamente com as escolas e com as associações de pais, coordenados com as autarquias e com o apoio das federações nacionais e distritais das respetivas modalidades. Sobretudo que a implementação seja realizada por equipas de trabalho simplificadas, que utilizem a experiência adquirida e os recursos das associações distritais e federações para organização de competições. Os projetos deverão ser locais e permitindo agilizar e juntar esforços e não burocratizar o sistema como aconteceu com o desporto escolar! Desta forma facilitamos a decisão aos decisores políticos a nível central!!!
Se com projetos desta natureza, de carater sobretudo local e regional, não convencermos o governo a alterar o quadro de prática de formação atual, é porque não existe qualquer interesse no fomento da prática desportiva e no desenvolvimento desportivo. Deste modo, as incoerências revelar-se-ão maiores e as consequências para o futuro desastrosas!!!"

Casas do Benfica


"É com enorme satisfação que constatamos que as Casas do Benfica, sempre que chamadas a participar em atividades que se revestem de grande complexidade, são capazes de dar a resposta que lhes é solicitada, contribuindo decisivamente para o engrandecimento do Sport Lisboa e Benfica.
Hoje todos reconhecemos a relevância da existência e ação das Casas aos níveis associativo, desportivo e comercial do Clube.
O fomento e a fixação do benfiquismo, a promoção do convívio entre benfiquistas, a descentralização e disponibilização de serviços do Clube aos associados, o crescimento da massa associativa, a divulgação das atividades desportivas e acompanhamento das equipas por todo o país, a contribuição para o incremento das receitas de bilhética e merchandising e a promoção do desporto, em muitos casos, participando, com equipas próprias, em competições (supera os 40 000 atletas em mais de 46 modalidades), são apenas alguns exemplos demonstrativos da relevância que as Casas assumem no quotidiano do Clube.
E, no decorrer do presente ano, as Casas do Benfica assumiram ainda maior relevância, ao revelarem-se fundamentais em duas situações distintas.
Relativamente à pandemia que assola o mundo, não obstante as enormes dificuldades que a crise sanitária criou também às Casas, multiplicaram-se os exemplos de apoio às comunidades locais. O diretor das Casas do Benfica, Jorge Jacinto, fez questão de enaltecer a capacidade das Casas em conseguirem "inventar formas de apoiar os mais necessitados", concluindo que "isso é conseguir levar o Benfica mais longe e estar mais perto dos que mais precisam de todos nós".
Mais recentemente, por ocasião da realização das eleições, as quais foram, de longe, as mais participadas de sempre (38 102 votantes, mais 15 426 que o recorde anterior), as Casas assumiram um papel decisivo, com 24 locais de voto, além do Estádio, em Portugal continental.
A forte afluência às urnas é indissociável, em parte, da possibilidade do exercício de voto em todo o país, num processo eleitoral que primou por uma adesão sem precedentes e em que ficou patenteada a capacidade de organização das Casas, em colaboração com os serviços do Clube.
É cada vez mais notória a relevância das Casas do Benfica, em várias vertentes, para o modelo de desenvolvimento do Sport Lisboa e Benfica. Aos benfiquistas que diariamente se empenham no sucesso das Casas, o nosso muito obrigado!"

Jorge Jesus | Um 11 de verdadeiros flops no SL Benfica


"Segundo o dicionário, um flop é uma falha, um erro. A verdade é que no futebol o significado continua a ser o mesmo. Desde a chegada de Jorge Jesus ao comando técnico do SL Benfica, em 2009/10, muitos foram os jogadores que chegaram a pedido do técnico da Amadora, mas nem todos singraram de águia ao peito.
Hoje faremos um onze de autênticos flops que vestiram (ou não) a camisola dos encarnados e que chegaram a Lisboa pela mão de Jorge Jesus.

Guarda-redes
Roberto Não há volta a dar! Roberto marcou uma geração por tão mau que foi de águia ao peito. 
Custou 8,5 milhões de euros aos cofres encarnados, isto na sua transferência, porque em termos de rendimento desportivo, devia ter pagado para jogar. Foram 41 jogos na baliza benfiquista, em que sofreu 46 golos, um registo notável pela negativa.
Até podia dizer para ficarem descansados, que o pior deste XI já passou, mas não seria verdade.

Lateral direito
Luís Felipe Parece inacreditável, mas esta entrada no XI foi o mais perto que Luís Felipe esteve de integrar um XI do Sport Lisboa e Benfica. É uma hipérbole, claro, mas não anda muito longe da verdade.
Chegou à Luz em 2014/15 e totaliza uns incríveis zero jogos pelo Benfica. Tendo custado dois milhões de euros, o brasileiro nunca se afirmou no Benfica onde tinha a concorrência de Maxi Pereira e André Almeida.
Acabou por sair em definitivo em 2016/17 para o Vitória FC, onde também não teve sucesso.

Defesa central
Steven VitóriaDecorria a temporada 2013/14 quando chegou à Luz um dos melhores jogadores da temporada anterior da Primeira Liga portuguesa.
Steven Vitória havia realizado duas temporadas de alto nível no GD Estoril-Praia, ao disputar 67 jogos e marcar 25 golos, números estonteantes para um defesa central, pelo que era esperado muito do luso-canadiano.
No SL Benfica realizou apenas cinco jogos e não mostrou a sua qualidade, nem a sua veia goleadora, que, ao que parece, ficou na cidade de Estoril até aos dias de hoje.

Defesa central
César Atualmente no SC Farense, e a realizar uma temporada, até ao momento, bem conseguida, entrou no campeonato português e no SL Benfica em 2014/15, pela mão de Jorge Jesus.
O defesa central brasileiro realizou nove jogos pela equipa principal encarnada, mas não se conseguiu impor no plantel, tendo sido emprestado consecutivamente a vários emblemas portugueses e brasileiros.
Atualmente com 27 anos, César encontrou no CD Santa Clara um lugar para se reinventar, onde realizou duas temporadas de qualidade até se transferir para o Farense.

Lateral esquerdo
Bruno Cortez Chegou ao Sport Lisboa e Benfica no “carrossel” de defesas esquerdos que fechou apenas com a chegada de Grimaldo.
Quando chegou a Lisboa, Cortez vinha rotulado de craque, um dos melhores jogadores do brasileirão, mas em Portugal nunca mostrou o seu talento.
Foram seis jogos de águia ao peito e seis exibições que deixaram os adeptos com saudades daquilo que ainda não haviam vivido. Finalmente chegou Grimaldo, uma esperança para a massa adepta dos encarnados.

Médio centro
Bryan Cristante Este é um daqueles casos em que um jogador foi flop, mas só num clube. Resta descobrir se foi por culpa do jogador, se por culpa do clube.
A verdade é que o Sport Lisboa e Benfica não conseguiu retirar o melhor do internacional italiano Bryan Cristante, que já provou o seu valor na Atalanta BC e na AS Roma.
A qualidade do jogador é inegável, mas em Lisboa passou pelos “pingos da chuva” sem nunca mostrar toda a sua qualidade. Realizou 20 jogos em duas temporadas e marcou um golo.

Médio ofensivo
Filip Djuricic Este é, provavelmente, o jogador que mais deixou a desejar neste XI.
Vinha rotulado de craque, o “Kaká dos Balcãs”, mas nunca mostrou a sua qualidade nos relvados portugueses. Luís Filipe Vieira chegou mesmo a admitir que Djuricic foi um dos jogadores que mais o desiludiu; pois bem, aos adeptos também.
Realizou uma primeira temporada aquém das expectativas, com 22 jogos e dois golos, mas podia ser apenas uma temporada de transição, o que não se verificou.
Atualmente joga na liga italiana, no Sassuolo, onde é uma das figuras da equipa. O que faltou para brilhar em terras lusitanas?

Extremo direito
Miralem SulejmaniDecorria a temporada 2013/14 quando chegou a Portugal Miralem Sulejmani, um extremo direito sérvio com faro de golo.
Pois bem, na Luz, ainda que tenha realizado uma primeira temporada razoável, com três golos em 26 jogos, esperava-se mais de Sulejmani.
Ficou no Benfica por mais uma temporada em que realizou apenas oito jogos e transferiu-se para o Young Boys, onde vive tempos felizes.

Extremo esquerdo
Bebé Tiago Manuel Dias Correia chegou a ser denominado de “novo Ronaldo”, o que coloca logo uma certa esperança no jogador.
Em Manchester representava o United, numa experiência que não correu de feição; no entanto, Jorge Jesus “repescou-o” com o intuito de recuperar o talento deste jogador.
No Sport Lisboa e Benfica disputou apenas seis jogos e não marcou qualquer golo. Um registo bastante negativo, para não dizer horrível, do “novo Ronaldo”.

Avançado centro
Yannick DjalóDjaló foi mais conhecido por atuar ao serviço do Sporting CP, clube de onde saiu depois de uma transferência falhada para o OGC Nice por pormenores.
O SL Benfica achou por bem resgatar o avançado, uma vez que havia mostrado qualidade no rival da Segunda Circular, uma transferência que se viria a provar um autêntico erro.
No Benfica realizou cinco jogos e escusado será dizer que marcou um total de zero golos.

Ponta de lança
Alan Kardec Em janeiro de 2010, Jorge Jesus indicava um avançado que brilhava em terras brasileiras e que poderia dar o salto no futebol europeu. Não foi bem o caso.
Kardec ainda disputou 45 jogos pelos encarnados e apontou oito golos, mas nunca atingiu o seu potencial, chegando mesmo a ser emprestado a meio do seu contrato com o SL Benfica.
Não rendeu aquilo que se esperava no futebol europeu, mas por terras asiáticas, na liga chinesa, Kardec é um autêntico goleador, com 55 golos em 107 jogos ao serviço do Chongquing Dangdai."

O Cantinho Benfiquista - O Meu Benfiquismo #2 - Luís...

Fever Pitch - João, Miguel & Pedro... Trio!

Fever Pitch - João & João... Espanha!

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Foi apenas um fantasma vermelho de passagem


"No próximo dia 26, o Benfica vai a Glasgow jogar em Ibrox. Só por uma vez lá esteve, no dia 28 de Setembro de 1965, perdendo um particular por 3-1. Quarenta e oito horas mais tarde, estava no Luxemburgo e golear o Dudelange por 8-0 para a Taça dos Campeões Europeus.

O Benfica recebeu o Rangers para a terceira jornada da fase de grupos da Liga Europa, e será caso para dizer, lançando mão ao jargão popular, que se viu da cor dos gatos para sair do jogo com um resultado mais ou menos positivo: 3-3. No próximo dia 26, será a vez de visitar Ibrox, um dos estádios mais fascinantes do mundo, situado nas margens do Clyde e cuja primeira versão data de 1899, o que faz dele igualmente peça digna do museu.
Todos os que já lá estiveram conhecem o ambiente esfuziante que os adeptos do Rangers lhe emprestam desde que saíram do Kinning Park, o local de disputadas antes de Ibrox. Hoje está reduzido a uma capacidade de pouco ou mais de 50 mil espectadores - e o mal que se infiltrou entre nós de forma velhaca fá-lo-á estar mais silencioso do que nunca quando os encarnados lá jogarem -, mas já foi um gigante capaz de albergar, num Rangers - Celtic, o exagero de 118567 pagantes - calcule-se quantas pessoas estiveram nessa tarde de 2 de Janeiro de 1939 se contabilizarmos convidados e borlistas. É evidente que não são números que assustem benfiquistas que viram, na velha Luz, apertarem-se como sardinhas em lata, multidões que ultrapassavam os 120 mil. Mas, seja como for, dispus-me aqui a falar de Ibrox e, já agora, da única vez que o Benfica lá jogou, em 1965, num encontro particular.
Em 1965, todo o mundo, dos Estados Unidos à Austrália, passando pelo Irão e pelo Iraque, queria ver o famoso Benfica. Duas Taças dos Campeões Europeus conquistadas e mais duas finais perdidas tinham colado aos lábios dos amantes desse jogo que os ingleses tratam por association nomes como os de Eusébio e Coluna, Germano e José Augusto, Torres e Simões. Pois, todos eles estiveram em Glasgow no dia 28 de Setembro. Ou, melhor, não estiveram, mas já lá vou.

Um entrave
A expectativa era muita. A despeito de se tratar de um amigável e estar um tempo de alfinetes, mais de 45 mil pessoas correram para os seus lugares na expectativa de verem aquela que era considerada, quase unanimemente, a melhor equipa da Europa. Infelizmente para os adeptos escoceses, o Benfica faltou à chamada. Isto é, esteve mutos e muitos furos abaixo do seu real valor. E, no entanto, lá estavam, vestindo as mágicas camisolas vermelhas, berrantes, os nomes que apaixonavam os maiores amantes do futebol.u
Quando José Augusto, aos 26 minutos, abriu a contagem, todos ainda se convenceram de que o Benfica iria partir para um daqueles atropelamentos mais próprios de um comboio do que de um grupo de apenas onze homens. Nada disso. Mas o golo do meu querido amigo Zé foi lindo: ameaçou e avançou, fez que ia mas não ia, os defesas recuando, recuando, e com a baliza na mira saiu um pontapé colocado e indefensável para o pobre Richie. Edward Kerry, um jornalista escocês que esteve presente nesse jogo de Ibrox, tratou de escrever. 'Acabado um período inicial de dez minutos fulgurantes, nos quais o Benfica demonstrou aquele futebol fluído, agradável e fácil que a todos nós encanta, o Rangers começou a assentar o seu jogo de luta constante no meio-campo e passes longos para os dois pontas-de-lança, McLean e Johnson, e engasgou a máquina portuguesa'.
William Handerson, um rapazinho de apenas 21 anos, natural de Baillieston, um subúrbio industrial de Glasgow, começou a dar água pela barba a Coluna, surgindo consecutivamente nas costas do capitão do Benfica e diminuindo-lhe o habitual raio de acção. A atenção de Coluna passou a ser mais defensiva que ofensiva, e isso mexeu duramente com o colectivo português.
O jogo fora para intervalo com 1-1 (golo de McLean aos 43 minutos), e a verdade é que, apesar do domínio escocês e das escassas investidas do Benfica, com Eusébio e Simões (seria substituído por Yaúca) quase sempre incapazes de desequilibrarem a defesa contrária, matéria em que eram autênticos mestres, deixando Torres à mercê dos poderosos centrais do Rangers, dava a sensação de que iria terminar assim. Diziam os latinos: 'audax fortuna juvat', que é como quem sentencia - a sorte protege os audazes. Mais audazes, os escoceses fazem golos tardios, ambos por Forrest, aos 83 e aos 89 minutos. O público delirou. A surpresa caía sobre Ibrox como uma nuvem escura. Coluna veio a público explicar a derrota: 'O Benfica jogou abaixo das suas possibilidades, mas foi evidente o cerco que fizeram a Eusébio, nem sempre de forma muito correcta. No entanto, quero dizer que perdemos contra uma equipa que jogou com todo o afinco e que mostrou jogadores de qualidade como Handerson, Forrest e McLean, para citar os principais'. Forrest, encontrava outra resposta: 'O Benfica é uma equipa terrível. Tanto defende como ataca no espaço mais curto de tempo possível. Acho que o facto de terem um jogo para a Taça dos Campeões aí a chegar pesou na exibição deles'.
Dois dias depois, em Ech-sur-Alzette, no Luxemburgo, o Benfica iniciava o seu percurso na maior prova da Europa com uma goleada de 8-0 sobre o Stade Dudelange. Talvez tenha valido a pena a poupança."

Afonso de Melo, in O Benfica

O desequilibrador das segundas partes


"Panchito reencontrou a paixão de jogar no Benfica e retribuiu com momentos de pura magia

Para um seguidor de hóquei em patins, falar-se de talento é recordar Panchito Velásquez. Exímio patinador, o argentino aliava à velocidade uma qualidade técnica apurada, que lhe permitia tirar os adversários do caminho com enorme facilidade. Em rinque, era ele e um pavilhão completamente lotado, pois mesmo os adeptos das equipas rivais deslocavam-se aos recintos para o ver jogar. Fruto do seu virtuosismo, ganhou a alcunha de 'Maradona do hóquei'.
Representou o Benfica durante quatro épocas, após ter estado afastado da modalidade ao longo de uma temporada, em conflito com o detentor do seu passe, o Barcelona. De 'águia ao peito' reencontrou a alegria de jogar, condessando: 'vestia a camisola e arrepiava-se, sentia pele de galinha'.
Tornou-se benfiquista e revelava esse sentimento dentro de campo, sendo o principal impulsionador da equipa nos momentos-chave. Dirigentes e colegas 'depositavam a confiança num homem a viver um dos melhores períodos da sua carreira, considerado por muitos o melhor jogador do Mundo'.
A 24 de Março de 2001, o Benfica recebeu o FC Porto, na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, considerando 'o jogo do ano'. A partida era determinante para o futuro de ambos na competição. Os 'encarnados' necessitavam de uma vitória para selarem o apuramento para a final four, enquanto que para os portistas bastava o empate.
No Pavilhão da Luz cheio, os 'encarnados' contaram 'com um impressionante apoio dos fervorosos adeptos'. Após uma primeira parte equilibrada, Panchito realizou um segundo tempo estupendo. Com uma prestação magistral, 'encheu o rinque de jogadas fabulosas', coroada com um golo de antologia, 'em que ultrapassou tudo e todos'. Os benfiquistas venceram por 7-4, mas o placard até podia ser mais desnivelado, tal foi a forma como se superiorizaram, e 'só não aconteceu porque os postes da baliza portista devolveram a bola por cinco vezes'.
Duas semanas depois, o argentino voltou a ser protagonista! Na final da Taça de Portugal, frente ao Óquei de Barcelos, as equipas foram para intervalo empatadas a uma bola. Na segunda parte, Panchito apenas precisou de dois minutos para bisar na partida, arrancando para uma exibição à dimensão do seu talento. Desequilibrou o encontro 'através dos seus constantes golpes de génio, brilhou intensamente e empurrou a equipa para a vitória'. O Benfica ganhou por 4-2 e arrecadou, dessa forma, o troféu.
Saiba mais sobre esta conquista na área 3 - Orgulho Eclético do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Fundação Benfica


"A pandemia não é igual para todos, em particular as suas consequências económicas e sociais, acentuando desigualdades e expondo crescentemente os mais necessitados.
O Estado tem reforçado os apoios e implementado medidas que visam diminuir o impacto, a vários níveis, da pandemia, enquanto as instituições de solidariedade tentam alargar o raio de ação, bem como o universo de beneficiários, tentando ultrapassar constrangimentos e desafios que se avolumam, incluindo no modo como se implementam os projetos.
É neste contexto que a Fundação Benfica procura manter ininterrupta a sua atividade e, simultaneamente, contribuir para minorar adversidades emergentes da crise pandémica, criando para este efeito o projeto "Juntos cuidamos de Si".
Logo numa primeira fase, houve a doação ao SNS que permitiu a aquisição de milhares de máscaras, fatos, termómetros e dois ventiladores. Colaborou ainda com a GNR na entrega de 3000 kits alimentares para idosos em contexto de fragilidade social e isolamento e procedeu à oferta de mais de cinco toneladas de alimentos às pessoas em situação de sem-abrigo. Mais recentemente, numa parceria com a empresa Active Capital, foram doadas 25 000 máscaras a escolas e 10 000 viseiras a hospitais.
Igualmente relevante é a capacidade demonstrada para assegurar a continuidade dos projetos implementados e dos quais beneficiam milhares de pessoas. São onze as iniciativas a decorrer presentemente.
O projeto "Para ti Se não faltares", de capacitação e combate ao absentismo e abandono escolar, abrange, no presente ano letivo, 480 crianças em dez escolas de Paranhos, Ponte de Sor/Montargil e Lisboa.
O "Community Champions League", presente em 12 freguesias de Lisboa, visa o fortalecimento dos laços comunitários e a promoção da cidadania ativa em pessoas de diferentes origens, incidindo em 150 jovens e respetivas comunidades envolvidas.
O "Hat-trick: Treinar, Jogar e Vencer" destina-se a 75 jovens de 15 a 21 anos da Escola Profissional Gustave Eiffel. É um projeto de intervenção e inclusão, com foco no desenvolvimento de competências pessoais e sociais, e assente nos princípios do projeto "Para ti Se não faltares" e da prática desportiva de Futebol de rua.
O "Benfica Faz Bem", que consiste em proporcionar um conjunto de experiências e interações com atletas e símbolos do Sport Lisboa e Benfica a diferentes grupos que de alguma forma se encontram em contexto de fragilidade social ou de saúde, continua mesmo em contexto de pandemia, destacando-se o recurso às videochamadas com elementos do plantel da nossa equipa de futebol profissional.
O "KidFun – Educação para valores", implementado desde 2014 em itinerância (150 escolas de 18 distritos e 50 concelhos) e que abrangeu 20 000 a 25 000 crianças do 1.º ciclo, teve de ser reformulado nesta fase para eliminar o risco de propagação do novo coronavírus, nomeadamente através da transição para formato online, com adaptação em curso dos conteúdos. As atividades têm início previsto em dezembro, com as inscrições a decorrerem até final do ano.
O combate ao racismo e outras formas de discriminação é feito através do projeto "Show Racism the Red Card". Foram envolvidas 400 crianças, outras 800 têm a participação pendente face à pandemia e serão envolvidas ainda 2400, de forma mais pontual em ações de sensibilização.
Os projetos "Walking Football" (envelhecimento ativo) e "Futebol Adaptado" (desporto inclusivo) têm os treinos e eventos suspensos, o que não significa que estejam parados, com trabalhos preparatórios a decorrerem conforme as necessidades, em particular o reinício dos treinos do futebol adaptado na próxima quinzena.
"Welcome through football" trata-se de um projeto europeu em colaboração com a EFDN e outros clubes membros com o objetivo de promover a inclusão social e a empregabilidade junto de refugiados. O Protocolo já foi estabelecido com o Alto Comissariado para as Migrações, o início das atividades será em dezembro e terá mais de 30 participantes.
Há ainda o projeto "Faz da tua escola um viveiro", em parceria com a Lousitânea - Liga de Amigos da Serra da Lousã, para educação ambiental e apoio específico à reflorestação das zonas afetadas pelos incêndios de 2017, com uma metodologia participativa envolvendo alunos, professores e famílias das Escolas Básicas do 1.º Ciclo.
E, finalmente, o "Benfica Contigo | Assistência Humanitária", através do qual se concebem e implementam estratégias e ações de colaboração em torno de determinadas causas e respostas muito específicas a desenvolver. Enquadram-se, em particular, neste projeto, as causas relacionadas com as catástrofes ambientais que cada vez mais impactam de forma extremamente significativa o nosso planeta.
A Fundação Benfica é um dos ativos mais importantes do Sport Lisboa e Benfica, tornando-se, desde cedo e pelo impacto muito positivo na vida de milhares de pessoas, absolutamente imprescindível."

E a culpa é do denunciante!!!


"Frederico Varandas: «Tenho na minha lista dois juízes-conselheiros do Supremo, um procurador da República, um juiz-desembargador. Acha que estas pessoas não vão fazer braço-de-ferro na justiça pelo Sporting?»
Paulo Silva acusou o Sporting de lhe pedir para corromper jogadores.
Sporting é ilibado e o Paulo Silva é acusado de corrupção.
Afinal o Paulo Silva corrompia em nome de quem? Andava a corromper jogadores por iniciativa própria e só por diversão?
Está tudo dito. Escutas e mensagens de whatsapp a comprarem árbitros e jogadores. Não passa nada. Siga a marinha!"

Benfica FM #134 - Mudanças táticas à vista?

Tino, o recuperador


"Quando no final se escrever a história da época 2020/2021, e muito dependendo do caminho do SL Benfica, poderá tornar-se obrigatório incluir o capítulo Florentino.
A melhor opção para a posição de médio defensivo do Benfica, jogador de enorme qualidade no desarme e capacidade para comer muitos metros, garantindo com isso o fecho do espaço defensivo, e segurança e equilíbrio numérico em momento de Transição Defensiva, seguiu para a Liga Francesa e deixou o Benfica orfão de um médio capaz de ter um grande impacto defensivo. João Tralhão, chegou a compará-lo a Casemiro.
Simplicidade com bola – que não sendo propriamente alguém com grande capacidade para servir os colegas em espaços mais adiantados, tem a virtude de decidir e entregar rápido, ao contrário por exemplo de Gabriel, primeira opção encarnada na posição – e qualidade incrível sem ela.
Florentino regressou a Portugal para ajudar a apurar a selecção de sub21 para um Europeu onde por certo estará presente e para se valorizar."

SL Benfica ‘B’ | Jogadores com futuro, equipa sem ele


"Depois do início auspicioso de temporada protagonizado pela equipa B do SL Benfica – com Gonçalo Ramos a assumir papel de destaque, o que o levou a um papel de obsoletismo na equipa principal -, a turma secundária das águias segue numa série de seis partidas a perder.
É verdade que todas elas foram pela margem mínima, mas não é menos verdade – se as verdades podem ser quantificadas e comensuradas – que esse facto não interessa rigorosamente nada. Foram 18(!) pontos perdidos em 18 possíveis na última meia-dúzia de encontros referentes à Segunda Liga. 
São míseros seis pontos (em oito jornadas) os que soma o conjunto de Renato Paiva (no momento da escrita, ainda é correto fazer referência ao SL Benfica B desta forma, veremos daqui a umas semanas). Os mesmos que o Varzim SC, que carrega a lanterna vermelha por uma questão de diferencial de golos. No entanto, a equipa poveira tem menos uma derrota (e mais uma partida).
O SL Benfica ‘B’ é, de resto, a equipa com mais derrotas na corrente edição da Segunda Liga – a par da outra “B” do campeonato, o FC Porto B (que tem mais um jogo realizado). Metastizam-se, então, pelas redes sociais fora e pelos vários fóruns e polos conversacionais do mundo digital, questões e opiniões centradas no intuito primordial das equipas “B”.
“Interessa é formar os ‘miúdos’ para a equipa A”, argumentam alguns; “Todas as equipas do SL Benfica têm que jogar para ganhar, não é para aprender”, atiram alguns outros. Os apologistas do equilíbrio, como eu, defendem e apelam a uma mistura das duas vertentes: formar e ganhar.
Nada que não se possa cobrar a um clube que conotou às suas equipas de formação o mote, popularizado sob a forma de uma hashtag, “Formar a ganhar”. Pede-se, assim, que se cumpra o mote. Até porque, na realidade (apropriando-me da expressão característica de Fernando Santos), as duas vertentes não apenas devem convergir e coincidir, como coincidem.
Dois motivos soerguem-se, elevando-se em relação a outros de menor relevância. Primeiro, o SL Benfica B tem que interiorizar a mentalidade de “Formar a Ganhar” por ser a equipa A o principal destino – ou o destino pretendido – dos jovens da formação que por lá pululam.
O argumento utilizado para escudar das críticas os maus resultados em catadupa da equipa B encarnada parece querer dissociar a formação da ambição/objetivo de vencer. Essa dissociação não existe numa equipa B de um clube da dimensão do Sport Lisboa e Benfica. É obrigatório “formar a ganhar” quando se está a formar atletas que se pretende virem a representar uma equipa que joga para ganhar. 
Aprende-se muito com as derrotas, é certo. Todavia, não pode nunca acontecer que um jovem formando do SL Benfica se conforme com as derrotas e não se pode libertar o SL Benfica B da pressão – que deve existir, por ser positiva – de lutar para vencer toda e qualquer partida em que participa.
Os jovens jogadores das águias “B” não estão – em suposição – a ser trabalhados para transportarem consigo para a equipa A uma cultura de derrota. Antes pelo contrário. Exige-se, assim, que nunca se dissocie a formação da ambição.
O segundo motivo prende-se com a visão a médio/longo prazo do projeto que deve sustentar a existência e a evolução do SL Benfica B. A curto prazo pode até – ainda que não deva acontecer – parecer inócuo o facto da equipa secundária do clube da Luz somar algumas derrotas consecutivas. Pode até parecer inofensivo o cenário de descida de divisão.
Pode tudo isto parecer, sobretudo aos olhos de quem defende que não é importante ganhar, mas sim formar, mas não é. Não é inócuo perder, não é inofensivo descer de divisão. Os danos provocados pelas derrotas e, acima de tudo, por uma eventual descida de escalão seriam inquantificáveis, nocivos e duradouros – se não mesmo irreversíveis. 
 É preciso ganhar para continuar a formar com qualidade, porque só vencendo pode o SL Benfica B continuar na Segunda Liga. E a Segunda Liga é, de entre os possíveis, o melhor ambiente de crescimento para os vários jovens com futuro que procuram crescer na “B” encarnada.
A Segunda Liga, com todos os seus traços positivos e negativos e apesar de não se equivaler a muitas outras “Segundas Ligas”, é e vai continuar a ser “o” sítio para estar para as equipas B. Assim, não se trata de uma escolha que o SL Benfica tem que fazer.
Não há que escolher entre formar e ganhar. Há que lutar todos os dias para que “Formar a Ganhar” seja mais do que um slogan catita. Para ter jovens com futuro, é preciso ter uma equipa B com futuro. No momento da escrita (para registo futuro: 14 de novembro de 2020, 14:35), a do SL Benfica não o tem."

A internacionalização do desporto


"Depois da Guerra Mundial de 1939-1945, o fenómeno desportivo prossegue a sua expansão no seio das sociedades industrializadas, assumindo um papel cultural importante. Se o conhecimento do teorema de Pitágoras nos parece puramente livresco, dado que não se percebe a imediata utilidade social, a dos resultados desportivos fazem parte da cultura comum e quotidiana dos cidadãos. Sabiamente orquestrados pelos meios de comunicação social, os supostos valores do desporto moderno reagrupam os povos da terra inteira, dividindo-os, por vezes, artificialmente.
Supor que o desporto é igualitário e apresenta um caráter de justiça, é acreditar que a competitividade e a concorrência têm uma função simbólica. O mito da universalidade do desporto pertence definitivamente aos imaginários e as representações sociais surgem, com força e vigor, quando se trata de relembrar as ambivalências dos valores do desporto.
Durante os “trinta gloriosos” (expressão que designa os 30 anos que se seguiram depois da II Guerra Mundial), os responsáveis políticos dos diferentes governos e organizações supranacionais tentam pensar o desporto para evitar a sua desnaturalização. Face à mundialização do desporto, o Comité Olímpico Internacional (COI) defende os seus projetos e arroga o título de “guardião” (exclusivo) dos valores desportivos. No decurso da segunda metade do século XX, as noções de risco, de excesso e de progresso marcam, cada vez mais, as representações dos povos.
Face a esta crença, os discursos políticos relacionados com o desporto procuram despertar as consciências individuais e coletivas. Parece-nos importante evocar aqui a célebre crítica do sociólogo francês Jean-Marie Brohm (Sociologie politique du sport, Paris, 1976), que definia o desporto como um “positivismo institucionalizado do corpo”. Se a arma económica ou a arma militar são privilegiadas entre os países ricos, industrializados, a arma desportiva encontra-se disponível em todas as Nações. Reivindica-se, assim, o estatuto de Embaixador. A instrumentalização dos heróis desportivos participa nesta lógica de sedução."

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Vício de vencer...!!!

Benfica 3 - 1 Fonte do Bastardo
22-25, 25-15, 25-17, 25-20

Entrada morna, mas sem grandes alaridos, limpámos os outros três Set's!!!

Em todas as frentes


"Tivemos um fim de semana 100% vitorioso no que às modalidades de pavilhão diz respeito, sendo que teremos ainda, hoje, o desafio frente ao Fonte do Bastardo em voleibol.
No andebol alcançámos o décimo triunfo consecutivo desde o início do Campeonato Nacional. Desta feita ante a Sanjoanense, em São João da Madeira, por 21-32. A nossa equipa é líder isolada do Campeonato, tendo disputado mais uma partida que FC Porto e Sporting, também invictos até ao momento.
No basquetebol, a sétima jornada tinha-nos reservado uma viagem a Angra do Heroísmo para defrontar o Lusitânia, que só havia perdido numa ocasião anteriormente. O triunfo, por 69-82, permitiu a ascensão ao terceiro lugar, com cinco vitórias e uma derrota.
Quanto ao futsal, a nossa equipa prossegue na liderança partilhada com o Sporting, fruto do pleno de vitórias conseguido nas oito jornadas disputadas. Os 5-3 infligidos ao Portimonense, que ocupava a terceira posição à entrada da jornada, cimentam o bom início de temporada benfiquista.
E, no hóquei em patins, o triunfo concludente, por 2-8, no reduto do Valongo, que ocupava o terceiro posto da classificação, coloca a nossa equipa na liderança, porém à condição, pois disputou mais um jogo que o seu adversário direto.
Entre as equipas femininas das modalidades de pavilhão, apenas esteve em atividade a de hóquei em patins, que ganhou por 3-15 ao Stuart Massamá, naquela que foi a oitava vitória na Zona Sul do Campeonato Nacional, série que lidera isoladamente após oito jornadas.
Houve também o desafio da nossa equipa feminina de futebol, em que perdemos ante o Sporting, o que não coloca em causa o apuramento para a fase final. E a participação de judocas benfiquistas no Open Africano, Dakar 2020, em que Djamila Silva e Alexandre Silva subiram ao primeiro lugar do pódio nas categorias -52 kg e -60 kg, respetivamente.
Uma nota ainda para o contributo de vários dos nossos futebolistas para as seleções dos seus países. 
Vertonghen foi titular e capitão da Bélgica no triunfo ante Inglaterra a contar para a Liga das Nações (dias antes havia atuado no amigável com a Suíça). Odysseas representou a Grécia no desafio com a Moldávia (vitória por 0-2). Seferovic foi titular no jogo frente a Espanha, que terminou empatado a uma bola (também foi utilizado no amigável com a Bélgica). E Waldschmidt, que entrou nos minutos finais no desafio com a Ucrânia, após ter titular no amigável com a República Checa, tendo sido o autor do golo que deu o triunfo à Alemanha
Na América do Sul, Darwin estreou-se a marcar, em grande estilo, pela seleção do Uruguai em jogos oficiais e contribuiu decisivamente para o triunfo, por 0-3, diante da Colômbia. Everton também foi utilizado na vitória brasileira, por 1-0, ante a Venezuela. Assim como Otamendi, titular pela Argentina frente ao Paraguai.
Os Sub-21 portugueses contaram com vários jogadores ligados ao Benfica, com destaque para Gonçalo Ramos, de apenas 19 anos, que se estreou a marcar neste escalão. O jovem avançado foi utilizado nas partidas com Bielorrússia e Chipre e foi o autor do terceiro golo português frente aos bielorrussos. Nestas partidas foram ainda utilizados Florentino, Gedson e Jota. Pedro Pereira e Tomás Tavares marcaram presença no banco de suplentes na partida com a Bielorrússia."